Você está na página 1de 12

Os diplomatas e a corte em rokugan, resumo do Jorge.

Regras dos diplomatas

Primeira: A corte é um campo de batalha. Lá você encontrará aliados e inimigos e uma vitória
na corte é tão ou mais importante quanto uma vitória no campo de batalha.

Segunda: Rokugan é uma terra preocupada com as aparências e a harmonia. Ser cortês e
aparentar ser correto lhe concedem favores e aliados. Enquanto ser rude pode custar a vida de
um homem. Manter a compostura e uma aparência digna é o mais importante. A honra está
ligada à etiqueta, se você é mal educado ou ofensivo, você não é honrado. Seja cortês com
seus aliados e inimigos.

Terceira: O modo como se fala é mais importante do que o que se fala. Falar uma verdade
desagradável lhe dá inimigos e vergonha. Falar uma mentira bela, que faça com que todos no
ambiente mantenham a compostura e as aparências, lhe dá aliados e favores.

Quarta: Sua honra é tudo. A pior coisa que pode acontecer é alguém humilhar você. Se
alguém o insulta, deixar o insulto passar é sinal de fraqueza. Se for insultado, deve-se dar uma
resposta à altura, e se isso não for possível pode-se desafiar a outra parte para um duelo.
Melhor matar, morrer ou causar uma guerra que deixar um insulto passar ou parecer fraco.
Caso não faça isso, você perderá aliados e simpatizantes rapidamente. Ao insultar alguém faça
de maneira civilizada, geralmente de forma leve e brincalhona, se ao insultar alguém, todos ao
redor que ouvirem rirem, seu insulto foi eficiente.

Quinta: As únicas coisas mais importantes que sua honra é a honra de sua família, clã e
daimyo. Nunca se deve deixar um insulto a sua família, clã ou daimyo passar. Melhor ser
humilhado que permitir que seu clã o seja.

Sexta: Lembre que mesmo que você não tenha interesse em prejudicar ninguém, alguém vai
ter interesse em prejudicar você ou o seu clã. Por isso um diplomata sempre deve estar
pronto para defender os seus interesses e os de seu clã dos ataques dos diplomatas rivais. O
fato de nunca se saber exatamente quem é seu inimigo na corte apenas aumenta a
necessidade de se manter vigilante.
A arte do insulto: Como insultar de maneira eficiente:

Mantenha pessoal: insulte o indivíduo, não sua família, clã ou outra instituição.

Mantenha a verdade: Um insulto eficiente é baseado em informações reais.

Seja divertido: Um insulto realmente efetivo é um que traz sorrisos e risada para todos que
ouvem. Um insulto que falhe em divertir será visto pelo que é: uma tentativa de degradar o
alvo. Um insulto divertido não apenas encanta a corte, ele a mantém ouvindo para ver o que
você diz em seguida.

Não fale com seu inimigo: Falar diretamente com o alvo do insulto lhe dá a chance de
responder, o que permite um contra-ataque. Ao invés disso, fale com outra pessoa, alto o
bastante para que o alvo escute o insulto, de preferencia fale com alguém de posição mais alta
que o alvo. Assim se o inimigo interromper, ele está ofendendo alguém de posição superior.

Cite os sábios: Se seu insulto citar um livro ou filósofo famoso ele se tornará muito eficiente.
Um insulto de Shinsei é mais devastador que qualquer coisa que um samurai pode fazer. Isso
também força o alvo a citar os sábios para responder efetivamente.

Ignore os títulos: Distorcer ou errar os títulos de uma pessoa é uma forma óbvia mas eficiente
de insultar. Esta forma de insulto é especialmente usada por aqueles que estão tentando
forçar outros a fazer um desafio.

Esteja preparado para as consequências: samurais de rokugan são orgulhosos. Insultar alguém
em demasia vai frequentemente resultar em um duelo. Alguns diplomatas deixam um duelista
de prontidão para apoiá-los e usando seus insultos como uma forma indireta de assassinato.
Os escorpiões são os que mais utilizam essa tática, mas todos os clãs a utilizam
ocasionalmente.
Principais deveres de um diplomata durante a corte

- Conduzir diplomacia: Diplomatas devem procurar alianças, iniciar disputas, desacreditar


rivais, apaziguar. Tudo conforme as necessidades do seu clã ou as suas próprias.

