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MATERIAIS PARA ELABORAÇÃO DE TESTES

SECÇÃO 1−QUESTÕES DE ESCOLHA MÚLTIPLA

UNIDADE 2 − A AÇÃO HUMANA E OS VALORES: A AÇÃO HUMANA

CAPÍTULO 2
Determinismo e liberdade na ação humano

Selecione a alternativa correta ou as alternativas corretas, quando for o caso.

1. Analise as afirmações seguintes sobre o determinismo. Selecione de seguida a alternativa


correta.
1. Para o determinismo, tudo o que acontece resulta necessariamente do que aconteceu
antes.
2. O determinismo admite que alguns acontecimentos não tenham causa.
3. Para o determinismo, há acontecimentos que são o resultado provável de uma sequência
de acontecimentos anteriores.
4. Para o determinismo, se conhecêssemos completamente o estado do universo neste
momento poderíamos conhecer todo o futuro.
A – 1 e 2 são falsas; 3 e 4 são verdadeiras.
B – 1 e 2 são verdadeiras; 3 e 4 são falsas.
C – 1 e 4 são verdadeiras; 2 e 3 são falsas.
D – 1 e 4 são falsas; 2 e 3 são verdadeiras.

2. Analise as afirmações seguintes sobre o determinismo. Selecione de seguida a alternativa


correta.
1. Falar em determinismo é pressupor a ideia de causalidade, de relação necessária de
causa e efeito.
2. Falar em determinismo é falar em consequências necessárias a partir de condições
antecedentes.
3. Segundo o determinismo, tudo o que acontece na natureza segue uma lei invariável.
4. Segundo o determinismo, alguns acontecimentos, incluindo as ações, são causalmente
determinados segundo as leis da natureza.
A – 1 e 2, verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 4 verdadeira; 1, 2 e 3 falsas.
C – 1, 2 e 3 verdadeiras; 4 falsa.
D – 1, 2 e 4 verdadeiras; 3 falsa.

3. Analise as afirmações seguintes, respeitantes ao determinismo radical. Selecione de


seguida a alternativa correta.
1. Segundo o determinismo radical, a causa de uma ação está fora do controlo do agente.
2. Segundo o determinismo radical, temos a falsa impressão de liberdade porque
desconhecemos as causas que determinam as nossas ações;
3. Segundo o determinismo radical, o livre-arbítrio é incompatível com um mundo regido
por leis causais;
4. Segundo o determinismo radical, o determinismo pode coexistir com o livre-
-arbítrio.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 4 verdadeira; 1, 2 e 3 falsas.
C – 1, 2 e 3 verdadeiras; 4 falsa.
D – 1, 2 e 4 verdadeiras; 3 falsa.
4. Analise as afirmações seguintes, respeitantes ao determinismo radical. Selecione de
seguida a alternativa correta.
1. Segundo o determinismo radical, as nossas ações resultam das nossas deliberações e
escolhas;
2. Segundo o determinismo radical, as nossas ações livres são causadas pela nossa
personalidade, crenças e desejos, ainda que estes sejam determinados por acontecimentos
anteriores;
3. Segundo o determinismo radical, todas as causas são constrangimentos que negam o
nosso livre-arbítrio;
4. Segundo o determinismo radical, a experiência da liberdade faz parte da experiência do
agir.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 3 verdadeira; 1, 2 e 4 falsas.
C – 1, 2 e 3 verdadeiras; 4 falsa.
D – 1, 2 e 4 verdadeiras; 3 falsa.

5. Analise as afirmações seguintes, respeitantes ao determinismo moderado. Selecione de


seguida a alternativa correta.
1. Segundo o determinismo moderado, as deliberações do agente são determinadas por
acontecimentos anteriores.
2. Segundo o determinismo moderado, as nossas ações livres são aleatórias;
3. Segundo o determinismo moderado, um ato é realmente livre se não for determinado por
acontecimentos anteriores;
4. Segundo o determinismo moderado, a experiência da liberdade faz parte da experiência do
agir.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 2 e 3 verdadeiras; 1 e 4 falsas.
C – 1, 2 e 3 verdadeiras; 4 falsa.
D – 1 e 4 verdadeiras; 2 e 3 falsas.

6. Analise as afirmações seguintes, respeitantes à relação entre libertismo e determinismo


moderado. Selecione de seguida a alternativa correta.
1. São teorias idênticas porque não admitem a conciliação entre livre-arbítrio e determinismo;
2. Ambas as teorias consideram que as nossas ações livres são aleatórias;
3. São maneiras opostas de afirmar uma mesma tese: a de que não há possibilidade de
conjugar determinismo e liberdade;
4. Para ambas as teorias, o facto de um comportamento ter causas não impede que seja livre.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 2 e 3 verdadeiras; 1 e 4 falsas.
C – 1 verdadeira; 2, 3 e 4 falsas.
D – 1 e 2 falsas; 3 e 4 verdadeiras.

7. Considere a seguinte afirmação: «Todos fazemos parte de um universo determinista».


A – Segundo o determinismo radical, esta afirmação não implica a negação do livre-
-arbítrio.
B – Segundo o determinismo moderado, esta afirmação não implica a negação da
responsabilidade moral.
C – Segundo o libertismo, o universo é indeterminista.
D – Segundo o determinismo moderado, esta afirmação implica a negação da responsabilidade
moral mas não do livre-arbítrio.

8. Segundo o determinismo moderado,


A – O livre-arbítrio exige a capacidade de podermos ter agido de modo diferente.
B – O livre-arbítrio exige unicamente a possibilidade de fazermos o que queremos.
C – O livre-arbítrio exige a indeterminação das nossas ações.
D – O livre-arbítrio exige não que as ações sejam voluntárias mas sim causadas.

9. Analise as afirmações seguintes sobre o determinismo moderado. Selecione de seguida a


alternativa correta.
1. Para um determinista moderado, a falsidade do determinismo tem como consequência que
somos livres e responsáveis;
2. Para um determinista moderado, o nosso comportamento é impossível de prever porque não tem
qualquer causa;
3. Para um determinista moderado, o indeterminismo não fornece uma base adequada à defesa da
existência de livre-arbítrio;
4. Para os deterministas moderados, as ações podem ser causadas e, apesar disso, serem livres.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 3 verdadeira; 1, 2 e 4 falsas.
C – 1, 2 e 3 verdadeiras; 4 falsa.
D – 3 e 4 verdadeiras; 1 e 2 falsas.

