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Curso de Português para TST

Teoria e exercícios comentados


Prof. Décio Terror Aula 8

Aula 8: Ortografia oficial. Acentuação gráfica.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Acentuação gráfica 1
2. Ortografia 7
3. O que devo tomar nota como mais importante? 32
4. Lista das questões apresentadas 33
5. Gabarito 40

Olá, pessoal!
Acentuação gráfica

Ao analisarmos as provas da FCC, percebemos que os assuntos


ortografia e acentuação gráfica não são cobrados com tanta frequência, motivo
que me fez resgatar questões mais antigas. Quando ocorrem esses assuntos,
estão associados a outros temas, como concordância, regência etc.
É imprescindível trabalhar as questões por exclusão das alternativas
erradas. Com isso, você vai notar que estes assuntos são simples, não
necessitando de tanta decoreba. Muitas palavras se repetem. Por isso é
importante realizarmos as questões a seguir.
Abaixo, temos uma regra simples de acentuação gráfica e em seguida a
de ortografia. Só depois trabalharemos as questões. O motivo desta didática é
que muitas questões associam os dois assuntos, ok!
Há dois tipos de acentuação das palavras: a tônica e a gráfica.
Acentuação tônica
As palavras podem ser átonas ou tônicas. Algumas preposições (“em”,
“de”, “por”), os artigos, os pronomes oblíquos átonos (“o”, “me”, “nos”, se”)
etc são palavras átonas.
Já as palavras-chave de uma frase, como os substantivos, verbos,
adjetivos, advérbios, são tônicas, isto é, possuem sílaba mais forte em relação
às outras.
Assim, quando a sílaba tônica de uma palavra é a última, é chamada de
oxítona (ruim, café, jiló, alguém, anzol, condor). Quando a tonicidade recai
na penúltima sílaba, é chamada de paroxítona (dólar, planeta, vírus, capa,
jato, âmbar, hífen). Quando a sílaba tônica é a antepenúltima, é chamada de
proparoxítona (córrego, cúpula, trânsito, xícara, médico).
Com base na acentuação tônica, há a acentuação gráfica. Imagine por
que ocorrem as regras de acentuação gráfica, vendo esta frase:

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Dona Delia, arquejava para o lado, empunhava a citara¹ e fazia um belo som
ao fundo, enquanto o poeta, de renome entre a corte, citara² um pequeno
recorte de seus preciosos versos. “Depois dele, quem mais citara³ coisa tão
linda!”, exclamou Ambrozina, filha de Galdeco.
1. cítara: instrumento musical;
2. citara: verbo “citar” no pretérito-mais-que-perfeito do indicativo;
3. citará: verbo “citar” no futuro do presente do indicativo.
Sem a acentuação gráfica nas ocorrências de “citara”, temos dificuldade
de entender o texto acima, não é?
A Língua Portuguesa já passou por tempos em que não havia a
acentuação gráfica e isso fazia com que houvesse alguns problemas de
interpretação dos textos da corte, das leis, das ordens.
Houve, portanto, necessidade de padronizar a linguagem de forma a ter
mais clareza, disso resultaram as regras de acentuação gráfica.
A acentuação gráfica é a aplicação de sinais sobre algumas vogais de
forma a representar a tonicidade da palavra. Esses sinais são basicamente os
acentos agudo (´) e circunflexo (^).
Além desses, há ainda o acento grave (`), que é o indicador da crase; o
trema (¨), o qual foi suprimido das palavras portuguesas ou aportuguesadas
pela Reforma Ortográfica, exceto nos casos de derivados de nomes próprios:
“mülleriano” (derivado de “Müller”); o til (~), o qual indica nasalização das
vogais a e o.
As regras básicas nasceram da necesidade de padronização:
Vamos estudá-las como foram geradas: do mais simples (tonicidade que
possui poucas regras) para o mais trabalhoso (tonicidade que possui mais
regras).
Foi percebido no vocabulário da época que a menor quantidade de
vocábulos tônicos se concentrava nas proparoxítonas. Por isso, todas são
acentuadas: lâmpada, relâmpago, Atlântico, trôpego, Júpiter, lúcido, ótimo,
víssemos, flácido.
Assim, ficou mais fácil e prático.
Depois, foi percebido que os monossílabos tônicos também tinham,
dentre o vocabulário da época, pouca quantidade de palavras e maior
incidência das vogais “a”, “e”, “o”, podendo ficar no plural. Então acharam por
bem acentuar:
a, as: já, gás, pá.
e, es: pé, mês, três.
o, os: pó, só, nós.

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Os monossílabos tônicos terminados em “ói”, “éi”, “éu” eram acentuados.


Mas, antes da reforma ortográfica assinada em 2009, esses ditongos abertos e
tônicos tinham acento em qualquer sílaba tônica. A partir de janeiro de 2009,
ela passou a ser fixa do monossílabo tônico. Por isso, acrescentamos:
ói, éu, éi: dói, mói, céu, véu, méis.
Foi visto, à época − e hoje não é diferente −, que a quantidade de
vocábulos paroxítonos é muito maior do que os oxítonos. Percebeu-se,
também, que havia muita paroxítona terminada em “a”, “e”, “o”, “em”, ens”.
Então se criou a regra justamente das oxítonas, em oposição às paroxitonas,
para evitar que tivéssemos que acentuar tanta palavra. Assim:
a, as: crachá, cajá, estás.
Por isso, não acentuamos as paroxítonas “capa, ata, tapa”.
e, es: você, café, jacarés.
Por isso, não acentuamos as paroxítonas “pele, crepe, parede”.
o, os: paletó, jiló, retrós.
Por isso, não acentuamos as paroxítonas “rolo, bolo, copo”.
em, ens: ninguém, também, parabéns.
Por isso, não acentuamos as paroxítonas “garagem, item, hifens”.
Como ocorreu nos monossílabos tônicos, as oxítonas terminadas em “ói”,
“éi”, “éu” já eram acentuadas. Mas, antes da reforma ortográfica assinada em
2009, esses ditongos abertos e tônicos tinham acento em qualquer sílaba
tônica. A partir de janeiro de 2009, ela passou a ser fixa também das oxítonas.
Por isso, acrescentamos:
ói, éu, éi: herói, corrói, troféu, chapéu, ilhéu, anéis, fiéis, papéis.
Por esse motivo, deixamos de acentuar as paroxítonas que possuem a
tonicidade nestes ditongos abertos tônicos, como “assembleia, ideia, heroico,
joia”.
Restaram, então, as demais terminações para as paroxítonas. Perceba
que a acentuação desta regra ocorreu também em oposição à oxítona.
i, is: táxi, beribéri, lápis, grátis, júri.
us, um, uns: vírus, bônus, álbum, parabélum, álbuns, parabéluns.
l, n, r, x, ps: incrível, útil, ágil, fácil, amável, próton, elétron, herôon1,
éden, hífen, pólen, dólmen, lúmen, líquen, éter, mártir, blêizer,contêiner,
destróier, gêiser2, Méier, caráter, revólver, tórax, ônix, fênix, bíceps, fórceps.
ã, ãs, ão, ãos: ímã, órfã, ímãs, órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos.
on, ons: elétron, elétrons, próton, prótons.
1
Herôon: espécie de santuário que era construído em homenagem aos antigos heróis gregos e romanos.
2
Gêiser: nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor
para o ar.

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ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de s:


água, árduo, pônei, vôlei, cáries, mágoas, pôneis, jóqueis.
Por isso, não acentuamos as oxítonas “caqui, jabutis”; “urubu, bambus”;
“anel, cateter, durex”; “irmã, irmão” (Perceba que o “til” é apenas um
marcador de nasalização); e “voltei, carregarei”.
Como no Direito, a regra geral não abarca tudo. Deve haver algumas
peculiaridades para determinadas situações. No caso da linguagem, há
particularidades para algumas palavras. Daí se seguem as regras especiais.
Isso ocorreu primeiro por causa de vocábulos como:
pais, país cai, caí, saia, saía
O vocábulo “pais” é um monossílabo tônico e não tem acento porque sua
terminação não permite (apenas os monossílabos terminados em “a, e, o”,
seguidos ou não de “s”, são acentuados). Esse vocábulo é formado pela vogal
“a” (som mais forte) e a semivogal “i” (som mais brando). Assim, percebemos
um declínio no som. Chamamos isso de ditongo, pois é construído por uma
vogal e uma semivogal. Mas também pode haver o ditongo formado por
semivogal e em seguida uma vogal. Veja as paroxítonas terminadas em
ditongo oral para ficar mais claro:
á-gua, ár-duo, cá-ries, má-goas, pô-nei, vô-lei, jó-queis.
As quatro primeiras palavras possuem a sequência semivogal (u, u, i,
o), seguida de vogal (a, o, e, a). Já as três últimas possuem a vogal (e)
seguida de semivogal (i).
Veja agora o vocábulo “país”. Ele possui duas sílabas (pa-ís). Há, na
realidade, duas vogais. Assim, obrigatoriamente, devem ficar em sílabas
diferentes. Chamamos isso de HIATO.
Houve necessidade de criar a regra do hiato, para evitar confundir a
pronúncia das palavras. Veja como ficou:

As regras especiais

a) hiato – as vogais “i” ou “u” recebem acento, quando nas seguintes


condições:
- sejam a segunda vogal do hiato;
- sejam tônicas;
- estejam sozinhas ou com s na mesma sílaba;
- não sofram nasalização.
ex.: saída: sa-í-da; faísca: fa-ís-ca; balaústre: ba-la-ús-tre; (nós)arguímos:
ar-gu-í-mos; (vós)arguís: ar-gu-ís; possuímos: pos-su-í-mos; possuía: pos-su-
í-a.
Observação: as vogais “i” ou “u”, após ditongo nas palavras oxítonas,
recebem acento: Piauí, tuiuiú, teiú. Com a reforma ortográfica, não há mais
acento nas paroxítonas de mesma regra: feiura, baiuca. (Cuidado com estas
duas palavras! Por serem a exceção, podem cair em prova.)

