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Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.12, n.1, p.

55-60, 2010 55
ISSN 1517-8595

CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DA MORINGA (Moringa oleifera Lam)

Claudia Ramos Santana1, Daiane Farias Pereira2, Nicolis Amaral de Araújo3, Eliane
Bezerra Cavalcanti4, Gabriel Francisco da Silva5
RESUMO
A Moringa pertence à família Moringaceae, que é composta apenas de um gênero (Moringa) e
14 espécies. É uma árvore de pequeno porte, nativa do Norte da Índia, de crescimento rápido,
que se adapta a uma ampla faixa de solo e é tolerante à seca. As sementes possuem
polissacarídeos com forte poder aglutinante. O óleo obtido das sementes pode ser usado
no preparo de alimentos, na fabricação de sabonetes e como combustível. Este trabalho
visa a caracterização físico-química do óleo e da torta da moringa. A extração do óleo
foi realizada por um sistema de extração e através de uma prensa extratora de óleos
vegetais. Os resultados da análise do óleo mostraram um elevado percentual de ácido
oléico indicando que esse óleo é adequado para a obtenção de um biodiesel com um
baixo teor de insaturações, facilitando assim o transporte e armazenamento. Foram
feitas as composições químicas do farelo e do pó porque eles diferem quanto à
granulometria, porém as concentrações dos elementos químicos em cada caso não
tiveram diferenças significativas. Na extração realizada com a prensa as concentrações
são muito mais elevadas do que quando feita com o sistema de extração. Isso se deve
ao fato de, na extração com o sistema de extração, remover-se uma maior quantidade de
íons do composto, provavelmente isso diminui a capacidade de coagulação do agente.
Palavras-Chave: Moringa oleifera Lam, óleo, torta.

PHYSICAL CHEMICAL CHARACTERIZATION OF THE MORINGA LAM (Moringa


oleifera Lam)
ABSTRACT
The Moringa oleifera Lam belongs to the Moringaceae family. It is composed of only one
genus (Moringa) including 14 species. It is a tree of small size, of rapid growth and it is native
of northern India. The Moringa adapts to a wide range of soil and is drought resistant. The seeds
possess polysaccharides with strong agglutination capacity. The oil obtained from the Moringa
seeds can be used in the preparation of food, in the manufacturing of soaps and it may also be
used as fuel. This work focuses on the physical chemical characterization of oil and on the
moringa cake. The oil extraction was obtained by a common system of extraction and by using
an oil press extractor. This resulted in the production of oil with a high percentage of oleic acid,
indicating that the moringa oil is suitable as biodiesel with low saturation, facilitating, therefore,
its transportation and storage. The chemical analysis of the moringa powder and bran was
conducted, because these differ in size, though the concentrations of the chemical elements
found in both did not present significant differences. With press extractions obtained,
concentrations were much higher than those obtained with the other system of extraction. This
was because the common extraction system removes far greater quantities of ions from the
compound; which probably decreases the coagulation capacity of the agent.

Keywords: Moringa oleifera Lam, oil, cake.

Protocolo 103.026 58 de 17/04/2009


1
Mestre em Engenharia Química, UFS – Email: claudia@ufs.br - Av. Marechal Rondon, S/N Jardim Rosa Elze, São Cristóvão, Sergipe.
2
Mestranda em Engenharia Química, UFS –Email: daiane.engenharia@hotmail.com - Av. Marechal Rondon, S/N Jardim Rosa Elze, São
Cristóvão, Sergipe
3
Graduanda em Química Industrial, UFS – Email: nicolis.amaral@yahoo.com.br - Av. Marechal Rondon, S/N Jardim Rosa Elze, São
Cristóvão, Sergipe
4
Professora Dra. da Universidade Tiradentes, UNIT – Email: ebcavalcanti@gmail.com- Av. Murilo Dantas 300, 49032-490, Aracaju, SE.
5
Professor Dr. da Universidade Federal de Sergipe – UFS –.Email: gabriel@ufs.br - Av. Marechal Rondon, S/N Jardim Rosa Elze, São
Cristóvão, Sergipe
56 Caracterização físico-química da moringa Santana et al.

