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Resumido e Sintetizado

ENTENDIMENTOS
JURISPRUDENCIAIS
ATUALIZADOS E
SELECIONADOS DOS
TRIBUNAIS SUPERIORES

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1

SUMÁRIO
STJ (2018/2019) ------------------------------------------------- 02
STJ (2017) --------------------------------------------------------- 26
STF (2018/2019) ------------------------------------------------- 30

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STJ (2018/2019)

O conceito de "decisão interlocutória que versa sobre tutela


provisória" previsto no art. 1.015, I, do CPC/2015, abrange as
decisões que:
• examinam a presença ou não dos pressupostos que
justificam o deferimento, indeferimento, revogação ou
alteração da tutela provisória;
• as decisões que dizem respeito ao prazo e ao modo de
cumprimento da tutela, a adequação, suficiência,
proporcionalidade ou razoabilidade da técnica de
efetivação da tutela provisória
• a necessidade ou dispensa de garantias para a
concessão, revogação ou alteração da tutela provisória.
REsp 1.752.049-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, por
unanimidade, julgado em 12/03/2019, DJe 15/03/2019 (Info
644).

Não cabe agravo de instrumento contra decisão de


indeferimento do pedido de exclusão de litisconsorte. REsp

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1.724.453-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, por unanimidade,


julgado em 19/03/2019, DJe 22/03/2019 (Info 644).

Para a formalização da pretensão e análise do pedido de


suspensão de segurança, basta o requerimento em simples
petição dirigida ao presidente do tribunal ao qual couber o
conhecimento de recurso na causa principal. AgInt no AgInt
na SLS 2.116-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, por unanimidade,
julgado em 07/11/2018, DJe 26/02/2019 (Info 644).

Nos processos judiciais, a fixação de honorários advocatícios


sucumbenciais é regida pela lei vigente na data deprolação da
sentença. O marco temporal para a aplicação das normas do
CPC/2015 a respeito da fixação e distribuição dos ônus
sucumbenciais é a data da prolação da sentença ou, no caso
dos feitos de competência originária dos tribunais, do ato
jurisdicional equivalente à sentença. Hipótese em que a
sentença foi prolatada ainda na vigência do CPC/1973, de
modo que os honorários devem ser fixados nos moldes de
seu art. 20. 3. Impertinente a condenação em honorários
advocatícios no âmbito do recurso especial. 4. Agravo não
provido. (AgInt no REsp 1509088/RJ, Rel. Ministro BENEDITO
GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/02/2019, DJe
28/02/2019)

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A decisão interlocutória que afasta a alegação de prescrição é


recorrível, de imediato, por meio de agravo de
instrumento. REsp 1.738.756-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi,
por unanimidade, julgado em 19/02/2019, DJe 22/02/2019
(Info 643).
Inicialmente, não há dúvida de que a decisão que reconhece a
existência da prescrição ou da decadência é um
pronunciamento jurisdicional de mérito.
Embora a ocorrência ou não da prescrição ou da decadência
possam ser apreciadas somente por ocasião da prolação da
sentença, não há vedação alguma para que essas questões
sejam antecipadamente examinadas, por intermédio de
decisões interlocutórias. Nesse contexto, anote-se que o
conteúdo do art. 1.015, caput, do CPC/2015 é
suficientemente amplo, de modo que, tendo sido proferida
uma decisão interlocutória que diga respeito à prescrição ou
à decadência (art. 487, II), o recurso de agravo de
instrumento é cabível com base no inciso II do art. 1.015, pois
a prescrição e a decadência são, na forma da lei, questões de
mérito.

Inexiste reciprocidade das obrigações ou de bilateralidade de


créditos (pressupostos do instituto da compensação, art. 368

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do Código Civil), o que implica a impossibilidade de se


compensarem os honorários fixados em embargos à execução
com aqueles fixados na própria ação de execução. REsp
1.520.710-SC, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Corte
Especial, por unanimidade, julgado em 18/12/2018, DJe
27/02/2019 (Info 643)

O interessado deverá ser intimado para a realização do


preparo recursal nas hipóteses de indeferimento ou de não
processamento do pedido de gratuidade da justiça. EAREsp
742.240-MG, Rel. Min. Herman Benjamin, por unanimidade,
julgado em 19/09/2018, DJe 27/02/2019 (Info 643).

