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GUARDA MUNICIPAL

DE NITERÓI

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL


Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal

Livro Eletrônico
DOUGLAS DE ARAÚJO VARGAS
Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em
6º lugar no concurso realizado em 2013. Aprovado em
vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF
(Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério da Integra-
ção, Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado – 2012
e Oficial – 2017).

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DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL
Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal
Prof. Douglas de Araújo Vargas

SUMÁRIO
1. Introdução..............................................................................................4
2. Culpabilidade: Conceito............................................................................5
3. Teoria Normativa Pura..............................................................................5
3.1. Imputabilidade.....................................................................................6
3.1.1. Causas Excludentes de Imputabilidade..................................................8
3.1.2. Outras Causas Relacionadas.............................................................. 13
3.2. Potencial Consciência da Ilicitude.......................................................... 15
3.3. Exigibilidade de Conduta Diversa........................................................... 19
Resumo.................................................................................................... 27
Questões de Concurso................................................................................ 30
Gabarito................................................................................................... 43
Gabarito Comentado ................................................................................. 44

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1. Introdução

Sob o prisma analítico, crime é considerado um fato típico, antijurídico (ilí-

cito) e culpável.

O fato típico se relaciona com elementos como a conduta, a tipicidade, o nexo

causal e o resultado.

A antijuridicidade, como o próprio nome diz, trata da ilegalidade do fato típico e

as possibilidades de excluir tal ilicitude.

Porém, sob o conceito tripartido de delito, não podemos parar por aí. É neces-

sário, ainda, avaliar um terceiro elemento, para que possamos dizer que ocorreu

um crime: a culpabilidade.

E é exatamente sobre este terceiro elemento que vamos discorrer nesta aula.

Você conhecerá o conceito de culpabilidade, quais são seus elementos e as causas

capazes de excluir a culpabilidade de um agente delitivo.

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2. Culpabilidade: Conceito

A culpabilidade nada mais é do que um juízo de reprovação dos atos do agen-

te. Avaliar, portanto, se de acordo com as circunstâncias que envolveram os fatos,

a conduta do agente é ou não reprovável.


A culpabilidade, assim como os demais elementos que compõem o conceito
analítico de crime, também é objeto de inúmeros estudos e teorias. Felizmente, po-
demos focar apenas em uma dessas teorias, tendo em vista que o nosso legislador
fez sua opção ao editar o Código Penal vigente em nosso país.

Para tratar da culpabilidade, o legislador brasileiro, ao elaborar o Código Penal,


adotou a chamada teoria normativa pura.

3. Teoria Normativa Pura

Basicamente, a teoria normativa pura é a teoria responsável por dividir a culpa-


bilidade em três elementos:

Comecemos nosso estudo pelo primeiro desses elementos: a imputabilidade.


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3.1. Imputabilidade

Em primeiro lugar, vejamos o que estabelece o Código Penal:

Inimputáveis
Art. 26. É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.

Mas, pera aí professor, o Código fala em INIMPUTABILIDADE e não em IMPUTA-

BILIDADE!

Exatamente! Entretanto, o art. 26, por eliminação, nos dá um excelente ponto

de partida para entender o conceito de imputabilidade. Vejamos:

Em outras palavras: a imputabilidade é a capacidade do autor em entender que

está praticando uma conduta ilícita. Simples assim.


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Para o legislador, se o indivíduo é capaz de entender a ilicitude do que está fa-

zendo, deve ser responsabilizado. Se não é capaz, não pode ser responsabilizado.

Lhe faltará a imputabilidade e, por consequência, a culpabilidade estará excluída.

A representação dessa situação pode ser observada da seguinte maneira:

Mas, espere aí professor, o art. 26 dispõe que o indivíduo é isento de pena, e

não que ele não comete crime!

Excelente observação!

Embora o art. 26 do CP dê a entender que inimputabilidade não exclui o crime (ape-

nas isenta de pena), o consenso é de que a inimputabilidade exclui a culpabilidade

e, consequentemente, o crime, de modo que o texto do art. 26 não foi elaborado

adequadamente.

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Por isso, para fins de prova, se o examinador disser que não existirá crime se

não houver culpabilidade, marque correto. Se o examinador se basear no art. 26

(afirmando ser o agente isento de pena), marque a questão também como cor-

reta, mesmo que essa denominação não seja a mais adequada do ponto de vista

doutrinário.

Ótimo. Já sabemos então o que é a imputabilidade. Também sabemos que se o

indivíduo não for imputável (ou seja, se ele for considerado inimputável), não irá

cometer crime. A questão é a seguinte: em quais casos o indivíduo será consi-

derado inimputável para fins criminais?

E é justamente a essa pergunta que vamos responder em nosso próximo tópico.

Vamos em frente!

3.1.1. Causas Excludentes de Imputabilidade

As seguintes causas são capazes de excluir a imputabilidade e, consequente-

mente, a culpabilidade do agente delitivo:

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Doença mental

Prevista no art. 26 do CP, a doença mental ou desenvolvimento mental

incompleto ou retardado é uma causa capaz de tonar o agente delitivo inteira-

mente incapaz de entender a ilicitude de seus atos.

Existem diversos sistemas que podem ser utilizados para valorar essa incapa-

cidade. Um deles, no entanto, foi tomado como regra em nosso ordenamento jurí-

dico:

O Art. 26 do CP adota o sistema biopsicológico ou misto, que é a regra geral de

nosso Código.

O sistema biopsicológico é utilizado para avaliar se o agente era ou não, de

acordo com sua doença ou desenvolvimento mental, capaz de entender o que fazia

ao tempo em que perpetrou a conduta.

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Para chegar a essa conclusão sobre a inimputabilidade do agente, devem ser

verificados os seguintes requisitos:

Muito cuidado nesse ponto. A incapacidade do agente deve ser absoluta, para que

ele seja incapaz de entender a ilicitude de seus atos. Se a condição o afeta apenas

parcialmente, não bastará para excluir sua imputabilidade!

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Menoridade

A segunda excludente de imputabilidade é a mais conhecida e debatida em tem-

pos atuais: a menoridade penal.

Menores de dezoito anos


Art. 27. Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujei-
tos às normas estabelecidas na legislação especial.

CF/1988
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às nor-
mas da legislação especial.

Para o nosso legislador, menores de 18 anos são absolutamente incapazes de

entender o caráter ilícito dos fatos que praticam. Não existe necessidade de com-

provar mais nada: comprovou que não tem 18 anos, pronto, não comete crime!

Ao contrário do critério regular de nosso Código Penal (o critério biopsicológico),

aos menores de idade se aplica o critério biológico, pois basta a comprovação da

idade para que seja presumida sua inimputabilidade.

Além disso, lembra-se de que eu disse que a inimputabilidade exclui a culpabi-

lidade, apesar do que preconiza o art. 26 do CP? Pois veja só um exemplo no ECA

(Estatuto da Criança e do Adolescente):

Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção


penal.
Art. 104. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às medi-
das previstas nesta Lei.

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Note que crianças e adolescentes não cometem crime: praticam atos in-

fracionais, definição essa que está perfeitamente alinhada com o conceito tripar-

tido de crime. Se não há culpabilidade, não pode existir crime.

Embriaguez completa acidental

O último instituto capaz de excluir a culpabilidade do agente é a embriaguez

completa acidental:

§ 1º É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso


fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse enten-
dimento.

Note que, aqui, temos uma embriaguez INVOLUNTÁRIA, proveniente de CASO

FORTUITO ou FORÇA MAIOR.

Essa previsão legal é sensacional. Afinal de contas, é realmente muito difícil

imaginar alguém ficando completamente embriagado ao ponto de se tornar inim-

putável, por força maior ou caso fortuito. Um exemplo seria o indivíduo que foi

obrigado, por coação física, a ingerir bebidas alcoólicas até atingir a embriaguez

completa.

