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PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS – CESPE

1 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 6ª Região/2002) - O princípio da publicidade


dos atos administrativos tem íntima correlação com o direito à informação, sendo o habeas
data o instrumento processual adequado para a obtenção de informações relativas aos
processos de interesse público ou coletivo cuja divulgação esteja sendo obstada.

2 (Juiz Substituto – TJBA/2002) - A administração pública, como atividade regida pelo direito, é
sujeita a regras e princípios, como os da moralidade, da legalidade e da publicidade, entre
outros; os princípios reitores da atividade administrativa pública podem decorrer da
Constituição ou do ordenamento infraconstitucional e podem estar previstos normativamente
de maneira explícita ou podem encontrar- se implícitos na ordem jurídica.

3 (Juiz Substituto – TJBA/2002) - A correta observância do princípio da legalidade no âmbito da


administração pública consiste essencialmente na ausência de oposição dos atos
administrativos à lei.

4 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - O princípio da eficiência relaciona-se com o


modo de atuação do agente e com o modo de organização e estruturação da administração
pública, aspectos cujo conteúdo identifica-se com a obtenção de melhores resultados na
relação custo versus benefícios e com o satisfatório atendimento das necessidades do
administrado.

5 (Juiz Substituto – TJSE/2004) - A obrigação dos órgãos públicos de permitir o acesso de


particulares a informações de seu interesse particular materializa, no texto constitucional
brasileiro, um dos aspectos do princípio da publicidade.

6 (Juiz Federal Substituto – TRF/5ª Região – 2004) - Considere a seguinte situação hipotética.
Um estabelecimento comercial possuía alvará para funcionar como empresa revendedora de
motocicletas, mas atuava também como prestadora de serviços mecânicos para esse tipo de
veículo. O órgão administrativo competente, durante fiscalização, constatou a irregularidade e
interditou a empresa, a fim de impedir o funcionamento da revendedora, além de multá-la
pela atividade não-autorizada. Nessa situação, o poder público feriu específica e
exclusivamente o princípio da finalidade, uma vez que foi além do necessário para a aplicação
da lei e para a satisfação do interesse público.

7 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) - A respeito dos princípios


administrativos, julgue os itens subseqüentes.
A. A vedação de aplicação retroativa de nova interpretação de norma administrativa
encontra-se consagrada no ordenamento jurídico pátrio e decorre do princípio da segurança
jurídica.
B. O princípio da legalidade pode ser afastado ante o princípio da supremacia do interesse
público, especialmente nas hipóteses de exercício de poder de polícia.
C. Regras relativas a impedimentos e suspeições s ão aplicadas a servidores públicos como
corolário do princípio da impessoalidade.
D. A revogabilidade dos atos administrativos, derivada do princípio da autotutela, comporta
hipóteses em que a revogação não é possível.

8 (Procurador do Estado de Roraima – 2004) - A administração pública direta dos estados


obedecerá aos princípios de legalidade, de impessoalidade, de moralidade e de publicidade,
mas o princípio de eficiência ainda não se encontra previsto expressamente na Constituição da
República.

9 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - A legalidade, a


impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência constituem princípios expressos do
direito administrativo brasileiro.
10 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/AL – 2004) - Lançando mão do conceito
de administração pública em seu sentido orgânico, isto é, no sentido de conjunto de órgãos e
pessoas destinado ao exercício da totalidade da ação executiva do Estado, a Constituição
Federal positivou os princípios gerais norteadores da totalidade de funções, considerando
todos os entes que integram a Federação brasileira (União, estados, Distrito Federal e
municípios).
Assim, os princípios inerentes à administração pública são aqueles expostos no art. 37 da
Constituição Federal. Alguns foram positivados de forma expressa, e outros, de forma
implícita ou tácita. Acerca do assunto abordado no texto acima, julgue os itens subseqüentes.

A. O princípio da legalidade está definido na Constituição Federal quando esta declara que
ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.
B. O princípio ou regra de moralidade da administração pública pode ser definido como aquele
que determina que os atos realizados pela administração pública, ou por ela delegados, são
imputáveis não ao funcionário que os pratica, mas ao órgão ou entidade administrativa em
nome do qual age o funcionário.
C. A publicidade é um requisito de forma do ato administrativo, e não, de moralidade.
D. De maneira geral, eficiência significa fazer acontecer com racionalidade, o que implica
medir os custos que a satisfação das necessidades públicas importam em relação ao grau de
utilidade alcançado. Assim, o princípio da eficiência orienta a atividade administrativa no
sentido de se conseguirem os melhores resultados com os meios escassos de que se dispõe e
a menor custo. Rege-se, pois, pela regra de consecução do maior benefício com o menor custo
possível.

11 (Assistente Técnico de Informática e Administração - TCE/PE - 2004) - A exigência


constitucional de concurso público para acesso aos cargos e empregos públicos tem
fundamento no princípio constitucional da moralidade, mas, juridicamente, não tem relação
com o princípio da igualdade.
12 (Assistente Técnico de Informática e Administração - TCE/PE - 2004) - O princípio da
publicidade exige que os atos do poder público sejam levados ao conhecimento da sociedade,
mas essa necessidade é afastada sempre que o administrador entender que a publicação pode
ser prejudicial aos interesses do órgão ou ente público e registrar por escrito suas razões.
13 (Auditor do Estado – ES/2004) - Um dos princípios regentes da atividade administrativa
estatal é a supremacia do interesse público sobre o privado. Segundo esse princípio, há uma
desigualdade jurídica entre a administração pública e o particular administrado, com vistas à
prevalência do interesse da coletividade.

14 (Auditor do Estado – Direito - ES/2004) - O princípio da publicidade, basilar do estado de


direito e fundamento da administração pública brasileira, determina que toda e qualquer
ingerência estatal deverá ser publicada em órgão oficial, sob pena de malferimento ao
referido preceito.

15 (Promotor de Justiça – MP / MT – 2005) -Não é juridicamente possível, com fundamento no


princípio da proporcionalidade, a invalidação de atos administrativos praticados no exercício
do poder discricionário.

(Juiz Substituto – TJBA – 2005) - No atinente aos princípios da administração pública, julgue os
itens que se seguem.

16 O princípio da proporcionalidade é hoje amplamente reconhecido pela doutrina e pela


jurisprudência brasileiras como um dos que regem a atividade administrativa, conquanto
remanesça como princípio implícito no ordenamento jurídico positivo do país.

17 De acordo com a Constituição da República, os atos dos agentes públicos geram


responsabilidade objetiva para o Estado e não para a pessoa deles próprios, a não ser na
hipótese de o poder público comprovar a ocorrência de dolo ou culpa, em ação regressiva.
Essa imputação dos atos do agente público ao Estado representa a concretização do princípio
da impessoalidade, consoante uma de suas concepções teóricas.

18 Como decorrência do princípio constitucional da publicidade, a Constituição de 1988


assegura a qualquer cidadão obter certidão para a defesa de direito e para o esclarecimento
de situação de interesse pessoal. No caso, porém, de o cidadão desejar a defesa de interesse
coletivo ou difuso, não terá direito à certidão, mas, sim, o direito de representação ao
Ministério Público para que este, como representante da sociedade em juízo, providencie os
elementos necessários àquela defesa e promova as ações adequadas, se for o caso.

19 A moralidade administrativa possui conteúdo específico, que não coincide,


necessariamente, com a moral comum da sociedade, em determinado momento histórico;
não obstante, determinados comportamentos administrativos ofensivos à moral comum
podem ensejar a invalidação do ato, por afronta concomitante à moralidade administrativa.
GABARITO:

1. E
2. C
3. E
4. C
5. C
6. E
7. CECC
8. E
9. C
10. CEEC
11. E
12. E
13. C
14. E
15. E
16. E
17. C
18. E
19. C
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - CESPE

(PROCURADOR INSS/1998)
1 As sociedades de economia mista somente podem ser criadas por meio de lei específica,
apesar de tais entes serem sempre criados sob a forma de pessoa jurídica de direito privado.
2 Fica sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório a sentença que julgar procedente o
pedido deduzido em ação em que a fundação pública federal figure como ré.
3 Uma empresa pública é constituída de capital exclusivamente público, embora esse capital
possa pertencer a mais de um ente.
4 Considerando que as empresa públicas e as sociedades de economia mista sujeitam-se ao
regime jurídico próprio das empresas privadas, tais entes não estão obrigados a contratar
obras, compras e serviços mediante licitação pública.

(FISCAL DO INSS/1998)
5 As autarquias caracterizam-se pelo desempenho de atividades tipicamente estatais.
6 As autarquias caracterizam-se por serem entidades dotadas de personalidade jurídica de
direito público.
7 As autarquias caracterizam-se por beneficiarem-se dos mesmos prazos processuais
aplicáveis à administração pública centralizada.
8 As autarquias caracterizam-se como órgãos prestadores de serviços públicos dotados de
autonomia administrativa.
9 As autarquias caracterizam-se por integrarem a administração pública centralizada.

10 (AGENTE DA PF/2000) A administração pública direta é integrada por pessoas jurídicas de


direito público, tais com a União, os ministérios e as secretarias, enquanto a administração
indireta é integrada tanto por pessoas jurídicas de direito público, como as autarquias e as
empresas públicas, quanto por pessoas jurídicas de direito privado, como as sociedades de
economia mista.

(ADVOGADO DA CEB/2000) - As empresas públicas e as sociedades de economia mista:


11 somente poderão ser instituídas após a edição de lei específica.
12 vinculadas à administração pública federal possuem foro privilegiado na justiça federal.
13 deverão ser registradas em cartórios de pessoas jurídicas ou em juntas comerciais para
poderem adquirir personalidade jurídica.
14 (DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO/2001) O prefeito municipal de um pequeno município
interiorano resolveu organizar a prestação do serviço público municipal de coleta do lixo
urbano.
A empresa pública eventualmente criada para a referida finalidade teria personalidade
jurídica de direito público e gozaria das vantagens próprias da fazenda pública.

15 (FISCAL DO INSS/2001) O atraso reprovável do INSS em pagar dívida para com segurado
não pode levar à penhora dos bens do Instituto como meio de satisfação forçada do direito
do credor.

16 (Analista Judiciário – Área judiciária – STJ/99) - Ao criar um número maior de ministério –


órgão da administração pública direta, desprovidos de personalidade jurídica – , o poder
público estará implementando, nos respectivos setores, a desconcentração administrativa.
Ademais, ao criar entes públicos para a realização de determinadas atividades estatais,
dotados de personalidade jurídica própria investidos dos necessários poderes de
administração, estará implantando a descentralização administrativa.

17 (Analista Judiciário – Área judiciária – STJ/99) -As sociedades de economia mista e as


empresas públicas, integrantes da estrutura da administração pública indireta, são
desprovidas de privilégios fiscais. Inseridos no mercado nacional, esses entes contratam
livremente, independentemente de licitação, embora devam prestar contas anualmente ao
Tribunal de Contas da União

18 (Juiz Substituto – PE/2000) -Quanto à organização administrativa do Estado brasileiro,


assinale a opção correta.

(A) Autarquia são entes de direito público com finalidade essencialmente administrativa e
hierarquicamente subordinados à pessoa jurídica que os criou.
(B) Na vigente redação do texto constitucional, todo o pessoal das autarquias deve
necessariamente ser admitido sob o regime da legislação trabalhista.
(C) Os órgãos públicos, por não terem personalidade jurídica, não podem estabelecer
relações jurídicas com os particulares nem podem, diretamente, acionar o Poder Judiciário.
(D) As empresas estatais são entes criados por meio do mecanismo denominado, em direto
administrativo, descentralização administrativa; os entes, como essas empresas, diferem dos
órgãos públicos, entre outras razões, por possuírem personalidade jurídica, ao contrário
destes.
(E) Uma vez que os entes da administração pública não perdem seu caráter de auxiliares do
Estado, a administração central mantém hierarquia sobre eles e, portanto, poder disciplinar
sobre seus agentes.
19 (Atendente Judiciário TJ BA 2003) Uma autarquia de um estado-membro da Federação
ingressou com ação no tribunal de justiça do respectivo estado, requerendo a propriedade
das terras de determinada área, ante a ocupação mansa e pacífica por mais de vinte anos.
Ocorreu, todavia, que se tratava de terreno pertencente a área demarcada, por meio de
decreto do presidente da República, como terra tradicionalmente ocupada por uma tribo
indígena. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes.
Tratando-se o autor da ação de entidade autárquica instituída por estado-membro da
Federação, detentora de personalidade jurídica de direito público, a Constituição da
República somente admite o seu ingresso em juízo mediante autorização constante de lei
estadual específica.

20 (Atendente Judiciário TJ BA 2003) Administração indireta, também denominada


administração descentralizada, decorre da transferência, pelo poder público, da titularidade
ou execução do serviço público ou de utilidade pública, por outorga ou delegação.

21 (Oficial de Justiça de 3ª Entrância – TJ PE/2001) - Acerca da organização administrativa,


assinale a opção incorreta.
A A criação de órgãos pela administração pública é fenômeno relacionado à desconcentração
administrativa.
B Os órgãos independentes, de que é exemplo o TJPE, não possuem personalidade jurídica
própria.
C Empresas públicas e autarquias são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito
público interno.
D Autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista
integram a administração pública indireta.
E Empresas públicas distinguem-se das sociedades de economia mista, entre
outros aspectos, porque, nas primeiras, o capital social que as criou é
exclusivamente estatal, ao passo que, nas últimas, admite-se participação de
particulares em seu capital social.

22 (Assistente Judiciário de 1ª Entrância – TJ PE/2001) -Personalidade jurídica de direito


privado, necessidade de lei autorizativa específica para a sua criação e capital social
exclusivamente estatal são características das:

A) autarquias.
B) empresas públicas.
C) sociedades de economia mista.
D) fundações públicas.
E) entidades que integram a administração pública direta.
23 (Assistente Judiciário de 1ª Entrância – TJ PE/2001) - Caso um empregado de empresa
pública do estado de Pernambuco decida propor ação contra seu empregador para reclamar
salário não-pago, será competente para julgar essa ação o(a)

A) justiça do trabalho.
B) justiça comum estadual em vara cível.
C) justiça comum estadual em vara da fazenda pública.
D) justiça federal de primeiro grau.
E) TJPE.

24 (Oficial de Justiça de 2ª Entrância – TJ PE/2001) - O governo do estado de Pernambuco


decidiu criar entidade para a captação de poupança popular com vistas ao financiamento de
moradia para a população de baixa renda. Essa entidade teria as seguintes características:
controle estatal, forma de sociedade anônima, personalidade jurídica de direito privado e
participação minoritária de particulares em seu capital social. Nessa situação hipotética, a
entidade a ser criada pelo governo estadual será um(a)

A) sociedade de economia mista.


B) autarquia.
C) organização social.
D) órgão independente.
E) empresa pública.

25 (Assistente Judiciário de 2ª Entrância – TJ PE/2001) - A existência de personalidade


jurídica própria de direito público, criação por lei específica e o desempenho de atividades
típicas de Estado são algumas das características de
um(a):

A) autarquia.
B) fundação pública.
C) sociedade de economia mista.
D) órgão independente.
E) órgão autônomo.

26 (Escrivão -TJ RR/2001) -As expressões descentralização e desconcentração são utilizadas


para significar o mesmo fenômeno — a distribuição de competências de uma para outra
pessoa, física ou jurídica.

27 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TST/2003) Delegação e descentralização,


juridicamente, têm o mesmo sentido: transferência, pelo poder público, da titularidade ou da
execução da atividade para outras entidades. Dessa forma, a administração indireta
corresponde à prestação descentralizada das funções estatais e compreende as autarquias,
as fundações instituídas pelo poder público, as sociedades de economia mista, as empresas
públicas e as concessionárias e permissionárias de serviço público.

28 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TST/2003) As sociedades de economia mista


que explorem atividades econômicas vinculam-se ao regime jurídico próprio das empresas
privadas, inclusive quanto a direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários,
estando sujeitas à falência.

(Fiscal de Contribuições Previdenciárias – INSS/1997) - Quanto à estrutura da


administração pública federal, julgue os itens a seguir.

29 Embora seja pessoa jurídica de direito privado, a empresa pública federal caracteriza-se
por ser composta apenas por capital público.

30 Ao contrário das entidades da administração pública indireta, os órgãos da administração


pública direta têm personalidade jurídica de direito público.

31 fato de as sociedades de economia mista qualificarem-se como pessoas jurídicas de


direito privado torna desnecessário que as mesmas sejam criadas por lei específica.

32 No direito administrativo brasileiro, autarquia conceitua-se como um patrimônio público


dotado de personalidade jurídica para a consecução de finalidade especificada em lei.

33 A autarquia é concebida como pessoa jurídica destinada ao desenvolvimento de atividade


econômica pelo Estado, de modo descentralizado.

34 (Defensor Público de 4ª Classe – Amazonas/2003) - A administração indireta federal é


composta tanto por pessoas jurídicas de direito público quanto por pessoas jurídicas de
direito privado.

35 (Juiz Substituto – TJBA/2002) -A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) é


empresa pública federal; isso significa que ela poderia ter qualquer forma societária,
inclusive a de “sociedade unipessoal”, o que é vedado para as sociedades de economia mista;
por outro lado, se agência da ECT for alvo de roubo, a ação penal deverá ser promovida pelo
MPF, perante a justiça federal.

36 (Procurador TCE RN/2002) A EC n.º 19/ 1998 realizou significativa modificação conceitual
no regime jurídico das empresas públicas e das sociedades de economia mista que exploram
atividade econômica, sujeitando- as ao regime jurídico próprio das empresas privadas. A
respeito dessas empresas estatais, julgue o seguinte item.
Em razão de sua natureza privada, essas empresas não possuem privilégios de qualquer
espécie, inclusive foro ou juízo privilegiado. Isso não significa que não possam ter os
privilégios que a lei autorizadora de sua instituição, ou outra, outorgar- lhes, mesmo que se
trate de privilégios fiscais não- extensivos às empresas do setor privado.
(Agente da polícia Federal/1997) - Acerca dos mecanismos de organização administrativa,
julgue os seguintes itens.
37 Sabendo que o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), que tem a natureza
de empresa pública, foi criado porque a União concluiu que lhe conviria criar uma pessoa
jurídica especializada para atuar na área de informática, é correto afirmar que a União
praticou, nesse caso, descentralização administrativa
38 Tendo o Departamento de Polícia Federal (DPF) criado, nos estados da Federação,
Superintendências Regionais (SRS/DPF),é correto afirmar que o DPF praticou a
desconcentração administrativa.
39 O Ministério Público Federal é órgão da União sem personalidade jurídica; possui
portanto, natureza autárquica.

40 As pessoas jurídicas integrantes da administração pública indireta constituem um produto


do mecanismo da desconcentração administrativa.

41 Tanto na descentralização quanto na desconcentração, mantém-se relação de hierarquia


entre o Estado e os órgãos e pessoas Jurídicas dela surgida.

(Analista legislativo àrea VIII – Câmara dos Deputados/2002) -Acerca das fundações, julgue os
itens abaixo.

42 As fundações mantidas pelo poder público têm dotação patrimonial inteiramente pública.

43 Somente mediante autorização expressa de lei, poderá o poder público criar fundações
públicas com personalidade jurídica de direito privado, em vista da aplicação de normas de
direito público.

44 As fundações instituídas pelo poder público terão capacidade de auto- administração, mas
estarão sujeitas ao controle administrativo por parte da administração direta.

45 Só será permitida a criação de sociedades de economia mista e empresas públicas,


exploradoras de atividade econômica, quando necessário para atender a imperativos da
segurança nacional ou a relevante interesse coletivo.

46 (Atendente Judiciário TJ BA 2003) A administração pública é formada pelo conjunto de


órgãos instituídos para a consecução dos objetivos do governo, dotada de personalidade
jurídica de direito público e incumbida da realização das atividades que reflitam o interesse
de toda a coletividade.

47 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - O controle das empresas estatais cabe ao


ministério a que estiverem vinculadas e se materializa sob a forma de supervisão, estando
previstos, ainda, na Constituição Federal de 1988, outros instrumentos de controle que são
aplicados de acordo com as condições nela estabelecidas.
48 C (Juiz Substituto – TJSE/2004) - O patrimônio das autarquias vinculado às suas finalidades
essenciais ou as delas decorrentes goza da imunidade tributária recíproca, prevista na
Constituição da República.

(Juiz Federal Substituto – TRF/5ª Região – 2004) - Acerca das autarquias e agências, julgue os
itens a seguir.
49 Em virtude da relação de supervisão exercida pelos ministérios sobre as autarquias que
lhes são vinculadas, é juridicamente cabível a interposição de recurso administrativo próprio,
destinado ao ministro de Estado respectivo, contra ato de prepostos daqueles entes
públicos.
50 As agências executivas têm natureza essencialmente operacional, de maneira que não
lhes compete exercer a fiscalização de pessoas, bens e atividades, porquanto, considerando
o universo das agências, essa competência é exclusiva das agências reguladoras. De acordo
com a doutrina, as agências executivas constituem importante inovação na organização do
Estado, criadas que foram com a finalidade de realizar o princípio constitucional da eficiência.

51 (Perito Criminal Federal – PF/2004 – Regional - adaptada) - Amanda, ocupante de cargo


público lotado no Departamento de Polícia Federal (DPF), foi condenada
administrativamente à penalidade de advertência por, no recinto da repartição, ter dirigido
impropérios a um colega de trabalho.
Com referência à situação hipotética apresentada acima e considerando que o DPF é um
órgão do Ministério da Justiça (MJ), julgue o item a seguir.
O DPF integra a administração indireta da União.

(Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) - A respeito da administração


pública, julgue os seguintes itens.

52 O poder público pode criar empresa pública unipessoal.

53 Toda sociedade em que o Estado tenha participação acionária integra a administração


indireta.

54 Descentralização é a distribuição de competências de uma pessoa para outra, física ou


jurídica, e difere da desconcentração pelo fato de ser esta uma distribuição interna de
competências , ou seja, uma distribuição de competências dentro da mesma pessoa jurídica.

55 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - Com relação à organização administrativa,


assinale a opção correta.
A. No direito brasileiro, as agências reguladoras são autarquias sob regime especial, o qual se
caracteriza pela independência administrativa, pela autonomia financeira e pelo poder
normativo dessas agências.
B. A instituição de autarquias ocorre por meio de decreto, o qual aprova o regulamento ou
estatuto da entidade e transfere os bens que compõem seu patrimônio inicial.
C. As fundações criadas pela administração pública com personalidade jurídica de direito
privado são submetidas exclusivamente ao regime jurídico privado.
D. As sociedades de economia mista e as empresas públicas têm em comum a sua criação
por lei.
E. Nos termos da Constituição Federal, a extinção de uma empresa pública, matéria privativa
do chefe do Poder Executivo, é feita por meio de ato do Poder Executivo.

56 (Consultor Jurídico - SETEPS/PA – 2004) - Considerando a SPA como sendo uma sociedade
de economia mista do estado do Pará, julgue os seguintes itens.
A. Para prestar serviços públicos, a SPA não precisa estabelecer contrato de concessão com a
administração, pois as competências dessa pessoa jurídica são definidas em lei.
B. Apesar de ser uma pessoa jurídica de direito privado, a SPA está sujeita à obrigação de
contratar empregados mediante concurso público.

57 (Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO/2004) - Com referência à organização


administrativa da União, julgue os itens a seguir.

A. Considere a seguinte situação hipotética. A diretoria do SERPRO, após avaliar a


oportunidade de atuação no segmento de segurança digital, concluiu que havia as seguintes
opções: criar uma nova subsidiária ou participar como acionista em uma empresa privada,
mas sem deter o controle acionário.
Nessa situação, a direção do SERPRO dependerá de autorização legislativa tão-somente para
a criação da subsidiária.
B. As empresas estatais — assim consideradas as empresas públicas, as sociedades de
economia mista e suas subsidiárias — podem ter sua criação autorizada por lei para a
prestação de serviço público ou para a execução de atividade econômica de natureza
privada. Em ambos os casos, a finalidade precípua é a otimização do resultado, em razão de
ser vedado a essas entidades operar com prejuízo ou déficit orçamentário, conforme
determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

58 (Técnico Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) -Enquanto a desconcentração é a


distribuição de competências de uma para outra pessoa, física ou jurídica, a descentralização
é a distribuição interna de competência dentro da mesma pessoa jurídica.

59 (Técnico Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) -A descentralização por serviços


caracteriza-se pelo reconhecimento de personalidade jurídica ao ente descentralizado, que
deve ter capacidade de auto-administração, patrimônio próprio, capacidade específica ou de
especialização e submissão ao controle ou à tutela por parte de ente descentralizado nos
termos da lei.
60 (Analista Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) -Diferentemente das empresas
públicas, as sociedades de economia mista devem se inscrever obrigatoriamente na
modalidade de sociedade anônima.

61 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - As subsidiárias de


empresas públicas podem ser criadas por estas, mediante ato administrativo próprio que
também regulará sua forma de funcionamento e as áreas de sua atuação.

62 (Técnico Judiciário / Áreas Judiciária e Administrativa – TJAP/2004) -As entidades


autárquicas diferem das fundacionais pelo fato de que estas são pessoas jurídicas de direito
público de natureza meramente administrativa e aquelas podem ser pessoas de direito
privado com atuação devidamente prevista em lei.
63 (Técnico Judiciário / Áreas Judiciária e Administrativa – TJAP/2004) -O governo e a
administração pública são criações abstratas presentes na Constituição da República e nas
leis infraconstitucionais, cuja atuação ocorre por meio das entidades, traduzidas nas pessoas
jurídicas, nos centros de decisões — órgãos — e nos agentes.

64 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - Na organização


administrativa brasileira, os territórios federais que não integram a federação podem ser
incluídos na modalidade de descentralização, mas têm personalidade de direito público e
possuem capacidade genérica.

65 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) -Autarquias são todas
as sociedades civis ou comerciais de que o Estado tem o controle acionário.

66 (Procurador PGE/ES – 2004) - O ente criado por lei, com personalidade jurídica,
patrimônio e receita próprios, para exercer atividades típicas da administração pública, para
seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada, configura
uma
A) empresa pública.
B) sociedade de economia mista.
C) autarquia.
D) fundação.
E) empresa permissionária de serviço público.

67 (Auditor do Estado – Direito - ES/2004) -O Ministério do Planejamento, Orçamento e


Gestão e a Advocacia-Geral da União são órgãos autônomos da administração pública
federal.

68 (Analista Judiciário – Área: Administrativa – TRT / 10.ª – DEZ/2004) - As empresas


públicas submetem-se ao mesmo regime jurídico trabalhista a que empresas privadas estão
submetidas.
69 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – TRT / 10.ª REGIÃO – DEZ/2004) -Ricardo é
empregado da CAIXA, que é empresa pública federal. Nessa situação, o empregador de
Ricardo é dotado de personalidade jurídica de direito privado.

(Juiz Substituto – TJBA – 2005) - Relativamente à organização administrativa, julgue os itens a


seguir.

70 As fundações instituídas pelo poder público, tanto as que têm personalidade jurídica de
direito público quanto as de direito privado, são criadas para a persecução de determinado
interesse coletivo. Considerando que, por disposição constitucional, compete ao MP a tutela
desses interesses, é indispensável a fiscalização do órgão sobre todos os atos desses entes,
segundo reconhecem os estudiosos.

71 Uma sociedade de economia mista ou empresa pública pode resultar da transformação,


por lei, de um órgão público preexistente.

