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INSTITUTO WP

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO

EM PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Maria Mansur Bumlai

TRANSTORNO DE PÂNICO: TÉCNICAS E INTERVENÇÕES ABORDANDO A

PSICOTERAPIA COGNITIVO E COMPORTAMENTAL

Nome da orientadora

Orientadora
INSTITUTO WP

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM

PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

TRANSTORNO DE PÂNICO: TÉCNICAS E INTERVENÇÕES ABORDANDO A

PSICOTERAPIA COGNITIVO E COMPORTAMENTAL

MARIA MANSUR BUMLAI

Monografia apresentada ao programa de Pós-


Graduação do Instituto WP/FACCAT como
requisito parcial para obtenção de grau de
Especialista em Psicologia Clínica.
Prof. Orientador:

Nome da orientadora

Orientadora

Cuiabá(MT), 30 de junho de 2018.


INSTITUTO WP

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO

EM PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Maria Mansur Bumlai

TRANSTORNO DE PÂNICO: TÉCNICAS E INTERVENÇÕES ABORDANDO A

PSICOTERAPIA COGNITIVO E COMPORTAMENTAL

_____________________________________________

Nome da orientadora

Orientadora

Cuiabá (MT), 30 de junho de 2018.


RESUMO

O transtorno de pânico é uma condição crônica e recorrente que prejudica a qualidade de vida

e o funcionamento psicossocial dos portadores. Embora os medicamentos sejam efetivos na

redução dos ataques de pânico, muitos pacientes não respondem adequadamente a essas

intervenções. As terapias cognitivas tem um papel de grande importância no recente avanço de

intervenções no que diz respeito ao seu reconhecimento como tratamento cientificamente

comprovado. A terapia cognitivo-comportamental fornece um método eficaz para tratar

transtorno de pânico e evitação agorafóbica. O objetivo do estudo é o de descrever o uso de

técnicas cognitivo-comportamentais no tratamento do transtorno de pânico, já que é uma terapia

baseada em evidências que comprovam a eficácia do tratamento.

PALAVRAS-CHAVE: Transtorno de pânico – Agorafobia – Terapia Cognitivo-

Comportamental
ABSTRACT

Panic disorder is a chronic and recurrent condition that impairs the quality of life and the

psychosocial functioning of the patients. Although medications are effective in reducing panic

attacks, many patients do not respond adequately to these interventions. Cognitive therapies

play a major role in the recent advancement of interventions with regard to their recognition as

a scientifically proven treatment. Cognitive-behavioral therapy provides an effective method

for treating panic disorder and agoraphobic avoidance. The aim of the study is to describe the

use of cognitive-behavioral techniques in the treatment of panic disorder, since it is an evidence-

based therapy that proves the efficacy of the treatment.

KEY WORDS: Panic disorder - Agoraphobia - Cognitive-Behavioral Therapy


6

INTRODUÇÃO

A presente pesquisa tem por objetivo um breve estudo acerca do Transtorno de

Pânico: técnicas e intervenções abordando a psicoterapia cognitivo e comportamental. Como

se sabe o transtorno de pânico (TP) tem como característica principal a compleição de ataques

repentinos de ansiedade, seguindo-se de sintomas físicos e afetivos, além do temor de lidar com

um novo ataque e suas consequências.1

O problema ser identificado é se a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é

uma psicoterapia com orientação para o presente, buscando integração, estruturação e

sensibilidade ao tempo?

Pode-se afirmar, ainda, que esta terapia tem como caminho a solução de

problemas atuais, bem como busca ensinar ao paciente a desenvolver sua capacidade em

modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais. Lembrando que essa mudança

cognitiva e de comportamento transporta à melhora dos sintomas e do funcionamento pessoal.

Este artigo procura delinear a evolução do conhecimento sobre um tratamento

cognitivo-comportamental do transtorno de pânico, sendo que por transtorno de pânico colhe-

se a definição de Wright, Basco & Thase (2008, p. 22) que a descrevem como um episódio onde

a “a relevância de um atributo, evento ou sensação é exagerada ou minimizada”.

