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DRE – Demonstração do Resultado do Exercício: um instrumento valioso para a gestão da informação das empresas 1

Celecina Castro Saraiva 2

Marcos Antônio da Cunha 3

Resumo

A DRE – Demonstração do Resultado do Exercício destina-se a evidenciar a composição do resultado formado num determinado período nas operações de uma empresa, gerando informações significativas para a tomada de decisão. O que este trabalho pretende é demonstrar uma forma alternativa de análise da DRE, aqui denominada de DRE de Dois Blocos, que se baseia na análise do resultado operacional da empresa através do comportamento de dois blocos denominados RGVS – Resultado Gerado nas Vendas e Serviços e EO – Estrutura Operacional de um período para o outro. Num segundo momento, poder-se-ia partir para as análises específicas de cada um dos itens que compõe o resultado operacional, das notas explicativas e dos relatórios gerencias das empresas, conforme demonstrado através do estudo empírico na empresa de capital aberto PERDIGÃO S.A.

Palavras-chave

Demonstração do Resultado do Exercício, DRE de Dois Blocos e Análise.

1. Introdução

A contabilidade tem como objetivo o estudo e o controle do patrimônio das empresas, a fim de fornecer informações sobre sua composição e suas variações qualitativas e quantitativas. Para isso, as demonstrações contábeis são utilizadas e o nível de detalhamento das análises a serem feitas sobre as mesmas difere de acordo com a necessidade de cada um de seus usuários.

De acordo com Braga (1999, p.70)

As demonstrações contábeis, denominadas de demonstrações financeiras na legislação societária (Lei No. 6.404/76), são utilizadas pelos administradores para prestar contas sobre os aspectos públicos de responsabilidade da empresa, perante acionistas, credores, governos e a comunidade em geral. Têm, portanto, por objetivo, revelar, a todas as pessoas interessadas, as informações sobre o patrimônio e os resultados da empresa, a fim de possibilitar o conhecimento e a análise de sua situação econômico-financeira.

Logo, a demonstração de resultado do exercício deve apresentar o resumo das variações positivas (receitas e ganhos) e negativas (custos, despesas e perdas), ocorridas em

1 Trabalho desenvolvido na graduação de Ciências Contábeis da Universidade Católica de Brasília

2 Bacharelando em Ciências Contábeis do 2º semestre de 2005 da UCB 3 Professor MSc. Orientador do Trabalho

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determinado período de tempo, normalmente no exercício social, em função da exploração das atividades operacionais da empresa. (Braga, 1999, p. 91).

Segundo Marion (2003, p. 127) “a DRE é extremamente relevante para avaliar

desempenho da empresa e a eficiência dos gestores em obter resultado positivo. O lucro é o objetivo principal das empresas”.Portanto, uma das fontes principais de recursos da empresa é

o Lucro do exercício que, sem dúvida, fortalece a situação econômico-financeira da empresa.

Segundo Braga (1999, p. 25) “é importante ressaltar, que a interpretação das demonstrações contábeis, por exemplo, é de interesse não só para análise de fim de exercício, mas também para a atividade administrativa normal”.

Desta forma, o problema deste artigo resume-se na seguinte questão: Como pode ser utilizada a DRE na gestão da informação das empresas? Para que isto seja respondido, a metodologia utilizada será básica, quantitativa, qualitativa, bibliográfica e exploratória. Vale ressaltar a utilização de DRE de uma grande empresa de capital aberto com o objetivo de demonstrar a utilidade da DRE na análise do desempenho desta empresa ao longo do período da pesquisa.

Foi levantada a seguinte hipótese para este trabalho: “A aplicação da DRE de Dois Blocos na avaliação do desempenho econômico-financeiro das empresas possibilita maior agilidade nas análises”, que será ao final confrontada com os resultados obtidos.

Este artigo apresenta-se distribuído nas seguintes seções: descrição da importância da contabilidade e suas técnicas (seção 2), comentários sobre as principais demonstrações contábeis obrigatórias (seção 3). Na sessão 4, como opção neste artigo, optou-se por focar a DRE - Demonstração do Resultado do Exercício com os seus conceitos, estrutura dentre outros aspectos. Em seguida, na sessão 5 será traçado um paralelo entre a análise tradicional da DRE e a forma alternativa sugerida neste trabalho, que é a DRE de Dois blocos. Na seção 6, será aplicada esta forma alternativa de análise da DRE em uma empresa de capital aberto no período de 2000 a 2004, visando aliar a teoria á prática. Por fim, as considerações finais na sessão 7.

2. A contabilidade e suas técnicas

De acordo com Braga (1999, p. 55) “a contabilidade tem como objetivo o estudo

e o controle do patrimônio das entidades econômicas – empresa ou instituição sem fins lucrativos – a fim de fornecer informações sobre sua composição e suas variações qualitativas e quantitativas.”

