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UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro

CTC – Centro Tecnológico

TEC – Departamento de Engenharia Civil Projeto

Projeto piloto para análise de um edifício de


um edifício de 15 andares com laje
nervurada

PEDRO IVO ISHAKEWITSCH GALVÃO

RIO DE JANEIRO

2010
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................................................................3
2. NORMAS E UNIDADES...........................................................................................................................................4
3. CARACTERÍSTICAS DO PROJETO....................................................................................................................4
4. ANÁLISE DO PAVIMENTO TIPO PELO MÉTODO APROXIMADO...........................................................5
5. ANÁLISE DO PAVIMENTO UTILIZANDO O PROGRAMA GTSTRUDL PELO MEF.............................18
6. CONCLUSÃO PARA A ANÁLISE DO PAVIMENTO TIPO............................................................................29
7. ANÁLISE DA ESTRUTURA SOB AÇÃO DAS CARGAS HORIZONTAIS...................................................30
8. MODELO ESTRUTURAL.....................................................................................................................................37
9. VERIFICAÇÃO DOS RESULTADOS..................................................................................................................43
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................................................45
1. INTRODUÇÃO

O presente projeto tem como objetivo analisar um edifício de concreto armado de


15 pavimentos sobre efeito dos carregamentos descritos na norma NBR-6120 e sobre
efeito do vento. A edificação será calculada através de dois modelos: por métodos
aproximados, e por modelo computacional, cujos resultados serão comparados.
Primeiramente, será analisado, individualmente, um pavimento com laje nervurada, com
faixas e vigas, sob carregamento dos pesos próprios e sobrecarga. O pavimento será
dimensionado para o estado limite último e para o estado limite de serviço, conforme
recomendação da norma NBR 6118. Em seguida, replicaremos o pavimento tipo para
formar o pórtico de 15 andares, e assim, serão analisados os efeitos do carregamento
horizontal sobre a estrutura. O esquema a seguir mostra o corte da edificação:

Figura 1- Corte da edificação


2. NORMAS E UNIDADES

O dimensionamento será feito de acordo com as seguintes normas:


• NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento
• NBR 6123 – Forças Devidas ao Vento em Edificações

Será usado o Sistema Internacional de Unidades SI .

3. CARACTERÍSTICAS DO PROJETO

A seguir serão apresentados os pavimentos térreo e tipo, respectivamente, que


constituem o edifício de 15 andares:

Figura 2 - Planta do pavimento térreo

Figura 3 - Planta do pavimento tipo


Aproxima figura mostra a planta de forma do pavimento tipo:

Figura 4 - Planta de forma do pavimento tipo

4. ANÁLISE DO PAVIMENTO TIPO PELO MÉTODO APROXIMADO

Cálculo da laje nervurada:

A laje nervurada com faixas e vigas em questão será calculada para o pavimento
tipo, onde haverá maior carregamento. A seguir serão demonstrados os cálculos de
dimensionamento desse elemento:

Espessura estimada:

l 600
d ≥ = ≅ 25 cm
ψ 2 ×ψ 3 1,5 ×1,7
Detalhe da seção da laje:

Figura 5 - seção da laje nervurada

Cálculo do peso próprio:

Espessura de vazios equivalente:


20 × 50 × 50
hv = = 13,9 cm
60 × 60
Espessura equivalente de concreto:
hc = 25 −13 ,9 =11 ,1 cm

Peso próprio:
hc = 0,111 m × 25 kN / m ³ = 2,8kN / m ²

Carregamento na laje para o Estado Limite Último:

Para o cálculo da armadura da laje será empregado o carregamento do ELU,


conforme calculado a seguir:

qELU =1,4 × [∑ f G ]
+ f Q +ψf q = 1,4 × [ 2,8 + 0,5 + 2,0] = 7,42 kN / m ²

Sobre carga = 2,0 kN/m²


Peso do piso acabado = 0,5 kN/m²
Peso próprio da laje = 2,8 kN/m²
Carregamento na laje para o Estado Limite de Serviço:

Para o cálculo da deformação na laje será empregado o carregamento do ELS,


conforme calculado a seguir:

qELU =1,0 × [∑ f G ]
+ψ ∑ f g = 1,0 × [ 2,8 + 0,5 + 0,4 × 2,0] = 4,1kN / m ²

Sobre carga = 2,0 kN/m²


Peso do piso acabado = 0,5 kN/m²
Peso próprio da laje = 2,8 kN/m²

Cálculo dos esforços pela teoria de Czerny:

Laje tipo 1:

Logo, os valores de momento são:


lx
=1 mX− = 14 ,3 mX+ = 42 ,7 mY− = 14 ,3 mY+ = 40 ,2
ly

q ×l ² 7,42 × 6²
M X− = = = 18 ,7 kNm / m
m 14 ,3
q ×l ² 7,24 × 6²
M X+ = = = 6,3 kNm / m
m 42 ,7
q ×l ² 7,42 × 6²
M Y− = = = 18 ,7 kNm / m
m 14 ,3
q × l ² 7,42 × 6²
M Y+ = = = 6,7 kNm / m
m 40 ,2

E para os valores do cortante são:


lx
=1 v1 X = v1Y = 1,96 v2 X = v2Y = 2,76
ly q ×l 7,42 × 6
VX 1 = VY 1 = = = 22 ,71 kN / m
v 1,96

q ×l 7,42 × 6
VX 2 = VX 2 = = = 16 ,13 kN / m
v 2,76

Cálculo das armaduras na laje:


Momento positivo (nas nervuras):

Md = 6,7 kNm / m × 0,6m / nervura = 4,02 kNm / nervura

4,2 ×1,4
Kmd = = 0,007
0,6 × (0,25 − 0,025 )² ×30000
Assim,

x = Kx × d = 0,025 × 0,225 = 0,006 m

Como,

0,8 x < hf = 0,05 → Linha neutra na mesa

Então, a armadura pela flexão será:

