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Alameda Princesa Izabel, 434 – São Bernardo do Campo / São Paulo

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ÍNDICE

1. PRINCIPAIS ATIVIDADES AEROPORTUARIAS.......................................... 005


2. PRINCIPAIS APLICATIVOS.......................................................................... 006
3. ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL........................................................................ 007
4. MANUAL GERAL DE AEROPORTOS............................................................ 011
5. SISTEMA DE AVIAÇÃO.................................................................................. 012
6. ALFABETO FONETICO.................................................................................. 013
7. CÓDIGOS E SIGLAS...................................................................................... 014
8. DIVISÕES DE ÁREA IATA.............................................................................. 020
9. AERONAVES.................................................................................................. 021
10. ACORDOS...................................................................................................... 029
11. BILHETES....................................................................................................... 043
12. DOCUMENTAÇÃO......................................................................................... 071
13. BAGAGEM...................................................................................................... 093
14. PASSAGEIROS ESPECIAIS.......................................................................... 107
15. SERVIÇO DE BAGAGEM............................................................................... 120
16. ARTIGOS PERIGOSOS.................................................................................. 130
..............................................................................
17. PESO E BALANCEAMENTO.......................................................................... 143
18. SEGURANÇA NO PATIO............................................................................... 148
ANEXO A. CÓDIGOS DE AEROPORTOS, CIDADES E PAÍSES........................ 156
ANEXO B. CÓDIGOS DE COMPANHIAS AEREAS............................................. 163
ANEXO C. CÓDIGOS DE MOÉDAS..................................................................... 168
ANEXO D. AERONAVES...................................................................................... 170
ANEXO E. BILHETES........................................................................................... 180
ANEXO F. DOCUMENTAÇÃO.............................................................................. 186
ANEXO G. PASSAGEIROS ESPECIAIS.............................................................. 200
ANEXO H. BAGAGEM.......................................................................................... 201
ANEXO I. SERVIÇO DE BAGAGEM................................................................... 205
ANEXO J SITES DE COMPANHIAS AÉREAS.................................................. 206
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS...................................................................... 208

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Apresentação

Esta apostila tem como objetivo auxiliar o aluno em seus estudos, através de
diversos treinamentos e explicações, nela contidos.
Acreditamos que os participantes deste curso estarão preparados para buscar
novas oportunidades no mercado da aviação civil brasileira.

Bom aproveitamento!!!!!!

Obs.: O uso de palavras em língua inglesa contidas nesta apostila, deve-se ao fato de
a língua inglesa ser o idioma oficialmente reconhecido na aviação.

Instrutores:
Alexandre Maripensa (Scoth)
Fabio Rodrigues

Apostila elaborada em: Março de 2003


Última atualização em: Agosto de 2009

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Embarque em nosso vôo

Aos novos postulantes

Você talvez já tenha se questionado, sobre o que você realmente irá realizar
no aeroporto, ou sobre o que é necessário aprender para começar a praticar suas
atividades.
Isto é algo comum entre todos os participantes do curso.

Embora as atividades sejam bastante complexas, acreditamos que com seu


empenho e participação neste curso, você poderá compreender melhor as
atividades aeroportuárias.

Seja bem vindo nesta experiência, que pode lhe auxiliar na “decolagem
de um vôo rumo ao sucesso!”.

Introdução

Normas e Procedimentos Aeroportuários

Para que ocorram embarques e desembarques de passageiros e bagagens, de maneira


controlada, pontual e eficiente, diversas atividades são realizadas.
No aeroporto você é responsável pelo atendimento dos passageiros em todas as
circunstâncias necessárias para que a viagem ocorra da melhor maneira possível.
Desta forma, as atividades aeroportuárias necessitam de Normas e Procedimentos que
resultem nas melhores práticas técnicas, operacionais e administrativas, tanto para o
cliente, como para a empresa que você exercerá suas funções no futuro.

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1. Principais Atividades Aeroportuárias:

Loja – Responsável pelos tramites pertinentes à reservas, emissão de


passagens, reembolsos etc.
Pode-se dizer que uma reserva é a formalização da intenção de viagem por um
passageiro, que pode ser feita preferencialmente pela Central de Reservas,
independentemente de o passageiro já ter comprado o bilhete de passagem.
Uma vez que um bilhete de passagem foi emitido e pago monetariamente, ainda
não podemos considerá-lo receita da empresa, até que o passageiro efetivamente
“voe”, pois o mesmo, dependendo das condições da venda, poderá solicitar o
reembolso, caso desista da viagem.

Check-in – Consiste em “transformar” a reserva e/ou o bilhete em uma alocação


no vôo, ou seja, nesta fase é confirmado um assento da aeronave para o passageiro,
são despachadas suas bagagens, são verificados seus documentos e realizados
vários outros procedimentos pertinentes a viagem do passageiro.

Embarque – É o embarque na aeronave propriamente dito, que para acontecer,


depende da disposição de uma sala de espera (sala de embarque), posição adequada
para manter a aeronave estacionada (park position), acesso à aeronave (portão de
embarque), muitas vezes o acesso é feito através de ônibus (transporte aeroportuário)
etc, e tudo isto deve ser previamente planejado.

Check-out ou Retaguarda – A retaguarda é o principal contato do check-in com


os responsáveis pelos serviços aeroportuários necessários para que o vôo ocorra, tais
como: solicitar previamente posições de estacionamento, cathering/comissaria
(refeições), abastecimento de água e de combustível, equipe de limpeza, tripulantes
para o vôo, entre outras atividades.
No check-out também é realizado o fechamento e a conferência das informações
pertinentes aos vôos, ou seja, referentes aos bilhetes que serão enviados para
compensação (Receita), informações enviadas à outras Bases e deptos. Etc.

LL (Lost Luggage) ou Depto. de Bagagens – Responsável pelos tramites


relacionados à localização e envio de bagagens extraviadas, consertos de bagagens
danificadas, indenização à passageiros por perdas ou danos em bagagens etc.

Security – Equipe responsável por verificar se o passageiro está com todos os


documentos necessários para a realização da viagem, bem como se nenhum objeto
proibido para embarque está sendo transportado dentro das bagagens. Atua
basicamente em vôos internacionais.

Special Service – Setor especializado no atendimento a passageiros de


primeira classe, e em algumas companhias também aos passageiros com
necessidades especiais.

Rampa – Se refere a área onde são desempenhadas as atividades pertinentes


ao apoio da aeronave, como; o carregamento e descarregamento de cargas e
bagagens, triagem das bagagens, estacionamento das aeronaves etc.

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2. Principais Aplicativos (Sistemas Informatizados) utilizados:

Sistemas de Reservas: Aplicativos para geração e gerenciamento de reservas,


comunicação eletrônica e obtenção de informações pertinentes a aviação. Existem
vários sistemas diferentes e todos são diretamente ligados ao GDS (Global Distribution
System), que é um aplicativo capaz de propiciar comunicação remota entre os vários
sistemas existentes. Os principais sistemas são: Galileu, Amadeus, Sabre e Bmas.

Sistema de Chek-in: Aplicativos para o atendimento de passageiros e bagagens


em seus respectivos vôos (check-in), bem como para o gerenciamento de informações
pertinentes ao atendimento.

Timatic – Travel Information Manual Automatic: Informativo eletrônico da IATA,


sobre procedimentos pertinentes aos critérios de entradas e saídas de passageiros
entre países, principalmente ao que se refere à documentação internacional de viagens.

Sistemas de Rastreamento de Bagagens: Aplicativos desenvolvido para


gerenciamento e intercâmbio de informações inerentes aos processos de busca e
localização de bagagens extraviadas ou danificadas. Entre os vários sistemas
existentes, o mais utilizado pelas companhias aéreas chama-se Worldtracer, criado e
gerenciado pela SITA (Sociedade Internacional de Telecomunicações Aeronáuticas)

MS Outlook: Aplicativos para comunicação remota por meio da intranet, neste


aplicativos são disponibilizadas e/ou intercambiadas diversas informações entre
diferentes áreas da empresa, cada qual, com seu respectivo endereço eletrônico.

Compreenda:

Para a conclusão de uma viagem, podem ocorrer escalas (parada em um aeroporto


intermediário sem necessidade de trocar de vôo), ou, conexões (parada em um aeroporto
intermediário para que o passageiro prossiga em outro vôo, coerente com seu destino). As
conexões domésticas podem durar até 4 horas e as internacionais até 24 horas.
As conexões obedecem também, um tempo mínimo de conexão ( MCT – Minimum
Conection Time), que é o período entre o pouso do vôo de origem e a decolagem do vôo
de prosseguimento, o MCT é estabelecido em acordo entre as companhias aéreas e a
administração do aeroporto, desta forma, para cada aeroporto podem existir diferentes
MCTs.

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3. Organização Funcional

Embora a organização hierárquica no aeroporto possua correlações com as funções que cada
colaborador é responsável, suas responsabilidades não são pertinentes somente às suas
funções.

Equipe do Aeroporto:

Gerente do Aeroporto – Responsável pela gestão da Base e da equipe, para isto deve
possuir competências e habilidades pertinentes a liderança, relacionamento interpessoal,
administração, educação coorporativa, marketing, vendas entre outras.

Supervisor – Enquanto o Gerente trabalha principalmente com idéias e projetos, o supervisor


procura fazer com que estas idéias e projetos sejam praticadas, para isto deve ser um ótimo
executor e possuir competências e habilidades pertinentes a liderança, relacionamento
interpessoal, administração, educação coorporativa entre outras.

Líder – Além de um ótimo executor, com conhecimento operacional, técnico e administrativo


sobre as atividades aeroportuárias, também é um ótimo Educador/Comunicador entre outras
qualidades, é uma pessoa que procura resolver as necessidades dos agentes para que estes
colaborem da melhor maneira possível.

Agentes de aeroportos – Independente de serem Agentes de Vendas, Agentes de


Bagagens, Agente de Aeroporto ou possuírem qualquer outra denominação, todos os
membros da Equipe do Aeroporto são Agentes de Aeroporto, ou seja, todos agem de acordo
com suas incumbências pertinentes as atividades aeroportuárias.
No aeroporto, praticam tarefas operacionais, técnicas e administrativas que visam o
atendimento e a solução de determinadas situações no que tange a satisfação e
encantamento do cliente.

Toda a equipe segue o cumprimento e a prática de Normas e Procedimentos Aeroportuários


desenvolvidos pelo Departamento de Tráfego da empresa, que também responde por
transmitir as melhores práticas de acordo com outros departamentos que se relacionam com
as atividades aeroportuárias

OBS: Os cargos e nomes sugeridos são de uso da maioria das companhias aéreas
existentes, porém em algumas a organização funcional, bem como os nomes dos
cargos podem ser diferentes.

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3.1 Organograma do aeroporto

Como em uma banda cada músico


“funcionário” - integrante da equipe possui
suas incumbências profissionais/musicais,
referentes aos instrumentos musicais e
melodias que cada um toca.
Como colaborador, cada músico pode
ter inspirações e aspirações para sua

improvisação musical que, na música, para que um músico alcance técnica e perícia para
improvisar, necessita de muito estudo.
Desta forma para que suas colaborações se tornem viáveis, estas devem ser
trabalhadas com a equipe (banda), a fim de que todos os sons fluam harmoniosamente,
respeitando uma determinada escala e/ou ritmo – Organização funcional
Por outro lado, quando um determinado “acorde” possa comprometer o atendimento
de um passageiro, ou seja, para situações que você ainda não possa resolver ou que
necessite de ajuda, você deve solicitar auxílio aos músicos mais experientes, de acordo
com a harmonia do organograma do aeroporto.

Gerente de
Aeroporto

Supervisores
Departamento
de
Tráfego

Líderes

Agentes de Aeroporto
(Check-in, LL, loja, embarque, check-out,
despacho e special service)

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3.2 Áreas do Aeroporto

Para a otimização e aperfeiçoamento do


trabalho da equipe de aeroportos é necessário
que todos sejam competentes com suas tarefas,
bem como conheçam as demais tarefas
pertinentes as atividades aeroportuárias.

Mesmo que você efetivamente não execute determinada tarefa é muito importante
compreendê-la, pois assim você alcançará maior domínio e flexibilidade em seu trabalho,
inclusive para prestar informações aos clientes.
Desta forma a equipe de aeroporto é distribuída em duas áreas principais:

Atendimento ao Passageiro Despacho de vôos


Linha de Frente Retaguarda

Reserva Central de embarque

Loja Check-out

Check-in Rampa

Special Service

Embarque

LL – (serviço de bagagens)

Loja Check-in Special Service Embarque Desembarque LL

Manutenção

Despacho de Aeronaves
Vôos
Central de Rampa
Embarque
Adm. Aeroportuária
Check-out
Congêneres

Controle de Pátio

Torre de Controle

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3.3 Interação com outras áreas e departamentos

As atividades realizadas no aeroporto interagem com


outras áreas e departamentos. Para que toda esta interação
flua, é necessário que “falemos a mesma língua”, ou seja, de
forma organizada e padronizada globalmente.

