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Tribunal de Contas do estado de Goiás e Instituto de Direito Administrativo de


Goiás Pós graduação.

ORIENTAÇÕES SOBRE O CONTEÚDO DO PROJETO DE PESQUISA E


MONOGRAFIA.

ESCOLHA DO TEMA

Seja cauteloso e atento na escolha do tema a ser investigado. Dê


opção por um tema inserido no conteúdo programático da disciplina curso em
que se encontra. Este é o passo inicial para elaborar um trabalho com clareza.
Aproveite da aula de Metodologia científica para desenvolver um
tema, bastando apenas organizar os conhecimentos que estão dispersos e que
foram obtidos ao longo da vida acadêmica e prática de cada discente.
A delimitação do tema é de fundamental importância. Por exemplo,
um aluno (a) deve-se evitar a escolha de temas abertos, porque na maioria das
vezes eles conduzem à superficialidade, o intuito da pós-graduação e promover
o aperfeiçoamento das habilidades dos discentes, o professor (a) não deve
aceitar trabalhos extremamente superficiais. Quando o aluno (a) delimita bem o
tema isto resultará num trabalho positivo, bem feito, porque ele não se verá
diante de uma tarefa materialmente impossível.
O tema deve ser escolhido pelo próprio discente, ou seu grupo. O
professor (a) de metodologia, assim como o professor(a) orientador(a) dará
contribuições e sugestões, mas nunca escolherá o tema pelo aluno. A escolha
pessoal revela a aptidão do aluno(a) pelo assunto a ser desenvolvido.

TÍTULO
O título do trabalho deve apresentar o tema escolhido e o subtítulo,
quando o assunto assim exigir, indicando a delimitação do tema, conforme
apresentado em aulas, slides de metodologia científica.

PROJETO:
Estrutura do Projeto:

Refere-se à descrição completa do planejamento de uma pesquisa


científica, de forma a apresentar seus objetivos, justificativa, bem como a
descrição completa de todas as etapas a serem realizadas durante a execução
2

da pesquisa. O projeto de pesquisa apresenta claramente o objeto de estudo e


as variáveis a serem analisadas, os procedimentos para sua coleta, análise e
comparação. Em projetos experimentais e de estudo de caso, devem estar
definidas as ferramentas estatísticas a serem usadas para o estudo e
comparação das variáveis

MONOGRAFIA JURÍDICA.

A Monografia Jurídica deve ser acompanhada e orientada pelo


Professor Orientador.
O tema a ser abordado possibilita, para sua melhor explanação, de
dados: ou históricos, ou advindos dos princípios constitucionais, ou direito
comparado, ou abordagens diversificadas (espécies, divisões, caracteres, entre
outros, relativos a atividade da prática do estudante), pois o tema pode se
estender nos capítulos de forma melhor sistematizada, detalhando e explicitando
melhor a abordagem do assunto tratado. A monografia possui entre 25 e 55
páginas, de desenvolvimento, desde a introdução até a conclusão.

ESTRUTURA PROVÁVEL

É um esboço do possível sumário do trabalho, que será desenvolvido


na Monografia. Trata-se de um rol de elementos como introdução, capítulos,
seções, conclusão e referências bibliográficas. É uma estrutura provável e não
definitiva. Serve de roteiro que poderá ser seguido, ou não, no desenvolvimento
do trabalho final.

Estrutura TCC na modalidade pesquisa bibliográfica:

a. Capa (obrigatória - conforme modelo)


b. Folha de rosto (obrigatória - conforme modelo)
c. Termo de aprovação (obrigatório - conforme modelo)
d. Dedicatória (opcional – conforme o modelo)
e. Agradecimentos (opcional – conforme o modelo)
f. Epígrafe (opcional – conforme o modelo)
g. Resumo e palavras-chave (obrigatórios - conforme modelo)
h. Listas de abreviaturas; siglas e símbolos, de figuras,de quadros, de
tabelas etc (caso necessário)
i. Sumário (obrigatório - conforme modelo)
j. Introdução (obrigatório - conforme modelo)
k. Objetivos (gerais e específicos dentro da Introdução) (obrigatórios -
conforme modelos)
l. Referencial teórico (obrigatório na Introdução)
m. Considerações finais (obrigatório)
n. Referências bibliográficas e fontes consultadas (obrigatório – conforme
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modelo)
o. Apêndices (caso necessário)
p. Anexos (caso necessário)
q. Glossário (caso necessário)
r. Declaração e autorização (obrigatório)
s. Capa final (obrigatório)

1.FORMAS DE CITAÇÃO: MONOGRAFIA. Desenvolvimento do


Trabalho de Conclusão de Curso.

ATENÇÃO!

A ABNT 10520 (2002) apresenta formas diversas de referências de citações. a


alfabética e, ou autor-data e a numérica.

1.Citações e referências.

As citações, quando feitas, devem indicar a fonte de que foram retiradas,


obedecendo-se as normas determinadas pela ABNT voltadas para uniformizar o
modo de exposição das referências bibliográficas relativas às citações
realizadas.
Para lançar devidamente a referência da citação o aluno se valerá ou do
sistema alfabético ou do sistema numérico. A maneira adequada para se
registrar a referência da citação em cada um dos sistemas será exposta a seguir.
É fundamental ressaltar que se deve escolher um dos dois sistemas e adotar o
escolhido até o fim da monografia.

1.2 Sistema alfabético.

(PREFIRO, como professora, o sistema numérico, item posterior, pois,


é mais específico). Obs: se começar usar um sistema, não pode alternar,
deve manter o sistema escolhido e só este.

Também é conhecido como sistema autor-data. Neste tipo de sistema


de referência, expõe-se a fonte da citação no corpo do texto da monografia, sem
todas as qualificações da fonte. As informações completas da obra citada apenas
serão expostas na bibliografia.
No corpo do texto só se apresentam os seguintes elementos: último
sobrenome do autor, ano de publicação da edição da obra citada e o número da
página de onde se retirou a citação. Tais informações são apresentadas, entre
parênteses, logo após o trecho citado.

