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ISCTE - IUL Instituto Universitário de Lisboa

Caderno de Exercícios de Análise Matemática (IGE)

Cálculo em Rn

Ano Lectivo de 2012/2013


1. Noções Topológicas em Rn

1. Considere a função g : D R2 ! R de…nida por

x
g(x; y) = arcsen + log (y)
x 1

(a) Determine D, e represente-o geometricamente.

(b) Indique o seu interior e o seu exterior.

(c) Diga se D é um conjunto: aberto; fechado; limitado.

2. Seja g : D R2 ! R3 a função de…nida por


8 q
>
> g (x; y) = 1 x4
2 y2
>
> 1 9
<
2
g(x; y) g2 (x; y) = arcsen y4
>
>
>
>
: g (x; y) = log (x y)
3

(a) Determine D, e represente-o geometricamente.

(b) Indique um ponto interior, um ponto exterior e um ponto fronteiro de D.

(c) Existirá alguma bola que contenha D? Em caso a…rmativo, represente essa bola.

3. Considere a função
r
y
f (x; y) = 1
x

Indique o seu domínio D, e represente-o geometricamente. Diga ainda se D é: aberto; fechado;


limitado.

4. Seja a função f : D R2 ! R de…nida pela fórmula

y+1
f (x; y) = log 1
x

(a) Determine D, e represente-o geometricamente. Indique um ponto interior, um ponto


exterior e um ponto fronteiro de D.

1
(b) Determine os conjuntos int D, ext D e front D.

5. Faça uma representação grá…ca do domínio da função

r
x
f (x; y) =
x+y

Diga se o domínio é: aberto; fechado; limitado. Justi…que.

6. Considere a função f : D R2 ! R de…nida por

f (x; y) = log (1 + xy)

(a) Determine D, e represente-o geometricamente.

(b) Indique o interior e a fronteira de D. Diga se D é limitado. Justi…que.

(c) Mostre, justi…cando, que D é uma conjunto desconexo.

(Nota: Dois subconjuntos A e B dizem-se separados sse A \ B = ? e A \ B= ?.


Um subconjunto S Rn diz-se desconexo se puder exprimir-se como reunião de dois
subconjuntos separados; caso contrário, diz-se conexo)

7. Considere a função f : D R2 ! R de…nida pela fórmula

y
f (x; y) = arcsen 5 x2 y 2 + log 1
x

(a) Determine D, e represente-o geometricamente.

(b) Mostre que D é limitado.

2
2. Limite e Continuidade

1. Estudo, quanto ao prolongamento por continuidade ao ponto (0; 0), a função

x2 y 2
f (x; y) = 2 p
x2 + y 2

2. Mostre que a função


x2 y 2
(x; y) =
x2 + y 2

não tem limite no ponto (0; 0).

3. Estude quanto à continuidade e prolongamento por continuidade a função

xy
f (x; y) =
x2 + y2

4. Considere a função vectorial de variável vectorial f : D R2 ! R3 , sendo as suas funções


coordenadas 8
>
> f1 (x; y) = log (x2 + 1)
>
>
<
2x2 +y 2
f2 (x; y) = p
>
> x2 +y 2
>
>
: f (x; y) = exp (y)
3

Veri…que que f é prolongável por continuidade ao ponto (0; 0), e indique o valor do lim f .
(0;0)

5. Considere a função real de variável vectorial

f (x; y) = x log (xy)

(a) Indique o domínio D de f , e interprete-o geometricamente.

(b) A função é contínua em todo o seu domínio?

(c) Mostre que sendo S uma semi-recta com origem no ponto (0; 0), e contida em D, o limite

3
na origem relativo ao conjunto S, isto é,

lim fjS
(0;0)

tem o mesmo valor para toda a semi-recta nas condições indicadas.


1
(d) Mostre que @lim f (Sugestão: considere a restrição y = exp x2
).
(0;0)

6. Estude quanto à continuidade na origem a função


8
>
> x2 sen(y)+y 2 sen(x)
>
> x2 +y 2
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

7. Considere a função f : D R2 ! R de…nida por

1
f (x; y) = p
xy 1

(a) Determine D, e interprete-o geometricamente.

