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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

______
PROVINCIA DE TETE
DIRECÇÃO PROVINCI AL DAS PESCAS

RELATÓRIO BALANÇO DO PES - 2009

I- INTRODUÇÃO

A actividade de pesca na Província de Tete, constitui a principal fonte de rendimento das populações situadas
ao longo da Albufeira de Cahora Bassa e do rio Zambeze, em que a pesca desempenha um papel importante
na economia dos Distritos em termos de contribuição no abastecimento de proteína animal, na fixação das
populações e geração de emprego.

O presente documento descreve as actividades desenvolvidas ao longo do ano de 2009 no que concerne aos:
Recursos Humanos, Administração Pesqueira, Inspecção de Pescado, Extensão Pesqueira, Investigação
Pesqueira e Fomento Pesqueiro.

Para o cumprimento do programa Quinquenal do Governo esta Direcção tem como objectivos:
 Controlar o uso sustentável dos recursos pesqueiros;
 Reduzir os níveis de desemprego;
 Aumentar as receitas líquidas geradas pelo sector;
 Melhorar as condições básicas das comunidades pesqueiras (redução dos níveis de pobreza
absoluta).

O sector das Pescas planificou para o presente ano as seguintes actividades:


⇒ Licenciar e renovar embarcações de pesca de Kapenta e de operações conexas;
⇒ Fiscalizar artes de pesca Semi- industrial e Artesanal;
⇒ Realizar encontros com operadores de Kapenta para o balanço de 2008 e preparação da
campanha de pesca de 2009;
⇒ Actualizar o cadastro das empresas de Kapenta operacionais para 2009;
⇒ Recolher e registar dados de captura de produção pesqueira;
⇒ Vistoriar para o licenciamento sanitário embarcações e estabelecimentos de processamento
de kapenta
⇒ Recolher preços do pescado nos mercados e centros de pesca;
⇒ Incentivar a criação das associações dos pescadores e conselhos comunitários de pesca
(CCP);
⇒ Capacitar às associações de pescadores artesanais e Piscicultores em matéria de créditos;
⇒ Promover e formar as associações de piscicultores e pescadores artesanais
⇒ Acompanhar a implementação do projecto integrado de Agricultura e Piscicultura;
⇒ Comprar e processar Amostras para o estudo da biologia reprodutiva das principais espécies
capturadas pela pesca artesanal

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II-ADMINISTRAÇÃO PESQUEIRA

1. PRODUÇÃO DO PESCADO
Das 26,510 toneladas planificadas, a produção pesqueira atingiu 28,735 toneladas de pescado contra 24,455
toneladas do ano 2008; representando assim um crescimento de 18%.
De um modo geral, este crescimento é resultado da melhoria na recolha de dados, monitoria e capacitação
das empresas de Kapenta no sentido de reportarem fielmente a informação estatística sobre as capturas.
No entanto, este aumento ainda está abaixo do valor real, uma vez que verifica-se roubo de capturas de
Kapenta durante a pesca que atinge cerca de 20 a 40%.
Vide o quadro abaixo:
2008 2009 Realizaçã Variação
PRODUTO
Plano Real Plano Real o (%) (%)
Kapenta 12,000 10,055 12,000 13,131 109 31
Peixe Diverso 14,500 14,400 14,500 15,600 108 8
Piscicultura 7 0.49 10 4 40 712
Total 26,507 24,455 26,510 28,735 108 18

2. LICENCIAMENTO
Semi – Industrial
Foram licenciadas 214 embarcações para a pescaria de Kapenta das 230 planificadas e 4 de operações
conexas, contra 223 licenças de pesca de Kapenta e 5 de operações conexas emitidas em 2008, representando
um decréscimo de 2.2%.

Este decréscimo deveu-se ao estado obsoleto de algumas embarcações, por outro lado, o cancelamento do
direito de pesca de 2 empresas com um total de 8 embarcações.

Artesanal
A actividade do licenciamento e fiscalização da pesca artesanal foi descentralizada para os governos distritais
no âmbito da Lei dos Órgãos Locais do Estado.
Assim sendo foram emitidas 904 licenças das 1.200 planificadas contra 1.717 de igual período do ano
anterior, representando um decréscimo de 47%. Este facto deveu-se a fraca aderência dos pescadores no
licenciamento por arte de pesca.

Pesca Recreativa e Desportiva


Na pesca recreativa e desportiva foram licenciadas 108 artes de pesca contra 36 artes de igual período de
2008, representando um crescimento na ordem de 200%. Este crescimento deveu-se aumento da actividade
turística na albufeira de Cahora Bassa onde os turistas nacionais e estrangeiros tendem a praticar a pesca
recreativa e desportiva como actividade de lazer.

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3. FISCALIZAÇÃO E MONITORIA DA ACTIVIDADE DA PESCA
Foi adquirido 1 barco de fiscalização e realizadas 4 missões e 2 inspecções regulares tendo sido instaurados
60 processos de infracção de pesca dos quais destaca-se a falta de entrega de dados de captura, submissão de
dados de captura falsos, exercício de operações conexas a actividade de pesca sem devida autorização, a
pesca sem o devido licenciamento e o uso de artes de pesca não recomendadas.

