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A Ação Coletiva é a ação que versa principalmente sobre direitos difusos e coletivos,

em que o autor defende a tutela de toda uma comunidade. No artigo 82 do CDC, uns
dos possíveis titulares da ação está o Ministério Público.

No caso em tela, um consumidor pondera se a prática de alguns restaurantes


exigirem, em aplicativos de delivery, a compra de produtos num valor mínimo pelo
consumidor a fim de que sejam feitas as entregas é ilegal ou não.

Pois bem, a proteção do CDC inclui a fase pré-contratual, em que o fornecedor


divulga seus produtos e serviços no mercado de consumo, tendo o potencial de
atingir o consumidor.

O contato entre as partes faz parte do contrato para fins de proteção. A partir do
momento em que o produto ou serviço é anunciado passando por todo processo
de decisão, interesse, firmação e execução do contrato incidem as normas e os
princípios do CDC.

A promoção de vendas é também considerada como fase pré-contratual e


incluído até mesmo a utilização de cupons por fornecedores. É o caso, por
exemplo, dos cupons de desconto oferecidos por aplicativos de delivery de
refeições, como também dos brindes fornecidos na compra de determinados
produtos.

Em suma,

“Todo contato entre as partes anterior ao contrato, que


tenha o objetivo de induzir o consumidor o produto ou
serviço engloba a fase pré-contratual e deve ser limitado
pelos princípios norteadores do CDC para evitar lesões aos
consumidores, parte vulnerável da relação, e permitir que o
contrato atue como verdadeiro instrumento de fomento à
circulação de riquezas, diminuição de desigualdades e
crescimento social”.

Em seu artigo 39, inciso I CDC, a norma proíbe duas condutas diferentes:
primeiro, condicionar o fornecimento de um produto ou serviço ao fornecimento de
outro (a chamada venda casada) e, segundo, impor limitações quantitativas ao
fornecimento do produto ou serviço sem justa causa (BENJAMIN, 1999, p. 312).

Em relação a venda casada, acontece sempre que a aquisição conjunta dos


produtos ou serviços for a única forma do consumidor adquiri-los. Por essa razão,
não são ilícitas as promoções como “leve 3 pague 2” ou “adquira o produto A e
leve o produto B como brinde” sempre que for possível ao consumidor adquiri-los
também separadamente.

Pensando no caso em tela, o induzimento a compra de produtos num valor mínimo


pelo consumidor a fim de que sejam feitas as entregas é totalmente ilegal, pois viola
os princípios basilares do Código de Defesa do Consumidor bem como o art. 39, I
(primeira parte) do Código de Defesa do consumidor.