INTRODUÇÃO As árvores de médio porte apresentam outras


funções, como farmacêutica e melífera muito
Moringa oleifera Lamarck, planta valorizada nos países onde existe este gênero.
pertencente à família das Moringaceae é nativa As raízes são consideradas estimulantes e
da Índia e amplamente cultivada nos trópicos de diuréticas, e os médicos de onde a planta é
todo o mundo (Karadi et al., 2006). Cresce originária prescrevem a raiz nas febres
rapidamente sendo capaz de sobreviver em intermitentes, epilepsia, histeria, paralisia,
solos pobres, requerendo o mínimo de atenção, reumatismo, hipertrofias do fígado e do baço.
e em longos períodos de seca (McConnachie et As sementes podem ser plantadas
al., 1999). Segundo Joly (1979), Moringa diretamente no local definitivo ou em
oleifera é uma planta arbórea com longas sementeiras. Não há necessidade de nenhum
vagens verdes, sementes aladas, folhas grandes tratamento prévio. A planta requer poucos
e flores brancas perfumadas. tratos culturais e cresce rapidamente até uma
As árvores de moringa podem alcançar 4 altura de 4m no primeiro ano. Em condições
m de altura, gerando flores e frutos em um ano; favoráveis, uma única planta pode produzir de
múltiplas colheitas de sementes são possíveis 50 a 70 kg de frutos/ano.
em muitas partes do mundo (McConnachie et Segundo Santana (2009), a utilização do
al., 1999). Possui significante importância agente coagulante Moringa oleifera Lam
econômica na indústria e medicina (Makkar e apresentou resultados muito significativos
Becker, 1996). Nas Filipinas, as folhas jovens, como coagulante natural, podendo ser
flores e vagens verdes são comuns na dieta considerada como uma técnica alternativa para
(Guevara et al., 1999); é usada medicinalmente o tratamento de água produzida.
em Guinea, La Reunion, Madagascar, Guiana e O óleo obtido das sementes da moringa
Burma (Karadi et al., 2006); são consumidas pode ser usado no preparo de alimentos, na
por populações do sudoeste da Ásia que fabricação de sabonetes, cosméticos e como
acreditam ter efeitos benéficos na visão (LIU et combustível. A pasta resultante da extração do
al., 2007). Devido ao uso na medicina popular, óleo das sementes pode ser usada como um
estudos têm sido feitos visando o isolamento de condicionador do solo, fertilizante ou ainda na
compostos bioativos. alimentação animal.
As folhas são boas fontes protéicas e não Diante do exposto resolveu-se fazer a
contêm taninos, lectinas ou inibidores de caracterização físico-química de propriedades
tripsina, segundo Makkar e Becker (1996); a do óleo e da torta das sementes de Moringa
partir de extrato etanólico, delas têm sido oleifera Lam.
obtidos compostos com atividade hipotensiva
(Faizi et al., 1995), hormônios promotores do MATERIAIS E MÉTODOS
crescimento (Makkar e Becker, 1996),
compostos com atividade hipocolesterolêmica Extração do óleo e análise granulométrica
(Ghasi et al., 2000) e atividade contra a
infecção com vírus herpes simplex tipo 1 As sementes de Moringa oleifera Lam
(Lipipun et al., 2003). Também possuem foram adquiridas na Ambiental: Produto
atividade antioxidante (Iqbal e Bhanger, 2006; Natural e Orgânico, que fica localizada na
Lako et al., 2007, Reddy et al., 2005) e são cidade de Aracaju/SE, durante todo o processo
ricas em polifenóis totais, quercetina, campferol experimental, para que os resultados obtidos
e βcaroteno (Lako et al., 2007). Tahiliani e Kar não fossem comprometidos por perda da
(1999) estudaram que o extrato aquoso de eficácia do princípio ativo coagulante.
folhas de M. oleifera em baixa concentração Inicialmente, removeram-se as asas e a casca
pode ser usado para regulação do das sementes e em seguida, foram trituradas em
hipertiroidismo; Richter et al. (2003) um moinho, de forma que um material
observaram que as folhas de Moringa oleifera homogêneo fosse obtido. O óleo contido nas
podem ser usadas para alimentar tilápias do sementes foi extraído com n-hexano P.A. da
Nilo substituindo 10% da dieta protéica sem Synth, através de um sistema de extração
alterar significantemente o crescimento desses usando soxhlet. Após um tempo de 3 horas de
peixes. Vacas alimentadas com folhagens de extração a torta da moringa foi colocada em
moringa tiveram aumento na produção sem uma estufa de secagem da Tecnal modelo TE
alteração na composição de leite (Sánchez et 397/5 a 40°C, pois o limite de tolerância para
al., 2006). não degradar a ação das proteínas é de 60°C,
por um período de 24 horas, tempo suficiente