Exemplo: “É preciso, contudo, que fique claro que isso não pode ser
entendido como se a democracia fosse um sistema assistencial, que
4

simplesmente visasse a suavizar a miséria da massa trabalhadora, mas há que


ser concebida como um meio de superar essa miséria” (Silva, 1998, p. 138).

OBS: A obra acima citada constará da bibliografia nos seguintes termos:


SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo.15ª ed.
São Paulo: Malheiros, 1998. 864 p.

1.2.1 Dúvidas que podem surgir acerca do sistema alfabético.

A)Se houver mais de um autor com o mesmo sobrenome?

Neste caso, utilizam-se as iniciais dos autores de mesmo sobrenome para


fazer a distinção. No exemplo acima a referência seria feita da seguinte maneira:
(Silva, J.A.,1998, p. 138).

B) Se forem utilizadas duas obras, de um mesmo autor, publicadas no


mesmo ano?
Nesta hipótese, o aluno deve acrescentar, após o ano da obra, letras,
sempre em ordem alfabética, que singularizem a obra citada.

Exemplo: “A rigidez constitucional decorre da maior dificuldade para sua


modificação do que para a alteração das demais normas jurídicas da ordenação
estatal” (Silva, 1998a, p. 47).

“Constitui, também, o suporte da própria eficácia jurídica das normas


constitucionais” (Silva, 1998b, p. 40).

OBS: As obras acima citadas devem ser lançadas na bibliografia da forma


abaixo exposta.

SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo.15ª ed.


São Paulo: Malheiros, 1998a. 864 p.______. Aplicabilidade das normas
constitucionais. 3ª ed. São Paulo: Malheiros, 1998b.272 p.

C) Se forem dois os autores da obra citada?


Neste caso, devem ser apresentados os dois sobrenomes, constando entre
os dois o símbolo “&”.

Exemplo: “A multidão é a verdadeira força produtiva de nosso mundo


social, ao passo que o Império é um mero aparelho de captura que vive apenas
da vitalidade da multidão” (Hardt & Negri, 2002, p. 80).

OBS: Na bibliografia tal obra será apresentada da seguinte maneira:


5

HARDT, Michael; NEGRI, Antonio. Império. 4ª ed.. São Paulo: Record,


2002. 502 p.

D) E quando houver mais de dois autores de uma mesma obra?


Em face desta situação, apresenta-se o último sobrenome do autor que
primeiro aparecer na obra, seguido da expressão “et al.”.

Exemplo: “Os prazos prescricionais sofreram sensível redução no CC em


relação ao CC1916. Trata-se de medida salutar, uma vez que as tecnologias
modernas, empregadas nos meios de transporte e comunicação, aproximam as
pessoas e facilitam o contato entre elas” (Tepedino et al., 2004, p. 394).

OBS: Na bibliografia tal obra será apresentada da seguinte maneira:


TEPEDINO, Gustavo et al.. Código Civil interpretado: Conforme a
Constituição da República. Rio de Janeiro: Renovar, 2004. 790p.

1.2. Sistema numérico.

O sistema numérico se vale das notas de rodapé para o devido lançamento


das referências bibliográficas relativas à citação feita no corpo do texto da
monografia.

Diferente do sistema alfabético, o sistema numérico apresenta todos os


elementos da referência bibliográfica, da mesma forma que se faz na bibliografia
da monografia.

Entretanto, uma referência de uma citação não é a mesma coisa que a


referência apresentada na bibliografia. Enquanto na bibliografia apenas consta
o número de páginas das obras utilizadas, nas referências relativas a citações
feitas no corpo do texto é indispensável apresentar a página (ou as páginas) de
onde se retirou a citação, no lugar do número de páginas das obras utilizadas.

À exceção dessa diferença, as regras para exposição das referências no


momento de apresentação da bibliografia são as mesmas. Deste modo, para
que se realizem devidamente as referências relativas às citações inseridas no
texto da monografia, deve o aluno observar as regras relacionadas abaixo, no
tópico referente à bibliografia, lembrando-se que a única diferença é a citada logo
acima.

Neste momento, apenas serão analisadas as dúvidas mais freqüentes


concernentes ao sistema numérico.

A. É necessário, a cada vez que uma mesma obra for citada, fazer a
referência completa da mesma?
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Resposta:
Não. Exige-se que constem todos os elementos de uma obra somente na
primeira referência em que ela aparecer. Nesse momento devem ser expostos o
nome do autor, o título e o subtítulo da obra, a edição consultada, o local de
publicação, a editora, o ano de publicação e a página onde se encontra o trecho
citado. Após a primeira referência, é necessário constar apenas o nome do autor,
o título (o subtítulo só é exigido caso sua ausência signifique indeterminação da
obra consultada) e a página de onde se extraiu o trecho citado. Ou então o aluno
ainda pode se valer das expressões op. cit., idem, ibidem que auxiliam na
identificação da obra, conforme será exposto a seguir.

B. Como empregar com correção as expressões op. cit., idem, ibidem e


apud?

Ibidem – O termo “ibidem” significa ‘mesmo autor e mesma obra’. Desta


maneira, dele se faz uso quando uma mesma obra de um mesmo autor é citada
duas ou mais vezes seguidas. Ao se usar o termo “ibidem”, deve o mesmo ser
abreviado, de modo a se escrever “ibid.”.

Exemplo: (1) SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional


Positivo.15ª ed. São Paulo: Malheiros, 1998. p. 38.
(2) Ibid. p. 86,
(3) Ibid. p. 187.

Idem – A expressão “idem” significa ‘mesmo autor’. Quando em duas ou


mais citações seguidas o autor das obras citadas é o mesmo, emprega-se o
termo idem, que também deve ser abreviado (id.).

Exemplo: (1) SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional


Positivo.15ª ed. São Paulo: Malheiros, 1998. p 99.
(2) Id., Aplicabilidade das normas constitucionais. 3ª ed. São Paulo:
Malheiros, 1998. P 130.

