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História do papado

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Ver também: História dos títulos papais
Ver também: História da Igreja Católica
A História do papado é a história do Papa e Bispo de Roma, chefe da Igreja Católica,
tanto em seu papel espiritual e temporal, que cobre um período de aproximadamente dois
mil anos.[1] O papado é uma das instituições mais duradouras do mundo, e teve uma
participação proeminente na história da humanidade.[2] A Igreja Católica acredita que
a "doutrina (…) sobre o papado é bíblica e decorre do primado de São Pedro entre
os Apóstolos de Jesus. Como todas as doutrinas cristãs, desenvolveu-se ao longo dos
séculos, mas não se afastou dos seus elementos essenciais, presentes na liderança do
Apóstolo Pedro."[3]
Os papas na Antiguidade auxiliaram na propagação do cristianismo e a resolver diversas
disputas doutrinárias.[4] Na Idade Média eles desempenharam um papel secular importante
na Europa Ocidental, muitas vezes, servindo de árbitros entre os monarcas e evitando
diversas guerras na Europa.[5] Atualmente, para além da expansão e doutrina da fé cristã,
os Papas se dedicam ao diálogo inter-religioso, a trabalhos de caridade e à defesa dos
direitos humanos.[6][7]
Não existe uma lista oficial de papas, mas o Anuário Pontifício, publicado anualmente
pelo Vaticano, contém uma lista que é geralmente considerada a mais correta, colocando
o atual Papa Francisco como o 266º Papa.[8]

Índice

• 1Antiguidade
o 1.1Controvérsias sobre acontecimentos históricos
o 1.2Cristianismo primitivo (c. 30-325)
o 1.3Antiguidade tardia e cesaropapismo
• 2Idade Média (493–1417)
o 2.1Papado Ostrogodo (493-537)
o 2.2Papado Bizantino (537-752)
o 2.3Influência dos francos (756-857)
o 2.4Saeculum obscurum
o 2.5Conflitos com o Sacro Imperador (1048-1257)
▪ 2.5.1Grande Cisma do Oriente
▪ 2.5.2Reforma Gregoriana e Questão das Investiduras
▪ 2.5.3Cruzadas e Inquisição
o 2.6Papado de Avinhão e Grande Cisma do Ocidente
• 3Idade Moderna
o 3.1Renascimento
o 3.2Reforma Protestante e Católica (1517-1585)
• 4Idade Contemporânea
o 4.1Questão Romana (1870–1929)
o 4.2Concílio Vaticano II (1962-presente)
• 5Ver também
• 6Referências

Antiguidade[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Papado (Cristianismo primitivo)
Controvérsias sobre acontecimentos históricos[editar | editar código-
fonte]

O Martírio de São Pedro (Santa Maria del Popolo, Roma, Caravaggio, 1600).

Existe grande controvérsia entre os historiadores sobre a história do papado durante o


cristianismo primitivo, destacando-se a questão da veracidade do martírio de Pedro e
Paulo em Roma; sobre a organização da Igreja Romana no século I e princípio do século
II, e o exercício da primazia papal.
Alguns historiadores argumentam que Pedro nunca foi realmente a Roma, e que essa
crença se originou somente mais tarde. [9][10] No entanto, outros estudiosos citando os
documentos cristãos primitivos (mais proeminentemente, a descrição da morte Pedro e
Paulo em Roma nas cartas de Clemente em c. 96,[11][12] Santo Inácio de
Antioquia em c. 107,[13] Dionísio de Corinto entre 166 e 176,[12] e Irineu de Lyon, em torno
de 180 d.C.[14]) concluem que Pedro foi de fato martirizado em Roma. [15][16][17]
Uma vez que no século I os termos “presbíteros e bispos” eram sinônimos usados para os
líderes da igreja local[18][19]submetidos a um apóstolo;[20] muitos argumentam que no final do
século I e até a metade do século II, a Igreja Romana não possuía uma organização
monoepiscopal (um só Bispo como chefe da igreja local), mas uma forma colegiada de
liderança,[9][18][21] sendo que o monoepiscopado começou somente mais tarde, e assim,
originalmente o ministério papal não existia. No entanto, outros estudiosos discordam,
defendendo que os apóstolos designaram seus sucessores na liderança das igrejas locais
(originalmente também chamados de "apóstolos" e no início do século II, de
“bispos”),[20] como por exemplo, Tito e Timóteo investidos por Paulo de Tarso, e nos
escritos posteriores de Clemente de Roma,[22] Inácio,[23][24] e Irineu,[25] que prematuramente
atestaram a sucessão linear de Bispos desde a época dos apóstolos. [20]
Alguns historiadores afirmam que os papas não possuíam direitos ou privilégios primaciais
no cristianismo primitivo sobre a Igreja Universal, [26] no entanto, uma vez que em muitas
ocasiões os Bispos de Roma intervieram em comunidades locais, como Clemente I, [27] ou
tentaram estabelecer uma doutrina vinculativa a Igreja Universal como Vítor I (sobre
a controvérsia quartodecimana),[28] a visão predominante entre os historiadores, é que a Sé
e o Bispo de Roma possuíam nesse período uma proeminência em questões relacionadas
aos assuntos da Igreja Católica,[4][16][27][29][30][31][32] mas esse papel se desenvolveu e se
acentuou profundamente nos séculos seguintes, especialmente a partir do século V e após
o XI.[21]
Cristianismo primitivo (c. 30-325)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Papado (Cristianismo primitivo)
Policarpo de Esmirna, um dos primeiros pais da Igreja.