- Acordos econômicos, (arroz, concessões comerciais): Embora comércio seja um assunto que
samurais detestem, eles precisam lidar com isso. A maioria dos samurais apenas concorda em
trocar mercadorias e manda servos heimins para cuidar dos detalhes financeiros. Se estiver em
dúvida sobre o que negociar, pergunte ao seu superior o que o clã precisa. O comercio de
arroz é um dos mais importantes do império, sendo discutido até nas cortes imperiais. Clãs
com colheitas ruins trocam arroz por favores.

- Alianças e promessas de apoio: um diplomata sempre deve procurar aliados para si ou para
seus clã. Ele também pode procurar ou fornecer promessas de apoio.

- Arranjo de casamentos: Casamentos prestigiosos são algo que todo diplomata deseja. Para
si, ou para aliados. E são formas de buscar favores, serviços ou alianças.

-Ganhar prestigio para seu lorde e para si mesmo: Sempre tente chamar a atenção de
maneira positiva. Quanto mais a corte o admirar, mais fácil será conseguir prestígio e aliados.
Estar nas boas graças de pessoas importantes lhe permite entrar em contato com mais pessoas
importantes. Se você fizer arte, ou for o patrono de um artista talentosos, mostrar ser um bom
jogador de Go ou demonstrar mais qualidades, mais atenção positiva você receberá.

- Envergonhar e eliminar rivais: Um rival que foi humilhado perde força política e aliados,
sempre procure fazer seus inimigos ficaram em situação constrangedora. Se necessitar
eliminar um rival, faça com que ele o desafie a um duelo.

- Troca de prisioneiros: Como parte de um acordo, para fortalecer uma aliança ou fim de uma
guerra, os dois lados trocam prisioneiros. Ou mandam alunos estudarem com o outro clã.

- Conseguir posições de poder: Da mesma forma que um guerreiro deseja posições de


liderança, um diplomata também deseja. Cargos de poder podem ser bastante vagos e
geralmente não há um padrão. Todos os clãs tem a necessidade de manter a lei, coletar
impostos, manter contato com outros clãs e fazer comércio. Servos pessoais de um campeão
de clã também é uma posição de poder. Geralmente campeões possuem samurais que
administram sua biblioteca, estábulo, cozinha, jardins, correspondência e guarda-roupas, que
por sua vez possuem diversos servos sob seu comando. Cargos de administrador ou de
ajudante são bons pontos a almejar. Exemplo: Administrador do porto, dos estábulos, de rotas
comerciais, de artesãos, das casas de chá, da produção de saquê, das finanças do Daimyo. Os
cargos de conselheiro chefe (Karo) de um Daimyo são altamente desejados.

- Veneração dos ancestrais: Rokugan é muito religioso, ser uma pessoa de fé é algo muito bem
visto.

- Construir novos templos e altares: Embora custosos, eles dão muito prestígio.

- Interpretar presságios e sinais astrológicos: Rokugan dá muito valor aos presságios. Mentir
ou ocultá-los é mal visto. E guerras podem ocorrer em decorrência de uma previsão.
As cortes

As cortes em rokugan geralmente acontecem no inverno. Durante essa estação o clima


impiedoso dificulta muito a locomoção de pessoas. Os daymios então mandam convites para
abrigar pessoas em seus castelos para atravessar o inverno. Durante este período é que a
maior parte das decisões são tomadas. O fato de muitas pessoas estarem próximas por
períodos prolongados significa que cedo ou tarde as tensões irão se elevar.

Tipos de corte

Cortes menores

Tipicamente os lordes menores não possuem prestígio para convidar diplomatas proeminentes
a seus modestos domínios. Tais “cortes” normalmente consistem dos vassalos do lorde e
samurais de baixo escalão da área local. Historicamente quando um lorde menor ficava ousado
o suficiente para tentar manter uma corte e convidar seus vizinhos para o inverno, ele está
provavelmente criando algum plano e deseja conseguir o apoio dos demais lordes. Um plano
comum é tentar usurpar o controle das terras de um lorde vizinho. Essa atitude pode ser
permitida ou punida de acordo com o clã.

