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GRUPO DE ESTUDOS DE

MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM


GEMEP/CBAR

A MEDIAÇÃO NO ÂMBITO EMPRESARIAL -


UM BREVE ESTUDO ACERCA DE SUA DEFINIÇÃO
EM INSTITUIÇÕES NACIONAIS E ESTRANGEIRAS
COORDENAÇÃO
Ana Luiza Isoldi

EQUIPE1
Ana Luiza Isoldii
Alexandre Palermo Simõesii
Antonio Luiz Sampaio Carvalhoiii
Beatriz Vidigal Xavier da Silveira Rosaiv
Claudia Frankel Grosmanv
Fernando Kachanvi
Jean François Teisseirevii
Marcello Vieira Machado Rodanteviii
Patricia Freitas Fuocoix
Felipe Kachanx
Fernanda Levyxi

São Paulo, Fevereiro de 2014.

1. INTRODUÇÃO

A mediação é um método colocado à disposição das pessoas físicas ou jurídicas, para

solucionar seus conflitos e desavenças, seja qual for a sua relação jurídica-matriz: familiar,

empresarial, comunitária, penal e outras2.

Dentre as áreas acima citadas, o objetivo deste trabalho se volta ao exame da mediação no

âmbito empresarial no Brasil e em renomadas instituições estrangeiras.

1
Integrantes do Grupo de Estudos de Mediação Empresarial Privada do Comitê Brasileiro de Arbitragem - GEMEP.
2
Enquanto método de solução de conflitos, a mediação possui objetivos, princípios e elementos próprios, assim como
possui Escolas que a analisam e compreendem por diversos ângulos, fazendo variar inclusive a sua conceituação e seu
escopo. De todo modo, não será objeto deste trabalho a análise de tais aspectos.

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Conforme se verá, tanto no Brasil quanto no plano internacional há uma diversidade de

expressões para qualificar a mediação dentro do contexto empresarial, tais como: mediação

empresarial, comercial, organizacional, corporativa, interempresarial, intraempresarial, gerencial,

dentre outras3.

Diante desse cenário, realizou-se um breve estudo de como a mediação empresarial é definida

nas principais instituições que administram processos de mediação ao redor do mundo4, a fim de

contribuir com a comunidade empresarial, jurídica e com os interessados em mediação.

2. A MEDIAÇÃO NO CONTEXTO EMPRESARIAL PELO MUNDO

A Model Law on International Commercial Conciliation (“Lei Modelo”) elaborada pela United

Nations Commissionson International Trade Law (UNCITRAL) em 20025 e a Diretiva 2008/52/CE do

Parlamento Europeu e do Conselho de 21/05/20086 servem como primeiras diretrizes a serem

estudadas em termos de mediação no contexto empresarial.

Vale esclarecer que a Lei Modelo da UNCITRAL utiliza o termo “conciliação”, em sentido

amplo, para designar a mediação e a conciliação como sinônimas.

3
Especialmente em referência à língua inglesa, encontram-se as seguintes variações: Commercial Mediation, Business
Mediation, Corporate Mediation, entre outras.
4
Foram desconsideradas as instituições que administram exclusivamente procedimentos arbitrais.
5
United Nations, UNCITRAL Model Law on International Commercial Conciliation with Guide to Enactment and Use 2002,
New York. Disponível em: http://www.uncitral.org/pdf/english/texts/arbitration/ml-conc/03-90953_Ebook.pdf. Acesso em
30/07/2013.
6
EUR-Lex. Directiva 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 21/05/2008, relativa a certos aspectos da
mediação em matéria civil e comercial. Disponível em:
http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2008:136:0003:0008:PT:PDF. Acesso em 30/07/2013.

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Em sua primeira parte, artigo 1º, item 1, a Lei Modelo prevê sua aplicação para os casos de

mediação comercial. Mais adiante, em suas notas explicativas, esclarece que deve ser dada

interpretação ampla à expressão “comercial” utilizada na lei, com a finalidade de abranger os

assuntos decorrentes de todos os relacionamentos de natureza comercial, contratuais ou não.

Explica, ainda, que relacionamentos de natureza comercial incluem, mas não se limitam, a

qualquer atividade comercial para o fornecimento ou troca de mercadorias e serviços, contrato de

distribuição, agência ou representação comercial, “factoring”, “leasing”, construção de obras,

consultoria, engenharia, licenciamento, investimentos, finanças, bancários, seguros, concessão ou

contratos de exploração, “joint venture” ou outras formas de cooperação empresarial ou industrial e

transporte de bens ou passageiros por meio aéreo, marítimo, ferroviário ou terrestre.

A Lei Modelo e as Diretivas Européias objetivam fomentar o uso da mediação em conflitos

transfronteiriços envolvendo os Estados-membros em matéria civil e comercial de modo a simplificar

e melhorar o acesso à justiça. Referidas normas servem como modelo a ser seguido pelos Estados ao

legislarem sobre a matéria.

Em relação às principais instituições internacionais que administram procedimentos de

mediação no âmbito empresarial, notadamente as Câmaras de Comércio ou Instituições, em algumas

delas se nota que há a definição da mediação de forma genérica, sem referência específica à

vertente empresarial, como veremos a seguir e abaixo, em breve estudo e levantamento feitos pelos

integrantes desta comissão.

2.1. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

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a) CPR - International Institute for Conflict Prevention & Resolution - New York, NY.

“Mediation is facilitated negotiation, whose object is the consensual resolution of a

dispute on terms that the parties themselves agree upon. It is a form of alternative dispute

resolution in which a neutral party (a mediator) selected by the parties seeks to determine

the interests of the parties, discover which of these interests may be shared, and alert

them to a resolution that may further those interests.”7

b) JAMS, The Resolution Experts - Irvine, CA.

“Mediation is a process wherein the parties meet with a mutually selected impartial and

neutral person who assists them in the negotiation of their differences.”8

c) CDS - Center for Dispute Settlement - Washington, D.C.

“CDS has successfully mediated almost every type of dispute:

- within government agencies and nonprofit organizations;

- between employers and employees;

- between government and private citizens;

- between citizens’ groups and local governments, commercial or residential

developers.”9

7
Disponível em: http://www.cpradr.org/Resources/ADRPrimer.aspx. Acesso em 03/01/2014. “Mediação é uma negociação
facilitada, cujo objetivo é a solução consensual de uma lide em condições que as partes acordam entre si. É uma forma de
solução alternativa de litígio na qual uma parte neutra (um mediador) escolhida pelas partes busca determinar o interesse
das partes, descobrir qual desses interesses podem ser compartilhados, e os alertar sobre uma solução que pode favorecer
tais interesses.” (Tradução livre)
8
Disponível em: www.jamsadr.com/adr-mediation. Acesso em 04/01/2014. “Mediação é um processo no qual as partes se
encontram com uma pessoa imparcial e neutra, mutuamente escolhida, que as assiste na negociação de suas diferenças.”
(Tradução livre)
9
Disponível em: www.cdsusa.org/dispute_resolution_services/mediation_services.html. Acesso em 03/01/2014. “CDS tem
mediado de forma bem sucedida quase todo tipo de lide: - Entre agências governamentais e organizações sem fins
lucrativos; - Entre empregadores e empregados; - Entre governo e cidadãos; - Entre grupos de cidadãos e governos locais,
incorporadores comerciais e residenciais.” (Tradução livre)

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d) AAA - American Arbitration Association e ICDR - International Centre for Dispute

Resolution10- New York, NY. Commercial Arbitration Rules and Mediation Procedures

(Including Procedures for Large, Complex Commercial Disputes)11:

“The parties might wish to submit their dispute to mediation prior to arbitration. In

mediation, the neutral mediator assists the parties in reaching a settlement but does not

have the authority to make a binding decision or award. Mediation is administered by the

AAA in accordance with its Commercial Mediation Procedures12.”

e) National Arbitration Forum - Minneapolis, MN.

