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Arranjo Físico e Fluxo

INTRODUÇÃO vez em uma unidade produtiva. Também determi­ na a maneira segundo a qual os recursos transfor­ o arranjo físico de uma operação produtiva mados - materiais, informação e clientes - fluem preocupa-se com o posicionamento físico dos re­ pela operação. Mudanças relativamente peque­ cursos de transfonnação. Colocado de forma sim­ nas na localização de uma máquina numa fábrica

ples, definir o arranjo físico é decidir onde colo­ ou dos produtos em um supermercado ou a mu­

car todas as instalações, máquinas, equipamentos e pessoal da produção. O arranjo físico é uma das características mais evidentes de uma opera­ ção produtiva porque determina sua "forma" e aparência. É aquilo que a maioria de nós notaria em primeiro lugar quando entrasse pela primeira

dança de salas em um centro esportivo podem afetar o fluxo de materiais e pessoas por meio da operação. Isso, por sua vez, pode afetar os custos e a eficácia geral da produção. A Figura 7.1 mos­ tra o papel do arranjo físico no modelo geral de projeto em produção.

p r o j e t o e m p r o d u ç ã

Princípios gerais de projeto de produção

u ç ã o . Princípios gerais de projeto de produção Projeto de processos Projeto da
Projeto de processos Projeto da rede
Projeto de
processos
Projeto da rede
projeto de produção Projeto de processos Projeto da rede Projeto de produtos e serviços Geração do

Projeto de produtos e serviços

Geração do conceito

Triagem

Projeto preliminar

Avaliação e melhoria

Prototipagem e projeto final

Avaliação e melhoria Prototipagem e projeto final W4"Fi 7.1 Atividades de projeto em administração de

IJ O ]' ís!co E FLl'\O

201

IJ O ]' ís!co E FLl'\O 201 Ouais são os tipos básicos de arranjo físico usados

Ouais são os tipos básicos de arranjo físico usados em produção ?

Oual tipo de arranjo físico uma operação deveria escolher ?

o que o projeto do arranjo físico deseja alca nçar?

J

Como deveria ser o projeto det alh ado de cada ti po básic o de arranj o fís ico ?

PROCEDIMENTO DE ARRANJO FÍSICO

Há algumas razões práticas pelas quais as decisões de arranjo físico são importantes na maioria dos tipos de produção:

• Mudança de arranjo físico é freqüente­ mente uma atividade difícil e de longa duração por causa das dimensões físicas dos recursos de transformação movidos.

• O rearranjo físico de uma operação exis­ tente pode interromper seu funcionamen­ to suave, levando à insatisfação do cliente ou a perdas na produçã.o.

• Se o arranjo físico está errado, pode levar a padrões de fluxo longos ou confusos, es­ toque de materiais, filas de clientes for­ mando-se ao longo da operação, inconve­ niências para os clientes, tempos de processamento longos, operações inflexí­ veis, fluxos imprevisíveis e altos custos.

De fato, há uma dupla pressão para adeci­ são sobre o arranjo físico . A mudança de arranjo físico pode ser de execução difícil e cara e, por­ tanto, os gerentes de produção podem relutar em fazê-la com freqüência. Ao mesmo tempo, eles não podem errar em sua decisão. A conseqüência de qualquer mau julgamento na definição do ar­ ranjo físico terá efeitos de longo prazo considerá­ veis na operação.

Projetar o arranjo físico de uma operação produtiva, assim como qualquer atividade de projeto, deve iniciar-se com os objetivos estraté­ gicos da produção. Entretanto, isso é apenas o ponto de partida do que é um processo de múlti­ plos estágios que leva ao arranjo físico final de uma operação (veja Figura 7.2).

Selecione o tipo de pro cesso

O conceito do tipo de processo é, muitas ve­

zes, confundido com o arranjo físico . Descreve­ mos a decisão de qual o tipo de processo adotar

no Capítulo 4. Os tipos de processo ilus trado s na Figura 7.2 são abordagens gerais para a organi­ zação das atividades e processos de produção. Arranjo físico é um conceito mais restrito, mas é a

a

característica de volume-variedade que dita o tipo de processo. Há, entretanto, freqüentemen­ te, alguma superposição entre tipos de processo que podem ser utilizados para determinada posi­

do binômio volume-varied ade. Em casos e m

que mais do que um tipo de processo é possível,

dos objetivos de desempe­ influe nciar na decisão. Em

geraJ , quanto mai s important e for o objetivo cus­

operaçã o, mais provável será que ela

ad ote um tipo de processo próxi mo ao extremo alto volume - baixa variedade do espectro de ti­

manifestação fís ica de um tipo de processo. É

ção

a importân cia relativa nho da operação pode

to para a

pos de processo .

Selecione o arranjo físico básico

Depois que o tipo de processo foi seleciona­ do, o tipo básico de arranjo físico deve ser defini­ do . O tipo básico de arra nj o físico é a forma geral do arranj o d e recursos produtivos da operação.

A

maio ria dos arra nj os físicos, na prática.

d eriva

de a penas quatro t ip os bási cos de arranjo

físico:

• arranjo físico posicional;

• arranjo físico celular;

arranjo fís ico por proce sso ;

arranjo fís ico por produto.

202

PROJETO

202 PROJETO Processo por projeto Serviços profiss ionais Processo jobbing Loja de serviços Processo em lotes

Processo por projeto Serviços profiss ionais Processo jobbing Loja de serviços

Processo em lotes ou bateladas Processo em massa Processo co ntín uo

Serviços em massa

Arranjo físico

Arran jo

Arranjo físico celular

Arran jo físico

posicional

físico por processo

por produto

jo físico posicional físico por processo por produto Projeto de tal~a do de arranjo físico Pos

Projeto de tal~a do

de arranjo físico

Pos ição física de todos os recursos de t ran sf or mação

ição física de todos os recursos de t ran sf or mação IiJml1I7.2 A decisão de

IiJml1I7.2 A decisão de arranjo físico.

A relação entre tipos de processo e tipos bá­

dete rmi­

nística . Um tipo de processo não n ecessariamente

implica tipo básico de arranjo físico em particu­ lar. Como a Tabela 7.1 indica, cada tipo de pro­ cesso pode adotar diferentes tipos bás icos de ar­ ranjo físico.

sicos de arranjo físico não é totalmente

Selecione o projeto detalhado de arranjo físico

Embora a escolha do tipo básico de arranjo

físico governe a maneira geral segundo a qual os recursos vão ser arranjados uns em relação aos ourros, ela não define precisamente a posição exata de cada elemento da operação. O estágio

físico é

fi n al na atividade de definição do arranjo

a definição do projeto detalhado de posiciona­ mento físico dos recursos. Há muitas técnicas que

podem ajudar nesse estágio, algumas das quais são descritas posteriormente neste capítulo.

TIPOS BÁSICOS DE ARRANJO FÍSICO

Arranjo físico posicional

Arranjo físico posicional (também conheci­ do como arranjo físico de posição fixa) é, de cer­ ta forma, uma contradição em termos, já que os recursos transformados não se movem entre os re­ cursos transformadores . Em vez de materiais, in­ formações ou clientes fluírem por uma operação, quem sofre o processamento fica estacionário, en­ quanto equipamento, maquinário, instalações e pessoas movem-se na medida do necessário. A razão para isso pode ser que ou o produto ou o sujeito do serviço seja muito grande para ser mo­ vido de forma conveniente, ou podem ser (ou es­ tar em um estado) muito delicados para serem

ARRANJ O FÍ SI CO F. FLUXO

Tabela 7.1 Relação entre tipos de processo e tipos básicos de arranjo físico.

L

Tip os de processo

em manufatu ra

I

ProcessoI

por projeto

Processo tipo jobbing

Processo

tipo batch

I em Processo massa

Processo1I

I

!

continuo

Tipos básicos d. arranjo fi sico

Arranjo flsico posicionai

Arranjo físico por processo

Arranjo flsico posicionai Arranjo físico por processo Arranj o flsico celu lar Arranj o físi co
Arranjo flsico posicionai Arranjo físico por processo Arranj o flsico celu lar Arranj o físi co
Arranjo flsico posicionai Arranjo físico por processo Arranj o flsico celu lar Arranj o físi co

Arranj o flsico celu lar

Arranj o físi co po r produto

Arranj o flsico celu lar Arranj o físi co po r produto Tipo s de processo
Arranj o flsico celu lar Arranj o físi co po r produto Tipo s de processo

Tipo s de processo de serviço

1 Serviços

+

co po r produto Tipo s de processo de serviço 1 Serviços + i profissionais Loja

i

profissionais

Loja de serviços

Serviços

de massa

co po r produto Tipo s de processo de serviço 1 Serviços + i profissionais Loja

203

movidos, ou ainda podem objetar-se a ser movi­ dos, por exemplo:

produto é

• Construção de uma rodovia -

muito grande para ser movido.

• Cirurgia de coração - pacientes estão em

um estado muito delicado para serem mo­ vidos.

• Restaurante de alta classe - clientes obj e­

tariam em mover-se para onde a comida é preparada.

• Estaleiro -

produto muito grande para

mover-se.

• Manutenção de computador de grande p or­

te - produto muito gra n de e pr ovavel­ mente também muito delicado para ser movido e o cliente poderia negar-se a tra­ zê-lo para manutenção.

