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Como montar um

serviço de
conserto de tênis

EMPREENDEDORISMO

Especialistas em pequenos negócios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br


Expediente

Presidente do Conselho Deliberativo

Robson Braga de Andrade – Presidente do CDN

Diretor-Presidente

Guilherme Afif Domingos

Diretora Técnica

Heloísa Regina Guimarães de Menezes

Diretor de Administração e Finanças

Vinícius Lages

Unidade de Capacitação Empresarial e Cultura Empreendedora

Mirela Malvestiti

Coordenação

Luciana Rodrigues Macedo

Autor

LAURI TADEU CORREA MARTINS

Projeto Gráfico

Staff Art Marketing e Comunicação Ltda.


www.staffart.com.br
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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /


Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Sumário

1. Apresentação ........................................................................................................................................ 1

2. Mercado ................................................................................................................................................ 2

3. Localização ........................................................................................................................................... 3

4. Exigências Legais e Específicas ........................................................................................................... 4

5. Estrutura ............................................................................................................................................... 6

6. Pessoal ................................................................................................................................................. 6

7. Equipamentos ....................................................................................................................................... 8

8. Matéria Prima/Mercadoria ..................................................................................................................... 9

9. Organização do Processo Produtivo .................................................................................................... 10

10. Automação .......................................................................................................................................... 10

11. Canais de Distribuição ........................................................................................................................ 11

12. Investimento ........................................................................................................................................ 12

13. Capital de Giro .................................................................................................................................... 13

14. Custos ................................................................................................................................................. 14

15. Diversificação/Agregação de Valor ..................................................................................................... 14

16. Divulgação .......................................................................................................................................... 15

17. Informações Fiscais e Tributárias ....................................................................................................... 15

18. Eventos ............................................................................................................................................... 17

19. Entidades em Geral ............................................................................................................................ 18

20. Normas Técnicas ................................................................................................................................ 19

21. Glossário ............................................................................................................................................. 21

22. Dicas de Negócio ................................................................................................................................ 25

23. Características .................................................................................................................................... 26

24. Bibliografia .......................................................................................................................................... 26

25. Fonte ................................................................................................................................................... 29

26. Planejamento Financeiro .................................................................................................................... 29


Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Sumário

27. Soluções Sebrae ................................................................................................................................. 29

28. Sites Úteis ........................................................................................................................................... 29

29. URL ..................................................................................................................................................... 29


Apresentação / Apresentação
1. Apresentação
Pequenos consertos, costura, troca de solado, pintura, impermeabilização e lavagem
ajudam a estender a vida útil desses calçados.

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não
fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o
empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O
objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um
negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de
negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as
informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

O tênis, nome utilizado para designar calçados esportivos em geral, tornou-se um dos
mais relevantes artigos de moda contemporânea. Marcas globais investem no tênis
como seu principal produto, travando batalhas publicitárias milionárias e patrocinando
atletas e celebridades.

O tênis ganhou inovações tecnológicas oriundas de centros de pesquisas


biomecânicas avançadas. Materiais como fibra de carbono, espuma de poliuretano e
couro sintético proporcionam conforto, resistência, absorção de impacto e melhora de
performance aos últimos lançamentos. Alguns modelos, inclusive, já oferecem
integração tecnológica com relógios e aparelhos celulares para registrar informações
sobre velocidade, distância, tempo, trajeto e calorias perdidas.

Os fabricantes também projetaram modelos adaptados aos mais diversos esportes:


atletismo, ginástica aeróbica, basquete, futebol, vôlei, tênis, squash, dentre outros.
Todos estes atributos expandiram muito a oferta de produtos, alavancando o volume
de vendas. É comum encontrarmos pessoas com cinco ou mais pares de tênis, um
para cada finalidade. E os modelos mais sofisticados podem atingir preços bem
elevados, conferindo status aos usuários.

Diante deste cenário, torna-se um bom negócio reparar tênis velhos e desgastados. As
oficinas de consertos de tênis, inspiradas nas velhas sapatarias, procuram estender a
vida útil dos calçados por meio de pequenos consertos, costura, troca de solado,
reforço de bico, pintura, impermeabilização e lavagem. Pois, muitas vezes o tênis
ainda está com sua vida útil, mas apresenta algum defeito que pode ser facilmente

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Apresentação / Apresentação / Mercado
arrumado sem perda do calçado.

O negócio exige alguma habilidade artesanal, além da sintonia com as tendências em


calçados esportivos e da atualização sobre os equipamentos e materiais utilizados.
Mais informações sobre o empreendimento podem ser obtidas por meio da elaboração
de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o SEBRAE mais
próximo.