Áreas Técnicas / Serviços Auxiliares


Operacionais
- Rampa (apoio em solo)
- Cargas - Limpeza
-Security - Transporte aeroportuário
- Coordenação de vôos - Transporte externo
- Escala de vôos (entre aeroportos)
- D.O. – Tripulantes - Abastecimento
-Autoridades
aeroportuárias

Aeroporto

Áreas Técnicas Áreas Comerciais

- Manutenção - Central de Reservas


- D.O.V. – Despacho - Loja de Passagens
Operacional de Vôos - Receita de Passagens
- Sala AIS - Operadora
Áreas Administrativas
e
demais áreas

- Depto. Tráfego
- Yeld
- Controladoria
- Sistemas
- Treinamento

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4. MGA

O MGA ( Manual Geral de Aeroportos) contém todos os Procedimentos e


Instruções Operacionais adotados pela empresa e é uma fonte de consulta
fundamental para todos os colaboradores.

Objetivos:

 Padronizar
 Informar
 Praticar

MANUAL GERAL
AEROPORTOS

Linhas Aéreas

DIRETORIA GERAL DE OPERACOES

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Sociedade Internacional de Telecomunicações
Aeronáuticas
É a empresa responsável pela comunicação entre as diversas
companhias aéreas e os vários sistemas existentes. Além de gerir
alguns sistemas como: Worldtracer e o Íris, serve também como
decodificador fazendo o interface entre os sistemas.

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6. Alfabeto fonético

A - Alfa N - November
B - Bravo O - Oscar
C - Charlie P - Papa
D - Delta Q - Quebec
E - Eco R - Romeo
F - Foxtrot S - Sierra
G - Golf T - Tango
H - Hotel U - Uniform
I - India V - Victor
J - Juliet W - Whiskey
K - Kilo X - X-Ray
L - Lima Y - Yankee
M - Mike Z - Zulu

O alfabeto fonético é utilizado na aviação com o objetivo de tornar a comunicação


clara e concisa, evitando assim, erros de interpretação, principalmente quando nos
comunicamos por meio de rádios comunicadores.

Exemplo: Quando nos comunicamos via rádio e informamos que o sobrenome de


um dado passageiro é : Sierra – Mike – India – Tango – Hotel; significa que o sobrenome
é SMITH.

As letras são representadas por códigos do alfabeto fonético.

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7. Códigos

7.1 Códigos AIRIMP

A = ATC (Air Traffic Conference of America)


I = IATA ( International Air Transport Association )
R = Reservations
I = Interline
M = Messages
P = Procedures

São códigos que devem ser inseridos na reserva do passageiro para facilitar o seu
atendimento no check-in ou para que a companhia aérea possa se preparar para poder atende-
lo de forma adequada.

7.1.1 Códigos AIRIMP – Alimentação Especial

AVML COMIDA VEGETARIANA ASIÁTICA


BBML COMIDA PARA BEBÊ
BLML COMIDA LEVE
CHML COMIDA PARA CRIANÇA
DBML COMIDA DIABÉTICA
FPML FRUTAS
GFML COMIDA SEM GLUTEM
HFML COMIDA RICA EM FIBRAS
HNML COMIDA INDÚ
KSML COMIDA KOSHER
LCML COMIDA DE BAIXA CALORIA
LFML COMIDA DE BAIXO COLESTEROL E GORDURA
LPML COMIDA POUCO PROTEICA
LSML COMIDA COM POUCO SÓDIO SEM ADIÇÃO DE SAL
MOML COMIDA MULÇUMANA
NLML COMIDA SEM LACTOSE
ORML COMIDA ORIENTAL
RVML COMIDA VEGETARIANA SEM TEMPERO
VGML COMIDA VEGETARIANA

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7.1.2 Códigos AIRIMP – Geral

AVIH ANIMAL CARREGADO NO PORÃO DA AERONAVE COMO BAGAGEM


AVI ANIMAL CARREGADO NO PORÃO DA AERONAVE COMO CARGA
BIKE BICICLETA
BLND PASSAGEIRO CEGO
BSCT BERÇO DE BEBE
BULK BAGAGEM VOLUMOSA NO PORÃO
CBBG BAGAGEM NA CABINE PARA A QUAL FOI PAGO UM ASSENTO
COUR COURIER
DEAF PASSAGEIRO SURDO
DEPA PASSAGEIRO DEPORTADO ACOMPANHADO DE ESCOLTA
DEPU PASSAGEIRO DEPORTADO SEM ESCOLTA
EXST ASSENTO EXTRA
FQTV IDENTIFICAÇÃO DE FREQUENT TRAVELLER
FRAG BAGAGEM FRÁGIL
INAD INADMISSÍVEL
LANG LINGUA FALADA
MAAS ENCONTRAR O PASSAGEIRO E DAR ASSISTÊNCIA
MEDA CASO MÉDICO
PETC ANIMAL TRANSPORTADO NA CABINE DE PASSAGEIROS
PSPT INFORMAÇÃO DO PASSAPORTE
STCR PASSAGEIRO VIAJANDO EM MACA
UMNR MENOR DESACOMPANHADO
VIP PASSAGEIRO ESPECIAL
XBAG EXCESSO DE BAGAGEM
WCBD CADEIRA DE RODAS COM BATERIA SECA
WCBW CADEIRA DE RODAS COM BATERIA LÍQUIDA
WCHC CADEIRA DE RODAS PARA PASSAGEIRO IMÓVEL
WCHR CADEIRA DE RODAS PARA PASSAGEIRO QUE PODE ANDAR/SUBIR/DESCER
WCHS CADEIRA DE RODAS PARA PASSAGEIRO QUE NÃO SOBE/DESCE ESCADAS
WCMP CADEIRA DE RODAS MANUAL
WCOB CADEIRA DE RODAS A BORDO

7.2 Siglas - Códigos de Cidades e Aeroportos

Todas as cidades e aeroportos que de alguma forma estão envolvidas com o


transporte aéreo tem uma sigla IATA de três letras, bem como todo país tem um código
de duas letras. Estas siglas tem a finalidade de facilitar a utilização dos diversos
sistemas de reserva, check-in, rastreamento de bagagens existentes e evitar confusões
entre os idiomas falados.

Abaixo segue uma relação com as principais cidades e aeroportos brasileiros


separados por região.

No final da apostila, você encontrará no ANEXO A uma relação com as principais


cidades e aeroportos do mundo inteiro.
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SIGLAS IATA DE CIDADES E AEROPORTOS

BRASIL - BR
CENTRO OESTE
GOIÁS - GO DISTRITO FEDERAL - DF
GYN Goiânia BSB Brasília
APS Anápolis
CLV Caldas Novas MATO GROSSO DO SUL - MS
CGR Campo Grande
MATO GROSSO - MT BIO Bonito
CGB Cuiabá CCM Corumbá
OPS Sinop DOU Dourados
ROO Rondonópolis

NORDESTE
ALAGOAS - AL BAHIA -BA
MCZ Maceió SSA Salvador
BPS Porto Seguro
CEARÁ - CE FEC Feira de Santana
FOR Fortaleza IOS Ilhéus
JDO Juazeiro do Norte ITN Itabuna
VDC Vitória da Conquista
MARANHÃO - MA
SLZ São Luiz PARAÍBA - PB
IMP Imperatriz JPA João Pessoa
CPV Campina Grande CPV Campina Grande

PERNAMBUCO - PE PIAUÍ - PI
REC Recife THE Teresina
CAU Caruaru
FEN Fernando de Noronha
PNZ Petrolina SERGIPE -SE
AJU Aracaju
RIO GRANDE DO NORTE - RN
NAT Natal

NORTE
ACRE - AC AMAPÁ - AP
RBR Rio Branco MCP Macapá
CZS Cruzeiro do Sul OYK Oiapoque

AMAZONAS - AM RONDÔNIA – RO
MAO Manaus PVH Porto Velho
PIN Parintins BVH Vilhena
TBT Tabatinga JPR Ji Paraná
TFF Tefé

RORAIMA - RR TOCANTINS – TO
BVB Boa Vista PMW Palmas
AUX Araguaína
PARÁ -PA
BEL Belem
STM Santarém
MAB Marabá

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SUDESTE
ESPÍRITO SANTO - ES MINAS GERAIS - MG
VIX Vitória do Espírito Santo BHZ Belo Horizonte
GUZ Guarapari AAX Araxá
CNF Arpt. Confins / Belo Horizonte
RIO DE JANEIRO - RJ MOC Montes Claros
RIO Rio de Janeiro PLU Arpt. Pampulha / Belo Horizonte
CFB Cabo Frio UBA Uberaba
GIG Arpt. Galeão / Rio de Janeiro UDI Uberlândia
MEA Macaé VAG Varginha
SDU Arpt. Santos Dumont

SÃO PAULO - SP
SÃO São Paulo RAO Ribeirão Preto
ARU Araçatuba SSZ Santos
BAU Bauru SJP São José do Rio Preto
CPQ Campinas SJK São José dos Campos
CGH Congonhas / São Paulo SAO São Paulo
GRU Guarulhos / São Paulo SOD Sorocaba
MII Marilia VCP Viracopos / Campinas
PPB Presidente Prudente
QSC São Carlos

SUL
PARANÁ- PR RIO GRANDE DO SUL - RS
CWB Curitiba POA Porto Alegre
CAC Cascavel BGX Bagé
IGU Foz do Iguaçu CXJ Caxias do Sul
LDB Londrina ERM Erechim
MGF Maringá PFB Passo Fundo
PGZ Ponta Grossa PET Pelotas
PNG Paranaguá RIG Rio Grande
SMX Santa Maria
SANTA CATARINA - SC GEL Santo Ângelo
FLN Florianópolis URG Uruguaiana
BNU Blumenau
CCM Criciúma
FLN Florianópolis
ITJ Itajaí
JOI Joinvile
LAJ Lages
NVT Navegantes
XAP Chapecó

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7.3 Siglas - Códigos de Companhias Aéreas

Da mesma forma que as cidades, aeroportos e países, cada companhia aérea


também tem um código de dois dígitos, que as identificam. Este código pode ser de duas
letras ou uma letra e um número.

Quase todas as companhias aéreas são registradas na IATA e recebem suas


identificações que serão usadas em bilhetes de passagens e nos diversos sistemas
utilizados pela aviação.

A maioria delas além de serem registradas, também são filiadas a esta instituição e
recebem um código de três números que são utilizados para identificar as empresas em
seus bilhetes.

A diferença entre ser registrada ou filiada, é que na primeira, ela recebe o código
para identificação apenas e na segunda opção a companhia passa a ter que cumprir
com as regras da IATA para o transporte aéreo.

As companhias não precisam se filiar, mas o fato de o fazerem facilita em muito o


seu desenvolvimento, principalmente em vôos internacionais.

Vários acordos feitos entre companhias para facilitar o transporte de seus


passageiros, são feitos entre empresas filiadas à IATA.

Segue abaixo a relação das companhias aéreas brasileiras filiadas a IATA e seus
respectivos códigos de duas letras e o de três números.

SIGLAS E REGISTROS DE CIAS. AÉREAS BRASILEIRAS FILIADAS A IATA

SIGLA CÓD COMPANHIA SIGLA CÓD COMPANHIA


JJ 957 TAM AIRLINES G3 127 GOL TRANSPORTES AEREOS
RG 042 VRG LINHAS AEREAS O6 247 AVIANCA BRASIL

No final da apostila há uma relação com as companhias aéreas internacionais filiadas a


IATA e das brasileiras e algumas internacionais não filiadas.

Esta relação encontra-se no ANEXO B.

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7.4 Siglas – Código de Moedas

As várias moedas utilizadas pelo mundo a fora


também tem os seus códigos próprios na aviação.

Elas são utilizadas para informar qual a moeda utilizada para pagamento do bilhete.

As principais moedas utilizadas são:

BRL – Real – Brasil


USD – Dólar – Estados Unidos
EUR – Euro – Paises da Comunidade Européia
GBP – Libra esterlina – Reino Unido
ARS – Peso argentino – Argentina

No ANEXO C você encontrará uma relação com códigos de outras moedas.

