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Costura Criativa

Por: Lara Rogedo


Capítulo 1: Dobrar, amassar, preguear e costurar

Movimentação de pregas: Para marcar as pregas, use um giz ou


alinhavos (a marcação a lápis serve apenas como exemplo para melhor vi-
sualização). Marque-as do tamanho desejado. Para costurar, você utilizará
uma marcação sim, outra não.
Costure o fundo das pregas.

Após costurar todas as pregas desejadas, passá-las com o ferro voltadas para um
lado.
Marque, com o giz, linhas que cruzem as pregas.

Pesponte cada linha voltando as pregas para um lado diferente. Observe o


efeito obtido. Passe a ferro.
Com essa técnica, você pode obter outros padrões.

Marque pregas de tamanhos e distâncias diversos para um sentido. Repita o


processo anterior para fechá-las.
Faça linhas com tamanhos iguais ou diferentes. Faça o espaçamento à sua esco-
lha no sentido contrário e feche, utilizando as técnicas anteriores.

Observe que foi criado um padrão xadrez. Esse padrão pode ser explorado de
diversas formas.
Outra opção para explorar as
texturas:
Fazer tecidos pregueados diferentemente e
costurá-los, formando um patchwork de textu-
ras.

Para preguear, faça o padrão desejado em um


retalho para analisar a encolha. Após fechados
separadamente, cortar quadrados com 1cm de
margem de costura e costurá-los.
Para fazer a prega macho, marque a largura da sua prega, metade dessa largura
para a direita, metade para esquerda. Essas últimas serão o fundo (em verme-
lho).
Costure essas duas marcações de fundo, juntando-as, e passe a prega macho,
marcando-a.
Para fazer a textura abaixo com a prega-macho, faça linhas que cruzem as
pregas e pesponte. Nas lacunas de pregas entre essas linhas, à mão, junte as
bordas das pregas, formando o “X”.

Deixe o nó de início e de arremate por dentro da dobra da prega.


Você pode explorar e criar o padrão que quiser manipulando as pregas e alteran-
do suas larguras, espaçamentos e curvatura dos pespontos.

Crie o seu padrão e divirta-se!


Formas e franzidos:

Esse padrão é como se fosse um patchwork de


texturas, que formam desenhos.

Faça um molde quadrado e marque a curva


exatamente no centro das retas.

Corte as duas partes e risque linhas, as quais


você irá abrir para aumentar a área para o fran-
zido.

Dê piques quase separando as partes (mas


não as separe) e abra o tanto que você desejar
franzir. Para franzir muito abra muito e para
franzir pouco, abra pouco.
Corte no tecido, com as partes redondas no
viés.

Franza até que o quadrado volte ao seu tama-


nho original e costure a parte lisa.

Brinque com os desenhos e costure como de-


sejar. Não se esqueça de deixar margem de
costura na hora do corte.
Ruche
Ruche é uma tira de tecido preagueada ou franzida que é utilizada como ele-
mento decorativo, para adornar peças.

Corte uma tira com aproximadamente o triplo do comprimento desejado.

Passe o ponto de franzido na margem de costura.


Puxe o ponto de franzidos dos dois lados, distri-
buindo o mesmo, como desejado, pela tira.

Para aplicar o ruche, costure o tecido liso na


margem de costura e, depois de preso, retire o
ponto de franzido.
Capítulo 2: Laços e flores
Flor 1: Rosa de tecido à mão
Corte uma tira de viés de 6 ou 7cm (depende da altura das pétalas desejada) e a
dobre ao meio, deixando-a com 3 ou 3,5cm.

Passe, à mão, um ponto de franzido (com a linha da mesma cor do tecido)


rente à dobra do viés.
Puxe o franzido. Junto com a tira enviesada, ele que dará forma a sua flor.

Faça o miolo da flor, dobrando um dos lados da tira em “lenço”, e dobre


nova-mente.
Enrole a flor da maneira que achar melhor, apertando ou soltando as pétalas.

A cada vez que enrolar, dê um ponto, à mão, na sua parte de baixo.

Quando terminar, arremate a parte de baixo.


Flor de tecido 2:
Corte quantas tiras desejar no viés e as dobre no
meio. Essa será a altura das suas “pétalas”.

