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Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do

Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Aula 1

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
Introdução – Contexto histórico
• No período de 753 a 510 AC, ou seja, no Império Romano, já se
notava a preocupação em registrar os nascimentos e as mortes
ocorridos entre os habitantes de algumas regiões.

• Os Romanos, congregarem-se para formar sociedades, com intuito


de protegerem-se mutuamente contra prejuízos monetários
advindos de dias chuvosos, pragas e casos de morte.

• O imperador Cláudio (10 a.C. – 54 d.C.), interessado em estimular o


plantio e comércio de grãos, criou um seguro gratuito para todos os
agricultores e mercadores romanos ao tomar para si a
responsabilidade sobre qualquer perda do cereal decorrente do
mau tempo.
• No século XII, um novo impulso de comércio provocou o
reflorescimento de um sistema de cobertura de riscos que já era
conhecido desde a Antiguidade: o Contrato de Dinheiro a Risco
Marítimo.

• Essa operação consistia num empréstimo em dinheiro concedido


por um capitalista ao navegador que empreendia uma viagem. O
navegador não pagava nenhum prêmio, mas deixava em garantia
uma hipoteca sobre o seu navio e o valor da carga a ser
transportada.

• Se a embarcação e a carga fossem perdidas na viagem, o


empréstimo não era restituído. Caso a viagem fosse bem-
sucedida, o navegador pagaria o que havia recebido como
empréstimo, acrescido de juros elevados como compensação pelos
riscos assumidos.
• Em 1310 surgiu em Bruges, na Bélgica, uma Câmara de
Seguros que efetuava o registro de todos os contratos de
seguro negociados e arbitrava entre as partes em caso de
litígio.

• A maior parte dos contratos era de seguros mútuos


realizados por corporações e sindicatos de navegação em
benefício dos seus associados, cobrindo não só os riscos
materiais, mas também prevendo auxílio em caso de doença
ou morte.
• A primeira apólice de seguro de que se tem conhecimento foi
emitida em 18 de junho de 1583, na cidade de Londres.

• Coube também a essa cidade a primazia de ter abrigado a


primeira Companhia de Seguros de Vida, conhecida pelo
nome de “The Society of Insurance for Widows and Orphans”

• No século XVII surgiram algumas instituições conhecidas como


“Tontinas”, nome originado do seu idealizador, o banqueiro de
nacionalidade italiana Lourenço Tonti.
• As Tontinas tinham por objetivo inicial facilitar ao Estado o
levantamento de empréstimos públicos.

• Na sua concepção, a operacionalidade de tais instituições baseava-


se no princípio da reunião de pessoas que colocavam em comum
certa quantia em dinheiro para constituir um fundo destinado a ser
repartido em determinada época entre os sobreviventes do grupo.

• As Tontinas tornaram-se a antítese do seguro de vida e, como


consequência, trouxeram muitas práticas amorais e anti-sociais,
como fraudes, sequestros e assassinatos. As Tontinas não deixaram
de ser uma semente lançada, embora mal concebida e com
finalidade nebulosa
• Mas foi apenas com John Graunt (1620-1674), que o seguro
começou a tomar um maior impulso como instituição calcada em
bases científicas.

• As observações de John Graunt, publicadas em 1662 no seu livro


Natural and Political Observations made upon the Bills of Mortality
constituíram o primeiro exemplo de método estatístico aplicado.

• Graumt mesmo percebendo que as estatísticas disponíveis


representavam uma mera fração de todos os nascimentos e mortes
já ocorridos em Londres, não se absteve de elaborar amplas
conclusões sobre os dados disponíveis. Sua linha de análise é
conhecida atualmente como inferência estatística.
• A partir da inferência de uma estimativa global de uma
amostra de dados, os estatísticos subseqüentes descobriram
como calcular o erro provável entre a estimativa e os valores
reais.

• Ainda no século XVII, surgiram novos tipos de seguro por


influência do grande incêndio de Londres de 1666, que
destruiu 25% da, deixando 20 mil pessoas desabrigadas.

• Essa tragédia despertou a atenção das pessoas para os riscos


de incêndio e estimulou a criação das primeiras Companhias
de Seguros destinadas à sua cobertura: a Fire Office, em 1680;
a Friendly Society, em 1684; e a Hand in Hand, em 1696.
• Despertado o interesse pelo assunto, um grande número de
matemáticos, de diferentes países, começou a prestar o seu
apoio à causa.

• Em 1693, Edmund Halley elaborou um estudo pelo qual


apresentava uma tábua de mortalidade conhecida por
Breslaw Table. Esta tábua de mortalidade foi a primeira
construída sobre princípios realmente científicos

• Embora Halley fosse inglês, os dados que usou provieram da


cidade silesiana de Breslaw (atualmente com o nome de
Wroclaw, na Polônia).
• Breslaw foi escolhida porque ficava geograficamente longe do
mar, de modo que as imigrações e emigrações eram
pequenas, gerando uma estabilidade demográfica com a
qual Halley não podia contar em Londres.

• A matemática atuarial aprimorou-se profundamente durante


o século XVIII, principalmente devido ao desenvolvimento do
cálculo de probabilidades.

• Coube a Abraham De Moivre, em 1725, o privilégio de


calcular os prêmios dos seguros de vida com bases
efetivamente científicas.
• No século XIX, os estudos sobre a mortalidade efetuados
pelos eminentes atuários Benjamin Gompertz e William
Makeham foram de vital importância para a estruturação do
seguro moderno.
Origens do Seguro no Brasil
• No Brasil, com a vinda da Família Real em 1808 e a
consequente instalação de fábricas propiciando a abertura
econômica do país, foi possível a instalação de uma
Companhia de Seguros no território nacional.

• A Companhia de Seguros Boa Fé cujas normas se regulavam


pela Casa de Seguros de Lisboa, foi a primeira a se instalar.

• Mesmo depois de consumada a independência do Brasil em


1822, as regras de seguro continuaram baseadas na legislação
portuguesa, que se sujeitava às normas comerciais da Europa.
• O advento do Código Comercial em 1950 foi de fundamental
importância para o desenvolvimento do seguro no Brasil,
incentivando o aparecimento de inúmeras Companhias de
Seguros, que passaram a operar não só com o seguro
marítimo, expressamente previsto na legislação, mas também
com o seguro terrestre.

• O seguro de vida teve a sua prática protelada no Brasil por ter


sido considerado, durante longo tempo, como uma
especulação imoral. O Código Comercial brasileiro de 1850,
tratando das coisas que podem ser objeto de seguro
marítimo, assim determinava: “Art. 686 - É proibido o seguro
(...) 2) - Sobre a vida de alguma pessoa livre".
• Porém, permitia a realização de seguros sobre a vida de
escravos por considerá-los como "coisas" e não "pessoas".

• Somente após alguns anos, este ramo começou a se


desenvolver, quando em 1855 surgiu a Companhia de Seguros
Tranquilidade, primeira sociedade fundada no Brasil para
operar em seguros sobre a vida de pessoas livres.

• A partir de 1862 começaram a surgir as primeiras sociedades


estrangeiras, como a Companhia de Garantia do Porto, a Royal
Insurance, a Liverpool & London & Globe, entre outras. Estas
sucursais transferiam para suas matrizes os recursos
financeiros obtidos pelos prêmios cobrados, provocando uma
significativa evasão de divisas
• Visando proteger os interesses econômicos do país, foi promulgada,
em 5 de setembro de 1895, a Lei n° 294, dispondo exclusivamente
sobre as companhias estrangeiras de seguros, determinando que
suas reservas técnicas fossem constituídas e tivessem seus recursos
aplicados no Brasil.

• Algumas empresas estrangeiras, divergindo sobre as disposições


contidas nesta lei, fecharam suas sucursais no país.

• O Decreto n.° 4.270, de 10 de dezembro de 1901, e seu


regulamento direcionavam o funcionamento das Companhias de
Seguros de Vida, marítimos e terrestres, nacionais e estrangeiras, já
existentes ou que viessem a se organizar no território nacional.
• Tal decreto Além de estender as normas de fiscalização a
todos os seguradores que operavam no país, criou a
Superintendência Geral de Seguros, subordinada diretamente
ao Ministério da Fazenda.

• Com a criação da Superintendência, foram concentradas,


numa única repartição especializada, todas as questões
pertinentes à fiscalização de seguros, antes distribuídas entre
diferentes órgãos.

• Em 1916, com a promulgação do Código Civil Brasileiro, foram


previstos e regulamentados todos os ramos de seguros,
inclusive o de vida.
• Mais tarde, em julho de 1934, foi criado no Ministério do
Trabalho, Indústria e Comércio o Departamento Nacional de
Seguros Privados e Capitalização (DNSPC), cujo objetivo era
atender às seguintes finalidades:

 fiscalizar as operações de seguros privados em geral,


 amparar, nos limites de suas atribuições administrativas, os
interesses e direitos do público relativos às operações de
seguros
• Em 1939, o presidente Getúlio Vargas deu o maior passo para
o progresso do seguro no país, criando o Instituto de
Resseguros do Brasil (IRB).

• Esta instituição foi fundada com o objetivo de regular o


resseguro no país e desenvolver as operações de seguros em
geral.

• As Companhias de Seguros ficaram obrigadas, desde então, a


ressegurar no IRB as responsabilidades que excedessem sua
capacidade de retenção.
• Em 1966, através do Decreto-lei n.° 73/66, foram reguladas
todas as operações de seguros e resseguros. Além disso,
também foi instituído o Sistema Nacional de Seguros
Privados,assim constituído:

i. Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP;


ii. Superintendência de Seguros Privados – SUSEP;
iii. Instituto de Resseguros do Brasil – IRB (atualmente IRB-
Brasil Re);
iv. Sociedades autorizadas a operar em Seguros Privados;
v. Corretores habilitados
• Na década de 60, reaviva o surgimento de várias instituições
privadas, genericamente conhecidas por Montepios.

• Na década de 70, em decorrência de uma necessidade


previdenciária complementar ao serviço prestado pelo
Estado, já haviam surgido as instituições fechadas de
previdência, congregando empregados de uma única
empresa.

• Este período fica marcado pelo início da grande expansão dos


atuais Fundos de Pensões, como por exemplo o modelo da
PETROS, implantada pela Petrobrás.
• É consolidada, em 1977, a legislação de Previdência Privada,
que se desdobra em dois segmentos básicos: Aberto e o
Fechado.

• 1979, a SUSEP que era vinculada ao Ministério da Indústria e


do Comércio passa a estar vinculada ao Ministério da
Fazenda.
Conceitos Importantes
• Risco - é a probabilidade de ocorrência de determinado
evento que venha a gerar prejuízo econômico.

• A necessidade de proteção contra a insegurança diante do


desconhecido, a incerteza do futuro e o medo em relação à
imprevisibilidade dos acontecimentos sempre estiveram
presentes na vida do homem.

• O seguro é um organismo que progressivamente se


aperfeiçoa para restabelecer, de alguma forma, o equilíbrio
perturbado pela materialização do risco.
• Mutualismo - princípio em que os indivíduos se organizam em
grupos com o interesse de proteger-se de prejuízos decorrentes de
tragédias ou perdas em determinado sinistro. Princípio através do
qual os prejuízos de determinado evento (futuro e incerto) são
distribuídos entre a coletividade.

• Caracteriza-se pela existência de um fundo comum para o qual


todos colaboram através de contribuições ou quotas, de modo a
prover reservas que possam cobrir prejuízos financeiros de
determinado evento.

• IMPORTANTE: os cálculos atuariais devem levar em consideração a


Lei dos Grandes Números: “se um evento de probabilidade p é
observado repetidamente em ocasiões independentes, a proporção
da frequência observada deste evento em relação ao total número
de repetições converge em direção a p à medida que o número de
repetições se torna arbitrariamente grande.’’
 A profissão de Atuário
• O Atuário é o profissional preparado para mensurar e administrar
riscos, uma vez que a profissão exige conhecimentos em teorias e
aplicações matemáticas, estatística, economia, probabilidade e
finanças.

• O decreto-lei nº 806, de 4 de setembro de 1969 dispõe sobre a


profissão do atuário e, em seu art. 5º define as suas atribuições.
Embora editado há muitos anos, esse decreto-lei ainda contempla
muitas das responsabilidades do profissional da área atuarial:
avaliação de reservas matemáticas, tarifação de prêmios e formas
de distribuição de lucros entre segurados especificamente
aplicáveis às empresas privadas de seguros e capitalização, das
instituições de previdência privada e social e dos órgãos oficiais de
seguros e resseguros.
• Entre as atribuições do atuário estão a assinatura como responsável
técnico pelos balaços das empresas de seguros e capitalização, o
desempenho de cargo técnico no serviço atuarial do Ministério do
Trabalho e Previdência Social e de outros órgãos, além da
peritagem e da emissão de pareceres sobre assuntos envolvendo
temas de competência exclusiva do atuário.

• Temas relacionados, por exemplo a níveis de solvência, à formação


de reservas financeiras ou à aplicação de recursos em longo prazo
suficientes para fazer frente às necessidades de investidores,
acionistas e do mercado em geral têm requerido do atuário altos
níveis de confiança nas informações por ele geradas, de forma a
auxiliar a administração das instituições em seu processo de
tomada de decisões.
 O Cálculo Atuarial
• O cálculo atuarial pode ser definido como o estudo técnico
que toma por base um levantamento de dados sobre
determinada população, com uma profundidade que permita
ao atuário encontrar os valores necessários, dentro de
margens de erro preestabelecidas, para garantir ao “tomador
dos riscos” os benefícios compromissados. Entre outros
aspectos, o cálculo atuarial hoje é indispensável para definir o
valor do prêmio1 de determinado seguro, a contribuição a ser
paga a uma entidade de previdência privada ou fundo de
pensão e o risco máximo (os chamados limites técnicos e
operacionais) a que um segurador pode se submeter em sua
atividade de assumir riscos.)
• Para tanto, normalmente são utilizados dois tipos de plano.
No plano de custeio, são demonstradas as formas necessárias
para custear os benefícios oferecidos no plano de seguro,
definido as alíquotas de contribuição importantes ao
equilíbrio do sistema (custo normal e suplementar). Já no
plano de benefícios, são demonstrados os benefícios
oferecidos ao segurados - pensões, aposentadorias, auxílios,
etc.
• Assim, se correlacionarmos os conceitos de custeio, benefícios
oferecidos, formas de constituição e remuneração de reservas
em longo prazo, níveis de sinistralidade esperados, entre
outros, concluiremos que os cálculos atuariais desenvolvem
papel preponderantes também na definição dos riscos de
solvência de uma entidade e , consequentemente, em sua
perpetuidade no mercado.
Quadro Institucional Privado Brasileiro

• No tocante à Seguridade Básica Social, compulsória e


gerida pelo Estado, fica assegurado aos segurados os
benefícios mínimos destinados à garantia dos direitos
relativos à saúde, à previdência e à assistência social.
Essas atividades são, no Brasil, operadas pelo Estado:
Sistema Nacional de Previdência Social - SINPAS - e
incluem assistência médica, aposentadoria, pensão,
acidentes do trabalho e outros benefícios.
• No que tange à esfera Privada, as operações de Seguro,
Previdência, Capitalização e as Operadoras de Planos de
Saúde no Brasil estão dispostas dentro de um quadro
Institucional amplo.

• As esferas de ação das Instituições Privadas são subordinadas


ao crivo e normatização Estatal, por intermédio de
Superintendências, Secretarias e Agências fiscalizadoras.

• Atualmente a estrutura do sistema se encontra disposta em


conformidade com o quadro que segue:
 CNSP

• O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é o órgão


normativo das atividades securitícias do país.

• Atribuições:
 Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados;
 Regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização
dos que exercem atividades subordinadas ao Sistema Nacional de
Seguros Privados, bem como a aplicação das penalidades previstas;
 Fixar as características gerais dos contratos de seguros, previdência
privada aberta e capitalização;
 Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro;
 Disciplinar a corretagem do mercado e a profissão de corretor.
• O Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966 - alterado pela Lei
nº 9.656/98 e Lei nº 10.190/2001, que rege as operações de seguro,
instituiu o Sistema Nacional, integrado por Conselho Nacional de
Seguros Privados (CNSP), Superintendência de Seguros Privados
(Susep) e sociedades autorizadas a operar em seguros privados e
capitalização, entidades abertas de previdência complementar e
corretores de seguros habilitados.

• O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) - órgão


responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros
privados; é composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente),
representante do Ministério da Justiça, representante do Ministério
da Previdência Social, Superintendente da Superintendência de
Seguros Privados, representante do Banco Central do Brasil e
representante da Comissão de Valores Mobiliários.
 SUSEP
• A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) é o órgão
responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de
seguro, previdência privada aberta, capitalização e
resseguro.

• Possui a missão de atuar na regulação, supervisão,


fiscalização de seguros, previdência complementar aberta e
capitalização, protegendo os direitos dos consumidores e os
interesses da sociedade em geral.

• OBS: Não confundir dom SUSEPE.


• A SUSEP, autarquia federal vinculada ao Ministério da
Fazenda, foi criada pelo Decreto-Lei nº. 73, de 21 de
novembro de 1966, para fiscalizar as operações de seguros e
planos de capitalização.
• Hoje, além destas duas importantes atividades do dia-dia do
cidadão, a Susep supervisiona também os planos de
previdência complementar aberta, ou seja, aqueles dos quais
qualquer pessoa pode participar, independentemente da
profissão ou do lugar onde trabalhe.
• A Susep ainda é responsável pela fiscalização das operações
de cosseguro, resseguro e retrocessão conforme definido na
Lei Complementar nº 126/2007 que alterou o Decreto-Lei nº
73/1966.
 Sociedades autorizadas a operar em seguros privados

• São entidades constituídas sob a forma de sociedades anônimas,


especializadas em pactuar contrato por meio do qual assumem a
obrigação de pagar ao contratante (segurado) ou a quem este
designar uma indenização caso ocorra o risco indicado e temido,
recebendo para isso o prêmio estabelecido.
• As seguradoras precisam de aprovação governamental para operar,
bem como aprovação específica da Susep para cada um de seus
produtos. No caso das seguradoras de saúde, a autorização cabe à
Agência Nacional de Saúde (ANS). As seguradoras devem manter
provisões, em conformidade com os critérios estabelecidos pelo
CNSP.
• Os investimentos que garantem tais provisões devem ser
diversificados de acordo com as normas impostas pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN).
• A autorização para que as seguradoras possam operar é dada pelo
Ministério da Fazenda, depois que um pedido é apresentado à
Susep e submetido ao CNSP.

• Qualquer alteração proposta ao estatuto social de seguradoras – ou


qualquer consolidação, fusão ou operação semelhante – também
precisará ser submetida à Susep e, em alguns casos, ao Ministério
da Fazenda, para aprovação.
• As sociedades seguradoras estão organizadas na Confederação
Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e
Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), criada em
agosto de 2008.
• A entidade também reúne a Federação Nacional de Seguros Gerais
(FenSeg), a Federação Nacional de Previdência e Vida (FenaPrevi), a
Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a
Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), conforme as
grandes linhas demarcatórias do mercado.
 Resseguro

• A abertura do mercado brasileiro de resseguros, em 2008,


promoveu grandes transformações e, de imediato, atraiu
dezenas de players internacionais.
• O resseguro é fundamental para o mercado de grandes
apólices, para diluir o risco de colocação dos grandes
contratos. Uma seguradora, ainda que de grande porte, não
conseguiria absorver, isoladamente, um sinistro de vastas
proporções.
• São contratos que garantem cobertura de riscos contra, por
exemplo, operações e plataformas de petróleo,
conglomerados industriais, mineradoras, etc.
• Portanto, o risco parcial ou total da cobertura de bens de valores
elevados é compartilhado por meio do resseguro, que é uma forma
de seguro.

• Resseguro é o seguro dos riscos de uma seguradora, conforme


entendimento mais abrangente da atividade.

• Os resseguradores fornecem proteção a variados riscos, inclusive os


de maior vulto e de mais complexidade que são aceitos pelos
seguradores.

• O país atrai o interesse das maiores empresas de todo o mundo


pelas oportunidades representadas pela sua dimensão; pela
diversidade econômica, comercial e industrial; e, também pelo
reduzido número de catástrofes naturais.
 IRB Brasil Resseguros S/A – IRB-Brasil Re
• O IRB é sociedade de economia mista, com 50% de seu capital
pertencente ao Tesouro Nacional e 50% às seguradoras e
outros acionistas, sendo que o controle é estatal. De 1939 a
2007, foi o único ressegurador no Brasil, promovendo o
desenvolvimento dos mercados de resseguro, cosseguro e
retrocessão, em conformidade com as políticas do CNSP.
• O Decreto-Lei nº 73/66 também deu ao IRB poderes
regulatórios sobre o setor de resseguros. A Emenda
Constitucional nº 13, de 21 de agosto de 1996, revogou o
monopólio constitucional do IRB no mercado de resseguros,
mas a efetiva abertura desse mercado somente ocorreu com a
edição da Lei Complementar n° 126, em janeiro de 2007.
 Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS
• A ANS foi criada em 2000 pela Lei n° 9.961, que definiu sua
finalidade, estrutura, atribuições, sua receita, a vinculação ao
Ministério da Saúde e a sua natureza.

• A autarquia tem por finalidade institucional promover a


defesa do interesse público na assistência suplementar à
saúde, regular as operadoras setoriais – onde se incluem as
seguradoras especializadas em saúde –, inclusive quanto às
suas relações com prestadores e consumidores, e contribuir
para o desenvolvimento das ações de saúde no país.
 Conselho Nacional de Previdência Complementar

• O CNPC é o órgão com a função de regular o regime de


previdência complementar operado pelas entidades fechadas
de previdência complementar (fundos de pensão), nova
denominação do então Conselho de Gestão da Previdência
Complementar.

• O Decreto nº 7.123, de 03 de março de 2010, dispõe sobre a


organização e o funcionamento do Conselho Nacional de
Previdência Complementar (CNPC) e dá outras providências.
 Superintendência Nacional de Previdência
Complementar
• A Previc é uma entidade governamental autônoma constituída sob
a forma de autarquia especial vinculada ao Ministério da
Previdência Social, instituída em 2009 (Lei nº 12.154/09), com a
finalidade de fiscalizar e supervisionar as entidades fechadas de
previdência complementar e de executar políticas para o regime de
previdência complementar.

• As principais competências da Previc, segundo o Decreto nº 8.992,


de 20 de fevereiro de 2017, são:
I. proceder à fiscalização das atividades das entidades fechadas de
previdência complementar e das suas operações;
II. apurar e julgar as infrações e aplicar as penalidades cabíveis;
III. expedir instruções e estabelecer procedimentos para a aplicação
das normas relativas à sua área de competência;
IV. autorizar: a constituição e o funcionamento das entidades
fechadas de previdência complementar e a aplicação dos
respectivos estatutos e dos regulamentos de planos de
benefícios; as operações de fusão, cisão, incorporação ou
qualquer outra forma de reorganização societária, relativas às
entidades fechadas de previdência complementar; a celebração
de convênios e termos de adesão por patrocinadores e
instituidores e as retiradas de patrocinadores e instituidores; e as
transferências de patrocínio, grupos de participantes e assistidos,
planos de benefícios e reservas entre entidades fechadas de
previdência complementar;
V. harmonizar as atividades das entidades fechadas de previdência
complementar com as normas e as políticas estabelecidas para o
segmento;
VI. decretar intervenção e liquidação extrajudicial das entidades
fechadas de previdência complementar e nomear interventor ou
liquidante, nos termos da lei;
VII. nomear administrador especial de plano de benefícios
específico, podendo atribuir-lhe poderes de intervenção e
liquidação extrajudicial, na forma da lei;
VIII. promover a mediação e a conciliação entre entidades
fechadas de previdência complementar e entre as entidades
e seus participantes, assistidos, patrocinadores ou
instituidores, bem como dirimir os litígios que lhe forem
submetidos na forma da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de
1996;
IX. enviar relatório anual de suas atividades ao Ministério da
Fazenda e, por seu intermédio, ao Presidente da República e
ao Congresso Nacional; e adotar as providências necessárias
ao cumprimento de seus objetivos.
 Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência
Complementar

• A ABRAPP é uma associação, entidade sem fins lucrativos, que


representa as Entidades Fechadas de Previdência
Complementar, com base em todo o território nacional, sendo
seus objetivos, entre outros: representar os interesses
comuns dos fundos de pensão;
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Aula 2

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
Títulos de Capitalização
• Capitalização é o processo de aplicação a juros compostos e
de crescimento desse principal por força da incorporação
desses mesmos juros.
• O título de capitalização é uma forma de acumulação, em
geral, de parte do dinheiro aplicado pela qual o subscritor
constitui um capital, segundo cláusulas e regras aprovadas e
mencionadas no próprio título (condições gerais), que será
pago em moeda corrente num prazo máximo estabelecido.
• É muito comum que o título também ofereça a possibilidade
de o subscritor participar de sorteios com prêmios em
dinheiro. O título de capitalização só pode ser comercializado
pelas sociedades de capitalização devidamente autorizadas a
funcionar.
 Contratação de um título

• Ela pode ser realizada de diferentes formas; por meio de


preenchimento e assinatura da proposta; terminais de auto-
atendimento ou pela internet.
• As Condições Gerais completas deverão ser disponibilizadas ao
subscritor, assim como todas as demais informações acessórias ao
produto, previamente à aquisição do título ou ao preenchimento
da Ficha de Cadastro, quando existente.
• O subscritor, que é a pessoa que adquire o título e assume o dever
de efetuar os pagamentos, pode desde que comunique por escrito
à sociedade, a qualquer momento, e não somente no ato da
contratação, definir quem será o titular, isto é, quem terá os
direitos relativos ao título, tais como o resgate e o sorteio. É claro
que subscritor e titular podem ser a mesma pessoa.
 Tipos de título disponíveis no mercado - Forma de
Pagamento:
• Relativamente à forma de custeio, os títulos de capitalização
poderão ser do tipo Pagamentos Periódicos (PP), Pagamentos
Mensais (PM), ou do tipo Pagamento Único (PU), observadas as
disposições específicas de cada modalidade.

• Pagamentos Mensais (PM): o título que prevê a realização de um


pagamento, a cada mês da respectiva vigência.
• Pagamentos Periódicos (PP): o título em que não há
correspondência entre o número de pagamentos e o número de
meses de vigência, sendo prevista a realização de mais de um
pagamento.
• Pagamento Único (PU): o título que prevê a realização de um único
pagamento.
 Modalidades de título disponíveis no mercado

 Tradicional: Título de Capitalização que tem por objetivo restituir


ao titular, ao final do prazo de vigência, no mínimo, o valor total
dos pagamentos efetuados pelo subscritor, desde que todos os
pagamentos previstos tenham sido realizados nas datas
programadas.

 Popular: Para este grupo, o objetivo é a participação de sorteios


para concorrer a prêmios atrativos, mesmo que não haja a
devolução integral do valor aplicado. É realizado pelo menos um
sorteio para cada semestre de validade do título. O pagamento do
título pode ser periódico, único ou mensal.
• As Condições Gerais e a ficha de cadastro, quando prevista, deverão
conter, em destaque, a seguinte mensagem:
• “Este título restituirá ao final de sua vigência valor inferior ao
total dos pagamentos efetuados. A contratação deste título é
apropriada principalmente na hipótese do subscritor estar
interessado em participar dos sorteios. Consulte a tabela de resgate
para observar a evolução do percentual de resgate, de acordo com
os meses de vigência do título."
• Esta modalidade é a que geralmente é utilizada quando há a cessão
do direito de resgate por parte do subscritor a alguma entidade.
• Esta cessão é permitida, porém, ao comprar o título, o subscritor
deve estar plenamente ciente de que está fazendo a cessão do
direito do resgate a uma entidade.

 Compra Programada: É possível escolher o que deseja-se receber


quando o prazo de vigência for finalizado - a quantia guardada ou
um serviço específico referenciado na ficha de cadastro, subsidiado
por acordos comerciais celebrados com indústrias, atacadistas ou
empresas comerciais.
• Os sorteados durante o prazo de pagamento receberão o valor total
do título além do saldo que já foi aplicado.

 Incentivo:
• Nesta modalidade o título está vinculado a um evento
promocional de caráter comercial instituído pelo Subscritor, que
para tanto, deverá ceder gratuitamente o direito de participação
nos sorteios, e facultativamente, do direito de resgate.
• O evento de incentivo deve ser mencionado em material apartado
das Condições Gerais.
• O evento promocional somente poderá estar vinculado à pessoa
jurídica (empresa) para alavancar as vendas de seus produtos ou
aquisição de seus serviços.
 Prazo de vigência e prazo de pagamento
• O Prazo de pagamento é o período durante o qual o
subscritor compromete-se a efetuar os pagamentos que, em
geral, são mensais e sucessivos. Outra possibilidade é a de o
título ser de pagamento único (PU).
• Já o prazo de vigência é o período durante o qual o título de
capitalização está sendo administrado pela sociedade de
capitalização, sendo o capital relativo ao título atualizado
monetariamente, em geral, pela TR (ou outra taxa de
indexação informada no plano), e capitalizado pela taxa de
juros informada nas condições gerais.
• O prazo de vigência não poderá ser inferior a 12 (doze) meses
e deverá ser igual ou superior ao período de pagamento.
 Sorteios
• É facultada à sociedade de capitalização a utilização dos
resultados de loterias oficiais para a geração dos seus
números sorteados.
• Caso a sociedade opte por não utilizá-los, a sociedade de
capitalização se obriga a realizar sorteios próprios com ampla
e prévia divulgação e inclusive, livre acesso aos participantes e
a presença de auditores independentes.
• O título sorteado poderá permanecer em vigor ou não,
segundo o que estiver disposto nas condições gerais. Porém, o
fato de um título ser ou não sorteado em nada alterará o seu
capital para resgate.
• Um título de capitalização não deverá obrigatoriamente
prever sorteios, mas como os prêmios do sorteio são
custeados pelos próprios títulos, em geral, quanto maiores
forem os prêmios, menores serão as cotas de capitalização,
isto é, menor será a parcela do pagamento destinada a
compor o capital de resgate do título.
 Rentabilidade: Título de capitalização x Poupança
• O título de capitalização é um produto comercializado
somente pelas sociedades de capitalização, por meio de
planos que são previamente aprovados pela Susep.

• Seu capital de resgate, nos títulos que prevêem atualização


pela TR (mesma taxa utilizada na caderneta de poupança)
será porém sempre inferior ao capital constituído por
aplicações idênticas na caderneta de poupança, já que, dos
pagamentos efetuados num título, desconta-se uma parte
para custear as despesas administrativas das sociedades de
capitalização (carregamento) e, quando há sorteios, uma
parcela para custear as premiações (cota de sorteio).
• As Condições Gerais deverão conter, nos casos em que a Taxa
de Remuneração Básica aplicada às cadernetas de poupança
(TR) for utilizada como índice de atualização da provisão
matemática para resgate, a seguinte mensagem e em
destaque:
• "O capital formado neste título será atualizado pela Taxa de
Remuneração Básica aplicada às cadernetas de poupança
(TR), que corresponde ao rendimento das cadernetas de
poupança sem a parcela de juros mensais."

• Nas Condições Gerais do Título de Capitalização deverá


constar sempre em destaque, o critério de atualização de
valores, com a indicação do índice utilizado.
 Estrutura de um título de capitalização
• Os títulos de capitalização deverão ser estruturados com
prazo de vigência igual ou superior a 12 meses e em séries
cujo tamanho deve ser informado no próprio título.

• Por exemplo, uma série de 100.000 títulos poderá ser


adquirida por até 100.000 clientes diferentes, que são regidos
pelas mesmas condições gerais e, se for o caso, concorrerão
ao mesmo tipo de sorteio.

• O título prevê pagamentos a serem realizados pelo subscritor.


Cada pagamento apresenta, em geral, três componentes: cota
de capitalização, cota de sorteio e cota de carregamento.
 Resgate do Título
• Alguns títulos prevêem prazo de carência, isto é, um período
inicial em que o capital fica indisponível ao titular.
• Se o titular solicitar o resgate durante , ou se o título for
cancelado, o resgate (recebimento do dinheiro) só poderá
acontecer efetivamente após o encerramento do período de
carência.
• Em casos de resgate antecipado, faculta-se à sociedade de
capitalização estipular uma penalidade de até 10% do capital
constituído.
• Outra possibilidade, também, é a de o título prever resgate
parcial, isto é, resgata-se uma parte do capital constituído,
valendo inclusive a aplicação de penalidade limitada
novamente a 10%.
 Como é formado o capital a ser resgatado?

• O capital a ser resgatado origina-se do valor que é constituído


pelo título com o decorrer do tempo a partir dos percentuais
dos pagamentos efetuados, com base nos parâmetros
estabelecidos nas condições gerais.
• Este montante que vai sendo formado denomina-se provisão
matemática e é, portanto, a base de cálculo para o valor a que
o titular terá direito ao efetuar o resgate do seu título.
• A provisão matemática é atualizada pelo índice do plano e
sofre a aplicação da taxa de juros definida nas condições
gerais
 Ao se resgatar o título no final do prazo de vigência, não se recebe
tudo o que foi pago?
• A resposta irá variar de plano para plano. Exceto para modalidade
tradicional, não há obrigação prevista em norma para que o resgate
seja igual ao montante pago.

• Cada empresa define no seu plano o percentual, em relação aos


pagamentos realizados, que será restituído ao titular quando do
resgate.

 O resgate é sempre inferior ao valor total que foi pago?


• Não. Alguns planos possuem, ao final do prazo de vigência, um
percentual de resgate igual ou até mesmo superior a 100%. No caso
de 100%, significaria que o titular receberia, ao final do prazo de
vigência, tudo o que pagou, além da atualização monetária.
 Cotas de capitalização compõem um título
• As cotas de capitalização representam o percentual de cada
pagamento que será destinado à constituição do capital.
• Em geral, não representam a totalidade do pagamento, pois,
como foi dito anteriormente, há também uma parcela
destinada a custear os sorteios e uma outra destinada aos
carregamentos da sociedade de capitalização.
• As cotas de sorteio têm como finalidade custear os prêmios
que são distribuídos em cada série.

• Por exemplo, se numa série de 100.000 títulos com


pagamento único os prêmios de sorteios totalizarem 10.000
vezes o valor deste pagamento, a cota de sorteio será de 10%
(10.000/100.000), isto é, cada título colabora com 10% de seu
pagamento para custear os sorteios.

• As cotas de carregamento deverão cobrir os custos com


reservas de contingência e despesas com corretagem,
colocação e administração do título de capitalização, além
dos custos de seguro e de pecúlio, se previsto nas condições
gerais do título de capitalização.
• Exemplo: suponha que, num título com pagamentos mensais
no valor de R$ 100,00 cada um, o quarto pagamento
apresente as seguintes cotas:
• Cota de capitalização: 75%
• Cota de sorteio: 15%
• Cota de carregamento: 10%

• Então, R$ 75,00 serão destinados para compor o capital, R$


15,00 serão destinados para o custeio dos sorteios e R$ 10,00
serão destinados à sociedade de capitalização.
 Finalmente, é vantagem adquirir um título de capitalização?

• A resposta para esta pergunta é pessoal. O consumidor deverá


ponderar as vantagens e desvantagens.

• As grandes vantagens seriam os sorteios e a obrigação de


“poupar”, com o objetivo de não atrasar os pagamentos.

• As grandes desvantagens são: capital constituído ser sempre


inferior se comparado ao da caderneta de poupança nos
títulos atualizados pela TR, eventual prazo de carência,
proibição de depósitos aleatórios e penalidade em caso de
resgate antecipado, isto é, antes de encerrado o prazo de
vigência (alguns títulos não prevêem tal penalidade).
Capítulo III – Probabilidades
• A origem da probabilidade está relacionada ao estudo
matemático dos jogos de azar. Os jogadores aplicavam o
conhecimento da teoria das probabilidades para planejar
estratégias de apostas.

• Independente de qual seja a aplicação da probabilidade, a sua


utilização indica que existe um elemento de acaso, ou de
incerteza, quanto à ocorrência ou não de um evento futuro.

• Em muitas situações é impossível dizer o que vai ocorrer, mas


é possível dizer o que pode ocorrer.
• Por exemplo, quando lançamos um dado não sabemos de
antemão o que vai ocorrer, mas sabemos identificar os
resultados possíveis.

• Em geral é possível dizer o quão provável é a ocorrência de


determinado evento futuro.

• O ponto central em todas situações é a possibilidade


quantificar o quão provável é determinado evento. Ou seja,
a possibilidade de quantificar a incerteza.
 Conceitos básicos
 Espaço Amostral: é o conjunto de todos os resultados
possíveis de um experimento.

 Experimento
• É o processo de observação ou medida de um determinado
fenômeno em estudo.

• É o experimento que repetido sob as mesmas condições,


conduz a resultados, em geral, distintos.

• Os resultados de um experimento chamam-se eventos.


• Exemplo de experimentos:
 E1 – lançamento de um dado e observar o número na face superior.
 E2 – lançamento de uma moeda e observar o valor na face superior.
 E3 – lançamento de um dado e uma moeda, nesta seqüência,
observar os valores nas faces superiores.
 E4 – um casal deseja ter três filhos e observar o sexo, de acordo
com a ordem de nascimentos das crianças.

• Exemplos de espaço amostral Considere os experimentos


aleatórios apresentados anteriormente:
No E1; S={1, 2, 3, 4, 5, 6}
No E2; S={k, c}, onde k=cara, C=coroa.
No E3; S={1k, 2k, 3k, 4k, 5k, 6k, 1c, 2c, 3c, 4c, 5c, 6c}
No E4; S={MMM, MMF, MFM, MFF, FMM, FMF, FFM, FFF}
 Outras definições:

• P(A) denota a probabilidade da ocorrência do evento A.

• O evento complementar do evento A consiste em todos os


resultados do espaço amostral que não fazem parte do evento
A. Evento complementar costuma ser indicado por
A .

• Eventos mutuamente exclusivos (ou excludentes) são


aqueles que não possuem elemento comum, ou seja, não
podem ocorrer simultaneamente. A intersecção entre os dois
eventos é o conjunto vazio.
 O que é probabilidade?

• Existem três formas de se definir probabilidade de um


determinado evento. A definição clássica, a definição
frequencial e a definição axiomática.

 Método Clássico - a priori


• Seja E um experimento aleatório e S um espaço amostral
associado formado por “n” resultados igualmente prováveis.
Seja A  S um evento com “m” elementos. A probabilidade
de A, indicada por P(A), é definida como sendo:
n A n
P A  
n  S m
• Isto é, a probabilidade do evento A é o quociente entre o
número “m” de casos favoráveis e o número “n” de casos
possíveis.

• Esta probabilidade é natural em jogos de azar onde os


eventos simples são considerados equiprováveis e o espaço
amostral é finito.