“Mediation is a voluntary method of dispute resolution that allows parties to craft their

own solution to a dispute. An unbiased third party (the mediator) assists the parties in this

process by conducting private interviews and negotiations with each party to discuss

settlement opportunities and facilitate an agreeable solution. Mediators never impose

decisions on disputing parties; rather, they encourage disputing parties to find common

ground and resolve their dispute on their own terms.”13

2.2 CANADÁ

10
ICCR is the international division of the American Arbitration Association (AAA) charged with the exclusive administration
of all of the AAA’s international matters.
11
Regras de Arbitragem Comercial e Procedimentos de Mediação (incluindo Procedimentos para Grandes e Complexas Lides
Comerciais). (Tradução livre)
12
Disponível em: www.adr.org. Acesso em 03/01/2014. “As partes podem desejar submeter suas lides à mediação
previamente à arbitragem. Na mediação, o mediador neutro assiste as partes para alcançar um acordo, mas não tem a
autoridade de proferir uma decisão vinculante ou sentença. Amediação é administrada pela AAA de acordo com seus
“Procedimentos de Mediação Comercial”. (Tradução livre)
13
Disponível em: http://www.adrforum.com/main.aspx?itemID=1372&hideBar=False&navID=349&news=3. Acesso em
04/01/2014. “Mediação é um método voluntário de solução de lides que permite às partes elaborar suas próprias soluções
para um conflito. Um terceiro imparcial (o mediador) assiste as partes nesse processo pela condução de entrevistas privadas
e negociações com cada parte para discutir oportunidades de acordo e facilitar soluções aceitáveis. Os mediadores nunca
impõem decisões sobre as partes litigantes; pelo contrário, eles encorajam as partes litigantes a encontrar fundamentos em
comum e resolver suas lides nos seus próprios termos.” (Tradução livre)

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a) BCICAC - British Columbia International Commercial Arbitration Centre- Vancouver.

“Mediation is one form of dispute resolution alternative to court litigation. Perhaps it

should be called one form of “Appropriate Dispute Resolution”. The essence of mediation

is a consensus based resolution with a mediator acting as a facilitator.”14

b) ADR Chambers - Toronto. “Mediation is facilitated negotiation. The Mediator is a

neutral who helps disputants settle their dispute.Mediators assist disputants to find their

own result - one that’s acceptable to the parties. If asked, the mediators will also give an

opinion about the likely outcome of a dispute in court. Most disputes that are mediated

by ADR Chambers mediators result in settlement.”15

c) IMAQ -Institut de Médiationet D´arbitrage du Québec - Québec.

“La mediation est un processus par lequel des parties conviennent de demander à un

tiers, le médiateur, de les accompagnerdans la recherched’une solution à leurconflit. La

mediation est souple et flexible, les parties y conservent le plein contrôle du déroulement

et du résultat final. Le médiateur est là pour aider les parties à trouver elles-mêmes des

solutions à leurs conflits et non pour leur imposer des solutions, le tout dans un cadre

privé et confidentiel.”16

14
Disponível em: http://bcicac.com/mediation/what-is-mediation. Acesso em 04/01/2014. “Mediação é uma forma de
solução alternativa de lide ao litígio no judiciário. Talvez, deveria ser chamada de uma forma de “Solução Apropriada de
Lide”. A essência da mediação é uma solução baseada em consenso com um mediador atuando como um facilitador.”
(Tradução livre)
15 Disponível em: http://adrchambers.com/ca/mediation. Acesso em 05/01/2014. “Mediação é negociação facilitada. O

mediador é um neutro que ajuda os litigantes a resolverem sua lide. Mediadores auxiliam os litigantes a encontrar seus
próprios resultados - um que seja aceitável pelas partes. Se questionado, o mediador também irá dar uma opinião sobre o
provável resultado de uma lide no judiciário. A maioria das lides que são mediadas pela ADR Chambers resulta em acordo.”
(Tradução livre)
16
Disponível em: http://www.imaq.org/quels-modes-de-prevention-et-de-reglement-des-differends/la-mediation. Acesso
em 03/01/2014. “A mediação é um processo pelo qual as partes pactuam solicitar a um terceiro, o mediador, que as
acompanhe na busca de uma solução de um conflito. A mediação é maleável e flexível, nela as partes conservam o pleno
controle do desenrolar e do resultado final. O mediador tem por função ajudar as partes a encontrar, elas mesmas, as
soluções aos seus conflitos, e não para impor tais soluções. Isto em um contexto privado e confidencial”. (Tradução livre)

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2.3 INGLATERRA

a) CEDR - Centre for Effective Dispute Resolution - London.

“Mediation is a flexible process conducted confidentially in which a neutral person actively

assists parties in working towards a negotiated agreementof a dispute or difference, with

the parties in ultimate control of the decision to settle and the terms of resolution.”17

b) LCIA - The London Court of International Arbitration - London

“Mediation is a negotiated settlement, conducted and concluded with the assistance of a

neutral third-party. The process is voluntary and does not lead to a binding decision,

enforceable in its own right.

Most commercial disputes, in which it is not imperative that there should be a binding and

enforceable decision, are amenable to mediation. Mediation may be particularly suitable

where the parties in dispute hope to preserve, or to renew, their commercial

relationships.”18

c) ADR Group19- Bristol e London.

“Commercial mediation is a practical yet sophisticated process designed to address the

real issues and obstacles behind conflict in reaching a commercially viable solution.

17
Disponível em: http://www.cedr.com/solve/mediation. Acesso em 03/01/2014. “Mediação é um processo flexível
conduzido confidencialmente no qual uma pessoa neutra assiste ativamente as partes no trabalho para um acordo
negociado de uma lide ou diferença, tendo as partes controle definitivo sobre a decisão de resolver e os termos do acordo.”
(Tradução livre)
18
Disponível em: http://www.lcia.org/Dispute_Resolution_Services/Mediation.aspx. Acesso em 04/01/2014. “Mediação é
um pacto negociado, conduzido e concluído com a assistência de um terceiro neutro. O processo é voluntário e não conduz a
uma decisão vinculante e executável por si mesma. A maioria das disputas comerciais, nas quais não é imperativo haver
uma decisão vinculante e executável, está sujeita à mediação. A mediação pode ser particularmente adequada nos casos
em que as partes em litígio desejam preservar ou renovar sua relação comercial. (Tradução livre)
19ADR Groupé uma marca commercial (“trading name”)de titularidade de IDR EuropeLimitede ADR Net Limited.

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ADR Group's commercial mediators understand that for many individuals and

organisations dispute resolution is a ‘distress purchase’. The cost in terms of business

disruption and personal management time to manage conflict is often underestimated.

Our commercial mediation services provide an effective yet challenging alternative. The

appointment of a professional third party neutral commercial mediator through the ADR

Group will provide the structure within which a constructive and positive negotiation

process can take place. The decision to settle and terms of agreement rest with the parties

themselves, not the mediator and not a judge.”20

2.4 FRANÇA

a) ICC - International Chamber of Commerce - Paris.

“ICC ADR is a non-jurisdictional procedure whereby an independent neutral assists parties

with settling commercial disputes in an amicable manner.

ADR proceedings are administered by the ICC International Centre for ADR (Centre)

pursuant to the ICC ADR Rules (ADR Rules).