Na pesca artesanal no distrito de Zumbo, foram realizadas 8 patrulhas de fiscalização conjunta com a policia
marítima e a força de guarda fronteira tendo sido detectadas 45 artes de pesca com pescadores ilegais e no
distrito de Cahora-Bassa foram apreendidas e destruídas 103 artes nocivas a pesca na presença de pescadores
artesanais do distrito. No distrito de Magoe foram confiscadas 13 artes nocivas sendo 10 redes mosquiteiras
no centro de pesca de Cazindira.

Medidas tomadas
• Aplicação de multas as empresas de Kapenta
• Confiscadas e destruídas 158 artes nocivas a pesca, sendo 13 artes distrito de Magoe, 42 Zumbo e
103 Cahora-Bassa.

III- INSPECÇÃO DO PESCADO

O INIP – Delegação de Tete tem como principais actividades o licenciamento sanitário, certificação sanitária
e control trans-fronteiriço nos distritos em que o INIP tem representação tais como: Zumbo, Marávia,
Mágoe, Mutarara, Moatize, Cahora-Bassa e Cidade de Tete.

1. LICENCIAMENTO SANITÁRIO
No período em análise foram licenciados 50 estabelecimentos, contra 51 do ano transacto, e foram
vistoriadas 220 embarcações de pesca, 4 de operações conexas contra 223 embarcações de pesca e 5 de
operações conexas vistoriadas em 2008.

Q.2 - Licenciamento sanitário


VISTORIA/LICENCIAMENTO SANITÁRIO
2008 2009
Estabelecimentos de processamento 51 50
Embarcações de operações conexas 5 4
Embarcações de pesca 223 220

2. CERTIFICAÇÃO SANITÁRIA
a) - Inspecção de lotes para exportação
Foram emitidos 350 certificados sanitários contra 316 do ano transacto, tendo sido inspeccionadas 2,962
toneladas de Kapenta seco, 15.5 toneladas de Kapenta congelado, 355 toneladas de peixe seco e 1.5
toneladas de peixe congelado para exportação contra 2,223 toneladas de peixe Kapenta, 448 toneladas de
peixe seco, 357 de peixe fumado e 0,8 toneladas de peixe congelado de igual período de 2008. Vide o quadro
abaixo.

PRODUTO 2008 2009 Realizaçã Variação

3
o
Plano Real Plano Real (%)
(%)
Kapenta Congelado 0.00 15.5
2,000 3,700 80.5
Kapenta Seco 2,223 2,962 33.2
Peixe Congelado 0.80 1.5 87.5
Peixe Fumado 1,000 357 2,000 0 17.8
Peixe Seco 448 355 - 20.8

O produto de maior Certificação é o Kapenta seco para a Zâmbia seguido de peixe salgado seco para a
República Democrática do Congo, contudo um novo movimento de peixe congelado e Kapenta congelado
está surgindo para o Zimbabwe, Zâmbia e Tanzania.

b) Circulação Interna
No período em análise foram emitidas 6,197 Declarações de Verificação contra 5,061 do ano transacto, tendo
sido inspeccionadas 2,431 toneladas de Kapenta seca, 377 toneladas de Kapenta fresca, 347 toneladas de
peixe fresco, 3,771 toneladas de peixe seco e 19 toneladas de peixe fumado para o mercado interno. Vide o
quadro a baixo:

Q.4 - Circulação interna do pescado (em toneladas)


Produto 2008 2009 Variação (%)
KAPENTA SECA 2,178 2,431 11.6
KAPENTA FRESCA 0 377
PEIXE FRESCO 225 347 54.2
PEIXE SECO 3,981 3,771 - 5.3
PEIXE FUMADO 0 19

c) - Produtos sem valor comercial


Ao longo do ano 2009 foram emitidos 25 boletins contra 9 do ano 2008 e foram maioritariamente passados
para camarão e peixe fresco, para Portugal e África do Sul. Vide o quadro a seguir:

Q.5- Produtos sem valor comercial (em Kgs)


Produto 2008 2009
Peixe seco 4.5 0
Peixe fresco 0 24
Camarão/Carangueijo 34 78

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IV. INVESTIGAÇÃO PESQUEIRA

• Pesca Artesanal

A monitoria da pesca artesanal na Província de Tete (albufeira de Cahora Bassa) é feita desde Abril de 2007
através da recolha de dados de captura e esforço de pesca. Os distritos cobertos são os quatro ribeirinhos
nomeadamente Cahora Bassa, Marávia, Magoe e Zumbo. As artes monitoradas nestes distritos são o arrasto
para praia, o emalhe de superfície e de fundo, a pesca linha e emalhe à deriva.