• Exemplo: Considere o experimento aleatório onde se joga


uma moeda e um dado, ambos não viciados,
simultaneamente, e seja S seu respectivo espaço amostral.
S={1k, 2k, 3k, 4k, 5k, 6k, 1c, 2c, 3c, 4c, 5c, 6c}. Determine:
Exercício: Determine A probabilidade de ocorrência dos eventos;

A = ocorrência de valor cara (K)  6/12  1/2  50%


B = ocorrência de valor par 
C = ocorrência de valor coroa (C) 
D = ocorrência de valor ímpar 
E = ocorrência de número primo 
F = ocorrência de valor maior que 4 
G = ocorrência de valor menor ou igual a 3 
H = ocorrência de valor par ou cara (K) 
I = ocorrência de valor par ou ímpar 
J = ocorrência de valor par e cara (K) 
K = ocorrência de valor par e ímpar 
L = ocorrência de valor maior que 7 
28
 Método de probabilidade Frequencial - a posteriori
• A probabilidade frequencista é obtida através do seguinte
processo:
• 1º Repete-se a experiência n vezes (suficientemente grande).
• 2º Dos n resultados obtidos, conta-se quantos satisfazem o
acontecimento A ( nA resultados)
• A probabilidade de A ocorrer numa futura repetição da
experiência é dada por:
nA
P  A   frA
n
• Para obter a probabilidade obter a face cara no lançamento de
uma moeda, se necessitaria lançar a moeda um grande número
de vezes, e observar a frequência com que a face cara ocorre.
• Exemplo: Em uma certa carteira segurada de veículos
observou-se que, durante um ano, o número de veículos
roubados foi de 200. A carteira de seguros era composta de
10.000 veículos segurados. A probabilidade anual de roubo é,
portanto:

P(A) = 200/ 10.000 = 0; 02 = 2%

• O teorema de Bernoulli, mais conhecido como a Lei dos


Grandes Números, afirma que, numa série imensa de
experimentos, a frequência relativa de um evento se
aproxima cada vez mais da sua probabilidade.
• Exemplo: Considere o seguinte experimento aleatório:
• e = lançamento de uma moeda ⇒S = {Cara,Coroa}
• A = evento sair Cara ⇒ A = {Cara}
• n = 20 ⇒ ou seja, o experimento lançar a moeda será repetido
20 vezes seguidas.
• n(A)= n° de vezes que ocorreu o evento A nas n repetições do
evento e.
• f(A) = frequência relativa do evento A nas n repetições de e.

• O resultado dos 20 lançamentos (experimentos) da moeda


está estampado na tabela e no gráfico que seguem:
• Pode-se observar que a medida que aumenta o número de
lances da moeda a frequência relativa de caras se aproxima
de 0,5.

• A frequência relativa do evento A, denotada por f(A) , é


definida pela divisão do número de vezes que ocorreu o
evento A pelo número de repetições do experimento:

nA
f  A 
n
 Método axiomático

• Método pelo qual a probabilidade é definida a partir da


estruturação de axiomas e teoremas, tal como ocorre em
diversas áreas da matemática.

• Não será abordado neste texto.


 Probabilidade: Enfoque Teórico
• A probabilidade de ocorrência de um evento A, P(A), é um
número real que satisfaz as seguintes condições:
a) 0 ≤ P(A) ≤ 1
b) P(S) = 1
c) Se A e B SÃO eventos mutuamente exclusivos, ou
excludentes, então: P(A∪B) = P(A) + P(B)
d) Se A e B NÃO SÃO eventos mutuamente exclusivos, ou
excludentes, então: P(A∪B) = P(A) + P(B) - P(B∩A).

35
 Principais teoremas:

i. onde P  A  indica a probabilidade de não


P A  1 P A
ocorrer o evento A .

ii. Se A é um evento impossível de ocorrer (A=∅), então P(A) =


P(∅) =0.
iii. Se A e B são eventos quaisquer, então: P(A∪B) = P(A) + P(B) -
P(B∩A).
• Exemplo: Uma urna contém exatamente vinte bolas,
numeradas de 1 a 20. Retira-se, ao acaso, uma bola da urna.
Qual é a probabilidade de se obter uma bola com um número
múltiplo de 2 ou de 3?
• P (A ou B) = P (A) + P (B) - P(B∩A) = 10/20 + 6/20 – 3/20 = 13/20

• Exemplo: Uma urna contém cinco bolas vermelhas, três bolas


azuis e quatro bolas brancas. Retira-se, ao acaso, uma bola da
urna. Qual é a probabilidade de sair uma bola vermelha ou
uma bola azul?
• P (A ou B) = P (A) + P (B) = 5/12 + 3/12 = 2/3
 Multiplicação de probabilidades
• Eventos independentes - dizemos que dois eventos são
independentes quando a realização ou a não-realização de
um dos eventos não afeta a probabilidade da realização do
outro e vice-versa.
• Se dois eventos são independentes, a probabilidade de que
eles se realizem simultaneamente é igual ao produto das
probabilidades individuais.
P (A e B) = P (A). P(B)

• Exemplo: Qual a probabilidade de se obter cara em dois


lançamentos consecutivos de uma moeda?
• P (Cara1 e Cara2) = P (Cara1).P (Cara2) = 1/2 . 1/2 = 1/4 =0,25%
• Quando os eventos em questão forem eventos dependentes,
então a ocorrência de um influencia a probabilidade do outro
ocorrer. Neste caso, a probabilidade de que ambos ocorram
será dada por:
P (A e B) = P (A).P (B|A) ou P (A e B) = P (B).P (A|B)

• Onde P (A|B) indica a probabilidade de ocorrer o evento A,


sabendo que B tenha ocorrido. Lê-se probabilidade de A dado
B.
• Costuma ser chamado de probabilidade condicional, pois a
probabilidade de que um dos eventos ocorra está
condicionado à ocorrência do outro.
• Exemplo: suponha que temos 10 bolas de gude numa sacola,
e 3 são defeituosas. Duas bolas são selecionadas, uma após a
outra sem reposição. Qual é a probabilidade de se selecionar
uma bola com defeito seguida por outra com defeito?

• Solução: A probabilidade de que a primeira bola selecionada


seja defeituosa: P(A) = 3/10

• Na sequência, a probabilidade de que a segunda bola


selecionada seja defeituosa: P(B|A) = 2/9

Logo P (A e B) = P (A).P (B|A) = (3/10) . (2/9) = 7%


Variável Aleatória
• Muitos experimentos aleatórios produzem resultados não-
numéricos.
• Antes de analisá-los, é conveniente transformar seus resultados em
números, o que é feito através da variável aleatória, que é uma
regra de associação de um valor numérico a cada ponto do espaço
amostral.
• Portanto, variáveis aleatórias são variáveis numéricas às quais
iremos associar modelos probabilísticos.

• Exemplo: considere o experimento do lançamento de duas moedas.


O espaço amostral será dado por: S = {CC;CK;KC;KK}
• Se definirmos como X, a variável aleatória que identifica o número
de caras em cada lançamento, o conjunto de valores possíveis para
X será dado por XS = {0; 1; 2}
 Variável Aleatória Discreta
• Uma variável aleatória é dita discreta, quando assume valores num
conjunto enumerável (finito ou infinito) de pontos do conjunto
real.

 Distribuições discretas de Probabilidade


• Quando se atribuem valores de probabilidade a todos os possíveis
valores de uma variável aleatória X, tanto por listagem como por
uma função matemática, o resultado é uma distribuição de
probabilidade.
• A soma das probabilidades de todos os resultados possíveis deve
ser igual a 1. Variável X = {x1; x2; x3; ... ; xk}
• Respectivas probabilidades p1, p2, p3 , ..., pk} então p1 + p2 + p3 + ... +
pk = 1.
• Exemplo: Acidentes diários em um estacionamento durante
um mês.

Distribuição de frequência Distribuição de probabilidade


 Função de Massa de Probabilidade para uma Variável
Aleatória Discreta

• Uma função de massa de probabilidade sintetiza a relação


entre os valores x que uma variável aleatória discreta pode
assumir e as respectivas probabilidades de ocorrência desse
valor.

• Um exemplo de função de massa de probabilidade é a


chamada função binomial, a qual expressa a probabilidade
de ocorrerem “x” sucessos em “n” experimentos
independentes, havendo uma probabilidade fixa e definida
de sucesso “p” em cada experimento.
• Por experimentos independentes entenda-se que os
resultados de cada um dos experimentos não afetam os
resultados dos demais experimentos.

• Ex: Qual é a probabilidade de se obter exatamente 7 caras em


20 lances de moeda não viciada?
• O número de caras obtidas representa o número de sucessos
e o número de lances de moedas o número de experimentos.
Se a moeda não é viciada, a probabilidade de resultar uma
cara em um lance de moeda é uma em duas. Logo, temos que
n=20, x=7 e p=1/2, o que implica:
• Outro exemplo bem conhecido é a função binomial negativa,
por alguns referida como função Pólya.

• Ela fornece a probabilidade de “x” sucessos até se atingir o


“r”-ésimo insuces- so tal que os experimentos são
independentes e com probabilidade fixa de sucesso “p” em
cada experimento:
• Ex: Qual é a probabilidade de se obter 3 faces com o número
6 em lançamentos de um dado após se ter completado 7
lançamentos em que o número 6 não resultou?

• Esse experimento é caracteristicamente definido por uma


função de massa de probabilidade binomial negativa.
Conforme enunciado, temos então que r = 7, x = 3 e p = 1/6 .
• Assim:
• Um exemplo de combinação em que a situação do enunciado
ocorre seria o seguinte: 6323611624. Nesse caso,
completaram-se 7 lançamentos sem sucesso e 3 lançamentos
com sucesso.

• Uma situação em que o evento desejado não ocorre seria:


132361162, na qual os 7 lançamentos sem sucesso foram
completados antes que os 3 sucessos resultassem.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Aula 3

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
 Valor Esperado ou Esperança
• O valor esperado de uma variável aleatória discreta X,
denotado por E (X), é a média ponderada de todos os
possíveis valores da variável com os respectivos valores de
probabilidade tomados como pesos.

E( X )   xp( x)
xS X

• Falando em termos de jogos, Esperança matemática é o que


produz o jogo honesto na acepção do jogo equilibrado.
 Noções de jogo, sinistro, seguro, prêmio puro e prêmio
comercial

• Chama-se esperança o fenômeno possível de acontecer.


• Já a esperança matemática é o fenômeno possível de
acontecer tecnicamente calculado.

• Quais as diferenças? Vamos analisar.


• Qual a diferença entre o jogo e o seguro?

• Num jogo, temos esperança de algum ganho ao apostar.


Ninguém aposta num jogo com a esperança de perder.

• No seguro, temos a esperança de não perder ou equilibrar.


• O jogo deve ser honesto, ou seja, equilibrado. As chances
devem ser iguais para ganhador ou perdedor. Deve ser
multiplicado pela probabilidade do ganho.

• Já o seguro deve ser justo no preço em relação ao esperado.


Tecnicamente, são muito semelhantes.

• Portanto:
• No seguro, o ganho esperado deve ser justo para equilibrar o
sinistro decorrente do fenômeno tecnicamente calculado.
• Enquanto no jogo o objetivo é lucrar em relação à aposta, no
seguro não há objetivo de lucro, mas de equilíbrio
patrimonial ou pessoal.
• Vejamos sua formatação algébrica.

• A esperança matemática será chamada de E, e o ganho


possível ou esperado será Q.
• A possibilidade do evento ou fenômeno acontecer será
chamada de P.
• A atualização financeira de ganho futuro, v.
• O tempo entre a aposta e o pagamento do seguro será t,
portanto:

E  Q. p.vt
 Fator de descapitalização
• O fator de descapitalização é definido em função da taxa de
juros e do prazo envolvido.

• Tem por objetivo definir o valor atual de um montante


financeiro que será exigido daqui a t períodos.

• Deste modo, temos:


PV - Valor Presente (Present Value)
FV - Valor Futuro (Present Value)
i - taxa de juros (Interest Rate)
t - prazo ou número de períodos.
• Desta forma, em um ambiente de juros compostos, temos:
1
FV  PV 1  i  ou PV  FV .
t

1  i 
t

• Então:

r  1 i  Fator de Capitalização
• Por consequência:

1 1
v  v   Fator de Descapitalização 
r 1 i

• Para que a fórmula apresentada não fique sem uma elucidação de


cálculo, vamos resolver o seguinte problema:

• Exemplo: Um clube resolve fazer sorteio de um automóvel no valor


total de R$ 30.000,00 o qual será sorteado seis meses após a venda
de todos os 3.000 bilhetes, ou seja, quando do recebimento total
do recurso. A taxa de juros de aplicação no mercado por ocasião do
recebimento total do recurso é de 1% ao mês. Pergunta-se: Qual
será a esperança matemática desse sorteio?
• P =1/3.000; Q = 30.000; i = 1% a.m.; t = 6; E = ?
• Data <------- 6 meses -------> sorteio (Até a venda do último
bilhete.)
E  Q. p.vt

• Fazendo as substituições, obtemos:


1
E  30.000  0, 000333 
1  0, 01
6

• Portanto Cada bilhete de sorteio deve custar o valor de R$ 9,42 ,


que é o preço matemático do “risco” e 3.000 bilhetes deverão
ser vendidos.
• No caso de seguros, o risco é R$ 30.000,00 e 3.000 pessoas irão
se agrupar para pagar esse risco.
• Um fenômeno não determinado, analisado sob o aspecto de
como vai se comportar no futuro envolvendo riscos
patrimoniais ou pessoais, poderá ser objeto de um seguro,
cuja definição veremos adiante.

• Se esse valor é pago hoje para que possa gerar um contrato


de equilíbrio patrimonial ou pessoal de fenômeno que talvez
possa acontecer, probabilístico, portanto, no futuro, ou seja,
uma possibilidade de esperança, esse valor representa a
“aposta” no jogo e, no seguro, o “prêmio”.
• Tanto a aposta como o prêmio, o qual está exemplificado mais à
frente, calculado na forma apresentada algebricamente, é
“puro”, ou seja, seus cálculos representam matematicamente o
preço justo a se pagar pela aposta ou seguro de forma científica
ou técnica.

• Se desejar, você pode aprender como funcionam os jogos e


sorteios em estudos à parte, pois eles são específicos dos
aprofundamentos de probabilidade – ramo da estatística –,
sorteios, loterias, promoções, concursos, vales-brinde, que, no
Brasil, atualmente são gerenciados pela Caixa Econômica
Federal, na Gerência Nacional de Bingos (GENAB), com lei
própria.
• Consultar também Circular CAIXA nº 210 de 06/02/2001
• Exercícios:
1. Uma sociedade beneficente está rifando um automóvel no
valor R$ 24.000,00. Serão vendidos 10.000 rifas (bilhetes).
Qual será a esperança matemática (prêmio ou preço puro =
Ppu), considerando que todas as rifas (bilhetes) sejam
vendidas? Desprezar o fator de descapitalização (t = 0).

2. No caso anterior, calcular a esperança matemática (prêmio


ou preço puro) sabendo que a venda das rifas será feita hoje
e o sorteio / entrega do veículo ocorrerá daqui há três meses
(utilizar uma taxa de juros de 3% a.m.).
1)

2)
 Prêmio comercial (Pc)
• É o prêmio puro acrescido das despesas de carregamento, quais
sejam: administração de despesas operacionais, comissões
externas, comissões internas, cobrança, lucro dos acionistas,
impostos e outros.

 Risco, sinistro e seguro


• Para as ciências atuariais, todo risco é passível de medição e a
estatística possui as ferramentas para medir sua grandeza. As
probabilidades são uma dessas ferramentas. Existem várias
definições de risco e ele precede ao sinistro.
• O risco é um acontecimento aleatório. Não sabemos quando ele
se realizará, mas podemos prever possibilidades de ele se
realizar no tempo.
• Se o risco for passível de medição e é um acontecimento incerto e
futuro que não depende da vontade de ninguém e não obedece a
nenhuma lei da natureza, poderá, então, ser segurável.

• Se o risco é segurável e de forma incerta, no futuro, ao se realizar,


haverá então o sinistro, ou seja, o sinistro é a realização do risco.

• Para que o risco seja segurável, é necessário que ele afete por
igual todos os componentes do grupo, que deve ser grande e
homogêneo, servir a uma necessidade econômica e não constituir
lucro, mas sim só ressarcir os prejuízos.

• Existem muitas definições de seguro. Segundo Hemard, o seguro é:


• “...uma operação pela qual uma das partes, o Segurado,
obtém a promessa de outra parte, o Segurador, mediante o
pagamento de uma remuneração, o Prêmio, em seu favor ou
no de terceiro, no caso de se verificar o risco, uma prestação
com que o Segurador, fazendo uso de um conjunto de Riscos,
indenizar-lhe-á de acordo com as leis Estatísticas.”

 Taxa estatística
• Na prática, o risco é calculado em função de informações
estatísticas obtidas pelo método retrospectivo e os prêmios
são acrescidos de despesas de carregamento ou sobrecarga.
 Carregamento ou sobrecarga

• Aos acréscimos aos prêmios puros, chamamos de


carregamento ou sobrecarga, que podem ser despesas de
administração, operacionais, cobrança, comissões internas,
externas e outras, que determinam, ao final, o valor comercial
do preço do seguro.

• Para que se determine o preço ou o valor de um prêmio


comercial (Pc), são necessários alguns passos precedentes de
caráter técnico, vejamos a seguir:
i. Valor matemático do risco (VMR)

• É a probabilidade de risco da exposição daqueles objetos num


certo tempo. É a relação matemática:

• Se, por hipótese, tivermos 400 sinistros em 10.000 objetos num


certo tempo, o valor matemático de risco será: VMR= 400/10.000
= 0,04

• Esse valor, se expresso sob a forma percentual, representa que o


risco obtido nesse caso é de 4%, e terá o nome de taxa estatística.
ii. Custo médio por sinistro (CMS)

• É a relação matemática entre o prejuízo total (PT) e o número


de sinistros efetivados (NS), e fica:

• Se, por hipótese, cada sinistro acontecido, em média, no


exemplo acima for de 2.500,00 u.m., então o prejuízo total
será de PT = 2.500,00 x 400 = 1.000.000,00 u.m.
iii. Prêmio estatístico (PE)
• Com esses dados em mãos poderemos então partir para o cálculo
do prêmio estatístico, que será o produto do valor matemático do
risco pelo custo médio por sinistro.
• Esse valor representará a grandeza para que tal tipo de risco seja
suportado. Vejamos seu cálculo:

• Prêmio Estatístico = (PE) = VMR × CMS = 0,04 × 2.500 = 100,00 u.m.

• O que representa esse valor?


• O entendimento é que será necessário cobrar 100,00 u.m. de cada
participante do grupo de 10.000 objetos expostos aos riscos para
cobrir as possibilidades de sinistros existentes no caso.
• O prêmio estatístico também é chamado de prêmio puro,
pois considera em seus cálculos, apenas as variáveis
estatísticas e não admite outras variáveis de carregamento,
como corretagens, despesas de administração e operacionais.

• Observação: O prêmio estatístico ou prêmio puro no seguro é


o análogo a esperança matemática  E  Q. p.vt  para o caso
de um jogo, apostas, rifas, etc.

 Importância segurada pela seguradora


 Cálculo do prêmio comercial (Pc)
• Conforme já vimos o Pc é o prêmio puro acrescido das
despesas de carregamento. Vejamos agora o procedimento
para cálculo do prêmio comercial (Pc):

a) Partindo do preço de custo ou prêmio puro


• Sabemos que PE = prêmio estatístico e também que Pc = PE +
S.
• Digamos que S = PE × i Sendo i uma taxa (%) sobre o prêmio
puro. Então, Pc = PE + PE . i, portanto,

Pc = PE (1 +i)
b) Partindo do preço de venda e do prêmio puro
• Sabemos que Pc = PE + S, sendo S o carregamento.
• Mas S = Pc . i, sendo i uma taxa (%) sobre o prêmio comercial.
• Então, fica: Pc = PE + Pc . i, portanto, PE = Pc – Pc . i, que leva a
PE = Pc (1 – i ), ou seja:

PE
Pc 
1 i

• Exemplo numérico do cálculo do prêmio comercial partindo


do prêmio estatístico:
• Considere o seguinte problema:
• ic (taxa de carregamento) =
15% (Despesas Operacionais )
17% (Despesas de Comissões Externas)
4% (Despesas de Comissões Internas) (Gerentes)
2% (Outros Custos)
• Total 38%

• Então, considerando-se uma taxa estatística de 3% ou um


VMR (valor matemático de risco) de 0,03, o cálculo do prêmio
comercial (Pc) para uma importância segurada de R$
400.000,00 será feito como segue:
A) Sobre o preço de custo

• Obs: Os valores de Pc (A) ou Pc (B), são a vista. Caso haja a


possibilidade de fazer o parcelamento do prêmio, o mesmo deverá
ser considerado como “valor atual” ou “valor presente” de uma
renda (postecipada ou antecipada), acrescida de juros.
Exercícios
• 1. O preço de custo de um bilhete lotérico da extração Federal
é de R$ 100,00. Qual o preço comercial do bilhete, se
adotarmos o carregamento de 30%, incidente sobre o seu
preço de custo.
• Pc =?
• PE = 100
• i = 30% = 0; 30
• Assim temos,
Pc = PE (1 + i)
• Pc = 100 .(1 + 0,30)
• Pc = 100 .1,3
• Pc = 130
• 2. Considerando o exemplo 1, qual o preço comercial do bilhete, se
adotarmos o carregamento de 30%, incidente sobre o seu preço de
venda.
• Neste caso, temos
• Pc = PE / (1 – i )
• Pc = 100/ (1 – 0,3 )
• Pc = 100/ 0,7
• Pc = 142,86
• R$ 142,86 é o preço comercial do bilhete, com o carregamento
incidente sobre o preço de venda.

• 3. Uma rifa que levará 4 meses para o seu sorteio apresenta como
premiação um caminhão valor de R$ 29.000,00. O instituidor da rifa
deseja obter um lucro de 10%. Calcular o valor de venda de cada
bilhete, utilizando os métodos de agregação do carregamento.
Utilize uma taxa mensal de juros equivalente a 8% a.a. para o
cálculo do valor do bilhete. Serão comercializados 7.000 bilhetes.
• Sugestão:
• Primeiro passo - calcular a taxa de juros mensal equivalente a
8%a.a.
• Segundo passo - calcular o preço puro ou de custo do bilhete.
• Terceiro passo - calcular os preços de venda (comercial).

• Primeiro passo:
• (1 + im)12 = (1 + ia)1
• (1 + im)12 = (1 + 0,08)1
• 1 + im = (1,08)1/12
• im = 1,006434 – 1
• im = 0, 006434 = 0, 6434%a.m.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
Escola de Ciências - Introdução às Ciências Atuariais - Professor: Iuri Jauris
Lista de exercícios 1

1. Uma extração lotérica apresenta como premiação:


i) Uma premiação de R$ 100.000,00
ii) Dez premiações de R$ 50.000,00 cada
iii) Vinte premiações de R$ 20.000,00 cada
Sabendo-se que o número de bilhetes é de 15.000 e que o sorteio será realizado daqui a 3 anos,
calcule o preço do bilhete a ser comercializado utilizando um carregamento de 20% (despesas
administrativas e lançamento), devendo o mesmo incidir sobre o preço de venda ou comercial.
Utilizar uma taxa de juros de 6% a.a.

2. Uma extração lotérica apresenta como premiação:


i) Um automóvel no valor de R$ 10.000,00;
ii) Dez televisores no valor de R$ 400,00 cada; e
iii) Vinte rádios no valor de R$ 80,00 cada.
A instituição administradora da extração acrescenta ao preço de cada bilhete uma margem para
atender as despesas de lançamento e o lucro, sendo 40% o montante das despesas e 10% o
montante dos lucros. O número de bilhetes a serem comercializados é de 5.000. O sorteio deverá
será daqui a um ano (utilize uma taxa de juros de 10% a.a.). Pergunta-se:
(a) Qual o preço a ser cobrado por bilhete? (aplicado o carregamento sobre o preço de custo)
(b) Qual o preço a ser cobrado por bilhete? (aplicado o carregamento sobre o preço de venda)

3. A loteria do estado na extração desta semana oferece as seguintes premiações:


i) Uma premiação de R$ 5.000,00
ii) Duas premiações de R$ 500,00 cada
iii) Dez premiações de R$ 100,00 cada
iv) Cem premiações de R$ 10,00 cada
v) Quinhentas premiações de R$ 5,00 cada

O carregamento será desdobrado da seguinte forma:


i) Desp. de emissão = R$ 50,00
ii) Desp. com agentes = R$ 100,00
iii) Custos fiscais = R$ 50,00
iv) Lucro = R$ 850,00
Calcular o preço que deverá ser comercializado cada bilhete e os percentuais de carregamento
correspondentes, aplicando os dois métodos de incidência do carregamento estudados. Serão
comercializados 5.000 bilhetes. Desprezar a taxa de juros (n = 0).

4. Uma nova raspadinha será lançada. No total serão comercializados, na primeira série, 50.000
raspadinhas (bilhetes). A premiação prevista será a seguinte:

i) Dois veículos da linha GM no valor de R$ 30.000 cada


ii) Cinco motocicletas da linha HONDA no valor de R$ 7.000 cada
iii) Setenta televisores da linha SHARP no valor de R$ 1.000 cada

As premiações serão entregues daqui a três meses (utilizar uma taxa de juros mensal equivalente
a 12% a.a.). A Entidade instituidora adicionará uma margem de 30% sobre o valor comercial de
cada raspadinha para atender as despesas e o lucro. Calcule o valor comercial de venda de uma
raspadinha.
5. Uma raspadinha oferece as seguintes premiações em uma determinada série: 1 carro no valor
de R$ 100.000,00; 10 motocicletas no valor de R$ 5.000,00 cada e 5.000 rádios no valor de R$
50,00 cada. Sabe-se que a administradora da raspadinha pretende comercializar cada bilhete ao
preço de R$ 10,00. O número de bilhetes comercializados será de 80.000.
(a) Calcule o percentual de carregamento, aplicado sobre o preço de venda de cada raspadinha,
utilizado pela administradora para a série (desprezar o prazo, ou seja, n=0).
(b) Qual seria o preço de venda da cada raspadinha, na eventualidade da administradora aplicar
um carregamento de 35% sobre o preço de custo?

6. Uma raspadinha oferece os seguintes premiações em uma determinada série - 1 (um) carro no
valor de R$ 50.000,00 , 10 (dez) televisores no valor de R$ 1.000,00 cada e 1.000 (um mil)
canetas no valor de R$ 10,00 cada. Sabe-se que a administradora da raspadinha pretende
comercializar, na série, 7.000 bilhetes. Sabe-se, também, que o sorteio será efetuado 1 ano após
a venda das raspadinhas.
Pergunta-se:
(a) Qual seria o preço unitário de venda da raspadinha, na eventualidade da administradora
aplicar uma sobrecarga ou carregamento de 30% sobre o preço de venda e trabalhar com uma
taxa de juros de 12% ao ano?
(b) Qual seria o preço unitário de venda da raspadinha, na eventualidade da administradora
aplicar uma sobrecarga ou carregamento de 50% sobre o preço de custo e trabalhar com uma
taxa de juros de 6% ao ano?

7. Uma extração lotérica oferece como premiação o valor de R$ 20.000,00. Serão colocados à
venda 1.000 bilhetes. Considere:
i) Uma taxa de juros de 4% ao mês;
ii) Serão comercializados, na data zero, todos os bilhetes colocados à venda;
iii) Os bilhetes são numerados sequencialmente, sem a repetição de números;
iv) Somente um bilhete será sorteado, com direito à premiação de R$ 20.000,00;
v) O sorteio e a entrega da premiação ocorrerá daqui a 3 meses;
vi) A lotérica utiliza um carregamento de 30% para cobrir seus gastos administrativos e impostos;
vii) O carregamento deve incidir sobre o preço de venda de cada bilhete.
Calcule o preço que deverá ser comercializado cada bilhete.

Respostas:
1) Ppu = 55,97; Pco = 69,97

2a) (Ppu = 2,84); Pco = 4,25 (carregamento sobre o preço de custo);


2b) Pco = 5,67 (carregamento sobre o preço de venda)

3) O somatório das premiações é R$ 10.500,00 e a soma das despesas (carregamentos) é R$


1.050,00.
Desta forma, temos Ppu =10.500/5.000 = 2,10, e também Pco = (10.500 + 1.050)/ 5.000 = 2,31.

Carregamento sobre o preço de custo, temos: S = 1.050 /10.500 = 0,10 = 10%.


Carregamento sobre o preço de venda, temos: S = 1.050 / 11.550 = 0,0909 = 9,09%.

4) Ppu = 3,21; Pco = 4,58


5a) Carregamento = 50%
5b) R$ 6,75
6a) R$ 12,76
6b) R$ 14,15
7) R$ 25,40.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
Escola de Ciências - Introdução às Ciências Atuariais - Professor: Iuri Jauris

Seguro
Glossário
Apólice: documento emitido pela empresa formalizando a aceitação da cobertura solicitada pelo
proponente, nos planos individuais, ou pelo estipulante, nos planos coletivos.
Avaria: dano causado ao bem segurado.
Aviso de sinistro: comunicação da ocorrência de um sinistro que o segurado ou beneficiário é
obrigado a fazer ao segurador assim que tenha dele conhecimento.
Beneficiário: pessoa física ou pessoa jurídica à qual é devida a indenização em caso de sinistro. O
beneficiário e o segurado não são necessariamente a mesma pessoa.
Condições Gerais: conjunto de cláusulas que regem um mesmo plano de seguro, estabelecendo
obrigações e direitos, da sociedade seguradora, dos segurados, dos beneficiários e, quando couber, do
estipulante.
Condições Contratuais: conjunto de disposições que regem a contratação, incluindo as constantes
da proposta de contratação, das condições gerais, das condições especiais, da apólice e, quando for o
caso de plano coletivo, do contrato, da proposta de adesão e do certificado individual.
Cosseguro: operação que consiste na repartição de um mesmo risco, de um mesmo segurado, entre
duas ou mais seguradoras, que respondem, isoladamente, perante o segurado, pela parcela de
responsabilidade que assumiram.
Endosso: documento que configura qualquer alteração no contrato, feito de comum acordo entre o
segurado e a seguradora.
Estipulante: pessoa física ou jurídica que contrata apólice coletiva de seguros, ficando investido dos
poderes de representação dos segurados perante as sociedades seguradoras.
Franquia: valor ou percentual expresso na apólice, que representa a parte do prejuízo indenizável
que deverá ser arcada pelo segurado por sinistro. Assim, se o valor do prejuízo de determinado
sinistro não superar a franquia, a seguradora não indenizará o segurado.
Indenização: pagamento do prejuízo ao segurado ou beneficiário, em caso de sinistro coberto, dentro
do limite contratado para a cobertura e de acordo com as condições da apólice.8
Prêmio: valor que o segurado e/ou estipulante paga à seguradora para ter direito ao seguro.
Proposta: documento com a declaração dos elementos essenciais do interesse a ser garantido e do
risco, em que o proponente, pessoa física ou jurídica, expressa a intenção de contratar o seguro,
manifestando pleno conhecimento das condições contratuais.
Resseguro: tipo de pulverização do risco em que o segurador transfere a um ressegurador parte do
risco assumido, sendo, em resumo, um seguro do seguro.
Retrocessão: operação feita pelo ressegurador e que consiste na cessão de parte das
responsabilidades por ele aceitas a um ou mais resseguradores, sendo, em resumo, o resseguro do
ressegurador.
Risco: evento incerto ou de data incerta que independe da vontade das partes contratantes e cuja
ocorrência dará direito à indenização descrita na apólice.
Salvado: nos seguros de danos, é o objeto que se consegue resgatar de um sinistro e que ainda possui
valor econômico.
Segurado: é a pessoa física ou jurídica que, tendo interesse segurável, contrata o seguro, em seu
benefício pessoal ou de terceiro. No caso dos seguros de pessoas, é a pessoa física sobre a qual se
procederá a avaliação do risco e se estabelecerá o seguro.
Seguro: contrato pelo qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar a
outra pela ocorrência de determinados eventos ou por eventuais prejuízos previstos nas condições
contratuais. O segurador e o segurado são obrigados a guardar, no contrato de seguro, a mais estrita
boa-fé e veracidade a respeito do objeto segurado e das declarações a ele concernentes.
Sinistro: representa a ocorrência do risco coberto, durante o período de vigência do plano de seguro.
Susep - Superintendência de Seguros Privados: órgão fiscalizador das operações de seguro,
previdência complementar aberta, capitalização e resseguro.
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Escola de Ciências - Introdução às Ciências Atuariais - Professor: Iuri Jauris

SEGUROS PRIVADOS (notas de aula)


Sob o aspecto jurídico, segundo o art. 757 do Código Civil Brasileiro, pelo contrato
de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do prêmio, a garantir interesse
legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados.
Assim, o contrato de seguro é um acordo pelo qual o segurado, mediante pagamento de
um prêmio ao segurador, garante para si ou para seus beneficiários, indenizações de
prejuízos que venha a sofrer em consequência da realização de um dos eventos
previstos no contrato.
:
: pelo fato de depender de evento futuro e incerto;
Bilateral: tes. A seguradora tem a obriga
indenizar desde que o segurado ;
Oneroso:

;
Solene: ;
:
, de forma honesta, bem como redigir o contrato
de forma clara, de modo que o segurado possa compreender perfeita

contrato de seguro e que o segurado e seguradora devem pautar.

Elementos do contrato de seguro:


São dois os principais elementos do contrato de seguro: proposta e apólice -
indispensáveis ao estabelecimento do compromisso entre as partes.
:
seguradora a responsabilidade sobre os , que
possam advir.
A proposta é o instrumento através do qual o proponente manifesta à Companhia
de Seguros o desejo de realizar o contrato. De fato, para que exista um contrato de
seguro tem que haver, em primeiro lugar, este pedido do proponente ao segurador que é
livre para aceitá-lo ou recusá-lo.
A celebração ou alteração do contrato de seguro somente poderá ser feita mediante
proposta assinada pelo proponente, exceto quando a contratação se der por meio de
bilhete. A proposta deverá conter os elementos essenciais ao exame e aceitação do
risco. Caberá à sociedade seguradora fornecer ao proponente, obrigatoriamente, o
protocolo que identifique a proposta por ela recepcionada, com indicação da data e hora
de seu recebimento.
Além disso, as condições contratuais do seguro deverão estar à disposição do
proponente previamente à assinatura da respectiva proposta.
De forma geral, em todo contrato de seguro existe uma prestação e uma
contraprestação em que está, de um lado, o segurado que paga o prêmio pela cobertura
do risco e, de outro, a Companhia de Seguros que toma o encargo das perdas que este
risco ocasione.

O que deve constar no bilhete de seguro ?


Os bilhetes de seguro emitidos pelas sociedades seguradoras deverão conter, no
mínimo, os seguintes elementos de caracterização do contrato:
 ramo(s) de seguro, com o(s) respectivo(s) código(s), nos termos da legislação
específica, do(s) plano(s) de seguro vinculado(s) ao bilhete;
 nome completo da sociedade seguradora, seu CNPJ e o código de registro junto
à Susep;
 número(s) do(s) processo(s) administrativo(s) de registro junto à Susep do(s)
plano(s) de seguro ao(s) qual(ais) se vincula o bilhete;
 número de controle do bilhete;
 data da emissão do bilhete;
 nome ou razão social do segurado, seu endereço completo e respectivo CNPJ, se
pessoa jurídica, ou CPF, se pessoa física;
 identificação do(s) beneficiário(s), no caso de seguro de pessoas;
 identificação do bem segurado, no caso de seguro de danos;
 cobertura(s) contratada(s);
 valor monetário do limite máximo de garantia ou do capital segurado de cada
cobertura contratada;
 riscos excluídos e/ou bens excluídos;
 franquias ou carências aplicáveis a cada cobertura, se previstas;
 período de vigência do bilhete de seguro, incluindo a data de início e término
da(s) cobertura(s) contratada(s),
 valor a ser pago pelo segurado a título de prêmio, incluindo: prêmio de seguro por
cobertura contratada; valor do IOF, quando for o caso; e valor total a ser pago
pelo segurado.
 prazo e forma de pagamento do prêmio e, se for o caso, sua periodicidade;
 prazos de tolerância e os períodos de suspensão aplicáveis, se previstos;
 documentação necessária para o recebimento da indenização para cada
cobertura contratada;
 prazo máximo para pagamento da indenização ou do capital segurado pela
sociedade seguradora;
 número de telefone da central de atendimento ao segurado/beneficiário
disponibilizado pela sociedade seguradora responsável pela emissão do bilhete;
 informação do link no portal da Susep onde podem ser conferidas todas as
informações sobre o(s) plano(s) de seguro ao(s) qual(is) se vincula o bilhete
contratado;
 número de telefone gratuito de atendimento ao público da Susep;
 chancela ou assinatura do representante da sociedade seguradora; e
 nome e número de registro na Susep do corretor, se houver.

Toda e qualquer informação capaz de influenciar a decisão do consumidor ou que


importe em restrição de direitos deverá constar obrigatoriamente no bilhete, sendo que
sua disposição gráfica e a programação visual serão determinadas pelas sociedades
seguradoras, observando-se que as cláusulas restritivas de direito devem estar em
destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

Categorias de Seguro
O Decreto Lei 73/66 divide o seguro em três categorias:
a) Seguros de Pessoas, tais como vida, acidentes pessoais, saúde e outros.
b) Seguros de Bens, tais como incêndio, cascos, transportes, lucros cessantes,
automóvel, roubo, vidros, riscos diversos, etc.
c) Seguros de Responsabilidade, tais como crédito, fidelidade, responsabilidade
civil, etc.

