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A ORELHA DIREITA DE MALCO TEXTO DE JOÃO 18:10 E LEVÍTICO 8:24

Acontecimento que ocorreu na época do Novo Testamento, no jardim do Getsêmani, no


momento da prisão de Jesus Cristo.

1. Resumo

Este trabalho consta de uma pesquisa sobre a questão de um acontecimento que ocorreu na
época do Novo Testamento, no jardim do Getsêmani, no momento da prisão de Jesus Cristo,
que, ao ser abordado pelos soldados romanos teve a interferência de um de seus discípulos,
Pedro, que ao sacar de uma espada veio a cortar a orelha de um membro daquele grupo, e
cujo membro era um servo do sumo sacerdote. Por que o autor especifica que foi a orelha
direita e não disse que era apenas a orelha e por que o servo do sacerdote estava no momento
da prisão, o que isso representava para aquele homem na pretensão de querer ser sacerdote
entre outras situações envolvidas serão analisadas. Como era a carreira dos sacerdotes e os
requisitos que envolvia a separação para esse oficio com seu ritual criterioso que passava
pela orelha direita. A história sintetizada dos personagens envolvidos naquela cena e ações
precedentes nas questões consequentes no espaço do jardim e como esse fazia parte do
ministério de Jesus. Qual é a aplicação possível para os cristãos no século XXI em referência
a esse fato acontecido há muito tempo atrás, são situações também contempladas. Além de
uma possível harmonia dos fatos.

2. Introdução

As histórias da Bíblia Sagrada a cada dia trazem muitas lições aos que se debruçam sobre
ela. Como está escrito em Romanos 15.4: "Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso
ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança”.
Tanto no Antigo como no Novo Testamento servem para algum aprendizado, se não for para
colocar em prática é para apontar o que não se deve fazer.

Alguns acontecimentos passam despercebidos pelo leitor chamado de the flash1,como é o


caso relatado pelo evangelista e apóstolo João em seu livro no capitulo dezoito e versículo
dez. O peixes maiores estão em águas profundas e é preciso esforço para pescá-los, da
mesma forma a iluminação espiritual não vem simplesmente com uma leitura superficial dos
escritos bíblicos. É necessário estar no Salmo numero um onde diz sobre a meditação na
Palavra de dia e de noite. A máxima secular que diz que quem lê sabe mais também serve
para a leitura da Bíblia. E não somente ler, mas ouvir e colocar em prática seus
ensinamentos sagrados e espirituais.

O fato relatado por João traz um significado para vida de pessoas na atualidade, no que
tange a aplicação prática da palavra. No entanto, a significação real e contundente se
encontra mesmo é na vida do personagem principal envolvido no evento. Poderia ser um ato
isolado e sem significação se o escritor não tivesse qualificado e especificado os detalhes do
ocorrido. Certamente traz uma importância ao texto e conhecimento do Filho de Deus em
seus atos de misericórdia com os projetos de sonhos particulares das pessoas, por mais que
seja um desconhecido.

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Os personagens envolvidos no evento tinham seus históricos e suas qualificações, ali
também tinha uma carga emocional muito elevada, pois, um fato desenrolava de uma forma
muito melindrosa, afinal estava sendo cumprido um mandado de prisão sobre uma pessoa
que era muito popular e querida das multidões. Não seria fácil executar uma prisão dessa
forma, por isso a necessidade de um grande grupo de pessoas. Com se diz no meio policial
que é necessário mostrar força para não usar a força. Cada pessoa do evento tinha um lado a
defender, do lado de Jesus estavam os seus discípulos e do outro lado os cumpridores do
mandado e no meio deles uma pessoa de nome Malco, que a Bíblia chama de servo do sumo
sacerdote e que no calor da emoção é atingido por um dos defensores de Jesus, e tem uma de
suas orelhas atingidas.

O fato de ter a orelha cortada seria comum, principalmente por um golpe de espada, no
entanto o apóstolo João deixa muito claro ao descrever o fato, que era a orelha direita que
sofreu o dano, talvez o golpe não fosse para cortá-la, mas decepar o seu pescoço, pois ele
fazia parte da comitiva. A orelha direita implicaria muitas coisas que envolvia a vida do
servo Malco. Ele era um servo e um dia poderia ser um sacerdote e isso só seria possível se
tivesse a orelha direita.

O homem que estava com a espada, Pedro, tinha seus motivos para fazer aquilo, os soldados
também possuíam os motivos e estavam cumprindo ordens, o traidor era aquele por quem
viria o escândalo a fim de cumprir as Escrituras, mas dois personagens tem um significado
mais importante: o personagem do milagre e aquele que realiza o milagre. A ocupação
daquele que fez a orelha do primeiro ser humano foi o de restituir o que se havia perdido, o
perfeito homem deixando o servo perfeito novamente.