Uma vez que esse indivíduo pratique um ilícito penal, mas em situação em que

se encontra completamente embriagado e absolutamente incapaz de compreender

a ilicitude de seus atos, estaremos diante da chamada embriaguez completa

acidental.
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3.1.2. Outras Causas Relacionadas

Ainda sob o prisma da imputabilidade, é possível que uma determinada cir-

cunstância envolva a capacidade do indivíduo compreender o caráter ilícito do fato,

embora não de forma absoluta/completa.

Nessas situações, estaremos diante de causas não excludentes de imputa-

bilidade, mas que, no entanto, possuem relevância no cálculo da pena.

Primeiramente, vejamos o que estabelece o art. 26, parágrafo único, CP:

Redução de pena
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude
de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retarda-
do não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento.

Repare que a chave para diferenciar o parágrafo único do art. 26 de seu caput é

a expressão “não era inteiramente capaz”, que substitui a expressão “inteira-

mente incapaz”!

De acordo com o parágrafo único do art. 26, portanto, existe a possibilidade da

redução de pena de um a dois terços, nos casos em que o agente possui alguma

capacidade de entender o caráter ilícito de seus atos (embora essa capacidade seja

reduzida).

Apesar da sutil diferença entre as expressões em ambas as normas, note que

existe uma enorme diferença aqui: o indivíduo inteiramente incapaz não co-

mete crime, enquanto que o indivíduo que tem alguma capacidade comete

crime, mas terá sua pena reduzida.

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Emoção, paixão e embriaguez não acidental

Seguindo em frente, temos outras previsões que estão relacionadas com a im-

putabilidade do agente: a emoção, a paixão e a embriaguez não acidental:

Emoção e paixão
Art. 28. Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei n. 7.209, de
11.7.1984)
I – a emoção ou a paixão; (Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)
Embriaguez
II – a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.

Dessa forma, note que a emoção e a paixão não podem ser arguidas como cir-

cunstâncias capazes de excluir a imputabilidade do agente. Da mesma forma, a

embriaguez, se voluntária ou culposa, não terá o condão de excluir a imputabi-

lidade do autor.

Actio libera in causa

É recorrente em provas de concursos a cobrança da chamada teoria da actio

libera in causa, que trata da embriaguez pré-ordenada.

Esse tipo de embriaguez merece especial atenção, pois nela o agente decide

ingerir a substância “para tomar coragem” e, assim, conseguir perpetrar a

conduta delituosa.

Note que em um estado de plena imputabilidade, o agente decide fazer o uso de

substância que lhe causará a incapacidade de entendimento DE PROPÓSITO.


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A embriaguez narrada na teoria actio libera in causa também não possuirá o

condão de excluir a imputabilidade do agente. Muito pelo contrário, a embriaguez

pré-ordenada possui até mesmo o condão de agravar a pena do agente delitivo,

o que inclusive está previsto em um dos incisos do art. 61 do Código Penal:

Art. 61. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou
qualificam o crime:
l) em estado de embriaguez preordenada.

Embriaguez acidental incompleta

Temos ainda uma última possibilidade quando tratamos da embriaguez: a da

embriaguez acidental incompleta.

§ 2º A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, pro-
veniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão,
a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
com esse entendimento.

Veja que aqui temos uma situação muito parecida com a dos semi-inimputá-

veis. O indivíduo novamente está embriagado em decorrência de caso fortuito ou

força maior, no entanto, não está completamente incapaz de entender o caráter

ilícito de seus atos (apenas parcialmente).

Nessa situação, embora ainda pratique crime, também poderá ter a pena redu-

zida de um a dois terços.

3.2. Potencial Consciência da Ilicitude

O segundo elemento da culpabilidade é a potencial consciência da ilicitude. Para

que a conduta do autor seja reprovável, é necessário que o autor ao menos saiba

da ilegalidade de seus atos ou que tenha a possibilidade de conhecê-la.


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A alegação de desconhecimento da lei não é um argumento válido, embora esse

desconhecimento tenha de ser valorado conforme o contexto em que vive o autor

da conduta, como veremos adiante.

Lembre-se do que diz a LINDB (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasi-

leiro):

Art. 3º. Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.

Ninguém pode argumentar que não sabia que tal conduta era proibida, para que

não seja punido. Essa premissa, no entanto, não é absoluta e pode variar a depen-

der das circunstâncias sociais e pessoais do agente delitivo.

Calma, quando chegarmos ao exemplo, você entenderá bem como diferenciar

esses casos.

Comecemos observando o seguinte quadro:

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E vejamos ainda o que especifica o Código Penal:

Erro sobre a ilicitude do fato (Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)
Art. 21. O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se
inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Re-
dação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a cons-
ciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir
essa consciência.

Novamente, veja que o desconhecimento da lei é inescusável – como cidadãos,

todos temos o dever de conhecer as leis que regem o nosso ordenamento jurídico.

Entretanto, como já afirmamos anteriormente, é importante observar que é

simplesmente impossível que todos os cidadãos tenham o conhecimento de todas

as leis. Dessa forma, a doutrina rege que o que se cobra do cidadão é o chamado

conhecimento do profano.

Conhecimento do profano é aquele que pode ser obtido por um homem leigo que

faz parte de nossa sociedade. Ou seja, o conhecimento social que permite diferen-

ciar entre o certo e o errado.

Sob esse prisma, note que é perfeitamente possível que o agente não

tenha consciência da ilicitude do fato, o que chamamos de erro de proi-

bição.

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Vejamos um exemplo:

Em primeiro lugar, note que a lei ambiental prevê uma conduta delituosa que se
adéqua perfeitamente aos atos praticados pelo senhor Josias:

Art. 40. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de que


trata o art. 27 do Decreto n. 99.274, de 6 de junho de 1990, independentemente de
sua localização:
Pena - reclusão, de um a cinco anos.

Entretanto, como afirmou o próprio juiz, Josias é um lavrador que vive em um


contexto no qual diversos indivíduos fazem a mesma prática. Dessa forma, fica cla-
ro que Josias não tinha a potencial consciência da ilicitude de seus atos, come-
tendo o delito por um erro totalmente compreensível (que chamamos de escusável

ou inevitável), de modo que sua conduta está desprovida de culpabilidade.


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Josias, coitado, não poderia imaginar que raspar a casca de uma árvore para

fazer um chá era crime ambiental.

Agora, imagine que fosse autuado em flagrante, na mesma situação, um mem-

bro da polícia florestal. Aí sim temos um indivíduo que, de acordo com seu nível

de estudo e o contexto social em que vive, seria perfeitamente capaz de compre-

ender a ilicitude de seus atos, de modo que a ele não poderia ser aplicado o erro

de proibição na mesma situação.

Não vamos ver a fundo as espécies e características do erro de proibição (que

merece uma aula exclusiva para tratar do assunto). Por hora, quero apenas que

você entenda o seguinte:

É possível que o indivíduo pratique uma conduta típica e ilícita sem

saber que o que está fazendo é errado (erro de proibição), e que a de-

pender das circunstâncias, tal erro poderá ensejar a exclusão de sua

culpabilidade.

3.3. Exigibilidade de Conduta Diversa

O terceiro e último elemento da culpabilidade é a exigibilidade de conduta diver-

sa, que de uma forma simples, é um juízo sobre as opções que o agente possuía

no momento em que praticou o fato típico e ilícito.

Basta fazer a seguinte pergunta: podia o agente ter agido de outra forma?

Ao responder esse questionamento, estaremos avaliando a reprovabilidade da

conduta sob um prisma diferente, considerando as circunstâncias que envolveram

a conduta e a possibilidade do agente de ter respeitado o ordenamento ju-

rídico naquele momento.


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Esquematizando, ficaria assim:

Nesse sentido, veja que é possível que o agente seja imputável, tenha cons-

ciência da ilicitude de seus atos, mas ainda assim não seja culpável.