(b) Determine o interior, o exterior e a fronteira de D. Diga ainda se D é: aberto; fechado;


limitado. Justi…que.

(c) Será possível prolongar f por continuidade a algum fronteiro de D? Porquê?

8. Mostre que a função


xy
f (x; y) =
x3 + y2

não é prolongável por continuidade ao ponto (0; 0).

9. Estude quanto à continuidade no ponto (0; 0) a função

x sen (xy)
f (x; y) =
2x2 + 3y 2

sabendo que neste ponto ela vale 0.

4
10. Considere a função f : R2 ! R, com os parâmetros reais a e b,

8
>
> xy+ax+by
p ( (x; y) 6= (0; 0)
>
> x2 +y 2
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

Mostre que f é contínua em (0; 0) sse a = b = 0.

11. Considere a função 8


>
> xy 2
>
> x+y sen(y)
se x 6= y sen (y)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 1 se x = y sen (y)

Averigue a existência de limite da função na origem das coordenadas.

12. Estude, quanto à existência de limite na origem, a função

xy
f (x; y) = 3
(x2 + y 2 ) 2

13. Considere a função


xy
f (x; y) =
x2 y2

Veri…que se f é prolongável por continuidade a algum ponto da forma (a; a).

14. Considere a função 8


>
> x2 +3y 2
>
> x4 +y 4
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

Estude f quanto à continuidade.

5
15. Considere a função vectorial 8
>
> xy 2
>
> f1 (x; y) = x4 +y 2
<
f
>
>
>
>
: f2 (x; y) = 3xy
x2 +y 2

Estude-a quanto ao prolongamento por continuidade ao ponto (0; 0).

16. Estude a função 8


>
> x2 y 2
>
> x2 y 2 +(x y)2
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

quanto à continuidade no ponto (0; 0).

17. Considere a função


x2 + y 2
f (x; y) =
log (x2 + y 2 )

(a) Determine o seu domínio D, e interprete-o geometricamente.

(b) Diga se f tem limite no ponto (0; 0).

6
3. Derivadas Parciais

1. Calcule a primeiras derivadas parciais de cada uma das seguintes funções:

(a) f (x; y) = x2 sen (xy)


x4 y 4
(b) f (x; y) = xy
1
(c) f (x; y) = (exp (x 5y 2 ) y2) 2

(d) f (x; y) = xy

(e) f (x; y) = log sen px


y

xz 3
(f) f (x; y; z) = log cos y2

2. Seja 8
>
> x2 y
>
> x4 +y 2
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)
0 0
Calcule fx e fy .

3. Seja a função
f (x; y) = log (x + exp (y))

(a) Determine o domínio D de f .


@f @f
(b) Calcule as derivadas parciais @x
e @y
.

4. Seja a função
p
f (x; y) = y (4 x2 y2)

(a) Qual é o domínio de f ? Faça um esboço desse conjunto.


@f @f
(b) Calcule as derivadas parciais @x
e @y
.

5. Considere a função D R2 ! R de…nida por

p
f (x; y) = x2 + y 2 9

7
(a) Determine D, e interprete-o geometricamente.
@f @f
(b) Calcule as derivadas parciais @x
e @y
.

6. Calcule as derivadas parciais das funções que se seguem, e nos pontos indicados:

(a) f (x; y) = x exp ( 3y) + y exp ( x) + 3x2 y, no ponto (0; 0).

x y
(b) f (x; y) = log y
+ x
, no ponto (2; 3).
exp(2 y)
(c) f (x; y) = x3
, no ponto (2; 1).

7. Considere a função 8
> sen(2x2 +y 2 )
>
> p ( (x; y) 6= (0; 0)
>
< x2 +y 2

f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

Calcule as derivadas parciais de f em todos os pontos (x; y) 2 R2 .


p
8. Mostre que, se f (x; y) = log (x2 + y 2 ), então

@f @f
x +y =1
@x @y

8
4. Diferenciabilidade e Derivadas Direccionais

1. Considere a função f : R2 ! R, de…nida por

f (x; y) = xy

(a) Mostre que f é diferenciável em R2 .