2. Mercado
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados – Abicalçados, o Brasil
produz mais de 800 milhões de pares de calçados por ano, exportou 113 milhões de
pares em 2012 e gerou 1,1 bilhão de dólares com as exportações para mais de 100
países. O principal importador de calçados brasileiros é os Estados Unidos, seguido
pela Argentina, França e Bolívia. O parque calçadista brasileiro é formado por cerca de
8.000 empresas e emprega diretamente 331 mil pessoas.

O segmento de tênis ocupa uma fatia de 9,3% da produção total de calçados, sendo
que 92% desse volume são absorvidos pelo mercado interno. As principais marcas
internacionais possuem fábricas no Brasil, que está entre os dez maiores
consumidores mundiais do produto.

O mercado brasileiro de tênis movimenta R$ 18 bilhões, segundo reportagem do jornal


Valor Econômico, de março/2013. De acordo com a matéria, apesar da renda per
capita menor, parte dos consumidores brasileiros de calçados esportivos está disposta
a pagar tão caro quanto os suíços para ter um tênis no pé. No ano passado, o mercado
brasileiro de calçados esportivos vendeu 117 milhões de pares e faturou R$ 18 bilhões,
um aumento de 3% em volume e valor sobre o ano anterior. Dividido nos segmentos
multiesporte, lazer, futebol e corrida, este último tem ganhado destaque devido ao
aumento de interesse pelo esporte. De 2005 a 2011, houve aumento de 85% no
número de provas oficiais.

A expectativa, com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014, é de que


haja uma antecipação de venda de calçados esportivos como aconteceu na Copa da
África do Sul.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização
As principais marcas internacionais possuem fábricas no Brasil, que está entre os dez
maiores consumidores mundiais do produto.

Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de


pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas
sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para
quantificação do mercado alvo;
• Pesquisa a guias especializados e revistas sobre calçados esportivos;
• Pesquisa direta ao mercado consumidor, por amostragem, para identificar hábitos
dos consumidores e avaliar as probabilidades de sucesso do negócio de conserto de
tênis;
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos
estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho, na região.

Existem poucos dados disponíveis para levantar a concorrência nesse segmento de


negócio, e por isso, o novo empresário deve tomar todas as precauções em sua
região.

3. Localização
A localização do ponto comercial é uma decisão relevante para uma oficina de
conserto de tênis. Especialistas do varejo afirmam que aproximadamente 25% do
sucesso de um empreendimento depende exclusivamente da sua localização. Dentre
todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar
prioritariamente:
• A densidade populacional;
• O perfil de renda dos consumidores locais;
• O fluxo de pessoas e veículos na região;
• As condições de acesso e locomoção, como a distância para pontos de ônibus e de
metrô;
• A facilidade de estacionamento;
• A visibilidade da fachada do estabelecimento;
• A proximidade com fornecedores, parceiros comerciais, concorrentes e atrações
turísticas;
• A segurança e iluminação do local;
• A limpeza da rua e arredores.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas
Esse tipo de atividade não é permitida em shoppings, centros comerciais e outros
ambientes fechados devido ao forte cheiro dos materiais utilizados no processo de
restauração.

Para a escolha do imóvel alguns detalhes devem ser observados:


• O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade
de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e
disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet?
• O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e
descarga de mercadorias e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas?
• O local não está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco?
• O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais?
• A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura?
• Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área
primitiva?
• As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o
Plano Diretor do Município?
• Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia?
• O que a legislação local determina sobre o licenciamento para colocação de placas
de sinalização?

4. Exigências Legais e Específicas


Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador –
profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa,
auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher
os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

O contador pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no


momento da escolha do prestador de serviço, deve-se dar preferência a profissionais
indicados por empresários com negócios semelhantes.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as


devidas inscrições. As etapas do registro são:
• Registro de empresa nos seguintes órgãos:
o Junta Comercial;
o Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
o Secretaria Estadual da Fazenda;
o Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas
o Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao
recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal);
o Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social –
INSS/FGTS”;
o Corpo de Bombeiros Militar.
• Visita à prefeitura da cidade onde pretende montar a sua loja (quando for o caso)
para fazer a consulta de local;
• Obtenção do alvará de licença sanitária – adequar às instalações de acordo com o
Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas). Em âmbito federal
a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, estadual e municipal
fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso);
• Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado, solicitando a
vistoria das instalações e equipamentos;
• Registro do produto (quando for o caso).