Um canteiro de obra é tipi camente um

exemplo de arranjo físico posiciona l, já qu e exis­

te uma quantidade de espaço limitada que deve

ser alocada aos vários recursos transformadores.

O principal problema em projetar o arranjo físico

será então alocar áreas do canteiro aos vários subcontratados de forma que:

• eles tenham suficiente espaço para execu­ tar suas atividades;

• eles possam receber e armazenar seus su­ primentos;

• todos os subcontratados possam ter aces­ so à áre a do canteiro onde estejam traba­ lhando sem interferir na movimentação dos recursos dos outros subcontratados;

• a movimentação total dos subcontratados, de seus veículos e de materiais seja mini­ mizada t anto quanto possível.

Na prática, a eficácia de um arranjo físico posicional como este está ligada à programação de acesso ao canteiro e à confíabilidade d as en­ tregas. Na maior ia d os cante iros, não há espaço para alocar áreas pennan entes a todos os sub­ contrat ados que porventura venham a necessitar d e acesso à obra. Apenas os maiores, mais impor ­ tantes ou aqueles subcontratados de prazo mais longo provavelmente ganharão espaço perma­ nente (ao longo da duração da obra). Outros subcontratados terão áreas alocadas temporaria­ mente. Isso d ei xa o arranjo fí sico sujeito a altera­ ções no planejamento e controle do projeto (al­ gumas das questões são discutidas em detalhes no Capítulo 16) .

Arranjo físico por processo

O arranjo físico por processo é assim chama­ do porque as necessidades e conveniências dos recursos transformadores que constituem o pro­ ce sso n a operação domin a m a decisão sobre o ar­ ranjo físico. No arranjo por processo, processos sim ilares (ou processos com necessidades simila­

204

PROJETO

res) são localizados juntos um do outro. A razão

pode ser que sej a conveniente para

mantê -1os juntos, ou que dessa forma a utilização dos recursos transformado res seja be ne ficiada. Isso significa qu e, quando produ to s, infor mações ou clientes fluíre m pela operaç ão, eles percorre­

rão um roteiro de processo a proce sso, de acordo com sua s nece ssidades. Dife rentes produto s ou clientes terão diferente s necessidades e, portan ­ to , percorrerão diferentes roteiros na operação. Por essa razão, o padrão de fluxo na operação poderá ser bastante complexo. Exemplos de a rranjo físico por processo in ­ cluem:

• Hospital - alguns processos (e.g.: apare ­ lhos d e raios -X e laboratórios) são neces ­ sários a um grande número de diferentes tipos de pacientes; algun s processos (e.g.:

alas gerais) podem atingir altos níveis de utilização de recursos (le itos e equipe de atendimento) .

a operação

• Usinagem

de peças

utilizadas em m otores

de aviões - alguns

mento ténnico) necessitam de instalações

exau tão de fu maça, por

exemplo); alguns processos (e.g.: machi­

ning cen tres) requerem supOlt e comum de

preparadore / operadores de máquina; al­ guns processos (e.g.: esmerilhadeiras)

atingem al tos níveis de utilização J pois

processos (e.g.: trata ­

espe ciais (para

to ­

das as peças que requerem operações de esmerilharnento passam por uma única

se ção.

• Supermercado - alguns processos, como a área que dispõe de vegetais enlatados,

oferecem

dos produtos se mantidos agrupados. Alguns setores, co mo o da comida conge­ lada, necessitam de tecnologia similar de armazenagem, em gabinetes refrigerados. Outros, como as áreas qu e dispõem de ve ­ ge tais frescos , podem ser mantidos juntos, pois dessa fonna pod em tornar-se mais

atraentes aos olhos do cliente .

maior fa cilidade na reposição

Arranjo fisíco posicional na Alstom geradores de ciclo combinado 1

A Alston é um dos maiores fabrica ntes de máqu inas de t ração e gerador es de ene rgia. Uma área crescent e em

1 Discussões com os funcionários da Alstom .

seus neg ócios é a gestão de projeto , manufatura e cons­ trução de estações geradoras de eletricidade. turbinadas

a gás com ciclo combinado . Um projeto típico como o

ilustrado na Figura 7.3 é uma operação gigantesca, le­

vando pelo menos três anos para ser executado. A maior parte do equ ipamento , muito grande e pesado, é feita sob encomenda e fabricada para atender a uma alta es­ pecifi cação e confo rm idade. Quase todos os aspectos da construção de uma es­

tação de energ ia envolvem arranj os físicos posicionais. Componentes e materiais br utos, como concreto e aço , são trazidos para o po nt o de uso e são progressivamente inco rpora dos ao trabalho . Gruas , maquinário de constru­ ção e to dos os equipamentos especialistas necessários às tar efas são trazidos para o local , junta mente com fun­

ci onários habilitados e pessoal contratado que desenvol­ vem tarefas no pro jeto . Uma vez que todo esse trabalho esteja terminado ,

os ite ns mecân icos e elétricos são entregues ao local , de acordo com uma programação preparada cuidadosa­ mente. Alg uns deles chegam como unidades completas, outros como mód ulos ou conjuntos de partes a serem

co nstruí das no local, segundo ar ranjo ff sico posicionaI.

Por exem plo, uma parte da tur bi na de vapor é feita e

montada na f áb rica, ta mbém usando

cion ai, e então transportada como uma peça única para o

local da estação . Uma abordagem parecida é usada para

a montagem de um estator do gerador , que é construído na fábrica.

Há algum tempo , era normal que toda a turbina ge­ rad ora fosse montada em um arranjo físico posicional na

arranjo físico posi­

fáb rica , e entã o desm ontada e levada para o local da

es­

tação para remontagem . Isso ocorri a porque muitas

pe­

ças tinh am que ser ajustada s para se encaixar perfeita­ mente e a pré-montagem era utilizada para garantir que tudo se encaixasse corretamente antes da entrega final.

Agora , entretanto , melhorias no projeto e em tecnologias de manufatura propiciaram à empresa fabricar esses grandes com pon entes de forma muito mais precisa , per­ mitindo que maior número de montagens possa ocorrer

no local exat o necessário na estação . Isso também

aju­

do u a emp resa a responder a press ões de mercado que

exigem lead ti mes menores e pre ços ma is baixos .

Questões

1. Embora os produto s desc ritos neste

mo ntad os no lugar usand o arranjo ffsi co posicional ,

el es não são exata mente de

empre sa preci sa t er in stal ado muitos desses tipos de

máqu inas . Voc ê ac ha que a natureza do arranjo físico para a instalação de um gerador é sempre a mesma? Caso co ntrário , quais os fatores que podem influen­ ciar o arranj o físico em cada local ?

2. Cada vez mais , peças dess es pro du tos sã o montadas

e transport adas para a estação. Qual vanta­

quadro sejam

um só tipo ou modelo. A

na fábr ic

gem isso traz para a empresa?

ARRANJO FÍS ICO F. FLUXO

20 5

Planta de geração de energia de ciclo combinado VEGA 109F de eixo único - 350
Planta de geração de energia de ciclo combinado
VEGA 109F de eixo único - 350 MW

00"017.3

Produtos como este são produzidos em arranjo físico posicionaL

A Figura 7.4 mostra um arranjo físico por processo numa biblioteca de uma escola de admi­ nistração de empresas . Os vári os "p rocessos " - li­ vros de referência, mesa de informações, periódi­ cos, e as sim po r dian te - são lo calizad os em partes diferentes da operação. O cliente fica livre para mover-se entre processos conforme sua con­ veniência. A figura mostra também o roteiro per­ corrido por um cliente numa visita à biblioteca. Se os roteiros percorridos por todos os clientes que visitam a biblioteca estivessem superpostos à planta baixa, o padrão do tráfego de clientes ao longo da operação seria revelado. A densidade do fluxo de tráfego é uma informação importante no projeto detalhado de arra njo físico, como será visto adiante neste capítulo. O principal ponto a ser entendido agora é que alterando-se a locali­ zação dos vários processos na biblioteca alte­ rar-se-á o padrão de fl uxo de tráfego para a bi­ blioteca toda.

Arranjo físico celular

O arranjo físico celular é aquele em que os recursos transformados, entrando na operação,

são pré-selecionados (o u pré -selecionam-se a si próprios) para movimentar-se para uma parte es­ pecífica da ope ração (ou célula) na qual todos os recursos transformadores necessários a atender a suas nece ssidades imediatas de processamento se

si p ode ser arranj ada se ­ por process o ou por pro ­

duto (veja a próxima seção).

encontram. A célula em gund o u m arranjo físico

Depo is de serem processados na célula, os recursos transformados podem prosseguir para outra célula . De fato , o arranjo físico celul ar é uma tentativa de trazer alguma ordem para a complexid ade de fl uxo que caracteriza o arranjo físico po r processo.

Exemplos de arranjo físico celular incluem:

• Algum as empresas manufa ture iras de com ­ ponentes de computador - a manu fatura e

a montagem de alguns tipos de peças para co mp utadores podem n ecessitar de alguma área dedicada à produção de pe­ ças para clientes em particular que te­ nham requisitos especiais como, por exemplo, níveis mais altos de qualidade.