O primeiro documento fornecido por um papa, é de Clemente I no final do século I, em que


interveio em uma disputa em Corinto, na Grécia,[33] Clemente foi o primeiro Pai
Apostólico da Igreja,[34] fundando o período eclesiástico patrístico, que duraria até o século
VIII. No século II os bispos romanos erigiram monumentos aos apóstolos Pedro e Paulo,
davam esmolas às igrejas pobres[27] e lutaram contra gnósticos e montanistas na Ásia
Menor.[27] No final do mesmo século, o Papa Vítor I ameaça de excomunhão os bispos
orientais que continuarem praticando a Páscoa em 14
de Nisã (quartodecimanismo).[28] Nessa época Santo Inácio,[35][36] e algum tempo depois
Santo Ireneu,[37] enfatizam a posição única do bispo de Roma.
No século III os papas preocuparam-se em afirmar a possibilidade do perdão dos pecados,
se os fiéis se arrependessem e fizessem penitência (ao contrário do que pregava
o novacionismo), como pode ser observado nos decretos de Calixto I e Cornélio I. No final
desse século, papas como Estêvão I[38] e Sisto II[39] condenaram o rebatismo, como pregava
a heresia do donatismo.[carece de fontes]
Muitos aspectos da vida dos papas primitivos, especialmente os primeiros, permanece
envolta em mistério, como São Lino, que teria sido o segundo papa, cuja vida e ações
como Bispo de Roma é incerta e desconhecida. [40] Devido a perseguição aos
cristãos pelo Império Romano, os livros da vida dos santos de Roma afirmam que
foram mártires todos os Papas dessa época,[41] sendo a maioria dos pontificados curto
(embora exista incerteza sobre a morte de muitos Bispos de Roma, cujos relatos de
martírio surgiram apenas muito tempo depois de sua morte, como por exemplo, São
Clemente I, que viveu no final do século I, mas a história de seu martírio remonta apenas
ao século IV).[42]
Alexandria e Antioquia também eram centros importantes para o cristianismo e seus
bispos possuíam jurisdição sobre certos territórios. Muitos historiadores tem sugerido que
seus poderes especiais provieram do fato de que as três comunidades foram chefiadas
por São Pedro (Roma e Antioquia foram, segundo a Sagrada
Escritura e Tradição fundadas por Pedro e Alexandria por seu discípulo São Marcos).[43][44]
Antiguidade tardia e cesaropapismo[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Cesaropapismo e Controvérsia ariana
Em 313, o imperador Constantino I concede liberdade para todas as religiões iniciando
a Paz na Igreja; e passando a interferir em diversas questões eclesiásticas (como a
convocação em 325 do Primeiro Concílio de Niceia), originando o cesaropapismo, e uma
relação de "difícil entrosamento entre Igreja e Estado". [45][46]Constantino também ordenou a
construção de três basílicas em Roma e as doou ao papado.[carece de fontes]
A organização conciliar e sinodal que havia sido vital no século III, também cresceu em
importância nessa época – através dos concílios ecumênicos convocados pelos
imperadores (por questões pragmáticas e também cesaropapistas), para proporcionar uma
resolução definitiva para os litígios doutrinários na Igreja Católica. A tentativa de alguns
concílios de independerem da autoridade papal, desafiá-la ou mesmo controlá-la, fez que
o Papa Bonifácio I declarasse precocemente que o poder papal é superior ao conciliar e o
último não pode julgá-lo.[47] Uma das primeiras demonstrações de um poder
estatal administrado pelos papas, também surgiu nessa época, embora fosse de caráter
puramente diplomático, como "defensor dos necessitados e da população", como
observado por exemplo, no confronto do Papa Leão I com Átila, imperador dos
hunos,[48] em que Leão convence Átila a não invadir e saquear Roma.[carece de fontes]
Nessa época também aprofundaram-se os conflitos entre a Igreja do Ocidente e Oriente.
Em 330 a capital do Império Romano foi transferida para Constantinopla, dessa maneira
rapidamente no Império Romano do Oriente o poder civil controlou a Igreja e o bispo de
Constantinopla cresceu em importância, baseando seu poder no fato de ser bispo da
capital e por ser um homem de confiança do Imperador,[49] no Ocidente por sua vez, o
bispo de Roma pôde consolidar a influência e o poder que já possuía desde o cristianismo
primitivo.[49] Em 380, o Édito de Tessalónica publicado pelo imperador Teodósio I,
estabeleceu que a religião católica conforme ensinada pelo Papa Dâmaso I, como religião
de estado exclusiva do Império.[50][51]

Idade Média (493–1417)[editar | editar código-fonte]