Neste sentido, os ataques de pânico de acordo com Barlow (2016, p. 2) são “[...]

episódios distintos de temor ou medo intenso, acompanhados por sintomas físicos e cognitivos

apresentados na checklist sobre ataque de pânico do DSM-5 (American Psychiatric Association,

2013)”. Tais ataques são caracterizados por seu início inesperado ou súbito e de sua curta

permanência, ao contrário do aparecimento gradual da ansiedade.

1
APA, American Psychiatry Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-
TR). 4a. ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2002.
7

Se comparado a outros tipos de transtornos de ansiedade, o transtorno de pânico

tem seu início tardiamente, ocorrendo normalmente aos 20 anos de idade, afetando de duas a

três vezes mais mulheres do que homens e pode alcançar 3,5% da população (MANFRO, ET

AL, 2008).

Desta forma, o objetivo precípuo deste artigo é procurar descrever o uso de

terapias cognitivo-comportamental em pacientes com o transtorno de pânico, com foco nas

técnicas e intervenções abordando a psicoterapia.

Para que se alcance o intento será realizada uma revisão literária nos artigos que

tratam do assunto, bancos de dados, bem como livros-textos especializados no assunto.

TRANSTORNO DE PÂNICO: TÉCNICAS E INTERVENÇÕES ABORDANDO A

PSICOTERAPIA COGNITIVO E COMPORTAMENTAL

Na mitologia grega, Pã é um deus dos pastores e rebanhos, concebido como

divindade semi-humana. É dotado de muita agilidade, rápido na corrida, sabe camuflar-se nas

moitas, onde se esconde para espiar as Ninfas e assustá-las. Conta-se também que surgia

repentinamente na Ágora ateniense (espaço público de relevante importância), durante as

assembleias, para aterrorizar as pessoas e tumultuar as discussões. A palavra pânico deriva de

Pã e representa um medo infundado, susto ou pavor repentino (Fonte: Infoescola).

Inicialmente para que se possa discorrer sobre o assunto, interessante que se faça

algumas breves considerações acerca do transtorno de pânico que segundo Bruna (2018):

[...] síndrome ou transtorno do pânico (ansiedade paroxística episódica) é uma doença que se
caracteriza pela ocorrência repentina, inesperada e de certa forma inexplicável de crises de
ansiedade aguda marcadas por muito medo e desespero, associadas a sintomas físicos e
emocionais aterrorizantes, que atingem sua intensidade máxima em até dez minutos. Durante o
ataque de pânico, em geral de curta duração, a pessoa experimenta a nítida sensação de que vai
morrer, ou de que perdeu o controle sobre si mesma e vai enlouquecer. [...]. O episódio pode
repetir-se, de forma aleatória, várias vezes no mesmo dia ou demora semanas, meses ou até anos
para surgir novamente. Pode ocorrer também durante o sono.
8

Sinteticamente, é uma enfermidade que tem como característica principal, crises

absolutamente inopinadas de medo e desespero, sendo que a pessoa tem a nítida impressão de

que está morrendo devido a um ataque cardíaco, uma vez que seu coração dispara, sente falta

de ar e tem sudorese abundante. Diversos fatores vêm sendo atribuídos à etiologia do

Transtorno de Pânico, sendo que tanto fatores genéticos quanto ambientais parecem contribuir

para esse transtorno (MANFRO ET AL, 2008).

O transtorno de pânico (TP) é uma categoria crônica e recorrente que danifica a

qualidade de vida das pessoas. Estudos demonstram que o seu tratamento com medicamentos

em conjunto com a terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem alcançado eficácia

comprovada. Todavia, a recaída pode ser frequente e a falha nas táticas de enfrentamento para

lidar com episódios que lhe causem estresse, tem sido registradas como o gatilho deste remate

(VIANA, 2012).

O transtorno de pânico (TP) é caracterizado como dito anteriormente,

principalmente, pela presença de ataques súbitos de ansiedade, instintivos e recursivos, que

permanecem, por pelo menos um mês, já que existe a preocupação constante de que um novo

ataque (ansiedade antecipatória) aconteça, além de suas consequências, e por uma expressiva

alteração comportamental em razão dos ataques. Este transtorno é comumente complexo por

evitação fóbica de locais ou de situações em que anteriormente sobreveio um ataque de pânico

ou de onde é difícil evadir-se ou obter ajuda em caso de novo ataque (APA, 2012).