206

PROJETO

Livros para empréstimo organizados por assunto

DDD D = = = = Sala de acesso on-line e CD-ROM , , I
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Sala de acesso
on-line e CD-ROM
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Periódicos
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Coleção
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reservada
Balcão de atendimento

W71';Z' 7.4

Entrada

Saída

Exemplo de a rranjo fisico por proces o em uma bibli oteca mostrando o caminho de apenas um cliente.

bibli oteca mostrando o caminho de apenas um cliente. • Área para pro dutos esp ecíficos

• Área para pro dutos esp ecíficos em

super­

mercados - alguns clientes usam o su per­ mercado apenas para comprar lanches, salgadinhos, refrigerantes, iogurte etc. para consumo, por exemplo, em seu horá­ rio de almoço. Estes, em geral, são local i­ zados j untos , de forma qu e o client e que está apenas comprando seu almoço não necessite procurá-los pelo supermercado todo.

• Maternidade em um hospital - clientes que

necessitam de atendimento em materni­ d ade fo rma m um grupo bem definido que pode ser tratado em conjunto; eles têm proba bilidade pequena de necessitar de

cuidados de outras partes do hospital ao mesmo tempo em que requerem cuidados

e pecíficos de mate rnidad e.

Embora a idé ia de arranjo fís ico celular sej a em geral associada à operação de man ufatura, os mesmos princípios podem ser, e são usados em serviços. Na Figura 7.5 o piso térreo de uma loja de departamentos contém displays de vários tipos

de produtos em vários pontos da loja. Dessa for­ ma, o arranjo físico predominante da loja é o arranj o físico por processo. Cada área pode ser considerada um processo separado dedicado a vender um tipo particular de produto - sapatos, roupas, livros, e assim por diante. A exceção é o setor de esportes. Essa é uma loja-dentro-da-Ioja, . dedicada a vender vários tipos de produto com um tema comum: o esporte. Por exemplo, ela disporá de roupas esportivas, calçados esporti­ vos, sacolas esportivas, revistas e vídeos sobre es­ portes, equipamentos e artigos esportivos para presentes e talvez bebidas energéticas. Dentro da "célula", há vários "processos", que também se encontra m em outr s pontos da loj a. Eles foram localizados dentro da "célula", não porque sejam produ tos simil ares (calçados, roup as e livros nor­ malmente não seriam localizados juntos), mas porque são necessários para satisfazer às necessi­ dades de um tipo particular de consumidor. A ge­ rência da loja calcula que número suficiente de consumidores vêm à loja para comprar especial­ mente "artigos esportivos" (mais do que sapatos, roupas, e assim por diante) para que seja compen­

i\R RANJO FísICO E FLlJXO

207

~rose DO seçgort asll l ' ~deos Roupas ma StJllljiS L?O c:=J l20 CJ 11
~rose
DO
seçgort asll l '
~deos
Roupas ma StJllljiS
L?O
c:=J
l20
CJ
11
I 1111
revistas e
Elevadores
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C
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Velaria
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CJ
D
D
Malas e
presentes
D
o
o
Caixa
O Corredores

,

::;

diA"" 7.5

Piso térreo de loja de departamentos mostrando a "loja-dentro-da-Ioja " ou célula de artigos desportivos.

sador devotar uma área específica para eles. A gerência também considera que, se alguém vem

à loja com a intenção de comprar um calçado es­

portivo, pode ser persuadido a comprar outros artigos esportivos se eles estiverem disponíveis na mesma área.

Arranjo físico por produto

o arranjo físico por produto envolve locali­ zar os recursos produtivos transformadores intei­ ramente segundo a melhor conveniência do recur­ so que está sendo transformado. Cada produto, elemento de informação ou cliente segue um ro­ teiro predefinido no qual a seqüência de ativida­ des requerida coincide com a seqüência na qual

os processos foram arranjados fisicamen te. Esse é

o motivo pelo qual, às vezes, esse tipo

d e arranjo

físico é chamado de arranjo físico em "fluxo" ou em "linha". O fluxo de produtos, informações ou

clientes é muito claro e previsível no arranjo físi c co por produto, o que faz dele um arranjo rel at ivame nte fácil de controlar. De fato, em al­ gumas operações de processamento de clientes, um arranjo físico por produto é adotado ao me­ nos em parte para ajudar a controlar o fluxo de clientes ao longo da operação. Predominante­ mente, entretanto, é a uniformidade dos requisi­ tos que leva a operação a escolher um arranjo fí­ sico por produto.

Arranjo físico do supermer ca do Delhai ze De leeuw em Ouderghem, Bélgica 2

O grupo Delhaize

opera em 400 pontos-de-venda de

varejo na Bélgica, dos quaiS 100 são supermercados De­

Ihaize De Leeuw locais. Os supermercados Delhaize com­ petem tanto com base na localização, quanto com base

2 Entrevistas com funcionários da empresa.

208

PROJETO

na qualidade de seus produtos e serviços . Para permane­ cer lucrativo , cada gerente Delhaize necessita não só ma­ ximizar a receita e a contribuição por metro quadrado da loja , como também diminuir os custos de operação em termos, por exemplo , do manuseio de material ou produ­ tividade das caixas registradoras.

possui um arranjo

físico um tanto fora do comum, com dois pontos de en­

trada e dois pontos de saída. A localização

das caixas re­

O supermercado em Ouderghem

gistradoras é como na maioria dos arranjos físicos de supermercado , posicionadas perto da parede externa, mas durante o dia apenas poucas são usadas. Jornais são vendidos perto das filas de saída para que os clientes possam atualizar-se com as notícias enquanto esperam. As operadoras de caixa trabalham viradas para a loja e para a fila, enfatizando a necessidade de se trabalhar rápi­ do quando há fila. A loja possui 10 caixas registradoras ­ um número alto para uma loja de apenas 1500 metros quadrados . Isso se dá devido ao pico de vendas no início da noite e porque longas filas nos caixas é considerado .inaceitável.

Delhaize utiliza corredores relativamente largos en­ tre gôndolas, garantindo um bom fluxo de carrinhos, mas isso foi feito às custas da redução de espaço nas gôndolas, o que permitiria a armazenagem de uma varie­ dade maior de produtos . A localização dos produtos é uma decisão crítica, e afeta diretamente a conveniência dos clientes, seus níveis de compras por impulso e os custos de reposição das prateleiras. O arranjo físico geral do supermercado tem áreas claramente marcadas de au­ to-serviço para comida embalada, bebidas, frutas, vege­ tais e itens para casa . A área de delicatessen (que vende produtos com margens acima da média) é posicionada centralmente, de forma que todos os compradores pas­ sem por ela. As frutas e vegetais ficam dispostos perto da entrada principal, como um sinal de que são frescos e íntegros, e oferecem uma entrada atraente eacolhedora.

Itens com grande rotatividade , "essenciais" e de va­

lor conhecido, como arroz, massa, açúcar e óleo, são lo­ cali zados de forma central e visível, de modo que sejam fác eis de achar . Itens lucrativos e com rápida saída ficam dispostos na altura do olho, tanto para ajudar os consu­ midore s. quanto para facilitar a reposição por parte dos funcio nár ios. De forma inversa, itens com margem pe­ quena e pouca saída são dispostos nas prateleiras de

ba ixo Prod tos pesados

de

ce rveja , ficam dispostos perto da área de estoque para faci litar sua reposição. Comidas congeladas localizam-se no fi nal dos corredores, perto das caixas registradoras,

para que possa m ser adquiridas por último . Em alguns superme rc ados, essas posições só são usadas para pro­ moções, uma vez que os consumidores movem-se mais lentamente no final dos co rredores e os produtos podem ser vistos de várias direçõ es.

e volumosos , como pacotes

Questões

1. Qual o tipo de arranjo físico básico utilizado por este supermercado?

2. Os objetivos de um projeto de arranjo físico de um supermercado são parecidos com os de uma opera­ ção de manufatura? Caso contrário, qual a diferença?

Exemplos de arranjo físico por produto in­ cluem:

• Montagem de automóveis - quase todas as

variantes do mesmo modelo requerem a mesma seqüência de processos.

todos

os clientes requerem a mesma seqüência de atividades burocráticas (preenchimen­ to das cadernetas de vacinação), médicas e de aconselhamento (possível resguardo necessário, por exemplo).

• Restaurante self-service - geralmente, a se­

• Programa de vacinação em massa -

qüência de serviços requeridos pelo clien­ te (entrada, prato principal, sobremesa, bebidas) é comum para todos os clientes, mas o arranjo físico auxilia também a manter controle sobre o fluxo de clientes.

