Você está na página 1de 4

APRENDIZAGEM SEGUNDO FREUD

O que se busca, quando se quer aprender algo?


Gênese das preocupações da criança.
Porque nascemos e por que morremos?
De onde viemos e para onde vamos?
Descoberta daquilo que ele chama de diferença sexual anatômica.
Angústia da castração
“Aqui perdi, e sei agora que também perdi o seio,as fezes...”
Complexo de édipo é o processo através do qual uma menina se
“define” como mulher e o menino como homem (ou vice-versa), depois
de terem extraído das relações com o pai e a mãe as referências
necessárias a essa definição.
A criança descobre diferenças que a angustiam. É essa angústia que
faz querer saber.
Exemplo: um menino de mais ou menos 5 anos pergunta a mãe se
Deus existe, ao que ela diz “não”. Depois pergunta ao pai, que afirma
que acredita em Deus.
Mas tarde sua irmã diz que vai perguntar a uma pessoa, quantas horas
são. Então o menino diz: Vai perguntar à um homem ou à uma mulher.
Ela responde que tanto faz. Ele lhe diz que se perguntar a uma mulher
a resposta será diferente da resposta de um homem,(o homem pensa
diferente, provavelmente por que tem pênis).
O que tem isso a ver com a pergunta: “de onde viemos e para onde
vamos”?
Isso tem relação àquilo que os pais esperam que ele seja. Em relação
aos desejos dos pais.
O “de onde viemos” equivale a “qual é a minha origem em relação ao
desejo de vocês? por que me puseram no mundo, para atender a quais

1
expectativas e esperando que eu me torne o quê?” (para onde
vamos?). De novo o Édipo está presente.
O que se busca, quando se quer aprender algo?
O que se espera é que na entrada da criança à escola, ela “sublime”
em “pulsão de saber”, associada a “pulsão de domínio” e a “pulsão de
ver”.
O desejo de saber associa-se com o de dominar, o ver e o sublimar.
Perguntam sobre outras coisas para continuar pensando sobre as
questões fundamentais.
Em todo ato de conhecimento está presente a dimensão da curiosidade
“sádica” propiciada pela pulsão de domínio.
Fantasia da cena primária: “relação sexual entre os pais”, onde a
criança imagina ser um personagem, através da identificação com uma
das personagens em cena.
O objeto dessa pulsão é, então, essa cena primária imaginada.

Pulsão sublimada = pulsão do saber


São seus derivados: o prazer de pesquisar, o interesse pela
observação da natureza, o gosto pela leitura, o prazer de viajar ver
coisas distantes e novas).
A matéria de que se alimenta a inteligência em seu trabalho
investigativo é sexual.
O que é aprender? Pressupõe uma relação com outra pessoa, a que
ensina, envolve a relação professor-aluno. Aprender é aprender com
alguém.
Freud nos mostra que um professor pode ser ouvido quando está
revestido por seu aluno de uma importância especial. Graças a ela, o
mestre passa a ter em mãos um poder de influência sobre o aluno.

2
OS EDUCADORES INVESTIDOS DA RELAÇÃO AFETIVA,
PRIMITIVAMENTE DIRIGIDA AO PAI, SE BENEFICIARÃO DA
INFLUÊNCIA QUE ESSE ÚLTIMO EXERCIA SOBRE A CRIANÇA -
TRANSFERÊNCIA.

PODER E DESEJO: a transferência na relação professor-aluno.


Transferências são reedições dos impulsos e fantasias despertadas e
tornadas conscientes durante o desenvolvimento da análise e que
trazem como singularidade característica a substituição de uma pessoa
anterior pela pessoa do médico.
Na relação professor–aluno, a transferência se produz quando o desejo
do aluno se aferra a um elemento particular, que é a pessoa do
professor. Em razão dessa transferência de sentimento operada pelo
desejo, ocorre também uma transferência de poder.
No caso do professor, abusar do poder seria equivalente a usá-lo para
subjulgar o aluno, impor-lhe seus próprios valores e idéias. Nesse
sentido o aluno poderá aprender conteúdos, gravar informações,
espelhar fielmente o conhecimento do professor, mas provavelmente
não saírá dessa relação como sujeito pensante.
O ENCONTRO DA PSICANÁLISE E A EDUCAÇÃO
Cabe ao professor o esforço imenso de organizar, articular, tornar
lógico seu campo de conhecimento e transmiti-lo a seus alunos. (
guiado pelo seu desejo)
A cada aluno cabe desarticular, retalhar, ingerir e digerir aqueles
elementos transmitidos pelo professor, que se engancha em seu
desejo, que fazem sentido para ele, que, pela via de transmissão única
aberta entre ele e o professor - a via de transferência – encontram eco
nas profundezas de sua existência de sujeito do inconsciente.
Referência Bibliográfica:

3
Kupfer, Maria Cristina M. 2001. Freud e a Educação: o mestre do impossível. Editora
Scipione São Paulo. (p. 77- 100).
Questões:
1- O que se busca quando se quer aprender algo?
Porque a criança pergunta tanto?
2- O que é angústia de castração?
3- O que é complexo de édipo?
4- O que se entende por transferência?
5- Explique esta afirmativa:
Freud nos mostra que um professor pode ser ouvido quando está revestido por seu
aluno de uma importância especial.
6- O que cabe ao professor, do ponto de vista da teoria psicanalítica?
E ao aluno?

Questões:
1- O que se busca quando se quer aprender algo?
Porque a criança pergunta tanto?
2- O que é angústia de castração?
3- O que é complexo de édipo?
4- O que se entende por transferência?
5- Explique esta afirmativa:
Freud nos mostra que um professor pode ser ouvido quando está revestido por seu
aluno de uma importância especial.
6- O que cabe ao professor, do ponto de vista da teoria psicanalítica?
E ao aluno?

Questões:
1- O que se busca quando se quer aprender algo?
Porque a criança pergunta tanto?
2- O que é angústia de castração?
3- O que é complexo de édipo?
4- O que se entende por transferência?
5- Explique esta afirmativa:
Freud nos mostra que um professor pode ser ouvido quando está revestido por seu
aluno de uma importância especial.
6- O que cabe ao professor, do ponto de vista da teoria psicanalítica?
E ao aluno?

Questões:
1- O que se busca quando se quer aprender algo?
Porque a criança pergunta tanto?
2- O que é angústia de castração?
3- O que é complexo de édipo?
4- O que se entende por transferência?
5- Explique esta afirmativa:
Freud nos mostra que um professor pode ser ouvido quando está revestido por seu
aluno de uma importância especial.
6- O que cabe ao professor, do ponto de vista da teoria psicanalítica?
E ao aluno?

Você também pode gostar