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RESUMO DE MATERIAIS COMPOSITOS

O QUE É UM MATERIAL COMPÓSITO?

A síntese de materiais compósitos consiste em misturar compostos de naturezas


distintas visando imprimir novas propriedades aos materiais. Por ser um material
multifásico, um compósito exibe além das propriedades inerentes de cada
constituinte, propriedades intermediárias decorrentes da formação de uma região
interfacial. As fases dos compósitos são chamadas de matriz – que pode ser
cerâmica, polimérica e metálica – e a fase dispersa – geralmente fibras ou
partículas que servem como carga.

Propriedades do compósito dependem:

 Das propriedades individuais da fase matriz e da fase dispersa;


 Da natureza da interface “fase matriz - fase dispersa”;
 Da “geometria”da fase dispersa.

As propriedades do compósito é uma função de fatores como a geometria da fase


dispersa, distribuição, orientação e também da compatibilidade interfacial entre os
constituintes da mistura. Ou seja, para que se forme um compósito é necessário
que haja afinidade entre os materiais que serão unidos. Por isso, é muito
importante conhecer as propriedades químicas e físicas dos diferentes materiais
envolvidos; mais especificamente as propriedades das interfaces dos constituintes
dos compósitos.
MATRIZES

 Finalidade da matriz em um material compósito:

- Transferência de esforços para a fase dispersa;

- Estabilidade dimensional (manter a geometria do esforço).

 Por que utilizar um compósito de matriz polimérica ao invés de metais?


- Peso (menor densidade)
- Maior facilidade de conformação
- Preço, muitas vezes.

POLÍMEROS

São macromoléculas compostas pela repetição de uma mesma unidade (meros).

Podem ser naturais (borracha, amido, celulose, proteínas) ou sintéticos


(sintetizados pelo homem).

Podem ser:

 Homopolímero: cadeia principal = único monômero (-A-A-A-A-A-)


 Copolímero: cadeia principal = dois monômeros (-A-B-A-B-A-B-)
 Terpolímero: cadeia principal = três monômeros (-A-B-C-A-B-C-)
A reação que forma os polímeros é chamada de polimerização.

Polimerização:

1)A polimerização pode ser de adição ou condensação.

a) Polímeros de adição

- durante a formação não ocorre perda de massa

b) Polímeros de condensação

- durante a formação ocorre perda de massa

O O O O

H N (CH2)6 N H + (CH2)4 C H N (CH2)6 N C (CH2)4 C OH + H2O


C
H H HO OH H H

2) Para que haja a polimerização, é preciso que o polímero possua grupos


funcionais reativos ou duplas reações reativas.

Grupos funcionais reativos

O O O O

H N (CH2)6 N H + C (CH2)4 C H N (CH2)6 N C (CH2)4 C OH + H2O

H H HO OH H H

hexametileno + ácido adípico sal de nylon 6,6 + água


diamina

Duplas ligações reativas

Esse n = grau de polimerização = número de


n CH2 = CH2 [ CH2 CH2 ] n meros (DP)  DP sempre > 2

etileno polietileno
MATRIZ POLIMÉRICA

São as mais utilizadas pelo fato de que esta matriz apresenta um custo menor
quando comparada a outros tipos de matrizes e tem fácil processo de fabricação,
apesar de possuir uma resistência inferior se comparada a matrizes metálicas e
cerâmicas.

Os materiais mais comumente utilizados como matriz são as resinas poliméricas.


Estas resinas podem ser classificadas como termorrígidas ou termoplásticas.

 TERMORRÍGIDAS OU TERMOFIXAS:

Nas primeiras, existem ligações químicas primárias covalentes entre as cadeias


poliméricas, as chamadas ligações cruzadas ou reticulações. Estas são formadas
durante o processo de cura, no qual, com o aquecimento, estas ligações se
formam de maneira irreversível. Ou seja, com o aumento da temperatura, o
material se degradará ao invés de fundir. Isso levará a degradação do material
antes que o mesmo modifique suas propriedades mecânicas. Por isso, as
matrizes poliméricas termorrígidas são materiais de difícil reciclagem após
terem adquirido seu formato final. Exemplos desse tipo de material são
poliésteres, resinas epóxi e fenólicas.

