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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

REVESTIMENTO

Professor: MSc. Cássio Freire Câmara


Disciplina: Técnicas Construtivas II
1 – DEFINIÇÕES:
Os revestimentos são parte integrante vedação
vertical (interna e externa) e acabamentos internos, o qual
apresenta funções específicas para um bom desempenho
do conjunto (edificação).

Além disso, assim como qualquer outro elemento do


sistema, os mesmos não devem ser analisado
(durabilidade, desempenho e funcionalidade) em
dissociação do conjunto no qual ele está inserido.

Nas obras “convencionais”, a base é normalmente


composta por alvenaria de blocos cerâmicos ou de
concreto, bem como, pelos elementos da estrutura de
concreto (vigas, pilares, lajes e etc.).
2 – TIPOS DE REVESTIMENTOS:
2.1 – PAREDES:
2.2 – PISOS:
2.3 – TETOS/FORROS:
2 – TIPOS DE REVESTIMENTOS:
2.1 – PAREDES:
a) Chapisco;
b) Reboco e Emboço;
c) Pasta de Gesso;
d) Ladrilho Cerâmicos (azulejo, cerâmicas, porcelanatos e pastilhas);
e) Laminado Decorativo de Alta Pressão (LDAP) – Formicas.
2.2 – PISOS:
2.3 – TETOS/FORROS:
2 – TIPOS DE REVESTIMENTOS:
2.1 – PAREDES:
2.2 – PISOS:
a) Contrapiso;
b) Regularização;
c) Ladrilho Cerâmicos (azulejo, cerâmicas e porcelanatos);
d) Ladrilho Vinílico Semiflexível – Paviflex;
e) Piso Granilite;
f) Outros: Cimentado, Piso Industrial ou de alta resistência, Assoalho
em Madeira, Placa ou Manta de Borracha, Piso Melamínico de Alta
Pressão (PMAP), Piso Elevado e etc.
2.3 – TETOS/FORROS:
2 – TIPOS DE REVESTIMENTOS:
2.1 – PAREDES:
2.2 - PISOS:
2.3 – TETOS/FORROS:
a) Chapisco;
b) Reboco (Estuque);
c) Pasta de Gesso;
d) Forro de Gesso (Placa ou Acartonado);
e) Forro em PVC (Tipo Régua);
f) Forro em Madeira - Lambri;
g) Forro Removível (Lã de Rocha, Lã de Vidro, Lã Mineral, PVC e
Gesso Revestido ou Natural).
2.1 – PAREDES:
A) CHAPISCO:

A fim de homogeneizar a capacidade de sucção de


água e a rugosidade superficial da base, utiliza-se o
chapisco, que é caracterizado como uma “preparação da
base” que tem o objetivo de uniformizar tais
características.
O chapisco usualmente empregado é de traço em
massa 1:3 (cimento e areia), podendo ser utilizado
aditivos para melhorar a aderência e espessura de 5 mm.
Importante ressaltar a importância de se proceder à
limpeza da base antes da aplicação do chapisco, por
meio de escova de aço e jato de água, a fim de remover
todo tipo de sujeira presente (película desmoldante, resto
de fôrma e etc).
Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (abril/2010) – Fonte: Própria.

Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (abril/2010) – Fonte: Própria.


2.1 – PAREDES:

B) REBOCO e EMBOÇO:

Conhecidas as características da base e estando a


mesma preparada com o chapisco, parte-se para a
aplicação da camada de regularização superfície.

O reboco é composto por aglomerante (cimento, cal


hidratada) e areia fina e com acabamento liso, enquanto
que o emboço é composto por aglomerante e areia
grossa e com acabamento rústico – facilitar a aderência,
ambos com espessura de 25mm a 30mm e traço em
massa 1:2:6. O segundo antecede o revestimento de
“acabamento fino” (ladrilho cerâmico ou decorativo) e
ambos podem ser industrializados ou não.
Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (abril/2010) – Fonte: Própria.

Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (abril/2010) – Fonte: Própria.