72 (Ingresso na Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro Extrajudicial do


Estado de Mato Grosso – TJMT – 2005) - Acerca dos serviços públicos e da organização
administrativa, assinale a opção correta.

A) Serviço público somente pode ser concedido para entidades privadas.


B) As autarquias e fundações públicas compõem a administração pública direta, enquanto as
empresas públicas e as sociedades de economia mista compõe a administração pública
indireta.
C) Desconcentração é o fenômeno que transfere determinado serviço público para outros
entes, dotados de personalidade jurídica própria.
D) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público criadas por lei específica, com a
finalidade de desenvolver um serviço público de forma descentralizada, podendo a
nomeação de seus dirigentes ser condicionada por lei à aprovação do respectivo poder
legislativo, sem que haja violação ao princípio da separação de poderes.

73 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – TRE / MT – 2005) - Entre os princípios


fundamentais da administração pública, encontram-se a descentralização e a
desconcentração. Quanto ao princípio da descentralização, julgue os itens a seguir.
I A descentralização pressupõe a existência de uma pessoa distinta da pessoa do Estado.
II O ente descentralizado age sem necessitar de outorga do serviço ou atividade, ou de
delegação para a sua execução, mas sempre em nome próprio.
III A fundação pública, resultante do processo de descentralização, é uma pessoa jurídica de
direito público que realiza atividades apenas de interesse público.
IV Os ministérios e os órgãos de assessoramento da Presidência da República são
decorrências do processo de descentralização.
V Os entes descentralizados são provenientes da divisão do trabalho do
Estado, visando a sua eficiência.

Estão certos apenas os itens

A) I e II.
B) I e V.
C) II e III.
D) III e IV.
E) IV e V.

74 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – TRE / MT – 2005) - Com relação à


administração direta e indireta, assinale a opção incorreta.

A) Os ministérios são órgãos autônomos que compõem a estrutura direta da administração


pública federal.
B) A administração indireta é constituída de serviços atribuídos a pessoas jurídicas diversas
da União, públicas ou privadas, vinculadas a um ministério, mas administrativa e
financeiramente autônomas.
C) Administração direta é o conjunto de órgãos integrados na estrutura administrativa da
União. A exemplo, tem-se o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Controladoria-Geral da
União, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, entre outros.
D) As pessoas jurídicas integrantes da administração indireta — autarquias, fundações
públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista — apresentam pontos em
comum: são criadas por lei específica, possuem personalidade jurídica e patrimônio próprios.
E) A administração indireta existe não somente no Poder Executivo como também nos
Poderes Judiciário e Legislativo.

75 (Analista Judiciário – Área: Administrativa – TRE/TO – 2005) -O Decreto-lei n.º 200/1967,


com suas alterações legislativas, regula a estrutura administrativa da organização federal e
divide a administração pública em administração direta e indireta.

Sabendo que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é uma autarquia; a Secretaria
Especial de Direitos Humanos é comandada por secretário especial, que tem status de
ministro; o IBAMA é uma autarquia; a Caixa Econômica Federal é uma sociedade de
economia mista; a FUNAI é uma fundação pública; a Casa Civil da Presidência da República é
órgão de assessoramento ao qual compete, entre outras tarefas, coordenar e integrar as
ações de governo, assinale a opção incorreta.

A) O IBAMA e a Caixa Econômica Federal fazem parte da administração indireta.


B) A Casa Civil da Presidência da República tem personalidade jurídica própria e
integra a administração indireta.
C) A FUNAI é exemplo de entidade que integra a estrutura da administração indireta.
D) A Secretaria Especial de Direitos Humanos compõe a administração direta.
E) O INSS não é hierarquicamente subordinado ao Ministério da Previdência Social.

76 (Defensor Público – SE – 2005) -Na outorga, o Estado transfere, por contrato ou por ato
unilateral, unicamente a execução de determinado serviço, para que o outorgado o preste
em seu nome e por sua conta e risco.

77 (Defensor Público – SE – 2005) - Na desconcentração, ocorre a distribuição, em uma


mesma entidade, de atribuições para outros órgãos.

GABARITO:

1. C
2. C
3. C
4. E
5.C
6. C
7. C
8. E
9. E
10. E
11. C
12. E
13. C
14. E
15. C
16. C
17. E
18. D
19. E
20. E
21. C
22. B
23. A
24. A
25. A
26. E
27. E
28. E
29. C
30. E
31. C
32. E
33. E
34. C
35. C
36. E
37. C
38. C
39. E
40. E
41. E
42. E
43. C
44. C
45. C
46. E
47. C
48. C
49. E
50. E
51. E
52. C
53. E
54. C
55. A
56. EC
57. EE
58. E
59. C
60. C
61. E
62. E
63. C
64. C
65. E
66. C
67. C
68. C
69. C
70. E
71. C
72. D
73. B
74. E
75. B
76. E
77. C
NOVAS FIGURAS DA REGORMA ADMINISTRATIVA - CESPE

1 (Juiz Substituto - TJ RN/1999) - As organizações sociais são


(A) órgãos pertencentes á Administração direta, tendo por objeto o desenvolvimento de
atividades relacionadas ao ensino, á pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à
proteção e à preservação da meia ambiente, à cultura e à saúde.
(B) autarquias, declaradas entidades de interesse social e utilidade pública pana todos os
efeitos legais.
(C) sociedades de economia mista, criadas por lei ou decreto, sem fins lucrativos,
administradas por conselho do qual participam representantes do poder público.
(D) fundações de direito público, cujo patrimônio é formado parcialmente com recursos
públicos, votadas ao desenvolvimento de atividades soais previstas na lei ou decreto que as
cria.
(E) pessoas jurídicas de direto privado que, preenchendo os requisitos legais, podem celebrar
contratos de gestão com o poder público para a formação de parceria na fomento e execução
de determinadas atividades.

2 (Analista judiciário - Área Judiciária - TRT 6ª região/2002) - As agências reguladoras


constituem espécie distinta de ente da administração pública indireta: não são autarquias
nem empresas públicas; possuem personalidade jurídica de direito privado, amplos poderes
normativos e seus dirigentes não são demissíveis ad nutum.

3 (Procurador TCE RN/2002) - A retirada do Estado da prestação direta dos serviços ou do


exercício de uma atividade econômica não significa retorno ao Estado liberal. E isso porque,
ao mesmo tempo em que acontece a retração do Estado na prestação de serviços essenciais e
relevantes, impõe-se a necessidade de sua regulação indireta, de modo a garantir controle e
fomento dos referidos serviços, mesmo depois de sua transferência aos particulares.
Nesse contexto, tem- se a criação das agências reguladoras no Brasil. Acerca dessas agências,
julgue os itens subseqüentes.

01 - Caracterizam- se como autarquias de natureza especial, possuindo grau de autonomia


mais intenso que aquele conferido às autarquias comuns e gozando de prerrogativas
estipuladas em suas leis instituidoras, embora submetam- se ao poder de supervisão do
ministério ou secretaria a que se encontrem vinculadas. Assim, em que pese não poderem
atuar em desconformidade com os princípios norteadores da administração pública,
principalmente o da legalidade, possuem margem maior de discricionariedade, com vistas a
atender ao novo espírito que rege a atividade estatal.
02 - O seu âmbito de atuação passa por diversas áreas, sendo as mais importantes as de
fiscalização, regulamentação, regulação e, por vezes, arbitragem e mediação, porém, sempre
dentro dos limites que a lei impõe. Quando concebidas, as agências foram dotadas de
personalidade jurídica de direito privado, sendo cada uma fruto de uma lei de criação.

03 - Reconhece-se, no Brasil, a possibilidade de sua atuação normativa, produzindo decisões


que afetem a vida dos administrados, condicionando seus direitos, liberdades ou atividades
econômicas por meio de delegação do Congresso Nacional, isto é, admite- se poder
normativo às agências, desde que exercido nos estritos limites das respectivas leis
instituidoras.
04 - As agências estão sendo criadas de modo cuidadoso, sendo preservada a sua
independência em relação ao Poder Executivo, como forma de torná-las isentas de pressões
políticas. Contam com alto grau de autonomia, inclusive financeira, pois são dotadas de
verbas próprias. Em virtude disso, o poder jurisdicional conferido aos entes reguladores, no
plano do direito administrativo, não está subordinado ao controle do Poder Judiciário.
05 - Em alguns estados, foram criadas agências que visam, da mesma forma que as agências
nacionais, a regular serviços delegados. Além de suas funções específicas, as agências
estaduais podem firmar convênios com agências nacionais, com o escopo de realizar serviços
de regulação dentro de seu território. Entretanto, a possibilidade de formalização de
convênios depende da lei de constituição das agências.

4 (Analista legislativo àrea VIII - Câmara dos Deputados/2002) -Julgue os itens que se seguem,
referentes às agências reguladoras.
01 As agências reguladoras têm natureza de autarquias especiais, vinculam- se ao ministério
competente para tratar da respectiva atividade, e seus diretores são nomeados pelo
presidente da República, após aprovação do Senado.
02 Como entidades da administração direta, as agências reguladoras têm maior
independência em relação ao Poder Executivo.
03 O regime especial das agências refere-se à autonomia administrativa e patrimonial assim
como à gestão de recursos humanos, que são elementos extrínsecos à natureza de toda e
qualquer autarquia.
04 Nota-se na legislação pertinente às agências reguladoras o propósito de fugir das formas
licitatórias previstas nas normas gerais de licitação.
05 Quanto à política de recursos humanos, as agências foram autorizadas à admissão de
pessoal técnico em caráter temporário.

5 (Analista legislativo àrea VIII - Câmara dos Deputados/2002) -Julgue os itens seguintes,
relativos às organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs).

01 As OSCIPs são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, com objetivos
sociais, que visam à execução de atividades de interesse público e privado.
02 As organizações, para se qualificarem como OSCIPs, dependem da assinatura de termo de
parceria com o poder público, instrumento que cria um vínculo de cooperação entre as
partes.
03 As organizações sociais, desde que se enquadrem nos objetivos e finalidades indicados
pela lei, poderão ser qualificadas como OSCIPs.
04 O termo de parceria entre uma OSCIP e a administração pública é um instrumento
equivalente ao contrato de concessão de serviço público.
05 Entre as áreas de promoção em que se permite a qualificação de OSCIP, encontram-se as
de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de
interesse suplementar.

6 (Analista legislativo àrea VIII - Câmara dos Deputados/2002) -Julgue os itens a seguir,
relativos à reforma administrativa.

01 - A figura dos contratos de gestão como instrumento firmado entre o poder público e as
entidades qualificadas de organizações sociais foi introduzida no direito brasileiro com a
reforma administrativa.
02 - Os contratos de gestão podem ter como objeto atividades de ensino, pesquisa científica,
desenvolvimento tecnológico, cultura, saúde e segurança pública.
03 - O poder público e as organizações sociais podem celebrar contratos de gestão sem
processo licitatório.
04 - As organizações sociais, tendo travado contrato de gestão, estão aptas a receber bens em
permissão de uso.
05 - As organizações sociais, assim como as OSCIPs, integram a denominada administração
indireta, sendo reguladas pelas mesmas normas e princípios do direito administrativo.

7 (Analista legislativo àrea VIII - Câmara dos Deputados/2002) -Julgue os seguintes itens.

01 - A recente reforma do Estado brasileiro inclui um Programa Nacional de Publicização


(PNP), a fim de repassar atividades desenvolvidas por entidades ou órgãos públicos da União
para organizações privadas, denominadas organizações sociais.
02 - A contratualização no âmbito da reforma do Estado refere- se à ampliação das
possibilidades do uso de contratos entre o setor público e o privado ou o setor público não-
estatal.
03 - A denominação “terceiro setor” vem sendo utilizada para caracterizar as OSCIPs que
poderão estabelecer vínculo com o Estado por meio de termo de concessão pública.
04 - A modernização, o aumento da eficiência nos serviços públicos, o controle e a
participação sociais são argumentos utilizados na justificativa para a realização da recente
reforma do aparelho burocrático estatal brasileiro.
05 - A legislação referente às organizações sociais, ao invés de procurar flexibilizar os meios
de atuação da administração pública, como licitação, concurso público, controle,
contabilidade pública e orçamento, procurou formas paralelas para reforçar a rigidez desses
institutos.

8 (Analista legislativo àrea VIII -Câmara dos Deputados/2002) -A administração pública


brasileira, tomada em acepção subjetiva, de acordo com a letra do Decreto-lei nº 200/67, não
engloba os serviços sociais autônomos.

9 (Analista legislativo àrea VIII - Câmara dos Deputados/2002)O prefeito municipal de um


pequeno município interiorano resolveu organizar a prestação do serviço público municipal
de coleta do lixo urbano.
Para tal situação, não é possível a criação de uma organização social, prevista em lei federal,
em razão do seu objeto.

(ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL/2002)


10 As organizações sociais se encaixariam naquilo que o Plano Diretor da Reforma do
Aparelho de Estado denomina de serviços exclusivos, que são aqueles que, por envolver o
poder de Estado, o próprio Estado realiza ou subsidia. O Estado tem interesse nesses serviços
porque os considera de alta relevância para os direitos humanos ou porque envolvem
economias externas.

11 As organizações sociais são um modelo de parceria entre o Estado e a sociedade, regulado


por meio de contratos de gestão. O Estado continuará a fomentar as atividades regidas pelas
organizações sociais publicizadas e exercerá sobre elas um controle estratégico: lhes cobrará
os resultados necessários à consecução dos objetivos das políticas públicas.

12 As organizações sociais são uma inovação constitucional, pois representam uma nova
figura jurídica. Fazem parte da administração pública, embora continuem sendo pessoas
jurídicas de direito privado. A grande novidade repousa mesmo na sua constituição mediante
decreto executivo.

13 Os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de gestão da administração


federal com uma organização social, ao tomarem conhecimento da prática de qualquer
irregularidade ou ilegalidade na administração de recursos ou bens de origem pública por
essa organização social, deverão dar ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de
responsabilidade solidária.

14 (Promotor de Justiça Substituto - MPRR/2001) - Com as mudanças constitucionais e legais


dos últimos anos, passou-se a falar na existência das chamadas agências executivas, a
exemplo da Agência Nacional do Petróleo e da Agência Nacional de Telecomunicações; a
doutrina administrativista brasileira tem-se firmado no sentido de que essas agências são
atributos das empresas públicas, fundações públicas ou autarquias, conforme o caso.

15 (Juiz Substituto -TJSE/2004) - O objeto dos contratos de gestão que podem ser celebrados
entre os particulares e a administração pública restringe-se às atividades que, por previsão
constitucional, são passíveis de serem regidas pelo regime jurídico de direito privado.

16 (Juiz Federal Substituto - TRF/5ª Região - 2004) -Nos termos da Lei n.º 9.790/1999, que
rege as organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), essas entidades devem
possuir personalidade jurídica de direito privado e ser desprovidas de fins lucrativos, não
obstante possam remunerar o trabalho de seus sócios ou associados, conselheiros, diretores e
empregados. Todavia, nem todas as pessoas jurídicas de direito privado podem ser
consideradas OSCIPs, a exemplo do que ocorre com as sociedades comerciais.
17 (Papiloscopista Policial Federal -2004) -Na denominada reforma administrativa, em 1998,
inseriu-se na Constituição Federal dispositivo prevendo que a autonomia gerencial,
orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá
ser ampliada mediante contrato a ser firmado entre seus administradores e o poder público,
que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. Esse
dispositivo foi saudado como de invulgar sapiência pela doutrina, porque possibilita à pessoa
jurídica de direito público a utilização de avançado instrumento de gestão democrática.

18 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU - 2004) -A previsão direta e efetiva da


criação de agências reguladoras no ordenamento jurídico brasileiro deu-se com a
promulgação da Constituição em 1988, quando restou autorizada a regulação setorial das
telecomunicações, da energia elétrica e do petróleo.

19 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU - 2004) -Os serviços sociais autônomos,
embora não integrem a administração indireta, estão sujeitos aos princípios da licitação.

20 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004) -Em razão de multa imposta pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ante o descumprimento por particular de normas
aprovadas em tratado internacional firmado pelo Brasil, moveu ele ação contra a entidade
que o autuara e contra seu diretor-presidente, pedindo que, além da declaração de nulidade
da autuação, fosse ressarcido em perdas e danos. Sustentou que a autuação era indevida,
porque o ato era composto e dependia, para sua validade, de visto de autoridade superior.
Procedente a ação, pediu a penhora de bens da ANVISA.
Em face dessa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.

A. A ANVISA é uma autarquia sob regime especial, agência reguladora, que exerce poder de
polícia.
B. (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004) - Os bens da ANVISA não estão sujeitos a
penhora.

21 (Consultor Jurídico - SETEPS/PA - 2004 - adaptada) - _ Considerando a APA como sendo


uma autarquia estadual do Pará, julgue o item a seguir.
A APA pode celebrar contrato de gestão com a União, e, nessa hipótese, ela passará a ter
status de agência executiva.
22 (Analista Judiciário / Área Judiciária - TJAP - 2004) - Considerando o direito administrativo
no mundo jurídico, o disposto sobre organização administrativa no direito brasileiro e o
serviço público, julgue os itens a seguir.

A) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) celebram com o Estado


contratos de gestão, enquanto as organizações sociais (OSs) estabelecem termo de parceria.
B) As OSs exercem atividades sem fins lucrativos, dirigidas a ensino, pesquisa científica,
desenvolvimento tecnológico, preservação do meio ambiente, cultura e saúde.
C) Os serviços passados para as OSs têm caráter de serviço público e são passíveis de
prestação em regime de concessão ou permissão.
D) As OSCIPs não recebem repasse de serviço público nem têm o poder público participando
de seu quadro diretivo, como ocorre nas OSs.

23 (Analista Judiciário - Área Judiciária - TER/AL -2004) -De acordo com a doutrina
administrativista, as agências reguladoras têm natureza jurídica de empresa pública.

24 (Procurador Consultivo -MP TCE/PE -2004) - Quanto à administração pública e à reforma


do Estado contemporâneo brasileiro, julgue os itens seguintes.

A) Os termos de parceria firmados entre o setor público e uma organização da sociedade civil
de interesse público (OSCIP) consideram legítimas as despesas de pagamento de pessoal
efetivamente envolvido na execução das atividades e projetos previstos no termo de parceria.
B) As OSCIPs devem ser pessoas jurídicas de direito público sem fins lucrativos.
C) Quanto à natureza jurídica, as agências reguladoras são pessoas jurídicas de direito público.

25 (Procurador - MP TCE/PE - 2004) - O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado


previa, para as organizações com atribuições de atividades exclusivas de Estado, forma de
propriedade patrimonial estatal e forma de gestão burocrática.
26 (Assistente Técnico de Informática e Administração - TCE/PE - 2004) -Quanto à
administração pública e à reforma do Estado contemporâneo brasileiro, julgue os itens
seguintes.

A) O termo de parceria é o equivalente, para as OSCIPs, ao contrato de gestão na mediação de


seu relacionamento com o setor público, devendo dele constar objetivos e metas passíveis de
monitoramento periódico.
B) Não há impedimento de ordem geral para que uma organização social procure se habilitar
como OSCIP.
C) Qualquer pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos pode solicitar qualificação
junto ao Poder Executivo como organização social.
D) Um contrato de gestão firmado entre o poder público e uma entidade qualificada como
organização social deve sempre ser submetido, após aprovação pelo conselho de
administração da entidade, ao ministro de Estado ou à autoridade supervisora da área
correspondente à atividade fomentada.
E) As atribuições das agências reguladoras incluem a formulação de políticas para os setores
regulados.

27 (Defensor Público - SE -2005) -As organizações sociais são entidades colaboradoras do


poder público, em atividades relacionadas a ensino, pesquisa científica, desenvolvimento
tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura, saúde, entre outros,
atendidos os requisitos previstos em lei. Quanto à desapropriação, julgue os itens
subseqüentes.

28 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) - Uma pessoa jurídica de direito privado, sem
fins lucrativos, que tem como objeto social a promoção da cultura, defesa e conservação do
patrimônio histórico e artístico, requereu ao Ministério da Justiça sua qualificação como
organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP). Analisado o requerimento, que foi
instruído com os documentos exigidos, e constatado o atendimento dos requisitos legais, foi
concedida a essa pessoa jurídica a qualificação requerida.

Com base na situação hipotética acima, julgue os itens a seguir.

A) Desde que atendidas as exigências legais, a concessão a uma pessoa jurídica de direito
privado da qualificação de OSCIP é ato que se insere dentro do poder discricionário da
administração pública, que avaliará a oportunidade e a conveniência para a sua prática.
B) A vinculação entre o poder público e uma OSCIP é feita por meio de termo de parceria; os
bens imóveis adquiridos por ela com recursos provenientes da celebração do termo de
parceria são gravados com cláusula de inalienabilidade.
C) Na situação considerada, por incluir entre o seu objeto social a promoção da cultura, a
referida pessoa jurídica, desde que cumpridos os demais requisitos exigidos em lei, também
poderia ser qualificada como organização social. Nesse caso, a parceria entre ela e o poder
público seria feita por meio de um contrato de gestão que, na sua elaboração, entre outros
preceitos, deve observar os princípios da impessoalidade e economicidade.

29 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) - As agências reguladoras são autarquias sob


regime especial, que é caracterizado pela independência administrativa, pela autonomia
financeira e pelo poder normativo atribuídos a essas agências.

30 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) - A qualificação de uma autarquia como agência


executiva, o que lhe assegura aumento dos valores de contratação de obras e serviços de
engenharia com dispensa de licitação, depende de ela ter um plano estratégico de
reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento ou, alternativamente, da
celebração de contrato de gestão com o respectivo ministério supervisor

GABARITO:

1. E
2. E
3. CEEEC
4. CEECC
5. EEEEC
6. CECCE
7. CCECE
8. C
9. C
10. E
11. C
12. E
13. C
14. E
15. C
16. E
17. E
18. E
19. C
20. CC
21. E
22. ECEC
23. E
24. CEC
25. E
26. CEECE
27. C
28. ECC
29. C
30. E
RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO - CESPE

1 (Oficial de Justiça – TJ RR/2001) - Donizete, assistente de transporte da Secretaria de


Saúde do estado, ausentou-se do serviço durante o horário de expediente, sem prévia
autorização da chefia imediata, dirigindo o veículo oficial até sua residência para levar
sua esposa e sua filha à academia de ginástica. No caminho para a academia, Donizete,
ao atender uma ligação no aparelho celular, não vislumbrou a existência de uma faixa
de pedestre à frente do veículo e acabou por atropelar Maria, uma senhora que
atravessava a faixa e que veio a falecer em decorrência dos ferimentos sofridos. No
regimento interno da Secretaria de Saúde havia uma norma administrativa proibindo a
utilização de veículos oficiais para fins particulares.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
I Pelos ilícitos administrativos perpetrados, Donizete responderá a sindicância ou
processo administrativo, podendo, ao final, receber punição disciplinar.
II Como ocorreu o atropelamento seguido da morte de uma senhora, a Administração
deverá aguardar o desfecho do processo criminal para aplicar a punição administrativa
ou disciplinar.
III A Administração Pública poderá vir a ser responsabilizada civilmente pelo evento, já
que a Constituição da República adotou a responsabilidade civil objetiva, sob a
modalidade do risco administrativo.
IV Donizete somente será responsabilizado civilmente se ficar comprovado que agiu
com dolo, podendo a Administração isentá-lo da obrigação de reparar o dano causado
no caso de culpa.
V A responsabilidade civil e administrativa de Donizete será afastada se, respondendo a
processo-crime, ele for absolvido por falta de provas.

Estão certos apenas os itens:


A) I e II.
B) I e III.
C) II e IV.
D) III e V.
E) IV e V.

2 (Escrivão - TJ RR/2001) - Não há que se falar em responsabilidade objetiva do Estado,


havendo, ainda, necessidade de diferenciar os atos de império dos atos de gestão para
se exigir reparação de dano do Estado e de seus servidores, quando for o caso.

3 (Escrivão - TJ RR/2001) - O direito positivo brasileiro adotou a regra da


responsabilidade objetiva do Estado e a responsabilidade subjetiva do funcionário.
4 (Promotor de Justiça Substituto – MPAM/2001) - Um servidor público, dirigindo
veículo oficial, envolveu-se em acidente de trânsito, com culpa somente do particular
envolvido.
Com relação à situação hipotética apresentada, assinale a opção correta.
A) Por força da teoria do risco administrativo, a administração pública deve ressarcir o
particular, sem ter direito de regresso contra seu servidor.
B) A administração pode processar conjuntamente o servidor público e o particular
envolvidos, porque vige a responsabilidade civil objetiva do agente público.
C) A adoção, pelo direito brasileiro, da teoria do risco integral impõe que a
administração pública assuma a responsabilidade pelo evento.
D) A administração pública tem de indenizar o particular, e o servidor público,
regressivamente, tem de indenizar a administração pública.
E) A administração pública não tem responsabilidade nenhuma, já que seu servidor não
foi o causador do dano.

5 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 6ª Região/2002) - João, servidor de


tribunal federal, diante da insistência de um advogado em obter um alvará em prazo
exíguo, acabou por desferir- lhe um golpe, causando- lhe lesões físicas.
À luz dos direitos do cidadão e dos deveres e responsabilidades do Estado e do
servidor, julgue os itens a seguir, relativos à situação hipotética apresentada acima.
1 - O advogado vítima da ação de João, pretendendo obter indenização por danos
morais e materiais, deve ajuizar ação contra o respectivo tribunal, demonstrando a
relação de causalidade entre a lesão sofrida e a atitude do servidor.
2 - Por se tratar de crime cometido por João no exercício da função, a pena de
demissão fica condicionada à sua condenação criminal.
3 - A responsabilidade objetiva do Estado pelos danos causados por João pode sofrer
atenuação, se provada a culpa concorrente da vítima.
4 - A ação regressiva do Estado, de caráter patrimonial, está condicionada à existência
de dolo ou culpa de João.
6 (PROCURADOR DA AGU/2002)
Flávio, servidor público federal, concursado e regularmente investido na função
pública, motorista do Ministério da Saúde, ao dirigir, alcoolizado, carro oficial em
serviço, atropelou uma pessoa que atravessava, com prudência, uma faixa de pedestre
em uma faixa residencial do Plano Piloto de Brasília, ferindo-a.
Considerando essa situação hipotética e os preceitos, a doutrina e a jurisprudência da
responsabilidade civil do Estado, julgue os itens seguintes.
1 - Com base em preceito constitucional, a vítima pode ingressar com ação de
ressarcimento do dano contra a União.
2 - Na hipótese, há aplicação da teoria do risco integral.
3 - No âmbito da ação indenizatória pertinente e após o seu trânsito em julgado, Flávio
nunca poderá ser responsabilizado, regressivamente, caso receba menos de dois
salários mínimos.
4 - Caso Flávio estivesse transportando material radioativo, indevidamente
acondicionado, que se propagasse no ar em face do acidente, o Estado só poderia ser
responsabilizado pelo dano oriundo do atropelamento.
5 - Na teoria do risco administrativo, há hipóteses em que, mesmo com a
responsabilização objetiva, o Estado não será passível de indenização.

7 (AGENTE DA PF/2002) Considere a seguinte situação hipotética.


João, assistente de transporte do Ministério da Saúde, conduzia regularmente um
veículo oficial, quando, inopinadamente, Anísio, que queria se suicidar, jogou-se na
pista de rolamento contra o automotor, vindo a ser atropelado e morto. Antes do
atropelamento, João, que estava empreendendo velocidade abaixo da permitida para o
local, chegou a acionar o sistema de freios do veículo.
Nessa situação, em face da responsabilidade objetiva do Estado, a família de Anísio
fará jus a reparação civil do dano.

