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DIREITO PROCESSUAL PENAL – CONCURSO: Polícia

Civil do Espírito Santo - Escrivão– Prof. Norberto


AULA 01

norbertoflorindo@hotmail.com
Facebook: Norberto Florindo Jr
@prof.norberto
Prof.norbertoflorindo
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – ANO 2018/2019
Banca: AOCP
Edital: 2018_001
Inscrições: 28/12/2018 a 11/02/2019
Prova: 24/03/2019
Nível: Superior
Conteúdo Programático:
DIREITO PROCESSUAL PENAL
1 Sistemas processuais.
2 Da Investigação Criminal.
3 do inquérito policial.
Conteúdo Programático - DIREITO PROCESSUAL PENAL - continuação:
4 Da ação penal: espécies.
5 Da jurisdição e competência.
6 Das questões e processos incidentes.
7 Da prova.
8 Do Juiz, do Ministério Público, do acusado e seu defensor, dos assistentes e
auxiliares da justiça.
9 Da prisão e da liberdade provisória.
10 Da prisão temporária (Lei 7.960/1989).
11 Das citações, notificações e intimações.
12 Dos processos em espécie: dos processos comuns e dos processos especiais.
Conteúdo Programático - DIREITO PROCESSUAL PENAL - continuação:
13 Das nulidades e dos recursos em geral.
14 Da execução: disposições gerais, da execução das penas em espécie, dos
incidentes da execução, da execução das medidas de segurança, da graça, anistia
e indulto e da reabilitação.
15 do processo e julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários
públicos;
16 Do processo e procedimentos das infrações de menor potencial ofensivo.
ATAULIZAÇÕES C.P.P.B. + LEGISLAÇÃO ESPECIAL
DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941.
Código de Processo Penal.

TÍTULO II - DO INQUÉRITO POLICIAL

Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade


policial deverá:
X - colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se
possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos
cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa. (Incluído pela Lei nº
13.257, de 2016)
Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148 (SEQUESTRO E CÁRCERE
PRIVADO), 149 (REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA À DE ESCRAVO) e 149-A
(TRÁFICO DE PESSOAS), no § 3º do art. 158 (EXTORSÃO COM RETENÇÃO DA
VÍTIMA) e no art. 159 (EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO) do Decreto-Lei no
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e no art. 239
(PROMOÇÃO/EFETIVAÇÃO DE ENVIO DE CRIANÇA/ADOLESCENTE PARA O
EXTERIOR) da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do
Adolescente), o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia poderá
requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da iniciativa
privada, dados e informações cadastrais da vítima ou de suspeitos.
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
Art. 13-A.
Parágrafo único. A requisição, que será atendida no prazo de 24 (vinte e quatro)
horas, conterá: (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
I - o nome da autoridade requisitante; (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
II - o número do inquérito policial; e (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
III - a identificação da unidade de polícia judiciária responsável pela investigação.
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
Art. 13-B. Se necessário à prevenção e à repressão dos crimes relacionados ao
tráfico de pessoas, o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia
poderão requisitar, mediante autorização judicial, às empresas prestadoras de
serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem imediatamente
os meios técnicos adequados – como sinais, informações e outros – que
permitam a localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso.
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)