4,2 ×1,15
As = = 0,43 cm ² / nervura
0,99 × 0,225 × 50

Mas pelo cálculo da armadura mínima:

As MIN = b × h × ρ = 10 × 25 × 0,173 % = 0,44 cm ² / nervura

A armadura adotada é:

As ADOTADO → 2Ø 6,3 mm

Momento negativo (nas faixas):

Md =18 ,7 kNm / m

18 ,7 ×1,4
Kmd = = 0,017
1,0 × (0,25 − 0,025 )² ×30000

Então, a armadura pela flexão será:

18 ,7 ×1,15
As = = 1,93 cm ² / m
0,99 ×0,225 ×50
Mas pelo cálculo da armadura mínima:

As MIN = b × h × ρ = 100 × 25 × 0,173 % = 4,33cm ² / m

A armadura adotada é:

As ADOTADO → Ø 8,0 mm c/10

Verificação dos esforços cortantes:

0,3 × 0,7 × 3 302


fctd = = 1,45 MPa
1,4

5,62
ρ= = 0,0022
100 × 25

k = (1,6 − 0,225 ) = 1,37

Vrd1 = [ 0,25 fctd × k × (1,2 + 40 ρ ) + 15σ ] × bw × d

Vrd1 = [ 0,25 × 1,45 × 1,37 × (1,2 + 40 × 0,0022 ) ] × 0,10 × 0,225 × 1000 = 143,0 kN / m

Vsd = 22 ,7 ≤ Vrd = 143 ,0

Verificação da flecha:
Utilizando o carregamento no estado limite de serviço, determinaremos a flecha na
estrutura:

Flecha imediata na laje:

Ecs = 0,85 ×5600 30 = 26 .071 .594 kN / m ²

Segundo Czerny o valor de k para a laje de pior situação para a planta em estudo
é:

k = 0,0252

qlx 4 4,1 × 64
fo = ×k = × 0,0252 = 0,33cm
Ecs × h ³ 26 .071 .594 × 0,25 3

Flecha diferida no tempo:


fg (t ) = αf × f og = 1,36 ×0,33 = 0,46 cm

∆ξ 1,46
αf = = = 1,36
1 + 50 ρ` 1,07

ξ f = 2,00 p / t > 70 dias


ξ0 = 0,54 p / t =15 dias
ρ = 0,00142

Flecha total:
ft = 0,46 ×0,33 = 0,89 cm
Flecha limite:
A norma NBR-6118 limita a flecha nas lajes conforme cálculo a seguir:

l 600
f lim ite = = = 2,4 cm
250 250

Análise da viga pelo método aproximado

Dimensão da viga:

Carregamento nas vigas para o Estado Limite Último:

Para o cálculo da armadura da viga será empregado o carregamento do ELU,


conforme calculado a seguir:

qELU =1,4 × [∑ f G ]
+ f Q +ψf q = 1,4 × [12 ,2 + 20 ,2 + 5,8 + 3,0] = 60 ,0 kN / m

Sobrecarga oriunda da laje = 6,1 x 2 =12,2 kN/m


Carga permanente oriunda da laje = 10,1 x 2 = 20,2 kN/m
Peso da alvenaria = 5,8 kN/m
Peso próprio da laje = 2,8 kN/m²
Figura 6 - Carregamento no ELU

Carregamento nas vigas para o Estado Limite de Serviço:

Para o cálculo da deformação na viga será empregado o carregamento do ELS,


conforme calculado a seguir:

qELU =1,0 × [∑ f G ]
+ψ ∑ f g = 1,0 × [ 20 ,2 + 5,8 + 3,0 + 0,4 ×12 ,2] = 34 ,0 kN / m²

Sobrecarga oriunda da laje = 6,1 x 2 =12,2 kN/m


Carga permanente oriunda da laje = 10,1 x 2 = 20,2 kN/m
Peso da alvenaria = 5,8 kN/m
Peso próprio da laje = 2,8 kN/m²

Figura 7 - Carregamento no ELS

Cálculo dos esforços nas vigas:


Os esforços serão obtidos utilizando o software Ftool:

Figura 8 - Momento fletor na viga de 30 metros


Figura 9 - Cortante na viga de 30 metros

Figura 10 - Momento fletor na viga de 18 metros

Figura 11 - Cortante na viga de 18 metros

Cálculo das armaduras nas vigas:


Para efeito de comparação só serão dimensionadas as armaduras para os maiores
esforços:

Momento positivo:

Md =172 ,8 kNm

172 ,8 ×1,4
Kmd = = 0,122
0,2 × (0,60 − 0,025 )² ×30000

Então, a armadura pela flexão será:

172 ,8 ×1,15
As = = 7,58 cm ²
0,92 × 0,57 ×50

Mas pelo cálculo da armadura mínima:

As MIN = b × h × ρ = 20 × 60 × 0,173 % = 2,08 cm

A armadura adotada é:
As ADOTADO →3 Ø 20 ,0 mm

Momento negativo:

Md = 227 ,4 kNm

227 ,4 ×1,4
Kmd = = 0,169
0,2 × (0,60 − 0,04 )² ×30000

Então, a armadura pela flexão será:

227 ,4 ×1,15
As = = 10 ,61cm ²
0,88 ×0,57 ×50

Mas pelo cálculo da armadura mínima:

As MIN = b × h × ρ = 20 × 60 × 0,173 % = 2,08 cm

A armadura adotada é:

As ADOTADO → 2 Ø 20 ,0 mm + 2 Ø 16 ,0 mm

Verificação dos esforços cortantes:

