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teoria geral do processo→estuda a jurisdição, a ação, a exceção/defesa e o processo

→jurisdição→meios de solução de conflito→pelas partes→autotutela→solução dada pela


partes através da força
→proibida em regra,
sendo autorizada na defesa da posse,
na greve, na autoexecutoriedade dos
atos administrativos baseados no
poder de polícia, legítima defesa,
retenção da bagagem do hóspede
para pagamento, retenção por
benfeitorias
→autocomposição→consenso
→por terceiros→arbitragem→terceiro é particular
→tribunais administrativos→execut.
→jurisdição
→autocomposição→solução consensual das partes
→é prestigiada pelo Código→que determina ao Estado a
promoção da autocomposição; os sujeitos do
processo incentivarem; há várias
oportunidades para que se realize a
autocomposição; é dever do juiz buscar a
autocomposição a qualquer tempo; a
autocomposição constitui título executivo
extrajudicial se referendada por mp,
defensoria ou advogado e judicial se
homologada
→requisitos→partes capazes
→direito disponível ou que admita autocomposição, ou
seja, direito indisponível na essência que admite
acordo quanto a sua forma de exercício
→consenso
→forma→negociação direta entre as partes
→por intermédio de terceiro→conciliação→indicada para
partes que não
possuem vínculo; por
essa razão, o
conciliador é
propositivo e ajuda às
partes a chegar a um
acordo
→mediação→indicada para
partes que possuem vínculo
anterior, seja por contrato ou
por laços familiares; o
mediador é um ouvinte ativo
para que as partes delimitem o
conflito e possam entrar em
conflito [Lei 13140]
→arbitragem→solução dada por um particular eleito árbitro pelas partes
→requisitos→partes capazes
→direito patrimonial disponível
→ajuste prévio, ou seja, convenção de arbitragem, não sendo
consenso como na autocomposição
→convenção arbitragem→cláusula compromissória→é item do contrato
que prevê sua resolução por
arbitragem
→compromisso arbitral→cria arbitragem para um
conflito concreto
→poderes do árbitro→liminares e sentença
→sentença não admite recurso
→sentença não pode ser revista pelo poder judiciário
→sentença é título judicial
→o árbitro não tem força coercitiva, assim, a execução
forçada de suas decisões é feita pelo judiciário mediante
carta arbitral
→anulação da sentença
→observação→não se admite em relação a dissídios individuais trabalhistas,
embora a reforma trabalhista permite arbitragem por
iniciativa do empregado, a partir de determinado patamar
salarial
→a fazenda pública pode participar de arbitragem; porém, o
critério de julgamento deve estar previsto em lei e deve
haver publicidade
→tribunal administrativo→órgão do poder executivo que com imparcialidade substitui
as partes para decidir
→regra→são facultativos
→obrigatório, apenas a justiça desportiva
→exemplo→justiça desportiva, tribunal marítimo, tribunal de
impostos e taxas, conselho administrativo de
recursos fiscais (CARF), agências reguladoras
(ANS, CADE, ANATEL)

jurisdição→é a solução do Estado dada pelo poder judiciário, decorre da soberania do Estado; é poder, dever, função e
atividade do Estado; são características da jurisdição: o caso concreto , a inércia, a unicidade, a
imparcialidade, a substitutividade, a definitividade, a criatividade, exercida mediante processo, o fato de
ser declaratória e não admitir controle externo
→características→caso concreto, que pode ser uma lide, um risco de lesão a direito ou situação relevante
→inércia, com a exceção de alguns procedimentos de jurisdição voluntária [herança jacente,
bens de ausente]
→uma, sendo poder único e indivisível
→imparcial
→substitutiva
→definitiva→obs→ação civil pública e ação popular julgada improcedente por falta de
prova não faz coisa julgada
→tutelas provisórias não fazem coisa julgada, exceto se julgada com base
em prescrição ou decadência
→declaratória do direito da parte, não cria, apenas reconhece direito já existente
→criatividade quanto à regra, ou seja, as decisões de mérito criam a regra do caso concreto,
bem como cria precedente
→exercida mediante processo
→não admite controle externo
→princípios→juiz natural→destina-se a garantir um julgamento isento, imparcial
→o órgão jurisdicional deve ter sido criado antes do fato a ser julgado
→para tanto, criam-se regras relativa a impedimento, suspeição, bem como a
vedação constitucional a tribunais de exceção
→obs→criação de vara especializada não fere o princípio do juiz natural quando
atingir todos os casos sobre o assunto
→territorialidade ou aderência ao território→cada juiz exerce competência sobre sua área
→razão de existir das precatórias e rogatórias
→exceções→o juiz pode praticar atos fora do seu
território, como no caso de citações por
correio, edital, endereço eletrônico, em
comarcas contínuas, a penhora online
→indelegabilidade→exceção→STF pode delegar a execução da decisão ao primeiro grau art. 102,
inciso I, alínea “m”
→na rescisória, o relator pode delegar a instrução ao juízo origem
→indeclinabilidade→o juiz não pode se recusar a julgar
→inevitabilidade→atua sobre as partes, independente de concordância
→exceção→a convenção de arbitragem pode afastar jurisdição
→inafastabilidade→garantia de acesso à justiça
→exceção→justiça desportiva
→reclamação por violação a súmula vinculante pressupõe recurso
administrativo ao superior hierárquico
→obs→habeas data exige prévio requerimento administrativo
→STF decidiu que ações previdenciárias exigem prévia negativa, atraso
superior a 45 dias na apreciação do pedido ou pedido manifestamente
contrário ao entendimento do STF
→jurisdição voluntária→visão antiga ou clássica→a doutrina administrativista entende que a jurisdição
voluntária não é jurisdição, sendo mera atividade
administrativa; é administração pública de interesses
privados pelo judiciário
→o argumento é, considerando o conceito de jurisdição. a
ausência de lide, de partes e de processo; consideram haver
interessados e procedimento, sendo que o juiz apenas
homologa, sem decidir
→visão nova→doutrina revisionista ou jurisdicionalista→é jurisdição
→a única diferença é o objeto; é
que na jurisdição contenciosa o
objeto é um conflito, a lide; já na
jurisdição voluntária, não há conflito,
mas apenas interesses comuns das
partes em situação jurídica que só se
aperfeiçoa com uma decisão judicial
→código→permite que o juiz instaure de ofício alguns procedimentos art. 719 e seguints
→permite julgamento por equidade, não exigindo legalidade estrita
→fazenda pública é intimada sempre que tiver interesse
→ministério público intervém nas hipóteses do art. 178

competência→é a medida ou limite da jurisdição a ser exercida, sendo fixada com base em critérios
→jurisdição nacional→disciplina da jurisdição do Estado brasileiro
→pode ser exclusiva ou concorrente
→jurisdição exclusiva→apenas o Estado brasileiro exerce jurisdição
→hipóteses→ação sobre imóveis no Brasil
→questões sucessórias, ou seja, inventário, partilha
ou testamento de bens no Brasil
→partilha de bens no Brasil em razão de divórcio,
separação, anulação de casamento e união estável
→jurisdição concorrente→o Brasil admite que outro Estado também decide
→neste caso, a sentença estrangeira só terá validade no Brasil
depois de homologada pelo STJ; por essa razão, não há
litispendência internacional, salvo se houver tratado
internacional
→hipóteses→qualquer ação contra réu domiciliado no Brasil,
não importando a nacionalidade
→ação que verse sobre obrigação a ser cumprida
no Brasil
→ação baseada em fato ou ato ocorrido no Brasil
→ação de alimentos→sendo o credor residente ou
domiciliado no Brasil
→tendo o réu renda, bens ou
vínculo no Brasil
→ações de consumo quando o consumidor for
residente ou domiciliado no Brasil
→quando as partes expressa ou tacitamente
escolherem o Brasil; expressamente por foro de
eleição; tacitamente por prorrogação, ou seja,
falta de alegação de incompetência
competência→é a medida ou o limite da jurisdição a ser exercida por cada órgão
→critérios→matéria, leva em consideração o direito material discutido
→pessoa ou parte
→hierarquia
→funcional, leva em consideração a função exercida pelo juiz em outra ação ou fase proc.
→distribuição, define o juízo quando há mais de um juízo com mesma competência; pode ser
livre ou por dependência, vinculada a outra ação; também fixa espécie de competência func.
→valor da causa
→territorial
→observação→critério fixa se a competência é absoluta ou relativa
→competência absoluta→matéria, pessoa, hierarquia, funcional, distribuição
→exceção→art. 516 par. único, o cumprimento de sentença pode ser requerido em
outro foro
→pode ser conhecida de ofício
→deve ser arguida em preliminar
→pode ser alegada a qualquer tempo
→gera nulidade dos atos decisórios, a ser declarada pelo juízo competente
→incompetência absoluta é causa de ação rescisória
→competência relativa→territorial, valor da causa
→critério territorial de competência absoluta→ações imobiliárias art. 47 CPC
→ação civil pública, lembrando que a
lei afirma ser funcional e absoluta
art. 2º Lei 7347
→critério valor da causa→juizado especial federal competência absoluta
→pode ser alterada pelas partes
→não pode ser conhecida de ofício, exceto antes da citação, quando o juiz pode
declarar ineficaz o foro de eleição abusivo art. 63, §3º
→deve ser arguida também em preliminar de contestação, sob pena de preclusão e
prorrogação da competência
→ministério público, como custus legis, pode arguir incompetência relativa,
art. 65, parágrafo único, trata-se de novidade
→regras de competência→regra geral→art. 46, art. 48 e art. 50
→domicílio do réu→ações pessoais e reais sobre móveis
→regras especiais→ações reais imobiliárias e possessórias→é foro do imóvel,
podendo ser no foro de
eleição ou de domicílio; são
regras de competência relativa
e concorrente, podendo o
autor escolher art. 47
→ações reais
imobiliárias baseadas em 6
direitos arrolados pela lei
[propriedade, vizinhança,
servidão, divisão, demarcação
e nunciação de obra nova] e
possessórias são de
competência do foro do
imóvel[art. 47]; trata-se de
regra de competência
absoluta, denominada de
funcional, mas que é
territorial e absoluta por força
de lei
→regras especiais de competência relativa→a competência em
relação a ação de separação, divórcio,
dissolução de união estável, anulação de
casamento, é do domicílio do guardião do
filho incapaz; não havendo, do último
domicílio conjugal; não havendo, do
domicílio do réu art. 53
→ação sobre
alimentos, competência do foro da
residência ou domicílio do alimentando
→ações contra pessoa
jurídica são de competência do foro da sede,
no foro da agência ou sucursal
→ações contra
sociedade ou associação sem personalidade,
o foro competente é o do local da atividade
principal
→ação que exija
cumprimento de obrigação é o do foro onde
deveria ter sido cumprida
→ações baseadas no
estatuto do idoso são de competência do foro
da residência do idoso; a doutrina considera
se regra de competência relativa que se
aplica às ações individuais, diferentemente
do art. 80 do estatuto do idoso que prevê
competência absoluta do domicílio do idoso
para as ações coletivas
→ações contra
tabeliões e registradores é da competência da
sede da serventia
→foro do local do fato
a ação contra administrador ou gestor de
negócio alheio, bem como a ação de
reparação de dano; sendo o dano decorrente
de delito ou acidente de veículo, a
competência será do domicílio do autor ou
do local do fato; sendo regras de
competência relativa, poderá o autor optar
pelo foro do domicílio do réu
→perpetuação da competência→art. 43
→a competência é determinada no momento da distribuição ou registro
da petição inicial, sendo irrelevantes alterações de fato e de direito
posteriores, salvo se suprimido o órgão jurisdicional ou se alterado
critério absoluto de competência
→observação→embora não previstas no art. 43, há outras situações que
deslocam a competência no curso do processo
→casos→art. 516, parágrafo único, opção do credor em
relação ao trâmite da fase de cumprimento de
sentença
→ingresso ou retirada da união ou ente federal do
processo
→reunião de processos em razão da conexão ou
continência art. 58
→modificação competência relativa→art. 54
→pode ser pela vontade das partes→por foro de eleição de forma
expressa em contrato escrito
→por prorrogação da
competência de forma tácita
→por fenômenos ou vínculos
entre as ações como nos casos
da conexão e da continência;
conexão é o vínculo entre ações por
mesma causa de pedir ou mesmo
pedido [art. 55]; há conexão entre
execuções baseadas no mesmo título
extrajudicial, entre execução de título
extrajudicial e ação de conhecimento
sobre o mesmo negócio jurídico
continência; as ações conexas serão
reunidas no juízo prevento, salvo se
uma delas já tiver sentença; mesmo
sem conexão, as ações serão reunidas
se houver risco de decisões
conflitantes; continência é o vínculo
ou relação entre ações que possuem
as mesmas partes, causa de pedir,
sendo o pedido de uma mais amplo,
contendo o da outra; se a ação
contida for posterior, será extinta sem
resolução do mérito
→competência justiça federal→art. 45 e art. 51
→ente federal autor→competência domicílio do réu
→ente federal réu→domicílio autor, local do ato ou fato, cumprimento da
obrigação, situação da coisa ou distrito federal
→exceções→competência justiça especializada [trabalhista, eleitoral, militar]
→competência justiça estadual→falência
→ações acidentárias
→insolvência civil
→ausência de vara federal na comarca
e ação tramita na estadual nos casos
ações previdenciárias contra INSS,
bem como a produção antecipada da
prova art. 381, §4º, sendo eventuais
recursos do TRF
→conflito de competência→art. 66
→formas→todos se consideram incompetentes
→todos se consideram competentes
→divergem sobre a reunião ou separação de processos, é o conflito por
conexão