A incapacidade superveniente de uma das partes, após a


decretação do divórcio, não tem o condão de alterar a
competência funcional do juízo prevento. CC 160.329-MG,
Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 27/02/2019, DJe
06/03/2019 (Info 643).
Inicialmente, registre-se que, sob uma interpretação
sistemática, havendo partilha posterior ao divórcio, surge um
critério de competência funcional do juízo que decretou a
dissolução da sociedade conjugal, em razão da acessoriedade
entre as duas ações (art. 61 do CPC/2015). Ou seja, entre as
duas demandas há uma interligação decorrente da unidade

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do conflito de interesses, pois a partilha é decorrência lógica


do divórcio. Assim, o legislador permitir a partilha posterior,
não quer dizer que a ação autônoma de partilha não deva ser
julgada pelo mesmo juízo. Nota-se, portanto, que entre as
duas demandas (divórcio e partilha posterior) há uma relação
de conexão substancial, a qual, inevitalmente, gera a
prevenção do juízo que julgou a ação de divórcio. No tocante
à incapacidade superveniente, o art. 50 do CPC/2015 dispõe
que, nas ações em que o incapaz for réu, o juízo competente
é o do local do domicílio do seu representante. Trata-se de
regra especial de competência territorial que protege o
incapaz, por considerá-lo parte mais frágil na relação jurídica.
O conflito, então, se dá entre uma regra de competência
funcional (prevenção por acessoriedade) e outra de
competência territorial especial (domicílio do incapaz). A
competência territorial especial, apesar de ter como efeito o
afastamento das normas gerais previstas no diploma
processual, possui natureza relativa; enquanto que a
competência funcional, decorrente da acessoriedade entre as
ações de divórcio e partilha, possui natureza absoluta. Assim,
como a competência absoluta não admite, em regra,
derrogação, prorrogação ou modificação, a ulterior
incapacidade de uma das partes (regra especial de
competência relativa) não altera o juízo prevento.

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Não cabe intervenção de terceiros na modalidade de oposição


na ação de usucapião. Isso porque, a tutela buscada por meio
da oposição pode ser alcançada pela simples contestação à
ação de usucapião, de modo que a intervenção pretendida é
totalmente desnecessária. Dessa forma, inexiste a condição
de terceiro da opoente em relação ao direito material
discutida na ação de usucapião. STJ. 3a Turma. REsp
1.726.292-CE, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em
12/02/2019 (Info 642).

O § 3º do art. 941 do CPC/2015 prevê que: § 3º O voto


vencido será necessariamente declarado e considerado parte
integrante do acórdão para todos os fins legais, inclusive de
pré-questionamento.
Há nulidade do acórdão e do julgamento caso o § 3º do art.
941 do CPC seja descumprido? Há nulidade se o voto vencido
não tiver sido juntado ao acórdão?
• Haverá nulidade do acórdão.
• Não haverá nulidade do julgamento (salvo se o resultado
proclamado não refletir a vontade da maioria).
Em suma: haverá nulidade do acórdão que não contenha a
totalidade dos votos declarados; por outro lado, não haverá
nulidade do julgamento, se o resultado proclamado refletir,

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com exatidão, a conjunção dos votos proferidos pelos


membros do colegiado.
STJ. 3ª Turma. REsp 1.729.143-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 12/02/2019 (Info 642).

A habilitação de advogado em autos eletrônicos não é


suficiente para a presunção de ciência inequívoca das decisões,
sendo inaplicável a lógica dos autos físicos.
A lógica da presunção de ciência inequívoca do conteúdo de
decisão constante de autos físicos, quando da habilitação de
advogado com a carga do processo, não se aplica nos
processos eletrônicos.
Para ter acesso ao conteúdo de decisão prolatada e não
publicada nos autos eletrônicos, o advogado deverá acessar a
decisão, gerando, automaticamente, informação no
movimento do processo acerca da leitura do conteúdo da
decisão.
STJ. 3a Turma. AgInt no REsp 1.592.443-PR, Rel. Min. Paulo de
Tarso Sanseverino, julgado em 17/12/2018 (Info 642).

Os novos julgadores convocados na forma do art. 942 do


CPC/2015 poderão analisar todo o conteúdo das razões
recursais, não se limitando à matéria sobre a qual houve

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divergência. STJ. 3a Turma. REsp 1.771.815-SP, Rel. Min.


Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 13/11/2018 (Info 638).

Obs:
• Enunciado 552-FPPC: Não se aplica a técnica de
ampliação do colegiado em caso de julgamento não
unânime no âmbito dos Juizados Especiais.
• Enunciado 62 – Jornada CJF: Aplica-se a técnica prevista
no art. 942 do CPC no julgamento de recurso de
apelação interposto em mandado de segurança.
• Enunciado 63 – Jornada CJF: A técnica de que trata o art.
942, § 3o, I, do CPC aplica-se à hipótese de rescisão
parcial do julgado.