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b) acento diferencial − é utilizado para diferenciar palavras de grafia


semelhante.
I) Usamos o acento diferencial para distinguir o verbo “pôde” (pretérito
perfeito do indicativo) do verbo “pode” (presente do indicativo).
II) Também usamos para distinguir o verbo “pôr” da preposição “por”.
III) Ele distingue ainda os verbos “vir” e “ter” para marcar plural:
ele tem − eles têm
ele vem − eles vêm

IV) Admite-se o acento circunflexo na acepção de “vasilha” (fôrma de


bolo) para diferenciar-se da homógrafa de timbre aberto equivalente a
“formato” (forma física) ou relativa à conjugação do verbo FORMAR (ele
forma).
Para ajudar na acentuação gráfica, é importante saber a sílaba tônica de
algumas palavras que possam causar dúvidas. Assim, cuidado com a
pronúncia:
Oxítonas: cateter, condor, mister, Nobel, novel, ruim
Paroxítonas: acórdão, avaro, caracteres, cânon, edito (lei, decreto), efebo,
filantropo, fluido (substantivo), fluído (verbo), fortuito, gratuito, ibero, impio
(cruel), látex, libido, misantropo, necropsia, pudico, recorde, rubrica
Proparoxítonas: arquétipo, crisântemo, édito(ordem judicial), ímpio(sem fé),
ímprobo, ínterim
Observação: O dicionário Aurélio e outros de renome admitem tanto a
pronúncia oxítona (ureter), quanto a paroxítona (uréter). Assim, podemos
grafar tal palavra com ou sem acento. O mesmo ocorre com:
“xerox" (oxítona) “xérox” (paroxítona)
“reptil” (oxítona) “réptil” (paroxítona)
“projetil" (oxítona) “projétil” (paroxítona)
Não se esqueça de que acentuamos os verbos oxítonos terminados em
“a”, “e”, “o”, seguidos dos pronomes pessoais oblíquos átonos “-lo”, “-la”,
“-los”, “-las". Veja:
Vou cantar a música. Vou cantá-la.
Vou beber a água. Vou bebê-la.
Vou compor a música. Vou compô-la.
Então não acentuamos as oxítonas terminadas em “i”:
Vou partir o bolo. Vou parti-lo.
Vou dividir as tarefas. Vou dividi-las.
Mas não se descuide da oxítona formada por hiato com o “i” tônico, pois
há acento nesse caso:
Vou instruir a equipe. Vou instruí-la. (ins-tru-í)
Vou construir uma ponte. Vou construí-la. (cons-tru-í)

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• O acento diferencial permanece nos homógrafos: pode (3ª pessoa do sing.


do presente do indicativo do verbo poder) e pôde (3ª pessoa do pretérito
perfeito do indicativo).
• O acento diferencial permanece em pôr (verbo) em oposição a por
(preposição).
argúi, apazigúe, Não se acentua o -u argui, apazigue,
averigúe, tônico nas formas averigue,
enxagúe, obliqúe verbais rizotônicas enxague, oblique
(acento na raiz), quando
precedido de -g ou -q e
seguido de –e ou -i
(grupos que/qui e
gue/gui).
baiúca, boiúna Não se acentuam o -i e baiuca, boiuna,
cheiínho, saiínha, -u tônicos das palavras cheiinho, saiinha,
feiúra, feiúme paroxítonas quando feiura, feiume
precedidas de ditongo.

Vamos, agora, ao segundo assunto:


Ortografia
Costumo dizer que neste tema trabalha-se a memória fotográfica. O
ideal, portanto, é ler essa regra e as palavras que a compõem em voz alta,
para que se fixem na memória. Ao lermos em voz alta, forçamos o cérebro a
captar o som e consequentemente a “imagem” da palavra. Então, grife
somente as palavras que possam ter escrita diferente ou pouco comum ao seu
conhecimento; depois volte lendo apenas as que deram trabalho. Isso ajuda
muito! Volto a afirmar, não perca tempo com decoreba!

Alguns fonemas e algumas letras


Usa-se a letra “X”
a) após um ditongo: ameixa, caixa, peixe, eixo, frouxo, trouxa, baixo,
encaixar, paixão, rebaixar.
Cuidado com a exceção recauchutar e seus derivados.
b) após o grupo inicial “en”: enxada, enxaqueca, enxerido, enxame,
enxovalho, enxugar, enxurrada.
Cuidado com encher e seus derivados (lembre-se de cheio) e palavras
iniciadas por ch que recebem o prefixo en-: encharcar (de charco), enchapelar
(de chapéu), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro).
c) após o grupo inicial “me”: mexer, mexerica, mexerico, mexilhão, mexicano.
A única exceção é mecha.
d) nas palavras de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas
aportuguesadas: xavante, xingar, xique-xique, xará, xerife, xampu.

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Atente para a grafia das seguintes palavras: capixaba, bruxa, caxumba,


faxina, graxa, laxante, muxoxo, praxe, puxar, relaxar, rixa, roxo, xale,
xaxim, xenofobia, xícara.
Atente para o uso de “ch” nas seguintes palavras: arrocho, apetrecho,
bochecha, brecha, broche, chalé, chicória, cachimbo, comichão, chope,
chuchu, chute, debochar, fachada, fantoche, fechar, flecha, linchar, mochila,
pechincha, piche, pichar, salsicha, tchau.
Uma boa dica para fixar a grafia de lixo é associá-la a faxina: depois da
faxina, refugos no lixo.
Há vários casos de palavras cuja grafia se distingue pelo contraste entre o “x”
e o “ch":
brocha (pequeno prego) e broxa (pincel para caiação de paredes);
chá (planta para preparo de bebida) e xá (título do antigo soberano do Irã);
chácara (propriedade rural) e xácara (narrativa popular em versos);
cheque ,(ordem de pagamento) e xeque (jogada do xadrez, risco, contratempo);
cocho (vasilha para alimentar animais) e coxo (capenga, imperfeito);
tacha (mancha, defeito; pequeno prego) e taxa (imposto, tributo); daí, tachar
(colocar defeito ou nódoa em alguém) e taxar (cobrar impostos).
O FONEMA /j/ (letras “g” e “j”)
A letra g somente representa o fonema /j/ diante das letras e e i. Diante das
letras “a”, “o” e “u”, esse fonema é necessariamente representado pela letra j.
Usa-se a letra g:
a) nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem: agiotagem, aragem,
barragem, contagem, coragem, garagem, malandragem, miragem, viagem;
fuligem, impigem (ou impingem), origem, vertigem; ferrugem, lanugem,
rabugem, salsugem.
Cuidado com as exceções pajem e lambujem.
b) nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -igio, -ógio, -úgio: adágio,
contágio, estágio, pedágio; colégio, egrégio; litígio, prestígio; necrológio,
relógio; refúgio, subterfúgio.
Preste atenção ainda às seguintes palavras grafadas com g: aborígine,
agilidade, algema, apogeu, argila, auge, bege, bugiganga, cogitar, drágea,
faringe, fugir, geada, gengiva, gengibre, gesto, gibi, herege, higiene,
impingir, monge, rabugice, tangerina, tigela, vagem.
Usa-se a letra j:
a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo, arranje,
arranjem, por exemplo); despejar (despejo, despeje, despejem); enferrujar
(enferruje, enferrujem), viajar (viajo, viaje, viajem).
b) nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica: jê, jiboia, pajé,
jirau, caçanje, alfanje, alforje, canjica, jerico, manjericão, Moji.

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c) nas palavras derivadas de outras que já apresentam j: gorjear, gorjeio,


gorjeta (derivadas de gorja); cerejeira (derivada de cereja); laranjeira (de
laranja); lisonjear, lisonjeiro (de lisonja); lojinha, lojista (de loja); sarjeta (de
sarja); rijeza, enrijecer (de rijo); varejista (de varejo).
Preste atenção ainda às seguintes palavras que se escrevem com j: berinjela,
cafajeste, granja, hoje, intrujice, jeito, jejum, jerimum, jérsei, jiló, laje,
majestade, objeção, objeto, ojeriza, projétil (ou projetil), rejeição, traje,
trejeito.
O FONEMA /z/ (LETRA “s” e “z”)
A letra s representa o fonema /z/ quando é intervocálica: asa, mesa, riso.
Usa-se a letra s:
a) nas palavras que derivam de outra em que já existe s:
casa - casinha, casebre, casinhola, casarão, casario;
liso - lisinho, alisar, alisador (não confunda com a grafia de “deslize”);
análise - analisar, analisador, analisante.
b) nos sufixos:
-ês, -esa (para indicação de nacionalidade, título, origem): chinês, chinesa;
marquês, marquesa; burguês, burguesa; calabrês, calabresa; duquesa;
baronesa;
-ense, -oso, -osa (formadores de adjetivos): paraense, caldense, catarinense,
portense; amoroso, amorosa; deleitoso, deleitosa; gasoso, gasosa;
espalhafatoso, espalhafatosa;
-isa (indicador de ocupação feminina): poetisa, profetisa, papisa, sacerdotisa,
pitonisa.
c) após ditongos: lousa, coisa, causa, Neusa, ausência, Eusébio, náusea.
d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus, pusera, pusesse,
puséssemos; repus, repusera, repusesse, repuséssemos; quis, quisera,
quisesse, quiséssemos.
Atente para o uso da letra s nas seguintes palavras: abuso, aliás, anis, asilo,
atrás, através, aviso, bis, brasa, colisão, decisão, Elisabete, evasão,
extravasar, fusível, hesitar, Isabel, lilás, maisena, obsessão (mas obcecado),
ourivesaria, revisão, usura, vaso.

Usa-se a letra z:
a) nas palavras derivadas de outras em que já existe z:
deslize – deslizar (não confunda com a grafia do adjetivo “liso”),
baliza - abalizado;
razão - razoável, arrazoar, arrazoado;
raiz - enraizar
Como batizado deriva do verbo batizar, também se grafa com z.
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b) nos sufixos:
-ez, -eza (formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos): rijo,
rijeza; rígido, rigidez; nobre, nobreza; surdo, surdez; inválido, invalidez;
intrépido, intrepidez; sisudo, sisudez; avaro, avareza; macio, maciez; singelo,
singeleza.
-izar (formador de verbos) e ção (formador de substantivos): civilizar,
civilização; humanizar, humanização; colonizar, colonização; realizar,
realização; hospitalizar, hospitalização.
Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que
já apresentam s: analisar(análise), pesquisar(pesquisa), avisar(aviso).
Observe o uso da letra z nas seguintes palavras: assaz, batizar (mas
batismo), bissetriz, buzina, catequizar (mas catequese), cizânia, coalizão,
cuscuz, giz, gozo, prazeroso, regozijo, talvez, vazar, vazio, verniz.
Há palavras em que se estabelece distinção escrita por meio do contraste s/z:
cozer (cozinhar) e coser (costurar);
prezar (ter em consideração) e presar (prender, apreender);
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior).
Em muitas palavras, o fonema /z/ é representado pela letra x: exagero,
exalar, exaltar, exame, exato, exasperar, exausto, executar, exemplo,
exequível, exercer, exibir, exílio, exímio, existir, êxito, exonerar, exorbitar,
exorcismo, exótico, exuberante, inexistente, inexorável.

O FONEMA /s/ (LETRAS “s”, “c”, “ç” e “x” ou DÍGRAFOS “sc”, “sc”,
“ss”, “xc” e “xs”)
Observe os seguintes procedimentos em relação à representação gráfica desse
fonema:
a) a correlação gráfica entre nd e ns na formação de substantivos a partir de
verbos:
ascender ascensão; distender distensão; expandir expansão;
suspender suspensão; pretender pretensão; tender tensão;
estender extensão.

b) a correlação gráfica entre ced e cess em nomes formados a partir de


verbos:
ceder cessão; conceder concessão; interceder intercessão;
exceder excesso, excessivo; aceder acesso.
c) a correlação gráfica entre ter e tenção em nomes formados a partir de
verbos:
abster abstenção; ater atenção; conter contenção;
deter detenção; reter retenção.

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Observe as seguintes palavras em que se usa o dígrafo sc: acrescentar,


acréscimo, adolescência, adolescente, ascender (subir), ascensão, ascensor,
ascensorista, ascese, ascetismo, ascético, consciência, crescer, descender,
discente, disciplina, fascículo, fascínio, fascinante, piscina, piscicultura,
imprescindível, intumescer, irascível, miscigenação, miscível, nascer,
obsceno, oscilar, plebiscito, recrudescer, reminiscência, rescisão, ressuscitar,
seiscentos, suscitar, transcender.
Na conjugação dos verbos acima apresentados, surge sç: nasço, nasça;
cresço, cresça.