Sabendo disso, o que nos resta é conhecer em quais hipóteses o legislador

considerou que não se exige uma conduta diversa do agente. A previsão legal está

no art. 22 do Código Penal:

Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei n. 7.209, de


11.7.1984)
Art. 22. Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a
ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor
da coação ou da ordem.
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Temos duas situações em que o agente, ao praticar uma conduta que em tese

seria crime, não poderá ser responsabilizado, por inexigibilidade de conduta

diversa:

Coação Moral Irresistível

Bruce Willis no filme Refém (2005)

No filme Hostage (Refém), Bruce Willis interpreta um ex-negociador da polícia

que acaba sendo manipulado quando sua família é sequestrada por um criminoso.

Nesse cenário, temos um exemplo excelente da chamada coação moral irresis-

tível. Bruce Willis tem de agir de forma ilícita, tudo pelo bem de sua família, que

pode ser morta a qualquer momento.

Em uma situação como essa, qualquer um de nós é capaz de entender a con-

duta delituosa do agente. Não há reprovabilidade em sua conduta, pois não é ra-

zoável esperar que ele aja de outro modo enquanto sua família está em poder de

sequestradores.
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Requisitos da Coação Moral Irresistível

Para que exista uma coação moral irresistível, temos os seguintes pressupostos:

Na coação moral irresistível, temos um coator (aquele que ameaça) e um co-

agido. O coator faz uma grave ameaça ao coagido ou a um terceiro, de modo que

este se sinta obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, senão sofrerá as consequ-

ências.

Desde que essa coação seja irresistível, o coagido não responderá pelos atos

delituosos que praticar.

Na coação moral irresistível, quem responde pelos delitos praticados pelo coa-

gido é o coator.

O indivíduo que coagiu responderá pelo delito praticado pelo coagido. Temos a

chamada autoria mediata, visto que o coagido é mero instrumento, manipulado

para a prática de um delito desejado pelo coator.

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A pena do coator inclusive deve ser agravada:

Art. 62. A pena será ainda agravada em relação ao agente que:


II - coage ou induz outrem à execução material do crime.

Mas, professor, e se a coação moral for resistível?

Essa é outra excelente pergunta. Se, avaliando a situação, nota-se que era pos-

sível ao coagido resistir à coação moral por ele sofrida, este responderá pelo crime

que praticou, porém, de forma atenuada. Veja o que estabelece o Código Penal:

Art. 65. São circunstâncias que sempre atenuam a pena: 


III - ter o agente:(Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)
b) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de or-
dem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato
injusto da vítima;

Obediência Hierárquica

A segunda situação em que será possível considerar que não havia a exigibilida-

de de conduta diversa ocorre quando o autor do crime agiu em obediência à uma

ordem de um superior hierárquico.

É uma previsão específica para o direito público, de modo que não se aplica a

relações de direito privado, como a que existe entre o proprietário de uma empresa

e seus empregados.

Uma vez que estamos diante de uma relação de direito público, temos ainda o

seguinte requisito:

A ordem obedecida não pode ser manifestamente ilegal.

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É claro que a ordem emanada pelo superior deve ser ilegal (senão não resultaria

em um crime), mas ela não pode ser manifestamente ilegal.

Vamos comparar duas situações:

Ordem manifestamente ilegal Ordem não manifestamente ilegal


Delegado de polícia ordena que um Delegado de polícia ordena que os agen-
agente de polícia dispare na perna de tes procedam à prisão de um indivíduo por
um preso para obter informações sobre força de mandado de prisão inexistente.
um roubo a banco.

Note como na primeira situação é óbvia a ilegalidade da conduta de disparar na

perna de um preso com o objetivo de extrair informações sobre um fato delituoso.

Caso o agente obedeça a ordem emanada pelo superior hierárquico, ambos res-

ponderão pela conduta ilícita.

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Já na segunda situação, a ordem tem toda uma aparência de legalidade, motivo

pelo qual o agente não poderá ser responsabilizado pela conduta ilícita, apenas seu

superior será punido pelo fato.

Professor, e se a ordem for LEGAL?

Quando a ordem é legal, não haverá crime, pois, os agentes públicos estarão

agindo no chamado estrito cumprimento do dever legal, que é uma causa ex-

cludente de ilicitude.

Assim, estaremos diante do seguinte esquema:

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Esquematizando:

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RESUMO
Culpabilidade

• Terceiro elemento do conceito analítico de crime.

• Trata do juízo de reprovabilidade da conduta do agente.

Teoria

• Adota a teoria normativa pura.

• Determina que a culpabilidade é composta por três elementos:

–– Imputabilidade;

–– Potencial consciência da ilicitude;

–– Exigibilidade de conduta diversa.

Imputabilidade

• É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento men-

tal incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteira-

mente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de

acordo com esse entendimento.

Imputável

• Aquele capaz de ser responsabilizado criminalmente por seus atos.

• Capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com

esse entendimento.

Inimputável

• Indivíduo inteiramente incapaz, ao tempo da ação ou da omissão, de enten-

der o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendi-

mento.

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Excludentes de Imputabilidade

• Doença mental que cause incapacidade ABSOLUTA de compreender a ilicitude

do fato.

–– Critério biopsicológico.

• Menoridade

–– Até completar 18 anos.

–– Critério biológico.

• Embriaguez completa acidental

–– Proveniente de caso fortuito ou força maior.

Emoção, paixão e embriaguez voluntária não removem a imputabilidade do

agente.

Actio Libera in Causa

• Embriaguez pré-ordenada para ter coragem de perpetrar a conduta delituosa.

• Agrava a pena do autor!

Potencial Consciência da Ilicitude

• Capacidade de reconhecer que a conduta praticada é ilícita, ilegal.

• O desconhecimento da lei não é justificativa para o seu não cumprimento.

• Entendimento deve ser analisado de acordo com o contexto social e cultural

do autor (conhecimento do profano).

Exigibilidade de Conduta Diversa

• Possibilidade de agir de outra forma, de acordo com as circunstâncias.

• Pode ser excluída pela inexigibilidade de conduta diversa.

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Inexigibilidade de Conduta Diversa

• Pode ocorrer nos seguintes casos:

–– coação moral irresistível:

-- depende de ameaça grave;

-- ameaça perpetrada contra o agente ou contra terceiro;

-- deve ser irresistível.

–– obediência hierárquica:

-- deve emanar de um superior;

-- só se aplica em relações de direito público;

-- ordem não pode ser manifestamente ilegal.

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QUESTÕES DE CONCURSO

1. (VUNESP/TJ-SP/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) Assinale a alternativa cor-

reta.

a) A embriaguez culposa, por álcool ou substância de efeitos análogos, exclui a

imputabilidade penal.

b) O agente que em virtude de perturbação da saúde mental não era, ao tempo da

ação, inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se

de acordo com este entendimento, é isento de pena.

c) A paixão ou a emoção não excluem a imputabilidade penal.

d) Os menores de dezoito anos são semi-imputáveis, pois estão sujeitos às normas

do Estatuto da Criança e do Adolescente.

2. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA) Assinale a alternativa correta a respeito da impu-

tabilidade penal.

a) Comprovada a doença mental ou o desenvolvimento mental incompleto ou re-

tardado, o agente será considerado inimputável para os efeitos legais.

b) Aos inimputáveis e aos semi-imputáveis, comprovada essa condição por perícia

médica, será substituída a pena por medida de segurança consistente em interna-

ção em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico.

c) A imputabilidade é um dos elementos da culpabilidade, ao lado da potencial

consciência sobre a ilicitude do fato e a exigibilidade de conduta diversa.

d) A imputabilidade, de acordo com o Código Penal, pode se dar por doença men-

tal, imaturidade natural ou embriaguez do agente.

e) A emoção e a paixão, além de não afastarem a imputabilidade penal do agente,

podem ser consideradas como circunstâncias agravantes no momento da fixação

da pena.
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3. (VUNESP/PC-CE/DELEGADO) Considere que determinado sujeito, portador de


desenvolvimento mental incompleto, ao tempo da ação tinha plena capacidade de
entender o caráter ilícito do fato, mas era inteiramente incapaz de determinar-se
de acordo com esse entendimento – o que fora clinicamente atestado nos autos
em perícia oficial. Em consonância com o texto legal do art. 26 do CP, ao proferir
sentença deve o juiz reconhecer sua
a) inimputabilidade.
b) imputabilidade.
c) semi-imputabilidade, absolvendo-lhe e aplicando-lhe medida de segurança.
d) semi-imputabilidade, condenando-lhe e aplicando-lhe pena diminuída.
e) semi-imputabilidade, condenando-lhe e aplicando-lhe medida de segurança.

4. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR) No tocante às disposições previstas no Código Pe-


nal relativas à culpabilidade, é correto afirmar que
a) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,
não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, é punível o autor da coação ou
da ordem tendo o autor do fato a pena diminuída de um a dois terços.
b) o fato cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, não excluiu a culpabilidade do au-
tor do fato.
c) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,
não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação
ou da ordem.
d) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,
mesmo que manifestamente ilegal, de superior hierárquico, é punível o autor da
coação ou da ordem tendo o autor do fato a pena diminuída de um a dois terços.
e) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,
mesmo que manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da

coação ou da ordem.
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5. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR) Nos termos do Código Penal, a imputabilidade pe-

nal é excluída pela

a) embriaguez completa e culposa que torna o autor, ao tempo da ação ou da

omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determi-

nar-se de acordo com esse entendimento.

b) doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, que torna

o autor, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o ca-

ráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

c) emoção.

d) paixão.

e) embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, que privou o autor, ao

tempo da ação ou da omissão, da plena capacidade de entender o caráter ilícito do

fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

6. (VUNESP/PC-CE/ESCRIVÃO) No tocante às disposições do Código Penal relativas

à culpabilidade e imputabilidade, é correto afirmar que

a) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,

manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou

da ordem.

b) a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, por doença mental

ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado era, ao tempo da ação ou da

omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determi-

nar-se de acordo com esse entendimento.

c) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos exclui a im-

putabilidade penal.

d) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos exclui a

imputabilidade penal.
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e) a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, em virtude de

perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou re-

tardado, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de

determinar-se de acordo com esse entendimento.

7. (VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) Se o agente, por embriaguez, prove-

niente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omis-

são, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se

de acordo com esse entendimento, a pena

a) pode ser reduzida de um a dois terços.

b) pode ser aumentada de um a dois terços.

c) fica excluída por inimputabilidade.

d) não sofre qualquer alteração.

e) não é aplicada por ausência de culpabilidade.

8. (VUNESP/PC-SP/DELEGADO) A tese supralegal de inexigibilidade de conduta di-

versa, se acolhida judicialmente, importa em exclusão

a) da imputabilidade.

b) da pena.

c) de punibilidade.

d) do crime.

e) de culpabilidade.

9. (VUNESP/TJ-SP/ADVOGADO) O gerente de uma determinada agência bancária,

após longa sessão de tortura psicológica infligida a ele pelos bandidos, fornece a

chave para abertura do cofre da agência bancária. Sua conduta encontra guarida

na excludente de;

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a) ilicitude denominada legítima defesa.

b) ilicitude denominada obediência hierárquica.

c) culpabilidade denominada actio libera in causa.

d) ilicitude denominada coação física irresistível.

e) culpabilidade denominada coação moral irresistível.

10. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ) Depois de haver saído do restaurante onde havia almo-

çado, Tício, homem de pouco cultivo, percebeu que lá havia esquecido sua carteira

e voltou para recuperá-la, mas não mais a encontrou. Acreditando ter o direito de

fazer justiça pelas próprias mãos, tomou para si objeto pertencente ao dono do

referido restaurante, supostamente de valor igual ao seu prejuízo. Esse fato pode

configurar

a) erro determinado por terceiro.

b) erro de tipo.

c) erro de permissão.

d) erro de proibição.

11. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ) Após a morte da mãe, A recebeu, durante um ano, a

pensão previdenciária daquela, depositada mensalmente em sua conta bancária,

em virtude de ser procuradora da primeira. Descoberto o fato, A foi denunciada por

apropriação indébita. Se a sentença concluir que a acusada (em razão de sua incul-

tura, pouca vivência, etc.) não tinha percepção da antijuricidade de sua conduta,

estará reconhecendo

a) erro sobre elemento do tipo, que exclui o dolo.

b) erro de proibição.

c) descriminante putativa.

d) ignorância da lei.
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12. (FCC/TRT9/TÉCNICO JUDICIÁRIO) São causas de inimputabilidade previstas

no Código Penal, além de doença mental e desenvolvimento mental incompleto ou

retardado:

a) emoção e paixão; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força

maior; idade inferior a 18 anos.

b) idade inferior a 16 anos; embriaguez voluntária; coação irresistível.

c) idade inferior a 18 anos; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou

força maior.

d) idade inferior a 21 anos; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou

força maior; legítima defesa.

e) emoção e paixão; idade inferior a 18 anos; embriaguez preordenada.

13. (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO) Maria é aprovada no vestibular para uma

determinada Universidade Federal. No dia da matrícula, Maria, caloura, é recebida

pelos alunos veteranos da universidade e submetida a um trote acadêmico vio-

lento. Além de outras coisas que foi obrigada a fazer, Maria foi amarrada em uma

cadeira de bar e obrigada a ingerir bebida alcoólica até ficar completamente em-

briagada e sem qualquer possibilidade de entender o caráter ilícito de um fato ou

de determinar-se de acordo com este entendimento. Maria é liberada do trote e sai

do bar, dirigindo-se até o seu veículo que estava estacionado em via pública, sem

conseguir movimentá-lo. Abordada por policiais, desacatou-os. Neste caso, no que

concerne ao crime de desacato,

a) terá a pena reduzida de um a dois terços.

b) estará isenta de pena.

c) terá a pena reduzida de metade.

d) terá a pena reduzida em 1/6.

e) terá a pena aumentada de 1/3.


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14. (FCC/TRF4/ANALISTA JUDICIÁRIO) No direito brasileiro legislado, desde que

subtraia por completo o entendimento da ilicitude ou a determinação por ela, a

embriaguez terá, genericamente, o condão de excluir total ou parcialmente a im-

putabilidade penal quando for

a) não premeditada.

b) não preordenada.

c) oriunda de culpa consciente.

d) oriunda de culpa inconsciente.

e) oriunda de caso fortuito.

15. (FCC/TJ-CE/JUIZ) Na coação moral irresistível, há exclusão da

a) antijuridicidade.

b) culpabilidade, por inimputabilidade.

c) culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa.

d) tipicidade.

e) culpabilidade, por impossibilidade de conhecimento da ilicitude.

16. (FCC/TRT15/TÉCNICO JUDICIÁRIO) A “capacidade de entender o caráter ilícito

do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento” e “a contradição

entre uma conduta e o ordenamento jurídico” são, respectivamente, conceitos da

a) imputabilidade e da tipicidade.

b) culpabilidade e da tipicidade.

c) imputabilidade e da ilicitude.

d) culpabilidade e da ilicitude.

e) culpabilidade e da imputabilidade.
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17. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) Na estrutura analítica do cri-

me, o juízo da culpabilidade presta-se para avaliar a

a) prática da conduta.

b) contrariedade da conduta ao direito.

c) reprovabilidade da conduta.

d) existência do injusto penal.

e) ilicitude da conduta.

18. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) A inimputabilidade por pecu-

liaridade mental ou etária exclui da conduta a

a) tipicidade.

b) tipicidade e a antijuridicidade, respectivamente.

c) antijuridicidade.

d) antijuridicidade e a culpabilidade, respectivamente.

e) culpabilidade.