2.1 – PAREDES:

B) REBOCO e EMBOÇO:

Várias são as propriedades que a argamassa de


reboco e emboço deve apresentar para atender as
solicitações às quais permanecerá submetida durante o
seu uso, podendo-se citar:

* trabalhabilidade,
* capacidade de aderência,
* resistência mecânica,
*capacidade de absorver deformações (deformação
unitária (mm): ε = σ / E) e
* durabilidade (retração por secagem).
2.1 – PAREDES:

B) REBOCO (vídeo – aplicação mecânica):


2.1 – PAREDES:

C) PASTA DE GESSO:

O gesso (calcinação da gipsita natural) misturado


com água começa a endurecer em razão da formação
de uma malha em camadas de finos cristais de sulfato
hidratado. Depois de iniciado o seu processo de pega
(reação exotérmica), o gesso continua a endurecer
ganhando resistência que pode durar por semanas.

Este tipo de revestimento pode eliminar a


necessidade de execução do chapisco, ou seja,
podendo ser aplicado diretamente na base.
Construção do Resid. Mont´Serrat (fevereiro/2011) – Fonte: Própria.

Construção do Resid. Mont´Serrat (fevereiro/2011) – Fonte: Própria.


2.1 – PAREDES:

D) LADRILHO CERÂMICO:

Desde de 4.000 a.C. (no Egito) as placas cerâmicas


vêm sendo empregadas como revestimento de
edificações, tanto para interiores como para exteriores.

Dentre algumas das vantagens para o emprego


deste tipo de revestimento, pode-se citar:

* valorização do imóvel (efeito estético),


* conforto térmico e acústico,
* leveza (comparado com placas de rocha) e
* durabilidade.
2.1 – PAREDES:

A resistência à abrasão superficial é um ensaio


realizado apenas nas placas cerâmicas esmaltadas, que
trata do desgaste visual mediante vários ciclos de
passagem de um agente abrasivo sobre o vidrado,
submetido a uma carga determinada.

De acordo com a NBR 13.818/1997, as placas


cerâmicas são subdivididas conforme tabela abaixo:

Tabela I: Classificação de placas cerâmicas quanto a resistência à abrasão superficial – Fonte: NBR 13.818/1997.
2.1 – PAREDES:

A resistência ao manchamento está relacionada à


facilidade de limpeza do vidrado da cerâmica mediante
ataque de diferentes agentes manchantes (CrO, FeO e
iodo).

De acordo com a NBR 13.818/1997, as placas


cerâmicas são classificadas conforme tabela abaixo:

Tabela II: Classificação de placas cerâmicas quanto a resistência ao manchamento – Fonte: NBR 13.818/1997.
2.1 – PAREDES:
ARGAMASSAS:

De acordo com a NBR 13.281/1996, as argamassas


colantes ou adesivas são subdivididas conforme tabela
abaixo:

Tabela III: Critérios para classificação de argamassas – Fonte: NBR 14.281/1996.

A argamassa do tipo I deverá ser utilizada em áreas


internas suscetível a pouca umidade, tipo II em áreas
externas ou com bastante umidade (bwc, varanda, área
de serviço e etc) e tipo III para aplicação de porcelanatos
e granitos.
2.1 – PAREDES:
REJUNTES:

De acordo com a NBR 14.992/2003, os rejuntes são


subdivididos conforme tabela abaixo:

Tabela IV: Critérios para classificação de rejuntes – Fonte: NBR 14.992/2003.

A argamassa do tipo I deve ser utilizada em locais


de trânsito (pedestres/transeuntes) não intenso e tipo II
em locais de trânsito (pedestres/transeuntes) intenso e
em ambientes internos e externos com presença água
estancadas (piscinas, espelhos d’água e etc).
Fotos diversas – Fonte: autor desconhecido.
Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (abril/2010) – Fonte: Própria.

Ampliação do CCHLA/UFRN (novembro/2010) – Fonte: Própria.


Construção do Resid. Mont´Serrat (fevereiro/2011) – Fonte: Própria.

Construção do Resid. Mont´Serrat (abril/2011) – Fonte: Própria.


Construção do Resid. Mont´Serrat (fevereiro/2011) – Fonte: Própria.

Construção do Resid. Mont´Serrat (abril/2011) – Fonte: Própria.


Construção do Resid. Mont´Serrat (fevereiro/2011) – Fonte: Própria.

Construção do Resid. Mont´Serrat (abril/2011) – Fonte: Própria.


Construção do Resid. Mont´Serrat (abril/2011) – Fonte: Própria.

Construção do Resid. Mont´Serrat (fevereiro/2011) – Fonte: Própria.