ação→art. 17 ao art. 20
→teorias→teoria civilista ou imanentista→defendida por Savigny ; nega autonomia ao direito de ação
→a ação é considerada como o próprio direito material em juízo; a ação
está contida no direito material quando violado ou ameaçado
→é incapaz de explicar a improcedência da ação
→teoria concreta→apresentada por Wach, Bullow e Goldschimidt
→reconheceu a autonomia do direito de ação, isto é, reconheceram que a ação e direito
material são institutos diversos
→a ação é um direito exercido contra o Estado-juiz, diferentemente do direito material,
exercido contra o réu
→apesar do mérito em se reconhecer a autonomia do direito de ação, equivocaram-se ao
conceituar a ação, afirmando que o direito de ação seria o direito de se exigir do
Estado-juiz uma decisão favorável; esta conceituação faz o direito de ação depender
do direito material tutelado
→assim como a teoria civilista ou imanentista, é incapaz de explicar a improcedência
→teoria abstrata→defendida por Plozs e Degenkolb
→direito de ação é autônomo e abstrato
→conceituaram ação como um direito de exigir um provimento jurisdicional
→teoria eclética→é um tipo de teoria abstrata difundida por Liebman; é unânime no Brasil; é marcada no
art. 17 do código, cujo título é jurisdição e ação, pela presença da legitimidade e
interesse; o art. 485, inciso VI prevê extinção sem mérito por falta de interesse ou
legitimidade; também há extinção do processo sem resolução do mérito por falta de
pressupostos processuais
→direito de ação é autônomo, abstrato e condicionado
→direito de exigir provimento jurisdicional sobre o mérito quando preenchidas condições
ação→conceito→é o direito público subjetivo, autônomo, abstrato e condicionado de exigir um provimento
jurisdicional sobre o mérito; é direito público subjetivo por ser exercido contra o Estado-juiz
→condições da ação→são requisitos para a existência do direito de ação, isto é, para se obter provimento mérito
→falta→carência de ação e extinção sem análise do mérito art. 485, inciso VI
→no código anterior, havia, ainda, a possibilidade jurídica do pedido como condição da
ação; contudo, Liebman já afirmava que a possibilidade jurídica do pedido já estava contida no
interesse de agir; o código vigente corrigiu este ponto
→espécies→legitimidade→é uma autorização ou qualidade para se figurar como autor/réu
→espécies→ordinária→dada ao titular do direito
→originária
→sucessiva, dada ao sucessor do titular orig.
→extraordinária→ocorre quando a lei expressamente
autoriza alguém em nome próprio a defesa
de direito alheio
→é também denominada de substituição
processual; é que o substituto processual age
em nome próprio para defender direito do
substituído, titular do direito
→o substituído pode ingressar no
processo como assistente litisconsorcial
art. 18, parágrafo único
→pode ser→exclusiva→dada a apenas um sujeito
→concorrente→dada a dois ou mais sujeitos
→conjunta, quando todos devem agir
juntos, formando litisconsórcio necessário
→disjuntiva, quando é possível que se aja
tanto juntos quanto separados, ou seja, o
litisconsórcio é facultativo
→art. 5º Lei 7347/85
→interesse→exige necessidade, adequação e utilidade em relação à ação
→necessidade decorre de duas situações: da impossibilidade de
solução extrajudicial e da opção pela via judicial
→a adequação deve ser verificada juntamente com a utilidade por
significar o uso da ação correta e útil para o direito material; o STJ e
o art. 785 permitem ao credor com título executivo extrajudicial
optar por ação de conhecimento para obter título judicial
→verificação das condições→teoria da asserção→no começo, as condições são
analisadas com base nas assertivas da
petição inicial
→após a instrução da ação,
verificada a inverdade das assertivas,
julga-se a ação improcedente
→obs→sempre que possível, o juiz
resolverá o mérito sempre que a
decisão for favorável à parte a quem
aproveitaria eventual
pronunciamento sem resolução do
mérito [princípio primazia decisão
mérito]
ação→elementos→importância→ajudam a identificar a ação
→ajuda a identificar eventual relação com outras ações, verificando-se a presença de
conexão, continência, litispendência, coisa julgada
→determinam→competência e procedimento
→partes→autor e réu
→substituto processual→parte formal
→substituído→parte material
→causa de pedir→composta por fatos e fundamentos jurídicos
→adota-se a teoria da substanciação por se exigir os fatos e não se podendo alegar
apenas os fundamentos jurídicos
→pedido→imediato→é o provimento jurisdicional, tem natureza processual
→explica a ideia de que a ação é um direito público subjetivo endereçado ao
Estado-juiz
→mediato→é o bem da vida pretendido, tem natureza de direito material

processo→instrumento ou método→para exercício da jurisdição, da ação e da defesa/exceção


→é a função do processo
→procedimento animado por relação jurídica; o processo é formado por dois elementos um procedimento e
por relação jurídica; o procedimento é o aspecto externo, visível, o corpo do processo, sendo a sequência
ordenada de atos tendentes ao ato fim, o provimento jurisdicional; a relação jurídica processual é o vínculo
entre o autor, juiz e réu, que cria direitos e deveres entre eles, sendo o elemento invisível
→natureza jurídica→de relação jurídica autônoma com sujeitos e objetivos próprios
→a relação jurídica é de direito pública por ser o Estado-juiz parte desta relação jurídica
→é relação jurídica complexa porque cria várias situações jurídicas; há situações jurídicas
ativas consistente em poderes, direitos e faculdades e também há situações passivas
consistentes em sujeições, deveres e ônus
→é dinâmica, desenvolvendo-se no tempo; no curso do processo, a situação jurídica dos
sujeitos vão se alterando
→pressupostos processuais→são requisitos para a existência, validade e eficácia do processo
→alguns requisitos têm relação com o procedimento, outros com a condição ação
→existem pressupostos positivos e negativos
→pressupostos positivos devem estar presentes
→pressupostos negativos→são fatos ou fenômenos jurídicos que não podem ocorre
→coisa julgada, litispendência, perempção, dolo ou
conluio entre as partes, convenção de arbitragem, falta
de pagamento das custas da ação ou de ação anterior
idêntica
→existência→jurisdição ou investidura
→provocação ou demanda
→capacidade para ser parte, em regra, exige-se personalidade, salvo
nos casos da massa falida, espólio, herança jacente ou vacante, sociedade
de fato ou irregular art. 75 [alguns autores entendem se tratar de
pressuposto de validade; trata-se de pressuposto de existência porque o
processo é uma relação jurídica que cria direitos e deveres e só existe
entre sujeitos que possam ser titular de direitos e deveres]
→observação→capacidade postulatória é a habilitação técnica;
excepcionalmente, a lei dá à qualquer pessoa no juizado
especial, para habeas corpus, ação de alimentos e na justiça
do trabalho; na doutrina, há quem diga ser pressuposto de
existência, bem como quem defenda ser pressuposto de
validade; o STJ 115 considera ser pressuposto de
existência; o Código, no art. 104, §2º, deixa a entender que
se trata de pressuposto de eficácia
→validade→competência absoluta
→imparcialidade
→petição inicial apta, que reúna os requisitos dos artigos 319 e 320
→capacidade para estar em juízo ou capacidade processual; é a
capacidade civil; o absolutamente incapaz deve ser representado; o
relativamente incapaz, assistido
→legitimatio ad processum; é a legitimação para o processo; alguns
entendem ser sinônimo de capacidade para estar em juízo; a rigor,
trata-se da autorização do cônjuge necessária para as ações reais
imobiliárias art. 73
→citação válida→art. 239
→a doutrina diverge; Nelson Nery e Arruda Alvim
entendem se tratar de pressuposto de existência;
Dinamarco e Barbosa Moreira entendem ser
pressuposto de validade; o art. 239 do CPC entende
ser pressuposto de validade
→eficácia→capacidade postulatória→pressuposto de existência STJ 115
→pressuposto de validade segundo doutrina
→pressuposto de eficácia, segundo art. 104 §2º
→citação dos litisconsortes necessários→art. 115
→se unitário, é pressuposto valida
→se simples, é pressuposto eficáci
vícios→variam conforme o pressuposto violado; se há vício de existência, haverá inexistência jurídica do processo
→inexistência jurídica→reconhecida tanto de ofício quanto por requerimento
→pode ser reconhecida durante qualquer momento
→após o trânsito em julgado, caberá ação declaratória a qualquer tempo por ser vício
insanável
→nulidade absoluta→reconhecível de ofício ou a requerimento da parte em qualquer fase durante o processo
→prejuízo é presumido por lei
→é sanável com o trânsito em julgado ou com o decurso do prazo da ação rescisória
→nulidade relativa→requerida pela parte, na primeira oportunidade e com prova do prejuízo, sob pena de
preclusão
→nulidade insável→vício que impede o réu de se defender e de comparecer ao processo
→conhecida de ofício ou a requerimento, durante qualquer fase durante o processo
→após o trânsito em julgado e extinção cabe querella nulitatis insanabilis; parte da doutrina
estende a querela às hipóteses de inexistência jurídica
→nulidades→art. 276 ao art. 283
→princípio da causalidade→a nulidade não pode ser alegada pela parte que lhe deu causa
→princípio da instrumentalidade das formas→recebe influência do princípio do prejuízo; quando a
lei exige determinada forma para determinado ato, ainda
que este ato se realize de forma diversa, atingindo a
finalidade, restará superado o vício quanto à forma e será
válido o ato; não há nulidade sem prejuízo
→aplicava-se tipicamente à nulidade relativa
→atualmente, também se aplica às nulidades absolutas;
se no caso não houver o prejuízo presumido pela lei, não
haverá nulidade; se o prejuízo ocorrido for reversível, sana-
se a nulidade
→nulidades relativas se submetem à preclusão, devendo ser questionadas na primeira oportunidade;
essa regra não se aplica caso a parte prove legítimo impedimento para arguir a nulidade
→é nulo o processo se não intimado o ministério público quando obrigatória sua intervenção; há
presunção de prejuízo ao interesse público; essa nulidade só será reconhecida após a manifestação
do ministério público, que se manifestará sobre a existência ou não de prejuízo
→efeito expansivo da nulidade→princípio da expansão ou da consequencialidade, a nulidade de um
ato atinge todos os atos posteriores dele dependentes
→princípio da preservação dos atos ou das partes independentes,
também denominado de princípio do confinamento das nulidades; é
a ideia de que os atos independentes do ato nulo, bem como as
partes independentes das parte nula de ato complexo devem ser
preservados por um princípio de economia processual
→atuação do juiz→reconhecendo a nulidade, o juiz deverá declarar os atos atingidos que deverão ser
repetidos ou retificados
→o ato não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar a parte
→quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da
nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta
litisconsórcio→art. 113 ao art. 118
→conceito→é a pluralidade de sujeitos nos polos da ação
→regra básica→deve haver um vínculo por um ponto comum de fato ou de direito, podendo ser uma
comunhão de direitos ou obrigações, conexão ou por afinidade [qualquer ponto de fato
ou de direito comum]
→classificação→quanto à posição→ativo, passivo, misto/bilateral/recíproco
→quanto ao momento→originário/inicial ou ulterior/superveniente
→quanto ao resultado ou teor sentença→simples ou comum, admite resultados diferentes
para os litisconsortes; é litisconsórcio baseado em
afinidade, conexão ou comunhão divisível
→unitário, quando resultado tem que ser único e
uniforme para todos os litisconsortes; baseia-se
em direito material ou relação jurídica material
única e indivisível
→quanto à origem ou obrigatoriedade→facultativo, tem origem na vontade da parte
→necessário, é obrigatório para a validade ou
eficácia do processo ou da sentença, a necessidade
tem origem na lei ou na relação jurídica material por
ser única e divisível; assim, o litisconsórcio
necessário por força de lei pode ser tanto unitário
quanto simples a depender de ser ou não a relação
jurídica unitária e indivisível
→legitimidade concorrente disjuntiva pode ser
autorizada por lei, fazendo com que um
litisconsórcio unitário não seja necessário, mas
facultativo; noutras palavras, apesar de ser em regra
o litisconsórcio unitário necessário, quando houver
relação jurídica única e indivisível, a lei pode torná-
lo facultativo, atribuindo legitimidade concorrente
disjuntiva
→litisconsórcio multitudinário→art. 113
→sendo facultativo, poderá ser limitado pelo juiz caso impeça
a rápida solução do litígio ou quando dificultar a defesa ou
o cumprimento de sentença
→litisconsórcio eventual→só será necessário a depender do tipo de ação escolhido
→litisconsórcio anômalo→é aquele em que os litisconsortes são adversários em outra ação
→litisconsórcio alternativo→é aquele baseado em dúvida fundada quanto ao legitimado
passivo; o autor move ação contra todos os prováveis
legitimados, requerendo que a sentença de mérito só atinja
aquele que as provas demonstrarem ser o verdadeiro legitimado
→litisconsórcio pendular→ação popular e ação civil pública por improbidade
→a pessoa jurídica de direito público prejudicada é sempre
litisconsorte necessário, mas possui legitimidade bifronte, podendo
escolher o polo ativo ou passivo
→intervenção litisconsorcial voluntária ou intervenção no curso da instância, ocorre quando
alguém pede para ingressar como litisconsorte no curso do processo por ter um direito
idêntico ao do autor; é na verdade litisconsórcio ativo ulterior por iniciativa de quem não
era parte; o CPC não trata de forma específica; o art. 10, §2º da Lei 12016/09 dá entender
ser possível antes do despacho inicial, não sendo admissível depois do despacho inicial; a
doutrina diverge; dinamarco e bedaque entendem ser possível por gerar economia
processual; Vicente greco filho e alexandre câmara não admitem por se violar o princípio
do juiz natural, permitindo-se ao litisconsórcio ulterior escolher o juízo; admite-se a
posição de dinamarco nas comarcas de vara única por não ser possível a escolha de juízo
→intervenção isso iudicis é a intervenção por força do juiz, ocorrendo quando o juiz, por ato
de autoridade, inclui alguém no polo da ação; em regra, proíbe-se por ferir o princípio
dispositivo e o princípio da inércia; o STF admite, excepcionalmente, em mandado de
segurança originário, incluindo-se uma autoridade coatora; a lei prevê em algumas
oportunidades como no art. 383, §1º do CPC que permite ao juiz de ofício citar
interessados na produção antecipada da prova; não é litisconsórcio necessário
litisconsórcio→regras→os litigantes são considerados litigantes autônomos em relação às partes contrárias
→litisconsórcio simples→a regra é a independência, ou seja, a prática dos atos de um
litisconsorte não ajudam e nem atrapalham os demais, exceto no caso de
defesa e recursos baseados em teses de defesas comuns
→litisconsórcio unitário→a regra é a dependência, isto é, a prática de atos benéficos favorece a
todos os litisconsortes, mas os atos prejudiciais não prejudicam nem
mesmo aquele litisconsorte que o praticou, exceto se ratificado por todos
os litisconsortes
→litisconsortes com advogados diferentes no processo físico tem prazo
em dobro [art. 229 e STF 641]; havendo a sucumbência de apenas um dos
litisconsortes, o prazo recursal será simples

