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Urolitíase: Para a realização do diagnóstico da urolitíase, é necessário ter

acesso a dados como o histórico do animal, além da avaliação dos sinais


clínicos característicos. No exame físcio, é feita a palpação retal para avaliação
da bexiga, assim como a palpação abdominal e ventral. Também pode ser feita
a avaliação do processo uretral para a localização dos urólitos. No exame de
urina são observados cristais, hematúria, aumento de proteínas e células
inflamatórias. Os achados de necropsia permitem observar uretrite necrótica ou
hemorrágica no local da obstrução.

Cistite: Observar sinais clínicos característicos. A ultrassonografia da bexiga


revela a parede espessada. Na análise da urina, observa-se hematúria,
bactérias, cristais, proteínas, leucócitos e células epiteliais descamadas. A
cultura confirma o diagnóstico e guia o tratamento.

A análise da urina avalia problemas como a presença de sangue, bactéria, cristais minerais,
células cancerosas, proteínas e focos inflamatórios.

Microscopicamente é possível observar sedimentos como eritrócitos, leucócitos


e células epiteliais descamadas.

Anamnese:
Exame clínico: Exame retal, Digital (pequenos ruminantes), Palpação:
Palpação abdominal, Palpação ventral
Avaliação processo uretral: Diazepam(0,1 mg / Kg, IV) ou Acepram(0,05 a 0,1
mg / Kg, IV ou IM) Epidural(1 ml lidocaína 2 % para 5 Kg

Diagnóstico: Observar sinais clínicos característicos, dados epidemiológicos


relacionados com dados nutricionais e de manejo são importantes.
Determinação dos níveis sanguíneos de ureia e creatinina para acompanhar a
evolução do quadro clínico. No exame de urina é observado cristais, hematúria
e células inflamatórias.
Necropsia: dilatação ou ruptura da uretra ou bexiga, uretrite necrótica ou
hemorragica no local da obstrução, hidronefrose,cistite ou pielonefrite. Ruptura
da bexiga causa peritonite quimica, e se há ruptura da uretra, observa se
celulite com acumulo de urina. Alem dos urolitos que causaram a obstruçao,
podem ser encontrados calculos na pelve renal ou bexiga, principalmente em
animais acometidos em pastagens é necessaria determinar as causas
quimicas.

Aumento da concentração da urina -> precipitação de substâncias -> formam


cálculos.
ph de alcalino fica aumentado. aumento de fosforo e cálcio

Exame químico dos urólitos e dos alimentos, desidratação

CISTITE: Obsevar sinais clínicos característicos, fazer ultrassom da bexiga,


onde é possível observar a parede espessada. No exame de urina, observa
hematúria, e microscopicamente é possível observar sedimentos: eritrócitos,
leucócitos e células epiteliais descamadas. É recomendada a cultura para
confirmar o diagnóstico e guiar o tratamento.

Observar a micção dolorosa, com presença de sangue, células inflamatórias e


bactérias na bexiga.

Ultrassom da bexiga, observando a parede espessada. Exame microscópico.

Hematúria e piúria, odor amoniacal- característico de infecção bacteriana


turbidez, sedimentos: eritrócitos, leucócitos e células epiteliais descamadas. É
recomendada a cultura para confirmar o diagnóstico e guiar o tratamento.
Exames: hemograma, proteína plasmática total, fibrinogênio plasmático, urinálise),
determinação dos níveis séricos de uréia e creatinina (kits comerciais) e leitura
efetuada em analisador bioquímico. Sondagem uretral, análise da composição
química dos urólitos.

Das alterações laboratoriais encontradas, destaca-ram-se uma contagem


leucocitária no limite superior, com neutroilia e desvio à esquerda
regenerativo, hiperibrino-genemia e azotemia.

Histórico- observar ingestão de água, alimentação. Animais machos, com


idade inferior a 1 ano.

dieta acidogênica, obtida pela redução do balanço cátion-aniônico


aumentou signiicativamente a excreção de cálcio pela urina. Sobre a
presença de oxalato nos cálculos, Van Metre & Divers (2006) explicam que
forragens com elevado teor de cálcio e baixo teor de fósforo e magnésio
possuem alto teor de oxalatos, o que aumenta a excreção desse elemento
na urina. Quanto aos urólitos formados por penicilina supõe-se que o uso
indiscriminado deste fármaco seja a causa de sua presença, uma vez que
sua excreção é por via urinária (Hu-ber 1992).