8 (Analista judiciário – Área Judiciária – TRT 6ª região/2002) - A responsabilidade


objetiva do Estado, com base no risco administrativo, de fundo constitucional, não
alcança atos praticados por sociedade de economia mista que explore atividade
econômica.
9 (Auditor do TCDF/2002) - Clarissa, agente da Polícia Civil do DF, conduzia veículo da
Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do DF (SESP), quando se
envolveu em acidente que causou danos materiais e ferimentos em Fernando,
condutor de veículo particular.
Com relação à situação hipotética acima, julgue os itens abaixo, tendo como base a
legislação vigente.
01 - Fernando deverá propor ação de indenização diretamente contra Clarissa. Se esta
demonstrar não ter tido culpa pelo acidente, poderá Fernando propor ação de
responsabilidade civil contra o poder público.
02 - Caso seja realizada perícia técnica que conclua não ser possível atribuir culpa a
qualquer dos envolvidos no acidente, cada qual dos envolvidos — o poder público e
Fernando — deverá arcar com seus próprios prejuízos.
03 - A comparação, por meio de processo administrativo realizado no âmbito da SESP,
de que Clarissa não agiu com culpa não constitui empecilho a que Fernando obtenha
sucesso em ação de indenização que deverá ser proposta diretamente contra essa
secretaria.
04 - Caso seja instaurado processo penal contra Clarissa e ela seja absolvida em
decorrência de negativa de autoria, essa decisão, proferida na instância penal,
repercutirá na instância cível e eximirá o poder público de pagar qualquer indenização
em favor de Fernando.
05 - Se vier a ser comprovada a culpa de Clarissa, a ação de indenização que o poder
público venha a propor contra ela para obter ressarcimento por danos causados ao
erário não estará sujeita a qualquer prazo prescricional.

10 (Juiz Substituto – TJBA/2002) - Considere a seguinte situação hipotética. Um


veículo da administração pública trafegava em via expressa, em condições normais e
com observância das regras de trânsito, inclusive no que tange à velocidade permitida
para o local. Durante o percurso, um indivíduo cruzou a via em local não-destinado à
travessia de pedestres e sem a atenção necessária. Como resultado, foi colhido pelo
veículo público e veio a falecer. Em inquérito policial, provou-se que o condutor do
veículo não contribuiu culposa ou dolosamente para o evento.
Nessa situação, embora seja desnecessário haver culpa para gerar a responsabilidade
da administração, esta não deverá indenizar a morte do pedestre.

11 (Advogado da união/Nov 2002) - A responsabilidade patrimonial extracontratual do


Estado prescinde de culpa do agente público, mas não surge quando o poder público
age licitamente.

12 (Advogado da união/Nov 2002) - Em face dos princípios constitucionais da


administração pública, um dos deveres dos agentes públicos é o da eficiência, de
maneira que o agente pode até vir a ser responsabilizado pelos danos que sua atuação
ineficiente vier a causar a um particular, a depender das circunstâncias.
13 (Analista legislativo àrea VIII – Câmara dos Deputados/2002) -Um soldado praticou
agressão, mediante a utilização de arma da corporação militar, fora do seu horário de
serviço, causando dano a terceiro inocente.
Em face dessa situação hipotética e da responsabilidade no campo administrativo,
julgue os itens que se seguem.
01 - Na hipótese considerada, deve incidir a responsabilidade objetiva do Estado,
ressarcindo os prejuízos da vítima.
02 - Na hipótese em apreço, o Estado poderá propor ação regressiva contra o soldado.
03 - A via de coação aberta ao poder púbico nem sempre está submetida ao princípio
da proporcionalidade.
04 - No caso de concorrência de culpa da vítima, elide-se a responsabilidade estatal.
05 - Na hipótese de evento lesivo fruto de ação conjunta do Estado e do lesado, haverá
atenuação do quantum indenizatório, a ser decidido na proporção em que cada qual
haja participado para a produção do evento.

14 (Analista Judiciário – Área Judiciária –TST/2003) - A responsabilidade civil do Estado


em relação aos danos decorrentes de atividades nucleares de qualquer natureza
independe da existência de culpa, tendo sido adotada, nesse sentido, a teoria do risco
integral.

15 (Analista Judiciário – Área Judiciária –TST/2003) - Segundo a teoria do risco


administrativo, as organizações da sociedade civil de interesse coletivo, que são
pessoas jurídicas de direito privado que prestam serviços públicos, responderão pelos
danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado
o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

16 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - A ação regressiva da administração


pública contra o agente público causador direto de dano a particular, indenizado pela
administração por força de condenação judicial, extingue-se, não se transmitindo aos
herdeiros, no caso de falecimento desse agente.

17 (Juiz Substituto – TJSE/2004) - Celebrado um contrato administrativo para a


construção de um túnel, após a realização do devido processo licitatório, afasta-se a
responsabilidade objetiva do Estado por qualquer dano decorrente da obra, uma vez
que pela sua execução responde apenas o particular contratado, que, nessa hipótese,
não atua na condição de prestador de serviço público.

18 (Juiz Federal Substituto – TRF/5ª Região – 2004) - Uma vez que a Constituição da
República prevê a responsabilidade civil objetiva do Estado, sem necessidade de
perquirição de culpa na conduta do agente público, a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal (STF) não admite que se indague acerca de culpa da vítima para o fim
de minorar a responsabilidade estatal.
19 (Papiloscopista Policial Federal – 2004) - A responsabilidade civil do servidor
decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao
erário ou a terceiros. A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores, e,
tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor ou o sucessor, perante
a fazenda pública, em ação regressiva.

20 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) - A responsabilidade da


administração direta é sempre objetiva.

21 (Procurador do Estado de Roraima – 2004) - As pessoas jurídicas de direito público e


as de direito privado prestadoras de serviços públicos devem responder pelos danos
que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, ainda quando ficar
caracterizada culpa exclusiva da vítima.

22 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) -Na teoria da culpa administrativa,


incluiu-se a possibilidade de responsabilidade da administração pública por
funcionamento inadequado ou retardamento do serviço, preservando-se, porém, a
necessidade de comprovação da culpa subjetiva do agente administrativo.

23 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) -A teoria do risco administrativo impõe a


obrigação da administração pública de indenizar todo dano sofrido pelo particular em
conseqüência do funcionamento de um serviço público.

24 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004 - adaptada) - Uma autarquia


federal responsável pela defesa do patrimônio histórico, no âmbito de sua
competência, autuou um município por danos em bem tombado, provocados por um
trator pertencente a essa municipalidade. Por meio de auto de infração, lavrado por
um dos fiscais da autarquia, foi aplicada multa ao município. Impugnada a aplicação da
penalidade, o município alegou que a multa não seria devida, porque o tombamento
não fora registrado no cartório de registro de imóveis. Sustentou, ainda, que não
poderia ser multado pela autarquia ante sua personalidade de direito público. Por
derradeiro, argumentou que o ato considerado danoso fora praticado por pessoa
estranha aos quadros de servidores do município, a quem o trator de propriedade
municipal fora emprestado por um de seus funcionários. Pediu, por fim, a anulação do
ato com efeitos ex tunc.
Em face dessa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A circunstância de ter sido o trator do município emprestado a terceiro não exime o
poder público de responsabilidade.

25 (Analista Judiciário / Área Judiciária – TJAP – 2004) A. Se a administração pública


causar dano a particular, mesmo com entendimento entre as partes, a reparação de tal
dano deve ser efetuada pela via judicial.
26 (Analista Judiciário – Área Administrativa – TER/AL – 2004) - Considere a seguinte
situação hipotética. Um servidor de um tribunal estadual respondeu administrativa e
judicialmente por ter recebido propina. No plano administrativo, ele foi condenado à
pena de demissão, mas, posteriormente, no plano judicial, ele foi absolvido por falta de
provas. Nessa situação, a absolvição judicial anula a condenação administrativa.

27 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/AL – 2004) - O agente público que


vier a causar dano a terceiro somente trará para o Estado o dever jurídico de ressarcir
esse dano caso tenha agido com culpa ou dolo.

28 (Delegado de Polícia Federal / 2004) - A responsabilidade civil do Estado por


conduta omissiva não exige caracterização da culpa estatal pelo não-cumprimento de
dever legal, uma vez que a Constituição brasileira adota para a matéria a teoria da
responsabilidade civil objetiva.

29 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – Especialidade: Execução de Mandados – TRT


/ 10.ª REGIÃO – DEZ/2004/adaptada) -Durante a busca e apreensão, Carlos esbarrou
em uma estante e derrubou uma escultura de porcelana que se quebrou, causando
prejuízo de R$ 1.000,00 ao dono do bem que seria apreendido.
Julgue o item a seguir, considerando as informações contidas na situação hipotética
acima descrita. Para ter direito receber indenização que repare os referidos danos, o
particular lesado precisará demonstrar que Carlos agiu com dolo ou culpa no evento
que resultou na quebra da escultura.

30 (Ingresso na Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro Extrajudicial


do Estado de Mato Grosso – TJMT – 2005) -João é motorista de ônibus de uma
empresa que presta serviço público de transporte coletivo no município de Cuiabá e,
dessa forma, de maneira culposa, foi considerado responsável pelo acidente de
trânsito envolvendo Maria e Antônio como vítimas.
Maria era passageira do referido ônibus e Antônio estava conduzindo o seu próprio
veículo.
Com base na situação hipotética apresentada acima, assinale a opção correta.
A) Conforme entendimento do STF, tanto Maria quanto Antônio podem ser
indenizados judicialmente pelo município, por haver, na espécie, responsabilidade
objetiva.
B) Maria não poderia ingressar com ação de responsabilidade civil diretamente contra
João, mesmo que pudesse demonstrar a culpa deste pelo acidente.
C) Não sendo Antônio usuário do serviço de transporte coletivo, resta, conforme
entendimento do STF, afastada a responsabilidade objetiva do município quanto aos
danos causados a Antônio.
D) Caso haja a responsabilização da empresa concessionária do serviço de transporte
coletivo pelo acidente, poderá ela buscar a reparação dos danos, mediante ação
regressiva, em face do município, tendo em vista a responsabilidade objetiva deste no
acidente.
31 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) - Em obra pública, contratada por
empreitada global com empresa privada, desaparece a responsabilidade objetiva da
administração pública. Os danos causados a terceiros, em razão da obra em si, são de
responsabilidade exclusiva da empresa contratada.

Gabarito:

1. B
2. E
3. C
4. E
5. EECC
6.CEEEC
7. E
8. C
9.EEEEC
10. C
11. E
12. C
13. CCEEC
14. C
15. E
16. E
17. E
18. E
19. C
20. E
21. E
22. E
23. E
24. C
25. E
26. E
27. E
28. E
29. E
30. C
31. E
AGENTES PÚBLICOS - CESPE

1 (Escrivão - TJ RR/2001) - O servidor público aprovado em concurso de provas e títulos


alcançará a estabilidade no serviço público após dois anos de efetivo exercício.

2 (Promotor de Justiça Substituto – MPRR/2001) - A despeito de divergências terminológicas


e formais, é juridicamente correto afirmar que, do ponto de vista do direito administrativo
positivo, são substancialmente equivalentes os regimes jurídicos aplicáveis aos agentes
públicos ocupantes de cargos e de empregos públicos.

3 (CONSULTOR DO SENADO/2002) Não há direito adquirido na forma de regime jurídico.

4 (DELEGADO DA PF/2002) Em consonância com a classificação de Celso Antônio Bandeira de


Mello, os agentes públicos formam uma categoria a que pertencem os agentes políticos, os
servidores públicos e os particulares em atuação colaboradora com o poder público. Com
relação ao regime jurídico a que estão subordinados os agentes públicos, julgue os seguintes
itens.

1 - A prevaricação é crime próprio de funcionário público com vínculo efetivo. Assim, caso
seja praticada por ocupante de emprego público, a mesma conduta incidirá em tipo penal
diverso.
2 - Os estrangeiros podem ocupar função ou emprego público no Brasil.
3 - A Constituição de 1988 prevê, em caráter obrigatório, o regime de remuneração na forma
de subsídio para todos os policiais federais.
4 - O direito de greve dos servidores públicos ainda não foi regulado por lei específica, a qual
poderá instituir o direito de os respectivos sindicatos ajuizarem dissídios coletivos perante a
justiça do trabalho, na hipótese de serem frustadas as tentativas de negociação direta.
5 - Se invalidada por sentença judicial a demissão de policial, decorrente de condenação
administrativa por abuso de autoridade, terá ele direito à reintegração na vaga que antes
ocupava.

5 (AGENTE DA PF/2002) A Lei nº 9.962, de 22/2/2000, disciplinou o regime de emprego


público do pessoal da administração federal direta, autárquica e fundacional. A respeito
dessa lei, julgue os itens que se seguem.

1 - O pessoal admitido para emprego público na administração federal direta terá sua
relação de trabalho regida pela Consolidação das Leis do Trabalho e legislação trabalhista
correlata, naquilo que a lei não dispuser em contrário.
2 - É permitido submeter ao regime de emprego público, por órgão, no máximo a metade
dos cargos públicos de provimento em comissão.
3 - É vedado à administração pública rescindir contrato de trabalho por prazo indeterminado
por insuficiência de desempenho de empregado que tenha sido admitido por concurso
público, pois lhe é assegurada a estabilidade no emprego.
4 - A administração pública não poderá, por ato unilateral, rescindir contratos de trabalho
por prazo indeterminado em razão da necessidade de redução do quadro de pessoal
decorrente de excesso de despesa.
5 - A contratação de pessoal para emprego público deverá ser precedida de concurso público
de provas ou de provas e títulos, ou de processo seletivo simplificado, constando de análise
da experiência profissional e de entrevistas, conforme a natureza e a complexidade do
emprego.
6 (Assistente Jurícido TJ AC/2002) Um servidor público que, após aprovação em concurso
público em janeiro de 1998, tiver sido nomeado e entrado em efetivo exercício em março
desse mesmo ano terá adquirido o direito à estabilidade em abril de 2000.

7 (Assistente Jurícido TJ AC/2002) A Emenda Constitucional n.º 20/ 98 assegurou aos


servidores titulares de cargos efetivos dos estados o regime de previdência de caráter
contributivo, preservando o equilíbrio financeiro e atuarial.

8 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 6ª Região/2002) - A investidura em cargo


ou emprego público depende de aprovação em concurso público, sendo vedado à lei o
estabelecimento de limite de idade.

9 (Analista judiciário – Área Judiciária – TRT 6ª região/2002) - Conquanto a remuneração dos


servidores públicos federais deva ser fixada por lei, observada a iniciativa privativa em cada
caso, não há direito à revisão geral anual, pois o regime estatutário submete os servidores à
vontade unilateral da União, que tem discricionariedade nessa matéria.

10 (Advogado da união/Nov 2002) - Um órgão da administração direta federal publicou


edital de concurso público para preenchimento de cargos públicos de agente de segurança e
de técnico em informática, exigindo dos candidatos a ambos os cargos altura mínima de 1,65
m e idade inferior ou igual a 35 anos. Além disso, para os candidatos ao cargo de agente de
segurança, exigiu diploma de curso superior em direito, enquanto, para os de técnico em
informática, diplomação em programação de computadores. Previu ainda o edital critérios
de concorrência em caráter regional, de maneira que a ordem de classificação dos
candidatos seria efetuada de acordo com a opção de região territorial que fizessem. Alguns
candidatos, inconformados com os termos do edital, interpuseram contra este ação direta
de inconstitucionalidade (ADIn), enquanto outros entraram com mandado de segurança,
visando impugnar requisitos constantes no edital.

Acerca da situação hipotética acima descrita, bem como da jurisprudência, da doutrina e


da legislação pertinentes, julgue os itens que se seguem.

1 - Para provimento de qualquer cargo público, a exigência de altura mínima, nos termos da
jurisprudência do STF, é considerada ofensa aos princípios constitucionais da isonomia e da
razoabilidade.

2 - A fixação de limite de idade em concurso público tem sido aceita pela jurisprudência do
STF, desde que se mostre compatível com o conjunto de atribuições inerentes ao cargo a
ser preenchido e seja estabelecido em lei.

3 - A jurisprudência do STF tem por válida a fixação de critérios de concorrência em caráter


regional em editais de concurso público, de maneira que, se essa linha de entendimento
for seguida, a impugnação a essa exigência editalícia não encontrará amparo no Poder
Judiciário.

4 - A exigência de diplomação em direito para provimento do cargo de agente de segurança


pode implicar séria ofensa aos princípios constitucionais da razoabilidade e
proporcionalidade, aplicáveis à administração pública.
11 (Analista legislativo Área VIII – Câmara dos Deputados/2002) -Julgue os seguintes itens,
relativos ao regime dos servidores públicos.

1 - Servidores públicos são os que, integrados em cargos ou empregos, mantêm com o


Estado e com as pessoas jurídicas de direito público da administração indireta vínculos de
trabalho profissional.
2 - As empresas públicas adotam necessariamente o regime trabalhista, havendo nelas
somente cargos públicos, e não empregos.
3 - Quanto à natureza jurídica dos cargos e empregos públicos tem- se que, naqueles,
estatutários, as vantagens não se incorporam ao patrimônio do servidor, como é o caso
destes, em que ocorre relação contratual.
4 - As garantias dos servidores estatutários não coibem a corrupção.

12 (Técnico Judiciário – Taquigrafia – TJDFT/2003) - Muitos direitos trabalhistas previstos na


Constituição da República são também direitos do servidor público em regime estatutário,
reconhecidos constitucionalmente. Assinale a opção correspondente ao único benefício que
não faz parte dos direitos do servidor em regime estatutário.

A) salário mínimo
B) décimo terceiro salário
C) seguro contra acidente do trabalho
D) remuneração de trabalho noturno superior à do diurno
E) hora extra

13 (Técnico Judiciário – Taquigrafia – TJDFT/2003) - Em relação à aposentadoria, assinale a


opção correta.

A) O servidor, para aposentar-se voluntariamente com a remuneração de seu cargo, deve


ocupá-lo há pelo menos cinco anos.
B) A aposentadoria por invalidez só ocorre na hipótese de doença de origem profissional.
C) Na aposentadoria compulsória, os proventos são sempre integrais.
D) Na aposentadoria por invalidez, os proventos são sempre integrais.
E) A aposentadoria compulsória para homens dá-se aos 70 anos de idade e, para as
mulheres, aos 65 anos.

14 (Defensor Público de 4ª Classe – Amazonas/2003) - Acerca da disciplina que rege os


concursos públicos, julgue os itens a seguir.

1 - Seria inconstitucional uma lei que estabelecesse que determinados cargos em comissão
seriam providos mediante concurso público.
2 - A Constituição da República determina que os cargos e empregos públicos são acessíveis
apenas aos brasileiros e, portanto, seria inconstitucional um ato administrativo que
admitisse a inscrição de um estrangeiro para a realização de um concurso público no Brasil.
15 (Defensor Público de 4ª Classe – Amazonas/2003) - A Constituição da República limita a
remuneração mediante subsídio a membros de poder, a detentores de mandato eletivo, a
ministros de Estado e a secretários estaduais e municipais, motivo pelo qual seria
inconstitucional lei complementar estadual que fixasse remuneração por subsídio para os
defensores públicos do estado do Amazonas.

16 (Controlador de Recursos Públicos – TCE/ES-2004 - adaptada) - Em um estado no qual não


há tribunal de contas dos municípios e nenhum município possuía tribunal ou conselho de
contas, em 5/10/1988, auditoria realizada pelo tribunal de contas do referido estado, na
área de licitações de uma das secretarias que integram a estrutura do Poder Executivo de
certo município, constatou que um funcionário, ocupante de cargo efetivo há quatro anos,
na prefeitura, para o qual foi nomeado em razão de concurso público, na condição de
presidente da comissão de licitações, fraudou um certame licitatório, a fim de celebrar um
contrato, na área de fornecimento de merenda escolar e de programa de treinamento de
trabalhadores, com valores superfaturados. Os recursos a serem utilizados para o
pagamento do contrato eram: no que concerne à merenda escolar, recursos federais,
repassados ao município pelo Ministério da Educação, e, na área de treinamento de
trabalhadores, recursos estaduais, repassados ao município pela Secretaria de Trabalho do
estado. A equipe de auditoria apurou, ainda, que parte dos recursos que seriam utilizados
para pagamento da empresa contratada havia sido depositada, diretamente, em uma conta
do comitê pró-reeleição do prefeito em exercício.
Com base na situação hipotética acima apresentada e nos aspectos constitucionais, legais e
doutrinários a ela pertinentes, julgue o item que se segue.
Se fosse demitido, como resultado de processo administrativo disciplinar, o servidor
envolvido na fraude poderia obter, judicialmente, a anulação do processo, se demonstrasse,
em juízo, que não lhe fora concedido o direito de ampla defesa.
Nesse caso, se outro servidor estável tivesse ocupado o seu cargo e não houvesse mais
nenhum cargo vago na prefeitura, o servidor reintegrado judicialmente seria posto em
disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

17 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - Considerando que um servidor tenha


ingressado no serviço público em 20/2/2004 e tenham sido averbados, junto ao órgão, 20
anos de contribuição para o regime geral de previdência, caso ele venha a falecer em
4/3/2004, o valor do benefício de pensão por morte a ser pago a seus dependentes será
igual a vinte trinta e cinco avos da remuneração que ele percebia no cargo efetivo.

18 (Juiz Substituto – TJSE/2004) - Acerca de agentes administrativos, julgue os itens


subseqüentes.

1 - Não há impedimento constitucional para que, nos quadros de um mesmo órgão da


administração direta, sejam admitidos servidores públicos, regidos pelo regime estatutário, e
empregados públicos, sendo que tanto os ocupantes do cargo efetivo quanto os ocupantes
do emprego público devem ser investidos após aprovação em concurso público.
2 - No âmbito estadual, qualquer que seja a categoria funcional, a opção pela remuneração
do servidor público por meio de subsídio é uma faculdade da administração pública.

19 (Juiz Federal Substituto – TRF/5ª Região – 2004) - Com base na conhecida afirmação de
que o edital é a lei do concurso público para provimento de cargo, a jurisprudência
consolidou-se no sentido de que é válida a exigência de exame psicotécnico, mesmo que não
prevista na lei, desde que haja compatibilidade com o cargo a que se refira e previsão
editalícia.

20 (Promotor de Justiça Substituto – MP/TO – 2004) - Entre as causas de perda do


cargo público pelo servidor civil estável, não se inclui o(a)

A) excesso de despesa com pessoal.


B) condenação criminal com trânsito em julgado.
C) condenação por improbidade administrativa com trânsito em julgado.
D) insuficiência de desempenho.
E) investidura em mandato eletivo.

21 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - Como regra geral, o servidor público que se
aposentar por invalidez terá direito a proventos proporcionais, calculados sobre a média de
sua remuneração nos últimos cinco anos.

22 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - Os agentes administrativos se submetem ao


regime jurídico da entidade em que servem.

23 (Analista Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) - O servidor que se aposenta por
invalidez permanente faz jus à percepção de proventos integrais.

24 (Analista Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) - Considere a seguinte situação


hipotética. Determinado servidor público trabalhou durante 35 anos e contribuiu nas esferas
públicas municipais, estaduais e federais, aposentando-se em cargo pertencente a essa
última esfera. Ao pedir informação sobre sua aposentadoria no INSS, foi-lhe dito que o
tempo de serviço a ser contado se restringiria àquele no qual trabalhou no serviço público
federal.

Nesse caso, a informação dada ao servidor está equivocada.

25 (Analista Judiciário / Área Judiciária – TJAP – 2004) - A acumulação de cargos públicos


estende-se a empregos e funções, restringindo-se para aqueles pertencentes à
administração pública direta e para médicos, que podem ter dois cargos públicos, assim
como para auxiliares judiciários, que podem exercer também o magistério, sem prejuízo dos
vencimentos do primeiro cargo.

26 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - Os cargos,


empregos e funções são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos
estabelecidos em lei, bem como para estrangeiros, desde que naturalizados na forma da lei.

27 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - A livre associação


sindical é garantida apenas para determinadas categorias de servidores públicos civis, sendo
que o direito de greve deverá ser exercido na forma da lei.

28 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - O servidor


público, com emprego em sociedade de economia mista, pode acumular cargos, desde que
seja em uma fundação ou autarquia pública.

29 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - A natureza, o grau


de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes da carreira influenciam na
fixação dos padrões de vencimento e do sistema de remuneração dos servidores da União,
dos estados e dos municípios.

30 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - No


concernente à aposentadoria do servidor público, é possível estabelecer qualquer forma de
contagem de tempo de contribuição fictício, desde que seja respeitada a legalidade.

31 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - O servidor público


nomeado para cargo de provimento efetivo em virtude de serviço público perderá a
estabilidade em razão de sentença judicial transitada em julgado.

32 (Analista Judiciário / Área Judiciária – Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador –


TJAP/2004) - Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público podem ser
computados e acumulados, com a finalidade de concessão de acréscimos ulteriores.

33 (Analista Judiciário/Área Judiciária – Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador–


TJAP/2004) - O enfermeiro pode ter dois cargos públicos, assim como o escrivão e o
médico podem exercer também o magistério, sem prejuízo dos vencimentos do primeiro
cargo.

34 (Técnico Judiciário / Áreas Judiciária e Administrativa – TJAP/2004) - À luz do direito


administrativo, julgue os itens a seguir.
1 - A acumulação de cargos públicos estende-se a empregos e funções, restringindo-se para
aqueles pertencentes à administração pública direta.
2 - A Constituição da República proíbe, em se tratando de aposentadoria de servidor público,
a fixação de qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício.

35 (Analista Judiciário – Área Administrativa – TER/AL – 2004) - Mônica tem 25 anos de


idade, está grávida e foi recém-nomeada para o cargo de analista judiciário do TRE/AL.
Mônica terá direito a aposentar-se com proventos integrais quando completar cinqüenta
anos de idade.

36 (Analista Judiciário – Área Judiciária – TER/AL – 2004) - De acordo com as normas


constitucionais aplicáveis aos servidores públicos, estes, quando estáveis, podem perder o
cargo por força de sentença judicial transitada em julgado, de processo administrativo em
que se garanta a ampla defesa e de procedimento de avaliação de desempenho, realizado
periodicamente, na forma de lei complementar. No caso de perda do cargo por força de
decisão judicial, a sentença condenatória criminal, em certos casos, também pode acarretar
a perda do cargo.

37 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/AL – 2004) - Funções de confiança são


aquelas exercidas por pessoas investidas em cargo público comissionado.

38 (Procurador Consultivo – MP TCE/PE -2004) - Quanto à administração pública e à reforma


do Estado contemporâneo, julgue os itens seguintes.

1 - A Constituição Federal dispõe que as aposentadorias e as pensões dos servidores públicos


federais devem ser custeadas apenas com recursos provenientes das contribuições dos
servidores.
2 - Os estados, o DF e os municípios podem definir alíquotas de contribuição previdenciária
inferiores às dos servidores titulares de cargos efetivos da União.

39 (Procurador Consultivo – MP TCE/PE -2004) - Considerando as normas constitucionais e


infraconstitucionais que tratam do regime previdenciário dos servidores públicos, julgue os
itens a seguir.