As Sociedades de Seguro Privado (Companhias Seguradoras) e as Sociedades de


Capitalização, em virtude da promulgação do referido Decreto-Lei, ficam subordinadas
ao Mistério da Fazenda, via o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
Dentro deste contexto, ao Banco Central do Brasil (BC) delegou-se a
responsabilidade pela normatização e fiscalização das aplicações dos recursos
oriundos dos planos de seguros e títulos de capitalização operados pelas
Sociedades, segundo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN).
São elementos essenciais do Seguro: Segurador, Segurado, Prêmio e o Risco.
i. Segurador (Seguradora): é a empresa legalmente constituída para assumir e
gerir coletivamente os riscos, obedecidos os critérios técnicos e administrativos
específicos; O Segurador é a pessoa jurídica que assume a responsabilidade de
determinados riscos e paga a INDENIZAÇÃO ao Segurado ou aos seus
beneficiários, no caso da ocorrência do Sinistro; nesse contexto a efetivação do
evento fica caracterizado como o Sinistro, e a possibilidade de materialização do
evento é o Risco.
ii. Segurado: é a pessoa física ou jurídica em nome de que se faz o seguro; é
comum a pessoa do segurado apresentar, também, características de Estipulante
e de Beneficiário:
iii. Prêmio: é o valor devido pelo Segurado ao Segurador, para que este assuma os
riscos previstos no contrato de seguro; a cobrança do Prêmio deverá ser feita,
obrigatoriamente, pela rede bancária. O prêmio subdivide-se em dois tipos:
, suficiente para pagar sinistros e as
res
, sem considerar qualqu
, taxas e despesas.
: corresponde
(despesas administrativas) e a
companhi

Pode ainda falar em prêmio bruto


o IOF),
.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 No tocante a impostos, particularmente ao IOF, vale o seguinte decreto
Decreto 6.306, de 14 de dezembro de 2007
:
I - a zero, nas seguintes operações:
a) de resseguro;

de seguro obrigatório, vinculado a financiamento de imóvel habitacional, realizado


b)
por agente do Sistema Financeiro de Habitação;

c) de seguro de crédito à exportação e de transporte internacional de mercadorias;

de seguro contratado no Brasil, referente à cobertura de riscos relativos ao


d)
lançamento e à operação dos satélites Brasilsat I e II;

em que o valor dos prêmios seja destinado ao custeio dos planos de seguro de
e)
vida com cobertura por sobrevivência;

de seguro aeronáutico e de seguro de responsabilidade civil pagos por


f)
transportador aéreo;

de seguro de vida e congêneres, de acidentes pessoais e do trabalho, incluídos


os seguros obrigatórios de danos pessoais causados por veículos automotores
g)
de vias terrestres e por embarcações, ou por sua carga, a pessoas transportadas
ou não;

II - nas operações de seguros privados de assistência à saúde: dois por cento;

III - nas demais operações de seguro: sete por cento.

§ 2º O disposto na alínea "f" do inciso I do § 1º aplica-se somente a seguro


contratado por companhia aérea que tenha por objeto principal o transporte remunerado
de passageiros ou de cargas.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
iv. Risco: é um acontecimento possível, porém futuro e incerto, quer quanto a sua
ocorrência, quer quanto ao momento em que se deverá produzir,
independentemente da vontade do Segurado e do Segurador. Pode ser entendido
como a expectativa de sinistro. Pode ser classificado nas seguintes formas:
puro, especulativo, fundamental ou particular.
Especulativo:

, temos perdas (commoditties).


Puro:
.
Fundamental:
, guerra etc.
Particular:
, roubo de um banco etc.

Riscos Excluídos: são os riscos não cobertos pelo seguro, como por exemplo os
riscos decorrentes de atos ilícitos do segurado; vale observar que nas Condições Gerais
de cada Apólice de seguro são especificados os riscos que, por suas características, do
ramo ou do próprio risco, são considerados como não cobertos.
A finalidade específica do seguro é restabelecer um equilíbrio econômico
perturbado, sendo vedada, por lei, a possibilidade de se revestir do aspecto de jogo ou
dar lucro ao segurado; considerando esta finalidade, definem-se as características
básicas do seguro ficam estabelecidas na tríade Previdência, Incerteza e Mutualismo.

 Definições importantes

), venha a sofrer

, pois o
.
de (LMG).

. Consideram-se os bens em perfeito estado ou parcial- mente


danificados.
Valor Atual (VA) ou Val

. O valor em risco denomina-se Valor Atual sempre que


representar o valor do b

, momentos antes de ocorrer o sinistro.


Valor Declarado (VD) ou Valor em Risco Declarado (VRD): valor declarado pelo
segurado para o objeto do seguro e aceito expressamente pelo segur

segurado. Pode ocorrer de o VRD ser menor do que o VA, desde que tenha ha

isso.

.
, no s

sula de rateio, ou seja, segu

. Exemplos: Seguro a
Risco Total, Seguro a Primeiro Risco Relativo, Seguro pelo Valor de Novo etc.

. Exemplo: Seguro a Primeiro Risco Absoluto.

Pessoal.
D

os
corporais ou materiais.

.
Principais Ramos de Seguros
Nesta seção, apresentamos alguns dos principais tipos de seguros:
(1) Automóvel - cobre danos materiais provenientes de colisão, incêndio e roubo do
veículo segurado; existem dois tipos de franquia: obrigatória e facultativa (dedutíveis); A
Perda Total (Indenização Integral) é caracterizada por danos superiores à 75% do valor
de reposição do veículo. A seguradora após o pagamento da indenização fica sub-
rogada, até o limite da indenização paga, em todos os direitos e ações contra aqueles
que tenham causado os prejuízos indenizados pela seguradora.
(2) Responsabilidade Civil Facultativo de Veículos - cobre o reembolso das
indenizações ou reparações pecuniárias de responsabilidade do segurado, em virtude
dos prejuízos causados a terceiros, em consequência de acidentes com o veículo
segurado (danos materiais e pessoais).
Este seguro visa reembolsar ao segurado a indenização à qual esteja obrigado,
judicial ou extrajudicialmente, a pagar em consequência de danos corporais e/ou
materiais involuntários causados a terceiros. Existem seguros obrigatórios, como por
exemplo o DPVAT, e o seguro de RCF-V (Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa
de Veículos) , que deverá ser contratado a 2º Risco deste seguro, isto é, só será
acionado no que exceder ao prejuízo que for coberto pelo seguro obrigatório (DPVAT,
carta verde, etc).
(3) Acidentes Pessoais - tem por objetivo garantir uma indenização ao próprio
segurado ou a seus beneficiários, em caso de acidente pessoal ocorrido com o mesmo.
As cláusulas acessórias são as seguintes: Invalidez Permanente Total ou Parcial por
Acidente (IPA), Diárias de Incapacidade Temporária (DIT) e Despesas Médicas
Hospitalares (DMH).
(4) Vida em Grupo - tem por objetivo garantir uma indenização aos beneficiários do
segurado, em caso de sua morte, qualquer que for a causa. O Seguro de Vida em Grupo
é um contrato temporário, com prazo de um ano, renovável a critério do estipulante ou
da seguradora, através do qual são garantidas várias pessoas unidas entre si por
interesses comuns e com relações definidas com o estipulante, geralmente um contrato
de trabalho.
A figura do estipulante é obrigatória na contratação deste seguro. Existem ainda as
cobertura adicionais de invalidez permanente total por doença (IPD) e parcial ou total por
acidente (IPA), bem como a indenização especial para casos de morte acidental.
(5) Vida Individual - Cobre morte ou sobrevivência de um único segurado (valendo,
também, para casais ou sócios). A indenização é paga na forma de Capital ou Renda.
São, em geral, planos de longa duração, ou mesmo por toda a vida.
(6) Incêndio - O seguro contra incêndio garante ao segurado o reembolso dos prejuízos
materiais que venha a sofrer em virtude da ação do fogo e suas consequências sobre
objetos de sua propriedade ou pelos quais seja responsável.
Este ramo de seguro oferece dois tipos de coberturas: básicas e adicionais. As
coberturas básicas do Seguro Incêndio cobrem os prejuízos de perdas e danos materiais
diretamente causados por incêndio, raio ou explosão a gás de aparelhos de uso
doméstico ou utilizados em iluminação. Já as coberturas adicionais são as coberturas de
danos materiais consequentes de outros eventos: explosão seca de aparelhos ou
substâncias, dano elétrico e queimadas em zona rural, vendaval, até fumaça e queda
de aeronaves. Explosão seca é aquela não seguida nem precedida de incêndio.
(7) Vidros - cobre prejuízos causados por quebra de vidros, causados por imprudência
ou culpa de terceiros, ou por ato involuntário do segurado, familiares, empregados e
prepostos; resultantes de calor artificial ou chuva de granizo.
(8) Habitacional - cobre os danos físicos causados aos imóveis vinculados ou não aos
planos habitacionais do estipulante; Morte e Invalidez Permanente das pessoas
definidas nas Condições Especiais e Particulares; Responsabilidade Civil do Construtor.
(9) Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de
Vias Terrestres (DPVAT) - cobre os danos pessoais causados por veículos
automotores de vias terrestres, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não,
inclusive danos pessoais causados aos proprietários e/ou motoristas dos veículos, seus
beneficiários ou dependentes.
Garantias básicas do seguro: Morte, Invalidez Permanente e Despesas Médica e
Suplementares.
(10) Seguro Saúde - cobre as despesas médico-hospitalares ocorridas com o segurado
ou seus dependentes, que tenham por origem ou causa alguma patologia ou dano
involuntário adquirido em função de doença ou acidente; principais cláusulas: Garantia
Acessória de Consultas Médicas, Garantia Acessória de Exames Complementares,
Tratamentos Fisioterápicos, Tratamento Dentário, e outras.
(11) Lucros Cessantes - A finalidade do Seguro de Lucros Cessantes é reembolsar o
segurado dos prejuízos financeiros que venha a sofrer pela paralisação ou diminuição do
seu movimento comercial ou industrial, em consequência de riscos previstos no contrato
de seguro.
Em princípio, esse seguro cobre prejuízos decorrentes de todos os acidentes danosos.
No Brasil, entretanto, este seguro é comumente contratado para cobrir prejuízos
decorrentes de incêndios, greves e tumultos, explosão, danos elétricos, quebra de
máquinas, etc. Esses prejuízos são decorrentes da diminuição de lucros líquidos e da
continuidade de despesas fixas que não são compensados pela queda do movimento de
negócios.
(12) Transportes - cobre os danos sofridos pela mercadoria transportada em
consequência dos riscos inerentes ao veículo transportador: acidentes causados por
naufrágio, descarrilamento, encalhe, queda de avião, capotagem, tempestade, explosão,
incêndio, raio, etc.; o seguro é desdobrado em transporte nacional e internacional e nas
seguintes modalidades: Marítimo, Fluvial e Lacustre; Terrestre, Ferroviário e Rodoviário;
Aéreo.; existe ainda as seguintes coberturas adicionais: quebra, derrame, amassamento,
vazamento, roubo, extravio, incido em armazéns, guerra e outras; é coberto também o
prejuízo proposital, como na avaria grossa (Marítimo).
(13) Roubo - cobre os prejuízos materiais que o segurado venha a sofrer em seu
patrimônio, resultantes dos riscos cobertos, tais como: Roubo - cometido mediante uso
ou ameaça de uso de violência; Furto Qualificado - quando praticado mediante
destruição ou rompimento de obstáculos, chave falsa ou utilização de meios que deixem
vestígios materiais inequívocos.
(14) Fidelidade - tem por objetivo reembolsar o segurado de prejuízos que venha a
sofrer em consequência de roubo, furto, apropriação indébita ou qualquer outros delitos
cometidos contra seu patrimônio, por seus empregados.
(15) Responsabilidade Civil Geral (RC) - garante ao segurado o reembolso da
indenização que tenha pago, em consequência de lesões corporais ou materiais sofridas
por terceiros, desde que provocadas por atos involuntários do segurado ou de seus
prepostos; este seguro apresenta várias modalidades, as principais são: guarda de
veículos de terceiros, condomínios, obras civis, familiar, construtor, estabelecimentos
comerciais e ou industriais, estabelecimento de ensino e outros.
(16) Riscos Diversos (RD) - este ramo contempla todas as modalidades de seguros
que ainda, em virtude do baixo volume de prêmios, não foram desdobrados para um
ramo isolado de seguro; os principais tipos de seguros são os seguintes: anúncios
luminosos, desmoronamento, deterioração de mercadorias em ambientes frigoríficos,
equipamentos estacionários, equipamentos de operações sobre água, instrumentos
musicais, valores, inundações, terremotos e maremotos; existe também os planos
conjugados, que condensam as diversas coberturas em um só produto (Residencial).
(17) Garantia - cobre os prejuízos sofridos pelo segurado, resultantes da inadimplência
do garantido, referente às obrigações abrangidas pelo contrato e expressamente
previstas na apólice, até os limites fixados para as importâncias seguradas. O Seguro
Garantia é um tipo de seguro destinado aos órgãos públicos e às empresas privadas
com o objetivo de garantir o fiel cumprimento das obrigações contratuais estipuladas
pelas partes, conforme descrito na apólice.
Em órgãos públicos, o Seguro Garantia é usado em garantias de manutenção de
oferta (licitação) e de fiel cumprimento dos contratos. Nas empresas privadas
encontramos o seguro em relações contratuais feitas com terceiros que desejam mitigar
anular o risco de descumprimento com seus fornecedores, prestadores de serviços etc.
O Seguro Garantia é uma das formas de caução para a participação em concorrências e
garantia de execução de contratos.
(18) Fiança Locatícia - cobre os prejuízos decorrentes da incapacidade de pagamento
do locatário, caracterizando-se, como tal, a falta de pagamento dos alugueis ou
encargos devidos. O seguro fiança locatícia é uma das opções que o proprietário pode
exigir do inquilino como garantia do recebimento do aluguel. O uso deste tipo de seguro
é previsto em lei e imprime agilidade na aprovação do candidato à locação, além de
fornecer mais segurança para o locador (proprietário do imóvel).
(19) Tumultos - cobre prejuízos devidamente comprovados e decorrentes de tumultos,
greves e lockout, despesas com medidas tomadas para reprimi-los;
i. tumultos - é definido como ação de pessoas, com características de aglomeração,
que perturbe a ordem pública através da prática de atos predatórios;
ii. greve - ajuntamento de mais de três pessoas da mesma categoria ocupacional
que se recusam a trabalhar ou a comparecer onde o dever os chama;
iii. lock-out - cessação de atividade por parte ou ato do empregador.
(20) Prestamista - objetiva o pagamento de prestações ou a quitação do saldo devedor
de bens ou planos de financiamento adquiridos pelo segurado, em caso de morte,
invalidez permanente, invalidez temporária e desemprego. Este seguro configura-se
como uma proteção financeira para empresas que vendem a crédito, bem como ao
segurado que fica livre da responsabilidade em caso de sinistro. É bom lembrar também
que, na hipótese de o segurado falecer ou ficar inválido e ter contratado um seguro com
garantia de pagamento superior à dívida contraída, esta será quitada com a instituição
financeira ou empresa que concedeu o crédito ou o empréstimo. A diferença entre o
valor pago da dívida e o da indenização contratada será paga ao beneficiário que o
segurado indicar ou a ele próprio, no caso de invalidez.

Resseguro, cosseguro e retrocessão


De forma simplista, resseguro é o seguro do seguro. Denomina-se resseguro à
operação pela qual o segurador, transfere a outrem, total ou parcialmente, um risco
assumido através da emissão de uma apólice ou um conjunto delas. Nessa operação, o
segurador objetiva diminuir suas responsabilidades na aceitação de um risco
considerado excessivo ou perigoso, e cede a outro uma parte da responsabilidade e
do prêmio recebido.
O resseguro é uma prática comum, feita em todo o mundo, como forma de mitigar o
risco, preservar a estabilidade das companhias seguradoras e garantir a liquidação do
sinistro ao segurado. Tecnicamente, o resseguro é um contrato que visa equilibrar e
dar solvência aos seguradores e evitar, através da diluição dos riscos,
quebradeiras generalizadas de seguradores no caso de excesso de sinistralidade,
como a ocorrência de grandes tragédias, garantindo assim o pagamento das
indenizações aos segurados. Em alguns casos, por força de contrato ou regulação, o
resseguro passa a ser obrigatório. Hoje, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil)
é a maior resseguradora da América Latina.
A retrocessão é a operação inversa do resseguro, quando a resseguradora
repassa parte do risco para uma seguradora ou para outra resseguradora.
No cosseguro duas ou mais sociedades seguradoras, com anuência do
segurado, distribuem entre si, percentualmente, os riscos de determinada apólice,
sem solidariedade entre elas, isto é, cada uma fica responsável apenas pela sua parte
assumida na operação.
O IRB deteve o monopólio de resseguros durante muito tempo. Com a publicação da
Lei Complementar nº 126/2007, houve a abertura do mercado e as operações de
resseguro e retrocessão, atualmente, podem ser realizadas com os seguintes tipos de
resseguradores:
I - Ressegurador local - Ressegurador sediado no País constituído sob a forma de
sociedade anônima, tendo por objeto exclusivo a realização de operações de resseguro
e retrocessão;
II - Ressegurador admitido - Ressegurador sediado no exterior, com escritório de
representação no País, que, atendendo às exigências previstas na Lei Complementar nº
126/2007 e nas normas aplicáveis à atividade de resseguro e retrocessão, tenha sido
cadastrado como tal no órgão fiscalizador de seguros para realizar operações de
resseguro e retrocessão;
III - Ressegurador eventual - Empresa resseguradora estrangeira sediada no exterior
sem escritório de representação no País que, atendendo às exigências previstas na
legislação aplicável à atividade de resseguro e retrocessão, tenha sido cadastrado como
tal no órgão fiscalizador de seguros para realizar operações de resseguro e retrocessão.
Em 2008, diversas resseguradoras mundiais começaram a desembarcar no Brasil, e
atualmente temos mais de 35 resseguradoras registradas na SUSEP.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Aula 4

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
Seguro: Elementos e Definições
• Seguro é um acordo pelo qual o segurado, mediante
pagamento de um prêmio ao segurador, garante para si ou
para seus beneficiários, indenizações de prejuízos que venha
a sofrer em consequência da realização de um dos eventos
previstos no contrato.

 Todo contrato de seguro deve ser:


• Aleatório: pelo fato de depender de evento futuro e incerto;
• Bilateral: há obrigações para as duas partes.
• Oneroso: segurado e segurador possuem ônus e vantagens
econômicas.
• Solene: há uma formalidade materializada pela apólice;
• Boa-fé: cabe ao segurado ser verdadeiro em suas
informações, e à seguradora mensurar o risco, bem como
redigir o contrato de forma clara.

 Elementos do contrato de seguro


• Apólice: é o instrumento do contrato de seguro pelo qual o
segurado repassa à seguradora a responsabilidade sobre os
riscos.
• Proposta: é o instrumento através do qual o proponente
manifesta à Companhia de Seguros o desejo de realizar o
contrato. O segurador que é livre para aceitá-lo ou recusá-lo.
• A proposta deverá conter os elementos essenciais ao exame e
aceitação do risco.

 Categorias de Seguro
• O Decreto Lei 73/66 divide o seguro em três categorias:
• a) Seguros de Pessoas, tais como vida, acidentes pessoais,
saúde e outros.
• b) Seguros de Bens, tais como incêndio, cascos, transportes,
lucros cessantes, automóvel, roubo, vidros, riscos diversos,
etc.
• c) Seguros de Responsabilidade, tais como crédito, fidelidade,
responsabilidade civil, etc.
 Elementos essenciais do Seguro
i. Segurador (Seguradora): é a empresa legalmente
constituída para assumir e gerir coletivamente os riscos;
O Segurador é a pessoa jurídica que assume a
responsabilidade de determinados riscos e paga a
INDENIZAÇÃO ao Segurado ou aos seus beneficiários, no
caso da ocorrência do Sinistro.

ii. Segurado: é a pessoa física ou jurídica em nome de que se


faz o seguro; (Estipulante e de Beneficiário).

iii. Prêmio: é o valor devido pelo Segurado ao Segurador, para


que este assuma os riscos previstos no contrato de seguro;
• Prêmio Puro: parcela do prêmio suficiente para pagar
sinistros e as respectivas despesas de regulação e liquidação;

E  Q. p.v t

• Prêmio Comercial: corresponde ao prêmio puro, adicionado


de carregamento para fazer face às despesas de aquisição
(corretagem, angariação etc.), de gestão (despesas
administrativas) e a remuneração do capital empregado pela
companhia seguradora. É também chamado Prêmio Líquido
ou Tarifário
PE
Pc  ou Pc  PE 1  i 
1 i
• Ex: Em uma seguradora com 2.000 veículos segurados apurou-se
um prejuízo, relativo a sinistro e despesas, de R$ 6 milhões. O
Prêmio Puro será: Ppu = R$ 6.000.000 / 2.000 = R$3.000,00

• Ex 2: Admitamos que o Prêmio Puro Ppu em uma seguradora, para


um determinado seguro, seja de R$ 2.800,00 e que tenhamos os
seguintes percentuais relativos ao carregamento (S):
Despesas administrativas = 15%
Comissão de corretagem = 10%
Lucro = 5%
• O Prêmio Comercial(incidente sobre o seu preço de venda) será:
• Pc = Ppu / (1 – i) = 2800 / (1 – 0,15 – 0,10 – 0,05) = R$ 4.000,00
• Prêmio bruto: prêmio comercial acrescido dos encargos e impostos
(por exemplo, o custo da apólice e o IOF), sendo esse o prêmio que
efetivamente será pago pelo segurado.

 Alíquota de IOF : (Decreto 6.306, de 14 de dezembro de 2007)


0% nas operações:
a) de resseguro;
b) de seguro obrigatório, vinculado ao Sistema Financeiro de
Habitação;
c) de seguro de crédito à exportação e de transporte internacional de
mercadorias;
d) de seguro contratado no Brasil, referente à cobertura de riscos
relativos ao lançamento e à operação dos satélites Brasilsat I e II;
e) em que o valor dos prêmios seja destinado ao custeio dos planos
de seguro de vida com cobertura por sobrevivência;
f) de seguro aeronáutico e de seguro de responsabilidade civil
pagos por transportador aéreo;
g) de seguro de vida e congêneres, de acidentes pessoais e do
trabalho, incluídos os seguros obrigatórios de danos pessoais
causados por veículos automotores de vias terrestres e por
embarcações, ou por sua carga, a pessoas transportadas ou
não;

• Ex 3: Admitamos o Prêmio Comercial (PC) de R$ 4.000,00 e que


tenhamos os seguintes encargos:
IOF = 7%
Custo da apólice (CA) = R$ 70,00
• O Prêmio Bruto será:
• PB = (PC + CA) × (1 + IOF) = (4000 + 70) × 1,07 = R$ 4.354,90
iv. Risco: é um acontecimento possível, porém futuro e incerto.
É a “expectativa de sinistro”.
Pode ser classificado nas seguintes formas: puro,
especulativo, fundamental ou particular.

a. Especulativo: Há chance de perda ou promessa de ganhos.


Ex.: mudança no nível de preços (commodities)

b. Puro: ocorre ou não perdas, não havendo possibilidade de


ganho. Ex.: destruição de um armazém por incêndio.
c. Fundamental: Quando as perdas não são causadas por um
indivíduo e seu impacto recai sobre um grupo. Ex.: guerra,
inflação.

d. Particular: É aquele cujas perdas tem suas origens em


eventos individuais.Ex.: Incêndio de um casa, roubo etc.

v. Riscos Excluídos: são os riscos não cobertos pelo seguro. Na


apólice de seguro são especificados os riscos que, por suas
características, do ramo ou do próprio risco, são
considerados como não cobertos.
• Exemplo: “SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL /
CONDIÇÕES GERAIS

1 - OBJETO DO SEGURO
1.1 - PARA CADA COBERTURA CONTRATADA, a Seguradora
garante pagar as quantias devidas e/ou reembolsar as
despendidas, pelo Segurado, na REPARAÇÃO de DANOS
MATERIAIS E/OU CORPORAIS CAUSADOS A TERCEIROS, e/ou
nas AÇÕES EMERGENCIAIS empreendidas para tentar evitá-
los e/ou minorá-los, desde que:
• a) tenham sido plenamente atendidas todas as disposições
específicas da cobertura, particularmente a cláusula “RISCO
COBERTO”;
• b) os danos tenham ocorrido durante a vigência deste
contrato; ...”
• “5 - RISCOS EXCLUÍDOS
• 5.1 - NÃO ESTÃO GARANTIDAS POR ESTE SEGURO AS QUANTIAS
DEVIDAS E/OU AS DESPENDIDAS, PELO SEGURADO, PARA REPARAR,
EVITAR E/OU MINORAR DANOS, DE QUALQUER ESPÉCIE,
DECORRENTES:

• a) de atos ilícitos dolosos praticados pelo Segurado, pelo


beneficiário ou pelo representante, de um ou de outro;

• b) de atos de hostilidade, operações bélicas, guerra, guerra civil,


guerra química e/ou bacteriológica, atos de terrorismo, pirataria,
tumulto, arruaça, greve, "lock-out", conspiração, subversão,
rebelião, insurreição, manifestações políticas, convulsões sociais,
guerrilha, revolução, e, em geral, toda e qualquer conseqüência
desses eventos, inclusive vandalismo, saques e pilhagens;”
• “c) de detonação de minas, torpedos, bombas, granadas e
outros engenhos de guerra;
• d) de campos eletromagnéticos e/ou de radiação
eletromagnética;
• e) de radiações ionizantes ou de quaisquer outras emanações
havidas na produção, transporte, utilização e/ou neutralização
de materiais físseis e seus resíduos;
• f) do uso, pacífico ou bélico, de energia nuclear;...”

• OBSERVAÇÃO: A finalidade específica do seguro é


restabelecer um equilíbrio econômico perturbado, sendo
vedada, por lei, a possibilidade de se revestir do aspecto de
jogo ou dar lucro ao segurado;
 Outros termos importantes:
• Apólice: Instrumento de contrato do seguro, no qual o
segurado repassa à seguradora a responsabilidade sobre os
riscos, estabelecidos na própria apólice.

• Sinistro: Ocorrência de acontecimento previsto no contrato de


seguro, e que obriga a seguradora a indenizar.

• Indenização: Contraprestação da seguradora ao segurado na


ocorrência de sinistro. A indenização nunca pode ser superior
à importância segurada, pois o seguro não é investimento,
não cabendo ao segurado obter lucro com seguro.
• Importância Segurada (IS): é o limite máximo de
responsabilidade (LMR) da seguradora, que, nos seguros de
coisas, não deverá ser superior ao valor do bem; é o limite
máximo de indenização (LMI) ou limite máximo de garantia
(LMG).

• Salvados: são os objetos que se consegue resgatar de um


sinistro e que ainda possuem valor econômico.

• Ex: Após um acidente de carro, dado perda total, ocorre a


indenização ao segurado e todas as peças desse carro, bem
como seu casco, portanto, os salvados, pertencem à
seguradora e podem ser comercializados. Se a lataria estiver
muito ruim, por exemplo, pode ser vendida para um
ferro-velho.
• Valor Atual (VA) ou Valor em Risco (VR) ou Valor em Risco
Apurado (VRA): representa o valor total de reposição dos
bens segurados, imediatamente antes da ocorrência do
sinistro. O valor em risco denomina-se Valor Atual sempre
que representar o valor do bem no dia e local do sinistro.

• Exemplo: Uma pessoa compra um armazém, e depois de um


ano esse imóvel é destruído. O VRA é o valor do imóvel no
estado em que se encontrava, levando em consideração
depreciação, estado de conservação, infra-estrutura,
valorizações ou desvalorizações momentos antes de ocorrer o
sinistro.
• Valor Declarado ou Valor em Risco Declarado (VRD): Valor
declarado pelo segurado para o objeto de seguro e aceito
expressamente pelo segurador na apólice.
• Porém o segurador pode reclamar contra o segurado e provar
que foi induzido ao erro em relação ao VRD por ma fé do
segurado.
• O VRD pode ser menor que VA desde que tenha havido
algum melhoramento infra-estrutura, ou valorização do
terreno por exemplo.

• Valor de Novo (VN): Refere-se ao custo de reposição do bem


sinistrado, sem que leve em conta depreciação do bem pelo
uso, ou desgaste. Em geral o limite máximo para indenização
é de duas vezes o Valor Atual. Caso o segurado deseje
receber exatamente o valor de novo, deverá, pagar um
prêmio maior por isso.
• Valor Matemático do Risco (VMR) ou Freqüência Relativa de
Sinistros: determinado pela razão entre a quantidade de sinistros
ocorridos e quantidade de objetos segurados, representando a
probabilidade de ocorrência do sinistro.
• Ex: Em uma seguradora com 10.000 veículos segurados, apurou-se
a ocorrência de 50 sinistros.
• O VMR será: VMR = 50 / 10.000 = 0,005 = 0,5%

• Custo Médio dos Sinistros (CMS): é determinado pela razão entre o


total indenizado e número de sinistros.
• Ex: Em uma seguradora, o total das indenizações correspondeu a R$
200.000, referente à ocorrência de 50 sinistros.
• O CMS será: CMS = R$ 200.000 / 50 = R$ 4.000,00
• Seguro Proporcional: O segurado é coparticipante nos prejuízos,
toda vez que o valor do seguro for insuficiente, ou seja, menor que
o Valor em Risco. Há uma clausula de rateio. Na forma de
contratação proporcional, o segurado deve sempre estar atento à
adequação dos valores de importância segurada ao valor em risco.
Exemplos: Seguro a Risco Total, Seguro a Primeiro Risco Relativo,
Seguro pelo Valor de Novo etc.

• Seguro Não-Proporcional: Quando há impossibilidade de


estabelecer uma relação de equivalência entre importância
segurada e o valor em risco no momento da contratação do
seguro. Ex.: Seguro a Primeiro Risco Absoluto (Ex: seguro de
automóvel  Não exige que haja uma relação entre o capital
segurado e o valor do bem).
• Dano: Todo prejuízo material ou pessoal sofrido pelo segurado.
Passível de indenização, de acordo com as condições de
cobertura da apólice.

• Dano Corporal: Dano caracterizado por lesões físicas causados


ao corpo da pessoa. Também chamado de dano Pessoal.

• Dano Imaterial: Todo o prejuízo pecuniário resultante da


privação do gozo de um direito, interrupção de um serviço
prestado por pessoas, ou ainda resultante de perda de um
benefício que acarrete a sobrevinda de danos corporais ou
materiais.
• Dano Moral: ofensa à honra, à liberdade, à profissão, ao
respeito aos mortos, à psique, à saúde, ao nome, ao crédito,
ao bem-estar, sem necessidade de prejuízo econômico. A
seguradora deve oferecer a cobertura de Responsabilidade
Civil Facultativa (RCF).
 Seguro de Riscos Diversos:
• Ramo constituído de várias modalidades com cobertura
multirrisco, cuja grande característica é cobrir perdas e danos
materiais contra quaisquer acidentes decorrentes de causa
externa, exceto os expressamente excluídos.

• É o tipo de seguro que se faz quando não há nada similar no


mercado, ou seja, não é automóvel, nem vida, nem incêndio,
enfim, trata-se de novidade ou caso muito especí- fico.

• Entre as modalidades, temos: equipamentos (móveis,


anúncios luminosos, instrumentos musicais, equipamentos de
som etc.), seguro de prédio e/ou conteúdos (alagamentos,
desmoronamentos, vidros etc.), jóias, obras de artes etc.
• O seguro de risco diversos possui as seguintes formas de
contratação:

i. Seguro a Risco Total:


• Prevê a aplicação de cláusula de rateio, quando a
Importância Segurada (IS) for menor que o Valor em Risco
Apurado (VRA) pela seguradora no momento do sinistro (IS <
VRA).

• Toda vez que IS < VRA teremos insuficiência de seguro, e


assim caberá rateio proporcional às partes (segurado e
seguradora), cabendo a seguradora a razão IS/VRA sobre o
valor do prejuízo.
• Exemplo: Num armazém havia estocadas resmas de papel. Após um
temporal houve alagamento danificando parte do estoque
integralizando R$ 40.000 de prejuízo. Quando o seguro foi feito, a
importância segurada era de R$ 60.000. Quando houve o sinistro, a
avaliação do estoque feita pela seguradora era de R$ 80.000.
a)Quanto a seguradora deverá pagar ao segurado? b) E se houvesse
uma franquia no valor de R$2.000?

• a) A importância segurada (R$ 60.000) representa 75% do valor em


risco apurado (R$ 80.000). Então IS < VRA e portanto a seguradora
deverá honrar com 75% do prejuizo, ou seja 0,75 x 40.000 =
R$30.000. O segurado acará com o restante de R$10.000.
• b) Se houver franquia a seguradora deverá pagar a fração referente
à razão entre IS e VRA (75% no nosso caso) do total sinistrado
abatido da franquia.
• b) Se houver franquia a seguradora deverá pagar a fração referente
à razão entre IS e VRA (75% no nosso caso) do total sinistrado
abatido da franquia. Logo:

• Montante: R$ 40.000 – R$2.000 = R$38.000


• A seguradora pagará 75% de R$38.000 = R$28.500
• Ao segurado caberá a diferença de R$ 11.500

• OBS: Caso houvesse perda total caberia a seguradora apenas a IS =


R$60.000.
ii. Seguro a primeiro Risco Relativo:

• Exige que haja um relação entre o capital segurado (IS) e o


valor em risco declarado (VRD). Ex.: Seguro contra incêndio.

• São indenizados os prejuízos até o valor da importância


segurada (IS), desde que o valor em risco não ultrapasse
determinado montante fixado na apólice. Se esse montante
for ultrapassado, o segurado participará dos prejuízos como
se o seguro fosse proporcional.

• Para calcular o primeiro risco relativo precisamos da tabela de


coeficientes de agravação dada pela SUSEP.
• Exemplo: Fernando fez um seguro de sua casa, constando os dados
seguintes na apólice.
• Valor em Risco Declarado: (VRD) R$ 500.000,00
• Importância Segurada (IS): R$ 300.000,00
• Taxa de seguro: 2% ao ano.
a) Qual o valor do Prêmio Comercial?
b) Admitindo-se que devido a um sinistro houve um prejuízo de
R$120.000, e que VRA = R$600.000,00 qual ao valor da Indenização
a Primeiro Risco Relativo?

• Solução: IS/VRD = 300.000/500.000 = 0,6 = 60%


• De acordo com a tabela o coeficiente de agravação é 1,37.
• O premio comercial será então:

PC = IS x taxa x coeficiente de agravação

a) PC = 300.000x0,02x1,37 = R$8.220,00

b) Como VRA > VRD, portanto teremos a cláusula de rateio;

Indenização = (VRD/VRA) x prejuízo = (500.000/600.000) x 120.000


Indenização = R$ 100.000,00.

Ao segurado caberá o restante do prejuízo, ou seja: R$20.000,00.


• Tanto para o Risco Total como para o Primeiro Risco Relativo
pode ser incluída a Cláusula de Rateio Parcial, que consiste
em aplicarmos um redutor no denominador, isto é,
multiplicar o VRA por um número menor que um, a fim de
percebermos uma indenização maior (caso ocorra o sinistro).
Em contrapartida, haverá um acréscimo no prêmio, pois, se
desejamos obter uma indenização maior, devemos pagar mais
por isso (observe a tabela a seguir).

Redutor (r) Percentual de aumento de premio


90% 5%
80% 10%
60% 15%
• Exemplo: Suponha que seja utilizado um redutor de 90% no
exercício anterior, que implicará num acréscimo no prêmio de
5%. Vejamos:
• Valor em Risco Declarado (VRD): $ 500.000,00 Importância
Segurada (IS): $ 300.000,00
• Taxa de seguro: 2% ao ano
• IS / VRD: 60%
• Coeficiente de Agravação: 1,37
• Prejuízo: $ 120.000,00
• VRA: $ 600.000,00
• Redutor (β): 90%
• O redutor de 90% implicará um acréscimo no prêmio de 5%
a) PCparcial = 300.000x0,02x1,37 = R$8.220,00
• Agregando o adicional no prêmio (5%) devido ao redutor de 90%
teremos:
• PC = R$8.220,00 x 1,05 = R$8.631,00

b) Indenização = [VRD/(VRA x r)] x prejuízo = [500.000/(600.000 x 0,9)]


x 120.000

Indenização = R$ 111.111,00.

• Ao segurado caberá o restante = (R$ 120.000,00 – R$ 111.111,11) =


R$ 8.888,89
• Observação:
• Para que o segurado receba, em caso de sinistro, uma
indenização maior, proveniente da aplicação do redutor no
VRA, deverá desembolsar um prêmio maior, ou seja, para
receber uma quantia pouco superior a R$ 111 mil em vez de
R$ 100 mil e, conseqüentemente, desembolsar menos no
tocante ao prejuízo (pagar quase $ 9 mil em vez de $ 20 mil),
deverá pagar de prêmio $ 8.631,00 e, não, $ 8.220,00.
iii. Seguro pelo Valor de Novo: Neste tipo de seguro, a importância
segurada pode ser superior ao valo atual do bem, porém, a
indenização não poderá ser superior a duas vezes o Valor Atual.

• Exemplo: Cristina comprou uma casa cuja Importância Segurada (IS)


= R$ 800.000,00 com cláusula de Valor de Novo. Passado algum
tempo, a depreciação fez com que este imóvel passasse a valer
R$350.000,00 (VALOR ATUAL) e o Valor de Novo (VN) seria
R$1.200.000,00. Se houvesse um furacão com perda total, qual
seria o valor da indenização?

• Solução: Caso não houvesse a cláusula a indenização seria de


R$350.000,00
• Com a cláusula a Indenização é 2 x VA = 2 x R$350.000,00 =
R$700.000,00
• Considere agora que no exemplo anterior devido a especulação
imobiliária recente o Valor Atual fosse de R$450.000,00

• Temos IS = R$ 800.000,00
• Com a Cláusula: Indenização = 2 x VA = 2 x R$ R$450.000,00 =
R$900.000,00
• Porém cabe a seguradora escolher o menor valor entre IS e o VA.
• Logo o segurado receberia R$ 800.000,00 .
iv. Seguro a Primeiro Risco Absoluto
• É aquele em que não haverá proporcionalidade, ou seja, a
seguradora arcará com todo o prejuízo, até o montante da
Importância Segurada, não cabendo em qualquer hipótese
Cláusula de Rateio. Poderá entretanto ser estipulada uma
franquia.

• Exemplo: Caio comprou uma máquina e a segurou por R$


40.000,00 sendo a franquia de R$ 2.000,00. Houve um sinistro na
fábrica, acarretando dano no valor de 15.000,00. Qual a indenização
recebida por Caio?

• Indenização = R$ 15.000 – R$2.000 = R$ 13.000,00.


 Concorrência de Apólices:

• Exemplo: Um depósito situado perto de um rio, foi segurado contra


riscos de inundação nas seguradoras A e B, com importância
segurada (IS) de R$ 200.000,00 e R$ 300.000,00, respectivamente.
Ocorrendo um sinistro com prejuízos indenizáveis calculados de R$
80.000,00 e Valor em Risco (VR) de R$ 400.000,00 quanto caberá de
indenização para cada seguradora?