A Figura 7.6 mostra a seqüência de proces­ sos numa operação de manufatura de papel. Uma operação como essa usaria um arranjo físico por produto. O fluxo de materiais ao longo da operação é tanto evidente como regular. Não há as complexidades que caracterizam os arranjos fí­ sicos por processo e, com menor intensidade, os arranjos físicos celulares e, apesar de diferentes tipos de papel serem feitos nessa operação, todos requerem a mesma seqüência de processos. Pri­ meiro, à madeira em pequenos pedaços são adi­ cionados produtos químicos, água e vapor d'água no processo de "cozimento" para que se forme a "polpa". A "polpa" passa por um processo de lim­ peza antes de ser refinada, para auxiliar as fibras a se entrelaçarem. O processo de mistura combi­ na a polpa refinada com mais água, material aglomerante, produtos químicos e corantes, de­ pois do que a massa resultante é espalhada sobre uma tela fina (que funciona como uma esteira rolante) de arame ou plástico. A massa é então agitada lateralmente à medida que progride para que as fibras se "prendam" umas às outras, for­ mando a folha de papel e também para que o ex­ cesso de água seja drenado. Os cilindros con­ tra-rotativos de pressão retiram mais água da

ARRANJO Fí SICO E FLUXO

Mistura

Cozimento
Cozimento
ARRANJO Fí SICO E FLUXO Mistura Cozimento ~ 209 Embobinamento Secagem Rolos de Alinhamento   pressão

~

ARRANJO Fí SICO E FLUXO Mistura Cozimento ~ 209 Embobinamento Secagem Rolos de Alinhamento   pressão

209

Embobinamento

Secagem

Rolos de

Alinhamento

 

pressão

W4"F' 7.6 Se qüência d e processos na manufatura de papeL Ca da processo será arranjado fisicamente com a mesma seqüência.

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I

W,"FI 7.7 Um cen tro de alistamento militar usa ndo arranjo físico por produto.

folha pré-formada

e pressionam as fi bras. O pro ­

e

deixar os materiais fluírem ao longo dos está­

cesso de secagem continua a reduzir o nível de

gi

os d e maneira previsível. De fato, esse exemplo

umidade

enrolada

da folha até que, fin almente, a folha é em grandes bobinas. 3

particular de arranjo físico por produto é, até cer­

to ponto, um exemplo extremo, pois, pelo menos na primeira parte do processamento, o papel está em forma semilíquida. Seria fisicamente difícil li­ dar co m o produto de qualquer outra forma que

não fosse fazendo-o fluir entre os processos. Entretanto, outros produtos que têm seqüências

Faz sentido, então, localizar esses processos na ordem em que são requeridos pelos produtos

3 Pape,. and lhe Environmenl". Arjo Wi gg in s Fine Pa­ pers, usado com permissão, 1991.

comuns de processos, como

televisores,gelad e i­

210

PROJETO

ras, aparelhos de ar-condicionado e outro , são també m produ zid os co m uso de a rranjo físico por produto. Operações de serviço podem também adotar arranjo físico por produto se as necessidades de " processamento" dos cli entes ou inform ações ti­ vere m Uma seqüê ncia comum . Por exemplo, re­ crutas que se al istam para o Exé rcito provavel­ mente serão "processados" num pro grama de alistamento organ iz ado segundo um a rranjo físi­ co por prod ut o. A Figura 7.7 mostra o arr anjo fí­ sico de uma unid ade de alistamento do Exército.

Arranjos físicos mistos

Muitas operações ou projetam arranjos físi­ cos mistos, que combinam elem entos dalg uns

físico, ou

ou todos os tipos bás icos de arranjo

usam tipos básicos de arranjo fís ico de fo rma "p ura " em diferentes partes da operação. Por exemplo, um hospital normalme nte seria arranja­ do conforme os princíp ios do arranjo fi ico por processo - com cada departamento representan­

do um tipo particular de processo (departamento

de radiologia, salas de cirurgia, laboratório de

processamen to de sangue , entre

assim, dentro de cada departamento, difere ntes tipos de arra njos fí sicos são utiliz ad os . O dep a r­ tamento de radiologia provavelmente é arranja­ do por pro cesso, as salas de cirurgi a, segundo um arranjo físico pos icional, e o laboratório de pro­ cessamento de sang ue, con fonn e um arranj o físi ­

outros) . Ainda

co por p roduto. Outro exemplo é ilus trado na Aqui, um com plexo de restaurantes

com três Lipos diferentes de restaurante e a cozi­

nha que serve aos três. A cozinh a é organizad a

conforme um arranjo físico pro cessos (annazen a mento

paração da comida, processos de cozimento etc.) agrupado '. Dife rentes pratos percorrerão diferen­

tes roteiros entre processos d epend endo de seu s requisitos de processamento, O restaurante tradi­ cional é organizado segundo um arranjo fís ico

posicional . Os cl ientes ficam em suas

quanto co mida rad a) à mesa. O

ar­

ranjado de forma celular, com cada área de buffet tendo todos os processos (pratos) necessá­ rios para servir os clientes em su as necessidades de entradas, prato principal ou sob remesa. No

mesas en ­ até prepa­

Figura 7.8 . é mo stra do

por pro cesso, com os de ingredient es, pre­

é trazid a (e às vezes

restaurante do tipo b uffet é

caso de cl ientes que desejem os três, eles terão de ser processados por meio das três células (buf­ fets), antes que o serviço se complete. Finalmen­ te, num restaurante do tipo bandejão (como os restaurantes por quilo), todos os clientes passam pelo mesmo roteiro quando estão servindo-se. Eles podem não se servir de todos os pratos dis­ poníveis, mas mover-se-ão na mesma seqüência de processos.

Yamaha afina sua s linhas de montag em

A linha de montagem do piano de cauda da Yamaha

A Yamaha Corporation do Japão , fundada em 1887, cresceu tornando-se o maior fabricante de instrumentos musicais do mundo , além de prodUZir uma variedade imensa de outros produtos, que vão de semicondutores

e

robôs até materiais esportivos e móveis. Recentemen­

te

, ela desenvolveu a reputação de diversificar seus pro­

dutos, abranger novos mercados e, especialmente, ino­

var em métodos de manufatura . Por exemplo, ela foi um dos primeiros fabricantes de piano a produzir pianos de cauda utilizando técnicas de linhas de montagem. Tradicio­ nalmente , pianos de cauda (em contraposição aos pia­ nos de gabinete, menos caros e mais vendáveis) eram fa­ bricados utiHzando-se métodos de fabricação individ uais baseados em habilidades artesanais . A grande vantagem disso era que os artesãos podiam acomodar as variações individuais dos materiais (geralmente inconsistentes) de que são fabricados os pianos. Cada piano individual era construído em cima das idiossincrasias do material, pro­ duzindo um produto único , em seu tom e afinação . Para

a Yamaha isso não acontece, porque embora produzindo

um dos pianos de maior qualidade do mundo , ela conse­ guiu enfatizar consistência e confiabilidade, assim como riqueza sonora.

Questão

Um piano branco desloca-se na linha de montagem junto a outros pianos pretos. Você acha que isso causa algum problema na gestão da linha de montagem?

Fluxo de chocolate e visi tantes na Ca dbu ry4

Fluxo de chocolate

Na famosa fábrica de chocolate Cadbury, em Bourn­ ville , nos arredores de Birmingham, Reino Unido , pro­ dutos de chocolate são fabricados num alto grau de

TO N,

4 Entrevistas com funcionários da empresa e JOHNS­

R.; CHAl'vIBERS , S.; HARLAND, c.; HARRlSO N, A.;

SLAC K, N. Cases in operatiol1s mal1agemcnt. 2 . ed . Pirman

Publi hing, 1997.

ARRA;\iJO PiSIt;ü Il FLlJ.'O

2 11

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- arranjo flsico posicional 00 0 00 0 00 0 000 D c o Sala refrigerada

Sala

refrigerada

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I Cozinha - arranjo

físico por processo

rIS &:. C :.:J I Cozinha - arranjo físico por processo o;:: (!) Fomos Arranj o

o;::

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Fomos

I Cozinha - arranjo físico por processo o;:: (!) Fomos Arranj o fí sico em linha

Arranj o fí sico em linha - "bandejão"

m4!if' 7.8

Complexo de restaurantes co m os quatro tipos básicos de arranjo físico .

consistência e eficiência _ Os processos produt ivos são

baseados em arranjo nou aos engenheiros

maquinário que atendesse às exigências técnicas e de capacidade de cada estágio do processo _Considere , por

proporcio­ e procu rar

físico por produto _Isso da Cadbury desenvolver

pro dução das barras Dairy Milk da Cadb ury_

Primeiro, o ch oco lat e líquido básico é preparado a partir

de ca cau , leite fresco e açú ca r, utilizando -se de

equ ipa me nto s espe Cializados conecta dos uns aos out ros por meio de tubos e tran sport adores. Estes pr ocessos

de grãos

exemplo, a

212

PROJETO

operam continuamente, dia e noite, para garantir consis­ tência tanto do chocolate propriamente quanto da taxa de saída. Em seguida, o líquido é bombeado através de um sistema de canos aquecidos até o departamento de mol­ dagem, onde ele é automaticamente despejado em uma esteira de moldes de plástico feitos com precisão que formam as barras de chocolate e as vibram para a remo­ ção de eventuais bolhas de ar. Os moldes são continua­ mente transportados até um grande refrigerador, permi­ tindo que fiquem o tempo suficiente para o chocolate endurecer. O próximo estágio consiste em virar os mol­ des de cabeça para baixo e liberar as barras moldadas. Estas passam diretamente para um conjunto de máqui ­ nas automáticas de embalagem e empacotamento, de onde partem para o depósito.