A tutela antecipada antecedente (art. 303 do CPC) somente


se torna estável se não houver nenhum tipo de impugnação
formulada pela parte contrária, de forma que a mera
contestação tem força de impedir a estabilização.

A técnica de ampliação de julgamento (art. 942 do CPC/2015)


deve ser utilizada quando o resultado da apelação for não
unânime, independentemente de ser julgamento que
reforma ou mantém a sentença impugnada.

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A decisão de inadmissibilidade do recurso especial não é


formada por capítulos autônomos, mas por um único
dispositivo, o que exige sua impugnação total.
Em outras palavras, o agravante deve atacar, de forma
específica, TODOS os fundamentos da decisão que, na
origem, inadmitiu o recurso especial.
STJ. Corte Especial. EAREsp 831.326-SP, Rel. Min. João Otávio
de Noronha, Rel. Acd. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em
19/09/2018 (Info 638).

O agravo de instrumento não pode ser utilizado como meio


de impugnação de toda e qualquer decisão interlocutória
proferida no processo de execução. Não cabe agravo de
instrumento contra decisão do juiz que determina a
elaboração dos cálculos judiciais e estabelece os parâmetros
de sua realização.
STJ. 2a Turma. REsp 1.700.305-PB, Rel. Min. Herman
Benjamin, julgado em 25/09/2018 (Info 638).

Admite-se o ajuizamento de ação autônoma para a exibição


de documento, com base nos arts. 381 e 396 e seguintes do

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CPC, ou até mesmo pelo procedimento comum, previsto nos


arts. 318 e seguintes do CPC.
STJ. 4a Turma. REsp 1.774.987-SP, Rel. Min. Maria Isabel
Gallotti, julgado em 08/11/2018 (Info 637).

O vencido deverá pagar apenas os honorários sucumbenciais.


Os honorários advocatícios contratuais não se incluem nas
despesas processuais do art. 82, § 2o, do CPC/2015 (art. 20
do CPC/1973).
STJ. 3a Turma. REsp 1.571.818-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 09/10/2018 (Info 636).

No arrolamento sumário não se condiciona a entrega dos


formais de partilha ou da carta de adjudicação à prévia
quitação dos tributos concernentes à transmissão patrimonial
aos sucessores.
Isso não significa que no arrolamento sumário seja possível
homologar a partilha mesmo sem a quitação dos tributos
relativos aos bens do espólio e às suas rendas.
A inovação normativa do § 2o do art. 659 do CPC/2015 em
nada altera a condição estabelecida no art. 192 do CTN, de
modo que, no arrolamento sumário, o magistrado deve exigir
a comprovação de quitação dos tributos relativos aos bens do

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espólio e às suas rendas para homologar a partilha e, na


sequência, com o trânsito em julgado, expedir os títulos de
transferência de domínio e encerrar o processo,
independentemente do pagamento do imposto de
transmissão.
STJ. 1a Turma. REsp 1.704.359-DF, Rel. Min. Gurgel de Faria,
julgado em 28/08/2018 (Info 634).

Não é necessária a prestação da caução do art. 83 do


CPC/2015 para o ajuizamento de ação por sociedade
empresarial estrangeira devidamente representada no
Brasil.STJ. 3a Turma. REsp 1.584.441-SP, Rel. Min. Moura
Ribeiro, julgado em 21/08/2018 (Info 632).

Se a ação é proposta contra indivíduo que já estava morto, o


juiz não deverá determinar a habilitação, a sucessão ou a
substituição processual. De igual modo, o processo não deve
ser suspenso para habilitação de sucessores. Isso porque tais
institutos são aplicáveis apenas para as hipóteses em que há
o falecimento da parte no curso do processo judicial.
O correto enquadramento jurídico desta situação é de
ilegitimidade passiva, devendo ser facultado ao autor, diante
da ausência de ato citatório válido, emendar a petição inicial

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para regularizar o polo passivo, dirigindo a sua pretensão ao


espólio.
Ex: em 04/04/2018, o Banco ajuizou execução de título
extrajudicial contra João. A tentativa de citação, todavia, foi
infrutífera, tendo em vista que João havia falecido em
04/03/2018, ou seja, um mês antes. Diante disso, o juiz
deverá permitir que o exequente faça a emenda da petição
inicial para a substituição do executado falecido pelo seu
espólio.
STJ. 3a Turma. REsp 1.559.791-PB, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 28/08/2018 (Info 632).