intervenção de terceiros→é o ingresso no processo de quem não era parte


→justificativa→é que as relações jurídicas são interligadas de modo que a decisão sobre uma
relação jurídica poderá afetar outras
→economia processual, no sentido de se evitar mais um processo
→a ideia de harmonia das decisões, evitando-se decisões conflitantes
→requisito básico→interesse jurídico; é que o interesse jurídico existe em função de uma
relação jurídica mantida com uma das partes e que pode ser afetada, e isso
justamente por serem as relações jurídicas interligadas e as decisões
judiciais poderem afetar outras relações jurídicas estranhas
originariamente ao processo
→exceção→amicus curiae, não tem interesse jurídico na demanda ou na
ação; seu interesse se fundamenta na tese, no precedente a ser
firmado
→é veda a intervenção de terceiros no juizado especial
→espécies→assistência→permite ao terceiro ingressar no processo para ajudar a parte
→cabimento→qualquer processo, seja de conhecimento ou de
execução; o art. 10 da Lei 9099/95 proíbe a intervenção de
terceiros no juizado especial
→qualquer grau de jurisdição
→procedimento→terceiro peticiona ao juízo
→partes são ouvida em 15 dias
→instrução, se necessária
→juiz decide sem suspender o processo
→assistência simples→o interesse jurídico do assistente simples é
indireto por decorrer de uma relação jurídica
mantida só com o assistido, sendo uma relação
jurídica diferente daquela discutida do processo,
mas dela dependente; por essa razão, o assistente
simples é parte secundária e subordinada ao
assistido, podendo o assistido reconhecer a
procedência do pedido, desistir da ação, renuncia ao
direito sobre o qual se funda a ação ou transigir
sobre direitos controvertidos; apenas no caso de
omissão ou de revelia parte assistida é que o
assistente simples se torna substituto processual,
possuindo autonomia de parte principal
→o assistente simples não é atingido pela coisa
julgada, mas é atingido pelo efeito da justiça da
intervenção, não podendo discutir com o assistido
em outro processo a justiça da decisão dada no
processo em que interveio, exceto se houver má-
gestão do processo por parte do assistido, ou seja,
que não pode ajudar o assistido em razão da má-
gestão do processo
→assistência litisconsorcial→o interesse jurídico tem relação direta
com a do assistido, sendo a relação jurídica
exatamente a relação jurídica discutida no processo;
por essa razão, o assistente litisconsorcial ou é
titular do direito discutido ou colegitimado; ingressa
com a autonomia de litisconsorte, sendo atingido
pela coisa julgada
→a assistência litisconsorcial pressupõe
substituição processual, sendo o assistido um
substituto processual e o assistente é, em regra,
substituído
→obs→assistência provocada→art. 59 da Lei 9245/91, art. 118 Lei 12529
→ocorre quando o juiz dá ciência ao
terceiro para, se quiser, ingressar no
processo como assistente
→denunciação da lide→é a intervenção de terceiros que permite às partes trazer ao
processo o garante para exercer o direito de regresso; tanto autor
quanto o réu poderá fazê-la
→natureza jurídica de ação autônoma de regresso
→é sempre facultativa
→cabimento→apenas no processo de conhecimento
→hipóteses→evicção, em relação ao alienante
imediato, vedando-se a denunciação
da lide por salto; além disso, a
denunciação sucessiva só é admitida
uma vez para que o denunciado traga
seu alienante imediato
→lei ou contrato obriga a denunciar
→obs→o art. 88 do CDC proíbe a denunciação da
lide em contratos de seguro
→procedimento→autor faz requerimento pela denunciação da
lide na petição inicial, requerendo a citação
do denunciado antes que se cite o réu; caso o
réu faça a denunciação da lide, fá-la-á na
contestação
→caso seja deferida, o denunciante citará o
denunciado em 30 dias se na própria
comarca ou 2 meses se em outro local, sob
pena de restar prejudicada a denunciação da
lide
→citado o denunciado, este sempre será réu do
denunciante na ação regressiva; em regra, o
denunciado se torna litisconsorte do
denunciante na ação principal; por essas
razões, o denunciado é atingido pela coisa
julgada da ação principal
→após a resposta do denunciado, há instrução
e sentença; a sentença será única e a
instrução será realizada em conjunto; a
sentença julgará primeiramente a ação e
posteriormente a denunciação; a
denunciação é julgada posteriormente em
razão da prejudicialidade da ação principal
em relação à ação de regresso; é que, se o
denunciante vence a ação principal, a
denunciação perde o objeto, sendo a
denunciação extinta sem análise do mérito;
→sendo o denunciado revel ou confessa, o
denunciante não precisará recorrer ou insistir
na sua defesa
→se a ação e a denunciação forem
procedentes, o denunciado poderá ser
executado diretamente pelo autor STJ 537
→chamamento ao processo→é a intervenção de terceiros que permite ao réu trazer
ao processo os coobrigados para o exercício do direito de
sub-rogação decorrente da solidariedade
→apenas o réu pode fazer chamamento ao processo
→é sempre facultativo
→natureza jurídica de ação autônoma de sub-rogação
→cabimento→apenas no processo de conhecimento
→hipóteses→réu fiador pode chamar demais fiadores ou
o devedor principal; o chamamento ao
processo feito pelo fiador ao devedor do
processo na fase de conhecimento será
necessário para que o fiador exerça o
direito de preferência na fase de
cumprimento de sentença; do contrário, a
sentença não será título contra o devedor
principal
→réu devedor solidário pode chamar os
demais devedores
→obs→réu fornecedor pode chamar ao
processo a seguradora art. 88 e art. 101 CDC
→procedimento→réu faz o chamamento na inicial
→deferido o chamamento, o réu terá trinta
dias na própria comarca ou dois meses em
outro local para citar o chamado
→citado o chamado, tornar-se-á corréu ou
seja litisconsorte passivo
→sentença de procedência condena todos
os réus e aquele que pagá-la, sub-rogar-se-á
na posição do credor, executando os demais
no mesmo processo
→incidente de desconsideração da personalidade jurídica→é a intervenção de
terceiros que permite à parte ou
ministério público trazer ao processo
o sócio ou responsável para
responder por dívida da pessoa
jurídica; o Código admite a
desconsideração inversa
→natureza jurídica de ação
autônoma declaratória da
responsabilidade patrimonial
secundária
→cabimento→cabe em
qualquer processo e em qualquer
instância ordinária, depois da petição
inicial; é a única intervenção de
terceiros cabível no juizado especial
art. 1062; só será intervenção de
terceiros se for requerida após a
petição inicial; se requerida na
petição inicial, será cumulação de
ações; é a única intervenção que
suspende o processo
→procedimento→a parte ou
o ministério público fazem a petição
demonstrando os requisitos; ao
admitir o requerimento, o juiz a)
suspenderá o processo, b) comunique
o distribuidor, c) cita o sócio/respons.
o sócio ou responsável terá 15 dias
para se manifestar e requerer provas;
após a instrução, se houver, o juiz ou
relator decidirá; acolhido o pedido, o
sócio ou responsável será mantido no
polo passivo e os seus bens serão
atingidos; [art. 137 e art. 792, §3]
→amicus curiae→há mais regras na lei de controle concentrado de constitucionalid.
→regimento interno de tribunal
→é a intervenção de terceiro que permite a terceiro ingressar para
colaborar com o órgão julgador na busca da melhor decisão
→natureza jurídica, inicialmente a doutrina divergia sobre se tratar
de assistente, de fiscal da lei ou de auxiliar do juízo
→o interesse jurídico é apenas em relação à tese jurídica a ser
firmada; o regimento interno do STF trata como intervenção desde
a década de 70
→cabimento→qualquer processo em qualquer grau de jurisdição
→juizado especial federal art. 14, §7
→art. 10 proíbe e art. 1062 permite desconsideração
→por interpretação sistemática, é admissível juizado
estadual comum
→pressupostos objetivos→são relacionados à causa
→quqestão relevante, tema específico ou
repercussão social da matéria
→pressupostos subjetivos→pessoa natural ou jurídica, órgão ou
entidade, devendo ser especializado e
possuir representatividade adequada;
representatividade adequada é nada menos
do que idoneidade formal, financeira, técnica
e jurídica
→regras→decisão que admite ou solicita a presença do amicus
curiae é irrecorrível e fixará os poderes
→prazo para manifestação do amicus curiae é de 15 dias
contados de sua intimação
→o ingresso da união ou ente público como amicus curiae
não desloca a competência
→o amicus curiae não pode recorrer, exceto no caso de
embargos de declaração e decisão proferida em incidente
de resolução de demandas repetitivas
→exige-se advogado habilitado art. 1035 §4º
→arguição incidental de inconstitucionalidade incidental tribunais
→repercussão geral
→incidente julgamento demandas repetitivas
→observação→recurso de terceiro prejudicado, não é tratado como intervenção de
terceiros, mas parte da doutrina reconhece como intervenção de
terceiros; é previsto como regra de legitimidade que permite a quem
não é parte o exercício do direito de recorrer art. 996; trata-se de
terceiro juridicamente interessado em razão de relação jurídica com
uma das partes que é ou será atingida pela decisão; STJ 202
→leis→assistência provocada art. 59 Lei 8245/91, art. 118 da
Lei 1252911;
→intervenção especial da fazenda ou anômala art. 5º Lei 9469/97
apenas pessoa jurídica de direito público pode utilizar, bastando
que haja interesse econômico/financeiro, não se exigindo interesse
jurídico; permite ingressar para juntar documentos e apresentar
memoriais; a pessoa jurídica de direito público ingressa, mas não é
considerada como parte, não deslocando a competência; a pessoa
jurídica de direito público poderá recorrer, mas tornar-se-á parte
caso o faça, deslocando a competência
→intervenção atípica art. 1698 CC; na ação de alimentos é
possível trazer para o polo passivo os demais parentes do mesmo
grau que o réu; tanto o autor, por meio de aditamento da inicial,
criando litisconsórcio passivo ulterior, quanto o réu poderão fazê-
la; contudo, há divergência quanto à forma que o réu poderá fazê-
la; uns entendem que o réu poderá fazê-la através do chamamento
ao processo, entendendo haver ser mais uma hipótese de
chamamento ao processo [Humberto teodoro e scapinela]; outros
entendem ser intervenção sui generis [Didier e tartuce]; a
divergência se funda no fato de os alimentos gerarem obrigação
comum, mas não solidária, não se enquadrando, por essa razão, às
hipóteses de chamamento; sendo o alimentando idoso, o estatuto
do idoso prevê se tratar de obrigação solidária, aplicando-se o
chamamento ao processo
→classificação→quanto a iniciativa→espontânea/voluntária, é o caso da assistência, do amicus
curiae, a intervenção especial da fazenda e o recurso de
terceiro prejudicado
→provocada, é o caso da denunciação da lide, chamamento
ao processo, incidente de desconsideração, o amicus
curiae, assistência provocada e intervenção art. 1698 CC
→quanto a previsão legal→típicas→assistência, denunciação da lide,
chamamento ao processo, incidente de
desconsideração, amicus curiae e o recurso
de terceiro prejudicado, embora não esteja
em título próprio
→atípicas→não estão no CPC e não se enquadram nas
espécies do CPC
→é o caso da assistência provocada, a
intervenção especial da fazenda pública ou
anômala, art. 1698 CC
→efeitos→CPC→ampliação subjetiva do processo
→ampliação objetiva do processo no caso da denunciação da lide, do
chamamento ao processo e do incidente de desconsideração da personalidade
jurídica porque nestes casos também haverá mais uma ação, mais um objeto
→em regra, desloca a competência, exceto no caso do amicus curiae e a
intervenção especial da fazenda ou anômala

sujeitos do processo→juiz→deveres→art. 139


→regras aplicáveis→indeclinabilidade art. 140
→regra da legalidade estrita art. 140, parágrafo único; excepcionalmente
admite-se decisão por equidade quando houver expressa autorização
legal
→princípio da adstrição ou da congruência, devendo decidir a lide nos
limites propostos pelas partes, não podendo ir além do que fora
proposto pelas partes [art. 141]
→evitar que as partes obtenham fins ilícitos art. 142
→responsabilidade do juiz em caso de dolo ou fraude, bem como se
omitir, retardar ou deixar de praticar ato de ofício art. 143
→causas de impedimento→tem caráter objetivo art. 145
→a arguição de impedimento se dá por petição
autônoma no prazo de 15 dias contados da ciência do fato
que lhe deu causa, sendo endereçada ao juiz do processo;
suspende o processo; deve ser acompanhada de
documentos e rol de testemunhas
→juiz poderá encaminhar os autos ao substituto
legal ou apresenta documentação escrita em 15 dias, com
documentos e rol de testemunhas, devendo encaminhar os
autos ao tribunal
→relator→mantém ou cessa a suspensão
→tutela de urgência será decidida pelo substituto
legal
→acolhimento do impedimento faz com que o
tribunal condene o juiz nas custas do incidente; dessa
decisão o juiz poderá recorrer
→causas de suspeição→tem caráter subjetivo art. 145
→a arguição de suspeição, assim como a arguição
de impedimento, dá-se por meio de petição autônoma no
prazo de 15 dias contados da ciência do fato que lhe deu
causa, sendo endereçada ao juiz da causa; também
suspende o processo; deve ser acompanhada de
documentos e rol de testemunhas
→o juiz poderá encaminhar os autos ao substituto
legal ou apresenta documentação escrita em 15 dias, com
documentos e rol de testemunhas, devendo encaminhar os
autos ao tribunal
→relator→mantém ou cessa a suspensão
→tutela de urgência será decidida pelo substituto
legal
→acolhimento do suspeição faz com que o
tribunal condene o juiz nas custas do incidente; dessa
decisão o juiz poderá recorrer
→obs→suspeição e impedimento se aplicam aos demais sujeitos imparciais
do processo [ministério público, auxiliares do juízo, etc]; contudo, nestes
casos, não há suspensão do processo
sujeitos do processo→ministério público→no processo civil, ou é parte na ação, isto é, autor ou réu, ou é parte no
processo, ou seja, fiscal da lei
→regras→valem tanto para sua atuação como parte na ação seja como parte
no processo
→mesmos direitos e deveres que as partes da ação
→produção de provas e requerer medidas
→participa de todos os atos do processo
→intimação pessoal, seja por carga, remessa ou meio eletrônico
→responde civil e regressivamente se agir com dolo ou fraude
→tem prazo em dobro, exceto se houver regra específica
→pode recorrer
→regras como fiscal da lei→como parte no processo
→terá vista para se manifestar após as partes,
exceto se houver pedido de liminar
→é intimado de todos os atos do processo
→prazo de 30 dias para parecer, salvo regra
específica; no mandado de segurança o prazo é de
10 dias; no habeas data, o prazo é de 5 dias
→pode arguir incompetência relativa art. 65
parágrafo único
→pode recorrer mesmo quando a parte vencida
não recorrer
→hipóteses de intervenção→art. 178
→interesse público
primário ou social
→incapaz
→dissídios coletivos
pela posse de terra rural ou
urbana
→obs→juiz deve dar vista ao ministério público
sob pena de nulidade art. 279
→caso o MP entenda não ser hipótese de
atuação, o juiz, concordando, dá prosseguimento ao
processo; discordando, no entanto, aplicará o art. 28
do CPP por analogia, indo os autos ao PGJ
→a simples presença da fazenda pública não
é motivo de intervenção do ministério público, por
cuidar do interesse público secundário
→é nulo, nulidade absoluta, o processo caso
o ministério público não seja intimado; a nulidade
vem desde a intimação; antes de decretar a nulidade,
o juiz deverá ouvir o ministério público para
verificar se houve prejuízo
sujeitos do processo→advocacia pública→art. 182 a 184
→defende e promove os interesses públicos dos entes públicos por meio da
representação judicial em todos os âmbitos judiciários
→intimação pessoal
→prazo em dobro, salvo regra específica
→responsabilidade civil apenas no caso de dolo ou fraude
→defensoria pública→intimação pessoal
→prazo em dobro, salvo regra específica; também se aplica aos escritórios de
prática jurídica de faculdades e entidades que prestam assistência judiciária
por convênio com a defensoria pública
→responsabilidade civil apenas no caso de dolo ou fraude

