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O que é arrependimento?

“A palavra arrependimento na Bíblia é traduzida do termo hebraico


nachum, que significa “sentir-se triste”, “contristar-se”, e da palavra
shuwb que significa “mudar de direção”, “voltar-se”, “retornar”. O
“nascer de novo” implica em renunciar a velha vida de pecado,
reconhecer a necessidade de Deus, de Seu perdão e depender dEle
diariamente.”
A palavra arrependimento1 na Bíblia é traduzida do termo
hebraico nachum, que significa “sentir-se triste”, “contristar-se”, e da
palavra shuwb que significa “mudar de direção”, “voltar-se”, “retornar”. O
termo equivalente em grego é metaneo, e denota o conceito de “mudança
da mente”. Segundo o ensino bíblico o arrependimento é um estado de
profunda tristeza pelo pecado e implica em uma mudança de
comportamento. F. F Bruce define da seguinte maneira: “Arrependimento
(metanoia, ‘mudança da mente’) envolve o abandono do pecado e voltar-
se para Deus em contrição; o pecador arrependido está em condições
próprias para receber o perdão divino.”2
É Deus que em Seu infinito amor e bondade, através do Espírito Santo,
conduz o pecador ao arrependimento (Romanos 2:4; João 16:8). O amor
divino o atrai e ele compreende que Cristo morreu pelos seus pecados.
Dessa maneira seu coração é amaciado, pois entende que é unicamente
através da morte de Cristo que ele pode ser declarado justo, libertado da
culpa e da condenação. O texto bíblico afirma: “O que encobre as suas
transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa
alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13).q
O “nascer de novo” implica em renunciar a velha vida de pecado,
reconhecer a necessidade de Deus, de Seu perdão e depender dEle
diariamente. Ao receber a Cristo como Salvador pessoal e arrepender-se
de seus pecados a pessoa deve dar testemunho de sua fé em Jesus, o
que pode ser visto através dos frutos, ou fruto do Espírito (Mateus 7:20;
Gálatas 5:22).
A certeza que podemos ter é a de que todo aquele que se achegar à Cristo
com fé será recebido, acolhido, perdoado, justificado e salvo (Mateus
11:28; João 6:37; 1 João 1:9). Se na caminhada cristã ocorrer o pecado, é
preciso voltar-se para Deus em arrependimento e confissão: “Filhinhos
meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém
pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).
Fonte: Biblia.com.br
O que a Bíblia diz sobre o
arrependimento?
“Quem deve se arrepender? Como posso saber se pequei? O que é
preciso fazer para ser salvo? Como se sente Jesus quando o
pecador se arrepende?”
Quem deve se arrepender? Jesus declarou: “Eu não vim chamar justos,
mas pecadores, ao arrependimento” (Lucas 5:32).
O que a Bíblia instrui sobre a pregação do arrependimento para a remissão
dos pecados? “E que em seu nome se pregasse o arrependimento para
remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém”
(Lucas 24:47).
Como posso saber se pequei? A Bíblia diz em Romanos 3:20: “Porquanto
pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que
vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado.” Além disso, é revelado
que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).
Então, o que é preciso fazer para ser salvo? A Bíblia diz em Atos 2:38:
“Pedro então lhes respondeu: ‘Arrependei-vos, e cada um de vós seja
batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e
recebereis o dom do Espírito Santo’. Responderam eles: ‘Crê no Senhor
Jesus e serás salvo, tu e tua casa’” (Atos 16:31).
O arrependimento é um dom de Deus. A Bíblia diz em Romanos 2:4: “Ou
desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e
longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao
arrependimento?”
O arrependimento verdadeiro envolve o conceito de tristeza pelo pecado
cometido, abandono da prática pecaminosa, confissão e mudança de
mente. A história do rei Davi, de seu pecado de adultério e homicídio, de
sua confissão e transformação revela a natureza de tal arrependimento,
conforme ele registrou nos Salmos: “Confesso a minha iniqüidade;
entristeço-me por causa do meu pecado” (Salmos 38:18).
“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo
a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-
me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu
pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está
sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é
mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar
e puro no teu julgar. […] Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova
dentro de mim um espírito inabalável” (Salmos 51:1-4, 10).
O pecador sem esperança cai em uma tristeza desesperadora. No mesmo
contexto mencionado acima, enquanto Davi permanecia com os pecados
inconfessos, ele se encontrava em grande abatimento provocado pela sua
culpa silenciosa, conforme ele mesmo registrou após arrepender-
se: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos
meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite
sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio” (Salmos 32:3,
4).
Em contrapartida a contristação trabalhada pelo Espírito Santo possibilita
ao pecador o arrependimento para a salvação: “Porque a tristeza segundo
Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar” (2
Coríntios 7:10).
Como se sente Jesus quando o pecador se arrepende? A Bíblia diz em
Lucas 15:7: “Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um
pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não
necessitam de arrependimento.” (Adaptado de Bibleinfo.com).
Fonte: Biblia.com.br