A produção pesqueira estimada por amostragem para o ano de 2009 foi de 12,059 toneladas. Refira-se que
nestes resultados não estão incluídos dados do mês de Dezembro porque ainda se está no processo de recolha
dos mesmos e que, devido a avaria do motor do barco de amostragem, no estrato de Chicoa não foi feita a
amostragem nos meses de Novembro e Dezembro.

Por outro lado, a qualidade de dados do distrito de Marávia foi condicionada pelo surto de cólera que afectou
a localidade de Chipera, onde estão baseados os amostradores e pela existência de leões na área, facto que
levou os amostradores a interromperem o seu trabalho entre os meses de Agosto e Setembro.

A tabela abaixo ilustra o volume das capturas estimadas por distrito e deve ser considerada uma sub-
estimação do volume real da captura anual, muito provavelmente em cerca de 30%

Q.6 - Produção pesqueira (estimada por amostragem)


TRIMESTRES
DISTRITO TOTAL
I II III IV
Cahora-Bassa 37 298 144 79 558
Maravia 477 503 604 550 2,134
Magoe 412 1,662 681 340 3,095
Zumbo 739 3,374 1,311 848 6,272
Total 1,665 ton 5,837 ton 2,740 ton 1,817 ton 12,059 ton

• Pesca Semi-industrial

A recolha e registo dos dados tem seguido conforme programado, de acordo com as condições existentes.
Como foi referido anteriormente, dado o grande volume de produção de estatísticas, a capacidade técnica
existente não tem conseguido processar os dados em tempo útil.

Da monitoria feita junto as empresas de Kapenta durante o ano, constatou-se que existem no total 49
empresas das quais 31 empresas reportam os seus dados de captura normalmente tanto na entrega como a sua
produção. Paralelamente a isto, 16 empresas apresentaram certas dificuldades na entrega das suas fichas de
capturas diárias e copiosamente a produção destas empresas tende a baixar. De salientar que das 49 empresas
monitoradas, 2 (Amodeg e M.G.J.E. Moçambique) não reportam seus dados de captura desde o primeiro
semestre do ano.

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V. EXTENÇÃO PESQUEIRA

1. Pesca Artesanal
1.1 Estatistica da pequena produção pesqueira
No âmbito desta componente realizou-se a recolha da informação sobre preços do pescado no total de 50
Fichas sendo 38 no mercado OUA - Cidade de Tete e 12 no centro Zingunuqué (Zumbo). A informação
recolhida foi processada na base de dados ao nível da província e canalizada ao IDPPE sede.

No distrito de Magoe especificamente nos centros de pesca de Cazewe e Chipalaua a recolha da informação
sobre preços do pescado ficou interrompida devido a transferência do técnico para a sede distrital, tendo se
recolhido apenas ao longo deste periodo 4 fichas.

Foram divulgados 6 Boletins no mercado OUA e outras instituiçoes do sector das pescas. A divulgação é
feita mediante a distribuiçao de alguns exemplares aos comerciantes.

1.2 Promoção de organizações de base


1.2.1 Conselhos Comunitários de Pesca
No âmbito de gestão participativa dos recursos pesqueiros, foram levadas a cabo acções de promoçao de
Conselhos Couminitários de Pesca ao nível dos postos de extensão. Durante o período em analise, foi criado
um CCP no centros de Pesca de Caye e tendo sido revitalizado o CCP de Cazindira. Também foram iniciadas
acções de promoção de CCP no centro de Pesca de Nhabando - Distrito de Cahora Bassa.

Actualmente existem dez (10) CCP’s na Província de Tete dos quais 8 estão em funcionamento, sendo 5 no
distrito de Magoe, 2 no Zumbo e 1 no distrito de Changara. É de salientar que nem todos estão a funcionar
devidamente, por falta de assistência técnica causada pelos transtornos na execução orçamental, razão pela
qual ainda não temos um CCP legalizado mas prevê-se que a situação seja revertida.

1.2.2 Associativismo
Fez-se o acompanhemento dos grupos associativos já existenets nos distritos de Cahora Bassa, Magoe e
Zumbu. De forma geral o seu desempenho é deficiente devido a dispersão dos seus membros e por falta de
incentivo, isto deriva-se fundamentalmente do fraco acompanhamento.

A Província possui vinte e cinco (25) associações de pescadores, comerciantes e transportadores de produtos
da pesca das quais 10 estão operacionais, sendo um (1) no distrito de Cahora Bassa, dois (2) em Magoe,
quatro (4) em Mutarara e três (3) no Zumbo.

1.3 Tecnologia de pesca


Nesta linha de trabalho, a intervenção insidiu basicamente na sensibilização dos pescadores artesanais de
modo a abandonarem a prática de artes nocivas e ao mesmo tempo divulgar artes de pesca permitidas na
Albufeira de Cahora Bassa segundo o Regulamento da Pesca das Águas Interiores.