As cortes provinciais.

É nas cortes provinciais que a maior parte do trabalho diplomático é feito. Cada daimyo de
uma província e cada governador de uma grande cidade fazem essas cortes, convidando
diplomatas de seu próprio território e de terras vizinhas. Nessas cortes o governador provincial
julga seus vassalos, dá novos deveres e cargos, fornece favores e pune falhas, discute os
impostos para o próximo ano, manda soldados para regiões problemáticas, arranja
casamentos e demais questões de governo.

Cortes provinciais realizadas pela linhagem governante de uma família são geralmente de
maior prestígio que as demais e são normalmente feitas pela família do Daymio em pessoa (ou
um vassalo confiável se o Daimyo foi convidado para uma corte mais importante). Tais cortes
são geralmente chamadas pelo nome da família, como a corte kakita ou a corte matsu. Muitas
vezes o daymio da família não está presente, pois está em uma corte maior (como a corte do
campeão do clã ou a corte de inverno imperial).

Deve ser notado que a maior parte dos samurais em cortes provinciais são bushis, não
diplomatas. Os diplomatas presentes estarão defendendo os interesses das famílias vassalas
locais ou de lordes próximos, e haverá alguns diplomatas garças (que tentam mandar
diplomatas para todas as cortes que puderem). Com o grande número de bushis essas cortes
tendem a ter uma certa severidade e tom marcial ausentes em cortes mais importantes.
Duelos e rompantes são causados mais prontamente, embora se tente controlar a situação da
melhor forma possível.
As grandes cortes

Acima das cortes provinciais estão as cortes feitas pelos campeões do clã, frequentadas pelos
lordes de suas províncias e representantes de todos os seus vassalos notáveis, assim como
diversos convidados de outros clãs. Um campeão de clã possui a autoridade de ordenar que
qualquer um de seus vassalos compareça a sua corte, mas a maioria dos campeões raramente
obrigam seus daymios de família a comparecer, ao invés disso permitindo que eles façam suas
próprias cortes ou compareçam às cortes de outros clãs. Claro que todos os daymios das
famílias recebem convites (seria um grave insulto não fazê-lo) e eles normalmente respondem
enviando vassalos de confiança para falar em seu lugar. Esse vassalo pode ser um dos filhos do
lorde se eles tiverem idade (geralmente o filho mais velho fica na corte do pai, enquanto os
demais são mandados para outras cortes como embaixadores).

A corte imperial

A corte imperial não é sazonal, acontecendo o ano inteiro. Durante a primavera, verão e
outono a corte reside na capital imperial Toshi Ranbo. O imperador preside sobre a corte por
breves períodos a cada dia, mas na maior parte do tempo a corte é presidida pelos Otomo e a
burocracia imperial. Independente de quem esteja presidindo, a corte é a mais importante da
terra, e todo clã e família mantém uma grande força diplomática aqui. Enquanto ser apontado
para corte imperial durante o ano não é tão prestigioso como um convite para a corte de
inverno imperial, ainda é enormemente importante.

A corte de inverno imperial.

Durante o inverno a corte imperial é realizada no castelo de um dos grandes clãs. O clã e
castelo que são escolhidos são decididos pelo imperador, com conselhos do chanceler imperial
(que ouve os argumentos dos representantes dos grandes clãs e das maiores famílias
samurais). O imperador pode teoricamente escolher qualquer castelo para hospedar a corte,
mas a maioria frequentemente escolhe um que o clã indicado sugeriu para o chanceler.
Qualquer palácio que já hospedou uma corte de inverno recebe o título de kyuden. É esperado
que o clã escolhido deixe o castelo pronto para centenas de convidados, incluindo muita
comida e bebida, amplo espaço com muitos quartos e diversão adequada para manter tal
multidão entretida por meses a fio.