Op. Cit. (Opus citatum) – Tal termo quer dizer ‘na obra citada’. Pode ser
usado nas ocasiões em que a obra citada já tenha sido anteriormente
mencionada em outra nota, desde que haja notas intercaladas.

Exemplo: (1) ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 18ª ed. São Paulo:
Perspectiva, 2003. p.78.
(2) BITTAR, Eduardo Carlos Bianca. Metodologia da pesquisa jurídica:
Teoria e prática da monografia para os cursos de Direito. 2ª ed. São Paulo:
Saraiva, 2002. p. 161.
(3) ECO, Umberto. Op. cit., p. 115.
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ATENÇÃO!
É preciso cuidado ao utilizar as expressões idem, ibidem e op. cit..
Qualquer mudança no texto que implique o acréscimo de citações pode
levar a equívocos graves nas referências bibliográficas, pois tais
expressões guardam relação com as notas que as precedem. Assim, tenha
cautela para que, por exemplo, uma nota com ibidem não seja a primeira
nota da página, o que ensejaria grande dificuldade para a identificação da
obra que está sendo referenciada. E só devemos trabalhar com estes
termos quando a monografia estiver pronta, evitando novas alterações e
equívocos.

Apud – “Apud” é o mesmo que “citado por”. Trata-se de uma citação


indireta, ou seja, não se consulta a obra do autor citado, mas sim a de outro autor
que veio a se valer de um trecho da obra do autor citado. Deve ser evitado
sempre que possível, pois não raro é sinal de uma pesquisa superficial.

2.Como fazer as referências Bibliograficas?

A bibliografia é o momento no qual o aluno explicita as fontes doutrinárias


utilizadas em sua pesquisa, indicando quais autores e quais obras foram
consultados para desenvolver o tema abordado ao longo da monografia.

Existem regras para que se exponham corretamente as obras que


compõem a bibliografia, regras essas que estão expostas abaixo.

2.1. De Livros.

Se a referência bibliográfica que constar da bibliografia for de uma obra


inteira, deve-se obedecer a seguinte ordem de exposição dos elementos
identificadores da obra:
- Último sobrenome do autor (em caixa alta), demais nomes do autor, nome
da obra (em itálico), edição (se houver sido consultada a primeira edição não se
faz indicação da edição), local de publicação da obra, editora, ano de publicação
e o número total de páginas da obra consultada.
- O nome e o último sobrenome do autor são separados por vírgula. Nos
demais casos, a separação se dá pelo ponto, à exceção do local de publicação
e da editora, que são separados por dois pontos e da editora e do ano de
publicação, cuja separação se dá por vírgula.

Exemplo: CLÈVE, Clèmerson Merlin. A fiscalização abstrata da


constitucionalidade no direito brasileiro. 2ª ed.. São Paulo: Revista dos Tribunais,
2000. 484 p.
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OBS 1: Se a obra contiver título e subtítulo, apenas o título é escrito em


itálico. Além disso, separam-se os dois através de dois pontos.
Ex: FOUCAULT, Michel. A história da sexualidade: A vontade de saber. 14ª
ed.. Rio de Janeiro: Graal, 2001. 152 p.

OBS 2: Se forem dois ou três os autores da obra, os nomes e sobrenomes


dos autores são dissociados por ponto e vírgula.
Ex: HARDT, Michael; NEGRI, Antonio. Império. 4ª ed.. São Paulo: Record,
2002. 502p.

OBS 3: Caso sejam mais de três os autores, indica-se apenas o primeiro,


acrescentandose a expressão “et al.”.
Ex: TEPEDINO, Gustavo et al.. Código Civil interpretado: Conforme a
Constituição da República. Rio de Janeiro: Renovar, 2004. 790p.

2.2 De partes de publicações.

Na hipótese de a obra consultada ser uma parte de uma publicação, deve-


se fazer constar a publicação na qual está inserida tal obra. Essa hipótese pode
ser desdobrada em duas situações diferentes: artigo ou similar publicado em
uma obra coletiva, organizada por alguém, ou um artigo ou similar publicado em
um periódico.

Caso o trabalho citado conste de uma obra coletiva, é fundamental


explicitar o organizador da obra e o título da obra coletiva, além do nome do autor
e do título do trabalho. Também é necessário ressaltar que, ao invés do número
de páginas do artigo, deve-se indicar a seqüência de páginas onde se insere o
artigo na obra coletiva.

Exemplo: CHAUI, Marilena. Público, privado, despotismo. In: NOVAES,


Adauto (Org.). Ética. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 345 – 390.

Em se tratando de artigo publicado em periódico, devem ser inscritas todas


as informações que caracterizem o periódico, além do título do trabalho e da
referência ao autor.
Ex: SGARBI, Adrian. O Estado como ordem normativa. Direito, Estado e
Sociedade: Revista do Departamento de Direito da PUC-Rio. Rio de Janeiro, n.
21, p. 06 – 51, ago./dez. 2002.

2.3 De artigo de jornal.

Artigos de jornal devem ser inscritos na bibliografia com a seguinte


seqüência dos dados que os identificam: último sobrenome do autor (em caixa
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alta), nome e demais sobrenomes. Título. Nome do jornal (em itálico), local de
publicação, página, data de publicação do jornal com o mês abreviado.
Ex: GENRO, Tarso. Orientando o preconceito. O Globo, Rio de Janeiro, p.
7, 14 jan.2005.

2.4 De teses, dissertações ou monografias de fim de curso.

Neste caso, devem constar os elementos abaixo relacionados.


Último sobrenome do autor (em caixa alta), nome e demais sobrenomes.
Título (em itálico): subtítulo (se houver). Local e data da defesa. Total de folhas.
Tese / Dissertação/ Monografia – Instituição onde se defendeu o trabalho.

Exemplo: ROCHA, Maurício. Spinoza, a razão e a filosofia. Rio de Janeiro.