Em suma:

- monômeros líquidos

- solidificam-se com o aquecimento

- processo irreversível

 TERMOPLÁSTICAS:

Já as resinas termoplásticas, não possuem tais reticulações. Em termoplásticos, as


conexões são intramoleculares. Então, não há interações químicas entre as
moléculas, apenas interações físicas de forma linear.

Com o aumento da temperatura, as ligações secundárias existentes entre as


cadeias podem ser quebradas, possibilitando o amolecimento do material e a
obtenção de uma nova conformação. São possíveis de reciclagem já que
remodelam quando submetidos a uma combinação de pressão e temperatura.
Exemplos destes tipos de polímeros são: polietileno, polipropileno e nylon.

Em suma:

- sem pontos de reticulação

- fundem e se solidificam

- transformação física e reversível

- materiais fusíveis e solúveis


Degradação de Polímeros

* SUPERFICIAL: altera o aspecto visual do material

* ESTRUTURAL: altera as propriedades mecânicas, térmicas, elétricas, etc.

- degradação química destrutiva

- agentes químicos ou físicos

- modificação irreversível

- deterioração das propriedades

- aspecto visual

- na maioria das vezes são indesejáveis

- benéficas com rejeitos não recicláveis

CONCEITOS BÁSICOS:

 Massa Molar

Massa molar do polímero é uma distribuição daquilo que compõe o material.

Em geral, com o aumento da massa molar:


- aumenta a viscosidade
- formação de filmes
- ponto de amolecimento
- resistência à tração
- resistência ao impacto
- diminui a solubilidade

QUANDO FALAMOS DE POLÍMEROS TERMOPLÁSTICOS

Massa molar média de um polímero= massa molar de uma unidade de repetição x


n.

A influência da massa molar na cristalinidade: A distribuição de massa molar pode


afetar a organização (nível de cristalinidade) do material.

Materais com massa molar menor tendem a ser mais cristalinos, ou seja:
Aumento de massa = diminuição de cristalidade

AMORFO (maior massa) CRISTALINO (menor massa)

Obs: estrutura semi-cristalina  Não existe


estrutura 100% cristalina.
Funde-se com mais facilidade (à
menores temperaturas, devido ao
menor grau de organização)

Mais dúctil (essas cadeias tem maior Mais frágil (menor mobilidade)
mobilidade para deformarem-se)

Menor módulo de elasticidade (no Maior módulo de elasticidade (presença


amorfo, pela ausência de interações de interações intramoleculares)
intermoleculares, é mais fácil de
deformá-lo

Menor resistência e dureza, exatamente Maiores propriedades mecânicas em


pela ausência de ligações geral (resistência, dureza)
intramoleculares.

Maior resistência ao impacto (maior Menor resistência ao impacto (menor


mobilidade para distribuir a força mobilidade, não consegue distribuir essa
aplicada) força e fratura)

QUANDO FALAMOS DE POLÍMEROS TERMOFIXOS:


Não é possível uma medição de massa molar, e da distribuição de massa molar
desse sistema. Isso porque as cadeias estão interligadas.
Quanto à interações:
- Intramoleculares: Cadeia principal: covalente, ligações mais fortes de
macromoléculas.
- Intermoleculares: Segmentos de cadeias: ligações de Van der Walls e Ligações de
Hidrogênio.

Quanto à propriedades:

MATERIAIS TERMOFIXOS TENDEM A TER RESISTÊNCIA TÉRMICA E DUREZA


SUPERIOR AOS TERMOPLÁSTICOS.

