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Economia ou economia política da sustentabilidade

• Modelo convencional da economia da sustentabilidade(modelo neoclássico)


◦ Problema central: a alocação intertemporal de recursos entre consumo e investimento
por agentes racionais,maximizadores da utilidade.
◦ A ação coletiva: se faz por meio do Estado.
◦ Função: corrigir falhas de mercado.
◦ Contexto: sem problemas de incerteza e risco de perdas irreversíveis.

• Modelo proposto da economia política da sustentabilidade


◦ Como problema central: é a distribuição intertemporal de recursos naturais finitos, o
que pressupõe limites para o seu uso.
◦ Ação coletiva: com base em considerações morais e éticas.
◦ Exemplo: dimensões sociais, morais, culturais e ideológicas.
◦ Contexto: riscos e incertezas de perdas irreversíveis.
◦ Função: decidir sobre limites para uso.

• Ecossistema x biodiversidade;
• Análise integrada das interconexões entre ecossistemas,sistema econômico e bem-estar
humano baseado nas características da variabilidade e resiliências.
◦ Variabilidade → mudanças dos estoques e fluxos ao longo do tempo.
◦ Resiliência → capacidade de se regenerar após uma ação (quanto menor o tempo maior
a capacidade).
• Em meio às funções ecossistêmicas (interações entre os elementos do ecossistema,
regulação climática, ciclo da água etc.) surgem os serviços ecossistêmicos que beneficiam
as sociedades humanas.
◦ serviços de provisão: de alimentos e fibras,madeira para combustível, produtos
farmacêuticos etc.;
▪ A sustentabilidade dos serviços de provisão deve ser feita através de uma análise
que considere a qualidade e o estoque do capital natural que serve de base à sua
geração;
◦ serviços de regulação: climática, qualidade do ar,controle de erosão; formação do solo
etc.
▪ Já os serviços de regulação devem ser avaliados não apenas pelo nível de
produção, mas pela análise da capacidade de os ecossistemas regularem
determinados serviços(alimentos, fibras, madeiras, energia etc).

• Também existem fatores, não estritamente ecológicos, que contribuem para uma mudança
de valores socioculturais que permitem a adoção de padrões mais equilibrados. Entre eles
estão três principais :
◦ Os riscos ligados à qualidade de produtos essenciais;
◦ O aumento da influência material implica sempre o aumento do bem-estar;
◦ A difusão do sentimento de que o sistema é eficiente, mas não produz justiça.

• Situações que exigem principio da precaução:


◦ Não há certeza cientifica quanto a relação entre uma atividade e o dano temido.
◦ Singularidade e irreparabilidade

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