Passe um ponto de franzido na borda, à mão, e


puxe.
Faça a primeira roda com a primeira tira. Essa roda
definirá o tamanho da sua flor. Coloque a primeira
ponta embaixo da tira e a outra ponta para dentro
da roda. A outra “pétala” a sobreporá.
Costure, à mão, a borda, prendendo-a ao
tecido principal.
Faça isso consecutivamente.
Quando colocar a última “pétala”, arremate a flor e forre um botão do mesmo
tecido para fazer o miolo e dar o acabamento.

Outra alternativa é bordar ou colocar uma pérola, por exemplo, como miolo.
Casa de abelha:

Para fazer esse padrão, é nessário fazer a marcação pelo lado direito do
tecido e fechá-la em quadrados. Feche-os, alternados.

Faça a marcação com um alinhavo ou com um giz quase imperceptível ou,


ainda, puxando o fio do tecido.
Com agulha e linha, passe pelos pontos de cada vértice, entrando e saindo
com a agulha nesses pontos. No último vértice, deixe um pouco de linha so-
brando.

Após repetir o procedimento em todos os “quadrados” desejados, puxe todas


as linhas e arrume as pétalas, se necessário.

Ao arrematar, puxando a linha de cada quadrado e dando pontos no centro


da flor, coloque uma miçanga para fazer o acabamento.
Laço
Para confeccionar o laço, corte uma tira reta (ou enviesada, dependendo da
disponibilidade do seu tecido). Você pode cortá-la da altura e comprimento
desejado.
Dobre-a pela metade, deixando o lado direito do tecido (ou o lado desejado
para o laço) para dentro. Lembre que a flor terá a altura da sua tira dobrada.
Deixe também 2cm para a margem de costura.
Costure as bordas com 1cm de margem de cos-
tura.

Passe a margem com a costura aberta.

Desvire a tira de tecido para o lado direito e co-


loque a costura no meio da parte de trás da
tira.

Marque o meio da tira com um giz.


Pela parte de trás, dobre as pontas da tira até o
meio. Deixe uma abertura de 25mm para cada
lado, ou 0,5cm no total.

Costure essas bordas dobradas com um pesponto.

Pelo lado direito, franzir a parte do meio e dê


pontos à mão, segurando o formato.
Corte uma tira no viés, com uma altura
aproximadamente de metade da altura que
foi tirada para fazer a parte principal do laço.

Franza manualmente essa parte e contorne o


meio do laço.

Corte o excesso e prenda, à mão, a parte de


trás, virando um lado em cima do outro, com
pontinhos invisíveis para fazer o acabamento.

Essa parte ficará presa na roupa.

Para melhor volume, guarde com dois rolos de


papel de seda em cada lado do laço.
Laço duplo:
Repita o mesmo procedimento do laço anterior, usando duas tiras de diferentes
tamanhos.

Corte o viés e enrole em volta dos dois laços juntos, deixando o maior embaixo.
Laço com fita:
Com uma tira fina, repita o mesmo procedimento
dos laços anteriores.

Corte uma tira à parte, costure e desvire.


Arremate as pontas com pontinhos invisíveis.

Franza o laço e coloque a fita por cima arrematan-


do-a com pontos à mão, embaixo e em cima da
tira do laço.
Capítulo 3: Mistura de tecidos e cores

Para criar, uma modelagem básica que misture tecidos e cores, ela pode ficar
arrojada apenas pela harmonia utilizada.

É importante testar os dois (ou mais) tecidos antes de fazer a peça.

Teste a costura em um retalho para determinar tipo de agulha, de ponto e de


regulagens necessárias da máquina. Além disso, em relação às cores, um teste
de lavagem é necessário para identificar se uma cor manchará a outra.
Mistura de tecidos:
Tecido estruturado com tecido leve. exemplo: ã e organza.

Muito utilizado para estruturar vestidos de festa, o crepe é misturado com a


musseline ou com o chiffon ao fazer o drapeado por cima, conferindo
fluidez à peça.

Tecidos de algodão ou linho vêm sendo misturados com tule nude ou com
renda, conferindo design à modelagem básica e podem montar estilos di-
versos.
Mistura de cores:
Para misturar cores lisas, coloque uma com a outra em um retalho e analise se
a composição te agrada.

Cores em uma mesma escala cromática funcionam muito bem juntas, assim
como o exemplo:
Exemplo de mistura de tecidos: Exemplo de mistura de cores na
Lã e organza mesma escala cromática
Para a mistura de estampas, também é essencial colocar uma com a outra para
analisar a harmonia.

