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Jalaladim Maomé

Rumi

Jalaladim Maomé Rumi

Nascimento 30 de setembro de 1207


Morte 17 de dezembro de
1273 (66 anos)
Ocupação Poeta, jurista, teólogo
Maulana Jalaladim Maomé (em árabe:
‫;ﻣﻮﻻﻧﺎ ﺟﻼل اﻟﺪﯾﻦ ﻣﺤﻤﺪ روﻣﯽ‬
transl.: RumiMawlānā Jalāl-ad-Dīn
Muhammad Rūmī), também conhecido
como Rumi de Bactro ({{langx|fr|‫ﻣﺤﻤﺪ‬
‫)}]ﺑﻠﺨﻰ‬, ou ainda apenas Rumi ou
Mevlana, (30 de setembro de 1207 — 17
de dezembro de 1273), foi um poeta,
jurista e teólogo sufi persa[1] do
século XIII. Seu nome significa
literalmente "Majestade da Religião"; Jalal
significa "majestade" e Din significa
"religião".[2] Rumi é, também, um nome
descritivo cujo significado é "o romano",
pois ele viveu grande parte da sua vida
na Anatólia, que era parte do Império
Bizantino dois séculos antes.[3]
Ele nasceu na então província persa de
Bactro atualmente no Afeganistão. A
região estava, nessa época, sob a esfera
de influência da região de Coração e era
parte do Império Corásmio. Viveu a
maior parte de sua vida sob o Sultanato
de Rum, no que é hoje a Turquia, onde
produziu a maior parte de seus
trabalhos[4] e morreu em 1273 CE. Foi
enterrado em Cônia e seu túmulo tornou-
se um lugar de peregrinação. Após sua
morte, seus seguidores e seu filho Sultan
Walad fundaram a Ordem Sufi
Mawlawīyah, também conhecida como
ordem dos dervishes girantes, famosos
por sua dança sufi conhecida como
cerimônia sema.
Os trabalhos de Rumi foram escritos em
novo persa. Uma renascença literária
persa (século VIII/IX) começou nas
regiões de Sistão, Coração e
Transoxiana[5] e por volta do século X/XI,
ela substituiu o árabe como língua
literária e cultural no mundo islâmico
persa. Embora os trabalhos de Rumi
houvessem sido escritos em persa, a
importância de Rumi transcendeu
fronteiras étnicas e nacionais. Seus
trabalhos originais são extensamente
lidos em sua língua original em toda a
região de fala persa. Traduções de seus
trabalhos são bastante populares no sul
da Ásia, em turco, árabe e nos países
ocidentais. Sua poesia também tem
influenciado a literatura persa bem como
a literatura em urdu, bengali, árabe e
turco. Seus poemas foram
extensivamente traduzidos em várias
das línguas do mundo e transpostos em
vários formatos; A BBC o descreveu
como o "poeta mais popular na
América".[6] Ele foi um contemporâneo
mais jovem de Ibn Arabi e mais
conhecido do que ele, apesar de ter
escrito uma quantidade menor de obras,
com pensamentos similares da poética
da unicidade de Deus e do sufismo, mas
não há evidências de que houve
influenciação entre os dois
pensadores.[7]
Trabalhos principais
A poesia de Rumi é frequentemente
dividida em diversas categorias: os
quartetos (rubayāt) e odes (ğazal) do
Divan, os seis livros do Masnavi, Os
Discursos, As Cartas e o praticamente
desconhecido Seis Sermões.

Trabalhos poéticos

Túmulo de Rumi em Cônia, Turquia


Maṭnawīye Ma'nawī
Museu Mevlâna, Cônia, Turquia

A principal obra de Rumi é o


Maṭnawīye Ma'nawī (Dísticos
Espirituais; ‫)ﻣﺜﻨﻮی ﻣﻌﻨﻮی‬, um poema em
seis volumes considerado por alguns
como sufi[8] como o Corão em língua
persa. É considerado por muitos como
um dos maiores trabalhos de poesia
mística.
A outra grande obra de Rumi é o
Dīwān-e Kabīr (Grande Obra) ou Dīwān-
e Shams-e Tabrīzī (As Obras de
Xamece de Tabriz; ‫دﯾﻮان ﺷﻤﺲ ﺗﺒﺮﯾﺰی‬
intitulado em honra do grande amigo e
inspiração de Rumi, o dervixe Xamece
de Tabriz) e contendo
aproximadamente quarenta mil versos.
Várias razões foram dadas para a
decisão de Rumi de dar o nome de
Xamece à sua obra prima; algumas
pessoas defendem a ideia de que já
que Rumi não teria sido um poeta sem
Xamece, é justo que a coleção receba
seu nome.