1998. 243 p. Tese (Doutorado em Filosofia) – Departamento de Filosofia da
PUC-Rio.

2.5 De documento retirado da Internet.

Neste caso, é necessário expor onde foi encontrado o documento e quando


se fez o acesso. Os elementos de identificação devem ser expostos da seguinte
maneira:

Último sobrenome do autor (em caixa alta), nome e demais sobrenomes.


Título. Disponível em <endereço da URL>. Data de acesso (dia, mês e ano).

Exemplo: BEVILÁQUA, José Roberto. O direito à vida. Disponível em


<http://www.iasp.org.br>. Acesso em 25 mar. 2001.

2.6 De Jurisprudência.

Qualquer acórdão ou decisão judicial tem de ser identificado com precisão


na monografia. Assim, exige-se que estejam presentes os seguintes dados:
Órgão judiciário, título (natureza do instrumento processual julgado) e número,
relator, local, data da decisão.

Exemplo: STF, ADPF n. 3/QO, Rel. Ministro Sydney Sanches, Brasília, 18


mai. 2000

3. Paginação: Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser


contadas seqüencialmente, mas não numeradas.
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A numeração é colocada, a partir da primeira folha da parte textual, em


algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior,
ficando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha.

Você precisa colocar a referência completa, em notas de rodapé, de leis,


códigos, etc. Veja um exemplo do material disponibilizado Referências, pela
professora Débora Martins:

Exemplo:

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do


Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto: Juarez de
Oliveira. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1990. 168p. (Série Legislação Brasileira).

4.ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO


(FINAIS) DE CURSO

Independentemente do tipo ou modalidade do trabalho de conclusão (final) de


curso, os elementos pré-textuais e seu formato são descritos a seguir, lembrando
que de acordo com o regulamento do curso de Pós-Graduação TCE/IDAG, os
Trabalho s de Conclusão de Curso serão apresentados na modalidade
Monografia final de curso:

4.1 Capa
É obrigatória para monografia e artigo. Seu objetivo é oferecer uma proteção
externa ao trabalho; deve conter os seguintes dados que identificam a obra
e o autor: instituição, curso, título do trabalho, nome do autor, local da
instituição e data. A Figura 1 é uma ilustração de como deve ser elaborado a
capa do TCC.

Observar sempre as réguas da página do seu documento WORD.


Verificando conforme apontado nas figuras abaixo, no quesito espaçamento
em relação a régua em centímetros (cm).

Exemplo: 2 cm ( dois centímetros);


1,5 cm (um virgula cinco centímetros);
8 cm ( oito centímetros).
Verificando as margens superior e inferior, assim como a margem esquerda
e direita.
Por fim, verificar também o espaçamento entre linhas, parágrafos e tópicos,
na parte superior da tabulação parágrafos, ver setas; também no WORD.
11

3 cm

PÓS-GRADUAÇÃO TCE E IDAG


.......

Fonte Times12
centralizado e negrito

TÍTULO DO TRABALHO

Fonte Times 12 centralizado


negrito e letras maiúsculas
NOME DO AUTOR
(parágrafo justificado à direita da página
com os espaços adequados em caixa alta)

GOIÂNIA
DEZEMBRO/2018
2cm – Margem inferior.
Fonte Times 12centralizado
sem negrito, esp. simples

Nome do autor

Figura 4.1. Ilustração de como deve

4.2 Lombada – utilizada nas encadernações, para as capas na


modalidade espiral. A lombada deverá trazer impresso longitudinalmente do alto
para o pé, o nome do autor, o título do trabalho e, se for o caso, os elementos
alfanuméricos de identificação, por exemplo: volume 2 (escrito desta forma: v.
2).

4.3 Folha de rosto e ficha catalográfica – obrigatória. Deve conter


os elementos que identificam o trabalho obedecendo a seguinte ordem: nome do
12

autor, título do trabalho, nota de apresentação, nome do orientador, local da


instituição e data. A Figura 4.2 é uma ilustração de como deve ser elaborado a
folha de rosto.

3 cm

3cm NOME DO AUTOR 2


cm

Fonte Times 12
centralizado
com negrito.

TÍTULO DO TRABALHO

Times 12 centralizado com


negrito, pouco acima do meio da
folha

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Tribunal de Contas do
Estado de Goiás em parceria com o
Instituto de Direito Administrativo de
Goiás, sob orientação do Professor
Dr./Ms (colocar o nome do orientador),
como requisito parcial para obtenção do
certificado de finalização do curso de Pós-
Fonte Arial 12 graduação latosenso.
Centralizado sem
negrito Times 12 sem negrito, recuo de
11cm da margem esquerda.

GOIÂNIA
Dezembro /2018.

2cm

Figura 4.2 Ilustração.

4.4 Folha de aprovação – Deve conter as informações essenciais à


aprovação do trabalho, na seguinte ordem: autor do trabalho, título do trabalho,
subtítulo se houver, instituição e data. Exigida apenas para o trabalho de
conclusão de curso, 4.3 é uma ilustração de como deve ser elaborado a folha de
aprovação.
13

3 cm

3 cm
TERMO DE APROVAÇÃO

NOME DOS AUTORES

TÍTULO DO TCC

Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-Graduação TCE/ IDAG apresentado como requisito para obtenção do Certificado de Conclusão do
Curso, Pós-Graduação (Lato Senso) defendido e aprovado em _____ de ____ de _______ , devidamente avaliado pelos professores de
Metodologia Científica, pelo professor Orientador e pelo Coordenador do Curso e Professor Orientador:

2cm

___________________________________
Prof.(ª) Dr.(ª)/Ms. (nome de Metodologia Científica(a))

_________________________________
Prof.(ª) Dr.(ª)/Ms. (nome do orientador (a))
(Membro)
__________________________________
Prof.(ª) Dr.(ª)/Ms. (nome do Coordenador)
(Membro)

2cm
14

4.5Dedicatória – opcional – é uma homenagem que se faz a


determinada pessoa ou pessoas. Deve ser transcrita na parte inferior direita da
página. Página que não recebe número, mas é contada. A Figura 4.5 é uma
ilustração de como deve ser elaborado a dedicatória.