0
(b) Calcule a derivada de f , f .

(2; 3), sendo !


0
(c) Use o resultado da alínea anterior para calcular o valor de f!
v
v = (v1 ; v2 )
um vector genérico de R2 . Justi…que o método de cálculo utilizado.

2. Seja f : R2 ! R3 a função vectorial de…nida por


8
>
>
>
> u (x; y) = x2 + y 2
<
f (x; y) v (x; y) = 3x2 + 2y 2
>
>
>
>
: w (x; y) = 2xy

(a) Mostre que f é diferenciável em R2 .

(b) Determine a matriz jacobiana de f .


0
(c) Quanto vale fx ?

(d) Diga como poderia resolver alternativamente a alínea anterior, usando o conceito de
derivada direccional.

3. Estude a diferenciabilidade da função

8
>
> p xy ( (x; y) 6= (0; 0)
>
> x2 +y 2
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

0
em todo o seu domínio. Calcule a derivada direccional f(1;2) (0; 0).

9
4. Considere a função f , de…nida em R2 por
8
>
> x2 sen(x2 y 2 )
>
> x2 +y 2
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

Mostre que f é contínua e diferenciável em (0; 0). Que pode a…rmar sobre a diferenciabilidade
desta função em outros pontos de R2 , para além de (0; 0)?

5. Considere a função f : R2 ! R, de…nida por


8
>
> y3
>
> x2 +y 2
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

(a) Mostre que f é contínua em (0; 0).

(b) Calcule as (primeiras) derivadas parciais de f .

(c) Determine a matriz jacobiana de f , no ponto ( 1; 1).

( 1; 1), com !
0
(d) Use o resultado da alínea anterior para indicar o valor de f!
v
v = ( 1; 3).
Justi…que.

(e) Que pode dizer sobre a diferenciabilidade de f no ponto (0; 0)?

6. Seja a função 8
>
> 2y 5 +x2 y 3
>
> x2 +y 2
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

Estude a diferenciabilidade de f no ponto (0; 0).

10
7. Considere a função 8
>
> x
>
> y 1
( y 6= 1
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 (y=1

Mostre que f não é diferenciável no ponto (2; 1).

0
8. Considere f (x; y) = sen (xy) + xy 2 . Calcule a derivada direccional f(1;2) (1; ). Justi…que o
método de cálculo utilizado.

9. Seja 8
>
> xy 2
>
> x2 +y 4
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

Calcule a derivada direccional desta função, no ponto (0; 0), segundo a direcção do vector
(a; b), com a 6= 0.

10. Considere a função f : R2 ! R, de…nida por

f (x; y) = y exp (x)

(a) Determine a matriz jacobiana de f .

(x; y), sendo !


0
(b) Indique a expressão geral da derivada direccional f!
v
v = (v1 ; v2 ) 2 R2 .

(c) Concretize o resultado da alínea anterior para (x; y) = (0; 2), e sabendo que !
v tem
norma unitária e inclinação de 30o .

(d) Faça o mesmo que na alínea anterior, supondo agora que a inclinação do vector é de
120o .

11. Considere a função


f (x; y) = sen (x) cos (y)

(a) Calcule o gradiente de f no ponto 3


; 4
.

11
(b) Use o resultado da alínea anterior para calcular a derivada dirigida de f no 3
; 4
,
segundo a direcção da bissectriz dos quadrantes ímpares.

12. Calcule a derivada dirigida de f (x; y) = exp (x + y), no ponto (0; 1), e na direcção em que ela
é máxima.

x
13. Calcule o gradiente da função Z = y 2 log y
.
p
14. Considere a função f (x; y) = x + log (y).

(a) Indique o domínio de f , D.

(b) Para cada valor (x; y) 2 D, calcule o gradiente de f .

(c) Aproveite o resultado da alínea anterior para calcular a derivada dirigida de f , no ponto
(4; 1), na direcção em que ela é máxima.