Para que o julgador se utilize de meios executivos atípicos, a


decisão deve ser fundamentada e sujeita ao contraditório,
demonstrando-se a excepcionalidade da medida adotada em
razão da ineficácia dos meios executivos típicos, sob pena de
configurar-se como sanção processual.
Vale ressaltar que o juiz até poderá, eventualmente, decretar
a retenção do passaporte do executado desde que:
• seja obedecido o contraditório e
• a decisão proferida seja fundamentada e adequada,
demonstrando-se a proporcionalidade dessa medida para o
caso concreto.

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STJ. 4a Turma. RHC 97.876-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão,


julgado em 05/06/2018 (Info 631).

Qual é o recurso cabível contra o pronunciamento que julga


a impugnação ao cumprimento de sentença?
• Se o pronunciamento judicial extinguir a execução: será
uma sentença e caberá APELAÇÃO.
• Se o pronunciamento judicial não extinguir a execução: será
uma decisão interlocutória e caberá AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
Assim, o recurso cabível contra a decisão que acolhe
impugnação ao cumprimento de sentença e extingue a
execução é a apelação.
STJ. 4a Turma. REsp 1.698.344-MG, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, julgado em 22/05/2018 (Info 630).

A impenhorabilidade dos valores recebidos pelo beneficiário


do seguro de vida limita-se ao montante de 40 (quarenta)
salários mínimos, por aplicação analógica do art. 833, X, do
CPC/2015, cabendo a constrição judicial da quantia que a
exceder.

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Cuidado com a redação literal do art. 833, VI, do CPC/2015:


“São impenhoráveis: (...) VI - o seguro de vida”.
STJ. 3a Turma. REsp 1.361.354-RS, Rel. Min. Ricardo Villas
Bôas Cueva, julgado em 22/05/2018 (Info 628).

O contrato eletrônico de mútuo com assinatura digital pode


ser considerado título executivo extrajudicial.
Neste caso, não será necessária a assinatura de 2
testemunhas, conforme exige o art. 784, III, do CPC/2015.
Na assinatura digital de contrato eletrônico, uma autoridade
certificadora (terceiro desinteressado) atesta que aquele
determinado usuário realmente utilizou aquela assinatura no
documento eletrônico. Como existe esse instrumento de
verificação de autenticidade e presencialidade do
contratante, é possível reconhecer esse contrato como título
executivo extrajudicial.
STJ. 3a Turma. REsp 1.495.920-DF, Rel. Min. Paulo de Tarso
Sanseverino, julgado em 15/05/2018 (Info 627).

Juizado Especial Cível é competente para o processamento e


o julgamento de ação proposta por associação de
moradores visando à cobrança de taxas de manutenção de
loteamento em face de morador não associado.

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STJ. 3a Turma. RMS 53.602-AL, Rel. Min. Nancy Andrighi,


julgado em 05/06/2018 (Info 627).

Município tem legitimidade ad causam para ajuizar ação civil


pública em defesa de direitos consumeristasquestionando a
cobrança de tarifas bancárias.
Em relação ao Ministério Público e aos entes políticos, que
têm como finalidades institucionais a proteção de valores
fundamentais, como a defesa coletiva dos consumidores, não
se exige pertinência temática e representatividade adequada.
STJ. 3a Turma. REsp 1.509.586-SC, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 15/05/2018 (Info 626).
Obs. No caso de ação civil pública proposta por ente político,
a pertinência temática ou representatividade adequada são
presumidas. Isso porque não há dúvidas de que os entes
políticos possuem, dentre suas finalidades institucionais, a
defesa coletiva dos consumidores.

Para que a sentença estrangeira seja homologada no Brasil é


necessário que ela esteja EFICAZ no país de origem. Com a
entrada em vigor do CPC/2015, tornou-se necessário que a
sentença estrangeira esteja eficaz no país de origem para sua
homologação no Brasil.

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O art. 963, III, do CPC/2015, não mais exige que a decisão


judicial que se pretende homologar tenha transitado em
julgado, mas apenas que ela seja eficaz em seu país de
origem, tendo sido tacitamente revogado o art. 216-D, III, do
RISTJ.
STJ. Corte Especial. SEC 14.812-EX, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 16/05/2018 (Info 626).

Se a parte quiser arguir a nulidade da cláusula arbitral, deverá


formular esse pedido, em primeiro lugar, ao próprio árbitro,
não sendo possível que proponha diretamente ação judicial.
A previsão contratual de convenção de arbitragem enseja o
reconhecimento da competência do Juízo arbitral para decidir
com primazia sobre o Poder Judiciário as questões acerca da
existência, validade e eficácia da convenção de arbitragem e
do contrato que contenha a cláusula compromissória.
Trata-se da aplicação do princípio da kompetenz- kompetenz,
que confere ao árbitro o poder de decidir sobre a própria
competência.
STJ. 3a Turma. REsp 1.550.260-RS, Rel. Min. Paulo de Tarso
Sanseverino, Rel. Acd. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado
em 12/12/2017 (Info 622).