-Pode-se usar estampas com design diferente, por exemplo, geométrico com o
barroco. O importante é testar se elas têm alguma cor ou escala de cor em
comum para que funcionem juntas.

Pode-se usar um mesmo padrão, mas em tamanhos diferentes, por exemplo,


um floral com flores grandes e um floral com flores pequenas.
Exemplo de estampas diferentes que se complementam
por causa da harmonia de cores. A floral possui um tom
que está presente na estampa “barroca”.
Pode-se usar padrões bem diferentes, nos quais o fundo de uma estampa
seja da cor da forma da outra e vice-versa.

Ex: Estampa 1: Fundo azul, forma rosa. Estampa 2: Fundo rosa, forma azul.

Misturar estampas e/ou cores lisas com suas cores complementares é uma
boa ideia para obter misturas de contraste.

As cores complementares são aquelas que se localizam opostas no círculo


cromático. São contrastantes entre si.
P
T T

S S

T T

P
P
T
T S
Capítulo 4: Aplicação da manipulação
de tecidos em peças do vestuário

Como dar laço corretamente em


uma faixa:

Coloque as pontas da faixa do mesmo tamanho e


cruze os lados.

Com a vista de frente, coloque o lado direito


em cima do esquerdo. Passe a ponta de cima
por dentro e dê o nó.

Essa mesma ponta vai para o lado esquerdo


(apontando para cima).
Pegue o lado que está embaixo e dê uma laçada.

A ponta que está em cima passa pela frente dessa


laçada e por dentro, fazendo o nó do laço.

Arrume-o o necessário e veja que ele ficou


reto, com ambas as pontas para baixo.
Aplicação de laço:

O laço pode ser aplicado de duas formas.

1- Preso no tecido: Após fazer o acabamento, marque no tecido o local que você
deseja que ele fique preso.

Levante cada lado do laço e prenda no tecido o viés do meio, com pontos invisí-
veis.
2 - Com colchete de pressão: Coloque um lado do colchete no meio do laço e
o outro na peça de roupa.

Prenda o colchete com ponto de caseado.

Se achar necessário, dependendo do peso do laço, coloque 2 colchetes.


Aplicação da rosa:

Cortar um círculo do mesmo tecido


da rosa.

Colocar no fundo da flor e, com


agulha de mão e linha simples, virar
a beirada do círculo em todo o seu
contorno.

Ao virar, dar pontos invisíveis.


Para aplicar na peça de roupa, escolha
o local, dê um nó na linha e arremate.

Passe o ponto invisível por toda a bei-


rada do círculo que foi usado para ar-
rematar a flor.

Se necessário, dependendo do peso


do tecido, dar pontos no fundo da
última “pétala”.
Modelo com pregas:

Para já aplicar o molde para que ele tenha sua área toda texturizada, faça a tex-
tura em uma metragem do tecido e, quando ela estiver pronta, aplique o molde
em cima do tecido já pregueado.

Para efetuar esse processo com sucesso, passe um alinhavo ou um ponto


grande à máquina em volta do molde, para que os pontos usados para fazer a
textura não se soltem.

Corte com a margem de costura desejada.


Modelo com ruche:
Para aplicar as texturas produzidas no capítulo 1 pode-se, no local
desejado, abrir no próprio molde um espaço para aplicação da textura.

--------------------------------------------
--------------------------------------------
Molde X

Local para aplicação do ruche


Recortar no molde e separar
-------------------------------------------- o local para aplique do ruche.
--------------------------------------------

Recortar no tecido desejado


a altura do molde vezes 3. Franzir nas laterais até
Ex: Local para aplicação atingir o tamanho original
do ruche = 20cm, cortar (Ex: 20cm).
uma tira de 60cm
Capítulo 5: Entre costuras

Como colocar renda a metro:


Fazer, na sua peça, a costura normalmente.

Centralizar a renda, pelo lado direito, em cima da linha de costura.


Costurar, com a costura reta, as bordas da
renda com cuidado para não costurar as mar-
gens de costura no avesso.

Desmanchar a costura da margem de costura


que foi feita no início.

Abrir a margem de costura e passar a ferro.


Passar o ponto de ziguezague na borda da renda pelo lado direito. Com a
linha da cor da renda, uma largura e comprimento pequenos, ele fica pratica-
mente imperceptível.

Pelo lado avesso, cortar o excesso da margem de costura.