15. Calcule o diferencial de 1a ordem de cada uma das seguintes funções:

x
(a) f (x; y) = y 2 log y
.

(b) f (x; y) = x sen (ax) y cos (by), a; b 2 R.


x
(c) f (x; y) = log tan y
.
z
(d) f (x; y; z) = xy arcsen x
.

(e) f (x; y; z) = exp (x2 + y 2 ) sen2 (z).

(f) f (x; y) = sen2 (x) cos (x).

p
16. Dada a função f (x; y) = 5
x + log (y), calcule d~h f (2; 1), com ~h = ( 1; 3)

17. Calcule d f (4; 1; ), sendo f a função

p
f (x; y; z) = x + log (y) + sen (z)

18. Seja f (x; y) = xy + log2 (xy). Calcule d~h f (1; 1), sendo ~h = (3; 4).

12
5. Derivada da Função Composta

1. Considere a função h (t) = f (x (t) ; y (t)), em que

f (x; y) = exp (x + y) log x2 + y 2

p
e x (t) = tt e y (t) = 1 + t2 :

(a) Indique o domínio da função h.


0
(b) Calcule h (t).
0
(c) Indique o valor de h (1).

2. Seja f uma função de classe C 1 (R3 ) e

F (x; y; z) = f (x y; y z; z x)

Nestas condições, mostre que


@F @F @F
+ + =0
@x @y @z

independentemente da função f .

3. Seja a função composta


Z = f (u; v)

@Z @Z
em que u = u (x; y) = x2 + y 2 e v = v (x; y) = exp (xy). Calcule @x
e @y
.

4. Mostre que, sendo ' uma função de classe C 1 , e Z = y ' (x2 y 2 ), se tem

1 @Z 1 @Z Z
+ = 2
x @x y @y y

5. Seja g : R ! R2 a função de…nida pela fórmula

g (t) = t2 1; exp (2t)

13
e a função composta h (x; y) = g (f (x; y)). Em relação a f , sabe-se que é uma função real
1
de duas variáveis reais, que f ( 1; 1) = 2
, que é diferenciável no ponto ( 1; 1), e que a sua
matriz jacobiana neste ponto é igual a: Mf ( 1; 1) = [2 3].

(a) Identi…que o espaço objecto e o espaço imagem da função h (x; y).

(b) Justi…que que h é diferenciável em ( 1; 1).

(c) Calcule a matriz jacobiana de h nesse ponto.

6. Considere a função
Z = f (x; y; z) = 2x + y 2 + 3z

@Z @Z
sendo x = log (y) + u + sen (z); y = arctan (u + v); e z = exp (y + 2v). Calcule @x
e @y

(indique apenas os cálculos).

7. Seja
y x
V (x; y; z) = xy 2 :h ;
z z

em que h é uma função de classe C 1 .

(a) De quantas variáveis depende a função h?


0 0 0
(b) Mostre que xVx + yVy + zVz = 3V .

x z
8. Seja f (x; y; z) = x2 g ;
y x
, em que g 2 C 1 (R2 ). Mostre que

@f @f @f
x +y +z = 2f
@x @y @z

@f @f
9. Sejam f (t) = exp (t) e t = g (x; y) = cos (x2 + y 2 ). Calcule @x
e @y
.

10. Sendo u (x; y; z) = xy + yz + xz, com x = x (t) = t2 ; y = y (t) = exp ( t) e z = z (t) = cos (t),
du
calcule dt
.

14
11. Seja F uma função real de classe C 1 (R2 ), e Z = F (x; y). Considere as funções u = g (Z) e
v = h (Z), em que g e h são duas funções diferenciáveis em R. Nestas condições, mostre que
se tem
@u @v @u @v
=
@x @y @y @x

12. Considere a aplicação f : D R2 ! R2 de…nida por


8
>
< u (x; y) = log (x) sen (y)
f
>
: v (x; y) = log (x) cos (y)

Seja a função composta g = f f.

0
(a) Escreva a expressão de g e; 2
sob a forma de um produto de matrizes.

(b) Mostre que, sendo !