As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem


observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa
do Consumidor (CDC). O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a
relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar a relação
entre consumidores e fornecedores.

O CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação


de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos
ou serviços como destinatário final. Ou seja, é necessário que em uma negociação
estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou serviço adquirido
satisfaça as necessidades próprias do consumidor, na condição de destinatário final.

Portanto, operações não caracterizadas como relação de consumo não estão sob a
proteção do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para serem
revendidas pela casa. Nestas operações, as mercadorias adquiridas se destinam à
revenda e não ao consumo da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código
Civil brasileiro e legislações comerciais específicas. p>

Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta e exposição dos
produtos destinados à venda, fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem
prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos
ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer
cobranças de dívidas.

Em relação aos principais impostos e contribuições que devem ser recolhidos pela

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Pessoal
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
empresa, vale uma consulta ao contador sobre da Lei Geral da Micro e Pequena
Empresa (disponível em http://www.leigeral.com.br ), em vigor a partir de 01 de julho
de 2007 e atualizada pela LC 139/2011.

5. Estrutura
Para a instalação de uma oficina de conserto de tênis, estima-se ser necessária uma
área de 25 m², com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do
negócio. O ambiente pode ser composto da seguinte forma: balcão de atendimento,
prateleiras ou armários para guarda dos tênis consertados e a consertar, mesas de
trabalho, mesa para a gerência e administração do negócio e armários para guarda de
matéria-prima e insumos.

No caso de uma pequena oficina não haverá necessidade de instalar a administração


em local exclusivo, podendo a mesa ficar no mesmo ambiente de serviço, tomando-se
o cuidado de não colocar junto das mesas de serviço, isolando-a da melhor forma.

O local de trabalho deve ser limpo e organizado. O piso, a parede e o teto devem estar
conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso
deve ser de alta resistência e durabilidade, além de fácil manutenção. Paredes
pintadas com tinta acrílica facilitam a limpeza. Texturas e tintas especiais na fachada
externa personalizam e valorizam o ponto.

Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da
conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas
lâmpadas fluorescentes. Devido ao trabalho realizado, a iluminação deve ser ampla e
abundante.

6. Pessoal
O número de funcionários deve ser estabelecido de acordo com o porte do
empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a oficina requer apenas os
seguintes profissionais:
- 01 gerente;
- 01 auxiliar de serviços operacionais.

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Pessoal
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
À medida que a empresa apresentar crescimento o empresário deverá providenciar a
contratação de pessoal adicional.

Competências e habilidades
• Gerente – cargo a ser exercido pelo proprietário, que será responsável pelas
atividades administrativas, financeiras, compras, controle de estoque e
comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo
e do mercado. Pode atuar na execução de tarefas específicas, que serão definidas de
acordo com as suas habilidades e competências no ramo.
• Auxiliar de serviços operacionais: responsável por serviços operacionais diversos.
Deve ter experiência no ramo de montagem ou conserto de calçados, ou então o
proprietário deverá capacitá-lo ou encaminhá-lo para treinamento em local adequado.
Deve ter boa comunicação e noções de atendimento ao público, pois poderá ser
necessária a sua ajuda para recebimento e entrega de tênis aos clientes.

O atendimento é um item que deve merecer a maior preocupação do empresário, já


que nesse segmento de negócio há uma tendência ao relacionamento de longo prazo
com o cliente.

A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o


nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os
custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal.

O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:


• Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
• Agilidade e presteza no atendimento;
• Capacidade de apresentar e vender os serviços da oficina;
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores


nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações
trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.

O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao

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Pessoal / Equipamentos
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do
setor.

O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o


perfil do pessoal e treinamentos adequados.

7. Equipamentos
Os equipamentos básicos para a instalação de uma oficina de conserto de tênis são:
Para a gerência:
• 01 computador completo;
• 01 impressora multifuncional;
• 01 mesa;
• 03 cadeiras;
• 01 telefone;

Para a oficina:
• Estufa;
• Máquina de tintura, limpeza e polimento;
• Máquina de vulcanização e retífica;
• Máquina de costura - sapateiro;
• Prensa;
• Pé de ferro (bigorna);
• Lixadeira;
• 02 mesas de trabalho;
• 03 cadeiras;
• Prateleiras;
• 02 armários;
• Ferramentas como facas, martelos, sovelas, alicates, escovas, aventais, etc.

A disposição dos equipamentos é importante para a integração das atividades do


estabelecimento. Portanto, ao fazer o layout da oficina, o empreendedor deve levar em
consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área
externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

As máquinas devem estar conservadas, limpas e em bom funcionamento, para garantir


a produtividade do negócio e a segurança dos colaboradores.