7.5 Siglas – Dias da Semana

S – Domingo (Sunday) Q – Quinta-feira (Thursday)


M – Segunda-feira (Monday) F – Sexta-feira (Friday)
T – Terça-feira (Tuesday) J – Sábado (Saturday)
W – Quarta-feira (Wednesday)

7.6 Siglas – Mese do Ano

JAN – Janeiro (January) JUL – Julho (July)


FEB – Fevereiro (February) AUG – Agosto (August)
MAR – Março (March) SEP – Setembro (September)
APR – Abril (April) OCT – Outubro (Octuber)
MAY – Maio (May) NOV – Novembro (November)
JUN – Junho (June) DEC – Dezembro (December)

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8.0 Divisões de Área IATA

A IATA desenvolveu divisões por aéreas do mapa mundi, a fim de


simplificar cálculos de tarifas e adotar procedimentos padronizados, coerentes
com cada área.

Área 1 Área 2 Área 3

Uma das funções das áreas IATA é definir qual a franquia de bagagem que deverá
ser aplicada.

Franquia é o quanto de volumes ou peso o passageiro pode levar sem pagar


excesso. Este assunto será tratado no capítulo 13 (Bagagens).

Existem 3 áreas principais: Área 1 ( TC1 ); Área 2 ( TC2 ); Área 3 ( TC3 ),


bem como sub-divisões das mesmas.

A área 1 compreende as três Américas: do Sul, Central e do Norte.

Na área 2 estão Europa, África e Oriente Médio.

Já na área 3 ficaram Ásia e Oceania

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9.0 Aeronaves

Existem dezenas de tipos de aeronaves em operação, mas as


principais fabricantes são a Boeing e a Airbus, aeronaves utilizadas no
Brasil pela Gol, TAM e Varig.

Outras companhias brasileiras utilizam também aeronaves de menor porte como Fokker,
Embraer e ATR. Estas são utilizadas por companhias como Ocean Air, Pantanal, Azul entre
outras.

As aeronaves podem ter configurações internas distintas, de acordo com a necessidade


de cada companhia aérea.

Configuração é a disposição dos assentos dentro das aeronaves, a distancia entre as


poltronas e localização dos toilletes (banheiro) e galleys (cozinha).

No ANEXO D você encontrará uma relação com as principais aeronaves operadas pelas
companhias aéreas.

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EXERCÍCIOS

1. Qual a sigla IATA das seguintes companhias aéreas:

American Airlines – Aerolineas Argentinas –

Quantas – Alitália –

Aeroméxico – Virgin Atlantic –

Ibéria – Gol Transportes Aéreos –

2. As quais companhias pertencem as siglas IATA abaixo:

AF – CO –

P8 – LH–

QR – NG –

PZ – CA –

3. Quais os números de registro na IATA das empresas aéreas baixo:

TAM Airlines – Cathay Pacific Airways –

Japan Airlines – Delta Airlines –

Etihad Airways – Cubana de Aviacion –

Lan Chile – Egipty Air-

4. Os registros abaixo são de quais companhias?

042 – 086 –

988 – 117 –

667 – 618 –

286 – 512 –

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5. Quais as siglas das cidades/aeroportos brasileiros abaixo:

VIX – NAT –

BSB – SLZ –

SSA – NVT –

RAO – RBR –

6. Informe qual a sigla das cidades/aeroportos brasileiros.

Boa Vista – Manaus –

Galeão – Congonhas –

Confins – Campo Grande –

Ilhéus – Blumenau –

7. Quais os códigos das cidades/aeroportos internacionais abaixo:

Milão – Dallas –

Frankfurt – São Francisco –

Ezeiza – Narita –

Montevidéu – Johannesburg –

8. Decodifique as siglas internacionais abaixo:

YYZ – LAX –

CBB – CCS –

LHR – SYD –

CUN – BCN –

9. Quais as siglas dos países abaixo:

Paraguai – Peru – Canadá – Costa Rica –

Hungria – Haiti – Irã – Nova Zelândia –

Itália – Japão – China – Nigéria –

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10. Localizar no mapa a baixo, todas as capitais brasileiras (códigos).

24
11. Localizar os paises e capitais da América do Sul (códigos).

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12. Anotar em quais estados americanos localizam-se as seguintes cidades:

Maimi / Los Angeles / Detroit / Orlando / Anchorage / Washington DC / Chicago /

Seattle / Dallas / Aeroporto John Kennedy / Honolulu / Las Vegas / São Francisco /

Nova Orleans / Phoenix / Memphis / Philadelphia.

13. A quais moedas pertencem os códigos abaixo:

BRL – USD – EUR –

QAR – RUB – JPY –

ARS – SGD – GBP –

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14. Localizar no mapa os paises abaixo relacionados e apontar suas capitais e
principais cidades:

Inglaterra / França / Alemanha / Itália / Portugal / Espanha / Suíça / Holanda /

Dinamarca / Grécia / Hungria / Polônia / Noruega / Islândia / Suécia / Austria

27
ACORDOS

28
10.0 Acordos

São vários os acordos que envolvem não só companhias


aéreas, como também agências de turismo. Para poder participar de grande parte deles, as
companhias precisam ser filadas a IATA.

A partir de agora conheceremos os principais acordos que envolvem diretamente os


aeroportos.

10.1 Acordos – MITA (Multilateral Interline Traffic Agreement)

Acordo que permite montar e vender viagens, inclusive com conexões, envolvendo
companhias aéreas distintas.

O MITA permite a aceitação de documentos de


receita (bilhetes de passagens e e-tickets) para transporte
de passageiros.

Quando existe este tipo de acordo entre empresas aéreas e/ou agências de turismo,
um mesmo bilhete ou e-ticket pode envolver duas ou mais companhias no transporte do
passageiro.

Isto é, uma pessoa pode ir a uma loja de companhia aérea ou em uma agência de
turismo e em um único bilhete comprar trechos de duas ou mais empresas.

Veja o exemplo abaixo:

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Este é um bilhete aéreo emitido pela agência de turismo Esferatur envolvendo as
companhias aéreas TAM (JJ) e Air Canada (AC). Ou seja, em um único lugar a pessoa
comprou viagens de duas companhias aéreas diferentes.

Isto trás um conforto ao passageiro, que economiza tempo e dinheiro, pois bilhetes ou
e-tickets emitidos desta forma tendem a ser mais baratos do que se fossem emitidos em
separado.

O a obrigatoriedade de ser filiado a IATA para poder ter acordo MITA deve-se ao fato
de que o recebimento por parte da companhia aérea da quantia referente à sua parte no
transporte, é feito através de uma câmera de compensação operacionalizada por esta
entidade conhecida como Clearing House, localizada em Toronto no Canadá.

Entenda como funciona a câmera de compensação da IATA:

No caso do exemplo acima, a Esferatur recebeu integralmente o valor do bilhete,


BRL2.273,70.

Conforme os trechos vão sendo voados, os cupons de vôo referente a cada trecho são
enviados para a Clearing House que efetuará o lançamento contábil, transferindo o valor
referente às viagens e as taxas, da agência de turismo para as companhias aéreas JJ e AC.

ATENÇÃO: O fato das empresas serem filiadas à IATA não é indício de que
elas tenham acordo MITA entre si. Os acordos são feitos diretamente entre as
companhias e as agências de turismo.

Por essa razão, não devemos aceitar no check-in indiscriminadamente bilhetes ou e-


tickets de outras companhias envolvendo vôos de nossa empresa. Devemos fazer uma
checagem para ver se o acordo existe entre as duas.

A maneira de se fazer a verificação poderá ser diferente para cada companhia. Umas
eletronicamente, que é o mais comum, e outras manualmente. Mas de alguma forma, a
empresa irá disponibilizar esta informação para os funcionários do check-in.

A companhia aérea poderá estar suspensa da câmera de


compensação pela IATA.

30
Quando uma companhia começa a não saldar suas dívidas na câmera de
compensação, a IATA suspende a participação dela na Clearing House e envia um
informativo às demais participantes da câmera informando a situação. E cabe a própria
empresa informar seu staff de que a partir de determinada data uma companhia estará
impedida de emitir bilhetes envolvendo MITA.

Esta informação geralmente é repassada por memorandos internos e briefings


(reuniões realizadas diariamente antes do início de cada turno).

A aceitação de um bilhete de uma empresa que não tenha acordo MITA ou que esteja
suspensa pela IATA, acarretará em prejuízo para a companhia aérea, pois ele não receberá a
parte que lhe faz jus no transporte do passageiro.

No item 11 – Leitura e Interpretação de Bilhetes


você verá vários exemplos de bilhetes envolvendo
mais de uma companhia aérea.

10.2 Acordos – Comercial

O acordo Comercial é igual ao MITA, ou seja, também permite venda de trechos de uma
empresa em bilhete de outra. Porém feito entre empresas aéreas que não são filiadas a IATA,
ou que pelo menos uma delas não o seja.

É celebrado entre companhias aéreas nacionais que neste caso devem ser filiadas ao
SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias).

O SNEA é o sindicato patronal das companhias aéreas e é quem vai operar a câmera de
compensação nestes casos.

A sede do SNEA fica no Rio de Janeiro, bem em frente ao aeroporto Santos Dumont.

31
10.3 Acordos – INTERLINE

Este tipo de acordo facilita a viagem do passageiro, uma vez que permite que a
bagagem do passageiro seja etiquetada até o seu destino final, desde que haja conexões
subseqüentes.

Tomando como exemplo ainda o bilhete utilizado no acordo MITA, vemos que a viagem
de ida do passageiro é: CWB (Curitiba), conexão em GRU (Guarulhos/São Paulo), conexão
em YYZ (Toronto) e destino final em YMQ (Montreal).

Somente o primeiro trecho CWB / GRU será operado pela JJ (TAM) e todos os demais
pela AC (Air Canadá).

Este acordo permitirá que o funcionário da TAM em Curitiba faça o check-in do


passageiro no trecho operado pela sua empresa, ou seja, Curitiba / Guarulhos, porém a
bagagem será etiquetada diretamente até Montreal.

O viajante chegando a Guarulhos terá que se encaminhar até o balcão da Air Canadá
para providenciara um novo check-in com esta empresa, porém não haverá a necessidade de
recuperar sua bagagem no desembarque e despachá-la novamente, pois o acordo interline
permite que ele só a veja novamente no destino final. Ou seja, Montreal.

O Interline deve ser feito mesmo que a viagem


envolva mais de duas companhias aéreas.

Imaginem um passageiro fazendo a seguinte viagem:

SSA RG X/GIG AF X/CDG LH /FRA

SSA (Salvador) GIG (Galeão/Rio de Janeiro) com a RG (Varig) conexão para CDG (Charles
Degaule/Paris) com a AF (Air France) conexão para FRA (Frankfurt) com a LH (Lufthansa).

O funcionário da Varig em Salvador atenderia o passageiro somente até o Galeão,


trecho em que a sua companhia transportaria esta pessoa e etiquetaria sua bagagem até
Frankfurt, destino final da viagem. Porem a pessoa teria que procurar o balcão da AF no Rio e
o da LH em Paris para providenciar os respectivos check-ins trecho a trecho.

ATENÇÃO: Apesar de a bagagem ser etiquetada até o destino final, em alguns


países existe a necessidade de verificação aduaneira, quando há troca de um
vôo internacional para outro doméstico.

Caso isto aconteça o passageiro deverá ser avisado na origem de que


ele deverá apresentar a bagagem na alfândega.

32
Veja este exemplo:

POA JJ X/GRU AA X/MIA DL /LAX

Porto Alegre / Guarulhos com a TAM conexão para Miami com a American Airlines,
conexão para Los Angeles com a Delta Airlines.

Neste caso o funcionário da JJ em POA irá atender o passageiro até GRU, etiquetará o
volume até LAX, porém irá avisar que em MIA a bagagem deverá ser recuperada no
desembarque, apresentada a alfândega local e entregue a DL que a re-encaminhara para a
aeronave. O viajante ainda deverá fazer seu check-in com a AA em GRU e com a DL em MIA.

O Interline é mais do que apenas etiquetar os volumes até o último destino do


passageiro.

Ao ser feito, ele envia automaticamente uma mensagem às demais companhias


envolvidas na viagem, informando do embarque do passageiro na origem. Isto fará com que
as outras empresas se programem para o atendimento a esta pessoa.

Ele deve ser feito logo após a preparação do check-in no trecho da linha aérea que
está atendendo o passageiro na origem, informando os seguintes dados ao sistema:

 Sigla IATA da companhia aérea que irá receber o passageiro


 Número do vôo
 Data do vôo
 Destino do vôo
 Destino final da viagem

Como cada companhia aérea elabora o interline,


varia entre os vários sistemas de check-in
existentes.