The Centre is the only body empowered to administer proceedings under the ADR Rules.In

ADR proceedings, parties remain in control of the outcome by negotiating a binding, win-

win agreement based on their business interests. In contrast, in arbitration proceedings an

20Disponível em: http://www.adrgroup.co.uk/section/3/1/commercial. Acesso em 04/01/2014. “Mediação comercial é um


processo prático e sofisticado, elaborado para direcionar as reais questões e obstáculos por trás dos conflitos, visando o
alcance de uma solução comercial viável. Os mediadores comerciais da ADR Group entendem que, para muitos indivíduos e
organizações, solucionar uma lide é uma ‘aquisição de sofrimento’. O custo em termos de ruptura de negócios e
administração de tempo pessoal para resolver conflito é geralmente subestimado. Nossos serviços de mediação comercial
oferecem uma alternativa efetiva e ao mesmo tempo desafiadora. A nomeação de um terceiro, mediador comercial
profissional neutro, por meio do ADR Group irá oferecer a estrutura em que um processo de negociação construtivo e
positivo pode acontecer. A decisão de resolver e os termos do acordo são deixados com as próprias partes, não com o
mediador, nem com o juiz.” (Tradução livre)

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arbitral tribunal issues a win-lose decision based on the applicable laws of the parties’

contract.

Under the ADR Rules, parties are free to choose the settlement technique, including:

- mediation;
- conciliation;
- neutral evaluation;
- mini-trial and
- a variety of combinations of these and other techniques.

The majority of parties opt for mediation, which is the default mechanism where parties

do not agree otherwise.”21

b) CMAP - Centre for Mediation and Arbitration of Paris - Paris.

“Conventional (contractual) mediation

Definition: mediation is an amicable dispute resolution process initiated at the request of

the companies, either because it is provided for by a clause in the agreement from which

the dispute arises or because they freely and expressly choose to pursue it. Mediation

involves the participation of an impartial third party who helps the parties reach an

optimal negotiated solution, while respecting their interests.”22

21
Disponível em: www.iccwbo.org/products-and-services/arbitration-and-adr/adr. Acesso em 03/01/2014. “ICC ADR é um
procedimento não jurisdicional por meio da qual um neutro independente assiste as partes em resolver conflitos comerciais
de forma amigável. Os procedimentos ADR são administrados pelo Centro Internacional ICC para ADR (Centro) de acordo
com as Regras ICC ADR (Regras ADR). O Centro é a única instituição habilitada a administrar procedimentos sob as Regras
ADR. No procedimento ADR, as partes permanecem no controle do desfecho por meio da negociação de um acordo
vinculante, vantajoso para ambas as partes baseado nos seus interesses empresariais. Por outro lado, em procedimentos
arbitrais, o tribunal arbitral profere uma decisão desvantajosa para uma das partes baseada na lei aplicável ao contrato
existente entre as partes. Sob as Regras ADR, as partes são livres para escolher a técnica de composição, incluindo:
Mediação, Conciliação, Avaliação neutra, Mini-julgamento e várias combinações dessas e outras técnicas. A maioria das
partes opta pela mediação, que é o mecanismo padrão quando as partes não chegam a um acordo de outro modo”.
(Tradução livre)
22
Disponível em: http://www.cmap.fr/CMAP-s-solutions/MEDIATION/Inter-companies-Mediation/Definition-152-en.html.
Acesso em 04/01/2014. “Mediação convencional (contratual) Definição: mediação é um processo de solução de disputa
amigável iniciado por requerimento das empresas, porque é prevista em uma cláusula no contrato do qual a disputa surge

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c) CPMN – Chambre Professionnelle de la Médiation et de la Négociation - Bordeaux.

“La médiation professionnelle est, depuis 1999, la discipline de l’étude des relations

humaines. Elle permet de travailler sur la qualité relationnelle et, conséquemment,

l’anticipation des risques relationnels et la résolution des différends. (…) Fondée sur une

aproche scientifique des conflits, elle permet de développer les processus rationnels de la

réflexion en altérité. En matière de conflit, elle est dotée d’un processus structuré au cours

duquel un tiers indépendant, impartial, neutre et tenu à la confidentialité, accompagne les

parties en litige pour qu’elles trouvent elles-mêmes, librement, la meilleure solution au

litige qui les oppose.”23

2.5 SUÍÇA

a) CCIG - The Geneva Chamber of Commerce, Industry and Services - Genève.

“Commercial mediation is a form of amicable dispute resolution in which the parties ask a

mediator, who is a neutral, independent third party, to help them to reach an agreement

thus settling their dispute. Unlike an arbitrator or judge, the mediator does not give a

decision or judgement. Mediation is based on the free will of the parties, meaning that any

party can end the mediation at any time and without providing reasons.”24

ou porque as partes, livre e expressamente, escolhem buscá-la. A mediação envolve a participação de um terceiro imparcial
que ajuda as partes a alcançar uma ótima solução negociada, respeitando seus interesses.” (Tradução livre)
23
Disponível em: http://cpmn.info/wp/la-mediation-professionnelle/. Acesso em 05/01/2013. “A mediação profissional é,
desde 1999, a disciplina de estudo das relações humanas. Ela permite trabalhar na qualidade relacional e, por consequência,
antecipar os riscos relacionais e a solução das diferenças. Baseada em uma abordagem científica dos conflitos, ela permite
desenvolver os processos racionais de reflexão do outro. Em matéria de conflito, ela é dotada de um processo estruturado
pelo qual um terceiro independente, imparcial, neutro e obrigado à confidencialidade, acompanha as partes em litígio para
que elas encontrem, elas mesmas, livremente, a melhor solução ao litígio que as opõem.” (Tradução livre)
24
Disponível em: http://www.ccig.ch/Fournirdesservices/Mediation/tabid/80/language/en-US/Default.aspx. Acesso em
03/01/2014. “Mediação Comercial é uma forma de resolução amigável de disputas, na qual as partes requerem a um
mediador, que é um terceiro neutro e independente, para ajudá-los a alcançar um acordo resolvendo assim sua lide.
Diferente de um árbitro ou juiz, o mediador não profere uma decisão ou julgamento. A mediação é baseada na livre vontade
das partes, o que significa que qualquer parte pode encerrar a mediação a qualquer tempo e sem motivo.” (Tradução livre)

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b) Swiss Chambers of Commerce Association for Arbitration and Mediation - Basel, Berne,

Genève, Lausanne, Lugano, Neuchâtel e Zürich.

“The Chambers of Commerce of Basel, Berne, Geneva, Lausanne, Lugano, Neuchâtel and

Zurich offer their services in Commercial Mediation based on the Swiss Rules of

Commercial Mediation. Mediation is an alternative method of dispute resolution whereby

two or more parties ask a neutral third party, the mediator, to assistthem in settling a

dispute or in avoiding future conflicts. The mediator facilitates the exchange of opinions

between the partiesand encourages them to explore solutions that are acceptable to

allthe participants. Unlike an expert the mediator does not offer his or her own views nor

make proposals like a conciliator, and unlikean arbitrator he or she does not render an

award.The mediation can be terminated at any time, if the parties do not reach a mutually

satisfactory settlement, or if one of the parties wants to discontinue the process.”25

c) SCCM - Swiss Chamber for Commercial Mediation - Berne, Genève, Lugano, Hergiswil e

Zürich. “Mediation is an extra-judicial conflict resolution method in which a neutral third

party - the mediator - helps the parties to overcome settlement barriers and to develop

their own solution to the dispute.”26

25
Disponível em: https://www.swissarbitration.org/sm/download/swiss_mediation_rules.pdf. Acesso em 05/01/2014.
“As Câmaras de Comércio de Basel, Berna, Geneva, Lausane, Lugano, Neuchatele Zurique oferecem seus serviços na
Mediação Comercial baseados nas Regras Suiças de Mediação Comercial. Mediação é um método alternativo de solução de
lide por meio do qual duas ou mais partes questionam um terceiro neutro, o mediador, a assistí-los na solução de uma lide
ou na prevenção de conflitos futuros. O mediador facilita a troca de opiniões entre as partes e os encoraja a buscar soluções
que são aceitáveis a todos os participantes. Diferente de um especialista, o mediador não oferece sua própria visão nem faz
propostas como um conciliador, e diferente de um árbitro ele ou ela não profere uma sentença. A mediação pode ser
encerrada a qualquer tempo, se as partes não alcançarem uma solução mutuamente satisfatória, ou, se uma das partes
quiser encerrar o processo.” (Tradução livre)
26
Disponível em: http://www.skwm.ch/index-en.php?frameset=2&page=175. Acesso em 05/01/2014. “Mediação é um
método de solução de conflito extrajudicial no qual um terceiro neutro – o mediador – ajuda as partes a superar as barreiras
do acordo e a desenvolver suas próprias soluções para a lide.” (Tradução livre)

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d) WIPO (World Intellectual Property Organization) Arbitration and Mediation Center -

Genève.