partes e seus procuradores→a partir do art. 70


→o Código atribui a capacidade de ser a parte a três categorias de entes: pessoas naturais,
pessoas jurídicas, bem como a alguns entes despersonalizados
→pessoas naturais→todas as pessoas naturais têm capacidade para ser parte
→são duas as categorias de pessoas naturais: incapaz e capaz; o
absolutamente incapaz necessita ser representado; os relativamente
incapazes precisam ser assistidos capaz não necessita ser representado;
a capacidade postulatória aqui é irrelevante como objeto de análise
→pessoas casadas→por razões de política legislativa, o legislador
estabelece que pessoas casadas sofrem restrição na sua
capacidade ao propor determinado tipo específico de ação;
esta restrição à capacidade só é afastada com a anuência do
cônjuge; as questões sobre a autorização/consentimento do
cônjuge se estendem à união estável, desde que
documentalmente comprovável; a finalidade é evitar
discussão sobre a existência ou não da união estável
→a restrição à capacidade atinge as ações reais
imobiliárias; a restrição não atinge o regime de bens da
separação voluntária/absoluta de bens; o regime de
participação nos aquestros permite que os cônjuges
estabeleçam uma cláusula expressa de dispensa de outorga
no pacto antenupcial; a sistemática da
autorização/consentimento do cônjuge não se aplica às
ações possessórias por serem consideradas ações pessoais
→a falta de anuência do cônjuge gerará falta de
capacidade para ação
→o autor não necessita trazer o cônjuge como
litisconsorte, o que é necessária é a apenas a autorização, o
consentimento do cônjuge por escrito
→se for o caso dos cônjuges serem litisconsortes
passivos, não será necessária a autorização, o consentim.
→sendo o caso de condomínio, qualquer dos
condôminos sozinho poderá defender a coisa em comum;
neste caso, os cônjuges poderão propor juntos ou não,
devendo, caso proponha individualmente, haver
consentimento do outro cônjuge art. 1314 CC
→a falta de consentimento autoriza a propositura da ação
de suprimento do consentimento, de jurisdição voluntária
→sendo a ação real imobiliária proposta contra réu
casado, o autor deverá incluir o cônjuge no polo passivo
art. 73; se casados no regime da separação voluntária ou
absoluta de bens, não é necessária a inclusão do cônjuge
→observação→não possuindo o incapaz representante, agirá o curador
especial
→curador especial→é diferente do curador, tendo atribuições diferentes
→é função institucional da defensoria pública
→a falta de nomeação do curador especial quando
presente alguma hipótese é nulidade absoluta, passível do
ajuizamento de ação rescisória; para que seja declarada a
nulidade, deve haver prejuízo para aquele em benefício de
quem seria nomeado curador especial
→possui atribuições temporárias e provisórias para o
momento em que o incapaz não tenha representante
definitivo; se no curso do processo surgir representante, o
curador especial deixa de atuar; o curador especial só age
em relação ao processo para o qual fora nomeado
→poderá contestar por meio de negativa geral
→não pode fazer reconvenção por nãos ser peça de
defesa; é que o curador especial não é advogado
constituído com poderes para tanto
→pode recorrer, mas não é obrigado se não possuir
elementos; não existe recurso por negativa geral
→no caso do processo de execução, o curador especial
do executado o defenderá por embargos, que tem
natureza jurídica de ação, caso tenha elementos para
tanto; não existem embargos por negativa geral por
não se existir ação por negativa geral
→categorias→representação legal de incapaz
→réu cuja defesa esteja em risco; há o
dever funcional de contestar a ação
→atribuições→representar incapaz sem representante
legal
→quando os interesses do incapaz
colidirem com os de seu representante
legal
→réu revel e preso; sua condição de preso
pode limitar seu direito de defesa; a
revelia é a demonstração de que o réu
preso teve seu direito de defesa
prejudicado
→réu revel citado fictamente, por edital ou
com hora certa
→idoso→60 anos, proteção ao idoso que
não esteja no gozo de suas
faculdades plenas
→estatuto idoso
partes e seus procuradores→pessoa jurídica→art. 75
→entes despersonalizados→nascituro→tem direito eventual ou expectativa de direito que
depende de evento futuro e incerto; nascituro já pode
ser parte e isto porque é dado tomar as
providências necessárias para a proteção de direito
dependente de evento futuro e incerto art. 130
→espólio→é a massa indivisa de bens deixada por quem morreu
com herdeiros conhecidos; é ente despersonalizado
com certo período de existência, surgindo com a morte
do titular dos bens e termina com o trânsito em julgado
da sentença dos bens; a abertura do inventário não
coincide com a morte e o surgimento do espólio, assim,
durante este período de tempo, não há inventariante;
neste caso, agirá o administrador provisório que agirá
até a nomeação do inventariante; o administrador
provisório não é nomeado, mas é identificado pela
circunstância fática de estar na posse e administração
dos bens
→só pode ser parte em ações de cunho patrimonial
→é representado em juízo pelo inventariante
→observação→sendo o inventariante dativo, não terá
poderes para representar o espólio, sendo
este representado por todos os herdeiros
→herança jacente e herança vacante→não são dois entes diferentes,
mas fases diferentes; a herança
começa como jacente e termina como
vacante, a fase mais avançada
→a herança jacente é a massa
indivisa de bens de quem morreu sem
herdeiros conhecidos; chegando ao
conhecimento do juízo a existência
de herança jacente, o juiz de ofício
determinará a arrecadação dos bens e
nomeará curador; são publicados
editais para convocar eventuais
herdeiros; aparecendo algum
herdeiro, a herança jacente se torna
espólio e o processo seguirá como
inventário; contudo, transcorrido o
prazo de 1 ano da publicação do
primeiro edital sem que apareça
herdeiros, a herança será declarada
como vacante; o curador nomeado
pelo juiz, representando a herança
jacente, poderá defender os bens
judicialmente
→herança vacante, tem o prazo
de 5 anos limite a contar da morte
para que eventuais herdeiros
compareçam, sob pena de ser
revertido para o município; segundo
o STJ, nesta fase a propriedade
resolúvel, que se resolve se verificar
determinada condição, já se transfere
ao município, sendo o bem
insuscetível de usucapião; eventual
prazo de usucapião deve ser
completado antes de a herança ser
declarada vacante
→observação→é possível
usucapir herança jacente, herança
vacante não
→o curador pode
defender os bens que constituem a
herança jacente
→enquanto a
herança é jacente, o município não
pode tomar medidas judiciais por não
ser dono e nem posse; contudo, o
município já tem expectativa de
direito durante a fase da herança
jacente, podendo ajuizar protesto
interruptivo da prescrição pela
medida denominada protesto

processo de conhecimento→a partir art. 318


→conceito→aquele cujo objetivo é a solução da denominada crise de certeza através da
formulação, pelo juiz, de uma norma jurídica específica para o caso concreto
→é por meio do procedimento que o processo se materializa, se exterioriza; é por
meio desse conjunto coordenado de atos tendentes a um fim que o processo se
manifesta
→procedimentos→espécies→comum
→especiais→deve haver expressa previsão em lei
→petição inicial→em razão do princípio da inércia, a parte deve tomar a iniciativa; essa
iniciativa se dá pela petição inicial
→conceito→peça escrita e formal pela qual o autor provoca a jurisdição e
veicula a sua pretensão
→requisitos→art. 319
→observação→o pedido de citação não é mais exigido de forma
expressa pela lei
→a petição inicial deve ser instruída com os
documentos indispensáveis à propositura da ação;
são aqueles destinados à demonstração das
condições da ação e dos pressupostos processuais;
documentos relacionados ao mérito poderão ser
juntados posteriormente art. 320
→endereçamento a órgão jurisdicional competente
→qualificação das partes, não possuindo o autor meios para
obter tais dados, poderá requerer ao juiz, na inicial,
diligências para obter dados sobre o réu art. 319; a petição
inicial não é indeferida por insuficiência ou falta de dados
sobre o réu quando ainda assim for possível a citação, quando
a obtenção dos dados tornar impossível ou excessivamente
oneroso o acesso à justiça art. 554
→causa de pedir, composta pelos fatos [causa de pedir remota]
e fundamentos jurídicos [causa de pedir próxima]; não se
exige fundamentação legal
→pedido e suas especificações→pedido imediato, corresponde
ao tipo de tutela jurisdicional
pleiteada
→pedido mediato, é o bem da
vida pretendido; a utilidade prática
pretendida pelo autor
→características→deve ser certo,
devendo indicar a
espécie de tutela
pretendida, e
determinado [preciso
em relação à
quantidade pretendida]
ou determinável art.
322
→pedido genérico→admite-se o
pedido genérico ou ilíquido em 3
casos: ações universais, quando o
valor da condenação depender de ato
do réu ou quando não puder desde
logo precisar a extensão dos danos
art. 324
→pedidos implícitos são verbas
que não dependem de requerimento
expresso; correção monetária, juros
legais, verbas da sucumbência [custas
e honorários] art. 322, §1º e
[prestação vencida no curso do
processo] art. 323
→possibilidade de alteração;
antes da citação o autor é livre para
alterar o pedido ou a causa de pedir;
após a citação e até o saneamento do
processo, é necessária a concordância
do réu que terá direito a se manifestar
sobre a mudança no prazo de até 15
dias art. 329; após o saneamento
ocorre a estabilização objetiva da lide
→cumulação de pedidos pode ser
própria ou imprópria; própria é a
cumulação pela qual o autor espera o
acolhimento de todos os pedidos
formulados; pode ser simples,
quando os pedidos forem
independentes entre si, ou sucessiva,
quando existir relação de
prejudicialidade ou dependência
entre os pedidos cumulados art. 325 a
327; na cumulação imprópria, o autor
não espera pelo acolhimento de todos
os pedidos; pode ser alternativa,
hipótese pela qual o acolhimento de
um pedido exclui o de outro, não
havendo prioridade entre os pedidos;
pode ser eventual ou em ordem
subsidiária, quando o autor
estabelece prioridade entre os
pedidos art. 326
→requisitos para cumulação: a) os
pedidos devem ser compatíveis entre
si [só se aplica em relação à
cumulação própria], b) juízo
competente para conhecer todos os
pedidos e c) que o procedimento seja
adequado a todos os pedidos ou que o
autor escolha o procedimento comum
para todos art. 327 §§1º e 2º
→valor da causa→art. 291 a 293
→é a expressão econômica do benefício
pretendido pelo autor no processo; é de indicação
obrigatória ainda que a causa não tenha conteúdo
econômico imediato
→o juiz pode determinar sua correção de ofício
→não existe mais o incidente para se questionar
o valor da causa, devendo ser impugnado o valor da
causa em preliminar de contestação
→critérios→