0,3 × 0,7 × 3 302


fctd = = 1,45 MPa
1,4

 fck 
Vrd 1 = 0,25 × 1 −  × fctd × bw × d
 250 

 30  30
Vrd 1 = 0,25 × 1 − × × 0,20 × 0,57 = 0,537 MPa = 537 kN
 250  1,4

Vsd = 217 ,9 ≤ Vrd = 537

Vc = 0,6 × fctd ×bw × d = 0,6 ×1,45 ×0,2 × 0,57 = 0,099 MPa = 99 kN

Vsw = 217 ,9 −99 = 118 ,9 kN

Asw Vsw 118 ,9


= = 5,33 cm ² / m
s 0,9 × d × fyd 0,9 ×0,57 × 43 ,5
Mas pelo cálculo da armadura mínima:

Asw MIN fctm 2,897


= 0,2 × × bw = 0,2 × × 20 = 0,23 cm ² / m
s fyk 50

A armadura adotada é:

As ADOTADO → Ø 8,0 mm c / 15 cm

Verificação da flecha:
Utilizando o carregamento no estado limite de serviço, determinaremos a flecha na
estrutura:

Flecha imediata na laje:

Ecs = 0,85 ×5600 30 = 26 .071 .594 kN / m ²

Segundo Czerny o valor de k para a laje de pior situação para a planta em estudo
é:

k = 0,0252

qlx 4 4,1 × 64
fo = ×k = × 0,0252 = 0,33cm
Ecs × h ³ 26 .071 .594 × 0,25 3

Flecha diferida no tempo:

fg (t ) = αf × f og = 1,36 ×0,33 = 0,46 cm

∆ξ 1,46
αf = = = 1,36
1 + 50 ρ` 1,07

ξ f = 2,00 p / t > 70 dias


ξ0 = 0,54 p / t =15 dias
ρ = 0,00142
Flecha total:
ft = 0,46 ×0,33 = 0,89 cm

Flecha limite:
A norma NBR-6118 limita a flecha nas lajes conforme cálculo a seguir:
l 600
f lim ite = = = 2,4 cm
250 250

Verificação da abertura de fissuras:

Será adotado o método simplificado para a verificação da necessidade de analisar a


fissuração:

M 227 ,4
σsd = = ×10000 = 480 MPa
0,80 × d × As 0,8 × 0,57 ×10 ,3

Pela tabela 17.2 da norma NBR6118 a seguir, como a tensão máxima na bitola de
20mm para não ser verificado a fissuração é de 220 MPa. Então para o caso da viga
em estudo, será necessário verificação da fissuração.

Tabela 1 - Tensão máxima na armadura para dispensar a verificação da fissuração

Cálculo da abertura de fissura:

Quando o momento aplicado na estrutura se torna maior que o momento de


fissuração, esta passar a se deformar plasticamente no Estádio II, alterando a rigidez da
peça. Assim, para o cálculo da fissuração foi adotado as seguintes premissas:

Momento de formação de fissuras:

α × fct × Ic 1,5 × 2030 × 0,0036


Mr = = = 36 ,5 kNm
Yt 0,3

α = 1,5 ( para seção re tan gular )


bh ³ 0,2 × 0,6³
Ic = = = 0,0036 m 4
12 12

h 0.60
Yt = h − x = = = 0,30 m
2 2

Md > Mr

Momento de inércia no estádio II:

b 2
x2 + α 2 ⋅ ASs ⋅ x2 − α e ⋅ AS ⋅ d = 0
2

Ecs = 4760 ⋅ fck 2 / 3 = 4760 × 30 2 / 3 = 45957 MPa

ES
αe = = 15 ( item17 .3.3.2 da NBR 6118 : 2003 )
EC

20 2
⋅ x + 15 ⋅10 ,3 ⋅ x −15 ⋅10 ,3 ⋅ 57 ,5 = 0
2

x2 = 9,06 cm

b × x23 20 × 9,063
+ α e × As × ( d − x2 ) = + 15 × 10,3 × ( 57,5 − 9,06 ) = 367482 cm 4
2 2
I2 =
3 3

Taxa de armadura:

20 − ( 2,5 × 2 + 2 × 0,5 + 2 × 2,00 + 2 ×1,6)


eh = = 2,27 cm
4

 2,27 
Acri , ext =  2,5 + 0,5 + 1,25 +  × ( 2,5 + 0,5 + 8 × 2.0) = 78,57 cm ²
 2 

Acri , int = (1,25 + 2,27 ) × ( 2,5 + 0,5 + 8 × 2,0 ) = 66 ,88 cm ²

3,14
ρcri = = 0,047 = 4,70 %
66 ,88

Valor da tensão no aço:

α e × Md × ( d − x2 ) 15 × 22740 × ( 57,5 − 9,06)


σs = = = 44,50 kN / cm²
I2 367482
Cálculo da abertura de fissuras:

 w1
wK ≤ 
 w2
φI σ 3 × σ SI 20,0 44,5 3 × 44,5
w1 = × SI × = × × = 0,70
12,5 ×ηI ESI f ctn 12,5 × 2,25 21000 0,2896

φI σ  4  20,0 44 ,5  4 
w2 = × SI ×  + 45  = × × + 45  = 0,20
12,5 ×ηI ESI  ρri  12 ,5 × 2,25 21000  0,047 

wk = 0,20 mm < wlim = 0,4mm


5. ANÁLISE DO PAVIMENTO UTILIZANDO O PROGRAMA GTSTRUDL PELO MEF.

Figura 12 - Modelo estrutural do pavimento tipo - Elementos finitos

Figura 13 - Modelo estrutural do pavimento tipo - Elementos Lineares


Carregamento na laje para o Estado Limite Último:

Para o cálculo da armadura da laje foi configurado no programa de análise


estrutural o carregamento no ELU que será calculado automaticamente, conforme
indicado abaixo:

qELU =1,4 × [∑ f G + f Q +ψf q ]

Onde,

Sobre carga = 2,0 kN/m²;


Peso do piso acabado = 0,5 kN/m²;
Peso da alvenaria = 5,8 kN/m;
Peso próprio computado automaticamente.