“Mediation: an informal procedure in which a neutral intermediary, the mediator, assists

the parties in reaching a settlement of the dispute. (Depending on the parties’ choice,

mediation may be followed, in the absence of a settlement, by arbitration, expedited

arbitration or expert determination.)”27

2.6 BÉLGICA

CEPANI - Belgian Centre for Mediation and Arbitration - Brussels.

Le terme "médiation" désigne une procédure, qu’elle porte le nom de médiation, de

conciliation ou un nom équivalent, dans laquelle les parties demandent à une tierce

personne (le médiateur) de les aider dans leurs efforts pour parvenir à un règlement

amiable d’un litige découlant d’un rapport juridique, contractuel ou autre, ou lié à un tel

rapport. Le médiateur n’a pas le pouvoir d’imposer aux parties une solution au litige.28

2.7 ITÁLIA

Camera Arbitrale di Milano - Milano.

“La mediazione è una procedura riservata nella quale il mediatore, terzo neutrale,

imparziale e indipendente, aiuta le parti a gestire la controversia e a raggiungere un

accordo.

27
Disponível em: http://www.wipo.int/export/sites/www/freepublications/en/arbitration/449/wipo_pub_449.pdf. Acesso
em 05/06/2013. “Mediação: um procedimento informal no qual um intermediário neutro, o mediador, assiste as partes em
alcançar uma solução para a lide. (Dependendo da opção das partes, a mediação pode ser seguida, na ausência de acordo,
por arbitragem, arbitragem acelerada ou determinação especializada.)” (Tradução livre).
28
Disponível em: http://www.cepani.be/FR/Default.aspx?PId=789. Acesso em 05/06/2013.“O termo “mediação” designa
um procedimento, tenha ele o nome de mediação, de conciliação ou equivalente, no qual as partes solicitam à uma terceira
pessoa (o mediador) que os auxilie em seus esforços para atingir uma solução amigável a um litígio resultante de uma
relação jurídica, contratual ou outra, ou ligado à referida relação. O mediador não tem o poder de impor às partes uma
solução ao litígio.” (Tradução livre)

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Il mediatore è un profesionista specificamente formato nella gestione del conflitto ed ha il

compito di facilitare il dialogo tra le parti e aiutarle a costruire una soluzione

soddisfacente.

Nelle controversie tra parti di diferente nazionalità, alle divergenze che possono nascere in

una relazione di business si sommano le differenze culturali. Queste ostacolano il dialogo

e, spesso, fanno sfumare la possibilità di proseguire il rapporto commerciale in essere o

precludono future collaborazioni.

Presso la Camera Arbitrale di Milano è attivo il Servizio Internazionale di conciliazione,

struttura in grado di offrire a chi opera sui mercati internazionali la possibilità di risolvere

le controversie commerciali in maniera rápida ed economica.”29

2.8 PORTUGAL

Centro de Arbitragem da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa - Lisboa.

De acordo com o Regulamento de Mediação e Conciliação do Centro de Arbitragem,

“qualquer litígio em matéria comercial sobre cujo objecto seja admitida transacção pode

ser submetido pelas partes a mediação e conciliação, por um conciliador único, no Centro

de Arbitragem Comercial, nos termos deste Regulamento.”30

2.9 SUÉCIA

29
Disponível em: http://www.camera-arbitrale.it/risolvi.php?sez_id=140&lng_id=7. Acesso em 06/06/2013. “A mediação é
um procedimento reservado no qual o mediador, terceiro neutro, imparcial e independente, ajuda as partes a gerir a
controvérsia e a alcançar um acordo. O mediador é um profissional especificamente formado em gestão de conflito e tem a
tarefa de facilitar o diálogo entre as partes e ajudá-las a construir uma solução satisfatória. (Tradução livre). Nas
controvérsias entre partes de diferentes nacionalidades, às divergências que podem nascer em uma relação de negócios se
somam as diferenças culturais. Estas obstacularizam o diálogo e, frequentemente, dissipam a possibilidade de prosseguir a
relação comercial em si ou precluem futuras colaborações. Junto à Camara Arbitral de Milão existe o Serviço Internacional
de conciliação, estrutura em condições de oferecer a quem trabalha em mercados internacionais a possibilidade de resolver
as controvérsias comerciais de maneira rápida e econômica.” (Tradução livre)
30
Vide: http://www.acl.org.pt/Portals/0/PDF's/Regulamento%20de%20Mediação%20e%20Conciliação.pdf. Acesso em
05/06/2013.

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SCC - Arbitration Institute of the Stockholm Chamber of Commerce - Stockholm.

“The SCC Mediation Rules offer a speedy and cost-effective dispute resolution method for

parties wishing to avoid litigation and arbitral proceedings.

Parties often continue to co-operate after the closure of a successful SCC mediation

procedure. This illustrates the great advantage of mediation as compared with arbitration

and litigation.

A condition for mediation is that the parties are in agreement to use a mediator. Such

agreement may be included in a business contract as a mediation clause.”31

2.10 ALEMANHA

a) DIS - German Institution of Arbitration - Köln, Berlin e München.

“The German Institution of Arbitration (DIS) offers, in addition to administrated

arbitration, numerous additional procedural rules for alternative dispute resolution. These

rules are provided on this page in different languages.32”

Dentre as diversas regras, encontra-se as “DIS Mediation Rules (MedR)”, em vigor desde

1º de Maio de 2010, cuja íntegra pode ser obtida no site da referida instituição33.

b) Hamburg Chamber of Commerce - Hamburg.

31
Disponível em: http://www.sccinstitute.com/medling-4.aspx. Acesso em 04/06/2013. “As Regras de Mediação SCC
oferecem um método de solução de lide célere e rentável para as partes que desejam evitar litígios e procedimentos
arbitrais. As partes geralmente continuam cooperando após o encerramento de um procedimento de mediação SCC bem
sucedido. Isso ilustra a grande vantagem da mediação comparada à arbitragem e ao judiciário. Uma condição para
mediação é que as partes estejam de acordo com o uso de um mediador. Tal acordo pode ser incluído num contrato
empresarial por meio de uma cláusula de mediação.” (Tradução livre)
32
Disponível em: http://www.dis-arb.de/en/16/rules/overview-id0. Acesso em 05/06/2013. “O Instituto Alemão de
Arbitragem (DIS) oferece, além da arbitragem administrativa, várias outras regras de procedimento para solução
alternativa de lides. Essas regras são fornecidas nesta página em diferentes línguas.” (Trradução livre)
33
Disponível em: http://www.dis-arb.de/en/16/rules/dis-mediation-rules-id31. Acesso em 05/06/2013.