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Em regra, não existe o dever de prestar contas acerca dos


valores recebidos pelos pais em nome do menor, durante o
exercício do poder familiar. Isso porque há presunção de que
as verbas recebidas tenham sido utilizadas para a
manutenção da comunidade familiar, abrangendo o custeio
de alimentação, saúde, vestuário, educação, lazer, entre
outros.
Excepcionalmente, admite-se o ajuizamento de ação de
prestação de contas pelo filho, sempre que a causa de pedir
estiver fundada na suspeita de abuso de direito no exercício
desse poder. Assim, a ação de prestação de contas ajuizada
pelo filho em desfavor dos pais é possível quando a causa de
pedir estiver relacionada com suposto abuso do direito ao
usufruto legal e à administração dos bens dos filhos.
STJ. 3a Turma. REsp 1.623.098-MG, Rel. Min. Marco Aurélio
Bellizze, julgado em 13/03/2018 (Info 622).

Possibilidade de a parte já ingressar direto na via ordinária por


entender que o juízo do inventário não é competente para a
demanda.
O art. 612 do CPC/2015 prevê o seguinte: Art. 612. O juiz
decidirá todas as questões de direito desde que os fatos
relevantes estejam provados por documento, só remetendo

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para as vias ordinárias as questões que dependerem de


outras provas.
A parte, antevendo que o pedido que será formulado não se
enquadra na competência do juízo do inventário, já pode
ajuizar a ação autônoma no juízo competente, aplicando-se o
art. 612.
Assim, é cabível o ajuizamento de ação autônoma perante o
juízo cível quando se constatar, desde logo, a necessidade de
dilação probatória incompatível com o rito especial do
inventário.
STJ. 3a Turma. REsp 1.480.810-ES, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 20/03/2018 (Info 622).

Na falta de descendentes e ascendentes, será deferida a


sucessão por inteiro ao cônjuge ou
companheiro sobrevivente,não concorrendo com parentes
colaterais do de cujus.
STJ. 3a Turma. REsp 1.357.117-MG, Rel. Min. Ricardo Villas
Bôas Cueva, julgado em 13/03/2018 (Info 622)

O estrangeiro residente no Brasil possui direito à gratuidade da


justiça. Isso é previsto no CPC/2015 e também já era
garantido na Lei no 1.060/50.

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E o estrangeiro não residente no Brasil?


Lei 1.060/50: Não tinha direito. Só poderia ser deferida a
gratuidade da justiça para estrangeiros residentes no Brasil
(art. 2o).
CPC/2015: possui o direito. Atualmente, pode ser deferida a
gratuidade da justiça para estrangeiros residentes ou não-
residentes no Brasil (art. 98).
A gratuidade da justiça passou a poder ser concedida a
estrangeiro não residente no Brasil após a entrada em vigor
do CPC/2015.
STJ. Corte Especial. Pet 9.815-DF, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, julgado em 29/11/2017 (Info 622).

É possível a aplicação imediata do art. 528, § 7o, do CPC/2015


em execução de alimentos iniciada e processada, em parte,
na vigência do CPC/1973.
A regra do art. 528, §7o, do CPC/2015, apenas incorpora ao
direito positivo o conteúdo da pré- existente Súmula 309/STJ,
editada na vigência do CPC/1973, tratando-se, assim, de
pseudonovidade normativa que não impede a aplicação
imediata da nova legislação processual, como determinam os
arts. 14 e 1.046 do CPC/2015.

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STJ. 3a Turma. RHC 92.211-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi,


julgado em 27/02/2018 (Info 621).

Em regra, o prazo para cumprimento voluntário da sentença é


de 15 dias úteis (art. 523 do CPC). Se os devedores forem
litisconsortes com diferentes procuradores, de escritórios de
advocacia distintos, este prazo de pagamento deverá ser
contado em dobro, nos termos do art. 229 do CPC/2015,
desde que o processo seja físico.
Assim, o prazo comum para cumprimento voluntário de
sentença deverá ser computado em dobro (ou seja, em 30
dias úteis) no caso de litisconsortes com procuradores
distintos, em autos físicos.
STJ. 4a Turma. REsp 1.693.784-DF, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, julgado em 28/11/2017 (Info 619).

O terreno do proprietário foi invadido por inúmeras pessoas


de baixa renda.
O proprietário ingressou com ação de reintegração de posse,
tendo sido concedida a medida liminar, mas nunca cumprida
mesmo após vários anos.
Vale ressaltar que o Município e o Estado fizeram toda a
infraestrutura para a permanência das pessoas no local.