Carregamento na laje para o Estado Limite de Serviço:

Para o cálculo da deformação na laje foi configurado no programa de análise


estrutural o carregamento do ELS, que será calculado automaticamente, conforme
indicado abaixo:

qELU =1,0 × [∑ f G +ψ ∑ f g ]
Onde,
Sobre carga = 2,0 kN/m²;
Peso do piso acabado = 0,5 kN/m²;
Peso da alvenaria = 5,8 kN/m;
Peso próprio computado automaticamente.
Cálculo das armaduras na laje:
Dados de saída do programa (para as nervuras):

===========================================
Max/Min Section Forces for all requested members
Units: M KN
Value Member Load Location
------------- -------- -------- ----------
Max FX: 26.28244 1165 1000 1.0000
Min FX: -24.52484 1355 1000 1.0000

Max FY: 2.051844 1035 1000 1.0000


Min FY: -2.051844 421 1000 1.0000

Max FZ: 7.345957 118 1000 1.0000


Min FZ: -7.345955 1391 1000 0.0000

Max MX: 0.2433636 1035 1000 1.0000


Min MX: -0.2433636 421 1000 1.0000

Max MY: 3.633185 1087 1000 1.0000


Min MY: -2.208567 2131 1000 1.0000

Max MZ: 0.7223563 1035 1000 0.0000


Min MZ: -0.7003163 4572 1000 0.0000

===========================================

Tabela 2 - Saída do GTStrudl dos dados da nervura da laje

Momento positivo (nas nervuras):

Md = 3,6 kNm / nervura

3,6 ×1,4
Kmd = = 0,006
0,6 × (0,25 − 0,025 )² ×30000
Assim,

x = Kx × d = 0,025 × 0,225 = 0,006 m

Como,

0,8 x < hf = 0,05 → Linha neutra na mesa

Então, a armadura pela flexão será:

3,6 ×1,15
As = = 0,37 cm ² / nervura
0,99 × 0,225 ×50

Mas pelo cálculo da armadura mínima:


As MIN = b × h × ρ = 10 × 25 × 0,173 % = 0,44 cm ² / nervura
A armadura adotada é:

As ADOTADO → 2Ø 5,0 mm

Momento negativo (nas faixas):

Figura 14 - Isovalores do momento Mx na laje

Figura 15 - Isovalores do momento My na laje


Analisando os gráficos de isovalores mostrados acima, podemos achar um valor
de momento negativo dimensionaste, excluindo os valores próximos aos apoios que
divergem da realidade pelo fato do pilar ser um elemento de barra. Assim, o
dimensionamento da faixa para o momento negativo é demonstrado abaixo:

Md =14 ,0 kNm / m

14 ,0 ×1,4
Kmd = = 0,013
1,0 × (0,25 − 0,025 )² ×30000

Então, a armadura pela flexão será:

14 ,0 ×1,15
As = = 1,45 cm ² / m
0,99 × 0,225 ×50

Mas pelo cálculo da armadura mínima:

As MIN = b × h × ρ = 100 × 25 × 0,173 % = 4,33cm ² / m

A armadura adotada é:

As ADOTADO → Ø 8,0 mm c/10

Verificação dos esforços cortantes:

Figura 16 - Isovalores do cortante Vx na laje


Figura 17 - Isovalores do cortante Vy na laje

0,3 × 0,7 × 3 302


fctd = = 1,45 MPa
1,4

5,38
ρ= = 0,0021
100 × 25

k = (1,6 − 0,225 ) = 1,37

Vrd1 = [ 0,25 fctd × k × (1,2 + 40 ρ ) + 15σ ] × bw × d

Vrd 1 = [ 0,25 × 1,45 × 1,37 × (1,2 + 40 × 0,0021) ] × 1,0 × 0,225 × 1000 = 143,0 kN / m

Vsd = 30 ,0 ≤ Vrd = 143 ,0

Verificação da flecha:
Utilizando o carregamento no estado limite de serviço, determinaremos a flecha na
estrutura:

Flecha imediata na laje:


Figura 18 - Deformação da laje no modelo estrutural

Flecha diferida no tempo:

fg (t ) = αf × f og = 1,36 ×0,268 = 0,364 cm

∆ξ 1,46
αf = = = 1,36
1 + 50 ρ` 1,07

ξ f = 2,00 p / t > 70 dias


ξ0 = 0,54 p / t =15 dias
ρ = 0,00142

Flecha total:
ft = 0,268 ×0,364 = 0,63 cm

Flecha limite:
A norma NBR-6118 limita a flecha nas lajes conforme cálculo a seguir:

l 600
f lim ite = = = 2,4 cm
250 250
Análise da viga pelo método aproximado
Dimensão da viga:

Cálculo das armaduras nas vigas:


Para efeito de comparação só serão dimensionadas as armaduras para os maiores
esforços:
=========================================
Max/Min Section Forces for all requested members
Units: M KN
Value Member Load Location
------------- -------- -------- ----------
Max FX: 248.3221 1030 1000 1.0000
Min FX: -260.1547 56 1000 1.0000

Max FY: 13.89420 995 1000 1.0000


Min FY: -13.89419 367 1000 1.0000

Max FZ: 88.37926 74 1000 1.0000


Min FZ: -90.83437 998 1000 0.0000

Max MX: 5.998527 394 1000 1.0000


Min MX: -5.998527 714 1000 1.0000

Max MY: 63.23579 1316 1000 0.0000


Min MY: -37.62515 1029 1000 1.0000

Max MZ: 6.114339 995 1000 0.0000


Min MZ: -6.036289 394 1000 1.0000

=========================================

Tabela 3 - Saída do GTStrudl dos dados das vigas 20x60cm

Momento positivo:

Md = 37 ,6 kNm

37 ,6 ×1,4
Kmd = = 0,027
0,2 × (0,60 − 0,025 )² ×30000

Então, a armadura pela flexão será:

37 ,6 ×1,15
As = = 1,55 cm ²
0,98 × 0,57 ×50
Mas pelo cálculo da armadura mínima:

