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EIA-485

Araújo. Sérgio, Caetano. Tiago

Resumo – Este relatório tem como objectivo descrever o padrão EIA-485, também conhecido como RS-485 ou TI -485, é um
standard da camada física de comunicação do padrão do modelo OSI, é um dos mais versáteis padrões de interfaces de serial da
EIA, muito utilizado em sistemas industriais envolvendo transferência de dados em pequenas quantidades até 10Mbps.

Palavras-Chave – EIA-485, sistemas industriais.

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1 INTRODUÇÃO

o âmbito da disciplina de Sistemas Informáticos Industriais, do 3º Ano do Curso de Engenharia


N Informática da Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco, foi-nos proposta apresentação
do padrão EIA-485, também conhecido como RS-485, que é gerido pela Telecommunication Industry
Association(TIA) responsável pelo sector de comunicação da Electronic Industries Alliance (EIA),que
teve origem nos Estados Unidos. Também é utilizada a sigla RS, que significa Recomended
Standart.

Este padrão ou padrões definem esquemas de transmissão de dados que oferecem soluções
robustas para a transmissão de dados em longas distâncias em ambientes industriais normalmente
ambientes ruidosos. Como sabemos as informações em estações industriais são adquiridas no
processo eléctrico por meio de Unidades Terminais Remotas (UTR), Controladores Lógicos
Programáveis (CLP), equipamentos estes que são designados como Inteligent Electronic Devices
(IED) em que as informações podem ser adquiridas através de forma digital ou analógica

Toda a informação processada pelos os IED são transmitidos através de uma camada física, que
permite a comunicação entre os dispositivos, nesta camada é onde são definidas as interfaces
mecânicas e eléctricas, contundo para que seja possível o transporte da informação são necessários
protocolos de comunicação que utilizam padrões definidos de acordo com a camada física.

O nosso principal objectivo não é realizar um estudo aprofundado desses protocolos mas sim
compreender o funcionamento do padrão EIA-485 utilizada na camada física.

O padrão EIA-485 não recomenda um protocolo especifico para ser utlizado, contundo podemos
obter exemplos de protocolos que utilizam este padrão como por exemplo, Modbus,Profibus, DIN-
Measurement-Buse muitos outros. De forma a compreender a sua utilização iremos abordar as suas
características físicas e exemplos de aplicações.

2 CARACTERÍSTICAS
O padrão EIA-485 é baseado na transmissão diferencial de dados, ideal na transmissão em
altas velocidades, longas distâncias e em ambientes propícios a interferências
electromagnéticas permitindo a comunicação entre vários elementos inseridos numa mesma
rede de comunicação de dados. As suas caracterisiticas principais são:

1. Transmissão diferencial, deriva da utilização de um meio de comunicação diferencial


como o próprio nome indica, em que os circuitos transmissores e receptores utilizados
nestas interfaces utiliza, como informação a diferença entre os níveis de tensão em
cada condutor do par entraçado, estes são identificados pela polaridade (+ ou -)
resultando assim uma diferença de tensão entre o par condutor , caso a tensão do
condutor “+” for maior que no condutor “-“ resulta um nível lógico “1”, caso contrário
resulta um nível lógico “0”. A diferenca do potencial tem que ser no mínimo 0.2 volts
para uma operação válida, mas qualquer tensão entre 12v e -7v permite corrigir o
funcionamento do receptor.

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- Sergio Araújo, com o nº . 11699 pertence à turma 1 do Curso Eng. Informática, da EST, Castelo Branco. E-mail: smfaraujo@hotmail.com

-Tiago Caetano, com o nº 20070020 pertence à turma 1 do Curso Eng. Informática, da EST, Castelo Branco. E-mail: tiagocaetano11@hotmail.com
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2. Ligações Multiponto, neste tipo de ligação existe uma estacão principal que controla o
tráfico da rede e as demais estações, neste caso estações secundárias, estas estações
podem comunicar entre si directamente através da estação principal.

Fig. 1: Ligação multiponto

3. Fonte de alimentação de 5v para realizar alimentação dos circuitos de transmissão e


recepção

4. Comunicação até 32 nodes. A capacidade do numero de dispositivos interligados numa


rede não está explicitamente definido segundo o padrão EIA-485 , mas sim é calculado
segundo determinados parâmetros, que são os seguintes:

 O limite inferior de resistência de carga resultante do barramento.

 O valor de resistência de cada dispositivo presente no barramento


designado
como “Carga Unitária”.

 O valor mínimo de corrente que o transmissor de um dispositivo é capaz de


fornecer
Para casos com mais de 32 estações ou para redes densas, devem ser utilizados
repetidores. O comprimento máximo do cabeamento depende da velocidade de
transmissão.

5. Transmissão de dados até 10 Mpbs com uma distância máxima de 1200 metros. A
velocidade máxima de comunicação ( em bits por segundo –bps) e depende das
características dos equipamentos instalados, da capacidade dos cabos de
comunicação e dos resistores(transforma a energia eléctrica em energia térmica)
instalados nos terminais de comunicação. O desempenho do sistema varia assim de
acordo com o tipo de cabo, as terminações, e a topologia de rede e as interferências
presentes no ambiente de comunicação e qualidade dos transmissores e receptores de
cada dispositivo.A principal razão do EIA-485 transmitir a longas distâncias é o uso de
linhas diferenciais, que apresentam-se com maior imunidade ao ruído.