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Diante disso, o juiz, de ofício, converteu a ação reintegratória


em indenizatória (desapropriação indireta), determinando a
emenda da inicial, a fim de promover a citação do Município e
do Estado para apresentar contestação e, em consequência,
incluí-los no polo passivo da demanda.
O STJ afirmou que isso estava correto e que a ação
possessória pode ser convertida em indenizatória
(desapropriação indireta) - ainda que ausente pedido explícito
nesse sentido - a fim de assegurar tutela alternativa
equivalente (indenização) ao particular que teve suas térreas
invadidas.
STJ. 1a Turma. REsp 1.442.440-AC, Rel. Min. Gurgel de Faria,
julgado em 07/12/2017 (Info 619).

É cabível agravo de instrumento contra decisão interlocutória


relacionada à definição de competência. Apesar de não
previsto expressamente no rol do art. 1.015 do CPC/2015, a
decisão interlocutória que acolhe ou rejeita a alegação de
incompetência desafia recurso de agravo de instrumento, por
uma interpretação analógica ou extensiva da norma contida
no inciso III do art. 1.015 do CPC/2015, já que ambas
possuem a mesma ratio -, qual seja, afastar o juízo
incompetente para a causa, permitindo que o juízo natural e
adequado julgue a demanda.

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23

STJ. 4a Turma. REsp 1.679.909-RS, Rel. Min. Luis Felipe


Salomão, por unanimidade, julgado em 14/11/2017, DJe
01/02/2018 (Info 618).

É admissível a interposição de agravo de instrumento contra


decisão que não concede efeito suspensivo aos embargos à
execução.
As hipóteses em que cabe agravo de instrumento estão
previstas art. 1.015 do CPC/2015, que traz um rol taxativo.
Apesar de ser um rol exaustivo, é possível que as hipóteses
trazidas nos incisos desse artigo sejam lidas de forma ampla,
com base em uma interpretação extensiva.
Assim, é cabível agravo de instrumento contra decisão que
não concede efeito suspensivo aos embargos à execução com
base em uma interpretação extensiva do inciso X do art.
1.015: Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as
decisões interlocutórias que versarem sobre: X - concessão,
modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos
à execução;
STJ. 2a Turma. REsp 1.694.667-PR, Rel. Min. Herman
Benjamin, julgado em 05/12/2017 (Info 617).

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Se a parte exequente manifestar desinteresse na adjudicação e


na alienação particular do imóvel penhorado, elapoderá, desde
logo, requerer sua alienação em leilão judicial (antiga
alienação em hasta pública). Isso porque o CPC confere ao
credor a faculdade de se valer da alienação por iniciativa
particular, mas não impede que o credor opte, desde logo,
pela alienação judicial (alienação em hasta pública).
STJ. 1a Turma. REsp 1.312.509-RN, Rel. Min. Sérgio Kukina,
julgado em 07/12/2017 (Info 617).

Incidem os juros da mora no período compreendido entre a


data da realização dos cálculos e a da requisição de pequeno
valor (RPV) ou do precatório.
STF. Plenário. RE 579431/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado
em 19/4/2017 (repercussão geral) (Info 861).
STJ. Corte Especial. EREsp 1.150.549-RS, Rel. Min. Og
Fernandes, julgado em 29/11/2017 (Info 617).
Obs: cuidado para não confundir com a SV 17: Durante o
período previsto no parágrafo 1o (obs: atual § 5o) do artigo
100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os
precatórios que nele sejam pagos. O período de que trata
este RE 579431/RS é anterior à requisição do precatório, ou
seja, anterior ao interregno tratado pela SV 17.

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25

A pequena propriedade rural é impenhorável (art. 5o, XXVI,


da CF/88 e o art. 833, VIII, do CPC) mesmo que a dívida
executada não seja oriunda da atividade produtiva do imóvel.
De igual modo, a pequena propriedade rural é
impenhorável mesmo que o imóvel não sirva de moradia ao
executado e à sua família.
Desse modo, para que o imóvel rural seja impenhorável, nos
termos do art. 5o, XXVI, da CF/88 e do art. 833, VIII, do CPC, é
necessário que cumpra apenas dois requisitos cumulativos:
1) seja enquadrado como pequena propriedade rural, nos
termos definidos pela lei; e
2) seja trabalhado pela família.
STJ. 3a Turma. REsp 1.591.298-RJ, Rel. Min. Marco Aurélio
Bellizze, julgado em 14/11/2017 (Info 616).