Papado Ostrogodo (493-537)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Papado Ostrogodo
Após a queda do Império Romano do Ocidente, a Itália foi dominada pelo Reino
Ostrogodo, sendo que o rei ostrogodo era tolerante com a Igreja e não interferia em
questões dogmáticas.[52] Rapidamente tribos bárbaras se converteram ao arianismo ou ao
catolicismo.[53] Quando o rei dos francos Clóvis I, converteu-se ao catolicismo, aliando-se
assim com o papado e os mosteiros, outras tribos como os visigodos seguiram seu
exemplo.[53]
Em 494 o Papa Gelásio I a fim de refrear o cesaropapismo e o abuso dos governantes
seculares, publica a epístola Duo sunt, sobre as competências do poder temporal e
espiritual, na qual defende que os papas e os bispos devem administrar a Igreja; e o
imperador e os príncipes a vida temporal, cada um independente do outro. [54] No final do
século VI, o Papa Gregório, o Grande iniciou reformas administrativas e organizou missões
para evangelizar a Grã-Bretanha.[32] Gregório também foi um importante teólogo, e suas
perspectivas representam a mudança religiosa da perspectiva clássica para a medieval,
seus escritos tratam sobre demonologia, angelologia, escatologia e etc.[55] Logo no início
do século VII exércitos muçulmanos haviam conquistado grande parte do sul do
Mediterrâneo, e representam uma ameaça para a cristandade ocidental. [56]
Papado Bizantino (537-752)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Papado Bizantino
Influência dos francos (756-857)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Papado Franco
A Coroação de Carlos Magno pelo Papa Leão III. Afresco na Capela Sistina, de Rafael, em torno de
1516-1517.

No século VIII a iconoclastia (destruição de imagens religiosas), tornou-se uma fonte de