Cuidado com sucinto, em que não se usa sc.

Em algumas palavras, o som /s/ é representado pela letra x: auxílio, auxiliar,


contexto, expectativa, expectorar, experiência, experto (conhecedor,
especialista), expiar (pagar), expirar (morrer), expor, expoente,
extravagante, extroversão, extrovertido, sexta, sintaxe, têxtil, texto, textual,
trouxe.
Cuidado com esplendor e esplêndido.
Há casos em que se criam oposições de significado devido ao contraste gráfico.
Observe:
acender (iluminar, pôr fogo) e ascender (subir);
acento (inflexão de voz ou sinal gráfico) e assento (lugar para se sentar);
caçar (perseguir a caça) e cassar (anular);
cegar (tornar cego) e segar (ceifar, cortar para colher);
censo (recenseamento, contagem) e senso (juízo);
cessão (ato de ceder), seção ou secção (repartição ou departamento; divisão)
e sessão (encontro, reunião);
concerto (acordo, arranjo, harmonia musical) e conserto (remendo, reparo);
espectador (o que presencia) e expectador (o que está na expectativa);
esperto (ágil, rápido, vivaz) e experto (conhecedor, especialista);
espiar (olhar, ver, espreitar) e expiar (pagar uma culpa, sofrer castigo);
espirar (respirar) e expirar (morrer);
incipiente (iniciante, principiante) e insipiente (ignorante);
intenção ou tenção (propósito, finalidade) e intensão ou tensão (intensidade,
esforço);
paço (palácio) e passo (passada).
Pode ocorrer ainda xc, e, mais raramente, xs: exceção, excedente, exceder,
excelente, excesso, excêntrico, excepcional, excerto, exceto, excitar;
exsicar, exsolver, exsuar, exsudar.
AINDA A LETRA “x”
Esta letra pode representar dois fonemas, soando como "ks": afluxo, amplexo,
anexar, anexo, asfixia, asfixiar, axila, boxe, clímax, complexo, convexo, fixo,
flexão, fluxo, intoxicar, látex, nexo, ortodoxo, óxido, paradoxo, prolixo,
reflexão, reflexo, saxofone, sexagésimo, sexo, tóxico, toxina.

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AS LETRAS “e” E “i”

a) Cuidado com a grafia dos ditongos: os ditongos nasais /ãy/ e /õy/


escrevem-se ãe e õe: mãe, mães, cães, pães, cirurgiães, capitães; põe,
põem, depõe, depõem;
- só se grafa com i o ditongo /ãy/, interno: cãibra (ou câimbra).
b) Cuidado com a grafia das formas verbais:
- as formas dos verbos com infinitivos terminados em -oar, e -uar são grafadas
com “e”: abençoe, perdoe, magoe; atue, continue, efetue;
- as formas dos verbos infinitivos terminados em -air, -oer, e -uir, são
grafadas com “i”: cai, sai; dói, rói, mói, corrói; influi, possui, retribui, atribui.
c) Cuidado com as palavras se, senão, sequer, quase e irrequieto.
A oposição e/i é responsável pela diferenciação de várias palavras:
área (superfície) e ária (melodia);
deferir (conceder) e diferir (adiar ou divergir);
delação (denúncia) e dilação (adiamento, expansão);
descrição (ato de descrever) e discrição (qualidade de quem é discreto);
descriminação (absolvição) e discriminação (separação);
emergir (vir à tona) e imergir (mergulhar);
emigrar (sair do país onde se nasceu) e imigrar (entrar em país estrangeiro);
eminente (de condição elevada) e iminente (inevitável, prestes a ocorrer);
vadear (passar a vau) e vadiar (andar à toa).
AS LETRAS “o” E “u”
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado entre várias
palavras:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação; realização);
soar (emitir som) e suar (transpirar);
sortir (abastecer) e surtir (resultar).
A LETRA “h”
É uma letra que não representa fonema. Seu uso se limita aos dígrafos ch, lh e
nh, a algumas interjeições (ah, hã, hem, hip, hui, hum, oh) e a palavras em
que surge por razões etimológicas. Observe algumas palavras em que surge o
h inicial: hagiografia, haicai, hálito, halo, hangar, harmonia, harpa, haste,
hediondo, hélice, Hélio, Heloísa, hemisfério, hemorragia, Henrique, herbívoro
(mas erva), hérnia, herói, hesitar, hífen, hilaridade, hipismo, hipocondria,
hipocrisia, hipótese, histeria, homenagem, hóquei, horror, Hortênsia, horta,
horto (jardim), hostil, humor, húmus.
Em Bahia, o h sobrevive por tradição histórica. Observe que nos derivados ele
não é usado: baiano, baianismo.

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• O uso do hífen permanece nos compostos com prefixo em que o segundo


elemento começa por -h: ante-hipófise, anti-herói, anti-higiênico, anti-
hemorrágico, extra-humano, neo-helênico, semi-herbáceo, super-homem,
supra-hepático etc.
antiibérico, Emprega-se o hífen anti-ibérico,
antiinflamatório, nos compostos em anti-inflamatório,
antiinflacionário, que o prefixo ou falso anti-inflacionário,
antiimperalista, prefixo termina em anti-imperalista,
arquiinimigo, vogal e o segundo arqui-inimigo,
arquiirmandade, elemento começa por arqui-irmandade,
microondas, vogal igual. micro-ondas,
microônibus, micro-ônibus,
microorgânico micro-orgânico
• Estes compostos, anteriormente grafados em uma única palavra, escrevem-
se agora com hífen por força da regra anterior.
• Esta regra normatiza todos os casos do uso do hífen entre vogais iguais,
como já acontecia anteriormente na língua em compostos como: auto-
observação, contra-argumento, contra-almirante, eletro-ótica, extra-
atmosférico, infra-assinado, infra-axilar, semi-interno, semi-integral, supra-
auricular, supra-axilar, ultra-apressado etc. (Nestes casos, o hífen
permanece.)
• Nos prefixos átonos3 co-, pre-, re- e pro-, não se usa o hífen: coordenar,
reescrever, propor, preestabelecer.
manda-chuva, pára- Não se emprega o mandachuva, paraquedas,
quedas, pára-quedista hífen em certos paraquedista
compostos em que se
perdeu, em certa
medida, a noção de
composição.
• O uso do hífen permanece nas palavras compostas que não contêm um
elemento de ligação e constituem uma unidade sintagmática e semântica,
mantendo acento próprio, bem como naquelas que designam espécies
botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas,
guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-
doce, bem-te-vi, formiga-branca etc.
1. O uso do hífen permanece:
a) nos compostos com os prefixos ex-, vice-, soto-: ex-marido, vice-
presidente, soto-mestre;
b) nos compostos com os prefixos circum- e pan- quando o segundo
elemento começa por vogal, m ou n: pan-americano, circum-navegação;
c) nos compostos com os prefixos tônicos 4acentuados pré-, pró- e pós-
quando o segundo elemento tem vida própria na língua: pré-natal, pró-
desarmamento, pós-graduação.

É muito importante você perceber que os prefixos “pre” e “pro” são átonos (portanto, sem acento).
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d) nos compostos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que


representam formas adjetivas, como -açu, -guaçu e -mirim, quando o
primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a
pronúncia exige a distinção gráfica entre ambos: amoré-guaçu, manacá-
açu, jacaré-açu, Ceará-Mirim, paraná-mirim.
e) nos topônimos iniciados pelos adjetivos grão e grã ou por forma verbal ou
por elementos que incluam um artigo: Grã-Bretanha, Santa Rita do Passa-
Quatro, Baía de Todos-os-Santos etc.
f) nos compostos com os advérbios mal e bem quando estes formam uma
unidade sintagmática e semântica e o segundo elemento começa por vogal
ou -h: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado, mal-estar, mal-
humorado. Entretanto, nem sempre os compostos com o advérbio bem
escrevem-se sem hífen quando este prefixo é seguido por um elemento
iniciado por consoante: bem-nascido, bem-criado, bem-visto (ao contrário
de malnascido, malcriado e malvisto).
g) nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além-
mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-casados, sem-número, sem-
teto.
2. Não se emprega o hífen nas locuções de qualquer tipo (substantivas,
adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais):
cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel , sala de jantar,
cor de vinho, ele próprio, à vontade, abaixo de , acerca de, a fim de que
etc.
• São exceções algumas locuções já consagradas pelo uso: água-de-colônia,
arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará,
à queima-roupa.
Agora, vamos às questões da prova. Tente sempre realizá-las por
eliminação. VOCÊ NÃO TEM QUE SABER TODAS AS PALAVRAS DA REGRA.
Basta que elimine aquelas que você tenha certeza do erro.
Questão 1: TRF 3ªR 2016 Analista-Judiciário (banca FCC)
Fragmento do texto: Todos os objetos reunidos ali têm como princípio o fato
de terem sido retirados de seu contexto. Desde então, dois pontos de vista
concorrentes são possíveis. De acordo com o primeiro, o museu é por
excelência o lugar de advento da Arte enquanto tal, separada de seus
pretextos, libertada de suas sujeições. Para o segundo, e pela mesma razão, é
um "depósito de despojos". Por um lado, o museu facilita o acesso das obras a
um status estético que as exalta. Por outro, as reduz a um destino igualmente
estético, mas, desta vez, concebido como um estado letárgico.
Julgue a afirmativa abaixo com C (CERTO) ou E (ERRADO)
O acento em "têm" (linha 1) é de caráter diferencial, em razão da semelhança
com a forma singular "tem", diferentemente do acento aplicado a "porém",
devido à tonicidade da última sílaba, terminada em "em".
Comentário: O texto é mero contexto, haja vista que sempre a palavra
acentuada “têm” apresenta acento diferencial para marcar o plural, pois seu

É muito importante você perceber que os prefixos “pré” e “pró” são tônicos (portanto, acentuados).
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singular é “tem”. Assim, há uma regra de acentuação especial: acento


diferencial.
Já a conjunção “porém” é acentuada pela regra básica das oxítonas
terminadas em “em”.
Assim, a afirmação é correta.
Gabarito: C

Questão 2: TJ AP 2016 Técnico Judiciário (banca FCC)


Acentuam-se devido à mesma regra os seguintes vocábulos do texto:
a) também, mantêm, experiências.
b) indígenas, séculos, específico.
c) acúmulo, importância, intercâmbio.
d) políticas, história, Pará.
e) até, três, índios.
Comentário: Na alternativa (A), “tam-bém” é acentuada por ser oxítona
terminada em “em”; “mantêm” apresenta acento diferencial para marcar o
plural; “ex-pe-ri-ên-cias” é acentuada por ser paroxítona terminada em
ditongo oral.
A alternativa (B) é a correta, pois “in-dí-ge-nas”, “sé-cu-los” e “es-pe-
cí-fi-co” são proparoxítonas.
Na alternativa (C), “a-cú-mu-lo” é uma proparoxítona, “im-por-tân-cia”
e “in-ter-câm-bio” são paroxítonas terminadas em ditongo oral.
Na alternativa (D), “po-lí-ti-cas” é uma proparoxítona, “his-tó-ria” é
paroxítona terminada em ditongo oral e “Pa-rá” é uma oxítona terminada em
“a”.
Na alternativa (E), “a-té” é acentuada por ser oxítona terminada em
“e”; “três” é um monossílabo tônico terminado em “e”, seguido de “s” e “ín-
dios” é paroxítona terminada em ditongo oral.
Gabarito: B