Segundo Perez (1999, p. 13) “a contabilidade deve ser vista como um sistema de informações, cujo método de trabalho consiste, simplificadamente, em coletar, processar e transmitir dados sobre a situação econômico-financeira de uma entidade em determinado momento e sua evolução em determinado período.”

Logo, Silva (2000, p. 14), descreve a contabilidade como a “arte de obter, classificar e resumir de forma significativa e em termos monetários transações e eventos que são, em parte, de característica financeira, e interpretar os resultados.”

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A contabilidade tem por objetivo captar, registrar, acumular, resumir, conferir e interpretar os fenômenos de natureza econômico-fiananceira que afetam a empresa. A contabilidade utiliza as seguintes técnicas essenciais como cita SCHRICKEL (1999, p. 30 a 31), são elas:

- Registro dos fatos: escrituração

- Demonstração expositiva dos fatos: demonstrações contábeis

- Confirmação dos registros e demonstrações: auditoria

- Análise e interpretação dos demonstrativos: análise de balanços

De acordo com os autores descritos a seguir, extraem-se vários conceitos para cada uma destas técnicas:

- Escrituração:

- Gonçalves (1996, p. 24) “registro em livros especiais e em linguagem

própria, com observância dos princípios e convenções geralmente aceitos, de todos os fatos que influem na composição do patrimônio.”

- Ribeiro (2003, p. 22) “a escrituração, uma das técnicas utilizadas pela

Contabilidade, consiste em registrar nos livros próprios (Diário, Razão, Caixa e Contas-correntes) todos os fatos que provocam modificações no Patrimônio da empresa.”

- Demonstrações Contábeis:

- Gonçalves (1996, p. 24) “demonstrações contábeis: o simples registro dos

fatos que afetam o patrimônio não possibilita ao administrador ter uma visão abrangente e consolidada da situação patrimonial da entidade de modo a subsidiar o processo decisório.”

- Auditoria:

- Boynton (2002, p. 31), define como “um processo sistemático de obtenção

e avaliação objetivas de evidências sobre afirmações a respeito de ações e eventos econômicos, para aquilatação do grau de correspondência entre as afirmações e critérios estabelecidos, e de comunicação dos resultados a usuários interessados.”

- Gonçalves (1996, p. 25) “auditoria contábil: técnica de verificação e

avaliação da qualidade e confiabilidade dos registros contábeis e das informações produzidas.”

- Análise das demonstrações contábeis:

- Silva (2000, p. 125) “mediante análise das demonstrações contábeis, é possível fazer considerações importantes sobre o desempenho da empresa e projetar seus resultados futuros. Praticamente todos os usuários das informações contábeis fazem análise das demonstrações contábeis.”

- Matarazzo (2003, p. 27) “o diagnóstico de uma empresa quase sempre

começa com uma rigorosa Análise de Balanços, cuja finalidade é determinar quais são os pontos críticos e permitir, de imediato, apresentar um esboço das prioridades para a solução de seus problemas.”

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3. As demonstrações contábeis obrigatórias (Lei 6.404/76)

A Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) determina a estrutura básica das

quatro demonstrações financeiras, com isso, essa lei trouxe consideráveis aperfeiçoamentos contábeis em relação às práticas anteriormente vigentes e tornou-se um marco na história da Contabilidade no Brasil, apesar de ainda não incorporar todos os aperfeiçoamentos que seriam possíveis, conforme comenta Matarazzo (2003, p. 41).

Para Ribeiro (2003, p. 279), as Demonstrações Financeiras na Lei No. 6.404/76 são as seguintes:

- Balanço Patrimonial;

- Demonstração do Resultado do Exercício;

- Demonstrações de Lucros ou Prejuízos Acumulados;

- Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido;

- Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos.

O mesmo autor (2003, p. 279) acrescenta:

As Sociedades Anônimas de Capital Aberto (aquelas que têm autorização para negociar seus títulos no mercado de capitais) são obrigadas a publicar nos jornais de maior circulação, anualmente, os seus resultados. Assim, as demonstrações de cada exercício devem ser publicadas com indicação dos valores correspondentes às demonstrações do exercício anterior.

A estrutura das demonstrações contábeis deve contemplar a maior quantidade de

informações, evidenciando-se o que for considerado importante para a tomada de decisões.

Portanto a ciência contábil acompanhada dos seus relatórios é sem dúvida uma ferramenta gerencial extremamente útil para qualquer tipo de empresa. (ÉRLON, 2004).

De acordo com Perez (1996, p. 65) “a divulgação das demonstrações contábeis tem trazido em seu conteúdo, além dos relatórios exigidos, quadros analíticos e demonstrações suplementares que facilitam aos analistas e usuários das informações no sentido de melhorar o entendimento da situação econômico-financeira da empresa.”