33
Existem raras exceções onde as companhias aéreas não podem fazer o
atendimento Interline. Geralmente por problemas de infra-estrutura
aeroportuária ou por questões aduaneiras locais. E como são exceção,
assim será tratado. Caso a sua empresa tenha alguma restrição você será
informado pela companhia.

O atendimento Interline também não pode ser feito se houver quebra de aeroporto, ou
como se costuma dizer na aviação, um trecho surface.

SURFACE: Termo que indica um trecho da viagem que não será feito de
avião.

Isto acontece quando na mesma cidade ou região existem dois ou mais aeroportos e
haverá troca envolvendo estes locais entre a chegada de um vôo e a saída do próximo.

Exemplo:

Em São Paulo há três aeroportos: CGH (Congonhas), GRU (Guarulhos) e VCP


(Viracopos).

Uma pessoa embarca em NVT (Navegantes) com destino a CGH e tem


prosseguimento da viagem para MAO (Manaus) a partir do aeroporto de GRU.

NVT / CGH // GRU / MAO

Apesar do final da viagem não ser São Paulo, não pode ser considerado uma conexão,
pois ele chega em Congonhas e sai novamente de Guarulhos.

O trajeto CGH / GRU é considerado um surface, pois será feito de qualquer outra forma
que não via aérea.

Neste caso o atendimento e a etiquetagem da bagagem por parte do funcionário de


NVT só poderá ser feito até o trecho onde haverá a troca de aeroporto, ou seja, CGH.

34
Chegando lá ele deverá retirar a mala no desembarque e apresenta-la novamente para
etiquetagem quando for fazer um novo check-in em GRU.

Mesmo que seja com a mesma companhia aérea que o levou até CGH.

No bilhete abaixo mostra como identificar um surface:

SOUZA LUCAS

NAVEGANTES JJ 3300 k 21JAN 10:00


SÃO PAULO / CGH VOID / VOID / VOID
SÃO PAULO / GRU JJ 4323 k 21JAN 16:25
MANAUS VOID / VOID / VOID

Nas descrições dos trechos a serem voados, aparecerá duas vezes o


nome da mesma cidade, porém, com siglas de aeroportos diferentes.

35
10.4 Acordos – EDIFACT (Eletronic Data Interchange For
Administration, Commerce and Transport)
Este atendimento é o que existe de melhor para o passageiro na
parte operacional, pois como no Interline, ele permite que a bagagem seja
etiquetada até o destino final e envia mensagem de embarque na origem.

Só que vai muito além, permitindo que o passageiro seja atendido já


na origem em todos os trechos subseqüentes das demais companhias aéreas envolvidas na
viagem.

Com este atendimento ele já sai do primeiro aeroporto com o check-in feito e com os
cartões de embarque dos outros vôos em mãos. Ele não precisará se dirigir ao balcão das
demais empresas para um novo atendimento podendo se encaminhar direto para a sala de
embarque.

Este tipo de acordo é um pouco mais restrito, pois os sistemas de TI (tecnologia de


informação) das empresas devem se conversar de forma muito entrosada.

A primeira empresa a fazer o atendimento do viajante, deverá acessar os sistemas das


demais companhias e fazer o check-in em nome delas.

O EDIFACT também não pode ser feito em caso de


surface.

Para podermos realizar este atendimento, devemos após ter feito o check-in no trecho
da primeira empresa, elaborar o EDIFACT enviando as seguintes informações:

 Sigla IATA da companhia aérea que irá receber o passageiro


 Número do vôo
 Data do vôo
 Destino do vôo
 Destino final da viagem

Em algumas companhias aéreas, é possível escolher o assento para o passageiro, em


outras, ele já vem determinado automaticamente.

A empresa aérea deverá informar de alguma forma a seus


funcionários, quais as companhias com as quais ele tem o acordo
EDIFACT.

36
Da mesma forma que o Interline, como a cia. aérea
elabora o EDIFACT, varia entre os vários sistemas
de check-in existentes.

Poderá haver situações, onde além do EDIFACT, tenhamos que fazer um Interline para
o mesmo passageiro.

Isto acontece quando o Bilhete envolver mais do que duas companhias aérea, e a
empresa com a qual ele fará uma conexão logo após o trecho viajado com sua empresa há o
acordo EDIFACT, porém a próxima conexão será feita com uma outra companhia que não
tem este tipo de acordo.
Neste caso devemos fazer o check-in no primeiro trecho, montar um EDIFACT para o
segundo trecho e logo após elaborar o Interline.

Exemplo:

Uma pessoa fará a seguinte viagem:

CGB JJ X/REC TP X/LIS DT /LAD

Digamos que a TAM (JJ) tenha acordo de EDIFACT com a TAP (TP) porém apenas
Interline com a TAAG (DT).

Faz-se primeiro o check-in no trecho Cuiabá / Recife. Depois se monta o EDIFACT no


trecho Recife / Lisboa e por fim o Interline no trecho Lisboa / Luanda.

A Bagagem será etiquetada até Luanda, local onde deverá ser retirada pelo proprietário
e este deverá se apresentar no balcão da TAAG em Lisboa para providenciar o check-in do
trecho LIS/LAD.

Em Recife não será necessário procurar o balcão da TAP, pois já foi atendido no trecho
REC/LIS, através do EDIFACT em sua origem (CGB) pelo funcionário da TAM.

ATENÇÃO: Caso os acordos sejam em ordem inversa, segunda empresa


Interline e a terceira EDIFACT, não será possível fazer o EDIFACT. Os
sistemas não aceitam este tipo de atendimento após um Interline.

Neste caso, será necessário providenciar o atendimento de Interline nos


dois trechos.

37
10.5 Acordos – Code Share

Este acordo, como o próprio nome diz, é a divisão


de uma aeronave entre duas ou mais companhias aéreas.

Ele tem como objetivo ampliar a área de atuação das empresas de aviação.

Para ter Code Share entre si as companhias não precisam ser filiadas a nenhum tipo
de entidade.

Na prática este acordo é para uma companhia ter certa quantidade de assentos dentro
da aeronave de uma outra empresa e negocia-los como se fossem seus.

Pode-se dizer que no acordo CodeShare; duas ou mais


companhias parceiras, vendem individualmente “assentos”
para seus “respectivos” vôos (com seus próprios códigos –
Code), mas que efetivamente é uma única aeronave
(compartilhado – Share), operado por uma das parceiras.

No desenho acima temos a configuração de uma aeronave Fokker 100, que digamos
seja operada pela companhia Air France (AF), porém dentro deste vôo, os assentos das
fileiras 6, 7, 8 pertencem à Alitalia (AZ) que irá comercializá-los como sendo seus.

A quantidade de assentos varia de acordo para acordo, bem como os destinos


compartilhados que podem ser domésticos ou internacionais.

Como uma empresa de bandeira internacional não pode operar vôos domésticos
dentro de um outro país, salvo por acordos políticos, o Code Share é usado em grande
escala, pois ele permite que esta situação acabe ocorrendo.

38
Companhias de aviação internacionais que tenham interesse em vender trechos dentro
do Brasil, por exemplo, acabam tendo neste acordo com companhias aéreas nacionais, uma
forma legal para oferecer aos seus passageiros vôos para destinos turísticos como Natal,
Salvador, Manaus, Foz do Iguaçu entre outros.

ATENÇÃO: Uma vez que a parceira (vendedora) reservou (vendeu) um


trecho Code Share, esta reserva deve ter garantia de embarque pela
parceira (operadora), deste modo, caso o vôo superlote, a operadora deverá
administrar tal situação sem interferir no embarque dos passageiros Code
Share (com reservas efetuadas pela parceira vendedora).

Acordos Code Share, podem envolver várias companhias aéreas simultaneamente.

Existem alianças feitas entre empresas de aviação que funcionam como grandes Code
Share.

Várias companhias se juntam e loteiam os assentos de suas aeronaves entre as


integrantes da aliança.

39
São várias as alianças, porém as três maiores são: Star Alliance, Sky Team e One
World. Elas congregam a maioria das grandes companhias aéreas do mundo.

Empresas integrantes da Star Alliance:

Air Canadá, Air China, Air New Zeland, All Nippon Airlines, Asiana Airlines, Austrian, BMI,
Egypt Air, LOT Polish Airlines, Lufthansa, Scandinavian Airlines, Shangai Airllines, Singapore
Airlaines, South African Airways, Spanair, Swiss, TAM, TAP, Thai Aiarways, Turkish Airlines,
United, US Air, Adria Airways, Blue 1 e Croatia Airlines.

Empresas integrantes da Sky Team:

Aeroflot, Aeromexico, Air France, KLM, Alitalia, China Southern,Continental Airlines, Czech
Airlines, Delta Airlines, Korean Air, North West Airlines, Air Europa, Copa Airlines e Kenya
Airways.

Empresas integrantes da One World:

American Airlines, Britsh Airways, Cathay Pacific, Finner, Ibéria, Japan Airlines, Lan, Malev,
Quantas Airways e Royal Jordanian Airways.

40
EXERCÍCIOS

Para a realização deste exercício, você é funcionário da MP Linhas Aéreas (MP). E


esta companhia tem acordo de EDIFACT com as seguintes empresas de aviação:

Air France (AF), TAM Mercosul (PZ), United (UA), KLM (KL), South África (SA)

Japan Airlines (JL), Lan Chile (LA), Quantas Airways (QF), Ibéria (IB)

A MP não tem nenhum tipo de acordo com a GOL (G3) nem com a TACA (TA)

15. Mostre para cada viagem, se o atendimento a ser realizado é apenas um check-in
normal, Interline, EDIFACT ou até mesmo mais de um deles. Aponte também até
qual aeroporto o atendimento deverá ser feito.

VIAGEM CHECK-IN INTERLINE EDIFACT


1 – SSA MP X/GRU JJ X/FRA LH MUC GRU MUC
2 – NVT MP X/CGH MP X/REC RG JDO REC JDO
3 – POA MP X/GIG UA MIA GIG MIA
4 – BEL MP X/MAO MP X/MIA UA X/LAX AA DEN MIA DEN LAX
5 – GRU MP X/FRA LH TUN
6 – FOR MP X/GRU AR X/EZE QF SYD
7 – CGR MP X/GIG SA X/JNB AI DEL
8 – NAT MP X/SSA TP X/LIS AF ORY
9 – FLN MP X/POA PU X/MVD PU PDP
10 – CNF MP X/GRU JL X/NRT CA BKK
11 – VIX MP X/GIG CO X/JFK UA DTW
12 – PMW MP X/BSB MP X/GRU PZ X/ASU LA SCL
13 – BVB MP X/MAO MP X/GRU TA SJO
14 – UDI MP PLU // CNF MP X/GRU IB MAD
15 – JPA MP X/GIG IB X/BCN IB X/MAD AZ MXP
16 – BVB MP X/MAO MP X/CCS VA LIM
17 – CGH MP SDU // GIG SA X/JNB UY YAO
18 – GRU MP CDG // ORY AF GVA
19 – GIG MP X/CBB AA X/LAX MX MEX
20 – THE MPBSB
21 – MAB MP CGH // GRU MP X/ASU LA SCL
22 – RBR MP X/MAO MP X/MIA BA X/LHR KL AMS
23 – GRU MP X/CDG AF X/FRA LH DUS
24 – CGB MP X/GRU MP EZE // AEP AR BRC
25 – GRU MP X/BSB MP X/PVH MP CZS
26 – GIG MP /GRU BA X/LHR IB MAD
27 - GRU RG MCZ

16. O acordo que permite a emissão e a aceitação de bilhetes envolvendo mais de


uma companhia aérea é o:

( ) Code Share ( ) MITA ( ) EDIFACT

41
BILHETES

42
11.0 Bilhetes

O bilhete de passagem aéreo é um documento que comprova a


compra do serviço de transporte aéreo, de acordo com padrões e regras
estabelecidas entre as companhias aéreas e organismos que
regulamentam a aviação comercial.

Uma vez emitido, configura-se um contrato entre o passageiro e o transportador,


havendo assim regras; direitos e deveres entre ambas as partes.

Devido a acordos existentes (MITA), o bilhete pode


ser emitido pela companhia aérea transportadora,
por agências de viagens ou por outras companhias
aéreas envolvidas no transporte do passageiro.

Pode-se dizer que o bilhete é como um “cheque”, pois é um documento de “valor


monetário”, que dependendo das condições de emissão, pode ser aceito em diferentes
“bancos” (companhias aéreas) ou, pode ainda ser utilizado para pagamento ou reembolso em
“agentes autorizados”.

Os bilhetes podem ser físicos, isto é de papel ou


virtuais (e-tickets).

43
11.1 Bilhetes – Emissão

Para entender como interpretar um bilhete, nada melhor do que saber como emitir.