As MIN = b × h × ρ = 20 × 60 × 0,173 % = 2,08 cm


A armadura adotada é:

As ADOTADO →3 Ø 10 ,0 mm

Momento negativo:

Md = 63 ,2 kNm

63 ,2 ×1,4
Kmd = = 0,045
0,2 × (0,60 − 0,025 )² ×30000

Então, a armadura pela flexão será:

63 ,2 ×1,15
As = = 2,63 cm ²
0,97 × 0,57 ×50

Mas pelo cálculo da armadura mínima:

As MIN = b × h × ρ = 20 × 60 × 0,173 % = 2,08 cm

A armadura adotada é:

As ADOTADO →3 Ø 12 ,5 mm

Verificação dos esforços cortantes:

0,3 × 0,7 × 3 302


fctd = = 1,45 MPa
1,4

 fck 
Vrd 1 = 0,25 × 1 −  × fctd × bw × d
 250 

 30  30
Vrd 1 = 0,25 × 1 − × × 0,20 × 0,57 = 0,537 MPa = 537 kN
 250  1,4

Vsd = 90 ,8 ≤ Vrd = 537

Vc = 0,6 × fctd ×bw × d = 0,6 ×1,45 ×0,2 × 0,57 = 0,099 MPa = 99 kN

Vsw = 90 ,8 −99 = 0 kN

Mas pelo cálculo da armadura mínima:


Asw MIN fctm 2,897
= 0,2 × × bw = 0,2 × × 20 = 0,23 cm ² / m
s fyk 50

A armadura adotada é:

As ADOTADO → Ø 5,0 mm c / 20 cm

Verificação da abertura de fissuras:

Será adotado o método simplificado para a verificação da necessidade de analisar a


fissuração:

M 63 ,23
σsd = = ×10000 = 376 MPa
0,80 × d × As 0,8 × 0,57 × 3,69

Pela tabela 17.2 da norma NBR6118 a seguir, como a tensão máxima na bitola de
12,5mm para não ser verificado a fissuração é de 280 MPa. Então para o caso da viga
em estudo, será necessário verificação da fissuração.

Tabela 4 - Tensão máxima na armadura para dispensar a verificação da fissuração

Cálculo da abertura de fissura:

Quando o momento aplicado na estrutura se torna maior que o momento de


fissuração, esta passar a se deformar plasticamente no Estádio II, alterando a rigidez da
peça. Assim, para o cálculo da fissuração foi adotado as seguintes premissas:
Momento de formação de fissuras:

α × fct × Ic 1,5 × 2030 × 0,0036


Mr = = = 36 ,5 kNm
Yt 0,3

α = 1,5 ( para seção re tan gular )

bh ³ 0,2 × 0,6³
Ic = = = 0,0036 m 4
12 12

h 0.60
Yt = h − x = = = 0,30 m
2 2

Md > Mr

Momento de inércia no estádio II:

b 2
x2 + α 2 ⋅ ASs ⋅ x2 − α e ⋅ AS ⋅ d = 0
2

Ecs = 4760 ⋅ fck 2 / 3 = 4760 × 30 2 / 3 = 45957 MPa

ES
αe = = 15 ( item17 .3.3.2 da NBR 6118 : 2003 )
EC

20 2
⋅ x + 15 ⋅ 3,69 ⋅ x − 15 ⋅ 3,69 ⋅ 57 ,5 = 0
2

x2 =15 ,28 cm

b × x23 20 × 15,283
+ α e × As × ( d − x2 ) = + 15 × 3,69 × ( 57,5 − 15,28) = 122446 cm 4
2 2
I2 =
3 3

Taxa de armadura:

20 − ( 2,5 × 2 + 2 × 0,5 + 3 ×1,25 )


eh = = 5,125 cm
2

 5,125 
Acri , ext =  2,5 + 0,5 + 1,25 +  × ( 2,5 + 0,5 + 8 ×1,25 ) = 88,56 cm ²
 2 

Acri , int = (1,25 + 5,125 ) × ( 2,5 + 0,5 + 8 ×1,25 ) = 82 ,88 cm ²


1,23
ρcri = = 0,0148 = 1,48 %
82 ,88

Valor da tensão no aço:

α e × Md × ( d − x2 ) 15 × 6320 × ( 57,5 − 15,28)


σs = = = 32,69 kN / cm²
I2 122446

Cálculo da abertura de fissuras:

 w1
wK ≤ 
 w2
φI σ 3 × σ SI 12,5 32,. + 3 × 32,69
w1 = × SI × = × × = 0,33
12,5 ×ηI ESI f ctn 12,5 × 2,25 21000 0,2896

φI σ  4  12 ,5 39 ,94  4 
w2 = × SI ×  + 45  = × × + 45  = 0,23
12 ,5 ×ηI ESI  ρri  12 ,5 × 2,25 21000  0,0148 

wk = 0,23 mm < wlim = 0,4 mm

6. CONCLUSÃO PARA A ANÁLISE DO PAVIMENTO TIPO

O modelo aproximado se mostrou mais conservador em relação ao modelo


estrutural do GTStrudl. Isso se deve ao cálculo mais preciso e a melhor distribuição dos
carregamentos no pavimento. A tabela a seguir mostra a porcentagem dessa diferença:

Elementos Métodos M+ As+ M- As- V As flecha Fissuração


Aproximado 6.7 0.44 18.7 4.33 22.7 - 0.89 -
Computacional 3.6 0.44 14 4.33 30 - 0.63 -
Laje Diferênça 46.3% 0.0% 25.1% 0.0% -32.2% - 29.2% -
Aproximado 172.8 7.58 227.4 10.61 217.9 0.23 0.89 0.2
Computacional 37.6 2.08 63.2 2.63 90.8 0.23 0.23
Viga Diferênça 78.2% 72.6% 72.2% 75.2% 58.3% 0.0% -15.0%

Tabela 5 - Porcentagem entre os cálculos aproximado e elementos finitos


7. ANÁLISE DA ESTRUTURA SOB AÇÃO DAS CARGAS HORIZONTAIS

O edifício utilizado para análise da ação do vento apresenta 15 andares, totalizando 45


metros de altura. Ele está localizado na cidade do Rio de Janeiro, em uma região com
alta densidade de prédios.