Questão 3: TRF 3ªR 2016 Analista-Judiciário (banca FCC)


Julgue a afirmativa abaixo com C (CERTO) ou E (ERRADO)
Os acentos nos termos "excelência" e "necessário" devem-se à mesma
razão.
Comentário: As palavras “ex-ce-lên-cia” e “ne-ces-sá-rio” são acentuadas
por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral. Assim, apresentam a
mesma justificativa de acentuação.
Gabarito: C

Questão 4: TJ AP 2014 Técnico-Judiciário (banca FCC)


Acentuam-se devido à mesma regra os seguintes vocábulos do texto:
a) também, mantêm, experiências.
b) indígenas, séculos, específico.
c) acúmulo, importância, intercâmbio.
d) políticas, história, Pará.
e) até, três, índios.
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Comentário: Na alternativa (A), “também” é acentuada por ser uma oxítona


terminada em “em”. O verbo “mantêm” está grafado com acento circunflexo
(e não agudo), porque se encontra no plural. Assim, a regra é a do acento
diferencial. Se fosse a regra da oxítona terminada em “em”, haveria o acento
agudo (mantém). O substantivo “experiências” é acentuado por ser paroxítono
terminado em ditongo oral. Assim, as regras são diferentes.
A alternativa (B) é a correta, pois “indígenas”, “séculos” e “específico”
são proparoxítonas.
A alternativa (C) está errada, pois “acúmulo” é uma proparoxítona; já
“importância” e “intercâmbio” são paroxítonas terminadas em ditongo oral,
seguido de “s”. Assim, as regras são diferentes.
A alternativa (D) está errada, pois “políticas” é uma proparoxítona; já
“história” é uma paroxítona terminada em ditongo oral, seguido de “s”. A
palavra “Pará” é uma oxítona terminada em “a”. Assim, as regras são
diferentes.
A alternativa (E) está errada, pois “até” é uma oxítona terminada em
“e”; já “três” é um monossílabo tônico terminado em “e”, seguido de “s”. A
palavra “índios” é uma paroxítona terminada em ditongo oral, seguido de “s”.
Assim, as regras são diferentes.
Gabarito: B

Questão 5: TRF 1ªR 2014 Analista-Judiciário (banca FCC)


Considere a tirinha reproduzida abaixo.
Acordo Ortográfico

Seguindo-se a regra determinada pelo novo acordo ortográfico, tal como


referida no primeiro quadrinho, também deixaria de receber o acento agudo a
palavra:
(A) Tatuí.
(B) graúdo.
(C) baiúca.
(D) cafeína.
(E) Piauí.

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Comentário: Assim como “feiura”, com a reforma ortográfica, a palavra


“baiuca” possui o “u” tônico após um ditongo. Então, há uma variação do
hiato. Nessa condição somente as oxítonas permanecem com acento, como
“Piauí e tuiuiú”. As paroxítonas perderam o acento.
Assim, a alternativa a ser marcada é a (C).
Gabarito: C

Questão 6: PGE BA 2013 Assistente de Procuradoria (banca FCC)


Todas as palavras estão acentuadas de acordo com as normas oficiais em:
a) Aquí também se observam as preferencias musicais dos jovens que usam
o transporte público.
b) As raizes da falta de educação dos jóvens se devem também à falta de
educação dos pais.
c) Os ônibus contem uma verdadeira platéia ouvindo musicas altas nem
sempre de carater muito agradável.
d) Os passageiros não têm como evitar o terrível som do ruído das falas, ao
celular, dentro dos ônibus.
e) Alguem falando alto ao telefone, numa forma pouco rápida, revela um
comportamento publico repreensível.
Comentário: Na alternativa (A), as grafias corretas são “Aqui”, porque não
acentuamos oxítonas terminadas em “i”, e “preferências”, porque as
paroxítonas terminadas em ditongo oral são acentuadas. Veja:
Aqui também se observam as preferências musicais dos jovens que usam o
transporte público.
Na alternativa (B), as grafias corretas são “raízes”, porque ocorre hiato,
e “jovens”, porque não acentuamos paroxítonas terminadas em “ens”. Veja:
As raízes da falta de educação dos jovens se devem também à falta de
educação dos pais.
Na alternativa (C), a palavra “contêm” deve ser acentuada com acento
circunflexo, tendo em vista o acento diferencial (ele contém, eles contêm);
“plateia” perdeu o acento com a reforma ortográfica, mas, à época da prova,
admitiam as duas grafias (a antiga e a nova); a palavra “músicas” é
proparoxítona e “caráter” é paroxítona terminada em “r”.
Os ônibus contêm uma verdadeira plateia ouvindo músicas altas nem
sempre de caráter muito agradável.
A alternativa (D) é a correta. Note o acento diferencial em “têm”, haja
vista o sujeito ser plural.
Os passageiros não têm como evitar o terrível som do ruído das falas, ao
celular, dentro dos ônibus.
Na alternativa (E), “alguém” é acentuada por ser oxítona terminada em
“em”. A palavra “público” é uma proparoxítona, por isso deve ser acentuada.
Alguém falando alto ao telefone, numa forma pouco rápida, revela um
comportamento público repreensível.
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Gabarito: D

Questão 7: ELETROSUL 2016 Técnico (banca FCC)


A frase escrita corretamente, de acordo com a norma-padrão, é:
a) É provavel que desenhos de outros animais sejam benvindos nos livros
que o autor se refere.
b) O autor expressou o desejo que os livros mantessem margens estensas e
páginas em branco.
c) Os desenhos que as crianças virem a fazer nos livros deverão ser acrecidos
aos poemas.
d) As páginas em branco serveriam ao proposito de oferecer às crianças
espaço para desenhar.
e) As crianças terão a liberdade de expor os desenhos que julgarem mais
apropriados ao livro.
Comentário: Esta questão explora erros gramaticais de maneira geral, além
da grafia.
A alternativa (A) está errada, pois “provável” deve ser acentuada por
ser paroxítona terminada em “l”; a grafia correta é “bem-vindos”. Tal
vocábulo composto rege a preposição “a”. Além disso, na oração adjetiva “que
o autor se refere”, o verbo “se refere” é transitivo indireto e rege a preposição
“a”, para iniciar o objeto indireto “a que”. Veja a correção:
É provável que desenhos de outros animais sejam bem-vindos aos livros a
que o autor se refere.
A alternativa (B) está errada, pois “desejo” rege a preposição “de”, a
flexão correta do verbo “manter” é “mantivessem”. A grafia correta é
“extensas”. Veja a correção:
O autor expressou o desejo de que os livros mantivessem margens
extensas e páginas em branco.
A alternativa (C) está errada, pois deve haver o futuro do subjuntivo
“vierem” na locução “vierem a fazer”; e a grafia correta é “acrescidos”.
Veja a correção:
Os desenhos que as crianças vierem a fazer nos livros deverão ser
acrescidos aos poemas.
A alternativa (D) está errada, pois a flexão correta do verbo “servir” é
“serviriam” e deve haver acento na palavra “propósito”, por ser
proparoxítona. Veja a correção:
As páginas em branco serviriam ao propósito de oferecer às crianças espaço
para desenhar.
A alternativa (E) é a correta e não oferece dificuldades na grafia, nem
nos demais aspectos gramaticais. Veja:
As crianças terão a liberdade de expor os desenhos que julgarem mais
apropriados ao livro.
Gabarito: E
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Questão 8: TCE AM 2015 Auditor (banca FCC)


Respeita a ortografia oficial vigente:
a) O culto à ignorância e à xenofobia é o responsável, em nosso dia-a-dia,
por esta situação deplorável, que enserra a população local na bolha
impenetrável de seus interesses e valores particulares.
b) Incrementar a participação política é um desafio perene, aja vista a nova
estratégia de controle político que aparelha muitos órgãos públicos,
incluindo os do setor educacional.
c) A soberania do mercado não é imprescindível para a democracia liberal −
é uma alternativa a ela e a todo tipo de política, na medida em que elimina
a necessidade de serem tomadas decisões que contemplem consensos
coletivos.
d) Foram mencionadas as estratégias para disperçar as cepas oligárquicas
das altas esferas do poder e, sobretudo, para prover o controle jurídico das
suas ações; mais, até o momento, não se obteve sucesso.
e) Suas ideias íam de encontro às dos demais; ele sempre optava pelas vias
mais polêmicas afim de obter atenção da audiência.
Comentário: Na alternativa (A), a grafia correta é “encerra”. A grafia “dia-a-
dia” caiu com a nova reforma ortográfica. Mas ela não foi alvo de penalização
da banca à época(2015), pois havia o período de transição em que as duas
regras ainda valiam. A partir de janeiro de 2016, não se admite mais a grafia
antiga, somente a nova. Veja a correção:
O culto à ignorância e à xenofobia é o responsável, em nosso dia a dia, por
esta situação deplorável, que encerra a população local na bolha
impenetrável de seus interesses e valores particulares.
Na alternativa (B), a locução “haja vista” deve ser grafada com “h”. Veja
a correção:
Incrementar a participação política é um desafio perene, haja vista a nova
estratégia de controle político que aparelha muitos órgãos públicos, incluindo
os do setor educacional.
A alternativa (C) é a correta. Cuidado com a locução conjuntiva causal
“na medida em que”, com duas preposições “em”. Além disso, atente à
correta grafia da palavra “consenso”.
Na alternativa (D), a grafia correta é “dispersar”. Para ficar mais fácil,
basta se lembrar da palavra “disperso”. Além disso, há na última oração uma
ideia adversativa, por isso a grafia correta do conectivo é “mas”. Para você
não ficar na dúvida, a palavra “cepas” está correta e se refere a linhagem ou
família. Veja a correção:
Foram mencionadas as estratégias para dispersar as cepas oligárquicas das
altas esferas do poder e, sobretudo, para prover o controle jurídico das suas
ações; mas, até o momento, não se obteve sucesso.
Na alternativa (E), “iam” não pode receber acento, haja vista que há
uma palavra paroxítona terminada em “m”. A locução prepositiva de valor de
finalidade é “a fim de”. Veja a correção:

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Cuidado com a expressão “de encontro a” e “ao encontro de”. A primeira


expressa confronto, oposição; a segunda, afinidade. Como o contexto nos
indica que há polêmica, naturalmente, entendemos a ideia de confronto.
Assim, a grafia da expressão está correta. Veja a correção:
Suas ideias iam de encontro às dos demais; ele sempre optava pelas vias
mais polêmicas a fim de obter atenção da audiência.
Gabarito: C

Questão 9: TCE AM 2015 Auditor (banca FCC)


Está redigida corretamente, quanto à ortografia e à acentuação gráfica, a
frase:

a) A louza tradicional foi substituída por uma exposição em PowerPoint na


aula que teve como expectadores uma equipe de insígnes cientistas
chineses.
b) O intuito da aula de Xiaomei consistiu em exibir as habilidades da robô,
que, além de dispor de um notável repertório de informações, traz funções
de interação.
c) O evento ocorrido na Universidade Jiujiang deve sucitar não apenas a
curiosidade dos sinólogos, estudiosos da cultura chinesa, mas do publico
de um modo geral.
d) Xiaomei concluiu sua aula de maneira exitosa e os cientistas julgaram que
a robô não teve um mal desempenho, embora ainda existam alguns ítens
a ser aprimorados.
e) O juri de cientistas que examinaram a atuação de Xiaomei era restrito,
mas, graças às redes sociais, a notícia da robô se extendeu rapidamente
pelo mundo todo.
Comentário: Na alternativa (A), a grafia correta é “lousa” e “insignes”.
Além disso, a palavra “expectadores” se refere àqueles que estão na
expectativa. Neste contexto, a referência é a uma assistência, por isso a grafia
correta é “espectadores”. Veja a correção:
A lousa tradicional foi substituída por uma exposição em PowerPoint na aula
que teve como espectadores uma equipe de insignes cientistas chineses.
A alternativa (B) é a correta. Lembre-se de que a flexão do artigo no
gênero feminino em “da robô” não tem relação com acentuação, nem
ortografia.
O intuito da aula de Xiaomei consistiu em exibir as habilidades da robô, que,
além de dispor de um notável repertório de informações, traz funções de
interação.
Na alternativa (C), as grafias corretas são “suscitar”e “público”. Veja
a correção:
O evento ocorrido na Universidade Jiujiang deve suscitar não apenas a
curiosidade dos sinólogos, estudiosos da cultura chinesa, mas do público de
um modo geral.