8cm

3cm

2cm

Fonte Times 12

Dedico estes escritos à


minha mãe pelo apoio e
por compreender os
8cm momentos de ausência

Letras normais sem negrito


e com entrelinhamento de 1,5

4.6 Agradecimentos – opcional. É uma manifestação de


agradecimento a pessoas e ou instituições que efetivamente contribuíram para
a realização do trabalho. Página que não recebe número, mas é contada. A
Figura 4.6 é uma ilustração de como deve ser elaborado os agradecimentos.
15

3cm

AGRADECIMENTOS
(letras maiúsculas, negritadas,
tamanho 12 e centralizadas.
2cm

5cm

Agradeço ao .................pela oportunidade .....

6cm

4.7 Epígrafe
É opcional. Traz um pensamento e, ou, ideia que esteja relacionada com a
gênese do trabalho, seguido do nome do autor. Deve ser apresentada no
meio da folha. A Figura abaixo é uma ilustração de como deve ser elaborada
a epígrafe.

nal ou
espiritual.
16

3cm

8 cm 2 cm

Ponha na mente bem-estar, trabalho e esperança, que são sinais de fortaleza e


despreze o que for tristeza, problematização e desespero, que são sinais de fraqueza.
A mente, se bem dirigida, aperfeiçoa e melhora a vida, eleva você a alturas não
imaginadas e faz jorrar saúde e alegria.

Luidi

(Obs.: Se a epígrafe não ocupar toda a página, o espaço livre da parte superior deve
ser aproximadamente igual na parte inferior. O texto é sem título e sem recuo de
parágrafo, digitado com letras normais, tamanho 12, justificadas, sem negrito e com
entrelinhamento 1,5, no lado direito da página, com recuo esquerdo de 8 cm. A
pagina não recebe número mas deve ser contada).
17

4.8 Resumo

É obrigatório para todas as monografias (trabalhos de conclusão de curso). É


digitado em um parágrafo único, justificado e sem recuo. Não é uma enumeração de
tópicos, mas um texto curto que apresenta uma breve introdução (associada ao
problema que motivou a pesquisa), os objetivos (em frases concisas) e descrição
sucinta da metodologia empregada, os principais resultados e a conclusão resumida.
A linguagem deve ser clara, concisa e direta na terceira pessoa. Sua redação deve
ser a última etapa do trabalho. O texto deve conter entre 150 e 300 palavras no
máximo, com espaço simples. A Figura 4.8 é uma ilustração de como deve ser
elaborado o resumo.

5cm da margem + 3 cm da borda


Resumo
2cm
Resumo

3cm
Disserta-se sobre a nulidade matrimonial no Direito Canônico e no Direito Civil,
a luz do Código de Direito Canônico de1983 e do Código civil brasileiro, que
entrou em vigência em 10 de janeiro de 2003, apresentando preliminarmente as
propriedades essenciais do matrimônio, conceito, motivos ensejadores da
nulidade matrimonial nessas duas legislações; ao final a posição religiosa do
matrimônio trata dos efeitos e do procedimento para obtenção da declaração de
nulidade no Direito Canônico. Considera-se que na Espanha, Itália, Portugal e
República Dominicana, por força de concordata firmada entre o Estado e a Igreja,
a celebração e a declaração de nulidade ditada pelo Tribunal Eclesiástico tem
efeitos civis uma vez atendido o disposto na lei. Apresenta-se proposta para que
no Brasil, assim como os nubentes podem atribuir efeitos civis à celebração
religiosa do casamento uma vez procedendo a habilitação previa ou posterior a
celebração perante o oficial do registro civil através de metodologia …..

PALAVRAS-CHAVE: Matrimônio. Declaração. Tribunal. Nulidade. Impedimento.

2cm
figura 4.8
figura 4.8.

4.9 Palavras-chave: Ao final do resumo devem vir as palavras-chave, separadas


do resumo por uma linha em branco de espaçamento e antecedidas pelo título
PALAVRAS-CHAVE. Cada palavra começa com letra maiúscula e termina com ponto
18

final e não poderão ser usadas palavras contidas no título do TCC. As palavras-chave
deverão ser em um mínimo de três (3) e um máximo de cinco (5). Se houver mais de
uma linha de palavras-chave, essas serão alinhadas abaixo e no início da primeira
palavra-chave.

4.10 Listas – de abreviaturas, de figuras, de ilustrações, de símbolos


e siglas, de tabelas – (opcionais). Devem ser apresentadas na encadernação
sempre em folhas distintas e em ordem alfabética de posicionamento das listas.
Por exemplo: 1º coloca-se a lista de Abreviaturas; 2º a lista de figuras e assim
por diante. A Figura abaixo é uma ilustração de como deve ser elaborado as
listas.

2cm
Tanto
Margem superior
como inferior

LISTA DE ABREVIATURAS
Embrapa Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
TRE Tribunal Regional Eleitoral
3cm

folha separada (seguindo a mesma formatação de lista de abreviaturas).

LISTAS DE FIGURAS
Figura 1. População de brasileiros acima da linha da pobreza 15
Figura 2. Crescimento da economia nacional na década de 1970 16

folha separada(seguindo a mesma formatação de lista de abreviaturas).

LISTA DE SÍMBOLOS E SIGLAS


ONGS Organização não Governamental
LMP Lei Maria da Penha
19

4.11 Sumário

É obrigatório, e deve descrever as principais divisões do trabalho como partes,


capítulos e seções na ordem de sua localização no texto. Não constam do sumário as
partes que o antecedem, mas sim as partes que o sucedem. As características
gráficas e os padrões numéricos adotados no sumário devem ser reproduzidos na
digitação desses itens ao longo do texto. O espaçamento entre os itens deve ser de
dois espaços de 1,5 e entre os subitens deve ser de apenas 1,5 cm. A Figura abaixo
é uma ilustração de como deve ser elaborado o sumário.