Assim, não fazer idéia de quando ou se vai ocorrer novamente, gera um estado

de tensão e ansiedade que pode propiciar o desenvolvimento de outras fobias, sendo a mais

comum e conhecida como agorafobia2 que é marcada pelo temor de encontrar-se em situação

ou lugares dos quais não possa sair se tiver um araque de pânico (BRUNA,2 018).

2
Agorafobia é uma palavra grega que significa, literalmente, ‘medo de praça pública’. Alguns ativadores típicos
da agorafobia são o esforço vigoroso, estar sozinho, dirigir por sobre pontes ou em túneis, multidões, lugares
altos, águas profundas, trens, aviões, áreas abertas ou elevadores (Leahy, 2011).
9

O TP geralmente acontece entre a fase final da adolescência e início da vida

adulta, que é quando os sentidos e as escolhas de vida se processam e, em razão a doença,

acabam, muitas vezes por ser afetados (KESSLER ET AL APUD VIANA, 2012). Pode-se

constatar ainda que tal transtorno está vinculado ao alto custo social, uma vez que os portadores

proporcionam um baixo desempenho profissional e acabam por utilizar os serviços de saúde

pública, como: emergências, consultas médicas e exames (MENDLOWICZ; STEI, 2000 APUD

VIANA, 2012).

Da mesma maneira como acontece com todas as emoções basilares, os ataques

de pânico estão ligados a fortes disposições à ação. Tais tendências, mais frequentemente estão

ligadas a necessidade de fugir e menos com a vontade de lutar, o que resulta no alto estímulo

do sistema nervoso autônomo para amparar a reatividade luta-fuga3. Ao mesmo tempo, a

conveniência de reagir é acompanhada por percepções de perigo ou ameaça iminentes, como

morte, perda do controle ou até ridicularização pública. Todavia, é preciso lembrar que os

elementos de necessidade urgente de fuga, excitação autonômica e percepção da ameaça não

estão presentes em todas as ocorrências de pânico auto avaliadas (IZARD, 1992 APUD

BARLOW, 2016).

Acrescenta Barlow (2016), que a ansiedade elevada com sinais de excitação

autonômica pode ocasionar em pacientes a percepção de ocorrências cardíacas inexistentes. O

pânico autoreferido na carência de aceleramento cardíaco ou outros apontadores de ativação

autonômica pressupõe ansiedade antecipatória e não o pânico real (BARLOW ET AL., 1994

APUD BARLOW, 2016), notadamente porque ataques de pânicos mais graves “[...] estão mais

associados à aceleração cardíaca” (MARGRAF ET AL., 1987 APUD BARLOW, 2016).

3
O nome dado a esta reação é estranho, mas é simples de perceber. De forma simples o mecanismo da luta ou fuga
é uma reação fisiológica que ocorre na presença de algo que é aterrorizante ou ameaçador. Ou seja, essa resposta
prepara o corpo para lutar ou fugir de uma ameaça. É também importante notar que a resposta pode ser
desencadeada devido a ameaças reais ou imaginárias. Disponível em: <https://www.vladman.net/blog/o-
mecanismo-da-luta-ou-fuga>. Acesso em: 21.abr.2018.
10

Muitos foram os relatos de temor intenso e repentino, mesmo na ausência de

percepções de ameaça ou perigo. Esta situação foi denominado, segundo Barlow (2016) como

pânico ‘não cognitivo’. Por fim, de acordo com Barlow (2016, p. 2) “[...] a urgência de escapar

é reduzida, às vezes, por demandas da situação que exigem aproximação e tolerância

continuadas, como expectativas de apresentações públicas ou demandas profissionais, criando

discrepâncias entre respostas comportamentais, por um lado, e respostas verbais ou fisiológicas,

por outro”.