- Conseguir deformar essa estrutura é muito mais difícil. Geralmente, o módulo de


elasticidade de um material termofixo é muito maior do que de um termoplástico.

- Para aumentar o módulo de elasticidade (aumentar fragilidade) de um termofixo,


aumenta-se a densidade de reticulação. Isso porque uma maior densidade de
reticulação implica em menor mobilidade das cadeias.

- Quanto maior o tamanho da massa molar, maior o tamanho da molécula e, em


geral, maior é a distância entre os retículos ( menor densidade de reticulação), e
mais dúctil é o material (diminui o módulo de elasticidade).

Revisando Módulo de elasticidade, deformação elástica e plástica


Módulo de elasticidade é a razão entre a tensão e a deformação na direção da
carga aplicada, sendo a máxima tensão que o material suporta sem sofrer
deformação permanente.

Deformação elástica: deformação reversível, desaparece quando a tensão é


removida

Deformação plástica: Deformação permanente. Ocorre pela aplicação de tensões


que ultrapassam o limite de elasticidade.

+ módulo de elasticidade = + frágil o material.

 Temperatura de transição vítrea(Tg)

É a temperatura na qual o a contribuição plástica passa a ser maior do que a


contribuição elástica
Entende-se por Tg a temperatura abaixo da qual um polímero amorfo se torna duro
e frágil (estado vítreo), e acima da qual o mesmo polímero é macio (estado
“borrachoso”).

Em termos experimentais, esta é a temperatura de aquecimento do material a


partir da qual este se torna um líquido viscoso e escoa. É, por isso, essencial
conhecer a temperatura de transição vítrea quando se pretende selecionar um
polímero amorfo para uma determinada aplicação.

MATERIAIS TERMOFIXOS TENDEM A TER RESISTÊNCIA TÉRMICA E DUREZA


SUPERIOR AOS TERMOPLÁSTICOS.

As mesmas considerações de massa molar para termofixos se aplicam aqui.

ATENÇÃO! MATRIZ ≠ RESINA POLIMÉRICA!!!

A matriz:

Em alguns compósitos, a matriz é responsável por diversas propriedades do


material:

Resistência a solventes ou água : Polaridade


Resistência térmica: Peso molecular, rigidez interna (aumento do peso molecular
resulta no aumento da maioria das propriedades térmicas)  aumento do peso
molecular dificulta processamento
O aumento do peso molecular melhora então as propriedades mecânicas, mas
dificulta o processamento (quanto mais viscoso o material, maior a força e temp
necessários para processá-lo).
Resinas termofixas dependem de dois processos:

1) Polimerização
2) Cura

** processo de cura: A cura de uma resina termorrígida é um processo bastante


complexo que pode ser definido como a mudança nas propriedades químicas e
físicas de uma determinada formulação resina/endurecedor. Estas mudanças
ocorrem irreversivelmente, por intermédio de reação química, usualmente
acompanhada pela ação de calor e sob condições variadas de pressão e vácuo.

Por ser uma reação exotérmica, inicialmente esse comportamento é caracterizado


pelo predomínio de uma queda na viscosidade, devido ao aumento da temperatura
interna da formulação. Logo após, tem início o aumento do seu peso molecular, ou
seja, inicia-se a reticulação, provocando um aumento na viscosidade.

O ponto de gel é uma mudança abrupta na viscosidade de uma solução contendo


um polímero. No ponto de gel, uma solução sofre gelificação, levando a uma
formação de gel, como refletido em uma perda de fluidez e na formação de uma
rede 3D.
Nesse processo, os catalisadores são essencialmente necessários para disparar e controlar a
velocidade das reações,

EXEMPLOS DE TERMORRIGIDAS:

RESINA POLIESTER

Entre os termorrígidos destacam-se as resinas poliésteres que são


preferencialmente reforçadas com fibras de vidro, devido ao seu baixo custo e uma
maior facilidade de sua produção. Algumas dessas resinas são: ortoftálica, isoftálica
e teraftálica. Dentre estas, a resina isoftálica, que apresenta boas propriedades
mecânicas, químicas e térmicas, poder ser destacada

RESINA FENÓLICA (Baquelite)

Outra resina bastante utilizada é a fenólica, que apresenta um alto desempenho


quando exposta a altas temperaturas, isto é, conserva suas propriedades em caso
de incêndio, por exemplo. Além disso, a resina fenólica apresenta menor refração
quando comparada com as resinas poliésteres.

