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TEORIA GERAL ESTADO

2º. Período Direito Setembro 2015

Professora: Fabiana Alvarenga

• 2.0 Formas de Estado

1. Estado Unitário: uma única fonte de poder político em todo o território, mesmo que
haja órgãos administrativos distintos. Ex: Reino Unido, França..

2. Estado Federado: mais de uma fonte de poder político em todo o território, ou seja,
existência de unidades autônomas . Ex: Brasil, Alemanha, Argentina; EUA; México.

3. Estado Regional: Estado híbrido, mais de um centro de poder político no âmbito do


território. as regiões não têm constituições próprias; exemplos: Itália e Espanha.

• 2.1 História da Federação Brasileira

 Monarquia: Províncias (Estados-Membros) (autonomia Poder Central);

 CF 1891: Estado Federal Brasil (1ª CF Republicana);

 Transferência de atribuições (Competência)do poder central para os estados-


membros;

• 2.3 Administração Direta e Indireta

1. Administração Direta: União, Estados, DF e Municípios;

2. Administração Indireta: Autarquias, Fundações, Sociedades de economia mista ou


Empresas;

• 2.4 Administração Pública Indireta

 Autarquias: INSS

 Fundações: Bradesco, Roberto Marinho;

 Sociedade Economia Mista: Banco Brasil, Petrobrás, Banco da Amazônia;


 Empresas: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT; Serviço Federal de
Processamento de Dados - SERPRO; Caixa Econômica Federal – CEF

• O art. 173 da Constituição não deixa dúvida a respeito, ao prescrever que a exploração
direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos
imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme
definidos em lei.

• 2.5 Confederação

 A Confederação não é uma forma de Estado, (Formas de Estado: Unitário, Federado e


Regional);

 É uma aliança de Estados soberanos unidos por um instrumento jurídico de direito


internacional (o Tratado).

 Os Estados soberanos podem se desligar do acordo por meio da denúncia do tratado.

• 2.6 Formas de Estado

• 2.7 Estado Federal

 Conceito Federal: vem do latim foedus, que quer dizer pacto, aliança.

 Conceito Estado Federal: surge da aliança, da união de vários Estados. Formado por
uma pluralidade de Estados-membros autônomos e unidos por uma Constituição.

 Só ao Estado Federal cabe o exercício da soberania (Confederação).

 Organização do Poder Federal: poder central + regional (competências próprias,


segundo Constituição Federal).

• 2.8 Argumentos Favoráveis e Contrários

 ARGUMENTOS FAVORÁVEIS AO ESTADO FEDERAL:

1) Mais democrático em virtude da descentralização política;

2) Maior dificuldade para a concentração de poder;

3) Promove mais facilmente a integração entre as regiões e os cidadãos do Estado;

 ARGUMENTOS CONTRÁRIOS AO ESTADO FEDERAL

1) Dispersão exagerada de recursos públicos para manutenção de vários aparelhos


burocráticos;

2) Dificuldade de implementação de planos políticos nacionais, menos custosos e mais


eficientes;

3) Ocorrência de conflitos políticos e jurídicos.


• 2.9 DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

 Estado Federal, não há uma centralização única do poder, ou seja a sua característica
principal é a descentralização do poder entre os entes federados: União e Estados.

• 2.10 Brasil:descentralização especial

 TRÍPLICE: União, Estados, DF e Municípios;

 JOSÉ AFONSO DA SILVA entende que os Municípios não são entes federados;

 STF: Posição consolidada e majoritária: Quádrupla porque considera também do


Distrito Federal.