0
a = (a1 ; a2 ) um vector de R2 , a derivada direccional g!a
e; 2
é
proporcional ao versor da direcção yy, da base canónica de R2 .

13. Seja f : R3 ! R diferenciável e g (x; y) = f (x2 + y 2 ; x2 y 2 ; xy).

(a) Determine grad g (1; 0).


0 !
(b) Diga quanto vale g! (1; 0), sendo h = (1; 1).
h
! 0 0
(c) Determine um vector k = (k1 ; k2 ; k3 ) de modo que g! (1; 0) = f! (1; 1; 0).
h k

15
6. Funções Homogéneas

1. Mostre que as funções indicadas a seguir são homogéneas, determine o seu grau de homo-
geneidade e, quando possível, veri…que para cada uma delas a igualdade de Eüler.

2
(a) f (x; y; z) = log (x+y)
xy

x+y
(b) f (x; y; z) = sen z
p
(c) f (x; y) = 3
x2 y

(d) f (x; y; z) = y x+y+z


x z
q
3 3
(e) f (x; y) = xx4 +y +y 4

(f) f (x; y) = p1
x y

2. Considere a função
1
f (x; y) = 3x + 5y 6

Determine de modo que o grau de homogneidade seja igual a 12 .

3. Determine os valores de u e v de modo que a função

xv 2 y 2u
f (x; y) = + x y +
yu xv

seja homogénea. Para os valores de u e v encontrados, veri…que a igualdade de Eüler para f .

4. Determine os valores de , e de modo que a função

x2 y + x 1
f (x; y) =
y2

seja homogénea de grau 1.

5. Ao estudar a derivada da função


y x
Z = x2 g ;
x y

16
em que g é uma função de classe C 1 , veri…cou-se a igualdade

@Z @Z
x +y = 2Z
@x @y

Interprete-a em termos de homogeneidade.

6. Seja f uma função de classe C 1 , e homogénea de grau 2. Considere a função

g (x; y) = x f (x; y)

(a) Mostre que g é homogénea e determine o seu grau de homogeneidade.


0 0
(b) Veri…que que gx e gy são homogéneas do 2o grau.

(c) Mostre que pode aplicar o teorema de Eüler à função g, e veri…que, para esta função, o
resultado expresso nesse teorema.

7. Sendo f uma função real de variável real, mostre que a função composta

x
Z=f
y

é homogénea de grau 0. Veri…que para Z a igualdade de Eüler, supondo que f veri…ca as


condições de aplicação do correspondente teorema de Eüler.

8. Seja
y
Z = log
x

Use o resultado do problema anterior para mostrar que

@Z @Z
x = y
@x @y

9. Considere a função
x2 y2 x2 y2
Z= '
x x

17
em que ' é uma função de classe C 1 , e homogénea de grau 1.

(a) De quantas variáveis depende a função '?

(b) Escreva a igualdade de Eüler para esta função.

(c) Mostre que Z é homogénea e determine o seu grau de homogeneidade.

(d) Veri…que a igualdade de Eüler para a função Z.

18
7. Derivadas de Ordem Superior à Primeira

1. Sendo
Z = log x2 + y 2

mostre que
@ 2Z @ 2Z
+ =0
@x2 @y 2

2. Seja a função
f (x; y) = y 2 exp (x) + x2 y 3 + 1

Calcule todas as derivadas parciais até à 3a ordem de f .

3. Calcule as derivadas parciais de 2a ordem das funções a seguir indicadas, e veri…que em cada
caso que as derivadas cruzadas são iguais. Justi…que.

(a) f (x; y) = log (xy)

(b) f (x; y) = cos (xy)

(c) f (x; y) = x2 + y 2 + 3xy

(d) f (x; y) = sen (x2 2xy)

(e) f (x; y) = arctan (x3 y 2 )


p
(f) f (x; y) = arcsen x2 + y 2 1 (Indique o domínio desta função).