-Alta estabilidade térmica, até 250 Celsius em compósitos, com picos de até 400
Celsius;

-Alta resistência elétrica;

-Boa adesão;

-Alta resistência mecânica;

-Baixa resistência ao impacto.


RESINA EPÓXI

A resina epóxi também muito utilizada por apresentar alta resistência à umidade e
a altas temperaturas, boa adesão com as fibras de vidro e baixa retração, quando
comparada com as resinas poliéster e éster vinílicas. O processo de cura da resina
epóxi pode ocorrer em temperatura ambiente ou em temperaturas elevadas.

RESINA VINILICA

Por fim, tem-se a resina éster vinílica


derivada do componente da resina epóxi.
O compósito fabricado com resinas éster
vinílicas tem, em geral um desempenho
melhor que as resinas poliéster isoftálicas,
pois apresenta uma maior resistência
mecânica quando exposto a altas
temperaturas. Além disso, a resina éster
vinílica possui uma boa resistência a
ataques químicos e é um material de alta
dureza.
POLIURETANO

-Estrutura tridimensional formada pela reação de um poliol com diisocianato;

-A relação estequiométrica pode ser definida através do KOH do poliol;

-Versatilidade de formulações, variando cargas, aditivos e relação estequiométrica;

-Alta resistência ao Impacto.

TERMOPLASTICAS:

REFORÇO

NOS COMPÓSITOS AS FIBRAS SÃO AS


PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS PELA
RESISTÊNCIA ÀS CARGAS. - A MATRIZ
ADERIDA E ENVOLVENTE MANTÉM AS
FIBRAS NO LOCAL DESEJADO
GARANTINDO SUA ORIENTAÇÃO, E
TRANSFERINDO AS CARGAS ENTRE AS FIBRAS, E AINDA AS PROTEGE DE
DANOS CAUSADOS POR INTEMPÉRIES, UMIDADE E AGENTES QUÍMICOS.

Características desejáveis para as fases:

• não sejam miscíveis; • compatíveis quimicamente; • separadas por uma interface


distinta; • propriedades mecânicas complementares; • propriedades finais do
compósito como função (mais ou menos linear) das propriedades dos constituintes.

REFORÇO COM FIBRAS


A classe dos compósitos reforçados com fibras é a classe de compósitos que mais
tem aumentado de importância e de volume de produção.

A vantagem de inserção de fibras é decorrente da sua baixa densidade, alta


resistência mecânica e elevado módulo de elasticidade, aliados à baixa densidade
da matriz.

Compósitos reforçados com fibras requerem uma adesão moderada entre matriz e
fibra: Uma alta adesão entre as
duas fases confere boa resistência
mecânica pela transferência
eficiente de carga da matriz para as
fibras, porém o material torna-se
frágil. Uma baixa adesão resulta em
baixa resistência mecânica, mas a
energia absorvida na fratura
aumenta por dissipação de energia durante o processo de descolamento da fibra.

FIBRAS DE VIDRO

Vantagens: Elevada resistência à tração e compressão; • Baixo custo relativamente


às outras fibras; • Elevada resistência química; • Elevada resistência ao fogo; •
Boas propriedades de isolamento acústico, térmico e eléctrico; • Leve (sendo até
80% mais leve que o aço); • Facilmente reparável quando danificado.

Desvantagens: Módulo de elasticidade reduzido; • Elevada massa específica; •


Sensibilidade à abrasão; • Sensibilidade a temperaturas elevadas; • Baixa
resistência à fadiga.