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GRUPO DE ESTUDOS DE
MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

“Business mediation is a highly efficient instrument that allows companies to resolve

disputes out of court. Our mediation service for business disputes gives companies the

opportunity to settle their differences.34

The Hamburg rules of mediation for economic conflicts (hereinafter the”Hamburg Rules of

Mediation”) govern a voluntary procedure for the extrajudicial resolution of conflicts.The

mediation procedure is an alternative to court proceedings, arbitration proceedings or

conciliation proceedings.In the mediation procedure, the aim is for the parties to the

proceedings to themselves reach a solution to their conflict which is fair to all interests.”35

2.11 MÉXICO

a) Centro de Mediación Y Arbitraje de la Cámara Nacional de Comercio de la Ciudad de

México - CANACO - Cuahutémoc.

“La mediación es un Método Alterno de Solución de Controversias (MASC) en el que las

partes intentan llegar a un arreglo con la ayuda de un tercero que facilita la comunicación

entre ellas utilizando distintas técnicas, guiándolas hacia un acuerdo confeccionado por

ellas mismas.Además, es una alternativa amistosa de solución que lleguen a presentarse

en diversos sectores como el del comercio, servicios, turismo, industria y construcción

entre otros.”36

34
Disponível em: http://www.hk24.de/en/fairplay/. Acesso em 05/06/2013. “Mediação Comercial é um instrumento
altamente eficiente que permite às companhias resolver lides fora do judiciário. Nosso serviço de mediação para lides
empresariais oferece às companhias a oportunidade de resolver suas diferenças.” (Tradução livre)
35
Disponível em: http://www.hk24.de/en/fairplay/mediation/347742/mediationsordnung_engl.html. Acesso em
05/06/2013. “As regras de mediação de Hamburgo para conflitos econômicos (doravante “Regras de Mediação de
Hamburgo”) regem um procedimento voluntário para a solução extrajudicial de conflitos. O procedimento de mediação é
uma alternativa aos procedimentos do judiciário, procedimentos de arbitragem ou procedimentos de conciliação. No
procedimento de mediação, o objetivo é que as partes alcancem uma solução para seus conflitos por elas mesmas que seja
justo a todos os interesses.” (Tradução livre)
36
Disponível em: http://www.arbitrajecanaco.com.mx/home/contenido.php?id=2&con=informacion. Acesso em
06/06/2013. “A mediação é um Método Alternativo de Solução de Controvérsias, no qual as partes procuram chegar a um

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GRUPO DE ESTUDOS DE
MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

b) Instituto Mexicano de La Mediación A.C. - IMM - Ciudad de Mexico - D.F.

“La mediación es un procedimiento autocompositivo que consiste fundamentalmente en

que un tercero llamado mediador, quien debe contar con una experiencia debidamente

acreditada en la negociación de controversias, se encarga de establecer la comunicación y

acercamiento necesarios a fin de que las partes lleguen a un arreglo que se ajuste a sus

necesidades, mismo que comúnmente queda plasmado en un convenio de transacción.”37

2.12 ARGENTINA

CEMARC - Centro de Mediación y Arbitraje Comercial de La Cámara Argentina de

Comercio - Buenos Aires.

“El CEMARC brinda dos métodos alternativos de solución de conflictos: la mediación y el

arbitraje, que permiten a las empresas resolver conflictos comerciales de manera rápida y

a menores costos, preservando al mismo tiempo la relación con proveedores y clientes.”38

2.13 CHILE

CAM Santiago - Centro de Arbitraje y Mediación - Cámara de Comercio de Santiago -

Santiago del Chile.

acordo com a ajuda de um terceiro que facilita a comunicação entre elas, utilizando diferentes técnicas, guiando-as a um
acordo confeccionado por elas mesmas. Além disso, é uma alternativa amigável de solução que chega a apresentar-se em
diversos setores como do comércio, serviços, turismo, indústria e construção e outros.” (Tradução livre)
37
Disponível em: http://imm.org.mx/imm/mision.htm. Acesso em 06/06/2013. “A mediação é um procedimento
autocompositivo que consiste fundamentalmente que um terceiro chamado mediador, que deve contar com uma
experiência devidamente comprovada em negociação de controvérsias, se encarrega de estabelecer a comunicação e a
aproximação necessária a fim de que as partes cheguem a um acordo que se ajuste às suas necessiaddes, mesmo que
comumente fique estampado um convenio de transação.” (Tradução livre)
38
Disponível em: http://www.cac.com.ar/institucional/Mediacion_y_Arbitraje__Mediation_and_Arbitration_1668. Acesso
em 06/06/2013. “O CEMARC fornece dois métodos alternativos de solução de conflitos: a mediação e a arbitragem, que
permitem às empresas resolverem os conflitos comerciais de maneira rápida e a custos menores, preservando ao mesmo
tempo a relação com os fornecedores e clientes.” (Tradução livre)

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GRUPO DE ESTUDOS DE
MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

“La Mediación del CAM Santiago permite a la comunidad empresarial y jurídica contar con

una alternativa rápida, económica y eficaz para resolver sus controversias, pudiendo

alcanzar acuerdos satisfactorios para todas las partes, protegiendo a su vez sus relaciones

comerciales y personales.Este mecanismo consiste en un método voluntario, a través del

cual las partes en disputa negocian directamente, asistidas por un mediador experto y

neutral, que les ayudará a comunicarse en forma efectiva y a generar soluciones creativas

a su problema. Los mediadores del CAM Santiago han sido entrenados en las técnicas de

negociación y mediación de acuerdo a la metodología de la Universidad de Harvard.”39

2.14 COREIA DO SUL

KCAB - Korean Commercial Arbitration Board - Seoul.

“Mediation is an entirely voluntary, risk-free process in which a neutral staff member of

KCAB helps the parties to a dispute to negotiate their own settlement. The mediator will

be unbiased and shall not judge either party, while encouraging open communication,

helping to identify the specific areas of dispute and agreement, and working toward

bringing the parties to a negotiated settlement specified and reached by the parties

themselves. The number of mediation cases has averaged 520 per year over the last

years.”40

39
Disponível em: http://www.camsantiago.com/mediacion.htm. Acesso em 06/06/2013. “A mediação da CAM Santiago
permite à comunidade empresarial e jurídica contar com uma alternativa rápida, econômica e eficaz para resolver suas
controvérsias, podendo alcançar acordo satisfatórios para todas as partes, protegendo, por sua vez, relações comerciais e
pessoais. Este mecanismo consiste em um método voluntário, através do qual as partes em disputa negociam diretamente
assistidas por um mediador expert e neutro, que as ajudará a se comunicarem de forma efetiva e a gerar soluções criativas
para seu problema. Os mediadores da CAM Santiago têm sido treinados com técnicas de negociação e mediação de acordo
com a metodologia da Universidade de Harvard”. (Tradução livre)
40
Disponível em: http://www.kcab.or.kr/jsp/kcab_eng/mediation/medi_01_ex.jsp. Acesso em 06/06/2013. “Mediação é
um processo totalmente voluntário, livre de riscos no qual um funcionário membro da KCAB ajuda as partes de uma lide a
negociar seu próprio acordo. O mediador será imparcial e não deverá julgar nenhuma das partes, enquanto encoraja uma
comunicação aberta, ajuda a identificar as áreas especificas de lide e acordo, e trabalha para trazer as partes a um acordo

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GRUPO DE ESTUDOS DE
MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

2.15 MALÁSIA

KLRCA - Kuala Lumpur Regional Centre for Arbitration- Kuala Lumpur.

“Conciliation or mediation is an effective way of resolving disputes without the need to go

to court. It involves a neutral third party - a mediator - who guides them through a

structured and confidential negotiation.

The goals of mediation include: clarifying the needs and desires of each party; establishing

common understanding of important information; and reaching an informed and mutually

agreeable solution.”41

2.16 CHINA

HKIAC - Hong Kong International Arbitration Centre - Hong Kong.