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Na alternativa (D), a expressão correta é “mau desempenho”, pois


“mau” é um adjetivo que caracteriza “desempenho”. Além disso, “itens” não
pode ser acentuado, por ser paroxítona terminada em “ens”.
Vale lembrar que o adjetivo “exitosa” está correto, pois tem relação com
“êxito”.
Xiaomei concluiu sua aula de maneira exitosa e os cientistas julgaram que a
robô não teve um mau desempenho, embora ainda existam alguns itens a
ser aprimorados.
Na alternativa (E), a grafia correta é “júri”, pois a paroxítona terminada
em “i” deve ser acentuada. A grafia correta é “estendeu”. Veja a correção:
O júri de cientistas que examinaram a atuação de Xiaomei era restrito, mas,
graças às redes sociais, a notícia da robô se estendeu rapidamente pelo
mundo todo.
Gabarito: B

Questão 10: TJ AP 2014 Técnico-Judiciário (banca FCC)


Estão inteiramente corretos o emprego e a grafia de todas as palavras em:
a) Um mau entendido ocasionou um mico que só não foi maior por que o
cronista salvou a situação.
b) O porquê da confusão não chegou a ser discutido, e o mal foi contornado
pela iniciativa do cronista.
c) Em vez de demonstrar mal humor, por que fora tomado por outra pessoa,
o cronista salvou a situação.
d) O livreiro se deu mau em sua homenagem porquê não apurou
corretamente a identidade do cronista.
e) O mau já estava feito, e só não prosperou por que o cronista soube como
contorná-lo.
Comentário: A questão cobra basicamente a diferença entre “mal” e “mau” e
o emprego dos porquês.
Para evitar dúvida, usamos o adjetivo “mau” em oposição ao adjetivo
“bom”. O advérbio e o substantivo “mal” é empregado em oposição a “bem”.
A alternativa (A) está errada, pois “entendido” é um adjetivo e está
sendo modificado pelo advérbio “mal” (e não o adjetivo “mau”), por isso deve
haver hífen. A oração “que o cronista salvou a situação” transmite uma noção
de causa, por isso cabe a conjunção “porque”, e não a expressão “por que”.
Um mal-entendido ocasionou um mico que só não foi maior porque o
cronista salvou a situação.
A alternativa (B) é a correta, pois “porquê” é um substantivo, haja vista
que foi antecipado do artigo “O”. A palavra “mal” é um substantivo, por isso
sua grafia está correta.
O porquê da confusão não chegou a ser discutido, e o mal foi contornado pela
iniciativa do cronista.
Na alternativa (C), a oração “fora tomado por outra pessoa” transmite
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uma noção de causa, por isso cabe a conjunção “porque”, e não a expressão
“por que”.
Em vez de demonstrar mal humor, porque fora tomado por outra pessoa, o
cronista salvou a situação.
Na alternativa (D), a expressão “se deu mal” deve sempre ser
empregada com o advérbio “mal”. A conjunção causal nunca poderá ser
acentuada, por isso o correto é “porque”.
O livreiro se deu mal em sua homenagem porque não apurou corretamente a
identidade do cronista.
Na alternativa (E), “mal” é um substantivo, pois está precedido do
artigo “O”. Por isso sua grafia deve ser com “l”. A conjunção causal deve ser
grafada da seguinte forma: “porque”.
O mal já estava feito, e só não prosperou porque o cronista soube como
contorná-lo.
Gabarito: B

Questão 11: ALEPE 2014 Analista Legislativo (banca FCC)


Fragmento do texto: Platão (427-347 a.C.), discípulo de Sócrates, fez, no
seu diálogo A república, um confronto, que se tornou decisivo pelas
implicações filosóficas que encerra, entre Arte e Realidade.
Julgue a afirmativa abaixo com C (CERTO) ou E (ERRADO)
Na linha 2, assim como “decisivo” está grafado em conformidade com as
normas da gramática, o estão as palavras "proesa" e "deslise".
Comentário: A grafia correta é “proeza” e “deslize”.
Gabarito: E

Questão 12: TJ AP 2014 Técnico-Judiciário (banca FCC)


Todos os termos estão empregados e grafados corretamente em:
a) Os povos indígenas mencionados no texto detêm uma extensão de terras
que vai do Amapá ao norte do Pará.
b) Na opinião das autoras, o discurso dos livros didáticos trás uma visão, por
vezes, distorcida da história dos índios brasileiros.
c) Os povos indígenas do Amapá e do norte do Pará manteram uma história
em comum ao longo do tempo.
d) Alguns preconceitos serão desfeitos quando se fazer um estudo mais amplo
a cerca dos povos indígenas do Brasil.
e) As autoras se proporam a enfocar a história dos povos indígenas do Amapá
e do norte do Pará por um novo viéz.
Comentário: A alternativa (A) é a correta. Note que o verbo “detêm”
encontra-se no plural para concordar com o núcleo do sujeito “povos”. Além
disso, o referente para o verbo “vai” se flexionar no singular é “uma
extensão”. Confirme:
Os povos indígenas mencionados no texto detêm uma extensão de terras que

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vai do Amapá ao norte do Pará.


Na alternativa (B), a grafia correta é “traz”. Veja a correção:
Na opinião das autoras, o discurso dos livros didáticos traz uma visão, por
vezes, distorcida da história dos índios brasileiros.
Na alternativa (C), a flexão correta do verbo no futuro do subjuntivo é
“mantiveram”. Veja a correção:
Os povos indígenas do Amapá e do norte do Pará mantiveram uma história
em comum ao longo do tempo.
Na alternativa (D), a flexão correta do verbo no futuro do subjuntivo é
“fizer”. Além disso, a locução prepositiva de assunto é “acerca de”. Veja a
correção:
Alguns preconceitos serão desfeitos quando se fizer um estudo mais amplo
acerca dos povos indígenas do Brasil.
Na alternativa (E), a flexão correta do verbo no pretérito perfeito do
indicativo é “propuseram”. Além disso, a grafia correta é “viés”.
As autoras se propuseram a enfocar a história dos povos indígenas do
Amapá e do norte do Pará por um novo viés.
Gabarito: A

Questão 13: MPE SE 2013 Técnico-Administrativo (banca FCC)


Todas as palavras estão corretamente grafadas em:
a) Os encarregados nos eventos beneficientes encaminhavam seus pedidos de
verba à chefia.
b) Os executivos se responsabilizavam pela organização de eventos, anciosos
por sucesso.
c) Os chefes ciosos de sua responsabilidade zelavam pela contratação de bons
comunicadores.
d) Os chefes dos setores da empresa cuidavam dos emprendimentos com
vistas à sua promoção.
e) Os empresários estavam afim de contratar pessoas capacitadas para
exercerem as suas funções.
Comentário: Na alternativa (A), a grafia correta é “beneficentes”.
Os encarregados nos eventos beneficentes encaminhavam seus pedidos de
verba à chefia.
Na alternativa (B), a grafia correta é “ansiosos”. Basta se lembrar de
“ansiedade”.
Os executivos se responsabilizavam pela organização de eventos, ansiosos
por sucesso.
A alternativa (C) é a correta. Veja que o adjetivo “cioso” tem o sentido
de “cuidadoso”, “zeloso”.
Os chefes ciosos de sua responsabilidade zelavam pela contratação de bons
comunicadores.

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Na alternativa (D), a grafia correta é “empreendimentos”.


Os chefes dos setores da empresa cuidavam dos empreendimentos com
vistas à sua promoção.
Na alternativa (E), a grafia correta é “a fim de”.
Os empresários estavam a fim de contratar pessoas capacitadas para
exercerem as suas funções.
Gabarito: C

Questão 14: PGE BA 2013 Assistente de Procuradoria (banca FCC)


Considere:
No Brasil, a falta de educação entre as pessoas vem aumentando. Por uma
......, ainda que superficial, podemos ...... com ...... a falta de um ...... de
discrição dos ...... de pais despreparados para educá-los.
As palavras que preenchem, respectivamente, as lacunas do texto acima
estão corretamente grafadas em:
a) análise - enxergar - clareza - gesto - discípulos
b) análise - enchergar - claresa - gesto - dicipulos
c) análise - enchegar - clareza - jesto - disípulos
d) análize - enxergar - clareza - jesto - discípulos
e) análize - enxergar - claresa - gesto - dissípulos
Comentário: A grafia correta é “análise”, “enxergar”, “clareza”, “gesto” e
“discípulos”. Assim, a alternativa correta é a (A).
Gabarito: A

Questão 15: TRE PR 2012-Analista Judiciário (banca FCC)


A frase correta do ponto de vista da grafia é:
(A) Sempre ansiosos, desenrolaram no saguão apinhado a faixa com que
brindavam os recém-formados, com os seguintes dizeres: “Viagem
bastante e divirtam-se, nobres doutores”.
(B) Era grande a insidência de casos de enjoo quando era servido aquele
alimento, por isso o episódio não foi tratado como exceção, atitude que
garantiu o êxito das providências.
(C) Em meio a tanta opulência da mansão leiloada, encontrou a geringonça
que, tratada criativamente por ele, garantiu por anos seu apoio a
entidades beneficientes.
(D) Seus gestos desarmônicos às vezes eram mal compreendidos, mas seu
jeito afável de falar, sem resquícios de mágoa, revelava sua intenção de
restabelecer a paz entre os familiares.
(E) Defendeu-se dizendo que nunca pretendeu axincalhar ninguém, mas as
suas caçoadas realmente humilhavam e incitavam à malediscência.
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o contexto nos mostra o
verbo “viajar” no imperativo afirmativo (“Viajem”), não o substantivo
“viagem”.