Segundo Clark apud Salum, Blaya e Manfro (2009), os ataques de pânico

decorrem de explanações desastrosas disfuncionais de certas revelações corporais. A conjectura

é centralizada no processamento equivocado de informações vindas de um incitação externa

(ruído, claridade) ou interna (sensação de taquicardia, sudorese, vertigem). O corpo interpreta

um perigo iminente, o que dispara ou intensifica as impressões corporais, confirmando o

‘perigo’ e gerando, então, mais interpretações catastróficas e ansiedade em uma espiral

crescente e rápida. De acordo com o autor, o modelo de Barlow amplia o conceito acima, uma

vez que segundo ele, o ataque de pânico inicial é um alarme falso que pode ser acionado na

ocorrência de um aumento momentâneo de estresse “[...] na vida de indivíduos com

vulnerabilidades biológicas e/ou psicológicas. Após o primeiro ataque, a pessoa torna-se

apreensiva em relação a ataques futuros”. A conclusão que se chega é que o medo original no

TP é o medo das sensações físicas, com ênfase as associadas à ativação autonômica, com

influência de fatores socioculturais para o aparecimento da agorafobia (SALUM, BLAYA E

MANFRO, 2009).

Wright, Basco & Thase (2008) ao citar Barlow et al. (1989); D. M. Clark et al.,

(1994), observam que:

[...] que os pacientes com transtorno de pânico normalmente apresentam uma constelação de
sintomas cognitivos (p. ex., medos catastróficos de calamidades físicas ou de perda de controle)
e sintomas comportamentais (p. ex., fuga ou evitação). Pesquisas extensivas demonstraram a
11

eficácia de uma abordagem combinada que utiliza técnicas cognitivas (para modificar as
cognições de medo) juntamente com métodos comportamentais, incluindo o treinamento da
respiração, o relaxamento e a terapia de exposição.

A fim de entender do que se trata a Terapia Cognitivo-Comportamental,

interessante que se entenda o que a psicoterapia (do grego psykhē - mente, e therapeuein -

curar; primeira referência ca. 1890), nada mais é do que um tipo de terapia cujo objetivo é o de

abordar as dificuldades psicológicas, tais como depressão, ansiedade, dificuldades de

relacionamento, entre outros problemas de saúde mental. É um processo dialético efetuado

entre um profissional, o psicoterapeuta - que pode ser psicólogo ou psiquiatra - e o cliente ou

paciente.

Aaron Beck, conhecido como criador por sua pesquisa em psicoterapia,

psicopatologia, suicídio e psicometria, é o criador da Teoria Cognitiva, nos anos 60. A partir de

seus estudos, vários teóricos e psicoterapeutas começaram a incluir a cognição em seus

trabalhos, segundo suas próprias expectativas (ARAÚJO; SHINOHARA, 2002).

A terapia cognitiva comportamental surgiu a partir de pesquisas, realizadas pelo

psiquiatra Aaron T. Beck, com pacientes deprimidos. O médico observou que pacientes

depressivos apresentavam uma visão desvirtuada de si mesmo, do mundo ao seu redor e de seu

futuro, a conhecida tríade negativa, que tem formação na infância. Daí a concluir-se que o

pensamento negativo distorcido é a chave que transforma nosso humor e por conseguinte nosso

comportamento. Para Beck; Rush; Shaw e Emery (1997) “É um processo cooperativo de

investigação empírica, testagem da realidade e resolução de problemas entre o terapeuta e o

paciente”.

Pode-se afirmar que é a terapia cognitivo comportamental, que surgiu nos

Estados Unidos, da reunião de duas correntes das pesquisas em psicologia, quais sejam: a

psicologia comportamental (ou behaviorismo) e da psicologia cognitiva, tem por objetivo

ajudar a pessoa a reconhecer melhor o seu modo de idealizar, por meio dos pensamentos e
12

sentimentos (cognição), os seus modos de agir (comportamento). É um tipo de terapia muito

respeitada no meio médico e é indicada para casos de fobia, dependência química, depressão e

ansiedade, entre outros (SOUZA, 2014).

De acordo com Beck (1997):

O movimento da terapia comportamental contribuiu substancialmente para o desenvolvimento


da terapia cognitiva. O behaviorismo metodológico, com sua ênfase na especificação de
objectivos isolados, delineando os procedimentos instrumentais concretos para o atingimento
desses objectivos e fornecendo um feedback tangível e imediato, acrescentou novas dimensões
à terapia cognitiva (e, na verdade, levou alguns autores a reintitular nossa abordagem como
‘terapia behaviorista cognitiva’).

Muitas formas de psicoterapia que compartilham conjecturas comuns em relação

à mediação da cognição, sua acessibilidade e alcance sobre o comportamento passaram a ser

consideradas como terapias cognitivo-comportamentais. Entre elas, a Terapia Cognitiva de

Aaron T. Beck, entre outras tem se destacado expressivamente no decorrer dos anos (ARAÚJO;

SHINOHARA, 2002).