10. Analise as afirmações seguintes sobre o libertismo. Selecione de seguida a alternativa


correta.
1. Para o libertismo, só faz sentido deliberarmos se pudermos escolher agir de modo diferente;
2. Para o libertismo, como toda a gente de uma forma ou outra delibera, isso significa que toda a
gente, quer o reconheça quer não, acredita que tem livre-arbítrio;
3. O libertismo justifica a realidade do livre com a alegação de que este é uma condição necessária
para se poder responsabilizar as pessoas pelas suas ações;
4. O libertismo é uma teoria incompatibilista no que respeita à conciliação entre livre-arbítrio e
determinismo.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 2 e 3 verdadeiras; 1 e 4 falsas.
C – 1 verdadeira; 2, 3 e 4 falsas.
D – 1, 2, 3 e 4 verdadeiras.

11. Analise as afirmações seguintes sobre o conceito de ação livre para o determinismo
moderado. Selecione de seguida a alternativa correta.

1. Uma ação é livre desde que não seja o resultado de coerção.


2. Uma ação é livre desde que o sujeito, caso o tivesse desejado, tivesse agido de outra forma.
3. A ação é livre se está sob o controlo das crenças e desejos do agente e se, tendo este tido outros
desejos, pudesse ter escolhido e realizado uma ação diferente.
4. Uma ação é livre se não for o resultado de nenhuma causa.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 1, 2 e 3 verdadeiras; 4 falsa.
C – 1 verdadeira; 2, 3 e 4 falsas.
D – 1, 2, 3 e 4 verdadeiras.

12. Analise as afirmações seguintes sobre o problema do livre-arbítrio. Selecione de seguida a


alternativa correta.
1. Só haveria ações livres, se o universo não fosse regido por leis causais. Mas isso é falso.
2. Uma ação é livre desde que o sujeito, caso o tivesse desejado, tivesse agido de outra forma.
3. Uma ação livre é a que não está necessariamente vinculada a acontecimentos passados.
A – 1. Determinismo moderado; 2. Libertismo; 3. Determinismo radical.
B – 2. Indeterminismo; 2. Determinismo radical; 3. Libertismo.
C – 1. Determinismo radical; 2. Determinismo moderado; 3. Libertismo.
D – 1. Determinismo radical; 2. Determinismo moderado; 3. Indeterminismo.

13. «A proposição Dadas as mesmas causas seguem-se os mesmos efeitos» é própria do


determinismo radical. Esta afirmação é:
A – Falsa: carateriza exclusivamente o determinismo moderado.
B – Verdadeira: Para o determinismo radical, o mesmo acontecimento pode ter uma causa hoje
e outra diferente amanhã.
C – Falsa: os deterministas moderados consideram compatível o determinismo e o livre-
arbítrio.
D – Verdadeira: uma ação causalmente determinada é a que não dá a possibilidade de decidir e
de querer outra coisa senão o que decidimos ou quisemos.

14. «A proposição Se o determinismo é verdadeiro, então só há um futuro, que


necessariamente acontecerá é rejeitada pelo libertismo». Esta afirmação é:
A – Falsa: só o determinismo radical e o moderado admitem que o passado determina o futuro.
B – Verdadeira: o libertismo não nega que o passado condicione o futuro.
C – Falsa: esta crença carateriza o determinismo radical.
D – Verdadeira: o libertismo tal como o determinismo radical é uma posição incompatibilista.

15. Se o determinismo é verdadeiro, então não realizamos escolhas. Esta afirmação é:


A – Falsa porque escolher é não ser condicionado pelo que fizemos antes.
B – Verdadeira porque as escolhas supõem a indeterminação da vontade.
C – Falsa porque uma coisa é dizer que não há escolhas e outra coisa é dizer que não há
escolhas livres.
D – Verdadeira porque só há escolhas se houver liberdade.

16. Analise as afirmações seguintes sobre o problema da responsabilidade moral. Selecione


de seguida a alternativa correta.
1. O determinismo não é compatível com a existência de responsabilidade moral.
2. As ações determinadas por circunstâncias passadas não podem ser livres nem por elas
podemos ser responsabilizados.
3. O critério de escolha livre e responsabilizável não é a escolha ser não causada mas antes a
escolha ser não compelida.
A – 1. Libertismo; 2. Determinismo moderado; 3. Determinismo radical.
B – 1 e 2. Indeterminismo; 3. Libertismo.
C – 1. Determinismo radical; 2. Determinismo moderado; 3. Libertismo.
D – 1 e 2 Libertismo; 3. Determinismo moderado.

17. «Determinismo e determinismo radical são sinónimos.» Esta afirmação é:


A – Falsa porque uma coisa é o determinismo e outra o determinismo moderado.
B – Verdadeira porque determinismo e negação da liberdade estão necessariamente ligados.
C – Falsa porque uma coisa é o determinismo e outra o que ele pode implicar.
D – Verdadeira porque só há livre-arbítrio se não houver determinismo.

18. Analise as afirmações seguintes sobre o problema do livre-arbítrio. Selecione de seguida a


alternativa correta.
1. Dizer que somos livres é dizer que não há pessoas ou circunstâncias externas que nos
impeçam de fazer aquilo que queremos fazer.
2. Uma pessoa pode ser livre e determinada porque aquilo que faz pode ser causado por algo
que acontece dentro dela.
3. Uma ação ou é livre ou é determinada, mas não as duas coisas ao mesmo tempo.
A – 1. Libertismo; 2. Determinismo moderado; 3. Determinismo radical.
B – 1 e 2. Determinismo moderado; 3. Libertismo e determinismo radical.
C – 1. Determinismo moderado; 2. Determinismo radical; 3. Libertismo.
D – B – 1 e 2. Determinismo moderado; 3. Libertismo.

19. Habitualmente, entende-se por livre-arbítrio a «capacidade de agir de outro modo».


Considere as posições das três teorias que estudou sobre a possibilidade de agir de modo
diferente e assinale a alternativa correta.
1. Não temos controlo sobre aquilo que fazemos;
2. Temos controlo sobre aquilo que fazemos, mas as nossas ações não deixam por isso de ser
determinadas.
3. Nada daquilo que fazemos poderia ser diferente daquilo que fazemos.
A – 1. Libertismo; 2. Determinismo moderado; 3. Determinismo radical.
B – 1 e 3. Determinismo radical; 2. Determinismo moderado.
C – 1. Determinismo moderado; 2. Determinismo radical; 3. Libertismo.
D – 1 e 2. Determinismo moderado; 3. Libertismo.

20. Se é verdade que todas as ações são causalmente determinadas, como podemos
responsabilizar os agentes? Se estamos determinados a agir de um determinado modo, por
que nos culparmos ou sentirmos remorso por coisas que fazemos, e, ainda, como podemos
culpar ou punir alguém por ter feito algo errado, se este já estava determinado a agir desta
forma?
Estes argumentos constituem uma crítica:
A – Ao determinismo.
B – Ao libertismo.
C – Ao determinismo moderado e ao determinismo radical.
D – Ao determinismo radical.