As emissões de bilhetes seguem padrões e regras fixadas pela IATA.

Os padrões e regras para a emissão e aceitação de bilhetes, têm como finalidade


facilitar globalmente sua interpretação entre companhias aéreas e agências de viagens, bem
como prevenir fraudes, falsificações ou violações.

ATENÇÃO: Existem diversos tipos de bilhetes que veremos ainda neste


capítulo, porém em todos eles, as informações constantes são as mesmas.
O que pode variar é o leyout de cada um.

Para conseguir emitir um bilhete, antes devemos conhecer vários códigos que são
utilizados nas emissões:

11.1.1 Bilhetes – Classe de Serviço

É o código que informa qual a classe contratada pelo passageiro: Primeira classe,
executiva ou classe econômica.

Só utilizada em vôos internacionais, uma vez que em vôos doméstico não há


diferenciação de classes.

1ª CLASSE EXECUTIVA ECONÔMICA

44
Dependendo da configuração das aeronaves, elas poderão, de acordo com os
interesses da empresa, ter uma, duas ou as três classes de serviço.

Estas classes determinarão o conforto e as mordomias oferecidas pela companhia


aérea ao passageiro, não só dentro da aeronave como também nos aeroportos.

Elas serão identificadas no bilhete pelos seguintes caracteres:

Primeira Classe: F ou P

Classe Executiva: C ou J

Classe Econômica : Y

11.1.2 Bilhetes – Classe de Reserva

Todo vôo começa a ser vendido com exatamente um ano de antecedência.

Quanto mais cedo compramos o bilhete de passagem, menos pagamos pelo assento.

As companhias aéreas loteiam as aeronaves, liberando para venda lotes de assentos a


preços mais baixos de acordo com a antecedência e o interesse da empresa.

Y B M Q O K H X Z
1.000,00 950,00 810,50 762,25 609,00 500,00 480,00 410,15 398,00

Esses lotes são chamados de classe de reserva e são representados também por
letras do alfabeto. Sendo que cada companhia aérea pode usar as letras que quiser e na
ordem que bem entender, com exceção das letras F, P, C e J, pois estas indicam a classe de
tarifa (primeira ou executiva).

O Y além de identificar a classe de tarifa econômica, também indica que é a classe de


reserva mais cara do vôo. Conhecida como tarifa cheia.

Um setor chamado YELD, monitora a quantidade de


assentos a serem liberados para venda e a qual valor
para que no dia da decolagem o vôo tenha lucro.

45
Assim que o vôo é liberado para venda, as primeiras pessoas que entrarem em contato
com o setor de reservas, loja de passagens ou agências de turismo, vão comprando as
passagens mais baratas.

Conforme vão acabando os lotes de assentos a um determinado preço, é liberado outro


lote a um valor maior e assim sucessivamente até que chegue o dia do vôo.

De acordo com a procura para um determinado vôo, o Yeld pode aumentar ou diminuir
os valores de cada cota.

Toda classe de reserva tem uma regra determinada pela companhia aérea que deverá
ser seguida pelo passageiro.

ATENÇÃO: Sempre que uma dessas regras for descumprida, o passageiro


poderá ter que pagar uma multa, ou uma diferença tarifaria.

As regras são diversas, mas as mais comuns são:

 Não reembolso total ou parcial em caso de desistência.

 Não endosso do bilhete (passar o bilhete para outra companhia aérea).

 Impossibilidade de remarcação: data do vôo, hora de embarque.

 Proibição de mudança de nome da pessoa a viajar.

 Impossibilidade de desdobro do bilhete, também conhecido como stop over (parada


não programada).

Quanto mais barata a tarifa, maior a quantidade de


restrições existentes.

A única classe de reserva que não tem nenhum tipo de restrição é a Y por ser a tarifa
mais cara, o viajante pode fazer o que quiser sem ter que pagar nada a mais.

46
11.1.3 Bilhetes – Base Tarifária

São códigos, que compostos acabam reduzindo o valor do bilhete, como tarifa para
criança ou para voar em dia de semana, por exemplo. Também utilizadas para pacotes de
agências de turismo.

Existem vários códigos que podem ser utilizados, mas os principais, e mais vistos em
bilhetes são:

 INF – Criança entre 0 e 2 anos incompletos.

 CHD – Criança entre 2 anos completos e 12 anos incompletos.

 X – Para viajar em dias de semana (Segunda a Sexta).

 W – Para viajar em finais de semana (Sábado e Domingo).

 L – Para viajar em época de baixa estação (low season).

 H – Para viajar em época de alta estação (high season).

 3M – tempo máximo de estadia no destino 3 meses (o número de meses pode variar)

 BAP – Brasil Air Pass.

 ID ou ZED – Descontos para funcionários de companhia aérea.

 AD – Descontos para agentes de turismo.

 T – Bilhetes cortesia (programas de milhagens ou fidelização).

 BR, IT, FR, AR, etc. – código do pais onde o bilhete foi comprado.

As empresas aéreas podem também criar bases tarifárias para eventos específicos
como dia das mães, por exemplo.

Há também bases tarifárias para estudantes,


atletas, idosos, representantes do governo entre
outros, porém não são comumente utilizados,
principalmente no Brasil.

ID75 significa que o bilhete pertence a um funcionário de companhia aérea que teve
75% de desconto.

CHDX1M significa que é um bilhete para um menor de 12 anos que deverá ser usado
em dias de semana e o retorno terá que se dar num prazo máximo de 1 mês.

47
Não é uma regra obrigatória, mas geralmente as bases tarifárias iniciam com o código
da classe de reserva.

Digamos que um passageiro comprou um bilhete na classe de reserva Q e foi


composta para ele uma base tarifária para reduzir um pouco o preço da passagem:

QWL3M

Pelo exemplo dado no item Classe de Reserva, Q custa BRL762,25.

Porém o passageiro viajando em um final de semana (W), em uma época de baixa


estação (L) e ficando no destino por um período máximo de 3 meses, fará com que o valor do
bilhete seja reduzido, mas nunca ficando menor que a classe de tarifa anterior , no caso a O
BRL609,00.

ATENÇÃO: Qualquer diferença entre o que a pessoa está querendo fazer e


a base tarifaria, fará com que o viajante tenha que pagar uma multa ou
diferença tarifária.

11.1.4 Bilhetes – Localizador de Reserva

Todo bilhete de passagem estará atrelado a uma reserva, que é a comprovação de que
o passageiro assegurou antecipadamente um lugar no vôo para ele.

Esta reserva pode ser feita via internet, Call Center, loja de passagem ou agência de
turismo.

No ato do fechamento da reserva o sistema emitirá um código localizador composto de


6 caracteres, que dependendo do sistema utilizado, poderá ser 6 letras (alfabético) ou 6
caracteres contendo letras e números (alfa-numérico). Dispostas de maneira aleatória.

Exemplo:

JKYEDE / QLZZDL / DFS4D2 / WM3PAE / 1286478 (KE)

ATENÇÃO: A Korean Airlines (KE) é a única empresa aérea conhecida cujo


sistema emite um código localizador contendo 7 dígitos e todos numéricos.

48
O localizador poderá vir precedido ou sucedido por dois caracteres alfabéticos ou alfa-
numérico:

AA / JKYEDE QLZZDL / 1G 1P / DFS4D2 WM3PAE / JL

Estes caracteres não fazem parte do localizador, eles apenas identificam qual o
sistema usado para emitir a reserva.

Ao pegar o bilhete no check-in, o funcionário da empresa aérea deverá verificar na


reserva do passageiro se classe de serviço, de reserva e base tarifária estão de acordo.

Para que essa verificação possa ser feita, é necessário localizar no sistema a reserva
feita pelo passageiro.

A única classe que dispensa a reserva antecipada é a Y,


pois por ser a classe de reserva mais cara da classe de
serviço econômica, o passageiro poderá vir ao aeroporto a
qualquer tempo, dentro do prazo de 1 ano a partir da data
de emissão do bilhete e se houver lugar no avião embarcar
sem ter que pagar multa ou diferença tarifária.

11.2 Bilhetes – Itens do Bilhete


Um bilhete é composto de várias informações as quais passaremos a ver agora.

2 3

5 4
6 7
26 8

9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
20 21 22

23 24 24 24
25
27
28 1

49
1 – Numeração do bilhete. Todo número de bilhete é composto por 15 caracteres, todos
eles numéricos. No bilhete acima temos a seguinte numeração: 195742022978460

1 – Número do cupom de vôo. Todo bilhete pode ter um máximo de 4 cupons, cada um deles
referente a um trecho da viagem. O que significa que esta numeração pode variar do 1 até o
4. O formulário do exemplo tem 2 cupons.

957 – Código IATA da companhia aérea, no caso TAM.

4202 – Tipo do formulário: Manual de 2 ou 4 cupons, automatizado de 2 ou 4 cupons,


e-ticket, FIM (flight interrupt manifest), MCO (miscelaneous charger order, etc.

227846 – série do bilhete.

0 – Dígito verificador. Pode variar de 0 a 6 no máximo.

2 – Origem/destino. Local onde inicia-se a viagem e onde ela termina.

3 – Código localizador da reserva. Pode vir escrito como: Localizador, locator, PNR
(passenger number record), PNR locator, record, passenger record.

4 – Local e data de emissão do bilhete.

5 – Campo de restrições. Caso haja alguma restrição, é neste campo que irá aparecer.
Poderá vir escrito qual é a restrição (NOREF – not refoundable / não reembolsável, NOEND –
not endeorsable / não endossável) entre outras, ou simplesmente PENALTY APLLY
(penalidade aplicável).

6 – Nome do passageiro e sua categoria. Na aviação, sempre se informa primeiro o


sobrenome da pessoa e em seguida o primeiro nome e na seqüência se é senhor, senhora ou
senhorita.

SILVA / PAULO MR

Para senhor usa-se o MR, senhora MRS, senhorita MISS e para meninos com idade
inferior a 12 anos o MSTR.

7 – Emitido em troca de: Caso este bilhete tenha sido emitido em troca de um outro por
motivo de alteração de nome de passageiro, trecho, etc., neste campo informa-se o número
do bilhete original.

8 – Bilhete conjugado. Como todo bilhete pode ter no máximo 4 cupons, caso para a viagem
sejam necessário mais cupons, deve-se então emitir outro bilhete com o número de série
seqüencial. O número deste bilhete será inserido neste campo.

9 – Trecho da viagem. Determina o local de início de cada trecho.

10 - Sigla IATA da companhia aérea. Sigla da empresa que irá realizar aquele trecho.

11- Vôo e classe de reserva. Número do vôo e a classe contratada para o vôo.

12 – Data do vôo.

50
13 – Hora de decolagem. Pode estar também em formato americano 10:30 AM, 05:00 PM

14 – Status da reserva: Se a reserva está ou não confirmada. OK ou HK significam que a


reserva do passageiro está confirmada. WL ou HL a reserva está em lista de espera.

15 – base tarifária.

16 – Válido a partir de: Se houver uma data neste campo, significa que o cupom só poderá
ser usado a partir dela.

17 – Válido até: Data neste campo limita a utilização do cupom a ela.

18 – Tipo de Franquia. Informa qual o limite de bagagens e peso que o viajante poderá levar
sem ter que pagar excesso.

Existem dois tipos de franquia: Conceito de peso WC (weight concept) e conceito de


peça PC (piece concept). Dependendo da área de atuação do vôo, um desses conceitos
prevalece.

No sistema WC a pessoa pode levar até 23kg de bagagens, não importando a


quantidade de volumes. Já no sistema PC ele não pode levar mais de duas malas, pesando
um máximo de 32kg cada uma delas. No capítulo de bagagens, falaremos mais a respeito de
franquias.

WC, 23, 23kg, 23k indicam que o sistema é de peso.

PC, 2PC, 32, 32kg, 32k mostram que o sistema é peça.

19 – Volumes / peso. Local para informar a quantidade de bagagens e o peso total a ser
despachado.

20 – Local de término da viagem.

ATENÇÃO: Os trechos (cupons) que eventualmente não sejam utilizados


devem ser cancelados com a sigla VOID.

21 – Código de excursão. Sempre que a viagem envolver acima de 9 pessoas, a reserva é


feita por um setor específico. Nestes casos as negociações feitas tendem a deixar a
passagem mais barata e é emitido um código como se fosse o localizador da reserva.
Este campo não aparece em bilhetes automatizados.

22 – Endosso. Em caso de endosso para uma outra companhia aérea, aqui será informado
para quem o bilhete foi repassado.