Uma das principais características da terapia cognitivo-comportamental, de

acordo com seus idealizadores, é o fato de fundamentar-se em uma formulação clinica das

dificuldades do paciente. Isto significa que o profissional, através de entrevistas e instrumentos

de avaliação e medida, buscará associar a história de seu paciente com seus problemas de

maneira diferenciada, o que lhe permitirá desenvolver estratégias especificas na busca da ajuda

psicológica (ARAÚJO; SHINOHARA, 2002).

Beck; Rush; Shaw e Emery (1997), afirma que a visão teórica da TCC está

abalizada na ideia de que os sentimentos e os comportamentos do indivíduo são determinados

pelo modo como ele estrutura o mundo, suas cognições.

A TCC de Beck diferencia-se por ter um enfoque psicoterapêutico estruturado,

cuja a participação ativa do cliente e terapeuta, voltada para o presente, que se baseia no modelo

cognitivo e na utilização de técnicas explicitas, predominantemente cognitivas e


13

comportamentais, apontam a alteração de padrões de pensamentos e crenças disfuncionais que

originam angústia emocional e/ou distúrbios psicológicos no indivíduo. Baseia-se na hipótese

de que as emoções, comportamentos e reações fisiológicas estão absolutamente unidos à

maneira como o indivíduo afere seus experimentos no mundo (BECK; RUSH; SHAW E

EMERY, 1997). Em outras palavras, o modo como as pessoas decodificam as circunstâncias

será determinante da maneira como ela irá se sentir, afetiva e fisiologicamente, e de como ela

irá se comportar (SHINOHARA, FIGUEIREDO & BRASILEIRO, 1999).

No que diz respeito a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) RANGÉ

(2008) é categórico em afirmar que é um tratamento efetivo para o TP, variando entre 74% e

95% o seu grau de eficácia, “[...] medida em termos de ausência de ataques de pânico depois

de três meses de tratamento, e com os ganhos se mantendo de modo consistente depois de

seguimentos de um e dois anos”. Acrescenta o autor (RENGÉ, 2008), que tanto a resposta

imediata quanto a de longo prazo, mostram-se positivamente em relação a tratamentos

alternativos como imipramina e relaxamento aplicado.

Sinteticamente, pode-se afirmar que seu contexto é fundamentado na idéia de

que os sentimentos e comportamentos do paciente são verificados pelo modo como ele estrutura

seu mundo. Desta forma, o objetivo do terapeuta cognitivo-comportamental será o de produzir

mudanças de pensamento e crenças de seu paciente, de modo que ocorra a mudança emocional

e comportamental duradoura (BECK; RUSH; SHAW E EMERY 1997).

TÉCNICAS E INTERVENÇÕES ABORDANDO A PSICOTERAPIA COGNITIVO E

COMPORTAMENTAL
14

A terapia comportamental desde o princípio tem suportado modificações, o que

resultou no crescimento de diversas correntes e, entre essas divergências pode-se encontrar a

Terapia Comportamental Cognitiva com hipóteses próprias, bem como novas abordagens,

senão na condição de atuação, pelo menos quanto às interpretações teóricas.

De acordo com Heldt (2006) apud Otto; Withall (1995); Pollack e Smoller

(1995) a TCC caracteriza-se por ser abreviada e ter fins claros a serem atingidos, por ser prática

e por ser abrangente, sendo que ela pode ser incluída a qualquer tempo do tratamento,

especialmente para prevenir a cronicidade da doença, uma vez que os psicofármacos não tratam

o núcleo do medo mantido sob o pânico.

Muito embora fosse conveniente fazer um exame comparativo da Terapia

Comportamental e da Terapia Comportamental Cognitiva (TCC), este artigo se limitará a trazer

uma apresentação dos pressupostos e das maneiras de atuar dos terapeutas comportamentais

cognitivos.