Fluxo de visita ntes

Em 1990 , a empresa abriu um grande centro de vi­

sitas ao longo da fábrica chamado "Mundo Cadbury" (li­ gado a uma área de observação que dá para a seção de

empacotamento descrita). O Mundo Cadbury

bição permanente dedicada inteiramente ao chocolate e à parte que a Cadbury tem desempenhado nessa história fascinante. Dado que a maior parte das atrações é inter­

na , com área de

pal e as áreas de demonstração foram projetadas para

permitir um fluxo suave de visitantes , evitando-se sem­

pre

um arranjo físico "por produto" com uma rota única para

todos os visitantes.

A entrada para a exposição se dá por meio de um ingresso com horário , o que garante fluxo constante de

visitantes , que são livres para andar de acordo com

própria velocidade, mas são obrigados a manter a rota

única através da seqüênCia de demonstrações . Ao sair

dessa seção, eles são direcionados para o andar superior

até o setor

acompanha grupos com um número limite de visitantes

até os lugares adequados onde eles podem ver os pro­

cessos de embalagem e um vídeo de

grupos são então levados para o andar inferior até a área de demonstração , onde funcionários habilitados de­ monstram a fabricação em pequena escala de chocolates feitos à mão . Finalmente, os visitantes podem passear desacompanhados por uma passagem longa e sinuosa e visitar as exposições restantes.

A Cadbury escolheu usar o projeto do arranjo físico por produto tanto para a produção de chocolates como para o processamento de seus visitantes. Em ambos os casos, os volumes são altos e a variedade oferecida, li­ mitada. Existe demanda suficiente para cada "produto" padrão e o objetivo das operações é alcançar alto nível de qualidade e consistência a custos baixos . Nenhuma operação possui muita flexibilidade de volume e ambas são caras para mudar.

é uma exi­

circulação limitada , a exposição princi­

que possível gargalos e atrasos. O projeto é também

sua

de embalagem do chocolate , onde um guia

apresentação . Os

Questão

Tanto a fabricação de chocolates como a visita guia­ da na operação Cadbury parecem ser conformadas em um arranjo físico do tipo por produto. Isso significa que ambas as operações possuem os mesmos objetivos?

Volume-variedade e tipo de arranjo físico

A importância do fluxo para uma operação dependerá de suas características de volume e variedade. Quando o volume é baixo e a varieda­ de é relativamente alta, o "fluxo" não é uma questão central. Por exemplo, em operações de manufatura de satélites de comunicação, a maior probabilidade é que um arranjo físico posicional seja utilizado porque cada produto é diferente dos outros e porque produtos "fluem" pela opera­ ção muito pouco freqüentemente. Sob essas con­ dições, simplesmente não vale a pena arranjar os recursos de forma a minimizar o fluxo por meio da operação. Com volumes maiores e variedade menor, o fluxo dos recursos transformados torna-se uma questão mais importante que deve ser tratada pela decisão referente a arranjo físico. Se a varie­ dade ainda é alta, entretanto, um arranjo defini· do completamente por fluxo torna-se difícil por­ que produtos ou clientes terão diferentes padrões de fluxo. Por exemplo, a biblioteca da Figura 7.4 arranjará seus diferentes tipos de livros e seus outros serviços parcialmente para minimizar a distância que seus clientes terão de percorrer, porque as necessidades de seus clientes variam; entretanto, a biblioteca poderá ser arranjada, quando muito, para satisfazer à maioria de seus clientes, quanto à minimização das distâncias, possivelmente prejudicando uma minoria. Quan­ do a variedade de produtos e serviços se reduz de forma que um grupo de clientes com necessi­ dades similares possa ser identificado, mas a va­ riedade ainda é grande, um arranjo celular tor­ na-se mais adequado, como na célula de artigos esportivos da Figura 7.5. Quando a variedade de produtos e serviços é relativamente pequena, o fluxo de materiais, informações ou clientes pode ser regularizado e um arranjo físico por produto pode tornar-se mais adequado, como no caso de uma montadora de veículos. Examinando esses exemplos dos diferentes tipos básicos de arranjo físico, pode-se identificar o efeito de volume e variedade (veja a Figura

ARRA,' JO l'iSICO

E Fll xO

2 13

7.9). Aumentando-se o volume, aumenta a im­ considerar as características de baixo custo do ar­ portância de se gerenciar bem os fluxos e, redu­ ra njo físico por produto interessante, e um

parque de diversões pode adotar o mesmo tipo de arranjo predominantemente pela maneira com que ele controla o fluxo de clientes. Pode também haver outros meios de atingir objetivos relacionados a fluxo. O terminal de passageiros "Eurohub" no aeroporto de Birmingham, Ingla­ terra, altera a direção do fluxo usando tecnologia para mudar o roteiro percorrido pelos clientes.

tre os quatro tipos básicos. As características de De todas as características dos vários tipos

volume e variedade de uma operação vão reduzir

básicos de arranjo físico, talvez a mais significati­ va seja a implicação, para os custos unitários, da escolha do tipo de arranjo físico . Isso pode ser melhor entendido com base na distinção entre as repercussões sobre os elementos de custo fixo e variável ao se adotarem os diversos tipos básicos

de arranjo físico . Para qualquer produto ou servi­ desvantagens de cada um. ço, o custo fixo de se estabelecer um arranjo físi­

A Tabela 7.2 mostra algumas das mais signi­ co posicional é relativamente baixo quando com­ ficativas vantagens e desvantagens associadas a parado com qualquer outra forma de se produzir cada tipo básico de arranjo físico. Deve ser enfa­ os mesmos produtos ou serviços. Entretanto, os tizado, entretanto, que o tipo de operação va i in ­ custos variáveis de se produzir cada produto ou

zindo-se a variedade, aumenta a viabilidade de um arranjo físico baseado num fluxo evidente e regular.

Selecionando um tipo de arranjo físico

A decisão de qual tipo de arranjo físico ado­ tar raramente, se tanto, envolve uma escolha en­

a escolha, grosso modo, a uma ou duas opções. Ainda assim, como ilustra a Figura 7.9, as faixas de volumes e variedades contidas em cada tipo de arranjo físico sobrepõem-se. A decisão sobre

qual arranjo específico escolher é

influenciada

por um entendimento correto das vantagens e

fluenciar sua importância relativa. Por exemplo, uma operação de manufatura de televisores pode

serviço particular são relativamente altos quando comparados a qualquer outro tipo de arranjo físi­

·---Fluxon

Baixo

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Alto

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Arranjo físico

posici onal

Arra nj o físico por processo

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se contínw

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214 PR OJ ET O

Ta bela 7 .2

Van tagens e desv antagens dos tipos básicos de ar ranjo físico .

Vantagens

Desvantagens

Posici onal

Flexibilidade muito

alta de mix e pro dut o

Custos unitários muito altos

Produto ou cliente não movido ou perturbado Programação de espaço ou atividades pode ser

Alta variedade de tarefa s para a mão-de-ob ra

complexa Pode significar muita movimentação de equipa­ mentos e mão-de-obra

Pro cess o

Alta flexibilidade de mix e pro duto

Baixa utilizaç ão de recursos

Relativamente robusto em caso de interrupção de Pode ter alto estoque em processo ou filas de

etapas

clientes

 

Su pe rvis ão de equipamento e instalações relativa­ Fluxo complexo pode ser difícil de controlar

 

mente fácil

 

Cel ular

Pode dar um bom equllíbr-io entre custo e flexibili­

Pode ser caro reconfigurar o arranjo físico atual

 

dade

para operações co m variedade relativamente

Pode

requerer

capacidade adicion al

alta Atravess amento rápido TraballlO em grupo pode resultar em melhor moti­

Pode reduzir níveis de utilização de recursos

vação

--- -­ -­

 

Produto

Bai xos custos unitários para altos volumes Dá oportunidade para especialização de equipa­ mento Movimentação conveniente de clientes e materiais

Pode ter baixa flexibilidade de mix Não muito robusto contra interrupções Trabalho pode ser repetitivo

robusto contra interrupções Trabalho pode ser repetitivo (a) Custos Po si cion ai I I I
robusto contra interrupções Trabalho pode ser repetitivo (a) Custos Po si cion ai I I I

(a)

Custos

Po si cion ai

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I
Volume

Use produto Use celular ou produto Use processo , celular ou produto Use processo ou celular Use processo Use posicional ou processo Use posicional

Wa""7.10 (a) Os tipos básicos de arranjo físico têm características diferentes de custos fixos e variáveis que parecem determinar qual usar. (b) Na prática, a incerteza sobre os custos fixos e variá­ veis exatos de cada tipo de arranjo físico significa que raramente a decisão pode basear-se exclusivamente na consideração de custo.

co. Os custos fixos tendem, então, a aumentar à medida que se migra do arranjo posicional, pas­ sando pelos arranjos por processo e celular para o arranjo por produto. Os custos variáveis por produto ou serviço, por sua vez, tendem a de­ crescer. Os custos totais para cada tipo básico de arranjo físico dependerão dos volumes de produ­ tos ou serviços produzidos e são mostrados na Fi­ gura 7.l0(a). Isso parece implicar que para cada volume haveria um tipo básico de arranjo físico de custo mínimo.