23 – Equivalência em dólar. Caso o bilhete envolva mais de uma companhia aérea em


viagens internacionais, e tenha sido pago em moedas fracas, neste campo será informada a
conversão para o dólar. Em bilhetes pagos em Dólar (USD), Euro (EUR) ou Libras Esterlinas
(GBP), ou vôos domésticos, o campo não será preenchido.

51
24 – Taxas. Campos reservados para o pagamento de taxas aeroportuárias e/ou
governamentais.

25 – Forma de pagamento. Aqui será informado como o bilhete foi pago:

 DINHEIRO – CASH

 CHEQUE – CHECK

 FATURA – INV (INVOICE) ou AGT (agencia de turismo) ou INV / AGT ou NONREF

 CARTÃO DE CREDITO – AX*****4523 / DC*****6565 / MC*****1526 / VI*****3578

AX – American Express
DC – Diners Club
MC – Master Card
VI – Visa

Ou alguma outra bandeira de cartão de crédito com a qual a companhia aérea tenha
acordo.

 BILHETE – TKT 9574202123456

 CONTA CORRENTE – ACCOUNT e o número da conta corrente da empresa.

 MCO – MCO 9575200778855

 FREE (gratuito)

Poderá também haver a composição de formas de pagamento:

 TKT 9574202123456 + AX*****4523

26 – Construção tarifária. Local onde será descriminado o valor por trecho do bilhete. Em
emissões internacionais entra neste campo também uma taxa de segurança no valor fixo de
USD6,00, representado pela letra Q.

27 – Valor do bilhete. Soma dos trechos constantes no campo 26, menos a taxa Q se
houver.

28 – Valor total do bilhete. Somatória do valor do bilhete (campo 27) mais as taxas dos
campos 24.

O bilhete é um documento nominal e intransferível.

52
Este documento pode ser adquirido por meio do call center, lojas, internet ou
agências de turismo.

O bilhete é o documento usado no check-in


para atendimento do cliente. A numeração deste
documento é inserida no sistema de check-in para
que o cartão de embarque seja gerado.

No bilhete é estabelecido o direito e os deveres


do cliente, do transportador.

53
54
55
11.3 Bilhetes – Formatos de Bilhetes
Como já comentado anteriormente, existem vários tipos de bilhetes. Manuais e
automatizados. De companhias aéreas e de agências de turismo.

11.3.1 Bilhetes – Manuais

Os bilhetes manuais, hoje em dia são apenas emitidos quando os sistemas


informatizados estiverem fora do ar.

Eles são basicamente idênticos, apenas se diferenciando um do outro pelo logo da


empresa de aviação estampado no bilhete de companhia aérea e pelo código IATA da
companhia que no de agência de turismo aparece em branco e é preenchido no ato da
emissão.

BILHETE MANUAL DE COMPANHIA AÉREA

BILHETE MANUAL DE AGÊNCIA DE TURISMO

56
11.3.2 Bilhetes – Automatizados

Bilhetes automatizados são aqueles que já necessitam de algum tipo de sistema para
sua emissão. Mais usados para agências de turismo, só existe um tipo de bilhete
automatizado de companhia aérea.

OPTAT – OFF PREMISSE TRANSATIONAL AUTOMATED TICKET

Neste tipo de bilhete, o código IATA da companhia aérea para a qual o formulário será
destinado, é inserido juntamente com a sua emissão.

TAT – TRANSATIONAL AUTOMATED TICKET

Já no TAT, toda a numeração do bilhete, com exceção do número do cupom é inserida


no ato da emissão.

ATENÇÃO: Os bilhetes de formato OPTAT e TAT só são utilizados por


agências de viagens.

57
Um outro tipo de bilhete automatizado é o ATB. Este formato também pode ser usado
não apenas como bilhete, mas também como cartão de embarque.

ATB – AUTOMATED TICKET AND BOARDING PASS – CIA. AEREA

ATB – AUTOMATED TICKET AND BOARDING PASS – AGENCIA

A diferença entre os dois bilhetes


acima, só pode ser percebida por uma
sigla IATA-BSP que aparece bem em
cima do nome da companhia aérea.

BSP – Billing and Settlement Plan

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As agências de viagens americanas utilizam um outro tipo de bilhete, o ARC.

Este formato é exatamente igual a um ATB, porém com itens de segurança mais
avançados para evitar fraudes.

ARC – AIRLINES REPORTING CORPORATION

Como os ATBs, os formatos ARCs também podem ser utilizados tanto como
bilhetes de passagens quanto cartões de embarque.

ATBs e ARCs, além de serem confeccionados com um material de melhor qualidade e


mais barato (papel cartão), também ajudam na redução do custo uma vez que não é
necessária a troca do bilhete por um cartão de embarque, como é feito nos manuais, OPTATs
e TATs.

Ele tem um picote ao lado direito que pode ser destacado e entregue ao passageiro
como comprovante de viagem.

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EXERCÍCIOS

17. Emita um bilhete com as seguintes informações:

 Nome:Arlindo Cabral que tem 11 anos de idade e viajará desacompanhado.


 Data de emissão do bilhete: 25 de Dezembro de 2008.
 Data da viagem: 30 de Dezembro de 2008.
 O bilhete não pode ser usado antes de 30/12/08 e nem após 05/01/09.
 A classe de reserva é a K e a base tarifária indica que deve ser usado em dias de semana
na alta estação por uma criança entre 2 e 12 anos.
 Trecho Congonhas / Salvador com a empresa MP linhas aéreas.
 Vôo MP 2345, decolagem 10h05m.
 Sua reserva está confirmada e o localizador é FOJSFD.
 Retorno dia 02/01/09 as 22h15m no MP2578.
 A franquia é de peso.
 Valor da passagem BRL948,00 ida e volta. Taxas aeroportuárias pagas. Cada uma
BRL14,75. Pago em cheque.
 Este bilhete não é endossável.

18. Qual o código AIRIMP que deverá ser inserido no sistema de reserva?

60
19. Agora emita este outro bilhete:

 Nome: Senhora Alessandra Maia.


 Data de emissão 20/10/08 Classe executiva.
 Ida FOR MP3454/06JAN 15h00 X/GRU AF325/06JAN 23h30 X/CDG LH676/07JAN 17h25
FRA.
 Volta FRA LH222/28JAN 19h00 para GRU.
 Reserva confirmada em todos os trechos.
 Franquia de Peça.
 Taxas pagas BRL98,00BR, BRL78,20FR, BRL85,23DE, BRL23,56XF, BRL44,25XP
 Valor do trecho FOR/GRU – BRL867,00, GRU/PAR – BRL1.734,55, PAR/FRA BRL499,00
e FRA/GRU – BRL1.920,00.
Taxa de conversão do dólar: USD1 = BRL2,53.
 Forma de pagamento cartão de credito Visa nº54598454584945.
 Localizador de reserva KDSDEE.

20. Quais os acordos que envolvem este bilhete?

21. Na ida, até onde você atenderia o passageiro e até onde a bagagem seria
etiquetada?

61
22. Emita este outro bilhete:

 Alexandre Campos, 35 anos. Data de emissão do bilhete 30/11/08.


 Ida IOS MP4455/01DEC CGH // GRU MP8923/01DEC MXP AZ399/02DEC FCO
 Retorno LHR BA345/29DEC GRU MP 3567/30DEC IOS
 Classe de reserva Y e status de reserva OK.
 Franquia de bagagem PC. Forma de pagamento: Dinheiro.
 Valor total do bilhete BRL 6.608,63. Valor por trecho: IOS/CGH BRL 425,00, GRU/MXP
BRL 2.405,21, MXP/FCO BRL 344,00, LHR/GRU 2.713,34, GRU/IOS 319,00
 Taxas pagas: BRL 11,50BR, BRL17,43BR, BRL98,00BR, BRL55,00IT, BRL143,33GB, BRL
24,67XA, BRL9,15XF, BRL43,00YQ. PNR – RPAWQQ.
 Horários de embarque: IOS/CGH 08h34, GRU/MXP 18h05, MXP/FCO 11h00, LHR/GRU
23h45, GRU/IOS 12h16.
 Ester bilhete é conjugado. Taxa de conversão USD1 = BRL 2,53.

23. No trecho de ida, até onde o passageiro seria atendido, e até qual aeroporto a
bagagem seria etiquetada?

62
24. Baseado no bilhete abaixo, responda as seguintes perguntas:

1.Qual é o nome do passageiro?


2.Qual é o trecho do bilhete?
3.Qual é o número desse cupom?
4.Qual é o trecho desse cupom?
5. Qual a transportadora desse cupom?
6. Qual o número do vôo desse cupom?
7. Qual a classe de reserva desse cupom?
8. Qual a data do vôo desse cupom?
9. Qual o horário do vôo desse cupom?
10. Qual a data da emissão desse bilhete?
11. Qual a validade desse cupom?
12. Qual é o localizador?
13. Qual é a base tarifária desse cupom?
14. Quais a (as) taxa (s) BR.
15. Qual é o sistema de franquia?
16. Qual o código IATA da empresa no número bilhete?
17. O formulário pertence a qual companhia aérea?
18. Qual a moeda de pagamento?
19. O bilhete é conjugado?
20. Quantas conexões existem nesse bilhete?
21. Qual a forma de pagamento do bilhete?
22. Qual o formato do bilhete?

63
25. Baseado no bilhete abaixo, responda as seguintes perguntas:

1.Qual é o nome do passageiro?


2.Qual é o trecho do bilhete?
3.Qual é o número desse cupom?
4.Qual é o trecho desse cupom?
5. Há restrições neste bilhete?
6. Qual o nome da agência de turismo que emitiu este bilhete?
7. Qual a classe de reserva desse cupom?
8. Qual a data da emissão desse bilhete?
9. Qual a validade desse cupom?
10. Qual é o localizador?
11. Qual é a base tarifária desse cupom?
12. Quais a (as) taxa (s) BR.
13. Qual é o sistema de franquia?
14. A qual companhia aérea pertence este cupom?
15. O bilhete pertence a qual companhia aérea?
16. Qual a moeda de pagamento?
17. O bilhete é conjugado?
18. Quantas conexões existem nesse bilhete?
19. Qual a forma de pagamento do bilhete?
20. Qual o formato do bilhete?

64
26. Baseado no bilhete abaixo, responda as seguintes perguntas:

1.Qual é o nome do passageiro?


2.Qual é o trecho do bilhete?
3.Qual é o número desse cupom?
4.Qual é o trecho desse cupom?
5. Há restrições neste bilhete?
6. Qual o nome da agência de turismo que emitiu este bilhete?
7. Qual a classe de reserva desse cupom?
8. Qual a data da emissão desse bilhete?
9. Qual a validade desse cupom?
10. Qual é o localizador?
11. Qual é a base tarifária desse cupom?
12. Quais a (as) taxa (s) BR.
13. Qual é o sistema de franquia?
14. A qual companhia aérea pertence este cupom?
15. O bilhete pertence a qual companhia aérea?
16. Qual a moeda de pagamento?
17. O bilhete é conjugado?
18. Quantas conexões existem nesse bilhete?
19. Qual a forma de pagamento do bilhete?
20. Qual o formato do bilhete?

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27. Baseado no bilhete abaixo, responda as seguintes perguntas:

1.Qual é o trecho do bilhete?


2.Qual é o número desse cupom?
3. Há restrições neste bilhete?
4. Qual a classe de reserva desse cupom?
5. Qual é o localizador?
6. Qual é a base tarifária desse cupom?
7. Quais a (as) taxa (s) BR.
8. Qual é o sistema de franquia?
9. Quantas conexões existem nesse bilhete?
10. Qual a forma de pagamento do bilhete?
11. Qual o formato do bilhete?

66
28. Baseado no bilhete abaixo, responda as seguintes perguntas:

1.Qual é o trecho do bilhete?


2.Qual é o número desse cupom?
3. Há restrições neste bilhete?
4. Qual a classe de reserva desse cupom?
5. Qual é o localizador?
6. Qual é a base tarifária desse cupom?
7. Quais a (as) taxa (s) BR.
8. Qual é o sistema de franquia?
9. Quantas conexões existem nesse bilhete?
10. Qual a forma de pagamento do bilhete?
11. Qual o formato do bilhete?

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29. Baseado no bilhete abaixo, responda as seguintes perguntas:

1.Qual é o trecho do bilhete?


2.Qual é o número desse cupom?
3. Há restrições neste bilhete?
4. Qual a classe de reserva desse cupom?
5. Qual é o localizador?
6. Qual é a base tarifária desse cupom?
7. Quais a (as) taxa (s) BR.
8. Qual é o sistema de franquia?
9. Quantas conexões existem nesse bilhete?
10. Qual a forma de pagamento do bilhete?
11. Qual o formato do bilhete?
12. Este bilhete é conjugado?

