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A DIFERENÇA ENTRE TEOFANIA, EPIFANIA E SHEKINAH

Antropomorfismo
Teofania é um conceito de cunho teológico que significa a manifestação de Deus em
algum lugar, coisa ou pessoa. Tem sua etimologia enraizada na língua grega:
"theopháneia" ou "theophanía". Teofania é uma palavra que origina do grego theofania,
theós (“Deus’) e phanein (“aparecer”). Representa, assim, qualquer aparição ou
manifestação de Deus. A maioria dos teólogos entende que a palavra represente
unicamente as aparições e não a essência de Deus, baseados em Jo 1,18: “Ninguém
jamais viu a Deus. O Deus (Filho) unigênito, que está no seio do Pai, é quem o
revelou”. A Enciclopédia de Religião assim a define: “Teofania, manifestação íntima de
Deus a um ser humano em um momento e local definido; muitas vezes físico, como na
Ilíada e no livro de Gênesis, mas mais espiritual na forma clássica posterior como para
Moisés no arbusto em chamas, Moisés no Sinai, Elias em Horebe, e Jesus, em sua
transfiguração. A teofania é mais espetacular e pessoal do que a mera revelação”.
Espetacular Que consegue seduzir através da beleza; que seduz por ser grandioso, original
ou luxuoso: ópera espetacular.

A doutrina teísta da teofania ensina que o Criador não abandonou a criação, mas está
presente para intervir nas atividades humanas, recompensando e punindo, orientando e
cuidando. Ela contrasta com a doutrina deísta, que ensina que o Criador, ou Força
Criativa, abandonou a criação aos cuidados da lei natural.

Geralmente se explica a teofania como um antropomorfismo, ou seja, vêem o ser divino


em forma humana. Desta forma, o “anjo do Senhor” torna-se a forma mais comum de
teofania, Ex 23.20-23; 32.34; 33.14ss.; Is 63.9. Em Gn 48,15s, é paralelo a ver Deus,
embora não a sua essência, quando várias vezes Jacó fala sobre o “anjo” que o visitou e
que o livrou. O texto de Gn 18, como veremos na questão a seguir, mostra Abraão
recebendo visitantes angélicos. Dois deles foram para Sodoma, porém um ficou e
aceitou a intercessão de Abraão. Diz o v.33: “E foi-se o Senhor, quando acabou de falar
a Abraão...”Na mentalidade judaica, ver o anjo do Senhor correspondia a ver o Senhor
que o enviou, como em Jz 6.22: “... vi o Anjo do Senhor face a face”. Jacó assim se
expressou: “... vi a Deus face a face e a minha vida foi salva”, Gn 32.30, depois de ter
lutado com “um homem”, v.24, onde os estudiosos da Bíblia entendem que seria um
anjo. Os pais de Sansão também receberam a visita do anjo e temeram a morte, Jz 13.

Jesus Cristo, tido como a teofania suprema, quando de Sua encarnação, o 1.1; 14.9,
depois de assunto ao céu, apareceu a Paulo, At 9,3ss, e a Estevão, At 7.55,56.

Shekinah Um termo utilizado nos Targuns e no Talmude, é Shekinah, palavra que


representa “moradia” ou “presença” ou “aquilo que vive”.
Talmud/im: Estudo da doutrina judaica Targum/im “Significa tradução”
Empregada muitas vezes como “glória de Deus”, manifestações divinas especiais no
tabernáculo, no templo, na nuvem que acompanhou Israel pelo deserto, na arca da
aliança e várias outras aparições pessoais, tanto no Velho como no Novo Testamentos.
É uma revelação ou manifestação sensível da glória de Deus, ou através de um anjo, ou
através de fenômenos impressionantes da natureza. Uma das mais importantes teofanias
foi a manifestação do Senhor a Moisés, quando o exortou a liderar a fuga do povo
hebreu do Egito, conforme relatado em Êxodo 3: Moisés apascentava o rebanho de
Jetro, seu sogro, sacerdote de
Madiã. Um dia em que conduzira o rebanho para além do deserto, chegou até a
montanha de Deus, Horeb. O anjo do Senhor apareceu-lhe numa chama (que saía) do
meio a uma sarça. Moisés olhava: a sarça ardia, mas não se consumia. “Vou me
aproximar, disse ele consigo, para contemplar esse extraordinário espetáculo, e saber
porque a sarça não se consome.” Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver,
chamou-o do meio da sarça: “Moisés, Moisés!” “Eis-me aqui!” respondeu ele. E Deus:
“Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te
encontras é uma terra santa. Eu sou, ajuntou ele, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o
Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para
Deus. O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os
seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos. E desci
para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir do Egito para uma terra fértil e
espaçosa, uma terra que mana leite e mel, lá onde habitam os cananeus, os hiteus, os
amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Agora, eis que os clamores dos israelitas
chegaram até mim, e vi a opressão que lhes fazem os egípcios. Vai, eu te envio ao faraó
para tirar do Egito os israelitas, meu povo”. Moisés disse a Deus: “Quem sou eu para ir
ter com o faraó e tirar do Egito os israelitas?” “Eu estarei contigo, respondeu Deus; e eis
aqui um sinal de que sou eu que te envio: quando tiveres tirado o povo do Egito,
servireis a Deus sobre esta montanha”. Moisés disse a Deus: “Quando eu for para junto
dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me enviou a eles, que lhes
responderei se me perguntarem qual é o seu nome?” Deus respondeu a Moisés: “EU
SOU AQUELE QUE SOU” (YAWEH). E ajuntou: “Eis como responderás aos
israelitas: (Aquele que se chama) EU SOU envia-me junto de vós.” Deus disse ainda a
Moisés: “Assim falarás aos israelitas: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de
Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, quem me envia junto de vós. Este é o meu
nome para sempre, e é assim que me chamarão de geração em geração”. “Vai, reúne os
anciãos de Israel e dize-lhes: o Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de
Isaac e de Jacó apareceu-me. E disse-me: eu vos visitei, e vi o que se vos faz no Egito, e
disse: tirar-vos-ei do Egito onde sois oprimidos, para fazer-vos subir para a terra dos
cananeus, dos hiteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, terra que
mana leite e mel. Eles ouvirão a tua voz. Irás então com os anciãos de Israel à presença
do rei do Egito e lhe direis: o Senhor, o Deus dos hebreus, nos apareceu. Deixa-nos,
pois, ir para o deserto, a três dias de caminho, para oferecer sacrifícios ao Senhor, nosso
Deus.