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
8. Matéria Prima/Mercadoria
A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a
demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros,
os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o
capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido
em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em
menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice
de rotação de estoques.

Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período


de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas
futuras, sem que haja suprimento.

Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente


do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer
receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número
de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a
mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na
alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta
o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da
empresa.

As principais matérias-primas e insumos utilizados para o conserto de tênis são semi-


acabados, cabendo apenas os ajustes finais para adaptá-los ao conserto. Além dos
bicos e solas de borracha, o processo produtivo pode demandar outros materiais de
couro, cola, tinta, cadarço, linha de nylon, hidratante de couro, esponjas, tecidos e
impermeabilizantes.
Os serviços mais prestados pela oficina são:
• Costuras em geral;
• Troca ou reforço de solado;

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
• Troca ou reforço de bico;
• Troca ou reforço das borrachas laterais;
• Troca de cadarços, zíperes ou velcro;
• Pintura;
• Limpeza;
• Desodorização;
• Impermeabilização.

9. Organização do Processo Produtivo


O processo produtivo é bem diversificado, dependendo do tipo de reparo a ser
realizado. Normalmente, os procedimentos são de baixa complexidade. Por exemplo,
para a troca de solado, um dos serviços prestados mais comuns, o empregado deve
seguir as seguintes etapas:
• Retirar os solados gastos por meio de alicates e espátulas.
• Limpar as superfícies do tênis, com escovas e panos.
• Confeccionar ou selecionar as peças de reposição, ajustando-as e alisando-as com
facas e lixas.
• Abrir fendas e orifícios no novo solado, utilizando faca ou furador para facilitar a
aderência ao tênis.
• Colocar o novo solado, prendendo-os por meio de cola ou costura.
• Remendar e costurar a parte superior do calçado, quando necessário, valendo-se de
instrumentos manuais e máquinas próprias.
• Substituir a palmilha gasta.
• Pintar, limpar e impermeabilizar o tênis.

Alguns procedimentos são rápidos e podem ser realizados na presença do cliente,


solucionando de forma imediata o seu problema.

Em outros casos o atendimento estará restrito a uma operação de venda, como é o


caso de cadarços e outros componentes.

10. Automação
O serviço de conserto de tênis permite baixo nível de automação dos processos e/ou
atividades, porém, o empresário poderá contar com máquinas de costura,
equipamentos para colagem, mecanismos para injetar solados e outros.

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Canais de Distribuição
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
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Para a administração existe no mercado uma grande oferta de sistemas para
gerenciamento de pequenos negócios. Para uma produtividade adequada, devem ser
adquiridos sistemas que integrem as compras, as vendas e o financeiro. Os softwares
possibilitam o controle de estoque, cadastro de clientes e fornecedores, serviço de
mala-direta para clientes e potenciais clientes, cadastro de móveis e equipamentos,
controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de pagamento, fluxo de
caixa, fechamento de caixa etc.

Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor deve avaliar o preço
cobrado, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal
municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo
fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui as funcionalidades que ele
necessita.

Funcionalidades básicas:

• Gestão financeira;
• Gestão comercial;
• Sistema integrado comercial - finanças, pessoas, mercadológico, produção;
• Sistema gerencial integrado para pequenos negócios;
• Controle de estoques;
• Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão de caixa e bancos (conta
corrente);
• Controle de estoques e mercadorias;
• Organização de compras e contas a pagar;

11. Canais de Distribuição


Os serviços de uma oficina de conserto de tênis são prestados, prioritariamente, em
suas próprias instalações. O empreendedor poderá utilizar o site na internet para
contatos e oferecer/divulgar serviços e retornar ligações para interessados em
serviços. Poderá utilizar serviços terceirizados de motoboys para recolher e entregar
tênis em domicílio.