 Mais comum de todos os tipos de reforços fibrosos;

 Baixo custo;

 Alta resistência à tração;

 Alta resistência a ataques químicos;

 Excelentes propriedades de isolação;

 Baixo módulo de tração;

 Relativamente baixa resistência à fadiga; e

 Alta dureza.

FIBRAS DE CARBONO

As fibras de carbono são caracterizadas por uma combinação de baixo peso próprio,
alta resistência, alta rigidez, facilidade de assumir diferentes formas e grande
durabilidade. Este é um tipo de material baseado nas fortes ligações carbono-
carbono e na leveza do átomo de carbono. A sua alta resistência e alto módulo de
elasticidade. Uma característica importante na utilização dessa fibra é fundamental:
ela não sofre corrosão, talvez seja esse a maior vantagem desta sobre os metais,
que por vez ou outra sofrem oxidação.

Material de fibra de alto desempenho, sendo o material de reforço mais utilizado


com matrizes poliméricas. • fibra que possui os maiores módulos específicos e
maiores resistências específicas dentre todos os materiais de reforço como fibra. •
mantém seus elevados módulos de tração e resistência em temperaturas elevadas.
• em temperatura ambiente não é afetado pela umidade, uma variedade de
solventes, ácidos e bases. • processo de fabricação de boa relação custo-benefício.

 Mais leve do que a fibra de vidro (< 2,0 g/cm3);

 Disponível comercialmente em uma variedade

de módulos de tração;

 Desistências à tração e à compressão mais alta do que a fibra

de vidro;

 Coeficiente de expansão térmica desprezível;

 Alto módulo, altas resistências mecânica e térmica.

FIBRAS NATURAIS

A princípio as fibras naturais apresentaram poucas vantagens, pois geralmente às


propriedades mecânicas são pioradas ou se mantêm quase inalteradas. Contudo, o
apelo comercial venceu em vista dos baixos custos destas fibras, que são
originárias de fontes renováveis e inesgotáveis, por possuírem baixa densidade,
menor abrasão causada nas máquinas de processamento e também por terem a
capacidade de boa adesão à matriz e o uso destas fibras em compósitos estruturais
tem crescido no setor industrial.

Algumas vantagens: • uma carga de material reciclável, • material de baixo custo,


não tóxico, • material de baixa densidade, • facilidade de obtenção e manuseio, •
baixa abrasividade, • biodegradáveis.

Alguns desvantagens: • alta absorção de umidade, • variação elevada em suas


propriedades (fibras de mesma espécie) • baixa resistência a microorganismos •
baixa estabilidade térmica
CONCEITOS MAIS GERAIS SOBRE REFORÇOS:

(Função primária): principal responsável pela resistência às solicitações mecânicas


dos compósitos!!!!

Funções secundárias:

-Redução de custos;

-Redução de peso de estruturas;

-Melhoria de propriedades físico-químicas;

-Processabilidade.

FIBRAS

Fatores dimensionais: razão de aspecto, fibras longas e fibras curtas.

Distribuição: aleatória e unidirecionais.

Razão de aspecto é a razão entre o comprimento e o diâmetro da fibra

+ razão de aspecto = + área superficial entre as fases = + fácil é transferir a carga


da matriz para o reforço = + propriedades mecânicas.

Podem ser classificadas em fibras curtas ou fibras longas

 Fibras curtas

-Quase isotrópico;

-Custo inferior às fibras longas;

-Resistências mecânicas inferiores aos compósitos de fibras


contínuas.

* Principais fatores de infuência:

- Razão de aspecto;
- Razão volumétrica fibra/matriz;
- Distribuição.

* Desvantagens:
- Concentração de tensão das extremidades das fibras;
- Comportamento mecânico;
- Alinhamento de fibras em processo de injeção.