Arrependimento de Deus
Se o arrependimento é derivado de um ato mau e Deus
conhece o fim desde o princípio, como explicar o fato de
Deus haver Se arrependido? (Gn 6:6 e 7).
Alberto R. Timm
A mesma palavra “arrependimento” (derivada do latim repoenitere) é
usada nas traduções da Bíblia para designar tanto comportamentos
humanos como atitudes divinas que são distintos em natureza, e que
foram expressos por palavras diferentes nas línguas originais das
Escrituras. O genuíno arrependimento humano para a salvação é descrito
pelos termos hebraico shubh e gregos metanoeo (verbo)
e metanoia (substantivo), que denotam uma mudança de mente,
envolvendo tristeza, completo abandono do pecado e um sincero retorno
a Deus.
Já o arrependimento divino é expresso através das palavras
hebraica naham e grega metamelomai, que não sugerem qualquer
mudança intrínseca na mente de Deus, “em quem não pode existir
variação ou sombra de mudança” (Tg 1:17), mas apenas uma alteração
em Sua atitude para as criaturas. Essa alteração é decorrente de uma
mudança radical no comportamento humano, que acaba impedindo o
recebimento por parte dos seres humanos de uma bênção divina que lhes
fora prometida ou de um castigo divino que lhes deveria sobrevir.
O próprio Deus advertiu o Seu povo da condicionalidade de Suas bênçãos
e de Seus castigos em Jeremias 18:7-10: “No momento em que Eu falar
acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir,
se tal nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu
me arrependerei do mal que pensava em fazer-lhe. E, no momento em
que um falar acerca de uma nação ou de um reino para o edificar e plantar,
se ele fizer o que é mal perante Mim e não der ouvidos à Minha voz, então,
Me arrependerei do bem que houvera dito lhe faria.”
Esse princípio é claramente ilustrado na experiência dos antediluvianos e
dos ninivitas. Em Gênesis 6:6 e 7 é dito que Deus “Se arrependeu” de ter
criado a raça humana, não porque Ele houvesse mudado, mas porque os
antediluvianos se haviam degenerado a tal ponto que a única solução para
eles seria a sua destruição (ver Gn 6:5). Por semelhante modo, Jonas 3:10
diz que “Deus Se arrependeu do mal que tinha dito” trazer aos ninivitas,
não porque Ele houvesse mudado, mas porque estes se converteram
completamente de seus maus caminhos (ver Jn 3:5-9).
Por outro lado, quando a Bíblia diz que Deus não é homem para que Se
arrependa (ver Nm 23:19; I Sm 15:29; Sl 110:4; Hb 6:17), ela está
descartando a possibilidade de haver qualquer mudança intrínseca na
pessoa de Deus, que O levasse a ser injusto e desleal em Seu
relacionamento com os seres humanos (ver Dt 7:9 e 10). Em outras
palavras, Deus é fiel e justo, e jamais deixará de recompensar as boas
ações e de punir os maus atos, bem como de reconhecer todas as
possíveis mudanças no comportamento humano.
Fonte: Sinais dos Tempos, abril de 1998, p. 29 (usado com permissão).