Não linearidade física do material:


Devido a não linearidade física do concreto, quando este é submetido a certos esforços,
considerou-se a rigidez secante para as vigas e pilares da estrutura igual a:

( EI ) SEC = 0,7 × Ec × Ic

Onde,

Ec = 0,7 ×5600 × 30 = 21 .470 ,72 MPa

Carregamento na laje para o Estado Limite Último:

Para o cálculo da armadura da laje foi configurado no programa de análise


estrutural o carregamento no ELU que será calculado automaticamente, conforme
indicado a seguir:

qELU =1,4 × [∑ f G + f Q +ψf q ]


Onde,

Peso do piso acabado = 0,5 kN/m²;


Peso da alvenaria = 5,8 kN/m;
Peso próprio computado automaticamente;
Sobre carga = 2,0 kN/m²;
Ação do vento;
Imperfeições geométricas globais.

Carregamento na laje para o Estado Limite de Serviço:

Para o cálculo da deformação na laje foi configurado no programa de análise


estrutural o carregamento do ELS, que será calculado automaticamente, conforme
indicado a seguir:

qELU =1,0 × [∑ f G +ψ ∑ f g ]
Onde,
Peso do piso acabado = 0,5 kN/m²;
Peso da alvenaria = 5,8 kN/m;
Peso próprio computado automaticamente;
Sobre carga = 2,0 kN/m²;
Ação do vento;
Imperfeições geométricas globais.

Imperfeições geométricas globais:

De acordo com Fusco, o valor do desaprumo foi considerado igual a:

θa = 1 200

Somatório do peso próprio total atuante em cada pavimento:

Cargas das lajes:

q × A = ( 2 + 0,5) × 30 ×18 + ( 0,11 × 25 ) ×15 × 4,82 + ( 0,25 × 25 ) × ( 62 − 4,82 ) = 2381 ,40 kN

Peso próprio das vigas:

b × h ×γ ×l = 0,2 ×0,6 × 25 × 223 ,2 = 669 ,6 kN

Peso próprio das alvenarias:

b ×h ×γ ×l = 0,15 ×3,0 ×13 ×223 ,2 = 1305 ,7 kN

Peso próprio dos Pilares:

b × h ×l ×γ × n = 0,6 × 0,4 ×3,0 × 25 × 24 = 432 ,0 kN

Peso total por pavimento:

∑Nij = 2381 ,4 + 669 ,6 +1305 ,7 + 432 ,0 = 4788 ,7 kN

Forças horizontais provenientes das imperfeições geométricas


Como o carregamento vertical é igual para todos os andares, a força horizontal
resultante em cada pavimento será:

Hi = ( ∑Nij ) / 200 = 4788 ,7 / 200 = 23,95 kN

Esta carga será dividida pela largura da fachada e distribuída por toda extensão
de cada pavimento no modelo tridimensional:

x = Hi / 30 = 0,80 kN / m

y = Hi / 18 = 1,33 kN / m

Ação do vento:

Velocidade característica do vento:

A ação do vento será calculada segundo a norma NBR 6123. A estrutura é uma
edificação residencial (S3=1,0), localiza-se no Rio de Janeiro (V0=35m/s), em terreno
plano (S1=1,0) . Em função da rugosidade do terreno (categoria V) e da dimensão da
edificação (classe B), determina-se S2. . Para simplificar o método, foram consideradas
três faixas de pressão de vento na estritura, e com esses dados foi calculado pela
tabela a seguir a velocidade característica do vento e a pressão dinâmica do vento:

VK q
z (m) S2 (m/s) (N/m) h/b a/b α
15 0,76 26,6 434 2,5 1,7 90˙
30 0,85 29,75 543 2,5 1,7 90˙
45 0,91 31,85 622 2,5 1,7 90˙

ΔpA ΔpB
CpA CpB Cpi (N/m²) (N/m²)
0,8 -0,6 0,2 260 -347
0,8 -0,6 0,2 326 -434
0,8 -0,6 0,2 373 -497

Tabela 6 - Cálculo da pressão do vento no edifício

Onde,
VK = V0 × S1 × S 2 × S3 = 35 ×1,0 × S 2 ×1,0

q = 0,613 ×VK2

∆p = ( Cpe − Cpi ) × q

Os valores de Cpe foram extraídos da tabela 4 (Coeficientes de pressão e de


forma, externos, para paredes de edificações de planta retangular) da NBR-6123.

Tabela 7 - Valores dos coeficientes de atrito na estrutura

A pressão interna na edificação foi considerado Cpi=+0,2 para vento


perpendicular a uma face permeável, de acordo com o item 6.2.5 da NBR6123.

Carregamento linear nos pavimentos:


A tabela a segur calcula o carregamento linear do vento em cada pavimento por
área de influência das cargas:

SA SB
Pavimentos (N/m) (N/m)
15 560 -746
11 ao 14 1119 -1492
10 1048 -1397
6 ao 9 977 -1302
5 879 -1172
1 ao 4 781 -1041
Terreo 390 -520

Tabela 8 - Valores das cargas nos andares por área de influência

Figura 19 - Esquema da distribuição das cargas de vento na estrutura

Pré-dimensionamento dos pilares:

Pilar central mais carregado analisando somente carregamento vertical:


Área de influência do pilar:
A inf = 6 × 6 = 36 m ²
Como,
Cargas das lajes:

q × A = ( 2 + 0,5) × 30 ×18 + ( 0,11 × 25 ) ×15 × 4,82 + ( 0,25 × 25 ) × ( 62 − 4,82 ) = 2381 ,40 kN