5 cm + 3cm (borda)

3 cm SUMÁRIO (Times 12, negrito e centralizado)

2 cm
INTRODUÇÃO 10

1. TÉCNICAS DE LEITURA (caixa alta com negrito) 15


1.1 Elementos (caixa baixa com negrito) 18
1.2 Como ler bem (caixa baixa com negrito) 25
1.3 Como organizar a leitura (caixa baixa com negrito) 31
1.4 Como fazer fichamento (caixa baixa com negrito) 37

2 TIPOS DE CONHECIMENTO E CIÊNCIA


2.1 Introdução (caixa baixa com negrito) 40
2.2 Conhecimento popular (caixa baixa com negrito) 41
2.3 Conhecimento científico (caixa baixa com negrito) 46
2.3.1 Características do conhecimento científico (itálico) 49
2.3.2 Diferença entre conhecimento científico e popular (itálico) 59
2.4 Conhecimento filosófico (caixa baixa com negrito) 56
2.5 Conhecimento teológico (caixa baixa com negrito) 59

CONCLUSÕES (caixa alta com negrito) 64

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (caixa alta com negrito) 70

ANEXOS (caixa alta com negrito) 74

APÊNDICES (caixa alta com negrito) 82

Figura 4.11. Ilustração da forma da elaboração do sumário de um projeto de


pesquisa.
20

5. Elementos textuais que compõem os trabalhos de conclusão de curso:

5.1 Introdução (Projeto de Pesquisa e TCC)

É a parte inicial do texto onde se expõe: a delimitação do assunto tratado, os


objetivos da pesquisa, importância e sua natureza. É uma rápida explanação do que
se vai encontrar a seguir e é por esse motivo que a introdução é a última parte do
trabalho a ser redigida, portanto, o tempo verbal a ser utilizado na introdução deve ser
o presente. O último parágrafo da introdução deverá conter o objetivo do estudo (se o
trabalho for de revisão bibliográfica deverá ser informado juntamente com seu
objetivo). Por isso temos que ter o projeto de pesquisa, bem feiro para apresentarmos
na nossa introdução do TCC.

Independente da modalidade do TCC, deve-se analisar os conhecimentos


existentes (estado atual) sobre o problema e destacar o(s) elemento(s) inovador(es).
Deve ficar claro que o conhecimento acumulado ou as ações até então desenvolvidas
não foram suficientes para o equacionamento do problema.

Todo material bibliográfico utilizado no Projeto de Pesquisa e no TCC deve ser


atual e consistente em relação ao problema. Uma revisão incompleta ou uma
abordagem inconsistente do problema pode desqualificar o TCC, resultando em
desperdício de tempo e de recursos.

Projetos de Iniciação Científica

5.1TÍTULO PROVISÓRIO
É utilizado inicialmente, buscando facilitar o foco do aluno no tema,
objetivos, hipóteses, problemas, justificativas e no primeiro capítulo; pode ser
alterado, a qualquer tempo, até a entrega da monografia para qualificação,
ou mediante correções dos examinadores.

5.2 ESCOLHA DO TÍTULO


É a denominação do estudo, o primeiro ítem a ser analisado pelos leitores
do trabalho.
Deve ser curto, objetivo e ao mesmo tempo indicar o teor ou conteúdo do
trabalho.
Alguns autores sugerem que a elaboração do título deve ser uma das
últimas etapas do trabalho. Outros recomendam que ela seja feita logo no início,
podendo sofrer alterações e ajustes ao longo do trabalho, com a ajuda do
orientador, na medida em que forem melhor definidos os objetivos, objeto e
conclusões do estudo.

5.3. OBJETO DA PESQUISA

ESCOLHA DE UM TEMA (OBJETO)


21

A escolha do tema é uma das fases mais importantes da pesquisa a ser


empreendida e deve ser produto de profunda reflexão e da neutralidade e
isenção do pesquisador no desenvolvimento dos trabalhos.
O tema deve ter caráter geral e vínculo direto com o fato a ser estudado,
pois dele emergirá o problema a ser enfocado pelo pesquisador.
Como ele refletirá a qualidade dos resultados obtidos, o tema escolhido
deve estar relacionado a matéria(s) cujo estudo seja agradável ao pesquisador,
para que o trabalho não se torne cansativo e entediante.
Alguns autores como Estrela (2001) e Gil (1993), sugerem que a escolha
do tema deve levar em consideração os seguintes itens:
• Sua pertinência ao curso em exercício (vai acrescentar algo à
minha formação?)
• O interesse do pesquisador pelo tema escolhido: (sem exageros)
• Sua atualidade (evitar questões já superadas ou exaustivamente
examinadas por outros autores)
• Existência de produção bibliográfica sobre o tema (por meio de
análise e revisão bibliográfica)
• Tempo e esforço que o tema exigirá para seu desenvolvimento (a
escolha do tema deve ser delimitada também pelo tempo viável
para conclusão do trabalho)

5.4 – OBJETIVOS

Os objetivos devem ser a meta final do estudo, o resultado final que se


pretende mostrar ou demonstrar.
Devem ser elaborados ou esclarecidos de forma clara e sucinta, de
maneira que o leitor possa facilmente entender a pretensão do pesquisador.

Alguns autores classificam os objetivos em geral e específicos.

• Objetivo geral: O que se pretende alcançar ao final do trabalho,


significa traçar as principais metas que nortearão a pesquisa;
• Específicos: Divisão ou detalhamento do objetivo geral em vários
objetivos específicos que devem ser atingidos ao final do trabalho.
Seriam os passos dados para se chegar ao objetivo geral, os
resultados esperados até o final do projeto e as ações que o
pesquisador se propõe a executar dentro de um determinado
período de tempo..