• Solução: Indenização = (IS/VR) x prejuízo


• A = (200.000/400.000) x 80.000 = 40.000
• B = (300.000/400.000) x 80.000 = 60.000
• Indenização A + Indenização B = R$100.000,00
• Porém como o somatório das indenização supera o prejuízo total,
• Devemos fazer o rateio proporcional no tocante a indenização total,
ou seja;
• A = (40.000/100.000) x 80.000 = 32.000
• B = (60.000/100.000) x 80.000 = 48.000

• Indenização A + Indenização B = R$80.000,00


Introdução a ciência atuarial - PUCRS - 02/2018

Seguro DPVAT - Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por


Veículos Automotores de Vias Terrestres
O DPVAT é um seguro obrigatório criado com a finalidade de amparar as vítimas de acidentes
de trânsito em todo o território nacional, não importando quem seja o responsável por sua ocorrência.
Desta forma, o DPVAT é o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos
Automotores de Via Terrestre, ou por sua Carga, a Pessoas Transportadas ou não.
Qualquer vítima de acidente envolvendo veículo, inclusive motoristas e passageiros, ou seus
beneficiários, pode requerer a indenização do DPVAT. As indenizações são pagas individualmente,
não importando quantas vítimas o acidente tenha causado. Além disso, ainda que o veículo não possa
ser identificado, as vítimas ou seus beneficiários têm direito à cobertura. Até mesmo se o veículo não
estiver em dia com o pagamento do DPVAT é possível receber a indenização. Isto somente não
ocorrerá quando constatada a existência de dolo por parte do motorista. Além disso, fica dispensado o
pagamento da indenização ao proprietário inadimplente.
Os veículos automotores que não estiverem com o pagamento respectivo seguro DPVAT regular
não poderão ser licenciados e não poderão circular em via pública ou fora dela. Os danos pessoais
cobertos pelo seguro DPVAT compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e
despesas de assistência médica e suplementares, que serão pagas diretamente ao beneficiário,
observados os valores previstos nas normas vigentes, por pessoa vitimada.
Assegurada à vitima a utilização do eventual saldo, verificado entre o valor máximo da cobertura
e o do atendimento médico-hospitalar correspondente ao tratamento das consequências de um mesmo
acidente, para reembolso de eventuais despesas suplementares, tais como fisioterapia, medicamentos,
equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e outras medidas terapêuticas, devidamente justificadas
pelo médico assistente.
São também reembolsáveis à vítima de acidente de trânsito as despesas médico-hospitalares
efetuadas em estabelecimentos da rede credenciada junto ao Sistema Único de Saúde – SUS, desde que
realizadas em caráter privado. Não serão, em nenhuma hipótese, reembolsadas despesas com
assistência médica e suplementares:
I. quando estas forem cobertas por outros planos de seguro ou por planos privados de assistência
à saúde, ressalvada eventual parcela que não for coberta por estes;
II. quando não especificadas, inclusive quanto aos seus valores, pelo prestador do serviço na nota
fiscal ou relatório que as acompanha; ou
III. quando estas forem suportadas pelo Sistema Único de Saúde.
24
Não estão cobertos pelo Seguro DPVAT:
 Danos materiais (roubo, colisão ou incêndio de veículos);
 Acidentes ocorridos fora do território nacional; e
 Multas e fianças impostas ao condutor ou proprietário do veículo e quaisquer despesas
decorrentes de ações ou processos criminais.

Para a quitação das indenizações, serão observados os valores vigentes na época da ocorrência
do acidente, independentemente da data em que seu pagamento foi efetuado.

Obs. 1 Para os casos de invalidez permanente, a quantia que se apurar tomará por base o percentual da
incapacidade de que for portadora a vítima, de acordo com a tabela constante do anexo à Lei nº
6.194/1974, incluído pela Lei nº 11.945, de 2009.

Obs. 2 Os valores de indenização de reembolso (DAMS) terão, como limite mínimo, os valores
constantes da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). A seguradora líder do DPVAT poderá estimar,
para efeito de controle e combate à fraude, com base em preços praticados pelo mercado, o valor
efetivo para despesas de assistência médica e suplementares.
Obs. 3 As indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e
suplementares serão pagas, independentemente da existência de culpa, no prazo de 30 (trinta) dias, a
contar da data de apresentação da documentação que comprova o direito.
A indenização será paga em cheque nominal, identificando-se expressamente o beneficiário. O
pagamento também poderá ser realizado através de depósito ou transferência eletrônica de dados
(TED) para a conta corrente ou poupança do beneficiário, observada a legislação do Sistema de
Pagamentos Brasileiro.

Obs. 4 Os valores correspondentes às indenizações, na hipótese de não pagamento da indenização no


prazo estipulado, sujeitam-se à atualização de valores segundo o IPCA/IBGE e juros moratórios
contados a partir do primeiro dia posterior ao término do prazo fixado, devendo ser equivalente à taxa
que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.

- Beneficiários do seguro
Em caso de morte, os beneficiários serão o cônjuge ou pessoa a este equiparada, nos termos da
legislação, e os herdeiros da vítima. Na falta das pessoas indicadas conforme acima, serão
beneficiários os que provarem que a morte da vítima os privou dos meios necessários à subsistência.
Nos casos de invalidez permanente e de reembolso de despesas médicas e hospitalares
(DAMS), o beneficiário será a própria vítima.

Obs.: Para beneficiários menores de 16 anos, a indenização será paga ao representante legal (pai/mãe)
ou ao tutor. Para beneficiários menores entre 16 e 18 anos, a indenização será paga ao menor, desde
que assistido por representante legal (pai/mãe) ou tutor. Em caso de tutor, é necessária a apresentação
de Alvará Judicial.
25
- Procedimentos para recebimento da indenização do DPVAT
O procedimento para receber a indenização do seguro obrigatório DPVAT é simples e dispensa a
ajuda de intermediários. O interessado deve ter cuidado ao aceitar a ajuda de terceiros, pois são muitos
os casos de fraudes e de pagamentos de honorários desnecessários.
Não há necessidade de nomear procurador para recebimento de indenização de seguro DPVAT,
que poderá ser requerida pela própria vítima do acidente ou por seus beneficiários. Caso seja nomeado
procurador, faz-se necessário apresentar a procuração.
Para a cobertura de despesas de assistência médica e suplementares (DAMS), é vedado à vítima
do acidente de trânsito a cessão de direitos ao recebimento do reembolso das despesas. Os pedidos de
indenização do DPVAT devem ser feitos à Seguradora Líder dos Consórcios de Seguro DPVAT em
qualquer dos endereços relacionados no site http://www.dpvatsegurodotransito.com.br
Para recebimento da indenização, a vítima, ou seu beneficiário, deve apresentar os seguintes
documentos:

Indenização por morte:


a) certidão de óbito;
b) registro de ocorrência expedido pela autoridade policial competente; e
c) prova da qualidade de beneficiário.

Indenização de invalidez permanente:


a) laudo do Instituto Médico Legal da circunscrição do acidente, qualificando a extensão das
lesões físicas ou psíquicas da vítima e atestando o estado de invalidez permanente, de acordo
com os percentuais da tabela constante do anexo da Lei n. 6.194, de 19/12/1974;
b) registro da ocorrência expedido pela autoridade policial competente; e
c) cópia da documentação de identificação da vítima.
Indenização despesas de assistência médica e suplementares (DAMS):
a) registro da ocorrência expedido pela autoridade policial competente;
b) boletim de atendimento médico-hospitalar, ou documento equivalente, que comprove que as
despesas médico-hospitalares efetuadas possam decorrer do atendimento à vítima de danos
corporais consequentes de acidente envolvendo veículo automotor de via terrestre;
c) cópia da documentação de identificação da vítima;
d) conta original do estabelecimento hospitalar, ou documento equivalente, com discriminação de
todas as despesas, incluindo diárias e taxas, relação dos materiais e medicamentos utilizados e,
ainda, os exames efetuados com os preços por unidade, além dos serviços médicos e
profissionais quando estes forem cobrados diretamente pelo hospital;
e) notas fiscais, faturas ou recibos do hospital, originais, comprovando o pagamento dos
respectivos valores;
f) recibos originais, emitidos em nome da vítima, ou comprovantes do pagamento a cada médico
ou profissional, constando data, assinatura, carimbo de identificação, número do CRM, número
do CPF ou CNPJ e a especificação do serviço executado, com a data em que foi prestado o
atendimento; e
g) cópia do laudo anatomopatológico da lesão e dos exames realizados em geral, quando houver.

Obs.1: Os documentos relacionados acima deverão ser entregues à Sociedade Seguradora, mediante
recibo, que os especificará.

Obs.2: A seguradora poderá solicitar documentos adicionais ou esclarecimentos sobre a documentação


enviada, caso seja detectada falha formal ou existência de indícios de fraude.

Obs.3: Nas localidades em que o Instituto Médico Legal responsável não possa, por qualquer razão,
expedir o laudo a que se refere para atestar a invalidez permanente, a seguradora líder responsável
pelos consórcios poderá admitir laudo de outra instituição, pública ou privada.

Obs.4: Quando houver dúvida quanto ao nexo de causa e efeito entre o acidente e as lesões, poderá ser
solicitado aos interessados relatório de internação ou tratamento, se houver, fornecido pela rede
hospitalar e previdenciária.

Obs.5.: O Instituto Médico Legal da jurisdição do acidente ou da residência da vítima deverá fornecer,
no prazo de até 90 (noventa) dias, laudo à vítima com a verificação da existência e quantificação das
lesões permanentes, totais ou parciais.

As indenizações por morte e invalidez permanente não são cumulativas. No caso de ocorrência
da morte da vítima em decorrência do mesmo acidente que já havia propiciado o pagamento de
indenização por invalidez permanente, a seguradora pagará a indenização por morte, deduzida a
importância já paga. Já no caso de ter sido efetuado algum reembolso de despesas de assistência
médica suplementar (DAMS), esse não poderá ser descontado de qualquer pagamento por morte ou
invalidez permanente que venha a ser pago em decorrência de um mesmo acidente.
A indenização por pessoa vitimada por veículo não identificado, com seguradora não
identificada, seguro não realizado ou vencido, será paga nos mesmos valores, condições e prazos dos
demais casos.

- Contratação e o pagamento do seguro DPVAT


No caso de veículos sujeitos ao imposto sobre propriedade de veículos automotores – IPVA, o
bilhete de seguro será emitido, exclusivamente, com o certificado de registro e licenciamento anual. O
prêmio de seguro será pago conjuntamente com a cota única do IPVA ou parcelado, se possível.
No caso de veículos isentos do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA, o
pagamento do premio do Seguro DPVAT será efetuado juntamente com o emplacamento ou no
licenciamento anual ou parcelado, se possível.
O pagamento do prêmio deverá ser efetuado somente na rede bancária. Para os veículos
excluídos dos consórcios, o seguro DPVAT será operado de forma independente por sociedade
seguradora.
Todo proprietário de veículo deve manter o seguro DPVAT em dia, conforme determinam as
normas em vigor. Havendo inadimplência, o veículo não é considerado devidamente licenciado para
efeitos de fiscalização, estando o proprietário sujeito às penalidades previstas na legislação. Além
disso, o proprietário perde o direito ao recebimento de indenização, caso seja vítima de um
acidente.

Obs.: Parcelamento – O prêmio do seguro DPVAT, de qualquer categoria, poderá, nos Estados da
Federação em que haja parcelamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA,
ser parcelado em 3 (três) parcelas, iguais, mensais e consecutivas, observado o valor mínimo de R$
70,00 (setenta reais) por parcela do prêmio.
No primeiro licenciamento do veículo, o valor do prêmio será calculado de forma proporcional,
considerando-se o número de meses entre o mês de licenciamento, inclusive, e dezembro do mesmo
ano, sendo vedado o parcelamento.

- Prêmio do Seguro DPVAT


O valor do Seguro DPVAT é fixado por meio de resoluções editadas pelo Conselho Nacional de
Seguros Privados – CNSP. A norma vigente sobre condições tarifárias é a Resolução CNSP nº
192/2008, sendo que sua última alteração foi feita pela Resolução CNSP nº 305/2013.

- Indenização do Seguro DPVAT


Os valores vigentes de indenização do DPVAT, segundo o art. 3º da Lei nº 6.194, de 1974 com a
redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009, são:
a) Morte: R$ 13.500,00 por pessoa vitimada
b) Invalidez Permanente: até R$ 13.500,00 por pessoa vitimada
c) Despesas Médico-hospitalares: até R$ 2.700,00 por pessoa vitimada
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Seguro de Automóvel

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
Seguro de Automóvel
• As coberturas oferecidas em um seguro de automóvel têm
como objetivo atender às necessidades dos segurados diante
da possibilidade de eles terem prejuízo em razão de danos
causados acidentalmente pelo uso de seus veículos ou
resultante de ação de terceiros.

• São seguráveis todos os veículos terrestres de propulsão a


motor e seus reboques, desde que não andem sobre trilhos.

• O valor da importância segurada inscrito na apólice para cada


cobertura representará o limite máximo de responsabilidade
da seguradora.
• A cobertura do seguro de automóvel pode, ser
conjugada com cobertura de responsabilidade civil
facultativa de veículos (RCF-V) e de acidentes pessoais
para passageiros (APP).

• A cobertura de RCF-V, por sua vez, pode ser dividida em


duas modalidades:
i. a que cobre danos corporais causados pelo veículo
segurado a terceiros (DC)
ii. a que cobre danos materiais causados pelo veículo
segurado a bens terceiros.
Conceitos importantes
(http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/planos-e-
produtos/seguros/informacoes-uteis)

 Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-


V) - Visa reembolsar ao segurado a indenização a qual esteja
obrigado, judicialmente ou extrajudicialmente, a pagar por
danos corporais e/ou materiais causados a terceiros. O condutor
deve estar devidamente habilitado.
• Existem seguros obrigatórios, como por exemplo o DPVAT, e
desta forma o seguro de RCF-V deverá ser contratado a 2º Risco
destes seguros, isto é, só será acionado no que exceder ao
prejuízo que for coberto pelo seguro obrigatório.
• Dentre eles, estão:
1. Carta Verde - Seguro obrigatório dos veículos brasileiros de
passeio o aluguel, quando em viagem a países do Mercosul.
• Destina-se a indenizar terceiro ou reembolsar o segurado das
despesas que seja civilmente responsável, abrangendo: Danos
corporais e Materiais Causados a terceiros, Pagamento de
honorários a advogados de defesa, bem como custos judiciais.

2. RCTR-VI (Danos a Terceiros) - Este seguro tem a finalidade de


indenizar ou reembolsar ao segurado as quantias pelas quais seja
civilmente responsável, por eventos ocorridos durante a vigência
do seguro e relativas a:
i. Morte, danos pessoais e/ou materiais causados a passageiros
ii. Morte, danos pessoais e/ou materiais causados a terceiros não
transportados, à exceção da carga.
iii. Pagamento de honorários de advogado de defesa do segurado,
bem como custas judiciais.
 Seguro de Acidentes Pessoais de Passageiros (APP)

• Indenização por acidentes pessoais ocorridos aos passageiros


quando transportados em veículos de uso particular ou público.

• As indenizações por morte e invalidez permanente no caso de


seguros APP não se acumulam.
• Se depois de paga uma indenização por invalidez permanente
verifica-se a morte do segurado em consequência do mesmo
acidente, a indenização por morte deve ser deduzida da
importância já paga por invalidez permanente.
• Consultar CIRCULAR Nº 029 de 20 de dezembro de 1991, Aprova
Normas para o Seguro de Acidentes Pessoais
(http://www.susep.gov.br/textos/Cir.29-91Consolidada.pdf)
Exemplo:
• Importância Segurada para invalidez permanente: R$40.000,00
• Importância Segurada por morte: R$ 40.000,00

• 1ª Ocorrência: Imobilidade do segmento cervical da coluna


vertebral  Percentagem segundo a tabela 20%  Valor da
indenização = 0,02x40.00,00 = R$8.000,00

• 2ª Ocorrência: Morte do Segurado decorrente do mesmo acidente.


• Valor da indenização: R$40.000,00 - R$8.000,00 = R$32.000,00
 Seguro DPVAT
(http://www.dpvatsegurodotransito.com.br )
• Este seguro tem a finalidade de amparar as vítimas de
acidentes de trânsito em todo o território nacional, não
importando de quem seja a culpa dos acidentes. Este seguro
possui cobertura de:
a) Morte
b) Invalidez Permanente
c) Despesas de Assistência Médica e Despesas Suplementares
(DAMS)
Modalidades possíveis para o seguro de automóvel

 Valor de Mercado Referenciado (VMR)


• Modalidade que garante ao segurado, no caso de indenização
integral, o pagamento de quantia variável, em moeda corrente
nacional, determinada de acordo com a tabela de referência,
expressamente indicada na proposta do seguro, conjugada com
fator de ajuste, em percentual, a ser aplicado sobre o valor de
cotação do veículo, na data da liquidação do sinistro.

• Obs: A tabela de referência deverá ser elaborada por instituição de


notória competência, divulgadas em revistas especializadas, ou por
meio eletrônico. (Exemplo: Tabela FIPE http://veiculos.fipe.org.br/).
• Assim, ao contratar o seguro, o segurado pode escolher o
percentual do valor da tabela Fipe que deseja adotar para
pagamento da indenização integral. Pode ser um valor inferior a
100% do preço da tabela Fipe, o que tende a baratear o seguro; o
valor de 100% do preço da tabela Fipe; ou um valor superior a 100%
do preço da tabela Fipe, o que tende a encarecer o seguro.

• Essa modalidade leva em conta a depreciação do veículo na hora


de pagar a indenização integral. Isso porque o valor de referência é
sempre o preço do veículo segurado no mês de pagamento da
indenização.

• OBS: Carros zero quilômetro segurados segundo a modalidade VMR


contam com a chamada garantia zero quilômetro: nos primeiros 90
dias após a compra do veículo e vigência da apólice, a indenização
integral equivale ao valor da nota fiscal do veículo.Não há cobrança
de franquia no pagamento de indenização integral.
 Valor Determinado (VD)
• Modalidade que garante ao segurado, no caso de indenização
integral, o pagamento de quantia fixa, em moeda corrente
nacional, estipulada pelas partes no ato da contratação do
seguro.

 Valor de novo
• Refere-se ao compromisso da seguradora, na modalidade de
valor de mercado referenciado (VMR), de indenizar o
segurado pelo valor do veículo zero quilômetro constante da
tabela de referência na data de liquidação do sinistro.
• A seguradora deverá definir expressamente os critérios
necessários para que tal condição seja aceita.
 Indenização Integral: quando os prejuízos de um sinistro
atingirem ou ultrapassarem o valor apurado a partir da aplicação
de determinado percentual sobre o valor contratado.
• Esse percentual deverá constar das condições contratuais do
seguro, sendo fixado com observância dos seguintes limites
máximos.
I. Na contratação de seguro de veículo na modalidade Valor
Determinando – Até 75% do valor determinado na apólice.
II. Na contratação de seguro de veículo na modalidade Valor de
Mercado Referenciado – Até 75% do valor do veículo, apurado
pela aplicação do fator de ajuste contratado , sobre o valor do
veículo segurado na tabela de referência estabelecida no
contrato, em vigor na data do aviso de sinistro.
• Exemplo 1: 1ª Hipótese – Seguro contratado na modalidade
de Valor Determinado;
• Valor Determinando na Apólice: R$ 20.000,00

• Percentual contratado para caracterização de indenização


integral: 75%, que é o valor máximo possível.
• Desse modo, qualquer sinistro com valor igual ou superior a
R$ 15.000,00 (75% de 20.000,00) caracterizará a indenização
integral do veículo.

• Caso o percentual contratado fosse de 65%, qualquer sinistro


com valor igual ou superior R$ 13.000,00 (65% de 20.000) é
que caracterizaria a indenização integral do veículo.
• 2ª Hipótese –– Seguro contratado na modalidade Valor de Mercado
Referenciado

• Valor Apurado na tabela na data de liquidação do sinistro,


considerando-se o ano de fabricação, marca e modelo: R$15.000,00
• Fator de Ajuste contratado: 1,20
• Valor do Veículo R$ 15.000 x (1,20) = R$ 18.000
• Percentual contratado para a caracterização de indenização
integral: 75%.
• Assim sendo, qualquer sinistro com valor igual ou superior a
R$13.500 (75% de R$18.000) caracterizará a indenização integral do
veículo.
• Caso o percentual contratado fosse de 65%, qualquer sinistro com
valor igual ou superior a R$ 11.700 (65% de 18.000) é que
caracterizaria a indenização integral do veículo.
 Tipos de coberturas oferecidas

• Tradicionalmente, são oferecidas coberturas para perdas


parciais ou indenizações integrais decorrentes de colisão,
furto/roubo e incêndio, mas é possível que se ofereçam
outras coberturas, tais como : capotagem, queda de objetos
sobre o veiculo, explosão, queda de raio, queda de granizo,
submersão decorrente de enchentes, etc.

• A cobertura compreensiva abrange colisão, incêndio e


roubo/furto.
• Vejamos alguns tipos de coberturas tradicionais:
• Cobertura Básica Nº 1 - Compreensiva: Indeniza o segurado de
prejuízos referentes a danos materiais provenientes de: colisão,
incêndio, furtos ou roubos parciais e totais, e convulsões da
Natureza (raios, granizos, terremoto, etc.)

• Cobertura Básica Nº2 - Indeniza o segurado de prejuízos referentes


a danos materiais provenientes de incêndios, furtos ou roubos,
colisões, abalroamentos, capotagem, derrapagem quando
decorrentes de roubo ou furto do veículo.

• Cobertura Adicional de Valor de Novo – garante ao segurado a


indenização equivalente a de um veículo novo, por um período de
até 180 dias.
 Coberturas Adicionais

• Coberturas contratadas por cláusulas especiais que integram a


apólice.

• Algumas das coberturas mais comuns são: serviço de


assistência 24h (reboque ou socorro mecânico, chaveiro,
motorista substituto, etc.), cobertura de vidros (reparo ou
substituição), blindagem, acessórios (rádios, CD players, DVD
players, televisores, etc.), carro reserva, kit gás, opcionais não
originais de fábrica, danos morais.
 Adicional de Fracionamento: É uma taxa aplicável ao prêmio
comercial, quando o seguro é pago parceladamente, ou seja,
trata-se de uma taxa de juros embutida nas prestações para
quem parcela o pagamento do prêmio.
 O prêmio pode ser pago em mais de uma parcela, chamando-
se de prêmio financiado.

 Franquia: Valor especificado na apólice de Seguro de


Automóveis, determinando em caso de sinistro de perda
parcial o limite da participação do segurado.
 É vedada a aplicação de franquia nos casos de danos causado
ao veículo por incêndio, queda de raio, e/ou explosão e nos
casos de indenização integral do veículo.
 Bônus: Trata-se de critério definido pela seguradora para permitir
uma redução no valor do prêmio quando o segurado apresentar em
determinado período de tempo, experiência satisfatória para com a
seguradora.
• A Susep não define regras para a aplicação ou suspensão de bônus.
Quando houver a previsão de bônus o mesmo deverá constar da
proposta e da apólice. Muitas seguradoras utilizam a seguinte
tabela para a redução dos prêmios.

Período sem reclamação Classes Desconto em prêmio


indenizável líquido
1º Ano Consecutivo I 10%
2º Ano Consecutivo II 15%
3º Ano Consecutivo III 25%
4º Ano Consecutivo IV 30%
5º Ano Consecutivo V 40% (máximo)
 Cálculos do Prêmio
• Os cálculos são os mais variados devido à diversidade de
parâmetros.
• Vejamos de forma simplificada alguns exemplos:

Exemplo 2:
• A carteira possui 500 veículos segurados.
• Importância segurada (IS) = R$ 18.000 cada veículo no ato da
contratação.
• Despesas administrativas = 15%
• Comissão de Corretagem = 10%
• Lucro = 6%
• IOF = 7%
• Custo da Apólice = R$50,00.
• Então temos que:

• Taxa de risco (TR)= valor total da indenização x 100/(unidades


expostas à risco x IS);

• Premio de risco ou prêmio puro(Ppu) = TR x IS;

• Prêmio comercial = Prêmio de risco / (1 – Carregamento).


• 1ª Hipótese: Sinistro de Indenização Integral pagos pelo VMR
• Indenização = (número médio de sinistros na carteira x custo
médio do sinistro) = R$ 45.000,00.

• Taxa de risco = (R$ 45.000/(500x R$ 18.000)) x 100 = 0,5%

• Prêmio de risco = 0,5% x 18.000 = R$ 90,00

• Prêmio Comercial (R$ 90,00/(1-0,10-0,15-0,06)) + 50,00 =


R$180,43

• Prêmio Bruto = R$ 180,43 x (1,07)(incidência do IOF) = R$193,07


• 2ª Hipótese
• Sinistro de Indenização Integral pagos pelo VD
• Indenização total = (número médio de sinistros na carteira x
custo médio do sinistro) = R$ 90.000,00

• Taxa de risco = (R$ 90.000/(500x R$ 18.000)) x 100 = 1%


• Prêmio de risco = 1% x 18.000 = R$ 180

• Prêmio Comercial (R$ 180,00/(1-0,10-0,15-0,06)) + 50,00 =


R$310,87

• Prêmio Bruto = R$ 310,87 x (1,07)(incidência do IOF) =


R$332,63
• Exercício 1: Marcos após ter segurado seu carro zero
quilômetro, cujo valor do prêmio bruto era de R$ 3.000,00
desejou inserir uma cobertura adicional de valor de novo para
três meses, cujo valor é R$ 250,00. Determine:
• a) Sendo o custo da apólice R$ 40,00, qual seria o prêmio
bruto à vista?
• b) Sabendo-se que há a opção de o prêmio bruto ser pago em
seis prestações, admitindo-se um adicional de fracionamento
de 3% ao mês, quais serão os valores das prestações, sendo a
primeira pago no ato?
Solução:
a) Prêmio bruto à vista: (prêmio + apólice)xIOF
• Prêmio parcial = R$3.000/1,07 = R$2.803, 74 (expurgo IOF)
• Acrescentamos a nova cobertura:
• Prêmio Comercial = R$2.803,74 + R$250,00 =R$3.053,74
• Inserimos o IOF, pois ele incide no valor final
• Prêmio Bruto =R$3.053,74 x 1,07 = 3.267,50

b) Prêmio bruto em prestações:


• Prêmio Parcial R$3.000/1,07 = R$2.803, 74 (expurgo IOF)
• Acrescentamos a nova cobertura:
• Prêmio Comercial = R$2.803,74 + R$250,00 =R$3.053,74
• Retiramos o custo da apólice, pois ela incide apenas na primeira
prestação: R$3.053,74 - R$40,00 = R$3.013,74
• Inserimos o IOF, pois ele incide no valor final
• Prêmio Bruto Parcial = R$3.013,74 x 1,07 = R$3.224,70
• Valor da apólice + IOF = R$40,00 x 1,07 = R$42,80

• Para fazermos o cálculo do valor da prestações, precisamos lembrar


dos conceitos de séries financeiras da matemática financeira.
• HP-12c (http://www.fazerfacil.com.br/calculadoras/hp12c.html)
Pressione Visor Significado
f REG 0,00 Limpa todos os registros
g BEG 0,00 Estabelece o sistema antecipado (BEG)
3224,70 CHS PV -3224,70 Introduz, com sinal trocado, o valor do bem financiado
6n 6,00 Introduz, o número total de prestações
3i 3,00 Introduz a taxa de juros
PMT 577,93 Calcula o valor das prestações
• Para finalizar na primeira prestação adicionamos o custo da apólice
reforçado pelo IOF, ou seja R$42,80.
• Portanto a primeira prestação será de R$577,93 + R$42,80 =
R$620,73
• As demais prestações são de R$577,93 .

• OBS: Utilizamos o sistema antecipado quando a primeira parcela é


paga no ato (ou seja, quando a 1ª PMT coincide com PV)

• Exercício 2: Luiz, após renovado o seguro de seu carro, soube que o


valor do prêmio Bruto era de R$2.000,00. O fato de morar em
Campinas e fazer MBA em São Paulo, o fez desejar uma cobertura
Adicional de Carro Reserva para 40 dias, cujo valor é de R$100,00.
Determine:
• a) Sendo o custo da apólice de R$30,00, qual seria o valor do
prêmio bruto à vista?

• b) sabendo-se que há a opção de o prêmio bruto ser pago em


quatro prestações, admitindo-se um adicional de fracionamento de
2% ao mês, quais serão os valores das prestações, sendo a primeira
paga um mês após a aquisição da apólice?

• Solução:
• a) Prêmio bruto a vista
• Prêmio parcial = R$2.000/1,07 = R$1,869,16 (expurgo IOF)
• Acrescentamos a nova cobertura:
• Prêmio Comercial = R$1.869,16 + R$100,00 =R$1.969,16
• Inserimos o IOF, pois ele incide no valor final
• Prêmio Bruto =R$1.969,16 x 1,07 =R$ 2.107,00
b) Prêmio bruto em prestações:
• Prêmio parcial = R$2.000/1,07 = R$1,869,16 (expurgo IOF)
• Acrescentamos a nova cobertura:
• Prêmio Comercial = R$1.869,16 + R$100,00 =R$1.969,16
• Retiramos o custo da apólice;
• Premio Parcial = R$1.969,16 - R$30,00 = R$1.939,16
• Inserimos o IOF, pois ele incide no valor final
• Prêmio Bruto =R$1.939,16 x 1,07 = 2.074,90
• Apólice mais IOF = R$30,00 x 1,07 = R$32,10

• Pela HP12c temos então:


Pressione Visor Significado
f REG 0,00 Limpa todos os registros
g END 0,00 Estabelece o sistema postecipado (END)
2074,90 CHS PV -2074,90 Introduz, com sinal trocado, o valor do bem financiado
4n 4,00 Introduz, o número total de prestações
2i 2,00 Introduz a taxa de juros
PMT 544,92 Calcula o valor das prestações

• Na primeira prestação adicionamos o custo da apólice


reforçado pelo IOF R$32,10. Assim teremos;
• Primeira prestação R$544,92 + R$32,10 = R$ 577,02
• Demais PMT R$544,92

• Obs: Utilizamos o sistema postecipado pois a primeira


prestação é paga um mês após a aquisição da apólice.
• Exercício 3: Pedro, após ter renovado o seguro de seu carro soube
que o valor do prêmio bruto era de R$ 3.500,00. Por morar em São
Paulo e ir periodicamente ao Rio de Janeiro, desejou inserir uma
Cobertura Adicional de Blindagem, cujo valor é de R$ 500,00. Pediu
ao seu corretor que refizesse os cálculos, lembrando-o que esta
seria a sexta vez que renovaria a apólice e nunca tivera qualquer
sinistro. Determine
• A) Sendo o custo da apólice R$ 70,00, qual seria o valor do prêmio
bruto à vista?
• B) Sabendo-se que há opção de o prêmio bruto ser pago em quatro
prestações, admitindo-se um adicional de fracionamento de 2,5%
ao mês, quais serão os valores das prestações, sendo a primeira
paga um mês após a aquisição da apólice?
• C) E se a primeira for no ato da aquisição da apólice?
Solução:
a) Prêmio bruto a vista
Prêmio parcial = R$3.500/1,07 = R$ 3.271,03(expurgo IOF)
• Acrescentamos a nova cobertura:
Prêmio parcial = R$3.271,03 + R$500,00 =R$3.771,03
• Retiramos o custo da apólice, pois o bônus de 40%, devido ao
fato de a renovação da apólice estar ocorrendo após o quinto
ano consecutivo, incide antes de acrescentarmos o custo da
apólice e o IOF.
Prêmio parcial = R$3.771,03 - R$70,00 = R$3.701,03
Prêmio parcial = R$3.701,03 x 0,60 = R$ 2.220,62.
• Acrescentamos o custo da apólice: R$ 2.220,62 + R$ 70,00 = R$
2.290,62
• Inserimos o IOF, pois ele incide no valor final.
• Prêmio Bruto = R$ 2.290,62 x 1,07 =R$ 2.450,96
B) Prêmio Bruto em prestações
Prêmio parcial = R$3.500/1,07 = R$ 3.271,03(expurgo IOF)
• Acrescentamos a nova cobertura:
Prêmio parcial = R$3.271,03 + R$500,00 =R$3.771,03
• Retiramos o custo da apólice,
Prêmio parcial = R$3.771,03 - R$70,00 = R$3.701,03
• Aplicamos o bônus
Prêmio parcial = R$3.701,03 x 0,60 = R$ 2.220,62.
• Inserimos o IOF, pois ele incide no valor final
• Prêmio Bruto Parcial = R$ 2.220,62 x 1,07 =R$ 2.376,06
• Apólice mais IOF = R$ 74,90 (70,00 x 1,07)
Pressione Visor Significado
f REG 0,00 Limpa todos os registros
g END 0,00 Estabelece o sistema postecipado (END)
2376,06 CHS PV -2376,06 Introduz, com sinal trocado, o valor do bem financiado
4n 4,00 Introduz, o número total de prestações
2,5 i 2,50 Introduz a taxa de juros
PMT 631,60 Calcula o valor das prestações

• Na primeira prestação adicionamos o custo da apólice reforçado


pelo IOF R$ 74,90 (70,00 x 1,07).
• Assim, teremos: Primeira prestação R1 = R$ 631,60 + R$ 74,90 =
R$706,50
• As demais: R$ 631,60
• C) Prêmio bruto em prestações, sendo a primeira no ato.
Pressione Visor Significado
f REG 0,00 Limpa todos os registros
g BEG 0,00 Estabelece o sistema postecipado (BEG)
2376,06 CHS PV -2376,06 Introduz, com sinal trocado, o valor do bem financiado
4n 4,00 Introduz, o número total de prestações
2,5 i 2,50 Introduz a taxa de juros
PMT 616,19 Calcula o valor das prestações

• Na primeira prestação adicionamos o custo da apólice reforçado


pelo IOF R$ 74,90 (70,00 x 1,07).
• Assim, teremos: Primeira prestação R1 = R$ 616,19 + R$ 74,90 =
R$691,19
• As demais: R$ 616,19
• Observações: Como já mencionado o seguro de automóveis a
muito deixou de ser exclusivamente material, ou seja não
contempla unicamente, sinistros ligados ao próprio carro ou
sobressalentes.

• Existe também uma série de serviços de assistência 24horas


oferecidos pelas seguradoras como forma de atrair e cativar o
cliente, tais como: socorro por falta de combustível, envio de
reboque, chaveiro, chave reserva, locação de veículo, troca de
pneus etc., portanto temos uma grande diversidade de
parâmetros para compor o custo do prêmio de um seguro de
automóvel.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
Escola de Ciências - Introdução às Ciências Atuariais - Professor: Iuri Jauris

Sistema de saúde suplementar


O sistema de saúde suplementar, formado pelas operadoras de planos de assistência
suplementar à saúde, é bastante complexo e passa por constantes modificações e
aperfeiçoamentos, principalmente depois da regulamentação do setor pela Lei 9.656, de 1998,
que entrou em vigor em janeiro do ano seguinte.
Atualmente são 45,6 milhões de consumidores de planos e seguros privados de saúde,
sendo 30 milhões de assistência médica e 14,6 milhões de atendimento odontológico, de acordo
com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Só os planos de assistência médica
correspondem a 23,4% da população brasileira, ou seja, quase um em cada quatro brasileiros
tem plano de saúde.
Quando o beneficiário do plano ou do seguro e seus dependentes utilizarem serviços
médicos, hospitalares e odontológicos de instituições públicas ou privadas integrantes do SUS
(Sistema Único de Saúde), dentro dos limites previstos no contrato, as operadoras devem
ressarcir as despesas com base nos valores da Tabela Única Nacional de Equivalência de
Procedimentos (Tunep).
O termo beneficiário refere-se ao vínculo a planos de saúde, podendo existir mais de
um vínculo para um mesmo indivíduo. Tendo em vista que uma mesma pessoa física pode
estar vinculada a mais de um plano, o número de beneficiários cadastrados na ANS é superior
ao número de indivíduos que possuem planos privados de assistência à saúde.

Plano de saúde e Seguro saúde


Qual a diferença entre Plano de Saúde e Seguro Saúde? Tanto um quanto o outro são
sistemas de assistência médico-hospitalar.
Nos planos de saúde os segurados têm o serviço de assistência médica prestado
pelos profissionais e estabelecimentos credenciados pela operadora. As operadoras dos
planos de saúde prestam seus serviços pelo sistema de pré-pagamento. O segurado efetua
mensalmente o pagamento de sua mensalidade e obtém como contra-prestação o atendimento
médico-hospitalar na rede credenciada pela operadora. Sendo assim, o paciente não tem a
livre escolha. Ele tem que optar pelos profissionais ou estabelecimentos credenciados ao
seu plano1.

1
Existem também categorias de planos que podem oferecer a livre escolha com reembolso,
mas, neste caso, tem que constar esta opção no contrato.
Já os seguros proporcionam aos associados a livre escolha de profissionais,
hospitais e laboratórios. A seguradora deve oferecer reembolso em todas as categorias,
de acordo com o plano escolhido, permitindo a livre escolha de médicos e serviços2.
A Lei 10.185, de 12 de fevereiro de 2001, enquadrou o seguro saúde como plano
privado de assistência à saúde, e a sociedade seguradora especializada em saúde como
operadoras de plano de assistência à saúde, para efeito da Lei 9.656, de 1998. Isto porque
tornou-se necessário equiparar as operações de seguro saúde aos planos privados de
assistência à saúde, de forma a adaptar tais operações aos requisitos legais.
Cabe resaltar que
(ANS), enquanto os demais
seguros ficam sob tutela da Susep.

Estrutura do setor
Em 2000, a ANS através da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 39, classificou
as operadoras nas seguintes modalidades:
i. Administradora - empresas que administram planos de assistência à saúde
financiados por outra operadora, não assumem o risco decorrente da operação
desses planos, não possuem rede própria, credenciada ou referenciada de serviços
médico-hospitalares ou odontológicos e não possuem beneficiários. Exemplo:
Salutis.
ii. Cooperativa médica - sociedades sem fins lucrativos, constituídas conforme o
disposto na Lei no 5.764, de 16 de dezembro de 1971. Os médicos são, ao mesmo
tempo, sócios e prestadores dos serviços (planos individuais e coletivos). Exemplo:
Unimed.
iii. Cooperativa odontológica - sociedade de pessoas sem fins lucrativos, constituídas
conforme o disposto na Lei 5.764/1971 (lei geral do cooperativismo), que operam
exclusivamente planos odontológicos. Exemplo: Uniodonto.
iv. Autogestão - entidades que operam serviços de assistência à saúde destinados,
exclusivamente, a empregados ativos, aposentados, pensionistas ou ex-
empregados, de uma ou mais empresas ou, ainda, a participantes e dependentes de
associações de pessoas físicas ou jurídicas, fundações, sindicatos, entidades de
classes profissionais ou assemelhados e seus dependentes. Exemplo: Cassi.