Epifania(do grego: Ἐπιφάνεια, : "a aparição; um fenômeno miraculoso") é uma súbita


sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo
é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou a última
peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa" do problema. O
termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece
ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na
expressão I just had an epiphany, o que indica que ocorreu um pensamento, naquele
instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural).
Epifania também possui o significado de manifestação ou aparição divina. A Epifania
do Senhor é uma festa religiosa cristã que celebrava-se no dia 6 de janeiro, ou seja,
doze dias após o Natal, porém, a partir da reforma do calendário litúrgico em 1969
passou a ser comemorada 2 domingos após o Natal.
A Epifania representa a manifestação de Jesus Cristo como o
enviado de Deus Pai, quando o filho do Criador dá-se a
conhecer ao Mundo. Na narração bíblica Jesus deu-se a
conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos,
porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos:

1) A Epifania propriamente dita perante os magos do oriente


(como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada no
dia 6 de Janeiro.

2) a Epifania a João Batista no rio Jordão.

3) e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública


com o milagre de Caná quando começa o seu ministério. No
sentido literário, a "epifania" é um momento privilegiado de
revelação, quando acontece um evento ou incidente que
"ilumina" a vida da personagem.
A maior diferença entre teofania ea pifania esta no fato de que, enquanto teofania se
refere a uma manifestação local temporária ( uma aparição visível) de Deus aos homens.
Teofania, (do grego theos = Deus, e phaínos = aparecer = theophánia) pode ser
aparições de Deus ou de seres angélicos , quase sempre as Teofanias apresentam a cena
com riqueza de detalhes, pondo-la no alto de um monte ou destacando-la numa nuvem,
como a Aparição de Deus a Moisés. Com isto querem dizer que Deus está ao mesmo
tempo presente e oculto. Sim destaco uma das teofanias mais famosas, a da anunciação
(Lc 1, 26-38), não consta nenhum evento semelhante ao da mensagem trazida pelo anjo
à Virgem Maria. A Epifania (por etimologia do grego: επιφάνεια é a: "manifestação; um
fenômeno milagroso): refere-se à manifestação permanente de Elohim( na encarnação
de Mashiach).

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões,
ações de graça, em favor de todos os homens…” (1Tm 2,1).

“…já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2,20).

“Elohim o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para
que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e
toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” ! (Fp
2,9ss).

“Por esta razão dobro os meus joelhos perante o Pai,para que, segundo as riquezas da
sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem
interior, a fim der que possais compreender, e conhecer o amor de Mashiach, que
excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de
Elohim...”(Ef 3,14-20)

“E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a
sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos,
estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (1Jo 5,14s).

“Aquele que busca conhecimento, com o propósito de se exibir para as pessoas, torna-se
sinônimo de vaidade. Aquele que busca conhecimento, com o intuito de ensinar outras
pessoas, , torna-se sinônimo de amor. Mas aquele que busca conhecimento, visando
aplicar o conhecimento adquirido em sua própria vida, torna-se sinônimo de sabedoria”(
Richard Baxter).

Talmud/im: Estudo da doutrina judaica. “Da raiz lmd, “estudar”. O termo completo é
Talmud Torah, ensinamento que vem da Torah. Existe duas versões do Talmud
Palestinense-de Jerusalém, que recolhe material vindo das escolas palestinenses
(Tiberíades, Cesáreia e Séforis) e escrito em língua hebraica e o aramaico.

A outra versão do Talmud é o Babilonense que recolhe o material das escolas da


diáspora (Nehardea, Pumbedita, Surra), A redação é em aramaico babilonense. O
Talmud Babilonense é mais completo do que o Talmud Palestinense.

Targum/im “Significa tradução” Vem do verbo tirgem, “traduzir, explicar”. Depois da


leitura da perícope da Escritura em Hebraico, o “Meturgeman” traduzia para a
assembleia em aramaico (língua conhecida, pois era a língua da vida diária, e do
relacionamento humano). É uma tradução, considerada livre, ampliada e atualizada, rica
em exemplos. Esta ligada estritamente ao culto da Sinagoga. Entre os
targumim conhecemos: o Targum Neofiti (pentateuco), o Targum Jerushalmi,o targum
Onqelos, o Targum dos Profetas, etc.
Torá: Literalmente podemos falar em guia, instrução, ensinamento. É traduzida para o
português como Lei, embora a esta tradução apenas se aproxime de toda a riqueza do
vocábulo original.

Em sentido restrito, podemos dizer que seja os cinco livros de Moisés, (Pentateuco) e
num sentido mais amplo todo o Antigo Testamento.