Entretanto, na prática, as análises de custo para a seleção do arranjo físico raramente são tão claras. O custo exato de operar o arranjo fí si ­ co é difícil de prever e provavelmente dependerá de fatores numerosos e difíceis de qu an t ifica r. Mais do que usar linhas para representar os cus­ tos que variam conforme aumentam os volumes produzidos, o uso de bandas largas, dentro das quais, com maior probabilidade, os custos reais vão cair, é provavelmente a abordagem mais adequada (veja Figura 7.l0(b)). A discriminação dos diferentes tipos de arranjo físico é agora mui­ to menos clara. faixas de volumes para as quais quaisquer dos dois ou três tipos de arranjo

envolvidos poderiam prover os custos

ção mínimos . Quanto menor

de op era­ a r espe ito

dos custos, mais largas serão as "bandas" de cus ­ tos, e menos claras serão as escolhas. Os custos prováveis de se adotar um tipo. básico d e arranjo físico devem ser entendidos com uma perspectiva mais ampla, de vantagens e desvantagens, mos­ trada na Tabela 7.2.

a certeza

Times e linhas na indústria de vestuário

7.2. a certeza Times e linhas na indústria de vestuário Linha de produção de roupas íntimas

Linha de produção de roupas íntimas e de dormir

Rt"-XlO FfslCO ~:FLUXO

215

roupas íntimas e de dormir Rt"-XlO FfslCO ~:FLUXO 215 Célula de produção de roupas de estilo

Célula de produção de roupas de estilo

o projeto do trabalho é uma questão essencial na indústria de vestuário européia . A maior parte das em­

presas opera sob a pressão das mudanças do estilo e da moda , de acordo com as estações e sob as pressões de custo constantes. Os salários relativamente altos da Eu­ ropa fazem com que as empresas sempre temam con­ correntes de economias de salários mais baratos. Encon­ trar uma solução que responda a ambas as necessidades é um desafio permanente para os gerentes de produção

industrial. Por exemplo , linha de timas e de dormir para mulheres

ximadamente 30 pessoas e os produtos permanecem so­

mente alguns segundos em cada estação (uma única

sua tarefa, cada operador

dispõe o produto em uma área reservada para "trabalho em andamento" entre as estações. Normalmente, os fun­ cionários desenvolvem somente suas próprias tarefas, mas existem três ou quatro volantes que podem cobrir tarefas dos funcionários ausentes.

Um tipo diferente de organização seria um time de cinco ou seis operadores que fabricam roupa feminina de estilo - prod utos mais comple xos. Os lotes de roupas , uma vez produzidos. raramente são repetidos, portanto,

os operadores

que começam um novo lote. Os operadores estão orga­ nizados de uma forma relativamente flexível, moven­ do-se em uma célula em forma de ferradura e utilizando as máquinas dispostas ao redor da célula . Geralmente , existem três vezes mais máquinas que operadores, que se movem por entre as máquinas conforme seja neces­ sário. Dado que as tarefas alocadas aos funcionários in­ dividuais mudam com freqüência, eles necessitam ser multicapacitados.

necessitam "aprender de novo" a cada vez

pessoa) . Depois de terminar

produção de roupas ín­ e crianças possui apro­

Questões

1. Quais são as vantagens e desvantagens desses do is tipos de organização do trabalho?

2. Como pOderiam as diferenças de prod ut os/me rcad os entre tipos diferentes de produtos afetar a escolha entre esses dois sistemas?

216 PROJ ETO

PROJETO DETALHADO DE ARRANJO

FÍSICO

Uma vez que o tipo básico de arranjo físico foi decidido, o próximo passo é decidir seu proj e­ to detalhado. O projeto detalhado é o ato de ope­ racionalizar os princípios gerais implícitos na es­ colha dos tipos básicos de arranjo físico.

saídas do estágio de projeto det al ha do de

arranjo físico são:

As

a

localização física de todas as instala­

ções, equipamentos, máquinas e pessoal que constituem os centros de trabalho da

operação;

o

espaço a ser alocado a cada centro de

trabalho;

as tarefas que serão executadas por cen­ tro de trabalho.

Que faz um bom arranjo físico?

Antes de considerar os vários métodos usa­ dos no projeto detalhado de arranjo físico, é útil definir quais são os objetivos dessa atividade. De certa forma, os objetivos dependerão das circun s­ tâncias específicas, mas há alguns objetivos ge­ rais que são relevantes para todas as operações: 5

Segurança inerente -

todos os proces sos

que podem representar perigo, tanto para

a

mão-de-obra como para os clientes, não

devem ser acessíveis a pessoas não autori­

zadas. Saídas de incêndio devem ser cla­ ramente sinalizadas com acesso desimp e­ dido. Passagens devem ser claramente marcadas e mantidas livres.

Extensão do fluxo - o fluxo de mate riais, informações ou clientes deve ser canaliza­ do pelo arranjo físico, de forma a atender aos objetivos da operação . Em muitas operações, isso significa minimizar as ,dis­ tâncias percorridas pelos recursos trans­

formados . Esse não é sempre o tretanto : os supermercados, por

caso, en­ exem p lo,

gostariam de garantir que os clientes pas­ sassem por determinados produtos em seu trajeto dentro da loja.

5

Lista ge ntilmente cedida

por Paul Walley da War­

wick Unive rsity Business School, Reino Unido,

• Clareza de fluxo - tod o o fluxo de mate­ riais e clientes deve ser sinalizado de for­ ma dara e evidente para clientes e para mão-de -obra . Por exemplo, operações de manufatura em geral têm corredores mui­ to claramente definidos e marcados. Ope­ rações de serviços em geral usam roteiros sinalizados, como, por exemplo, alguns

h ospita is qu e usa m faixas pintadas no chão com diferentes cores para indicar o

ro teiro para os diferentes departamentos.

• Conforto da mão-de-obra - a mão -de -obra

deve ser alocada para locais distantes de partes barulhentas ou desagradáveis da

op eração. O arranjo físico deve prover um

ambiente de trabalho bem ventilado, ilu­

minado e, quando possível, agradável.

• Coordenação gerencial - supervisão e coor­

de nação devem ser fac il itadas pela locali­

zação da mão-de-obra e dispositivos de

comunicação.

• Acesso - todas as máquinas , equipamentos

e instalações devem estar acessíveis para

p ermitir adequada limpeza e manuten­ ção.

• Uso do espaço - to dos os arranjos físicos devem permitir uso adequado de espaço disponível da operação (incluindo o espa­

assim co mo o espaço de piso).

ço cúbico,

Isso em geral implica minimizar o espaço utilizado para determinado propósito, mas às vezes pode significar criar uma im­

pr ssão de espaço luxuoso, como no lobby de entrada de hotéis de luxo.

• Flexibil idade de longo prazo - os arranjos

físicos devem ser mudados periodicamen­ te à medida que as necessidades da ope­ ração muda m. Um bom arranjo físico terá sido con ebido com as potenciais necessi­ dades futur s da operação em mente. Por exemplo , se é provável que a demanda cresça para determinado p roduto ou servi­ ço, o arranjo físico foi projetado de modo a poder acomodar a futura expansão?

Projeto detalhado de arranjo físico posicional

Em arra njos pos 'cio nais , a localização dos recursos não vai ser defi nida com base no fluxo de recursos transformados, mas na conveniência

ARRA NJO FÍSICO E FLt'XO

21

dos recursos transformadores em si. O objetivo do projeto detalhado de arranjo físico posicional é conceber um arranjo que possibilite aos recursos transformadores maximizarem sua contribuição potencial ao processo de transformação, permi­ tindo-lhe prestar um bom "serviço" aos recursos transformados. O projeto detalhado de alguns ar­ ranjos físicos posicionais como, por exemplo, os canteiros de obra, pode tornar-se bastante com­ plicado , especialmente se o programa de ativid a­ des for freqüentemente alterado. Imagine o caos num canteiro de obra se caminhões pesados con­ tínua e ruidosamente passassem pelo escritório de gerenciamento da obra, caminhões de entrega de uma empresa subcontratada tivessem que cru­ zar a área de outra subcontratada para chegar a seu local de armazenagem, ou se a mão-de-obra que despendesse a maior parte de seu tempo na obra fosse alocada para uma posição distante dela. Embora haja técnicas que ajudem a posicio­ nar recursos e m arranjos físicos posicio n ais, elas não são amplamente utilizadas. Uma técnica cha­ mada "análise de recursos locacionais" avalia os efeitos de se localizar os vários recursos de trans­ formação em todas as localizações disponíveis na planta e da forma como esses recursos interagem entre si.

Projeto detalhado de arranjo físico por processo

O projeto detalhado de arranjo físico por processo é marcado pela complexidade, que tam­ bém caracteriza o fluxo desse tipo de arranjo físi­ co . O principal fator que leva a essa complexida­ de é o número muito grande de diferentes alternativas. Por exemplo, no caso mais simples de apenas dois centros de trabalho, há apenas duas formas de arranjá-los, um em relação ao ou­ tro. Mas há seis maneiras de arranjar quatro cen­ tros de trabalho e 120 maneiras de arranjar cinco centros. A relação é fatorial. Para N centros, há N fa­ torial (N!) diferentes maneiras de arranjá-los onde:

N!

= N

x

(N -

1)

x

(N -

2)

x

(1)

Então, mesmo para arranjos fís icos por pro­ cesso relativamente simples com, digamos 20

ma­

centros de trabalho, há 20! = 2,433 x neiras de arranjar a operação.