A quantidade de membros de uma corte imperial de inverno gira em torno de 200. O


imperador e sua família comparecem, além dos escolhidos do imperador e dos campeões das
joias e convites são mandados automaticamente para todos os campeões dos clãs e dos
daimyos das famílias. O restante da lista é muito mais flexível, geralmente com clãs maiores
recebendo quantidades aproximadamente iguais de convites. A maior parte os convites abaixo
de daimyo de família são dados pelo chanceler sem nome. Significando que um clã será
convidado a mandar o campeão, os daymios da família e uma certa quantidade de samurais à
sua escolha. Os samurais específicos são escolhidos pelas autoridades do clã e a distribuição
desses convites é uma excelente chance de construir alianças, ganhar favores e expandir
influencia. De fato, alguns clãs irão barganhar alguns de seus convites em troca de outros
benefícios, aceitando uma delegação menor na corte de inverno como o preço de um sucesso
maior em outra área. Mas todos os clãs sempre tentam ter uma delegação de tamanho e
proeminência suficiente para manter sua reputação e prestígio.

Por tradição o clã escolhido para hospedar a corte de inverno tem permissão de mandar
alguns convites independente do controle do imperador. O chanceler também pode mandar
convites diretamente, assim como as outras autoridades imperiais. (o campeão esmeralda por
exemplo, normalmente convida um punhado de magistrados esmeraldas para recompensar
serviços leais.) O chanceler é conhecido por convidar pessoas de nota pelo império, como
heróis de guerra, filósofos famosos, aqueles que tiveram boas classificações no campeonato
topázio deste ano. O chanceler também pode barganhar esses convites como qualquer outro
lorde, e este uso de convites como “moeda de troca” ajuda a explicar a presença de figuras
excêntricas em cada corte de inverno.

Mesmo que todos os campeões sejam convidados, eles não podem comparecer sempre,
especialmente já que eles são frequentemente necessários em suas próprias cortes menores.
O clã que estiver hospedando a corte vai sempre cuidar para que seu campeão esteja
presente, não fazê-lo seria um insulto ao imperador. É típico para a delegação do clã na corte
de inverno ser liderada por um membro menor da família governante, como um filho adulto,
esposa ou irmão do campeão ou um hatamoto (um vassalo especial). A delegação tipicamente
também inclui um mais diplomatas veteranos, pelo menos um shugenja e uma combinação de
membros eficientes e novatos, escolhidos por diversos fatores. Além disso, outras
organizações fora dos clãs, como os lideres das legiões imperiais, os sábios da irmandade de
shinsei ou bandos ronins proeminentes recebem convites.

As colônias e a corte de verão.

Nas colônias o clima é bem diferente de Rokugan e não neva no inverno, mas durante o verão
o calor é tão abrasivo que é impossível para samurais e plebeus realizarem suas funções de
maneira eficiente. Como resultado as cortes são realizadas no verão, o que além disso permite
que samurais que viajem entre as colônias e o império com frequência possam atender as duas
cortes.
Guerras

A maior parte dos conflitos são guerras entres os clãs maiores. Embora uma guerra total entre
clãs seja proibida por lei imperial, pequenas batalhas envolvendo algumas centenas de
samurais de ambos os lados são comuns.

Razões para conflitos entre clãs.

As razões mais comuns para um conflito entre clãs são honra, glória e recursos.

Honra é de longe o motivo mais comum. Muitas das guerras começaram por causa de insultos
reais ou imaginários a um indivíduo. Uma dívida de sangue é permitida por lei de permitir
engajamentos militares. Geralmente apenas dívidas de sangue feitas por alguém importante
levam a uma guerra visto que é necessário um certo apoio de uma parcela do clã para fazer
guerra.

Alguns samurais vão ocasionalmente travar uma guerra simplesmente pela glória envolvida,
sem nada a ganhar além do orgulho de ser vitorioso. Muitos jovens leões procuram qualquer
desculpa para começar uma guerra e provar seu valor.