4. Sendo
x2 y 2
f (x; y) =
x+y

mostre que
@ 2f @ 2f @f
x 2
+ y =2
@x @x@y @x

5. Calcule as derivadas parciais até à 4a ordem da função

f (x; y) = exp (x) log (y) + cos (y) log (x)

19
6. Diz-se que a função f : D R3 ! R satisfaz a equação de Laplace se

@ 2f @ 2f @ 2f
+ + =0
@x2 @y 2 @z 2

Diga quais das seguintes funções satisfazem esta equação.

1
(a) g (x; y; z) = p
x2 +y 2 +z 2

(b) g (x; y; x) = xyz

(c) g (x; y; z) = cos (xyz)

(d) g (x; y; z) = z 2 arctan (xy)

7. Seja a função 8
>
> xy
>
> x2 y 2
( x 6= y
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 (x= y

@2f @2f
Calcule @x2
e @x@y
em cada ponto (x; y) 2 R2 .

8. Dada a função
f (x; y) = xlog(y) y log(x)

veri…que que
00 00
x 2 f x2 y 2 fy 2
= 2 log (xy) 1
xfx0 yfy0

9. Seja a função 8
>
> 2 2
>
> xy xx2 +yy2 ( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

@2f @2f
Calcule @x@y
(0; 0) e @y@x
(0; 0). Diga se existe alguma contradição nos resultados que obteve.

20
10. Calcule as segundas derivadas parciais da função
8
>
> x sen(x y)
>
> x2 +y 2
( (x; y) 6= (0; 0)
<
f (x; y) =
>
>
>
>
: 0 ( (x; y) = (0; 0)

11. Calcule todas as derivadas parciais até à 4a ordem das funções:

(a) f (x; y) = log (x + y)


x
(b) f (x; y) = (x2 + y 2 ) arctan y

(c) f (x; y) = exp (y) cos (x)

(d) f (x; y) = exp (x) sen (y)

(e) f (x; y) = x5 exp (5y)


p
y+ x2 +y 2
(f) f (x; y) = log p
y x2 +y 2

(g) f (x; y) = x cos (y) + y sen (x)

12. Sendo
r
y y
f (x; y) = x +
x x

mostre que
2
2@ f @ 2f 2
2@ f
x + 2xy +y =0
@x2 @x@y @y 2

13. Mostre que função


3
f (x; y) = tan (y + cx) + (y cx) 2

com c 2 R, veri…ca a equação


@ 2f 2
2@ f
= c
@x2 @y 2

14. Seja f : D Rn ! R uma função de classe C 2 . Chama-se Laplaciano de f (x1 ; x2 ; :::; xn ), e


representa-se por r2 f , à função
X
n
@ 2f
r2 f =
i=1
@x2i

21
Calcule o Laplaciano de cada uma das seguintes funções:

(a) f (x; y) = exp (x) cos (y)


xy
(b) f (x; y; z) = arctan z

1
(c) f (x; y) = p
x2 +y 2

2xy
(d) f (x; y) = x2 +y 2

(e) f (x; y; z) = sen (x2 + y 2 z2)

22
8. Diferenciais de Ordem Superior à Primeira

1. Seja f : R2 ! R de…nida por


f (x; y) = x2 y + exp (x)

Calcule d2 f .

2. Considere a função
f (x; y) = x cos (y) + y sen (x)

Calcue d3 f .

3. Calcule o diferencial de 2a ordem da função

f (x; y; z) = x2 + 2y 2 + 3z 2 2xy + 4xz + 2xy

no ponto (1; 2; 1).

4. Considere a função composta


Z = ' (t)

em que t = x2 + y 2 . Calcule d2 Z.

5. Seja
f (x; y) = x2 + xy + y 2 4 log (x) 10 log (y)

Calcule d2(1; 2) f (2; 3).

6. Considere a função
x+y
f (x; y) = arctan
1 xy

Calcule d2(1;3) f (0; 0).

7. Determine o diferencial de 4a ordem de cada uma das seguintes funções:

(a) f (x; y) = log (x2 + y 2 ).

23
x
(b) f (x; y) = exp y
.

(c) f (x; y; z) = x2 y 5 z 4 .

x2
(d) f (x; y) = tan y
.

x
8. Sejam Z = uv , u = y
e v = xy. Calcule d2 Z.