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Fig. 2: Gráfico da relação velocidade e comprimento

1. As topologias que podemos encontrar nestes sistemas industriais são várias contundo
enquanto a velocidade for mínima e as distancias relativamente curtas, a influência da
topologia de rede em seu desempenho não é significativa. A seguinte figura demonstra
alguns tipos de topologias de rede, como podemos verificar apenas o tipo “daisy chain”,
onde os dispositivos são conectados directamente ao barramento principal, sendo mais
fácil controlar os erros de comunicação, não significando que não se possa utilizar
outras derivações de topologias de rede.

Fig. 3: Topologias de rede

2. O padrão EIA -485 não define nenhum protocolo de comunicação.

3 COMPARAÇÕES COM OUTRAS INTERFACES FÍSICAS

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- Sergio Araújo, com o nº . 11699 pertence à turma 1 do Curso Eng. Informática, da EST, Castelo Branco. E-mail: smfaraujo@hotmail.com

-Tiago Caetano, com o nº 20070020 pertence à turma 1 do Curso Eng. Informática, da EST, Castelo Branco. E-mail: tiagocaetano11@hotmail.com
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O padrão EIA-485 é um dos mais versáteis padrões de interfaces seriais da EIA. É uma
extensão do EIA-422 e permite a mesma distância e mesma velocidade, mas aumenta o
número de transmissores e receptores permitidos na linha. De modo obter visão comparativa
de várias interfaces com o padrão EIA-485 apresentamos o seguinte figura com as respectivas
diferenças entra elas. Comparando com o RS-232 encontramos um menor custo devido a
possibilidade de uso de fontes de alimentação assimétricas, enquanto que o RS-232 exige o
uso de fontes simétricas nos transmissores e receptores.

Fig. 4: Comparação com outras interfaces físicas

4 FUNCIONAMENTO BÁSICO EIA-485


Em redes de computadores um transceptor é um dispositivo que realiza funções tanto de envio
como recepção de sinais, utilizando componentes de circuito comuns para ambas as funções
num só aparelho

Fig. 5: Transceptor

Ro: Saida para receção


RE: Funcão de recepção

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DE: Função de transmissão
DI: Entrada para transmissão
VCC, GND: Alimentação do circuito integrado
A: Entrada sem inversão
B: Entrada com inversão

De modo obter o funcionamento básico , inicia-se com ligação dos pinos RE e DE de forma que o
transceptor ou esteja apenas recebendo ou transmitindo. De modo a ser possível enviar um dado
pelo barramento basta activar o pino DE , que tem como função de transmissão, desabilitando o pin
RE que tem como função de recepção, enviando assim a informação necessária através do pin DI.
No fim de transmissão, desactiva o pin DE e activa o pin Re de modo a poder receber dados.

5 EXEMPLO DE UM SISTEMA EIA-485

A forma mais simples de utilização de um sistema EIA-485 é através de um único par de fios
para transmissão e recepção de dados.Os múltiplos dispositivos são ligados num único
barramento de acordo com figura seguinte. Podemos verificar que os diferentes dispositivos
utilizam diferentes notações de modo a indicar a forma correcta de ligação do par diferencial de
comunicação.

Fig. 5:Exemplo EIA-485 com único par de fios

De modo a obter o equilíbrio e tensão entre os vários dispositivos ligados existe um terminal
comum a todos eles, ou seja um terceiro fio que apesar de não participar no processo de
comunicação, é essencial para garantir a integridade eléctrica dos equipamentos narede.

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- Sergio Araújo, com o nº . 11699 pertence à turma 1 do Curso Eng. Informática, da EST, Castelo Branco. E-mail: smfaraujo@hotmail.com

-Tiago Caetano, com o nº 20070020 pertence à turma 1 do Curso Eng. Informática, da EST, Castelo Branco. E-mail: tiagocaetano11@hotmail.com
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6 CONCLUSÃO.

Com a elaboração deste trabalho aprofundamos o conhecimento relativamente a norma EIA-485,


conseguimos perceber o seu funcionamento e que regras se deve aplicar na projecção de um
sistema utilizando este tipo de barramento. Podemos denotar diferenças evolutivas ao longo do
tempo comparando com outras interfaces e em que situações se pode aplicar.
De uma forma geral consideramos que conseguimos os objectivos pretendidos da disciplina.

7 REFERÊNCIAS

[1]- Lammert Bies. (s.d.). RS485 serial information. Obtido em 03 de 10 de 2010, de


lammertbies: http://www.lammertbies.nl/comm/info/RS-485.html

[2]- Angélica, A. d. (s.d.). Topologia. Obtido em 06 de 10 de 2010, de m8:


http://www.m8.com.br/antonio/redes/Topologia.htm

[3]- License, C. C.-S. (2010 de 09 de 2010). wikibooks. Obtido em 03 de 10 de 2010, de Serial


Programming/RS-485: http://en.wikibooks.org/wiki/Serial_Programming/RS-485

[4]- License, t. C.-S. (s.d.). EIA-485: Waveform Example. Obtido em 03 de 10 de 2010, de


servinghistory: http://www.servinghistory.com/topics/EIA-485::sub::Waveform_Example

[5]- Wikipédia. (s.d.). Transceptor. Obtido em 03 de 10 de 2010, de pt.wikipedia :


http://pt.wikipedia.org/wiki/Transceptor

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