E a guerra também pode ser feita simplesmente para adquirir terras ou recursos melhores. Isto
é relativamente raro, mas ocorre de tempos em tempos. Especialmente durante colheitas
ruins e desastres naturais. Poucos clãs vão admitir abertamente estarem lutando por algo
como riqueza ou comida, preferindo criar uma fachada de lutar por honra ou glória. Mas os
caranguejos frequentemente não hesitam em atacar vilas próximas para conseguir
suprimentos, os garças mais de uma vez travaram uma guerra cujo verdadeiro motivo foi seus
interesses comerciais e choques com rivais mercantis. Os leões vão as vezes dizer que uma
cidade pouco defendida está em risco de ser invadida por inimigos do império e tomar o
controle delas, sem mencionar que essas cidades são muito prósperas. E os louva a deus tem
pouca vergonha de guerrear por dinheiro, e fez isso mais que todos os clãs juntos.

Quando uma declaração de guerra é feita por um clã a outro, o outro clã quase sempre a
aceita (recusar seria visto como covardia). Clãs que não desejam a guerra, aceitarão a
declaração para manter as aparências, e após aceitar começam a formular uma forma de
terminar as hostilidades.

Às vezes um clã pode atacar outro sem aviso, mas isso é uma tática desonrada que sempre
causa um escândalo nas cortes e volta a opinião geral contra os atacantes (os caranguejos,
louva a deus e escorpiões são os que mais usam essa tática quando necessitam). Nesse caso
eles tentam terminar a guerra o mais rápido possível, se conseguirem o que querem antes da
guerra ser formalmente reconhecida isso frequentemente protege os vencedores de qualquer
contratempo político, pois a vergonha de admitir a derrota manterá o outro lado calado.
Diplomacia e duelos durante as guerras

É frequentemente esperado que diplomatas de clãs em guerra se encontrem frequentemente


para discutir o progresso do conflito, negociar os termos da próxima batalha ou
eventualmente perseguir um tratado de paz. Tais reuniões são muito corteses, com os
envolvidos polidamente conversando sobre diversos assuntos enquanto tomam chá e
discutem o conflito. O tom da conversa varia do frio ao amistoso e agradável.

Mesmo fora de uma reunião diplomática é esperado que um samurai mantenha a civilidade.
Por isso não é incomum que samurais de clãs em guerra que se encontram frequentemente
conversem polidamente a ajam amigavelmente um com o outro. Mas deve-se lembrar que
durante uma guerra samurais de clãs inimigos tem permissão de realizar duelos até a morte
em caso de um insulto. Por isso uma sessão da corte por ficar bem sangrenta se há uma guerra
entre os participantes. Além disso, fora da corte pequenos confrontos podem ocorrer caso
samurais percam a calma, especialmente quando bebida está envolvida.
Posições de poder

Os escolhidos do imperador

Os escolhidos do imperador são possivelmente o grupo de indivíduo mais poderosos no


império, eles são escolhidos pessoalmente pelo imperador para cumprir funções específicas.
Estas posições são acompanhadas por uma grande quantidade de poder político e social.

O conselheiro imperial: O conselheiro imperial é uma das mais importantes posições politicas.
Ele oferece conselhos políticos ao imperador com relação ao dia a dia da corte imperial e as
demais cortes. Ele necessita se manter completamente informado de todos os eventos
políticos maiores do império. O conselheiro possui muita riqueza pessoal e poder político, mas
pouco controle direto de tropas ou recursos, dependendo de aliados para isso. Mas é a
posição com mais facilidade de conseguir aliados por sua proximidade com o imperador.

O chanceler imperial: O chanceler imperial é similar ao conselheiro em muitos aspectos,


ambos estão profundamente envolvidos com a corte e frequentemente ambos se tornam
rivais. O dever do Chanceler é organizar e supervisionar os eventos da corte imperial. Isso
teoricamente é um serviço simples, contudo dado o grande número de pessoas comparecendo
à corte e sua influencia, o trabalho pode ser tornar cansativo. O chanceler é uma das únicas
pessoas com acesso irrestrito ao imperador.

O tesoureiro imperial: O tesoureiro tem o dever de supervisionar a coleta de impostos, seus


armazenamento, catálogo e distribuição. A tarefa é enormemente complexa e o tesoureiro
frequentemente contrata agentes para cuidar dessa operação. Devido a sua associação com
comercio, o tesoureiro tende a ser desconsiderado, contudo devido ao seu controle completo
sobre os editos de taxação, poucos o contrariam ou questionam abertamente.