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STJ (2017)
É incabível a rejeição do seguro garantia judicial pelo
exequente, salvo por insuficiência, defeito formal ou
inidoneidade da salvaguarda oferecida.
STJ. 3a Turma. REsp 1.691.748-PR, Rel. Min. Ricardo Villas
Bôas Cueva, julgado em 07/11/2017 (Info 615).

Admite-se emenda à inicial de ação civil pública, em face da


existência de pedido genérico, ainda que já tenha sido
apresentada a contestação.
STJ. 4a Turma. REsp 1.279.586-PR, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, julgado em 03/10/2017 (Info 615).

O curso da prescrição aquisitiva da propriedade de bem que


compõe a massa falida é interrompido com a decretação da
falência.
STJ. 3a Turma. REsp 1.680.357-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 10/10/2017 (Info 613).
Se o juízo criminal decretou a perda do imóvel que está sendo
pleiteado em ação de usucapião, esta decisão produzir a

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27

efeitos no juízo cível, devendo a ação ser extinta por perda do


objeto. STJ. 3a Turma. REsp 1.471.563-AL, Rel. Min. Paulo de
Tarso Sanseverino, julgado em 26/09/2017 (Info 613).

O prazo de 1 (um) ano de suspensão do processo e do


respectivo prazo prescricional previsto no art. 40, §§ 1º e 2º
da Lei nº 6.830/80 (LEF) tem início automaticamente na data
da ciência da Fazenda Pública a respeito da não localização do
devedor ou da inexistência de bens penhoráveis no endereço
fornecido, havendo, sem prejuízo dessa contagem
automática, o dever de o magistrado declarar ter ocorrido a
suspensão da execução.
STJ. 1ª Seção. REsp 1.340.553-RS, Rel. Min. Mauro Campbell
Marques, julgado em 12/09/2018 (recurso repetitivo) (Info
635).

Nos casos de intimação/citação realizadas por correio, oficial


de justiça, ou por carta de ordem, precatória ou rogatória, o
prazo recursal inicia-se com a juntada aos autos do aviso de
recebimento, do mandado cumprido, ou da juntada da carta.
STJ. Corte Especial. REsp 1632777-SP, Rel. Min. Napoleão
Nunes Maia Filho, julgado em 17/5/2017 (recurso repetitivo)
(Info 604).

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28

Não cabem embargos de declaração contra a decisão de


presidente do tribunal que não admite recurso extraordinário.
Por serem incabíveis, caso a parte oponha os embargos,
estes não irão suspender ou interromper o prazo para a
interposição do agravo do art. 1.042 do CPC/2015. Como
consequência, a parte perderá o prazo para o agravo.
Nas palavras do STF: os embargos de declaração opostos
contra a decisão de presidente do tribunal que não admite
recurso extraordinário não suspendem ou interrompem o
prazo para interposição de agravo, por serem incabíveis.
STF. 1a Turma. ARE 688776 ED/RS e ARE 685997 ED/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli, julgados em 28/11/2017 (Info 886).
Obs: Embora o art. 1022 CPC e o Enunciado 75 CJF considere
ser cabível embargos de declaração contra QUALQUER
decisão judicial, o STF entende que nesse caso não é cabível.

Não cabe a sucessão de partes em processo de MS. No


mand. ado de segurança, se o impetrante morre, os seus
herdeiros não podem se habilitar para continuar o processo.
Assim, falecendo o impetrante, o mandado de segurança será
extinto sem resolução do mérito, ainda que já esteja em fase
de recurso. Isso ocorre em razão do caráter mandamental e
da natureza personalíssima do MS. STJ. 3a Seção. EDcl no MS
11.581-DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 26/6/2013.

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29

O curador especial tem legitimidade para propor reconvenção


em favor do réu cujos interesses está defendendo.
STJ. 4a Turma. REsp 1.088.068-MG, Rel. Min. Antonio Carlos
Ferreira, julgado em 29/08/2017 (Info 613)

STF (2018/2019)

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30

Não é possível fracionar o crédito de honorários advocatícios


em litisconsórcio ativo facultativo simples em execução
contra a Fazenda Pública por frustrar o regime do precatório.
A quantia devida a título de honorários advocatícios é uma só,
fixada de forma global, pois se trata de um único processo, e,
portanto, consiste em título a ser executado de forma una e
indivisível.
STF. Plenário. RE 919269/RS, Rel. para acórdão Dias Toffoli,
julgado em 07/02/2019.