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Canais de Distribuição / Investimento
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12. Investimento
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma oficina de
conserto de tênis, estabelecida numa área de 25m², necessita de um investimento
inicial estimado em torno de R$ 31.751,00, a ser alocado, basicamente, nos seguintes
itens:
Para a gerência:
• 01 computador completo - R$ 1.600,00
• 01 impressora multifuncional - R$ 390,00
• 01 mesa - R$ 550,00
• 03 cadeiras - R$ 490,00
• 01 telefone - R$ 56,00
Sub-total R$ 3.086,00

Para a oficina:
• 01 Estufa - R$ 640,00
• 01 Máquina tintura, limpeza e polimento - R$ 530,00
• 01 Máquina de vulcanização e retífica - R$ 2.750,00
• 01 Máquina de costura – sapateiro - R$ 1.250,00
• 01 Prensa - R$ 175,00
• 01 Pé de ferro (bigorna) - R$ 250,00
• 01 Lixadeira - R$ 590,00
• 02 Mesas de trabalho - R$ 980,00
• 03 cadeiras - R$ 450,00
• Prateleiras - R$ 750,00
• 02 armários - R$ 700,00
• Ferramentas e utensílios - R$ 1.100,00
• Reforma das instalações - R$ 12.000,00
• Capital de giro - R$ 6.500,00
Sub-total R$ 28.665,00

TOTAL GERAL R$31.751,00

Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o
empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no Sebrae.

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Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro
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13. Capital de Giro
Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter
para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia
imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de
caixa.
O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos
médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e
prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem,
maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos
regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a
necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel,
impostos e outros forem menores que os prazos médios de estocagem somada ao
prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de
capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível
para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica
também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da
empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta
necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores
que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para
pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar
para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos
de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações
excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus
pagamentos futuros.
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na
empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as
variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com
precisão.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos


fatores a seguir:
• Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
• Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades do mercado;
• Baixa no volume de vendas;
• Aumento dos índices de inadimplência, no caso de vendas à prazo;
• Altos níveis de estoques de matéria prima e/ou insumos;
• Despesas financeiras geradas por empréstimos ou financiamentos.

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Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Para abertura de uma oficina de conserto de tênis, estima-se um percentual de 30%
em relação ao investimento total, para capital de giro.

14. Custos
São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão
incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como:
aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-
prima e insumos consumidos no processo de produção.
O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra,
produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o
empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como
ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o
controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de
ganhar no resultado final do negócio.

Os custos fixos para manter uma oficina de conserto de tênis, podem ser estimados da
seguinte forma:
• Salários, comissões e encargos: R$ 1.400,00;
• Aluguel, taxa de condomínio, segurança: R$ 1.100,00;
• Água, luz, telefone e acesso a internet: R$ 300,00;
• Despesas com limpeza: R$ 400,00;
• Assessoria contábil: R$ 400,00;
• Propaganda e publicidade da empresa: R$ 300,00;

15. Diversificação/Agregação de Valor


Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto
principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta
possuir algo que os concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja
reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de
satisfação com o produto ou serviço prestado.

As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios


de valor agregado. No caso de uma oficina de conserto de tênis, há várias
oportunidades de diferenciação, tais como:
• Expansão dos serviços prestados para o conserto e limpeza de calçados em geral,
bolsas, cintos, malas, roupas de couro;

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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
• Participação em feiras e eventos de calçados;
• Comercialização de tênis usados, cadarços, palmilhas e produtos acessórios.

O empresário deve observar o mercado, principalmente as oficinas ligadas a redes de


franquias e ouvir os clientes sobre suas expectativas e necessidades, realizando
adaptações no negócio de acordo com as características da clientela local.

16. Divulgação
A divulgação é um componente fundamental para o sucesso de uma oficina de
conserto de tênis. As campanhas publicitárias devem ser adequadas ao orçamento da
empresa, à sua região de abrangência e às peculiaridades do local.

Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas acessíveis e eficientes:


• Confeccionar folders e flyers para a distribuição em residências e nos locais de
grande frequência de público;
• Anunciar em jornais de bairro e revistas locais;
• Montar um website com o portfólio de serviços para alavancar as vendas,
demonstrando o processo de restauração, com fotos do tênis antes e depois do
conserto.
• Manter Fun Page no Facebook com comunicação dirigida ao público-alvo, motivando
e estimulando a prática de consertar tênis;
• Depositar vídeo demonstrativo no You Tube com mensagem estimulante e em
linguagem própria do público-alvo;
• Utilizar todos os recursos das redes sociais – facebook, google, twitter, instagram,
you tube, linkedin.

O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar
as expectativas do cliente. Ao final, a melhor propaganda será feita pelos clientes
satisfeitos e bem atendidos.