De acordo com os autores descritos a seguir, extraem-se vários conceitos para cada uma das demonstrações contábeis:

- Balanço Patrimonial:

- Perez (1999, p.66) “tem como objetivo apresentar o patrimônio da entidade, isto é, seus ativos e passivos em determinado momento.” - Conforme Schrickel (1999, p. 52) “o Balanço Patrimonial é uma demonstração estática e sintética dos registros contábeis que espelham o patrimônio da empresa, pois se refere a determinado dia.”

- Demonstração do Resultado do exercício:

- A Demonstração do Resultado do Exercício apresenta, de forma resumida, as operações realizadas pela empresa, durante o exercício social, demonstrada de forma a destacar o resultado líquido do período. (Gonçalves, 1996 p. 315)

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- Iudícibus (2003, p.326) “a Demonstração do Resultado do Exercício é a

apresentação, em forma resumida das operações realizadas pela empresa, durante o exercício social, demonstrados de forma a destacar o resultado líquido do período.”

- Demonstrações dos Lucros ou Prejuízos Acumulados:

- Ribeiro (2003, p. 289), “evidencia o lucro apurado no exercício e sua

destinação, bem como os eventos que modificaram o saldo da conta Lucros

ou Prejuízos Acumulados, como, por exemplo, correção monetária, ajustes e reversões de reservas”.

- Marion (1998) evidencia a distribuição do lucro do período somado com

saldos de lucros anteriores. Quando “há prejuízos sucessivos, estes também são acumulados; daí a expressão prejuízos acumulados”.

- Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido:

- Braga (1999, p.102) “a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

tem por objetivo facilitar a análise das modificações ocorridas nos componentes do patrimônio líquido, durante determinado período, geralmente o exercício social”.

- Silva (2000, p. 218), “a Demonstração de Mutação do Patrimônio Líquido, também denominada de DMPL, apresenta a movimentação ocorrida no capital próprio durante o exercício social.”

- Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos:

- Ribeiro (2003, p. 352), “a Demonstração das Origens e aplicações de

Recursos (DOAR) tem por objetivo indicar as modificações ocorridas na

posição financeira de curto prazo da empresa”.

4. A DRE – Demonstração do Resultado Exercício

Dentre as demonstrações contábeis descritas na seção anterior, cada uma delas com as suas características específicas que auxiliam na tomada de decisão, neste trabalho será dado tratamento especial para a Demonstração do Resultado do Exercício.

As demonstrações devem apresentar, de forma resumida, os principais aspectos referentes à situação da empresa. Com isso, Silva (2000, p. 27), dá a seguinte definição para a DRE - Demonstração do Resultado do Exercício.

Conforme o próprio nome indica, essa informação apresenta de forma dedutiva o resultado das operações da empresa durante um determinado período, sendo considerada às vezes pelos usuários como a mais importante das demonstrações elaboradas pela Contabilidade.

Para Matarazzo (2003, p. 45) “a Demonstração do Resultado do Exercício é uma demonstração dos aumentos e reduções causados no Patrimônio Líquido pelas operações da empresa”.

Conforme Ribeiro (2003, p. 287) “através da Demonstração do resultado do exercício, pode-se verificar o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuízo) no desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período, geralmente igual a um ano.”

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A Demonstração do Resultado do Exercício apresenta exclusivamente dados relativos à performance da empresa no período (normalmente um ano), pois apresenta os saldos acumulados das contas de receitas, custos e despesas (as chamadas “contas de resultado”). IOB (2001)

Conforme Iudícibus (2004 p. 194). “a Demonstração do Resultado do Exercício é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período (12 meses). É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo).”

A sua principal característica é a forma dedutiva de demonstrar o resultado gerado pela atividade operacional da empresa em determinado período, partindo-se da receita bruta de vendas e serviços, deduzindo-se custos e despesas inerentes à atividade operacional da empresa, os impostos sobre o faturamento e sobre o próprio lucro líquido, acrescentando-se uma parcela proveniente das transações não operacionais da empresa, que podem aumentar ou reduzir o resultado líquido da empresa.

Faz-se necessário citar os conceitos dos principais itens que compõem esta demonstração contábil:

-

Receitas:

-

“representam os valores que uma sociedade recebe ou tem direito a

receber, provenientes de suas operações de vendas, de prestação de serviços ou de investimentos.” Perez (1999, p. 23)

- “as receitas representam a entrada de elementos para o ativo, sob a

forma de dinheiro ou de direitos a receber, correspondentes à venda de mercadorias, de produtos ou à prestação de serviços.” Iudícibus (1998, p.

66)

- Lucro Bruto:

- “é a diferença entre a receita operacional líquida e os custos operacionais da receita.” Braga, (1999, p. 93)

- “a diferença entre a receita de vendas e o custo da mercadoria vendida

é denominada de lucro bruto. Essa diferença é importante, pois demonstra se a entidade está conseguindo vender seus produtos por um preço superior ao preço pelo qual foram adquiridos.” Silva (2000, p. 154)

- Lucro Operacional:

- “é obtido através da diferença entre o Lucro Bruto e as despesas operacionais.” Iudicíbus (2004, p. 198).