Diferentemente de outras linhas da psicologia, a Terapia Comportamental

Cognitiva - TCC tem uma abordagem mais direta, ordinariamente com objetivos determinados

e, portanto, com um prazo definido para a conclusão do tratamento. Isto fará sentido se o

terapeuta refletir que, ao oposto de ter uma investigação geral pelo autoconhecimento, o foco

da Terapia Comportamental Cognitiva - TCC é determinar um problema, uma dificuldade ou

sintoma. Entretanto, para Stallard (2007), a terapia cognitivo-comportamental não é uma

operação homogênea alcançada de modo padronizado; ao contrário, ela abraça várias táticas

compatíveis e empregadas de distintas maneiras com um grupo heterogêneo de indivíduos, de

diferentes idades e diferente desenvolvimento cognitivo, linguístico e social.

Tal afirmação se dá pelo fato de que, se a base da Terapia Comportamental

Cognitiva é de que os pensamentos, sentimentos e crenças (cognições) exercem um enorme

desempenho nos comportamentos, durante a terapia a perspectiva é a de que o que acontece


15

dentro do indivíduo, em sua cognição, em maior importância para que as mudanças sejam

permanentes (SOUZA, 2014).

Segundo Beck; Rush; Shaw e Emery (1997), as crenças centrais ou nucleares

são desenvolvidas na tenra idade, por meio de interações com pessoas que tem muito

significado e na vivência de muitas ocorrências que fortaleçam essa ideia. As crenças

fundamentais podem ser pertinentes ao próprio indivíduo, às pessoas de sua convivência ou ao

mundo em geral.

A Terapia Comportamental Cognitiva-TCC concentra-se em diversos tipos de

crenças: as expectativas, as avaliações (ou imputações) e as atribuições de causalidade ou

responsabilidade do paciente (BECK; TANG; RUBEIS, 2006). Quando o paciente se atenta no

teor da sua reação cognitiva, ele sente-se entusiasmado a enxergá-la como uma hipótese em vez

de um fato. Em outras palavras, uma sugestão possível, mas não essencialmente verdadeira. De

acordo com os autores, a concepção de uma crença como uma hipótese é chamada de

‘distanciamento’ (BECK; TANG; RUBEIS, 2006, p. 270) e tem por objetivo destacar o modo

no qual é plausível se dissociar de uma crença para permitir uma análise mais objetiva.

Após a confirmação do diagnóstico, é preciso a identificação do início, da

duração, da frequência e dos desencadeamentos dos ataques, uma vez que o automonitoramento

é muito importante para a avalição e para o tratamento do TP.

O tratamento do TP pelo método cognitivo-comportamental tem como objetivo

eliminar os sintomas de desconforto ao paciente. O TCC é o tipo de psicoterapia breve e focal,

com objetivos previamente estabelecidos contando com a participação ativa do paciente no

tratamento (BECK; TAG; RUBEIS, 2006).

A abordagem cognitivo-comportamental permite que se utilizem várias técnicas,

tanto individuais como em grupo, com o intuito de se trabalhar habilidades de relacionamento,


16

estilo de vida, ajustamento social, redução do estresse, resolução de problemas, etc., permitindo

mais controle sobre a situação (CADE, 2001).

Assim, o objetivo da Terapia Comportamental Cognitiva-TCC é o de identificar,

examinar e alterar as cognições distorcidas ou disfuncionais, em três planos: primeiro, os

pensamentos automáticos, segundo as crenças intermediárias e terceiro, as crenças nucleares

(KNAPP, 2004).

A Terapia Comportamental Cognitiva-TCC para Silva (2012) é considerada

como essencial na terapêutica do TP, uma vez que a terapia de base cognitivo-comportamental,

irá restaurar o pensamento do paciente em afinidade à sua segurança, à ponderação das crises,

ao medo de outras crises e à agorafobia, bem como de municiar aprendizados que promovem o

controle da ansiedade e da própria crise, caso ela ocorra.

De acordo com Beck; Rush; Shaw e Emery (1997, p.142) é assaz importante que

o indivíduo compreenda a coerência das várias empreitadas comportamentais que, sendo que o

terapeuta deverá encontrar

[...] nos pacientes deprimidos um desafio considerável, uma vez que eles são propensos a
distorcer post facto o objectivo das tarefas. É responsabilidade do terapeuta assegurar-se de que
do paciente interprete os resultados de uma tarefa dentro dos limites do objectivo inicial. Esse
objectivo inicial, portanto, deve ficar claro desde o princípio.
Uma estratégia útil para avaliar a compreensão do paciente sobre uma tarefa é o emprego da
reversão de papéis (o paciente assume o papel do terapeuta). Assim, o paciente pode rever as
razões para a tarefa (por exemplo, a anotação de actividades diárias) e o terapeuta pode corrigir,
subsequentemente, quaisquer concepções erróneas.