O lugar era apropriado, pois Jesus o conhecia muito bem, o jardim do Getsêmani (prensa de
azeite), pois alegoricamente dizia muita coisa sobre o objetivo do Filho de Deus para a
humanidade. Os objetos usados também trazem lições a serem observadas, inclusive na
questão de estar no seu devido lugar na hora e no motivo certo para que lições fossem
aprendidas.

Não era fácil ser sacerdote, pois o ritual era muito complexo e cheio de detalhes que
passavam por questões éticas e físicas e o milagre realizado por Jesus teve a sua importância
na vida desse homem e sendo o ultimo milagre antes da crucificação.

O texto de João diz: “Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o
servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco”. “3. 1
joão 18.10”

Jesus encontrava-se em um jardim chamado de Getsêmani com onze de seus discípulos e


estava ali em oração, como é registrado nos evangelhos, depois de realizar a oração chama
os seus discípulos para se retirar dali, no entanto enquanto ele ainda falava se aproximou
uma multidão trazida por Judas Iscariotes, que conhecia aquele lugar, acompanhada dos
principais dos sacerdotes, capitães do templo e anciãos, com o objetivo de prendê-lo. Os que
estavam com Jesus lhe perguntaram se devessem feri-los a espada, e um deles, chamado
Pedro tira a espada e corta a orelha direita de um dos servos do sumo sacerdote Caifás, no
momento que Jesus dá uma ordem para deixá-lo e aproxima do homem e toca na sua orelha
ocasionando o estancamento do sangramento e a curá-lo.

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O fato também é registrado nos outros três evangelhos: “E eis que um dos que estavam com
Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe
uma orelha”(Mt 26.51); Marcos diz “E um dos que ali estavam presentes, puxando da
espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe uma orelha (14.47)” e Lucas escreve:
“E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita”(22.50).

Observando os textos mencionados vê-se um complementando ao outro. Mateus e Marcos


diz que foi uma orelha sendo que Lucas e João complementa que foi a orelha direita.
Marcos, Mateus e Lucas diz que foi um dos que estavam com Jesus que executou o golpe na
orelha e João apresenta o nome dele, que é Simão Pedro. Os três evangelistas dizem que
quem foi ferido era um dos servos do sumo sacerdote, sendo que João diz que o nome dele
era Malco.

Outra coisa a ser analisada é que todos os evangelistas não dizem que a orelha foi decepada,
mas diz que “cortou-lhe a (uma) orelha”, podendo até trazer a um entendimento que seria o
ato de tirar a orelha fora da cabeça. No entanto o evangelista Lucas tira essa dúvida no
versículo 51: “Mas Jesus acudiu, dizendo: Deixai, basta. E tocando-lhe a orelha, o curou”. O
texto é claro ao dizer que Jesus tocou a orelha e o sangramento foi estancado.

3.1 Os Personagens

Vários personagens concorreram para o acontecimento, aqueles que estavam no ambiente e


os que chegaram: Jesus estava acompanhado de onze dos seus apóstolos, faziam parte do
primeiro; Judas Iscariotes, o servo do sumo sacerdote de nome Malco, os principais dos
sacerdotes, os capitães do templo e vários anciãos, além de uma multidão, faziam parte do
segundo.

Cada personagem teve sua participação especifica: a multidão com varapaus, os capitães do
templo com a força, os principais dos sacerdotes sobre ordem de cumprimento do mandado
de prisão, os ancião como participantes como membros de autoridades, os dez apóstolos
perguntaram se deviam ferir os opositores, Pedro para cortar a orelha do Malco, e Malco
para ter a orelha cortada.

3.2 O lugar do evento

João diz que o lugar ficava do outro lado de um ribeiro chamado Cedron, onde havia um
jardim, sendo que Mateus apresenta dizendo que era o Monte das Oliveiras e especifica o
lugar da oração em que Jesus suou gotas de sangue ao orar em agonia e pedir por três vezes
que passasse o cálice, ele o chama de Getsêmani, que significa ‘prensa de azeite’.

Esse era um lugar muito conhecido por Jesus e seus discípulos (Jo 18.2) e também era onde
Jesus dormia muitas vezes (Lc 21.37). Nesse mesmo monte os discípulos viram a ascensão
de Jesus e ouviram as palavras dos anjos ao dizer que da mesma forma que ele havia subido
ele também voltaria. E também é mencionado no livro do Apocalipse que o mesmo vai se
fender ao meio para a libertação de Israel. Atualmente tem um cemitério ao pé desse monte
em Israel baseado nessa esperança.