- Lucro Líquido:

- “após feita as devidas deduções, encontra-se o Lucro Líquido, que é a

sobra líquida à disposição dos sócios ou acionistas.” Marion (2003, p.

124)

Dessa forma, uma análise tradicional que se faz com a DRE é saber quanto das receitas brutas de vendas e serviços auferidas pela empresa sobrou como resultado líquido à disposição dos acionistas. Algumas utilizações da DRE como instrumento de gestão das empresas:

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a) análise horizontal de todos os itens da DRE de um período para o outro;

b) análise vertical da participação de cada item da DRE em relação ao total do faturamento;

c) construção de indicadores de rentabilidade: retorno sobre o patrimônio líquido, retorno sobre os ativos, margem líquida etc;

d) dentre outras.

5. A análise alternativa da DRE: DRE de Dois Blocos.

Vale ressaltar a importância da contabilidade como fonte de informações e como elemento que agrega valor através de seus relatórios para a gestão das empresas. Uma empresa comunica o seu desempenho aos usuários externos, mediante as demonstrações contábeis, pois são estas capazes de determinar o sucesso ou fracasso colaborando na sua continuidade. (ÉRLON, 2004)

Dependendo do nível de abertura das informações, que varia de acordo com as necessidades de cada usuário, a análise da DRE pode ser sintética que dá uma visão geral do desempenho da empresa, aqui neste trabalho proposto através da DRE de Dois Blocos, ou então, cada vez mais analítica podendo chegar aos relatórios gerenciais elaborados pelas empresas.

Figura 1: Pirâmide do nível de abertura das informações

DRE 2 Blocos DRE 2 Blocos DRE Tradicional DRE Tradicional Notas Explicativas Notas Explicativas Relatório
DRE 2 Blocos
DRE 2 Blocos
DRE Tradicional
DRE Tradicional
Notas Explicativas
Notas Explicativas
Relatório de
Relatório de
Administração
Administração
Nível de abertura das informações
Nível de abertura das informações

Fonte: a autora

5.1 DRE de Dois Blocos

As análises tradicionais feitas com base na DRE trazem resultados bastante significativos para a tomada de decisão. O que este trabalho pretende é demonstrar uma forma

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)scoifíecspesneti(lnaoiciadTresilnáA

)scoifíecspesneti(lnaoiciadTresilnáA

DRE de Dois Blocos

DRE de Dois Blocos

(Análise Sintética)

(Análise Sintética)

alternativa de análise da DRE, aqui denominada de DRE de Dois Blocos, que se baseia na análise do resultado operacional da empresa através do comportamento de dois blocos denominados RGVS – Resultado Gerado nas Vendas e Serviços e EO – Estrutura Operacional de um período para o outro. A figura a seguir demonstra a diferença entre a análise tradicional e a proposta neste artigo DRE de Dois Blocos.