conflito entre os papas e a Igreja Oriental. [57] A eleição do papa nessa época era
conturbada, especialmente devido ao poder civil, enquanto alguns imperadores
como Carlos Magno (771-814), e Luís I, o Piedoso (814-840) não interferiram e
respeitaram as eleições papais, Lotário I (823-855), interveio abertamente e exigiu a
confirmação do Sacro Imperador Romano na eleição papal. Em 898, o Papa João IX em
um concílio realizado em Roma, decretou que a eleição devia ser feita apenas pelos
cardeais-bispos e pelo clero.[58]
No final do mesmo século, buscando proteção contra os lombardos, o Papa Estevão
II apelou para os francos para proteger a Igreja, [55] Pepino, o Breve subjugou os lombardos
e doou terras italianas ao papa, formando então os Estados Pontifícios, que se tornou o
Estado da Igreja.[55] Quando o Papa Leão III coroou Carlos Magno (800), os próximos
imperadores passaram a ser ungidos por um papa.[55] Carlos Magno conjuntamente com a
Igreja inicia uma importante reforma educacional e artística, conhecida
como Renascimento carolíngio.[carece de fontes]
Saeculum obscurum[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Saeculum obscurum e Condes de Tusculum
O assassinato do Papa João VIII inaugurou um período marcado por curtos pontificados,
no qual doze papas foram mortos (algumas vezes após sua deposição), mais três
depostos e dois abdicaram, num período conhecido pelos historiadores como Saeculum
Obscurum (latim: idade das trevas),[59] sendo considerado o ponto "mais baixo
do papado".[55] Durante este período, os papas eram fortemente influenciados e lutaram
com uma poderosa famíliaaristocrática, Teofilactos e seus parentes,[60] sendo depostos ou
assassinados.[55]
Na sequência da aliança do Papa Sérgio III com Teofilato I, Conde de Túsculo (o pai
de Marózia) e sua esposa, Teodora, os Teofilactos influenciaram com sucesso na eleição
de quatro dos próximos cinco papas.[61] O filho de Sérgio III com Marozia se tornou o Papa
João XI, sendo deposto pelo rei Alberico II de Espoleto, que foi capaz de controlar a
instalação dos próximos quatro papas, acabando por instalar seu próprio filho, o Papa
João XII, cujo principal ato foi a coroar Oto I como imperador do Sacro Império Romano.[61]
Um sínodo em 963 depôs João XII, e Oto I elegeu o Antipapa Leão VIII (963-965), mas os
romanos não o aceitaram e quando seu protetor partiu, ele foi deposto por um outro
sínodo no início do ano seguinte e João XII reassumiu o cargo; no entanto, morre
repentinamente e o povo elege o Papa Bento V (964),[61] que Oto I substituí por Leão VIII,
agora papa legítimo. Oto teve ainda mais sucesso no processo de nomeação do Papa
João XIII (965-972) e do Papa Bento VI (973-974)[61]
Conflitos com o Sacro Imperador (1048-1257)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História do Papado (1048-1257)
O cargo do imperador carolíngio foi disputado entre os seus herdeiros e senhores locais,
nenhum saiu vitorioso até que Oto I, Sacro Imperador Romano-Germânicoinvadiu a Itália.
A Itália tornou-se um reino constituinte do Sacro Império Romano em 962, a partir do ponto
dos imperadores germânicos. Com a sua posição de imperador consolidada, as cidades-
estados do norte da Itália se dividiram entre Guelfos e Gibelinos. Devido às interferências
do poder civil, os conflitos no processo de escolha dos papas continuavam, por
exemplo, Henrique III ao visitar Roma em 1048, encontrou dois antipapas e várias disputas
provocadas pelo Papa Bento IX, Henrique instalou seu próprio candidato preferido ao
papado, o Papa Clemente II.[carece de fontes]
A história do papado de 1048 a 1257 continuará a ser marcada por conflitos entre papas e
os Sacro Imperadores Romanos.[carece de fontes]
Grande Cisma do Oriente[editar | editar código-fonte]
Mais informações: [[:Cisma do Oriente]]
Do século V ao XI foram numerosas as rupturas seguidas de reconciliação entre as igrejas
do Ocidente e Oriente.[62] Em 1054 os legados romanos do Papa Leão IX, viajaram para
Constantinopla para insistir no reconhecimento da primazia papal, [63] o patriarca de
Constantinopla se recusou a reconhecer sua autoridade[64] e se excomungaram
mutuamente,[63] posteriormente a separação entre Ocidente e Oriente se desenvolveu
quando todos os outros patriarcas orientais apoiaram Constantinopla, [65] no evento
do Grande Cisma.
Reforma Gregoriana e Questão das Investiduras[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Reforma Gregoriana, Questão das Investiduras e Abadia de Cluny
Desde o século VII era comum entre o reino dos Francos, bem como na Itália e
na Espanha, que os reis, imperadores e nobres fundassem bispados e abadias, nomeando
ou depondo os clérigos do local, e controlando suas ações. [66] As investiduras (nomeações)
feitas pelos nobres visavam interesses pessoais e do reino, provocando a corrupção entre
os membros do clero.[46] Entre os anos 900 e 1050 surgiram ideais e centros de reforma
contra os abusos e a corrupção, como os mosteiros de Cluny (França) e Görze
