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Número do processo: 0712258-82.2017.8.07.

0018

Poder Judiciário da União Folha N°


Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

Primeira Vara Cível de Sobradinho

TERMO DE DEPOIMENTO DE INFORMANTE


TERMO DE DEPOIMENTO QUE PRESTA O INFORMANTE DOS
RÉUS LEONARDO DE OLIVEIRA LOPES, CPF 032.671.051-53.
Declarou, no decorrer do depoimento, que foi o responsável pelo
parcelamento conhecido como Condomínio Vivendas Friburgo. Será
ouvido na qualidade de informante. Às perguntas da MM. Juíza,
respondeu: o depoente não conhece os réus. Às perguntas do
advogado dos réus, respondeu: o depoente conheceu Sérgio Peri
Gomes, procurador de Hugo Perboyre Quinderé; o depoente e Hugo, este
por meio de Sérgio, fizeram o Condomínio Vivendas Friburgo; Sérgio
substabeleceu a procuração que lhe foi outorgada por Hugo para que o
depoente parcelasse a área; o depoente foi o executor do Condomínio
Vivendas Friburgo; o depoente conhecia Mâncio Olegário Guimarães,
possuidor do local há anos; Sérgio Peri era advogado de Hugo e tinha
conhecimento de que Hugo tinha a escritura do local; o depoente fez a
intermediação entre Hugo e Mâncio, sendo que Mâncio ficou com parte do
empreendimento; foi feito o parcelamento do solo; o parcelamento de solo
foi registrado no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, mas não
foi registrado no Cartório de Registro de Imóveis; não foi registrado
porque Brasília não aceitava a lei de loteamento, então foi feito o registro
do Condomínio, como alternativa; a posse de Mâncio era mansa e pacífica;
o depoente conhece Mâncio; como o depoente já fazia esse tipo de
condomínio há algum tempo, o depoente já conhecia Mâncio; o
documento de Id 13896304 era utilizado na comercialização dos lotes do
condomínio para que as pessoas respeitassem as áreas adquiridas; no
momento da negociação, as pessoas tinham que aceitar o documento
referido; Mâncio não vendeu a posse; havia um contrato de parceria com
Mâncio e cada um dos participantes recebia um percentual da venda; é
provável que o depoente tenha o documento referido no
substabelecimento de procuração de Id 13896322; Pedro Passos e o
inventariante Tarcísio Márcio Alonso exigiram que o depoente que
entregasse 20% dos lotes do empreendimento Condomínio Vivendas
Friburgo para que a escritura dos imóveis do empreendimento fossem
entregues depois de concluído o inventário; o documento de Id 13908468
representa o negócio realizado entre o depoente e Pedro Passos; a
assinatura de Tarcísio não consta no documento porque Pedro Passos
negociava em nome de Tarcísi,f5 -dro Passos ta., .em e sócio no

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Número do documento: 18121912470113900000025972634
https://pje.tjdft.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18121912470113900000025972634
Assinado eletronicamente por: AIMEE NARA GONCALVES PARREIRAS - 19/12/2018 12:47:01 Num. 27085999 - Pág. 10
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inventário; o depoente tem documento de Tarcísio passando a área para o


depoente; esse documento engloba todas as áreas relativas aos negócios
feitos em conjunto; o pagamento dos 20 lotes foram feitos mediante o
repasse de contratos de promessa de compra e venda; o depoente não tem
conhecimento sobre a empresa Cidade CAmpo; Mâncio era posseiro, puro
e simples, não adquiriu a posse do terreno de nenhum herdeiro de José
Cândido; Sergio Peri também era advogado de Tarcísio; Pedro e Tarcísio
apresentaram notificação extrajudicial ou judicial com a finalidade de
pressionar o depoente a aceitar a coação; o depoente não sabe dizer se o
Juiz do inventário autorizou que o inventariante negociasse com o
depoente; não foi apresentado o termo de inventariante de Tarcísio; o
depoente não sabe dizer se o Juiz do Inventário de José Cândido autorizou
a realização do negócio; a partir do momento em que o depoente aceitou o
negócio com Pedro Passos e Tarcísio o problema acabou e o assunto foi
liquidado; Pedro Passos e Tarcísio não chegaram a interferir no
empreendimento porque quando chegaram tudo já estava pronto; a
empresa do depoente se chamava Registro Empreendimentos Imobiliários;
os imóveis eram vendidos por meio de anúncio em jornais; os negócios
eram públicos; o depoente não recebeu outras reclamações acerca da
ocupação da área; os contratos eram padronizados e a firma, normalmente
do vendedor, era reconhecida; certamente os réus tiveram contato com o
corretor e não com o depoente; mesmo que o adquirente fizesse contato
com o corretor, o contrato era assinado pelo depoente, no escritório;
quando os contratos eram assinados, os adquirentes entravam na posse do
terreno e estava descrito no contrato como esse processo ocorreria; o
depoente reconhece como sua a assinatura do promitente vendedor do
contrato de Id 13968577; na constituição de condomínio está descrito quais
as obras de infraestrutura que seriam realizadas pelo Condomínio; o
depoente fez tudo o que poderia ser feito para regularizar o Condomínio
perante do GDF; a regularização não foi aceita porque o GDF não aceita
nenhum projeto; o depoente nada sabe sobre o Inventário de José
Cândido. Às perguntas do advogado do autor, respondeu: o depoente
não tinha autorização do Poder Público para realizar o parcelamento; a
venda dos lotes não era feita por escritura; o depoente tem ciência de que a
matrícula 125035 foi cancelada; na época que o depoente fez o negócio, a
matrícula estava em vigor; os adqui entes sabiam que o documento não era
a escritura do imóvel; o de 5 o . ce a lentos na Fazenda
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Número do documento: 18121912470113900000025972634


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Paranoazinho em parceria com Tarcísio Márcio Alonso; depois de os


condomínios estarem prontos, Tarcísio informou que a matrícula tinha
sido cancelada; depois da matrícula cancelada, Tarcísio prometeu que
passaria a escritura em relação a todos os condomínios que ele participou;
Tarcísio passaria as escritura ao depoente quando recebesse os documentos
do inventário, mas isso nunca ocorreu; o depoente respondeu a vários
processos de parce de solo e cumpriu pena. Nada mais havendo, o
termo foi o foi digitado pela Juíza.

MiMaJuiza

Adv. Requerente

Adv. Requeridos

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Número do documento: 18121912470113900000025972634


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