§ 1o Para os efeitos deste artigo, sinal significa posicionamento da estação de


cobertura, setorização e intensidade de radiofrequência. (Incluído pela Lei
nº 13.344, de 2016)
Art. 13-B.
§ 2o Na hipótese de que trata o caput, o sinal: (Incluído pela Lei nº 13.344,
de 2016)
I - não permitirá acesso ao conteúdo da comunicação de qualquer natureza, que
dependerá de autorização judicial, conforme disposto em lei; (Incluído
pela Lei nº 13.344, de 2016)
II - deverá ser fornecido pela prestadora de telefonia móvel celular por período
não superior a 30 (trinta) dias, renovável por uma única vez, por igual período;
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
III - para períodos superiores àquele de que trata o inciso II, será necessária a
apresentação de ordem judicial. (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
Art. 13-B.
§ 3o Na hipótese prevista neste artigo, o inquérito policial deverá ser instaurado
no prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas, contado do registro da respectiva
ocorrência policial. (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
§ 4o Não havendo manifestação judicial no prazo de 12 (doze) horas, a
autoridade competente requisitará às empresas prestadoras de serviço de
telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os meios
técnicos adequados – como sinais, informações e outros – que permitam a
localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso, com imediata
comunicação ao juiz. (Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016)
LEI Nº 12.830, DE 20 DE JUNHO DE 2013.
Dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia.
Art. 1o Esta Lei dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de
polícia.
Art. 2o As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais
exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica, essenciais e
exclusivas de Estado.
§ 1o Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução
da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento
previsto em lei, que tem como objetivo a apuração das circunstâncias, da
materialidade e da autoria das infrações penais.
LEI Nº 12.830, DE 20 DE JUNHO DE 2013.
Dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia.
Art. 2o
§ 2o Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de polícia a requisição de
perícia, informações, documentos e dados que interessem à apuração dos fatos.
§ 3o (VETADO).
§ 4o O inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente
poderá ser avocado ou redistribuído por superior hierárquico, mediante despacho
fundamentado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses de
inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que
prejudique a eficácia da investigação.
LEI Nº 12.830, DE 20 DE JUNHO DE 2013.
Dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia.
Art. 2o

§ 5o A remoção do delegado de polícia dar-se-á somente por ato fundamentado.

§ 6o O indiciamento, privativo do delegado de polícia, dar-se-á por ato


fundamentado, mediante análise técnico-jurídica do fato, que deverá indicar a
autoria, materialidade e suas circunstâncias.
LEI Nº 12.830, DE 20 DE JUNHO DE 2013.
Dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia.

Art. 3o O cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito,


devendo-lhe ser dispensado o mesmo tratamento protocolar que recebem os
magistrados, os membros da Defensoria Pública e do Ministério Público e os
advogados.
LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994.
Dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
CAPÍTULO II - Dos Direitos do Advogado
Art. 7º São direitos do advogado
.........................................................................................................
XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da
Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento,
mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a
obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos;
LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994.
Dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
CAPÍTULO II - Dos Direitos do Advogado
Art. 7º São direitos do advogado
.........................................................................................................
XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação,
mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer
natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital; (Redação dada
pela Lei nº 13.245, de 2016)
LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994.
Dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
CAPÍTULO II - Dos Direitos do Advogado
Art. 7º São direitos do advogado
.........................................................................................................
XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob
pena de nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e,
subsequentemente, de todos os elementos investigatórios e probatórios dele
decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo, inclusive, no curso
da respectiva apuração: (Incluído pela Lei nº 13.245, de 2016)
LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994.
Art. 7º São direitos do advogado
XXI –
a) apresentar razões e quesitos; (Incluído pela Lei nº 13.245, de 2016)
.........................................................................................................

§ 10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o
exercício dos direitos de que trata o inciso XIV. (Incluído pela Lei nº 13.245,
de 2016)
LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994.
Art. 7º São direitos do advogado

§ 11. No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá delimitar o


acesso do advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em
andamento e ainda não documentados nos autos, quando houver risco de
comprometimento da eficiência, da eficácia ou da finalidade das diligências.
(Incluído pela Lei nº 13.245, de 2016)
LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994.
Art. 7º São direitos do advogado

§ 12. A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento


incompleto de autos ou o fornecimento de autos em que houve a retirada de
peças já incluídas no caderno investigativo implicará responsabilização criminal e
funcional por abuso de autoridade do responsável que impedir o acesso do
advogado com o intuito de prejudicar o exercício da defesa, sem prejuízo do
direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz competente.
(Incluído pela Lei nº 13.245, de 2016).
Súmula Vinculante 14

