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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DELEGADO FEDERAL TITULAR

DA DELEGACIA DE POLÍCIA DE FEDERAL DO MUNICÍPIO DE PORTO


VELHO – RO.

Inquérito Policial nº 1002209-12.2019.4.4100

ALEXANDRE PIRES DA SILVA, brasileira, solteiro, autônomo, portador do


Cédula de Identidade R.G nº 1045125–SSP/RO, inscrito no Cadastro de Pessoa Física
– CPF/MF sob nº 536.089.762-72, e-mail: alexandre.pires.jus@hotmail.com, telefone:
(069) 99209-0988, residente e domiciliado na Rua José Fona, nº 6211, Bairro Igarapé,
CEP 76.824-258, Porto Velho – RO, nos autos do Inquérito Policial em epígrafe, vem
mui respeitosamente à presença de V. Exma. Requerer a RESTITUIÇÃO DE COISA
APREENDIDA, expondo para ver atendida a pretensão o quanto segue:

I – SINOPSE FÁTICA

No dia 07 de junho do ano corrente, foram apreendidos objetos, se tratando de: Um


aparelho celular tipo SMARTPHONE, MARCA LG, MODELO K200, COR
DOURADA, IMEI nº................. e ................, de propriedade do acusado e Preso
BELTRANO DE TAL, auto de exibição e apreensão presente no Inquérito Policial nº
................. O veiculo foi apreendido sob a alegação de ter sido utilizado para a prática
de crime de roubo, bem como o referido aparelho telefônico que foi encontrado na
posse do acusado, ficando os mesmo sob a guarda da autoridade policial. Ocorre que,
FULANA DE TAL, ora Requerente, é esposa de BELTRANO DE TAL, conforme se
verifica da Escritura Pública Declaratória que, ambos mantém vida marital há mais de
2 (dois) anos, possuem, um filho menor impúbere, conforme Certidão de Nascimento
juntada no apenso de Liberdade Provisória do Réu. Pois bem. Bom de dizer que não
se trata de veiculo de instrumento do crime ou de objeto obtido por meio ilícito, fatos
que apontam para o direito da peticionaria em reaver os bens móveis do seu
companheiro.

II – FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA

A permanência da apreensão do veiculo bem como o aparelho telefônico celular


anteriormente descrito já não interessa mais para apuração dos fatos, tendo em vista o
disposto do artigo 118 do Código de Processo Penal, bem como a necessidade da
restituição, por não se tratar de objeto cuja posse, por si só, configure delito. E por não
se tratar de produto de crime, uma vez que é comprovado pertencer ao Réu, sendo que
a Constituição lhe assegura o direito de propriedade sobre o bem, conforme o exposto
no artigo 5º, inciso XXII, c/c 1.228 do Código Civil, no qual o proprietário poderá
reaver o bem de quem injustamente o detenha. Desse modo, observa-se que não há
motivos para manter sob custodia, tendo em vista tratar-se o bem, de meio utilizado
para obtenção de seu sustento e de sua família.

III – DOS PEDIDOS

Considerando a justiça e sensatez que caracterizam as respeitáveis decisões deste


Juízo Monocrático da 1ª Vara Criminal Da Comarca De Araguaína Estado Do
Tocantins, precedidos de cordiais saudações, diante de todo o exposto e oitiva do
Ilustre Representante do Ministério Público, requer a restituição dos bens acima
descritos, nos termos do artigo 120 do CPP.

Protesta provar a propriedade através dos documentos ou provas que passam


acostadas. Respeitosamente, Roga-se por deferimento. Março de 2018, dia 29.
Araguaína - Tocantins. Advogado OAB nº .....-TO
Porto Velho – RO, 07 de junho de 2019

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ALEXANDRE PIRES DA SILVA
CPF/MF nº 536.089.762-72