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3.3 Os Diálogos

Algumas falas estão envolvidas entre os personagens, João revela que Jesus foi quem
começou o diálogo perguntado a quem buscais e por duas vezes, sendo que na primeira os
opositores recuaram e caíram por terra, logo permitindo ser preso, apenas rogou que
deixassem ir aqueles que com ele estavam, sendo que após Pedro ter cortado a orelha de
Malco é repreendido por Jesus mandando-o colocar de novo a espada na bainha e
perguntando a Pedro que não beberia ele o cálice que o Pai lhe tinha dado?

Lucas apresenta Judas aproximando-se de Jesus e o beijando e sendo perguntado por Jesus:
“Judas, com um beijo traís o Filho do homem?” Sendo que em seguida os discípulos lhe
perguntaram se devessem ferir os opositores, momento em que Pedro arranca da espada e
feri o servo do sumo sacerdote, ato contínuo, Jesus manda parar e repreende a multidão
sobre a oportunidade que tiveram para prendê-lo e não fizeram em outros momentos.

Marcos já diz que Judas antes de beijar disse a palavra Mestre, te saúdo, momento que
manietaram Jesus, ao ponto que Pedro veio a ferir o servo Malco. Já Mateus coloca Jesus
dizendo e chamando Judas de amigo, imediatamente após receber o beijo e declara que ele
foi preso e Pedro usando a espada desferiu o golpe na orelha direita de Malco sendo
repreendido por Jesus fazendo-o o lembrar da lei que os que lançam mão da espada, a
espada perecerão, e fala para Pedro que se ele quisesse poderia pedir ao Pai doze legiões de
anjos e o Pai o livraria.

3.4 Os Preparativos

Os discípulos de Jesus não andavam armados, no Evangelho de Lucas 22.36-38 Jesus diz:
“... e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma e os discípulos lhes disseram:
Senhor eis aqui duas espadas. Respondeu-lhes: Basta. tudo para cumprir as Escrituras (Mt
26.54). Tinha uma orelha para ser cortada e uma espada precisava estar preparada e na mão
da pessoa certa, isto é Pedro. Jesus mandou conseguir a espada para um determinado fim,
não era para se defender dos inimigos, observa-se que os que com ele estava perguntou se
deveriam ferir os opositores. Jesus sabia que Pedro desferiria um golpe e se não tivesse
interpelado talvez Pedro matasse o servo do sumo sacerdote e consequentemente seria preso
e também morto. Jesus precisava de Pedro vivo.

Outra questão era a pessoa do traidor. Judas conhecia o local onde Jesus comumente ia orar
e assim levou as pessoas até aquele lugar. O servo do sumo sacerdote também tinha que
estar naquele lugar para ser alvo do milagre. E a espada só podia estar nas mãos de Pedro, o
homem que Satanás pediu para cirandar com ele. E tinha que ser a noite, pois seria muito
difícil prender Jesus no meio da multidão que andava por ele, certamente um motim teria
sido iniciado. Deus fez tudo da maneira correta, tudo no tempo certo.

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4. 2 levitico 8.24

Assim está escrito em Levítico capítulo 8 e versículo 24: “Moisés também fez chegar o
filhos de Arão, e pôs daquele sangue sobre a ponta da orelha direita deles, e sobre o
polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito; e Moisés espargiu o
restante do sangue sobre o altar em redor”. Esse é um texto de realização da ordem que
foi expressa por Deus a Moisés previsto no livro do Êxodo 29.20, nesse, Deus ordena o
ritual, mostrando a sua origem e a sua forma de realização, naquele é o ato sendo realizado.

4.1 O Ritual

O ritual na separação do Sumo sacerdote e sacerdotes eram bastante complexos envolvia


várias etapas minuciosamente observadas, na responsabilidade de acarretar a maldição e a
morte, se não seguidas as regras na íntegra. Essas regras foram estabelecidas por Deus e
tinha propósitos específicos, alguns são mencionados com clareza no texto bíblico, outros
precisam de uma busca maior para saber o que estava envolvido em determinado ritual, mas
a maioria do significado vem expressa no texto “porque eu, o Senhor, que os santifico, sou
santo.” Deus é único e ele queria que o povo dele fosse único e para isso deveria ter uma
forma única em seus rituais, a fim de que houvesse separação e distinção de Israel e dos
povos que iriam conhecer, principalmente na nova terra que iriam tomar posse.

O capitulo oito de Levítico e Êxodo 29 trazem os detalhes sobre como deveriam ser
realizados o ritual em caráter perpetuo.

4.1.1 Os Elementos

Vários elementos vivos e outros materiais eram usados para que os sacerdotes
administrassem o sacerdócio: um novilho, dois carneiros sem mancha, pães, bolos e
coscorões (espécie de bolachas) todos sem fermento e colocados dentro de um cesto, além
do óleo da unção. Esses eram usados no ritual, sendo que tinha as roupas para serem
colocadas nos sacerdotes: túnica, manto, tiara, mitra, éfode, coroa, peitoral. Algumas eram
específicas do sumo sacerdote.