(Alemanha), de onde partem grupos renovadores para a Bélgica, Itália, Espanha,
Inglaterra e demais países europeus.[66] A abadia de Cluny, que surgiu em 910, quando os
mosteiros estavam em profunda decadência, foi fundada pelo duque Guilherme de
Aquitânia que, renunciou ao direito de propriedade e doou-a ao papa, assegurando a
liberdade do mosteiro. Assim "a abadia ganhou o antigo rigor monástico e profunda
renovação espiritual, pois ingressava em Cluny quem realmente queria ser monge (…)
Cluny colocou-se a serviço da liberdade da vida monástica, e de toda a Igreja. Era um
mosteiro livre (…) Seu exemplo se alastra: Papas e bispos, (…) chamam os monges de
Cluny para reformarem seus mosteiros".[66] Em 1059 o Papa Nicolau II promulga a bula In
nomine Domini estabelecendo como únicos eleitores do papa os cardeais da Igreja
Romana (apesar ainda de seguido pela aprovação dos leigos de Roma e pelo Sacro
Imperador Romano[67]). Marco de uma transformação política duradoura, a bula de 1059
marca a ruptura de antigos equilíbrios de poder no interior da cidade de Roma, mediante
os quais o papado era controlado por famílias da nobreza do Lácio: "tratava-se de uma
fórmula escrita sob a pressão da realidade local, orientada para cravar a separação entre
os poderes - o aristocrático e o episcopal - da cidade. A In nomine Domini foi uma
declaração de política local, não a carta de fundação de uma abstrata monarquia papal".[68]
Em 1073, esses ideais ganharam força com a eleição do Papa São Gregório VII, que
baseando-se em ideais ascetas e monásticos,[69] adotou uma série de medidas no
movimento conhecido como Reforma Gregoriana - denominação controversa e criticada
por diversos historiadores.[70] A luta empreendida contra a simonia e a intromissão do poder
laico na investidura de bispos, abades e dos próprios papas, tentando restaurar a
disciplina eclesiástica,[45] transcorreu em meio a drásticas alterações das redes regionais
de alianças e de oposição à autoridade papal, permitindo a recolocação e a ampliação do
exercício do poder pontifício junto a diversos círculos aristocráticos do ocidente. [71] Em
reação, o imperador do Sacro Império Henrique IV, aliou-se a bispos alemães proibidos de
exercerem suas funções religiosas, e considerou o papa deposto; este, em resposta,
excomungou o imperador. Desenvolveu então um conflito aberto entre eles, que ficou
conhecido como "Questão das Investiduras".[46] Henrique IV em 1077, pediu perdão ao
papa por meio da Penitência de Canossa, embora não dispositiva no contexto da disputa,
tornou-se lendária. Esse conflito só foi resolvido em 1122, pela Concordata de Worms, que
adotou uma solução de meio-termo: caberia ao papa a investidura espiritual dos bispos e
ao imperador, a investidura temporal.[46]
Cruzadas e Inquisição[editar | editar código-fonte]
Em 1095, o imperador bizantino Aleixo I pediu ao Papa Urbano II para ajudá-lo
militarmente contra as invasões muçulmanas, [72] assim Urbano, no concílio de
Clermont convoca a Primeira Cruzada, destinada a auxiliar o Império bizantino a retomar
os antigos territórios cristãos, especialmente Jerusalém.[73] As cruzadas provocaram a
formação de várias ordens militares, tais como os Cavaleiros Templários, os Cavaleiros
Hospitalários, e os Cavaleiros Teutônicos.[74] Em 1209, o Papa Inocêncio III declarou
a Cruzada dos Albigenses contra os Cátaros, uma seita gnóstica cristã que se instalara
no Languedoc, França. Para regulamentar a maneira como a Igreja lhe dava com os
hereges, em 1231, Gregório IX instituiu a Inquisição Papal.[75]
Papado de Avinhão e Grande Cisma do Ocidente[editar | editar código-
fonte]
Ver artigo principal: Papado de Avinhão e Grande Cisma do Ocidente
De 1309 a 1377, o papa não residia em Roma, mas em Avinhão,[76] um período geralmente
chamado de Cativeiro Babilônico, em alusão ao exílio bíblico de Israel na Babilônia.[77]
O Papa Gregório XI deixou Avinhão e restabeleceu a Santa Sé em Roma, onde morreu em
27 março de 1378. A eleição de seu sucessor, definiria a residência do futuro papa em
Avinhão ou Roma. O nome do Bartolommeo Prignano, Arcebispo de Bari, considerado
com uma rígida moral e inimigo da corrupção, foi proposto e eleito em Roma por dezesseis
cardeais italianos em conclave em 7 de abril, e no dia seguinte escolheram novamente
Prignano. No dia 13 eles realizaram uma nova eleição e, novamente, escolheram o
Arcebispo Prignano para se tornar papa. Durante os dias seguintes todos os Cardeais
aprovaram o novo papa, que tomou o nome de Urbano VI e tomou posse. No dia seguinte,
o cardeais italianos notificaram oficialmente a eleição de Urbano aos seis cardeais
franceses em Avinhão, que o reconheceram como papa, em seguida, escreveram ao chefe
do império e aos demais soberanos. Tanto o Cardeal Roberto de Genebra, o
futuro Antipapa Clemente VII de Avinhão, e Pedro de Luna de Aragão, o futuro Antipapa
Bento XIII, também aprovaram sua eleição.[78]