O shogun: O shogun é um dos maiores lideres militares do império portando um exercito


completamente composto e organizado segundo seus desígnios e financiado pelo império. Ele
é responsável por manter a segurança do império. O shogun raramente aparece na corte
devido a suas obrigações.

A voz do imperador: A voz do imperador é uma posição que eleva um indivíduo ao privilégio
de falar pessoalmente pelo imperador em questões de grande importância para o império. Ele
geralmente entrega mensagens especificas para os indivíduos indicados. Caso um imperador
não deseje atender a corte, ele pode mandar a voz para falar em seu lugar (isso geralmente
cria tensão com o chanceler). Imperadores ou dinastias que se recusem a falar diretamente
com seus súditos é a voz do imperador que fala por ele em todas as situações.

Os campeões das joias

Os campeões das joias são os maiores exemplos de mobilidade social e meritocracia na rígida
estrutura social de rokugan. Eles são decididos por torneios especiais. Dos campeões joias,
apenas o campeão esmeralda e o campeão jade estão realmente no mesmo nível dos
escolhidos do imperador. Os demais, enquanto influentes, ainda possuem poder limitado.
O campeão esmeralda: Há muitos que acreditam que o campeão esmeralda é o homem mais
prestigioso e poderoso do império depois do imperador, e certamente há precedentes
históricos para apoiar isso. Esta posição é de longe a mais antiga entre os campeões. O
campeão esmeralda é o campeão pessoal do imperador responsável por protegê-lo e manter a
lei imperial. Por muito da história do império isto também incluiu a medição e coleta dos
impostos imperiais. Ele comanda as legiões imperiais, imensas riquezas, uma fortaleza própria
e os magistrados esmeralda. Magistrados tem autoridade para agir independente das
fronteiras dos clãs.

O campeão de Jade: O campeão de Jade é um dos mais importantes shugenjas do império,


responsável por manter a lei imperial com relação à magia e seu uso adequado, caçando maho
tsukais e outros usuários de magias profanas. O cargo não possui tanto poder político quanto o
campeão esmeralda, mas tem acesso a imensos recursos.

O campeão de ametista: O campeão de ametista é um diplomata responsável por defender os


interesses do imperador em todos os locais, incluído aqueles longe da corte. Ele é bem vindo
em todas as cortes do império e parte dos seus deveres exigem que ele viaje constantemente
para espalhar a palavra do imperador para cortes distantes. Ele mantém ajudantes que vão
para cortes remotas ou sem importância para que ele não precise fazer isso pessoalmente.
Esses ajudantes tem o mesmo prestígio de magistrados esmeraldas e são considerados
convidados de honra em cortes de clãs menores e cortes em terras não alinhadas.

O campeão de turquesa: O campeão de turquesa é o mais talentoso e importante artesão


entre os samuras de rokugan. A posição tem relativamente pouco poder quando comparado
aos campeões esmeralda, jade e ametista. A posição fornece uma ala privada luxuosa na
cidade imperial e o patronato direto da família imperial para perseguir sua arte.

O campeão de rubi: O campeão de rubi é uma posição que exalta a posição de sensei. O
campeão de rubi muitas vezes é apontado pelo campeão esmeralda, pois ele é o sensei mestre
tanto dos magistrados esmeralda quanto das legiões imperiais, sendo responsável por
selecionar os regimes de treinamento e os professores a treinar milhares de bushis. O
campeão de rubi é geralmente muito próximo do campeão esmeralda.

O campeão de topázio: É de longe o menos influente dos campeões das joias, e o de menor
duração. Enquanto a maioria dos outros duram pelo menos alguns anos e em muitos casos são
posições vitalícias, o campeonato topázio sempre foi um evento anual. A cada ano, os grandes
clãs tem a oportunidade de mandar um punhado de seus melhores jovens samurais para a
cidade de Tsuma nas terras garças. Lá a mais prestigiosa cerimonia de genpukku em todo o
império é realizada, uma grande competição durando vários dias. Os competidores são
testados em diversas perícias, cada sucesso fornecendo pontos para os participantes. Aqueles
que conseguem pontos suficientes podem participar do climático torneio de iaijutsu, o
vencedor sendo declarado campeão de topázio por um ano. O campeão recebe diversos
benefícios materiais, e também lhe é oferecido diversas posições prestigiosas como parte da
vitória. A mais frequente é a de magistrado esmeralda.
Posições militares.