Uma boa forma para se definir os objetivos é iniciá-los pelo verbo no


infinitivo: estruturar tal objeto, esclarecer tal coisa; definir tal assunto; procurar
aquilo; permitir isto, demonstrar algo, etc.

Os objetivos devem ser sempre elaborados ou formulados como a


solução de um problema e aproveitamento de uma oportunidade, embora,
22

quando mais genéricos, não assegurem, por si só, o sucesso do projeto pois
podem depender de outras condicionantes.

5.5 JUSTIFICATIVA

A Justificativa num projeto de pesquisa, como o próprio nome indica, é o


convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental ou importante.
O tema” escolhido pelo pesquisador e a Hipótese levantada são de suma
importância, para a sociedade ou para alguns indivíduos.
Deve-se ter o cuidado, na elaboração da Justificativa, de não se tentar
justificar a Hipótese levantada, ou seja, tentar responder ou concluir o que vai
ser buscado no trabalho de pesquisa. A Justificativa exalta a importância
do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a
efeito tal empreendimento.
Deve-se responder sempre à pergunta: Porque executar o Projeto? Neste
sentido, deve-se descrever as razões determinantes do Projeto, os fatores de
motivação que levaram a abordagem do assunto.
Situação atual: diagnóstico do problema que o projeto se propõe a
solucionar. Deve-se incluir uma descrição dos antecedentes do problema,
relatando os esforços já realizados ou em curso para resolvê-lo.
Situação futura: deverá ser descrita a solução proposta para resolver ou
minorar o problema identificado. Demonstrar a importância da execução projeto
no contexto social, científico e tecnológico do país.
Nesta etapa deve-se refletir sobre “o porquê” da realização da pesquisa
procurando identificar as razões da preferência pelo tema escolhido e sua
importância em relação a outros temas. Pergunte a você mesmo: o tema é
relevante e, se é, por quê? Quais os pontos positivos que você percebe na
abordagem proposta? Que vantagens e benefícios você pressupõe que a
pesquisa irá proporcionar? A justificativa deverá convencer que o projeto, tem
importância e relevância. Deve-se encontrar outros autores com trabalhos
semelhantes, mostrando assim o interesse pela comunidade científica.

5.6 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

O problema é a mola propulsora de todo o trabalho de pesquisa.


Depois de definido o tema, deve-se levantar uma questão para ser
respondida através de uma hipótese, que será confirmada ou negada através do
trabalho de pesquisa.
O Problema deve ser identificado ou criado pelo próprio autor e estar
relacionado ao tema escolhido, inclusive por meio de questionamentos para
definir a abrangência da pesquisa a ser feita.
Não há regras para se criar um Problema, mas alguns autores sugerem
que ele seja expresso em forma de pergunta ou descrito como uma afirmação.
23

Na acepção científica, “problema é qualquer questão não resolvida e que


é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento” (GIL, 1999, p.49).
Problema, para Kerlinger (1980, p.35), “é uma questão que mostra uma
situação necessitada de discussão, investigação, decisão ou solução”.
Simplificando, problema é uma questão que a pesquisa pretende
responder. Todo o processo de pesquisa deverá girar em torno de sua solução.
Como muitos fatores influenciam a escolha de um problema de pesquisa,
Rudio (2000) sugere que o pesquisador faça e responda as seguintes perguntas:
• O problema é original?

• O problema é relevante?

• Ainda que seja “interessante”, é adequado para mim?

• Tem possibilidades reais para executar tal pesquisa?

• Existem recursos financeiros que viabilizarão a execução do projeto?

• Tem tempo suficiente para investigar tal questão?

Um problema será relevante em termos científicos quando propiciar


conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, a relevância
refere-se aos benefícios que a solução trará para a humanidade, país, área de
conhecimento, etc.;
Ao escolher determinado problema, o pesquisador deve levar em conta
também a possibilidade de obter prestígio, financiamento ou oportunidade de
emprego.
• O problema deve ser formulado como pergunta, para facilitar a
identificação do que se deseja pesquisar;

• O problema tem que ter dimensão viável: deve se restrito para permitir
a sua viabilidade (se formulado de forma ampla poderá tornar inviável
a realização da pesquisa)

• O problema deve ter clareza: os termos adotados devem ser definidos


para esclarecer os significados com que estão sendo usados na
pesquisa;

• O problema deve ser preciso: além de definir os termos é necessário


que sua aplicação esteja delimitada.

Após revisar a literatura o pesquisador deve identificar qual o problema ou


a questão central do seu projeto, ou seja, em meio ao tema escolhido, a que
questão (ou questões) pretende responder. Quando a questão central estiver
bastante clara para o autor é quase certo que poderá ser redigida de forma
interrogativa. Não é uma tarefa fácil, mas é importante ter sempre em mente que
24

a clara formulação do problema ou da questão central da pesquisa é fundamental


para a estruturação de seu projeto.
Se o pesquisador não consegue formular o problema central da pesquisa
por meio de uma pergunta bem direta, o mais provável é que ele tenha feito uma
discussão insuficiente da produção científica já existente sobre aquele tema. Ou
seja, quando o conhecimento sobre o tema selecionado não foi suficientemente
digerido, vários problemas se superpõem na mente do pesquisador, e suas
tentativas de definir o problema resultam em proposições herméticas, intrincadas
e nebulosas.
Um problema bem formulado é mais importante para o desenvolvimento da
ciência do que sua eventual solução. Mesmo que não solucione, uma
investigação pode ter um grande mérito se abrir, ou pavimentar, um caminho.
Muitas outras pesquisas o trilharão até que o “mistério” seja desfeito, gerando
novas interrogações.