Figura 2: Análise Tradicional x Análise DRE de Dois Blocos

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS

RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS

RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS

RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS

(-) Deduções da receita bruta

(-) Deduções da receita bruta

(-) Deduções da receita bruta

(-) Deduções da receita bruta

-

- -

-

-

- -

-

Impostos incidentes sobre vendas e serviços

Impostos incidentes sobre vendas e serviços

Impostos incidentes sobre vendas e serviços

Impostos incidentes sobre vendas e serviços

devoluções de vendas

devoluções de vendas

devoluções de vendas

devoluções de vendas

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

(-) Custo das mercadorias vendidas ou serviços prestados

(-) Custo das mercadorias vendidas ou serviços prestados

(-) Custo das mercadorias vendidas ou serviços prestados

(-) Custo das mercadorias vendidas ou serviços prestados

LUCRO/PREJUÍZO BRUTO

LUCRO/PREJUÍZO BRUTO

LUCRO/PREJUÍZO BRUTO

LUCRO/PREJUÍZO BRUTO

(-+) Receitas/Despesas Operacionais

(-+) Receitas/Despesas Operacionais

(-+) Receitas/Despesas Operacionais

(-+) Receitas/Despesas Operacionais

(-) Despesas de Vendas

(-) Despesas de Vendas

(-) Despesas de Vendas

(-) Despesas de Vendas

(-) Despesas Administrativas

(-) Despesas Administrativas

(-) Despesas Administrativas

(-) Despesas Administrativas

(-) Encargos Financeiros Líquidos

(-) Encargos Financeiros Líquidos

(-) Encargos Financeiros Líquidos

(-) Encargos Financeiros Líquidos

LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL

LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL

LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL

LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL

(+-) Resultados Não Operacionais

(+-) Resultados Não Operacionais

(+-) Resultados Não Operacionais

(+-) Resultados Não Operacionais

LUCRO/PREJUÍZO ANTES DO IRPJ E CSLL

LUCRO/PREJUÍZO ANTES DO IRPJ E CSLL

LUCRO/PREJUÍZO ANTES DO IRPJ E CSLL

LUCRO/PREJUÍZO ANTES DO IRPJ E CSLL

(-) Provisão para IR/CS

(-) Provisão para IR/CS

(-) Provisão para IR/CS

(-) Provisão para IR/CS

(-) Participações

(-) Participações

(-) Participações

(-) Participações

LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

Fonte: a autora

EORGVS EORGVS
EORGVS
EORGVS

Para melhor exemplificação serão descritas em linhas gerais as características de cada um destes Dois Blocos, e a sua aplicabilidade, através de um estudo empírico, em grande empresa de capital aberto brasileira. Os Dois Blocos sugeridos neste trabalho resumem-se em Resultado Gerado nas Vendas e Serviços (RGVS) e a Estrutura Operacional (EO), necessária para a geração do Resultado Operacional (RO).

1) RGVS – Resultado Gerado nas Vendas e Serviços: é o mesmo que o Lucro/Prejuízo Bruto encontrado na DRE, que é fruto das receitas de vendas e serviços deduzidas do custo das mercadorias e dos serviços prestados e que representa a eficiência da gestão dos principais negócios da empresa.

2) EO – Estrutura Operacional: compreende as despesas necessárias para que as vendas e serviços sejam realizados gerando o lucro bruto da empresa, é ela que dá o suporte aos negócios. A atenção deve estar voltada à administração de seu tamanho e eficiência.

Por fim, o resultado operacional da empresa é dado pela seguinte equação:

RO: RESULTADO OPERACIONAL = RGVS – RESULTADO GERADO NAS VENDAS E SERVIÇOS ( - ) EO – ESTRUTURA OPERACIONAL

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Vale ressaltar que a análise de DRE de Dois Blocos proposta ocorre sobre o

resultado operacional e não sobre o lucro líquido da empresa, dada as premissas a seguir:

- que os resultados gerados nas atividades não operacionais além de pouco

freqüentes é composto de valores comumente irrelevantes. (Apêndice – A)

- que os impostos gerados sobre o lucro e as participações guardam estreita

relação com o resultado obtido, já que são percentuais fixos sobre um valor de resultado gerado pela empresa. Podem surgir elementos novos tais como créditos tributários, alterações de alíquotas, mudanças na base de cálculo dentre outras que

provocam variações significativas. (Apêndice – A)

6. Estudo Empírico

6.1. Descrição da amostra

Através de um estudo elaborado em uma empresa de capital aberto, foi possível evidenciar, de que forma as empresas podem buscar em uma das demonstrações contábeis, ou seja, a DRE que é foco deste trabalho, uma forma alternativa de análise e tomada de decisão.

6.1.1. Caracterização da empresa

A Perdigão é uma das maiores companhias de alimentos da América Latina. Companhia de capital aberto é controlada desde 1994 por um pool de fundos de pensão. Foi a primeira empresa brasileira de alimentos a lançar ações (ADRs) na Bolsa de Nova York. Em 2001, fez parte do primeiro grupo de empresas a aderir ao Nível I de Governança Corporativa da Bovespa. A empresa Perdigão S.A. apresentou no exercício de 2004 os seguintes resultados em relação ao período anterior:

- Receita bruta de R$ 5,6 bilhões (+ 27,4%);

- Crescimento de 14,9% no volume de vendas de refrigerados;

- Elevação nas receitas em 12,1% no mercado interno, com volumes de refrigerados maiores em 6,2%;

- O lucro líquido foi de 295,6 milhões (+ 139,3%), com 6,1% de margem líquida.

6.1.2. Procedimentos adotados

Alguns procedimentos que foram adotados no estudo empírico são importantes serem citados:

a) escolha da empresa de capital aberto: Perdigão SA;

b) definição do período da análise: 2000 a 2004 (05 anos);

c) obtenção das DREs publicadas;

d) ajuste dos valores das DRE aos índices inflacionários do período da análise através do IGP-M; (Apêndice – B)

e) cálculo da DRE de Dois Blocos nos 5 anos;

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f) análise do comportamento do resultado operacional da empresa sob o enfoque geral do Resultado Gerado nas Vendas e Serviços RGVS e Estrutura Operacional EO;

g) identificação de possíveis causas do comportamento da DRE de Dois Blocos a serem confirmados através da análise tradicional da DRE, ou seja, bem mais específica podendo chegar aos relatórios gerenciais da empresa.

6.2. Análise dos resultados

6.2.1. Análise pela DRE de Dois Blocos

Conforme demonstrado no gráfico a seguir, a empresa no período de 2000 a 2004 apresentou significativa melhora do RGVS – Resultado Gerado nas Vendas e Serviços em proporção superior ao crescimento da EO - Estrutura Operacional necessária para a realização da atividade fim da empresa. Com isso, RO - o Resultado Operacional cresceu significativamente no período, com exceção do ano de 2002.