É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos


elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório
realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao
exercício do direito de defesa.
TÍTULO VII - DA PROVA
CAPÍTULO II - DO EXAME DO CORPO DE DELITO, E DAS PERÍCIAS EM GERAL
Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de
corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.
Parágrafo único. Dar-se-á prioridade à realização do exame de corpo de delito
quando se tratar de crime que envolva: (Incluído dada pela Lei nº 13.721, de 2018)
I - violência doméstica e familiar contra mulher; (Incluído dada pela Lei nº
13.721, de 2018)
II - violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência.
(Incluído dada pela Lei nº 13.721, de 2018)
TÍTULO VII - DA PROVA
CAPÍTULO III - DO INTERROGATÓRIO DO ACUSADO
Art. 185. O acusado que comparecer perante a autoridade judiciária, no curso do
processo penal, será qualificado e interrogado na presença de seu defensor,
constituído ou nomeado. (Redação dada pela Lei nº 10.792, de
1º.12.2003)

§ 10. Do interrogatório deverá constar a informação sobre a existência de filhos,


respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de
eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa
(Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)
TÍTULO IX - DA PRISÃO, DAS MEDIDAS CAUTELARES E DA LIBERDADE
PROVISÓRIA
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 292. Se houver, ainda que por parte de terceiros, resistência à prisão em
flagrante ou à determinada por autoridade competente, o executor e as pessoas
que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para
vencer a resistência, do que tudo se lavrará auto subscrito também por duas
testemunhas.
Parágrafo único. É vedado o uso de algemas em mulheres grávidas durante os
atos médico-hospitalares preparatórios para a realização do parto e durante o
trabalho de parto, bem como em mulheres durante o período de puerpério
imediato. (Redação dada pela Lei nº 13.434, de 2017)
CAPÍTULO II - DA PRISÃO EM FLAGRANTE
Art. 304. Apresentado o preso à autoridade competente, ouvirá esta o condutor e
colherá, desde logo, sua assinatura, entregando a este cópia do termo e recibo de
entrega do preso. Em seguida, procederá à oitiva das testemunhas que o
acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita,
colhendo, após cada oitiva suas respectivas assinaturas, lavrando, a autoridade,
afinal, o auto.
§ 4o Da lavratura do auto de prisão em flagrante deverá constar a informação
sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência
e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado
pela pessoa presa. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)
CAPÍTULO IV - DA PRISÃO DOMICILIAR
Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o
agente for:
..........................................................................................................
IV - gestante; (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016)
V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; (Incluído
pela Lei nº 13.257, de 2016)
VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12
(doze) anos de idade incompletos. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)
LEI Nº 7.960, DE 21 DE DEZEMBRO DE 1989. - Dispõe sobre prisão temporária.

Art. 1° Caberá prisão temporária:

III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na
legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes:

p) crimes previstos na Lei de Terrorismo. (Incluído pela Lei nº 13.260, de 2016)


STF admite execução da pena após condenação em segunda instância
Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o artigo
283 do Código de Processo Penal (CPP) não impede o início da execução da pena
após condenação em segunda instância e indeferiu liminares pleiteadas em
Ações Declaratórias de Constitucionalidade.