10

18

Até certo ponto, é por essa comple:xidade combinatória que, na prática, dificilmente solu­ ções ótimas podem ser encontradas. A maioria dos arranjos físicos por processo é projetada por uma combinação de intuição, bom-senso e pro­ cessos de tentativa e erro aplicados sistematica­ mente.

Informação para arranjo físico p or pm cesso

Antes de começar o processo de projeto de­ talhado em arranjos fí sico s por processo, há algu­ mas informações essenciais de que o projetista necessita:

• a área requerida por centro de trabalho;

• as restrições sobre a forma da área a ser alocada para cada centro de trabalho;

• o nível e a direção do fluxo entre cada par de centros de trabalho (por exemplo, nú­ mero de jornadas, número de carrega­ mentos, ou custo do fluxo por unidade de distância percorrida) ;

• o quão desejável é manter centros de tra­ bal ho p róximos entre si OU próximos de algum ponto fixo do arranjo físico.

Os dois últimos itens são de particular im­ portância, porque ambos influenciam diretamen­ te as conseqüências de se localizarem centros de trabalho próximos uns dos outros. O n ível e a direção do fl uxo são em geral re­ presentados em diagramas de fluxo (também cha­ mados de cartas "de-para"), como mostrado na Figura 7.11(a) , que registra, neste caso, o núme­ ro de carregamentos transportados entre depar­ tamentos. Há muitas maneiras que poderiam ser u tilizadas para coletar essa informação. Por exemplo, em algumas operações, dados sobre fluxo podem ser obtidos com base em informa­ ções sobre o roteiro de produção dos produtos e da demanda desses produtos. Onde o fluxo é mais aleatório, como numa biblioteca, por exem­ plo, a informação poderia ser obtida por observa­ ção das rotas percorridas pelos clientes ao lon go de determinado período de tempo representati­ vo. Se a direção do fluxo entre centros produti­ vos faz pouca diferença para a decisão sobre ar­ ranjo físico, a informação pode ser simplificada. como mostrad o na Figura 7.11 (b) , sendo que

uma alternativa a essa forma de representação é mostrada na Figura 7.11 (c).

218 PROJ ETO

(a) Carregamentos/dia

Para

A

B

C

O

E

A

 

17

-

30

10

B

13

 

20

 

- 20

C

-

10

   

- 70

O

30

-

-

 

30

E

10

10

10

10

 

l se a direção não é relevante, simpUficar para

(b)

Carregamentos/dia

~

A

B

C

O

E

I~

A

30

-

60

20

B

"" 30

-

30

C

~

-

80

O

~

"" 40

E

ou alternativam/

(e) A B C o E
(e)
A
B
C
o
E
O ~ "" 4 0 E ou alternativam/ (e) A B C o E Se o

Se o custo do fluxo

difere entre centros

de trabalho,

combinar com

(d) Custo unitário/distância percorrida

Para

A

B

'

C

O

E

A

 

2

 

2

2

2

B

3

   

3

3

3

C

2

2

 

2

2

O

10

10

10

 

10

E

2

2

 

2

2

 

1Que

(e) Custo unitário/distância percorrida

 

A

B

C

O

E

Para~

A

 

34

 

60

20

B

39

     

60

C

 

20

   

140

O

300

-

   

300

E

20

20

20

20

 

l se a direção não é relevante, simplificar para

(I) Custo unitário/distância percorrida

~

,

A

~

B

~

C

O

E

fi;­

360

40

"" 73

B

80

80

C

160

O

"" 120

E

~

m4"I' 7.11

Coleta de informações para arranjo físico por processo.

Coleta de informações para arranjo físico por processo. Em algumas operações, há diferenças signi­ ficativas no

Em algumas operações, há diferenças signi­ ficativas no custo de mover materiais ou clientes entre diferentes centros de trabalho. Por exem­ plo, na Figura 7.11 (d), é mostrado o custo unitá­ rio de transportar um carregamento entre cinco centros de trabalho. Aqui, o custo unitário de mover cargas do centro B é sensivelmente maior do que o custo de mover cargas da maioria dos outros centros. Poderia haver várias razões para isso, por exemplo, porque os produtos se encon­ tram em um estado delicado depois de terem sido processados por B e, portanto, necessitam de manuseio cuidadoso, ou porque eles precisam manter sua temperatura elevada depois de serem tratados termicamente, enquanto não sofrem processos subseqüentes. Combinando os dados sobre custos unitários e fluxo, chega-se aos dados

de custo por distância percorrida mostrados na

Figura 7.11 (e). Esses dados são mostrados forma simplificada na Figura 7.11(f).

de

Um método qualitativo alternativo de se in­ dicar a importância relativa das relações entre

centros é a carta de relacionamentos. Uma carta

de relacionamentos indica o quão desejável é manter pares de centros juntos uns dos outros. A Figura 7.12 mostra uma carta de relacionamen­ tos para um laboratório de testes. É de particular importância que alguns departamentos sejam mantidos juntos, como, por exemplo, teste ele­ trônico e metrologia. Outros departamentos de­ vem ser mantidos tão longe quanto possível uns dos outros, como por exemplo, metrologia e teste de impacto.

Código I Proximidade é A I Absolutamente necessário E I Especialmente importante I I Importante
Código
I Proximidade é
A
I Absolutamente necessário
E
I Especialmente importante
I
I Importante
o
I Proximidade normal
U
I Não importante
x
I Indesejável

Departamento

Metrologia

Teste eletrônico

Análise

Teste ultra-sônico

Teste de fadiga

Teste de impacto

W.4"fl7.12 Diagrama de ,·elacÍonamentos.

ARRA

'lJJO

nSlco E Rll XO

219

Objetivos do arranjo físico por processo

Na maioria dos exemplos de arranjo físico por processo, o principal objetivo é minimizar os custos para a operação, que são associados com o fluxo de recursos transformados ao longo da ope­ ração. Então, por exemplo, um fabricante de mó­ veis localizaria os centros de trabalho em sua fá­ brica de modo a minimizar a necessidade de transportar componentes. Similarmente, um ho s­ pitallocalizaria seus departamentos para minimi­ zar a movimentação de seus pacientes (e talvez de sua equipe). Em algumas operações, a ênfase muda para maximizar a receita associada ao flu­

xo, mais do que minimizar custos. Operações de varejo, especialmente, poderiam arranjar sua operação visando atingir este objetivo (veja, por exemplo, o boxe sobre o Supermercado Delhai­ ze). Algu mas operações de lazer, como os par­ ques de diversões, podem também visar a esse objetivo. Entretanto, o obje tivo mais comum é, de longe, minimizar custos.

uma operaç ão pode­

eficáci a de seu arranjo físico simples­

ria j ulgar a

mente com base nas distâncias totais percorridas n a operação. Por exemplo, a Figura 7.13(a) mos­

tra um arranjo físico por processo simples com seis centros de trabalho com o número total de

No nível mai s simp le s,

~

~

(a)

com o número total de No nível mai s simp le s, ~ ~ (a) 40

40

30

20

10

O

30

Eficácia do arranjo físico = Distância total percorrida = 4.450 metros

o

10

20

40

50

60 Metros

~

~

(b)

percorrida = 4.450 metros o 10 20 40 50 60 Metros ~ ~ (b) 40 30

40

30

20

10

O

30

'Eficácia do arranjo físico = Distância total percorrida = 3.750 metros

o

10

20

40

50

60 Me tros

(a) e (b) O objetivo da maioria dos arranjosfisicos por processo é minimizar o custo associado com movimentação, às vezes simplificado para minimizar a dis tância percorrida.

220

PROJETO

jornadas percorrid as entre centros em um dia. A efic ácia do arra njo físico, nesse nível si mples, po­ deria ser calculada conforme a seguir:

Eficáci a d o arranjo físico = LFii Di; para todo

i =1= j onde:

Fi) :;;: o fluxo em carregamentos ou jornadas por período, do centro de trabalho i para o centro j. D i) = di tância entre o centro de trabalho i e o centro j.

Quanto mais baixo o índice de eficácia do arranjo físico, melhor o arranjo físico. Neste exemplo, o total do número de jorna­ das multiplicado pela distância para cada par de departamentos onde há algum fluxo é 4.450 m. Essa medida indica se mudanças no arranjo físi co representam melhora em sua efetividade (pelo menos nos termos simples definidos aqui) . Por

exemplo, se os centros C e E são trocados, como na Figura 7. 13(b), a medida total de eficácia pas­

a ser 3. 750, e mostra que o arranjo físico ago­

ra acarretará uma redução nas distâncias totais percorridas na operação. Esse cálculo assume que todas as jornadas se equivalem, por representarem o mesmo custo para a operação . Em algumas ope rações, entre­ tanto, isso não é assim . Por exemplo, algumas jornadas que envolvem a equ ipe (saudável) ou pacientes em boa forma teriam pouca importân­ cia relativa se comparadas com outras jornadas em que pacientes doentes necessitam ser mov i­ dos do centro cirúrgico para unidades de terapia intensiva. Nesses casos, poderia valer a pena incorpo­ rar um elemento de custo (ou de dificuldade) na med ida da eficácia do arranjo físico que se tenta minimizar.

LFu DiJ. Cu p ara

sa

Eficácia do arranjo físico =

todo i =1= j

onde :

C

J = custo por distância percorrida de fazer a jornada entre os departamentos i e j.