Mapa ilustrando o Grande Cisma do Ocidente: Os territórios em rosa, são territórios obedientes ao
antipapado de Avinhão, os territórios em roxo, são territórios obedientes ao papado de Roma.
O Papa Urbano não atendeu as necessidades de sua eleição, criticou os membros do
Colégio Sagrado, e se recusou a restaurar a sede pontifical em Avinhão. Os cardeais
italianos então em maio de 1378, se retiraram para Anagni, e em julho para Fonti, sob a
proteção da Rainha Joana de Nápoles e Bernardon de la Salle, iniciaram uma campanha
contra a sua escolha, e se prepararam para uma segundo eleição. Em 20 de Setembro,
treze membros do Colégio Sagrado fizeram um novo conclave em Fondi e escolheram o
Roberto de Genebra como antipapa, que tomou o nome de Clemente VII. Alguns meses
depois, apoiado pelo Reino de Nápoles, assumiu sua residência em Avinhão, e o cisma
começava.[78]
Clemente VII possuía relações com as principais famílias reais da Europa, os estudiosos e
os santos da época normalmente apoiavam o papa adotado pelo seu país. A maior parte
de estados Italianos e Alemães, a Inglaterra e o Flanders apoiaram o papa de Roma. Por
outro lado França, Espanha, Escócia, e todas as nações aliadas da França apoiaram o
antipapa de Avinhão. Os Papas excomungaram-se mutuamente, enviando mensageiros
para a cristandade defendendo sua causa. Posteriormente Bonifácio IX sucedeu Urbano VI
em Roma e Bento XIII sucedeu Clemente em Avinhão. Vários clérigos reuniram-se em
concílios regionais na França e em outros lugares, sem resultado definitivo. O rei da
França e seus aliados em 1398 deixaram de apoiar Bento e Geoffrey Boucicaut, sitiou
Avinhão, o bloqueio privou o antipapa de comunicação com todos aqueles que
permaneceram fiéis a ele. Bento retomou a liberdade somente em 1403. Inocêncio VII já
tinha sucedido Bonifácio de Roma, e após um pontificado de dois anos, foi sucedido
por Gregório XII.[78]
Em 1409 um concílio que se reuniu em Pisa acrescentou um outro antipapa e declarou os
outros dois depostos. Depois de muitas conferências, discussões, intervenções do poder
civil e várias catástrofes, o Concílio de Constança (1414) depôs o Antipapa João XXIII,
recebeu a abdicação do Papa Gregório XII, e finalmente, conseguiu depôr o Antipapa
Bento XIII. Em 11 de novembro de 1417, o concílio elegeu Odo Colonna, que tomou o
nome de Martinho V, terminando assim o grande cisma do Ocidente. [78] O prestígio da
Santa Sé foi profundamente afetado com esta crise, o que causou a criação da doutrina
conciliar, que sustenta que a autoridade suprema da Igreja encontra-se com um concílio
ecumênico e não com o papa,[79] sendo efetivamente extinta no século XV.[79]
O prestígio do papado foi profundamente afetado com esta crise, o que causou a criação
da doutrina conciliar, que sustenta que a autoridade suprema da Igreja encontra-se com
um concílio ecumênico e não com o papa, [79] sendo efetivamente extinta no século XV.[79]

Idade Moderna[editar | editar código-fonte]


Renascimento[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Papado Renascentista

A Basílica de São Pedro, a maior igreja do cristianismo,[80][81][82] foi construída pelos papas do
Renascimento, demonstrando seu incentivo as artes.