Havia a presença de Moisés e Arão com seus filhos e também de toda a congregação que
permanecia fora da tenda. O lugar destinado para o ritual era o recém-inaugurado
tabernáculo com todos os seus móveis e utensílios. É mencionado no ritual o altar de bronze
e seus utensílios, o lugar santo (Ex 29.31) e a bacia (Lv 8.11).

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4.1.2 A Dinâmica

Primeiramente Moises deveria estar portando de todo o material a ser utilizado no ritual,
também convocar todo o povo à porta da congregação e depois trazer Arão e seus filhos à
porta da congregação e lavá-los com água para que pudessem receber as vestes a ele
designadas. Na sequência Moisés veste a roupa do Sumo Sacerdote com todos o seu
ornamento.

Nesse momento do ritual, Moisés se torna para o tabernáculo e de posse do óleo da unção
unge o tabernáculo e tudo o que nele havia fazendo a consagração dele a Deus (Lv 8.10), ato
continuo e com o mesmo óleo esparge sobre o altar de bronze por sete vezes. Terminado
essa etapa ele derrama do óleo sobre a cabeça de Arão. Durante esse momento os filhos de
Arão estavam aguardando até serem chamados por Moisés e serem vestidas de suas vestes
específicas. Observa-se que somente Arão recebe a unção com o óleo santo e os seus filhos
não são ungidos da mesma forma. Isso traz uma ilustração sobre o verdadeiro Sumo
Sacerdote que ainda viria. A regra era que tudo o que fosse ungido com o óleo santo se
tornava santo e somente o Sumo Sacerdote poderia entrar na presença de Deus no Santo dos
Santos.

Nesse momento é trazido o novilho perante Moisés, esse novilho era chamado de oferta pelo
pecado de Arão e seus filhos. Arão e seus filhos são convidados a colocarem suas mãos
sobre a cabeça do novilho, isso representava a identificação deles com o novilho. Pois
quando um sacerdote pecasse, o pecado chamado pecado da ignorância, deveria assim
proceder. Após ter imolado o novilho, pega do seu sangue e coloca nos quatro chifres do
altar de bronze. Levítico quatro nos revela que esse ritual era mais prolongado quando feito
pelo sacerdote, talvez aqui foi reduzido devido ter feito por Moisés, no referido capítulo é
mostrado que o sacerdote deveria pegar do sangue e levá-lo para dentro da tenda da
congregação e colocar nos chifres do altar de incenso além espargir por sete vezes diante do
véu do santuário.

O resto do sangue é derramando na base do altar de bronze, para purificá-lo. Moisés coloca
sobre o altar as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins com sua gordura e faz a primeira
oferta queimada. Queimando o restante, o couro, os excrementos e a carne, fora do arraial,
sendo sacrifício pelo pecado (Ex 29.11) Observa-se que na oferta queimada somente partes
do novilho eram aproveitadas e das partes internas. Se isso faz uma alusão à questão de
Cristo ter sido morrido foram da cidade santa é uma questão alexandrina. É sabedor que
Cristo foi o sacrifício pelos nossos pecados e fazendo a comparação com esse ritual fica até
estranho que Cristo é comparado a elementos espúrios, principalmente o esterco.

A seguir chega o primeiro carneiro, para a oferta do holocausto, e o mesmo ritual da


imposição de mãos é repetido, sendo que dessa vez todo o carneiro é queimado, começando
pela cabeça, os pedaços e a gordura e depois as entranhas e as pernas, sendo todo queimado,
era a oferta de aroma agradável ao Senhor.

O próximo e último carneiro é o que mais interessa a esse trabalho. Era chamado de o
carneiro da consagração que depois do ritual das mãos foi imolado por Moisés e com parte
de seu sangue Moisés unge a orelha direita de Arão, o polegar da mão direita e o polegar do
pé direito. Após faz chegar os seus filhos e repete o mesmo ritual. O resto do sangue foi
derramado ao redor do altar. Moisés pega a cauda, a gordura, o redenho do fígado, os rins, a
coxa direita e coloca sobre as mão de Arão e seus filhos juntamente com um bolo, um pão e

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um coscorão sobre a coxa direita do carneiro, essa oferta é movimentada , chamada de oferta
movida, que após foi queimada no altar como aroma agradável.

O peito era retirado e dado a Arão e seus filhos para que depois de assado no lugar santo (Ex
29.31)devia ser comido diante de todo o povo que estava a porta da congregação e o restante
deveria ser queimado com fogo. Mas antes disso Moisés pegou do óleo da unção e espargiu
sobre Arão e suas vestes, bem como de seus filhos e suas vestes. Vê-se que aqui os filhos de
Arão não foram ungidos com o óleo, mas apenas espargido sobre eles. E os ungidos não
poderiam sair dali durante o espaço de sete dias consecutivos.