→provas
→opção do autor sobre a realização ou não da audiência de
de autocomposição [conciliação ou mediação]; só não se
realizará se ambas as partes manifestarem desinteresse ou
quando não se admitir autocomposição; o não
comparecimento injustificado de qualquer das partes é ato
atentatório à dignidade da justiça, autorizando a imposição de
multa de até dois por cento do valor da causa, revertida em
favor do Estado ou da União art. 334

decisão inaugural→são quatro possibilidades de decisão: designação de audiência de conciliação ou mediação com
citação do réu, ordem de emenda da petição inicial no prazo de 15 dias, indeferimento da petição inicial
→designação de audiência de conciliação ou mediação, com ordem de citação do réu [art. 334]; só
não há audiência caso ambas as partes manifestem desinteresse ou caso o objeto do processo não seja
admite autocomposição; o não comparecimento injustificado é ato atentatório à dignidade da justiça,
passível de multa de até dois por cento do valor da causa, revertida para o Estado ou para a União
→ordem de emenda da petição inicial no prazo de 15 dias, devendo o juiz indicar de modo preciso o
que deve ser corrigido ou completado art. 321
→indeferimento da petição inicial art. 330; cabe apelação, podendo o juiz se retratar no prazo de até
5 dias art. 331; o réu é citado para responder ao recurso caso não haja retratação do juiz
→improcedência liminar do pedido; nas causas em que não houver necessidade de produção de
provas, mesmo sem citar o réu, o juiz poderá julgar o pedido improcedente de plano se contrariar
súmula do STJ ou STF, entendimento firmado pelo STF ou STJ no julgamento de recursos repetitivos,
entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou incidente de assunção de
competência, súmula do tribunal de justiça sobre direito local ou quando o juiz reconhecer prescrição
ou decadência [art. 332]; cabe apelação com prazo de retratação de cinco dias para o juiz; o réu é citado
para apresentar contrarrazões

resposta do réu→regras de contagem→art. 335


→reconvenção→art. 343
→conceito→é a ação proposta pelo réu em face do autor dentro do mesmo processo
→natureza jurídica de ação
→requisitos→genéricos→preenchimento das condições da ação
→pressupostos processuais
→específicos→apresentação na própria contestação, em tópico próprio
→o juízo da ação originário não seja absolutamente
incompetente para a reconvenção
→compatibilidade procedimental
→que reconvenção seja conexa com a ação originária ou com
os fundamentos da defesa
→o autor da ação seja legitimado ordinário, mas não extraord.
→observação→mesmo que o réu seja revel na ação originária, poderá propor
reconvenção no prazo para resposta de forma autônoma
→o autor reconvindo é intimado na pessoa de seu advogado para
apresentar resposta no prazo de 15 dias; a intimação tem conteúdo de
citação, sendo uma citação indireta por ser feita na pessoa de seu
advogado, gerando os mesmos efeitos da citação art. 240
→é intimado para responder, podendo, em tese, o autor reconvindo
reconvir novamente, sob pena de revelia
→princípio da autonomia da reconvenção→sendo extinta a ação
originária, a reconvenção prosseguirá normalmente
→gera ampliação objetiva da lide
→pode gerar ampliação subjetiva do processo; pode ser proposta pelo réu
em litisconsórcio com terceiro e pode ser proposta pelo réu contra o autor
e terceiro; este terceiro é citado [art. 343, §3º e §4º]
→indeferimento liminar reconvenção→agravo de instrumento art. 354,
parágrafo único, extinção parcial
processo
→contestação→conteúdo→defesa de mérito→ataca a pretensão material do autor com o objetivo de
fazer com que o pedido seja julgado improcedente
→princípios→princípio do ônus da impugnação
especificada pelo qual cabe ao réu atacar um
a um os fatos alegados pelo autor; fato não
impugnado é presumido verdadeiro, em
regra; são exceções, não sendo presumidos
como verdadeiros, fatos que não admitem
confissão [fatos referentes a direito
indisponível], quando o fato só puder ser
provado por instrumento público que não
acompanha a petição inicial e quando o fato
não impugnado estiver em contradição com
a defesa considerada em seu conjunto art.
341
→princípio da concentração ou da
eventualidade, cabe ao réu alegar todas as
teses defensivas, ainda que contraditórias
entre si, na contestação, sob pena de
preclusão consumativa; as teses não alegadas
não poderão mais ser discutidas no processo
ou em outro art. 336 e art. 342; podem ser
alegadas após a contestação a) matéria
relativa a fato superveniente, b) matéria
cognoscível de ofício pelo juiz como a
prescrição e c) quando a lei autorizar sua
alegação a qualquer tempo [art. 211 CC,
decadência convencional]
→observação→admite-se contestação por
negativa geral apenas se for
apresentada pela Defensoria
Pública, por advogado dativo
ou por curador especial
→espécies→direta→o réu ataca o fato ou fundamento
jurídico do pedido invocado pelo autor
→negativa do fato
→indireta→quando o réu, mesmo sem negar o
fato constitutivo do direito do autor,
opõe fato novo que seja impeditivo,
modificativo ou extintivo do direito
do autor [compensação, exceção de
contrato não cumprido]
→dá direito à réplica no prazo de 15 dia
→o ônus da prova quanto à matéria
veiculada é do réu, isto é, cabe ao réu
provar os fatos alegados como
impeditivo, modificativos ou
extintivos, salvo se o juiz inverter o
ônus da prova art. 373 inciso II
→defesa processual→denominada também de formal, instrumental ou prelim.
→o réu ataca a relação processual
→observação→quando a contestação tiver preliminares, o
autor terá direito à réplica no prazo de 15
dias
→quase todas são matérias de ordem pública
→não são de ordem pública apenas as
preliminares e sujeitam à preclusão são a
incompetência relativa e a convenção de
arbitragem
→espécies→dilatórias→retarda o julgamento do mérito
→falta ou nulidade de citação
→incompetência absoluta ou relativ
→incorreção do valor da causa
→peremptórias→impedem o julgamento de
mérito
→perempção
→coisa julgada
→falta ou nulidade de citação
→incompetência absoluta ou relativa; o réu pode
distribuir a contestação no juízo de seu domicílio que
comunicará o fato ao juízo da causa art. 340
→incorreção do valor da causa
→inépcia da petição inicial
→perempção, é a perda do direito de ação por ter o autor
dado causa a três extinções do processo sem resolução do
mérito [art. 485, inciso III] art. 486, §3º
→litispendência, o processo em que ocorreu
primeiramente a citação continuará e será julgado no mérito
→coisa julgada
→conexão, quando entre duas causas for comum o
pedido ou a causa de pedir
→incapacidade da parte
→defeito representação
→falta de autorização art. 73 cpc
→convenção de arbitragem
→ausência de legitimidade ou interesse processual; o
código não usa a expressão condições da ação e carência de
ação; não deixaram de ser condições da ação, cuja falta
acarreta a carência da ação
→nomeação à autoria foi substituída por estas regras;
caso o réu alegue ser parte ilegítima, o autor terá 15 dias
para aditar a petição inicial; poderá insistir no réu, requerer
a substituição do réu por quem for indicado ou a inclusão
do indicado em litisconsórcio com o réu art. 338 e art. 339
→falta de caução ou outra prestação exigida por lei
[art. 486 §2º ]
→indevida concessão da gratuidade
→revelia→art. 343 a art. 346
→conceito→é a ausência de contestação válida
→no juizado especial, é a ausência do réu à audiência de conciliação ou à audiência
de instrução e julgamento
→efeitos da revelia→os efeitos da revelia não são obrigatórios; podem ou não ocorrer
→é possível que apenas um dos efeitos se projete ou que nenhum se
projete
→efeitos→presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor;
relaciona-se com o princípio do ônus da impugnação
especificada da contestação
→se o revel não tiver patrono nos autos, será dispensada a sua
intimação dos atos decisórios; tendo patrono, seu advogado será
intimado dos atos do processo; os prazos para o revel são
contados a partir da publicação do ato no órgão oficial; o revel
pode ingressar nos autos a qualquer tempo e receberá o processo
no estado em que se encontrar
→observação→não há presunção de veracidade, apesar de haver
revelia, segundo o Código, em quatro situações: a)
quando houver litisconsórcio passivo e um dos réus
contestar, desde que a defesa por ele alegada seja
comum ao revel; b) quando o litígio versar sobre
direitos indisponíveis [ações de estado,
investigatória de paternidade, nulidade e anulação
de casamento, direito de incapaz]; c) quando o fato
afirmado pelo autor só puder se provar por
instrumento público que não instruiu a petição
inicial; d) quando as alegações de fato feitas pelo
autor forem inverossímeis, isto é, não merecerem
credibilidade ou quando estiverem contrariadas pela
prova dos autos

providências preliminares e saneamento→findo o prazo para a contestação, o juiz adotará as seguintes posturas
→caso verifique a presença de vícios ou irregularidades sanáveis, o juiz
determinará sua correção em prazo nunca superior a trinta dias
→ordenará ao autor que especifique as provas que pretenda produzir se não as
tiver indicado e não ocorrer o efeito da revelia referente à presunção de
veracidade das alegações do autor, sendo lícito ao réu produzir de provas,
contrapostas às alegações do autor, desde que se faça representar nos autos a
tempo de praticar os atos processuais indispensáveis a essa produção
→dar prazo de 15 dias ao autor para réplica e produção de prova caso o réu
alegue fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor; esta
situação também deverá ocorrer caso o réu alegue alguma das matérias
preliminares previstas no art. 337

julgamento conforme o estado do processo→cumpridas as providências preliminares, o juiz verificará se é o caso de


julgamento conforme o estado processo; são soluções que o juiz aplicará
após cumpridas as providências preliminares ou quando forem incabíveis
→são quatro soluções possíveis
→hipótese→extinção do processo caso verifique hipóteses de extinção sem
resolução do mérito ou com resolução do mérito se verificar
ocorrência de prescrição, [art. 354] decadência ou homologar: a) o
reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou
na reconvenção [o reconhecimento da procedência do pedido é
uma forma de autocomposição e difere da confissão; o
reconhecimento do pedido, além de ser meio de autocomposição,
atinge a pretensão material do adversário, sempre provém do
sujeito passivo e vincula o juiz; já a confissão é meio de prova,
restrita aos fatos e não atingindo a pretensão material do
adversário, pode ser feita por qualquer das partes e não vincula o
juiz]; b) a transação [seja judicial ou extrajudicial, a sentença que a
homologa é título executivo judicial; apesar de depender do caráter
disponível do direito, pode depender, ainda, da disponibilidade
quanto ao seu exercício, ainda que se trate de direito indisponível];
c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção [é
diferente da desistência da ação/processo, não necessitando da
concordância do réu, tendo em vista que haverá coisa julgada a
favor do réu]; a decisão a que se refere o caput pode dizer respeito
a apenas parcela do processo, caso em que será impugnável por
agravo de instrumento [caso não tenha havido debate entre as
partes sobre o tema, antes de o juiz se pronunciar sobre
prescrição ou decadência, deverá dar oportunidade às partes
para se manifestarem, devendo-se evitar decisões surpresas art
10 e art 487 §1; apenas a improcedência liminar de um dos
pedidos poderá ser julgado de ofício sem oitiva das partes]
→em qualquer hipótese de autocomposição: a
autocomposição pode envolver sujeitos que até então não faziam
parte do processo ou relação jurídica que não havia sido deduzida
em juízo, desde que o juízo seja competente em razão da pessoa e
em razão da matéria [art. 515 §2º]; contra a sentença
homologatória de autocomposição transitada em julgado não ação
rescisória, mas apenas ação de anulação nos termos da lei civil,
segundo dispõe art. 966 §4º
→julgamento antecipado do mérito→art. 355
→julgamento sem que haja
instrução
→é cabível apenas quando for
desnecessária a produção de
provas, sob pena de
cerceamento de defesa
→princípio da adaptabilidade
ou elasticidade do
procedimento é a
possibilidade de que
determinados atos ou fases
sejam suprimidos em razão da
verificação de sua inutilidade
no caso concreto
→julgamento antecipado parcial do mérito→ art. 356
→o juiz pode
conhecer de parte do mérito
quando um ou mais dos
pedidos formulados ou
parcela deles a) forem
incontroversos ou b) não
houver necessidade de
produção de provas
→mesmo na
pendência do agravo, a pessoa
já pode providenciar a
liquidação ou o cumprimento
da decisão interlocutória
[exceto se o relator conceder
efeito suspensivo]
→o cumprimento
provisório não depende de
caução [correntes: 1ª só se
dispensa caução para o início
do cumprimento, isto é, para a
pratica dos atos previstos no
art. 520, inciso IV; 2ª
excepcionalmente, a lei
dispensa a caução até mesmo
para os atos do art. 520, inciso
IV]
→é decisão
interlocutória de mérito
sujeita a agravo de
instrumento, havendo direito
à sustentação oral por haver
análise de mérito; o relator
deve, segundo doutrina,
conceder efeito suspensivo
independentemente da
urgência para dar tratamento
isonômico ao da apelação por
usa similaridade [não consta
lei]
→por analogia ao art.
496, deve ser aplicada a regra
da remessa necessária, caso
seja a fazenda pública a
prejudicada pela decisão
parcial de mérito [não consta
lei]
→faz coisa julgada e
por essa razão pode ser objeto
de coisa julgada; o prazo
decadencial de dois anos para
a rescisória é contado da
decisão última proferida no
processo
→decisão de saneamento e organização do processo art. 357; o
conteúdo da decisão de saneamento é a) a declaração da presença
das condições da ação e dos pressupostos processuais; b) resolver
eventuais questões processuais pendentes [quem levanta questões
processuais é o réu, geralmente preliminares apontadas pelo réu e
replicadas pelo autor para que posteriormente o juiz se manifeste
a respeito]; c) delimitação das questões de fato sobre as quais
recairá a prova, bem como a especificação dos meios de provas
admitidos; d) delimitação das questões de direito relevantes para
a discussão do mérito; e) decisão sobre a distribuição dos ônus da
prova, observada as regras de distribuição do ônus da prova do
art. 373; f) designação da audiência de instrução, se necessária
→as partes podem apresentar ao juiz uma
delimitação consensual relativa a questões de fatos e de direito
que vinculará a todos caso homologada
→a forma da decisão de saneamento se dá de forma
escrita ou através de audiência de saneamento se a causa for
complexa, o denominado saneamento cooperativo ou
compartilhado
→deferida a produção de prova testemunhal, as
partes terão prazo comum, não superior a quinze dias, para
apresentar rol de testemunhas; prazo contado da intimação da
decisão saneadora; se designada audiência de saneamento, as
partes deverão apresentar o rol nesta; cada parte tem direito a no
máximo dez testemunhas e até três para a prova de cada fato
→as partes têm o prazo comum de cinco dias para
pedir esclarecimento ou solicitar ajustes ao juiz em relação à
decisão saneadora; findo o prazo, a decisão se torna estável,
podendo, no entanto, ser atacada em apelação