O julgamento do Habeas Corpus (HC) 126292, em fevereiro de 2016 pelo STF


entendeu possível a execução provisória da pena,
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
A respeito do princípio constitucional do juiz natural, é correto afirmar que,
na fase investigatória,
a) ele é representado pelo delegado de polícia, que atua na presidência do
inquérito policial e concretiza as medidas legais.
b) não há, uma vez que para sua existência é imprescindível que haja o
contraditório formal e a ampla defesa.
c) não existe, pois nesta fase a autoridade judiciária exerce tão somente
atividade correcional e nunca jurisdicional propriamente dita.
d) poderá haver tão somente na hipótese de decretação de medidas que
cerceiem a liberdade do investigado.
e) ele é representado pelo juiz de direito que concede prazos, autoriza
diligências e determina medidas restritivas.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
2. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
A obtenção de dados e informações cadastrais de vítimas ou de suspeitos
junto a órgãos do poder público ou empresas da iniciativa privada, durante a
investigação de crime de tráfico de pessoas, poderá ser requisitada
a) pela Autoridade Judiciária, mediante representação do Ministério Público.
b) pela Autoridade Judiciária, mediante representação do Delegado de
Polícia.
c) diretamente pelo Delegado de Polícia ou pelo Promotor de Justiça.
d) apenas pela Autoridade Judiciária, de ofício.
e) somente pelo Delegado de Polícia ou pelo Juiz de Direito.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
3. (VUNESP - Inv Pol (PC SP)/PC SP/2018)
De acordo com o art. 5º, § 5º do CPP, nos crimes de ação privada, a
autoridade policial somente poderá proceder a inquérito
a) mediante requisição judicial.
b) após lavratura do respectivo Boletim de Ocorrência.
c) a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la.
d) mediante requisição judicial ou de órgão ministerial.
e) mediante requisição de órgão ministerial.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
4. (VUNESP - Esc Pol (PC SP)/PC SP/2018)
A respeito do Inquérito Policial, tendo em conta o Código de Processo Penal, é correto
afirmar:
a) o inquérito policial é imprescindível à propositura da ação penal, exceto nos crimes de
ação penal privada, em que a queixa-crime poderá ser apresentada diretamente à autoridade
judiciária.
b) o prazo para a autoridade policial finalizar o inquérito é de 10 (dez) dias, se o investigado
estiver preso, e de 30 (trinta) dias, se estiver solto, não sendo possível a concessão de mais
tempo, para a realização de diligências ulteriores.
c) por se tratar de peça meramente informativa, inexistindo contraditório, o investigado e o
ofendido não poderão solicitar a realização de diligências.
d) o arquivamento do inquérito policial somente se dará por decisão da autoridade judiciária.
e) o inquérito policial poderá ser iniciado, de ofício, pela autoridade policial, nos crimes de
ação penal pública incondicionada e condicionada à representação. Já nos crimes de ação
penal privada, só se instaurará inquérito policial se houver requerimento.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
5. (VUNESP - Ag Pol (PC SP)/PC SP/2018)
O inquérito policial deverá terminar no prazo de
a) 20 (vinte) dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que ocorreu o crime; ou no
prazo de 40 (quarenta) dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
b) 20 (vinte) dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de
prisão; ou no prazo de 40 (quarenta) dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
c) 10 (dez) dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de
prisão; ou no prazo de 30 (trinta) dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
d) 30 (trinta) dias, estando o indiciado preso em flagrante, ou preso preventivamente,
contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão; ou no
prazo de 60 (sessenta) dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
e) 10 (dez) dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que ocorreu o crime; ou no
prazo de 40 (quarenta) dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
6. (FCC - Ag Pol (PC AP)/PC AP/2017)
Incumbe à autoridade policial:
a) presidir a instrução processual penal.
b) realizar as diligências requisitadas pelo Ministério Público.
c) citar e intimar o réu e as testemunhas.
d) promover a ação penal pública.
e) decretar a prisão preventiva.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
7. (FCC - Of Pol (PC AP)/PC AP/2017)