2.1 – PAREDES:

E) LAMINADO DECORATIVO DE ALTA PRESSÃO:

O LDAP é uma chapa para revestimento rígidos


composta de camadas de material fibroso ou celulósico
impregnadas com resina termoestável, montadas e
prensadas sob condição de calor e alta pressão. O
LDAP assume funções decorativas e funcionais.
Dentre algumas características do LDAP, pode-se
citar:
* resistência ao desgaste, manchas, produtos químicos,
altas temperaturas e impacto,
* variedade de cores,
* padronização das dimensões e
* fácil higienização.
2.2 – PISOS:

A) CONTRAPISO:
O contrapiso é constituído de cimento, brita e areia e
o usualmente empregado é o de 8 a 10 MPa e
espessura de 5 a 8 cm.
O contrapiso tem diversas funções dentro do
sistema construtivo, dentre as mais importantes,
destacam-se:

•Servir de suporte para o revestimento de piso e seus


componentes,
•Corrigir pequenos desníveis do terreno ou laje de piso e
•Resistir às cargas atuantes durante a utilização, sem
apresentar rupturas.
2.2 – PISOS:

B) REGULARIZAÇÃO DE PISO:
A regularização do piso é constituído de argamassa
de cimento e areia e sua espessura varia de acordo com
o grau de nivelamento do contrapiso e exigência do
projeto.
A regularização tem a funções dentro do sistema
construtivo de corrigir pequenos desníveis na laje do
piso.

Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (abril/2010) – Fonte: Própria.


2.2 – PISOS:

D) LADRILHO VINILICO SEMIFLEXÍVEL:


Trata-se de placas retangulares semiflexíveis,
fabricada com resina PVC, com pigmentação (lisa ou
marmorizada), dimensões regulares (30x30 ou 40x40
cm) e espessuras variadas (1,6 a 3,0 mm).
Na sua aplicação é utilizada resina epóxi, montadas
e prensadas sob condição normais.
Dente as muitas propriedade deste material,
destacam-se entre as mais importantes:

•Isolante acústico,
•não acumulam sujeiras e de fácil higienização,
•Auto-extinguílvel sob a ação do fogo e
•resistentes a agentes químicos.
Reforma do Ginásio Poliesportivo I/UFRN (março/2010) – Fonte: Própria.
2.2 – PISOS:

E) GRANILITE:
O piso granilite (ou marmorite) trata-se de piso rígido
e geralmente polido com juntas de dilatação (usualmente
em PVC), moldado in loco à base de cimento e
agregado de granito (ou mármore) triturado, utilizando
equipamento específicos para o adensamento e o
polimento.
Dente as características deste material, destacam-
se:

•resistente ao tráfego intenso,


•elevada durabilidade,
•fácil limpeza e
•resistente a agentes químicos.
Marmorite – Fonte: Própria.

Polidora – Fonte: Própria.


Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (junho/2010) – Fonte: Própria.

Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (junho/2010) – Fonte: Própria.


Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (junho/2010) – Fonte: Própria.

Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (junho/2010) – Fonte: Própria.


2.2 – PISOS:

F) OUTROS PISOS MENOS USUAIS:


F.1) Cimentado;
F.2) Piso Industrial;
F.3) Assoalho em Madeira;
F.4) Placa ou Manta de Borracha;
F.5) Piso Melamínico de Alta Pressão;
F.6) Piso Elevado.
2.2 – PISOS:

F) OUTROS PISOS MENOS USUAIS:


F.1) Cimentado;

F.2) Piso Industrial;


F.3) Assoalho em Madeira;
F.4) Placa ou Manta de Borracha;
F.5) Piso Melamínico de Alta Pressão;
F.6) Piso Elevado.
2.2 – PISOS:

F) OUTROS PISOS MENOS USUAIS:


F.1) Cimentado;
F.2) Piso Industrial;

F.3) Assoalho em Madeira;


F.4) Placa ou Manta de Borracha;
F.5) Piso Melamínico de Alta Pressão;
F.6) Piso Elevado.
2.2 – PISOS:

F) OUTROS PISOS MENOS USUAIS:


F.1) Cimentado;
F.2) Piso Industrial;
F.3) Assoalho em Madeira;

F.4) Placa ou Manta de Borracha;


F.5) Piso Melamínico de Alta Pressão;
F.6) Piso Elevado.
2.2 – PISOS:

F) OUTROS PISOS MENOS USUAIS:


F.1) Cimentado;
F.2) Piso Industrial;
F.3) Assoalho em Madeira;
F.4) Placa ou Manta de Borracha;

F.5) Piso Melamínico de Alta Pressão;


F.6) Piso Elevado.
2.2 – PISOS:

F) OUTROS PISOS MENOS USUAIS:


F.1) Cimentado;
F.2) Piso Industrial;
F.3) Assoalho em Madeira;
F.4) Placa ou Manta de Borracha;
F.5) Piso Melamínico de Alta Pressão;

F.6) Piso Elevado.