21. As ações livre são não constrangidas, e não incausadas. Esta tese é típica de um:
A – Determinista radical;
B – Libertista;
C – Determinista moderado;
D – Determinista radical e de um determinista moderado.

22. Analise as afirmações respeitantes à posição do determinismo moderado sobre o livre-


arbítrio. Selecione de seguida a alternativa correta.
1. O determinismo é a negação do livre-arbítrio.
2. Se o determinismo for verdadeiro, não está excluída a possibilidade de sermos livres.
3. A liberdade não requer a ausência de determinismo, requer apenas que as nossas ações
sejam causadas de uma certa maneira.
4. Se o determinismo é verdadeiro, ninguém pode ser razoavelmente elogiado ou condenado
por nada, tal como a chuva não pode ser elogiada ou condenada por cair.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 1, 2 e 3 verdadeiras; 4 falsa.
C – 1 verdadeira; 2, 3 e 4 falsas.
D – 1 e 4 falsas; 2 e 3 verdadeiras.

23. «As nossas ações podem ser causadas pelas nossas crenças, desejos e escolhas e, ao
mesmo tempo, não serem forçadas por nenhuma pessoa ou circunstância. O exemplo do
ladrão de bancos é esclarecedor. Ele poderia não ter assaltado o banco uma vez que ninguém
o forçou a isso, no entanto, a ação de assaltar o banco foi causada pela sua crença de que
poderia escapar e pelo seu desejo de ficar rico. Ele é moralmente responsável por aquilo que
fez, ainda que a sua ação tenha sido causada.» Clifford Williams.

Este texto poderia atribuir-se a um partidário do determinismo radical. Esta interpretação é:


A – Falsa porque o determinista radical entende que as causas das nossas ações são
meramente externas.
B – Verdadeira porque o determinista radical considera que a negação do livre-arbítrio não
implica a negação da responsabilidade moral.
C – Falsa porque o determinista radical entende que uma pessoa só pode responder pelas
consequências das ações se estas resultarem da sua livre escolha.
D – Verdadeira porque o determinista radical entende que a causa das ações reside em fatores
que o agente não domina (como por exemplo: a educação, as experiências anteriores, os fatores
genéticos) e o «obrigam», sem que ele tenha consciência disso, a agir de um modo
determinado.

24. O indeterminismo assegura que as nossas ações são livres. Esta afirmação é:
A – Falsa porque o indeterminismo defende que as nossas ações são o efeito inevitável das
causas que o antecedem.
B – Verdadeira porque uma ação livre é uma ação sem causa.
C – Falsa porque não podemos controlar o que apesar de ter uma causa acontece por acaso.
D – Verdadeira porque uma ação resultante da intervenção do acaso não resulta
necessariamente de causas anteriores.

25. Analise as afirmações respeitantes à posição do determinismo moderado sobre o que é


agir livremente. Selecione de seguida a alternativa correta.
1. Uma pessoa age livremente se, tendo outros desejos e crenças, pudesse não ter feito o que
fez.
2. Uma pessoa age livremente se na série de causas que determinam a ação houver lugar para
outros desejos e crenças.
3. Uma pessoa age livremente se a sua ação não for determinada por causas.
4. Uma pessoa age livremente se a sua ação for uma consequência apenas provável das causas
que a antecedem.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 1, 2 e 3 verdadeiras; 4 falsa.
C – 1 verdadeira; 2, 3 e 4 falsas.
D – 1 e 4 falsas; 2 e 3 verdadeiras.

26. Considere as afirmações seguintes, respeitantes à formulação do dilema do


determinismo. Selecione de seguida a alternativa correta.
1. Ou somos livres ou não somos.
2. Ou as nossas ações são determinadas, caso em que não somos responsáveis por elas, ou
então são o resultado de acontecimentos aleatórios, caso em que também não somos
responsáveis por elas.
3. Ou as nossas ações são determinadas ou não são.
4. Ou as nossas ações são indeterminadas ou não podemos ser responsabilizados por elas.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 1, 3 e 4 verdadeiras; 2 falsa.
C – 1 verdadeira; 2, 3 e 4 falsas.
D – 1, 3 e 4 falsas; 2, verdadeira.

27. Considere as afirmações seguintes, respeitantes à conceção libertista de ação. Selecione


de seguida a alternativa correta.
1. Uma ação livre não é causalmente determinada, mas também não é aleatória;
2. Uma ação livre é incompatível quer com o determinismo quer com o indeterminismo;
3. Ou as nossas ações são determinadas ou não são livres;
4. As nossas ações são livres se as nossas escolhas forem determinadas pelos nossos desejos e
crenças.
A – 1 e 2 verdadeiras; 3 e 4 falsas.
B – 1, 3 e 4 verdadeiras; 2 falsa.
C – 1 verdadeira; 2, 3 e 4 falsas.
D – 1, 3 e 4 falsas; 2, verdadeira.

28. Partindo da premissa Se o ser humano está no mundo natural, então obedece às mesmas
leis que os restantes fenómenos naturais, temos de concluir que não há livre-arbítrio. Esta
afirmação:
A – É falsa para o libertismo porque os agentes podem iniciar sequências de acontecimentos
que não são causalmente determinadas por sequências anteriores;
B – É falsa para o determinismo radical porque para este o ser humano tem consciência de que
pode agir de modo diferente;
C – É verdadeira para o determinismo moderado porque para este todas as ações são
determinadas;
D – É falsa para o libertismo porque a causalidade natural é desmentida pelo indeterminismo.

29. Considere o seguinte argumento:


Se temos livre-arbítrio, o determinismo radical é falso. Algumas das nossas ações são livres.
Logo, o determinismo radical é falso.
A conclusão deste argumento é verdadeira para:
A – O determinismo radical.
B – O determinismo moderado e o libertismo.
C – Somente para o libertismo.
D – Qualquer das teorias que consideram incompatíveis o determinismo e o livre-arbítrio.

30. Considere as afirmações seguintes sobre o suposto conflito entre determinismo e livre-
arbítrio. Selecione de seguida a alternativa correta.
1. Resolve -se o conflito rejeitando o determinismo.
2. Resolve- se o conflito afirmando que ambos são compatíveis.
3. Resolve-se o conflito distinguindo dois tipos de causalidade: a causalidade
natural e a causalidade do agente.
4. Não há conflito porque o livre-arbítrio é uma ilusão.
A – 1. Libertismo; 2. Determinismo moderado; 3 e 4. Determinismo radical.
B – 1 e 2. Determinismo moderado; 3 e 4. Libertismo.
C – 1 e 3. Libertismo; 2. Determinismo moderado; 4. Determinismo radical.
D – 1 e 2. Determinismo moderado; 3. Libertismo; 4. Determinismo radical.