Como se pode observar não era um simples ato, mas envolvia um comando pré ordenado por
Deus, o serviço sacerdotal era a maneira que Deus utilizaria para que ele pudesse habitar
com o seu povo, pois a promessa dele a Moisés que habitaria com o povo dele e um
conjunto de regras tiveram que ser criados, o que na Teologia é chamado de lei de Moisés.

5. O caso de malco

A Bíblia não fala mais desse homem chamado Malco, além dos textos nos quatro
evangelhos no Novo Testamento, sendo que é especificado que ele era um servo do sumo
sacerdotes e apenas o apóstolo João cita o seu nome. Ele fazia parte da comitiva que foram
ao Getsêmani para aprisionar Jesus, certamente a mando do sumo sacerdote da época que se
chamava Caifás.

O fato de apenas João ter citado o seu nome leva a uma conjectura da omissão do nome de
Pedro e do servo, devido Pedro ainda estar vivo no momento da escrita dos outros três
evangelhos, isso fora feito a fim de proteger Pedro. Pois se sabe que o livro de João fora
escrito o mais anterior nos anos 70 d.C. e que em 89 e 90 já circulavam na igreja. E que
nessa data Pedro já tinha sido martirizado em Roma no ano de 67 d.C.

Muitas pessoas poderiam ser atingidas pelo golpe certeiro de Pedro, no entanto, esse homem
foi o alvo da primeira espadada. Sendo que era o suficiente, pois em Lucas Jesus repreende a
Pedro dizendo que bastava e que deixasse, talvez Pedro iria continuar até matar o servo do
sumo sacerdote. Em Mateus, Jesus além de chamar a atenção de Pedro, mandou que
colocasse a espada de novo na bainha e lembrou-o um dos princípios dito por Deus a Noé:
“Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu.” (Gn 9.6)
ratificando com as palavras que todos os que lançam mão da espada, a espada perecerão
(26.52).

5.1 Orelha: cortada ou ferida?

Uma questão a ser analisada é sobre a orelha de Malco se ela foi cortada ou se foi apenas
ferida com um corte da espada de Pedro. Os quatro evangelistas usam o termo cortou-lhe e
cortando-lhe, dando a entender que a orelha de Malco foi decepada e que caiu no chão e
nessa cena, possivelmente grande quantidade de sangue deve ter saído da cabeça de Malco.
O dicionário Glosbe diz que a palavra grega κόψτε usada para “cortou-lhe” significa corte,
no sentido de cortar a cabeça, isto é, tira-la fora do pescoço. Que vem do termo αποκόψει
que significa cortar fora.

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No entanto, o único texto que relata sobre a cura do servo está registrado no livro de Lucas
onde diz: “e tocando-lhe a orelha, o curou (22.51b). No grego o termo tocou vem do
correlato tocados ou tocar (άγγιξε) que significa encostar em algo. O texto bíblico também
não expressa que Jesus se abaixou para pegar a orelha cortada para colocá-la em seu lugar.
Pode-se imaginar o ambiente do jardim sendo iluminado por tocha e naquele alvoroço
alguém procurando a orelha de Malco no chão misturado com sangue e terra. E trazendo-a
para Jesus colar no seu lugar. É uma coisa pouca improvável de ter acontecido. O certo é
que Jesus realizou o milagre restituindo a orelha de Malco, pois o texto é bem claro ao dizer
que Jesus tocou-lhe a orelha e não a cabeça e o curou.

5.1.1 Necessidade da orelha direita

O sacerdócio não era feito somente por uma pessoa, o principal era o Sumo Sacerdote, mas
ele tinha vários servos: o comandante do templo que era o responsável pelo culto e serviço
de policiamento; os chefes das seções semanais que se dividiam em 24; os sete vigilantes e
os três tesoureiros, sendo que o primeiro dessa lista tinha a missão de realizar aquelas
missões ilegais. Saulo, antes da conversão fala que ele pegava cartas sob autorização dos
principais dos sacerdotes para prender os cristãos (Atos 26.10). Possivelmente, Malco era
essa pessoa de confiança de Caifás.