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Note que está correta a grafia “recém-formados”, pois o prefixo


“recém-“, seguido de adjetivo, recebe hífen.
A alternativa (B) está errada, pois o verbo “incidir” gera o substantivo
“incidência”.
Note que, com a nova reforma ortográfica, o hiato com vogal dobrada
não recebe acento. Assim, “enjoo" está corretamente grafado.
A alternativa (C) está errada, pois a grafia correta do adjetivo é
“beneficentes”.
A alternativa (D) é a correta. Note que “harmônicos” possui “h”. Mas,
quando recebe o prefixo “des”, exclui-se o “h”: “desarmônicos”.
A alternativa (E) está errada, pois a grafia correta deve ser
“achincalhar” e “maledicência”.
Gabarito:D

Questão 16: ISS SP 2012 Auditor-Fiscal Tributário Municipal I (banca FCC)


Fragmento do texto: Ao que parece, nada envelheceu nessas palavras.
Julgue a afirmativa abaixo com C (CERTO) ou E (ERRADO)
A grafia de envelheceu está correta, como o está a de "rejuveneceu".
Comentário: A afirmação está errada, pois a grafia correta é
“rejuvenesceu”.
Gabarito: E

Questão 17: ISS SP 2012 Auditor-Fiscal Tributário Municipal I (banca FCC)


A frase em que a ortografia está adequada ao padrão culto escrito é:
(A) À mínima contrariedade, exarcebava-se de tal maneira que seus excessos
verbais eram já conhecidos de todos.
(B) A expontaneidade com que se referiu ao local como "impesteado" fez que
todo o auditório explodisse em risos.
(C) Quanto à infraestrutura, será necessário reconstrui-la em prazo curto, mas
sem que haja qualquer tipo de displiscência.
(D) O docente não viu como retaliação a rasura no cartaz que afixara, mas sua
intenção era advertir quanto ao desleixo com a coisa pública.
(E) A obra faraônica será uma excressência naquela paisagem bucólica, mas
ninguém teve hêsito em convencer os responsáveis da necessidade de
revisão do projeto.
Comentário: A alternativa correta é a (D).
Veja as correções das demais alternativas: “exacerbava-se”,
“espontaneidade”, “reconstruí-la”, “displicência”, “excrecência” (de excreção),
“êxito”.
Observações: Na alternativa (B), a correta grafia é “empesteado”, mas
note que a palavra “impesteado” está entre aspas, para conservar o exato
som da palavra no ato da fala. Assim, não pode ser julgada na grafia.
Na alternativa (C), a palavra “infraestrutura”, antes da reforma
ortográfica, tinha hífen. A partir de janeiro de 2009, perdeu o hífen. Como
estamos em época de transição, até dezembro de 2015, são aceitas as duas
grafias.
Gabarito: D
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Questão 18: TCE AP 2012 Analista de Controle Externo (banca FCC)


A frase que está em conformidade com a ortografia oficial é:
(A) Não interessa recaptular a indesejável dissensão, mas sim aliviar as
tensões agudizadas pelo desnecessário enxerto de questões polêmicas.
(B) Sempre quis ser assessora de moda em lojas, mas eram tantos os
empecilhos, que acabou por vencer a ojeriza de coser sob encomenda e,
com isso, tornou-se grande costureira.
(C) Endoidescia o marido com seus gastos extravagantes, pois acreditava que
o tão desejado charme era questão de plumas e brilhos esplendorosos, de
preferência, vindos do exterior.
(D) Quando disse que não exitaria em abandonar o emprego de sopetão e ir
relaxar numa praia distante, lhe disseram que seria sandice, mas não
conseguiram vencer o fascínio da aventura.
(E) Representava na peça um cafageste que tratava a todos com escárneo,
mas sua atuação era sempre tão fascinante que diariamente angariava a
simpatia de toda a platéia.
Comentário: As frases abaixo serão reescritas com correção gramatical. As
palavras corrigidas ficarão em negrito e as que estão corretas e que levariam
a dúvidas estão sublinhadas, para que você atente à sua grafia.
A alternativa (A) está errada, porque o verbo “recapitular” deve
possuir a vogal “i” após a consoante “p”. As demais palavras estão corretas.
Note que a palavra “dissensão” é grafada com “s” por ser gerada do verbo
“dissentir”; o particípio “agudizadas” é gerado do adjetivo “agudo”; o
substantivo “enxerto” possui “x” por estar após “en”.
Não interessa recapitular a indesejável dissensão, mas sim aliviar as tensões
agudizadas pelo desnecessário enxerto de questões polêmicas.
A alternativa (B) é a correta, o verbo “quis” está corretamente grafado
com “s”; o adjetivo “assessor” apenas recebe a desinência de gênero feminino
“a” (“assessora”). Cuidado com o substantivo “empecilhos”, o qual está
corretamente grafado e sempre cai em provas. O verbo “coser” tem o sentido
de “costurar”, enquanto o verbo “cozer” significa “cozinhar”. Assim, o verbo
“coser” está corretamente grafado de acordo com o contexto.
Sempre quis ser assessora de moda em lojas, mas eram tantos os
empecilhos, que acabou por vencer a ojeriza de coser sob encomenda e, com
isso, tornou-se grande costureira.
A alternativa (C) está errada, pois “endoidecer” não possui “sc", mas
apenas “c”. Assim, o pretérito imperfeito é “Endoidecia”.
Endoidecia o marido com seus gastos extravagantes, pois acreditava que o
tão desejado charme era questão de plumas e brilhos esplendorosos, de
preferência, vindos do exterior.
A alternativa (D) está errada, pois o verbo “hesitar” é grafado no futuro
do pretérito do indicativo da seguinte forma: “hesitaria”. O substantivo
corretamente grafado é “supetão”.

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Quando disse que não hesitaria em abandonar o emprego de supetão e ir


relaxar numa praia distante, lhe disseram que seria sandice, mas não
conseguiram vencer o fascínio da aventura.
A alternativa (E) está errada, pois as grafias corretas são “cafajeste”,
“escárnio”. Note que a palavra “plateia” perdeu o acento gráfico por possuir
ditongo aberto tônico “éi". Tal acento era admitido até 31 de dezembro de
2015, tendo em vista a Nova Reforma Ortográfica.
Representava na peça um cafajeste que tratava a todos com escárnio, mas
sua atuação era sempre tão fascinante que diariamente angariava a simpatia
de toda a platéia.
Gabarito: B

Questão 19: TCE SP 2012 Agente de Fiscalização Financeira (banca FCC)


A frase que respeita a ortografia é:
(A) Antes de cochilar, era-lhe natural fazer um exame de consciência e
reiterar a si próprio seu empenho em vencer a itemperança.
(B) O desleixo com que passou a manuzear os objetos da coleção fez o
respeitado colecionador optar pela despensa do já antigo colaborador.
(C) O debate recrudesceu, mas os mais bem-intencionados foram hábeis em
dirimir as provocações, às vezes pungentes, das lideranças que se
confrontavam.
(D) Estava bastante ciente de que era à sua gulodice que podia creditar a
desinteria que o abatera às vésperas do exótico casamento.
(E) O poder descricionário dos ditadores, responsável por tantas atrocidades
em tantas partes do mundo, é analisado na obra com um rigor admirável.
Comentário: As frases abaixo serão reescritas com correção gramatical. As
palavras corrigidas ficarão em negrito e as que estão corretas e que levariam
a dúvidas estão sublinhadas, para que você atente à sua grafia.
A alternativa (A) está errada, pois devemos inserir “n” no vocábulo
“intemperança”.
Antes de cochilar, era-lhe natural fazer um exame de consciência e reiterar a
si próprio seu empenho em vencer a intemperança.
A alternativa (B) está errada, pois “manusear” deve ser grafado com
“s”. O contexto exige o substantivo “dispensa”, o qual significa “licença”. O
substantivo “despensa” não cabe neste contexto, por significar “repartimento
de casa onde se guardam mantimentos”.
O desleixo com que passou a manusear os objetos da coleção fez o
respeitado colecionador optar pela dispensa do já antigo colaborador.
A alternativa (C) é a correta. Atente que “recrudesceu” possui “sc". O
advérbio “bem”, seguido de vogal na outra palavra, deve receber hífen.
O debate recrudesceu, mas os mais bem-intencionados foram hábeis em
dirimir as provocações, às vezes pungentes, das lideranças que se
confrontavam.

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A alternativa (D) está errada, pois a grafia correta é “disenteria”


Estava bastante ciente de que era à sua gulodice que podia creditar a
disenteria que o abatera às vésperas do exótico casamento.
A alternativa (E) está errada, pois a grafia correta é “discricionário”.
O poder discricionário dos ditadores, responsável por tantas atrocidades em
tantas partes do mundo, é analisado na obra com um rigor admirável.
Gabarito: C

Questão 20: TRE-SP 2012 Técnico Judiciário (banca FCC)


É preciso corrigir deslizes relativos à ortografia oficial e à acentuação gráfica
da frase:
(A) As obras modernistas não se distinguem apenas pela temática inovadora,
mas igualmente pela apreensão do ritmo alucinante da existência
moderna.
(B) Ainda que celebrassem as máquinas e os aparelhos da civilização
moderna, a ficção e a poesia modernista também valorizavam as coisas
mais quotidianas e prosaicas.
(C) Longe de ser uma excessão, a pintura modernista foi responsável, antes
mesmo da literatura, por intênsas polêmicas entre artistas e críticos
concervadores.
(D) No que se refere à poesia modernista, nada parece caracterizar melhor
essa extraordinária produção poética do que a opção quase incondicional
pelo verso livre.
(E) O escândalo não era apenas uma consequência da produção modernista:
parecia mesmo um dos objetivos precípuos de artistas dispostos a
surpreender e a chocar.
Comentário: A frase abaixo será reescrita com correção gramatical. As
palavras corrigidas ficarão em negrito e as que estão corretas e que levariam
a dúvidas estão sublinhadas, para que você atente à sua grafia.
(A): As obras modernistas não se distinguem apenas pela temática inovadora,
mas igualmente pela apreensão do ritmo alucinante da existência moderna.
(B): Ainda que celebrassem as máquinas e os aparelhos da civilização
moderna, a ficção e a poesia modernista também valorizavam as coisas mais
quotidianas e prosaicas.
(C): Longe de ser uma exceção, a pintura modernista foi responsável, antes
mesmo da literatura, por intensas polêmicas entre artistas e críticos
conservadores.
(D): No que se refere à poesia modernista, nada parece caracterizar melhor
essa extraordinária produção poética do que a opção quase incondicional pelo
verso livre.
(E): O escândalo não era apenas uma consequência da produção modernista:
parecia mesmo um dos objetivos precípuos de artistas dispostos a
surpreender e a chocar.