17. Informações Fiscais e Tributárias


O segmento de CONSERTO DE TÊNIS, assim entendido pela CNAE/IBGE
(Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 9529-1/01 como a atividade de
exploração de reparação de calçados de qualquer material, poderá optar pelo

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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno
Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual
de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para
micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de
pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições,


por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f
azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);


• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ISSQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza);
• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para


esse ramo de atividade, variam de 6% a 17,42%, dependendo da receita bruta auferida
pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de
atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número
de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder


benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse
imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá
ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o


empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá
optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se
enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a
tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 - Anexo XIII
(http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ).
Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores

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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
I) Sem empregado
• 5% do salário mínimo vigente - a título de contribuição previdenciária do
empreendedor;
• R$ 5,00 a título de ISS - Imposto sobre serviço de qualquer natureza.

II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de
um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes


percentuais:
• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu
empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre
será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do
estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis


Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê
Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

18. Eventos
A seguir, são indicados os principais eventos sobre o segmento:

Couromoda
Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro

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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Rua Padre João Manuel, 923 – 6º andar
CEP: 01411-001
São Paulo – SP
Fone: (11) 3897-6100
Fax: (11) 3897-6161
Website: http://www.couromoda.com.br
E-mail: couromoda@couromoda.com.br

Francal
Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes
São Paulo – SP
Fone: (11) 2226-3100
Fax: (11) 2226-3200
Website: http://www.francal.com.br
E-mail: feiras@francal.com.br

Seminário Nacional da Indústria de Calçados


São Paulo - SP
Fone: (51) 3594-7011
Fax: (51) 3594-8011
Website: http://www.abicalcados.com.br/seminario
E-mail: seminario@abicalcados.com.br

19. Entidades em Geral


A seguir, são indicadas as principais entidades de auxílio ao empreendedor:

Abicalçados
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados
Rua Aluízio de Azevedo, 60
CEP: 93520-300
Novo Hamburgo - RS
Fone: (51) 3594-7011
Fax: (51) 3594-8011
Website: http://www.abicalcados.com.br

Abimaq

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Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas
Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /
Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
Av. Jabaquara, 2.295
CEP: 04045-902
São Paulo - SP
Fone: (11) 5582-6300
Fax: (11) 5582-6312
Website: http://www.abimaq.org.br

Abrameq
Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do
Couro, Calçados e Afins
Rua Lucas de Oliveira, 49
CEP: 93510-110
Novo Hamburgo - RS
Fone/FAX: 55 51 3594 2232
Website: http://www.abrameq.com.br

Receita Federal
Brasília - DF
Website: http://www.receita.fazenda.gov.br p>

SNDC
Sistema Nacional de Defesa do Consumidor
Website: http://www.mj.gov.br/dpdc/sndc.htm

20. Normas Técnicas


Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um
organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes
ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau
ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada


por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa,
universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de


Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1.Normas específicas para Concerto de Tênis:

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Não existem normas específicas para esta instalação.

2.Normas aplicáveis na execução de Concerto de Tênis:

ABNT NBR 15842:2010 - Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos


gerais.

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e


serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam
satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio.

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de


extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para
combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 - Instalações elétricas de baixa tensão.

Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas


de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento
adequado da instalação e a conservação dos bens.

ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013 - Iluminação de ambientes de trabalho Parte 1:


Interior.

Esta Norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os


requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente,
com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

ABNT NBR 5419:2005 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas.

Esta Norma fixa as condições de projeto, instalação e manutenção de sistemas de


proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), para proteger as edificações e
estruturas definidas em 1.2 contra a incidência direta dos raios. A proteção se aplica
também contra a incidência direta dos raios sobre os equipamentos e pessoas que se
encontrem no interior destas edificações e estruturas ou no interior da proteção
impostas pelo SPDA instalado.

ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 - Sistemas de alarme - Parte 1: Requisitos gerais -

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Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /
Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Seção 1: Geral.

Esta Norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento


(controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de
alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade
e do ambiente.

ABNT NBR 9050:2004 Versão Corrigida: 2005 - Acessibilidade a edificações,


mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Esta Norma estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do


projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

21. Glossário
ALARGADEIRAS: formas de pau para alargar calçado; encóspias.

AQUENTADOR: utensílio de folha para aquecer ferros de sapateiro.

BANCA DE SAPATEIRO: sobre ela o artesão coloca as ferramentas e os utensílios de


que necessita ou que está a utilizar.

BISEGRE: instrumento de sapateiro, feito de bucho, e que serve para brunir os saltos e
bordas da sola do calçado.

BROCHO: procho m. Prego curto, sem cabeça, para calçado.

BUCHA: peça de madeira roliça, com que os sapateiros brunem as solas do calçado.

CEROL: mistura de sebo, pez e cera, com que os sapateiros enceram as linhas.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
CHANQUETA: calçado sem contraforte no calcanhar ou com o contraforte
acalcanhado. Dobra no talão do sapato.