A Bíblia apresenta que para ser sacerdote eram necessários alguns requisitos:

 Ser da tribo de Levi: “Mande chamar a tribo de Levi e apresente-se ao sacerdote


Arão para auxiliá-lo, eles cuidarão das obrigações próprias da tenda da
congregação, fazendo o serviço do Tabernáculo para Arão e toda a
comunidade”(Nm 3.6,7) A Bíblia não traz a genealogia de Malco, no entanto, por
inferência é correto afirmar que uma pessoa para trabalhar no Templo tinha que ser da
tribo de Levi e jamais o Sumo sacerdote iria corromper essa ordem.
 Ser perfeito: ”Fala a Arão, dizendo: ninguém da tua descendência, nas suas
gerações, em que houver algum defeito se chegará a oferecer o pão do seu Deus” (Lv
21.17), e “... quem houver deformidade, se chegará para oferecer as ofertas
queimadas do SENHOR; defeito nele há;...”(Lv 21.21). Essa necessidade era assim
obrigatória, pois o próprio Deus é perfeito e para se achegar a ele é necessário que seja
perfeito. Isso figurava a sombra daquilo que foi realizado por Cristo. Os homens
sendo pecadores jamais poderiam se chegar a Deus, como diz o profeta Isaias que as
iniquidades dos homens fazem separação deles de Deus. Isso não quer dizer que Deus
é contra a acessibilidade dos portadores de necessidades especiais a sua presença. Na
lei era o aspecto físico que tinha que ser perfeito e na graça é o aspecto espiritual.
 Ser ungido: “E o sacerdote tomará do sangue da expiação da culpa, e o porá sobre a
ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se e sobre o dedo polegar da sua
mão direita e no polegar do seu pé direito” (Lv 14.14) Esse ritual já foi
pormenorizado supracitadamente, no entanto um homem precisava ter a orelha direita
para que a cerimônia fosse possível.

Aqueles que desejavam ser sacerdotes, devia dedicar a sua vida por cerca de cinco a oito
anos ao estudo dos escritos judaicos, se dedicar ao serviço do Templo, em todas as ações
relacionadas ao trabalho ainda, no final quando faltava um ano se tornava servo do sumo
sacerdote, se tornando próximo da maior autoridade do Templo.

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Malco já estava no último ano de seu estágio e o ato de ter a orelha cortada tiraria duas das
condições acima mencionadas, e ainda mais, o tornaria impróprio para fazer qualquer coisa
no templo. Ele seria excluído de seu trabalho e teria que prover sua alimentação de outra
forma. Sem aquela orelha a vida de Malco seria totalmente mudada no âmbito de 360 graus
e todos os seus desígnios e projetos teriam que sofrer adaptações radicais. Trabalho, família,
posição social seria todas afetadas. O ministério teria que ser abortado da vida de Malco e o
Templo só serviria para ele ir adorar a Deus como cidadão comum.

Malco era um servo do sumo sacerdote e tinha uma história e não havia espaço para
situações de fracasso. A orelha direita era apenas um detalhe na cabeça de outros , no
entanto na vida de Malco era uma parte essencial, que não envolvia apenas a função
auricular de direcionamento de sons. O corte da orelha era a decepção completa de uma vida
projetada. A grande questão não era apenas o risco de vida que o servo do sumo sacerdote
estava correndo, pois mais um golpe da espada de Pedro era o seu fim. A pessoa de Jesus no
cenário salvou a sua vida, pois Jesus interrompeu a Pedro, dizendo que bastasse e mandou
guardar a espada.

O fato de Jesus ter concertado a orelha direita de Malco não foi apenas um milagre antes da
crucificação. Muitas lições poderiam ser extraídas desse evento, tanto para a vida dos
participantes daquela época, como nos tempos hodiernos. O principal prejudicado teve sua
vida mudada de circunstancias totalmente adversa para uma nova maneira de ver as coisas.
Segundo Isaltino Gomes2 algumas perguntas poderiam ser feitas a Malco:

 Você foi prender um homem que era tido como criminoso. E dos perigosos, porque
vocês foram armados. Ele não se defendeu, não lutou, não fugiu. Aceitou
passivamente ser preso e pediu que liberassem os demais, já que procuravam por ele.
Você não acha isso estranho?
 Você e ele estavam em lados opostos. Eram adversários, tanto que um dos que
estavam com ele feriu você. Ele interveio e até impediu coisas piores. Você não acha
isso estranho?
 Você teria dificuldades bem sérias com a orelha decepada. Sangraria muito, até chegar
a um lugar aonde fosse medicado. Pegaria poeira e poderia infeccionar. Que você
ficaria sem a orelha é certo. Ele ainda teve tempo para curar você. Você não acha isso
estranho?
 Você foi a última pessoa que recebeu um milagre dele. Você já tinha ouvido falar de
alguém efetuar milagres para beneficiar os inimigos? Você não acha isso estranho?
 Você foi o penúltimo que ele beneficiou. Na cruz ele ainda teve tempo de beneficiar
um criminoso. Que zombava dele até poucos minutos atrás, antes de cair em si. As
duas últimas pessoas que ele beneficiou foram adversárias. Você não acha isso
estranho?