“Mediation is a voluntary, non-binding, private dispute resolution process in which a

neutral person, the mediator, helps the parties to reach their own negotiated settlement

agreement. The mediator has no power to impose a settlement. His/Her function is to

overcome any impasse settlement and encourage the parties to reach an amicable

settlement”.42

2.17 JAPÃO

JCAA - The Japan Commercial Arbitration Association - Tokyo.

negociado específico e alcançado pelas próprias partes. O número de casos de mediação tem sido em média 520 por ano ao
longo dos últimos anos.” (Tradução livre)
41
Disponível em http://www.klrca.org.my/scripts/view-anchor.asp?cat=12#24. Acesso em 06/06/2013. “Conciliação ou
mediação é uma forma eficiente de resolver lides sem a necessidade de ir ao judiciário. Ela envolve uma terceira parte
neutra - um mediador - que os guia por uma negociação estruturada e confidencial. Os objetivos da negociação incluem:
esclarecer as necessidades e desejos de cada parte; estabelecer um entendimento comum de informações importantes; e
alcançar uma solução instruída e mutuamente aceitável.” (Tradução livre)
42 Disponível em: http://www.hkiac.org/index.php/en/mediation. Acesso em 06/06/2013. “Mediação é um processo

privado de solução de lide, não vinculante e voluntário no qual uma pessoa neutra, o mediador, ajuda as partes a alcançar
seu próprio acordo negociado. O mediador não tem o poder de impor uma decisão. A função dele ou dela é de superar
qualquer impasse ao acordo e encorajar as partes a alcançar uma solução amigável.” (Tradução livre)

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MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

“Mediation is a method of resolving disputes by the parties’ negotiation facilitated by a

mediator, an independent and impartial third party. It is conducted based on a mediation

agreement between the parties to refer disputes to mediation.”43

2.18 CINGAPURA

Singapore Mediation Centre - Singapore

“Mediation is an alternative method of resolving disputes to litigation or arbitration.It is a

process in which a mediator (the third party neutral), without imposing a decision, works

with parties to resolve their differences amicably. The parties make their own decisions,

usually with the help of their lawyers. They retain complete control over the outcome, and

do not run the risk of having an adverse decision imposed upon them by a judge or

arbitrator.”44

“Commercial Mediation. Any type of civil dispute can be mediated. There is no

geographical limit to what can be mediated at SMC, nor any upper limit on the quantum in

dispute. Among others, we have facilitated the mediation of disputes in a range of

commercial areas – including banking, construction, employment, estate matters,

information technology, insurance, partnership, shipping and tenancy disputes.”45

43
Disponível em: http://www.jcaa.or.jp/e/mediation/what.html. Acesso em 06/06/2013. “Mediação é um método de
solução de disputas pela negociação das partes simplificada por um mediador, um terceiro independente e imparcial. Ela é
conduzida baseada num acordo de mediação entre as partes a fim de direcionar as lides para a mediação.” (Tradução livre)
44
Disponível em: http://www.mediation.com.sg/index.php?option=com_content&view=article&id=49&Itemid=199. Acesso
em 06/06/2013. “Mediação é um método de solução de lides alternativo ao litígio ou arbitragem. É um processo no qual um
mediador (o terceiro neutro), sem impor uma decisão, trabalha com as partes para resolver suas diferenças amigavelmente.
As partes tomam suas próprias decisões, geralmente com a ajuda dos seus advogados. Elas retêm controle completo sobre o
resultado e não correm o risco de terem uma decisão diversa imposta por um juiz ou árbitro.” (Tradução livre)
45
Disponível em:http://www.mediation.com.sg/index.php?option=com_content&view=article&id=57&Itemid=215. Acesso
em 06/06/2013. “Mediação Comercial. Qualquer tipo de disputa civil pode ser mediada. Não há limite geográfico para o que
pode ser mediado na SMC, nem qualquer limite superior do montante em lide. Dentre outros, nós temos facilitado a
mediação de disputas em variadas áreas comerciais – incluindo bancária, construção, empregatícia, assuntos imobiliários,
tecnologia da informação, seguro, parcerias, transporte marítimo e disputas locatícias.” (Tradução livre)

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MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

2.19 INDIA

IIAM - Indian Institute of Arbitration & Mediation - Bangalore e Kerala

“Mediation is a settlement effort, which utilizes the services of an impartial, third party

mediator in an effort to reach a mutually acceptable agreement. By agreeing to mediate,

parties agree to negotiate to attempt to settle their differences. It is an informal and non-

adversarial process, which has the objective of helping the disputing parties reach a

mutually acceptable and voluntary agreement. Neither IIAM nor the mediator has the

power or authority to render a binding decision or to force the parties to accept a

settlement.”46

Com base nesse contexto, embora seja comum no exterior encontrar referências às

expressões “commercial mediation” ou “business mediation”, especialmente em alguns

regulamentos das câmaras e instituições pesquisadas, nenhuma delas conceitua ou os diferencia da

expressão “mediation”.

Desse modo, concluímos que a maioria das instituições pesquisadas utiliza simplesmente a

expressão mediação (“mediation”) para designar os serviços de mediação prestados no campo

empresarial, sendo que algumas delas diferenciam seus serviços em função de sua especialização em

determinados campos de atuação ou setores da economia.

3. A MEDIAÇÃO NO CONTEXTO EMPRESARIAL NO BRASIL

46
Disponível em: http://www.arbitrationindia.org/htm/mediation.html. Acesso em 06/06/2013. “Mediação é um esforço,
que utiliza os serviços de um terceiro mediador imparcial, com vistas a se alcançar um acordo mutuamente aceitável.
Acordando em mediar, as partes concordam em negociar uma tentativa de resolver suas diferenças. É um processo informal
e não-adversarial, que tem o objetivo de ajudar as partes litigantes a alcançar um acordo mutuamente aceitável e
voluntário. Nem a IIAM nem o mediador têm o poder ou autoridade de dar uma decisão vinculante ou forçar as partes a
aceitar um acordo. (Tradução livre)

20
GRUPO DE ESTUDOS DE
MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

No Brasil, ao se verificar as instituições listadas no sítio eletrônico do CONIMA (Conselho

Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem), não se encontraram referências expressas ao

termo mediação empresarial, comercial, corporativa ou outras, mas apenas ao conceito de

mediação.

A propósito, de acordo com o próprio CONIMA, “mediação é um processo não-adversarial e

voluntário de resolução de controvérsias por intermédio do qual duas ou mais pessoas, físicas ou

jurídicas, buscam obter uma solução consensual que possibilite preservar o relacionamento entre

elas”. O processo é conduzido por “um terceiro facilitador” (o mediador), a quem caberá estimular e

viabilizar a comunicação entre as partes.

No CAM-CCBC (Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá)

encontra-se similar definição: “mediação está entre os métodos não adversariais de resolução de

conflitos, tem natureza autocompositiva e voluntária, no qual um terceiro imparcial e independente

coordena reuniões separadas ou conjuntas com as pessoas envolvidas em controvérsias, sejam elas

físicas ou jurídicas, com o objetivo de promover uma reflexão a fim de alcançar uma solução ou

soluções. O mediador terá o papel de facilitador do processo de retomada do diálogo entre as

partes”.

Também, como exemplo, na CAE (Câmara de Mediação e Arbitragem) das Eurocâmaras tem-

se: “a mediação é um meio alternativo de solução de controvérsias no qual um terceiro, neutro, de

confiança das partes, por elas livre e voluntariamente escolhido, intervém com o objetivo de (i)

articular a comunicação entre os envolvidos e (ii) estimular a obtenção de um acordo em que todos os

interesses sejam satisfeitos”.