1 - As diretrizes constitucionais do regime previdenciário dos servidores públicos ocupantes


de cargo efetivo incluem o caráter contributivo e solidário, sendo o referido sistema
custeado com contribuições devidas exclusivamente pelos segurados.
2 - A aposentadoria voluntária de servidor ocupante de cargo efetivo deverá ser percebida
de forma integral caso ocorra o atendimento dos seguintes requisitos: tempo mínimo de dez
anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo em que se dará a
aposentadoria, 65 anos de idade e 35 anos de contribuição, se homem, e 60 anos de idade e
30 anos de contribuição, se mulher.
3 - Os servidores públicos ocupantes de cargo em provimento comissionado estão inseridos
no regime geral de previdência social (RGPS), no âmbito do qual também se inserem os
empregados públicos.
4 - Segundo as normas constitucionais relativas ao regime previdenciário dos servidores
públicos ocupantes de cargo efetivo, não há óbice à percepção de proventos de
aposentadoria decorrente do referido regime por servidor ocupante de cargo efetivo que já
conte com a percepção de aposentadoria decorrente do RGPS.
5 - A União, os estados e os municípios podem estabelecer teto limite em relação ao valor
dos proventos de aposentadoria de servidores ocupantes de cargo efetivo, na forma do
RGPS, sendo facultativa a criação de sistemas de previdência complementar, os quais serão
instituídos por meio de fundos de previdência de natureza privada.
6 - Segundo as normas constitucionais vigentes, para os servidores ocupantes de cargo
efetivo que exija formação de nível superior, é possível instituir regime de previdência
distinto do instituído para os ocupantes de cargo efetivo que exija formação de nível médio.

40 (Procurador – MP TCE/PE - 2004) - A legislação permite o recebimento de abono de


permanência ao servidor ocupante de cargo efetivo que tenha completado as exigências
para a aposentadoria estabelecidas na legislação e opte por permanecer em atividade.

41 (Procurador – MP TCE/PE - 2004) - Considerando as normas constitucionais e


infraconstitucionais que tratam do regime previdenciário dos servidores públicos, julgue os
itens a seguir.

1 - Conforme as diretrizes constitucionais do regime previdenciário dos servidores públicos


da União, dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios, para os titulares de cargos
efetivos, subsiste o caráter assistencial e solidário.
2 - Considere a seguinte situação hipotética.
Determinado servidor público, detentor de cargo efetivo, no qual foi empossado na vigência
das atuais normas constitucionais, dois dias após ter entrado em exercício, sofreu acidente
de serviço, que resultou na sua incapacidade para o trabalho. Nessa situação, o referido
servidor terá direito à aposentadoria por invalidez, com proventos proporcionais ao tempo
de contribuição.
3 - 108 No caso de aposentadoria compulsória, aos setenta anos de idade, de servidor
público ocupante de cargo efetivo, os proventos serão proporcionais ao tempo de
contribuição.
4 - Os ocupantes de cargos em provimento efetivo e comissionado contam com o mesmo
tratamento, conforme os termos das diretrizes definidas na Constituição Federal.
5 - Segundo as regras constitucionais acerca do regime previdenciário dos servidores
públicos, caso um servidor público que tenha ocupado emprego público em empresa pública
do estado de Pernambuco, a qual recebia recursos do referido ente federado, passe a gozar
aposentadoria por idade, custeada pelo regime geral de previdência social (RGPS),
inexistindo plano de complementação, e, posteriormente à obtenção dessa aposentadoria,
seja aprovado em concurso público e passe a ocupar cargo público em provimento efetivo
em autarquia da administração indireta do estado de Pernambuco, a percepção da
aposentadoria decorrente do RGPS não constitui óbice à percepção de proventos de
aposentadoria decorrente do mencionado cargo público.
6 - Caso um servidor público ocupante de cargo efetivo passe a exercer função de confiança,
a remuneração decorrente do exercício da referida função deverá ser considerada no cálculo
da aposentadoria, desde que a função de confiança tenha sido exercida por mais de 10 anos.
7 - No âmbito do regime de previdência de servidores ocupantes de cargo efetivo, é vedado
o pagamento de benefícios mediante convênios entre estados e municípios.

42 (Auditor das Contas Públicas - TCE/PE - 2004) - O abono de permanência de que tratam a
Constituição Federal e a Emenda Constitucional n.º 41/2003 não é computado como base de
contribuição dos servidores públicos.

43 (Auditor das Contas Públicas - TCE/PE - 2004) - De acordo com a Constituição,


estrangeiros podem ocupar certos cargos e empregos públicos na administração pública
brasileira, nos termos da lei, mas essa faculdade é reservada apenas aos estrangeiros que
sejam residentes no país.

44 (Auditor das Contas Públicas - TCE/PE - 2004) - Acerca de estabilidade, julgue os itens que
se seguem.
1 - O servidor público do estado de Pernambuco alcança a estabilidade decorridos 3 anos de
efetivo exercício, desde que aprovado em avaliação especial de desempenho constituída
para esse fim.
2 - O servidor público estável somente poderá perder o cargo em virtude de processo
administrativo, assegurada a ampla defesa.
3 - É vedada a extinção de cargo ocupado por servidor estável.

45 (Auditor das Contas Públicas - TCE/PE - 2004) -Considerando as normas constitucionais e


infraconstitucionais que tratam do regime previdenciário dos servidores públicos, julgue os
itens a seguir.
1 - Para que um servidor público ocupante de cargo efetivo tenha direito à aposentadoria
voluntária, com proventos proporcionais, é necessário o atendimento dos seguintes
requisitos: tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público; cinco anos no
cargo efetivo em que se dará a aposentadoria e sessenta anos de idade, se homem, e
cinqüenta e cinco anos de idade, se mulher.
2 - As normas constitucionais em vigor asseguram aos ocupantes de cargo público efetivo,
no caso de doença incurável contraída um ano após o início do exercício no cargo, a
aposentadoria por invalidez com proventos proporcionais.
3 - Considerando que a aposentadoria compulsória do servidor ocupante de cargo efetivo,
aos setenta anos de idade, independe da manifestação da vontade, é assegurada a este a
percepção de proventos integrais, independentemente do tempo de contribuição.
4 - Segundo as normas constitucionais vigentes, a União, os estados, o DF e os municípios
podem estabelecer o teto do RGPS para o valor das aposentadorias e das pensões dos
servidores ocupantes de cargo efetivo, desde que instituam regime de previdência
complementar, que funcione por intermédio de entidade fechada de previdência
complementar de natureza pública.
5 - Há óbice ao estabelecimento de mais de um regime próprio de previdência social dos
servidores públicos ocupantes de cargo efetivo.

46 (Auditor do Estado – ES/2004) - 248 C31__ Os servidores públicos estaduais do Espírito


Santo apenas se tornam estáveis após três anos de efetivo exercício.

47 (Analista Judiciário – Área: Administrativa – TRT / 10.ª – DEZ/2004) - As funções de


confiança no serviço público somente podem ser exercidas por servidores ocupantes de
cargo público de provimento efetivo.

48 (Analista Judiciário – Área: Administrativa – TRT / 10.ª – DEZ/2004) Maria ocupa cargo
público comissionado em uma autarquia federal e será nomeada amanhã para cargo público
de professora em uma fundação pública federal. Nessa situação, para entrar em exercício no
novo cargo, Maria deverá exonerar-se do seu cargo comissionado, pois a legislação
administrativa somente permite a acumulação de cargos de provimento efetivo.

49 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – TRT / 10.ª REGIÃO – DEZ/2004) - O TRT da 10.a
Região pretende realizar concurso público para preencher cargos de analista judiciário.
Nessa situação, é compatível com o texto constitucional determinação editalícia
estabelecendo que o concurso será válido pelo prazo improrrogável de um ano.

50 (Juiz Substituto – TJBA – 2005) - Considere a seguinte situação hipotética. Marcelo era
servidor público estadual da administração direta e foi eleito vereador por um município
baiano. Como havia compatibilidade entre o horário de trabalho dele e o exercício da
vereança, o município passou a pagar-lhe, cumulativamente com os vencimentos do cargo
efetivo, as vantagens do cargo de vereador. Um cidadão ajuizou ação popular contra esse
pagamento cumulativo, alegando ilegalidade e lesividade desses atos. Nessa situação, o
pedido da ação deveria ser julgado improcedente.

51 (Oficial de Registro de Imóveis – TJBA -2005) - Foi realizado concurso público para
preenchimento de vagas em determinado cargo do quadro de pessoal do Tribunal de Justiça
do Estado da Bahia (TJBA). A entidade responsável pelo concurso enviou ao tribunal a
relação final dos aprovados, pela ordem de classificação, contendo dez nomes.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.

270 Considere que o edital anunciava que o concurso visava o preenchimento de três vagas
já existentes para o cargo. Nesse caso, os três primeiros colocados têm direito de ser
nomeados e empossados antes de expirado o prazo de validade do concurso.

52 (Ingresso na Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro Extrajudicial do


Estado de Mato Grosso – TJMT – 2005) - A respeito da administração pública, assinale a
opção correta.

A) Os cargos públicos são acessíveis aos brasileiros, natos ou naturalizados, de acordo com
os requisitos estabelecidos em lei, sendo que os estrangeiros também podem ocupar cargos
públicos na forma da lei.
B) A remuneração e o subsídio dos membros da procuradoria dos estados e dos defensores
públicos estaduais não poderão ultrapassar o subsídio mensal do governador dos estados.
C) Os atos de improbidade importarão na suspensão dos direitos políticos, na perda da
função pública, na indisponibilidade dos bens e no ressarcimento ao erário. Todas essas
sanções podem ser aplicadas pela autoridade administrativa competente.
D) As normas relativas ao teto de remuneração na administração pública aplicam-se, em
qualquer caso, às empresas públicas e às sociedades de economia mista.
53 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) - O servidor da União, dos estados, do Distrito
Federal ou dos municípios, incluídas suas autarquias e fundações, que tenha ingressado no
serviço público até a data de publicação da EC n.º 41/2003 poderá aposentar-se com
proventos integrais, que corresponderão à totalidade da remuneração do servidor no cargo
efetivo em que se der a aposentadoria, na forma da lei.

Gabarito:

1. E
2. E
3. C
4.ECCEC
5.CEEEE
6. E
7. C
8. E
9. E
10. ECCC
11. CECC
12. C
13. A
14. CE
15. E
16. E
17. E
18. CE
19. E
20. E
21. E
22. C
23. E
24. E
25. E
26. E
27. E
28. E
29. C
30. E
31. C
32. E
33. E
34. EC
35. E
36. C
37. E
38. EE
39.EECCEE
40. E
41.EECECEC
42. C
43. E
44. CEE
45.EEECC
46. C
47. C
48. E
49. C
50. C
51. E
52. A
53. C
ATOS ADMINISTRATIVOS - CESPE

1. (Fiscal de Tributos Municipais–Maceió/2003) A respeito dos princípios básicos da


administração pública, dos poderes administrativos e dos atos administrativos, julgue os itens
de 1 a 9.
1 - O princípio da legalidade impõe que o agente público observe, fielmente, todos os
requisitos expressos na lei como da essência do ato vinculado.
2 - A competência, a finalidade e a forma são, obrigatoriamente, elementos vinculados do ato
administrativo.
3 - Poder discricionário é o que o direito concede à administração, de modo explícito ou
implícito, para a prática de atos administrativos com liberdade na escolha de sua
conveniência, oportunidade e conteúdo.
4 - Poder hierárquico é o que a administração exerce sobre todas as atividades e bens que
afetam ou possam afetar a coletividade.
5 - Nenhum ato administrativo pode ser realizado validamente sem que o agente disponha de
poder legal para praticá-lo. Entende-se por competência administrativa
o poder atribuído ao agente da administração para o desempenho específico de suas
funções.
6 - De acordo com Hely Lopes Meirelles, são requisitos ou elementos do ato administrativo: a
competência, a finalidade, a forma, o motivo e o objeto.
7 - Como a administração pública só se justifica como fator de realização do interesse
coletivo, seus atos devem dirigir-se sempre para um fim público.
8 - A revogação ou a modificação do ato administrativo deve obedecer à mesma forma do ato
originário, uma vez que o elemento formal é vinculado tanto para sua formação quanto para
seu desfazimento ou alteração.
9 - São atributos do ato administrativo: a presunção de legitimidade, a imperatividade e a
auto-executoriedade.

2 (Juiz Substituto – TJBA/2002) - Os atos administrativos visam, de maneira geral, à satisfação


do interesse público, mas cada ato deve fazê-lo segundo a finalidade específica para a qual foi
criado e que é prevista na lei de regência; por conseguinte, se certo ato for praticado
buscando atingir fim que lhe seja estranho, poderá ser invalidado por desvio de finalidade,
ainda que aquele fim de algum modo satisfaça o interesse público.

3 (Juiz Substituto – TJPA/2002) - Julgue os seguintes itens, relativos aos atos administrativos.
01 - O ato praticado com desvio de finalidade não é passível de convalidação, devendo ser
anulado pela própria administração pública ou pelo poder judiciário, ainda que se trate de
ato discricionário.
02 - Atos vinculados, atos exauridos e aqueles que gerem direitos adquiridos não poderão ser
revogados pela administração pública, ainda que sua prática manifeste-se inconveniente ou
inoportuna para o administrador.
03 - Decorre da auto-executoriedade, atributo do ato administrativo, a prerrogativa de o
poder público dar efetividade a seus atos, sem que haja necessidade de prévia autorização
judicial.
04 - Concessão de aposentadoria compulsória, de aposentadoria voluntária e de alvará para
construir são exemplos de atos administrativos vinculados.
05 - Competência, finalidade e forma são requisitos vinculados em todos os atos
administrativos.

4 (Promotor de Justiça Substituto – MPAM/2001) - Assinale a opção correta com referência a


atos administrativos.
A) A competência para a prática do ato administrativo é delegável, desde que a lei o autorize,
mas não se transfere apenas pela vontade dos interessados.
B) Os atos administrativos revestem-se de imperatividade, que é a faculdade de o ato ser
diretamente executado pela própria administração pública, sem a necessidade de decisão
judicial.
C) O despacho lançado nos autos de procedimento administrativo, que se limite a dar-lhes
andamento, não é considerado ato de império, mas sim ato de gestão, já que não implica uso
da supremacia estatal.
D) Considerando suas características normativa e regulamentar, decreto do presidente da
República não pode ser classificado como ato administrativo.
E) Constitui poder-dever da administração pública revogar ato administrativo, quando nele se
detectar ilegalidade.

5 (Advogado da união/Nov 2002) - Pondo à parte a discussão acerca da distinção entre


processo e procedimento administrativo e equiparando essas expressões, é juridicamente
correto afirmar que o ato administrativo complexo, dadas as peculiaridades de seu modo de
formação, é exemplo de processo administrativo.

6 (Advogado da união/Nov 2002) - O ato administrativo é um ato jurídico, pois se trata de


uma declaração que produz efeitos jurídicos. Sendo ato jurídico, aloca-se dentro do gênero
fato jurídico. Este se define como qualquer acontecimento a que o direito imputa e enquanto
imputa efeitos jurídicos. O fato jurídico, portanto, pode ser um evento material ou uma
conduta humana, voluntária ou involuntária, preordenada ou não a interferir na ordem
jurídica. Basta que o sistema normativo lhe atribua efeitos de direito para qualificar- se como
um fato jurídico.
Celso Antônio Bandeira de Mello. Curso de direito administrativo. 14. a ed. São Paulo:
Malheiros, 2002, p. 333 (com adaptações).

Em relação ao ato e ao contrato administrativo, julgue os itens seguintes.

01 - Considere a seguinte situação hipotética. Um indivíduo inscreveu-se em concurso público


utilizando documentos falsificados, pois não preenchia os requisitos legais para a inscrição.
Como a falsificação não foi descoberta, o criminoso logrou aprovação, nomeação e posse no
cargo público. Entrou em exercício e praticou diversos atos, que produziram os efeitos a que
se destinavam, até o funcionário ser descoberto, meses depois, quando, após o devido
processo legal, tais atos foram anulados.
Nessa situação, os atos administrativos derivados da inscrição do candidato, até a descoberta
da falsidade, foram inválidos, mas eficazes.
02 - O ato de nomeação de duzentos candidatos aprovados em concurso público é
juridicamente classificado como ato administrativo individual, embora plural (ou plúrimo).
03 - Se determinado indivíduo se inscreve em concurso vestibular para ingresso em
instituição federal de ensino superior e vem a ser aprovado, o ato que o admite no corpo
discente da instituição é de natureza vinculada; por outro lado, mesmo os atos
administrativos discricionários podem ser avaliados, em certos aspectos, pelo Poder
Judiciário.
04 - A revogação dos atos administrativos aplica-se àqueles que sejam válidos, mas que a
administração considere não mais cumprirem o interesse público; não cabe, portanto,
revogação de ato administrativo inválido; de outra parte, é perfeitamente admissível a
revogação parcial de ato administrativo, se a parte não revogada for subsistente por si
mesma.

7 (Analista legislativo àrea VIII – Câmara dos Deputados/2002) - Julgue os itens abaixo,
relativos aos atos administrativos.
01 - De acordo com o princípio da legalidade, o silêncio do sujeito administrativo não gera
efeitos para o administrado.
02 - Os atos administrativos discricionários, tendo em vista a presunção de legitimidade, salvo
os casos previstos em lei, não podem ser questionados em juízo.
03 - A licença é ato vinculado unilateral pelo qual a administração faculta a alguém o exercício
de uma atividade, desde que preenchidos os requisitos legais pelo interessado.
04 - A revogação é um ato administrativo que extingue outro ato administrativo, podendo ser
efetivada por uma autoridade ou por um particular, desde que motivada e fundamentada em
procedimento administrativo próprio.
05 - O objeto da revogação é sempre um ato administrativo inválido ou uma relação jurídica
inválida decorrente dele.

8 (PAPILOSCOPISTA DA PF/2000) Quando a lei admite que a autoridade administrativa


pratique ato administrativo com base no poder discricionário, a autoridade poderá
estabelecer a competência para a prática do ato.

9 (Promotor de Justiça Substituto – MPRR/2001) - Se, ao praticar determinado ato, a


autoridade administrativa desatender ao escopo previsto na lei que especificamente o regia,
mas, por outro lado, findar por satisfazer algum outro interesse público relevante, não se
poderá invalidar o ato por ofensa ao princípio da finalidade.

10 (Promotor de Justiça Substituto – MPRR/2001) - Em virtude da rigorosa disciplina


constitucional e legal da administração pública, tanto nos casos de desvio de finalidade
quanto nos de excesso de poder, o ato administrativo deve ser integralmente invalidado.

11 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - Julgue os itens subseqüentes, relativos aos


atos administrativos.
1 - Ato complexo é o ato que se aperfeiçoa pela manifestação da vontade de dois órgãos,
sendo a vontade de um instrumental em relação à vontade do outro, que edita o ato
principal.
2 - A discricionariedade do ato administrativo decorre da possibilidade legal de a
administração pública poder escolher entre mais de um comportamento, desde que
avaliados os aspectos de conveniência e oportunidade.

12 (Juiz Substituto – TJSE/2004) A nulidade de um ato administrativo pode ser decretada de


ofício pelo juiz, tendo o pronunciamento de invalidade eficácia ex tunc, o que impede que ele
gere quaisquer efeitos, em face do princípio da supremacia do interesse público.

13 (Juiz Federal Substituto – TRF/5ª Região – 2004) - Os pareceres são atos administrativos de
administração consultiva por meio dos quais são expressas opiniões acerca de questões
técnicas. Conforme amplamente entende a doutrina, quando a lei conferir caráter obrigatório
ao parecer e a decisão a ser tomada precisar basear-se em elementos técnicos, a autoridade
estará compelida a decidir segundo a orientação do parecer, sob pena de ser
responsabilizada.

14 (Papiloscopista Policial Federal – 2004) - Autorização é uma espécie de ato administrativo


que se baseia no poder de polícia do Estado. É ato unilateral, discricionário e precário pelo
qual a administração faculta ao particular o uso privativo de bem público, ou o desempenho
de atividade material, ou a prática de ato que, sem esse consentimento, seria legalmente
proibido, e cujo exemplo clássico é o porte de arma.

15 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) - Com relação aos atos da
administração, julgue os seguintes itens.
1 - Todo ato administrativo exige motivação, sob pena de invalidade, podendo esta ser
declarada pela autoridade hierárquica superior.
2 - A auto-executoriedade, atributo inerente aos atos administrativos, só não está presente
quando vedada expressamente por lei.
3 - Um decreto que produza efeitos gerais somente pode ser editado em caráter
regulamentar.
4 - A anulação de ato administrativo, por mais evidente que seja o vício, quando afeta direito
de terceiro, deve ser precedida de contraditório.
5 - Atos administrativos ilegais estão sujeitos à convalidação quando não acarretarem lesão
ao interesse público nem prejuízo a terceiros, ainda quando inexistente o motivo do ato.

16 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) -Com relação aos atos administrativos, assinale a
opção correta.

A) A administração pública, ao praticar atos regulados pelo direito civil, embora se iguale ao
particular, preserva, em razão da supremacia do interesse público, a possibilidade de anular
unilateralmente esses atos.
B) É sempre possível à administração pública revogar atos administrativos contrários ao
interesse público, desde que não tenha ocorrido a preclusão ou a prescrição.
C) Em todos os atos administrativos discricionários, o requisito objeto relaciona-se com o
mérito administrativo.
D) Embora intransferível, a competência para a prática de um ato administrativo sempre
poderá ser objeto de delegação ou avocação.
E) A auto-executoriedade é atributo de todos os atos administrativos, uma vez que eles têm
por finalidade a realização do bem comum.

17 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004 - adaptada) - Uma autarquia federal


responsável pela defesa do patrimônio histórico, no âmbito de sua competência, autuou um
município por danos em bem tombado, provocados por um trator pertencente a essa
municipalidade. Por meio de auto de infração, lavrado por um dos fiscais da autarquia, foi
aplicada multa ao município. Impugnada a aplicação da penalidade, o município alegou que a
multa não seria devida, porque o tombamento não fora registrado no cartório de registro de
imóveis. Sustentou, ainda, que não poderia ser multado pela autarquia ante sua
personalidade de direito público. Por derradeiro, argumentou que o ato considerado danoso
fora praticado por pessoa estranha aos quadros de servidores do município, a quem o trator
de propriedade municipal fora emprestado por um de seus funcionários. Pediu, por fim, a
anulação do ato com efeitos ex tunc.
Em face dessa situação hipotética, julgue o item que se segue.
O pedido para que os efeitos da anulação da autuação sejam ex tunc, caso a anulação seja
obtida, mostra-se adequado.

18 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004) - Nos atos compostos, o visto da


autoridade superior constitui condição de exeqüibilidade.

19 (Analista de Assuntos Jurídicos do SERPRO/2004) - A competência é um dos requisitos


necessários à formação do ato administrativo. No que se refere à sua alterabilidade, o
princípio adotado pelo direito positivo é o da irrenunciabilidade, excetuado apenas pela
delegação ou pela avocação.

20 (Técnico Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) - O motivo do ato administrativo


vincula-se ao pressuposto de fato e de direito em que se deve fundamentar o ato
administrativo.

21 (Analista Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) - O motivo e a motivação do ato


administrativo são o móvel ou a intenção do agente que praticou
o ato subjetivo e internamente.

22 (Analista Judiciário / Área Judiciária – STJ – 2004) -Enquanto os atos administrativos são
passíveis de anulação e revogação, de acordo com a ordem jurídica, os fatos da administração
gozam de presunção de legitimidade e se enquadram nos ditames da discricionariedade.

23 (Analista Judiciário / Área Judiciária – STJ – 2004) - O motivo e a motivação do ato


administrativo são o móvel ou a intenção do agente que praticou o ato subjetivo e
internamente.

24 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - Acerca dos atos
administrativos, julgue os itens a seguir.

A - A vacância de cargo provocado pela morte de um servidor e o decurso do tempo, que


produz a prescrição administrativa são exemplos típicos de fatos administrativos.
B - O conceito de ato administrativo é bem mais amplo do que o de ato de administração,
sendo aquele o gênero e esse, a espécie.
C - Consideram-se elementos dos atos administrativos a competência, a forma, o objeto, o
motivo e a finalidade.
D - O mérito constitui requisito essencial do ato administrativo.
E - A presunção de legitimidade, a imperatividade, a auto-executoriedade, a exigibilidade e a
tipicidade constituem atributos do ato administrativo.

25 (Delegado de Polícia Federal / 2004) - Ocorre a extinção do ato administrativo por


caducidade quando o ato perde seus efeitos jurídicos em razão de norma jurídica
superveniente que impede a permanência da situação anteriormente consentida.

26 (Assistente Técnico de Informática e Administração - TCE/PE - 2004) - A respeito de atos


administrativos, julgue os itens que se seguem.
1 - Segundo a doutrina especializada, os atributos dos atos administrativos incluem, entre
outros, a presunção de legitimidade e a imperatividade; a primeira significa que esses atos
devem ser considerados válidos até prova em contrário, ou seja, eles gozam de presunção
relativa de legitimidade.
2 - Os atos administrativos ditos discricionários correspondem àqueles em que todos os
elementos e atributos são definidos pelo julgamento do administrador, se bem que estes
devem necessariamente estar direcionados à busca da satisfação do interesse público.

27 (Juiz Substituto – TJ – MT – 2004) - Acerca dos atos administrativos e do regime jurídico


dos servidores públicos, assinale a opção correta.
A) Todo ato administrativo goza de auto-executoriedade.
B) O servidor público adquire estabilidade e o magistrado de primeiro grau, vitaliciedade,
após três anos de efetivo exercício no cargo.
C) Todo agente público é servidor público.
D) Há atos administrativos que, não obstante viciados, podem ser convalidados.

28 (Auditor do Estado – ES/2004) - Os atos administrativos discricionários não serão objeto


de lide judicial, pois ao Poder Judiciário é defeso decidir acerca do mérito do ato
administrativo.

29 (Auditor do Estado – Direito - ES/2004) - O fato de os procedimentos necessários à


nomeação de determinado servidor público serem levados a efeito por servidor lotado no
serviço de recursos humanos competente e, posteriormente, submetidos à chancela do
dirigente da entidade pública caracteriza ato administrativo considerado ato composto.

30 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – TRT / 10.ª REGIÃO – DEZ/2004) - A expressa


fundamentação é um requisito de validade dos atos administrativos vinculados, mas não dos
atos administrativos discricionários.

31 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – TRT / 10.ª REGIÃO – DEZ/2004) - A autorização de


serviço público é um contrato administrativo por meio do qual o poder público delega
provisoriamente a particular a execução de uma atividade típica de Estado.

32 (Juiz Substituto – TJBA – 2005) - No que se refere aos atos administrativos, julgue os
próximos itens.
128 - Fatos jurídicos, mesmo que independam da vontade e de qualquer participação dos
agentes públicos, podem ser relevantes para o direito administrativo.
130 - Sempre que a administração pública se deparar com a prática de ato administrativo
nulo, deverá invalidá-lo e repor a situação no statu quo ante, independentemente de
provocação da parte interessada, devido a seu poder de autotutela. Essa atitude é
decorrência do princípio da legalidade, pois a doutrina não admite que o poder público aceite
a persistência dos efeitos de atos praticados em desconformidade com o direito.

33 (Ingresso na Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro Extrajudicial do


Estado de Mato Grosso – TJMT – 2005) - O ato complexo se iguala, conforme entendimento
da doutrina, ao contrato administrativo, pois há, em alguns casos, a conjugação de vontades
de órgãos distintos para a formação do ato.