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30. Baseado no bilhete abaixo, responda as seguintes perguntas:

1.Qual é o trecho do cupom?


2.Qual é o número desse cupom?
3. Há restrições neste bilhete?
4. Qual a classe de reserva desse cupom?
5. Qual é o localizador?
6. Qual é a base tarifária desse cupom?
7. Qual a moeda de pagamento?
9. Quantas conexões existem nesse bilhete?
10. Qual o formato do bilhete?

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DOCUMENTAÇÃO

70
12.0 Documentação

Para embarque via aérea, sempre será necessária a apresentação


de um documento que identifique a pessoa que irá viajar.

É responsabilidade da companhia aérea verificar se o documento apresentado é válido


para o tipo da viagem a ser realizada.

Esta checagem poderá ser feita pelo check-in ou por uma equipe de security,
dependendo também do tipo da viagem.

Além de documentos como RG e passaporte, de acordo com o destino do passageiro


também poderão ser necessários visto de entrada e/ou vacina de febre amarela.

12.1 Documentação – Documentos para embarque

Existem várias situações onde os documentos válidos para embarque podem variar,
são elas:

 Vôos domésticos.
 Vôos para países do Mercosul ( acordo PACUB).
 Vôos para países com acordo Bi-lateral.
 Vôos internacionais (fora dos acordos PACUB e Bi-lateral).

12.1.1 Documentação – Vôos domésticos

A resolução 58 da ANAC regulamenta quais documentos podem ser


aceitos para embarque em vôos dentro do território nacional:

12.1.1.1 Documentação – Nacionalidade Brasileira

 Passaporte nacional

 Carteira de identidade (RG), expedida pela Secretaria de Segurança Pública dos estados e
do Distrito Federal.

 Cartão de identidade expedido por ministério ou órgão subordinado à Presidência da


República, incluindo Ministério da Defesa,e os Comandos da Aeronáutica, Marinha e Exército
(RM).

 Cartão de identidade expedido pelos poderes judiciário e legislativo federais.

71
 CNH – carteira nacional de habilitação (modelo com foto)

 Carteira de trabalho.

 CHT – Carteira de habilitação técnica de piloto, comissário, despachante operacional de


vôo (DOV) e mecânicos de aeronaves.

 Carteira de identidade emitida por conselho profissional ou federação nacional de categoria


profissional, com fotografia. (OAB, CREA, CRM, CRO, etc.).

 Certidão de nascimento (menores de 18 anos).

 BO – Boletim de ocorrência (com expedição inferior a 15 dias e se trate de viagem de


retorno).

Caso seja um índio, além dos documentos acima,


também poderá ser aceita como documentação uma
autorização da FUNAI (Fundação Nacional do Índio).

ATENÇÃO: Os documentos podem ser aceitos com data de validade


expirada ou cópia autenticada, com exceção do passaporte, BO e
autorização da FUNAI.

ATENÇÃO: Menores de 12 anos em vôo doméstico e 18 anos em vôo


internacional viajando com o passaporte brasileiro novo (azul) devem
também apresentar RG ou certidão de nascimento original, que comprove a
paternidade. Independente de estarem ou não acompanhados dos pais.

12.1.1.2 Documentação – Nacionalidade Estrangeira

Para o trânsito de estrangeiros via aérea, deverão ser apresentado um dos


documentos abaixo:

 Passaporte do seu país de origem

 RNE – Registro Nacional de Estrangeiro

 Cédula de Identidade (países integrantes dos acordos PACUB ou Bi-lateral).

 Identidade diplomática ou consular.

ATENÇÃO: Os únicos documentos que podem ser aceitos vencidos são: O


RNE caso o portador seja maior de 60 anos ou deficiente e o passaporte em
caso de retorno de um estrangeiro a seu país de origem em vôo direto. 72
Exceção a cidadãos dos Estados Unidos.
ATENÇÃO: Alguns países prorrogam a validade de passaportes vencidos.

12.1.2 Documentação – Vôos Mercosul (Acordo PACUB)

Antes da criação do Mercosul, existia um acordo entre alguns países


da América do Sul que aceitava além do passaporte, a cédula de identidade
para que os cidadãos dos países signatários pudessem circular livremente.

Era conhecido como acordo PACU, pois faziam parte dele:

Paraguai, Argentina, Chile e Uruguai.

Com a criação do bloco, o Brasil passou a fazer parte do acordo, e a partir de então
passou a ficar conhecido como PACUB.

Não são todos os países integrantes do Mercosul que participam do acordo de


aceitação de documento de identidade.

A Venezuela, apesar de já ser um país membro do bloco, não assinou o tratado, e


Chile, Bolívia, Equador e Peru, são considerados países associados, mas ainda não membros
efetivos, porém como o Chile já fazia parte do acordo original (PACU), é um país signatário.

O acordo PACUB prevê os seguintes documentos para ingresso no país:

 Passaporte

 Cédula de identidade

O passaporte deve:

 Estar válido, a não ser em caso de retorno para seu país de origem, ou prorrogado.

A cédula de identidade deve:

 Estar válida, caso haja validade no documento. Exceto para retorno a seu país de origem.

 Estar em boas condições de conservação.

 Foto parecida com o portador.

ATENÇÃO: Certidão de nascimento não é aceito em hipótese alguma, nem


mesmo para recém nascidos.

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CEDULAS DE IDENTIDADE DO ACORDO PACUB

PARAGUAI CHILE

ARGENTINA URUGUAI

12.1.2 Documentação – Acordos Bi-lateral

Os países podem também assinar tratados de aceitação de documentação entre si,


chamados de acordos Bi-lateral.

Estes acordos prevêem também a aceitação de cédula de identidades para a entrada


no país dos cidadãos dos países signatários. Porém este acordo é feito apenas entre dois
países.

O Brasil tem assinado acordos com três países na América do Sul: Bolívia, Peru e
Colômbia.

As regras para aceitação de cédulas de identidade são iguais ao do PACUB, porém


este acordo prevê que a pessoa deve seguir em um vôo direto do Brasil para a Bolívia, Peru
ou Colômbia e vice e versa. Não podendo fazer conexão em nenhum outro país. Caso haja,
será necessária a apresentação de um passaporte.

ATENÇÃO: Mesmo que Bolívia, Peru ou Colômbia tenham acordo Bi-lateral


entre si, não é possível o embarque de passageiros destas nacionalidades a
partir do Brasil, apresentando cédula de identidade.

74
12.1.3 Documentação – Vôos Internacionais (Fora acordos PACUB e Bi-lateral)

Para embarque a qualquer outro país do mundo com o qual o Brasil mantenha relações
diplomáticas, será necessária a apresentação de um passaporte dentro da validade.

Alguns países poderão exigir que a validade do passaporte tenha um tempo mínimo
que pode variar de 3 a 6 meses.

12.1.4 Documentação – Passaportes Brasileiros

No Brasil existem seis tipos diferentes de passaportes:

 Azul – Comum. Válido por 5 anos e utilizados por todas as pessoas em viagens de
turismo ou serviço.

 Vermelho – Diplomático. Válido durante a missão diplomática. Utilizado por


diplomatas ou funcionários do Itamaraty.

 Verde – Oficial. Válido durante a missão oficial. Utilizado por funcionários do governo
federal em viagens a serviço.

 Marrom – Laissez-Passer. Válido por uma viagem. Utilizado por brasileiros que
precisem embarcar para países que não mantenham relações diplomáticas
com o Brasil (Buthan, e República Centro Africana). É necessário o
envolvimento de um terceiro país que tenha relação diplomática com os
países em questão para a obtenção de um visto de entrada.

 Amarelo – Refugiado. Válido por um ano. Emitido para estrangeiros considerados


refugiados políticos pelo governo brasileiro.

 Azul claro – Emergência. Válido por uma viagem. Emitido pela polícia federal em
casos excepcionais.

ATENÇÃO: Existe também o passaporte Laissez-Passer da ONU emitido


pela Organização das Nações Unidas para funcionários desta instituição em
viagens de serviço.
75
12.2 Documentação – Visto de entrada

Alguns países exigem além do passaporte, um visto de


entrada para algumas nacionalidades, que deve ser obtido junto às
embaixadas ou consulados, como por exemplo: Estados Unidos,
Canadá, Japão, Austrália, México.

Há países que exige visto apenas para viagens em caráter de negócios, trabalho,
estudo, entre outros. Liberando a necessidade deste documento quando a viagem tiver fins de
turismo, desde que a estadia máxima não ultrapasse três meses.

Os países integrantes da União Européia (UE) não exigem esta documentação para
brasileiros a passeio. Porém se a viagem tiver qualquer outra conotação ou o tempo de
estadia for superior aos três meses, será necessário obter um visto schengen nas
embaixadas ou consulados de qualquer um dos países integrantes da Comunidade a ser
visitado.

O bloco europeu criou um visto único para todos os seus membros, chamado de
schengen.

Ele é utilizado também por Finlândia e Noruega, que apesar de não fazerem parte da
Comunidade Européia estão dentro da área considerada schengen e emitem o mesmo
formulário.

Apesar de ser único, ele não pode ser usado para qualquer país da Comunidade
Européia, mas apenas para o qual foi solicitado.

Países integrantes da Comunidade Européia: Alemanha, Áustria,


Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, França, Grã
Bretanha, Grécia, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta,
Países Baixos, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia e Suíça.

76
O visto é fixado junto ao passaporte do viajante e deverá estar válido no ato da entrada
no país, podendo vencer uma vez que a pessoa já ingressou no local pretendido.

O fato de não haver necessidade de obtenção de


visto, não significa a certeza da entrada no país de
destino. Cabendo a Policia de Imigração local a
decisão da aceitação ou não da pessoa no país no
momento do desembarque.

ATENÇÃO: Pode acontecer de o passageiro estar com um visto válido em


um passaporte vencido. Neste caso ele deverá apresentar dois passaportes:
o vencido com o visto que ainda está válido e o passaporte novo.

Alguns países prorrogam o vencimento do passaporte.

Dos países que exigem vistos para brasileiros, mesmo a turismo, o destino mais
procurado são os Estados Unidos. Por esse motivo veremos mais a fundo o visto americano.

1 7
2

3 8
4 9 10 11
5 12 13
6

14

15

77
1 – Local de emissão do visto.

2 – Sobrenome do passageiro.

3 – Nome do passageiro

4 – Número do passaporte ao qual o visto está fixado.

5 – Quantidade de entradas permitidas utilizando este visto: 1, 2 ou M

6 – Anotação (restrição).

7 – Controle de estoque.

8 – Tipos de vistos: B1 – negócios, B2- turismo, F1 – estudante nível acadêmico,


M1 – estudante nível não acadêmico J – au-pair (babá) , J1 – intercambio,
D1 – tripulantes a serviço, K1 – noivado, K3 – casamento, H – Trabalho temporário,
R – organização ou congregação religiosa, P ou O – atletas, artistas ou atores.

9 – Sexo do passageiro.

10 – Data de nascimento.

11 – Nacionalidade.

12 – Data de emissão do visto.

13 – Data de validade do visto.

14 – Número do visto.

15 – Readable Machine – código de leitura ótica.

Da mesma forma que os países que não exigem


visto de entrada, a obtenção deste documento não
garante a aceitação do passageiro pela Policia de
Imigração local.

78
12.3 Documentação – VWPP (Visa Waiver Permanent Program)

Como a União Européia, os Estados Unidos também isentam cidadãos de alguns


países da necessidade de apresentação de visto em viagens de turismo, cuja permanência
não ultrapasse três meses.

Países integrantes do VWPP: Andorra, Austrália, Áustria, Alemanha,


Bélgica, Brunei, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslovênia, Estônia, Eslováquia,
Espanha, Finlândia, França, Grecia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália,
Japão, Liechtenstein, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Mônaco, Nova
Zelândia, Noruega, Portugal, República da Irlanda, Republica Tcheca,
Reino Unido, San Marino, Singapura, Suécia e Suíça.

São países cuja população não tem como perfil migrar ilegalmente para os Estados
Unidos.

Para poder fazer jus a este benefício, algumas regras devem ser seguidas:

 O passaporte deve ter um código de leitura ótica (readble machine).

O passaporte deve ter além da leitura ótica, uma foto digital, se emitido após 25/10/2005.

79
 O passaporte deve além de conter os itens anteriores, ser eletrônico (conter um chip), se
emitido após 25/10/2006.

12.3.1 Documentação – ESTA (Electronic System Travel Authorization)

O ESTA é uma autorização que deve ser solicitada pelos passageiros que se
enquadram no programa VWPP.