Não se sabe a continuação da vida de Malco. O que se pode afirmar é que Jesus restabeleceu
a vida de uma pessoa que estava prestes a ter tudo destruído. Nenhuma pessoa naquele ato
poderia melhorar a situação do servo. O máximo que poderiam fazer era um estanque na
hemorragia da cabeça do servo do sumo sacerdote, no entanto, aquele que pode todas as
coisas realizou mais um ato de misericórdia com um dos seus opositores, como está escrito
que Jesus não veio para condenar, mas salvar os que estavam perdidos.

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5.2 Uma Possível aplicação

É bem possível que se possam extrair lições para aplicação prática na vida de pessoas em
quaisquer situações no ocorrido na noite da traição do jardim do Getsêmani. Poderia ser
usado a questão de Pedro ainda não ser um convertido, mesmo andando com Jesus durante
cerca de três anos e meio, aplicando-se a cristãos que estão na “igreja” há quantos tempos e
ainda não se comportam como verdadeiros cristãos. Poder-se-ia usar a fuga dos discípulos
para exemplificar que todos os homens têm medo da morte e que sem Espírito Santo os
homens não têm como ser verdadeiros corajosos e pregadores da Palavra (um exemplo do
contrário é visto no dia do Pentecostes, os mesmos que fugiram no jardim, foram ousados e
enfrentaram a situação).

Outro exemplo é na orelha direita cortada, que pode aludir sobre os projetos espirituais na
vida de pessoas, principalmente aqueles que sofreram uma “espadada” dada por alguma
outra pessoa, e que tirou da vida dessa pessoa a principal condição que o levaria a alcançar o
seu sonho. E que por alguns momentos somente o desespero podia fazer parte dessa vida.

Outro fato cômico, mas interessante que se pode extrair uma lição, é o do jovem que saiu
correndo nu. Talvez esse jovem morasse ali perto do jardim e ao ver o movimento foi ver o
que estava acontecendo, pois uma pessoa não iria acompanhar a multidão enrolado em um
lençol. Pessoas tem prejuízos por querer lutar uma guerra que não lhes pertencem.

Mas o que mais ensina é que no jardim tinha muitas pessoas envolvidas, no entanto a
presença de Jesus é que faz a diferença. Na solução de problemas pode-se até ouvir
conselhos, de uma forma natural, mas o sobrenatural só se resolve de uma forma espiritual.
A presença de Jesus é imprescindível na vida do homem, principalmente quando ninguém
pode mais ajudá-lo, que era o caso de Malco, ninguém podia fazer o que Jesus fez naquele
momento. Quando tudo parece que vai ser o fim, a presença de Jesus traz esperança àquele
que está prestes a se desesperar. E que a última palavra sempre é a de Deus. Mesmo que a
“espada” tenho sido arrancada e o golpe tenha sido dado, o toque de Jesus é que restaura.

5.3 Uma Possível controvérsia

Segundo Carlos3 existe uma aplicação equivocada entre os dois textos mencionados nesse
trabalho. Segundo ele não existe ligação no campo profético, talvez no comparativo. E em
suja conclusão ele afirma: “Seria como comparar a história de uma criança que caiu de
bicicleta e cortou o joelho e a história de uma outra criança que, ao chegar no balcão de um
açougue, encostou o joelho em uma de suas extremidades e se sujou de sangue. A única
semelhança seria que ambos se sujaram de sangue. Não existe ligação factual”.

Ele também afirma que por falta de conhecimento teológico cria certas considerações sem
respaldo de onde o texto não afirma isso por falta de observância os contexto de cada
passagem, “O que leva a estes entendimentos desprovidos de conhecimento teológico são
algumas das lideranças religiosas que se formam sem conhecimento teológico” e continua
dizendo que por interesse financeiro.

As ideias colocadas, por ele, de algumas interpretações de que Pedro deu o golpe na orelha
direita justamente para impedir o sonho de Malco, por ele ser servo do Sumo Sacerdote são
retiradas da imaginação alexandrina de muitos pregadores que fazem uma verdadeira

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exegese do texto, dizendo o que não existe no texto. Carlos faz uma defesa contra a
tendência moderna de alegorizar tudo o que existe na Bíblia.

É claro que se podem extrair certas lições de qualquer texto, no entanto isso não pode criar
doutrinas, principalmente as que criam promessas. É o caso do livro de Provérbios, que é um
livro que são de observações práticas da vida, mas não se podem criar promessas de
provérbios. E ainda mais dizer que foi Deus que afirmou aquela verdade observada pelo
homem.