19. (FCC/TRF5/ANALISTA JUDICIÁRIO) Em matéria penal, a embriaguez incomple-

ta, resultante de caso fortuito ou de força maior,

a) não suprime a imputabilidade penal, mas diminui a capacidade de entendimento

gerando uma causa geral de diminuição de pena.

b) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, não operando qualquer efeito

na aplicação da pena.

c) é hipótese de elisão da imputabilidade penal porque afeta a capacidade de com-

preensão, tornando o agente isento de pena.

d) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, servindo como circunstância

agravante.

e) embora não suprima a imputabilidade penal, é censurável, e serve como cir-

cunstância agravante.
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20. (FCC/TJ-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO) Tendo agido na estrita obediência a ordem

não manifestamente ilegal, pode, dentre outros, invocar em sua defesa a causa

excludente da culpabilidade da obediência hierárquica o

a) funcionário público em relação ao chefe ao qual é subordinado.

b) empregado em relação ao seu empregador.

c) fiel praticante de culto religioso em relação ao sacerdote.

d) filho em relação ao pai.

e) tutelado em relação ao tutor.

21. (FCC/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO) Considere:

I – Estado de necessidade.

II – Erro inevitável sobre a ilicitude do fato.

III – Coação moral irresistível.

IV – Obediência à ordem não manifestamente ilegal de superior hierárquico.

São causas de exclusão da culpabilidade as indicadas SOMENTE em

a) I, II e III.

b) I e III.

c) II e IV.

d) II, III e IV.

e) I e IV.

22. (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO) Exclui a imputabilidade penal, nos ter-

mos preconizados pelo Código Penal,

a) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos.

b) a emoção e a paixão.

c) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos.


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d) se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvi-

mento mental incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de entender o

caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

e) a embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior, se o agente

era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter

ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

23. (FCC/TRT1/TÉCNICO JUDICIÁRIO) O erro inevitável sobre a ilicitude do fato

a) isenta o réu de pena.

b) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um terço.

c) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.

d) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.

e) exclui a ilicitude do fato.

24. (FCC/TRT-TO/ANALISTA JUDICIÁRIO) De acordo com o Código Penal brasileiro,

são penalmente inimputáveis:

a) os menores de dezoito anos.

b) os maiores de dezoito e menores de 21 anos.

c) os que praticam fato definido como crime em estado de violenta emoção.

d) os que praticam fato definido como crime em estado de embriaguez, sendo esta

voluntária ou culposa.

e) os maiores de setenta anos.

25. (FCC/TCE-AP/PROCURADOR) A coação moral irresistível e a obediência hierár-

quica excluem a

a) antijuridicidade.

b) tipicidade.
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c) culpabilidade.

d) ilicitude.

e) punibilidade.

26. (FCC/TCE-RO/AUDITOR) São pressupostos da culpabilidade

a) a exigibilidade de conduta diversa e a possibilidade de conhecer a ilicitude do

fato.

b) a falta de dever de cuidado e a imputabilidade.

c) a possibilidade de conhecer a ilicitude do fato e a previsibilidade do resultado.

d) o dolo e a culpa.

e) a exigibilidade de conduta diversa e a falta de dever de cuidado.

27. (FCC/TRE-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO) De acordo com o Código Penal, são

inimputáveis

a) os que cometem o crime sob emoção ou paixão.

b) aqueles que cometem o crime em legítima defesa, estado de necessidade ou

estrito cumprimento do dever legal.

c) apenas os menores de 18 (dezoito) anos.

d) aqueles que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força

maior, eram inteiramente incapazes de determinarem-se de acordo com o entendi-

mento da ilicitude do fato.

e) aqueles que, em virtude de perturbação de saúde mental, não eram inteiramen-

te capazes de entender o caráter ilícito do fato.

28. (FCC/TCE-AL/AUDITOR) Excluem a culpabilidade

a) o estado de necessidade e a obediência hierárquica.

b) a legítima defesa e a doença mental.


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c) o estrito cumprimento do dever legal e a obediência hierárquica.

d) a coação moral irresistível e a menoridade.

e) o exercício regular de direito e o desenvolvimento mental incompleto ou retar-

dado.

29. (FCC/TRF5/ANALISTA JUDICIÁRIO) A respeito da imputabilidade penal, é cor-

reto afirmar:

a) A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez

proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía ao tempo da ação ou da

omissão, a plena capacidade de entender o caráter criminoso do fato ou de deter-

minar-se de acordo com esse entendimento.

b) É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, voluntária ou culposa,

pelo álcool ou substância de efeitos análogos era, ao tempo da ação ou da omissão,

inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de determinar-se

de acordo com esse entendimento.

c) É isento de pena o agente que, em virtude de perturbação da saúde mental ou

por desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não possuía a plena capaci-

dade de entender o caráter criminoso do fato ou de determinar-se de acordo com

esse entendimento.

d) A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por doença mental

ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da

omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de de-

terminar-se de acordo com esse entendimento.

e) A pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, por embriaguez

completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou

da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de

determinar-se de acordo com esse entendimento.


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30. (FCC/TRF-3/ANALISTA JUDICIÁRIO) Sobre a imputabilidade penal, considere:

I – A emoção e a paixão excluem a imputabilidade penal.

II – A embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos

análogos, não exclui a imputabilidade penal.

III – Se o agente, por embriaguez proveniente de caso fortuito ou força maior, não

possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o

caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento,

a pena pode ser reduzida de um a dois terços.

IV – Os menores de dezoito anos não são penalmente inimputáveis porque po-

dem ser internados pela prática de fato definido como crime.

V – O agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou

retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de

entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse

entendimento, pode ter a sua pena reduzida de um a dois terços.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I, II e V.

b) I, III e IV.

c) I e IV.

d) II e III.

e) III e V.

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GABARITO

1. c 26. a

2. c 27. d

3. a 28. d

4. c 29. a

5. b 30. d

6. e

7. a

8. e

9. e

10. d

11. b

12. c

13. b

14. e

15. c

16. c

17. c

18. e

19. a

20. a

21. d

22. e

23. a

24. a

25. c
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GABARITO COMENTADO

1. (VUNESP/TJ-SP/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) Assinale a alternativa cor-

reta.

a) A embriaguez culposa, por álcool ou substância de efeitos análogos, exclui a

imputabilidade penal.

b) O agente que em virtude de perturbação da saúde mental não era, ao tempo da

ação, inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se

de acordo com este entendimento, é isento de pena.

c) A paixão ou a emoção não excluem a imputabilidade penal.

d) Os menores de dezoito anos são semi-imputáveis, pois estão sujeitos às normas

do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Letra c.

Questão boa, que merece ser analisada caso a caso:

a) Apenas a embriaguez proveniente de caso fortuito ou força maior tem o condão

de excluir a imputabilidade do agente.

b) Cuidado! Veja que o agente não era inteiramente capaz. Para se tornar isen-

to de pena, deveria ser inteiramente incapaz. Dizer que ele não era inteiramente

capaz abre margem para que ele seja parcialmente capaz, o que torna a afirma-

ção incorreta!

c) Art. 28 do CP!

d) Menores de 18 são inimputáveis, por força do uso excepcional do critério bioló-

gico.

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2. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA) Assinale a alternativa correta a respeito da impu-

tabilidade penal.

a) Comprovada a doença mental ou o desenvolvimento mental incompleto ou re-

tardado, o agente será considerado inimputável para os efeitos legais.

b) Aos inimputáveis e aos semi-imputáveis, comprovada essa condição por perícia

médica, será substituída a pena por medida de segurança consistente em interna-

ção em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico.

c) A imputabilidade é um dos elementos da culpabilidade, ao lado da potencial

consciência sobre a ilicitude do fato e a exigibilidade de conduta diversa.

d) A imputabilidade, de acordo com o Código Penal, pode se dar por doença men-

tal, imaturidade natural ou embriaguez do agente.

e) A emoção e a paixão, além de não afastarem a imputabilidade penal do agente,

podem ser consideradas como circunstâncias agravantes no momento da fixação

da pena.

Letra c.

Outra questão interessante, que merece ser analisada caso a caso:

a) Desenvolvimento mental incompleto pode gerar uma imputabilidade parcial.

Para existir a inimputabilidade, a assertiva deve afirmar que o autor é totalmente

incapaz de entender o caráter de uma conduta ilícita.

b) Assertiva esperta. A inimputabilidade pode decorrer da menoridade penal (in-

divíduo menor de 18 anos). Para esses, adota-se o critério biológico, de modo que

basta comprovar a idade, ato que não depende de perícia médica.

c) Exatamente como estudamos, esses são os elementos da culpabilidade.