31. O determinismo moderado defende que as nossas ações são causadas pelas nossas
crenças e desejos, isto é, pela nossa personalidade, porque:
A – As ações livres não podem depender de acontecimentos anteriores.
B – Só assim as ações que realizamos são nossas e por elas podemos ser responsabilizados.
C – Nem todas as ações são causalmente determinadas pelo nosso passado;
D – As ações livres exigem que o agente delibere e decida libertando do encadeamento de
causas e efeitos.

32. O libertismo defende que:


a) Há ações livres e que somos responsáveis por todas as nossas ações;
b) Há ações livres e que somos responsáveis pelas ações que realizamos livremente;
c) Que as ações livres não têm causa;
d) Que as ações livres não têm causa porque qualquer causa está fora do controlo do agente.

R.: b) Há ações livres e que somos responsáveis pelas ações que realizamos livremente.

33. A questão do livre-arbítrio é a questão de saber:


a) Até que ponto o Estado deve interferir na nossa vida.
b) Até que ponto deve ir a nossa liberdade na relação com os outros.
c) Se temos a possibilidade de agir de modo diferente do que agimos.
d) Se a liberdade nos pode ser dada ou tirada.

R.: c) Se temos a possibilidade de agir de modo diferente do que agimos.

A liberdade de que estamos aqui a falar não é a liberdade política. A liberdade política pode ser-
nos dada ou tirada, consoante o regime político em que vivamos. A liberdade metafísica não
nos pode ser dada nem tirada, mesmo que vivamos no pior dos regimes políticos. Se for
verdade que o homem tem livre-arbítrio, como a maior parte das pessoas acredita, mesmo
aqueles que vivam na mais feroz das ditaduras e não tenham quaisquer liberdades políticas,
serão livres no sentido em que estamos aqui a usar a palavra.

34. Somos livres se e só se:


a) Pudermos fazer tudo o que nos apetecer;
b) As condicionantes biológicas e culturais não influenciarem tanto a forma como agimos
quanto as condicionantes físico-biológicas;
c) Nem todas as nossas ações forem inevitáveis;
d) Algumas das nossas ações acontecerem sem qualquer razão de ser.

R.: c) Nem todas as nossas ações forem inevitáveis.

35. O determinismo radical afirma que:


a) Tudo no mundo tem uma causa exceto os atos humanos;
b) Tudo no mundo tem uma causa, podendo, eventualmente, ter hoje uma causa e amanhã
uma outra completamente diferente;
c) A ideia de que tudo resulta de causas anteriores aplica-se apenas aos objetos físicos;
d) Um acontecimento resulta de uma causa ou conjunto de causas e que sempre que essa
causa ou conjunto de causas ocorrer dará inevitavelmente origem ao acontecimento.

R.: d) Um acontecimento resulta de uma causa ou conjunto de causas e que sempre que essa
causa ou conjunto de causas ocorrer dará inevitavelmente origem ao acontecimento.

36. Ações livres são as que:


a) Não podemos evitar.
b) Resultam da opção por uma alternativa entre várias possíveis.
c) Não podemos controlar.
d) São indeterminadas ou aleatórias.

R.: b) Resultam da opção por uma alternativa entre várias possíveis.

37. O chamado «dilema do determinismo» consiste no facto de:


a) O determinismo ser a crença de todas as pessoas.
b) O indeterminismo ser a forma de salvar a liberdade.
c) O determinismo e o indeterminismo serem teorias que negam a liberdade da vontade.
d) O livre-arbítrio e o determinismo serem compatíveis.

R.: c) O determinismo e o indeterminismo serem teorias que negam a liberdade da vontade.

38. O chamado problema do livre-arbítrio formula-se nos seguintes termos:


a) Será possível conciliar o determinismo com o indeterminismo?
b) Será que podemos controlar atos que são inevitáveis?
c) Será que todas as ações são livres?
d) Será possível conciliar a crença no livre-arbítrio com a crença no determinismo?

R.: d) Será possível conciliar a crença no livre-arbítrio com a crença no determinismo? A ciência
afirma que todos os acontecimentos estão causalmente determinados. Ora, as ações humanas
são acontecimentos. Assim sendo, será a liberdade ou livre-arbítrio uma ilusão ou uma
realidade? Se, por um lado, o determinismo parece implicar a inexistência de livre arbítrio, por
outro, o livre arbítrio parece implicar a falsidade do determinismo.

39. O livre-arbítrio não é compatível com o determinismo, ou seja, se o mundo é


determinado, não há livre-arbítrio. Esta tese é defendida:
a) Pelo compatibilismo.
b) Pelo determinismo radical.
c) Pelo indeterminismo.
d) Pelo determinismo moderado.

R.: b) Pelo determinismo radical.

40. O determinismo radical é a teoria segundo a qual:


a) O determinismo é incompatível com a crença no livre-arbítrio.
b) Há ações humanas que não decorrem de causas anteriores e por isso são livres.
c) O determinismo é incompatível com a crença no livre-arbítrio e o determinismo é verdadeiro.
d) O determinismo é incompatível com a crença no livre-arbítrio e as duas crenças são
verdadeiras.

R.: c) O determinismo é incompatível com a crença no livre-arbítrio e o determinismo é


verdadeiro. A alínea a) serviria para caraterizar também o libertismo.

41. Determinismo e fatalismo são idênticos. Esta afirmação é:


a) Verdadeira, porque ambos consideram que as nossas ações são inevitáveis.
b) Falsa, porque o fatalismo somente se aplica às ações humanas.
c) Verdadeira, porque em ambos os casos há forças que anulam a liberdade humana.
d) Falsa, porque o fatalismo defende que alguns acontecimentos são inevitáveis,
independentemente da modificação das causas, ao passo que o determinismo defende que
mudando as causas mudam os efeitos.

R.: d) Falsa, porque o fatalismo defende que alguns acontecimentos são inevitáveis,
independentemente da modificação das causas, ao passo que o determinismo defende que
mudando as causas mudam os efeitos.

Tudo o que o determinismo afirma é que o estado do mundo num momento determina o
estado do mundo no momento seguinte. Mas não estabelece qual o estado do mundo no
primeiro momento nem que não possa ser diferente daquele é e, portanto, não tem como
consequência que nada do que os seres humanos possam fazer alterará o futuro. O
determinismo é perfeitamente consistente com a ideia de que a forma como agirmos numa
dada altura poderá afetar o que vier a acontecer e, portanto, com a ideia de que o nosso futuro
depende daquilo que fizermos no presente.

