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O FUNCIONAMENTO DO COLETOR DE ADMISSÃO VARIAVEL

- A utilização de coletores de admissão variável tem como finalidade aumentar o


rendimento dos motores. Alterando o comprimento dos dutos de admissão tenta-se
proporcionar um melhor enchimento dos cilindros de acordo com a necessidade do motor;
- Existem basicamente dois tipos de coletores variáveis. O sistema que varia o
comprimento dos dutos de admissão através de uma válvula borboleta (sistema
abordado) e o que utiliza o acoplamento de um duto móvel em "U". O segundo sistema é
basicamente igual ao primeiro, a diferença está na substituição da válvula borboleta pelo
duto móvel em "U". Neste caso o duto tornar-se-ia longo com o acoplamento do duto em
"U" e permaneceria curto sem o acoplamento;
- Atualmente vemos o coletor de admissão variável sendo utilizado em diversos veículos
como: Fiat Marea e Brava 1.8 16V, Fiat Marea 2.4, Alfa Romeo 156, Volkswagen Passat
2.0, Audi A3 1.8, na maioria dos veículos importados a gasolina da Mercedes Benz
(aspirados) e muitos outros;
- Para entendermos melhor o funcionamento do sistema, começaremos citando seus
componentes básicos (Figura 1):

• Reservatório de vácuo ligado por mangueiras a uma válvula eletro-magnética e à


depressão do coletor de admissão;
• Válvula eletromagnética: Libera o vácuo para um dispositivo pneumático;
• Dispositivo pneumático: Utiliza o vácuo do reservatório para movimentar as
portinholas;
• Portinholas: Fazem a comunicação entre os dutos de admissão;
• Coletor de admissão: Responsável pela entrada de ar.
Princípio básico de funcionamento:

- O coletor de admissão variável funciona juntamente com UCE. A UCE controla o


ligamento e o desligamento da válvula eletromagnética com base na carga/rotação lidas
pelos sensores de posição da borboleta, de massa de ar e de rotação do motor;
- Abaixo de 4000 r.p.m (regime de torque máximo), a válvula eletromagnética é acionada
e faz a ligação do vácuo existente no reservatório com o dispositivo pneumático, então o
vácuo succiona o diafragma que puxa a haste fechando as portinholas. Desta forma o
fluxo de ar é direcionado ao duto mais longo proporcionando uma velocidade adequada
de admissão de ar compatível com o regime de torque máximo (Figura 2);
- Acima de 4000 r.p.m (regime de potência), a UCE desliga a válvula eletromagnética
trancando a comunicação do vácuo existente no reservatório com o dispositivo
pneumático. Desta forma a pressão atmosférica atua no dispositivo, então a mola
puxa a haste que movimenta as portinholas abrindo-as, selecionando os dutos curtos
de maior capacidade volumétrica (Figura 2);
- Se esta mudança de dutos não tivesse acontecido, ao passar de 4000 r.p.m o motor
sofreria um "estrangulamento" ou seja, sofreria "falta de ar".

Pedropower