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d) Imaturidade natural? Credo. Não existe previsão nenhuma desse tipo de causa

de inimputabilidade do agente. Além disso, não é qualquer tipo de embriaguez que

gera inimputabilidade. Por fim, note que o examinador ainda confundiu o termo

imputabilidade. Ele deveria ter utilizado inimputabilidade. Tudo errado.

e) Não existe previsão de agravamento da pena por força da emoção e da paixão

no texto do art. 28 do CP.

3. (VUNESP/PC-CE/DELEGADO) Considere que determinado sujeito, portador de

desenvolvimento mental incompleto, ao tempo da ação tinha plena capacidade de

entender o caráter ilícito do fato, mas era inteiramente incapaz de determinar-se

de acordo com esse entendimento – o que fora clinicamente atestado nos autos

em perícia oficial. Em consonância com o texto legal do art. 26 do CP, ao proferir

sentença deve o juiz reconhecer sua

a) inimputabilidade.

b) imputabilidade.

c) semi-imputabilidade, absolvendo-lhe e aplicando-lhe medida de segurança.

d) semi-imputabilidade, condenando-lhe e aplicando-lhe pena diminuída.

e) semi-imputabilidade, condenando-lhe e aplicando-lhe medida de segurança.

Letra a.

Para ser considerado inimputável, basta que o indivíduo ou seja absolutamente

incapaz de compreender o caráter ilícito do fato ou seja inteiramente incapaz de

determinar-se de acordo com esse entendimento. Como a perícia médica confir-

mou a absoluta incapacidade do agente de determinar-se de acordo com esse en-

tendimento, este deve ser considerado inimputável. Não é necessário comprovar

ambos os requisitos.

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4. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR) No tocante às disposições previstas no Código Pe-

nal relativas à culpabilidade, é correto afirmar que

a) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,

não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, é punível o autor da coação ou

da ordem tendo o autor do fato a pena diminuída de um a dois terços.

b) o fato cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não

manifestamente ilegal, de superior hierárquico, não excluiu a culpabilidade do au-

tor do fato.

c) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,

não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação

ou da ordem.

d) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,

mesmo que manifestamente ilegal, de superior hierárquico, é punível o autor da

coação ou da ordem tendo o autor do fato a pena diminuída de um a dois terços.

e) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,

mesmo que manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da

coação ou da ordem.

Letra c.

Mais uma questão que merece comentários específicos:

a) Nessa situação, o autor do fato não será punido.

b) Nesse caso, haverá sim a exclusão da culpabilidade do autor do fato.

c) Exatamente como estudamos!

d) Quando a ordem é manifestamente ilegal, ambos os envolvidos irão responder

pelo crime praticado.

e) Novamente, em caso de ordem manifestamente ilegal, não há a excludente de

culpabilidade.

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5. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR) Nos termos do Código Penal, a imputabilidade pe-

nal é excluída pela

a) embriaguez completa e culposa que torna o autor, ao tempo da ação ou da

omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determi-

nar-se de acordo com esse entendimento.

b) doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, que torna

o autor, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o ca-

ráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

c) emoção.

d) paixão.

e) embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, que privou o autor, ao

tempo da ação ou da omissão, da plena capacidade de entender o caráter ilícito do

fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Letra b.

Fácil demais essa questão. Basta se lembrar do teor do art. 26 do CP:

Inimputáveis
Art. 26. É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

6. (VUNESP/PC-CE/ESCRIVÃO) No tocante às disposições do Código Penal relativas

à culpabilidade e imputabilidade, é correto afirmar que

a) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem,

manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou

da ordem.

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b) a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, por doença mental
ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado era, ao tempo da ação ou da
omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determi-
nar-se de acordo com esse entendimento.
c) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos exclui a im-
putabilidade penal.
d) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos exclui a
imputabilidade penal.
e) a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, em virtude de per-
turbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado,
não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento.

Letra e.
Vejamos:
a) A ordem não pode ser manifestamente ilegal.
b) Se o agente for inteiramente incapaz será inimputável.
c) Apenas a embriaguez proveniente de caso fortuito ou força maior.
d) Novamente, apenas a embriaguez proveniente de caso fortuito ou força maior.
e) Exatamente! Se o autor tiver a capacidade mental prejudicada, mas não o sufi-
ciente para torná-lo totalmente incapaz de compreender a ilicitude do fato pratica-
do, poderá sim ter sua pena reduzida!

7. (VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) Se o agente, por embriaguez, prove-


niente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omis-
são, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento, a pena

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a) pode ser reduzida de um a dois terços.

b) pode ser aumentada de um a dois terços.

c) fica excluída por inimputabilidade.

d) não sofre qualquer alteração.

e) não é aplicada por ausência de culpabilidade.

Letra a.

Se ele não possui plena capacidade de entendimento, apenas parcial, poderá ter a

pena reduzida de um a dois terços, como rege o art. 28, parágrafo 2º do CP.

8. (VUNESP/PC-SP/DELEGADO) A tese supralegal de inexigibilidade de conduta di-

versa, se acolhida judicialmente, importa em exclusão

a) da imputabilidade.

b) da pena.

c) de punibilidade.

d) do crime.

e) de culpabilidade.

Letra e.

A inexigibilidade de conduta diversa importará na exclusão da culpabilidade,

visto que exclui um de seus elementos, a exigibilidade de conduta diversa.

9. (VUNESP/TJ-SP/ADVOGADO) O gerente de uma determinada agência bancária,

após longa sessão de tortura psicológica infligida a ele pelos bandidos, fornece a

chave para abertura do cofre da agência bancária. Sua conduta encontra guarida

na excludente de;
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a) ilicitude denominada legítima defesa.

b) ilicitude denominada obediência hierárquica.

c) culpabilidade denominada actio libera in causa.

d) ilicitude denominada coação física irresistível.

e) culpabilidade denominada coação moral irresistível.

Letra e.

Veja que o agente praticou uma conduta típica e ilícita, auxiliando os criminosos

a executar seu plano de roubar o cofre da agência bancária. Entretanto, embora

imputável e consciente da ilicitude de seus atos, o gerente do banco estava

sob coação moral irresistível, visto que foi torturado psicologicamente pelos

bandidos. Dessa forma, estará amparada por uma excludente de culpabilidade,

conforme afirma a assertiva “e”!

10. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ) Depois de haver saído do restaurante onde havia almo-

çado, Tício, homem de pouco cultivo, percebeu que lá havia esquecido sua carteira

e voltou para recuperá-la, mas não mais a encontrou. Acreditando ter o direito de

fazer justiça pelas próprias mãos, tomou para si objeto pertencente ao dono do

referido restaurante, supostamente de valor igual ao seu prejuízo. Esse fato pode

configurar

a) erro determinado por terceiro.

b) erro de tipo.

c) erro de permissão.

d) erro de proibição.
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Letra d.

Veja que o indivíduo, Tício, é imputável e capaz de responder por seus atos. En-

tretanto, analisando suas circunstâncias pessoais, nota-se que ele é “um homem

de pouco cultivo”, que acreditava ter o direito de fazer justiça pelas próprias mãos,

em razão de sua formação intelectual e cultural. Nessa situação, ele não tinha a

potencial consciência da ilicitude de seus atos, o que pode ensejar que este

não seja punido por força de um erro de proibição!

11. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ) Após a morte da mãe, A recebeu, durante um ano, a

pensão previdenciária daquela, depositada mensalmente em sua conta bancária,

em virtude de ser procuradora da primeira. Descoberto o fato, A foi denunciada por

apropriação indébita. Se a sentença concluir que a acusada (em razão de sua in-

cultura, pouca vivência etc.) não tinha percepção da antijuricidade de sua conduta,

estará reconhecendo

a) erro sobre elemento do tipo, que exclui o dolo.

b) erro de proibição.

c) descriminante putativa.

d) ignorância da lei.