6. Possível Harmonia do fato

Jesus após sua agonia do Getsêmani chama os discípulos e diz que o traidor se aproxima e
enquanto ainda falava Judas se aproxima acompanhado de uma multidão, guiada por ele,
ordenada pelo Sinédrio, com servos e guardas do Templo, alguns do Sinédrio e soldados
romanos. Jesus antecipa a Judas e lhe diz : Com um beijo traís o Filho do Homem e Judas
chega e saúda: Eu te saúdo, Rabi, e beija a Jesus como sinal de reconhecimento ao ponto que
Jesus lhe diz: Amigo a que vieste? Jesus pergunta aos outros: a quem buscais? A Jesus
Nazareno, responderam. Sou eu, replicou Jesus, momento esse que eles recuam e caem por
terra. Jesus se apresenta de novo e diz: A quem buscais? Ao ponto que eles repetiram a
mesma resposta. Jesus lhe diz: Já não disse que Sou eu? Jesus faz uma intercessão pelos seus
pedindo para que deixassem os seus discípulos irem. Um dos discípulos pergunta se é para
atacar com as espadas, ao ponto que quando Jesus se entrega, Simão Pedro arranca da
espada e dá um golpe na cabeça do servo do sumo sacerdote ferindo a orelha direita, e o
nome do servo era Malco. Jesus repreende a Pedro e lhe diz que bastava, aproxima-se de
Malco e toca a orelha, curando-a. Jesus continua dizendo que aquele que fere pela espada
também sofreria pela espada e que se quisesse pediria doze legião de anjos a seu pai e ele lhe
responderia, e ainda, como se cumpriria as Escrituras. Jesus voltando para multidão e os
outros, disse que todo dia estavam com eles e por que não o prenderam e por que saíram
com espadas e varapaus. Ao mesmo tempo em que diz que não era assim, por não ter sido
cumprido o tempo. Jesus é preso e levado ao sumo sacerdote. Os discípulos fogem e uma
pessoa que estava enrolada em um lençol sai correndo nu.

O fato de Malco é um fato histórico, que deve ser mencionado como fato histórico, por isso
que nesse trabalho é colocado como uma “possível” aplicação na vida das pessoas, uma
inferência de uma lição que se quer extrair para um cotidiano e trazer consolo a pessoas. Por
exemplo, como pregar nas extensas genealogias de Crônicas, no entanto pode-se anunciar
que Deus estava no controle das gerações para mostrar que a sua Palavra sempre cumprirá ,
levando até chegar ao nascimento do Messias.

Esse trabalho termina como começou, citando Romanos 15.4: "Porque tudo o que dantes foi
escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras
tenhamos esperança”.

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TABELAS DOS DIÁLOGOS
EVANGELHO PERSONAGEM EMISSOR RECEPTOR
Judas “Salve! Mestre.” Jesus
“Amigo, para que vieste?” Judas
“Embainha a tua espada, pois todos os que
lançam mão a espada, à espada perecerão, acaso
pensa que não posso rogar a meu Pai, e ele me
Pedro
mandaria neste momento mais de doze legiões de
Mateus anjos? Como, pois cumpririam as Escrituras,
Jesus
segundo as quais assim deve suceder?”
Saístes com espadas e cacetes para prender-me,
Principais dos
como a salteador? Todos os dias, no templo, eu
Sacerdotes,
me assentava ensinando, e não me prendestes.
capitães e
Tudo isso, porém, aconteceu pra que se
anciãos.
cumprissem as Escrituras.
Judas “Mestre!” Jesus
“Saístes com espadas e cacetes para prender-me,
Principais dos
Marcos como um salteador? Todos os dias eu estava
Sacerdotes,
Jesus convosco no templo, ensinando, e não me
capitães e
prendestes; contudo, é para que se cumpram as
anciãos.
Escrituras.”
Jesus “Judas, com um beijo traís o Filho do homem?” Judas
Discipulos “Senhor, feriremos a espada?” Jesus
“Deixai, basta!” Pedro
Lucas “Saístes com espadas e cacetes como para deter Principais dos
Jesus um salteador? Diariamente, estando eu convosco Sacerdotes,
no templo, não pusestes as mãos sobre mim. capitães e
Esta, porém peã vossa hora e poder das trevas” anciãos.
Principais dos
Sacerdotes,
Jesus “A quem buscais?”
capitães e
anciãos.
Principais dos Sacerdotes,
“A Jesus nazareno” Jesus
capitães e anciãos.
Principais dos
Sacerdotes,
“Sou eu”
capitães e
anciãos.
Jesus
Principais dos
João
Sacerdotes,
“A quem buscais?”
capitães e
anciãos.
Principais dos Sacerdotes,
“A Jesus nazareno” Jesus
capitães e anciãos.
Principais dos
“Já declarei que sou eu, se é a mim que buscais,
Sacerdotes,
deixai ir estes, para que se cumpram as
capitães e
Jesus Escrituras: Não perdi nenhum dos que me deste”.
anciãos.
“Mete a espada da bainha; não beberei,
Pedro
porventura, o cálice que o Pai me deu?”

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