extinção sem resolução do mérito→são sentenças terminativas ou decisões anômalas


→as apelações contra as sentenças terminativas ou decisões anômalas vêm
acompanhadas de juízo de retratação a ser exercido pelo juiz no prazo de até 5 dias
art. 485 §7º; com a extinção parcial ou redução parcial objetiva ou subjetiva, o
recurso cabível será agravo de instrumento por se tratar de decisão interlocutória
art. 354, parágrafo único
→há casos em que há a presença de pressupostos negativos, que não devem estar
presentes, fato que impedem nova propositura de ação, apesar de não haver coisa
julgada material
→sendo possível nova propositura da mesma ação, é necessária prova do pagamento
das custas e honorários do processo anteriormente extinto; a nova distribuição
deve ser por dependência no mesmo juízo, ainda que as partes sejam parcialmente
alteradas art. 286, inciso II
→hipóteses→indeferimento da inicial→art. 330
→for inepta, considerando-se inepta a petição
inicial inepta a petição inicial quando: a) lhe
faltar pedido ou causa de pedir; b) o pedido
for indeterminado, ressalvadas as hipóteses
legais em que se permite o pedido genérico;
c) da narração dos fatos não decorrer
logicamente a conclusão; d) contiver pedidos
incompatíveis entre si.
→a parte for manifestamente ilegítima
→o autor carecer de interesse processual
→não atendimento dos requisitos da petição
inicial previstos no art. 319 e art. 320, caso em que,
determinada a emenda ou correção da inicial no
prazo de quinze dias, será indeferida a inicial se o
autor não cumpra a diligência
→quando o advogado, postulando em causa
própria, deixar de declarar na inicial o endereço, seu
número de inscrição na OAB e o nome da sociedade
de advogados da qual participa, para recebimento de
intimações, poderá o juiz, após dado prazo de cinco
dias para suprir tal omissão, indeferir a inicial
→ações que tenham por objeto a revisão de
obrigação decorrente de empréstimo, de
financiamento ou de alienação de bens, o autor terá
de, sob pena de inépcia, discriminar na petição
inicial, dentre as obrigações contratuais, aquelas que
pretende controverter, além de quantificar o valor
incontroverso do débito
→abandono bilateral por mais de um ano ou negligência das partes por
mais de um ano; no caso de abandono, antes da extinção, as partes
deverão ser intimadas pessoalmente para suprir a falta em até cinco dia
→quando o autor abandonar a causa por mais de trinta dias; assim como
no caso de abandono, antes da extinção, as partes deverão ser intimadas
pessoalmente para suprir a falta em até cinco dias; a extinção por
abandono do autor dependerá de requerimento do réu caso já tenha sido
oferecida a contestação
→quando faltar algum pressuposto processual de constituição ou de
existência, bem como de desenvolvimento válido e regular do processo
→quando houver perempção, litispendência ou coisa julgada
→quando houver ausência de legitimidade ou interesse processual,
condições da ação
→acolhimento de convenção de arbitragem ou quando árbitro reconhecer
sua competência
→quando o juiz homologar a desistência da ação, melhor dizendo,
desistência do processo; caso o réu já tenha oferecido contestação, a
desistência dependerá de sua concordância; a desistência só é admitida
enquanto não proferida a sentença; não se admite desistência nos
processos objetivos, isto é, nos processos em que se busca o controle
de constitucionalidade; é possível a desistência de ação relativa a
direito indisponível, uma vez que a indisponibilidade é do direito e não
da ação
→a morte, em caso de ação intransmissíveis; melhor seria afirmar que o
direito objeto do processo é intransmissível [divórcio, interdição,
mandado de segurança de candidato em concurso público]
→demais casos previstos no código [art. 115, parágrafo único]

fase instrutória e probatória→teoria geral da prova

teoria geral da prova→conceito→prova→é todo elemento utilizado para levar a conhecimento do juiz a ocorrência de
um determinado fato
→princípios→atipicidade dos meios de prova→além das provas previstas pela lei, as partes têm o
direito de empregar outros meios, ainda que não
especificados por lei, desde que compatíveis com o
devido processo legal; é o caso da reconstituição de
fatos, da declaração por escrito de terceiros
→direito fundamental à produção provas
→inquisitivo ou inquisitório→o juiz tem amplos poderes quanto à iniciativa
probatória, podendo determinar de ofício a produção de
provas
→admissibilidade da prova emprestada [art. 372]; é indispensável que no processo de
origem tenha sido observado o contraditório contra a parte com quem se pretende utilizar
a prova
→dever de colaboração com o judiciário para descoberta da verdade, recai sobre as
partes e sobre terceiros [art. 378 e art. 379]; o Código parece ter reconhecido direito de
não produzir prova contra si mesmo, mas só se admite o direito de não produzir provas
apenas nos casos previstos em lei, como no caso de ser permitir o direito ao silêncio
[fatos criminosos ou torpes, fatos que possam ofender sigilo profissional, fatos que
possam causar desonra à parte ou a familiares próximos]; há um dever maior de ajudar
na busca pela verdade, talvez o maior exemplo seja o fato de o Código cominar confissão
quando não houver comparecimento da parte para prestar depoimento
→comunhão das provas→uma vez produzidas, as provas pertencem ao processo,
podendo ser utilizadas por ambas partes, inclusive contra o
sujeito que a tenha requerido
→livre convencimento motivado→não há hierarquia entre os meios de prova, mas o
juiz tem o dever de indicar os motivos de ordem
lógica pelos quais atribuiu a cada prova
→obs→há certos casos em que a lei exige prova por
meio específico, trata-se de resquício do
sistema prova legal ou tarifada
→proibição das provas obtidas por meio ilícito
→objeto da prova→são os fatos sobre os quais se funda a ação ou a defesa; em regra, recai sobre
fatos, mas, excepcionalmente, poderá recair sobre o direito
→prova sobre o direito→o juiz pode determinar que a prova recaia sobre o teor
ou a vigência da norma jurídica art. 376
→direito estrangeiro, direito estadual, direito municipal
direito consuetudinário, baseado em costumes
→em relação recursos, o feriado local deve ser provado
no ato de interposição do recurso, sob pena preclusão
consumativa art. 1003 §6º
→características do fato probando→pertinência, só se provam fatos relacionados
ao objeto litigioso
→relevância, só se provam fatos que sejam
aptos, ainda que em tese, a influenciar a
formação da convicção do juiz na decisão de
mérito
→controvérsia, em regra, a prova só recai
sobre fatos afirmados por uma das partes e
impugnados pela outra parte; contudo, em
certos casos é exigida produção de prova
ainda que o fato seja incontroverso, isto é,
não seja impugnado pela parte contrária
[quando o direito for indisponível, quando o
fato incontroverso não merecer credibilidade
ou quando a lei exigir um meio específico de
prova]
→determinação ou definição, a prova só pode
recair sobre fatos positivos ou negativos que
sejam definidos, precisos, em relação a
tempo e espaço
→presunções→conceito→é circunstância que dispensa a prova; é método de
raciocínio pelo qual se parte de fato conhecido e
provado e se conclui pela ocorrência de outro, ainda
que não demonstrado efetivamente
→espécies→dependem da origem de onde surge a presunção
→presunção legal→absoluta ou juris et de jure, não se
admite prova em contrário
→relativa ou juris tantum, admite prova
em contrário; são hipóteses legais de
inversão do ônus
→presunção judicial→também denominada de comum,
ordinária ou hominis
→prevista no art. 375, decorre da
experiência comum do juiz,
subministrada na observação do
que ordinariamente acontece
→independem de prova→art. 374
→fatos notórios
→fatos afirmados por uma das por uma das partes e
confessados pela outra parte
→fatos incontroversos
→fatos presumidos sobre os quais recaia alguma presun.
→ônus da prova→ônus é a necessidade de se adotar determinado comportamento
como condição para adquirir ou conservar certa vantagem para o
próprio sujeito onerado; não se confunde com dever, pois não há
crédito e débito, ou com obrigação, não há crédito e débito; ônus é
um imperativo do próprio interesse
→aspectos→subjetivo→é regra de comportamento probatório
dirigida às partes; indica o que cabe a
cada uma delas provar; é, na verdade,
interesse da parte que define o seu
comportamento probatório;
→objetivo→regra de julgamento a ser aplicada pelo
juiz sempre que o acervo probatório for
insuficiente para o acolhimento de uma
das versões apresentadas pelas partes;
perde aquele que não se desincumbiu do
ônus probatório
→regras→o autor tem ônus em relação aos fatos constitutivos de
seu direito
→o réu tem ônus em relação aos fatos impeditivos,
modificativos e extintivos do direito do autor
→inversão do ônus→tipos→convencional→decorre de negócio
jurídico entre as partes
art. 373 §§3 º e 4º
→legal→casos de presunção relativa
→art. 38 CDC
→judicial→é aquela decidida pelo juiz
de acordo com as
peculiaridades do caso
concreto; trata-se do sistema
da distribuição dinâmica do
ônus da prova [art. 6º, inciso
VIII CDC agora é o art. 373,
§1º]
→a inversão do ônus deve ser
feito no saneamento
→a inversão do ônus não
altera as regras sobre
adiantamento das custas com
a prova; quem pede a prova é
que deve arcar com as custas
→produção antecipada de prova→não tem mais natureza cautelar
→conceito→trata-se de ação autônoma
probatória com cabimento nas
hipóteses indicadas pela lei art. 381
→a prova se destina à parte e não ao
juiz
→hipóteses→havendo fundado receio de que
venha se tornar impossível a
verificação do fato na pendência da
ação
→quando a prova a ser produzida
puder viabilizar a autocomposição
→quando o prévio conhecimento dos
fatos puder evitar justificar ou evitar
o ajuizamento da ação
→quando houver interesse no
arrolamento de bens com a finalidade
exclusiva de documentação
→quando o requerente pretender
documentar a existência de fato ou
relação jurídica sem finalidade
contenciosa [justificação]
provas em espécie→ata notarial→art. 384
→é o instrumento público lavrado pelo tabelião pelo qual fica atestada e documentada
a existência, bem como o modo de existir de algum fato
→depoimento pessoal→art. 385
→conceito→é a prova consistente na oitiva em juízo de uma das partes, a
requerimento da outra, com a finalidade de se extrair confissão
→a parte deve ser intimada pessoalmente com a respectiva
advertência de que o seu não comparecimento ou recusa
injustificada gerará o efeito de confissão, exceto nos casos em que
a parte tenha direito ao silêncio [art. 388]
→não se confunde com o interrogatório judicial da parte que pode
ser determinado de ofício pelo juiz a qualquer tempo, mais de uma
vez, e que não gera pena de confissão
→confissão→art. 389
→é a admissão por uma das partes da veracidade de fatos contrários ao seu interesse ao
Adversário
→observação→a confissão tem caráter personalíssimo e não prejudica os litisconsortes
→nas ações sobre direitos reais imobiliários, a confissão de um dos cônjuges
não vale sem a do outro, salvo se o regime for o de separação total ou
absoluta
→não vale a confissão em relação a direito indisponível
→é ineficaz a confissão manifestada por incapaz
→a confissão é indivisível, não podendo a parte que a invocar aceitar na
parte favorável e recusar na parte prejudicial; na verdade, é o juiz que faz
a apreciação da confissão, não cabendo a parte aceitar ou não
→é irrevogável, irretratável, não admitindo arrependimento, mas poderá ser
anulada se for obtida mediante coação ou erro mediante o ajuizamento de
ação personalíssima proposta pelo confitente, mas se transmite aos seus
sucessores caso morra após o ajuizamento da ação
→exibição de documento ou coisa→pode ser proposta→em face do adversário, devendo o
requerimento conter os requisitos do art. 397,
sendo o adversário intimado para responder
em cinco dias e, não exibindo ou tendo
justificativa rejeitada, será presumido
verdadeiro o conteúdo do documento afirmado
pelo requerente
→em face de terceiro, que será citado para
responder em quinze dias; caso o pedido seja
julgado procedente, o requerido será condenado a
exibir documento em cartório no prazo de cinco
dias, sob pena de busca e apreensão, sem prejuízo
de multa, crime de desobediência e outras medidas,
indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-
rogatórias que possam assegurar a efetivação da
decisão
→prova documental→documento→conceito→é toda coisa capaz de por si mesma representar algum
fato, isto é, é a representação objetiva de um fato
→prova testemunhal→pessoas estranhas aos sujeitos do processo são chamadas a depor sobre o direito
litigioso
→não servem como testemunha→art. 447
→produção da prova testemunhal→art. 450
→prova pericial→art. 464 e art. 156 a art. 158
→inspeção judicial→art. 481