No âmbito do inquérito policial, incumbe à autoridade policial
a) arquivar o inquérito policial.
b) assegurar o sigilo necessário à elucidação do fato.
c) decretar a prisão preventiva.
d) presidir a audiência de custódia.
e) oferecer a denúncia.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
8. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
A regra de que a ação penal será sempre pública, independentemente da
natureza do crime,
a) vige quando o crime for praticado em detrimento de patrimônio ou
interesse da União, Estado e Município.
b) não se aplica quando se tratar de contravenção penal praticada contra os
costumes.
c) vigora para todas as infrações penais em obediência ao princípio
constitucional da inafastabilidade da tutela jurisdicional.
d) decorre do fundamento da República Federativa do Brasil consistente no
respeito à dignidade da pessoa humana, por isso aplica-se a todos os tipos
penais.
e) não é válida quando o ofendido puder prover às despesas do processo,
sem privar-se dos recursos indispensáveis ao próprio sustento ou da família.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
9. (VUNESP - Esc Pol (PC SP)/PC SP/2018)
Mévio, durante um mês, foi vítima de crime de ameaça, processável por ação penal pública,
condicionada à representação. As ameaças eram feitas por carta, mensagens de celular e ligações
telefônicas. No dia 20 de janeiro de 2017, enquanto dirigia, ele recebeu, via celular,
vídeo mostrando seu carro, saindo há pouco da garagem do prédio onde se encontrava, seguido das
palavras: “estou atrás de você”. Em desespero, Mévio bate o carro e, com ferimentos sérios, após passar
por cirurgia, fica internado. Impossibilitado de comparecer à Delegacia, a esposa de Mévio noticia o fato à
autoridade policial. A autoridade policial, passados poucos dias, identifica a pessoa que seguia o carro de
Mévio no dia do acidente. Tratava-se um vizinho de bairro que, meses antes, teve com Mévio uma
discussão, em jogo de futebol. Ouvido o vizinho, em 10 de fevereiro de 2017, este confessou ser o autor
das ameaças, mas disse que tudo não passara de brincadeira. Mévio, ainda internado, contrata advogado e
outorga a ele poderes especiais para representar contra o vizinho, para que fosse processado e condenado
pelo crime de ameaça praticado. O advogado contratado por Mévio comparece à Delegacia, para
representar contra o vizinho, somente em 05 de agosto de 2017, tendo juntado a procuração. Passado um
tempo, Mévio e o vizinho, em uma nova partida de futebol, reconciliam-se e passam a bradar a todos que
tudo não passou de uma brincadeira. Mévio, agora pessoalmente, comparece à Delegacia, em 10 de
outubro de 2017, e se retrata da representação anteriormente feita, dizendo não mais querer processar o
amigo.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Diante da situação hipotética, assinale a alternativa correta, levando em conta o Código de Processo
Penal.
a) A representação, por previsão legal, não pode ser objeto de retratação. Assim, ainda que arrependido
e reconciliado com o autor do fato, Mévio não poderá voltar atrás da decisão de processá-lo.
b) A representação, por previsão legal, deve ser feita no prazo máximo de seis meses da data em que
se descobrir o autor do fato, sob pena de decadência. Tendo sido feita dentro do prazo, ainda que mediante
procuração específica, é regular.
c) A representação, por previsão legal, deve ser feita no prazo máximo de seis meses da data do fato,
sob pena de decadência. Tendo sido feita fora do prazo, a representação feita por Mévio, ainda que
mediante procuração, não tem validade.
d) A representação, por previsão legal, pode ser objeto de retratação, desde que a vítima se retrate
antes do prazo de seis meses, contados da data da representação. Tendo se retratado no prazo, o vizinho
não mais poderá ser processado pelo crime praticado.
e) A representação, por previsão legal, só pode ser feita pessoalmente, pela própria vítima. Assim
sendo, a representação feita pelo advogado de Mévio, ainda que com procuração específica, não possui
validade.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
10. (FCC - Ag Pol (PC AP)/PC AP/2017)
Sobre a competência no processo penal, é correto afirmar:
a) Será determinada, de regra, pelo lugar do primeiro ato de execução
criminosa.
b) O direito brasileiro desconhece a figura da competência pelo domicílio ou
residência do réu, pois regula-se pelo lugar do crime.
c) A competência será determinada pela continência quando duas pessoas
forem acusadas pelo mesmo crime.