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para a massa ficar constante. Foi feita a casca respectivamente, pode ser observada na
caracterização granulométrica através do Figura 1.
método da peneiração onde foram utilizadas 6 As análises para a caracterização do óleo
peneiras com malhas de 1,180mm, 0,590mm, são regulamentadas através de normas e foram
0,420mm, 0,250mm, 0,149mm e 0,074mm.A efetuadas para a amostra em estudo como
semente da Moringa oleifera Lam com e sem citadas na Tabela 1.

Tabela 1 - Normas Utilizadas para análise do óleo de Moringa


Análise Método
Índice de acidez AOCS Ca-5a-40
Índice de Iodo EN 14111
Teor de água EN 12937
Viscosidade cinemática ASTM D445
Massa específica ASTM D4052
Estabilidade à oxidação EN 14122
Índice de saponificação NBR 14854

Determinação da composição química da torta inseriu-se no espectrômetro, que faz uma


varredura nos elementos da tabela periódica
A composição química da amostra foi operado via computador.
determinada por fluorescência de raios X
(FRX), em um espectrômetro Bruker-AXS RESULTADOS E DISCUSSÕES
modelo S4-Explorer, equipado com tubo de Rh.
Foram feitas análises da torta com o óleo Extração do óleo
extraído pelo processo de extração citado no
item 2.1 e através de uma prensa extratora de Na Tabela 2 são mostrados os resultados
óleos vegetais. das análises feitas com o óleo da moringa
Pesou-se 5 g da amostra de torta, proveniente da etapa de extração.
colocou-se em um recipiente de plástico e

Tabela 2 - Caracterização do óleo da moringa


Análise Unidade Resultado
Índice de acidez mgKOH/kg 6,22
Índice de Iodo g/100g 74,45
Teor de água mg/kg 1671
Viscosidade cinemática mm2/s 40,95
Massa específica kg/cm3 909,7
Estabilidade à oxidação a 110ºC h >45
Índice de saponificação mgKOH/kg 181,58

Na Tabela 3, são mostrados os resultados da O elevado percentual de ácido oléico


composição do óleo da moringa. (78%) indica que esse óleo é adequado para a
obtenção de um biodiesel com um baixo teor de
Tabela 3 - Composição do Óleo da Moringa insaturações, o que tem reflexo direto e muito
Composição positivo em sua estabilidade à oxidação,
Ácido (%) facilitando assim o transporte e armazena-
Palmítico 7,0 mento.
Palmitileico 2,0
Esteárico 4,0 Análise granulométrica
Oleico 78,0
Linoleico 1,0 A massa utilizada de torta de moringa
Araquídico 4,0 para esta análise foi de 126,637 g. Após a
Behênico 4,0 peneiração obteve-se uma massa de 123,73 g
totalizando uma perda de 2,907 g. Na Tabela 4,

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são apresentados os resultados obtidos através do método da peneiração.

Tabela 4 - Caracterização granulométrica da torta da moringa

Dimensão Dimensão Massa retida


Peneiro (Mesh) (mm) (g)
01 16 1,180 22,349
02 30 0,590 32,224
03 40 0,420 17,074
04 60 0,250 15,801
05 100 0,149 18,790
06 200 0,074 17,492

A partir dela construiu-se o gráfico da Determinação da composição química da torta


distribuição granulométrica da torta da moringa de moringa
mostrado na Figura 3.
Os resultados referentes a este item
encontram-se nas Tabelas 5, 6 e 7, que mostram
os resultados da composição química da
moringa feita sem e com extração com
solvente, da torta (farelo e pó) e da semente.
A extração sem solvente foi feita através de
uma prensa extratora de óleos vegetais e os
resultados encontram-se na Tabela 5.