2
Hoje em dia as seguradoras também costumam colocar à disposição serviços referenciados,
nos quais pagam diretamente o prestador, sem prejuízo da livre escolha. O segurado é assistido
sem a necessidade de desembolso prévio.
v. Filantropia - entidades sem fins lucrativos que operam planos privados de assistência
à saúde e tenham obtido certificado de entidade filantrópica junto ao Conselho
Nacional de Assistência Social (CNAS) e declaração de utilidade pública federal,
estadual ou municipal junto aos órgãos competentes. Exemplo: Santa Casa.
vi. Medicina de grupo - empresas ou entidades que operam planos privados de
assistência à saúde, excetuando aquelas classificadas nas modalidades anteriores.
Exemplo: Amil.
vii. Odontologia de grupo - empresas ou entidades que operam exclusivamente planos
odontológicos, excetuando-se aquelas classificadas nas modalidades anteriores.
Exemplo: Odontosystem.
viii. Seguradoras especializadas em saúde - São as seguradoras autorizadas a operar -
exclusivamente seguro saúde. No seu estatuto deve constar a proibição de atuarem
em quaisquer outros ramos de seguro. Exemplo: Bradesco Saúde.

Principais coberturas
A cobertura assistencial de um plano de saúde é o conjunto de direitos - tratamentos,
serviços e procedimentos médicos, hospitalares e odontológicos -, adquirido pelo beneficiário a
partir da contratação do plano. Os tipos de cobertura são definidos pela ANS como segue:
i. Ambulatorial - cobre consultas médicas em número ilimitado, em consultório e
ambulatório, atendimentos e procedimentos de urgência e emergência até as primeiras
12 horas e a realização de exames de laboratório e de imagem (radiografia, ultrassom,
etc).
ii. Hospitalar - cobertura de internações hospitalares com número ilimitado de diárias,
inclusive em UTI, além de custos associados à internação. Inclui atendimentos de
urgência e emergência que possam evoluir para internação, além de remoção do
paciente para outro hospital. Este tipo de plano não cobre consultas médicas e exames
fora do período de internação. Em caso de doença preexistente, o beneficiário pode
negociar a cobertura com a operadora, pagando um valor adicional (conhecido como
agravo).
iii. Hospitalar com obstetrícia - Acrescenta ao plano hospitalar a cobertura de consultas,
exames e procedimentos relativos ao pré-natal, à assistência ao parto e ao recém-
nascido, natural ou adotivo, durante os primeiros 30 dias de vida contados do nascimento
ou adoção. Nestes 30 primeiros dias de vida, o bebê é automaticamente beneficiário do
plano da mãe. Após este período, caso se queira cobertura, o bebê deve ser inscrito
separadamente.
iv. Odontológico - existem planos com atendimento exclusivo para tratamento dentário.
v. Referência - é o mais completo dos planos, envolvendo atendimento ambulatorial e
hospitalar com obstetrícia, podendo incluir cobertura odontológica. Envolve todos os
procedimentos clínicos e cirúrgicos, transplante de rins e córneas, e tratamentos para
doenças de alta complexidade como Câncer e AIDS.

Os planos podem ser classificados quanto à forma de sua contratação em:

i. Individual ou Familiar: contrato assinado entre um indivíduo e uma operadora de planos


de saúde para assistência à saúde do titular do plano (individual) ou do titular e de seus
dependentes (familiar). A ANS proíbe a rescisão unilateral pela operadora, e os reajustes
são regulados e limitados pela ANS.
ii. Coletivo: contrato assinado entre uma pessoa jurídica e uma operadora de planos de
saúde para assistência à saúde da massa de empregados/funcionários, ativos/inativos,
ou de sindicalizados/ associados da pessoa jurídica contratante. As operadoras podem
rescindir o contrato unilateralmente e os reajustes não têm regulamentação da ANS.

Em geral, os planos coletivos são mais baratos que os individuais. O beneficiário deve ficar
atento aos prazos de carência estipulado pelas operadoras. Estes prazos possuem duração
máxima estipulada pela ANS, por exemplo para atendimento de urgência e emergência é de 24
horas.

Regulação do setor
Com a nova lei, todo o setor passou a ser fiscalizado e regulado pela ANS. Esta, por sua
vez, está submetida ao Conselho de Saúde Suplementar (CONSU), órgão colegiado
subordinado ao Ministério da Saúde, que supervisiona e acompanha as suas ações e
funcionamento. Existe, ainda, a Câmara de Saúde Suplementar, integrada à estrutura da ANS,
de caráter permanente e consultivo.
Às sociedades seguradoras, que em 2001 já operavam o seguro saúde, foi determinado que
providenciassem a especialização até 1o de julho de 2001, quando passaram a ser disciplinadas
pelo Consu e pela ANS.
Com o advento da RDC(resolução da diretoria colegiada) nº 65/01, a ANS regulamentou
esse segmento, aplicando-se, no que coube, às sociedades seguradoras especializadas em
saúde, o disposto nas normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do Conselho
Nacional de Seguros Privados (CNSP), publicadas até 21 de dezembro de 2000, cujas matérias
não tenham sido disciplinadas pela ANS e pelo Consu.
CONSU
Conselho Nacional de Saúde Suplementar - Consu é um órgão colegiado integrante da
estrutura regimental do Ministério da Saúde, sendo composto pelo Ministro da Justiça - que o
preside pelo Ministro da Saúde, pelo Ministro da Fazenda e Ministro do Planejamento,
Orçamento e Gestão, além do Presidente da ANS, que atua como Secretário das reuniões.
O Consu tem competência para desempenhar as seguintes atividades:
i. estabelecer e supervisionar a execução de políticas e diretrizes gerais do setor de
saúde suplementar;
ii. aprovar o contrato de gestão da ANS;
iii. supervisionar e acompanhar as ações e o funcionamento da ANS;
iv. fixar diretrizes gerais para a constituição, organização, funcionamento e fiscalização
das empresas operadoras de produtos de que tratar a Lei 9.656/1998; e
v. deliberar sobre a criação de câmaras técnicas, de caráter consultivo, de forma a
subsidiar as decisões.;

ANS
Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS é uma autarquia sob regime especial,
vinculada ao Ministério da Saúde, com autonomia jurídica, financeira e de contratação de
pessoal.
Sua missão é promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde,
regulando as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores e
consumidores, contribuindo, assim, para o desenvolvimento das ações de saúde no país. Entre
suas competências, destacam-se:
i. propor políticas e diretrizes gerais ao Conselho Nacional de Saúde Suplementar -
Consu para a regulação do setor de saúde suplementar;
ii. estabelecer parâmetros e indicadores de qualidade e de cobertura em assistência à
saúde para os serviços próprios e de terceiros oferecidos pelas operadoras;
iii. estabelecer normas para ressarcimento ao Sistema Único de Saúde;
iv. normatizar os conceitos de doença e lesão preexistentes;
v. definir, para fins de aplicação da Lei 9.656, de 1998, a segmentação das operadoras
e administradoras de planos privados de assistência à saúde, observando as suas
peculiaridades;
vi. decidir sobre o estabelecimento de subsegmentações aos tipos de planos definidos
nos incisos I a IV do art. 12 da Lei 9.656, de 1998;
vii. autorizar reajustes e revisões das contraprestações pecuniárias dos planos privados
de assistência à saúde, de acordo com parâmetros e diretrizes gerais fixados
conjuntamente pelos Ministérios da Fazenda e da Saúde;
viii. expedir normas e padrões para o envio de informações de natureza econômico-
financeira pelas operadoras, com vistas à homologação de reajustes e revisões;
ix. fiscalizar as atividades das operadoras de planos privados de assistência à saúde e
zelar pelo cumprimento das normas atinentes ao seu funcionamento;
x. articular-se com os órgãos de defesa do consumidor visando a eficácia da proteção
e defesa do consumidor de serviços privados de assistência à saúde, observado o
disposto na Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990.

Câmara de Saúde Suplementar


Câmara de caráter consultivo da estrutura da ANS, tem como principal objetivo promover a
discussão de temas relevantes para o setor de saúde suplementar no Brasil, além de dar
subsídios às decisões da ANS.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências - Introdução a Ciência Atuarial -02/2018
Professor: Iuri Jauris
____________________________________________________________________
Trabalho 1

Nome: Data: 14/09/2018 Nota:

ATENÇÃO:
 Este trabalho poderá ser realizado individualmente ou em duplas. A consulta é livre a textos,
livros e quaisquer tipos de anotações.
 Todos os resultados devem ser justificados, com a apresentação do processo de cálculo.
 Não é permitido uso de celulares ou quaisquer outros dispositivos eletrônicos, a exceção da
calculadora.
 As repostas finais deverão estar a caneta, caso contrário o aluno não terá direito a
reivindicar posteriormente eventuais erros de correção.

1) (3,0 pontos) Para cada uma das afirmativas abaixo, marque Verdadeiro (V) ou Falso (F),
justifique as falsas:
( F ) O valor pago por um título de capitalização é composto por três partes: cota sorteio, cota
poupança e carregamento.
Cota de capitalização, cota de sorteio e cota de carregamento.
( F ) Em um título de capitalização, todo o valor pago é remunerado a uma taxa que varia de
20% a 100% da remuneração da poupança. É uma forma de investimento que apenas permite o
resgate do valor total pago ao final de determinado prazo.
Num título o capital constituído é sempre inferior se comparado ao da caderneta de poupança
nos títulos atualizados pela TR.
( F ) Conforme visto em aula, os elementos essenciais do seguro são: seguradora, segurado,
apólice, prêmio e indenização.
seguradora, segurado, prêmio e risco
( F ) Concorrência de apólices é o termo utilizado no ramo de seguros quando o segurado deseja
comparar os valores de prêmios entre as seguradoras para optar pelo valor mais vantajoso.
Concorrência de apólices é o termo utilizado quando o segurado obtém um novo seguro sobre
os mesmos bens e contra os mesmos riscos em mais de uma seguradora simultaneamente.
( F ) O mutualismo é um conceito muito importante na área atuarial, e consiste no processo de
alguém pagar o que estava devendo a outro.
Mutualismo - princípio em que os indivíduos se organizam em grupos com o interesse de
proteger-se de prejuízos decorrentes de tragédias ou perdas em determinado sinistro. Princípio
através do qual os prejuízos de determinado evento (futuro e incerto) são distribuídos entre a
coletividade.
( F ) A Importância Segurada é o valor do seguro desejado pelo segurado para o objeto do
seguro e aceito pelo seguradora, podendo ser esse valor de qualquer montante, porém
encarecendo proporcionalmente o valor do seguro a medida que a importância segurada é
maior.
A importância segurada poderá ser de qualquer valor, porém nunca maior que o valor do bem.
( F ) João dirigia seu carro quando acidentalmente atropelou um ciclista. O ciclista foi
prontamente atendido no Pronto Socorro, e foi liberado alguma horas depois, com apenas
ferimentos leves. Agora João poderá acionar o seguro DPVAT para consertar o retrovisor do seu
carro, danificado no acidente com danos pessoais.
O seguro DPVAT apenas cobre danos pessoais. Não cobre danos materiais.
( F) O prêmio do seguro DPVAT é o limite máximo de indenização ao qual um segurado
terá direito, ao sofrer um sinistro com danos pessoais provocado por veículo automotor.
Prêmio é o termo utilizado para o valor que o segurado paga à seguradora e não o oposto.
( F ) O cosseguro é a operação onde mais de uma seguradora assumem e dividem as
responsabilidades e valor da apólice de um mesmo risco.
Cosseguro: operação que consiste na repartição de um mesmo risco, de um mesmo segurado,
entre duas ou mais seguradoras, que respondem, isoladamente, perante o segurado, pela
parcela de responsabilidade que assumiram. O valor da apólice não é dividida entre as
seguradoras. Tal valor é sempre pago pelo segurado
( V ) A retrocessão é a operação inversa do resseguro.
( V ) A Susep normatiza a atuação das empresas seguradoras.
( F ) O seguro garantia é utilizado como forma de estender a garantia de produtos vendidos no
comércio.
Esse seguro cobre os prejuízos sofridos pelo segurado, resultantes da inadimplência do
garantido. O Seguro Garantia é um tipo de seguro destinado aos órgãos públicos e às empresas
privadas com o objetivo de garantir o fiel cumprimento das obrigações contratuais estipuladas
pelas partes, conforme descrito na apólice.
( F ) O seguro fidelidade envolve no contexto social a relação entre casais, independente do
reconhecimento de união estável.
tem por objetivo reembolsar o segurado de prejuízos que venha a sofrer em consequência de
roubo, furto, apropriação indébita ou qualquer outros delitos cometidos contra seu patrimônio,
por seus empregados

3) (1,0 pontos) Com suas palavras, caracterize o Seguro Prestamista.


objetiva o pagamento de prestações ou a quitação do saldo devedor de bens ou planos de
financiamento adquiridos pelo segurado, em caso de morte, invalidez permanente, invalidez
temporária e desemprego. Este seguro configura-se como uma proteção financeira para
empresas que vendem a crédito, bem como ao segurado que fica livre da responsabilidade em
caso de sinistro.
TRABALHO 1
NOME: DATA: 14/09/18 Nota:
Atenção:
Este trabalho poderá ser realizado individualmente ou em duplas. A consulta é livre a textos, livros e
quaisquer tipos de anotações.
Todos os resultados devem ser justificados, com a apresentação do processo de cálculo.
Não é permitido uso de celulares ou quaisquer outros dispositivos eletrônicos, a exceção da
calculadora.
A respostas finais deverão estar a caneta, caso contrário o aluno não terá direito a reivindicar
posteriormente eventuais erros de correção.

1) (3,0 pontos) para cada uma das afirmativas abaixo, marque Verdadeiro (V) ou Falso (F).
Justifique as falsas:
(F) O valor pago por um título de capitalização é composto por três partes: cota sorteio, cota
poupança e carregamento.
(F) Em um título de capitalização, todo o valor pago é remunerado a uma taxa que varia de 20% a
100% da remuneração da poupança. É uma forma de investimento que apenas permite resgate do valor total
pago ao final de determinado prazo.
(F) Conforme visto em aula, os elementos essenciais do seguro são: seguradora, segurado, apólice,
prêmio e indenização.
(F) Concorrência de apólices é o termo utilizado no ramo de seguros quando o segurado deseja
comparar os valores de prêmios entre as seguradoras para optar pelo valor mais vantajoso.
(F) O mutualismo é um conceito muito importante na área atuarial, e consiste no processo de alguém
pagar o que estava devendo a outro.
(F) A importância Segurada é o valor do seguro desejado pelo segurado para o objeto do seguro e
aceito pela seguradora, podendo ser esse valor de qualquer montante, porém encarecendo proporcionalmente
o valor do seguro a medida que a importância segurada é maior.
(F) João dirigia seu carro quando acidentalmente atropelou um ciclista. O ciclista foi prontamente
atendido no Pronto Socorro, e foi liberado algumas horas depois, com apenas ferimentos leves. Agora João
poderá acionar o seguro DPVAT para consertar o retrovisor do seu carro danificado no acidente com danos
pessoais.
(F) O prêmio do seguro DPVAT é o limite máximo de indenização ao qual um segurado terá direito,
ao sofrer um sinistro com danos pessoais provocado por veículo automotor.
(F) O cosseguro é a operação onde mais de uma seguradora assumem e dividem as responsabilidades
e valor da apólice de um mesmo risco.
(V) A retrocessão é a operação inversa do resseguro.
(V) A Susep normaliza a atuação das empresas seguradoras.
(F) O seguro Garantia é utilizado como forma de estender a garantia de produtos vendidos no
comércio.
(F) o seguro fidelidade envolve no contexto social a relação entre casais, independente do
reconhecimento de união estável.
2) (1,0 ponto) com suas palavras caracterize o Seguro Prestamista.
3) (2,0 pontos) uma raspadinha será lançada com a seguinte premiação: Dois automóveis no valor de
R$ 65.000,00 cada; Cinco motocicletas no valor de R$ 10.000,00 cada e Dez televisores no valor de R$
1.500,00 cada.
Serão comercializados 20.000 bilhetes e o sorteio será realizado daqui a 8 meses (utilize a taxa de
juros compostos de 3% a.m)
a) Qual o preço a ser cobrado pelo bilhete, considerando um carregamento de 20% sobre o preço de
venda?
E [preço por bilhete] = Q.p.vt
Q [ganho possível] = 2x65.000+5x10.000+10x1.500= R$ 195.000,00
P[possibilidade] = 1/ (nº bilhetes) = 1÷20.000 = 0,00005
v [atualização financeira] = 1/(1+i) = 1/ (1,03)
t [período] =8 meses, i[juros] = 3%
PE [puro] = 195.000x0,00005x[/(1,03)8]= R$ 7,70 (SEM CARREGAMENTO)
Ic=20% = 0,02
P comercial = PE÷(1-i) = 7,70÷ (1-0,20) = R$ 9,625
b) Qual o preço a ser cobrado pelo bilhete, considerando um carregamento de 25% sobre o preço
puro (ou de custo)?
Pc = PE (1+i)
Pc = PE x(1+i) = 7,70x (1,25) = R$ 9,625
c) Se o preço de venda de cada bilhete for de R$ 15,00 qual é o percentual de carregamento, aplicado
sobre o preço de venda de cada raspadinha, utilizado pela administradora?
P comercial = PE÷(1-i)
(i) = PE÷Pc -1  -(R$ 7,70 ÷ R$ 15,00) +1 = 48,66%

4) (2,0 pontos) Marco fez um seguro de sua casa, a primeiro risco relativo, constando os seguintes
dados na apólice.
• Valor em Risco Declarado: (VRD) R$ 300.000,00
• Importância Segurada (IS) R$ 200.000,00
• Taxa de seguro: 3% ao ano.
a) Qual o valor do Prêmio Comercial:
Pc = IS ÷ VRD = 200.000,00 ÷ 300.000,00 = 66,67%
PC = 66%
PC = IS X TAXA x COEFICIENTE = 200.000,00x0,03x1,30[TABELA]
PC = R$ 7.800,00
b) Admitindo-se que devido a um sinistro houve um prejuízo de R$ 150.000,00 e que o VRA =
R$ 400.000,000 qual o valor da indenização?
Como o VRA (400.000) > VRD (300.000), teremos cláusula de RATEIO.
INDENIZAÇÃO = (VRD÷VRA) x PREJUÍZO = (300.000÷400.000) x 150.000
INDENIZAÇÃO = R$ 112.500,00 (o segurado pagará 150.000-112.500) = 37.500

c) Se Marco optar por utilizar um redutor de 60%, o que implicará num acréscimo no prêmio de
15%, quais seriam os novos valores do prêmio comercial e da indenização?
P comercial Parcial = ISxTAXAxCOEFICIENTE = 200.000x0,03x1,30 = R$ 7.800,00
P comercial = 7.800x1,15= R$ 8.970,00
INDENIZAÇÃO = [VRD÷ (VRA x r)] x PREJUÍZO = [300.000÷ (400.000x0,6)]x150.000
INDENIZAÇÃO = R$ 187.500,00 (o segurado tem reembolso completo de 150.000! )

5) (2,0 pontos) O irmão de Marco após ter segurado seu carro zero quilômetro cujo valor bruto do
seguro era de R$ 3.000,00, por fazer viagens longas desejou inserir uma cobertura adicional para três meses
de serviço de carro reserva e guincho sem limite de quilometragem, cujo valor é de R$ 300,00 Considerando
IOF = 8%. Determine:
a) Sendo o custo da apólice R$ 30,00 qual seria o prêmio bruto à vista?
b) Sabendo-se que há a opção de o prêmio bruto ser pago em 5 prestações admitindo-se um adicional
de fracionamento de 3% ao mês, quais serão os valores das prestações sendo a primeira paga no ato?
a) Prêmio Bruto à vista: (Prêmio + apólice) x IOF
Prêmio Parcial= [(Prêmio Bruto÷(1+IOF)] = [R$ 3.000,00/(1+0,08)] = R$ 2.777,78 (expurgo IOF)
Acrescentando nova cobertura:
Prêmio Comercial = R$ 2.777,78 + [cobertura adicional] = R$ 2.777,78+300,00 = R$ 3.077,78
Agora vamos inserir o IOF, pois ele incide no valor final
Prêmio Bruto = (R$ 3.077,78) x 1,08 = R$ 3.324,00

b) Prêmio Bruto em prestações:


Prêmio Parcial= [(Prêmio Bruto÷(1+IOF)] = [R$ 3.000,00/(1+0,08)] = R$ 2.777,78 (expurgo IOF)
Retira o Custo da Apólice  R$ 2.777,78 – R$ 30,00 = R$ 2.747,78
Adiciona nova cobertura  R$ 2.747,78 + 300 = R$ 3047,78
Inserimos o IOF agora  R$ 3.047,78x1,08  Prêmio Bruto Parcial R$ 3.291,60
Valor da Apólice + IOF = R$ 30,00x1,08 = R$ 32,40
HP-12C  f reg; g beg; 3.291,60 <CHS>PV; 5n; 3i; PMT  R$ 697,80
PRIMEIRA PRESTAÇÃO = R$ 697,80 + (VA+IOF) = R$ 697,80+R$ 32,40 = R$ 730,20
As demais 4 PRESTAÇÕES serão R$ 697,80
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Aula 5

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
Tábuas de Mortalidade ou sobrevivência
• Modelo tabular de análise demográfica que permite analisar,
numa determinada população, o fenômeno da longevidade
e realizar julgamentos probabilísticos sobre a evolução da
mortalidade.

• Ferramenta estatística usada frequentemente por


demógrafos, atuários, estatísticos e outros investigadores da
evolução populacional.

• As tábuas são criadas a partir de dados provenientes


principalmente de Censos Populacionais.
• A probabilidade de morte e sobrevida de um determinado
número de indivíduos em certa idade, entre outros dados
variam conforme a tábua.

• As tábuas de mortalidade são elaboradas com base em um


grupo inicial de indivíduos, conhecido por coorte.

• A idade inicial do coorte de indivíduos é chamada de raiz da


tábua, e o extremo oposto é chamado de ω (ômega) que
corresponde a idade da morte do individuo mais longevo.
• Como as tábuas analisam as probabilidades de sobrevivência
e morte em relação da idade, é preciso que uma tábua analise
um coorte com indivíduos de mesmas chances de
sobrevivência.

• Para que isso ocorra os indivíduos estudados devem ter


nascido em um mesmo espaço de tempo, que conviver em
uma mesma região geográfica, fechada a migração, sob as
mesmas condições de vida.
História das tábuas
• A primeira tábua de mortalidade construída sobre princípios
realmente científicos foi a Breslaw Table, elaborada
por Edmund Halley em 1693. Seu nome vêm da cidade em
que os dados foram coletados, Breslaw, atual Wroclaw,
na Polônia.

• Breslaw foi escolhida porque ficava geograficamente longe do


mar, de modo que as imigrações e emigrações eram
pequenas, gerando uma estabilidade demográfica com a
qual Halley não podia contar em Londres.
• Em 1815, Joshua Milne, atuário da Sun Life, apresentou uma
tábua de mortalidade por meio de técnicas estatísticas e
demográficas similares às utilizada atualmente, levando em
conta as informações populacionais de expostos ao risco de
morte observados na cidade inglesa de Carlisle.
• Desde então, um grande número de tábuas foi publicado em
todo o mundo.

• Em 1868, no EUA, foi publicado uma tábua de mortalidade


com uma grande base de dados de seguros norte-americana,
refletindo a experiência americana nos seguros de vida, o que
é considerado um marco neste estudo.
• No Brasil existem três tábuas de mortalidade populacionais
(Experiência Brasileira 1980, 1991 e 2002) criadas pelo IBGE, e
anualmente são divulgadas tábuas que são fruto de um modelo de
projeção populacional elaborado com as informações conhecidas.

• As tábuas criadas pelo IBGE são pouco utilizadas no mercado


previdenciário e securitário por apresentarem taxas relativas ao
conjunto da população, que são diferentes das registradas entre o
nicho de mercado das pessoas que compram esse tipo de produto.

• No país, institutos de aposentadoria e pensões, costumavam


publicar tábuas de suas experiências. Até a década de 70,
o Instituto de Resseguro do Brasil publicava tábuas com a
experiência de seguros de vida e acidentes do trabalho.

• A Susep, órgão fiscalizador do setor de seguros, e a Previc,


autarquia supervisora e fiscalizadora dos fundos de pensão, adotam
como parâmetro a tábua AT-2000, de origem estadunidense.
 Nomenclatura

• As tábuas de mortalidade são usualmente conhecidas por suas


siglas.
• Estas siglas tentam identificam o estudo de origem das tábuas, o
ano base da pesquisa, e o sexo do coorte pesquisada. Vejamos
algumas siglas: AT-2000M, EB-80F, GKM-95, CSO-58, etc.

• AT - Annuity Mortality Table - elaboradas pela The Society of


Actuaries (USA).
• CSO - Commissioner's Standard Ordinary Table - criadas a partir de
dados das seguradoras dos Estados Unidos
• EB - Experiência Brasileira.
• GK - experiência de seguradoras suíças.
 Características das tábuas.

• As tábuas de mortalidade são divididas em colunas que


cruzam a idade (representada por {x}) com uma função
biométrica.

• A primeira idade da tábua é chamada de idade-raiz da tábua.

• A quantidade de vivos nesta idade (geralmente arbitrada em


100.000 ou 1.000.000) é conhecida como a raiz da tábua. A
última idade atingível em uma tábua é chamada
de {omega} (letra grega Omega, a última do idioma helênico).
i. Sobreviventes: Lx É o número de indivíduos que atinge com vida
uma determinada idade exata x (a letra L provém da palavra life
da língua inglesa).

• O valor de Lx para a idade inicial da tábua é uma constante


arbitrária.

• A involução do grupo se dará até a morte do último sobrevivente,


que ocorrerá na idade ω.
• Os Lω sobreviventes estão destinados a morrer na referida idade,
não alcançando a idade ω + 1

• O cenário proposto por uma tábua é estacionário, sendo


registrados apenas os óbitos dos membros do coorte.
ii. Mortes: dx indica o número de mortes ao longo da idade x
(o uso da letra d provém da palavra dead ou death da língua
inglesa).

• Vale a relação: d x  lx  lx 1

• Se as mortes são calculadas para um intervalo de n anos,


pode-se escrever uma fórmula genérica:

n d x  lx  lx  n
• Valem as seguintes relações entre as colunas lx e dx:

lx  lx 1  d x

l0  d 0  d1  d 2  d3  ...  d   d x
x 0

lx  d x  d x 1  d x  2  d x 3  ...  d
l  d
lx  lx  n  d x  d x 1  d x  2  d x 3  ...  d n
iii. probabilidade de sobrevivência: px representa a probabilidade de
um indivíduo qualquer, de idade exata x, sobreviver a essa mesma
idade. Ou seja, é a probabilidade de um indivíduo de idade x
estar vivo na idade x + 1.

lx 1
px 
lx

• De uma forma geral, dentro de um intervalo de n anos, a


probabilidade acima pode ser ampliada para:

lx  n
n px 
lx
iv. Probabilidade de morte: qx representa a probabilidade que
tem um indivíduo qualquer, de idade exata x, de vir a
morrer ao longo dessa mesma idade.

qx  1  px

lx 1 lx 1 lx  lx 1 d x
como px  então qx  1   
lx lx lx lx

• Portanto
d x lx  lx 1
qx  
lx lx
• Exemplo 1. Considerando um indivíduo com idade de 30 anos,
e utilizando a tábua CSO-58, determine:
a) a probabilidade deste indivíduo morrer com esta idade.
b) a probabilidade do indivíduo alcançar com vida a idade de 31
anos.
c) a probabilidade deste indivíduo de 30 anos alcançar com vida
a idade de 50 anos.

a)
b)

c)
v. Esperança Completa de Vida: Representada por ex0. Indica a
média de anos que os indivíduos de idade x viverão.

• Tal média, para idade x é obtida através do quociente entre


a quantidade de existência, representada por Tx e a quantidade de
indivíduos vivos na idade Lx. A vida média é então apurada pela
seguinte fórmula:
Tx
e 
0
x
lx
• É o somatório dos anos vividos pelas pessoas componentes de um
grupo de idade x até o instante de sua extinção. Para se chegar à
quantidade de existência, considerando mortalidade uniforme das
mortes ao longo de cada ano, utiliza-se a seguinte formulação:

lx
Tx    lz
2 z  x 1
 Probabilidades Fundamentais Envolvendo uma Cabeça

• Existem outras probabilidades fundamentais baseadas no


princípio de uma cabeça em risco e que são utilizadas nos
seguros de vida.

• 1. Probabilidade de um indivíduo qualquer com idade exata


x, sobreviver até alcançar a idade x+n e, nessa mesma idade
x+n, vir a morrer.
• A equação que segue reflete esta situação:
d xn
n / qx 
lx
2. Probabilidade de um indivíduo qualquer com idade exata x,
vir a morrer antes de alcançar a idade x + m. A equação que
segue reflete esta situação:

lx  lx  m
/ m Qx 
lx

3. Probabilidade de um indivíduo qualquer com idade exata x,


vir a morrer entre as idades x+n e x + n + m. Pode-se utilizar
duas equações para o cálculo da referida probabilidade:
lx  n  lx  n  m
n / m Qx  ou n / m Qx  n px  n m px
lx
• Exemplo 2. Considerando um indivíduo com idade de 40 anos,
e utilizando a tábua CSO-58, determine:
a) a probabilidade deste indivíduo morrer com 60 anos.
b) a probabilidade do indivíduo morrer antes de completar 60
anos.
c) a probabilidade deste indivíduo morrer entre as idades de 60
e 70 anos.
a)
b)
c)
 Probabilidades Fundamentais Envolvendo mais de uma
Cabeça

• Existem outras probabilidades fundamentais que estão baseadas no


princípio de mais de uma cabeça em risco.
• A seguir estão relacionadas serão abordadas, algumas destas
formas;

• Observe que xy denota ocorrência de x e y simultaneamente


enquanto xy denota ocorrência de x ou y.
• Probabilidade de dois indivíduos quaisquer com idades exatas x e y
estarem vivos dentro de n anos:
lx  n l y  n
n pxy  n px n p y  
lx ly

• Se tivéssemos 3 pessoas, x,y e z então:


lx  n l y  n lz  n
n pxyz n px n p y n pz   
lx ly lz

• Probabilidade de ao menos um dos dois indivíduos quaisquer com


idades exatas x e y estar vivo dentro de n anos:

n pxy n px n py n pxy
• De forma análoga poderíamos definir a probabilidade de x estar
morto e o individuo y esta vivo como:

n pxy n qx n py

• Ou por exemplo, x e y vivos e z morto

n pxyz n px n py n qz n px n py  1 n pz 

• Um dos casos práticos onde se aplica esse tipo de operação de


probabilidade é o cálculo da determinação do preço de seguros de
vida de casais, pais e filhos, montagem de empresas para seguros
de sócios, previdência em geral ou em fundos de pensão onde
também se paga renda ao cônjuge ou outro beneficiário por certo
prazo ou vitaliciamente.
• Probabilidade de dois indivíduos quaisquer com idades
exatas x e y falecerem dentro de n anos:

/ n Qxy  / n Qx n Qy  1 n pxy

• Probabilidade de ao menos um dos dois indivíduos quaisquer


com idades exatas x e y falecer dentro de n anos:

/ n Qxy  / n Qx n Qy  / n Qxy  1 n pxy


• Exemplo 1: Duas pessoas com idades de 34 e 43 anos resolveram
fazer um seguro, mas, antes de assinar o contrato, desejam saber
qual a probabilidade de que ambas estejam vivas dentro de 14
anos. Utilize a tábua CSO-58.
lx  n l y  n
n pxy  n px n p y   
lx ly

l48 l57 889.120,097 810.615,853


 14 p34 14 p43      0,8396
l34 l43 939.635,593 913.511,978

• Exemplo 2: As mesmas pessoas do exercício 1 desejam saber


também qual a probabilidade de que pelo menos uma delas esteja
viva dentro do período citado de 14 anos (utilizar a tábua AT-2000)
n pxy n px n py n pxy n px n py n px n py 

14 p34 14 p43 14 p34 14 p43 

l48 l57 l48 l57 96.181 92.745 96.181 92.745


         0,999162
l34 l43 l34 l43 97.966 97.132 97.966 97.132
Exercícios:
• 1. Antônio tem 40 anos e Maria, 20 anos. Calcule a probabilidade de
ambos estarem vivos daqui a 40 anos. Resposta: 0,2264

• 2. Determinar a probabilidade de sobreviver 20 anos ao menos uma das


pessoas de 30 e 35 anos de idade. Resposta: 0,99157

• 3. Calcular a probabilidade de duas pessoas de 20 e 25 anos falecerem em


35 anos. Resposta: 0,02705

• 4. Determinar a probabilidade de falecer em 30 anos ao menos uma das


pessoas de 30 e 40 anos de idade. Resposta: 0,5086

• 5. Maria tem 35 anos e José, 83. Determine a probabilidade de ao menos


um dos dois estar vivo depois de 15 anos. Resposta: 0,93546

• 6. Andréia tem 30 anos e Jorge, 70. O que é mais provável: Andréia


sobreviver mais 40 anos ou Jorge vir a morrer dentro dos próximos 12
anos. Resposta: Jorge vir a morrer dentro dos próximos 12 anos
 Função Vida Provável
• Denomina-se vida provável (VP) para uma idade x o nº de
anos que faltam para o grupo inicial Lx ficar reduzido a
metade.
• Representa o número de anos para se alcançar a idade em
que a probabilidade de chegar vivo nesta idade, como a de
morrer antes, seja igual a 0,5.
• O ponto de vida provável é a idade na qual a número de
indivíduos do grupo inicial está reduzido a metade:
lx
VPx 
2

• Sabe-se que / Q  1  p e px  1  / n Qx
n x n x n
Simulação Vida Provável para a Idade x = 30
Tábua CSO 58 Male
• Exemplo 1. Calcular a vida provável e o ponto de vida
provável, pela Tábua CSO-58, para uma pessoa de idade x= 30.

.  lx  VP  l30  474.017, 79
• VP
x 30
2 2
• L72 = 502.585,381
• L73 = 473.108,748
• Logo o ponto de vida provável está entre 72 e 73.

• Fazendo: 365  l72  l73


  l72  VP30

• Logo   354dias . Ou seja Vp ≈ 73-30 = 43anos.


• Exemplo 2: Calcular a vida provável e o ponto de vida
provável pelas Tábuas CSO-58 e GKM-95 para a idade x= 65.

• Respostas:
• CSO-58 VP = 12 anos e 149 dias ; CSO-58 PVP = 77 anos e 149 dias
• GKM-95 VP = 15 anos e 171 dias ; GKM-95 VP = 80 anos e 171 dias
 Interpretação Determinística x Estocástica

• Ao longo desta disciplina, a tábua de mortalidade é abordada


considerando a ótica de interpretação determinística (ou clássica),
em que os valores de Lx coincidem exatamente com o número de
indivíduos do grupo inicial L0 que alcançam com vida as respectivas
idades x.
• Segundo esta interpretação, dx representa o número exato de
indivíduos do grupo inicial L0 (coorte) que falecem entre as idades
x e x+1.
• Desta forma, qx é interpretado como a proporção de indivíduos do
grupo inicial L0 (coorte) que, tendo alcançado com vida a idade x,
falecem antes de atingir a idade seguinte, ou seja, a idade x+1.
• Por outro lado poderíamos considerar que o fenômeno não é
puramente determinístico, ao observar, as series temporais das
TBMs e as suas variações ao longo do tempo, constatamos que
estas sofrem perturbações aleatórias que não conseguimos prever.

• As taxas de mortalidade tem assim aquilo que designamos por um


comportamento estocástico. Estes processos podem ser
modelados a custa de conjuntos de variáveis aleatórias (v.a.) que
descrevam o sistema em estudo em cada instante de tempo, t, e
que dependem também do acaso.

• O fenômeno assim descrito, e que traduz a evolução temporal de


um conjunto de v.a., é chamado de processo estocástico (p.e.)
• A interpretação determinística da tábua permite obter as
fórmulas das probabilidades básicas sem a necessidade de
recorrer a diversas ferramentas do cálculo de probabilidades.

• Tais probabilidades são calculadas como proporções relativas


a uma população cuja involução, ao longo do tempo, se supõe
conhecida. Conforme verificado, é por intermédio do
quociente entre “casos favoráveis” e “casos possíveis” que tais
probabilidades são calculadas.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências – Introdução à Ciência Atuarial – 02/2018
Professor: Iuri Jauris

Trabalho 2
Data: 28/10/2018 Nota:
Nome: Carolina Rocha e Rogério Feijó
Para todas as questões abaixo utilize a Tábua CSO-58

1) Qual a probabilidade de uma pessoa com 25 anos falecer antes de atingir a idade 70?

Probabilidade MORRER ANTES de atingir idade x+m =70; x=25


m = 70-25
m = 45

/ mQx = lx – lx+m = 45Q25 = l25 – l(25+45) = 957.563,500 – 559.201,061 = 41,6017%


lx l25 957.563,500

2) Antônio tem 40 anos. Calcule a probabilidade de Antônio chegar com vida aos 65 anos.

Probabilidade de chegar com vida: npx = l(x + n) =


lx
x+n = 65
x=40, n=65 – 40 = n = 25
25p40 = l65 = 680.052,945 = 73,5880%
l40 924.135,627

3) Qual a probabilidade de uma pessoa com 35 anos falecer com 36 anos.

Probabilidade de o indivíduo MORRER atingindo CERTA idade: n / qx = dx+n


lx
x+n= 36
x = 35, n = 36-35
n=1
1 / q35 = d36 = ___2.468,476 = 0,2633 %
l35 937.380,468

4) Qual a probabilidade de uma pessoa com 50 anos falecer entre as idades 65 e 85.

Probabilidade de MORRER ENTRE as idades

n/ mQx = lx+n – lx+n+m ou n / mQx = npx – n+mpx


lx
x = 50; x+n = 65; x + n + m = 85; n = 15, m = 20

15 / 20Q50 = l50+15 – l50+15+20 = 15 / 20Q50 = l65 – l85 = 680.052,945 – 131.134,826 = 62,6454%


l50 l50 876.230,363
5) (Eletrobrás 2007 NCE Atuário) Na tábua a seguir, os valores de L1, p1 e d3 são,
respectivamente:

(A) 900; 0,80; 600. x lx dx px


(B) 900; 0,83; 300. 0 1.000 100 0,9
(C) 950; 0,83; 600. 1 900 150 0,83
(D) 950; 0,85; 300. 2 750 150 0,8
(E) 1100; 0,80; 600. 3 600 300 0,50
4 300

lx+1 = lx – dx = 1.000 – 100 = l1 = 900


npx = lx+n = 1p0 = _l0+1__= _900 = p0 = 0,90
lx l0 1000
dx = lx – lx+1 = d1 = l1 – l2 = 900 – 750 = d1 = 150
npx = lx+n = 1p1 = _l1+1__=_750 = p2 = 0,83
lx l1 900
1p2 = l2+1 = 1p2 = _l3__=__l3 = 0,80  l3 = 0,80 x 750 = l3 = 600
l2 l2 750
lx+1 = lx – dx  l3 = l2 – d2  d2 = l2 – l3 = 750-600 = d2 = 150
d3 = l3 – l4 = 600 – 300 = d2 = 300

6) Uma determinada pessoa tem 30 anos e outra pessoa tem 50. Calcule a probabilidade de
ambas estarem vivos daqui a 20 anos.