Na sequência destas acções, foram confiscadas 13 artes nocivas sendo 10 redes mosquiteiras no centro de
pesca de Cazindira (Magoe) e 3 redes de pesca com malhagem não recomendada no centro de pesca de
Nhabando (Cahora Bassa) pela associação de pescadores APENHA.

1.4 Tecnologia de pescado

6
No âmbito desta componente foram realizadas acções de promoção de boas práticas de manuseamento e
processamento sobre o pescado ao nível dos postos de extensão. A intervenção dos extensionistas nesta
matéria era limitada por falta de conhecimentos sobre o papel a desempenhar, daí que se planificou a sua
capacitação para melhor dar apoio técnico aos grupos alvo.

Beneficiaram-se da referida capacitação 15 extensionistas, durante a qual houve sessões teóricas e praticas
das diferentes técnicas de processamento nomeadamente a salga-secagem, a fumagem e conservação do
pescado a gelo, para além de outros temas que foram abordados tais como noções basicas do pescado, perdas
pós-captura, perfil do extensionista no âmbito de tecnologia do pescado. Esta realização contou com o apoio
do IDPPE - delegação de Manica.

Foram capacitados 43 pescadores artesanais /processadores em matéria sobre manuseamento e


processamento do pescado, na localidade de Goli-Goli – Distrito de Mutarara. A capacitação foi orientada
pelo técnico do DTP em coordenação com a delegação do IDPPE -Tete e financiada pelo INGC no âmbito
do Projecto de Redução do Risco de Calamidades nos Bairros de Reassentamento.

1.5 Poupança e Crédito Rotativo


No referente a esta componente, tinha sido planificada a promoção de dois (2) Grupos de PCR sendo um (1)
no distrito de Cahora Bassa e outro no de Magoe.

Em relação a realizações, houve uma capacitação prática de cinco (5) extensionistas baseados nos Distritos
de Cahora Bassa (2) e Magoe (3), na qual resultou na promoção de um (1) Grupo de PCR na Localidade de
Daque – Distrito de Magoe, composto por 16 membros. A capacitação foi orientada pelos técnicos do DDS,
o maior constrangimento verificado foi a insuficiência de transporte o que contribuiu para o atraso na
deslocação dos técnicos ao terreno.

2. Piscicultura
No âmbito da piscicultura comercial foi feito o lançamento do projecto Deep Water e aprovado o projecto
Mozambeze.

2.1 Capacitação e assistência técnica


No âmbito da piscicultura foram capacitados 150 piscicultores dos distritos de Moatize, Tsangano, Angónia,
Macanga, Marávia e Chiúta em matéria básica de piscicultura integrada e ainda 14 piscicultores dos distritos
de Moatize e Macanga em matéria de Poupança e Crédito Rotativo (PCR).

No distrito de Angónia foram realizadas acções de assistência técnica e monitoria aos piscicultores dos
povoados de Magomero (com 2 tanques piscícolas) e Dómuè Sede (com 9 tanques piscícolas) e ainda houve
promoção para abertura de tanques nos povoados de Chimuala e Mpenha.

Na Província de Tete, no total foram assistidas 26 associações e 12 singulares.

2.2 Povoamento de tanques


No distrito de Macanga foram povoados 88 tanques das associações Mussequere, Mathithi 2, Zobwe 1,
Zobwe 2, Kanthu Nkaco e Tianjane; com alevinos provenientes da Província de Manica.

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Foi feita a supervisão nos distritos de Chiúta, Marávia, Macanga, Moatize, Tsangano e Angónia onde a
prática desta actividade tem maior envolvimento das comunidades.

De todos os distritos visitados, Macanga é que teve maior aderência da população na prática da piscicultura
contudo há problemas de crescimento do peixe e os alevinos povoados em Janeiro não estão a ter o
desenvolvimento desejável devido a problemas climatéricos, segundo os piscicultores.

Pelo levantamento feito, constatou-se que o maior problema está no maneio dos tanques e os alevinos. Por
outro lado, as recomendações deixadas pelos técnicos não são acatadas devidamente.

VI - FOMENTO PESQUEIRO

1. Financiamento de credito aos pescadores e piscicultores


O Fomento Pesqueiro tem na província de Tete uma carteira de credito em circulação no valor de
2,315,433.04mt (dois milhões, trezentos e quinze mil, quatrocentos e trinta e três meticais e quatro centavos)
resultantes do apoio a pesca no âmbito do Programa de Reconstrução Pós - Emergência (PRPE), do
investimento directo no âmbito do F.F.P, projecto OPEC, do INAQUA e do financiamento no âmbito da
consignação beneficiando a um total de 771 mutuários
No decorrer do período em analise, financiou-se aos piscicultores dos distritos de Moatize, Tsangano,
Angónia, Macanga, Marávia e Chiúta em diversos materiais piscícolas no âmbito do projecto OPEC e do
INAQUA no valor de 207,579.32mt (duzentos e sete mil, quinhentos e setenta e nove meticais e trinta e dois
centavos), tendo beneficiado a 265 membros associados e individuais.