d) Apenas os crimes dolosos contra a vida podem ser julgados pelo Tribunal
do Júri.
e) Se na mesma circunscrição judiciária houver mais de um juiz igualmente
competente para determinado crime, prevalece o critério da antiguidade na
carreira.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
11. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
Os crimes materiais exigem que a ação penal seja instruída com o respectivo exame de corpo
de delito cujo laudo, para ter validade, deve ser assinado por
a) 2 (dois) peritos oficiais, independentemente do grau de instrução, ou por 2 (duas) pessoas
idôneas, preferencialmente portadoras de diploma de curso superior.
b) 1 (um) perito oficial, preferencialmente portador de diploma de curso superior, ou por 2
(duas) pessoas idôneas, com atuação na área da perícia.
c) 2 (dois) peritos oficiais, com formação superior na área específica da perícia, sendo
vedada a assinatura por leigos.
d) 1 (um) perito oficial, obrigatoriamente portador de diploma de curso superior, ou por 2
(duas) pessoas idôneas, que também possuam o mesmo grau de instrução.
e) 1 (um) perito oficial, portador de diploma de curso superior preferencialmente na área
específica, vedada a assinatura por leigos.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
12. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
A respeito do interrogatório de réu preso por videoconferência, de acordo
com a sistemática adotada pelo Código de Processo Penal, assinale a
alternativa correta.
a) Desde que haja estrutura e meios suficientes para assegurar os direitos
do acusado, pode ser realizado em todos os processos.
b) As partes deverão ser cientificadas da sua realização com antecedência
mínima de 5 (cinco) dias.
c) Apenas poderá ser realizado na hipótese de prevenir risco à segurança
pública ou se houver suspeita de o preso integrar organização criminosa.
d) Justifica-se sua realização apenas no interesse da defesa, quando o
acusado sofrer de grave enfermidade ou outra circunstância especial.
e) Trata-se de medida excepcional e só poderá ser realizado após prévia
decisão judicial fundamentada.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
13. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
A afirmação de que “a confissão é a rainha das provas”, em Direito Processual
Penal, é
a) inaceitável, porque ela contraria o princípio de que ninguém pode oferecer
provas contra si.
b) pertinente, pois, se o acusado admite a imputação, o Estado fica
desincumbido de produzir a prova.
c) válida apenas para os crimes contra o patrimônio, desde que haja a
indenização do valor do prejuízo.
d) inaplicável, salvo se a confissão for espontânea e prestada em presença de
advogado constituído pelo réu.
e) incabível, uma vez que ela deverá ser confrontada com os demais
elementos do processo.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
14. (VUNESP - Esc Pol (PC SP)/PC SP/2018)
A respeito das provas, disciplinadas nos artigos 155 a 250 do Código de Processo Penal, é
correto afirmar que
a) os pais, os filhos e irmãos do acusado poderão se recusar a depor em processo, salvo
quando não for possível, por outro meio, obter-se a prova do fato e suas circunstâncias,
ocasião em que prestarão compromisso de dizer a verdade.
b) o exame de corpo e delito, direto ou indireto, é indispensável nos crimes que deixam
vestígios, exceto quando há confissão do acusado.
c) o juiz, no ordenamento brasileiro, não pode determinar a produção de prova, de ofício. A
atividade probatória é de iniciativa das partes, cabendo ao juiz deferi- las ou indeferi-las, tendo
em vista a pertinência.
d) o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida judicialmente em
contraditório e nos elementos informativos colhidos no curso do inquérito policial que,
inclusive, poderão fundamentar exclusivamente a decisão.
e) as cartas remetidas ao acusado poderão ser juntadas em prol de sua defesa, ainda que não
haja consentimento dos signatários.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
15. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
Iniciada uma diligência visando a apreender, com urgência, objeto cujo possuidor ou detentor
evade-se para Estado limítrofe, é correto afirmar que
a) os agentes da autoridade deverão interromper a diligência, elaborar relatório minucioso,
para que ela seja concluída mediante carta precatória.
b) apenas se a diligência for comandada pela autoridade policial, os agentes da autoridade
poderão ingressar no território do outro Estado e realizar a apreensão.
c) os agentes da autoridade poderão ingressar no território do outro Estado e, encontrando o