5.7 HIPÓTESES

Singularmente, a hipótese é o sinônimo de suposição. Neste


sentido, hipótese é uma afirmação categórica (uma suposição), que tenta
responder ao Problema levantado no tema escolhido para pesquisa. É
uma pré-solução para o Problema levantado. O trabalho de pesquisa, então,
irá confirmar ou negar a Hipótese (ou suposição) levantada.
As hipóteses são respostas provisórias à questão central ou ao problema
da pesquisa. E é por isso que se diz que elas funcionam como uma verdadeira
bússola para o trabalho do pesquisador, pois seu desafio durante a execução da
pesquisa será o de verificar a validade das “respostas provisórias”, seja para
confirmá-las ou para refutá-las. A(s) hipótese(s) deve(m) ser formulada(s) de
forma afirmativa.
Hipóteses são suposições colocadas como respostas plausíveis e
provisórias para o problema de pesquisa. As hipóteses são provisórias porque
poderão ser confirmadas ou refutadas com o desenvolvimento da pesquisa. Um
mesmo problema pode ter muitas hipóteses, que são soluções possíveis para a
sua resolução. A(s) hipótese(s) deverá(ão) orientar o planejamento dos
procedimentos metodológicos necessários à execução da pesquisa. O processo
de pesquisa estará voltado para a procura de evidências que comprovem,
sustentem ou refutem a afirmativa feita na hipótese. A hipótese define até aonde
se quer chegar e, por isso, será a diretriz de todo o processo de investigação. A
hipótese é sempre uma afirmação, uma resposta possível ao problema proposto.
Para Gil (1991) na formulação de hipóteses podem-se usar as seguintes
fontes:
• Observação;

• Resultados de outras pesquisas;


25

• Teorias;

• Intuição.

5.8 METODOLOGIA

A metodologia indica o caminho e as ferramentas que o acadêmico


utilizará para realizar a investigação. Possíveis caminhos a serem seguidos:

a) MÉTODO DEDUTIVO: parte do geral para o específico, de modo que


a mesma observação realizada num fenômeno genérico vale
para todos os demais fenômenos particulares;

b) MÉTODO INDUTIVO: a partir de um caso particular se extraem


considerações gerais extensíveis aos demais casos
semelhantes, sem necessitar investigá-los todos para comprovar
isto;

c) MÉTODO DIALÉTICO: consiste em confrontar uma proposição


positiva, chamada “tese” com uma negativa, denominada
“antítese”, levando a transformação de ambas na “síntese”;

d) MÉTODO COMPARATIVO: compreende a pesquisa de dois ou mais


fenômenos, não limitada ao relato de suas peculiaridades, mas,
principalmente, mediante o cotejo entre ambos fenômenos, a fim
de identificar diferenças e semelhanças.

5.9 CRONOGRAMA

É a previsão temporal da realização da pesquisa, apresentado de acordo


com o calendário acadêmico 2012, data das avaliações N1 e N2. O cumprimento
do cronograma é fundamental para o êxito e a qualidade do trabalho. A ausência
de tempo, invariavelmente, revela-se o maior adversário do pesquisador.

6 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS DE TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE


CURSO

6.1 Referências (Obrigatória para Projeto de Pesquisa, Monografia e Artigo


científico em todas as modalidades)
26

Devem ser listadas, em ordem alfabética de sobrenome de autor, conforme NBR


6023, apenas as obras citadas no texto. Usar espaçamento simples em uma mesma
referência e um espaço de um e meio entre uma referência e outra. As referências
devem ser alinhadas junto à margem esquerda (não podem ser justificadas).

O título “Referências” não é numerado e deve ser centralizado. A Figura 13


é um modelo de referências contendo todas as fontes citadas no texto.

EXEMPLO:

REFERÊNCIAS

ARAUJO, U. A. M. Máscaras inteiriças Tukúna: possibilidades de estudo de


artefatos de museu para o conhecimento do universo indígena. 1985. 102 f.
Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais)–Fundação Escola de Sociologia e
Política de São Paulo, São Paulo, 1986.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informações e


documentação: referências: elaboração. Rio Janeiro. 2002.

CERVO, A.L.; BERVIAN, P.A. Metodologia científica: para uso dos estudantes
universitários. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1978. 144 p.

DIEZ, C. L. F.; HORN, G. B. Orientações para elaboração de projetos e


monografias. Petrópolis: Vozes, 2005. 124 p.

LIMA, A. B. A. Estudos de usuários de bibliotecas: aproximação crítica. Ciência da


Informação, Brasília, v. 21, n. 3, p. 173-185, set. 1992.

ROMANO, Giovanni. Imagens da juventude na era moderna. In: LEVI, G.; SCHMIDT,
J. (Org.). História dos jovens 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 7-16.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento


Ambiental. Estudo de impacto ambiental – EIA, Relatório de impacto ambiental –
RIMA: manual de orientação. São Paulo, 1989. 48 p. (Série Manuais). Figura 13.
Modelo da seção de Referências (lista completa das fontes citadas no texto, em ordem
alfabética).

6.2 Apêndice

É uma parte opcional e complementar do trabalho elaborado pelo autor. Por


exemplo: suponha que tenha sido aplicado um questionário para levantar dados
27

sobre o problema de pesquisa. Este questionário não deve ser incluído no corpo
do texto, mas no final do trabalho, no Apêndice. Cada apêndice leva uma letra
maiúscula, em ordem alfabética e respectivo título (que deve ser autoexplicativo).
Os apêndices devem iniciar em folhas separadas.

6.3 Anexos

É também um elemento opcional e complementar ao texto. A diferença em relação


ao apêndice é que, o anexo não é elaborado pelo autor (uma imagem de satélite,
um mapa, uma lei etc.). Assim como o apêndice, o anexo é identificado por letra
maiúscula, em ordem alfabética, seguida do título. Os anexos devem iniciar em
folhas separadas.

6.4 Glossário

É definido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002c) como “uma


relação de palavras ou expressões técnicas utilizadas no texto, de uso restrito ou
de sentido obscuro seguidas das respectivas definições”.

6.5 Capa final

É obrigatória, para projetos de pesquisa, monografias e artigos científicos. É uma


folha em branco colocada ao final do trabalho.

BONS ESTUDOS!
Atenciosamente,
Professora Débora Martins.
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