2. Reembolso do crédito

Durante o ano de 2009, os reembolsos de crédito cifraram-se em 312,677.22mt (trezentos e doze mil,
seiscentos e setenta e sete meticais e vinte e dois centavos), contra o planificado de 454,677.63mt
(quatrocentos e cinquenta e quatro mil, seiscentos e setenta e sete meticais e secenta e três centavos) o que
representa uma realização na ordem de 69% e um decréscimo de 11% comparativamente ao igual período de
2008, quando se atingiu 352,495.04 (trezentos e cinquenta e dois mil, quatrocentos e noventa e cinco
meticais e quatro centavos). Vide o quadro a baixo:

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Q.7 - Valores globais de contratos, reembolsos e numero de mutuarios
2008 2009
INVESTIMENTO NM Contrato Reembolso NM Contrato Reembolso
LCR-PRPE 84 1,146,958.39 131,459.04 70 955,703.22 142,364.28
LCR-FFP 88 430,688.78 143,428.00 87 554,850.27 96,152.35
LCR-Piscicultura
FFP/OPEC 358 135,706.48 17,608.00 492 337,905.38 57,160.59
Consignacao 2 253,774.17 60,000.00 2 253,774.17 17,000.00
Oxfam - Mutarara 0 0 0 120 213,200.00 0
TOTAL 532 1,967,127.82mt 352,495.04mt 771 2,315,433.04mt 312,677.22mt
NM = Número de mutuário

No decorrer do período em análise, concluíram com as suas amortizações os seguintes mutuários:


• Pesca artesanal: Associação Lurdes Mutola, Simbazaco e 7 mutuários individuais dos distritos de
Zumbo, Cahora Bassa e Magoe.
• Piscicultura: Associações Zontse ndimoio e Zobwe 1, ambos do distrito de Macanga.

Ainda ao longo do ano 2009, foram emitidas e envidas 10 cartas de advertência aos mutuários dos distritos
de Cahora Bassa e Magoe que não cumpriam com o estabelecido no acordo de financiamento.

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VII. RECURSOS HUMANOS (todo sector)

O Sector das Pescas ao nível da Província conta com 84 funcionários dos quais 39 estão colocados na Direcção Provincial, 23 na Delegação do IIP, 7
na Delegação do FFP, 9 na Delegação do INIP e 6 na Delegação do IDPPE.

Relativamente ao período em alusão, a Repartição de Recursos Humanos realizou as seguintes actividades:

Q.8 – Nomeação em comissão de serviço


Nº NOMEAÇÃO EM COMISSÃO DE SERVIÇO Obs.
ACTIVIDADE PLANIFICADO REALIZADO POR REALIZAR CUMPRIMENTO
%
1 Nomeação de Chefes de
Departamento Provincial (DAF e 2 2 0 100% -----------------
DAP)
2 Nomeação de Chefes de Repartição
Provincial (UGEA, RRH e 3 1 2 33.3% Falta de requisitos.
Admin.Fin.)
3 Nomeação de Chefe da Secretaria -----------------
Provincial. 1 1 0 100%
4 Nomeação de Chefes de Secção
Provincial (Ad.Pesq, Finan e RH). 4 0 4 0% Falta de requisitos
5 Secretária executiva (GDPPT) 1 0 0 0% ------------------

Q.9 – Recrutamento, promoção e progressão de funcionários


RECRUTAMENTO
Nº ACTIVIDADE PLANIFICADO REALIZADO POR REALIZAR CUMPRIMENTO Obs.
%
1 Técnico Profissional de Tecnologia de
Informação e Comunicação 1 1 0 100% --------------
2 Assistentes Técnicos 1 1 0 100%
3 Técnicos 1 0 1 0%
4 Agentes de Serviço 6 4 3 67% --------------
5 Técnicos Superiores N1 3 2 1 67% Transferência.

10
Nº PROMOÇÃO
ACTIVIDADE PLANIFICADO REALIZADO POR REALIZAR CUMPRIMENTO Obs.
%
1 Automática de Técnicos Superiores
N1, Classe E, para C, Escalão 1. 2 0 2 0% Em tramitação.
2 Automática de Técnicos Médios
Gerais Classe E, para C, Escalão 1. 3 3 0 100% ------------------
3 Automática de Assistentes Técnicos,
Classe E, para C, Escalão 1. 3 0 3 0% Em tramitação.
PROGRESSÃO
Nº ACTIVIDADE PLANIFICAD REALIZADO POR REALIZAR CUMPRIMENTO Obs.
O %
1 Técnicos Superiores das Pescas N1,
Classe C, Escalão 2 para 3 e outra 2 2 0 100% ------------------
Classe C, Escalão 1 para 2.
2 Auxiliares Administrativos, Classe U,
Escalão 1 para 2. 2 1 1 50% Em tramitação.
Funcionário
desligado nos
3 Operário, Classe U, Escalão 1 para 2 1 0 0 0% termos do nº3 do
artigo 25 do EGFE.
MUDANÇA DE CARREIRA
Nº ACTIVIDADE PLANIFICADO REALIZADO POR REALIZAR CUMPRIMENTO Obs.
%
1 Assistente Técnico, Classe E, Escalão
1, para Técnico, Classe E, Escalão 1 3 0 3 0% Em tramitação.
Auxiliares Administrativos sendo 1
2 para Técnico, Cla. E, Esc. 1 e outra 2 0 2 0% Em tramitação.
para Assist.Técnico, Cla. E, Esc. 1
3 Agente de Serviço para Assistente
Técnico Classe. E, Escalão 1 2 0 2 0% Em tramitação.