AMBAS estarem VIVAS:

n = 20; x = 30; y = 50.


npxy = npx x npy = lx+n x ly+n = 20p3050 = l50 x l70 = 876.230,363 x 559.201,061 = 58,9852%
lx ly l30 l50 948.035,584 876.230,363

20p3050 = 58,9852%

7) Determinar a probabilidade de ao menos uma das pessoas de 40 e 50 anos de sobreviver 20


anos de idade.
__
PELO MENOS UMA de estar VIVA: npxy = npx + npy – npxy

n= 20, x = 40; y = 50.


npxy = npx + npy - npxy = lx+n + ly+n – (lx+n + ly+n)
lx ly lx ly
20p4050 = l60 + l70 – (l60 x l70) = 769.869,588 + 559.201,061 – (769.869,588 x 559.201,061)
l40 l50 l40 l50 924.135,627 876.230,363 924.135,627 876.230,363
20p4050 = 0,8331 + 0,6382 – (0,8331 x 0,6382)
20p4050 = 1,4713 – (0,5317) = 0,9396 = 20p4050 = 93,9603%
8) Calcular a probabilidade de duas pessoas de 30 e 40 anos falecerem em 20 anos.

__ __
AMBOS MORREREM: / nQxy = /nQx x nQy = 1 – npxy
n = 20; x = 30; y = 40.
__
npxy = npx + npy – npxy =

npx = lx+n  l50 = _876.230,363_ = 20p30 = 0,9242


lx l30 948.035,584
npy = ly+n  l60 = 769.869,588 = 0,8331
ly l40 924.135,627
npxy = npx x npy = l50 x l60_ = 876.230,363 x 769.869,588 = 0,7699
l30 l40 948.035,584 924.135,627

/ nQxy = 1 – [0,9242 + 0,8331-(0,9242x0,8331)] = 1 – (1,7573-0,7699) = 0,01264

/ nQxy = 1,2643%

9) Determinar a probabilidade de falecer em 20 anos ao menos uma das pessoas de 30 e 40


anos de idade.
___
/ nQxy =1 – npxy
npxy = npx x npy = lx+n x ly+n = l50 x l60 = 876.230,363 x 769.869,588__ = 0,9242 x 0,8330
lx ly l30 l40 948.035,584 924.135,627
0,7699 = 76,9972%; 1 - 76,9972%

/ 20Q3040 = 1 – 76,99% = 23,0028%


Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Aula6

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
Tábuas de comutação – Prêmios
Únicos e Puros
 Símbolos de comutação

• Os símbolos de comutação representam algumas relações


matemáticas que ajudam a simplificar o cálculo de diversas
operações atuariais relacionadas aos seguros de vida, mais
precisamente na avaliação de prêmios, anuidades contingentes e
reservas matemáticas.

• Ressalta-se que os símbolos de comutação são originados a partir


de uma determinada tábua de mortalidade, tomando-se, também,
uma taxa real de juros (taxa de juros atuarial) para a sua
confecção.
• As tábuas de comutação foram um grande marco na história dos
seguros de renda e contra a morte, pois simplificaram o cálculo de
diversas operações relacionadas a estes tipos de seguros, na época
em que estes eram atribuições humanas e não dos computadores.

• Por exemplo, em cálculos relacionados a determinados tipos de


seguros, poderíamos ter a necessidade de obter o valor da
expressão:
l38 .v38  l39 .v39  l40 .v 40    l .v
38 1
l38 .v

• Como expressões semelhantes eram muito recorrentes nos


cálculos, e além disto trabalhosas para serem calculadas, passou-se
a utilizar as tábuas de comutação, que apresentavam valores para
estas expressões, de acordo com cada símbolo de comutação.
• Os símbolos de comutação utilizados ao longo deste estudo são
apresentados a seguir:

 Funções de sobrevivência ou 1ª série - símbolos relacionados à


função sobreviventes (Lx) de uma determinada tábua de
mortalidade, como:
Comutação de primeira ordem: Dx  lx .v
x
i.

ii. Comutação de segunda ordem: N x   Di
ix

iii. Comutação de terceira ordem: S x  N
ix
i
 Funções morte ou 2ª série - símbolos relacionados à função
morte (dx) de uma determinada tábua de mortalidade, como:

x 1
i. Comutação de primeira ordem: Cx  d x .v

ii. Comutação de segunda ordem: M x   Ci
ix


iii. Comutação de terceira ordem: Rx   M i
ix

v  1  i ,
1
• onde
sendo v = fator de descapitalização e i = taxa real de juros, anual.
• Observe que com estas representações, a expressão 1 fica
N 38
resumida a , e como estes valores eram previamente
D38
calculados e apresentados em tábuas de comutação, o
processo de cálculo fica muito simplificado, principalmente
quanto ao tempo de obtenção dos valores (considerando que
não temos computadores à disposição).

• O uso da letra D provém da palavra Denominator, N de


Numerator e S de Sum. As funções de morte, são as letras
imediatamente anteriores na ordem alfabética, C, M e R. 1
 Princípio da Equivalência Atuarial

• O cálculo do prêmio obedece à lógica elementar de que o valor


cobrado deve cobrir os custos inerentes à operação. Assim, o
estudo atuarial para o cálculo do prêmio requer a aplicação de
algum princípio de equivalência entre as obrigações das partes
indicadas no contrato de seguro.

• Esta disciplina aborda o estudo do chamado princípio da


equivalência atuarial, pela sua simplicidade e efetiva aplicação
prática, muito embora a literatura atuarial faça referência a outros
princípios e métodos.

• Para estabelecer o princípio da equivalência atuarial é preciso,


primeiramente, definir uma variável aleatória, aqui representada
pela letra R.
• Esta variável é uma resultante da diferença entre o valor atual dos
prêmios devidos pelo segurado (VAP) e o valor atual dos
benefícios prometidos pelo segurador (VAB), que são igualmente
variáveis aleatórias. O valor positivo de R representa lucro para a
Companhia de Seguros e o valor negativo, consequentemente,
prejuízo.

• A equação que segue remete esta situação:

R = VAP – VAB

• Entretanto, no momento da determinação do prêmio do seguro, o


princípio da equivalência atuarial estabelece que a variável R não
deve representar lucro, tampouco prejuízo.
• Logo VAP = VAB

• O princípio da equivalência atuarial também é denominado


por alguns autores como equação fundamental ou equação
de equilíbrio atuarial.

• Além do cálculo dos prêmios, a dedução dos fluxos e das


reservas decorrentes das operações de seguros, também é
efetuada com base no citado princípio.
• Este método de avaliação também é denominado como
método EULERIANO. Tem por objeto estabelecer o equilíbrio
técnico e econômico da operação securitária, preservando o
Jogo Honesto.

• a visão dos respectivos fluxos de caixa é direcionada sob o


prisma do segurador, em que as setas apontadas para cima
representam entrada de recursos (receitas) e, para baixo,
saída de recursos (despesas).

• Outro aspecto importante está relacionado à data focal do


valor do fluxo que, nos casos estudados, sempre estará
situada na data zero, ou seja, na idade x.
 Classificação dos Prêmios
• O prêmio é o preço do serviço prestado pelo segurador.

• Este preço é fixado de forma antecipada, partindo da perspectiva


de se fazer frente aos custos que derivam das obrigações
contratuais, bem como aos correspondentes da gestão, captação e
manutenção do negócio.

• Os prêmios podem ser classificados em únicos ou periódicos, em


função da forma como os mesmos serão pagos pelo segurado ao
segurador.

• Os prêmios únicos representam os prêmios que devem ser pagos à


vista, em uma só parcela.
• Os prêmios periódicos representam, consequentemente, os
prêmios que devem ser pagos de forma parcelada.

• Tais pagamentos podem ser efetuados em caráter vitalício ou


temporário.

• Se vitalício, o prêmio será devido até o momento da morte do


segurado;
• Se temporário, o prêmio será devido por um período
temporal previamente estabelecido no contrato de seguro.
• Outra forma de classificação dos prêmios é dada em função da
composição dos seus custos, que podem ser desdobrados em:
risco, puro, comercial e bruto.

• O prêmio de risco indica, na sua essência, a esperança matemática


dos sinistros futuros.

• O prêmio puro é uma resultante do prêmio de risco, onde é


agregado uma margem ou carregamento técnico de segurança
para cobrir possíveis flutuações estatísticas do risco.

• O carregamento técnico de segurança pode ser avaliado de forma


explícita ou, em certos casos, de forma implícita*.

* Mediante a adoção de uma tábua de mortalidade mais forte, considerando o risco de morte.
• O prêmio comercial traz consigo os demais custos da
operação, ou seja, os carregamentos necessários para fazer
frente às despesas administrativas, de corretagem e de
colocação do seguro, bem como o lucro esperado com o
negócio.

• Alguns autores também fazem referência ao prêmio bruto,


que é uma resultante do prêmio comercial, sendo acrescido
a este os impostos que incidem diretamente sobre ele e,
também, o custo da apólice.

• A figura a seguir apresenta a composição do prêmio do


seguro, considerando a sua classificação em prêmio de risco,
puro, comercial e bruto.
 RISCO DE SOBREVIVÊNCIA

• O risco de sobrevivência é o risco que a seguradora tem em relação


a sobrevivência do beneficiário de um produto, e este produto
garanta o pagamento de uma ou mais rendas durante o seu período
de vida.

• Sobrevivência Capital
• É um seguro que garante o recebimento de Q unidades monetárias
pelo próprio segurado de idade x, se este atingir com vida a idade x
+ n.
• Supondo que um grupo bastante grande, todos com idade x,
decida constituir um fundo através de uma única e igual
contribuição nEx de cada participante, capaz de gerar o
pagamento de Q unidades monetárias a cada um dos que
estiverem vivos após o período de n anos.

• Nenhuma devolução é devida aos que falecerem no intervalo


de entre x e x+n. Os recursos do fundo serão
permanentemente aplicados a uma taxa de juros pré-fixada.
Qual o prêmio individual que caberá a cada indivíduo para a
constituição do fundo?
Dx  n
n Ex  .Q
Dx

• Onde,
• x: idade atual do segurado.
• n: intervalo para recebimento.
• E: Prêmio Pago
• Dedução da equação:

• Primeiramente temos que o prêmio pago deverá ser igual ao


capital futuro atualizado a uma taxa de juros adotada,
multiplicados, ambos pela “probabilidade de alguém de idade
x de um grupo de pessoas chegar vivo a idade x+n.

• Tal formulação deve reger os seguros, ou seja, as obrigações


atuais dos segurados deve ser igual às obrigações futuras da
seguradora.

• Em resumo temos portanto que : lx . n Ex  lx  n .Q.v n


• Exemplo: Um indivíduo com 25 anos deseja receber R$
10.000,00 quando completar 55 anos de idade. Calcule o
prêmio único e puro para a operação utilizando a tábua CSO-
58 a 6%a.a.
D55
30 E25  .10000  1.514,85
Resp:
D25

• Ex 2: Um empresário atualmente com 40 anos resolve fazer um


seguro de sobrevivência, por 10 anos, no valor de R$200.000,00.
Deseja-se saber qual será o valor que deverá ser depositado na
seguradora (pagamento único)a título de prêmio (utilizar a AT-2000
a 6% ao ano)

lx  n
• Resp: n x
E  .Q.v n

lx

95627,120298 1
10 E40   200.000, 00   R$109.560, 00
1  0, 06 
10
97476, 067267
• Ex 3: Ribeiro, atualmente com 41 anos de idade, deseja fazer
um seguro dotal, para tentar recebê-lo quando completar 61
aos no valor de R$200.000,00. Sabendo que a taxa adotada
para esses tipos de seguros é de 4% ao ano, pede-se para
calcular quanto pagará o prêmio a vista.

• Resp:
l61 1
20 E41   200.000, 00   R$77.657,52
1  0, 04 
20
l41
• Ex 4: Juvenal, atualmente com 35 anos, deseja fazer um
contrato de risco para tentar receber – ele mesmo – R$
500.000,00 quando completar 65 anos. Sabe-se que a segura-
dora utiliza a taxa de 6% ao ano e uma tábua considerada
adequada ao caso: CSO-58. Qual o valor que deverá pagar a
vista para obter esse direito?

l65 1
30 E35  .500.000, 00.
1  0, 06 
30
l35
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Aula7

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
Rendas
• As rendas podem ser certas ou aleatórias. As rendas certas
pertencem ao domínio da matemática financeira, enquanto as
aleatórias, também chamadas de contingentes, são do domínio da
matemática atuarial. Estas dependerão de acontecimentos
aleatórios.

 Rendas certas
• Têm esta denominação porque não dependem de nenhuma
eventualidade externa. Em matemática financeira, é uma das
matérias mais relevantes.

 Rendas aleatórias
• O exemplo mais específico de uma renda aleatória seria uma
apólice de seguro efetuada numa companhia seguradora, na qual
esta se compromete a pagar certa importância a uma pessoa
durante toda a sua vida.
• O valor do pagamento é conhecido, previamente combinado,
todavia, sua duração é incerta. Esses estudos das rendas
pertencem ao campo da ciência da matemática atuarial ou da
engenharia atuarial.

 Rendas por sobrevivência


• É o contrato que o segurado assina e paga de uma só vez – prêmio
único – ou em parcelas – prestações1 do prêmio – periódicas a uma
empresa seguradora – ou entidade de previdência –, a qual se
obrigará a pagar ao segurado uma renda durante o resto de sua
vida ou por um período de tempo determinado em sua apólice.

1 Não é correto chamar o parcelamento de prestações. Ou é parcelado ou é


fracionado. Prestação é uma expressão da matemática financeira, cujo valor
contém juros e amortização de dívida. No caso de seguro, a composição do
parcelamento ou fracionamento é de elementos financeiros, aleatórios e
estatísticos.
• Ao invés do pagamento de uma renda, a apólice poderá prever o
pagamento de um valor especificado entre as partes, ou seja, de
um capital, numa certa data conforme já verificamos.

Mas o que é uma renda?


• É uma série de pagamentos que a empresa seguradora – ou
entidade de previdência – deverá fazer ao segurado em intervalos
de tempo perfeitamente definidos. Poderão ser rendas anuais,
semestrais, trimestrais ou mensais.
• Elas podem ser ainda antecipadas, quando pagas no início dos
períodos, ou postecipadas, quando são pagas no final dos
períodos.
• Normalmente, as rendas são de valores constantes embora possam
ser variáveis conforme leis matemáticas, e ainda podem ser
crescentes ou decrescentes. Poderão, ainda, ser vitalícias ou
temporárias.
• A renda poderá ser ainda diferida ou imediata.
• Diferida quando a renda é paga após certo tempo decorrido. Esse
dado deve fazer parte da apólice combinada entre as partes.
Imediata, quando o segurado inicia o recebimento logo após o
término do primeiro período de tempo, também acordado entre
as partes na apólice, ou seja, não há diferimento.
• Poderá ainda ser temporária ou limitada, quando houver um
tempo definido em apólice que determine um tempo limite para
pagamento pela empresa seguradora, mesmo estando vivo o
segurado. As rendas também podem ser chamadas de anuidades.
• Os seguros de sobrevivência são seguros para se “receber em vida”
e atualmente no Brasil esse tipo de benefício está adstrito às
entidades de previdência.
• Quando alguém recebe o seguro por morte do segurado, esse
alguém denomina-se beneficiário. No caso dos seguros por
sobrevivência, beneficiário e segurado se confundem.
• Descrição e classificação de rendas

2Poderão ser ainda crescentes/decrescentes, conforme sua razão (se negativa ou positiva).
* Essas rendas podem ter períodos unitários, fracionários ou múltiplos.
 Rendas Aleatórias
• O risco de sobrevivência para os cálculos envolvendo rendas é
expresso a partir da formulação geral m/nax. Onde,
• x: idade atual do beneficiário.
• m: período de diferimento.
• n: duração do benefício.
• a para pagamento postecipado, ou ä para pagamento antecipado.

• Baseados na formulação genérica para renda vista acima,


desenvolveremos agora as coberturas possíveis.

• Todos os modelos apresentados abaixo calculam um prêmio único e


puro e utilizam uma renda (representando por R o valor de cada
parcela anual da renda) como benefício a ser concedido.
 Renda aleatória constante, periódica anual, imediata,
vitalícia e antecipada
• Se a renda é antecipada é porque será paga no início do período
ou início do ano.

• Ou prêmio único puro de uma renda unitária, pagável


vitaliciamente a uma pessoa de idade x enquanto viver, todo início
do ano. Representaremos essa renda pelo símbolo äx.

• Então äx é o valor atual de uma renda que deverá ser paga
vitaliciamente a partir do instante zero na idade x do segurado e daí
nos momentos das idades x+1, x+2, x+3, ... até a idade w ou última
idade da tábua.
• Então, lx segurados pagarão äx valores+ para ter direito a uma renda
futura, e se sobreviverem às idades contratadas receberão, a partir
daí, essas rendas até falecerem.

• Calculando os valores atuais äx de lx pessoas e montando a equação


do equilíbrio do seguro:

• Multiplicando ambos os lados da equação por vx, e sabendo que Dx


= vx.lx, e que o somatório de Dx = Nx , chegamos que:

+ A notação ä significa renda antecipada, ou seja, pagável no início dos períodos.


x
Planos por Sobrevivência VGBL e PGBL
• VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) e PGBL (Plano
Gerador de Benefícios Livres) são planos por sobrevivência
(de seguro de pessoas e de previdência complementar
aberta, respectivamente) que, após um período de
acumulação de recursos (período de diferimento),
proporcionam aos investidores (segurados e participantes)
uma renda mensal - que poderá ser vitalícia ou por período
determinado - ou um pagamento único.
• O primeiro (VGBL) é classificado como seguro de pessoa,
enquanto o segundo (PGBL) é um plano de previdência
complementar.
• A principal diferença entre os dois reside no tratamento
tributário dispensado a um e outro.

• Em ambos os casos, o imposto de renda incide apenas no


momento do resgate ou recebimento da renda.

• Entretanto, enquanto no VGBL o imposto de renda incide


apenas sobre os rendimentos, no PGBL o imposto incide
sobre o valor total a ser resgatado ou recebido sob a
forma de renda.
• No caso do PGBL, os participantes que utilizam o modelo
completo de declaração de ajuste anual do Imposto de Renda
da Pessoa Física - IRPF podem deduzir as contribuições do
respectivo exercício, no limite máximo de 12% de sua renda
bruta anual.

• Os prêmios/contribuições pagos a planos VGBL não podem


ser deduzidos na declaração de ajuste anual do IRPF e,
portanto, este tipo de plano seria mais adequado aos
consumidores que utilizam o modelo simplificado de
declaração de ajuste anual do IRPF ou aos que já
ultrapassaram o limite de 12% da renda bruta anual para
efeito de dedução dos prêmios e ainda desejam contratar um
plano de acumulação para complementação de renda.
 Renda Imediata Vitalícia Antecipada

Nx
ax  .R
Dx
• Exemplo 1: Um indivíduo de 35 anos deseja receber
imediatamente e vitaliciamente no início de cada ano uma
renda no valor de R$ 1.000,00. Calcule o prêmio único e puro,
utilizando a CSO-58 a 6%a.a., necessário para garantir a
operação.

Nx N35
• Solução: a  .R  a 
 .1000  14.935, 42
Dx D35
 Renda aleatória, constante, imediata, periódica anual,
vitalícia postecipada
• É a renda anual que uma pessoa deverá receber no final de cada
ano, desde que esteja viva.

• É uma pensão-renda até a data do seu falecimento. Também é


conhecida como renda vencida.

• Qual o valor que deverá dispor o segurado para que tenha esse
direito? Esse valor, ou capital, chamar-se-á então prêmio puro
ou prêmio matemático, ou ainda atuarial*.

* Ou valor atual de uma série de pagamentos iguais à unidade de capital pagáveis a uma
pessoa de idade x, enquanto estiver viva. Esses pagamentos serão efetuados a partir da
idade x + 1.
• Cálculo do prêmio:
• Digamos que esse segurado tenha a idade x. Chamemos de ax o
prêmio que ele deverá pagar de uma só vez e de i a taxa de juros
utilizada naquele momento para efeito de atualização de capital.

• Por hipótese, vamos completar ainda que o segurado vai viver n anos
(com n tendendo a além de w).

• ax então será o valor atual da renda que vamos calcular. Cada pessoa
do grupo segurado pagará ax de prêmio único e o total de pessoas
daquela idade é lx, então o total a ser pago será: lx . ax
• Como a renda é vitalícia, por sobrevivência, a empresa seguradora
deverá pagar a cada ano a todos os sobreviventes do grupo de
idade x o valor de unidade de capital, até que todos faleçam. Ao fim
do primeiro ano, a empresa seguradora efetuará o pagamento do
valor acima aos sobreviventes, que no ano seguinte serão de lx + 1
pessoas. Portanto, o valor total devidamente atualizado pela taxa
de juros já comentada a ser pago pela seguradora
postecipadamente às l x + 1 pessoas será: v.L x + 1.

• O segundo pagamento será: v2 . L x + 2, , o terceiro pagamento será:


v3 . L x + 3 , e dessa forma, sucessivamente, até o falecimento da
última pessoa do grupo, a qual poderá inclusive ultrapassar a idade
“além de w” da tábua de sobrevivência.

• Como o princípio das obrigações presentes e obrigações futuras


devem se manter, o total dos prêmios únicos puros de cada pessoa
do grupo a cada idade que passa será:
Renda aleatória, constante, imediata, periódica anual, vitalícia postecipada

N x 1
ax  R
Dx

• Exemplo 2: Um indivíduo de 35 anos deseja receber a partir deste


ano e ao final de cada ano uma renda de R$ 1.000,00 enquanto
viver. Calcule o prêmio único e puro necessário para o
financiamento desta operação utilizando a CSO-58 a 6%a.a.
N x 1 N
ax  .R  36 .1000  13.935, 42
Dx D35
 Renda Diferida Vitalícia Antecipada
x
• Simbologia: n / a
• É uma renda que será paga após um período de carência ou
diferimento no início dos anos, enquanto o segurado estiver vivo.

• Seguindo o mesmo raciocínio do equilíbrio entre segurado e


seguradora, lx pessoas pagarão valores atuais äx considerando-se o
diferimento de n períodos fornecendo uma receita de lx . n/äx.
• Os pagamentos a serem efetuados pela seguradora serão:*

• fazendo a igualdade da equação e efetuando o mesmo artifício de


multiplicar ambos os lados por vx, temos:

• Sabendo que lx.vx=Dx, então temos que:

* O “zero” na equação da sequência representa que não haverá renda, ou que ela
será “zero” no período de diferimento.
Renda Diferida Vitalícia Antecipada

N xn
n / ax 
 .R
Dx
• Exemplo 3. Um indivíduo de 40 anos deseja receber uma renda
anual de R$ 1.000,00, no início de cada ano, vitaliciamente, após
atingir a idade 65 anos. Calcule o prêmio único e puro utilizando a
CSO-58 a 6% a.a.
N xn N65
n / ax  .R  25 / a40  .1000  1.506,96

Dx D40

• Exemplo 3.2: Marco Aurélio, em início de carreia profissional com


30 anos de idade, programa receber uma renda no início dos
períodos anuais e assim receber, quando completar 60 anos, R$
18.000,00 de renda até os últimos dias de sua vida. Qual deverá ser
o valor do premio único puro que deverá pagar para adquirir esse
direito? (Adote a tábua AT-2000 a 6% ao ano.
N60
30 / a30  .R  36.342, 70

D30
 Renda Diferida Vitalícia Postecipada

• n = período de diferimento (período que deve ser aguardado). A


renda unitária será paga a partir do final do 1º ano da idade x +
n ou na idade x + n + 1.

• O termo diferimento quer dizer “prazo de carência” ou “período


de espera”.
• A representação desse Prêmio é ax, onde x é a idade do segurado
do grupo de lx pessoas.

• O diferimento deverá ser indicado à esquerda de ax com uma barra


vertical, na forma das notações internacionais, e ficará: n/ax.

• Esse valor de renda deverá ser pago a lx pessoas do grupo e fica: lx.
n/ax e o início do pagamento dessas rendas unitárias será no final do
primeiro ano após o diferimento ou carência, ou seja, nessa época,
estarão vivas lx+n+1 pessoas.

• Então, o valor a ser pago atualizado da primeira renda será:


• vn+1 .lx+n+1, da 2ª renda será: vn+2. lx+n+2, da 3ª renda será: vn+3 . lx+n+3
e assim sucessivamente.
• Comparando as obrigações dos segurados = lx.n/ax o valor
atual das obrigações da seguradora, fica:

• sob a forma das probabilidades, temos então que:


• Renda Diferida Vitalícia Postecipada

N x  n 1
n / ax  .R
Dx
• Observações importantes:
• Essas rendas vitalícias são utilizadas para cálculos de previdência
privada – previdência complementar – para cálculos de
aposentadoria antecipada ou elegibilidade, por idade, cálculos
de rendas em fundos de pensão.
• Essas rendas que consideram períodos de diferimento para início
de pagamento são denominadas também de rendas de
aposentadoria.
• Obviamente, deveriam ser utilizadas nos cálculos atuariais da
previdência pública para efeito de aposentadoria, mas,
infelizmente, isso não acontece. O regime público é de simples
repartição do arrecadado e refere-se a questões mais complexas,
além da visão atuarial, de falta de conhecimento da engenharia
dos cálculos, demografia e outros aspectos.
• Exemplo 4. Calcule o prêmio único e puro do exemplo
anterior considerando que o indivíduo deseja receber a renda
anual ao final de cada ano.

N x  m1 N66
m / ax  .R  25 / a40  .1000  1.335,50
Dx D40
Renda Imediata Temporária Antecipada

n 1 n 1
lx t
/ n ax  1   v .t px
t
ou / n ax  1   v .t t

t 1 t 1 lx
• Renda Imediata Temporária Antecipada

N x  N xn
/ n ax  .R
Dx
• Exemplo 5. Um indivíduo de 45 anos deseja receber
imediatamente e no início de cada ano, durante um prazo de
15 anos, se vivo estiver, a quantia de R$ 1.000,00. Calcule o
prêmio único e puro utilizando a CSO-58 a 6%a.a.

N 45  N60
/ 15 a45  .1000  9.827, 07
D45
 Renda aleatória, periódica anual, imediata, temporária,
postecipada

• Entende-se que uma pessoa de idade x deseja receber uma


renda R durante m anos, ao final de cada ano, a qual deixará
de ser paga caso essa pessoa faleça.

• É o valor atual de uma renda unitária que será paga a alguém


de idade x, enquanto estiver vivo, por um período máximo de
m anos, cujo pagamento será feito a partir da idade x + 1 após
um prazo n combinado, ou, ainda: Prêmio único puro (PUP)
que deverá ser pago de uma só vez, de uma renda aleatória,
periódica anual, imediata, temporária, de m anos,
postecipada.
• Nesse caso, como 0Px = 1, fica demonstrado que a renda unitária
no caso antecipado é o próprio valor atual dessa renda na data
zero, ou seja, igual a 1, pois, v0. 0Px = 1. Pelo mesmo raciocínio da
renda postecipada vitalícia, concluímos que a renda antecipada
é: ax  1  ax  ax  ax  1

• Esquematicamente, essa renda tem um prazo de carência de n


para início do seu pagamento pela seguradora.

• O período de pagamento fixado, por ser temporária, é m anos.


• Renda Imediata Temporária Postecipada

N x 1  N x  n 1
/ n ax  .R
Dx
• Exemplo 6. Um indivíduo de 60 anos deseja receber ao final
de cada ano uma renda de R$ 1.000,00. A referida renda será
paga pela seguradora a partir deste ano e até quando o
segurado completar 80 anos. Calcule o prêmio único e puro
utilizando a CSO-58 a 6%a.a.

N61  N81
/ 20 a60  .1000  8.647,12
D60
Renda Diferida Temporária Antecipada
Renda Diferida Temporária Antecipada

 N x  N xmn N x  N xm 
m / n ax   / m  n ax  / m ax  R  m / n ax   
    R
 Dx Dx 
N xm  N xnm
m / n ax  .R
Dx

• Exemplo 7: Um indivíduo de 45 anos deseja receber, após


completar 60 anos e até os seus 70 anos, uma aposentadoria anual,
que será recebida no início de cada ano, no valor de R$ 10.000,00.
Calcule o prêmio único e puro utilizando a CSO-58 a 6%a.a.

N60  N70
15 / 10 a45  .10000  25.002,13

D45
• Renda Diferida Temporária Postecipada

N x  m1  N x  n  m1
m / n ax  .R
Dx
Anuidade Tontineira
• É um arranjo atuarial concebido no séc XVII pelo banqueiro
Lourenzo Tonti, que prevê a constituição de um grupo de lx
pessoas para contribuírem, se vivas estiverem, no início dos n
próximos anos, para formação de um fundo que manterá todos os
seus recursos permanentemente aplicados a uma taxa de juros i,
para que, ao final do prazo, o total acumulado seja distribuído
entre os sobreviventes.

• Indaga-se, nesse caso, o quanto caberá a cada um dos


sobreviventes e este será o único exemplo, nesta disciplina, em que
o valor presente estará posicionado no instante x + n, e não no
instante x.
• É importante ressaltar que a anuidade tontineira representa
um benefício individual, não devendo ser confundido,
consequentemente, com o prêmio a ser cobrado.

• Nessa modalidade de seguro, o beneficiário paga


periodicamente uma quantia P e recebe, se vivo estiver no
momento x + n o valor representado por / n Sx .
Anuidade Tontineira

• Exemplo 8. Qual o valor a ser recebido após 20 anos de


prêmios anuais, feitos no início de cada ano, por uma pessoa
que tem atualmente 40 anos de idade? Sabe-se que os
valores dos prêmios anuais são constantes e fixados no valor
de R$ 10.000. Utilizar a tábua CSO-58 a 6%a.a

 N 40  N60
/ n Sx  .10000  447.476,37
D60
• Tabela resumo das relações que envolvem rendas.
• Exercícios:
• 1. Roberto tem 43 anos de idade e deseja receber R$ 200.000,00
de uma Seguradora caso esteja vivo ao completar os 65 anos de
idade. A Seguradora cobrará de Roberto, um prêmio único e puro
de seguro. Qual prêmio de seguro que a seguradora deverá cobrar
para assumir a operação?
• R: R$ 41.317,06

• 2. Rafael possui 58 anos de idade, e pretende contratar uma


aposentadoria anual de R$ 15.000,00, a ser recebida
imediatamente no final de cada ano até os 70 anos de idade. Qual o
valor do prêmio único e puro para esta aposentadoria?
• R: R$ 109.839,17
• 3. Qual o valor a ser recebido após 30 anos de prêmios anuais,
feitos no início de cada ano, por uma pessoa que tem atualmente
35 anos de idade, sabendo que os valores dos prêmios anuais são
constantes e fixados no valor de R$ 18.000,00? R: R$ 1.970.128,26

• 4. André possui R$ 10.000,00 e com este valor pagou um prêmio


único e puro de um seguro, que lhe promete pagar uma quantia
monetária caso alcance com vida a idade de 77 anos. Se hoje André
possui 43 anos de idade, calcule o valor monetário a ser recebido
por ele. R: R$ 187.971,72

• 5. Carlos Eduardo tem 72 anos de idade e deseja contratar uma


aposentadoria a ser recebida imediatamente no início de cada ano,
durante 10 anos. Sabe-se que Carlos Eduardo possui R$ 45.000,00 e
deseja comprar, com a totalidade deste recurso, a referida
aposentadoria. Calcule o valor da aposentadoria anual de Carlos
Eduardo. R: R$ 7.586,45
• 6. João tem 68 anos de idade e deseja começar a receber
imediatamente uma renda anual, a ser recebida no início de cada
ano. Se João possui R$ 185.000,00 para pagar pelo prêmio único e
puro desta aposentadoria, qual o valor da aposentadoria anual que
deverá ser oferecido para João? R$ 23.106,42

• 7. Maria tem 45 anos de idade e deseja receber uma renda anual


no valor de 80% do seu salário atual. A referida renda desejada por
Maria teria início quando completados os seus 65 anos de idade,
com recebimentos no início de cada ano e em caráter vitalício.
Calcule o prêmio único e puro devido sabendo que o salário atual
de Maria é de R$ 1.200,00. R$ 1.977,14
• 8. Ricardo tem 30 anos e deseja receber no início de cada ano, após
completar 68 anos de idade, uma aposentadoria anual de R$
10.000,00, até completar 80 anos. Qual o valor do prêmio único e
puro que Ricardo deverá pagar hoje para ter direito à referida
cobertura? R$ 4.873,20

• 9. Calcule o valor atual ou prêmio único e puro decorrente de uma


renda de R$ 1.350,00, anual, imediata vitalícia postecipada para
uma pessoa com 30 anos. R$ 19.550,59

• 10. Uma pessoa com 47 anos deseja contratar uma aposentadoria


anual, a prêmio único e puro de R$ 30.000,00, que lhe garanta uma
renda a ser recebida no final de cada ano, durante 15 anos. Qual o
valor da renda anual, considerando que ela começará a ser recebida
a partir dos 70 anos de idade? R$ 29.602,93
• 11. Eduardo tem atualmente 55 anos de idade e possui R$
15.000,00 de saldo na sua caderneta de poupança. Caso ele
utilize hoje, de forma única e integral o saldo de sua poupança
para comprar uma renda anual vitalícia, a ser recebida no final
de cada ano e a partir dos seus 70 anos de idade, qual será o
valor da referida renda anual?
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul - PUCRS

Introdução a ciência atuarial –


Aula8

Professor: Iuri Jauris

2º Semestre de 2018

1
Seguros por falecimento – Risco de Morte

• Da mesma forma que os seguros por sobrevivência, os seguros por


falecimento pagam os beneficiários imediatamente após o
falecimento do titular do seguro.

• Então, Ax será o valor atual da unidade de capital, que será paga


no final do ano em que x falecer. Em previdência, é chamado de
pecúlio por capitalização.*
 Seguro temporário de um ano a prêmio único (falecimento)

• Identicamente, podemos concluir que se alguém de idade x


contrata um seguro por falecimento e paga por ele de uma só vez
o prêmio – que é Ax . A seguradora, por sua vez, se compromete a
pagar ao beneficiário do segurado o valor de um capital (C), caso
faleça durante o ano seguinte, os cálculos são assemelhados ao
seguro de sobrevivência.

• Essa é a teoria geral para o caso de falecimento em um ano ou mais


precisamente no ano seguinte.

• Caso sobreviva a esse ano, o valor P é perdido em favor da


seguradora.
• Equilíbrio: Lx . Ax = C. vn . (Lx− Lx +n ) que para n = 1 ano fica:
Lx . Ax = C. v . (Lx− Lx +1 )

• Sabemos que (Lx− Lx +1 ) pessoas que falecerão entre as idades


x e x + 1 então temos que (Lx− Lx +1 )/Lx = qx

• Então a equação inicial fica: Ax = C . v . qx,

• O seguro a prêmio único por falecimento necessita mais


análise matemática.
 Seguro de vida inteira – pago pelo segurador no final
do ano
• Nesse caso, a seguradora se obriga a pagar no final do ano relativo
ao falecimento do segurado, ao beneficiário indicado, o valor
combinado do capital previsto em apólice.
• É Necessário, então, calcular o prêmio único. A simbologia ou
notação atuarial universal deste plano será Ax, que representará o
valor atual do seguro de vida inteira ou o prêmio único puro do
seguro de vida inteira.
• Em outras palavras, define-se Ax como o valor que será pago pelo
segurado de idade x, e Q é o valor atualizado da unidade de
capital, pagável no final do ano em que essa pessoa vier a falecer,
ou prêmio único puro (PUP) de um seguro ordinário vida, ou ainda
vida inteira, ou pecúlio por capitalização.
• Na prática, o pagamento do capital segurado ao beneficiário
é efetuado quase que imediatamente após a apresentação
para a seguradora dos documentos que comprovam o
falecimento do segurado.

• Quando se afirma, nos cálculos atuariais, que o pagamento


do capital será ao final do ano, é apenas para efeitos de
cálculos para definição de parâmetros que se juntarão a
outros parâmetros aleatórios com o objetivo de se calcular
cada prêmio único e a soma de seus respectivos valores atuais
ao longo da vida do segurado.
• Vamos considerar, então, que várias pessoas de idade x fizeram tal
tipo de seguro.
• Após um ano de contrato dessas Lx pessoas, faleceram dx
indivíduos.

• Se considerarmos, para simplificação de cálculos que os


beneficiários receberão como capital um valor unitário de moeda, a
seguradora pagará então ao final do primeiro ano: v.dx =
pagamentos aos beneficiários no final do 1º ano,
• v2 . dx +1 = pagamentos aos beneficiários no final do 2º ano,
• v3 . dx +2 = pagamentos aos beneficiários no final do 3º ano, ...

• e assim sucessivamente e vitaliciamente até a extinção do grupo


ou até a idade w ou final da tábua de mortalidade utilizada no caso.
• Considerando o equilíbrio atuarial de entradas e saídas de
recursos, na forma da igualdade já definida, teremos que (lx)
pessoas pagarão o prêmio único puro ou (Ax), portanto:

lx . Ax  vd x  v 2 d x1  v3d x2  ...,

• Então o valor do o prêmio único puro ou (Ax) será:

vd x  v 2 d x 1  v3d x  2  ... 1
Ax   Ax  vd x  v 2 d x 1  v3d x  2  ...
lx lx
• Representando a expressão acima sob a forma de
probabilidades de falecimento temos:
2 3
1 vd v d v d x2
Ax  vd x  v 2 d x 1  v3d x  2  ...  x  x 1
  ...
lx lx lx lx

• E como, dx/lx, dx+1/lx , dx+2/lx ... representam as probabilidades


de morte qx, então a equação acima fica:

Ax  vqx  v2 .1 qx  v3 . 2 qx  ...,
 Vida inteira - prêmio único puro
• Já sabemos então que a representação algébrica do seguro de
vida inteira a prêmio único será Ax, que é o valor atual.
• Evidentemente os juros desse capital, que serão muitos
pequenos capitais ano a ano, serão devidamente atualizados
ano a ano à mesma taxa.
• Sob a ótica das comutações os valores utilizados para o
cálculo dos falecimentos têm as seguintes expressões
algébricas:
 
Cx  d x .v x1 M x   Ci Rx   M i
ix ix
• Com os conhecimentos das relações de comutações por
falecimento acima, partamos então para a expressão de equilíbrio
entre segurados e seguradora.