Silva (2012) explica que a Terapia Comportamental Cognitiva-TCC tem por

finalidade analisar as condições nas quais se dilataram as crenças pessoais que, no momento,

são as causas de agonia do paciente, evitando que ele chegue a solução de seus problemas e

conflitos e, assim, ajudá-lo tanto a perceber seus desconfortos, quanto solucioná-los.

Desta forma, pode-se afirmar que a Terapia Comportamental Cognitiva-TCC

tem por finalidade fazer com que o paciente com TP perceba que as reações corporais

emergentes são naturais, não indicando um perigo real, mas sim provenientes de mecanismos
17

fisiológicos. Assim, ele seria capaz de suportar as impressões corporais sem temor, organizando

novas estratégias de lidar com os pensamentos, sentimentos físicos e comportamentos até então

distorcidos (KING; VALENÇA; MELO NETO e NADI, 2007),

De acordo com Silva (2012) a Terapia Comportamental Cognitiva-TCC trabalha

com métodos que abrangem o controle de respiração, relaxamento, exposição às situações que

causam temor ao paciente, além da reestruturação cognitiva, ou seja, mudança do jeito de

pensar. A reestruturação cognitiva, tem por meta treinar o paciente a identificar os pensamentos

que atuam como gatilho com efeitos negativos sobre seu comportamento, buscando

pensamentos positivos de modo a suportar e eliminar a situação de ansiedade. Na técnica de

exposição conforme o termo já diz, consiste n técnica interoceptiva, cujo objetivo é a correção

de interpretações catastróficas dos sintomas físicos. No que diz respeito às técnicas de

relaxamento, dois são os tipos aplicados, os exercícios respiratórios e o relaxamento muscular

progressivo.

Quanto ao controle de respiração, a orientação é que ela deve partir do

diafragma, inspirando-se pelo nariz e expirando-se pela boca, tirando proveito para tanto dos

músculos do abdome, sem haja a movimentação do tórax. Enquanto que o relaxamento

muscular progressivo, é o treinamento que abrange a técnica de tensão e relaxamento dos

principais grupos de músculos do corpo (SILVA, 2012). Interessante anotar que ambas as

técnicas, respiração e relaxamento progressivo podem ser praticados em conjunto ou

isoladamente.

Especificamente para o transtorno de pânico, a terapia cognitivo-

comportamental envolve o teste das falsas interpretações catastróficas do paciente (geralmente

predições errôneas de ameaça à vida ou à sanidade) de sensações corporais ou mentais

(CLARK, 1989 APUD BECK, 2014).


18

Alerta Beck (2014) que para um observador não treinado, a terapia cognitivo-

comportamental, as vezes pode dar a falsa impressão de ser muito simples. Todavia, os

terapeutas mais experientes realizam muitas tarefas de uma única vez, ou seja:

[...] conceituam o caso, desenvolvem o rapport, familiarizam e educam o paciente, identificam


problemas, coletam dados, testam hipóteses e fazem resumos periódicos. O terapeuta cognitivo-
comportamental iniciante, em contraste, geralmente precisa ser mais cuidadoso e estruturado,
concentrando-se em menos elementos por vez. Embora o objetivo final seja entrelaçar esses
elementos e conduzir a terapia da forma mais efetiva e eficiente possível, os iniciantes devem
primeiro aprender a habilidade de desenvolvimento da relação terapêutica, a habilidade de
conceituação e as técnicas da terapia cognitivo-comportamental; todas elas serão mais bem
realizadas se feitas gradualmente.

Ainda de acordo com Beck (2014):

Se você já pratica outra modalidade terapêutica, será importante tomar uma decisão colaborativa
com os pacientes para introduzir a abordagem da terapia cognitivo-comportamental,
descrevendo o que gostaria de fazer de maneira diferente e apresentando justificativas para isso.
A maioria dos pacientes concorda com essas alterações quando elas são expressas de modo
positivo, para o bem do paciente. Quando os pacientes hesitam, você pode sugerir a instituição
de uma alteração (como, por exemplo, definir uma pauta) como um ‘experimento’, em vez de
um compromisso, para motivá-los a tentar.