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Q.10 – Nomeação definitiva de funcionários
NOMEAÇÃO DEFINITIVA
Nº ACTIVIDADE PLANIFICADO REALIZADO POR REALIZAR CUMPRIMENTO Obs.
%
1 Técnicos Superiores N1, Cla. E, Esc 1 2 1 1 50% Em tramitação.
2 Assistentes Técnicos, Cla. E, Esc 1 3 3 0 100% -------------------
3 Auxiliar Administrativo, Cla. U, Esc 1 2 1 1 50% Em tramitação.
4 Agentes de Serviço, Cla. U, Esc 1 2 3 0 150% ------------------
5 Técnico, Cla. E, Esc 1 1 0 0 0% Em processo.
1 Funcionário
6 Operários, Cla. U, Esc 1 2 0 0 0% desligado nos
termos do nº3 do
artigo 25 do EGFE.

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VIII. RECEITAS
2008 2009 Realiz. Variação
ACTIVIDADE
Plano Real Plano Real (%) (%)
Pesca Semi- 5,318,700.0 4,942,792.5 5,587,600.0
5,126,302.50 91.74 3.71
Industrial 0 0 0
Pesca Artesanal
90,000.00 168,754.00 90,000.00 61,087.75 67.88 -63.80
#
Imposto De Selo 270,435.00 239,167.50 279,380.00 256,315.13 91.74 7.17
Pesca
2,800.00 18,000.00 18,000.00 46,400.00 257.78 157.78
Desportiva
Inspecção Do 1,350,000.0 1,126,395.2 1,500,000.0
1,461,834.48 97.46 29.78
Pescado * 0 1 0
Multa ----- 25,000.00 ----- 147,500.00 ----- 490.00
7,031,935.0 6,520,109.2 7,474,980.0
Total 7,099,439.86 94.98 8.89
0 1 0
*receita enviada na totalidade ao órgão central
# receita controlada pelos governos distritais

IX. EXECUÇÃO ORÇAMENTAL

• SECTOR DAS PESCAS (DPP, INIP, IIP, FFP, IDPPE)


Q. 9 SECTOR DAS PESCAS
DOTAÇÃO GASTO SALDO PERCENT.
SALAR. REMUNERACAO 7,459,555.12 4,635,170.03 2,824,385.09 62.14%
OUTRAS DESP. COM PESSOAL 2,599,739.00 2,199,190.75 400,548.25 84.59%
DESPESAS COM BENS E SERVICOS 5,198,062.34 3,064,337.12 2,133,725.22 58.95%
COMBUSTIVEIS & LUBRIFICANTES 1,267,077.76 1,184,277.76 82,800.00 93.47%
SUBSIDIO DE FUNERAL 47,125.30 19,500.00 27,625.30 41.385
DESPESAS DE CAPITAL 633,200.00 632,880.00 320.00 99.95%
TOTAL 17,204,759.52mt 11,735,355.66mt 5,469,403.86mt 68.21%

13
• Direcção Provincial das Pescas

Q. 9.1 DPP
DOTAÇÃO GASTO SALDO PERCENT.
SALAR. REMUNERACAO 4,670,990.00 3,066,283.83 1,604,706.17 65.65%
OUTRAS DESP. COM PESSOAL 1,349,550.00 1,150,369.75 199,180.25 85.24%
DESPESAS COM BENS E SERVICOS 1,746,660.00 1,495,370.12 251,289.88 85.61%
COMBUSTIVEIS & LUBRIFICANTES 360,000.00 324,000.00 36,000.00 90.00%
SUBSIDIO DE FUNERAL 31,560.00 12,000.00 19,560.00 38.02%
DESPESAS DE CAPITAL 3,200.00 2,880.00 320.00 90.00%
TOTAL 8,161,960.00mt 6,050,903.70mt 2,111,056.30mt 74.14%

• Instituto Nacional de Inspecção do Pescado


A exiguidade e o desembolso tardio de fundos por parte da D.P.P e Finanças tem criado dificuldades para o
cumprimento cabal das actividades planificadas.