Trabalhos em Prosa

Fihi Ma Fihi (Nele o Que Estiver Nele,


Persa: ‫ )ﻓﯿﻪ ﻣﺎ ﻓﯿﻪ‬é uma coletânea de
setenta e uma palestras dadas por
Rumi em várias ocasiões para seus
discípulos. Foi compilada a partir das
anotações de vários de seus
discípulos, e portanto Rumi não
escreveu o trabalho diretamente.[9]
Uma tradução para o inglês a partir do
persa foi publicada pela primeira vez
por A.J. Arberry como os Discourses of
Rumi (Discursos de Rumi) (Nova
Iorque: Samuel Weiser, 1972), e uma
tradução do segundo livro por Wheeler
Thackston, Sign of the Unseen (Sinal
do Invisível) (Putney, VT: Threshold
Books, 1994).
Majāles-e Sab'a (Sete Sessões, Persa:
‫ )ﻣﺠﺎﻟﺲ ﺳﺒﻌﻪ‬contêm se sermões persas
(como implicado pelo nome) ou
palestras dadas em diferentes
assembleias. Os sermões
propriamente dão um comentário
sobre o sentido mais profundo do
Corão e do Hádice. Os sermões
também incluem citações dos poemas
de Sana'i, 'Attar e outros poetas,
incluindo o próprio Rumi. Como
relatado por Aflakī, após o Xamece,
Rumi deu sermões pela requisição de
notáveis, especialmente Salāh al-Dīn
Zarkūb.[10]
Makatib (As Cartas, Persa: ‫ )ﻣﮑﺎﺗﯿﺐ‬é o
livro contendo as cartas de Rumi em
persa para seus discípulos, familiares
e homens influentes e do governo. As
cartas testificam que Rumi estava
bastante ocupado ajudando familiares
e administrando uma comunidade de
discípulos que cresceu ao redor deles.

Ver também
Coleman Barks
Poesia persa

Referências
1. B. Ghafurov, "Todjikon", 2 vols.,
Dushanbe 1983-5.
2. «Rumi's Spirituality» . Consultado
em 15 de outubro de 2007
3. Schwartz, Stephen. "The Balkin
Front." Weekly Standard, 14 de maio
de 2007.
4. Barks, Coleman, Rumi: The Book of
Love: Poems of Ecstasy and
Longing, p. xxv Harper Collins
(2005), ISBN 0-06-075050-2
5. Lazard, Gilbert "The Rise of the New
Persian Language", in Frye, R. N., The
Cambridge History of Iran,
Cambridge: Cambridge University
Press, 1995, Vol. 4, pp. 595–632.
(Lapidus, Ira, 2002, A Brief History of
Islamic Societies, "Sob governo
árabe, a língua árabe tornou-se a
língua principal à administração e
religião. A substituição do persa
médio por árabe foi facilitada pela
tradução dos clássicos persas em
árabe. O árabe tornou-se o principal
veículo da alta cultura persa e
manteve-se assim até o século XI. A
língua persa declinou, tendo sido
mantida viva principalmente pelo
clero zoroástrico no Irã ocidental. As
conquistas árabes, entretanto,
ajudaram a tornar o persa ao invés
do árabe a língua mais comum
falada no Coração e nas regiões
além do rio Oxo. Paradoxalmente, o
domínio árabe e islâmico criaram
uma região cultural persa em áreas
nunca antes unificadas pela língua
persa. Um novo persa desenvolveu-
se desta situação linguística
complexa. No século IX, os
governadores taíridas de Coração
começaram a escrever a velha
língua persa em caracteres árabes
ao invés de caracteres pálavis. Ao
mesmo tempo, senhores orientais
nos principados pequenos
começaram a patrocinar uma poesia
da corte local numa forma elevada
de persa. A nova poesia era
inspirada por formas de versos
árabes, de modo que patrões
iranianos que não entendessem a
língua árabe pudessem
compreender e apreciar a
apresentação de uma poesia
elevada e dignificada na maneira de
Bagdá. Esta nova poesia floresceu
em regiões onde a influência cultural
abássida foi atenuada e onde não
tinha que competir com a tradição
sobrevivente dos clássicos literários
em persa médio cultivados por
motivos religiosos no Irã ocidental.
Nas regiões ocidentais, incluindo o
Iraque, a Síria e o Egito e as terras do
ocidente islâmico longínquo
incluindo o norte da África e a
Espanha, o árabe tornou-se a língua
predominante tanto da alta cultura
literária quanto do discurso oral." pp.
125–132, Cambridge: Cambridge
University Press.)
6. Charles Haviland (30 de setembro de
2007). «The roar of Rumi - 800 years
on» . BBC News. Consultado em 30
de setembro de 2007
7. Chittick, William C. (2005). «Ibn
'Arabî e Rûmî» . Numen: revista de
estudos e pesquisa da religião. 8 (1):
23-37
8. Abdul Rahman Jami nota:

‫ﻣﻦ ﭼﻪ ﮔﻮﯾﻢ وﺻﻒ آن‬


‫— ﻧﯿﺴﺖ ﭘﯿﻐﻤﺒﺮ‬ ‫ﻋﺎﻟﯽﺟﻨﺎب‬
‫وﻟﯽ دارد ﮐﺘﺎب‬

— ‫ﻣﺜﻨﻮی ﻣﻌﻨﻮی ﻣﻮﻟﻮی‬


‫ﻫﺴﺖ ﻗﺮآن در زﺑﺎن ﭘﻬﻠﻮی‬
O que posso dizer em
honra daquele grande
homem?
Ele não é um profeta mas
veio com um livro;
O Masnavi Espiritual de
Mowlavi
O Masnavi Espiritual de
Mowlavi

É o Corão na língua de
Pahlavi (Persa).

(Khawaja Abdul Hamid Irfani, "The


Sayings of Rumi and Iqbal", Bazm-e-
Rumi, 1976.)
Franklin Lewis, Rumi: Past and
Present, East and West – The Life,
Teachings, and Poetry of Jalal al-Din
Rumi, Oneworld Publications, 2000,
Capítulo 7.
Franklin Lewis, Rumi: Past and
Present, East and West – The Life,
Teachings, and Poetry of Jalal al-Din
Rumi, Oneworld Publications, 2000.

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