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Gabarito: C

Questão 21: BB 2011 Escriturário (banca FCC)


Todas as palavras estão escritas corretamente na frase:
(A) Os esforsos para entender os fenômenos da natureza nem sempre
conseguem hêsito, como, por exemplo, algumas pesquisas sobre aves.
(B) O crecente desenvolvimento tecnológico permitiu aos pesquisadores
analizar as reações provocadas pelo fluxo de sangue no bico do tucano.
(C) O imenso tamanho do bico do tucano sempre causou estranheza naqueles
que costumam observar os exemplos oferecidos pela natureza.
(D) Com o tamanho imprecionante de seu bico, o tucano é considerado por
estudiosos uma das aves brasileira mais exquizitas.
(E) Os cientistas que se puzeram a estudar os tucanos concluíram que
existem diverças funções para o enorme bico dessa ave.
Comentário: Questão bem tranquila, não é? Basta eliminar as palavras
gritantemente erradas. Vamos lá!
(A): esforços, êxito (A banca queria confundi-lo com “hesitar”)
(B): crescente, analisar
(D): impressionante (derivado de “impressionar”), esquisitas
(E): puseram, diversas
Gabarito: C

Questão 22: TRF 1ªR 2011 Técnico (banca FCC)


As palavras estão corretamente grafadas na seguinte frase:
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa a ansiedade com
que enfrentam o excesso de passageiros nos aeroportos.
(B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontaneidade, mas nada que
ponha em cheque sua reputação de pessoa cortês.
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de descançar após o
almoço sob a frondoza árvore do pátio.
(D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa mágoa pode estar sendo o
grande impecilho na superação dessa sua crise.
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta quantia, mas não quiz
ser taxado de conivente na concessão de privilégios ilegítimos.
Comentário: A alternativa correta é a (A). Note que o verbo “viajar” possui
“j”. Esse verbo conserva esta letra no radical de todos os tempos verbais.
Assim, no presente do subjuntivo: talvez eu viaje, tu viajes, ele viaje, nós
viajemos, vós viajeis, eles viajem.
(B): Veja a diferença entre vocábulos parecidos, como cheque (ordem
de pagamento); xeque (risco, perigo, contratempo). Por isso, “ponha em
xeque” é o correto. O correto é “deslizes” (não confunda com “liso”). Note que
está correta a grafia “cortês” (derivada de cortesia).
(C): O substantivo “descanso” gera o verbo “descansar”. O substantivo
“fronde” significa “copa das árvores”. Esse substantivo recebe o sufixo “osa”
para derivar o adjetivo “frondosa”.

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(D): Os verbos terminados em “uir” formam o presente com “ui”: influi”.


Note, também, que o correto é “empecilho”.
(E): Não confunda “êxito” com o verbo “hesitar” (hesitou). O substantivo
“taxa” tem seu homônimo “tacha”, mas o sentido muda. Taxado (tributo,
imposto cobrado); tachado (acusado, censurado). Assim, “ser tachado de
conivente”. O verbo querer no pretérito não recebe a consoante “z”, mas “s”:
quis. Atente às palavras corretamente grafadas “concessão” e “privilégios”.
Gabarito: A

Questão 23: TRT 4ªR 2011 – Analista (banca FCC)


A redação correta é:
(A) A regente insistiu junto à auxiliar que caberia à ela falar com a imprensa e
nós, não aquiecendo, impusemos que a mídia tem de lidar com nós
mesmos, os funcionários.
(B) Diz-se que o tio é mais bom do que preparado, mas o convívio com a
adolescente tem sido dulcíssimo, em que lhe pesem os excessivos maus
humores da jovem.
(C) Pai extremoso, ele soe ser o melhor conselheiro dos filhos, salvo se o
exacerbam os ânimos ao reincidirem pela enésima vez no mesmo erro.
(D) Em se cuidando dessa doença no início, não existe dúvidas de que haverá
cura − é o que os Estados Unidos, recentemente, provou ao mundo.
(E) Desejando intensamente alçar-se diretor e ele passou a agir com zelo e
discrição, não exitando em exceder suas funções e o horário do fim do
expediente.
Comentário: Na alternativa (A), não há crase antes do pronome “ela”. O
pronome “nós” não está paralelo ao outro núcleo; por isso a construção
correta seria: “conosco e com a imprensa”. O verbo corretamente grafado
seria “aquiescendo”. Nesta construção, o ideal seria a oração reduzida de
gerúndio “não aquiescendo” iniciar novo período. Como toda a estrutura
possui verbo no passado, a correlação ficaria correta com o verbo “tem” no
pretérito imperfeito do indicativo. Corrigindo, ficaria:
A regente insistiu junto à auxiliar que caberia a ela falar conosco e com a
imprensa. Não aquiescendo, impusemos que a mídia tinha de lidar com nós
mesmos, os funcionários.
Na (B), a construção “mais bom do que preparado” está correta
gramaticalmente, pois há comparação de dois adjetivos com um só elemento
(um ser). Assim, construções como “ele é mais bom do que bonito”, “ele é
mais grande do que seguro”, “ele é mais pequeno do que silencioso” estão
corretas; pois há comparação de dois adjetivos com apenas um ser (ele).
O errado é a combinação “mais grande”, “mais pequeno”, “mais bom”, “mais
mau” em comparação de dois elementos (dois seres) e um adjetivo. Veja:
Ele é mais grande do que ela (errado) Ele é maior do que ela (certo)
Ele é mais pequeno do que ela (errado) Ele é menor do que ela (certo)
Ele é mais bom do que ela (errado) Ele é melhor do que ela (certo)

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Ele é mais mau do que ela (errado) Ele é pior do que ela (certo)
Note o emprego correto do adjetivo “dulcíssimo” (derivado da palavra “doce”).
Veja também que “em que” está corretamente empregado, pois retoma
“convívio”, isto é, nesse convívio os excessivos maus humores pesam ao tio.
Por tudo isso, esta alternativa é a correta.
Na (C), o verbo correto seria “sonha”. Além disso, deve-se empregar o
pronome “lhe” com valor de posse: “lhe exacerbam os ânimos”, isto é,
“exacerbam seus ânimos”. Corrigindo, teríamos:
Pai extremoso, ele sonha ser o melhor conselheiro dos filhos, salvo se lhe
exacerbam os ânimos ao reincidirem pela enésima vez no mesmo erro.
Na (D), o verbo “existe” deve se flexionar no plural, porque seu sujeito é
“dúvidas”. O verbo “provou” deve também se flexionar no plural, porque o
sujeito possui substantivo próprio no plural iniciado por artigo “os”.
Em se cuidando dessa doença no início, não existem dúvidas de que haverá
cura − é o que os Estados Unidos, recentemente, provaram ao mundo.
Na (E), deve-se retirar a conjunção “e” antes da oração principal e
inserir uma vírgula, pois há uma oração subordinada adverbial antecipada. O
verbo corretamente grafado seria “hesitando” (derivado de hesitar).
Corrigindo, teríamos:
Desejando intensamente alçar-se diretor, ele passou a agir com zelo e
discrição, não hesitando em exceder suas funções e o horário do fim do
expediente.
Gabarito: B

O que devo tomar nota como mais importante?


 LER as regras de ortografia.
 Distinguir as regras de acentuação gráfica.
 O melhor macete é ler em voz alta. Não procure DECORAR, mas associar
as palavras, marcar as mais difíceis e depois retornar lendo em voz alta.
 SEMPRE realizar as questões por eliminação.
Grande abraço!!!
Até a próxima semana!!!
Professor Terror

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Questão 1: TRF 3ªR 2016 Analista-Judiciário (banca FCC)


Fragmento do texto: Todos os objetos reunidos ali têm como princípio o fato
de terem sido retirados de seu contexto. Desde então, dois pontos de vista
concorrentes são possíveis. De acordo com o primeiro, o museu é por
excelência o lugar de advento da Arte enquanto tal, separada de seus
pretextos, libertada de suas sujeições. Para o segundo, e pela mesma razão, é
um "depósito de despojos". Por um lado, o museu facilita o acesso das obras a
um status estético que as exalta. Por outro, as reduz a um destino igualmente
estético, mas, desta vez, concebido como um estado letárgico.
Julgue a afirmativa abaixo com C (CERTO) ou E (ERRADO)
O acento em "têm" (linha 1) é de caráter diferencial, em razão da semelhança
com a forma singular "tem", diferentemente do acento aplicado a "porém",
devido à tonicidade da última sílaba, terminada em "em".

Questão 2: TJ AP 2016 Técnico Judiciário (banca FCC)


Acentuam-se devido à mesma regra os seguintes vocábulos do texto:
a) também, mantêm, experiências.
b) indígenas, séculos, específico.
c) acúmulo, importância, intercâmbio.
d) políticas, história, Pará.
e) até, três, índios.

Questão 3: TRF 3ªR 2016 Analista-Judiciário (banca FCC)


Julgue a afirmativa abaixo com C (CERTO) ou E (ERRADO)
Os acentos nos termos "excelência" e "necessário" devem-se à mesma
razão.

Questão 4: TJ AP 2014 Técnico-Judiciário (banca FCC)


Acentuam-se devido à mesma regra os seguintes vocábulos do texto:
a) também, mantêm, experiências.
b) indígenas, séculos, específico.
c) acúmulo, importância, intercâmbio.
d) políticas, história, Pará.
e) até, três, índios.

Questão 5: TRF 1ªR 2014 Analista-Judiciário (banca FCC)


Considere a tirinha reproduzida abaixo.
Acordo Ortográfico

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Seguindo-se a regra determinada pelo novo acordo ortográfico, tal como


referida no primeiro quadrinho, também deixaria de receber o acento agudo a
palavra:
(A) Tatuí.
(B) graúdo.
(C) baiúca.
(D) cafeína.
(E) Piauí.

Questão 6: PGE BA 2013 Assistente de Procuradoria (banca FCC)


Todas as palavras estão acentuadas de acordo com as normas oficiais em:
a) Aquí também se observam as preferencias musicais dos jovens que usam
o transporte público.
b) As raizes da falta de educação dos jóvens se devem também à falta de
educação dos pais.
c) Os ônibus contem uma verdadeira platéia ouvindo musicas altas nem
sempre de carater muito agradável.
d) Os passageiros não têm como evitar o terrível som do ruído das falas, ao
celular, dentro dos ônibus.
e) Alguem falando alto ao telefone, numa forma pouco rápida, revela um
comportamento publico repreensível.

Questão 7: ELETROSUL 2016 Técnico (banca FCC)


A frase escrita corretamente, de acordo com a norma-padrão, é:
a) É provavel que desenhos de outros animais sejam benvindos nos livros
que o autor se refere.
b) O autor expressou o desejo que os livros mantessem margens estensas e
páginas em branco.
c) Os desenhos que as crianças virem a fazer nos livros deverão ser acrecidos
aos poemas.
d) As páginas em branco serveriam ao proposito de oferecer às crianças
espaço para desenhar.

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e) As crianças terão a liberdade de expor os desenhos que julgarem mais


apropriados ao livro.

Questão 8: TCE AM 2015 Auditor (banca FCC)


Respeita a ortografia oficial vigente:
a) O culto à ignorância e à xenofobia é o responsável, em nosso dia-a-dia,
por esta situação deplorável, que enserra a população local na bolha
impenetrável de seus interesses e valores particulares.
b) Incrementar a participação política é um desafio perene, aja vista a nova
estratégia de controle político que aparelha muitos órgãos públicos,
incluindo os do setor educacional.
c) A soberania do mercado não é imprescindível para a democracia liberal −
é uma alternativa a ela e a todo tipo de política, na medida em que elimina
a necessidade de serem tomadas decisões que contemplem consensos
coletivos.
d) Foram mencionadas as estratégias para disperçar as cepas oligárquicas
das altas esferas do poder e, sobretudo, para prover o controle jurídico das
suas ações; mais, até o momento, não se obteve sucesso.
e) Suas ideias íam de encontro às dos demais; ele sempre optava pelas vias
mais polêmicas afim de obter atenção da audiência.