Q. 9.2 INIP
DOTACAO GASTO SALDO PERCENT.
SALAR. REMUNERACAO 0.00 0.00 0.00
OUTRAS DESP. COM PESSOAL 83,079.00 83,079.00 0.00 100.00%
DESPESAS COM BENS E SERVICOS 284,130.00 284,130.00 0.00 100.00%
COMBUSTIVEIS & LUBRIFICANTES 51,300.00 51,300.00 0.00 100.00%
SUBSIDIO DE FUNERAL 9,000.00 2,500.00 6,500.00 27.78%
DESPESAS DE CAPITAL 0.00 0.00 0.00
TOTAL 427,509.00mt 421,009.00mt 6,500.00mt 98.48%

• Instituto Nacional de Investigação Pesqueira


Para o ano de 2009, o IIP – Delegação de Tete recebeu do Orçamento Geral do Estado um valor de
3,647,120.00mt. Este orçamento foi acrescido em cerca de 15% comparativamente ao do ano 2008.
Q. 9.3 IIP
DOTAÇÃO GASTO SALDO PERCENT.
SALAR. REMUNERACAO 1,253,547.00 731,868.08 521,678.92 58.38%
OUTRAS DESP. COM PESSOAL 555,498.00 543,230.00 12,268.00 97.79%
DESPESAS COM BENS E SERVICOS 900,000.00 900,000.00 0.00 100.00%
COMBUSTIVEIS & LUBRIFICANTES 566,262.00 566,262.00 0.00 100.00%
SUBSIDIO DE FUNERAL 6,565.30 5,000.00 1,565.30 76.16%
DESPESAS DE CAPITAL
TOTAL 3,281,872.30mt 2,746,360.08mt 535,512.22mt 83.68%

14
• Fundo de Fomento Pesqueiro
No período em apreço, planificou-se 2,503,902.74mt tendo sido dotado somente 848,356.82mt para o
pagamento de salários e 50,000.00mt para o funcionamento no mês de Agosto de 2009 e com uma dívida
para repôr ao crédito no valor de 196,080.55mt.

O FFP tem por pagar aos seus trabalhadores, em ajudas de custo, o valor de 108,930.00mt.

Q. 9.4 FFP
DOTACAO GASTO SALDO PERCENT.
SALAR. REMUNERACAO 837,018.12 837,018.12 0.00 100.00%
OUTRAS DESP. COM PESSOAL 80,612.00 80,612.00 0.00 100.00%
DESPESAS COM BENS E SERVICOS 87,472.34 87,472.34 0.00 100.00%
COMBUSTIVEIS & LUBRIFICANTES 8,715.76 8,715.76 0.00 100.00%
SUBSIDIO DE FUNERAL 0.00 0.00 0.00
DESPESAS DE CAPITAL 0.00 0.00 0.00
TOTAL 1,013,818.22mt 1,013,818.22mt 0.00mt 100.00%

• Instituto de Desenvolvimento da Pesca de Pequena Escala


Durante o periodo em análise, o IDPPE enfrentou dificuldades na execução do orçamento atribuido visto
que, tratando-se de uma instituição nova, havia alguns procedimentos no SISTAFE que deviam ser
regularizados ao nível da Direcção Provincial do Plano e Finanças (DPPF) que não foram cuidados
atempadamente.

Este processo levou bastante tempo, por um lado, deveu-se a falta de orientações claras por parte dos
técnicos da DPPF e por outro, o processo não dependia apenas da intervenção ao nível da província mas
também carecia o envolvimento de outras instituições tais como o Ministério do Plano e Finanças e o
Ministério da Função Pública.

Nos finais de Outubro, com o apoio do IDPPE sede, conseguiu-se desbloquear parcialmente o processo,
tendo se desembolsado os primeiros valores que permitiram a realização de algumas actividades.

Durante o ano em analise, a delegação foi atribuida um orçamento de 4.734,50Mts, devido as razões acima
apresentadas apenas foi desembolsado aproximadamente um terço do valor global, sendo 531,000.00 Mts
para Outras Despesas com Pessoal, 280,800,00Mts Combustível, 2,179,800.00Mts Bens e Serviços e
630.000,00Mts referente a Despesas de Capital.

De referir que na verba de despesas de capital a delegação pretendia adquirir mobiliário de escritório,
equipamento informático e uma moto. Deste equipamento, o fornecedor vencedor do concurso já procedeu
a entrega da moto. Vide o quadro a baixo:

Q. 9.3 IDPPE

15
DOTACAO GASTO SALDO PERCENT.
SALAR. REMUNERACAO 698,000.00 0.00 698,000.00 0.00%
OUTRAS DESP. COM PESSOAL 531,000.00 341,900.00 189,100.00 64.39%
DESPESAS COM BENS E SERVICOS 2,179,800.00 297,364.66 1,882,435.34 13.64%
COMBUSTIVEIS & LUBRIFICANTES 280,800.00 234,000.00 46,800.00 83.33%
SUBSIDIO DE FUNERAL 0.00 0.00 0.00
DESPESAS DE CAPITAL 630,000.00 630,000.00 0.00 100.00%
TOTAL 4,319,600.00mt 1,503,264.66mt 2,816,335.34mt 34.80%

X. OUTRAS ACTIVIDADES

1. No âmbito das vistorias sanitárias, a DINIP contou com o apoio de 3 técnicos sendo 1 do INIP-Sede,
1 da DINIP-Sofala e 1 do Dip-Manica.