• Sabemos que Lx pessoas (segurados) assinam apólices e pagam o


valor Ax combinado para ter direito a um seguro vitalício.

• Então, teremos:
• Lx . Ax = valor que representa a quantidade de segurados pagando
Ax .
• Por outro lado, a seguradora pagará àqueles que são os
beneficiários constantes das apólices o valor correspondente
combinado de reais R a cada falecimento de segurado de idade x.
• No 1º ano, ou entre as idades x e (x + 1), falecerão dx pessoas e a
seguradora deverá desembolsar dx.R;

• No 2º ano, falecerão dx+1 pessoas e identicamente a seguradora


deverá desembolsar dx+1.R;

• No 3º ano, da mesma forma, haverá dx+2 falecimentos, cujos


beneficiários receberão da seguradora dx+2.R e assim
sucessivamente até a idade final da tábua utilizada, que sempre
chamaremos de idade w.

• Fazendo o equilíbrio algébrico de entradas e saídas, fica:


lx . Ax  d x .R  d x1.R  d x2 .R  d x3 .R  ...  d w .R
• Adicionando os juros desse capital, então, a equação ficará com
a seguinte forma:

lx . Ax  d x .R.v  d x 1.R.v 2  d x 2 .R.v3  d x 3.R.v 4  ...  dw .R.v w

• Utilizando-se o artifício de multiplicar ambos os membros da


equação por vx, fica:

lx .v x . Ax  d x .R.v x1  d x 1.R.v x2  d x 2 .R.v x3  ..  d w .R.v w1

• mas, Lx . vx = Dx e dx . vx+1 = Cx, consequentemente,

Dx . Ax  R Cx  Cx 1  Cx 2  Cx 3  ...  Cw 
• como o somatório de Cx= Mx, então temos que:

R.M x
• Dx . Ax= R.Mx, ou ainda: Ax 
Dx

• Exemplo: Uma pessoa com idade de 35 anos assina uma apólice de


um seguro de vida inteira ou um seguro por falecimento e deixou
consignado que seus beneficiários deverão receber por ocasião de
seu falecimento R$ 300.000,00. Qual deverá ser o prêmio único
puro a ser pago? (Utilizar a Tábua AT-2000 a 6% ao ano.)

R.M x 300.000  M 35
Ax    27.129, 24
Dx D35
 Seguro Contra Morte Imediato e Vitalício

R.M x
Ax 
Dx

• Exercício. Um indivíduo de 25 anos deseja contratar um seguro


contra morte com vigência imediata e com capital segurado de R$
10.000,00. O capital segurado será pago quando ocorrer a morte do
segurado. Calcular o prêmio único e puro utilizando a CSO-58
6%a.a. R:998,57
 Seguro Contra Morte Diferido e Vitalício

M xn
n / Ax  .Q
Dx
• Exemplo: Um indivíduo de 40 anos deseja contratar hoje um
seguro que lhe garanta uma cobertura vitalícia, em caso de
morte, a partir dos seus 65 anos. O capital segurado desejado
é de R$30.000,00. Calcular o prêmio único e puro utilizando a
CSO-58 a 6%a.a.

M xm M 65
m / Ax  .Q  25 / A40  .30000  2.584, 78
Dx D40
 Seguro Contra Morte Imediato e Temporário

M x  M xn
/ n Ax  .Q
Dx
• Exemplo. Um indivíduo com 48 anos deseja contratar um
seguro contra morte no valor de R$ 10.000,00. Calcular o
prêmio único e puro utilizando a CSO-58 a 6%a.a. e sabendo
que a cobertura deve iniciar imediatamente e terminar
quando o indivíduo atingir 65 anos

M x  M xn M 48  M 65
/ n Ax  .Q  / 17 A48  .10000  1.307, 79
Dx D48
 Seguro Contra Morte Diferido e Temporário

M xn  M xnm
n / m Ax  .Q
Dx
• Exemplo. Um indivíduo de 30 anos deseja contratar um
seguro contra morte pagando um prêmio único e puro hoje,
que lhe garanta uma cobertura entre os seus 55 anos e 75
anos de idade. O capital segurado é de R$ 800.000,00.
Calcular o prêmio único e puro utilizando a CSO-58 a 6% a.a.

M xm  M x mn
m / n Ax  .Q
Dx
M 55  M 75
 25 / 20 A30  .800000  42.612,51
D30
 Seguro Dotal
• São aqueles que combinam sobrevivência e falecimento. São
seguros também chamados de mistos.
• Se houver falecimento no período contratado da apólice – em
qualquer época –, o beneficiário recebe o valor segurado, todavia,
se o segurado sobreviver àquele período contratado receberá a
importância segurada ou o dote.

• A representação algébrica ou notação será: A x:n


• Como o seguro é temporário, denomina-se também dotal-n, ou
seja, considerando-se o tempo de temporariedade. Exemplo: do-
tal-10, dotal-20, dotal-30. Sempre será misto, ou seja, envolve
sobrevivência e falecimento.

*Dotal é um adjetivo relativo a dote. É sinônimo de dotalício. No caso de seguro, entende-se


como um dote para si ou pagamento aos seus beneficiários nos casos respectivamente de
sobrevivência ou falecimento.
• Estes seguros são resultado da combinação de dois ou mais
seguros, com cobertura para morte e sobrevivência. Ele é originado
de plano temporário a capital constante e de um dotal-puro.

• O prazo é n do contrato. Se acontecer o falecimento, os


beneficiários recebem o valor segurado, mas se ele sobreviver ao
mesmo prazo, recebe para si – como dote – o mesmo valor.

• O seguro dotal é a formação de três seguros ao mesmo tempo:


Mx Dx  n
Vida inteira  Ax  Sobrevivência  n Ex 
Dx Dx
M xn
Vida inteira com diferimento  n Ax 
Dx
Ax  n Ax  A x:n  n Ex
 M x M x  n  Dx  n M x  M x  n  Dx  n
A x:n    ou A x:n 
 Dx Dx  Dx Dx

• Se for diferido então temos:

M x  m  M x  n m  Dx  n  m
m/ A x:n 
Dx
 Seguro Dotal ou Dote Puro (sem carência)

M x  M x  n  Dx  n
A x:n  .Q
Dx
• Exemplo:
• a) Empresário bem-sucedido até então, com 40 anos, resolve
precaver-se de riscos futuros e solicita que sua seguradora
proponha um seguro dotal misto para seus beneficiários nos
próximos 15 anos para a importância de R$ 400.000,00 de
valor segurado. Qual deverá ser o valor a ser pago de prêmio
puro? (AT-2000 a 6% ao ano.)
M x  M x  n  Dx  n
A x:n 
Dx
 M 40  M 55  D55 
A40:15   .400.000, 00  169.398,45
 D40 
• b) Supor agora que o empresário deseja que a vigência seja
para somente daqui a 10 anos. Fazer a formulação, calcular e
comparar valores com a solução anterior.

• Solução: m = 10 (diferimento)

M x  m  M x  n m  Dx  n  m
m/ A x:n 
Dx

 M 50  M 65  D65 
10 / A40:15   .400.000, 00  94.964,42
 D40 
Quadro Resumo
• Exercícios:

• 1. Calcule o valor do prêmio único e puro referente a um seguro


imediato vitalício contra morte contratado por uma pessoa que
possui 38 anos de idade. R: R$ 0,177137
• 2. João tem 25 anos de idade e deseja deixar para a sua família,
caso venha a falecer entre as idades de 30 e 40 anos, a importância
de R$ 250.000,00. Calcule o valor do prêmio único e puro que uma
determinada seguradora deverá cobrar de João para assumir a
operação descrita. R: R$ 3.360,69
• 3. Uma pessoa com 50 anos deseja contratar um seguro imediato
temporário contra morte, colocando a disposição dos beneficiários
o Capital Segurado de R$ 10.000,00, caso venha a falecer dentro
dos próximos 3 anos. Qual o valor do prêmio único e puro? R: R$
241,07
• 4. Alice, que possui 53 anos de idade, contratou um seguro contra a
morte com cobertura de 15 anos a partir da data que completar 57
anos. Se o valor do prêmio único e puro deste seguro é de R$
1.724,00, qual o valor do capital segurado por Alice? R: R$ 9.918,68
• 5. Fernanda possui 52 anos e contrata um determinado seguro com
capital segurado de R$ 20.000,00. Caso Fernanda venha a falecer
nos próximos 15 anos, o capital segurado será pago aos
beneficiários. Caso contrário, Fernanda receberá em vida o valor do
capital segurado. Calcular o prêmio único e puro deste seguro. R: R$
9.304,22
• 6. Uma pessoa com 38 anos deseja fazer um seguro imediato
vitalício contra morte, dispondo de R$ 5.000,00 para pagar como
prêmio único e puro. Qual deverá ser o valor do Capital Segurado
neste seguro? R: R$ 28.226,79
• 7. Calcule o prêmio único e puro que deverá ser pago para subscrição
da seguinte modalidade de seguro: Cobertura contra morte, imediata e
temporária por 3 anos. Idade atual do proponente é de 35 anos, e o
Capital Segurado é de R$ 100.000,00. R: R$ 705,05
• 8. Godofredo tem 30 anos de idade e possui R$ 1.000,00 para
contratar um seguro contra morte. A cobertura desejada terá início
quando Godofredo atingir 50 anos de idade e, a partir de então, se
manterá em caráter vitalício. Tendo em vista estes aspectos,
considerando que o pagamento do prêmio único e puro será feito
neste instante, calcule qual deverá ser o valor do Capital Segurado.
R: R$ 11.694,97
• 9. Everaldo tem 25 anos de idade e deseja deixar para a sua família,
quando falecer, uma certa importância em dinheiro. Ele possui R$
1.000,00 para utilizar na compra de um seguro imediato vitalício contra
morte. Qual será o valor da Capital Segurado que uma determinada Cia
Seguradora poderá oferecer a Everaldo para a efetivação do referido
seguro. R: R$ 10.014,32
• 10. Uma pessoa com 40 anos deseja contratar um seguro temporário
contra morte pelo período de 1 ano. O Capital Segurado desejado é de R$
200.000,00. Qual o valor do prêmio único e puro? R: R$ 666,04

• 11. Luciano tem atualmente 25 anos e deseja contratar um seguro diferido


e vitalício contra morte. Sua intenção é de assegurar a sua família um
benefício no valor de R$ 70.000,00 caso venha a falecer a partir dos seus
60 anos de idade. Calcule o prêmio único e puro que deverá ser pago por
Luciano. R: R$ 3.142,96

• 12. Um indivíduo com 35 anos contrata um determinado seguro com


capital segurado de R$ 100.000,00. Caso o segurado venha a falecer nos
próximos 20 anos, o capital segurado será pago aos beneficiários. Caso
contrário, o segurado receberá em vida o valor do capital segurado.
Calcular o prêmio único e puro utilizando a CSO-58 a 6% a.a. R: R$
33.201,19
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências – Introdução à Ciência Atuarial – 02/2018
Professor: Iuri Jauris

Trabalho 3
Data: 23/11/2018 Nota:
Nome: Carolina Rocha e Rogério Feijó
Para todas as questões abaixo utilizamos a Tábua CSO-58

ATENÇÃO:
• Este trabalho poderá ser realizado em grupos de até 3 componentes
• Todos os resultados devem conter o processo de cálculo.
• O trabalho poderá ser entregue pessoalmente na sexta-feira dia 23/11

Exercícios:
1. Roberto1 tem 43 anos de idade e deseja receber R$ 200.000,00 de uma Seguradora caso
esteja vivo ao completar os 65 anos de idade. A Seguradora cobrará de Roberto, um prêmio
único e puro de seguro. Qual prêmio de seguro que a seguradora deverá cobrar para assumir a
operação?

Risco de Sobrevivência: nEx = Dx+n .Q  22E43 = D65 .200.000 = 15.404,99x200.000


Dx D43 74.569,64

22E43 = R$ 41.317,06

2. Rafael possui 58 anos de idade, e pretende contratar uma aposentadoria anual de R$


15.000,00, a ser recebida imediatamente no final de cada ano até os 70 anos de idade. Qual o
valor do prêmio único e puro para esta aposentadoria?

Renda Imediata Temporária postecipada: / näx = Nx+1 – Nx+n+1 x R


Dx
/ 12ä58 = N59 – N71 x 15.000 = 260.536,33 – 61.496,96 x 15000 = R$ 109.839,17
27.181,47 27.181,47

12ä58 = R$ 109.839,17

3. André possui R$ 10.000,00 e com este valor pagou um prêmio único e puro de um seguro,
que lhe promete pagar uma quantia monetária caso alcance com vida a idade de 77 anos. Se
hoje André possui 43 anos de idade, calcule o valor monetário a ser recebido por ele.

Risco de Sobrevivência: nEx = Dx+n .Q


Dx
10.000 = D77 x Q  Q = 10.000 x 74.569,64 = 187.971,72
Dx 3.967,07

Q = R$ 187.971,72
4. Carlos Eduardo tem 72 anos de idade e deseja contratar uma aposentadoria a ser recebida
imediatamente no início de cada ano, durante 10 anos. Sabe-se que Carlos Eduardo possui R$
45.000,00 e deseja comprar, com a totalidade deste recurso, a referida aposentadoria. Calcule
o valor da aposentadoria anual de Carlos Eduardo.

Renda Imediata temporária antecipada = / näx = Nx – Nx+n x R


Dx
R = näx x D72 = 45.000 x 7.571,60 = R$ 7.586,45
(Nx – Nx+n) 53011,57 – 8099,64

R = R$ 7.586,45

5. João tem 68 anos de idade e deseja começar a receber imediatamente uma renda anual, a
ser recebida no início de cada ano. Se João possui R$ 185.000,00 para pagar pelo prêmio
único e puro desta aposentadoria, qual o valor da aposentadoria anual que deverá ser
oferecido para João? R$ 23.106,42

Renda Imediata Vitalícia Antecipada: äx = Nx x R


Dx

R = D68 x ä68 = 11.628,74 x 185.000 = R$ 23.106,42


N68 93.104,76

R = R$ 23.106,42

6. Maria tem 45 anos de idade e deseja receber uma renda anual no valor de 80% do seu
salário atual. A referida renda desejada por Maria teria início quando completados os seus 65
anos de idade, com recebimentos no início de cada ano e em caráter vitalício. Calcule o
prêmio único e puro devido sabendo que o salário atual de Maria é de R$ 1.200,00.

Renda Diferida Vitalícia Antecipada = n / äx = Nx+n x R


Dx
R = 80% x 1200 = R$ 960,00
20 ä45 = N65 x 960 = 135.395,25x960 = R$ 1.977,14
D45 65.741,03
20 ä45 = R$ 1.977,14

7. Ricardo tem 30 anos e deseja receber no início de cada ano, após completar 68 anos de
idade, uma aposentadoria anual de R$ 10.000,00, até completar 80 anos. Qual o valor do
prêmio único e puro que Ricardo deverá pagar hoje para ter direito à referida cobertura?

Renda Diferida Temporária Antecipada = m / näx = Nx+m – Nx+n+m x R


Dx
38 / 12ä30 = N68 – N80 x R  (93.104,76 – 12.666,54) x 10.000 = R$ 4.873,20
D30 165.062,60

38 / 12ä30 = R$ 4.873,20
8. Calcule o valor atual ou prêmio único e puro decorrente de uma renda de R$ 1.350,00,
anual, imediata vitalícia postecipada para uma pessoa com 30 anos.

Renda Imediata Vitalícia Postecipada = ax = Nx+1 x R


Dx
A30 = N31 x 1.350 = 2.390.422,52 x 1350 = R$ 19.550,59
D30 165.062,60

A30 = R$ 19.550,59

9. Uma pessoa com 47 anos deseja contratar uma aposentadoria anual, a prêmio único e puro
de R$ 30.000,00, que lhe garanta uma renda a ser recebida no final de cada ano, durante 15
anos. Qual o valor da renda anual, considerando que ela começará a ser recebida a partir dos
70 anos de idade?

Renda Diferida Temporária postecipada: m / nax = Nx+m+1 – Nx+n+m+1 x R


Dx

R= 23 / 15a47 x D47 = 30.000 x 57.856,97 = R$ 29.602,93


(N47+23+1 – N47+15+23+1) 61.496,96 – 2.863,94

R = R$ 29.602,93

10. João tem 25 anos de idade e deseja deixar para a sua família, caso venha a falecer entre as
idades de 30 e 40 anos, a importância de R$ 250.000,00. Calcule o valor do prêmio único e
puro que uma determinada seguradora deverá cobrar de João para assumir a operação
descrita.

Seguro contra Morte Diferido e Temporário: m / n Ax = Mx+m – Mx+m+n x Q


Dx
5 / 10 A25 = M35 – M40 x Q = 20.412,50 – 17.413,27 x 250.000= R$ 3.360,69
D35 223.110,98

5 / 10 A25 = R$ 3.360,69

11. Uma pessoa com 50 anos deseja contratar um seguro imediato temporário contra morte,
colocando à disposição dos beneficiários o Capital Segurado de R$ 10.000,00, caso venha a
falecer dentro dos próximos 3 anos. Qual o valor do prêmio único e puro?

Seguro Contra a Morte Imediato e temporário = /n Ax = Mx – Mx+n x Q


Dx
/3 A50 = M50 – M53 x 10.000 = (14.113,99 – 12.967,24) x 10.000 =
D50 47.569,11

/3 A50 = R$ 241,07
12. Fernanda possui 52 anos e contrata um determinado seguro com capital segurado de R$
20.000,00. Caso Fernanda venha a falecer nos próximos 15 anos, o capital segurado será pago
aos beneficiários. Caso contrário, Fernanda receberá em vida o valor do capital segurado.
Calcular o prêmio único e puro deste seguro.

Seguro Dotal SEM carência = A [x:n] = Mx – Mx+n + Dx+n x Q


Dx

A [52:15] = M52 – M67 + D67 x Q = (13.358,14 - 6.848,51 + 12.813,91) x 20.000 = R$ 9.304,22


D52 41.601,63

A [52:15] = R$ 9.304,22

13. Uma pessoa com 38 anos deseja fazer um seguro imediato vitalício contra morte,
dispondo de R$ 5.000,00 para pagar como prêmio único e puro. Qual deverá ser o valor do
Capital Segurado neste seguro?

Seguro contra morte Imediato e Vitalício = Ax = Mx x R


Dx
R = A38 x D38 = 5.000 x 101.586,46 = R$ 28.226,79
M38 17.994,69

R = R$ 28.226,79

14. Calcule o prêmio único e puro que deverá ser pago para subscrição da seguinte
modalidade de seguro: Cobertura contra morte, imediata e temporária por 3 anos. Idade atual
do proponente é de 35 anos, e o Capital Segurado é de R$ 100.000,00.

Seguro contra Morte Imediata e Temporária = / n Ax = Mx – Mx+n x Q


Dx
/ 3 A35 = M35 – M38 x Q = 18.854,55 – 17.994,69 x 100.000 = R$ 705,05
D35 121.958,09

/ 3 A35 = R$ 705,05

15. Everaldo tem 25 anos de idade e deseja deixar para a sua família, quando falecer, uma
certa importância em dinheiro. Ele possui R$ 1.000,00 para utilizar na compra de um seguro
imediato vitalício contra morte. Qual será o valor da Capital Segurado que uma determinada
Cia Seguradora poderá oferecer a Everaldo para a efetivação do referido seguro.

Seguro Contra Morte Imediato e Vitalício = Ax = Mx x R


Dx
R = Ax x Dx = 1.000 x 223.110,98 = R = R$ 10.014,32
Mx 22.279,20

R = R$ 10.014,32
16. Uma pessoa com 40 anos deseja contratar um seguro temporário contra morte pelo
período de 1 ano. O Capital Segurado desejado é de R$ 200.000,00. Qual o valor do prêmio
único e puro?

Seguro Contra Morte Imediato e Temporário = / n Ax = Mx – Mx+n x Q


Dx
= / 1 A40 = M40 – M41 x Q = (17.413,27 – 17.114,07) x 200.000 = R$ 666,04
D40 89.846,49

/ 1 A40 = 666,04

17. Luciano tem atualmente 25 anos e deseja contratar um seguro diferido e vitalício contra
morte. Sua intenção é de assegurar a sua família um benefício no valor de R$ 70.000,00 caso
venha a falecer a partir dos seus 60 anos de idade. Calcule o prêmio único e puro que deverá
ser pago por Luciano.

Seguro de Morte Diferido Vitalício: n / Ax = Mx+n x Q


Dx
35 / A25 = M60 x Q = 10.017,56 x 70.000 = R$ 3.142,96
D25 223.110,98

35 / A25 = R$ 3.142,96

18. Um indivíduo com 35 anos contrata um determinado seguro com capital segurado de R$
100.000,00. Caso o segurado venha a falecer nos próximos 20 anos, o capital segurado será
pago aos beneficiários. Caso contrário, o segurado receberá em vida o valor do capital
segurado. Calcular o prêmio único e puro utilizando a CSO-58 a 6% a.a.

Seguro Dotal SEM carência = A [x:n] = Mx – Mx+n + Dx+n x Q


Dx

A [35:20] = M35 – M55 + D55 x Q = (18.854,55 – 12.161,01 + 33.798,00) x 100.000 = R$ 33.201,19


D35 121.958,09

A [35:20] = R$ 33.201,19
INTRODUÇÃO À CIÊNCIA ATUARIAL
Nome: Data: 21/09/2018

LEIA ATENTAMENTE
• Todas as respostas devem conter justifica e/ou desenvolvimento, caso contrário
serão anuladas
• Não é permitido qualquer tipo de consulta, exceção do formulário fornecido.
• Celulares e quaisquer outros dispositivos eletrônicos não são permitidos, a
exceção para calculadora
• As respostas finais devem, estar à caneta. Em caso de respostas a lápis não será
possível recorrer da correção da prova.

1) (3,5 pontos) Para cada uma alternativa abaixo, marque Verdadeiro (V) ou Falso (F),
Justifique as falsas:
(V) O título de capitalização é uma forma de acumulação de capital, segundo cláusulas e
regras aprovadas e mencionadas no próprio título (condições gerais), e que pode oferecer a
possibilidade de o subscritor participar de sorteios
(F) Um dos principais atrativos de um título de capitalização, é a sua remuneração ser maior
do que a da poupança, embora esse investimento tenha desvantagem de permitir apenas o
Resgate do valor total pago ao final de determinado prazo. (será sempre inferior ao capital
constituído por aplicações idênticas na caderneta de poupança).
(F) Uma das características de um contrato de seguro é a Boa-Fé. Isso deve-se ao fato de que,
tal qual um documento público, é proibido por lei negar fé a esse tipo de documento.
(V) O valor em risco declarado (VRD) é o valor declarado pelo segurado para o objeto de
seguro. Esse valor poderá ser menor que o Valor Atual, desde que o objeto do seguro tenha
sofrido valorização
(F) O seguro garantia é utilizado como forma de estender a garantia de produtos vendidos no
Comércio. (É um tipo de seguro destinado aos órgãos públicos e às empresas privadas com o
objetivo de garantir o fiel cumprimento das obrigações contratuais estipuladas pelas partes,
conforme descrito na apólice.)
(V) O seguro vida em grupo tem como objetivo garantir indenização aos beneficiários que se
Organizam em grupos ou sociedades, com intuito de mitigar os danos causados. Um exemplo
Pode ser aplicado a um conjunto residencial (habitacional) onde é possível contratar um
seguro contra incêndios ou danos causados por eventos da natureza (vendavais, alagamentos,
etc.). (se estiver errado esse daqui é o seguro contra incêndio e não)
(V) O seguro DPVAT tem como finalidade de amparar as vítimas de acidentes de trânsito,
Quando houver danos físicos envolvidos, sendo o beneficiário somente a pessoa que
apresentar comprovadamente danos físicos decorrentes do sinistro.

2) (1,5 pontos) com suas palavras, explique o que é.


a) mutualismo
Princípio em que os indivíduos se organizam em grupos com o interesse de proteger-se
de prejuízos decorrentes de tragédias ou perdas em determinado sinistro.
b) cosseguro e retrocessão
Cosseguro: Operação que consiste na repartição de um mesmo risco, de um mesmo
segurado, entre duas ou mais seguradoras, que respondem, isoladamente, perante o segurado,
pela parcela de responsabilidade que assumiram.
retrocessão:
Retrocessão: Operação feita pelo ressegurador e que consiste na cessão de parte das
responsabilidades por ele aceitas a um ou mais resseguradores, sendo, em resumo, o
resseguro do ressegurador.
c) seguro fidelidade
Tem por objetivo reembolsar o segurado de prejuízos que venha a sofrer em
consequência de roubo, furto, apropriação indébita ou quaisquer outros delitos cometidos
contra o seu patrimônio, por seus empregados.
3) (2,0 pontos) Uma loteria fará a seguinte premiação: Dois automóveis no valor de
R$45.000,00 cada; Cinco motocicletas no valor de R$ 10.000,00 cada e Dez televisores no
valor de R$ 1.500,00 cada. Serão comercializados 20.000 bilhetes, e o sorteio será realizado
daqui a 6 meses (utilize taxa de juros compostos de 2% a.m.) Qual o preço a ser cobrado pelo
bilhete, considerando um carregamento de 20% sobre o preço de venda?
E [preço por bilhete] = Q.p.vt
Q [ganho possível] = 2x45.000+5x10.000+10x1.500 = R$ 155.000,00
P[possibilidade] = 1/ (nº bilhetes) = 1÷20.000 = 0,00005
v [atualização financeira] = 1/(1+i)6 = 1/ (1,02)6
t [período] =6 meses, i[juros] = 2% a.m.
PE [puro] = 155.000x0,00005x [/ (1,02)8]= R$ 6,88 (SEM CARREGAMENTO)
Ic=20% = 0,02
P comercial = PE÷(1-i) = 6,88÷ (1-0,20) = R$ 8,60
4) (1,0 pontos) Um agricultor, para diminuir eventuais perdas na sua safra de soja, contratou
um seguro contra seca, nas seguradoras A e B, com importância segurada (IS) de R$
200.000,00 e R$ 300.000,00, respectivamente. Tendo ocorrido um sinistro com prejuízos
indenizáveis calculados de R$ 100.000,00, devido a perda de parte da safra, e sabendo que o
Valor em Risco (VR) era de R$ 400.000,00 quanto caberá de indenização para cada
seguradora?
INDENIZAÇÃO = (IS/VR) x PREJUÍZO
A = (200.000,00÷400.000,00) x100.000,00 = R$ 50.000,00
B = (300.000,00÷400.000,00) x100.000,00 = R$ 75.000,00
Como 50.000,00+75.000,00 = 125.000,00, deveremos fazer o rateio proporcional da
indenização total, ou seja:
INDENIZAÇÃO DE A= (50.000,00÷125.000,00) x 100.000,00 = R$ 40.000,00
INDENIZAÇÃO DE B = (75.000,00÷125.000,00) x 100.000,00 = R$ 60.000,00

5) (2,0 pontos) Uma carteira possui 500 veículos segurados, considere a importância
segurada (IS) de R$ 50.000 cada veículo no ato da contratação. Segundo cálculos da
seguradora indenização total (número médio de sinistros na carteira x custo médio do
sinistro) para essa carteira é de R$ 400.000,00. Considerando que a seguradora cobre ainda
taxas de carregamento como, despesas administrativas = 15%, comissão de Corretagem =
10%, lucro = 6% e mais o custo da Apólice de R$ 50,00; determine o prêmio comercial para
um veículo nessa carteira. Determine ainda o prêmio bruto, considerando o valor de
IOF de 7%.
Utilizando o seguro de Automóveis:
Taxa de risco (TR) = valor total da indenização x 100 / (unidades expostas à risco x IS);
TR = [400.000 ÷ (500x50.000)]x100 = 1,60%
Prêmio de Risco ou Prêmio puro (PR) = TR x IS
PR= 1,60% x 50.000 = R$ 800,00
Prêmio Comercial P co = PR÷(1-carregamento) + Custo da Apólice
P CO = 800÷ (1– 0,15 – 0,10 – 0,06) + 50 = R$ 1.209,42
Prêmio Bruto = PCO x IOF = R$ 1.209,42 x 1,07 = R$ 1.294,08
Formulário de Introdução às Ciências Atuariais

Preço puro ou de custo


P pu = Q.p.v.t v= 1___ = (1+i) -1 (Fator de Descapitalização)
1+i
Preço comercial ou de venda: P co = P pu + Carregamento
Sobre o preço puro ou de custo: P co = P pu .(1+i)
Sobre o preço comercial ou de venda: Pco = _Ppu_
(1-i)
Seguro a primeiro risco relativo
P co = IS x taxa de juros x coeficiente de agravação[tabela];
Indenização = (VRD/VRA) x prejuízo ou, VRA = VR = VA = [valor do risco apurado]
Indenização = [(VRD/VRA x r)] x prejuízo ou, r = fator redutor (consultar tabela)
Concorrência de apólices: Indenização = (IS/VR) x prejuízo.
Seguro de automóvel
Taxa de risco (TR) = valor total da indenização x 100 / (unidades expostas à risco x IS);
Prêmio de risco ou prêmio puro (PR) = TR x IS;
Prêmio Comercial Pco = Prêmio de risco + Custo da apólice;
(1 – carregamento)
Em caso de fracionamento do prêmio e pagamentos com ou sem entrada, custo da apólice é
paga na 1ª prestação.
Na Hp-12C BEG: Sistema antecipado. END: Sistema postecipado.

Probabilidades: lx
D x = lx – 1 x+1  n d x = l x + l x+n Tabela Relação (Is/Vr) [%] Coeficiente
Seguro a primeiro risco relativo
q x = l x – l x+1 = d x
lx lx 80,00% = 1,16
75,00% = 1,21
p x = l x+1  n p x = l x+n
66,67% = 1,30
lx lx
60,00% = 1,37
𝑒𝑒𝑥𝑥0 = T x_ onde T x = d x + ∑𝜔𝜔
𝑧𝑧=𝑥𝑥+1 𝑙𝑙𝑙𝑙 50,00% = 1,50
Lx 2
n / q x = d x+n
lx
/ m Q x = lx – l x+m
lx
n/ m Q x = l x+n – l x+n+m ou n/ m Qx = n p x –
n+m p x
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências – Introdução à Ciência Atuarial – 02/2018
Professor: Iuri Jauris

PROVA P2
Nome: Data: 23/11/2018

• Todas as respostas devem conter justifica e/ou desenvolvimento, caso contrário


serão anuladas
• Não é permitido qualquer tipo de consulta, exceção do formulário fornecido.
• Celulares e quaisquer outros dispositivos eletrônicos não são permitidos, a exceção
para calculadora
• As respostas finais devem, estar à caneta. Em caso de respostas a lápis não será
possível recorrer da correção da prova.

Q.1) (1,0) O instrumento que mede a mortalidade ou a sobrevivência de uma determinada


população é denominado:
(A) Tábua de Comutação.
(B) Tábua de população a juros compostos.
(C) Tábua de população a juros simples.
(D) Tábua de Salvação da população ativa.
(E) Tábua de Mortalidade.
Q.2) (1,0) O valor ômega (ω) de uma tábua de mortalidade (ou sobrevivência) é definida
como:
(A) Raiz quadrada de l x
(B) lx – dx.
(C) a idade inicial da tábua.
(D) a idade final da tábua.
(E) a idade média da tábua
Q.3) (1,0) Na tábua a seguir, os valores de l 1 , p 2 e d 3 são, respectivamente
X lx dx px
0 10.000 1.000 0,9
1 9.000 2.000 0,78
2 7.000 3.500 0,5
3 3.500 1.500
4 2.000
lx+1 = lx – dx = 10.000 – 1.000 = l1 = 9.000
npx = lx+n = 1p0 = _l0+1__= _9.000 = p0 = 0,90
lx l0 10.000
dx = lx – lx+1 = d1 = l1 – l2 = 9.000 – 7.000 = d1 = 2.000
Para os exercícios abaixo considere os dados da tábua CSO-58 A 6%a.a
Q.4 (1,0 ponto) considerando um indivíduo de idade 45 anos qual a probabilidade de ele falecer
entre as idades de 60 e 70 anos?
m / nQx = lx+m – lx+m+n ou m / nQx = mpx – m+npx
lx
x = 45; x+m = 60; x + n + m = 70; m = 15, n = 10

15 / 10Q50 = l 45+15 – l45+15+10 = 15 / 20Q50 = l60 – l70 = 769.869,59 – 559.201,06 = 23,28%


l50 l45 904.899,65

Q.5) (1,5 ponto) Determinar a probabilidade de falecer em 10 anos ao menos uma das pessoas de
50 e 60 anos de idade.
/ nQxy =1 – npxy
npxy = npx x npy = lx+n x ly+n = l60 x l70 = 769.869,59 x 559.201,06 = (1 – 0,638) = 36,18%
lx ly l50 l60 876.230,36 769.869,59

Q.6) (1,5 ponto) Moisés possui 25 anos de idade e deseja contratar uma renda anual de R$
16.000,00, a ser recebida anualmente até os 50 anos, no início de cada ano. Qual o valor do prêmio
único e puro que deverá ser cobrado por esta renda imediata de Moisés?

Renda Imediata temporária antecipada: = / n ä x = N x – N x+n x R


Dx
= / 25 ä 25 = N 25 – N 50 x 16.000 = 3.548.028,24 – 591.040,51 x 16000 = R$ 212.055,02
D 25 223.110,98

Q.7) (1,5 ponto) Fred tem 45 anos de idade e dispõem de R$ 5.000,00 para contratar um seguro
contra morte. A cobertura desejada terá início quando Fred atingir 50 anos de idade e, a partir de
então, se manterá em caráter vitalício. Tendo em vista estes aspectos, considerando que o
pagamento do prêmio único e puro será feito neste instante, calcule qual deverá ser o valor do
Capital Segurado.

Seguro Contra Morte Diferido Vitalício: n / A x = M x+n x R


Dx
R=?
R = A x+n x D x = A 50 x D 45 = 5.000 x 65.741,03 = R$ 23.289,31
M x+n M 50 14.113,99

Q.8) (1,5 ponto) João tem 35 anos de idade e deseja deixar para sua família, caso venha a falecer
entre as idades de 40 e 50 anos, a importância de R$ 100.000,00. Calcule o valor do prêmio único
e puro que uma determinada seguradora deverá cobrar de João para assumir a operação descrita.