Gráfico 1: Evolução dos indicadores 2000-2004

DRE de Dois Blocos Perdigão SA

R$ 1.600.000,00 R$ 1.400.000,00 R$ 1.200.000,00 R$ 1.000.000,00 R$ 800.000,00 R$ 600.000,00 R$ 400.000,00 R$
R$ 1.600.000,00
R$ 1.400.000,00
R$ 1.200.000,00
R$ 1.000.000,00
R$ 800.000,00
R$ 600.000,00
R$ 400.000,00
R$ 200.000,00
R$ -
2000
2001
2002
2003
2004
RESULTADO OPERACIONAL
RGVS
ESTRUTURA OPERACIONAL

Fonte: a autora

As tabelas a seguir trazem os resultados alcançados pela empresa no decorrer dos 05 (cinco) anos analisados, sob o enfoque da análise sintética da DRE de Dois Blocos.

Tabela 1: Desempenho 2001

R$ mil

2000

2001

AH

Resultado Operacional RGVS Estrutura Operacional

R$ 86.952,03

R$ 372.117,30

328,0 %

R$ 722.648,00

R$ 1.225.162,35

69,5%

R$ (635.695,97)

R$ (853.045,05)

34,2%

O resultado operacional cresceu 328% em 2001, pois o RGVS - Resultado Gerado nas Vendas e Serviços apresentou um crescimento em torno de 70%, percentual superior aos 35% de crescimento da EO - Estrutura Operacional.

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Tabela 2: Desempenho 2002

R$ mil

 

2001

2002

AH

Resultado Operacional RGVS Estrutura Operacional

R$ 372.117,30

R$ 3.112,16

-99,2 %

R$ 1.225.162,35

R$ 993.930,52

-18,9 %

R$ (853.045,05)

R$ (990.818,35)

16,2%

O RGVS – Resultado Gerado nas Vendas e Serviços apresentou redução de 20%,

e, além disto, a empresa apresentou crescimento em sua EO - Estrutura Operacional em 2002

em torno de 16%.

Tabela 3: Desempenho 2003

R$ mil

 

2002

2003

AH

Resultado Operacional RGVS Estrutura Operacional

R$ 3.112,16

R$ 166.386,10

5246,3 %

R$ 993.930,52

R$ 1.149.913,83

15,70 %

R$ (990.818,35)

R$ (983.527,73)

-0,7%

O RGVS - Resultado Gerado nas Vendas e Serviços cresceu 15% retornando aos

valores absolutos verificados no ano de 2001, em torno de R$ 1,2 bilhão. Além disto, a EO - Estrutura Operacional foi mantida no mesmo patamar do ano anterior, conseqüentemente o RO - Resultado Operacional cresceu bastante.

Tabela 4: Desempenho 2004

R$ mil

2003

2004

AH

Resultado Operacional RGVS Estrutura Operacional

R$ 166.386,10

R$ 371.915,00

123,5 %

R$ 1.149.913,83

R$ 1.350.869,00

17,5 %

R$ (983.527,73)

R$ (978.954,00)

-0,5%

Nota-se que em 2004 houve crescimento de 123% no RO - Resultado Operacional, em função de fatores conjugados: a manutenção em patamares estáveis verificados nos últimos dois anos (2003 e 2004) da EO - Estrutura Operacional e o RGVS - Resultado Gerado nas Vendas e Serviços que cresceu 17% em 2004 (percentual próximo dos 15,7% do ano anterior), demonstrando uma estabilidade no crescimento das vendas e serviços.

6.2.2. Possíveis causas do comportamento dos Dois Blocos

Em caso de se continuar a análise da empresa em questão, sob a ótica da figura 1, ou seja, uma visão mais analítica do desempenho da empresa podem ser encontradas possíveis causas para as oscilações verificadas no RGVS - Resultado Gerado nas Vendas e Serviços e na EO - Estrutura Operacional ao longo dos anos da amostra, em especial 2001, 2003 e 2004. Tais causas podem ser elencadas a seguir:

1) RGVS - Resultado Gerado nas Vendas e Serviços:

a) aumento no preço de venda dos produtos ou serviços prestados;

b) redução dos impostos incidentes sobre vendas com a adoção de um planejamento tributário;

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d) redução no preço de compra dos produtos (CMV) ou nos custos envolvidos com a prestação de serviços (CSP);

e) dentre outros.

2) EO – Estrutura Operacional:

a) redução das despesas com vendas através de otimização dos fretes, reestruturação do quadro de vendedores, reescalonamento das comissões sobre vendas;

b) revisão de processos administrativos;

c) corte de despesas administrativas (água, energia elétrica, telefone etc);

d) redução dos juros pagos a terceiros;

e) dentre outros.