9. Sabendo que
y 2
d f = x d x + log (xy) d y

Determine d2(0:01; 0:2) f (1; 1).

10. Calcule d3 f , sendo f a função de…nida por

f (x; y) = x2 + y 2 sen (xy)

11. Calcule o diferencial de 5a ordem da função

f (x; y) = exp (x) cos (y)

24
9. Fórmula de Taylor

1. Procure um polinómio do 2o grau que "aproxime" a função

f (x; y) = y exp (x y)

2. Escreva a fórmula de Taylor, até aos termos de 2a ordem, e em torno do ponto (1; 1), para a
função
f (x; y) = y x

3. Escreva a fórmula de Taylor, com resto de ordem 4, para a função

f (x; y) = exp (x + y)

numa vizinhança do ponto (1; 1).

4. Mostre que a função s


1 x2
f (x; y; z) =
(1 + y) (1 z)
1
pode ser aproximada por 1 2
(y z), para pequenos valores absolutos de x, y e z.

5. Indique um polinómio do 3o grau, em potências de x e y, que "represente" a função

f (x; y) = exp (x) sen (y)

6. Escreva um polinómio do 2o grau, em potências de (x 1), (y 1) e (z 1), para a função

p
f (x; y; z) = x2 + y 2 + z 2

8. Considere a função real


f (x; y) = x3 + x2 y4

25
de…nida em R2 .

(a) Escreva a fórmula de Taylor para a função f , de 2a ordem, em potências de x e y.

(b) Usando o resultado da alínea anterior, mostre que existe um único número real a tal que

f (x; y) ax2
lim =0
(0;0) x2 + y 2

(Sug. Recorde que R3 = k(x; y)k2 , sendo R3 o resto de ordem 3 da fórmula de Taylor)

8. Escreva a fórmula de Taylor de 3a ordem para a função

f (x; y) = xy cos (y)

em potências de (x 1) e y 2
.

9. Escreva a fórmula de Taylor de 2a ordem para a função

f (x; y) = xy exp (x y)

na vizinhança do ponto ( 1; 1).

26
10. Extremos em Pontos Interiores

1. Estude, quanto à existência de extremos locais, as seguintes funções reais de variável vectorial:

(a) f (x; y) = x + 2 exp (y) exp (x) exp (2y)

(b) f (x; y) = 25 (x y)4 + (y 1)2

(c) f (x; y) = x3 + 3xy 2 15x 12y

(d) f (x; y) = x3 y3

(e) f (x; y; z) = x3 + 3xz + 2y y2 3z 2

(f) f (x; y) = x3 + y 2 + 2xy 8x

(g) f (x; y) = x3 + 4xy y2

(h) f (x; y) = 3y 2 + x3 + 2xy

2. Estude, quanto à existência de extremos em R2 , a função

Z = ax2 + by 2 + c; a; b; c 2 R

nas seguintes condições:

(a) a > 0 ^ b > 0

(b) a < 0 ^ b > 0

(c) a:b < 0

3. Determine, caso existam, os pontos de estacionaridade das funções que se seguem, indicando
a sua natureza:

(a) f (x; y) = (x y)2 x4 y4

1 5
(b) f (x; y) = 5
x + 4xy + 13 y 4 3x + 38 y

(c) f (x; y) = 4x2 12xy + 9y 2 + 36x 54y + 90

27
(d) f (x; y) = x6 + 2x3 y + y 2 4x3 4y + 50

(e) f (x; y) = x4 2x2 y + y 2 + 17

(f) f (x; y) = x4 + y 4 + 2x2 y 2 10x2 10y 2 + 25

(g) f (x; y) = 4x2 y 4x4 y2 + 1

4. Estude quanto à existência de extremos locais a função

f (x; y; z) = x2 + y 2 + 3z 2 xy + 2xz + yz

de…nida em R3 .

5. Determine, se existirem, os extremos relativos da função f (x; y) = y 2 3x2 y + 2x2 , de…nida


em R2 .

28