Letra b.

Assim como na assertiva anterior, note que estamos diante de um indivíduo que

era imputável, mas que não tinha a potencial consciência da ilicitude por questões

culturais e sociais. Novamente, portanto, temos um possível erro de proibição!

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12. (FCC/TRT9/TÉCNICO JUDICIÁRIO) São causas de inimputabilidade previstas


no Código Penal, além de doença mental e desenvolvimento mental incompleto ou
retardado:
a) emoção e paixão; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força
maior; idade inferior a 18 anos.
b) idade inferior a 16 anos; embriaguez voluntária; coação irresistível.
c) idade inferior a 18 anos; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou
força maior.
d) idade inferior a 21 anos; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou
força maior; legítima defesa.
e) emoção e paixão; idade inferior a 18 anos; embriaguez preordenada.

Letra c.
Conforme estudamos, além de doença mental e desenvolvimento mental incom-
pleto ou retardado, são causas de inimputabilidade a idade inferior a 18 anos
(critério biológico) e a embriaguez completa decorrente de caso fortuito ou
força maior.

13. (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO) Maria é aprovada no vestibular para uma


determinada Universidade Federal. No dia da matrícula, Maria, caloura, é recebida
pelos alunos veteranos da universidade e submetida a um trote acadêmico vio-
lento. Além de outras coisas que foi obrigada a fazer, Maria foi amarrada em uma
cadeira de bar e obrigada a ingerir bebida alcoólica até ficar completamente em-
briagada e sem qualquer possibilidade de entender o caráter ilícito de um fato ou
de determinar-se de acordo com este entendimento. Maria é liberada do trote e sai
do bar, dirigindo-se até o seu veículo que estava estacionado em via pública, sem
conseguir movimentá-lo. Abordada por policiais, desacatou-os. Neste caso, no que
concerne ao crime de desacato,

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a) terá a pena reduzida de um a dois terços.

b) estará isenta de pena.

c) terá a pena reduzida de metade.

d) terá a pena reduzida em 1/6.

e) terá a pena aumentada de 1/3.

Letra b.

Maria ficou completamente embriagada em razão de caso fortuito ou força maior

(foi submetida a trote, em que foi obrigada a ingerir bebida alcoólica por outros

alunos). Nessa situação, sem qualquer entendimento do caráter ilícito do fato ou de

determinar-se de acordo com esse entendimento, estará isenta de pena quanto

ao desacato perpetrado contra os policiais.

14. (FCC/TRF4/ANALISTA JUDICIÁRIO) No direito brasileiro legislado, desde que

subtraia por completo o entendimento da ilicitude ou a determinação por ela, a

embriaguez terá, genericamente, o condão de excluir total ou parcialmente a im-

putabilidade penal quando for

a) não premeditada.

b) não preordenada.

c) oriunda de culpa consciente.

d) oriunda de culpa inconsciente.

e) oriunda de caso fortuito.

Letra e.

A embriaguez, para possuir o condão de afetar a imputabilidade penal, deve ser

oriunda de caso fortuito ou força maior, motivo pelo qual apenas a assertiva E faz

sentido.
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15. (FCC/TJ-CE/JUIZ) Na coação moral irresistível, há exclusão da

a) antijuridicidade.

b) culpabilidade, por inimputabilidade.

c) culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa.

d) tipicidade.

e) culpabilidade, por impossibilidade de conhecimento da ilicitude.

Letra c.

Conforme estudamos, a coação moral irresistível afeta a exigibilidade de conduta

diversa. E dessa forma, indiretamente, é uma causa de exclusão da culpabilida-

de, tendo em vista que a exigibilidade de conduta diversa é um de seus elementos!

16. (FCC/TRT15/TÉCNICO JUDICIÁRIO) A “capacidade de entender o caráter ilícito

do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento” e “a contradição

entre uma conduta e o ordenamento jurídico” são, respectivamente, conceitos da

a) imputabilidade e da tipicidade.

b) culpabilidade e da tipicidade.

c) imputabilidade e da ilicitude.

d) culpabilidade e da ilicitude.

e) culpabilidade e da imputabilidade.

Letra c.

A capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo

com esse entendimento nada mais é do que o conceito de imputabilidade. Já a

contradição entre a conduta e o ordenamento jurídico é o conceito de antijuridici-

dade, também chamada de ilicitude ou ilegalidade!

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17. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) Na estrutura analítica do cri-

me, o juízo da culpabilidade presta-se para avaliar a

a) prática da conduta.

b) contrariedade da conduta ao direito.

c) reprovabilidade da conduta.

d) existência do injusto penal.

e) ilicitude da conduta.

Letra c.

A culpabilidade é o terceiro dos elementos que compõem a conduta criminosa, e

trata especificamente de um juízo de reprovabilidade realizado sob a conduta

praticada pelo agente.

18. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) A inimputabilidade por pecu-

liaridade mental ou etária exclui da conduta a

a) tipicidade.

b) tipicidade e a antijuridicidade, respectivamente.

c) antijuridicidade.

d) antijuridicidade e a culpabilidade, respectivamente.

e) culpabilidade.

Letra e.

É claro que alterações mentais ou de idade que causem inimputabilidade terão o

condão de excluir a culpabilidade.

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19. (FCC/TRF5/ANALISTA JUDICIÁRIO) Em matéria penal, a embriaguez incomple-


ta, resultante de caso fortuito ou de força maior,
a) não suprime a imputabilidade penal, mas diminui a capacidade de entendimento
gerando uma causa geral de diminuição de pena.
b) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, não operando qualquer efeito
na aplicação da pena.
c) é hipótese de elisão da imputabilidade penal porque afeta a capacidade de com-
preensão, tornando o agente isento de pena.
d) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, servindo como circunstância
agravante.
e) embora não suprima a imputabilidade penal, é censurável, e serve como cir-

cunstância agravante.

Letra a.

Cuidado! Note que a embriaguez, embora proveniente de caso fortuito ou força

maior, é incompleta, de modo que não afastará a imputabilidade de forma abso-

luta, mas poderá diminuir a capacidade de entendimento do autor, e consequente-

mente, ser uma causa de redução de pena.

20. (FCC/TJ-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO) Tendo agido na estrita obediência a ordem

não manifestamente ilegal, pode, dentre outros, invocar em sua defesa a causa

excludente da culpabilidade da obediência hierárquica o

a) funcionário público em relação ao chefe ao qual é subordinado.

b) empregado em relação ao seu empregador.

c) fiel praticante de culto religioso em relação ao sacerdote.

d) filho em relação ao pai.

e) tutelado em relação ao tutor.

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Letra a.

A obediência hierárquica prevista como causa excludente da culpabilidade só se

aplica a relações de direito público! Dessa forma, a única assertiva aceitável é a

A, que fala da relação entre o funcionário público e seu superior hierárquico.

21. (FCC/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO) Considere:

I – Estado de necessidade.

II – Erro inevitável sobre a ilicitude do fato.

III – Coação moral irresistível.

IV – Obediência à ordem não manifestamente ilegal de superior hierárquico.

São causas de exclusão da culpabilidade as indicadas SOMENTE em

a) I, II e III.

b) I e III.

c) II e IV.

d) II, III e IV.

e) I e IV.

Letra d.

É claro que o erro inevitável sobre a ilicitude do fato (erro de proibição),

a coação moral irresistível e a obediência a ordem não manifestamente

ilegal de superior hierárquico são todos causas excludentes de culpabilidade.

Apenas o estado de necessidade é que não faz parte desse rol, tendo em vista que

integra a categoria das excludentes de ilicitude.

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Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal
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22. (FCC/TRE-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO) Exclui a imputabilidade penal, nos ter-

mos preconizados pelo Código Penal,

a) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos.

b) a emoção e a paixão.

c) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos.

d) se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvi-

mento mental incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de entender o

caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

e) a embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior, se o agente

era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter

ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Letra e.