Através da análise dos resultados pela aplicação da DRE de Dois Blocos, pode-se notar que a sua utilização demanda menor tempo de análise, pois é feita de forma sintética. A hipótese levantada pode ser aceita como uma suposição coerente sob o aspecto teórico, sendo que é perceptível a avaliação de que quanto maior o nível de necessidade das informações pelo usuário (figura 1), maior será o tempo despendido na análise do desempenho econômico- financeiro da empresa, como é o caso se fossem pesquisadas as causas elencadas anteriormente.

7. Considerações Finais

A Contabilidade, na sua condição de ciência social, cujo objetivo é o Patrimônio, busca a disponibilização de informações quantitativas e qualitativas expressa em termos físicos e monetários. Estas informações são condensadas e representadas por demonstrações contábeis e devem propiciar aos seus usuários base segura às suas decisões, pela compreensão do estado em que se encontra a empresa, seu desenvolvimento, sua evolução, riscos e oportunidades que oferece.

A DRE - Demonstração do Resultado do Exercício apresenta de forma dedutiva o resultado das operações da empresa durante um determinado período, sendo considerada às vezes pelos usuários como a mais importante das demonstrações elaboradas pela Contabilidade.

Diante da pesquisa realizada, o problema levantado, ou seja, como pode ser utilizada a DRE na gestão da informação das empresas, é respondido através de uma análise alternativa da DRE de Dois Blocos na empresa Perdigão S.A. conforme demonstrado ao longo deste trabalho.

As informações extraídas da DRE de Dois Blocos se comparada a DRE tradicional são distintas diferenciando-se apenas na agilidade para tomada de decisão, pois a análise feita na DRE de Dois Blocos se dá de forma sintética, sem a necessidade de análises específicas nos itens de resultado, notas explicativas e relatórios gerenciais das empresas. A necessidade de informações pelos usuários, conforme descrito na figura 1, é que define o nível de análise a ser feita e que possibilite a correta tomada de decisão.

Quanto às recomendações para trabalhos futuros, poder-se-ia desenvolver alguns estudos como: que outros resultados as empresas poderiam buscar através da análise da DRE de Dois Blocos? Ou se a DRE de dois blocos se aplicada em empresas governamentais?

13

8. Referências

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Contabilidade geral. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996. p. 45-84.

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Contabilidade Introdutória / equipe de professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP; coord. Sérgio Iudícibus. 9 ed. São Paulo:

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contabilidade das sociedades por ações (aplicável às demais sociedade). 6 ed São Paulo:

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Manual de

IUDICIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos, Contabilidade comercial. 6. ed. São Paulo, Atlas, 2004.

IOB - Informações Objetivas - Curso básico de contabilidade – módulo 7 - 2001 No.

37.

MARION, José Carlos, Contabilidade empresarial. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

MARION, José Carlos, Contabilidade empresarial. 7. ed. São Paulo: Atlas, 1998.

MATARAZZO, Dante Carmine, Análise financeira de balanços. 6. ed. São Paulo: Atlas,

2003.

14

PADOVEZE, Clóvis Luís. Sistemas de informações contábeis: fundamentos e análise. São Paulo: Atlas, 1998.

PEREZ JR. José Hernandez; BEGALLI, Glaucos Antonio. Elaboração das demonstrações contábeis. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

PERDIGÃO.Relatório da administração. Disponível em: < www.perdigão.com.br>.Acesso:

12 set. 2005.

RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade comercial fácil. 15. ed. São Paulo: saraiva, 2003.

RIBERIO. Osni Moura. Contabilidade básica fácil. 24 ed. São Paulo: saraiva, 2003.

SILVA, César Augusto Tibúrcio; TRISTÃO, Gilberto. Contabilidade básica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

SCHRICKEL, Wolfgang kurt, Demonstrações financeiras. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

15

APÊNDICE - A

RESULTADO NÃO OPERACIONAL

   

2000

 

2001

 

2002

 

2003

 

2004

Resultado não operacional Lucro operacional Receita Bruta de Vendas

 

R$

2.205,19

R$

(6.104,22)

R$

(272,48)

R$

(2.918,42)

R$

(3.480,00)

R$

86.952,03

R$

372.117,30

R$

3.112,16

R$

166.386,10

R$

371.915,00

R$

3.491.812,68

R$

4.270.674,17

R$

4.083.210,77

R$

4.913.839,98

R$

5.567.291,00

Res. N.operac/Lucro operc. (%)

 

2,54%

 

-1,64%

 

-8,76%

 

-1,75%

 

-0,94%

Res. N.operac/RBV

(%)

 

0,06%

 

-0,14%

 

-0,01%

 

-0,06%

 

-0,06%

IR/CS

   

2000

 

2001

 

2002

 

2003

 

2004

IR/CS

R$

8.882,00

R$

50.907,00

R$

18.229,00

R$

18.736,00

R$

36.763,00

LAIR

R$

89.157,22

R$

366.013,08

R$

2.839,68

R$

163.467,67

R$

368.435,00

IR/CS / LAIR (%)

         

*ATUALIZADO PELO IGPM IR/CS LAIR

 