Diag: A desidratação veriicada na quase totalidade dos ani-mais acometidos


foi relatada por Donecker & Bellamy (1982), que a justiica por estar
relacionada à ruptura de bexiga e consequente sequestro de líquido para
cavidade.
As alterações encontradas no leucograma e ibrinogênio plasmático estão de
acordo com Pugh (2004) e Van Metre & Divers (2006), que relatam serem
estes achados freqüentes nos casos de infecção renal aguda, cistite e
uretrite. Vino-dhKumar et al. (2010) também observaram linfocitopenia e
hemoconcentração. O quadro de azotemia pós-renal en-contrado está
relacionado à estase urinária e consequente reabsorção destes compostos

Nos achados da urinálise, a hematúria esteve presente em mais de 80%


dos casos, provavelmente em decorrên-cia das lesões hemorrágicas
provocadas pela presença de cálculos na mucosa do trato urinário

aspecto turvo da urina deve-se a elevada contagem celular urinária,


representada pelo au-mento do número de células epiteliais, eritrócitos,
leucó-citos, bactérias, muco ou cristais (Garcia-Navarro 1996, Hendrix
2006). Quanto à proteinúria presente na maioria das amostras, esta é
justiicada nos casos de glomerulone-frite, nefrite intersticial, pielonefrite ou
nefrose, em que a proteína atravessa a membrana glomerular e apenas as
de baixo peso molecular são reabsorvidas, o restante aparece na urina,
como proteinúria grave

a expressão principal de doença glomerular é o extravasamento de pro-


teínas para o iltrado glomerular e para a urina, enquanto que a presença de
glicosúria indica lesão tubular.

mbora as dosagens de uréia e creatinina tenham atingido valores elevados,


este fato está relacionado à estase uriná-ria e consequente reabsorção
destes compostos o que ca-racteriza uma azotemia pós-renal e não
propriamente uma insuiciência renal (

Com relação ao alto índice de animais com acidúria, este tem relação com a
alimentação, em função da inges-tão de grande quantidade de grãos que
provoca a queda do pH
A grande quantidade de hemácias e leucócitos na sedimentoscopia pode
representar alterações inflamatórias, supurativas ou necrose em qualquer
ponto do aparelho urogenital

Os achados necroscópicos são semelhantes aos descri-tos por diversos


autores (Van Metre & Divers 2006, Rados-tits et al. 2007, Riet-Correa 2007,
Riet-Correa et al. 2008, VinodhKumar et al. 2010). De acordo com Confer &
Pan-ciera (1998), os cálculos podem ser encontrados na pelve renal, no
ureter ou em qualquer porção do trato urinário inferior. Quando localizados
neste último ponto, causam a retenção de urina na bexiga, o que leva à
cistite, juntamente com a lesão da mucosa mediante a ação ísica dos
cálculos.

A cistite, de acordo com Hay & Suttle (1986), é comumente hemorrágica e


acompanhada por urólitos e uretrite, como observada no presente estudo.
Tais alterações predispõem a pielite, pielonefrite e hidronefrose, devido ao
reluxo vesi-coureteral que ocorre quando há aumento da pressão den-tro da
bexiga, como observado na obstrução uretral (Con-fer & Panciera 1998,
Coelho 2002).A presença de peritonite ou celulite subcutânea são se-quelas
da saída de urina para fora do trato urinário, tanto por ruptura da bexiga ou
uretra, quanto por extravasamen-to em virtude da pressão na luz uretral
provocada pela es-tase urinária (Hay & Suttle1986, Radostits et al.
2007).Em conclusão, a urolitíase obstrutiva é uma enfermida-de de fácil
diagnóstico, porém de diícil tratamento, uma vez que pode deixar sequelas
locais ou sistêmicas, ou levar o animal à morte.