• 2.11 Autonomia Municípios

 O Brasil reconhece a autonomia dos MUNICÍPIOS;

 O Município tem competência nas matérias de interesse local. Alguns autores afirmam
que os municípios não podem ser equiparados aos Estados, têm autonomia, mas não é
a mesma que os Estados

• 2.12 Artigo

DA ESPERA EXCESSIVA EM FILA DE BANCO: DA AFRONTA AO PRINCÍPIO


CONSTITUCIONAL DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

Fabiana Cristina da Silveira Alvarenga, Marco Cesar de Carvalho

THE EXCESSIVE WAITING IN THE BANK QUEUE: OF THE AFFRONT TO THE


CONSTITUTIONAL PRINCIPLE OF HUMAN DIGNITY

RESUMO: Este artigo procura demonstrar que a espera injustificada nas filas das
agências bancárias fere diretamente o princípio da dignidade da pessoa humana. A
espera pelo atendimento em filas revela o desrespeito e falta de atenção ao
consumidor. O Código de Defesa do Consumidor dispôs sobre a proteção e os direitos
básicos do consumidor, à vida, saúde e segurança, educação, informação, contra a
publicidade enganosa, à efetiva reparação dos danos advindos da relação de consumo,
o direito de acesso à Justiça e órgãos administrativos de proteção e defesa do
consumidor, o direito à facilitação da defesa de seus direitos e, por fim, o direito à
adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. Quando o assunto é o
atendimento do cliente bancário, a atuação das instituições financeiras não
corresponde às expectativas de seus consumidores quando um cliente fica aguardando
um tempo excessivo em fila para ser atendido, além do máximo permitido em lei,
afrontando o princípio da dignidade da pessoa humana porque é angustiante, gera
desgaste físico e mental, além do evidente cansaço e irritação, atingindo a pessoa em
sua esfera íntima, ofendendo-lhe a honra e sua condição humana. A atuação das
instituições financeiras deve ser repensada tanto na forma de sua estrutura física e
instalações quanto no aspecto do seu quadro de funcionários condizente com o
número de clientes para atendê-los da melhor forma, com toda a satisfação e o
respeito de seus consumidores.

PALAVRAS-CHAVE: Princípio da Dignidade da Pessoa Humana; Direito do Consumidor;


Instituições Financeiras; Atendimento Bancário.

http://seer.ufrgs.br/index.php/ppgdir/article/view/45643/32800

• 2.13 Ordenamento Jurídico

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar


concorrentemente sobre:

[...]

VIII – responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos


de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

[...]

§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a


estabelecer normas gerais.

§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a


competência suplementar dos Estados.

§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência


legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.

§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei


estadual, no que lhe for contrário.

Art. 30. Compete aos Municípios:

I - legislar sobre assuntos de interesse local;

II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;

• 2.14 Características Federação

 EXISTÊNCIA DE CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS E LEIS ORGÂNICAS MUNICIPAIS: os


Estados e os Municípios têm que se organizar internamente.

 AUTONOMIA FINANCEIRA DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS: é decorrência da


descentralização, já que para a possibilidade de cumprimento de tarefas específicas, é
preciso que haja autonomia de recursos.

 AUTONOMIA RECÍPROCA: não há hierarquia entre as entidades federadas, cada uma


tem a sua parcela de autonomia que é recíproca.
 A federação é cláusula pétrea (artigo 60, § 4o., limites materiais ao poder de reforma),
desde a criação da federação em todas as constituições a federação foi tida como
cláusula pétrea.

• 3.0 Conceito de Governo, Formas e Sistemas

 Governo: Conjunto de órgãos incumbidos de exercer o poder político no Estado.

 Formas de governo: Diferentes maneiras de instituição do poder na sociedade e de


relacionamento entre governantes e governados. A forma de governo visa responder à
questão de quem exerce o poder e como este se exerce. (JOSÉ AFONSO DA SILVA,
CURSO p. 104).

 Formas: Monarquia, Aristocracia e Democracia;

• 3.1 Formas de Governo

 Monarquia: poder centrado em uma pessoa física.

 Aristocracia: poder onde o Estado é governado por um pequeno grupo de pessoas


físicas-

 Democracia : governo de uma maioria

• 4.0 Sistema de governo

 Comuns são o Presidencialismo e o Parlamentarismo;

 Técnica que rege as relações entre o poder legislativo e o poder executivo no exercício
das funções governamentais.” (JOSÉ AFONSO DA SILVA, CURSO p. 478).

 Ou seja, sistema de governo significa o modo como se relacionam os poderes


executivo e legislativo durante o exercício do poder (idem, p. 105).