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Curso/Disciplina: Português para Concurso

Aula: Considerações Iniciais - 01


Professor (a): Rafael Cunha
Monitor (a): Amanda Ibiapina

Nº da aula 01

APRESENTAÇÃO DO CURSO

1. Campos de Estudo da Língua Portuguesa

Inicialmente, para os fins deste curso, é necessário compreender o que vem a ser cada um dos
campos de estudo da Gramática: Fonética, Morfologia, Sintaxe e Semântica.

1.1. Fonética

A fonética é o campo responsável por verificar a origem, formação e evolução dos SONS. Está
relacionado com a contagem de letras e fonemas. Não é muito cobrado em concursos públicos, mas,
eventualmente, algumas bancas exigem esse conhecimento.

1.2. Morfologia

É o estudo das classes gramaticais (substantivo, artigo, adjetivo, advérbio, pronome, preposição,
conjunção, interjeição, palavras denotativas, etc).
O estudo dos radicais, vogais temáticas, desinência modo-temporal e desinência número-pessoal
também está inserido nesse campo.
O conteúdo inserido nesse campo é certamente mais cobrado do que o anterior, porém menos
cobrado do que o próximo:

1.3. Sintaxe

Diz respeito ao estudo das funções que as classes gramaticais exercem dentro das frases, orações e
períodos.
- Ex. O menino chegou.
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O menino exerce a função de sujeito, mas “menino” é substantivo.

- Vi o menino.

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O “menino” continua pertencendo à classe gramatical dos substantivos, mas aqui exerce a função
sintática de objeto direto.

1.4. Semântica

A Semântica, por sua vez, se debruça sobre o conteúdo, sentido, significado de uma determinada
palavra ou estrutura inseridos em um determinado contexto.
Denotação/conotação e classificações de advérbios (advérbios de intensidade, lugar e tempo), por
exemplo, são temas relacionados com o campo da semântica. Essas valorações de “intensidade”, “lugar” e
“tempo” são aspectos semânticos que dizem respeito a determinadas palavras inseridas num contexto
específico e transmitindo um determinado sentido, significado, conteúdo.
- Ex. Ela é muito linda.
“Muito”, morfologicamente, é um advérbio; sintaticamente, exerce a função de adjunto
adverbial; e, semanticamente, dá a ideia de intensidade.

Em síntese:

Fonética → Sons;
Morfologia → Classes Gramaticais;
Sintaxe → Funções;
Semântica → Conteúdo, sentido, significado.

Em que pese essa organização da Língua Portuguesa em campos distintos, tratam-se de esferas de
conhecimento interrelacionadas e, quanto melhor a compreensão de cada campo, melhor a compreensão
do todo. Entretanto, como em concursos públicos se cobram, prioritariamente, conhecimentos de SINTAXE,
esse ramo será priorizado.

2. Frase, oração e período

► FRASE – é todo enunciado com sentido completo.


Ex. Socorro.
Alguém pede socorro.
- São duas frases, pois ambas possuem sentido completo. Ambas transmitem a ideia de que
existe alguém que precisa de ajuda.
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Ex. 2: Quero.
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- Não é uma frase, pois, fora de um contexto, não se consegue identificar a mensagem que
se quer transmitir. “Eu quero” (Quero “o quê?”).
- “Quero dormir” – já aqui existe um enunciado que possui sentido completo.

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Nota! Existem frases:

- Verbais: que possuem verbo em sua estrutura;


- Nominais: que possuem nomes em sua estrutura, aqui se entendendo como nome tudo
que não é verbo.
- declarativas, interrogativas, exclamativas, etc.
Mas esses são temas menos relevantes! De todo modo:
Ex. Socorro. → Frase nominal.
Alguém pede socorro. → Frase verbal (“pede” é verbo).
Quero dormir. → Frase verbal (“quero” e “dormir” são verbos).

► ORAÇÃO – é uma estrutura formada a partir de um verbo (ou locução verbal).

Observações!
1) Oração não precisa ter sentido completo.
2) Não existe oração sem verbo, mas frase, sim.
Ex. Socorro! – É frase, pois tem sentido completo, mas não é oração, pois não possui verbo.
Ex.2: Socorram-me! – É frase e oração, pois aqui tem verbo.
Ex. 3: Quero. – Não é frase, pois não tem sentido completo fora de um contexto, mas é
oração, pois tem verbo.
Ex.4: Quero biscoito. – É frase e oração.
Ex.5: Eu vou falar. – É frase e é oração, pois possui uma locução verbal (não dois verbos:
“vou falar” = falarei).

► PERÍODO – é um enunciado que vai da maiúscula inicial até o ponto final.


Para saber quantos períodos existem em um texto, basta contar quantos pontos finais há nele.
Ex. Hoje eu acordei cedo. [Primeiro período] Depois tomei café. [Segundo período] Tomei banho e
saí. [Terceiro período]

Cuidado! Não é qualquer maiúscula, é a maiúscula “inicial”, que “inicia” o período, ainda
que no meio do período exista nomes próprios (Ex. Rio de Janeiro), que não reiniciarão a contagem de
períodos. O ponto “final”, igualmente, pode ser ponto final propriamente dito (.), mas pode ser
interrogação (?), exclamação (!) e, até mesmo, as reticências (...). O importante é saber que alguns
marcadores “não marcam final de período”, como, por exemplo, dois pontos (:), ponto e vírgula (;), etc.
Tanto que, depois dos dois pontos (:), o período continua com letra minúscula. O mesmo vale para o ponto
e vírgula (;):
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Ex. Gosto de vários tipos de comida: arroz, feijão, etc.


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Ex.2: Eu gosto de vários tipos de comida: vegetais, como batata e cenoura; leguminosas,
como, por exemplo, (...).

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Acrescente-se, ainda, que as interjeições também não marcam fim de período, embora
seguidas de exclamação:
Ex. Oba! (...).

O período pode ser:


- Simples: quando formado por apenas uma oração.
Ex. Assisto à aula. (Um período formado por uma oração, pois possui um verbo).

- Composto: quando formado por duas ou mais orações.


Ex. Vim, vi, venci. (um período formado por três orações, pois existem três verbos).

Em síntese:

FRASE → é todo enunciado com sentido completo.


ORAÇÃO → é uma estrutura formada a partir de um verbo (ou locução verbal).
PERÍODO → é um enunciado que vai da maiúscula inicial até o ponto final.
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