O ponto ziguezague fará o acabamento e evitará que o tecido desfie.


Faixa bordada no lado direto so-
brepondo a costura:

Costure a peça e, no local que será colocada a


faixa bordada, costure com a margem de costura
voltada para o lado direito, no exterior da roupa.

Alinhe a faixa bordada e pesponte.

Veja que a peça ficou “limpa” pelo avesso.


Alto-relevo com cordão:
Para fazer o alto-relevo no tecido escolhido,
coloque por baixo um tecido de algodão.

Faça o desenho desejado com giz.

Passe o pesponto em cima do seu desenho


e outro, ao lado, seguindo o primeiro.

Os pespontos são passados de modo a prender


os dois tecidos juntos.
Colocar uma linha quádrupla de pesponto
em uma agulha grossa e, de preferência, sem
ponta.

Na volta da linha, colocar o meio do cordão.

Passar a agulha por dentro, no meio do dese-


nho pespontado anteriormente, e puxar.

Automaticamente, o cordão será puxado e


completará o desenho.

A linha reta é o desenho mais fácil para se


puxar o cordão.
Em um desenho curvo, a dificuldade de passar o cordão aumenta. Procure
colocar um tecido fino de algodão por baixo para que o deslizamento fique
mais fácil.

Coloque uma linha grande para que ela saia toda do desenho e facilite a en-
trada do cordão.
Para completar o ângulo, repita o mesmo pro-
cesso, faça um furo no tecido de baixo (de algo-
dão) e saia com a agulha e com o cordão.

Volte a agulha para fazer o ângulo e deixe um


pouco de cordão exposto na ponta, para que
o alto-relevo também fique visível no ângulo.
Esse tipo de textura pode ser utilizado para “gravar” iniciais em bolsas de
tecido, nomes em almofadas, quadros de tecido, dentre outros! Crie!
Capítulo 6: Vivos e viéses
O que é viés:
Viés é o sentido que fica a 45 graus do fio reto e da trama. É o sentido mais elástico do tecido. Para obtê-lo,
pode-se dobrar o tecido em forma de lenço.

Fio reto

s
é
Vi

Trama
Como cortar:
Dobre o tecido em forma de lenço. As
bordas da ourela e do atravessado devem
ter o mesmo comprimento para se obter o
pleno viés.

Para cortar na dobra, alfinete, marque com


giz a metade da altura desejada e corte.

Após isso feito, se necessário, para cortar


novamente fora da dobra, meça a altura
inteira, marque e corte.
Como emendar:

Para emendar o viés, corte suas bordas, que


estão a 45 graus, retas.

Coloque lado direito contra lado direito,


for-mando um ângulo, e alfinete a 45 graus
do “quadrado” gerado.
Alinhave o local alfinetado e costure.

Corte a margem de costura gerada,


deixando 1cm.

Abra a margem de costura e passe a ferro.


O que é um vivo:

O vivo é um acabamento que serve para dar destaque às linhas da costura e


para conferir estrutura à peça.

Como fazer:
Para montar o vivo serão necessários um viés de, aproximadamente, 5cm de
largura e de comprimento desejado, e um cordão.
Dobre o viés ao meio (em sua largura) e colo-
que o cordão dentro.

Alfinete e costure rente ao cordão com o pé


calcador de zíper, mas deixe a largura da má-
quina que ficar mais rente para o último
passo.

Corte a margem do viés para que ela fique


com a mesma margem de costura do tecido.
Coloque o vivo no lado direito do tecido, dei-
xando sua margem junto com a margem de
costura. Alinhave.

Coloque a outra parte do tecido por cima, fa-


zendo um “sanduíche”. Coloque lado direito
contra lado direito.

Como o pé calcador de zíper, costure nova-


mente com a largura mais rente ao cordão.

Vire do lado direito e veja como ficou.


Vivo duplo:
Para fazer o vivo duplo, use dois viéses.

Costure o primeiro, colocando o cordão, assim


como no vivo simples.

Coloque o segundo viés centralizado, em cima do


primeiro, e costure rente ao cordão do viés de
baixo com o pé calcador de zíper.

Para fazer as costuras do primeiro e do segundo


viés, use uma largura de ponto rente, mas guarde a
largura mais rente para o último passo.
Coloque um cordão dentro do segundo viés e alinhave.

Use a largura mais rente da máquina em relação ao cordão e faça o “sanduí-


che”, assim como no viés simples, com os dois vivos e o tecido.