tutela provisória→o Código possibilita a concessão de um grande número de medidas de naturezas diferentes que
cabem em situações variadas; foi criado um nome capaz de abranger características comuns a este
gênero de conjunto de medidas de naturezas diferentes; o nome escolhido foi tutela provisória; é que é
uma característica comum de todas essas medidas a provisoriedade
→conceito→são medidas deferidas no curso do processo que cabem em duas situações: em caso de
urgência ou em caso evidência; tanto a tutela de urgência quanto a de evidência tem
relação com a duração do processo, sendo previstas para minorar a consequências
negativas da demora do processo
→há um poder geral do juiz em relação às tutelas provisórias, tendo liberdade de deferir a
medida mais adequada ao caso concreto
→observação→além de se fundamentarem na urgência ou na evidência, as tutelas provisórias podem
ser formuladas de forma cautelar ou antecipada
→a distinção entre tutela cautelar e tutela antecipada se faz mediante a análise da decisão
que concede a tutela provisória; se a decisão que concede a tutela provisória antecipa aquilo que
é pedido, no todo ou em parte, tratar-se-á de tutela antecipada ou satisfativa; caso a decisão que
concede a tutela antecipadas não se relacione com o que é pedido, isto é, não atende o pedido
inicial, não satisfazendo ao autor, e se destine a acautelar determinada situação de risco; por esta
razão, a tutela provisória cautelar pode apenas se fundamentar na urgência; já a tutela provisória
antecipada pode se fundamentar tanto na urgência quanto na evidência; apenas a tutela
provisória fundamentada na urgência pode ser incidental ou se iniciar em caráter antecedente ao
processo; a tutela de evidência só é possível em caráter incidental
→tutela provisória de urgência→é a situação na qual se não for determinada uma decisão pelo juiz,
haverá inutilidade do processo; ou seja, é quando a demora pode
prejudicar a utilidade do processo, o resultado final do processo; trata-se
de fórmula genérica dada ao juiz para examinar cada caso concreto
→tutela provisória de evidência→permite-se ao juiz deferir a tutela provisória para que ocorra a
inversão do ônus ocorrente pela demora do processo; é que, em
regra, a demora do processo traz ônus para o autor e acaba
beneficiando o réu; a ideia é reverter tal situação em razão da
evidência do direito do autor
→são situações que dispensam a urgência
→tem situações taxativamente previstas [art. 311], não havendo uma
previsão genérica como há em relação às tutelas provisórias de
urgência
→características→sumariedade da decisão→congnição são os elementos de que o juiz se vale para
proferir a sua decisão, podendo ser sumária ou exauriente,
levando-se em conta profundidade de análise dos elementos
contidos no processo; uma decisão dotada de sumariedade é
uma decisão desprovida de todos os elementos necessários
para que a decisão se torne definitiva; demonstra, inclusive,
a possibilidade de reversão da decisão conforme novos
elementos surjam ao longo do processo
→provisoriedade da decisão→não se sujeitam à preclusão ou à coisa julgada, não se
tornando definitivas
→revogação ou cessação de eficácia→revogação→ocorre quando, vindo aos autos
novos elementos ampliadores da
cognição do juiz, este entenda não se
tratar de situação passível de tutela
provisória e a revoga
→cessão de eficácia→são duas possibilidades, ou o
beneficiado não tomou alguma
providência determinada pela lei ou
houve a improcedência do pedido
→a apelação terá efeito
suspensivo em regra, mas não tem
efeito suspensivo caso a sentença
revogue ou altere a tutela provisória
art. 1012
→poder geral do juiz→era denominado antigamente como poder geral de cautela
→pode o julgador, havendo pedido da parte, deferir a tutela
provisória mais adequada ao caso concreto, mesmo não
correspondendo àquela que foi pedida; não há, neste caso, o rigor
da adstrição do pedido decorrente do pedido da inércia
→fungibilidade
→competência→mesmo absolutamente incompetente, o juiz poderá deferir a liminar, caso
não haja má-fé e haja urgência extrema caracterizada pelo prejuízo na
determinação da remessa sem o exame da medida, condicionada ao
referendo do juízo competente
→apesar de o Código exemplificar algumas tutelas provisórias, acabam por receber o
mesmo tratamento art. 301
tutelas de urgência→podem ser sob a forma de tutela cautelar e antecipada; é que a urgência é apta a fundamentar
tanto a cautelar quanto a tutela antecipada; a tutela de urgência é a única que pode ser concedida em
caráter antecedente e também a única apta a fundamentar o pedido de tutela provisória sob a forma de
cautelar
→requisitos→requerimento expresso, não podendo o juiz concedê-la de ofício; contudo, havendo o
requerimento, surje para o judiciário ampla liberdade, fundamentada no poder geral,
permitindo ao juiz que conceda a medida mais adequada, ainda que diversa daquela
requerida pela parte
→elementos que evidenciem a probabilidade do direito alegado, é a denominada fumaça
do bom direito; como a tutela é provisória e a cognição é sumária, não é necessário que o
juiz tenha certeza em relação ao que é afirmado nos autos
→perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, também denominado como
perigo na demora
→proporcionalidade análise entre os prejuízos do seu indeferimento e os prejuízos de
seu deferimento
→observação→apenas para tutela antecipada→não pode haver irreversibilidade do
provimento da liminar
→se a irreversibilidade decorre da natureza
do provimento, não será possível a
concessão; é o caso do divórcio
→sendo irreversível os efeitos da medida,
será possível a concessão, desde que haja
proporcionalidade; é o caso do pagamento
de cirurgia de plano de saúde
→apenas para tutela cautelar→
→tanto na tutela cautelar quanto na tutela antecipada de urgência, tutelas
provisórias de urgência, o juiz pode condicionar o deferimento da tutela
de urgência a uma caução real ou fidejussória; também poderá ocorrer
justificação prévia, caso não seja concedida liminarmente
→responsabilidade objetiva→trata-se de um caso de responsabilidade objetiva processual art. 302

tutela de evidência→somente pode ser requerida como tutela antecipada, dado seu caráter satisfativo
→não é possível ser requerida em caráter antecedente
→não se exige irreversibilidade do provimento
→requisitos→requerimento
→uma das hipóteses do art. 311→as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas
documentalmente e houver tese firmada em julgamento de
casos repetitivos ou em súmula vinculante, podendo ser
deferida liminarmente
→se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova
documental adequado ao contrato de depósito, caso em que
será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado,
sob cominação de multa, podendo ser deferida
liminarmente
→a petição inicial for instruída com prova documental
suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que
o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável; é
necessário que o réu tenha tido oportunidade de produzir
alguma prova para gerar dúvida razoável em relação ao
direito do autor; crítica, o caso descrito poderá ser caso de
julgamento antecipado do mérito
→ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o
manifesto propósito protelatório da parte; é necessário que
o réu já tenha sido citado e esteja exercendo o seu direito de
defesa

procedimento tutela provisória caráter antecedente→apenas as tutelas provisórias de urgência podem ser requeridas
em caráter antecedente; não podem ser requeridas em caráter
antecedentes a tutela provisória de evidência
→pode ser tutela fundamentada na urgência de caráter cautelar ou de
caráter satisfativo
→observação→há procedimentos diversos em relação à tutela
provisória cautelar antecedente e à tutela provisória
antecipada antecedente
→procedimento tutela provisória cautelar→requerimento de pedido cautelar→requisitos→o autor deve
indicar os requisitos para o
deferimento da tutela de urgência
cautelar antecedente [a probabilidade
do direito alegado e a fumaça do bom
direito]
→indicação de
qual é o pedido principal a ser
formulado; por ser protetiva de algo,
para a concessão de tutela cautelar, é
necessário entenda o que se busca
proteger; o pedido apresentado não
pode ser diverso daquele indicado no
pedido de tutela cautelar antecedente
→deferimento do pedido determina, ainda, a citação do réu para
contestar em 5 dias, caso queira; trata-se, em verdade, de
impugnação ao pedido cautelar art. 306
→começa a fluir o prazo de 30 dias para a apresentação do
pedido principal a partir da efetivação da medida; não
formulado o pedido principal no prazo, cessará a eficácia da
medida, isto é, fica sem efeito a medida
→apresentado o pedido principal, permanece a liminar até que
outra decisão a revogue
→apresentado o pedido principal, é designada audiência de
conciliação com a intimação do réu
→procedimento tutela provisória antecipada→decisões do juiz→poderá deferir a liminar; após o
deferimento, o autor é intimado para, no
prazo de quinze dias ou outro prazo maior
fixado pelo juiz, para aditar o petição,
apresentando o pedido principal e toda
documentação necessária; também é feita a
citação do réu para que tome conhecimento
do processo e cumpra da medida satisfativa;
não correrá o prazo de contestação porque
não foi apresentado, ainda, o pedido
principal; aliás, o prazo para contestação só
flui a partir da realização da audiência de
conciliação; corre, entretanto, o prazo para
recorrer da decisão; não havendo agravo do
réu contra a decisão satisfativa, o juiz
extinguirá o processo e manterá a liminar
concedida, adquirindo estabilidade; a
estabilidade tem o prazo de dois anos para se
afastar, contados da ciência das partes da
extinção do processo; passados os dois anos,
a estabilidade se torna definitiva
→verificando a ausência de elementos para
o deferimento da medida postulada,
concederá ao requerente o prazo de cinco
dias para a emenda da inicial; terminado o
prazo, poderá haver o deferimento ou o
indeferimento e, neste caso, extinguirá o
processo sem resolução do mérito
→ação autônoma→qualquer das partes
pode ajuizar ação autônoma para discutir em
caráter definitivo o que foi decidido
sentença→art. 485 a 501
→conceito→sentença é o ato pelo qual o juiz, extinguindo com ou sem a análise do mérito, põe fim à fase
cognitiva do procedimento comum ou extingue a execução
→classificação→quanto à resolução do mérito→terminativas ou definitivas
→quanto à carga preponderante de eficácia→são os efeitos mais presentes na sentença
→meramente declaratórias, aquela na qual o
juiz certifica a existência ou inexistência de uma
situação jurídica ou a autenticidade ou falsidade de
um documento
→constitutiva ou desconstitutiva, aquela na
qual o juiz cria, modifica ou extingue situações
jurídicas
→condenatória, aquela na qual o juiz impõe ao
vencido o dever de cumprir uma prestação
→executivas lato senso, aquela que contém
mecanismo que possibilite a imediata satisfação do
vencedor sem a necessidade de colaboração do
vencido ou de fase de cumprimento de sentença
→mandamentais, aquelas na qual o juiz emite uma
ordem que só pode ser cumprida pelo próprio
destinatário, sob pena de algum elemento de
coerção
→elementos essenciais→relatório, dispensada no juizado especial
→fundamentação, art. 489, §1º
→dispositivo, é a síntese da decisão
→nulidade→falta de relatório ou de fundamentação é causa de nulidade
→inexistência jurídica→falta de dispositivo gera inexistência da sentença
→vícios em relação à congruência, correlação ou adstrição→extra petita→pedido diverso do formulado
→nula
→ulta petita→além do que foi formulado
→nula em relação ao excesso
→citra petita→juiz se omite sobre algum pedido ou
parcela de algum pedido formulado
→julgamento pode ser completado em
apelação ou pela propositura de nova
ação

coisa julgada→é a qualidade da decisão de mérito que se traduz na imutabilidade e indiscutibilidade de seu
dispositivo; surge com o trânsito em julgado da decisão
→fundamentos→segurança jurídica, previsibilidade, evitar a perpetuação dos litígios
→mecanismos de impugnação→ação rescisória→art. 966
→revisão criminal
→impugnação ao cumprimento de sentença fundamentada em ator
normativo inconstitucional art. 525, §§12 a 15
→relativização ou desconsideração da coisa julgada, quando a decisão
for injusta, isto é, quando ofender algum valor protegido pela
Constituição considerado mais relevante do que a segurança jurídica
[desapropriação indireta, investigação paternidade]
→espécies→coisa julgada formal→correspondente ao trânsito em julgado, sendo a imutabilidade dentro
do próprio processo em que proferida a decisão
→comum a qualquer sentença
→coisa julgada material→é a imutabilidade fora do processo em que foi proferida
→apenas as decisões de mérito são passíveis
→coisa julgada soberana→esgotado o prazo para a ação rescisória
→decisões de mérito que não transitam materialmente em julgado→relação jurídica de trato sucessivo e
se sujeitam a revisão caso haja mudança na
situação de fato ou de direito existente
quando da prolação da decisão
→decisões proferidas com cognição
sumária art. 304, §6º e art. 310
→sentenças proferidas em jurisdição
voluntária, especialmente caso sejam
relativas a relação jurídica de trata
continuado
→coisa julgada secundum eventum litis
ou probatione, são situações nas quais a
coisa julgada só se forma em determinada
situação [ações coletivas e a improcedência
por falta ou insuficiência de provas]
→limites da coisa julgada→subjetivo→vincula aqueles que foram partes do processo, não prejudicando
terceiros que dele não participaram art. 506; no entanto, havendo
substituição processual, a coisa julgada atingirá não somente o
substituto, mas também o substituído
→objetivo→art. 503, §1º e art. 504
→também pode fazer coisa julgada a resolução da questão
prejudicial decidida incidentalmente no processo, desde que: a) o
tema seja essencial para a solução do mérito; b) tenha havido
prévio e efetivo contraditório, não se aplicando caso ocorra
revelia; c) o juízo seja competente em razão da matéria e da
pessoa para decidir a questão como principal; e d)não tenha
havido qualquer restrição probatória ou de cognição capaz de
impedir o aprofundamento da análise da questão prejudicial
→não faz coisa julgada a verdade dos fatos, a motivação da sentença
[motivos], o relatório; apenas o que for decidido no dispositivo faz
coisa julgada

formação do processo→sistema adotado pelo Código→misto→mistura os sistemas dispositivo e inquisitivo


→é que o Código determina que o processo só tem início
por iniciativa da parte, aplicando-se o princípio
dispositivo; contudo, após iniciado o processo,
desenvolver-se-á por impulso oficial, aplicando-se o
princípio inquisitivo pelo qual o juiz de ofício conduz
o processo até o fim
suspensão do processo→trata-se de excepcionalidade que apenas é permitida nos casos autorizados por lei
→é sempre temporária, não podendo se perpetuar; a lei ou o juiz fixam o prazo de suspensão
→hipóteses→rol meramente exemplificativo art. 313
→morte da parte
→morte do representante da parte
→morte do advogado da parte
→perda da capacidade da parte
→perda da capacidade do representante da parte
→perda da capacidade do advogado
→convenção das partes
→arguição de impedimento e suspeição do juiz
→admissão do incidente de resolução de demandas repetitivas
→julgamento dependente de questão prejudicial objeto de outro processo
→julgamento depender de fato ou prova solicitada a outro juízo
→julgamento depender de questão prejudicial penal art. 315
→força maior
→discussão em juízo questão decorrente de acidente ou fatos da navegação de
competência do tribunal marítimo
→suspensão do processo em razão nascimento ou adoção de filho pelo advogado
→demais casos previstos em lei [incidente de desconsideração art. 134, §3º;
embargos de terceiro; causas específicas de suspensão da execução]
→prazos→morte das partes→suspensão por 2 a 6 meses para a habilitação dos sucessores
→sendo a ação personalíssima, o processo é extinto
→sendo a morte do réu, tanto o autor como os sucessores poderão
pedir a habilitação
→sendo a morte do autor, não se habilitando os sucessores no
prazo, haverá a extinção do processo
→incapacidade da parte→suspende-se o processo para a nomeação de representante,
geralmente que tenha vínculo com a parte; não havendo
representante legal, poderá ser nomeado curador especial art. 72
→morte ou incapacidade do representante da parte→suspende-se o processo para se
nomear outro representante legal próximo à
parte; não havendo, nomeia-se o curador
especial
→morte ou incapacidade do advogado→suspende-se o processo pelo prazo de 15 dias
para nomeação de outro advogado
→sendo o advogado do autor e este não nomeia
outro advogado, extingue-se o processo
→sendo o advogado do réu e este não nomeia
outro, será considerado revel, apesar de ter
contestado; o efeito desta revelia é não ser
intimado enquanto não constituir novo
advogado
→convenção das partes→podem suspender o processo por até 6 meses
→admissão do incidente de resolução de demandas repetitivas→suspende-se todos os
casos idênticos
→julgamento dependente de questão prejudicial objeto de outro processo→é a questão
prejudicial externa
→prazo máximo de suspensão de até
1 ano; decorrido o prazo, o juiz
decidirá
→julgamento depender de fato ou prova solicitada a outro juízo→é o caso da precatória
e da rogatória; rogatória e
precatória só suspendem o processo
se requeridas antes do despacho
saneador e a prova solicitada for
indispensável
→prazo máximo de suspensão de até
1 ano; decorrido o prazo, o juiz
Decidirá
→julgamento depender de questão prejudicial penal→revoga-se a suspensão se a ação
penal não for proposta no prazo de 3 meses da
intimação da suspensão
→proposta a ação penal, não for
julgada em até um ano; do contrário, revoga-se a
suspensão
→força maior→enquanto durar a situação
→discussão em juízo questão decorrente de acidente ou fatos da navegação de
competência do tribunal marítimo; a decisão do tribunal marítimo vale como prova
documental e a lei não prevê prazo de suspensão; aplica-se por analogia o prazo da
questão prejudicial de 1 ano
suspensão do processo→regras→é proibida, em regra, a prática de atos processuais; contudo, o juiz poderá determinar
de atos urgentes para evitar dano irreparável
→estando o processo suspenso em razão da arguição de impedimento ou suspeição do
juiz, não poderá nem mesmo determinar atos urgentes para evitar dano irreparável
→prazo→havendo prazo previsto em lei ou fixado pelo juiz para a duração da
suspensão, terminando o prazo, deverá processo voltar a tramitar
automaticamente
→se não houver prazo expresso no despacho ou na lei, o processo só voltará a
tramitar com a intimação da decisão que revoga a suspensão

extinção do processo→somente ocorre por sentença, exceto no caso do inventário


→regras→princípio da primazia do mérito→antes de o juiz decidir extinguir o processo sem
resolução do mérito, deverá dar oportunidade para
corrigir vício sempre que possível
→sentença→é o pronunciamento que põe fim ao processo ou à fase de conhecimento; o Código
manteve a ideia de conceituar a sentença pelo seu efeito ou aptidão de extinguir, seja o
processo ou a fase de conhecimento
→sem resolução do mérito→observações→a apelação que recorre de sentença sem mérito tem
juízo de retratação no prazo de 5 dias art. 485, §7º