21
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GEMEP/CBAR

É interessante observar que, no Brasil, diferentemente de alguns países, há uma distinção

entre a mediação e a conciliação, na medida em que os objetivos, as técnicas e os princípios

envolvidos são, aqui, tratados de modo diverso.

Em linhas gerais, a conciliação é tratada como um método de solução de conflitos, no qual o

terceiro que é chamado a atuar (o conciliador) possui a função precípua de obter um acordo entre as

partes, participando de maneira ativa na formulação de propostas e sugestões de valores.

Normalmente a conciliação é indicada para casos nos quais a relação das partes é baseada em um

vínculo simples ou único, sem necessidade futura de manutenção do relacionamento.

A mediação, por sua vez, é indicada para solução de conflitos no qual o vínculo entre as partes

se apresenta mais complexo ou cuja relação mereça maior atenção, seja para sua manutenção ou

perpetuidade. O terceiro chamado a atuar (o Mediador) terá por função principal facilitar e fomentar

o diálogo entre as partes, ajudando-as a encontrarem opções compartilhadas para solução do

conflito.

De qualquer modo, verificou-se por meio da pesquisa realizada que as instituições que

administram conflitos no âmbito empresarial, no Brasil, estão em linha com as instituições

internacionais, não fazendo distinção entre o termo mediação e a mediação no contexto ou âmbito

empresarial.

4. CONCLUSÃO

Por meio desse breve estudo, pode-se concluir que, no Brasil:

22
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GEMEP/CBAR

(a) as nossas principais instituições privadas especializadas em Mediação estão

funcionando e solucionando conflitos empresariais, em consonância com a

prática, regulamentos e conceitos similares aos seus principais pares

internacionais;

(b) tais instituições não têm apresentado distinção entre “mediação” e mediação no

contexto ou âmbito empresarial.

(c) a expressão “mediação empresarial” é a mais adequada diante da influência

jurídica e terminológica utilizada nesse âmbito, devendo prevalecer sobre o uso

da terminologia mediação comercial ou corporativa;

(d) a Mediação Empresarial é aquela aplicada tanto em ambientes externos à

empresa (interempresarial) e/ou dentro das empresas (intraempresarial); e

(e) essa espécie de mediação deverá se desenvolver muito nos próximos anos em

nosso país, ainda mais quando definido for o seu marco legal; o que está, ao que

tudo indica, muito próximo de ocorrer.

Apenas a título ilustrativo, poderão ser endereçadas e resolvidas por meio da mediação

empresarial especialmente questões envolvendo atividade empresarial no âmbito interno e externo

(tais como contratos de distribuição, agência e fornecimento, tecnologia, propriedade intelectual,

franquia, parcerias, “joint-ventures” e contratos de cooperação, fusões e aquisições, transportes,

23
GRUPO DE ESTUDOS DE
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GEMEP/CBAR

seguros e outros), envolvendo duas ou mais pessoas jurídicas, públicas ou privadas, e envolvendo

empresas nacionais ou estrangeiras.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E INDICAÇÃO PARA LEITURAS SOBRE O TEMA

AGUIAR, Carla Zamith Boin (Coord.). Mediação empresarial: I Fórum Internacional deMediação
Empresarial do CONIMA. São Paulo: Quartier Latin, 2009.

BRAGA NETO, Adolfo. A mediação de conflitos no contexto empresarial. In: Âmbito


Jurídico, Rio Grande, 83, de 01/12/20120 [Internet].
Disponível em http://www.ambito-
juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura
&artigo_id=8627. Acesso em 03/01/14.

EUROPEAN COMMUNITY. Green Paper on Alternative Dispute Resolution in civil and


commercial matters. Disponível em:
http://europa.eu.int/eurlex/lex/LexUriServ/site/en/com/200
4/com2004_0718en01.pdf#search=%22SEC(2004)%201314%
20certain%20aspects%20of%20mediation%20in%20civil%20a
nd%20commercial%20matters%22. Acesso em 03/01/14.

Directive 2008/52/EC of the European Parliament and the


Council “on certain aspects of mediation in civil and
commercial matters.(De 21/05/2008). Acesso em 03/01/14.

GROSMAN, Claudia Frankel et


MANDELBAUM, Helena G. (Orgs.). Mediação no Judiciário: Teoria na prática e prática na teoria.
São Paulo: Primavera Editorial, 2011.

LEVY, Fernanda Rocha Lourenço. Cláusulas escalonadas - A mediação comercial no contexto da


arbitragem, São Paulo: Editora Saraiva, 1ª edição, 2013.

SAMPAIO, Lia Regina Castaldi. Mediação nas e entre empresas in Aspectos atuais sobre a
mediação e outros métodos extra e judiciais de resolução de
conflitos. Rio de Janeiro: GZ Editora, 1ª edição, 2012.

UNITED NATIONS. UNCITRAL Model Law on International Commercial


Conciliation with Guide to Enactment and Use. New York,
2002. Disponível em
http://www.uncitral.org/pdf/english/texts/arbitration/ml-
conc/03-90953_Ebook.pdf. Acesso em 30/07/2013.