Figura 3 - Distribuição granulométrica da torta


da moringa

Tabela 5 - Caracterização da torta e da semente de moringa (sem solvente)


Torta de Moringa Semente de Moringa
Elemento iônico
Concentração (%) Concentração (%)
Ca2+ 1.0000 0.9370
Cl- 0.1440 0.0830
Fe3+/2+ 0.0580 0.0540
+
K 3.2760 2.3160
Mg2+ 0.1590 0.0875
Ni+ 0.0020 0.0020
P3- 1.8000 1.1900
Pd2+ 0.0320 0.0370
Re4+ 0.0000 0.0750
S2- 5.6870 3.8020
Zn2+ 0.0764 0.0000

Através da Tabela 5, levando em concentrações muito baixas e não ser possível


consideração o erro experimental e analítico, quantificá-los em %.
não há variação significativa da composição da Foram feitas as composições químicas do
semente e da torta de moringa. Este farelo e do pó porque eles diferem quanto à
comportamento era esperado, já que não houve granulometria, o farelo tem uma granulometria
extração com solvente. maior do que o pó, porém as concentrações dos
A unidade da Tabela 6 está em ppm elementos químicos em cada caso não tiveram
devido a esses elementos estarem em diferenças significativas.

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Tabela 6 -Composição química da torta de moringa (extração com solvente)


Torta de Moringa (farelo) Torta de Moringa (pó)
Elemento iônico
Concentração (ppm) Concentração (ppm)
Na+ 11,0 6,0
Al+3 8,0 4,0
Si+ 19,0 7,0
Cl- 101,0 97,0
Mn2+ 5,0 4,0
Fe3+/2+ 18,0 16,0
Ni+ 1,0 0,0
Cu+2 3,0 3,0
Zn2+ 24,0 21,0
Cd+2 1,0 0,0
Sb3+ 6,0 6,0

Tabela 7 - Composição química da torta de moringa (extração com solvente)


Torta de Moringa Torta de Moringa
Elemento iônico (farelo) (pó)
Concentração (%) Concentração (%)
Mg2+ 0,13 0,13
P3- 0,34 0,36
S2- 0,69 0,74
K+ 0,37 0,37
Ca2+ 0,11 0,11

A Figura 4 mostra a comparação entre a elevadas do que quando feita com solvente. Isso
concentração de alguns elementos iônicos com se deve ao fato de, na extração com solvente,
relação ao modo de extração do óleo. remover-se uma maior quantidade de íons do
Como se pode observar na extração realizada composto, provavelmente isso diminui a
com a prensa as concentrações são muito mais capacidade de coagulação do agente.

Figura 4 - Comparação entre a concentração de alguns elementos iônicos com relação ao modo de
extração do óleo

CONCLUSÕES adequado para a obtenção de um biodiesel com


um baixo teor de insaturações, o que tem
Foi observado que o óleo de moringa reflexo direto e muito positivo em sua
possui um grande percentual de ácido oléico, estabilidade à oxidação, facilitando assim o
cerca de 78%, indicando que esse óleo é transporte e armazenamento.
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Levando em consideração o erro Lako, J.; Trenerry, V. C.; Wahlqvist, M.;


experimental e analítico, não há variação Wattanapenpaiboon, N.; Sotheeswaran, S.;
significativa da composição da semente e da Premier, R. Phytochemical flavonols,
torta de moringa. Este comportamento era carotenoids and the antioxidant properties of
esperado, já que não houve extração com a wide selection of Fijian fruit, vegetables
solvente. and other readily available foods. Food
Na extração realizada com a prensa as Chemistry, v. 101, p. 1727-1741, 2007.
concentrações são muito mais elevadas do que Lipipun, V.; Kurokawa, M.; Suttisri, R.;
quando feita com solvente. Isso se deve ao fato Taweechotipatr, P.; Pramyonthin, P.;
de, na extração com solvente, remover-se uma Hattori, M.; Shirak, K. Efficacy of Thai
maior quantidade de íons do composto, medicinal plant extracts agains herpes
provavelmente isso diminui a capacidade de simplex virus tipy 1 infection in vitro and in
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