34 (Ingresso na Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro Extrajudicial do


Estado de Mato Grosso – TJMT – 2005) - A competência é um dos requisitos do ato
administrativo e pode ser alterada, mesmo sem autorização legal, por vontade do
administrador por meio do instituto da delegação.

35 (Analista Judiciário – Área: Administrativa – TRE/TO – 2005) - Com relação aos atos
administrativos de permissão e autorização, julgue os itens a seguir.
I Autorizações são atos administrativos unilaterais e precários em que está presente a
discricionariedade da administração pública.
II Permissões são atos discricionários da administração pública, e, como tal, dispensam
sempre a prévia realização de licitação.
III Não há direito subjetivo à obtenção ou à continuidade da autorização, mesmo que o
interessado preencha todos os requisitos exigidos pela administração pública.
IV Não se admite a hipótese de permissão condicionada no sistema administrativo brasileiro
após a Constituição Federal de 1988, pois essa permissão limitaria o poder discricionário da
administração pública.
A quantidade de itens certos é igual a

A) 0.
B) 1.
C) 2.
D) 3.
E) 4.

36 (Defensor Público – SE – 2005) - Maria teve cancelado seu credenciamento como


despachante no Departamento Estadual de Trânsito de determinada unidade da federação,
por ter participado de uma quadrilha que fraudava carteiras de motorista. Em face da
situação hipotética acima, relativa a atos administrativos, julgue o item que se segue.

Nessa situação, ainda que reste demonstrado que o motivo, prática de ato ilícito, inexistiu, ou
que Maria não teve, no ato, qualquer participação, o descredenciamento não é atingido, já
que se trata de ato discricionário da autoridade competente.
Gabarito:

1.CCCECCCCC
2.C
3.CCCCC
4.A
5. E
6.CCCC
7.EECEE
8.E
9.E
10.E
11.EC
12.E
13.E
14.C
15.EEECE
16.C
17.C
18.C
19.C
20.C
21.E
22.E
23.E
24.CECEC
25.C
26.CE
27.D
28.E
29.C
30.E
31.E
32.CE
33.E
34.E
35.C
36.E
PODERES ADMINISTRATIVOS - CESPE

1 (PROCURADOR DO INSS/1999) O desvio do poder ou desvio de finalidade ocorre quando o


agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na
regra de competência.

2 (AGENTE DA PF/2000)

A) Apesar de as polícias civil e federal desempenharem a função de polícia judiciária, ambas


são órgãos do Poder Executivo e não do Poder Judiciário.
B) Um agente de polícia federal poderia sofrer pena administrativa de demissão, imposta com
base no poder disciplinar, caso indispusesse funcionários contra os seus superiores
hierárquicos. Entretanto, um agente não poderia sofrer punição administrativa caso tentasse
convencer outros agentes a não executar a ordem do superior hierárquico no sentido de que,
durante a noite, arrombassem a porta de uma residência para cumprir mandado judicial de
prisão.
C) Se um agente de polícia federal fosse designado para investigar a prática de corrupção
passiva atribuída a ocupantes de cargos comissionados de autarquia federal, esse agente
realizaria a investigação no exercício do poder de polícia, em razão do que seria indispensável
a autorização judicial para a prática dos atos necessários.

3 (PAPILOSCOPISTA DA PF/2000) No exercício do poder hierárquico, o superior, em certas


circunstâncias, pode tanto avocar a prática de determinado ato, quanto, ele próprio, aplicar
sanções punitivas a seus subordinados.

4 (TITULAR DE CARTÓRIO DO DF/2000) Acerca do poder de polícia, é juridicamente correto


afirmar que a competência para seu exercício é, em princípio, da entidade política competente
para legislar acerca da matéria, que sua teoria geral é a mesma dos atos administrativos e que,
no exercício desse poder, a administração pública pode impor restrições a direitos e
liberdades constitucionalmente assegurados.

5 (FISCAL DO INSS/2001) Mesmo que a autoridade administrativa seja competente tanto para
punir um subordinado como para removê-lo para outra cidade, será inválido o ato de remoção
praticado como meio de punição ao subordinado, ainda que haja necessidade de pessoal na
cidade para onde o servidor foi removido.

6 (PROCURADOR DA AGU/2001)

A) Quando a Administração se vale de lei que prevê a demissão de servidor público pela
prática de ato definido como crime e demite um servidor, ela exerce o poder disciplinar.
B) Quando o presidente da República expede um decreto para tornar efetiva uma lei, ele
exerce poder regulamentar. Marcos é o governador de um estado-membro do Brasil e, por
isso, tem o poder de remover os servidores públicos de uma localidade para outra, para
melhor atender ao interesse público. Um servidor do estado namorava a filha de Marcos,
contrariamente a sua vontade. A autoridade, desejando pôr um fim ao romance, removeu o
servidor para localidade remota, onde, inclusive, não havia serviço telefônico.
C) O ato descrito está viciado por desvio de finalidade.
D) O controle interno das atividades administrativas é um dos meios pelos quais se exercita o
poder hierárquico.

7 (ESCRIVÃO DA PF/2002) Uma das competências do chefe do Poder Executivo federal é a


expedição de decretos, com a finalidade de regulamentar as leis no seio da Administração
Pública; essa competência não dá ao presidente da República, porém, o poder de baixar
decretos tratando amplamente de matérias ainda não disciplinadas por lei, ou seja, não pode
ele, na vigente ordem constitucional, editar os chamados decretos autônomos.

8 (AGENTE DA PF/2002) Considere a seguinte situação hipotética.


A empresa de vigilância privada Águia Segurança e Vigilância Ltda. foi notificada pela Comissão
de Vistoria da Polícia Federal para, no prazo de 35 dias, sanear o processo administrativo
concernente à revisão de autorização de funcionamento, por meio da apresentação de uma
série de documentos. A empresa não apresentou todos os documentos exigidos na
notificação, sendo que, em vistoria para atualização do Certificado de Segurança, constatou-se
a inobservância de inúmeros requisitos básicos para o funcionamento, também não
regularizados em tempo hábil após notificação. A Portaria DPF nº 992/95 prevê possibilidade
de aplicação de pena de cancelamento de registro de funcionamento de empresa de
segurança privada que deixe de possuir qualquer dos requisitos básicos exigidos para o
funcionamento e não promova o saneamento ou a readaptação quando notificada a fazê-lo.

Nessa situação, diante do poder regular de polícia, pode a autoridade competente cancelar o
registro de funcionamento da empresa Águia Segurança e Vigilância Ltda., sem que, para
tanto, tenha de recorrer previamente ao Poder Judiciário.

9 (Atendente Judiciário TJ BA 2003) O poder disciplinar é discricionário, pois não está


vinculado à prévia definição da lei sobre a infração funcional e a respectiva sanção. Conforme
a gravidade do fato a ser punido, a autoridade escolherá, entre as penas legais, a que melhor
atenda ao interesse do serviço e a que melhor reprima a falta cometida.

10 (Auxiliar Judiciário de 2ª Entrância – TJ PE/2001) - O poder de que dispõe a administração


pública para condicionar o uso e o gozo de bens, direitos individuais ou atividades, no
interesse da sociedade ou do próprio Estado, corresponde ao poder:

A) de polícia.
B) hierárquico.
C) disciplinar.
D) discricionário.
E) vinculado.

11 (Oficial de Justiça de 1ª Entrância – TJ PE/2001) - O órgão de vigilância sanitária do estado


de Pernambuco, ao realizar inspeção, localizou, afixada na parede da cozinha de determinado
restaurante de Recife, a seguinte citação: “Aqui nada se perde. Tudo se transforma”. Vale
dizer: as condições higiênicas eram as piores possíveis. Ato contínuo, a vigilância determinou a
interdição do restaurante. Para esse tipo de situação hipotética, o atributo de que dispõe a
polícia administrativa para agir independentemente de autorização judicial

A) não foi admitido no direito brasileiro, razão por que o ato do órgão de vigilância foi ilegal.
B) corresponde à auto-executoriedade.
C) corresponde à presunção de legitimidade.
D) decorre da imperatividade da atuação administrativa.
E) compreende a cobrança de multas administrativas.

12 (Titular dos Serviços Notariais e de Registro – TJ RR/2001) - Em determinado órgão da


administração pública federal direta, constatou-se o cometimento reiterado de infrações
funcionais por parte de determinado servidor. A chefia, com vistas a punir referido servidor,
determinou a sua imediata remoção para outra unidade daquele mesmo órgão, localizada em
local de difícil acesso. Em face dessa situação hipotética, é correto afirmar que a remoção do
servidor:

A) é ato perfeitamente válido.


B) pode ser questionada em sua validade haja vista não ter sido assegurado ao servidor o
direito ao contraditório e à ampla defesa.
C) é nula em face do desvio de finalidade.
D) é nula em face do vício de forma na edição do ato.
E) poderá ser convalidada se houver manifestação da autoridade competente para a
sua prática.

13 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRT 6ª Região/2002) - A atividade


administrativa, como projeção objetiva da administração pública, inclui a polícia
administrativa, a qual executa e fiscaliza as restrições impostas por lei ao exercício dos direitos
individuais em benefício do interesse coletivo.

14 (Auditor Fiscal INSS/200) -Mesmo que a autoridade administrativa seja competente tanto
para punir um subordinado como para removê-lo para outra cidade, será inválido o ato de
remoção praticado como meio de punição ao subordinado, ainda que haja necessidade de
pessoal na cidade para onde o servidor foi removido.

15 (Promotor de Justiça Substituto – MPAM/2001) - O chefe de uma repartição pública


determinou certa obrigação a servidor, que, descumprida, ensejou a instauração de inquérito
administrativo. Nessa situação hipotética, houve manifestação dos poderes

A) vinculado e disciplinar.
B) hierárquico e de polícia.
C) hierárquico e disciplinar.
D) discricionário e disciplinar.
E) vinculado e de polícia.

16 (Promotor de Justiça Substituto – MPAM/2001) - Valendo-se de sua competência legal, um


agente público praticou ato administrativo de remoção de servidor público, tão-somente
porque tinha inimizade a este servidor. Em face da situação hipotética apresentada, assinale a
opção correta.

A) Obedecidos os limites legais, o ato de remoção não pode ter sua finalidade questionada, já
que esta se relaciona ao mérito administrativo.
B) O ato de remoção ocorreu com excesso de poder, já que seu agente exorbitou do uso de
suas faculdades administrativas.
C) Houve desvio de finalidade na remoção, pois, embora formalmente legal, o ato praticado
objetivou fim ilegal.
D) Tendo usado sua competência dentro da lei, o agente público valeu-se de mero uso de seu
poder discricionário.
E) Não se pode imputar abuso de poder ao agente que praticou o ato de remoção, dado ser
pressuposto do abuso a clandestinidade na prática do ato.

17 (Promotor de Justiça Substituto – MPRR/2001) - A administração pública, ao exercer o


poder de polícia, tanto pode agir para prevenir atividades particulares lesivas ao interesse
público como pode atuar para paralisar atividades já iniciadas, de maneira que, nesses casos, a
administração não precisa necessariamente recorrer ao Poder Judiciário para defender o
interesse coletivo.

18 (Advogado da união/Nov 2002) - Se determinado órgão público apreende medicamentos


comercializados ilegalmente, esse ato constitui exercício do poder de polícia administrativa,
embora tenha caráter repressivo e apesar de esse poder agir de maneira sobretudo
preventiva.

19 (Agente da polícia Federal/1997) - Acerca dos poderes da administração pública, julgue os


itens a seguir.

A) Considere que Cândido seja fiscal do instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (IBAMA), usando na à exploração ilegal de madeiras, e que, pelas normas
aplicáveis a seu trabalho, Cândido seja obrigado apreender a madeira ilegalmente extraída
que encontrar no trabalho de fiscalização e a aplicar multa aos responsáveis pela e pelo
transporte do madeirame. Assim, estes são exemplos de atos resultantes do poder
discricionário que Cândido detém.
B) O ato praticado no exercício de poder discricionário é imune a controle judicial.

C) Considere a seguinte situação: Fátima é Delegada de Polícia Federal e Superintendente


Regional na SR do DPF no Estado de Minais Gerais. Um servidor lotado naquela SR foi alvo de
procedimento administrativo, por haver-se envolvido em vias fato com um colega, por
discussão irrelevante. Por delegação do Diretor do DPF, a superintendente aplicou ao servidor,
após o devido processo legal, pena de suspensão por quinze dias. Em ocasião, a
Superintendente constatou que os atos administrativos praticados na SR freqüentemente
apresentavam defeitos formais, o que a fez chamar a seu gabinete os servidores responsáveis
e orientá-los, no exercício de coordenação e revisão próprias da administração. Na situação
apresentada, as medidas tomadas pela Superintendente são exemplos de atos praticados em
decorrência do poder disciplinar.

D) A hierarquia implica o dever de obediência do subalterno, dever que, no entanto, não é


absoluto.

E) A hierarquia implica, como regra geral, as faculdades de o superior delegar ou avocar


atribuições.

20 (DELEGADO DA PF/2002) A função de polícia judiciária não exclui da Polícia Federal o poder
de polícia administrativa. O poder disciplinar impõe ao superior hierárquico o dever de punir o
subordinado faltoso.

21 (Analista legislativo àrea VIII – Câmara dos Deputados/2002) -Por ser discricionário, o poder
de polícia, por vezes, não está submetido ao princípio da motivação.

22 (Juiz Substituto – TJBA/2002) - O caráter preventivo da atividade da administração pública


não é nota essencial do poder de polícia, uma vez que este pode também agir
repressivamente, como ocorre, por exemplo, quando o poder público apreende gêneros
alimentícios impróprios para o consumo, após haver tomado ciência do fato somente depois
da comercialização ou exposição à venda da mercadoria.

23 (Escrivão da PF/2002) O poder de polícia fundamenta-se em vínculo geral que existe entre
a administração pública e os administrados e visa à satisfação do interesse público; por isso,
pode incidir sobre qualquer direito do cidadão sem causar ofensa aos direitos fundamentais
previstos no ordenamento jurídico, desde que respeite os princípios constitucionais da
administração.

24 (Juiz Federal Substituto – TRF/5ª Região – 2004) - Se uma lei estatuir que, para o gozo de
determinado direito por ela criado, o cidadão precisa fazer prova documental de certos fatos à
autoridade administrativa, poderá o chefe do Poder Executivo, no exercício válido do poder
regulamentar, estipular que documentos serão aceitos como prova, desde que não crie
obrigação nova para os cidadãos.
25 (Perito Criminal Federal – PF/2004 – Regional - adaptada ) - Amanda, ocupante de cargo
público lotado no Departamento de Polícia Federal (DPF), foi condenada administrativamente
à penalidade de advertência por, no recinto da repartição, ter dirigido impropérios a um
colega de trabalho. Com referência à situação hipotética apresentada acima e considerando
que o DPF é um órgão do Ministério da Justiça (MJ), julgue o item a seguir.

O ato que aplicou a referida sanção a Amanda configura exercício de poder disciplinar.

26 (Perito Criminal Federal – PF/2004 – Regional - adaptada ) - Julgue os item a seguir,


considerando que o Departamento de Polícia Federal (DPF) é um órgão do Ministério da
Justiça que tem competência para apurar infrações penais contra a ordem política e social ou
em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e
empresas públicas.

O DPF exerce atividade de polícia administrativa, visto que apura infrações penais contra a
administração pública federal.

27 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - Com referência aos poderes da administração, as


sinale a opção correta.

A) Os poderes administrativos são instrumentais, sendo utilizados pela administração pública


para cumprir suas finalidades.
B) A inexistência de vinculação absoluta permite à administração pública apreciar aspectos de
conveniência, interesse público e de forma, quando no uso do seu poder vinculado.
C) A discricionariedade da administração pública aplica-se apenas aos aspectos de conteúdo e
de oportunidade do ato administrativo.
D) Com o uso do poder hierárquico, é sempre possível a invalidação, pela autoridade superior,
dos atos praticados por seus subordinados.

28 (Analista Judiciário / Área Judiciária – STJ – 2004) - Não é correto comparar as situações
subjetivas decorrentes das competências públicas com direitos subjetivos, uma vez que as
mesmas encerram deveres de atuação no interesse alheio.

29 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - Poder discricionário


é aquele concedido à administração, de modo explícito ou implícito, para a prática de atos
administrativos, com liberdade de escolha da conveniência, oportunidade e conteúdo.

30 (Auxiliar Judiciário / Áreas Administrativa e Judiciária – TJAP – 2004) - Os agentes dos


Poderes Legislativo e Judiciário, ao exercitar suas funções típicas, desempenham-na sob o
influxo do poder hierárquico.

31 (Analista Judiciário – Área Judiciária – TER/AL – 2004) -Caso determinado ato


administrativo seja praticado com base no exercício do poder discricionário, não competirá ao
Poder Judiciário reexaminá-lo nem lhe decretar nulidade, salvo se padecer de vício de forma.
32 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TRE/AL – 2004) - Considere que o TRE/AL
editou resolução alterando o seu regimento interno. Essa resolução não pode ser considerada
um ato que configure exercício de poder regulamentar.

33 (Delegado de Polícia Federal / 2004) - O abuso de poder, na modalidade de desvio de


poder, caracteriza-se pela prática de ato fora dos limites da competência administrativa do
agente.

34 (Analista Judiciário / Área Judiciária – TRE/RS – 2003) - Em linguagem comum, costuma-se


dizer que quem usa do poder tende a fazê-lo abusivamente. Todavia, o direito constitucional e
o direito administrativo em especial encontram formas de assegurar que os agentes públicos
tenham limites no cumprimento de suas atividades e funções. Isso se traduz em alguns
deveres constitucionais e princípios, que também não podem ser desconsiderados pela
administração pública.

Considerando o texto acima e o disposto a respeito de administração pública, julgue os itens


subseqüentes.

A) Enquanto, no desvio de finalidade, a autoridade, embora competente para a prática do ato,


vai além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas, no excesso de
poder, a autoridade pratica atos por motivos ou fins diferentes daqueles objetivados pela lei
ou pelo interesse público.

B) Poder disciplinar é aquele de que dispõe o Poder Executivo para a distribuição e o


escalonamento de funções de seus órgãos, ordenando e revendo a atuação de seus agentes e
estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro pessoal.

C) Rever atos de inferiores hierárquicos significa apreciar tais atos em todos os seus aspectos,
para mantê-los ou invalidá-los; já avocar é chamar para si as funções originariamente
atribuídas a um subordinado.

35 (Procurador Consultivo – MP TCE/PE -2004) - Quanto ao poder normativo, julgue os itens a


seguir.

A) O poder normativo originário é aquele cuja competência é outorgada pela Constituição


Federal.

B) O poder normativo é privativo do chefe do Poder Executivo.

C) O presidente da República pode, mediante decreto, extinguir funções e cargos públicos


vagos.

36 (Cargo: Promotor de Justiça – MP / MT – 2005) - Para alguns estudiosos, a Emenda


Constitucional n.º 32/2001 deu ao presidente da República o poder de baixar os chamados
decretos autônomos, dentro de certos limites.

Independentemente dessa discussão, é certo que o chefe do Poder Executivo, ao baixar


decretos para dispor acerca da organização e do funcionamento da administração federal,
continua submetido ao princípio da legalidade e não pode, por exemplo, criar nem extinguir
órgãos públicos.

37 (Juiz Substituto – TJBA – 2005) - Em sentido amplo, é juridicamente correto afirmar que o
exercício do poder de polícia está associado à atividade do Poder Legislativo e do Poder
Executivo.

38 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – TRE / MT – 2005) -A administração do TRE/MT


editou ato permitindo a Francisco instalar gratuitamente, no hall de entrada da sede do
tribunal, uma pequena banca para a venda de livros jurídicos durante os dois dias em que
seria realizado, no auditório do tribunal, um seminário sobre direito eleitoral. Em relação à
situação hipotética acima, assinale a opção correta.

A) O ato é nulo porque toda concessão de uso deve ser precedida de licitação.
B) O ato pode ser anulado caso a autoridade competente passe a entender que é
inconveniente a instalação da referida banca de livros.
C) O ato configura exercício de poder de polícia administrativa, na medida em que regula o
exercício de direitos.
D) O ato configura permissão de serviço público.
E) O ato configura exercício de poder administrativo discricionário.

39 O (Analista Judiciário – Área: Administrativa – TRE/TO – 2005) -Estado possui o poder de


limitar ou restringir o uso da propriedade, de direitos e das atividades dos particulares em
benefício do bem comum. Tal faculdade reflete a utilização do poder
A) hierárquico, que significa justamente a possibilidade de a administração pública fazer uso
da sua supremacia sobre os interesses privados.
B) disciplinar, o qual consiste no direito que possui a administração de ditar regras de conduta
para que atos dos particulares não venham a afetar o interesse coletivo.
C) regulamentar, uma vez que só é possível limitar a propriedade, os direitos e as atividades
de particulares mediante a prévia publicação de decreto ou regulamento.
D) de polícia, cujo exemplo é a atuação em prol da preservação da saúde pública.
E) de polícia judiciária, cuja principal distinção do poder de polícia administrativa é o fato de
que o primeiro incide sobre bens, direitos e atividades, enquanto o segundo incide sobre
pessoas.

40 (Juiz Substituto – TJBA – 2005) -No processo administrativo disciplinar, não se aplica, com a
mesma amplitude do direito penal, o princípio da tipicidade, o que implica a possibilidade de a
autoridade administrativa aplicar sanção a conduta que não esteja minuciosamente descrita
como ilícita na norma legal.

41 (Defensor Público – SE – 2005) - O poder de polícia da administração, conforme


entendimento do STF, pode ser delegado a particulares.
GABARITO:

1.C
2.CCE
3.C
4.C
5.C
6.CCCC
7.C
8.C
9.C
10.A
11.B
12.C
13.C
14.C
15.C
16.C
17.C
18.C
19.EEECC
20.CC
21.E
22.C
23.E
24.C
25.C
26.E
27.A
28.C
29.C
30.E
31.E
32.C
33.E
34.EEC
35.CEC
36.C
37.C
38.E
39.D
40.C
41.E
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS - CESPE

1 (ADVOGADO DA CEB/2000)
Uma das principais características dos contratos administrativos é a presença de
cláusulas exorbitantes, que permitem conferir à administração pública posição de
supremacia em relação àqueles que com ela contratam. Referindo-se a esse aspecto,
julgue os itens que se seguem.
1 - Poderá a administração modificar unilateral e ilimitadamente o contrato
administrativo.
2 - De acordo com a legislação pertinente, há situações em que os contratos
administrativos podem ser rescindidos unilateralmente, mesmo que o contratado
esteja cumprindo fielmente as suas obrigações.
3 - Verificando-se vício na formalização do contrato, a administração deverá promover
sua anulação, independentemente de ação judicial.
4 - Na hipótese de se verificar atraso nos pagamentos devidos pela administração,
somente se esse superar o prazo de noventa dias, poderá o contratado optar pela
suspensão da execução do contrato ou pela sua rescisão.
5 - Poderá a administração aplicar sanções administrativas aos contratados,
independentemente de ação judicial, desde que assegure o contraditório e a ampla
defesa.

2 (Analista Judiciário – Área Judiciária – TER/AL – 2004) - A chamada cláusula rebus sic
stantibus é aplicável aos contratos administrativos, no regime legal em vigor, e permite
que o contratado obtenha a alteração das condições contratuais, para recomposição do
equilíbrio econômico-financeiro.

3 (DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO/2001)


1 - A natureza especial do contrato administrativo, caracterizado pela presença das
chamadas cláusulas exorbitantes do direito comum, permite a uma das partes, a
administração, alterar unilateralmente a avença, vinculando o contratado á nova
obrigação, quando houver modificação do respectivo projeto. Nessa situação, o
contratado deve cumprir a nova regra, sendo-lhe garantida, todavia, a manutenção do
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
2 - A inexecução do contrato pelo contratado por motivo devidamente comprovado de
caso fortuito (evento da natureza) ou força maior (evento humano) pode gerar a
rescisão administrativa do mesmo. Nessa situação o contratado terá direito,
exclusivamente, à devolução da garantia e aos pagamentos devidos pela execução do
contrato até a data da rescisão.

4 (Juiz Substituto – TJ RN/1999) -É passível a alteração de um contrato


administrativo, por
(A) acordo das partes, para substituição do particular contratado
(B) acorda das partes, para o acréscimo de 50% do valor contatado para prestação de
serviços.
(C) ato unilateral da Administração, para substituição da garantia de execução
(D) ato unilateral da Administração, para a acréscimo de 50% do valor contratado para
reforma de edifício
(E) ato unilateral da Administração, para a supressão de 50% do valor contratado para
compra.

5 (Assistente Jurídico TJ AC/2002) Se, por motivo de ordem interna, uma empresa não
concluir totalmente obra contratada por um estado da Federação, nessa hipótese,
diante da inexecução total do contrato, a administração poderá aplicar sanção de
suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a
administração por prazo indeterminado.

6 (Assistente Jurícido TJ AC/2002) Os contratos administrativos devem seguir o


princípio pacta sunt servanda, não havendo previsão de rescisão pela via judicial.

7 (Analista judiciário – Área Judiciária – TRT 6ª região/2002) - O contrato administrativo


regido pela Lei n.º 8.666/ 1993 é regulado por preceitos de direito público, sendo-lhe
vedada a aplicação de regras do direito privado, ainda que em caráter supletivo.

8 (Auditor do TCDF/2002) - Em decorrência de auditoria realizada no setor de contratos


de uma empresa pública do DF, foram constatadas as seguintes ocorrências:

contrato A — contrato de prestação de serviços contínuos celebrado com vigência de


sessenta meses;
contrato B — contrato de obra pública cujo valor, inicialmente fixado em R$
150.000,00, foi alterado para R$ 250.000,00;
contrato C — contratação sem licitação de escritório de advocacia de notória
especialização para a proposição de ações de indenização contra quem cause prejuízo
ao patrimônio da entidade;
contrato D — contrato de fornecimento de mão- de- obra para exercer atividades-fim
da entidade;
contrato E — contrato para fornecimento de material de expediente que fora
formalizado em R$ 100.000,00 e posteriormente reduzido para R$ 50.000,00.

Com relação à situação hipotética apresentada acima, julgue os itens que se seguem.

01 - A cláusula que fixa o prazo de vigência do contrato A em sessenta meses poderá


ser considerada legítima.
02 - Em relação ao contrato B, supondo que se tenha constatado que o aumento no
valor do contrato decorreu da aplicação da teoria da imprevisão e que a documentação
que foi juntada aos autos demonstra que a única forma de recompor o equilíbrio do
contrato seria repactuá-lo para o valor de R$ 250.000,00, então, diante dessa
constatação, é legítima a repactuação em exame.
03 - Não se tratando de questão jurídica que possa ser considerada de objeto singular
— a contratação de advogados para a proposição de ações de indenização —, deve ser
considerada ilegítima a celebração do contrato C ante a ausência de processo
licitatório.
04 - Caso a redução do valor do contrato E, de 50% do valor original, tenha decorrido de
acordo celebrado entre as partes, a cláusula que promoveu a referida redução deve ser
considerada válida.

9 (Juiz Substituto – TJBA/2002) - Costuma-se afirmar que uma das marcas do contrato
administrativo é a possibilidade de alteração unilateral, que de fato existe mas não é
ilimitada, pois a administração não tem o direito de alterar o equilíbrio
econômico-financeiro em detrimento do contratado; nos contratos de direito privado,
embora a possibilidade de alteração unilateral não exista com a mesma amplitude, é
juridicamente possível a modificação unilateral, ainda que parcial, de cláusulas
contratuais.