objeto, apreendê- lo imediatamente.
d) ainda que haja urgência na apreensão, os agentes da autoridade deverão apresentar-se à
autoridade policial da respectiva área.
e) os agentes da autoridade poderão ingressar em outro Estado se houver ordem judicial para
a transposição.
EXERCÍCOS DE FIXAÇÃO
16. (VUNESP - Inv Pol (PC SP)/PC SP/2018)
No que concerne ao regramento específico das provas no CPP,
a) o “reconhecimento de pessoas” em sede policial é diligência que não requer qualquer
formalidade, sendo facultado ao Delegado, caso deseje, alinhar várias pessoas para que o
reconhecedor aponte o autor do crime.
b) a “acareação” é meio de prova expressamente previsto em lei, mas não se a admite entre
acusados, sendo possível, apenas, entre testemunhas.
c) o ascendente pode se recusar a ser “testemunha”, mas, caso não o faça, deverá prestar
compromisso de dizer a verdade.
d) consideram-se “documentos” para fins de prova quaisquer escritos, instrumentos ou
papéis públicos, excluídos, expressamente, os particulares.
e) a pessoa vítima de crime pode ser objeto de “busca e apreensão”.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
17. (VUNESP - Inv Pol (PC SP)/PC SP/2018)
No que concerne ao regramento geral das provas no CPP,
a) o juiz pode formar sua convicção exclusivamente baseado nos elementos
informativos colhidos na investigação.
b) são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas,
assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais.
c) são inadmissíveis, sem exceção, as provas derivadas das ilícitas.
d) no curso da instrução é vedado ao juiz, por sua iniciativa, determinar diligência
para dirimir dúvida sobre ponto relevante.
e) quanto ao estado das pessoas, não se observará qualquer restrição estabelecida
na lei civil, dada a busca da verdade real que norteia o processo penal
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
18. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
A respeito do cumprimento de mandado de prisão, de acordo com o Código de
Processo Penal, é correto afirmar que
a) durante a diligência respectiva, são admitidas tão somente as restrições relativas
à inviolabilidade do domicílio.
b) o emprego da força física será admitido apenas na hipótese de tentativa de fuga
do preso.
c) devem ser observadas as restrições referentes à inviolabilidade de domicílio, à
liberdade de culto e ao respeito aos mortos.
d) somente poderá ser realizado durante o dia, independentemente do local.
e) o emprego de força será admitido exclusivamente contra obstáculo físico, visando
a prender o procurado.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
19. (FCC - Ag Pol (PC AP)/PC AP/2017)
Sobre a prisão em flagrante é correto afirmar que
a) inexiste dever da autoridade policial comunicar a prisão à família do preso,
constituindo mera liberalidade quando realizada.
b) da lavratura do auto de prisão em flagrante deverá constar a informação sobre a
existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o
contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa.
c) o auto de prisão em flagrante deve ser comunicado ao juiz competente em até 48
horas após a realização da prisão.
d) a pessoa que for encontrada, logo depois, com instrumentos e objetos que façam
presumir ser ele o autor do crime, a autoridade policial deve representar pela prisão
preventiva, pois o flagrante delito já se esvaiu no tempo.
e) a falta de testemunhas do crime impede a realização do auto de prisão em
flagrante.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
20. (VUNESP - Inv (PC BA)/PC BA/2018)
De acordo com o Código de Processo Penal, é vedada a decretação da prisão preventiva se a
autoridade judiciária constatar que o agente
a) não se encontrava em nenhuma das hipóteses legais que justificam a lavratura do auto de
flagrante delito.
b) praticou a ação ou omissão que lhe é atribuída acobertado por alguma das excludentes de
ilicitude.
c) era menor de 21 (vinte e um) anos de idade por ocasião do crime ou maior de 70 (setenta.)
anos de idade por ocasião da decisão.
d) tiver condenação anterior por crime doloso, independentemente da data do cumprimento da
pena ou da extinção da punibilidade.
e) não fornecer, no momento da prisão, dados de sua identidade, mesmo que esta tenha sido
apurada em momento posterior.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
GABARITO:
1. E
2. C
3. C
4. D
5. C
6. B
7. B
8. A
9. B
10. C
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
GABARITO:
11. D
12. E
13. E
14. E
15. C
16. E
17. B
18. A
19. B
20. B