Questão 9: TCE AM 2015 Auditor (banca FCC)


Está redigida corretamente, quanto à ortografia e à acentuação gráfica, a
frase:
a) A louza tradicional foi substituída por uma exposição em PowerPoint na
aula que teve como expectadores uma equipe de insígnes cientistas
chineses.
b) O intuito da aula de Xiaomei consistiu em exibir as habilidades da robô,
que, além de dispor de um notável repertório de informações, traz funções
de interação.
c) O evento ocorrido na Universidade Jiujiang deve sucitar não apenas a
curiosidade dos sinólogos, estudiosos da cultura chinesa, mas do publico
de um modo geral.
d) Xiaomei concluiu sua aula de maneira exitosa e os cientistas julgaram que
a robô não teve um mal desempenho, embora ainda existam alguns ítens
a ser aprimorados.
e) O juri de cientistas que examinaram a atuação de Xiaomei era restrito,
mas, graças às redes sociais, a notícia da robô se extendeu rapidamente
pelo mundo todo.

Questão 10: TJ AP 2014 Técnico-Judiciário (banca FCC)


Estão inteiramente corretos o emprego e a grafia de todas as palavras em:
a) Um mau entendido ocasionou um mico que só não foi maior por que o
cronista salvou a situação.
b) O porquê da confusão não chegou a ser discutido, e o mal foi contornado
pela iniciativa do cronista.
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c) Em vez de demonstrar mal humor, por que fora tomado por outra pessoa,
o cronista salvou a situação.
d) O livreiro se deu mau em sua homenagem porquê não apurou
corretamente a identidade do cronista.
e) O mau já estava feito, e só não prosperou por que o cronista soube como
contorná-lo.

Questão 11: ALEPE 2014 Analista Legislativo (banca FCC)


Fragmento do texto: Platão (427-347 a.C.), discípulo de Sócrates, fez, no
seu diálogo A república, um confronto, que se tornou decisivo pelas
implicações filosóficas que encerra, entre Arte e Realidade.
Julgue a afirmativa abaixo com C (CERTO) ou E (ERRADO)
Na linha 2, assim como “decisivo” está grafado em conformidade com as
normas da gramática, o estão as palavras "proesa" e "deslise".

Questão 12: TJ AP 2014 Técnico-Judiciário (banca FCC)


Todos os termos estão empregados e grafados corretamente em:
a) Os povos indígenas mencionados no texto detêm uma extensão de terras
que vai do Amapá ao norte do Pará.
b) Na opinião das autoras, o discurso dos livros didáticos trás uma visão, por
vezes, distorcida da história dos índios brasileiros.
c) Os povos indígenas do Amapá e do norte do Pará manteram uma história
em comum ao longo do tempo.
d) Alguns preconceitos serão desfeitos quando se fazer um estudo mais amplo
a cerca dos povos indígenas do Brasil.
e) As autoras se proporam a enfocar a história dos povos indígenas do Amapá
e do norte do Pará por um novo viéz.

Questão 13: MPE SE 2013 Técnico-Administrativo (banca FCC)


Todas as palavras estão corretamente grafadas em:
a) Os encarregados nos eventos beneficientes encaminhavam seus pedidos de
verba à chefia.
b) Os executivos se responsabilizavam pela organização de eventos, anciosos
por sucesso.
c) Os chefes ciosos de sua responsabilidade zelavam pela contratação de bons
comunicadores.
d) Os chefes dos setores da empresa cuidavam dos emprendimentos com
vistas à sua promoção.
e) Os empresários estavam afim de contratar pessoas capacitadas para
exercerem as suas funções.

Questão 14: PGE BA 2013 Assistente de Procuradoria (banca FCC)


Considere:
No Brasil, a falta de educação entre as pessoas vem aumentando. Por uma
......, ainda que superficial, podemos ...... com ...... a falta de um ...... de

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discrição dos ...... de pais despreparados para educá-los.


As palavras que preenchem, respectivamente, as lacunas do texto acima
estão corretamente grafadas em:
a) análise - enxergar - clareza - gesto - discípulos
b) análise - enchergar - claresa - gesto - dicipulos
c) análise - enchegar - clareza - jesto - disípulos
d) análize - enxergar - clareza - jesto - discípulos
e) análize - enxergar - claresa - gesto - dissípulos

Questão 15: TRE PR 2012-Analista Judiciário (banca FCC)


A frase correta do ponto de vista da grafia é:
(A) Sempre ansiosos, desenrolaram no saguão apinhado a faixa com que
brindavam os recém-formados, com os seguintes dizeres: “Viagem
bastante e divirtam-se, nobres doutores”.
(B) Era grande a insidência de casos de enjoo quando era servido aquele
alimento, por isso o episódio não foi tratado como exceção, atitude que
garantiu o êxito das providências.
(C) Em meio a tanta opulência da mansão leiloada, encontrou a geringonça
que, tratada criativamente por ele, garantiu por anos seu apoio a
entidades beneficientes.
(D) Seus gestos desarmônicos às vezes eram mal compreendidos, mas seu
jeito afável de falar, sem resquícios de mágoa, revelava sua intenção de
restabelecer a paz entre os familiares.
(E) Defendeu-se dizendo que nunca pretendeu axincalhar ninguém, mas as
suas caçoadas realmente humilhavam e incitavam à malediscência.

Questão 16: ISS SP 2012 Auditor-Fiscal Tributário Municipal I (banca FCC)


Fragmento do texto: Ao que parece, nada envelheceu nessas palavras.
Julgue a afirmativa abaixo com C (CERTO) ou E (ERRADO)
A grafia de envelheceu está correta, como o está a de "rejuveneceu".

Questão 17: ISS SP 2012 Auditor-Fiscal Tributário Municipal I (banca FCC)


A frase em que a ortografia está adequada ao padrão culto escrito é:
(A) À mínima contrariedade, exarcebava-se de tal maneira que seus excessos
verbais eram já conhecidos de todos.
(B) A expontaneidade com que se referiu ao local como "impesteado" fez que
todo o auditório explodisse em risos.
(C) Quanto à infraestrutura, será necessário reconstrui-la em prazo curto, mas
sem que haja qualquer tipo de displiscência.
(D) O docente não viu como retaliação a rasura no cartaz que afixara, mas sua
intenção era advertir quanto ao desleixo com a coisa pública.
(E) A obra faraônica será uma excressência naquela paisagem bucólica, mas
ninguém teve hêsito em convencer os responsáveis da necessidade de
revisão do projeto.

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Questão 18: TCE AP 2012 Analista de Controle Externo (banca FCC)


A frase que está em conformidade com a ortografia oficial é:
(A) Não interessa recaptular a indesejável dissensão, mas sim aliviar as
tensões agudizadas pelo desnecessário enxerto de questões polêmicas.
(B) Sempre quis ser assessora de moda em lojas, mas eram tantos os
empecilhos, que acabou por vencer a ojeriza de coser sob encomenda e,
com isso, tornou-se grande costureira.
(C) Endoidescia o marido com seus gastos extravagantes, pois acreditava que
o tão desejado charme era questão de plumas e brilhos esplendorosos, de
preferência, vindos do exterior.
(D) Quando disse que não exitaria em abandonar o emprego de sopetão e ir
relaxar numa praia distante, lhe disseram que seria sandice, mas não
conseguiram vencer o fascínio da aventura.
(E) Representava na peça um cafageste que tratava a todos com escárneo,
mas sua atuação era sempre tão fascinante que diariamente angariava a
simpatia de toda a platéia.

Questão 19: TCE SP 2012 Agente de Fiscalização Financeira (banca FCC)


A frase que respeita a ortografia é:
(A) Antes de cochilar, era-lhe natural fazer um exame de consciência e
reiterar a si próprio seu empenho em vencer a itemperança.
(B) O desleixo com que passou a manuzear os objetos da coleção fez o
respeitado colecionador optar pela despensa do já antigo colaborador.
(C) O debate recrudesceu, mas os mais bem-intencionados foram hábeis em
dirimir as provocações, às vezes pungentes, das lideranças que se
confrontavam.
(D) Estava bastante ciente de que era à sua gulodice que podia creditar a
desinteria que o abatera às vésperas do exótico casamento.
(E) O poder descricionário dos ditadores, responsável por tantas atrocidades
em tantas partes do mundo, é analisado na obra com um rigor admirável.

Questão 20: TRE-SP 2012 Técnico Judiciário (banca FCC)


É preciso corrigir deslizes relativos à ortografia oficial e à acentuação gráfica
da frase:
(A) As obras modernistas não se distinguem apenas pela temática inovadora,
mas igualmente pela apreensão do ritmo alucinante da existência
moderna.
(B) Ainda que celebrassem as máquinas e os aparelhos da civilização
moderna, a ficção e a poesia modernista também valorizavam as coisas
mais quotidianas e prosaicas.
(C) Longe de ser uma excessão, a pintura modernista foi responsável, antes
mesmo da literatura, por intênsas polêmicas entre artistas e críticos
concervadores.
(D) No que se refere à poesia modernista, nada parece caracterizar melhor
essa extraordinária produção poética do que a opção quase incondicional
pelo verso livre.

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(E) O escândalo não era apenas uma consequência da produção modernista:


parecia mesmo um dos objetivos precípuos de artistas dispostos a
surpreender e a chocar.

Questão 21: BB 2011 Escriturário (banca FCC)


Todas as palavras estão escritas corretamente na frase:
(A) Os esforsos para entender os fenômenos da natureza nem sempre
conseguem hêsito, como, por exemplo, algumas pesquisas sobre aves.
(B) O crecente desenvolvimento tecnológico permitiu aos pesquisadores
analizar as reações provocadas pelo fluxo de sangue no bico do tucano.
(C) O imenso tamanho do bico do tucano sempre causou estranheza naqueles
que costumam observar os exemplos oferecidos pela natureza.
(D) Com o tamanho imprecionante de seu bico, o tucano é considerado por
estudiosos uma das aves brasileira mais exquizitas.
(E) Os cientistas que se puzeram a estudar os tucanos concluíram que
existem diverças funções para o enorme bico dessa ave.

Questão 22: TRF 1ªR 2011 Técnico (banca FCC)


As palavras estão corretamente grafadas na seguinte frase:
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa a ansiedade com
que enfrentam o excesso de passageiros nos aeroportos.
(B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontaneidade, mas nada que
ponha em cheque sua reputação de pessoa cortês.
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de descançar após o
almoço sob a frondoza árvore do pátio.
(D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa mágoa pode estar sendo o
grande impecilho na superação dessa sua crise.
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta quantia, mas não quiz
ser taxado de conivente na concessão de privilégios ilegítimos.

Questão 23: TRT 4ªR 2011 – Analista (banca FCC)


A redação correta é:
(A) A regente insistiu junto à auxiliar que caberia à ela falar com a imprensa e
nós, não aquiecendo, impusemos que a mídia tem de lidar com nós
mesmos, os funcionários.
(B) Diz-se que o tio é mais bom do que preparado, mas o convívio com a
adolescente tem sido dulcíssimo, em que lhe pesem os excessivos maus
humores da jovem.
(C) Pai extremoso, ele soe ser o melhor conselheiro dos filhos, salvo se o
exacerbam os ânimos ao reincidirem pela enésima vez no mesmo erro.
(D) Em se cuidando dessa doença no início, não existe dúvidas de que haverá
cura − é o que os Estados Unidos, recentemente, provou ao mundo.
(E) Desejando intensamente alçar-se diretor e ele passou a agir com zelo e
discrição, não exitando em exceder suas funções e o horário do fim do
expediente.

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1. C 2. B 3. C 4. B 5. C 6. D 7. E 8. C 9. B 10. B
11. E 12. A 13. C 14. A 15. D 16. E 17. D 18. B 19. C 20. C
21. C 22. A 23. B

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