24
GRUPO DE ESTUDOS DE
MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

i
Ana Luiza Isoldi, mediadora, sócia da Algi Mediação Consultoria e Treinamentos; advogada, sócia do Bassani,
Miranda e Isoldi Advogados Associados; mestre em Direito Urbanístico; mestranda em Mediação de Conflitos pelo
Master Latinoamericano Europeo en Mediación (Argentina/Suíça - Institut Universitaire Kurt Bösch/IUKB),
especialista em Direito Público e em Métodos de Soluções Alternativas de Conflitos Humanos, ambos pela Escola
Paulista da Magistratura; especialista em Dinâmica de Grupo pela Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupo - SBDG;
cursando LLM em Direito Empresarial; certificada como treinadora em negociação pelo PON-Harvard
(Cambridge/EUA); certificada como treinadora em mediação no ambiente de trabalho pelo Mediation Training
Institute Internacional - MTI/CNRC; certificada como mediadora comercial pelo ADR Group (Londres); credenciada à
Sociedade Latino Americana de Coach - SLAC; mediadora da Câmara de Mediação e Arbitragem das Eurocâmaras -
CAE mediadora e membro do Comitê de Controvérsias sobre Registro de Domínio da Câmara de Comércio Brasil-
Canadá - CCBC; Diretora de Métodos Extrajudiciais de Solução de Controvérsias do Conselho Nacional das
Instituições de Mediação e Arbitragem - CONIMA; Diretora da OAB-Jabaquara na Comissão de Mediação;
Coordenadora do Grupo de Estudos de Mediação Empresarial Privada do Comitê Brasileiro de Arbitragem - CBAr. Co-
autora dos livros: “Mediação empresarial”; “Aspectos relevantes da empresa familiar” e “A nova ordem das soluções
alternativas de conflitos e o Conselho Nacional de Justiça”.
ii
Alexandre Palermo Simões, advogado em São Paulo; Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de São
Paulo e Especialista em Direito Comercial pela mesma faculdade. Professor de Técnicas de Negociação para cursos
de Pós-Graduação na FIAP. Sócio fundador e responsável pelas áreas de Direito Empresarial, Direito Desportivo,
Arbitragem, Mediação, Negociação e ADRs de Ragazzo, Simões, Spinelli e Lazzareschi Advogados; mediador
certificado junto ao CCCM-CONIMA e capacitado pelo Instituto Defamilia (São Paulo) e pela Mediaras (Buenos Aires);
árbitro na lista da Câmara de Mediação e Arbitragem das EuroCâmaras - CAE; membro da comissão de Estudos sobre
Mediação do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá - CAM-CCBC e membro
Comitê Brasileiro de Arbitragem - CBAr e Co-autor do livro “Perícias em Arbitragem” - LEUD, São Paulo, SP, 2012.
iii
Antonio Luiz Sampaio Carvalho, Vice-Presidente do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio
Brasil-Canadá (CAM-CCBC) - 2012/2015, onde também foi Secretário Geral - de 2000 até 2011; Vice-Presidente do
CONIMA - Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem; membro da Comissão de Mediação e
Arbitragem da OAB/SP; membro do CBAr - Comitê Brasileiro de Arbitragem; membro do Conselho Técnico da Câmara
de Mediação e Arbitragem da Associação Comercial da Bahia. Associado e membro das Comissões Jurídica e de
Conduta do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC, onde também foi Diretor Secretário (1999 até
março/2002). Advogado e pós-graduado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, de São Paulo,
com atividade profissional concentrada em Direito Minerário e Direito Empresarial; advogado interno e diretor das
empresas Cia. Cimento Itaú (até 1977) e Mineração Brumadinho (até 2001); de 2001 até a presente data, mantém
escritório próprio de advocacia e consultoria nas áreas citadas.
iv
Beatriz Vidigal Xavier da Silveira Rosa, graduada em Engenharia de Produção Mecânica pelo Instituto de Ensino de
Engenharia Paulista, com MBA em “Tecnologia e Gestão de Geração Distribuída e Cogeração” pela Escola Politécnica
da USP e especialização em “Engenharia de Defesa” pelo IME-Instituto Militar de Engenharia - RJ. Diretora e membro
da Câmara de Mediação e Arbitragem do Instituto de Engenharia CMA-IE, membro da Câmara de Conciliação,
Mediação e Arbitragem CIESP/FIESP, membro da Câmara de Mediação e Arbitragem do IBDE-Instituto Brasileiro de
Estudos do Direito de Energia, Conselheira do IBDE, membro do Comitê Brasileiro de Arbitragem - CBAr, membro do
Instituto Brasileiro de Estudos do Direito da Construção-IBDiC, integrante do Grupo de Estudos de Métodos
Extrajudiciais de Resolução de Conflitos do IMAB – Instituto de Mediação e Arbitragem do Brasil, Diretora Tesoureira
e Vice-Presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa - SIMDE, Representante Suplente do
SIMDE no Comdefesa-FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Fórum de Defesa e Segurança-
FIRJAN(Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Conselheira do SESI-Serviço Social da Indústria e SENAI-
Serviço Nacional para Aprendizagem Industrial. E ainda, foi membro do Conselho Fiscal do Grupo Vida, entidade de
assistência ao idoso carente do Município de Barueri-SP, foi Diretora Tesoureira e Conselheira da BPW-SP - Associação
de Mulheres de Negócios e Profissionais de São Paulo. Secretária da Coordenadoria da Região América Latina da BPW.
Atuação especial em questões de Conteúdo Local no PROMINP - Programa de Mobilização da Indústria Nacional de
Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia.

25
GRUPO DE ESTUDOS DE
MEDIAÇÃO EMPRESARIAL PRIVADA DO COMITÊ BRASILEIRO DE ARBITRAGEM
GEMEP/CBAR

v
Claudia Frankel Grosman, advogada, sócia do escritório Bayer, Grosman e Levy Advocacia Colaborativa. Mediadora
certificada pelo ADR Group (Londres), MTI, CNRC e Instituto Familiae. Especialista em negociação, gestão de conflitos
empresariais e mediação. Atua em várias áreas de disputas comerciais. Mediadora do CPR International Institute em
NY, USA, da Câmara Européia, do Instituto D'Accorde da Câmara de Mediação do SECOVI-SP. Atua como mediadora
das Varas Cíveis do Fórum de Santana, São Paulo. Possui o MBA Executivo do IBMEC SP, atual Instituto de Educação e
Pesquisa (INSPER) e é coautora e coorganizadora do livro: “Mediação no Judiciário: Teoria na Prática, Prática na
Teoria”, Primavera Editorial, 2011.
vi
Fernando Antonio Grisi Kachan, Engenheiro Civil, Especialização em Gestão de Processos Industriais, Sócio da
Empresa Personact Desenvolvimento Humano e Organizacional, Mediador de Conflitos pelo Instituto Familiae, Coach
Executivo Organizacional pela Leading Group - Fiace, European Mentoring & Coaching Council e pela Lambent -
International Coaching Community, Pós Graduação em Facilitação de Dinâmica dos Grupos pela Sociedade Brasileira
de Dinâmica dos Grupos,Terapeuta Comunitário, Terapeuta de Família pelo Instituto de Terapia de Família e
Comunidade de Campinas, Master Practitioner e Trainner em Programação Neuro Linguística pela Actius.
vii
Jean François Teisseire, advogado admitido na OAB, Seção do Estado de São Paulo e Seção do Estado de Rio de
Janeiro. Sócio fundador de Pacheco Neto, Sanden, Teisseire Advogados. Ex-Presidente, atual Secretário Geral e
Diretor da Mediação da Câmara de Mediação e Arbitragem das EuroCâmaras - C.A.E., Presidente da Associação
Brasileira de juristas Francófonos. Diretor das Relações Internacionais do Conselho Nacional das Instituições de
Mediação e Arbitragem - CONIMA. Membro do Comitê Brasileiro de Arbitragem - CBAr. Membro do Conselho de
Administração da Câmara de Comércio França-Brasil.

viii
Marcello Vieira Machado Rodante, advogado. Sócio de Rodante & Scharlack Advogados. Pós-Graduado em
Direito Processual Civil e Extensão em Fusões e Aquisições pelo Instituto Internacional de Ciências Social. Especialista
em Arbitragem pela Fundação Getulio Vargas e Extensão em Arbitragem Comercial Internacional pela Washington
Collegeof Law, USA. Especialista em negociação, arbitragem e contencioso judicial. Membro do Comitê Brasileiro de
Arbitragem - CBAr.
ix
Patricia Freitas Fuoco, advogada em São Paulo, sócia de Sócia fundadora de Pacheco Neto, Sanden, Teisseire
Advogados. Especialista em Governança e Planejamento Jurídico nas Empresas Familiares pela Escola de Direito de
São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (GVLaw) e em Negociação e Mediação pela Harvard Negotiation Institute -
Harvard Law School, Boston, USA. Graduada pela Faculdade de Direito das Faculdades Metropolitanas Unidas. É
mediadora certificada junto ao CCCM-CONIMA com capacitação pelo Instituto Defamilia, São Paulo, Brasil e pelo
Centro de Mediación Mediaras, Buenos Aires, Argentina. É membro do Conselho Nacional das Instituições de
Mediação e Arbitragem - CONIMA e do Comitê Brasileiro de Arbitragem - CBAr.

x
Felipe Kachan, aluno do sexto semestre do curso de Direito da PUC-SP. Associado ao CBAR desde 2011.

xi
Fernanda Levy , Doutora em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Possui
formação em mediação pela “Maestría en Mediación y Negociación” do Institut Universitaire Kurt Bösch (Buenos
Aires - Suíça. Mediadora civil e comercial certificada por ADR Group (Londres). Professora universitária nos cursos de
graduação e pós-graduação de Direito, Mediação e de Arbitragem junto à PUC/SP, Universidade Nove de Julho e
Escolas de Magistratura. Advogada sócia do Bayer, Grosman & Levy- Advocacia Colaborativa. Mediadora privada e
Sócia-fundadora do Instituto D´accord de Gestão de Conflitos. Integra o painel de mediadores da Câmara de
Mediação e Arbitragem do Instituto de Engenharia, do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio
Brasil- Canadá e da Câmara de Mediação e Arbitragem das EuroCâmaras. Secretária Geral do Conselho Nacional
das Instituições de Mediação e Arbitragem (CONIMA).

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