10 (Promotor de Justiça Substituto – MPRR/2001) - Se, no curso da execução de


determinado contrato administrativo, o poder contratante atrasar, por largo período,
os pagamentos devidos ao contratado, essa circunstância não caracterizará, para a
doutrina administrativista, o chamado fato do príncipe.

11 (Advogado da união/Nov 2002) -Devido à prevalência do interesse público nos


contratos administrativos, o regime jurídico dessa espécie contratual difere de maneira
importante do regime dos contratos de direito privado; nos contratos administrativos,
o poder público impõe relativa sujeição ao contratado particular e, por isso, tem
faculdades como a de aplicar multa ao segundo pela violação de cláusulas contratuais e
a de deduzi-la dos pagamentos que houver de fazer ao contratado, sem a necessidade
de recorrer ao Poder Judiciário para esse fim.

12 (Advogado da união/Nov 2002) - A doutrina administrativista brasileira não admite a


existência do chamado fato do príncipe negativo, isto é, o ato do poder público que
afeta de maneira benéfica a situação do particular no contrato administrativo; exemplo
dessa categoria seria a extinção de tributo incidente sobre fatos geradores praticados
por causa da execução do contrato, o que elevaria os ganhos do contratado.

13 (Procurador TCE RN/2002) - A possibilidade ou a conveniência de que as


necessidades de determinada unidade administrativa sejam satisfeitas por terceiros,
que irão colaborar com a administração pública, será formalizada em contrato. Neste,
serão especificados o regime de execução, o objeto a ser executado, as condições de
pagamento e as obrigações da administração contratante e da empresa contratada. A
respeito do contrato administrativo, julgue os itens subseqüentes.

02 - Em se tratando de rescisão de contrato administrativo, há casos em que o


contratado dá causa à rescisão, outros em que a administração contratante dá ensejo à
rescisão, e outros ainda em que nenhum deles lhe dá causa. O direito à defesa encontra
campo de exercício apenas nos dois primeiros conjuntos, já que neles há, de fato, um
acusado de dar causa à rescisão — ou o contratado ou a contratante. Não há defesa a
garantir no terceiro conjunto, uma vez que a ninguém se imputa a responsabilidade
pelo desfazimento do contrato.
03 - Se a rescisão contratual ocorrer sem culpa do contratado, este terá direito à
indenização pelos prejuízos regularmente comprovados, à devolução da garantia pela
autoridade que a solicitou, aos pagamentos devidos pela execução do contrato até o
momento da rescisão — porque não se admite o enriquecimento ilícito — e também ao
pagamento do custo de desmobilização, se for o caso.
04 - Nas hipóteses de suspensão da execução do objeto do contrato pela administração
e de interrupção dos pagamentos por ela devidos, será facultado ao contratado
suspender, após o decurso dos prazos legais indicados e mediante expressa anuência
da administração, o cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a
situação do contrato. Se não houver anuência da administração, a suspensão terá de
ser feita judicialmente.

14 (Procurador MP TCDF/2002) - Na sistemática da Lei n.º 8.666/ 1993, a nulificação


do contrato por ato imputável à administração pública enseja o pagamento dos
serviços e obras já executados e o ressarcimento dos prejuízos decorrentes dos
recursos despendidos pelo contratado, para a realização de investimentos ínsitos e
indispensáveis à execução do contrato, produzindo efeitos retrooperantes no caso de
sua decretação judicial.

15 (Controlador de Recursos Públicos – TCE/ES-2004 - adaptada) - Julgue o item a


seguir, considerando que a administração direta do estado do Espírito Santo tenha
celebrado com determinada empresa privada contrato para o fornecimento de canetas.
Considere que o referido contrato, em vez de estipular um prazo definido de validade,
contenha cláusula determinando que ele permanecerá em vigor até que uma das
partes decida rescindi-lo. Nessa situação, tal cláusula será ilícita.

16 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - Na rescisão do contrato em razão de


inadimplemento do particular, a administração pública deve demonstrar a ocorrência
de uma das hipóteses legais que constituem motivo de rescisão de contrato e o vínculo
entre a conduta e a lesão ao interesse público.

17 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - Em todos os contratos administrativos


relativos a obras, devem estar estabelecidas obrigatoriamente duas etapas de
recebimento do objeto: a do recebimento provisório e a do recebimento definitivo.

18 (Técnico de Controle Externo – TCU/2004) - Consoante a legislação vigente, constitui


motivo para rescisão de contrato administrativo
1 - o atraso, mesmo que justificado, do início da obra, do serviço ou do fornecimento.
2 - a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil da sociedade
contratada, bem como a sua dissolução ou o falecimento do contratado.
3 - a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa,
mesmo que não prejudique diretamente a execução do contrato.
4 - a não-liberação, por parte da administração, de área, local ou objeto para a
execução de obra, serviço ou fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das
fontes de materiais naturais especificadas no projeto.

19 (Juiz Substituto – TJSE/2004) - Se a suspensão da execução do contrato


administrativo, por iniciativa da administração pública, por prazo superior a 120 dias,
contar com a concordância do particular contratado, ela terá por efeito apenas a
suspensão automática da contagem dos prazos contratuais do cronograma de execução
por período igual ao da suspensão.

20 (Juiz Federal Substituto – TRF/5ª Região – 2004) - No atinente a contratos


administrativos, consórcios, convênios e pregão, julgue os itens subseqüentes.
1 - Devido à natureza distinta que têm em relação aos contratos administrativos, os
convênios não podem ter objeto com conteúdo economicamente valorável.
2 - Ainda que a administração pública deseje contratar a aquisição de bens ou serviços
comuns, o pregão não poderá ser utilizado se o valor da aquisição ultrapassar
determinados limites legalmente previstos.

21 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) - Acerca dos contratos


administrativos, julgue os itens que se seguem.
1 - Não se aplicam disposições de direito privado aos contratos administrativos, os
quais, além de cláusulas exorbitantes que os diferenciam dos contratos de direito
comum, são regulados por legislação específica.
2 - administração pública pode firmar certas espécies de contratos administrativos com
vigência que ultrapasse o plano plurianual.
3 - Os contratos administrativos não podem ser prorrogados.
4 - O princípio da continuidade do serviço público impossibilita a suspensão da
execução do contrato em razão de inadimplência do poder público.
22 (Procurador do Estado de Roraima – 2004) - O regime jurídico dos contratos
administrativos instituído pela Lei de Licitações e Contratos confere à administração,
em relação a eles, a prerrogativa de, nos casos de serviços essenciais, ocupar
provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do
contrato.

23 (Procurador do Estado de Roraima – 2004) - A declaração de nulidade do contrato


administrativo opera retroativamente, impedindo os efeitos jurídicos que ele,
ordinariamente, deveria produzir, além de desconstituir os já produzidos, mas a
administração não se exonera do dever de indenizar o contratado pelo que este houver
executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente
comprovados, contanto que não lhe seja imputável.

24 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - Caso a administração pública não pague,


na data estipulada no contrato, o valor devido pela parcela executada, o particular
pode, de imediato, desde que notifique a autoridade competente, suspender o
cumprimento de suas obri gações até que seja regularizado o pagamento.

25 (Procurador Federal de 2ª Categoria -AGU/2004 - adaptada) - Uma autarquia federal


contratou sem licitação, porque assim lhe pareceu conveniente, um advogado de
notória especialização para representá-la judicialmente, com exclusividade, em
quaisquer processos, pelo prazo de cinco anos. O valor dos serviços foi pactuado
segundo o preço de mercado. O Tribunal de Contas da União (TCU), entendendo ilegal a
contratação, sustou, tão logo dela teve conhecimento, a execução do contrato. A
autarquia, intimada da decisão do TCU, suspendeu o pagamento dos honorários que
era feito mensalmente ao advogado pelos serviços por ele devidamente prestados.
Decorridos três meses sem receber, o advogado renunciou aos mandatos a ele
conferidos. Em relação à situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.
(Procurador Federal de 2ª Categoria -AGU/2004) -A duração do contrato administrativo
deveria ficar, em princípio, adstrita à vigência dos créditos orçamentários que lhe dão
suporte.

26 (Técnico Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) -As chamadas cláusulas


exorbitantes nos contratos administrativos lhes são peculiares, pois podem ser
consideradas ilícitas em contratos de natureza privada, já que encerram prerrogativas
de uma das partes em relação à outra.

27 (Técnico Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) -O contrato de fornecimento


tem por natureza a aquisição de bens móveis, imóveis ou semoventes requisitados em
obras ou serviços.

28 (Analista Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) -O contrato administrativo


tem vigência condicionada a sua publicação resumida e geralmente deve coincidir com
o decurso de tempo do orçamento, salvo em caso de exceção legalmente prevista.
29 (Analista Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) - As chamadas cláusulas
econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos podem ser alteradas
sem prévia concordância do contratado, com fundamento no interesse público e na
manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.

30 (Analista Judiciário / Área Judiciária – TRE/RS – 2003) - Considerando o disposto


acerca dos contratos administrativos, julgue os itens que se seguem.
1 - O contrato administrativo deve conter preço e condições de pagamento, critério,
data-base e periodicidade do reajuste de preços, além de critérios de atualização
monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento.
2 - Quando há impedimento do contrato por fato ou ato de terceiro reconhecido pela
administração em documento do mesmo tempo de sua concorrência, deve ser o
contrato administrativo extinto sem possibilidade de continuação.
3 - As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos
podem, de acordo com a lei, ser alteradas sem concordância anterior do contratado.

31 (Assistente Técnico de Informática e Administração - TCE/PE -2004) - Nos contratos


em geral, vige a regra segundo a qual as cláusulas e condições não podem ser alteradas
unilateralmente; no caso dos contratos administrativos, porém, essa regra cede ante a
prevalência do interesse público, representado pela administração, a qual pode, em
certos casos e dentro de certos limites, promover alterações unilaterais do contrato, ou
seja, mesmo contra a vontade do contratado particular.

32 (Auditor do Estado – ES/2004) - Após ter contratado a empresa Ecológica Ltda.


para realizar estudo de impacto ambiental (EIA) relativo à implantação de um novo
projeto habitacional, o estado do Espírito Santo decidiu ampliar em 5% as dimensões
do referido projeto. Nessa situação, em virtude do princípio da proteção ao ato
jurídico perfeito, o estado do Espírito Santo precisará da anuência da Ecológica Ltda.
para ampliar a área a ser avaliada pelo referido EIA.

33 (Promotor de Justiça – MP / MT – 2005) -Na ordem jurídica administrativa brasileira,


a concessão é um contrato administrativo cujo objeto precisa ser exclusivamente a
outorga da exploração de serviço público, por conta e risco do concessionário e sujeita
a prazos e condições contratuais, regulamentares e legais.

34 (Ingresso na Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro Extrajudicial


do Estado de Mato Grosso – TJMT – 2005) -A cláusula contratual exceptio non adimpleti
contractus não se aplica, em regra, aos contratos administrativos, quando a falta é da
própria administração. No entanto, aplica-se esta cláusula quando houver o atraso, sem
motivo justificado, por prazo superior a 90 dias, do pagamento devido pela
administração.

35 (Ingresso na Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro Extrajudicial


do Estado de Mato Grosso – TJMT – 2005) -Não se configura uma cláusula exorbitante
do contrato administrativo a possibilidade de aplicação de sanção motivada pela
inexecução total ou parcial do contrato, já que não se pode confundir o contrato
administrativo com o poder de polícia da administração.

36 (Defensor Público – SE – 2005) - O proprietário de um prédio localizado no centro de


Aracaju – SE, próximo ao fórum da justiça estadual, foi procurado pela defensoria
pública, que lhe propôs fosse feito um contrato de locação desse prédio para instalar a
Defensoria Pública do Estado de Sergipe, tendo em vista que o referido imóvel possuía
instalação e localização que atendiam, com perfeição, às finalidades do referido órgão.
Com base na situação hipotética acima, julgue os itens que se seguem, relativos aos
contratos administrativos.
1 - Uma significativa corrente doutrinária entende que o referido negócio jurídico não
pode ser qualificado como contrato administrativo, embora se submeta à Lei n.º
8.666/1993.
2 - O referido contrato de locação pode ser feito com dispensa de licitação, desde que o
valor da locação seja compatível com o praticado no mercado.

37 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) - No caso de supressão de obras, se o


contratado já houver adquirido os materiais e os postos no local de trabalho, deverá a
administração, tão-somente, indenizar os custos de aquisição, atualizados,
regularmente comprovados, não sendo cabível outro tipo de indenização.

Gabarito:

1. ECCEC
2. C
3. CE
4. D
5. E
6. E
7. E
8. CCCC
9. C
10. C
11. C
12.E
13.ECE
14.E
15. C
16. C
17.E
18.ECEC
19. C
20.EE
21.ECEE
22. C
23. C
24.E
25. C
26. C
27.E
28. C
29.E
30.CEE
31. C
32.E
33.E
34. C
35.E
36. CC
37.E
LICITAÇÕES - CESPE

1 (FISCAL DO INSS/1998) Suponha que tenha sido realizada licitação pelo INSS para a
construção de cem metros quadrados de calçadas para pedestres, conforme
especificações constantes no edital. Julgadas as propostas, a licitação foi
encaminhada à autoridade competente, que a homologou. Não sendo o objeto da
licitação adjudicado, a empresa vencedora apresentou pedido de reconsideração
em que alegou ter direito adquirido à celebração do contrato. Tendo sido este
pedido aceito, a autoridade competente, antes de assinar o contrato, nele fez incluir
cláusula em que impôs ao contratado a obrigação de apresentar garantia sob a
modalidade de fiança bancária. Durante a execução do contrato, o INSS, julgando
necessário construir dez metros quadrados adicionais de calçadas, fez novamente
incluir, unilateralmente, essa alteração no contrato. Em face dessa situação, julgue
os itens abaixo.

1 - Foi correta a atitude da comissão de licitação ao encaminhar o processo


licitatório à autoridade competente, pois a esta cabe adjudicar o objeto da licitação.
2 - Tendo sido realizada a licitação, o INSS estaria obrigado a celebrar o contrato
licitado com a empresa vencedora.
3 - A atitude do INSS de exigir a apresentação de garantia pela empresa contratada é
lícita, ainda que essa previsão não contasse no edital.

2 (FISCAL DO INSS/1998) Acerca da obrigatoriedade e das modalidades de licitação,


julgue os itens que seguem.

1 - A tomada de preços é modalidade de licitação em que somente poderão


participar oferecendo propostas as pessoas cadastradas no órgão ou entidade
licitante antes da publicação do edital.
2 - Ainda que não tenha sido convidada, a empresa previamente cadastrada poderá
apresentar proposta na licitação, na modalidade convite.
3 - A existência de uma primeira fase de habilitação preliminar é uma das
características da concorrência pública.
4 - Em face de situação de emergência ou de calamidade pública, a licitação é
dispensável.
5 - Caracteriza a situação de inexigibilidade de licitação a existência de fornecedor
exclusivo do produto ou serviço.
3. (PROCURADOR DO INSS/1999) E A contratação de empresa de consultoria com
base nas hipóteses de inexigibilidade de licitação não precisa ser necessariamente
justificada, sendo suficiente que o prefeito tenha providenciado a indispensável
publicação na imprensa oficial do ato que declarou inexigível o certame licitatório.

4 (PROCURADOR DO INSS/1999) Uma empresa apresentou documento fiscal


falsificado na fase de habilitação de uma licitação, fato que não foi percebido pela
administração. Terminada a fase de classificação e julgamento, veio ao
conhecimento da comissão de licitação informação relativa à falsidade do
documento.

Com relação ao caso hipotético apresentado, julgue os itens que se seguem.

1 - A modalidade licitatória do caso não pode ser uma concorrência.


2 - A administração não pode agir de ofício na hipótese, devendo esperar a
impugnação de documentos pelos outros licitantes.
3 - A administração só poderá desclassificar a proposta do licitante se, a partir dos
dados fiscais falsos, ficar comprovado que os preços oferecidos pelo licitante são
inexeqüíveis.
4 - Em nenhuma hipótese, o licitante poderia desistir da proposta após vencida a
fase de habilitação.
5 - Se ainda persistirem dúvidas sobre a falsidade do documento fiscal apresentado
pela licitante, tanto a comissão de licitação quanto a autoridade responsável por sua
homologação poderão promover diligências destinadas a esclarecer a questão.

5. (Analista Judiciário – Área judiciária – STJ/99) -. Não havendo arrematante,


frustro-se um leilão de um imóvel em execução promovida pelo Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS). Assim, a autarquia federal adjudicou o bem, incorporando-o
ao seu patrimônio. Em seqüência, e satisfeitas as formalidades legais, deliberou-se
alienar o imóvel. Nessa circunstância, a licitação:

a) não será necessária, à luz do ordenamento jurídico, haja vista tratar-se de bem
afeto ao patrimônio de órgão da administração indireta;
b) será obrigatória, se o imóvel for avaliado acima de patamar definido em lei,
devendo ser realizada sob a modalidade de concorrência pública;
c) será obrigatória podendo ser realizada sob a modalidade de leilão;
d) será dispensável;
e) será inexigível.

6 (ADVOGADO DA CEB/2000)

Considerando que determinada entidade da administração pública tenha divulgado


a realização de processo licitatório com vistas á contratação de bens e serviços de
informática cujo valor justificaria a realização de tomada de preços, julgue os itens
abaixo.

1 - Caso a entidade opte por realizar a tomada de preços, nela somente poderão
apresentar propostas as empresas que estiverem cadastradas na data da divulgação
do edital.
2 - Ainda que o valor justifique a realização de tomada de preços, poderá ser
utilizada concorrência.
3 - A entidade deverá, necessariamente, realizar licitação do tipo técnica e preço.
4 - Ainda que o valor do contrato justifique a realização de tomada de preços, a
contratação de bens de informática torna a contratação inexigível.
5 - Poderá a administração, se assim o desejar, fracionar o contrato em tantas
parcelas quantas forem necessárias á realização de diversos convites.

7 (Auditor Fiscal INSS/2000) - A licitação é inexigível quando a administração


dispõe-se a contratar um artista consagrado pela opinião pública para protagonizar
campanhas públicas.

8 (DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO/2001)

Em relação a licitação e contratos administrativos, julgue os itens que se seguem.

1 - A inexigibilidade de licitação para a contratação de serviços técnicos


especializados pressupõe a singularidade do objeto, de tal modo que o mesmo só
possa ser executado por profissional de notória especialização. Assim, não se
admite, por esse fundamento, a contratação do mais conceituado jurista brasileiro,
de fama internacional, para a atividade de assessoria jurídica rotineira a um
determinado município.
2 - No edital de licitação, será tida como ilegítima a exigência de garantia do licitante
para o mesmo participar do processo licitatório.
3 - A nova modalidade de licitação, o pregão, caracteriza-se fundamentalmente,
pela inversão das fases do procedimento, com a habilitação ocorrendo após o
julgamento.

9 (FISCAL DO INSS/2001) A licitação é inexigível quando a administração dispõe-se a


contratar um artista consagrado pela opinião pública para protagonizar campanhas
publicitárias.

10 (Promotor de Justiça Substituto – MPAM/2001) - Julgue os itens seguintes,


relativos a licitação.

I Quando há impossibilidade jurídica de competição entre contratantes, a licitação é


dispensável.
II A exigência constitucional de licitação alcança a administração pública
fundacional.
III Situações de emergência permitem a dispensa de licitação para a aquisição de
bens necessários a enfrentar a situação emergencial.
IV Nas hipóteses de inexigibilidade de licitação, é impossível a comprovação de
superfaturamento.

Estão certos apenas os itens

A I e II.
B I e III.
C I e IV.
D II e III.
E III e IV.

11 (Promotor de Justiça Substituto – MPRR/2001) -Embora os princípios


constitucionais da administração pública se apliquem a todos os entes e órgãos dela,
isso ocorre com peculiaridades em função da finalidade do ente ou órgão, como
ocorre com as empresas estatais exploradoras de atividade econômica; ademais,
esses princípios não são absolutos, pois, em várias hipóteses, prevêem atenuações à
própria aplicabilidade, como no caso do princípio da exigibilidade de licitação.

12 (CONSULTOR DO SENADO/2002) -Os princípios da legalidade, moralidade e


eficiência, inscritos na Constituição da República, são princípios que regem a
administração pública e o procedimento licitatório, previsto na Lei nº 8.666, que
institui normas para licitações e contratos da administração pública.

13 (CONSULTOR DO SENADO/2002) -Sabendo que a Constituição noticiou


recentemente a calamidade causada pelas fortes chuvas na cidade histórica de
Goiás,esse fato, por si só, não torna dispensável a exigência de licitação para a
realização de obras e serviços de recuperação de bens culturais afetados pela
enchente.

14 (Juiz Substituto – TJBA/2002) - Considere a seguinte situação hipotética. O


prefeito de certo município constatou a necessidade de contratar serviço de
publicidade. Por conhecer a notória especialização de determinada empresa,
determinou que a contratação dela fosse feita com dispensa de licitação, após
observados os requisitos procedimentais para essa espécie de contratação. Nessa
situação, se a hipótese fosse de notória especialização legalmente admissível, a
contratação não seria amparada por dispensa, mas por inexigibilidade de licitação,
e, no caso, em face do objeto específico do contrato, nem mesmo a inexigibilidade
poderia servir para afastar a licitação.

15 (Juiz Substituto – TJPA/2002) -Julgue os itens seguintes, relativos à licitação.

01 - Considere a seguinte situação hipotética. Em decorrência da inércia de


determinado administrador público, não foram adotadas as providências
necessárias à adequada conservação de prédio público, com aparecimento de
infiltrações que ameaçaram as estruturas do prédio. Diante desse quadro, o próprio
administrador, que não adotou as medidas preventivas cabíveis, determinou a
contratação de empresa sem licitação, amparada em situação emergencial, a fim de
realizar a reforma do edifício. Em face à situação apresentada, a não-realização da
licitação foi ilegal.
02 - Considere a seguinte situação hipotética. Determinada empresa pública do
estado do Pará contratou advogados, sem licitação, para a defesa da entidade
contra reclamações trabalhistas propostas por empregados. Não foi realizada a
licitação haja vista tratar-se de situação de inexigibilidade, tendo sido demonstrada
a notória especialização dos profissionais contratados. Diante do exposto, deve ser
considerada legítima a contratação realizada.
03 - Caso determinada unidade administrativa esteja diante de situação em que
deva realizar licitação na modalidade de tomada de preços, será legítimo ao
administrador querer realizar concorrência.
04 - Suponha que, com vistas à realização do princípio da eficiência, uma sociedade
de economia mista do estado do Pará fez a combinação de diversas modalidades de
licitação admitidas na Lei 8.666/1993, o que resultou em nova modalidade
extremamente vantajosa para a entidade. Essa atitude deverá ser considerada, no
entanto, ilícita. 05 Empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem
atividade empresarial de produção de bens ou de prestação de serviços não se
submetem ao dever de licitar, sendo o direito privado o regime jurídico a ser
aplicável a seus contratos.

16 (Advogado da união/Nov 2002) - Apesar da previsão, no direito positivo, do


princípio da publicidade, este não é absoluto, como ocorre com os princípios
jurídicos em geral; no que respeita ao processo de licitação, o cidadão pode obter
certidão acerca de seus atos, na forma da lei que regulamenta esse direito, desde
que aponte em que a certidão servirá à defesa de direito ou interesse pessoal.

17 (Procurador TCE RN/2002) - Partindo do princípio de que o administrador não


está gerindo verbas particulares, mas, sim, recursos públicos, a legislação procura
disciplinar toda a sua atuação. Assim sendo, cerca-se a administração de exigências
que irão permitir, nas licitações, a observância do princípio constitucional da
isonomia e a seleção da proposta mais vantajosa, conforme dispõe a Lei n.º 8.666/
1993. Acerca dos procedimentos licitatórios da administração pública, julgue os
itens abaixo.

1 - No caso específico das licitações para a contratação de bens e serviços de


informática, existe expressa determinação legal acerca do tipo a ser adotado — o de
técnica e preço. Possibilita-se, assim, à administração pública, analisar cada
proposta, conjugando o melhor preço com os atributos técnicos de cada
proponente, permitindo-lhe conhecer, de antemão, sua qualidade e experiência,
entre outros predicativos.
2 - A Lei de Licitações remete à discricionariedade da administração a exigência da
prestação de garantia por parte do licitante. Deverá ser exigida, no entanto, apenas
nas hipóteses em que se fizer necessária e desde que haja previsão no edital, não
podendo ser introduzida em momento posterior, pois a prestação da garantia
envolve ônus econômico-financeiro, e o licitante necessita conhecer, de antemão, a
real extensão de todas as obrigações e custos que recairão sobre ele.
3 - Dando ao convite o sentido que lhe é próprio, com reforço das características de
agilidade e economicidade, buscou a Lei n.º 8.666/ 1993 encerrar discussão até
então existente, ao permitir à administração o encerramento da licitação e a
efetivação da contratação mesmo sem que o número mínimo de licitantes tenha
sido obtido. Para isso, no entanto, impôs a necessidade de formulação de
justificativa específica, calcada nas limitações do mercado ou no manifesto
desinteresse dos convidados.
4 - Para anular certame licitatório, necessário será indicar, previamente e de modo
expresso, os motivos que dão sustentação ao ato de anulação, que, obviamente,
devem estar relacionados ao próprio procedimento e, ainda, ser suficientes para
justificá-lo. A preocupação com a regularidade do ato de anulação esgota-se na
exigência de sua motivação satisfatória.

18 (Procurador MP TCDF/2002) - Os bens imóveis da administração pública cuja


aquisição tenha decorrido de dação em pagamento poderão ser alienados por ato
da autoridade competente, desde que cumpram os seguintes requisitos: sejam
previamente avaliados, seja demonstrada a necessidade ou utilidade da alienação e
seja adotado procedimento licitatório sob a forma de concorrência pública ou leilão.

19 (Analista legislativo Área VIII – Câmara dos Deputados/2002) -Julgue os itens


abaixo, relativos ao procedimento das licitações.

1 - A lei de licitações, ao estabelecer que todos os participantes do procedimento


licitatório têm direito público subjetivo à fiel observância de tal procedimento,
concretiza o princípio da legalidade.
2 - Configura se caso de dispensa de licitação a hipótese de os concorrentes
apresentarem propostas com preços incompatíveis com os fixados pelos órgãos
oficiais, não aceitando rebaixá-los.
3 - Na hipótese de realização de festas populares, a contratação de profissional de
setor artístico, ainda que consagrado pela crítica, configura caso de exigibilidade de
licitação.
4 - Entre as modalidades de licitação compreendidas no sistema brasileiro, pode-se
optar, desde que motivadamente, pela combinação delas ou, até, pela adoção de
outras.

20 (Analista Judiciário – Atividade Processual – TJDFT/2003) - A venda de bem


imóvel do Instituto Nacional de Seguro Social para órgão da administração pública
distrital é exemplo de inexigibilidade de licitação decorrente da ausência de
necessidade de competição, cujo objetivo seria garantir a proposta mais vantajosa
para a autarquia federal.

21 (Analista Judiciário – Área Judiciária –TST/2003) -Considere a seguinte situação


hipotética. Determinado município, para contratação de pequeno valor, determinou
a elaboração da modalidade mais simples de licitação, tendo sido enviadas
cartas-convite para três interessados devidamente registrados. Houve, contudo,
inexplicável desinteresse dos licitantes convidados, além de não existir qualquer
limitação no mercado e de apenas um interessado ter comparecido ao certame.