→não impede nova propositura de ação, desde que


corrigido o vício e
estejam pagas as custas e honorários da ação extinta
→indeferimento da petição inicial→art. 330
→negligência de ambas as partes por mais de 1 ano; exige a prévia
intimação pessoal das partes com prazo de 5 dias [custas rateadas]
→abandono do autor por mais de 30 dias, após a contestação, depende
de requerimento do réu; caso o réu não requeira, aplica-se a
hipótese de negligência das partes; exige a prévia intimação pessoal
da parte autora com prazo de cinco dias
→falta de pressupostos processuais
→reconhecimento pelo juiz da perempção [autor dá causa à extinção
por três vezes], da litispendência ou da coisa julgada
→falta de legitimidade ou interesse processual, carência de ação
→convenção de arbitragem ou juízo arbitral reconhecer-se competente
→homologada a desistência da ação; antes da contestação, não
depende do consentimento do réu; depois da contestação, dependerá
da aceitação do réu; só pode ser apresentada até a sentença; só
produz efeitos depois de homologada pelo juiz
→com resolução do mérito→juiz acolhe ou rejeita pedido formulado pelo autor ou pelo réu na
reconvenção
→reconhecimento de prescrição ou decadência, com prévio contradit.
→homologação de autocomposição, como no caso de
reconhecimento do pedido, renúncia do autor e a transação
→observação→sendo possível, o juiz resolverá o mérito sempre que
a decisão for favorável à parte a quem aproveitaria a
extinção sem mérito

fato processual→é todo acontecimento que produz efeitos jurídicos no processo


ato processual→é conduta humana voluntária que produz efeitos jurídicos no processo
→regra→forma livre, exceto quando a lei exige forma específica
→são públicos, salvo segredo de justiça, art. 189
→espécies→atos das partes art. 200
→atos do juiz art. 203
→atos dos auxiliares art. 206
→atos das partes→regra→os atos de declaração de vontade produzem efeitos imediatos, exceto no caso
do ato de desistência da ação que só produz efeitos depois de homologado
pelo juiz
→pronunciamentos do juiz→despacho
→decisão interlocutória→decisão de mérito art. 356
→de outros conteúdos
→sentença
→nos tribunais→acórdãos
→decisão monocrática
→despachos monocráticos
→negócio jurídico processual→ajuste das partes que cria direitos e deveres no processo, inclusive
mudanças no procedimento, em relação a ônus, poderes faculdades e
deveres na relação processual art. 190
→sempre foi admitido, mas apenas sobre temas específicos; é o caso da
distribuição convencional do ônus da prova, o foro de eleição, a
suspensão condicional do processo; a novidade é possibilidade ampla e
genérica de se realizar negócio jurídico processual inclusive quanto ao
procedimento, podendo-se convencionar sobre etapas e prazos do proc.
→pode ser feito antes ou durante o processo
→calendário convencional por meio de acordo entre as partes e o juiz,
vincula todos os sujeitos e se dispensa intimação para a prática de ato
previsto no calendário
→requisitos→partes plenamente capazes
→direito discutido deve admitir autocomposição
→não pode ser abusivo
→não pode envolver parte em manifesta situação de
vulnerabilidade
→tempo dos atos→praticado em dias úteis das 6 às 20 horas
→atos internos são praticados no horário do expediente forense
→atos praticados pela internet podem ser praticados até 24h
→independe de autorização judicial→citação, intimação e penhora, podendo ser realizados nas férias
forenses, dias não úteis e fora do horário das 6h às 20h
→praticados em regra no fórum; excepcionalmente, serão praticados em outro local, seja por deferência
[em razão de outras autoridades], interesse da justiça, natureza do ato ou de obstáculo
→prazos→é tempestivo o ato praticado antes do início do prazo, STJ 418 cancelada
→na contagem dos prazos processuais, só serão considerados os dias úteis, de expediente for.
→exclui-se o dia de início e inclui-se o dia de vencimento
→observação→os prazos do juizado especial são contados em dias corridos, não se aplicando
o Código
→espécies→legal
→judicial
→prazo legal subsidiário geral de 5 dias art. 218, §3º
→na contagem

comunicação dos atos processuais→de que maneira o juiz comunica os atos processuais às partes
→citação→é o ato pelo qual são convocados ao processo o réu, o executado e o
interessado
→caso o réu não seja citado e o vício não seja corrigido até o fim do
processo, poderá ser declarado o vício mesmo após o fim do prazo para a
rescisória [nulidades absolutas têm um limite para ser alegadas; já as causas de
ineficácia ou inexistência não possuem limite para serem alegadas]
→o comparecimento espontâneo do réu supre a necessidade de citação e
partir deste prazo começará a correr o prazo para contestar ou embargar
→regras→a citação é pessoal; contudo, tratando-se de pessoa natural
absolutamente incapaz, a citação será feita na pessoa de seu
representante legal; tratando-se de pessoa natural relativamente
incapaz, a citação deverá ser bifronte, ao incapaz e ao
assistente
→citação à pessoa jurídica dirigida por carta é válida ainda que
seja recebida pelo funcionário incumbido do setor de
correspondência
→é válida a citação recebida por pessoa com procuração com
poderes específicos
→no caso de condomínio edilício e loteamento com controle de
acesso, a citação será válida com a entrega do mandado ou da
carta ao porteiro do condomínio ou loteamento; o porteiro
poderá recusar a carta de citação, desde que declare sob as
penas da lei que o morador está ausente
→restrição ao momento citação→art. 244
→pessoa participando de culto religioso
→pessoa que tenha perdido cônjuge ou
companheiro, parente em linha reta ou linha
colateral até o 2º grau nos 7 dias subsequente
→no dia do casamento e 3 dias subseq.
→doente, enquanto grave o seu estado
→efeitos da citação→art. 240
→mesmo que dada por juízo incompetente, a citação
válida produz os efeitos abaixo
→induz litispendência; duas ações serão iguais se
houver mesmas partes, causa de pedir e pedido;
vale o processo com a citação válida que ocorreu
primeiro
→torna litigiosa a coisa; é possível a alienação de
coisa litigiosa, mas não há alteração das partes;
pode até haver alteração da parte contrária, desde
que haja anuência; caso não seja aceito como parte,
o adquirente poderá agir como assistente
litisconsorcial; art. 109 alienação de coisa
litigiosa
→constitui o devedor em mora, válida para situações
em que não há vencimento para a constituição em
mora; obrigação extracontratual faz com que o
devedor esteja em mora desde a data do fato STJ 54
→observação→a interrupção da prescrição e da
decadência é feito pelo despacho de
citação; para interromper a
prescrição, a ação deve ser proposta
antes da consumação do prazo
prescricional; é que, apesar de ser o
despacho que interrompe a
prescrição, o efeito retroaja à
propositura da ação STJ 106
→criticar art. 245
→espécies de citação→citação pelo correio, por oficial de justiça, pelo
escrivão ou secretário em caso de comparecimento
do citando ao cartório, por edital e por meio eletron.
→citação pelo correio→é a forma preferencial de
citação das pessoas físicas, das
microempresas e das empresas de pequeno
porte; é entregue ao citando com aviso de
recebimento a ser assinado; não havendo
comprovação do recebimento e não
comparecer o réu ao processo, não valerá a
citação, devendo ser renovada; o aviso de
recebimento deve ser assinado pelo
destinatário; não havendo designação de
audiência de conciliação, o prazo de
contestação começa a correr da juntada aos
autos do aviso de recebimento cumprido
→é proibida a citação por
carta nas seguintes situações [art. 247]:
ações de estado, citação de incapaz [seja
qual for], citação de pessoa jurídica de
direito público, citação de pessoa que resida
em local não atendido pelo correio, quando o
autor requerer, justificadamente, a citação
por outra forma
→no Código anterior, não era
possível citação por carta em processo de
execução; o novo Código permite a citação
por carta no processo de execução
→citação por oficial→caso o citando more em outra
comarca, há necessidade de carta precatória;
não havendo designação de audiência de
conciliação, o prazo de contestação começa
a correr da juntada do cumprimento do
mandado
→citação com hora certa; não
se trata de categoria autônoma de citação; é
forma específica de citação por oficial de
justiça; é peculiar por pressupor os seguintes
requisitos, sem os quais não poderá ser
realizada: a) o oficial, por duas vezes
diferentes, tenha procurado o citando em seu
domicílio sem êxito, devendo descrevê-la
em suas duas tentativas e b) que o oficial
suspeite que o citando esteja se furtando para
evitar a citação, descrevendo as razões de
sua suspeita; o oficial deve designar horário
para no dia seguinte realizar a citação,
deixando a hora marcada com familiar,
vizinho ou conhecido do citando; não
comparecendo o citando, o oficial dará por
citado, gerando-se citação ficta; juiz aguarda
prazo de contestação; decorrido o prazo sem
contestação, o juiz nomeará curador
especial; feita a citação com hora certa e
juntado nos autos os documentos
respectivos, é enviada carta com aviso de
recebimento ao réu
→citação pelo escrivão ou secretário em caso de
comparecimento do citando ao cartório
→citação por edital→cabível em qualquer tipo de
processo, sendo outra forma de
citação ficta
→só é cabível quando
inviabilizadas as outras formas de
citação, sendo reservada por ser a
última alternativa
→hipóteses a) quando
desconhecido ou incerto o citando; b)
quando o réu está em local incerto,
ignorado ou inacessível; c) nos casos
expressos em lei [usucapião] art. 256
→sendo citação ficta, faz-se
necessária a nomeação de curador
especial; contudo, caso a citação
edital seja de eventuais terceiros
interessados, não será necessária a
nomeação de curador especial
→prazo duração edital, juiz fixa
prazo entre 20 e 60 dias; o prazo de
contestação começará a partir do
primeiro dia útil subsequente ao
vencimento do prazo do edital
→citação eletrônica→é a forma de citação
preferencial das pessoas jurídicas de direito
público e de direito privado, exceto
microempresas e empresas de pequeno porte
→intimação→

cooperação jurídica internacional→é cooperação jurídica e não meramente processual, incluindo cooperação entre
Estados para a consecução de um objetivo comum com reflexos jurídicos; é o
intercâmbio de medidas ou informações jurídicas entre autoridades administrativas
ou jurisdicionais
→fundamentos→tratados, convenções, protocolos
→subsidiariamente→princípio da reciprocidade
→disposições gerais→o brasil não coopera com atos incompatíveis com as suas
normas fundamentais ligadas a ordem pública
→autoridade central, definida em tratado
→princípios→art. 26
→respeito às garantias devido processo legal
→igualdade no tratamento entre nacionais e estrangeiros
→publicidade processual, salvo hipóteses de sigilo art. 189
→autoridade central
→espontaneidade na prestação da informação
→objeto de cooperação→art. 27 exemplifica e ressalva o que for proibido pela lei
→classificação→quanto à posição→ativa→Estado requer pedido de cooperação
→passiva→Estado recebe pedido de cooperação
→quanto à necessidade de atuação STJ→direta→não exige juízo de
delibação do STJ,
sendo solicitada por
autoridade
administrativa
estrangeira
→é o denominado
auxílio direto ou assistência
direta art. 28 a 34 [cooperação
passiva art. 29; auxilio direto
sem autorização judicial art.
32; art. 33 e 34 dependem de
autorização judicial e
autoridade central encaminha
à AGU para medida judicial e
se a autoridade central for o
ministério público federal, ele
próprio irá a juízo]; art. 36
depende de exequatur do STJ;
homologação sentença
estrangeira art. 963
→neste caso, sendo
necessário que o ato
pretendido no Brasil depender
de autorização judicial, será
requerida ao juízo federal de
primeira instância
→indireta→depende de juízo
de delibação do STJ, sendo
solicitada diretamente no STJ
por órgão jurisdicional
→quanto ao conteúdo→cooperação jurisdicional→postula um ato
jurisdicional do Estado cooperante
→cooperação jurídica→não envolve o judiciário,
apenas autoridades administrativas
→disposições comuns cooperação direta e indireta→cooperação ativa deve ser
acompanhada de tradução oficial do
pedido e de seus documentos
→proibição da cooperação que
ofende ordem pública, o judiciário
analisará
→havendo reciprocidade, presume-se
autentico o pedido de cooperação o
pedido de cooperação encaminhado
pela autoridade central