Peso próprio das vigas:

b ×h ×γ ×l = 0,2 ×0,6 ×25 × 223 ,2 = 669 ,6 kN

Peso próprio das alvenarias:

b ×h ×γ ×l = 0,15 ×3,0 ×13 ×223 ,2 = 1305 ,7 kN

Então,
Carga no pilar por pavimento:

N =
( 2381 ,4 + 669 ,6 + 1305 ,7 ) × 36 = 240 ,5 kN
30 ×18
Somatório das cargas na base do pilar:

∑N =1,05 ×240 ,5 ×15 = 3787 ,9 kN

Área da seção do pilar:

3788
A= = 0,271 m ² → Pilar ( 40 ×60 )
14000

Pilar carregado levando em conta o binário gerado pelos esforços horizontais:

Área de influência do pilar:


A inf = 6 × 3 = 18 m ²

Carga no pilar por pavimento:


2381 ,4 + 669 ,6 +1305 ,7
N = ×18 = 145 ,22 kN
30 ×18
Somatório das cargas na base do pilar:
∑N =1,05 ×145 ,22 ×15 = 2287 ,3 kN

Resultante horizontal devido a ação do vento:


R = ( 260 + 326 + 373 + 347 + 434 + 497 ) × 30 ×15 = 990450 N = 990 ,5 kN

Força em cada pilar:


Fpi = 990 ,5 / 24 = 41,3 kN

Momento fletor máximo estimado em cada pilar:


 3
Mpi = 1,5 ×  41,3 ×  = 92 ,9 kNm
 2

Momento fletor na base devido ao vento:


M = [ ( 260 + 347 ) × 37,5 + ( 326 + 434 ) × 22,5 + ( 373 + 497 ) × 7,5] × 30 ×15 = 20875723 Nm

M=20875,7kNm

Esforço normal no pilar devido ao binário gerado pelo momento:


 M   20875 ,7 
Nm = ± =  = 150 kN
 6la + 6lb   6 ×18 + 6 × 6 

Esforço normal total:


Nt = Nv + Nm = 1093 +150 = 1243 kN

Área da seção do pilar:


12438
A= = 0,089 m ² → Pilar ( 20 ×45 )
14000

Consideraremos a seção do pilar igual a 40 x 60 cm.


8. MODELO ESTRUTURAL

A seguir será mostrado o modelo estrutural tridimensional do edifício. Os pavimentos


são típicos, conforme já mostrado no item 3.2, em que apresentam as vigas 20x60cm e
as nervuras da laje 10x25cm modeladas por elementos lineares e as placas da laje com
espessura de 5cm, modeladas em elementos finitos. Os pilares apresentam dimensão
40x60cm, exceto na caixa de elevador, onde foi modelado dois pilares parede de
40x300cm, afim de enrijecer a estrutura para melhor contraventá-la.

Figura 20 - Vista do modelo estrutural do edifício em estudo


Carregamento do vento:

Figura 21 - Aplicação da carga de vento na estrutura

Resultado da análise:

Figura 22 - Deformação devido ao carregamento no ELU para vento a 30% e


sobrecarga a 100%
Figura 23 - Deformação devido ao carregamento ELU para vento a 100% e sobre
carga a 30%

Figura 24 - Resultado dos momentos na estrutura


Resumo do deslocamento na estrutura no ELU:

=============================================
* RESULT * MAXIMUM LOAD JOINT *
*========*==================================*
* X-DISP * 0.374965E-01 1,0V e 0,3S 30693 *
* Y-DISP * -0.814096E-03 0,3V e 1,0S 30192 *
* Z-DISP * -0.429140E-01 0,3V e 1,0S 31118 *
=============================================

Tabela 9 – Dados de saída do deslocamento na estrutura no ELU

Resumo do deslocamento na estrutura no ELS:

=============================================
* RESULT * MAXIMUM LOAD JOINT *
*========*==================================*
* X-DISP * 0.140603E-01 ELS 30888 *
* Y-DISP * -0.478218E-03 ELS 30192 *
* Z-DISP * -0.237832E-01 ELS 31118 *
=============================================

Tabela 10 – Dados de saída do deslocamento na estrutura no ELS

Resumo do momento na estrutura no ELU:

=============================================
Max/Min Section Forces for all requested members
Units: M KN
Value Member Load Location
------------- -------- -------- ----------
Max FX: -102.4310 73175 1091 1.0000
Min FX: -5964.808 4846 1090 0.0000

Max FY: 80.07212 73184 1090 1.0000


Min FY: -80.07211 73166 1090 1.0000

Max FZ: 78.32416 73178 1090 1.0000


Min FZ: -111.8651 73181 1090 1.0000

Max MX: 4.382578 4867 1091 1.0000


Min MX: -4.380690 4841 1091 1.0000

Max MY: 138.9872 73178 1090 1.0000


Min MY: -202.2811 73181 1090 1.0000

Max MZ: 136.6976 73166 1090 1.0000


Min MZ: -136.6977 73184 1090 1.0000

============================================
Tabela 11 – Dados de saída do momento na estrutura no ELU
Assim, o os resultados máximos obtidos acima são:

Deslocamento horizontal:
f H = 3,7 cm

Deslocamento vertical:
fV = 4,3 cm

Momentos fletores máximo nos pilares para ação do vento:


M = 202 ,28 kNm M =138 ,99 kNm

Verificação do coeficiente de instabilidade global:

Para a verificação da instabilidade global da estrutura, foi utilizado o modelo de


BECK onde a rigidez da barra engastada foi determinada a partir do deslocamento
gerado pela aplicação da carga distribuída unitária na estrutura, conforme mostrado
abaixo:

Figura 25 - Deformação devido ao carregamento unitário


Resumo do deslocamento:

=============================================
* RESULT * MAXIMUM LOAD JOINT *
*========*==================================*
* X-DISP * 0.155286E-02 80 30799 *
* Y-DISP * 0.108842E-03 80 30816 *
* Z-DISP * 0.798556E-04 80 30205 *
=============================================