Diante dessa situação, a administração municipal poderá contratar desde que o


preço apresentado na proposta singular esteja em conformidade com os preços
praticados pelo mercado.

22 (Analista Judiciário – Área Judiciária –TST/2003) -Caso o Governo do Distrito


Federal queira permutar um bem público desafetado com proprietário particular de
imóvel objeto de seu interesse, terá de obter autorização legal e realizar avaliação
prévia dos bens a serem permutados, dispensada a licitação, desde que o interesse
público esteja devidamente justificado.

23 (Defensor Público de 1ª Classe – Alagoas/2003) - No que concerne a bens


imóveis, a alienação está sempre subordinada ao interesse público justificado e
prévia avaliação, requerendo sempre a efetivação do processo licitatório.
24 (Defensor Público de 1ª Classe – Alagoas/2003) - Quando as forças armadas
adquirem bens de uso, com finalidade de manter a padronização, mas não se
tratando de materiais de uso pessoal e administrativo, é dispensado procedimento
licitatório.

25 (Defensor Público de 4ª Classe – Amazonas/2003) - No tocante às licitações e aos


contratos administrativos, julgue os itens que se seguem.

01 - O pregão é uma forma híbrida de licitação, combinando elementos da


concorrência pública e do leilão, que não pode ser realizada pela administração
estadual porque, até o presente momento, somente existe lei federal instituindo
essa espécie licitatória no âmbito da administração federal.
02 - Na tomada de preços, somente podem participar as empresas que efetuaram
cadastro perante a administração pública antes da publicação do edital.

26 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - O princípio do julgamento objetivo


relaciona-se com os dispositivos da Lei n.º 8.666/1993, que estabelecem os critérios
de julgamento das propostas com base no tipo de licitação, materializa-se no edital
da licitação, no qual são definidos os critérios para a pontuação dos participantes do
certame ou para a seleção da proposta mais vantajosa.

27 (Juiz Substituto – TJSE/2004) - A respeito de licitações, julgue os itens que se


seguem.

1 -A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente pode


revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente
devidamente comprovado, o qual pode ser um fato novo, um fato preexistente
desconhecido à época da publicação do edital ou inconveniência comprovada para a
administração pública decorrente da aplicação do critério por ela adotado para a
seleção da melhor proposta.
2 - Nos termos da Lei n.º 8.666, de 21/6/1993, que estabelece as normas gerais
sobre licitação, a dispensa de licitação na concessão de direito real de uso de bens
imóveis, quando o uso se destina a outro órgão ou entidade da administração
pública, prescinde de justificação.
28 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) - No que se refere a
licitações , julgue os itens a seguir.

1 - Em um mesmo processo licitatório, a administração pública pode combinar as


várias modalidades de licitação para o fim de atender melhor ao interesse público.
2 - O leilão, forma de licitação pública, pode ser realizado por leiloeiro oficial ou
servidor designado para tal.
3 - A venda de bens produzidos por entidades da administração pública, em virtude
de suas finalidades, não está sujeita a licitação.
4 - O pregão é modalidade licitatória que pode ser usada em contratações de
qualquer valor, para aquisição de bens e serviços comuns pela administração
pública federal, estadual ou municipal.
5 - Segundo a lei, a licitação é necessária para a celebração de contratos de
prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das
respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de
gestão.

29 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) -A alienação de bens


imóveis das sociedades de economia mista depende de interesse público
devidamente justificado, avaliação prévia, autorização legislativa e licitação.

30 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) -A alienação de bens


imóveis da administração direta poderá ser efetuada sem licitação nas hipóteses de
investidura, entendendo-s e como tal a venda, entre outras hipóteses, aos
proprietários lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública que se
tornar inaproveitável isoladamente.

31 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - A divisão em parcelas dos serviços a


serem contratados, quando técnica e economicamente viável, é obrigatória,
mantendo-se para cada parcela a modalidade de licitação cabível em razão do valor
total dos serviços a serem contratados.

32 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - O convite é modalidade de licitação


realizada entre os interessados do ramo pertinente ao seu objeto que estejam
cadastrados previamente ou que atenderem as condições de cadastramento até
três dias antes da data do recebimento da proposta.

33 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) -A adjudicação é o procedimento pelo


qual o presidente da comissão de licitação considera satisfatória a proposta
classificada em primeiro lugar.

34 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004 -adaptada) -Uma autarquia


federal contratou sem licitação, porque assim lhe pareceu conveniente, um
advogado de notória especialização para representá-la judicialmente, com
exclusividade, em quaisquer processos, pelo prazo de cinco anos. O valor dos
serviços foi pactuado segundo o preço de mercado. O Tribunal de Contas da União
(TCU), entendendo ilegal a contratação, sustou, tão logo dela teve conhecimento, a
execução do contrato. A autarquia, intimada da decisão do TCU, suspendeu o
pagamento dos honorários que era feito mensalmente ao advogado pelos serviços
por ele devidamente prestados. Decorridos três meses sem receber, o advogado
renunciou aos mandatos a ele conferidos.

Em relação à situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.

A dispensa de licitação de profissionais de notória especialização restringe-se a


casos singulares.

35 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004) - Uma empresa pública federal


devedora pagou seus débitos com bens imóveis dominiais de que era proprietária. O
pagamento deu-se sem prévia autorização legislativa, sem autorização do ministério
ao qual a empresa é vinculada e sem avaliação prévia. Constatado o fato pelo
controle interno do ministério ao qual a empresa é vinculada, o ministro instaurou
procedimento, no âmbito do ministério, contra os dirigentes e os empregados da
empresa que permitiram o pagamento da dívida com bens da empresa. Os
dirigentes e empregados da empresa representaram, perante o TCU, contra o ato do
ministro.
Acerca dessa situação hipotética, julgue os seguintes itens.

1 - A dação em pagamento não dependia de prévia autorização do ministério.


2 - A dação em pagamento dependia de prévia autorização legislativa.
3 - A dação em pagamento dependia de prévia avaliação.

36 (Consultor Jurídico - SETEPS/PA – 2004 - adaptada) Considere a seguinte


situação hipotética. A SEAD decidiu realizar um contrato de aquisição de bens
comuns que poderia ser licitado mediante convite do tipo menor preço. Nessa
situação, a SEAD poderia optar por utilizar a modalidade pregão, em vez da
modalidade convite.

37 (Técnico Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) - Considere a seguinte


situação hipotética. A Universidade de Brasília estabeleceu em edital as regras de
um processo licitatório para a aquisição de alguns equipamentos para o laboratório
de química orgânica. Após a abertura e análise das duas propostas encaminhadas, a
comissão de licitação decidiu pela inabilitação dos concorrentes. Nessa situação, a
licitação deve ser considerada deserta ou fracassada.

38 (Analista Judiciário / Área Judiciária – STJ – 2004) - Qualquer ato licitatório deve
ser editado, habilitado, julgado, classificado, homologado, adjudicado e avaliado por
uma comissão de três membros.

39 (Analista Judiciário / Área Administrativa – TJAP – 2004) - No processo


licitatório, a comissão está subordinada ao princípio de que os seus julgamentos são
de natureza objetiva, mas não necessariamente vinculados aos documentos
apresentados pelos licitantes.

40 (Analista Judiciário / Área Judiciária – Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador–


TJAP/2004) - No que concerne a bens imóveis, a alienação está sempre
subordinada ao interesse público justificado e à prévia avaliação, requerendo
sempre a efetivação do processo licitatório.

41 (Analista Judiciário / Área Judiciária – Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador–


TJAP/2004) - Para as Forças Armadas adquirirem bens de uso, com a finalidade de
manter a padronização, mas não se tratando de materiais de uso pessoal e
administrativo, não há necessidade de procedimento licitatório.

42 (Analista Judiciário – Área Judiciária – TER/AL – 2004) - Se a proposta


apresentada por um licitante não atender aos requisitos expressos no instrumento
convocatório, o licitante deverá ser inabilitado.

43 (Técnico Judiciário – Área Administrativa – TER/AL – 2004) - Não existe distinção


entre os termos inexigibilidade e dispensabilidade para os processos licitatórios nos
casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada a urgência
de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a
segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou
particulares.

44 (Procurador PGE/ES – 2004) - Com relação à inexigibilidade de licitação, julgue os


itens subseqüentes.

I Os serviços técnicos enumerados no art. 13 da Lei n.º 8.666/1993 são


exemplificativos e não taxativos.
II Serviços prestados em regime de monopólio, como os correios, devem ser
contratados diretamente, em face da inviabilidade de competição.
III Serviços de publicidade e divulgação somente poderão ser contratados
diretamente se os profissionais se enquadrarem na definição legal de notória
especialização.

IV Quando não for inexigível a licitação, a contratação de serviços técnicos deverá


ser precedida, preferencialmente, de concurso, com estipulação de prêmio ou
remuneração.
V É inexigível a licitação para contratação de serviços de advocacia, tendo em vista a
natureza do serviço a ser prestado e a necessária confiança entre o contratante e o
patrono da causa.

Estão certos apenas os itens

A) I e II.
B) I e III.
C) II e IV.
D) III e V.
E) IV e V.
45 (Auditor das Contas Públicas -TCE/PE - 2004) - No que diz respeito a licitação,
julgue os seguintes itens.

1 - É hipótese de inexigibilidade de licitação a compra de marca-passos para atender


a situação de emergência em que o não-atendimento pode pôr em risco a vida de
pacientes em hospital público.
2 - A critério da administração, o edital pode estipular preferência de marcas e
características exclusivas para o bem objeto da licitação.

46 (Juiz Substituto – TJ – MT – 2004) - Assinale a opção correta referente a licitações


e contratos celebrados com a administração pública.

A) Todo contrato verbal com a administração pública é nulo.


B) Para fins de julgamento das propostas, constitui tipo de licitação a de maior
oferta.
C) Qualquer pessoa é p arte legítima para impugnar edital de licitação perante a
administração.
D) A anulação da licitação induz à do contrato e não gera obrigação de indenizar.

47 (Auditor do Estado – ES/2004) - Uma autoridade administrativa do estado do


Espírito Santo propôs a utilização de pregão de tipo técnica e preço para a aquisição
de produtos de informática. Nessa situação, a proposta é inapropriada, pois a
modalidade de licitação sugerida é incompatível com o tipo de licitação indicado
pela autoridade.

48 (Auditor do Estado – ES/2004) - Uma fundação pública estadual, no momento


de sua instituição, recebeu do estado do Espírito Santo alguns terrenos, que
passaram a constituir parte do seu capital. Recentemente, com o objetivo de obter
capital para investir em suas atividades essenciais, a fundação decidiu promover a
construção de edifícios nos referidos terrenos e depois vender a particulares os
apartamentos edificados. Nessa situação, para a venda desses apartamentos, a
referida fundação poderá utilizar licitação tanto na modalidade concorrência pública
quanto na modalidade leilão.
49 (Auditor do Estado – ES/2004) - Todo procedimento administrativo licitatório
tem a pretensão de atingir duplo objetivo: alcançar a proposta mais vantajosa para a
administração pública e garantir o tratamento isonômico entre os contendores.

50 (Auditor do Estado – ES/2004) - Considere que determinada entidade da


administração pública estadual pretenda contratar profissional renomado para o
exercício da atividade de advocacia. Nesse caso, observada a inviabilidade de
competição, referida entidade deverá proceder à dispensa de licitação.

51 (Auditor do Estado – Direito - ES/2004) - Considere a seguinte situação


hipotética.

Determinada entidade da administração pública federal deflagrou certame


administrativo licitatório, cujo objeto consistiu na aquisição de modernos
equipamentos de informática. Ocorreu que as propostas apresentadas consignavam
preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional. Nessa
situação, a referida entidade poderá contratar mediante dispensa de procedimento
licitatório.

52 (Analista Judiciário – Área: Judiciária – TRT / 10.ª REGIÃO – DEZ/2004) -O TRT da


10.a Região pretende realizar licitação para adquirir novos computadores. Nessa
situação, seria lícito realizar a referida licitação na modalidade pregão de tipo
técnica e preço.

53 (Juiz Substituto – TJBA – 2005) - Considere a seguinte situação hipotética. Em um


pregão, os participantes apresentaram propostas com os seguintes preços, para a
prestação de determinado serviço comum: licitante A – R$ 10.000,00, licitante E –
R$ 11.000,00, licitante B – R$ 10.100,00, licitante F – R$ 11.500,00, licitante C – R$
10.500,00, licitante G – R$ 12.000,00, licitante D – R$ 10.900,00, licitante H – R$
12.100,00. O pregoeiro verificou que os licitantes B e G não haviam obedecido aos
requisitos do instrumento convocatório, na elaboração das propostas. Nessas
condições, o pregoeiro deverá passar à fase de lances verbais, da qual apenas os
licitantes A, C, D e E terão o direito de participar, para, ao final, identificar o
vencedor do pregão.
54 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) -Não há restrição legal para que
empresa pública contrate com sua subsidiária, com dispensa de licitação, prestação
de serviços ou aquisição de bens.

GABARITO:

1. CEE
2. ECCCC
3. E
4. EEEEC
5. C
6. ECCEE
7. C
8. CEC
9. C
10. D
11. C
12. E
13. C
14. C
15. CECCE
16. E
17. CCCE
18. C
19. CCCE
20. E
21. E
22. C
23. E
24. C
25. EE
26. C
27. EE
28. ECCCE
29. E
30. C
31. C
32. E
33. E
34. C

35. CEC
36. C
37. E
38. E
39. E
40. E
41. C
42. E
43. E
44. C
45. EEC
46. B
47. C
48. E
49. C
50. E
51. C
52. E
53. C
54. E
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - CESPE

1 (Fiscal de Tributos Estaduais – SEFAZ Alagoas/2002) - Os atos de improbidade


praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração
direta, indireta ou fundacional de qualquer dos poderes da União, dos estados, do
Distrito Federal, dos municípios, de território, de empresa incorporada ao patrimônio
público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou
concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual serão punidos na forma
da Lei n.º 8.429/1992.
Considerando essa norma, julgue os itens abaixo.
01 - Estão sujeitos às penalidades previstas nessa norma legal os atos de improbidade
praticados contra o patrimônio de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja
concorrido ou concorra com menos de 50% do patrimônio ou da receita anual,
limitando-se, nesses casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a
contribuição dos cofres públicos.
02 - Para os fins dessa lei, são considerados igualmente agentes públicos um deputado
estadual no exercício do seu mandato, um fiscal de tributos estaduais e um servidor
comissionado.
03 - As disposições dessa lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não
sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou
dele se beneficie sob qualquer forma, direta ou indiretamente.
04 - Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar
enriquecimento ilícito, caberá à autoridade policial responsável pelo inquérito
representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade de todos e quaisquer bens
do indiciado.
05 - Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela
estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e
publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.

2 (Auditor do TCDF/2002) - Considerando que a Câmara Legislativa do DF concedeu


aposentadoria em favor de determinado servidor, julgue os itens seguintes.
01 - Somente após o registro do ato no TCDF, o servidor perceberá seus proventos de
aposentadoria.
02 - Caso o TCDF identifique ilegalidade na concessão de referida aposentadoria,
deverá o processo ser remetido ao Ministério Público com vista à anulação judicial do
ato.
03 - Se, após a concessão da aposentadoria, a CLDF considerar que foi inconveniente a
prática de referido ato, poderá este ser revogado pela administração dessa câmara.
3 (Juiz Substituto – TJPA/2002) - Com base nas situações acima, julgue os itens abaixo,
relativos à Lei n.º 8.429/1992, que dispõe acerca dos atos de improbidade
administrativa.
01 - Somente atos que tenham sido praticados com dolo poderão ter o seu
enquadramento como ato de improbidade.
02 - Somente agentes públicos remunerados, assim como aqueles particulares que
contribuam para a prática do ato ou que dele se beneficiem, poderão ser
responsabilizados pela prática de atos de improbidade.
03 - A ação de improbidade, ainda que resulte na aplicação de sanções civis e
eleitorais, possui natureza eminentemente penal.
04 - Enquanto estiver em curso a ação de improbidade, não deverá ser instaurado
processo administrativo que vise punir o servidor que tenha cometido o ato, a fim de
evitar decisões contraditórias ou mesmo a dupla punição pela prática de um mesmo
ato.
05 - O dever do agente público de ressarcir o erário por prejuízos que ele tenha
causado por dolo ou culpa prescreve em cinco anos da data em que o evento venha a
se tornar conhecido.

4 (Agente da polícia Federa/1997) - Acerca dos atos de improbidade administrativa,


segundo a disciplina da Lei n ° 8.429, de 2 de junho de 1992, julgue os itens a seguir.
1 - Os atos de improbidade, consoante o tratamento da lei, são caracteristicamente de
natureza criminal, inclusive no que tange às sanções.
2 - A lei estabelece três categorias de atos de improbidade: os que importam
enriquecimento ilícito, os que causam prejuízo ao erário e os que atentam contra os
princípios da administração pública.
3 - Apenas os atos de improbidade praticados em detrimento das pessoas jurídicas de
direito público são sancionados pela lei.
4 - Apenas servidores públicos efetivos são passíveis de punição com base nessa Lei.
5 - Apenas a lesão dolosa ao patrimônio público ensejará o ressarcimento do dano por
parte do causador.

5 (Controlador de Recursos Públicos – TCE/ES-2004)- O município de Vitória – ES


contratou a Construbrás S.A. para realizar, mediante empreitada por preço global,
reforma em uma escola municipal.
Por tratar-se de contrato em que é parte um município do Espírito Santo, o referido
contrato encontra-se sujeito à fiscalização do TCEES.

6 (Controlador de Recursos Públicos – TCE/ES-2004) - O TCEES é o órgão do Poder


Judiciário do estado do Espírito Santo competente para punir autoridades públicas
estaduais em virtude do descumprimento das regras atinentes a responsabilidade
fiscal e improbidade administrativa.

7 (Controlador de Recursos Públicos – TCE/ES-2004) - Em um estado no qual não há


tribunal de contas dos municípios e nenhum município possuía tribunal ou conselho
de contas, em 5/10/1988, auditoria realizada pelo tribunal de contas do referido
estado, na área de licitações de uma das secretarias que integram a estrutura do
Poder Executivo de certo município, constatou que um funcionário, ocupante de cargo
efetivo há quatro anos, na prefeitura, para o qual foi nomeado em razão de concurso
público, na condição de presidente da comissão de licitações, fraudou um certame
licitatório, a fim de celebrar um contrato, na área de fornecimento de merenda escolar
e de programa de treinamento de trabalhadores, com valores superfaturados. Os
recursos a serem utilizados para o pagamento do contrato eram: no que concerne à
merenda escolar, recursos federais, repassados ao município pelo Ministério da
Educação, e, na área de treinamento de trabalhadores, recursos estaduais, repassados
ao município pela Secretaria de Trabalho do estado. A equipe de auditoria apurou,
ainda, que parte dos recursos que seriam utilizados para pagamento da empresa
contratada havia sido depositada, diretamente, em uma conta do comitê pró-reeleição
do prefeito em exercício.
Com base na situação hipotética acima apresentada e nos aspectos constitucionais,
legais e doutrinários a ela pertinentes, julgue os itens que se seguem.
1 - O sistema de controle externo, adotado na Constituição Federal, nas esferas
federal, estadual e municipal, é uma decorrência do princípio federativo, uma vez que
guarda estreita relação com o respeito à autonomia das unidades federadas.
2 - Em face da aplicação, na elaboração da Constituição Estadual, do princípio da
simetria, com relação às competências do tribunal de contas do estado, o próprio
tribunal de contas poderia sustar a execução do contrato impugnado, comunicando o
fato à Câmara Municipal.

8 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - Quanto aos sistemas de controle


externo, julgue os itens subseqüentes.
1 - Tendo em conta o momento no qual a atividade de controle se realiza, o controle
externo, analogamente ao que ocorre com o controle de constitucionalidade, pode ser
classificado em prévio (a priori) ou posterior (a posteriori).
2 - Os sistemas internacionais de controle externo têm em comum a circunstância de
que o órgão de controle é invariavelmente colegiado e ligado ao Poder Legislativo.

9 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) - Em relação às regras constitucionais


sobre o controle externo, julgue os itens que se seguem.

1 - Pode o TCU constituir título executivo contra empresa privada.


2 - Juridicamente, é possível ao TCU tomar contas de sociedade comercial estrangeira,
em certas situações.

10 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) -A respeito das funções, da natureza


jurídica e da eficácia das decisões dos tribunais de contas, julgue os seguintes itens.
1 - No sistema brasileiro de controle externo, em face das competências atribuídas
pela Constituição da República ao TCU, a doutrina e a jurisprudência são majoritárias
no sentido de que as decisões daquele órgão têm natureza jurisdicional e, por isso
mesmo, não podem ser reexaminadas pelo Poder Judiciário.
2 - De acordo com a doutrina, a condenação de gestor público por parte do TCU
constitui título executivo de natureza judicial, por força da competência conferida pelo
art. 171 da Constituição àquele órgão, para julgar contas de pessoas responsáveis por
dinheiro público.

11 (Técnico de Controle Externo – TCU/2004) - Acerca da organização, das


competências e do funcionamento do TCU, julgue os itens a seguir.
1 - Não compete ao TCU realizar controle externo das contas dos administradores do
Poder Judiciário.
2 - Pelo fato de as sociedades de economia mista serem pessoas jurídicas de direito
privado, as contas dos seus administradores não estão submetidas à fiscalização do
TCU.
3 - Considere a seguinte situação hipotética.
Uma autarquia federal contratou Humberto, por tempo determinado, para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público.
Nessa situação, o contrato mediante o qual Humberto foi admitido não está sujeito a
registro no TCU, pois somente os atos de admissão relativos a cargo público de
provimento efetivo são sujeitos a registro nesse tribunal.
12 (Juiz Substituto – TJSE/2004) - O Poder Executivo Estadual exerce a fiscalização
hierárquica dos órgãos da administração direta e das entidades da administração
indireta com a finalidade, entre outras, de aprimorar os serviços e aumentar a
produtividade.

13 (Delegado de Polícia Civil – Roraima/2003)As decisões dos tribunais de contas de


que resultem imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo e serão
executadas pelos respectivos tribunais.

14 (Delegado de Polícia Civil – Roraima/2003) - Julgue os itens subseqüentes, acerca


dos atos de improbidade administrativa.
1 - A Lei n.º 8.429/1992 — Lei de Improbidade Administrativa — é aplicável tanto aos
agentes públicos quanto aos particulares que pratiquem atos de improbidade contra a
administração pública.
2 - O Ministério Público poderá efetuar transação ou tomar compromisso de
ajustamento de conduta em ações de improbidade administrativa, desde que o poder
público seja ressarcido dos prejuízos sofridos.
3 - São legitimados para propor ação de improbidade administrativa: o Ministério
Público, a pessoa jurídica interessada e as associações regularmente constituídas que
incluam entre suas finalidades a proteção ao patrimônio público, ao meio ambiente,
ao consumidor ou à ordem econômica.

15 (Papiloscopista Policial Federal – 2004) - O Departamento de Polícia Federal (DPF),


por estar inserido na estrutura do Poder Executivo, não pode sujeitar-se à fiscalização
mediante controle externo, exercida pelo Congresso Nacional, quanto à legalidade,
legitimidade e economicidade.

16 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - O ato de improbidade administrativa


exige, para a sua caracterização, a demonstração da ocorrência de prejuízo para o
erário e dolo ou culpa do agente.

17 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004) - Uma autarquia federal


contratou sem licitação, porque assim lhe pareceu conveniente, um advogado de
notória especialização para representá-la judicialmente, com exclusividade, em
quaisquer processos, pelo prazo de cinco anos. O valor dos serviços foi pactuado
segundo o preço de mercado. O Tribunal de Contas da União (TCU), entendendo ilegal
a contratação, sustou, tão logo dela teve conhecimento, a execução do contrato. A
autarquia, intimada da decisão do TCU, suspendeu o pagamento dos honorários que
era feito mensalmente ao advogado pelos serviços por ele devidamente prestados.
Decorridos três meses sem receber, o advogado renunciou aos mandatos a ele
conferidos.
Em relação à situação hipotética apresentada, julgue os itens a seguir.
1 - O TCU poderia sustar a execução do contrato, entendendo-o ilegal.
2 - A dispensa indevida de licitação constitui ato de improbidade administrativa.

18 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004/adaptada)


Uma empresa pública federal devedora pagou seus débitos com bens imóveis
dominiais de que era proprietária. O pagamento deu-se sem prévia autorização
legislativa, sem autorização do ministério ao qual a empresa é vinculada e sem
avaliação prévia. Constatado o fato pelo controle interno do ministério ao qual a
empresa é vinculada, o ministro instaurou procedimento, no âmbito do ministério,
contra os dirigentes e os empregados da empresa que permitiram o pagamento da
dívida com bens da empresa. Os dirigentes e empregados da empresa representaram,
perante o TCU, contra o ato do ministro.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o seguinte item.
O TCU não pode conhecer da representação, porque os representantes são partes
ilegítimas para tanto.

19 (Consultor Jurídico –SESPA/PA – 2004 - adaptada) - Considerando que Humberto


ocupe cargo de provimento efetivo na autarquia estadual paraense APA, julgue o item
subseqüente, a respeito do direito administrativo.
Se Humberto for condenado pela prática de ato de improbidade administrativa que
importe enriquecimento ilícito, ele estará sujeito a várias punições, entre elas a perda
dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio, o pagamento de multa
civil e a suspensão de direitos políticos.

20 (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRE/AL – 2004) - As sanções da Lei da


Improbidade Administrativa somente podem incidir sobre pessoas que ocupem cargo
público ou exerçam função pública.

21 (Procurador Consultivo – MP TCE/PE -2004) - Considerando que a contratação de


pessoas, por parte do IBGE, para a realização de determinado censo, é ato por tempo
determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público,
tal ato não deve ter a legalidade apreciada, para fins de registro, pelo tribunal de
contas.

22 (Procurador – MP TCE/PE - 2004) - A doutrina e a jurisprudência consolidaram-se


no sentido de defender que os tribunais de contas podem adentrar-se no exame de
mérito do ato administrativo, valendo-se de sua competência de realizar fiscalização
operacional da administração direta e indireta.
23 (Procurador – MP TCE/PE - 2004) Conforme a Constituição Estadual de
Pernambuco, é o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE/PE) que examina
e aprova auxílios concedidos pelo estado a entidades particulares de natureza
assistencial.

24 (Auditor das Contas Públicas - TCE/PE -2004) - De acordo com as regras


constitucionais aplicáveis ao controle externo no âmbito federal, julgue os itens
seguintes.

1 - Compete ao TCU apreciar as contas prestadas anualmente pelo presidente da


República e daí emitir um relatório conclusivo, que deverá ser elaborado em sessenta
dias a contar do recebimento das contas.
2 - Se determinada pessoa, ainda que não seja servidora pública, encontra-se na
administração de bens da União, compete ao TCU julgar atos por ela praticados de que
resulte prejuízo ao erário público.

25 (Auditor das Contas Públicas - TCE/PE - 2004) - Julgue os itens a seguir, com relação
ao controle dos atos administrativos pelo TCE/PE.