42. O libertismo nega:


a) O determinismo.
b) O determinismo universal.
c) Que façamos parte do mundo natural sujeito a leis físicas deterministas.
d) Que livre-arbítrio e determinismo sejam inconciliáveis.

R.: b) O determinismo universal.


O libertismo não nega que haja ações determinadas por causas ou acontecimentos anteriores.
O que nega é que todas as ações sejam o desfecho necessário de causas anteriores. Admite que
só enquanto seres naturais os seres humanos estão sujeitos às leis deterministas da natureza.
Mas não somos somente seres naturais ou dotados de um corpo. Somos também seres
racionais que pensam e deliberam. Por isso, as ações que são causadas pelas nossas
deliberações racionais são livres.

43. A crença de um determinista moderado no determinismo é radicalmente diferente da


crença de um determinista radical. Esta afirmação é:
a) Falsa, porque a diferença entre ambos reside apenas em que o determinista moderado não
pensa que a sua crença no determinismo acarrete necessariamente que não haja livre-arbítrio.
b) Verdadeira, porque o determinismo moderado modifica a ideia de causalidade;
c)Falsa, porque o determinismo moderado é uma forma disfarçada de determinismo radical.
d) Verdadeira, porque o determinismo moderado admite que algumas das nossas ações não
fazem parte de um encadeamento causal.

R.: a) Falsa, porque a diferença entre ambos reside apenas em que o determinista moderado
não pensa que a sua crença no determinismo acarrete necessariamente que não haja livre-
arbítrio. Para o determinista radical, essa crença tem como consequência inevitável a falsidade
da crença no livre-arbítrio.

44. O que acontecerá é completamente determinado pelo que aconteceu antes. Esta posição
é defendida:
a) Pelo libertismo.
b) Pelo determinismo radical mas não pelo moderado.
c) Pelo determinismo radical e pelo determinismo moderado.
d) Pelo determinismo moderado.

R.: c) Pelo determinismo radical e pelo determinismo moderado. Lembremos que o


determinismo moderado apesar de moderado considera que o determinismo é verdadeiro.

45. As escolhas que fazemos resultam de cadeias causais – de uma sucessão necessária de
eventos – que não podemos controlar. Para o determinismo radical esta tese implica que:
a) Uma ação livre tem de ser uma ação não causada;
b) Há ações que escapam ao encadeamento causal;
c) Que nem todos os acontecimentos derivam necessariamente de acontecimentos anteriores;
d) Que algumas ações não constituem elos de uma cadeia causal.

R.: a) Uma ação livre tem de ser uma ação não causada. Os deterministas radicais pensam que
uma ação para ser livre tem de ser não causada mas não admitem que um tal tipo de ação seja
possível. Para o determinista radical acreditamos, ou pelo menos agimos como se
acreditássemos, que tudo sem exceção tem uma causa. Liberdade e determinismo são
incompatíveis.
46. Segundo os críticos, o indeterminismo não fornece uma base adequada à defesa da
existência de livre-arbítrio porque:
a) É uma teoria cientificamente falsa.
b) Mesmo que o indeterminismo seja verdadeiro, acrescentar o acaso ao conjunto de causas de
uma ação não torna essa ação mais dependente da nossa vontade.
c) Algumas ações não constituem elos de uma cadeia causal.
d) Os nossos comportamentos são determinados pelos nossos genes, pelo meio em que
crescemos, pelos nossos desejos e pelas nossas crenças.

R.: b) Mesmo que o indeterminismo seja verdadeiro, acrescentar o acaso ao conjunto de causas
de uma ação não torna essa ação mais dependente da nossa vontade. Não é por
acrescentarmos a estes fatores o acaso que passaremos a ser livres. Se a liberdade dependesse
do fator acaso então as relações humanas seriam muito complicadas: nunca poderíamos
confiar em ninguém, uma vez que, devido ao acaso, uma pessoa tanto se poderia comportar
como não comportar de forma amigável.

47. Segundo o compatibilismo proposto entre outros por David Hume:


a) Temos livre-arbítrio e só o universo físico é determinado.
b) Não temos livre-arbítrio e o universo é determinado.
c) A liberdade consiste em ser possível agir tendo controlo sobre os elos passados das nossas
ações.
d) A liberdade é não só compatível com o determinismo como também tem neste a sua
condição de necessária.

R.: d) A liberdade é não só compatível com o determinismo como também tem neste a sua
condição de necessária.
A alínea a) traduz a posição libertista. A alínea b) exprime a tese determinista radical. A alínea c)
é falsa porque segundo o determinismo moderado uma ação é livre se eu fizer o que desejar,
mas tem origem numa série causal que vem do passado e cujo último elemento é o referido
desejo de realizar algo.
A alínea d) é a verdadeira porque a liberdade é não só compatível com o determinismo como
também o exige. Se assim não fosse, os nossos desejos e crenças seriam aleatórios, não
derivariam da nossa personalidade, não seriam genuinamente nossos.

48. Segundo os críticos, o compatibilismo não fornece uma base adequada à defesa da
existência de livre-arbítrio porque:
a) Reconhece que tudo é determinado.
b) Agimos livremente desde que as nossas ações resultem do que desejamos e acreditamos
fazer e não de crenças e desejos de outros.
c) Não consegue explicar como é que um agente pode agir de modo diferente nas mesmas
circunstâncias.
d) Desconhece que a nossa personalidade resulta do condicionamento social.

R.: c) Não consegue explicar como é que um agente pode agir de modo diferente nas mesmas
circunstâncias.
O compatibilismo só admite que um agente poderia não ter feito o que fez se não fosse
impedido por qualquer coação ou constrangimento e se as suas crenças e desejos fossem
outros, ou seja, se a série de causas que conduziu a uma decisão tivesse produzido outros
desejos e crenças.

49. Segundo o libertismo, temos livre-arbítrio ou liberdade porque decisões do ser humano
decorrem das suas deliberações e não de acontecimentos anteriores. Esta tese enfrenta a
objeção determinista de que:
a) As deliberações e decisões derivam de crenças e desejos e, tendo estas sempre por base,
crenças e desejos anteriores (passado) são também causalmente determinadas.
b) O nosso caráter é geneticamente predeterminado.
c) O livre-arbítrio é uma condição necessária para se poder responsabilizar as pessoas pelas
suas ações.
d) A personalidade do agente não é causalmente relevante para o que ele pretende fazer.

R.: a) As deliberações e decisões derivam de crenças e desejos e tendo estas sempre por base
crenças e desejos anteriores (passado) são também causalmente determinadas.