Vejamos caso a caso:

a) A embriaguez não pode ser voluntária.

b) Emoção e paixão não tem o condão de excluir a imputabilidade penal, por ex-

pressa previsão no CP.

c) A embriaguez culposa também não é justificante. Apenas a proveniente de caso

fortuito ou força maior.

d) Se o agente não era inteiramente capaz pode ter ainda preservado alguma

capacidade de entender o caráter ilícito do fato, de modo que pode ser responsa-

bilizado com pena reduzida.

e) Aqui sim temos uma embriaguez válida (proveniente de caso fortuito ou força

maior) que gerou uma absoluta incapacidade de compreensão no agente delitivo.

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23. (FCC/TRT1/TÉCNICO JUDICIÁRIO) O erro inevitável sobre a ilicitude do fato

a) isenta o réu de pena.

b) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um terço.

c) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.

d) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.

e) exclui a ilicitude do fato.

Letra a.

O erro sobre a ilicitude do fato você já conhece: é apenas outro nome para o erro

de proibição. Nesses casos, o erro está dividido em inevitável e evitável (aspectos

que você vai estudar em detalhes na aula específica sobre o assunto erro). Entre-

tanto, desde já, você pode saber o seguinte: se o erro for inevitável, também

chamado de escusável, é aquele erro compreensível, que qualquer homem médio

cometeria se estivesse no lugar do agente delitivo. Nesses casos, haverá sim a

isenção de pena, por expressa previsão do art. 21 do CP!

Art. 21. O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se


inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.
(Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)

24. (FCC/TRT-TO/ANALISTA JUDICIÁRIO) De acordo com o Código Penal brasileiro,

são penalmente inimputáveis:

a) os menores de dezoito anos.

b) os maiores de dezoito e menores de 21 anos.

c) os que praticam fato definido como crime em estado de violenta emoção.

d) os que praticam fato definido como crime em estado de embriaguez, sendo esta

voluntária ou culposa.

e) os maiores de setenta anos.


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Letra a.

Questão mais fácil de toda a lista de exercícios. É claro que são penalmente inim-

putáveis os menores de dezoito anos, previsão que está contida em nossa Consti-

tuição Federal e repetida também em nosso Código Penal.

25. (FCC/TCE-AP/PROCURADOR) A coação moral irresistível e a obediência hierár-

quica excluem a

a) antijuridicidade.

b) tipicidade.

c) culpabilidade.

d) ilicitude.

e) punibilidade.

Letra c.

Ambos os institutos, seja o da coação moral irresistível ou o da obediência hierár-

quica, excluem a exigibilidade de conduta diversa, afetando, consequentemen-

te, a culpabilidade.

26. (FCC/TCE-RO/AUDITOR) São pressupostos da culpabilidade

a) a exigibilidade de conduta diversa e a possibilidade de conhecer a ilicitude do

fato.

b) a falta de dever de cuidado e a imputabilidade.

c) a possibilidade de conhecer a ilicitude do fato e a previsibilidade do resultado.

d) o dolo e a culpa.

e) a exigibilidade de conduta diversa e a falta de dever de cuidado.

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Letra a.

Note que o examinador disse que são pressupostos da culpabilidade, mas não

disse que são apenas esses. Dessa forma, mesmo que a assertiva apresente uma

resposta incompleta (pois falta um de seus elementos) ainda estará correta. Con-

forme estudamos, são dois pressupostos da culpabilidade a exigibilidade de condu-

ta diversa e a possibilidade de conhecer a ilicitude do fato.

27. (FCC/TRE-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO) De acordo com o Código Penal, são

inimputáveis

a) os que cometem o crime sob emoção ou paixão.

b) aqueles que cometem o crime em legítima defesa, estado de necessidade ou

estrito cumprimento do dever legal.

c) apenas os menores de 18 (dezoito) anos.

d) aqueles que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força

maior, eram inteiramente incapazes de determinarem-se de acordo com o entendi-

mento da ilicitude do fato.

e) aqueles que, em virtude de perturbação de saúde mental, não eram inteiramen-

te capazes de entender o caráter ilícito do fato.

Letra d.

Vejamos:

a) Emoção e paixão não tornam ninguém inimputável.

b) Legítima defesa, estado de necessidade e estrito cumprimento do dever legal

excluem a ilicitude do fato e não a culpabilidade.

c) Embora os menores de 18 anos sejam inimputáveis, não são apenas eles que

desfrutam dessa condição.

d) Nesse caso, estaremos diante de autores inimputáveis!

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e) Se os autores não são inteiramente capazes, ainda sim existe a possibilidade de

uma imputabilidade parcial, de modo que não podem ser considerados inimputá-

veis (que é uma condição de absoluta falta de entendimento da ilicitude do fato).

28. (FCC/TCE-AL/AUDITOR) Excluem a culpabilidade

a) o estado de necessidade e a obediência hierárquica.

b) a legítima defesa e a doença mental.

c) o estrito cumprimento do dever legal e a obediência hierárquica.

d) a coação moral irresistível e a menoridade.

e) o exercício regular de direito e o desenvolvimento mental incompleto ou retar-

dado.

Letra d.

O examinador foi esperto ao misturar as causas excludentes de ilicitude com as

causas excludentes de culpabilidade, para tentar confundir o aluno. Como você

já sabe, são causas que excluem a culpabilidade a coação moral irresistível (que

atua na exigibilidade de conduta diversa) e a menoridade (que garante a inimpu-

tabilidade ao menor, por força do critério biológico).

29. (FCC/TRF5/ANALISTA JUDICIÁRIO) A respeito da imputabilidade penal, é cor-

reto afirmar:

a) A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez

proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía ao tempo da ação ou da

omissão, a plena capacidade de entender o caráter criminoso do fato ou de deter-

minar-se de acordo com esse entendimento.

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b) É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, voluntária ou culposa,

pelo álcool ou substância de efeitos análogos era, ao tempo da ação ou da omissão,

inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de determinar-se

de acordo com esse entendimento.

c) É isento de pena o agente que, em virtude de perturbação da saúde mental ou

por desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não possuía a plena capaci-

dade de entender o caráter criminoso do fato ou de determinar-se de acordo com

esse entendimento.

d) A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por doença mental

ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da

omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de de-

terminar-se de acordo com esse entendimento.

e) A pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, por embriaguez

completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou

da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de

determinar-se de acordo com esse entendimento.

Letra a.

Vamos analisar cada uma das assertivas:

a) Embora a embriaguez seja proveniente de caso fortuito ou força maior, o exa-

minador afirmou que o agente não possuía uma plena capacidade, de modo

que ainda lhe resta alguma capacidade de entendimento, motivo pelo qual não há

a isenção de pena, e sim sua redução.

b) Embriaguez culposa ou voluntária não isentam o agente de pena.

c) Se o agente não possui a plena capacidade, pode ainda ter algum entendimento

de seus atos, de modo que não haverá a isenção da pena e sim sua redução.
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d) Se o agente for inteiramente incapaz de compreender o caráter ilícito do fato,

ficará isento de pena.

e) Nesse caso também haverá a isenção de pena!

30. (FCC/TRF-3/ANALISTA JUDICIÁRIO) Sobre a imputabilidade penal, considere:

I – A emoção e a paixão excluem a imputabilidade penal.

II – A embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos

análogos, não exclui a imputabilidade penal.

III – Se o agente, por embriaguez proveniente de caso fortuito ou força maior, não

possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o

caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento,

a pena pode ser reduzida de um a dois terços.

IV – Os menores de dezoito anos não são penalmente inimputáveis porque po-

dem ser internados pela prática de fato definido como crime.

V – O agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou

retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de

entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse

entendimento, pode ter a sua pena reduzida de um a dois terços.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I, II e V.

b) I, III e IV.

c) I e IV.

d) II e III.

e) III e V.

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Letra d.

Façamos uma análise de cada item:

I – A emoção e a paixão não possuem a capacidade de excluir a imputabilidade

penal.

II – Correta.

III – Correta.

IV – São sim inimputáveis, praticando atos infracionais ao invés de crimes.

V – O agente ficará isento de pena.

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