Costure com o pé calcador de zíper. Assim, está pronto o seu vivo duplo,
que pode ser explorado com duas cores, duas estampas etc.

Para o acabamento da peça não ficar grosso, escolha um cordão mais fino para
esse tipo de vivo.
O que é um debrum:

Debrum é o viés dobrado, sem o cordão para decorar a peça de roupa. É


como o vivo, mas plano.

Como aplicar:
Dobre o viés ao meio e passe a ferro. Se necessário, alinhave. Se o tecido
for muito fino, pode-se entretelar o viés para estruturá-lo.
Coloque-o como no vivo, fazendo um “sanduíche” entre os tecidos.
Costure na margem de costura e faça o acabamento com overloque ou te-
soura de picotar, se necessário.

Vire do lado direito e veja o resultado. Passe a ferro.


Capítulo 7: Fechamentos inusitados

Como fazer rolotê com cordão:


Para fazer um rolotê com o tecido que você quiser, corte o tecido no viés. Corte
pelo menos o dobro de cordão.

Coloque o viés com o seu lado direito junto com o cordão e costure como se
fosse um vivo.

Costure a beirada do viés que está centralizada no cordão.


Apare a margem de costura (imagem anterior).

Comece a desvirar, como se fosse um rolotê


simples.

A margem que estava centralizada no cordão


deve desvirar primeiro para que o restante des-
lize.

Quando finalizado, corte o cordão excedente.


Aplicação do rolotê com corda para fechamento:
Após fazer o rolotê, corte 1cm de cordão e empurre para dentro do rolotê,
Assim, vire o tecido para dentro e dê pontinhos para finalizar. Faça isso dos
dois lados.

Faça o desenho que quiser, seja ele contínuo ou com a aplicação de vários ro-
lotês e alfinete no tecido, harmonizando com o tamanho dos botões.

Deixe a linha de costura contra o tecido e dê pontinhos invisíveis para arrema-


tar.
Aba com fita de gorgurão ou viés:
Com a fita de gorgurão, viés pronto ou feito por você, vire o início do viés
(caso seja viés) para fazer o acabamento onde você desejar que sua aba
comece na peça.

Siga até o local que o botão estará e faça o movimento fotografado abaixo:
Alfinete e pesponte prendendo a aba ao tecido.

Pesponte a ponta, mas deixe-a solta do tecido para que possa ser presa ao
botão.
Abas para abotoamentos:
Risque a aba dupla, com giz, no tecido.

Faça o desenho que quiser.

Lembre de acrescer 1cm de costura ao


redor da aba.

Corte os retângulos, mesmo na aba que


tiver ângulo ou curva.
Costure ao redor do desenho, pelo avesso.

Deixe um lado aberto para desvirar a aba.

Corte o excesso de tecido na margem de costu-


ra.

Desvire.
Coloque a aba no local desejado.
Você pode fazer o acabamento pespontado ou
à mão. Lembre de dobrar a ponta para arrema-
tar.

Faça uma casinha de botão na ponta do dese-


nho ou coloque colchete de pressão para
fechar a roupa ou acessório.
Casa de botão triangular:

Marcar o local do triângulo da casa de botão na


peça de roupa e no tecido que será a “casa”. Entre-
telar esse tecido e desenhar a casa de botão do
mesmo tamanho.

Alfinetar lado direito contra lado direito, no início e


no final da casa de botão, alinhando os dois dese-
nhos.

Costure ao redor do desenho da casa.


Cortar os ângulos do triângulo como mostra-
do na foto, cortando os dois tecidos.

Cortar os ângulos apenas do tecido entretela-


do, como mostrado na foto.

Virar o tecido para o lado de dentro da


peça de roupa e passar os ângulos.
Do lado avesso, arrumar o tecido para fazer a
“boca” da casa de botão.

Veja a peça pelo lado direito e analise se está


como desejado.

Levante o tecido da peça de roupa e costure a


base do ângulo para firmar a casa.
Recorte o excesso.

Confira o resultado.
Para fazer o acabamento, na
vista ou forro da roupa,
marque o tamanho da casa e
vire, como se fosse uma casa
de botão normal, embutida,
com a entretela.

Coloque a parte colante da


entretela para cima, para
que, ao virar, ela cole na
vista.

Faça o acabamento à mão.