50. O defensor do livre-arbítrio é a pessoa que:


a) Afirma que todos os acontecimentos escapam ao encadeamento causal;
b) Afirma que algumas ações não são o efeito necessário de causas anteriores;
c) Afirma que mundo é uma vastíssima cadeia causal em que se sucedem causas e efeitos de
um modo necessário, estando o momento presente ligado a todos os momentos anteriores
como desfecho necessário daqueles;
d) Afirma que mesmo que o Universo físico seja determinista, e nós façamos também parte
dele, não se segue que as nossas ações sejam determinadas.
e) As alíneas a), c) e d) são falsas;
f) Todas as alíneas são verdadeiras.

R.: e) As alíneas a), c) e d) são falsas. Na verdade, o determinista moderado assume-se como
defensor do livre-arbítrio sem negar o determinismo universal.

51. Para o compatibilismo, o livre-arbítrio é compatível com o determinismo porque:


a) Tudo no mundo natural é determinado.
b) Algumas ações são livres por serem determinadas, mas não constrangidas.
c) Algumas ações são livres e não determinadas.
d) Defende uma visão dualista do universo.

R.: b) Algumas ações são livres por serem determinadas, mas não constrangidas.

52. Na questão «É, ou não, o livre-arbítrio compatível com o determinismo?» o que está em
causa é:
a) Saber qual das crenças é falsa.
b) Saber se a crença na liberdade e a crença no determinismo são ambas verdadeiras.
c) Saber se o libertismo é compatível com o determinismo radical.
d) Saber se todas as nossas ações são indeterminadas.

R.: b) Saber se a crença na liberdade e a crença no determinismo são ambas verdadeiras.

53. Dizer que o livre-arbítrio não é compatível com o determinismo é dizer que:
a) Ambas as teses são verdadeiras.
b) Se a crença no livre-arbítrio for verdadeira, então a crença no determinismo é falsa.
c) Se a crença no determinismo for verdadeira, então a crença no livre-arbítrio é falsa.
d) Não é impossível que ambas as crenças sejam verdadeiras.

R.: b) Se a crença no livre-arbítrio for verdadeira, então a crença no determinismo é falsa.


c) Se a crença no determinismo for verdadeira, então a crença no livre-arbítrio é falsa.

54. Se uma pessoa age de sua livre vontade, então poderia ter agido diferentemente.
Se o determinismo é verdadeiro, ninguém pode agir diferentemente do que realmente age.
O determinismo é verdadeiro.
Logo, ninguém age de sua livre vontade.

Este argumento é próprio de um defensor do:


a) Libertismo.
b) Determinismo radical.
c) Indeterminismo.
d) Determinismo moderado.

R.: b) Determinismo radical.

55. Segundo o libertismo:


a) A nossa programação biológica ou cultural não condiciona as nossas ações.
b) Somos livres de escolher o que nos acontece.
c) Tudo depende da nossa vontade.
d) Podemos em algumas das nossas ações controlar o encadeamento das causas e dos efeitos.

R.: d) Podemos em algumas das nossas ações controlar o encadeamento das causas e dos
efeitos.

56. Considere as seguintes proposições: 1. Todas as nossas ações são efeitos de causas
anteriores; 2. Há ações que não são efeitos de causas anteriores.
a) O determinismo moderado está de acordo com as proposições 1 e 2.
b) O determinismo radical está de acordo com a proposição 2.
c) O determinismo radical e o determinismo moderado estão, em termos gerais, de acordo com
a proposição 1.
d) O determinismo radical e o determinismo moderado estão, em termos gerais, de acordo com
as proposições 1 e 2.

R.: c) O determinismo radical e o determinismo moderado estão, em termos gerais, de acordo


com a proposição 1.

57. 1. Matriculo-me no 10.º ano porque quero; 2. Matriculo-me no 10.º ano porque os meus
pais me forçam a isso.
a) Para o determinista moderado, as proposições 1 e 2 são aceitáveis porque o que importa é
que uma ação seja causada.
b) Para o determinista moderado, as proposições 1 e 2 são incompatíveis porque, embora
importe que uma ação seja causada, ela tem de ser causada pelos meus desejos e crenças.
c) Para o determinista moderado a proposição 2 não é um exemplo de negação do livre-arbítrio
porque só as ações que não têm causa negam a liberdade.
d) Para o determinista moderado, a proposição 1 é um exemplo de ação livre desde que não
derive do meu caráter ou da minha personalidade porque estes são determinados por uma
série causal de acontecimentos.

R.: b) Para o determinista moderado, as proposições 1 e 2 são incompatíveis porque, embora


importe que uma ação seja causada, ela tem de ser causada pelos meus desejos e crenças.

58. «Perspetiva que procura proteger a realidade do livre arbítrio humano através da
assunção de que uma escolha livre não é causalmente determinada, mas também não é
aleatória; é antes necessário conceber uma intervenção racional e responsável no curso das
coisas. […] Postula-se uma categoria especial de causalidade do agente, […] um agente
situado completamente fora da esfera da natureza.»
Simon Blackburn, Dicionário de filosofia.
a) Este texto carateriza o determinismo moderado.
b) Este texto carateriza o determinismo radical.
c) Este texto carateriza o fatalismo.
d) Este texto carateriza o libertismo.
R.: d) Este texto carateriza o libertismo.

59. «Contribuímos com dinheiro para uma organização de beneficência porque decidimos
que essa organização merece o nosso apoio. Alistamo-nos no exército porque a perspetiva de
ser soldado nos atrai.
Estas ações são livres porque a nossa escolha se baseia nos nossos próprios desejos, sem que
ninguém nos diga o que temos de fazer. É isto que significa fazer algo «de livre vontade».
Mas repare-se que isto é perfeitamente compatível com as nossas ações estarem
causalmente determinadas pelo nosso passado, pelos acontecimentos que ocorrem no nosso
cérebro e assim por diante.»
James Rachels, Problemas da Filosofia.
a) Este texto carateriza o determinismo moderado.
b) Este texto carateriza o determinismo radical.
c) Este texto carateriza o fatalismo.
d) Este texto carateriza o libertismo.

R.: a) Este texto carateriza o determinismo moderado.

60. «Existem leis da Natureza, tal como aquelas que governam o movimento dos planetas,
que governam tudo o que acontece no mundo — e que, de acordo com essas leis, as
circunstâncias anteriores a uma ação determinam que ela irá acontecer e eliminam qualquer
outra possibilidade.»
Thomas Nagel, Que quer dizer tudo isto?
a) Este texto carateriza o determinismo.
b) Este texto carateriza o determinismo moderado.
c) Este texto carateriza o determinismo radical.
d) Este texto carateriza o libertismo.