Não cabe ação rescisória para desconstituir decisão judicial


transitada em julgado que apenas homologou acordo
celebrado entre pessoa jurídica e o Estado-membro em uma
ação judicial na qual se discutiam créditos tributários de
ICMS.
É cabível, neste caso, a ação anulatória, nos termos do art.
966, § 4o do CPC.
É inadmissível a ação rescisória em situação jurídica na qual a
legislação prevê o cabimento de uma ação diversa.
STF. Plenário. AR 2697 AgR/RS, Rel. Min. Edson Fachin,
julgado em 21/3/2019 (Info 934).

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31

É irrecorrível a decisão denegatória de ingresso no feito como


amicus curiae.
Assim, tanto a decisão do Relator que ADMITE como a que
INADMITE o ingresso do amicus curiae é irrecorrível.
STF. Plenário. RE 602584 AgR/DF, rel. orig. Min. Marco
Aurélio, red. p/ o ac. Min. Luiz Fux, julgado em 17/10/2018
(repercussão geral) (Info 920).

A decisão judicial homologatória de acordo entre as partes é


impugnável por meio de ação anulatória (art. 966, § 4o, do
CPC/2015; art. 486 do CPC/1973). Não cabe ação rescisória
neste caso. Se a parte propôs ação rescisória, não é possível
que o Tribunal receba esta demanda como ação anulatória
aplicando o princípio da fungibilidade. Isso porque só se aplica
o princípio da fungibilidade para recursos (e ação anulatória e
a ação rescisória não são recursos). STF. Plenário. AR 2440
AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em
19/9/2018 (Info 916).

Em regra, é indispensável a intimação do Ministério Público


para opinar nos processos de mandado de segurança,
conforme previsto no art. 12 da Lei no 12.016/2009.

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32

No entanto, a oitiva do Ministério Público


é desnecessária quando se tratar de controvérsia acerca da
qual o tribunal já tenha firmado jurisprudência.
Assim, não há qualquer vício na ausência de remessa dos
autos ao Parquet que enseje nulidade processual se já houver
posicionamento sólido do Tribunal. Nesses casos, é legítima a
apreciação de pronto pelo relator.
STF. 2a Turma. RMS 32.482/DF, rel. orig. Min. Teori Zavaski,
red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 21/8/2018 (Info
912).

O mandado de segurança não é o instrumento processual


adequado para o controle abstrato de constitucionalidade de
leis e atos normativos.
STF. 2a Turma. RMS 32.482/DF, rel. orig. Min. Teori Zavaski,
red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 21/8/2018 (Info
912).

• Entretanto: É possível a declaração incidental de


inconstitucionalidade, em mandado de segurança, de
quaisquer leis ou atos normativos do Poder Público,
desde que a controvérsia constitucional não figure como
pedido, mas sim como causa de pedir, fundamento ou

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33

simples questão prejudicial, indispensável à resolução do


litígio principal.STJ. 2a Turma. RMS 31.707-MT, Rel. Min.
Diva Malerbi (Desembargadora convocada do TRF da 3a
Região), julgado em 13/11/2012.

O Ministério Público é parte legítima para ajuizamento de


ação civil pública que vise o fornecimento de remédios a
portadores de certa doença. STF. Plenário. RE 605533/MG,
Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 15/8/2018 (repercussão
geral) (Info 911).
O Ministério Público é parte legítima para pleitear tratamento
médico ou entrega de medicamentos nas demandas de saúde
propostas contra os entes federativos, mesmo quando se
tratar de feitos contendo beneficiários individualizados, porque
se refere a direitos individuais indisponíveis, na forma do art.
1o da Lei n. 8.625/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério
Público).
STJ. 1a Seção. REsp 1.682.836-SP, Rel. Min. Og Fernandes,
julgado em 25/04/2018 (recurso repetitivo) (Info 624).

Os Estados-membros/DF e Municípios podem fixar valor


referencial inferior ao do art. 87 do ADCT (RPV), desde que
respeitado o princípio da proporcionalidade.STF. Plenário. ADI

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4332/RO, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em


7/2/2018 (Info 890).

Não cabem embargos de declaração contra a decisão de


presidente do tribunal que não admite recurso extraordinário.
Por serem incabíveis, caso a parte oponha os embargos, estes
não irão suspender ou interromper o prazo para a
interposição do agravo do art. 1.042 do CPC/2015.
Como consequência, a parte perderá o prazo para o agravo.
Nas palavras do STF: os embargos de declaração opostos
contra a decisão de presidente do tribunal que não admite
recurso extraordinário não suspendem ou interrompem o prazo
para interposição de agravo, por serem incabíveis.
STF. 1a Turma. ARE 688776 ED/RS e ARE 685997 ED/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli, julgados em 28/11/2017 (Info 886).

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edição, totalmente reformulado e atualizado com o
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