2000

 

2001

 

2002

 

2003

 

2004

R$

15.008,80

R$

77.940,24

R$

22.273,89

R$

21.063,01

R$

36.763,00

R$

89.157,22

R$

366.013,08

R$

2.839,68

R$

163.467,67

R$

368.435,00

IR/CS / LAIR (%)

 

16,83%

 

21,29%

 

784,38%

 

12,89%

 

9,98%

   

2000

 

2001

 

2002

 

2003

 

2004

RESULTADO OPERACIONAL RGVS ESTRUTURA OPERACIONAL

R$

86.952,03

R$

372.117,30

R$

3.112,16

R$

166.386,10

R$

371.915,00

R$

722.648,00

R$

1.225.162,35

R$

993.930,52

R$

1.149.913,83

R$

1.350.869,00

R$

(635.695,97)

R$

(853.045,05)

R$

(990.818,35)

R$

(983.527,73)

R$

(978.954,00)

IGPM

2000 1,0995

2001 1,1037

2002 1,253

2003 1,0869

2004 1,1242

16

APÊNDICE - B

,

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

 

EMPRESA: PERDIGÃO S.ª

 
   

RESULTADO EM :

 

31/12/00

31/12/01

31/12/02

31/12/03

31/12/04

RECEITAS BRUTA DE VENDAS Deduções da receita bruta

2.066.406

2.789.409

3.341.709

4.370.966

5.567.291

(302.753)

(355.706)

(424.330)

(545.772)

(684.037)

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

1.763.653

2.433.703

2.917.379

3.825.194

4.883.254

- ) CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS LUCRO BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS

(

(1.336.000)

(1.633.483)

(2.103.944)

(2.802.321)

(3.532.385)

427.653

800.220

813.435

1.022.873

1.350.869

(376.196)

(557.170)

(810.888)

(874.869)

(978.954)

(

- ) Despesas de Vendas

(284.058)

(400.907)

(554.449)

(682.573)

(790.818)

(

- ) Despesas Administrativas

(36.081)

(40.274)

(44.773)

(52.964)

(61.768)

(

- ) Encargos Financeiros Líquidos

(63.219)

(117.678)

(209.423)

(136.582)

(116.586)

(+/-) Outras Despesas/Receitas Operacionais LUCRO OPERACIONAL Resultados não operacionais LUCRO ANTES DO IRPJ E CSLL

7.162

1.689

(2.243)

(2.750)

(9.782)

51.457

243.050

2.547

148.004

371.915

1.305

(3.987)

(223)

(2.596)

(3.480)

52.762

239.063

2.324

145.408

368.435

(

- ) Provisão do IRPJ e CSLL

(6.580)

(57.168)

6.601

(12.427)

(47.334)

- ) Participação LUCRO LÍQUIDO

(

(793)

(13.648)

(693)

(9.434)

(25.482)

45.389

168.247

8.232

123.547

295.619

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO EMPRESA: PERDIGÃO S.ª

 
   

RESULTADO EM :

IGPM

31/12/00

31/12/01

31/12/02

31/12/03

31/12/04

RECEITAS BRUTA DE VENDAS

3.491.813

4.270.674

4.083.211

4.913.840

5.567.291

(

- ) Deduções da Receita Bruta

(511.592)

(544.597)

(518.486)

(613.557)

(684.037)

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

2.980.221

3.726.077

3.564.725

4.300.283

4.883.254

- ) Custo das Mercadorias Vendidas LUCRO BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS

(

(2.257.573)

(2.500.915)

(2.570.794)

(3.150.369)

(3.532.385)

722.648

1.225.162

993.931

1.149.914

1.350.869

(635.696)

(853.045)

(990.818)

(983.528)

(978.954)

(

- ) Despesas de Vendas

(480.001)

(613.801)

(677.477)

(767.349)

(790.818)

(

- ) Despesas Administrativas

(60.970)

(61.661)

(54.708)

(59.542)

(61.768)

(

- ) Encargos Financeiros Líquidos

(106.827)

(180.169)

(255.892)

(153.545)

(116.586)

(+/-) Outras Despesas/Receitas Operacionais

12.102

2.586

(2.741)

(3.092)

(9.782)

LUCRO OPERACIONAL

86.952

372.117

3.112

166.386

371.915

- ) Resultados não operacionais LUCRO ANTES DO IRPJ E CSLL

(

2.205

(6.104)

(272)

(2.918)

(3.480)

89.157

366.013

2.840

163.468

368.435

(

- ) Provisão para IRPJ e CSLL

(11.119)

(87.526)

8.066

(13.970)

(47.334)

- ) Participação LUCRO LÍQUIDO

(

(1.340)

(20.896)

(847)

(10.606)

(25.482)

76.698

257.592

10.059

138.892

295.619

IGPM

2000 1,0995

2001 1,1037

2002 1,253

2003 1,0869

2004 1,1242

17

APÊNDICE - B