2.2 – PISOS:

F) OUTROS PISOS MENOS USUAIS:


F.1) Cimentado;
F.2) Piso Industrial;
F.3) Assoalho em Madeira;
F.4) Placa ou Manta de Borracha;
F.5) Piso Melamínico de Alta Pressão;
F.6) Piso Elevado.
2.3 – TETOS/FORROS:

D) FORRO DE GESSO (PLACA OU ACARTONADO):

Os forros constituídos por placas de gesso (60x60


cm) são suspensas por arame, chumbados no centro
das placas e fixados na laje por pino de aço cravado a
“revólver”.
Os construídos por placas de gesso acantonado
(120x60 cm) são estruturados e suspensos por perfis
metálicos e fixados na laje e na estrutura auxiliar por
parafusos.
Os forros de gesso não podem ser encunhados nas
paredes laterais dos ambientes, pois não são capazes
de absorver as movimentações do forro ou da própria
estrutura, sendo necessário a utilização de “tabicas”.
Construção do Resid. Mont´Serrat (abril/2011) – Fonte: Própria.

Reforma da Assessoria Internacional/UFRN (agosto/2009) – Fonte: Própria.


2.3 – TETOS/FORROS:

E) FORRO EM PVC (TIPO RÉGUA):

Os forros em régua de PVC exigem a execução de


uma grelha portante (estrutura auxiliar de alumínio)
fixada as paredes ou a estrutura de edificação. Além da
sustentação, essa grelha é utilizada para limitação dos
vãos.

As réguas de PVC são encaixadas (tipo macho e


fêmea) umas as outras e ambas apoiadas a estrutura
fixada nas paredes dos ambientes.
2.3 – TETOS/FORROS:

F) FORRO EM MADEIRA (LAMBRI):


Os forros em régua de MADEIRA exigem a
execução de uma grelha portante (estrutura auxiliar de
MADEIRA) fixada as paredes ou a estrutura de
edificação. Além da sustentação, essa grelha é utilizada
para limitação dos vãos.
As réguas de MADEIRA são encaixadas (tipo macho
e fêmea) umas as outras e ambas apoiadas a estrutura
fixada nas paredes dos ambientes.

Construção do Resid. Mont´Serrat (junho/2011) – Fonte: Própria.


2.3 – TETOS/FORROS:

G) FORRO REMOVÍVEL :
A principal diferença entre o forro suspenso
modulado e removível dos demais forros apresentados é
que o sistema de fixação do primeiro é independente da
estrutura da edificação, e ainda, seus painéis de
fechamento podem ser removidos para manutenções ou
substituídos sem causar dano a estrutura portante.
Os materiais usualmente comercializados são:
* Lã de Rocha,
* Lã de Vidro,
* Lã Mineral,
* PVC e
* Gesso Revestido ou Natural.
Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (agosto/2010) – Fonte: Própria.

Reforma e Ampliação da BCZM/UFRN (outubro/2010) – Fonte: Própria.


3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

As superfícies das paredes e dos tetos precisam


ser limpas e abundantemente molhadas antes do início
de qualquer procedimento;

Os revestimentos somente poderão ser iniciado


após a completa “pega” da argamassa de assentamento
das alvenarias;

Toda argamassa que apresentar vestígio de


endurecimento deverá ser rejeitada para a aplicação.
4 – BIBLIOGRAFIA:

- YAZIGI, Walid. A Técnica de Edificar. São Paulo/SP, PINI – 1ª edição,


1998;
- CARDÃO, Celso. Técnica da Construção. Belo Horizonte/MG, Edições
Engenharia e Arquitetura – 3ª edição, 1976;
-ARAÚJO, Nelma Mírian Chagas de. Construção Civil: uma abordagem
macro da produção ao uso. João Pessoa/Pb, Sinduscon/Pb – 1ª edição,
2010;
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.
NBR 13.818. Rio de Janeiro/RJ, 1997;
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.
NBR 13.281. Rio de Janeiro/RJ, 1996;
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.
NBR 14.992. Rio de Janeiro/RJ, 2003.

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