Seguro Contra Morte Diferido Temporário: m / n A x = M x+m – M x+m+n x Q


Dx
/ A
5 10 35 = M 40 – M 50 x Q = 17.413,27 – 14.113,99 x 100.000= R$ 3.360,69
D 35 121.958,09

5 / 10 A 35 = R$ 2.705,25
94

TÁBUA DE MORTALIDADE / COMUTAÇÃO / AT-2000 MALE


TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE, TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE, TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE,
TÁBUA DE MORTALIDADE AT-2000-MALE
x a 6% a.a. a 5% a.a. a 0% a.a. x
lx dx qx px exO Dx Nx Mx Dx Nx Mx Dx Nx Mx
0 1.000.000,000 2.311,000 0,00231 0,99769 80,07 1.000.000,000 17.305.955,664 20.417,604 1.000.000,000 20.317.674,536 32.491,689 1.000.000,000 80.569.109,113 1.000.000,000 0
1 997.689,000 903,906 0,00091 0,99909 79,25 941.216,038 16.305.955,664 18.237,415 950.180,000 19.317.674,536 30.290,736 997.689,000 79.569.109,113 997.689,000 1
2 996.785,094 502,380 0,00050 0,99950 78,32 887.135,185 15.364.739,626 17.432,942 904.113,464 18.367.494,536 29.470,867 996.785,094 78.571.420,113 996.785,094 2
3 996.282,714 406,483 0,00041 0,99959 77,36 836.498,178 14.477.604,441 17.011,134 860.626,467 17.463.381,072 29.036,892 996.282,714 77.574.635,019 996.282,714 3
4 995.876,231 355,528 0,00036 0,99964 76,40 788.827,252 13.641.106,263 16.689,161 819.309,840 16.602.754,605 28.702,477 995.876,231 76.578.352,305 995.876,231 4
5 995.520,703 322,549 0,00032 0,99968 75,42 743.910,982 12.852.279,011 16.423,490 780.016,520 15.783.444,765 28.423,912 995.520,703 75.582.476,075 995.520,703 5
6 995.198,154 299,555 0,00030 0,99970 74,45 701.575,429 12.108.368,030 16.196,106 742.632,185 15.003.428,245 28.183,221 995.198,154 74.586.955,372 995.198,154 6
7 994.898,600 284,541 0,00029 0,99971 73,47 661.664,391 11.406.792,601 15.996,885 707.055,860 14.260.796,060 27.970,333 994.898,600 73.591.757,217 994.898,600 7
8 994.614,059 326,233 0,00033 0,99967 72,49 624.033,165 10.745.128,210 15.818,361 673.193,945 13.553.740,200 27.777,745 994.614,059 72.596.858,618 994.614,059 8
9 994.287,825 359,932 0,00036 0,99964 71,51 588.517,436 10.121.095,045 15.625,264 640.926,797 12.880.546,255 27.567,452 994.287,825 71.602.244,559 994.287,825 9
10 993.927,893 387,632 0,00039 0,99961 70,54 555.004,144 9.532.577,609 15.424,279 610.185,507 12.239.619,457 27.346,485 993.927,893 70.607.956,734 993.927,893 10
11 993.540,261 410,332 0,00041 0,99959 69,57 523.384,616 8.977.573,465 15.220,080 580.902,414 11.629.433,951 27.119,844 993.540,261 69.614.028,841 993.540,261 11
12 993.129,929 428,039 0,00043 0,99957 68,60 493.555,149 8.454.188,850 15.016,157 553.011,906 11.048.531,537 26.891,356 993.129,929 68.620.488,580 993.129,929 12
13 992.701,890 442,745 0,00045 0,99955 67,62 465.417,383 7.960.633,701 14.815,476 526.451,007 10.495.519,632 26.664,358 992.701,890 67.627.358,651 992.701,890 13
14 992.259,145 454,455 0,00046 0,99954 66,65 438.877,177 7.495.216,317 14.619,649 501.158,295 9.969.068,625 26.440,742 992.259,145 66.634.656,761 992.259,145 14
15 991.804,690 466,148 0,00047 0,99953 65,68 413.845,444 7.056.339,141 14.430,021 477.075,014 9.467.910,329 26.222,141 991.804,690 65.642.397,616 991.804,690 15
16 991.338,542 476,834 0,00048 0,99952 64,72 390.236,733 6.642.493,696 14.246,524 454.143,608 8.990.835,315 26.008,593 991.338,542 64.650.592,926 991.338,542 16
17 990.861,708 490,477 0,00050 0,99951 63,75 367.970,782 6.252.256,963 14.069,445 432.309,681 8.536.691,707 25.800,552 990.861,708 63.659.254,384 990.861,708 17
18 990.371,232 505,089 0,00051 0,99949 62,78 346.970,412 5.884.286,181 13.897,609 411.519,703 8.104.382,026 25.596,749 990.371,232 62.668.392,676 990.371,232 18
19 989.866,142 522,649 0,00053 0,99947 61,81 327.163,639 5.537.315,769 13.730,671 391.723,645 7.692.862,323 25.396,868 989.866,142 61.678.021,444 989.866,142 19
20 989.343,493 543,150 0,00055 0,99945 60,84 308.481,978 5.210.152,131 13.567,706 372.873,157 7.301.138,678 25.199,887 989.343,493 60.688.155,302 989.343,493 20
21 988.800,343 566,583 0,00057 0,99943 59,88 290.860,963 4.901.670,153 13.407,936 354.922,333 6.928.265,520 25.004,928 988.800,343 59.698.811,809 988.800,343 21
22 988.233,761 591,952 0,00060 0,99940 58,91 274.239,906 4.610.809,190 13.250,706 337.827,584 6.573.343,187 24.811,241 988.233,761 58.710.011,465 988.233,761 22
23 987.641,809 619,251 0,00063 0,99937 57,94 258.561,921 4.336.569,284 13.095,735 321.547,833 6.235.515,603 24.618,519 987.641,809 57.721.777,705 987.641,809 23
24 987.022,557 648,474 0,00066 0,99934 56,98 243.773,398 4.078.007,364 12.942,793 306.044,022 5.913.967,770 24.426,509 987.022,557 56.734.135,896 987.022,557 24
25 986.374,084 676,653 0,00069 0,99931 56,02 229.823,811 3.834.233,965 12.791,699 291.279,001 5.607.923,748 24.235,013 986.374,084 55.747.113,339 986.374,084 25
26 985.697,431 703,788 0,00071 0,99929 55,06 216.666,181 3.604.410,155 12.642,964 277.218,270 5.316.644,747 24.044,711 985.697,431 54.760.739,255 985.697,431 26
27 984.993,643 726,925 0,00074 0,99926 54,09 204.256,114 3.387.743,974 12.497,021 263.828,891 5.039.426,477 23.856,202 984.993,643 53.775.041,824 984.993,643 27
28 984.266,718 746,074 0,00076 0,99924 53,13 192.552,239 3.183.487,860 12.354,813 251.080,177 4.775.597,586 23.670,768 984.266,718 52.790.048,181 984.266,718 28
29 983.520,644 761,245 0,00077 0,99923 52,17 181.515,362 2.990.935,621 12.217,120 238.942,722 4.524.517,409 23.489,512 983.520,643 51.805.781,463 983.520,643 29
30 982.759,399 770,483 0,00078 0,99922 51,21 171.108,368 2.809.420,258 12.084,579 227.388,362 4.285.574,687 23.313,377 982.759,399 50.822.260,820 982.759,399 30
95

TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE, TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE, TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE,


TÁBUA DE MORTALIDADE AT-2000-MALE
x a 6% a.a. a 5% a.a. a 0% a.a. x
lx dx qx px exO Dx Nx Mx Dx Nx Mx Dx Nx Mx
31 981.988,915 774,789 0,00079 0,99921 50,25 161.296,433 2.638.311,891 11.958,024 216.390,562 4.058.186,325 23.143,594 981.988,915 49.839.501,421 981.988,915 31
32 981.214,126 774,178 0,00079 0,99921 49,29 152.046,387 2.477.015,458 11.837,964 205.923,647 3.841.795,763 22.980,992 981.214,126 48.857.512,506 981.214,126 32
33 980.439,948 774,548 0,00079 0,99921 48,33 143.326,813 2.324.969,072 11.724,790 195.963,022 3.635.872,116 22.826,255 980.439,948 47.876.298,380 980.439,948 33
34 979.665,400 774,915 0,00079 0,99921 47,37 135.107,156 2.181.642,259 11.617,971 186.484,011 3.439.909,093 22.678,816 979.665,400 46.895.858,432 979.665,400 34
35 978.890,485 775,281 0,00079 0,99921 46,41 127.358,760 2.046.535,103 11.517,151 177.463,335 3.253.425,082 22.538,331 978.890,485 45.916.193,032 978.890,485 35
36 978.115,204 776,624 0,00079 0,99921 45,44 120.054,615 1.919.176,343 11.421,992 168.878,842 3.075.961,747 22.404,473 978.115,204 44.937.302,547 978.115,204 36
37 977.338,580 804,350 0,00082 0,99918 44,48 113.169,143 1.799.121,728 11.332,064 160.709,288 2.907.082,905 22.276,769 977.338,580 43.959.187,343 977.338,580 37
38 976.534,231 851,538 0,00087 0,99913 43,51 106.675,476 1.685.952,584 11.244,198 152.930,499 2.746.373,617 22.150,803 976.534,231 42.981.848,763 976.534,231 38
39 975.682,693 922,020 0,00095 0,99906 42,55 100.549,486 1.579.277,108 11.156,442 145.521,089 2.593.443,117 22.023,798 975.682,693 42.005.314,532 975.682,693 39
40 974.760,673 1.016,675 0,00104 0,99896 41,59 94.768,365 1.478.727,622 11.066,802 138.460,545 2.447.922,028 21.892,829 974.760,673 41.029.631,839 974.760,673 40
41 973.743,997 1.137,333 0,00117 0,99883 40,63 89.310,870 1.383.959,257 10.973,553 131.729,648 2.309.461,483 21.755,292 973.743,997 40.054.871,167 973.743,997 41
42 972.606,664 1.285,786 0,00132 0,99868 39,68 84.157,127 1.294.648,387 10.875,143 125.310,274 2.177.731,835 21.608,758 972.606,664 39.081.127,169 972.606,664 42
43 971.320,878 1.461,838 0,00151 0,99850 38,73 79.288,558 1.210.491,260 10.770,184 119.185,347 2.052.421,561 21.450,987 971.320,878 38.108.520,505 971.320,878 43
44 969.859,040 1.663,308 0,00172 0,99829 37,79 74.687,951 1.131.202,703 10.657,610 113.339,022 1.933.236,214 21.280,154 969.859,040 37.137.199,627 969.859,040 44
45 968.195,732 1.886,045 0,00195 0,99805 36,86 70.339,492 1.056.514,751 10.536,770 107.756,805 1.819.897,193 21.095,034 968.195,732 36.167.340,587 968.195,732 45
46 966.309,687 2.123,949 0,00220 0,99780 35,93 66.228,746 986.175,259 10.407,505 102.425,614 1.712.140,388 20.895,119 966.309,687 35.199.144,854 966.309,687 46
47 964.185,738 2.374,790 0,00246 0,99754 35,00 62.342,618 919.946,514 10.270,174 97.333,793 1.609.714,774 20.680,708 964.185,738 34.232.835,168 964.185,738 47
48 961.810,949 2.635,362 0,00274 0,99726 34,09 58.668,932 857.603,896 10.125,315 92.470,533 1.512.380,981 20.452,391 961.810,949 33.268.649,429 961.810,949 48
49 959.175,587 2.904,384 0,00303 0,99697 33,18 55.196,396 798.934,963 9.973,662 87.825,870 1.419.910,448 20.211,087 959.175,587 32.306.838,481 959.175,587 49
50 956.271,203 3.184,383 0,00333 0,99667 32,28 51.914,397 743.738,568 9.815,988 83.390,413 1.332.084,578 19.957,814 956.271,203 31.347.662,894 956.271,203 50
51 953.086,820 3.475,908 0,00365 0,99635 31,39 48.812,757 691.824,171 9.652,898 79.154,974 1.248.694,165 19.693,347 953.086,820 30.391.391,691 953.086,820 51
52 949.610,912 3.779,451 0,00398 0,99602 30,50 45.881,827 643.011,414 9.484,954 75.110,758 1.169.539,191 19.418,416 949.610,912 29.438.304,871 949.610,912 52
53 945.831,461 4.096,396 0,00433 0,99567 29,62 43.112,469 597.129,587 9.312,681 71.249,350 1.094.428,432 19.133,710 945.831,461 28.488.693,959 945.831,461 53
54 941.735,065 4.424,271 0,00470 0,99530 28,75 40.495,990 554.017,118 9.136,530 67.562,637 1.023.179,083 18.839,823 941.735,065 27.542.862,498 941.735,065 54
55 937.310,793 4.758,727 0,00508 0,99492 27,88 38.024,283 513.521,128 8.957,049 64.043,074 955.616,446 18.537,529 937.310,793 26.601.127,433 937.310,793 55
56 932.552,067 5.096,397 0,00547 0,99454 27,02 35.689,843 475.496,846 8.774,927 60.683,740 891.573,372 18.227,865 932.552,067 25.663.816,640 932.552,067 56
57 927.455,670 5.435,818 0,00586 0,99414 26,17 33.485,658 439.807,003 8.590,922 57.478,194 830.889,632 17.912,021 927.455,669 24.731.264,573 927.455,669 57
58 922.019,852 5.776,454 0,00627 0,99374 25,32 31.405,093 406.321,345 8.405,772 54.420,299 773.411,438 17.591,183 922.019,852 23.803.808,904 922.019,852 58
59 916.243,397 6.133,333 0,00669 0,99331 24,47 29.441,830 374.916,252 8.220,156 51.504,149 718.991,138 17.266,475 916.243,397 22.881.789,052 916.243,397 59
60 910.110,064 6.525,489 0,00717 0,99283 23,64 27.589,384 345.474,421 8.034,228 48.723,219 667.486,990 16.938,124 910.110,064 21.965.545,655 910.110,064 60
61 903.584,575 6.970,251 0,00771 0,99229 22,80 25.841,102 317.885,037 7.847,609 46.070,356 618.763,771 16.605,414 903.584,575 21.055.435,591 903.584,575 61
62 896.614,324 7.484,936 0,00835 0,99165 21,98 24.190,343 292.043,935 7.659,554 43.538,066 572.693,415 16.266,951 896.614,324 20.151.851,016 896.614,324 62
63 889.129,387 8.084,854 0,00909 0,99091 21,16 22.630,568 267.853,592 7.469,044 41.118,676 529.155,349 15.920,802 889.129,387 19.255.236,692 889.129,387 63
96

TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE, TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE, TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE,


TÁBUA DE MORTALIDADE AT-2000-MALE
x a 6% a.a. a 5% a.a. a 0% a.a. x
lx dx qx px exO Dx Nx Mx Dx Nx Mx Dx Nx Mx
64 881.044,534 8.782,252 0,00997 0,99003 20,35 21.155,461 245.223,025 7.274,912 38.804,556 488.036,673 15.564,715 881.044,534 18.366.107,305 881.044,534 64
65 872.262,282 9.588,779 0,01099 0,98901 19,55 19.759,040 224.067,564 7.075,971 36.588,336 449.232,117 15.196,330 872.262,282 17.485.062,771 872.262,282 65
66 862.673,503 10.514,265 0,01219 0,98781 18,76 18.435,688 204.308,524 6.871,055 34.462,971 412.643,782 14.813,268 862.673,502 16.612.800,490 862.673,502 66
67 852.159,238 11.565,505 0,01357 0,98643 17,98 17.180,183 185.872,835 6.659,079 32.421,845 378.180,810 14.413,235 852.159,238 15.750.126,987 852.159,238 67
68 840.593,733 12.743,401 0,01516 0,98484 17,22 15.987,749 168.692,653 6.439,108 30.458,872 345.758,966 13.994,159 840.593,733 14.897.967,749 840.593,733 68
69 827.850,332 14.028,752 0,01695 0,98305 16,48 14.854,127 152.704,904 6.210,453 28.568,681 315.300,094 13.554,391 827.850,332 14.057.374,016 827.850,332 69
70 813.821,580 15.397,504 0,01892 0,98108 15,76 13.775,857 137.850,777 5.972,983 26.747,196 286.731,413 13.093,320 813.821,580 13.229.523,685 813.821,580 70
71 798.424,076 16.823,594 0,02107 0,97893 15,05 12.750,206 124.074,920 5.727,097 24.991,561 259.984,216 12.611,361 798.424,076 12.415.702,105 798.424,076 71
72 781.600,482 18.280,072 0,02339 0,97661 14,36 11.775,043 111.324,714 5.473,645 23.299,966 234.992,655 12.109,839 781.600,482 11.617.278,029 781.600,482 72
73 763.320,410 19.747,862 0,02587 0,97413 13,70 10.848,725 99.549,671 5.213,838 21.671,454 211.692,689 11.590,849 763.320,410 10.835.677,547 763.320,410 73
74 743.572,548 21.230,483 0,02855 0,97145 13,05 9.969,866 88.700,946 4.949,058 20.105,516 190.021,236 11.056,885 743.572,548 10.072.357,137 743.572,548 74
75 722.342,064 22.737,161 0,03148 0,96852 12,41 9.136,987 78.731,080 4.680,511 18.601,393 169.915,720 10.510,169 722.342,064 9.328.784,590 722.342,064 75
76 699.604,903 24.266,496 0,03469 0,96531 11,80 8.348,474 69.594,093 4.409,185 17.157,978 151.314,327 9.952,534 699.604,903 8.606.442,526 699.604,903 76
77 675.338,407 25.814,811 0,03823 0,96178 11,21 7.602,734 61.245,619 4.136,001 15.774,130 134.156,348 9.385,733 675.338,407 7.906.837,623 675.338,407 77
78 649.523,597 27.365,728 0,04213 0,95787 10,63 6.898,226 53.642,884 3.861,837 14.448,728 118.382,218 8.811,479 649.523,597 7.231.499,215 649.523,597 78
79 622.157,869 28.884,923 0,04643 0,95357 10,08 6.233,576 46.744,658 3.587,652 13.180,928 103.933,490 8.231,714 622.157,869 6.581.975,618 622.157,869 79
80 593.272,945 30.332,859 0,05113 0,94887 9,55 5.607,707 40.511,082 3.314,627 11.970,454 90.752,563 7.648,903 593.272,945 5.959.817,750 593.272,945 80
81 562.940,086 31.665,380 0,05625 0,94375 9,03 5.019,808 34.903,375 3.044,145 10.817,551 78.782,109 7.066,022 562.940,086 5.366.544,805 562.940,086 81
82 531.274,706 32.837,558 0,06181 0,93819 8,54 4.469,286 29.883,567 2.777,764 9.722,918 67.964,558 6.486,510 531.274,706 4.803.604,719 531.274,706 82
83 498.437,148 33.806,998 0,06783 0,93217 8,07 3.955,702 25.414,281 2.517,158 8.687,575 58.241,640 5.914,164 498.437,148 4.272.330,012 498.437,148 83
84 464.630,150 34.532,242 0,07432 0,92568 7,62 3.478,682 21.458,579 2.264,045 7.712,697 49.554,065 5.352,980 464.630,150 3.773.892,864 464.630,150 84
85 430.097,908 34.978,143 0,08133 0,91867 7,19 3.037,867 17.979,897 2.020,137 6.799,499 41.841,368 4.807,053 430.097,908 3.309.262,714 430.097,908 85
86 395.119,766 35.111,528 0,08886 0,91114 6,79 2.632,839 14.942,030 1.787,064 5.949,069 35.041,869 4.280,409 395.119,765 2.879.164,807 395.119,765 86
87 360.008,238 34.905,679 0,09696 0,90304 6,40 2.263,092 12.309,191 1.566,345 5.162,302 29.092,800 3.776,931 360.008,238 2.484.045,041 360.008,238 87
88 325.102,559 34.340,908 0,10563 0,89437 6,03 1.927,988 10.046,099 1.359,341 4.439,786 23.930,497 3.300,239 325.102,559 2.124.036,803 325.102,559 88
89 290.761,651 33.396,302 0,11486 0,88514 5,69 1.626,729 8.118,111 1.167,213 3.781,721 19.490,711 2.853,592 290.761,651 1.798.934,244 290.761,651 89
90 257.365,349 32.070,811 0,12461 0,87539 5,36 1.358,383 6.491,383 990,946 3.187,962 15.708,990 2.439,915 257.365,349 1.508.172,594 257.365,349 90
91 225.294,538 30.383,447 0,13486 0,86514 5,05 1.121,804 5.133,000 831,257 2.657,813 12.521,028 2.061,574 225.294,538 1.250.807,245 225.294,538 91
92 194.911,091 28.374,182 0,14558 0,85443 4,76 915,581 4.011,196 688,533 2.189,884 9.863,215 1.720,207 194.911,091 1.025.512,707 194.911,091 92
93 166.536,909 26.100,830 0,15673 0,84327 4,49 738,015 3.095,614 562,791 1.781,992 7.673,331 1.416,595 166.536,909 830.601,615 166.536,909 93
94 140.436,079 23.633,988 0,16829 0,83171 4,23 587,121 2.357,600 453,672 1.431,148 5.891,339 1.150,608 140.436,079 664.064,706 140.436,079 94
95 116.802,091 21.052,993 0,18025 0,81976 3,98 460,674 1.770,479 360,458 1.133,619 4.460,191 921,229 116.802,091 523.628,627 116.802,091 95
96 95.749,098 18.437,925 0,19257 0,80744 3,75 356,264 1.309,805 282,124 885,038 3.326,572 726,630 95.749,098 406.826,536 95.749,098 96
97

TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE, TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE, TÁBUA DE COMUTAÇÃO AT-2000-MALE,


TÁBUA DE MORTALIDADE AT-2000-MALE
x a 6% a.a. a 5% a.a. a 0% a.a. x
lx dx qx px exO Dx Nx Mx Dx Nx Mx Dx Nx Mx
97 77.311,173 15.866,495 0,20523 0,79477 3,52 271,377 953,542 217,403 680,582 2.441,534 564,318 77.311,173 311.077,437 77.311,173 97
98 61.444,679 13.436,907 0,21868 0,78132 3,30 203,474 682,164 164,861 515,149 1.760,952 431,294 61.444,678 233.766,264 61.444,678 98
99 48.007,772 11.203,622 0,23337 0,76663 3,09 149,979 478,690 122,883 383,328 1.245,803 324,004 48.007,772 172.321,586 48.007,772 99
100 36.804,150 9.191,505 0,24974 0,75026 2,88 108,470 328,711 89,864 279,877 862,475 238,807 36.804,150 124.313,814 36.804,150 100
101 27.612,645 7.406,733 0,26824 0,73176 2,67 76,774 220,241 64,308 199,981 582,598 172,238 27.612,645 87.509,664 27.612,645 101
102 20.205,912 5.845,671 0,28931 0,71070 2,46 53,001 143,467 44,880 139,370 382,617 121,150 20.205,912 59.897,019 20.205,912 102
103 14.360,241 4.500,370 0,31339 0,68661 2,26 35,535 90,466 30,414 94,333 243,247 82,750 14.360,241 39.691,107 14.360,241 103
104 9.859,870 3.361,624 0,34094 0,65906 2,07 23,018 54,931 19,908 61,686 148,914 54,595 9.859,870 25.330,866 9.859,870 104
105 6.498,246 2.419,934 0,37240 0,62760 1,88 14,311 31,913 12,505 38,719 87,228 34,565 6.498,246 15.470,996 6.498,246 105
106 4.078,312 1.664,808 0,40821 0,59179 1,70 8,473 17,602 7,477 23,143 48,509 20,833 4.078,312 8.972,750 4.078,312 106
107 2.413,504 1.083,236 0,44882 0,55118 1,53 4,731 9,129 4,214 13,043 25,367 11,836 2.413,504 4.894,438 2.413,504 107
108 1.330,268 658,058 0,49468 0,50532 1,37 2,460 4,398 2,211 6,847 12,323 6,260 1.330,268 2.480,933 1.330,268 108
109 672,210 367,182 0,54623 0,45377 1,21 1,173 1,938 1,063 3,295 5,476 3,034 672,210 1.150,665 672,210 109
110 305,028 184,212 0,60392 0,39608 1,07 0,502 0,765 0,459 1,424 2,181 1,320 305,028 478,455 305,028 110
111 120,816 80,728 0,66819 0,33181 0,94 0,188 0,263 0,173 0,537 0,757 0,501 120,816 173,427 120,816 111
112 40,089 29,645 0,73948 0,26052 0,81 0,059 0,076 0,054 0,170 0,220 0,159 40,089 52,611 40,089 112
113 10,444 8,546 0,81825 0,18175 0,70 0,014 0,017 0,013 0,042 0,050 0,040 10,444 12,522 10,444 113
114 1,898 1,718 0,90495 0,09506 0,60 0,002 0,003 0,002 0,007 0,008 0,007 1,898 2,079 1,898 114
115 0,180 0,180 1,00000 0,00000 0,50 0,000 0,000 0,000 0,001 0,001 0,001 0,180 0,180 0,180 115
91

TÁBUA DE SERVIÇO GKM – 95 A 6% a.a.

o
Idade qx lx dx ex Dx Nx Cx Mx

15 0,001579 1.000.000,00 1.579,00 60,24 417.265,06074 6.991.682,48935 621,56748 21.509,44813


16 0,001595 998.421,00 1.592,48 59,34 393.024,71623 6.574.417,42861 591,39096 20.887,88065
17 0,001601 996.828,52 1.595,92 58,43 370.186,64322 6.181.392,71238 559,12152 20.296,48968
18 0,001595 995.232,60 1.587,40 57,52 348.673,56075 5.811.206,06917 524,65503 19.737,36816
19 0,001579 993.645,20 1.568,97 56,61 328.412,66644 5.462.532,50841 489,21094 19.212,71313
20 0,001550 992.076,23 1.537,72 55,70 309.334,05928 5.134.119,84197 452,32811 18.723,50219
21 0,001509 990.538,52 1.494,72 54,79 291.372,25612 4.824.785,78269 414,79315 18.271,17408
22 0,001464 989.043,79 1.447,96 53,87 274.464,69376 4.533.413,52657 379,07199 17.856,38094
23 0,001424 987.595,83 1.406,34 52,95 258.549,88439 4.258.948,83281 347,33494 17.477,30895
24 0,001388 986.189,50 1.368,83 52,02 243.567,65033 4.000.398,94842 318,93575 17.129,97401
25 0,001357 984.820,67 1.336,40 51,09 229.461,86645 3.756.831,29809 293,75448 16.811,03825
26 0,001333 983.484,26 1.310,98 50,16 216.179,70443 3.527.369,43164 271,85618 16.517,28377
27 0,001314 982.173,28 1.290,58 49,23 203.671,26121 3.311.189,72721 252,47551 16.245,42759
28 0,001302 980.882,70 1.277,11 48,29 191.890,22375 3.107.518,46601 235,69912 15.992,95209
29 0,001297 979.605,59 1.270,55 47,36 180.792,81385 2.915.628,24226 221,21536 15.757,25296
30 0,001300 978.335,05 1.271,84 46,42 170.338,04299 2.734.835,42841 208,90515 15.536,03760
31 0,001310 977.063,21 1.279,95 45,48 160.487,36182 2.564.497,38543 198,33815 15.327,13246
32 0,001330 975.783,26 1.297,79 44,54 151.204,83337 2.404.010,02360 189,71927 15.128,79430
33 0,001359 974.485,47 1.324,33 43,59 142.456,34995 2.252.805,19023 182,63979 14.939,07503
34 0,001397 973.161,14 1.359,51 42,65 134.210,14318 2.110.348,84028 176,87884 14.756,43524
35 0,001445 971.801,63 1.404,25 41,71 126.436,46378 1.976.138,69710 172,35914 14.579,55640
36 0,001505 970.397,38 1.460,45 40,77 119.107,32367 1.849.702,23332 169,10993 14.407,19726
37 0,001575 968.936,93 1.526,08 39,83 112.196,28976 1.730.594,90965 166,70675 14.238,08733
38 0,001659 967.410,86 1.604,93 38,89 105.678,84963 1.618.398,61988 165,39737 14.071,38058
39 0,001757 965.805,92 1.696,92 37,96 99.531,63058 1.512.719,77025 164,97837 13.905,98321
40 0,001869 964.109,00 1.801,92 37,02 93.732,78633 1.413.188,13967 165,27036 13.741,00484
41 0,001998 962.307,08 1.922,69 36,09 88.261,88656 1.319.455,35334 166,36533 13.575,73448
42 0,002145 960.384,39 2.060,02 35,16 83.099,56538 1.231.193,46678 168,15903 13.409,36915
43 0,002310 958.324,37 2.213,73 34,24 78.227,65737 1.148.093,90140 170,47725 13.241,21013
44 0,002497 956.110,64 2.387,41 33,32 73.629,19952 1.069.866,24402 173,44539 13.070,73287
45 0,002711 953.723,23 2.585,54 32,40 69.288,06359 996.237,04451 177,20749 12.897,28748
46 0,002955 951.137,69 2.810,61 31,49 65.188,89023 926.948,98092 181,72941 12.720,07999
47 0,003233 948.327,07 3.065,94 30,58 61.317,22364 861.760,09069 187,01753 12.538,35059
48 0,003548 945.261,13 3.353,79 29,67 57.659,41987 800.442,86704 192,99587 12.351,33306
49 0,003906 941.907,35 3.679,09 28,78 54.202,68325 742.783,44717 199,73177 12.158,33719
50 0,004309 938.228,26 4.042,83 27,89 50.934,87507 688.580,76392 207,05507 11.958,60541
51 0,004761 934.185,43 4.447,66 27,01 47.844,71386 637.645,88885 214,89498 11.751,55034
52 0,005266 929.737,77 4.896,00 26,13 44.921,62752 589.801,17499 223,16726 11.536,65536
53 0,005827 924.841,78 5.389,05 25,27 42.155,72664 544.879,54747 231,73719 11.313,48810
92

o
Idade qx lx dx ex Dx Nx Cx Mx

54 0,006447 919.452,72 5.927,71 24,42 39.537,81624 502.723,82083 240,47198 11.081,75091


55 0,007129 913.525,01 6.512,52 23,57 37.059,35466 463.186,00459 249,24164 10.841,27893
56 0,007876 907.012,49 7.143,63 22,74 34.712,41370 426.126,64993 257,91978 10.592,03729
57 0,008688 899.868,86 7.818,06 21,91 32.489,64031 391.414,23623 266,29245 10.334,11751
58 0,009570 892.050,80 8.536,93 21,10 30.384,31162 358.924,59592 274,31874 10.067,82506
59 0,010524 883.513,87 9.298,10 20,30 28.390,12619 328.540,28430 281,86574 9.793,50632
60 0,011552 874.215,77 10.098,94 19,51 26.501,27217 300.150,15811 288,81386 9.511,64058
61 0,012657 864.116,83 10.937,13 18,73 24.712,38629 273.648,88595 295,07988 9.222,82671
62 0,013842 853.179,71 11.809,71 17,97 23.018,49209 248.936,49965 300,58676 8.927,74683
63 0,015108 841.369,99 12.711,42 17,21 21.414,97182 225.918,00756 305,22396 8.627,16007
64 0,016460 828.658,57 13.639,72 16,47 19.897,57965 204.503,03574 308,97562 8.321,93611
65 0,018071 815.018,85 14.728,21 15,73 18.462,32593 184.605,45609 314,74782 8.012,96049
66 0,020031 800.290,65 16.030,62 15,02 17.102,54079 166.143,13017 323,18962 7.698,21267
67 0,022342 784.260,03 17.521,94 14,31 15.811,28283 149.040,58938 333,26008 7.375,02305
68 0,025002 766.738,09 19.169,99 13,63 14.583,04448 133.229,30655 343,96724 7.041,76297
69 0,028012 747.568,10 20.940,88 12,96 13.413,62188 118.646,26208 354,47394 6.697,79573
70 0,031371 726.627,23 22.795,02 12,32 12.299,88633 105.232,64019 364,01862 6.343,32179
71 0,035081 703.832,20 24.691,14 11,71 11.239,64773 92.932,75386 371,97932 5.979,30317
72 0,039140 679.141,07 26.581,58 11,11 10.231,46193 81.693,10613 377,79191 5.607,32385
73 0,043549 652.559,48 28.418,31 10,55 9.274,53067 71.461,64420 381,03447 5.229,53194
74 0,048308 624.141,17 30.151,01 10,00 8.368,52277 62.187,11353 381,38358 4.848,49748
75 0,053416 593.990,16 31.728,58 9,49 7.513,44922 53.818,59076 378,62114 4.467,11389
76 0,058875 562.261,58 33.103,15 8,99 6.709,53851 46.305,14154 372,66423 4.088,49276
77 0,064683 529.158,43 34.227,55 8,52 5.957,08908 39.595,60303 363,51169 3.715,82853
78 0,070840 494.930,88 35.060,90 8,08 5.256,38367 33.638,51395 351,28511 3.352,31684
79 0,077348 459.869,97 35.570,02 7,66 4.607,56740 28.382,13028 336,21332 3.001,03173
80 0,084205 424.299,95 35.728,18 7,26 4.010,54838 23.774,56288 318,59267 2.664,81840
81 0,091412 388.571,77 35.520,12 6,88 3.464,94354 19.764,01450 298,80889 2.346,22574
82 0,098969 353.051,65 34.941,17 6,52 2.970,00577 16.299,07096 277,30047 2.047,41685
83 0,106876 318.110,48 33.998,38 6,18 2.524,59177 13.329,06519 254,54554 1.770,11638
84 0,115132 284.112,11 32.710,39 5,86 2.127,14481 10.804,47342 231,04003 1.515,57084
85 0,123739 251.401,71 31.108,20 5,56 1.775,70035 8.677,32861 207,28621 1.284,53081
86 0,132695 220.293,51 29.231,85 5,27 1.467,90280 6.901,62826 183,75789 1.077,24459
87 0,142000 191.061,67 27.130,76 5,00 1.201,05607 5.433,72546 160,89619 893,48671
88 0,151656 163.930,91 24.861,11 4,75 972,17558 4.232,66939 139,09081 732,59052
89 0,161661 139.069,80 22.482,16 4,51 778,05596 3.260,49381 118,66161 593,49970
90 0,172016 116.587,64 20.054,94 4,28 615,35345 2.482,43786 99,85909 474,83810
91 0,182721 96.532,70 17.638,55 4,07 480,66303 1.867,08441 82,85588 374,97900
92 0,193775 78.894,15 15.287,71 3,87 370,59981 1.386,42138 67,74809 292,12313
93 0,205180 63.606,44 13.050,77 3,67 281,87437 1.015,82157 54,56130 224,37504
93

o
Idade qx lx dx ex Dx Nx Cx Mx

94 0,216934 50.555,67 10.967,24 3,49 211,35791 733,94720 43,25539 169,81373


95 0,229038 39.588,42 9.067,25 3,32 156,13886 522,58929 33,73748 126,55834
96 0,241491 30.521,17 7.370,59 3,16 113,56333 366,45043 25,87219 92,82085
97 0,254295 23.150,58 5.887,08 3,01 81,26303 252,88710 19,49508 66,94866
98 0,267448 17.263,51 4.617,09 2,86 57,16816 171,62407 14,42406 47,45359
99 0,280951 12.646,42 3.553,02 2,73 39,50816 114,45592 10,47156 33,02952
100 0,294803 9.093,39 2.680,76 2,60 26,80028 74,94776 7,45359 22,55796
101 0,309006 6.412,63 1.981,54 2,48 17,82970 48,14748 5,19763 15,10437
102 0,323558 4.431,09 1.433,71 2,36 11,62284 30,31778 3,54780 9,90674
103 0,338460 2.997,38 1.014,49 2,25 7,41715 18,69493 2,36831 6,35895
104 0,353712 1.982,88 701,37 2,15 4,62900 11,27778 1,54465 3,99064
105 0,369313 1.281,51 473,28 2,05 2,82233 6,64878 0,98332 2,44598
106 0,385264 808,23 311,38 1,95 1,67925 3,82645 0,61033 1,46266
107 0,401566 496,85 199,52 1,86 0,97386 2,14720 0,36893 0,85232
108 0,418216 297,33 124,35 1,78 0,54981 1,17334 0,21692 0,48339
109 0,435217 172,98 75,29 1,70 0,30176 0,62353 0,12390 0,26647
110 0,452567 97,70 44,21 1,62 0,16078 0,32177 0,06865 0,14257
111 0,470267 53,48 25,15 1,55 0,08304 0,16099 0,03684 0,07392
112 0,488317 28,33 13,83 1,48 0,04150 0,07795 0,01912 0,03708
113 0,506717 14,50 7,35 1,41 0,02003 0,03645 0,00958 0,01797
114 0,525466 7,15 3,76 1,34 0,00932 0,01642 0,00462 0,00839
115 0,544565 3,39 1,85 1,27 0,00417 0,00710 0,00214 0,00377
116 0,564014 1,55 0,87 1,19 0,00179 0,00293 0,00095 0,00163
117 0,583813 0,67 0,39 1,08 0,00074 0,00114 0,00041 0,00067
118 0,603962 0,28 0,17 0,90 0,00029 0,00040 0,00016 0,00027
119 1,000000 0,11 0,11 0,50 0,00011 0,00011 0,00010 0,00010
88

TÁBUA DE SERVIÇO CSO – 58 A 6% a.a.

o
Idade qx lx dx ex Dx Nx Cx Mx

0 0,007080 1.000.000,000 7.080,000 68,30 1.000.000,000 16.855.391,137 6.679,245 45.921,256


1 0,001760 992.920,000 1.747,539 67,78 936.716,981 15.855.391,137 1.555,304 39.242,011
2 0,001520 991.172,461 1.506,582 66,90 882.139,962 14.918.674,156 1.264,955 37.686,707
3 0,001460 989.665,879 1.444,912 66,00 830.942,555 14.036.534,194 1.144,506 36.421,752
4 0,001400 988.220,966 1.383,509 65,10 782.763,565 13.205.591,639 1.033,839 35.277,246
5 0,001350 986.837,457 1.332,231 64,19 737.422,355 12.422.828,074 939,170 34.243,408
6 0,001300 985.505,227 1.281,157 63,27 694.742,297 11.685.405,718 852,042 33.304,238
7 0,001260 984.224,070 1.240,122 62,35 654.565,219 10.990.663,421 778,068 32.452,195
8 0,001230 982.983,947 1.209,070 61,43 616.736,289 10.336.098,202 715,647 31.674,127
9 0,001210 981.774,877 1.187,948 60,51 581.111,041 9.719.361,913 663,344 30.958,480
10 0,001210 980.586,930 1.186,510 59,58 547.554,620 9.138.250,872 625,039 30.295,136
11 0,001230 979.400,419 1.204,663 58,65 515.935,923 8.590.696,252 598,680 29.670,098
12 0,001260 978.195,757 1.232,527 57,72 486.133,323 8.074.760,328 577,857 29.071,417
13 0,001320 976.963,230 1.289,591 56,80 458.038,486 7.588.627,006 570,388 28.493,561
14 0,001390 975.673,639 1.356,186 55,87 431.541,391 7.130.588,520 565,889 27.923,173
15 0,001460 974.317,452 1.422,503 54,95 406.548,631 6.699.047,129 559,963 27.357,284
16 0,001540 972.894,949 1.498,258 54,03 382.976,481 6.292.498,498 556,400 26.797,321
17 0,001620 971.396,691 1.573,663 53,11 360.742,167 5.909.522,017 551,323 26.240,921
18 0,001690 969.823,028 1.639,001 52,19 339.771,476 5.548.779,849 541,711 25.689,598
19 0,001740 968.184,027 1.684,640 51,28 319.997,418 5.209.008,373 525,279 25.147,887
20 0,001790 966.499,387 1.730,034 50,37 301.359,077 4.889.010,956 508,899 24.622,608
21 0,001830 964.769,353 1.765,528 49,46 283.792,118 4.587.651,878 489,943 24.113,709
22 0,001860 963.003,825 1.791,187 48,55 267.238,470 4.303.859,761 468,928 23.623,766
23 0,001890 961.212,638 1.816,692 47,64 251.642,836 4.036.621,291 448,684 23.154,839
24 0,001910 959.395,946 1.832,446 46,73 236.950,218 3.784.978,455 426,957 22.706,155
25 0,001930 957.563,500 1.848,098 45,82 223.110,984 3.548.028,237 406,230 22.279,197
26 0,001960 955.715,402 1.873,202 44,90 210.075,830 3.324.917,253 388,442 21.872,967
27 0,001990 953.842,200 1.898,146 43,99 197.796,303 3.114.841,422 371,335 21.484,525
28 0,002030 951.944,054 1.932,446 43,08 186.228,952 2.917.045,119 356,646 21.113,190
29 0,002080 950.011,608 1.976,024 42,16 175.331,044 2.730.816,168 344,046 20.756,544
30 0,002130 948.035,584 2.019,316 41,25 165.062,600 2.555.485,124 331,682 20.412,498
31 0,002190 946.016,268 2.071,776 40,34 155.387,751 2.390.422,524 321,037 20.080,816
32 0,002250 943.944,492 2.123,875 39,43 146.271,181 2.235.034,773 310,481 19.759,779
33 0,002320 941.820,617 2.185,024 38,51 137.681,199 2.088.763,592 301,340 19.449,298
34 0,002400 939.635,593 2.255,125 37,60 129.586,584 1.951.082,393 293,404 19.147,958
35 0,002510 937.380,468 2.352,825 36,69 121.958,090 1.821.495,809 288,788 18.854,554
36 0,002640 935.027,643 2.468,473 35,78 114.766,015 1.699.537,719 285,832 18.565,766
37 0,002800 932.559,170 2.611,166 34,88 107.983,993 1.584.771,704 285,241 18.279,934
38 0,003010 929.948,004 2.799,143 33,97 101.586,451 1.476.787,711 288,467 17.994,693
89

o
Idade qx lx dx ex Dx Nx Cx Mx

39 0,003250 927.148,861 3.013,234 33,07 95.547,807 1.375.201,261 292,953 17.706,226


40 0,003530 924.135,627 3.262,199 32,18 89.846,487 1.279.653,454 299,206 17.413,273
41 0,003840 920.873,428 3.536,154 31,29 84.461,631 1.189.806,966 305,974 17.114,067
42 0,004170 917.337,274 3.825,296 30,41 79.374,810 1.105.345,335 312,258 16.808,093
43 0,004530 913.511,978 4.138,209 29,54 74.569,639 1.025.970,525 318,680 16.495,836
44 0,004920 909.373,768 4.474,119 28,67 70.030,036 951.400,886 325,045 16.177,156
45 0,005350 904.899,650 4.841,213 27,81 65.741,027 881.370,850 331,806 15.852,111
46 0,005830 900.058,436 5.247,341 26,95 61.688,030 815.629,823 339,284 15.520,305
47 0,006360 894.811,096 5.690,999 26,11 57.856,971 753.941,792 347,142 15.181,021
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90

o
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