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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO

CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA

ANANDA RAQUEL GALVÃO DE SANTANA MALTA


IGOR TEIXEIRA VIANA
LIZ GUIMARÃES SANTANA
LOUISE MURICY DA SILVA LOPES
MATHEUS SALUSTRIANO DA SILVA
RICARDO VINÍCIUS SIMÕES VIEIRA

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: CROMATOGRAFIA EM COLUNA

Relatório desenvolvido após aula prática de


Farmacognosia, para fins de consolidação e
avaliação dos conhecimentos adquiridos.

Petrolina
2018
1 PROCEDIMENTO GERAL

Amostra: Extrato etanólico bruto de Morus nigra L.


A. Pesar a amostra a ser utilizada (amostra de 500 mg);
B. Pesar a sílica em béquer (41,333 mg);
C. Montar o aparato (coluna, garras e suporte) para verificar altura;
D. Retirar a coluna e inserir, com ajuda de um bastão, um chumaço de
algodão em seu interior e colocá-la novamente no suporte;
E. Inserir a fase estácionária em solvente adequado (sílica – hexano);
F. Empacotar a fase estacionária, com a ajuda de funil e bastão;
G. Aplicar a amostra solubilizada em solvente adequado com pipeta de
Pasteur de vidro, fazendo a adsorção da amostra anteriormente;
H. Fazer a eluição com solventes adequados (sílica – sistema crescente de
polaridade);
I. Coletar as frações obtidas em frascos de penicilina de aproximadamente
10 mL.
J. Fazer CCDA das frações obtidas.

As placas utilizadas eram compostas por alumínio e sílica.

Figura 1: Amostras utilizadas.


Preparação da cuba cromatográfica: A cuba cromatográfica é o recipiente
com tampa removível onde a placa fica contida e é realizada a separação. O
nível do solvente colocado na cuba fica abaixo dos pontos de aplicação das
amostras. Durante a ascensão do solvente o sistema ficou fechado para que a
atmosfera ficasse saturada pelo vapor do solvente, isso é importante pois se
aberto o sistema o solvente poderia evaporar para saturar a atmosfera e
equilibrar o sistema liquido-gasoso, e produzir variações nos resultados.
Figura 2: Eluição do solvente na placa em cuba cromatográfica.

A placa cromatográfica foi retirada da cuba somente quando o solvente


atingiu um limite pré-determinado na parte superior da placa. Observe na
imagem as posições de cada ponto, a seta aponta para o composto denominado
A13.
Os locais percorridos pelos compostos são perceptíveis por conta da
coloração de cada um, no entanto, para obter uma melhor análise utilizamos um
procedimento que consiste na visualização através de lâmpadas de raio UV, com
comprimentos de onda medindo 365nm UV-A e 254nm UV-C, respectivamente,
esse método baseia-se na utilização de substâncias fluorescentes misturadas à
sílica durante a preparação das placas, possibilitando a revelação dos
compostos em câmaras de luz ultravioleta.

Figura 3: Placas de sílica após a eluição do solvente.

Nota-se que a amostra A13 teve muita afinidade pela sílica e não
percorreu a placa. Acredita-se que isso se deva ao fato de que o solvente
utilizado para percorrer a placa foi o mesmo utilizado para realizar a separação
dessa amostra na coluna.

Figura 4: Placas de sílica após exposição à radiação UV-A e UV-C

As amostras obtidas nas placas foram submetidas a um aquecimento em


uma placa a 130°C, durante o processo foi observado o surgimento de uma
coloração marrom na amostra, isso é explicado pela presença do revelador
denominado de Vanilina sulfúrica, no entanto, por um descuido, retiramos as
placas antes do tempo determinado de dez minutos, dessa forma,
impossibilitando melhores discussões sobre os resultados.