Durante o Renascimento os papas patrocinaram e incentivaram artistas e intelectuais,


tornando-se importantes mecenas,[83] tais como Júlio II e Leão X, que contrataram artistas
como Bramante, Bernini, Rafael e Michelângelo,[46] transformando a cidade de Roma num
dos principais centros do Renascença Italiana, juntamente com Florença.[84] O papado
renascentista é normalmente associado a corrupção e a degradação moral. [85][86] Os papas
desse período não estavam à altura das necessidades da Igreja, suas preocupações eram
mais políticas e artísticas. O nepotismo atinge seu auge: papas e cardeais estavam mais
interessados em garantir o futuro de seus familiares do que numa reforma religiosa. Os
cardeais eram criados entre parentes, sem se olhar a idade, virtudes morais e intelectuais
(foram os famosos cardeais-sobrinhos).[carece de fontes]
Reforma Protestante e Católica (1517-1585)[editar | editar código-fonte]

Antichristus, por Lucas Cranach (1521), representação do Papa como o Anticristo, cercado de
funcionários da Cúria Romana. Lutero sustentou que sendo o papa o Anticristo, a violência devia ser
usada para derrotá-lo.[87]

A Reforma Protestante iniciada a partir de 1517, desconsideraria diversas doutrinas e


dogmas católicos, e provocaria os maiores cismas do cristianismo.[88][89] Muitos
reformadores afirmaram que o papa seria o "anticristo",[90] tais como Martinho Lutero,[91] que
argumentou que a violência deveria ser usada para derrotar sua autoridade, [87] João
Calvino, Thomas Cranmer,[92] John Knox, Cotton Mather, e John Wesley.[93] Calvino
despertou revolta inclusive entre seus próprios seguidores ao chamar de "papistas" muitos
cristãos respeitados.[94]Os papas por sua vez, compararam os reformadores a "raposas
[que] avançam procurando destruir a vinha (…) [que] entregastes o cuidado, norma e
administração (…) a Pedro, como cabeça e vosso vigário e a seus sucessores. O javali da
floresta procura destruí-la e toda fera selvagem vem devastá-la."[95]
Como retaliação os papas instituíram a Reforma Católica[4] (1560-1648), que lutou contra
as contestações protestantes e instituiu reformas internas. O evento mais significativo da
reforma católica foi à convocação do Concílio de Trento (1545-1563),[96] pelo Papa Paulo
III (1534-1549).[carece de fontes]
Os papas também tiveram um papel importante na Colonização das Américas: como por
exemplo, o Papa Alexandre VI, que dividiu os direitos e as terras recém-descobertas
entre Espanha e Portugal.[97] Os papas também tentaram conter os abusos cometidos
contra os índios por exploradores e conquistadores, condenando a escravidão,[98] tais
como Paulo III,[99][100][101][102] Papa Urbano VIII (1623-1644),[103] e Papa Bento XIV (1740-
1758).[104]

Idade Contemporânea[editar | editar código-fonte]


Questão Romana (1870–1929)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Questão Romana
No século XVII, após a ascensão de Napoleão Bonaparte e a eclosão das Guerras
Napoleônicas, os Estados Pontifícios foram ocupados e extintos pela França,[6] as revoltas
do povo romano contra os franceses foram esmagadas [6] e o Papa Pio VII preso
em Savona e depois na França.[6] Com o Congresso de Viena, os Estados Pontifícios
foram recriados, e extintos novamente em 1870 por Vitor Emanuel II, no âmbito
da unificação da Itália, iniciando-se a Questão Romana.[4] No mesmo ano o Concílio
Vaticano I proclamou o primado e infalibilidade papal como dogma.[105][106][107]
Em resposta aos desafios sociais da Revolução Industrial, o Papa Leão XIII publicou a
encíclica Rerum Novarum, estabelecendo a doutrina social da Igreja em que rejeitava
o socialismo, mas que defendia a regulamentação das condições de trabalho, o
estabelecimento de um salário mínimo e o direito dos trabalhadores de
formar sindicatos.[32] Em 1929, o Tratado de Latrão assinado entre a Itália e o papa Pio
XI estabeleceu a independência do Vaticano, como cidade-estado soberano sob controle
do papa, utilizada para apoiar sua independência política. [4]
Depois de violações da Reichskonkordat de 1933, que havia garantido a Igreja
na Alemanha nazista alguma proteção e direitos,[108] o Papa Pio XI emitiu em 1937 a
encíclica Mit brennender Sorge,[108] que condenou publicamente a perseguição da Igreja
pelos nazistas e sua ideologia de neopaganismo e superioridade racial.[108]Depois que
a Segunda Guerra Mundial começou em setembro de 1939, a Igreja condenou a invasão
da Polônia e as subsequente invasões nazistas de 1940. [109] No Holocausto, o Papa Pio
XII dirigiu a hierarquia da Igreja para ajudar a proteger os judeus dos nazistas.[73] Apesar de
Pio XII ter ajudado a salvar centenas de milhares de judeus, segundo muitos
historiadores,[110] ele também foi acusado de não fazer o suficiente para impedir as
atrocidades nazistas,[111] e o debate sobre a validade dessas críticas continua
atualmente.[110]
Concílio Vaticano II (1962-presente)[editar | editar código-fonte]
O Concílio Vaticano II, reunido nos anos 60, modernizou o papel e a ação da Igreja na
sociedade. Após sua conclusão, o Papa Paulo VI e seus sucessores, especialmente
o Papa João Paulo II, passaram a ser conhecidos como os "papas peregrinos", viajando
para diversas partes do mundo e dedicando-se ao ecumenismo e ao diálogo inter-
religioso, a trabalhos de caridade e a defesa dos direitos humanos. [6][7]