R.: a) Este texto carateriza o determinismo.

b) e c) só seriam verdadeiras se o que o texto defende fosse considerado verdadeiro. O


determinismo é uma teoria. O determinismo radical e o determinismo moderado são teorias
que, de modo diferente, consideram que o determinismo é uma crença verdadeira. Sem este
juízo de valor sobre o determinismo – se é verdadeiro ou falso –, não faz sentido falar de
determinismo moderado ou radical. O texto não diz nada sobre a verdade ou falsidade do que é
exposto.

61. Para o libertismo,


a) O determinismo explica todas as nossas ações.
b) O determinismo explica algumas das nossas ações.
c) O determinismo não explica nenhuma das nossas ações.
d) O indeterminismo é a solução para o problema de saber se há ou não liberdade.

R.: b) O determinismo explica algumas das nossas ações.

62. «Quando um homem escolhe e age no presente, não é inteiramente controlado pelo
passado, mas parte da evolução interminável do poder cósmico. É um agente ativo e
iniciador, que, montado na onda de um dado presente, delibera entre alternativas abertas
para alcançar decisões relativamente às muitas e diversas fases da sua vida.»
Corliss Lamont, tradução e adaptação de Vítor João Oliveira in Crítica na Rede.
a) Este texto defende o determinismo radical.
b) Este texto rejeita o determinismo.
c) Este texto defende o determinismo moderado;.
d) Este texto é de um partidário do indeterminismo.

R.: Este texto rejeita o determinismo.

63. «Se as nossas escolhas e ações de hoje estivessem determinadas ontem, então estariam
igualmente determinadas antes de ontem, no dia do nosso nascimento, no dia do nascimento
do nosso Sistema Solar e da Terra há biliões de anos.»
Corliss Lamont, Tradução e adaptação de Vítor João Oliveira in Crítica na Rede.
Este texto:
a) Apresenta uma objeção ao libertismo.
b) Por uma espécie de refutação ao absurdo, rejeita o determinismo.
c) Considera que determinismo e liberdade são compatíveis.
d) Por uma espécie de refutação ao absurdo, defende o determinismo.

R.: b) Por uma espécie de refutação ao absurdo, rejeita o determinismo.

64. A ausência de compulsão, e não a ausência de causa, é o critério da liberdade de escolha.


Esta posição é defendida pelo:
a) Determinismo radical.
b) Determinismo moderado.
c) Libertismo.
d) Pelo determinismo moderado e pelo determinismo radical.

R.: b) Determinismo moderado. Para o determinismo moderado, todos os atos são causados,
mas apenas alguns são compelidos ou forçados.

65. Todas as nossas escolhas e ações são determinadas por circunstâncias passadas. Esta tese
é defendida:
a) Pelo determinismo radical.
b) Pelo determinismo moderado.
c) Pelo libertismo.
d) Pelo determinismo moderado e pelo determinismo radical.

R.: d) Pelo determinismo moderado e pelo determinismo radical. A diferença é que para o
determinista moderado tal crença não impede que sejamos livres nas nossas escolhas. O
critério de escolha livre, para o determinista moderado, não é a escolha ser não causada, mas
antes a escolha ser não compelida, não forçada, pelo que a pessoa faz o que ele ou ela quer e
escolhe fazer.

66. Segundo o determinismo moderado, o que carateriza uma ação livre é:


a) A ausência de causas anteriores à decisão do agente.
b) A ausência de coações e de constrangimentos que impeçam o agente de fazer o que deseja
apesar de a sua vontade ter sido influenciada por fatores que aquele não controla.
c) O poder de iniciar ações independentemente de quaisquer causas anteriores uma vez que o
passado condiciona mas não determina.
d) A capacidade de decidir fazer algo a partir do nada.

R.: b) A ausência de coações e de constrangimentos que impeçam o agente de fazer o que


deseja, apesar de a sua vontade ter sido influenciada por fatores que aquele não controla.
67. A teoria que afirma que tudo o que acontece é causado por um acontecimento ou
conjunto de acontecimentos anteriores de tal modo que todo e qualquer acontecimento
futuro depende de acontecimentos passados, estando assim totalmente determinado, tem o
nome de:
a) Determinismo moderado.
b) Determinismo radical.
c) Libertismo.
d) Determinismo.

R.: d) Determinismo. O determinismo é uma teoria. O determinismo radical e o determinismo


moderado são teorias que, de modo diferente, consideram que o determinismo é uma crença
verdadeira. Sem este juízo de valor sobre o determinismo – se é verdadeiro ou falso –, não faz
sentido falar de determinismo moderado ou radical. O texto não diz nada sobre a verdade ou
falsidade do que é exposto.

68. «Será que vale a pena fazer o que é correto, será que há interesse e alegria nisso, a não
ser que seja possível fazer o contrário? E será que tem sentido censurarmo – nos por ter
seguido o caminho errado… a não ser que pudéssemos ter seguido o caminho correto?»
illiam James
Este texto é uma crítica ao:
a) Determinismo radical.
b) Libertismo.
c) Determinismo moderado e ao libertismo.
d) Determinismo radical e ao libertismo.

R.: a) Determinismo radical.

69. «Sempre que as ações procedem não de alguma causa como o caráter e disposição da
pessoa que a realizou, não podem servir para as honrar, nem para as censurar, se forem más.
A pessoa não será responsável por elas; e como não procedem de algo delas que seja durável
e constante é impossível que ela possa ser por si objeto de punição ou vingança.»
David Hume
Este texto defende que:
a) As ações livres – pelas quais podemos ser responsabilizados – são ações sem causa.
b) As ações livres – pelas quais podemos ser responsabilizados – não são ações incausadas.
c) As ações livres são indeterminadas.
d) As ações livres são as que podem ser objeto de punição ou de vingança.

R.: b) As ações livres – pelas quais podemos ser responsabilizados – não são ações incausadas.

70. Analise a frase que se segue, relativa ao problema do livre-arbítrio. Selecione, depois, a
alternativa que identifica corretamente a perspetiva apresentada.
Considera-se que o estado mental de um indivíduo num dado momento
determina a escolha que irá fazer.
A – Perspetiva libertista.
B – Perspetiva determinista radical.
C – Perspetivas determinista radical e moderada.
D – Perspetiva determinista moderada.

R.: C – Perspetivas determinista radical e moderada.

71. Analise as afirmações seguintes relativas ao libertismo. Selecione, depois, a alternativa


correta.
A – Todas as escolhas são inevitáveis.
B – A nossa personalidade é o resultado inevitável de uma série causal que não controlamos.
C – A causa das nossas escolhas somos nós.
D – O livre-arbítrio significa ausência de causa.

R.: C – A causa das nossas escolhas somos nós.