2. Recolha de amostras de água no âmbito do monitoramento e acompanhamento do controle de


resíduos e metais pesados nas águas interiores.

3. No âmbito da piscicultura houve trocas de experiências com piscicultores de Manica no distrito de


Tsangano e ainda uma visita à empresa Lake Harvest em Kariba (Zimbabwe) que se dedica a
aquacultura comercial no âmbito dos projectos Deep Water, Mozambeze e Caliote Fresh e houve um
trabalho de acompanhamento do ponto de situação da implementação destes projectos.

4. Cruzamento de dados de captura da Kapenta entre o IIP e o Departamento de Administração


Pesqueira tendo se constatado que as empresas de Kapenta entregam dados diferentes as duas
instituições.

5. Foi realizado um Seminário Nacional de Estatística da Pesca de Pequena Escala na Beira onde a
delegação se fez representar com um (1) técnico, que teve como objectivo fundamental analisar o
estágio actual do Sistema de Informação da Estatística da Pesca Artesanal.

6. No âmbito das comemorações do dia do pescador foram realizadas actividades desportivas (corrida
de canoas e futebol) envolvendo pescadores e funcionários do sector das pescas em Nova Chicoa;
para além da sensibilização aos pescadores sobre a importância do dia e da não utilização de artes
nocivas a actividade da pesca. Esta actividade culminou com um almoço oferecido pela Direcção
Provincial das Pescas.

XI. CONSTRANGIMENTOS

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• Falta de transporte para a recolha de pessoal do sector

• Fraca aderência de pescadores artesanais no acto de licenciamento em campanha e resistência


dos mesmos no pagamento do licenciamento por arte.

• Dificuldades na recuperação do crédito no âmbito de PRPE, nos contratos colectivos devido a


dispersão dos membros e difícil localização dos mesmos.

• Procedimentos burocráticos contribuem para baixo nível de execução do Orçamento Geral do


Estado.

XII. CONCLUSÃO

No período em análise a produção pesqueira cifrou-se em 28,735 toneladas contra 24,945 toneladas
verificadas em 2008 representando um crescimento na ordem de 18% tendo sido emitidas/renovadas 904
licenças para a pesca artesanal, 218 para semi-industrial/operações conexas e 108 artes para a pesca
desportiva e recreativa.
A produção da pesca artesanal estimada por amostragem para o ano de 2009 foi de 12,059 toneladas. Refira-
se que nestes resultados não estão incluídos dados do mês de Dezembro porque ainda se está no processo de
recolha dos mesmos e que, devido a avaria do motor do barco de amostragem, no estrato de Chicoa não foi
feita a amostragem nos meses de Novembro e Dezembro. Por outro lado, a qualidade de dados do distrito de
Marávia foi condicionada pelo surto de cólera que afectou a localidade de Chipera, onde estão baseados os
amostradores e pela existência de leões na área, facto que levou os amostradores a interromperem o seu
trabalho entre os meses de Agosto e Setembro.
Foram divulgados 6 Boletins de estatísticas da pequena produção pesqueira no mercado OUA e outras
instituiçoes do sector das pescas. A divulgação foi feita mediante a distribuiçao de alguns exemplares aos
comerciantes.

Actualmente existem dez (10) CCP’s dos quais 8 em funcionamento, sendo 5 no distrito de Magoe, 2 no
Zumbo e 1 no distrito de Changara. É de salientar que nem todos estão a funcionar devidamente, por falta de
assistência técnica causada pelos transtornos na execução orçamental, razão pela qual ainda não temos um
CCP legalizado mas prevê-se que a situação seja revertida.

O sector das pescas na Província de Tete tem uma carteira de credito em circulação no valor de
2,315,433.04mt resultantes do apoio a pesca no âmbito do Programa de Reconstrução Pós - Emergência
(PRPE), do investimento directo no âmbito do F.F.P, projecto OPEC, do INAQUA e do financiamento no
âmbito da consignação beneficiando a um total de 771 mutuários ; tendo-se arrecadado no mesmo período
uma receita global no valor de 7,099,439.86mt o que representa uma realização de 94.98% e um aumento de
8.89% em relação ao ano de 2008.

XIII. DESAFIOS DO SECTOR DAS PESCAS

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1. Promover o desenvolvimento da Aquacultura de água doce para aliviar a pressão sobre os recurasos
pesqueiros naturais e para diversificar a dieta alimentar da população;

2. Apoiar a pesca artesanal como um dos instrumentos importantes para o incremento do rendimento
familiar;

3. Desenvolver e disseminar iniciativas visando melhorar as condições de processamento e conservação


de produto pesqueiro;

4. A protecção das espécies aquáticas.

TETE, aos 29 de Janeiro de 2010

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