CHAVETAS: conjunto de ferros de marcar - marcam o respectivo número no sapato.

CORDONETE: linha seca de algodão.

COSTA: pequeno utensílio de pau, também chamado alisador, com que o sapateiro
brune a sola do calçado.

ENCOSPIAR: meter as encóspias no calçado.

ENFORMAR: peças que os sapateiros metem no calçado para o alargar.

ENFRANQUE: a parte côncava do calçado, correspondente aos dois selados laterais


do pé.

ENTRESSOLA: peça entre a sola e a palmilha do sapato.

FLORETA: a parte do rosto da bota que pega com o cano.

FRANCALETE: peça, constituída por alguns pedaços de sola, que se coloca no


enfranque para lhe dar rijeza e compor o feitio da sola.

GÁSPEA: parte dianteira do calçado.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
GOGO: pedra lisa, sobre a qual os sapateiros batem sola.

LAMPARINA: fornecia o calor necessário à preparação da massa e aquecia os ferros


de brunir (polir).

LINHOL: o fio untado de cerol com que os sapateiros cosem o calçado e que também
serve para coser lona e várias coisas.

MALHANA: martelo usado pelos sapateiros.

MANICA: espécie de luva de couro que usam os sapateiros e os correeiros para não
se cortarem com o fio; manícula.

ORELHA: a ponta de cabedal que num sapato fica sobre o peito do pé e pela qual se
puxa ao calçá-los.

PARINHO: trabalho manual de sapataria.

PÉS DE CABRA: pulem a sola do sapato.

REMONTE: renovação ou substituição do rosto ou parte anterior do calçado, quando já


está deteriorado, por outro de cabedal novo.

REVIRÃO: a vira de trás do calçado ou a vira de entranhar; também se chama virola.

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ROCEDÃO: fio com que o sapateiro liga o cabedal em volta das formas.

ROEDURA: ferimento nos pés, feito pelo atrito do calçado.

SOLAGEM: operação que consiste em assentar a sola no calçado.

SOVELA: instrumento constituído por uma espécie de agulha direita ou curva e


encavada com que os sapateiros e os correeiros furam o cabedal para coser.

SOVELÃO: grande sovela.

SOVELAS: abrem furos no cabedal para fazer passar o fio de cânhamo ao coser.

TÁBUA DE LIXA: afia ou amola facas;

TALA: tenaz de madeira, usada pelos sapateiros.

TANSEIRA: cada uma das peças laterais e posteriores da bota, colocadas acima da
gáspea, e nas quais se prende a presilha.

TIGELA: onde o artesão fazia a massa utilizada para colar o cabedal e a carneira. Para
tal, diluía-se o carolo em água e vinagre sobre o lume, mexendo para não granular.

TIRAPÉ: correia de couro, com que os sapateiros seguram a obra sobre a forma.

TRINCAFIO: linha de sapateiro.

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TRINCHETE: faca de sapateiro terminada em faceta e mais ou menos curva.

TRIPEÇA: ofício de sapateiro.

VIRA: tira estreita de couro que se cose ou se prega entre as solas do calçado, junto
às bordas destas.

VIROLA: a primeira peça do salto do calçado, também chamada, em algumas oficinas,


revirão.

22. Dicas de Negócio


A administração de uma oficina de conserto de tênis precisa monitorar minuciosamente
a estrutura de custos do negócio. O empreendedor não pode cobrar um valor alto pelo
serviço por causa do risco de desestimular o reparo do tênis – dependendo do custo, o
cliente pode optar por comprar um tênis novo. E, ao mesmo tempo, necessita
coordenar a receita de forma a sustentar a viabilidade do negócio. Uma sugestão é
que o conserto não ultrapasse o valor de 20% de um tênis novo.

Uma dica para aumentar o faturamento é vender produtos relacionados à limpeza e


manutenção de tênis, impermeabilizantes, escovas, cadarços e palmilhas, além da
compra e venda de tênis usados.

O empresário deverá estar presente em tempo integral na empresa, pelo menos na


fase de consolidação do negócio.

Ele deve dar atenção especial à atração de novos clientes, através de propaganda, e
manutenção dos atuais, visando fidelizar sua clientela.

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Dar atendimento de qualidade é fator fundamental para retenção dos clientes. Deve
dar atenção a prazos de entrega de serviços, utilizar materiais de boa procedência e
preparar a equipe para dispensar tratamento respeitoso e profissional.