72. Analise as afirmações seguintes relativas ao determinismo moderado. Selecione, depois, a


alternativa correta.

1 – O determinismo moderado considera que a liberdade da vontade implica que haja ações
sem causas.
2 – O determinismo moderado considera que as nossas ações resultam de eventos mentais que
não são causados por pensamentos, desejos e opiniões.
3 – O determinismo moderado considera que um ato livre pode ser determinado por
acontecimentos anteriores.
4. O determinismo moderado considera que a diferença significativa entre ações livres e não
livres reside não em terem sido causadas por fatores anteriores, mas em não termos sido
coagidos ou forçados por fatores externos.

A. 1 e 4 falsas. 2 e 3 verdadeiras. B. 1 e 2 falsas. 3 e 4 verdadeiras. C. 1, 2 e 3 verdadeiras. 4


falsa.

R.: B. 1 e 2 falsas. 3 e 4 verdadeiras.

73. Analise a frase que se segue, relativa ao problema do livre-arbítrio. Selecione, depois, a
alternativa que identifica corretamente a perspetiva apresentada.
As ações livres são compatíveis com um universo governado por leis causais.
A – Perspetiva libertista.
B – Perspetiva determinista radical.
C – Perspetivas determinista radical e moderada.
D – Perspetiva determinista moderada.

R.: D – Perspetiva determinista moderada.

74. Analise a frase que se segue, relativa ao problema do livre-arbítrio. Selecione, depois, a
alternativa que identifica corretamente a perspetiva apresentada.
As ações livres são incompatíveis com o facto de as nossas ações estarem todas
determinadas por acontecimentos anteriores.
A – Perspetiva libertista.
B – Perspetiva determinista radical.
C – Perspetivas determinista radical e moderada.
D – Perspetiva determinista moderada.

R.: A – Perspetiva libertista.

75. Analise o texto que se segue, relativo ao problema do livre-arbítrio. Selecione, depois, a
alternativa que identifica corretamente a perspetiva apresentada.
Se queremos responsabilizar as pessoas pelas suas ações, é tão inaceitável
afirmar que o que fizeram resulta do acaso como afirmar que são o desfecho
necessário de acontecimentos anteriores.
A – Perspetiva libertista.
B – Perspetiva determinista radical.
C – Perspetivas determinista radical e moderada.
D – Perspetiva determinista moderada.

R.: A – Perspetiva libertista.

76. Analise as afirmações seguintes relativas ao determinismo radical. Selecione, depois, a


alternativa correta.

1 – O determinismo radical considera que uma dada ação é o efeito de um conjunto de


circunstâncias ou fatores – a causa – que a tornaram necessária.
2 – O determinismo radical considera que temos o poder de iniciar desligando-nos de
acontecimentos anteriores, uma nova série de acontecimentos.
3 – O determinismo radical considera que um ato livre pode ser determinado por
acontecimentos anteriores.
4. O determinismo radical considera que a diferença significativa entre ações livres e não livres
reside não em terem sido causadas por fatores anteriores, mas em não termos sido coagidos ou
forçados por fatores externos.
A. 1 e 4 falsas. 2 e 3 verdadeiras. B. 1 verdadeira. 2, 3 e 4 falsas. C. 1, 2 e 3 verdadeiras. 4 falsa.

R.: B. 1 verdadeira. 2, 3 e 4 falsas.

77. Analise as afirmações seguintes relativas ao determinismo radical. Selecione, depois, a


alternativa correta.

1 – O determinismo radical considera que uma dada ação é o efeito aleatório de um conjunto
de circunstâncias ou fatores – a causa.

2 – O determinismo radical considera que não temos o poder de iniciar desligando-nos de


acontecimentos anteriores, uma nova série de acontecimentos.

3 – O determinismo radical considera que um ato livre é impossível porque é um ato que não é
determinado por acontecimentos anteriores.

4. O determinismo radical considera que a diferença significativa entre ações livres e não
livres reside em que as primeiras são causadas e as segundas são constrangidas.

A. 1 e 4 falsas. 2 e 3 verdadeiras. B. 1 verdadeira. 2, 3 e 4 falsas. C. 1, 2 e 3 verdadeiras. 4 falsa.

R.: A. 1 e 4 falsas. 2 e 3 verdadeiras.

78. Analise as afirmações seguintes relativas ao que diferencia o determinismo radical das
outras teorias sobre o livre-arbítrio. Selecione, depois, a alternativa correta.

1 – Considera verdadeira a crença no determinismo universal.


2 – Considera que só o indeterminismo poderia salvar a liberdade da vontade.
3 – Considera que a negação da liberdade da vontade implica a negação da responsabilidade
moral.
4 – Considera que o que fazemos no presente produz efeitos no futuro.

A. 1 e 4 incorretas. 2 e 3 corretas. B. 1 correta. 2, 3 e 4 incorretas. C. 1, 2 e 4 incorretas. 3


correta.

R.: C. 1, 2 e 4 incorretas. 3 correta.


79. Analise as afirmações seguintes relativas ao determinismo moderado. Selecione, depois, a
alternativa correta.

1 – Considera que o facto de efetuarmos escolhas confirma a existência de livre-arbítrio.


2 – Considera que realizar uma ação livre implica uma quebra na cadeia causal dos
acontecimentos.
3 – Defende que há livre-arbítrio porque o determinismo físico ou natural não se aplica aos
seres humanos.
4 – Defende que as escolhas que derivam dos nossos estados psicológicos e não de forças
externas são livres.

A. 1, 2 e 3 incorretas. 4 correta. B. 1 correta. 2, 3 e 4 incorretas. C. 1, 2 e 4 incorretas. 3 correta.

R.: A. 1, 2 e 3 incorretas. 4 correta.

80. Analise a frase que se segue, relativa ao problema do livre-arbítrio. Selecione, depois, a
alternativa que identifica corretamente a perspetiva apresentada.
A ação de uma pessoa é livre se tem como causa os desejos e crenças da própria pessoa.
A – Perspetiva libertista.
B – Perspetiva determinista radical.
C – Perspetivas determinista radical e moderada.
D – Perspetiva determinista moderada.

R.: D – Perspetiva determinista moderada.

81. Analise a frase que se segue relativa ao problema do livre-arbítrio. Selecione, depois, a
alternativa que identifica corretamente a perspetiva apresentada.
Todas as nossas crenças, desejos e pensamentos são causados por experiências anteriores,
mas as nossas ações são livres desde que não sejamos impedidos de fazer o que queremos.
A – Perspetiva libertista.
B – Perspetiva determinista radical.
C – Perspetivas determinista radical e moderada.
D – Perspetiva determinista moderada.

R.: D – Perspetiva determinista moderada.