* Vantagens:
- Custo;
- Comportamento quase isotrópico (as propriedades mecânicas são iguais independente
da direção onde se aplica a carga)

 Fibras longas

- Alta razão de aspecto;

- Distribuição aleatória ou direcionada (unidirecional e multidirecional);

- Ortotropia (simetria do corpo em relação aos três eixos principais) e isotropia transversal
(Característica inerente à materiais ortotrópicos, os quais apresentam isotropia em relação à
dois eixos principais. Exemplo: lâmina unidirecional em relação às direções 1 e 2);

- Alta resistência mecânica, maior participação das fibras no comportamento.

ADESÃO

A adesão fibra/matriz nesses materiais compósitos pode se dar por: encaixe


mecânico das cadeias da matriz polimérica em rugosidades existentes na superfície
da fibra, atração eletrostática, forças de van der Waals ou formação de ligações
químicas mais fortes .

Uma forte ligação na interface fibra/matriz é importante para uma eficiente


transferência da carga aplicada sobre a matriz para as fibras, o que acarreta em um
aumento da resistência do material compósito. As fibras, responsáveis por
suportarem a maior parte da carga aplicada, são mais resistentes que a matriz. Sob
a aplicação de uma tensão, a ligação fibra-matriz cessa nas extremidades da fibra .

Entretanto, para que exista uma boa interação na interface fibra/matriz são
necessários grupos funcionais atuando na região interfacial, ou seja, sítios ativos
ácido-base de Lewis. A força de adesão existente em uma interface é dada pelo
trabalho termodinâmico de adesão que está relacionado à energia de superfície da
fibra e da matriz.

Obs: uma interface é uma região de descontinuidade. É muito difícil conseguir


analisar a interface em si.

 Modelos de adesão

MODELO QUÍMICO DE ADESÃO

Ligações covalentes entre a fase dispersa e a matriz.


 Adesão por encimagem

Material de encimagem é um material que tem interações tanto com a fibra quanto
com a matriz. Assim, eu garanto que a fibra está quimicamente aderida ao material
de encimagem, que está quimicamente aderido à matriz.

 Estrutura da matriz e da fibra

- Fibras e matrizes que apresentam estrutura e composição química que possibilita


interações químicas.

-Fibras naturais, por exemplo, podem conter hidroxilas na sua superfície, fazendo
com que o NCO reaja com os OH da fibra, formando ligações covalentes, o que
auxilia na melhor interação entre matriz e fibra.

MODELO MECÂNICO DE ADESÃO

Uma das formas de melhorar a adesão de polipropileno, por exemplo, é


aumentando a rugosidade superficial do material

+ rugosidade =+ adesão

MODELO ELETROSTÁTICO DE ADESÃO

- Dupla camada elétrica

- Diferença de potencial entre as fases (entre matriz e reforço)

- Forma-se um campo elétrico entre as cargas e existe uma interação

- A adesão vai acontecer pela dupla camada

- Uma fase carregada positivamente, e a outra carregada negativamente.

MODELO DE INTERDIFUSÃO

Propõe que acontece uma penetração de moléculas de uma fase na fase vizinha

MODELO DE REPIAÇÃO
Obs: Para interdifusão e repiação, os materiais devem ser amorfos (?). Os
materiais precisam estar acima da transição vítrea (mobilidade das moléculas)

MODELO DE ADESÃO POR POLARIZAÇÃO

-Van der Walls

- Dipolo dipolo

-Induzidas (dipolo induzida)

- Dispersivas

- Repulsão

EX: um modo de melhorar a adesão de um material é oxidando a superfície (causa


polaridade da superfície, e assim possibilita a adesão por polarização)

***NA PRÁTICA, TODOS ESSES MODELOS CITADOS ATUAM DE MODO


CONCOMITANTE

 Termodinâmica da adesão

Um monte de conta em relação a determinação de energia termodinâmica,


tomando como análise o ângulo de contato da gota. PRECISA?