Ver também[editar | editar código-fonte]


• Papa Bento XVI
• Lista dos papas
• Papas santos
• Primazia papal
• Infalibilidade papal
• História da Igreja Católica

Referências
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64-65). Embora Faus critique profundamente o poder temporal dos papas ("Mais uma vez
isso salienta um dos maiores inconvenientes do status político dos sucessores de Pedro" -
pág.: 64), ele também admite um papel secular positivo por parte dos papas ("Não
podemos negar que intervenções papais desse gênero evitaram mais de uma guerra na
Europa" - pág.: 65). ISBN 85-15-01750-4.
6. ↑ Ir para:a b c d e História das Religiões. Crenças e práticas religiosas do século XII aos nossos
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7. ↑ Ir para:a b «Papa - Funções, eleição, o que representa, vestimentas, conclave, primeiro papa
(Transmite também mensagens e princípios do cristianismo como, por exemplo, paz entre
os povos, caridade, harmonia e respeito. Ele costuma fazer discursos contra as guerras e
situações que envolvem práticas violentas.)». Sua pesquisa.com. Consultado em 1 de
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scholars has been that, at the turn of the first and second centuries, local congregations
were led by bishops and presbyters whose offices were overlapping or indistinguishable."
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22. ↑ «Letter to the Corinthians (Clement) - Chapter 44 [(...) e depois deram instruções no
sentido de que, após a morte deles, outros homens comprovados lhes sucedessem em seu
ministério. – (...) and afterwards gave instructions, that when these should fall asleep, other
approved men should succeed them in their ministry.]». Catholic Encyclopedia; New
Advent. Consultado em 20 de maio de 2010
23. ↑ «The Epistle of Ignatius to the Magnesians (Exorto-vos a estudar para fazer todas as
coisas com uma harmonia divina, enquanto o seu bispo preside no lugar de Deus, e seus
Presbíteros no lugar da Assembleia dos apóstolos, juntamente com os seus diáconos - I
exhort you to study to do all things with a divine harmony, while your bishop presides in the
place of God, and your presbyters in the place of the assembly of the apostles, along with
your deacons)». Catholic Encyclopedia; New Advent. Consultado em 21 de fevereiro de
2010
24. ↑ «The Epistle of Ignatius to the Magnesians [(...) saúdo vocês, juntamente com Policarpo, o
bispo dos Esmirnenses. – (...) salute you, along with Polycarp, the bishop of the
Smyrnæans.]». Catholic Encyclopedia; New Advent. Consultado em 21 de fevereiro de
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25. ↑ Stevenson, J.. A New Eusebius. p. 114-115.
26. ↑ «Pope». Catholic Encyclopedia; New Advent. Consultado em 21 de fevereiro de 2010
27. ↑ Ir para:a b c d Chadwick, Henry, Oxford History of Christianity. Citação: "Na parte final do
primeiro século, Clemente de Roma, um clérigo (...) escreveu em nome de sua igreja para
reclamar com os cristãos de Corinto... Clemente pediu desculpas por não intervir (...) mais
cedo. Além disso, durante o segundo século a liderança da comunidade romana era
evidente em suas generosas esmolas às igrejas pobres. Em cerca de 165 erigiram
monumentos aos seus apóstolos martirizados... os bispos romanos já estavam conscientes
de serem guardiões da tradição autêntica ou verdadeira interpretação dos escritos
apostólicos. No conflito com o Gnosticismo, Roma desempenhou um papel decisivo e
também na divisão profunda na Ásia Menor, criada pelas reivindicações dos
profetas Montanistas (…)." ("Towards the latter part of the first century, Rome's presiding
cleric named Clement wrote on behalf of his church to remonstrate with the Corinthian
Christians … Clement apologized not for intervening but for not having acted sooner.
Moreover, during the second century the Roman community's leadership was evident in its
generous alms to poorer churches. About 165 they erected monuments to their martyred
apostles … Roman bishops were already conscious of being custodians of the authentic
tradition or true interpretation of the apostolic writings. In the conflict with Gnosticism, Rome
played a decisive role and likewise in the deep division in Asia Minor created by the claims
of the Montanist (…)")
28. ↑ Ir para:a b Eusebius Pamphilius: Church History, Life of Constantine, Oration in Praise of
Constantine, Ch. XXIV
29. ↑ McBrien, The Church (New York: HarperOne, 2008) cf pp 6, 45. Citação: "The final years
of the first century and the early years of the second constitute the "postapostolic" period,
as reflected in the extrabiblical writings of Clement of Rome and Ignatius of Antioch. By now
the church at Rome was exercising a pastoral care that extended beyond its own
community, having replaced Jerusalem as the practical center of the growing universal
Church. Appeals were made to Peter and Paul, with whom the Roman church was most
closely identified" - "Os anos finais do primeiro século e os primeiros anos do segundo
constituem o "período pós-apostólico", tal como refletido nos escritos extrabíblicos de
Clemente de Roma e Inácio de Antioquia. Assim, a igreja em Roma estava exercendo uma
pastoral que se estendeu além de sua própria comunidade, tendo substituído Jerusalém
como o centro prático da Igreja universal crescente. Apelos foram feitos para Pedro e
Paulo, com quem a igreja romana foi mais identificada".
30. ↑ Durant, Will. Caesar and Christ. New York: Simon and Schuster. 1972
31. ↑ Fr. Nicholas Afanassieff: "The Primacy of Peter" Ch. 4, pgs. 126-127 (c. 1992)
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35. ↑ «The Epistle of Ignatius to the Romans ("which also presides in the place of the region of
the Romans, worthy of God, worthy of honour, worthy of the highest happiness, worthy of
praise, worthy of obtaining her every desire, worthy of being deemed holy, and which
presides over love, is named from Christ, and from the Father - aqueles que presidem a
região dos Romanos, são dignos de Deus, dignos de honra, dignos da mais alta felicidade,
digno de louvor, digno de sucesso, dignos de ser considerados santos, e que presidem no
amor, mantendo a lei de Cristo, portador do nome do pai")». Catholic Encyclopedia; New
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36. ↑ Roman Presidency and Christian Unity in our Time
37. ↑ "Since, however, it would be very tedious, in such a volume as this, to reckon up the
successions of all the Churches, we do put to confusion all those who, in whatever manner,
whether by an evil self-pleasing, by vainglory, or by blindness and perverse opinion,
assemble in unauthorized meetings; [we do this, I say,] by indicating that tradition derived
from the apostles, of the very great, the very ancient, and universally known Church
founded and organized at Rome by the two most glorious apostles, Peter and Paul; as also
[by pointing out] the faith preached to men, which comes down to our time by means of the
successions of the bishops. For it is a matter of necessity that every Church should agree
with this Church, on account of its pre- eminent authority, that is, the faithful everywhere,
inasmuch as the apostolical tradition has been preserved continuously by those [faithful
men] who exist everywhere." ("Uma vez, que no entanto, seria muito tedioso, em um
volume como este, somar as sucessões de todas as Igrejas, que põem em confusão todos
aqueles que, de qualquer maneira, seja por uma má auto-satisfação, por vaidade, ou por
cegueira e perversão, montam reuniões não autorizadas; indicando que a tradição derivada
dos apóstolos, dos muito grandes, dos muito antigos, e universalmente conhecida na Igreja
fundada e organizada em Roma pelos dois mais gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo, como
também [apontando], a fé pregada aos homens, que vem para o nosso tempo por meio da
sucessão dos bispos. Pois é uma questão de necessidade que cada Igreja deve concordar
com esta Igreja, em virtude da sua pré-eminente autoridade, isto é, os fiéis em toda parte,
na medida em que a tradição apostólica foi preservada continuamente por aqueles
[homens fiéis] que existem em toda parte") read online Adversus Haereses (Book III,
Chapter 3)
38. ↑ «Pope St. Stephen I». Catholic Encyclopedia; New Advent. Consultado em 20 de janeiro
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(Pertence ao bem-aventurado apóstolo Pedro, com base na afirmação do Senhor, o
cuidado, por ele assumido, da Igreja Universal, que segundo o testemunho do evangelho,
sabia sobre si fundada. As disposições do Concílio de Niceia não testemunham outra
coisa, a tal ponto que não ousou definir nada sobre ele, vendo que era impossível propor
algo acima do seu mérito, pois sabia, afinal, que tudo lhe era concedido pela palavra do
Senhor... Esteja longe dos sacerdotes do Senhor ... tornar-se ... rival de modo particular
aquele junto o qual o nosso Cristo estabeleceu o ápice do sacerdócio; se alguém ousar
ultrajá-lo, não poderá habitar o reino dos céus. "A ti", diz ele, "darei as chaves do reino dos
ceus" [Mt 16:19], e neste ninguém entrará sem o favor do porteiro… Cujo julgamento não é
lícito submeter a nova discussão…) Verifique data em: |data-publicacao=(ajuda)
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9780521293372. (... Tanto o bastão quanto a espada deveriam se dirigir para o mesmo
lado (...) que se quebre o braço do ímpio, que se persiga sua iniquidade (...). Estas
palavras nos ensinam que é desta maneira que a autoridade do Papa, o Anticristo será
destruída". - Trecho do opúsculo "Sincera admoestação a todos os cristãos para que se
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cabeça e vosso vigário e a seus sucessores. O javali da floresta procura destruí-la e toda
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