23. Características
O empreendedor envolvido com atividades relacionadas a conserto de tênis precisa
adequar-se a um perfil que o mantenha na vanguarda do setor. É aconselhável uma
autoanálise para verificar qual a sua situação frente a esse conjunto de características
e identificar oportunidades de desenvolvimento. A seguir, algumas características
desejáveis ao empresário desse ramo.
- Ter paixão pela atividade e conhecer bem o ramo de negócio;
- Pesquisar e observar permanentemente o mercado em que está instalado,
promovendo ajustes e adaptações no negócio;
- Ter atitude e iniciativa para promover as mudanças necessárias;
- Acompanhar o desempenho dos concorrentes;
- Saber administrar todas as áreas internas da empresa;
- Saber negociar, vender benefícios e manter clientes satisfeitos;
- Ter visão clara de onde quer chegar;
- Planejar e acompanhar o desempenho da empresa;
- Ser persistente e não desistir dos seus objetivos;
- Manter o foco definido para a atividade empresarial;
- Ter coragem para assumir riscos calculados;
- Estar sempre disposto a inovar e promover mudanças;
- Ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir rapidamente para
aproveitá-las;
- Ter habilidade para liderar a equipe de profissionais da oficina de tênis.

24. Bibliografia
AIUB, George Wilson et al. Plano de Negócios: serviços. 2. ed. Porto Alegre: Sebrae,
2000.

BARBOSA, Mônica de Barros; LIMA, Carlos Eduardo de. A Cartilha do Ponto


Comercial: como escolher o lugar certo para o sucesso do seu negócio. São Paulo:
Clio Editora, 2004.

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BIRLEY, Sue; MUZYKA, Daniel F. Dominando os Desafios do Empreendedor. São
Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2004.

COBRA, Marcos. Administração de vendas: casos, exercícios e estratégias. São


Paulo: Atlas, 1981.

COSTA, Nelson Pereira. Marketing para Empreendedores: um guia para montar e


manter um negócio. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003.

DAUD, Miguel; RABELLO, Walter. Marketing de Varejo: Como incrementar resultados


com a prestação de Serviços. São Paulo: Artmed Editora, 2006.

DOLABELA, Fernando. O Segredo de Luisa. 14. ed. São Paulo: Cultura Editores
Associados, 1999.

DOLABELLA, Fernando. Oficina do empreendedor. São Paulo. Cultura Editores


Associados, 1999.

FIGUEIRA, Eduardo. Quer vender mais? Campinas: Papirus, 2006.

GIL, Edson. Competitividade em vendas. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003.

LUPPA, Luis Paulo. O vendedor pit bull. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007.

MCCORMACK, Mark H. A arte de vender. [S. l.]: Best Seller, 2007.

SEGAL, Mendel. Administração de vendas. São Paulo: Atlas, 1976.

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STANTON, William J. Administração de vendas. Rio de Janeiro: Guanabara Dois,
1984.

TOMANINI, Cláudio et al. Gestão de vendas. São Paulo: Ed. FGV, 2004. (Marketing
das publicações FGV management).

Referências Eletrônicas:

Reportagem Valor Econômico. Mercado brasileiro de tênis movimenta 18 bi. Disponível


em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cad astros/noticias/2013/3/7/mercado-
brasileiro-de-tenis-movimenta-r-18-bi. Acesso em 04 de julho de 2013.

Softwares de gestão. Disponível em: http://www.baixaki.com.br. Acesso em 04 de julho


de 2013.

Softwares de gestão empresarial. Disponível em: http://www.superdownloads.com.br.


Acesso em 04 de julho de 2013.

Localizar concorrentes de oficina de conserto de tênis: Disponível em: http://www.gu


iamais.com.br/busca/tenis+conserto-brasilia-df. Acesso em 05 de julho de 2013.

Localizar concorrentes de oficina de conserto de tênis: Disponível em:


http://www.telelistas.net/locais/df/brasilia/sapate
iros/200555861/clinica+do+tenis+conserto+e+reforma – Acesso em 05 de julho de
2013.

Glossário do setor. Disponível em: http://letr atura.blogspot.com/2007/08/glossrio-


sapateiro.html. Acesso em 05 de julho de 2013.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /
Feiras e eventos. Disponível em: http://www.nfei ras.com/calcados-
esportivos/brasil/?page=1 - Acesso em 05 de julho de 2013.

25. Fonte
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26. Planejamento Financeiro


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27. Soluções Sebrae


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28. Sites Úteis


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29. URL
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/Como-montar-um-servi%C3%A7o-
de-conserto-de-t%C3%AAnis

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