1 - O TCE/PE somente pode agir mediante provocação do Ministério Público ou das


demais autoridades financeiras e orçamentárias previstas na Constituição Estadual.
2 - Compete ao TCE/PE fiscalizar despesas decorrentes de contratos firmados pelo
poder público.
3 - Ao TCE/PE compete fiscalizar as contas dos administradores do estado e dos
municípios.
4 - Sujeitam-se à jurisdição do TCE/PE os responsáveis por entidades dotadas de
personalidade jurídica de direito privado que recebam contribuições parafiscais e
prestem serviços de interesse público ou social.

26 (Auditor das Contas Públicas - TCE/PE - 2004) - Ao ser publicado um edital de


concurso público para preenchimento de vagas para o cargo de analista administrativo
de uma fundação pública do estado de Pernambuco, constatou-se a previsão de
reserva de vagas para candidatos que já fizessem parte da entidade como ocupantes
de cargos em comissão, de livre nomeação. Com base nessa situação hipotética, julgue
os itens seguintes.

1 - A fiscalização dos atos de admissão dos servidores eventualmente nomeados em


razão desse concurso escapa à jurisdição do TCE/PE, por se tratar de admissão de
servidor em fundação.
2 - A reserva de vagas citada ofende o princípio da impessoalidade.
3 - Caso a administração pública lance mão do controle interno, deverá valer-se do
instituto da revogação do ato, em face de sua ilegalidade.

27 (Assistente Técnico de Informática e Administração - TCE/PE - 2004) -De acordo


com as regras constitucionais aplicáveis ao controle externo no âmbito federal, julgue
os itens que se seguem.
1 - O Tribunal de Contas da União (TCU), embora atue como órgão auxiliar do
Congresso Nacional, não pode, por iniciativa própria, realizar inspeções e auditoria nas
unidades administrativas do Poder Legislativo.
2 - A fiscalização orçamentária da União é exercida pelo Congresso Nacional e pelo
sistema de controle interno de cada poder e deve levar em consideração os aspectos
da legalidade, legitimidade e economicidade.
3 - Compete ao TCU fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela
União, inclusive por meio de acordo com os estados.
4 - Conforme a Constituição Federal, tem dever de prestar contas qualquer pessoa
física ou entidade pública que utilize bens e valores públicos ou pelos quais a União
responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.

28 (Auditor do Estado – ES/2004) - Compete à Câmara Municipal do Município de


Vitória – ES exercer, mediante controle externo, a fiscalização contábil e orçamentária
da administração direta desse município, bem como das autarquias e empresas
públicas municipais.

29 (Técnico Judiciário – Área: Administrativa – TRT / 10.ª REGIÃO – DEZ/2004) -


Compete ao Supremo Tribunal Federal julgar anualmente as contas prestadas pelo
presidente da República.

30 (Juiz Substituto – TJBA – 2005) - A tipificação na lei dos atos de improbidade


administrativa repousa sobre o binômio ofensa à moralidade—lesão ao patrimônio
público, de tal sorte que, na falta de um desses fatores, não se caracterizará o ato
ímprobo.

31 (Defensor Público – SE – 2005) - O ex-prefeito de um município praticou ato de


improbidade administrativa quando no exercício do cargo. O fato tornou-se conhecido
em dezembro de 1998, e o término do seu mandato se deu em 31/12/2000. Com base
na situação hipotética descrita no texto acima, julgue os itens seguintes, acerca da
improbidade administrativa e da prescrição.
Nos termos da Lei n.º 8.429/1992, é possível punir o prefeito por ato de improbidade,
se for proposta ação civil pública até 30/12/2005.

Gabarito:

1.CCCEC
2.EEE
3.EEEEE
4.ECEEE
5. C
6. E
7. EE
8. CE
9. CC
10. EE
11. EEE
12. E
13. E
14. CEE
15. E
16. E
17. EC
18. E
19. C
20. E
21. E
22. E
23. C
24. EC
25. ECCC
26. ECE
27. ECCC
28. C
29. E
30. E
31. C
INTERVENÇÃO - CESPE

1 (ASSISTENTE JURÍDICO DO DF/2001) Ao direito que tem o proprietário de exigir que,


na desapropriação, inclua-se a parte restante dos bens que se tornaram inúteis ou de
difícil utilização, por decorrência de expropriação, chama-se direito de retrocessão.

2 (Juiz Substituto – TJ RN/1999) - É efeito direto e imediato da declaração


expropriatória, veiculada por decreto do chefe do Poder Executivo,

(A) a missão na posse pelo expropriante.


(B) o pagamento de indenização provisória ao expropriado.
(C) a possibilidade de registro provisório do domínio público junto à matricula do imóvel
no respectivo Cartório.
(D) o inicio da contagem do prazo decadencial de cinco anos para efetivar-se a
desapropriação por utilidade pública ou interesse social.
(E) a autorização às autoridades administrativas para penetrar nos imóveis
compreendidos na declaração, se necessário com o auxilio de força policial.

3 (Defensor Público de 4ª Classe – Amazonas/2003) - Julgue os itens seguintes, acerca


da desapropriação, do tombamento e das limitações administrativas ao direito de
propriedade.
01 - A União somente poderia desapropriar o prédio em que funciona a sede da
Defensoria Pública do Estado do Amazonas se esta desapropriação fosse autorizada por
decreto editado pelo governador do Amazonas.
02 - Tanto no tombamento como na desapropriação, a prévia indenização é requisito de
validade do próprio ato.
03 - A desapropriação por utilidade pública é um ato administrativo vinculado, pois a lei
determina os casos em que esse instituto administrativo pode ser utilizado.

4 (Juiz Substituto – TJBA/2002) – A requisição administrativa difere da desapropriação,


entre outros aspectos, pelo fato de visar apenas ao uso do bem e pelo de ser
transitória, ao passo que a desapropriação atinge a propriedade e é permanente; em
todos os casos, contudo, o particular deve ser ressarcido dos danos que efetivamente
sofrer.

5 (Juiz Substituto – TJBA/2002) - Os estados- membros não têm competência para


legislar acerca de desapropriação, uma vez que tal competência é da União; não
obstante, têm competência para promover a desapropriação, em certos casos, assim
como a têm outros entes públicos, a exemplo de certas autarquias.

6 (Juiz Substituto – TJPA/2002) - José é proprietário de imóvel rural. Não obstante se


tratar de imóvel produtivo, foi publicado decreto que declarou o bem de utilidade
pública com vistas à construção de Universidade Rural. Não havendo acordo quanto ao
valor da indenização a ser paga, procedeu-se à instauração da ação judicial cabível.
Com relação a essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
01 - Tendo sido declarado que o bem a ser desapropriado serviria à construção de
universidade, qualquer outra finalidade que seja dada ao imóvel caracterizará
tredestinação, o que ensejará a José direito de retrocessão.
02 - O poder público, não tendo obtido acordo quanto ao valor da indenização a ser
paga, poderá solicitar ao juiz da ação de desapropriação a imissão provisória na posse,
cujo deferimento dependerá de prévio pagamento de valor correspondente a
percentual da avaliação feita pelo poder público.
03 - Caso o poder público não desaproprie todo o imóvel, José terá o direito de
extensão, por meio do qual poderá obrigar o poder público a incluir na desapropriação
parcelas de terra restantes que não se prestariam ao uso.

7 (Analista legislativo àrea VIII – Câmara dos Deputados/2002) - A servidão


administrativa é um tipo de atividade do poder de polícia que recai sobre a
propriedade, alcançando uma categoria abstrata de bens.

8 (Analista legislativo àrea VIII – Câmara dos Deputados/2002) -Acerca dos bens
públicos e das limitações à propriedade privada, julgue os seguintes itens.
01 - A desapropriação no direito brasileiro ocorre por meio da indenização prévia, justa
e em dinheiro, bem como por meio de pagamento em títulos especiais da dívida
pública.
02 - Poderá ocorrer desapropriação, sem indenização, no caso de parcelamento
irregular do solo urbano, em vista de existência de ação de natureza criminosa.
03 - A desapropriação a título punitivo, sem indenização, prevista no caso de cultivo de
plantas psicotrópicas, poderá ocorrer sem as garantias de contraditório e ampla defesa.

9 (Analista legislativo Área VIII – Câmara dos Deputados/2002) -Julgue os itens que se
seguem, relativos a intervenção do Estado na propriedade privada.
01 - A colocação de placas indicativas de nomes das ruas em casa de particulares
configura- se apenas como limitação administrativa.
02 - A colocação de outdoor educativo em casas particulares configura- se como
servidão não-indenizável, em vista de não haver prejuízo.
03 - Todas as servidões são indenizáveis pois o particular suporta na sua propriedade
um ônus.

10 (Controlador de Recursos Públicos – TCE/ES-2004) - Em determinado estado, foi


instalada uma área de porto organizado dentro dos limites de um município costeiro. A
exploração das atividades de capatazia na área pública desse porto foi concedida a uma
sociedade de economia mista ligada ao Ministério dos Transportes, à qual, para a
instalação da área, foram cedidos, sob regime de delegação, prédios de propriedade da
União. A instalação implicou, ainda, a necessidade de instituição de servidões
administrativas, bem como a desapropriação de alguns terrenos pertencentes a
particulares.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.

C - As servidões administrativas necessárias à instalação do porto serão instituídas por


acordo administrativo ou por sentença judicial e precedidas de ato declaratório de
servidão. Além disso, devem ser efetivadas com o registro competente, para que gerem
efeitos erga omnes.
E - No que se refere ao processo desapropriatório dos terrenos particulares, se o Estado
não efetivar a desapropriação no prazo legal, ocorrerá a caducidade, e os terrenos não
poderão ser objeto de nova declaração expropriatória.

11 (Juiz Substituto – TJSE/2004) C A. Após o apossamento dos bens pela administração


pública e a sua integração ao domínio público, em razão de desapropriação indireta,
não é possível a reintegração na posse ou reivindicação desses bens pelo proprietário
desapropriado, cabendo-lhe pleitear indenização por perdas e danos, a qual terá como
uma de suas parcelas os juros compensatórios.

12 (Juiz Substituto – TJSE/2004) - No caso de a administração pública dar ao imóvel


expropriado uma destinação pública diversa da mencionada no ato expropriatório, cabe
a retrocessão.

13 (Juiz Federal Substituto – TRF/5ª Região – 2004) C B. Não obstante a proteção


constitucional do direito de propriedade e a previsão de que a indenização, no caso de
desapropriação por utilidade pública, seja prévia, a jurisprudência firmou-se no sentido
de ser juridicamente válida a norma do Decreto-lei n.º 3.365/1941, que autoriza, em
certos casos, a imissão provisória na posse do bem por parte do poder expropriante,
mediante depósito.

14 (Procurador do Ministério Público junto ao TCU – 2004) - O tombamento de bem


particular que constitua patrimônio histórico não gera, como regra, obrigação de
indenizar.

15 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - Assinale a opção correta com relação à


desapropriação.

A) As desapropriações por interesse social serão sempre feitas mediante prévia e justa
indenização em dinheiro.
B) A desapropriação é um procedimento administrativo que possui uma fase
declaratória e uma fase executória.
C) Os bens das autarquias e das fundações públicas que não sejam vinculados ao serviço
público podem ser expropriados desde que haja expressa autorização legislativa.
D) É possível ao Poder Judiciário avaliar aspectos relativos à utilidade ou ao interesse
social declarados como justificativa para a desapropriação, porque esses são requisitos
legais para a consecução do ato expropriatório.
E) A indenização justa do bem expropriado não compreende parcelas relativas a juros
compensatórios e à atualização monetária.

16 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004) - Um latifundiário teve parte de


sua propriedade rural, por ele não utilizada, declarada de utilidade pública, com o
propósito de desapropriação. Publicado o decreto expropriatório, a União depositou o
valor cadastral do imóvel para fins de lançamento de imposto territorial rural, cujo valor
fora atualizado no ano anterior, e pediu, independentemente da citação do réu, imissão
provisória na posse. Deferida a imissão, pretendeu a União registro da terra em seu
nome. Em face dessa situação hipotética, julgue os itens subseqüentes.

A - Não são devidos, ao expropriado, juros compensatórios.


B - O poder público deve intentar a ação expropriatória no prazo de até dois anos,
contados da expedição do decreto expropriatório.
D - Uma vez que, incorporados à fazenda pública, os bens expropriados não podem ser
objeto de reivindicação, o registro da terra em nome da União faz-se possível desde a
imissão.
E - Se a desapropriação fosse realizada por interesse social para fins de reforma agrária,
o expropriado poderia exigir que toda a sua propriedade fosse expropriada, caso o
remanescente tivesse se tornado inaproveitável isoladamente.

17 (Procurador Federal de 2ª Categoria - AGU/2004) - Uma autarquia federal


responsável pela defesa do patrimônio histórico, no âmbito de sua competência,
autuou um município por danos em bem tombado, provocados por um trator
pertencente a essa municipalidade. Por meio de auto de infração, lavrado por um dos
fiscais da autarquia, foi aplicada multa ao município. Impugnada a aplicação da
penalidade, o município alegou que a multa não seria devida, porque o tombamento
não fora registrado no cartório de registro de imóveis. Sustentou, ainda, que não
poderia ser multado pela autarquia ante sua personalidade de direito público. Por
derradeiro, argumentou que o ato considerado danoso fora praticado por pessoa
estranha aos quadros de servidores do município, a quem o trator de propriedade
municipal fora emprestado por um de seus funcionários. Pediu, por fim, a anulação do
ato com efeitos ex tunc. Em face dessa situação hipotética, julgue os itens que se
seguem.

A - Teve razão o município ao alegar que a multa não seria devida, porque o
tombamento não fora registrado no cartório de registro de imóveis.
B - O exercício do poder de polícia por parte da autarquia federal em defesa do
patrimônio histórico pode atingir entidades públicas estaduais e municipais.

18 (Procurador Consultivo – MP TCE/PE -2004) - Pode o estado-membro baixar decreto


desapropriatório de terra rural para fins de reforma agrária, desde que, por força do
princípio da simetria, siga os princípios aplicáveis à desapropriação para essa finalidade,
de competência da União.

19 (Procurador Consultivo – MP TCE/PE -2004) É competência comum da União,


estados e municípios legislar sobre desapropriação.

20 (Auditor do Estado – Direito - ES/2004) - A União, bem como o estado competente,


poderão desapropriar, por interesse social, para fins de reforma agrária, determinado
imóvel rural, desde que este não esteja cumprindo sua função social, mediante justa e
prévia indenização.

21 (Promotor de Justiça – MP / MT – 2005) Tecnicamente, a perda da propriedade que


a Constituição prevê para os casos de terras nas quais sejam cultivadas plantas
psicotrópicas não se assemelha às formas de desapropriação propriamente ditas, pois
falta àquela a reposição do patrimônio da pessoa atingida. A indenização pela perda da
propriedade é inerente às desapropriações de que trata o Direito Administrativo.

22 (Juiz Substituto – TJBA – 2005) - Julgue os itens seguintes, a respeito da intervenção


do Estado na propriedade.

1 - A servidão tem a natureza de direito real sobre coisa alheia (jus in re aliena) e, na
servidão de direito público, ela está necessariamente associada ao emprego da coisa
serviente na prestação de serviço público.
2 - De acordo com a doutrina, a chamada ocupação provisória (ou temporária), no
direito brasileiro, equivale à desapropriação indireta, porquanto se dá sem
procedimento administrativo prévio e implica limitações à propriedade que precisam
ser indenizadas pelo poder público.

23 (Juiz Substituto – TJBA – 2005) - Julgue os itens seguintes com relação à


desapropriação.

1 - Para a desapropriação de bem público, deve-se observar, por um lado, a regra


segundo a qual apenas as pessoas políticas de maior extensão podem expropriar os
bens das de menor extensão (de onde se conclui que os bens federais são sempre
imunes a desapropriação) e, por outro, a necessidade de haver autorização legislativa
expedida pelo ente expropriante.
2 - A fim de permitir a conclusão dos atos necessários a consumar-se a desapropriação,
a lei autoriza que, uma vez decretada a utilidade pública de um bem para que seja
expropriado, o poder público requeira imissão provisória na posse, de modo a poder
penetrar no imóvel.

24 (Defensor Público – SE – 2005) - Considere a seguinte situação hipotética. A


companhia de água e esgoto de um município precisa construir uma rede de esgoto que
irá passar a cerca de 20 metros de profundidade de uma propriedade utilizada apenas
como moradia. Nessa situação, deve ser utilizada a servidão administrativa e não a
desapropriação da referida área, já que a rede de esgoto não impossibilitará o direito
de propriedade. Se, no entanto, houver algum prejuízo para o proprietário, em
decorrência desse fato, deve haver indenização.

25 (Defensor Público – SE – 2005) - Livros e obras de arte não podem ser objeto de
desapropriação.

26 (Defensor Público – SE – 2005) -O bem objeto de decreto de desapropriação não


pode ser objeto de nova declaração, senão após 2 anos, a contar da data em que o
primeiro decreto caducou.

27 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) - A União desapropriou imóvel com a


finalidade de interligar duas rodovias federais. Porém, em razão de contingenciamento
de despesas, as obras de interligação não foram realizadas. Tendo havido, no ano
seguinte, eleições para presidente da República, o novo governo eleito não demonstrou
interesse na obra e, com vistas a promover o desenvolvimento da região, acabou por
alienar o terreno desapropriado, que foi adquirido por uma empresa privada que nele
instalou uma unidade de produção. Nesse meio tempo, abalado com a desapropriação,
o proprietário do terreno veio a falecer e os seus herdeiros, inconformados com a
utilização do bem por uma empresa privada, ingressaram com ação requerendo a
desconstituição da desapropriação e a retrocessão do bem. Com relação à situação
hipotética apresentada acima, julgue os itens a seguir.

1 - Em face da tredestinação, é possível a retrocessão do bem aos herdeiros, uma vez


que, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal
de Justiça (STJ), a retrocessão tem natureza de direito real.
2 - Caso a desapropriação do imóvel tivesse ocorrido em razão do cultivo ilegal de
plantas psicotrópicas, não haveria a necessidade de ato declaratório de utilidade
pública, necessidade pública ou interesse social, podendo a destinação do imóvel
desapropriado para fins de construção de interligação entre duas rodovias federais ser
definida no âmbito da ação judicial própria.

Gabarito:
1. E
2. E
3. EEE
4. C
5. C
6. ECC
7. E
8. CEEE
9. CCECE
10. CE
11. C
12.E
13. C
14. C
15. B
16.EEEEC
17. EC
18.E
19.E
20.E
21. C
22.EE
23. CE
24. C
25.E
26.E
27.EE
BENS PÚBLICOS - CESPE

(PROCURADOR DA AGU/2002)
1. Julgue os itens que se seguem, acerca da classificação de bens públicos.
A. Os bens que, segundo a destinação, embora integrando o domínio público,
como os demais, deles difiram pela possibilidade de ser utilizados em qualquer fim,
ou mesmo alienados pela administração, se assim esta o desejar, são chamados
bens de uso comum.
B. Um prédio adquirido pela União para que nele funcione repartição da Secretaria
da Receita Federal, em um estado da Federação, pode ser classificado como bem
público federal dominial.
C. A Praça dos Três Poderes, situada no Distrito Federal, é classificada como bem
público distrital de uso comum.
D. A natureza jurídica do rio Tietê, cujo percurso, desde sua nascente, limita-se ao
estado de São Paulo, é de bem público de uso comum federal.
E. O rio São Francisco, que é conhecido como rio da integração nacional, tem
natureza jurídica de bem público federal.

(CONSULTOR DO SENADO/2002)
2 Um grupo de alfaiates ocupa, há mais de trinta anos, uma casa pertencente ao
estado da Bahia, situada no centro de Salvador. Com o projeto de restauração do
centro histórico, o governo do Estado entrou com uma ação de reintegração de
posse, alegando tratar-se de bem público. Apesar dos argumentos
jurídico-filosóficos e da alegação do direito de morar apresentados em contestação
pelos alfaiates, a sentença foi-lhes desfavorável. Nesse caso, a sentença foi
desfavorável por não haver fundamento legal para atender o pedido dos alfaiates.

3 Uma associação, fundamentada em seu estatuto que dispõe sobre a defesa dos
direitos difusos e coletivos, decidiu cobrar a entrada para visitantes em sítios
arqueológicos de uma determinada região do país, alegando que protegia o meio
ambiente. Nesse caso, a cobrança está em conformidade com a Constituição da
República.

4 Os bens públicos de uso comum são utilizados de forma livre, indiscriminada e


exclusivamente gratuita.

5 Um bem público de uso especial pode ser desafetado para se transformar em


bem público de uso comum.

6 (Atendente Judiciário TJ BA 2003 -Adaptada) As terras tradicionalmente


ocupadas pelos índios incluem-se entre os bens da União, consoante estabelece a
Constituição da República; assim, a área objeto do litígio de que trata a hipótese é
inalienável, indisponível e insuscetível de usucapião.

7 (Analista Judiciário – Área Judiciária –TST/2003) - Considere a seguinte situação


hipotética. Determinado município, a fim de obter financiamento do BNDES,
ofereceu como garantia do empréstimo um prédio que não estava sendo utilizado
pela administração municipal e que se encontrava desafetado, incluído, portanto,
na categoria de bens dominicais, patrimônio disponível do município. Nessa
situação, os técnicos da entidade federal não poderiam aceitar a indicação do
mencionado imóvel em razão da impossibilidade de sua oneração em face da sua
impenhorabilidade.

8 (Auditor Fiscal INSS/2000) -O atraso reprovável do INSS em pagar dívida para


com segurado não pode levar à penhora dos bens do Instituto como meio de
satisfação forçada do direito do credor.

9 (Defensor Público de 1ª Classe – Alagoas/2003) - Terras devolutas são aquelas


que não têm dono nem são usadas pelo poder público, mas são indispensáveis à
defesa das fronteiras, fortificações e construções militares, das vias federais de
comunicação e (ou) da preservação ambiental.

10 (Defensor Público de 4ª Classe – Amazonas/2003) - Uma lei do município de


Manaus – AM estabeleceu que, a partir de 1º/12/2003, para estacionar veículos
em uma determinada área pública do centro da cidade, área esta que atualmente
é destinada para fins de estacionamento gratuito, os motoristas passariam a ter de
pagar aos cofres municipais a quantia de R$ 1,00 por hora. A instituição da
cobrança pelo estacionamento fará que a referida área deixe de ser bem de uso
público comum do povo e passe a ser bem de uso especial.

11 (Defensor Público de 4ª Classe – Amazonas/2003) -Entre os bens públicos,


apenas os dominicais são sujeitos a usucapião, sendo imprescritíveis tanto os bens
de uso comum do povo como os bens de uso especial.

12 (Advogado da união/Nov 2002) -No atinente à concessão, à permissão e à


autorização de serviço público e ao domínio público, julgue os itens em seguida.

A. Os prédios públicos onde funcionam os órgãos da AGU são juridicamente


considerados bens públicos de uso especial; juridicamente, esses prédios podem
vir a ser desafetados e, por lei, tornados de uso comum.
B. Se um rio servir de limite entre o Brasil e outro país ou provier de território
estrangeiro, será de propriedade da União; em todos os demais casos, porém, os
rios serão de propriedade dos estados da Federação.
C. Terras devolutas são bens públicos dominiais (ou dominicais) que, por isso
mesmo, não estão aplicadas a nenhuma finalidade específica; existem terras
devolutas de propriedade da União, como as da faixa de fronteira, assim como as
existem de propriedade dos estados e dos municípios.
13 (Analista legislativo àrea VIII – Câmara dos Deputados/2002) -A concessão de
uso de bem público é contrato administrativo pelo qual a administração passa a
alguém o seu uso para uma finalidade específica, podendo o poder público, por
conveniência administrativa, rescindi-la antes do termo estipulado sem
indenização ao concessionário.

14 (Analista de Controle Externo – TCU/2004) -Segundo entendimento


jurisprudencial, a imprescritibilidade é qualidade apenas dos bens de uso comum
do povo e dos bens de uso especial.

15 (Juiz Substituto – TJSE/2004) - Salvo para os bens insuscetíveis de valoração


patrimonial, a característica de inalienabilidade dos bens públicos não é absoluta.

16 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - Em razão de sua destinação a fins


públicos, os bens de uso comum do povo e os de uso especial possuem como
característica a inalienabilidade absoluta e, como decorrência desta, a
impenhorabilidade.

17 (Procurador do Estado do Ceará – 2004) - Embora a permissão de uso seja um


ato precário , a sua revogação pela administração pública poderá dar-se com ou
sem indenização para o particular permissionário.

18 (Analista Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) - Os rios públicos são


aqueles situados em terrenos públicos, navegáveis ou flutuáveis, os que destes se
façam e os que lhes determinem a navegabilidade ou flutuabilidade.

19 (Analista Judiciário / Área Administrativa – STJ – 2004) -Os chamados terrenos


de marinha são bens públicos marginais, também denominados ribeirinhos,
situados nas faixas de terra à margem dos rios públicos, livres da influência das
marés, em uma extensão 15 m contados da linha média das enchentes médias
ordinárias.

20 (Analista Judiciário / Área Judiciária – STJ – 2004) - Para que sejam considerados
alienáveis, os bens de uso comum ou de uso especial precisam ser transformados
em dominiais e submetidos ao procedimento da desafetação.

21 (Analista Judiciário / Área Judiciária – STJ – 2004) - O fechamento de


determinadas vias públicas para atividades desportivas ou recreativas pode
incluir-se na modalidade genérica da concessão de direito real de uso e na
modalidade específica da permissão especial de uso.

22 (Analista Judiciário – Área Judiciária – TRE/AL – 2004) -Como regra, a utilização


dos bens de uso comum prescinde de autorização específica do poder público. Em
alguns casos, dependendo de permissão, pode haver a utilização de bens de uso
comum, por particular, com certo grau de exclusividade.

23 (Analista Judiciário / Área Judiciária – TRE/RS – 2003) - No que diz respeito aos
bens públicos, julgue os itens abaixo.

A. Bens de uso comum são aqueles voltados para a utilização da coletividade em


geral, enquanto bens dominicais são aqueles móveis ou imóveis utilizados pela
administração pública para a consecução de seu fim.
B. A cessão de uso é um contrato administrativo pelo qual a administração outorga
ao particular o direito de uso exclusivo de bem público, segundo sua destinação
específica.
C. As terras devolutas são aquelas situadas no continente, na costa marítima e nas
margens de rios e lagoas, bem como os terrenos que contornam as ilhas situadas
em zonas de influência das marés.

24 (Procurador – MP TCE/PE -2004) - A alteração da destinação do bem público de


uso especial acarretará a sua desafetação, ou seja, passará o bem a integrar
categoria de dominicais, desonerando-o do gravame que o vinculava à finalidade
determinada.

25 (Juiz Substituto – TJ – MT – 2004) - Assinale a opção correta.

A Os bens das fundações de direito público estão sujeitos a penhora.


B A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público externo, de
acordo com o Código Civil, é objetiva.
C O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído.
D O servidor público estadual tem domicílio necessário na capital do estado, ainda
que exerça suas funções em outra cidade.

26 (Juiz Federal Substituto da 5. Região/2005) - A concessão de direito real de uso


de bem público é, por força de lei, intransferível por ato inter vivos.

Gabarito:
1. EECEC
2. C
3. E
4. E
5. C
6. C
7. C
8. C
9. E
10. E
11. E
12.CEC
13. E
14. E
15. C
16. E
17. C
18. C
19. E
20. C
21. E
22. C
23. EEE
24. C
25. C
26. E