Como visto, é extremamente importante iniciar um processo de confiança e

rapport com o paciente desde o primeiro contato. Pesquisas revelam que as alianças positivas

estão conexas à resultados positivos no tratamento (RAUE E GOLDFRIED, 1994 APUD

BECK, 2014).

De acordo com Beck (2014, p. 41) para que o terapeuta possa alcançar o

resultado desejado é necessário que se observe os elementos:

Demonstrar boas habilidades terapêuticas e compreensão acurada.


Compartilhar sua conceituação e plano de tratamento.
Tomar decisões colaborativamente.
Buscar o feedback.
Variar seu estilo.
Ajudar o paciente a resolver seus problemas e a aliviar sua angústia.

Entre todos os objetivos do tratamento, um dos principais é tornar a terapia

compreensível e com resultado positivo para ambas as partes, ou seja, paciente e terapeuta. E
19

pode-se afirmar que grande parte dos pacientes sentem-se mais confortáveis quando tem de

posse a compreensão clara de como irá funcionar e o que esperar da terapia.

Por fim, aprender a usufruir de todas as técnicas de Terapia Comportamental

Cognitiva-TCC, proporcionará para o paciente que sofre de TP, todas as possibilidades de

correção das distorções e disfunções que o acomete.

MÉTODO

A presente pesquisa foi estabelecida a partir de uma revisão narrativa da

literatura acerca dos aspectos da terapia cognitivo-comportamental. Buscou-se selecionar

artigos e pesquisas recentes, além de referências bibliográficas que enfatizem o valor da

aplicação desta metodologia de terapia.

CONCLUSÃO

Observou-se a relevância das técnicas cognitivo-comportamentais empregadas

no tratamento do transtorno de pânico e sua eficácia.

A Terapia Comportamental Cognitiva-TCC é um enfoque terapêutico que

esquadrinha por meio de suas técnicas o alinhamento dos pensamentos catastróficos que

contribuem para a sustentação do medo e as evitações, assim como técnicas comportamentais

que enfraquecem a ansiedade, auxiliam a vencer a agorafobia, aperfeiçoando a qualidade de

vida do paciente.

A partir da realização deste breve estudo espera-se ter contribuído para as

pesquisas que vêm sendo realizadas na área, bem como sugere-se a efetivação de novos estudos
20

a fim de refletir e discutir acerca de formas de enfrentamento do paciente diante de fatores

preditores de recaída, após o tratamento com Terapia Cognitivo Comportamental.

Concluindo, pode-se afirmar que a Terapia Comportamental Cognitiva-TCC é

uma modalidade muito eficaz no tratamento de pacientes com TP. Esse tratamento pressupõe a

correção de pensamentos catastróficos que agravam os sintomas de ansiedade e medo, a

ansiedade antecipatória e a predisposição a evitações.

Com a aplicação de estratégias para aliviar a ansiedade (respiração diafragmática

e (relaxamento muscular), mudanças cognitivas e exposições interoceptivas, os pacientes tem

mais habilidade ao serem expostos a circunstâncias antes evitadas e, via de consequência,

melhorar sua qualidade de vida, superando suas fobias e outras dependências.

Em resposta ao questionamento acerca da pesquisa, pode-se concluir que

realmente a Terapia Comportamental Cognitiva-TCC é uma psicoterapia com orientação para

o atual, que busca a integração e estruturação ao tempo.

Além disso, constatou-se, ainda que a Terapia Comportamental Cognitiva-TCC

tem equivalência a um tratamento medicamentoso. Contudo, muitos estudos demonstram uma

sua grande vantagem da Terapia, uma vez que a melhora nos pacientes é mais duradoura. Tal

afirmativa se dá em razão de que, ao estimular os pacientes a terem participação ativa no

tratamento, eles alcançam novas habilidades, adquirindo condições de se tornarem seus

próprios terapeutas.

Futuros estudos deverão avaliar melhor a eficácia dessa abordagem para

tratamentos combinados, uma vez que cada que cada paciente possui sua especialidade. O

profissional deverá realizar uma boa anamnese a fim de observar qual a melhor técnica a ser

aplicada a cada paciente.


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