Método geral de projeto de arranjo físico por processo

A abordagem geral de determinar a localiza­ ção de cen tros de trabalho em arranjo físico por processo é a seguinte.

Passo

1

-

Colete as informações sobre os

centros de

trabalho e os fluxos entre eles .

Passo 2 - Desenhe um arranjo físico esque­ mático, mostrando os centros de trabalho e os fluxos entre eles, colocando os pares de centros de trabalho com fluxo mais intenso próximos en­ tre si.

Passo 3 - Ajuste o arranjo físico esquemático de forma a levar em conta as restrições da área dentro da qual o arranjo físico deve caber.

Passo 4 - Desenhe o arranjo físico mostran­ do as áreas reais dos centros de trabalho e as dis­ tâncias que os materiais e as pessoas devem per­ correr. Calcule a medida da eficácia do arranjo físico, levando em conta ou as distâncias totais percorridas ou os movimentos custeados.

Passo 5 - Cheque se a troca da localização de quais quer dos centros faz reduzir a distância total percorrida ou o custo total de movimenta­ ção . Se sim , faça a troca e r etome ao passo 4. Se nã o, fa ça deste o arranjo físico final.

Exemplo: Grupo Educacional Rotterdam

Como exemplo de arranjo físico por proces­ so, considere o Grupo Educacional Rotterdam (GER), uma empresa que comissiona, projeta e manufatura material didático para cursos de edu­ cação e treinamento a distância. O grupo acaba de realizar um leasing de um novo edifício com uma área de 1.800 metros quadrados, dentro do qual pretend e fazer caber 11 "departamentos". Antes de mudar-se, o grupo realizou um exercí­ cio para descobrir o número médio de viagens fei­ tas por sua equipe entre os 11 departamentos. Embora algumas viagens sejam mais significati­ vas que outras (devido à carga carregada pela equipe), foi decidido que todas as viagens seriam tratadas como tendo igual valor:

Passo 1 - Cole te informações

As áreas requeridas por depart amento junto com o número médio de viagens entre departa­ mentos são mostradas na carta de fluxo da Figu­ ra 7.14. Nesse exemplo, a direção do fluxo não é relevante e fluxos muito pequenos (menores que cinco viagens por d ia) n ão fo ram incluídos na análise.

ARRANJO FÍSIC O E FI.CXO

Departamento

Área (m 2 )

Código I

Recepção

85

A

Sala de reuniões

160

B

Layout e projeto

100

C

Editorial

225

D

Gráfica

200

E

Corte

75

F

Recebimento eexpedição

200

G

Encadernação

120

H

Produção de vídeo

160

Embalagem

200

I

J

Produção de áudio

100

I

K

200 I J Produção de áudio 100 I K Dimen.sões do edifício = 30 metros x

Dimen.sões do edifício =30 metros x 60 metros

WaI'" 7.14

Fluxo de informações para o Grupo Educacion al Rotterdam.

221

Passo 2 - Desenhe o arranjo físico esquemático

A Figura 7.15 mostra o primeiro arranjo físi­ co esquemático dos departamentos. As linhas mais grossas representam fluxos de alta intensi­ dade, entre 70 e 120 viagens por dia; as linhas de grossura média são usadas para representar fluxos entre 20 e 69 viagens por dia e as mai s fi ­ nas para fluxos de baixa intensidade, entre 5 e 19 viagens por dia. O objetivo aqui é arranjar os centros de trabalho de forma que aqueles depar­ tamentos entre os quais haja linhas mais grossas fiquem o mais junto possível. Quanto mais inten­ so o fluxo, mais curta a linha deve ser.

Passo 3 - Ajus te o a rranjo esquemático

Se os departamentos fossem arranjados exa­ tamente como mostrado na Figura 7.15, o edifí­ cio que os abrigará deveria ter uma forma irregu­ lar e, portanto, de alto custo. O arranjo físi co necessita ajustes para que se leve em conta a for­ ma do edifíci o. A Figura 7.16 mostra os departa­ mentos arranjados de forma mais ordenada às di­ mensões do edifício.

Passo 4 - Desenhe o arranjo físico

mostra os departamentos ar­

ranjados com as dimensões reais do edifício e

A Fi gura 7.17

com as dimensões reais do e difício e A Fi gura 7.17 7.15 Arranjo físico es
com as dimensões reais do e difício e A Fi gura 7.17 7.15 Arranjo físico es

7.15 Arranjo físico esque m ático colocando centros com altos níveis de tráfego próximos uns dos

outros.

222

Pl'OJETO

222 Pl'OJETO WaiiZi 7.16 ArrClIlj o físico esquemático ajustado para adequar-se às dim ensões do edifício.

WaiiZi 7.16

ArrClIlj o físico esquemático ajustado para adequar-se às dim ensões do edifício.

OI

60 metros

Sala de

reuniões

Recepção

Produção

de vídeo

Encader­

nação

Embalagem

Recebimento

e

expedição

Pro dução

de áudio

Editorial

Corred or

Layout

e

projetos

Gráfica

Corte

lih':'" 7 .17

Arranjo fís ico fin a l do edifício.

7 .17 Arranjo fís ico fin a l do edifício. ocupando áreas q ue se aproximam

ocupando áreas que se aproximam de sua áreas requeridas. Embora as distâncias entre os cen­ tróides dos departamentos tenham mudado seu formato físico, suas posições relativas permane­ cem as mesmas. É nesse estágio que se pode cal­ cular uma expressão quantitativa do movimento associado com esse arranjo físico relativo.

Passo 5 - Cheque as possíveis trocas

o arranjo físico da Figura 7.17 parece razoa­ velmente eficaz, m as geralmente vale a pena che ­ car se é possível melhorá lo trocando as posições relativas de pares de departamentos de forma a

redu zi r o m ovi men to total de fluxo.

a posição dos departamentos H e J pode ser tro­ cada e a distância total percorrida calculada com

Por exemplo,

a nova configuração para identificar se reduções foram obtidas.

Projeto de arranjo físico por processo auxiliado por computador

A complexidade combinatória do arranjo fí­ sico por processo levou ao desenvolvimento de numerosos procedimentos heurísticos com o in­ tuito de auxiliar no processo de projeto. Procedi­ mentos heurísticos usam o que tem sido chama­

(a) Padrão de localização

,~RRA:\JO FÍSICO E FLUXO

Iteração O

223

1

234567

8

9

10 1,1 12

13

14 15 16 17 18 19

20

1 A

A

A

A

A

A

B

B

B

B

C

C

C

C

C

C

C

O

O

O

2 A

A

B

B

C

O

O

3 A

A

B

B

C

C

O

O

4 A

A

A

A

A

A

B

B

C

C

C

C

C

C

C

O

O

5 E

E

E

E

E

E

B

B

B

B

C

C

C

C

C

C

C

O

O

O

6 E

E

F

F

F

F

F

G

G

G

G

G

G

G

G

G

7 E

E

F

F

G

G

8 E

E

E

E

E

E

F

F

F

F

F

G

G

9 H

H

H

I

I

I

I

I

I

I

I

G

G

10 H

H

I

I

G

G

11 H

H

I

I

I

G

G

G

G

G

G

G

G

G

12 H

H

I

J

J

J

J

J

K

K

K

K

K

K

13 H

H

I

J

J

K

K

14 H

H

H

I

I

I

I

I

J

J

J

J

J

K

K

K

K

K

K

W§"h 7.18

Custo total 11 .711 ,24

Redução de custo estimada O

(b) Padrão de localização

Iteração 4

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 11

12

13 14

15 16 17

1 E

E

E

E

E

EBBBBC

C

C

C

C

C

C

2 E

E

B

B

C

3 E

E

B

B

C

C

4 E

E

E

E

E

E

B

B

C

C

C

C

C

C

C

5 A

A

A

A

A

A

B

B

B

B

C

C

C

C

C

C

C

6 A

A

O

O

O

O

O

G

G

G

G

G

G

7 A

A

O

O

G

8 A

A

A

A

A

A

O

O

O

O

O

G

9 K

K

K

I

I

I

I

I

I

I

I

G

10 K

K

I

I

G

11 K

K

I

I

I

G

G

G

G

G

G

12 K

K

I

F

F

F

F

F

H

H

H

13 K

K

I

F

F

H

14 K

K

K

I

I

I

F

F

F

F

F

H

H

H

18 19 20

J

J

J

J

J

G

G

H

H

J

J

G

G

H

H

J

J

J

J

J

G

G

G

G

G

G

H

H

H

Custo total 11.238,43

Redução de custo estimada 472,81 Move A para E Move Opara F Move K para H Move Fpara J

(a) Arranjo foico inicial para a heurística CRAFT, (b) Arranjo foico final depois de quatro iterações da heurística CRAFT.

do "atalhos no processo racional" e "regras de bom-senso" na busca de soluções razoáveis. Eles não buscam a solução ótima (embora uma possa ser achada, por acaso), mas tentam obter uma boa solução subótima.

Um desses procedimentos heurísticos basea­ dos em computador é o chamado CRAFT (Com­ puterized Relative Allocation of Facilities Techni-

que).6 O racional por trás desse procedimento é que, enquanto é inviável avaliar N fatorial (N!) arranjos físicos alternativos quando N é grande, é viável começar com um arranjo físico inicial e en­