Capítulo 8: Bolsos criativos e funcionais

BOLSO 1: Assimétrico e com fundo

Fazer o molde do bolso desejado, copiando a


assimetria.

Cortar nos tecidos e finalizar com overloque


ou tesoura de picotar.

Nos cantos arredondados, passar o ponto para


franzir e puxá-lo.
Passar com 1cm as bordas e pespontar na peça de roupa.

Franzir as bordas do tecido que vêm por cima e dobrar na margem


de costura até encaixar com o fundo.
Pespontar.

Se desejado, coloque um debrum para ornamentar ainda mais o bolso.


BOLSO 2: Duplo com fole

Cortar o tamanho do bolso dobrado mais o


tamanho da aba. Corte duas tiras.

Lado direito contra lado direito, costure,


desvire e passe. Acabe o local que ficou
para desvirar à mão com pontos invisíveis.

Defina a virada do bolso.


Com o tamanho definido, corte a lateral com
a ponta arredondada.

Costure na margem de costura e deixe a


ponta aberta para desvirar. A largura da late-
ral depende do tanto que você deseja que o
bolso seja “3D”.

Lado direito contra lado direito, encaixe a la-


teral de um lado e de outro da dobra.
Na parte curva, dê piques no bolso para
que ela se encaixe. Se necessário, arrume
pelo lado direito.

Para colocar na peça de roupa, levante


a aba e prenda as laterais por dentro
do bolso até onde conseguir. Com o
fundo solto, o efeito fica interessante.

Prenda até uns 3cm acima da dobra do


bolso.
BOLSO 3: Embutido com zíper

Faça a marcação na peça de roupa do tama-


nho do zíper (do metal até o final do puxador).

Marque em outro tecido. Coloque esse tecido


por cima da roupa. Se necessário, entretele.

Pesponte ao redor do bolso.

Corte o meio e os ângulos.


Vire o tecido de cima para o avesso e passe a
ferro.

Alinhe o zíper na abertura.

Alfinete, alinhave e pesponte.

No avesso, passe o tecido solto que está em


cima para baixo, fazendo a vista.

Coloque um fundo e passe o overloque, fe-


chando-o.
Capítulo 9: Crie o acabamento!
Aplicação de renda:
Passe o overloque na barra, deixando apenas 1cm de margem de costura.

Coloque a renda para barra 1cm acima do final do tecido e costure com o
ponto reto na borda de cima.
Vire 1cm de margem para o avesso e passe a ferro.

Finalize com o ziguezague na borda da renda. Coloque um comprimento e


uma largura pequena para ponto.

Se não quiser a finalização com ziguezague, passe uma costura reta no mesmo
local.
Aplicação de babado simples:

Para fazer o babado, você pode cortar o


tecido com a altura paralela ao fio reto e fran-
zir, ou pode cortar no godê.

Coloque lado direito do babado contra lado


direito do tecido e costure com 1cm de
margem.

Overloque ou passe o ponto ziguezague


para para fazer o acabamento.
Aplicação de babado duplo, com
viés e pesponto:

Use dois tecidos diferentes para fazer esse babado. En-


caixe o tecido de baixo (menor) para cima do tecido
principal. Essa altura será definida por você.

Passe o ponto para franzir no tecido principal, no local


desejado para a colocação do viés.

Passe o segundo ponto de franzir na largura do


viés. Franza o desejado.

Alinhe o viés entre essas linhas de franzido e pesponte,


prendendo o babado à roupa.
Babado vertical:

Corte o babado em forma de caracol. Essa


forma não deixa o babado com a caída e os
gomos uniformes, mas fica com um efeito
muito interessante.

O caracol ou espiral deve ser cortado do ta-


manho do babado, mais 1cm de costura e
1cm para fazer a bainha de lenço de acaba-
mento.

Após cortado, coloque-o, fazendo um “san-


duíche” entre duas costuras.
Fazendo e aplicando franja:

Para fazer franja do próprio tecido da roupa, corte


uma tira, cuja altura tem que estar paralela ao fio
reto. O comprimento da tira deve estar no atra-
vessado.
Por ser mais frouxo, é mais fácil desfiar o fio da
trama. Puxe com uma agulha fio por fio, de um
lado e do outro. No meio, deixe cerca de 2 a 3mm
sem desfiar.
Prenda as tiras na roupa pelo meio, com ponto de
caseado.

Para o trabalho ficar mais interessante e as franjas


mais cheias, coloque as tiras duplas.
Obrigada!

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