Hohei (soldado): Este é o mais baixo dos ranks militares, dado a todos os samurais servindo
em exércitos, patrulhas e fortes.

Nikutai (cabo): A pouca diferença entre este nível e o do hohei, exceto que um nikutai tem a
honra de ajudar seu gunso na execução de suas ordens. A única outra distinção é que no caso
do gunso ser morto ou desabilitado, o nikutai assume o comando até que um substituto mais
permanente seja escolhido.

Gunso (sargento): O nível de gunso é dado para soldados que demonstram astucia e a
capacidade de comandar outros. Gunsos são tipicamente promovidos do nível do nikutai, mas
nem sempre. Um gunso comanda um esquadrão, a menos unidade de um exercito.

Chui (tenente): Um chui é responsável por supervisionar vários esquadrões (o número exato
varia com o clã e circunstancia). O grupo comandado pelo chui é geralmente chamado de
companhia, e é a menor unidade empregada tipicamente em qualquer situação militar.

Taisa (capitão): O Taisa tipicamente recebe o comando de uma legião. Mesmo que
companhias sejam às vezes usadas como unidades discretas, para propósitos administrativos
elas sempre são agrupadas como legiões, e uma legião inteira pode ser empregada para
confrontar ameaças mais sérias. Legiões são tipicamente mantidas no mesmo dever por
períodos prolongados, meses ou mesmo anos de cada vez.

Shireikan (comandante): De todas os ranks militares, shireikan é o menos claramente definido.


Todos os exércitos do clã os incorporam eles de alguma forma, mas eles variam em seu papel.
Quase universalmente, o shireikan supervisiona várias legiões, com o taisa comandante dessas
legiões reportando diretamente ao Shireikan. O número de legiões supervisionada por um
shireikan varia, entre quatro ou doze. Shireikans reportam diretamente ao seu oficial
comandante, um rikugunshokan.

Rikugunshokan (general): O rank de rikugunshokan é o mais alto rank militar dado por
exércitos de um clã e comanda um go-hatamoto, ou exercito de campo. Não é incomum para
um daymio de família ou campeão do clã servirem como rikugunshokan, e os demais
respondem diretamente a eles. Tipicamente um clã possui entre um a três samurais desse
nível.

Estruturas tradicionais de unidades militares

Esquadrão (guntai): O esquadrão é a menor unidade militar, consistindo de 20 soldados


comandado por um gunso.

Companhia (kaisha): Mesmo que esquadrões permitam um certo grau de flexibilidade tática, a
companhia é a base de um exercito. Uma companhia consiste de sete esquadrões liderados
por um chui e sua hierarquia de comando, que tipicamente consiste de cinco oficiais
adicionais. Isso deixa uma companhia com uma média de 153 soldados e oficiais.
Companhia reserva (Yobihei Kaisha): Uma companhia reserva é uma companhia menor feita
de tropas altamente especializadas. Companhias de reserva são tipicamente empregadas junto
de uma grande quantidade de companhias normais, mais frequentemente. Como parte de
uma legião. Uma companhia reserva consiste de seis esquadrões de tipos variados como
shugenjas treinados, engenheiros com armas de cerco, batedores ou cavalaria. Uma
companhia reserva é comandado por um chui e sua unidade comando.

Legião (daibutai): A legião é a maior unidade autônoma em um exercito. Uma legião consiste
de seis companhias e uma companhia reserva, totalizando aproximadamente 750 samurais, e
é comandada por um taisa. Um taisa e sua legiões respondem ao Shireikan em comando de
sua sessão do exercito.

Exercito (Go-hatamoto): Um exercito é a maior organização militar mantida pelos grandes


clãs. Tradicionalmente cada grande clã tem pelo menos um exercito de prontidão e clãs
maiores e mais marciais podem manter até três ou quatro exércitos simultaneamente. Um go-
hatamoto padrão consiste de 48 legiões divididas como desejado em sessões ou asas
comandadas por um shireikan.