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Relatório do Filme Lucy

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com


Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio em Deus.
Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele
nada se faz do que foi feito.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não o
receberam.” (JO 1:1-5)

INTRODUÇÃO

Por que existe o ser e não o nada? Foi no século 17 que Leibniz formulou a
pergunta fundamental de toda e qualquer filosofia. Isso não significa que pensadores
anteriores a ele não tivessem tentado compreender o fenômeno da existência. Os
problemas colocados pela filosofia ao longo dos tempos não diferem muito entre si, o que
os diferencia é o tratamento que recebem, a abordagem que lhes é dada.
Os pitagóricos tratavam a existência sob a perspectiva dos números, algo que
ganharia novamente força séculos depois com o desenvolvimento da física matemática
de Galileu, Kepler e especialmente Newton, enquanto os platônicos preferiam abordar o
assunto por meio da linguagem simbólica e dialética.
No avançar da modernidade, os filósofos contornaram o problema do ser negando
a sua primazia, aprisionados que estavam pelas ideias de Kant a respeito da
impossibilidade humana de conhecer “as coisas em si”, em última instância, de conhecer
a própria realidade. Daí derivam as concepções niilistas (a melancolia de uma existência
sem sentido) e existencialistas (as coisas não possuem essências, são como matéria sem
forma). Desse cenário surge a cosmovisão materialista da existência humana, e é dentro
dele que o filme “Lucy” se desenrola.
A humanidade parece ter perdido o sentido da existência, cada vez mais voltada
para o poder e para a cobiça de bens materiais. E se recuperássemos nossa essência
primitiva? E se olhássemos para trás em busca de um sentido na origem do Universo e do
homem? O filme explora essa possibilidade.
A personagem Lucy, interpretada por Scarlett Johansson, representa um duplo
paralelismo: por um lado, seu nome faz referência à Lucy, fóssil de uma fêmea encontrado
na África e que até então era considerado como o antepassado mais diretamente ligado a
nós, em razão da formação de seu cérebro e de sua capacidade bípede; por outro lado, a
personagem evoca o modelo da vítima sacrificial, aquela que oferece a sua própria vida
em favor da humanidade. Lucy morre voluntariamente para deixar o legado de sua
experiência.
Assim como a Lucy primata — nome dado por causa da música homônima dos
Beatles que embalava o trabalho dos arqueólogos durante as escavações de seu fóssil —,
a Lucy personagem também marcaria um antes e depois na história da humanidade: se
aquela nos legou a capacidade de andar, esta legou a capacidade do conhecimento
ilimitado. No entanto, se aquela se diferenciou de seus antecessores de maneira natural,
esta se diferenciou pelo uso de uma substância sintética, o CPH4.

DESENVOLVIMENTO

O CPH4 é uma enzima produzido naturalmente pela mãe durante a gestão e que
dá ao embrião a energia necessária para o desenvolvimento de seus ossos.

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