Tabela 12 – Dados de saída do deslocamento na estrutura ao carregamento linear


unitário

A de acordo com a tabela 12 acima, a deformação no topo do edifício para o


carregamento linear foi igual a:

∆ = 0,00155 m

Então o valor aproximado do somatório dos valores da rigidez do pilar foi de:

FL 3
(1,0 ×30 ) × 45 3
∑( ECS I C ) =3∆
=
3 × 0,00155
= 587 .903 .225 kNm 2

O parâmetro α de instabilidade global é dado por:

α=L ∑N k
= 45
15 × 4788 ,7
= 0,50 < 0,6
∑( E I )
CS C 587 .903 .225

Como α é menor que 0,6 não foi necessário o calculo do efeito de 2ª ordem na
edificação.
9. VERIFICAÇÃO DOS RESULTADOS

Verificação das cargas verticais:

A seguir foram calculados os carregamentos verticais que foram aplicados à


estrutura, e depois comparados com o relatório de cargas do programa:

Somatório da carga da sobrecarga (2,0 kN/m²):


∑sobrec arg a = 15 × (30 ×15 − 6 2 ) × 2,0 = 15120 kN

Somatório da carga do revestimento do piso (0,5 kN/m²):


∑revestimen to = 15 ×(30 ×15 − 6 2 ) ×0,5 = 3780 kN

Somatório da carga de alvenaria (13 kN/m³):


∑alvenaria = 15 ×228 ×0,15 ×3 ×13 = 20007 kN

Somatório da carga do elemento (0,05cm):


∑laje = 15 ×(30 ×15 − 6 2 ) × 25 ×0,05 = 9450 kN

Somatório da carga do pilar parede (0,4x3,00):


∑pilarpared e = 15 ×2 ×3 ×0.4 ×3 × 25 = 2700 kN

Somatório da carga das vigas e nervuras:


∑membros = 15 ×[( 228 ×0,6 ×0,2 × 25 ) + (1512 ×0,1 ×0,25 × 25 )] = 24435 kN

Verificação das cargas horizontais:

A seguir foram calculados os carregamentos horizontais que foram aplicados à


estrutura, e depois comparados com o relatório de cargas do programa:

Imperfeições geométricas globais:


∑imperfeiçõ esglobais = 15 ×0,8 ×30 = 360 kN

Ação do vento:
∑vento = 32 ,65 kN / m ×30 = 979 ,50 kN

Relatório das cargas resultantes do programa:


A seguir foram calculados os carregamentos horizontais que foram aplicados à
estrutura, e depois comparados com o relatório de cargas do programa:

ACTIVE UNITS M KN DEG DEGC SEC

SUM OF REACTIONS ABOUT COORDINATE X 0.000 Y 0.000 Z 0.000

/---------------------FORCE---------------------//--------------------MOMENT--------------------/
LOADING X FORCE Y FORCE Z FORCE X MOMENT Y MOMENT Z MOMENT

SCARGA -0.3761526E-07 0.1684648E-07 15120.00 226800.0 -142560.0 0.3123245E-06

R.PISO -0.9403815E-08 0.4211620E-08 3780.000 56700.00 -35640.00 0.7808112E-07

ALVENAR -0.1962558E-07 0.8214337E-03 19836.00 297540.0 -178524.0 0.7392802E-02

PIL.PARED -0.5098765E-08 0.1578630E-08 2700.000 40500.00 -12150.00 -0.6447892E-08

C.UNIT -30.00000 0.6266533E-08 0.3703203E-08 -0.1266807E-06 -1251.000 450.0000

MEMBRO -0.6375943E-08 0.4248780E-03 24442.00 243000.0 -147420.0 0.3823749E-02

LAJE -0.4701918E-07 0.2105838E-07 9450.00 283500.0 -178200.0 0.3904064E-06

VENTO -980.5933 0.1211894E-06 0.5218842E-07 -0.2618344E-05 -21196.47 14699.06

IMPGLOBAL -360.00000 0.165163E-08 0.8456203E-08 -0.1266807E-06 -1251.000 8450.0000

Tabela 13 – Dados de saída das cargas aplicadas na estrutura

Verificação da deformada no ELS:


A seguir foram avaliadas se as deformações da estrutura estão dentro da norma:

Deslocamento horizontal máximo:


L 4500
f H = 1,40 cm < f LIM = = = 18 cm
250 250

Deslocamento vertical máximo na laje:


L 600
f H = 2,37 cm < f LIM = = = 2,40 cm
250 250

Deslocamento vertical na laje considerando carregamento de longa duração e


multiplicando pelo coeficiente α = 2 para levar em conta o efeito do tempo:
f H = 2,13 ×2 = 4,26 cm > 2,4 (não satisfaz − deverá aumentarae spessura da laje )

Verificação do pilar:

Carga vertical total calculada pelo programa:


M 1 = 202 kNm M 2 = 139 kNm

Carga vertical total calculada pelo programa:

M =93 kNm

Embora o resultado do momento não tenha sido satisfatório quando comparados,


as dimensões pré-dimensionadas foram satisfatórias.

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LONGO, H. I. – “Projeto piloto para Análise de Laje Cogumelo”, apostila EP-UFRJ,


2008;
LONGO, H. I. – “Dimensionamento das Armaduras Longitudinais de Vigas T”, apostila
EP-UFRJ, 2009
LONGO, H. I. – “Projeto Piloto para Análise das Estruturas sob ação do Vento por um
modelo Tridimensional”, apostila EP-UFRJ, 2008;
LONGO, H. I. – “Ação do Vento em Estruturas de Edifícios”, apostila EP-UFRJ, 2006;
LONGO, H. I. – “Carregamentos atuantes em Estruturas de Edificações”, apostila EP-
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LONGO, H. I. – “Efeitos de Segunda Ordemem Estruturas de Edificações”, apostila EP-
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