Ela deve ser conseguida via internet, no site do Departamento de Segurança Interna
dos EUA, que liberará uma numeração de autorização. Esta numeração deve ser inserida no
sistema APIS (Advanced Passenger Information System) preenchido durante o check-in para
os Estados Unidos.

12.3.2 Documentação – APIS (Advanced Passenger Information System)

O APIS são informações sobre os passageiros que viajam para os Estados Unidos,
Espanha e Inglaterra, que devem ser preenchidas durante o check-in e são enviadas
diretamente para imigração destes países.

Estas informações são enviadas automaticamente após o fechamento do check-in no


sistema e com ela a imigração americana, espanhola e inglesa terão as informações sobre
todos os passageiros que desembarcarão em seus territórios com horas de antecedência.

As informações que devem ser inseridas no sistema APIS são:

 Nome do passageiro (como está no documento)

 Tipo do documento

 Número do documento

80
 Local de emissão do documento

 Número de autorização ESTA (somente VWPP para os EUA)

 Nacionalidade do passageiro

 País de residência do passageiro

 País de emissão do passaporte

 Endereço nos Estados Unidos, Espanha ou Inglaterra

 CEP nos Estados Unidos, Espanha ou Inglaterra

ATENÇÃO: O APIS deve ser preenchido para todos os passageiros com


destino aos territórios americano, espanhol ou inglês. O ESTA é que é
necessário apenas para passageiros que não necessitam de visto para
entrar nos Estados Unidos.

12.3.3 Documentação – Tipos de Documentos Aceitos para o APIS - EUA


Apesar de serem os documentos mais comuns para entrada nos Estados Unidos, o
passaporte americano (cidadãos americanos), passaportes dos países do VWPP e visto (para
as demais nacionalidades), não são os únicos aceitos pela imigração americana. Existem
vários outros documentos que podem ser apresentados no ato do check-in para embarque
com destino ao EUA.

12.3.3.1 Documentação – Immigrant Visa

Este documento é emitido para pessoas que conseguiram junto


ao governo americano autorização para morar e trabalhar legalmente
nos Estados Unidos. Ele antecede a emissão do Green Card.

Para embarque além deste documento, o passageiro deve


apresentar também seu passaporte.

Tanto o Immigrant Visa, como o passaporte devem estar


válidos.

81
12.3.3.2 Documentação – Adit Stamp

Ao entrar nos Estados Unidos com o Immigrant Visa, este


documento é retido pela imigração local e substituído por um carimbo
em seu passaporte.

A partir de então, o Adit Stamp será o documento que autorizará


a pessoa a morar, trabalhar e entrar em território americano, caso ele
tenha a necessidade de sair deste país até o Green Card ficar pronto.

Este carimbo também tem validade e só pode ser aceito válido.

12.3.3.3 Documentação – Green Card

Igual ao RNE, este é o documento de estrangeiros que moram


legalmente nos Estados Unidos.

Existem dois tipos de Green Card, o temporário e o permanente.

Tanto um quanto outro tem validade, e no ato do check-in deve


estar válido.

A apresentação deste documento não desobriga da necessidade da apresentação do


passaporte de sua nacionalidade.

12.3.3.4 Documentação – Notice of Action

Em alguns casos, o vencimento do Green Card pode ser prorrogado


através deste documento.

Neste caso para embarque é necessário a apresentação do Green


Card vencido, do Notice of Action e do passaporte do passageiro.

12.3.3.5 Documentação – Reentry Permit

Documento emitido para portadores de Green Card que precisem se


ausentar dos Estados Unidos por um tempo superior a 1 ano,

Mesmo que em seu retorno o documento ainda esteja válido, no


embarque será necessário a apresentação do Green Card, do Reentry
Permit e do passaporte do passageiro.

82
12.3.3.6 Documentação – Border Crossing

Documento emitido para cidadãos de países que façam fronteira com


os Estados Unidos (Cadadá e México).

Como o Canadá é um país integrando de VWPP, este documento só


é emitido para mexicanos que necessitem entrar em território americano
com certa freqüência.

Apesar de ser um documento para atravessar a fronteira, é permitida a sua utilização


caso um mexicano precise embarcar para os EUA a partir de um terceiro país.

O Border Crossing deve estar válido e precisa ser apresentado junto com o passaporte
mexicano, também dentro da validade.

12.3.3.7 Documentação – Transportation Letter

Carta emitida pela embaixada ou consulado americano em caso de


perda ou roubo do Green Card.

Esta carte dispensa a apresentação de qualquer outro documetno,


más deve ser usada dentro do prazo de validade informado no documento.

Junto com esse documento, deverá haver um envelope lacrado pelo


órgão que emitiu o Transportation Letter que não deverá ser aberto em
hipótese alguma.
12.3.3.8 Documentação – Refugee Document

Documento cedido a pessoas que sejam perseguidas


politicamente em seus países de origem, e aceitas com refugiadas em
território americano.

É um documento temporário, até que sua situação seja definida,


e é aceito como válido para entrada nos EUA, sem a necessidade da
apresentação do passaporte da nacionalidade do passageiro.

12.3.3.9 Documentação – Parole Letter

A carta parole é utilizada para várias situações e em seu corpo estará


descrito para que ela se destina.

Nem sempre ela autoriza seu portador a entrar em território americano,


e por esse motivo, deve ser lido o texto nela escrito para se ter certeza que
pode ser utilizada como documento de entrada.

83
12.4 Documentação – Vacina
Dependendo do destino, poderá ser exigida também a vacinação contra a
febre amarela.

Ela será exigida se o local para onde a pessoa pretende viajar houver
incidência desta doença ou ela resida em um país onde ela exista.

Nestes casos, a vacina deverá ser tomada em geral com 10 dias de antecedência da
viagem. E o cartão de vacinação internacional deverá ser apresentado no ato do check-in.

ATENÇÃO: A carteiras de vacinação utilizadas em campanhas, não servem


para viagens internacionais. Caso a comprovação da vacinação tenha sido
carimbada em uma carteira que não a internacional (de cor laranja ou areia),
deve-se procurar um posto de saúde ou da ANVISA (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária), e solicitar o transporte da comprovação de vacinação
da carteira normal, para a internacional.

12.5 Documentação – TIMATIC (Travel Infromation Manual Automatic)

A inobservância de qualquer um dos itens do capítulo 12 como: tipo, falta ou validade


de: documento, visto ou vacina, poderá resultar na negativa por parte da Policia de Imigração
local à entrada do passageiro no país.

Nesta situação a pessoa será considerada INAD (inadmissível) e retornará ao país de


origem.

Caso isso aconteça, a companhia aérea que transportou o passageiro até lá, será
multada pela imigração por ter falhado na checagem da documentação necessária.

A multa varia de país para país, mas em média tem


um valor entre USD1.000,00 e USD5.000,00 por
passageiro considerado INAD.

84
Como são muitos os países e as nacionalidades existentes, é impossível decorar todas
as exigências.

Por esse motivo, a IATA criou e gerencia um banco de dados chamado Travel
Information Manual (TIM) com informações referentes às exigências feitas por todos os países
do mundo para a entrada em seu território.

O TIM é um livro atualizado mensalmente que contém informações sobre exigências


sobre documentação, visto e vacinas.

O TIM pode ser encontrado também via sistemas de reservas (Sabre, Amadeus, Íris,
Gaetan, etc.), e é chamado de TIMATIC.

Mais recentemente a IATA disponibilizou o TIM via internet chamando-o de


TIMATICWEB.

Companhias aéreas que fazem viagens para o exterior, devem obrigatoriamente


disponibilizar o TIM a seus funcionários para evitar problemas para o viajante em seu destino
e evitar a cobrança de multas pesadas por parte da imigração.

A forma mais comum de utilização do TIM pelas companhias de aviação é o TIMATIC,


e por esse motivo iremos conhecer o seu funcionamento.

Para a utilização deste sistema é necessário conhecer os códigos utilizados:

 NA – Nacionalidade do viajante.

 EM – Local de embarque (sigla do país ou cidade).

 DE – Local de desembarque (sigla do país ou cidade).

 TR – Local de conexão (sigla do país ou cidade).

Todo comando do TIMATIC começa com o código TIRA (Tavel Informations Rules All –
todas as regras e informações de viagens do TIMATIC).

Para saber qual a documentação necessária para um brasileiro embarcar para a


Argentina, basta digitar o seguinte comando:

TIRA / NA BR / EM GRU / DE EZE

Caso ele tenha que fazer uma conexão no Paraguai o comando fica:

TIRA / NA BR / EM GRU / DE EZE / TR ASU

A ordem de digitação dos códigos não interfere no resultado.

Não deve haver espaços entre os caracteres.


85
A resposta do sistema será em inglês e duas palavras fazem toda a diferença:

 Recommended – É recomendável ter, mas a sua falta não é razão para a empresa negar o
embarque do passageiro. Caso a imigração negue a entrada pela falta da documentação, a
companhia não será penalizada.

 Required – É obrigatória a apresentação no ato do check-in. A falta acarretará na negativa


do embarque por parte da companhia aérea. Caso o passageiro viaje, será considerado INAD
e a empresa receberá uma multa.

A primeira coisa a aparecer será um resumo do que foi


solicitado, pois como são códigos, um caractere errado
poderá mudar toda a documentação necessária.

TIRA/NABR/EMGRU/DEEZE

NATIONAL BRAZIL /BR/ /EMBARKATION BRAZIL /BR/


DESTINATION ARGENTINA /AR/

VISA DESTINATION ARGENTINA /AR/

...... NORMAL PASSPORTS ONLY ......


PASSPORT REQUIRED.
ALSO ACCEPTED, PROVIDED COMING FROM BRAZIL, CHILE,
PARAGUAY OR URUGUAY:
- CEDULA DE IDENTIDAD /CERTIFICATE OF IDENTITY/ OR
- CARTEIRA DE IDENTIDADE /IDENTITY CARD/ OR
- DOCUMENTO NACIONAL DE IDENTIDAD /NATIONAL DOCUMENT OF
IDENTITY/

VISA NOT REQUIRED.

HEALTH DESTINATION ARGENTINA /AR/

VACCINATIONS NOT REQUIRED.

MALARIA PROPHYLAXIS RECOMMENDED.

O sistema diz que passaporte é requerido, mas se estiver vindo do Brasil, Chile,
Paraguai ou Uruguai a carteira de identidade é aceita (PACUB).

Visto não é necessário.

Vacina de febre amarela não é obrigatória, mas a da malária é recomendada.

86
TIRA/NABR/EMGRU/DELIM

NATIONAL BRAZIL /BR/ /EMBARKATION BRAZIL /BR/


DESTINATION PERU /PE/

VISA DESTINATION PERU /PE/

...... NORMAL PASSPORTS ONLY ......


PASSPORT REQUIRED /RECOMMENDED TO BE VALID AT LEAST 6 MONTHS
ON ARRIVAL/. ALSO ACCEPTED:
- NATIONAL IDENTITY CARD, PROVIDED TRAVELLING DIRECTLY FROM
BRAZIL.

VISA NOT REQUIRED FOR A MAX. STAY OF 90 DAYS, FOR TOURISTIC


PURPOSES ONLY.
30 DAY EXTENSIONS POSSIBLE /MAX. 3 EXTENSIONS/ BY APPLYING
WITH THE PERUVIAN IMMIGRATION AUTHORITIES. FEE: USD 20.-.

IF TRAVELLING FOR BUSINESS PURPOSES: VISA REQUIRED.

VISITOR MUST HOLD TICKET AND ALL DOCUMENTS REQUIRED FOR


RETURN/ONWARD JOURNEY. VISITOR NOT HOLDING RETURN/ONWARD
TICKETS MUST BUY ONE OR WILL BE DEPORTED.

IN CASE OF NON-COMPLIANCE WITH ENTRY REQUIREMENTS, A FINE OF


USD 1,000.- PER PASSENGER /USD 2,000.- IN CASE OF RECURRENCE/
WILL BE IMPOSED ON CARRIER AND PASSENGER WILL BE DEPORTED.

HEALTH DESTINATION PERU /PE/

BRAZIL /BR/ YELLOW FEVER INFECTED AREAS


YELLOW FEVER VACCINATION REQUIRED IF ARRIVING WITHIN 6 DAYS.
EXEMPT ARE CHILDREN UNDER 6 MONTHS.

MALARIA PROPHYLAXIS RECOMMENDED.

Neste caso, o passaporte deverá estar válido por pelo menos 6 meses a partir da data
de entrada. E só é aceito cédula de identidade se estiver chegando direto do Brasil

Visto não é necessário para uma estadia máxima de 3 meses, podendo haver até três
extensões de 30 dias cada, pagando-se uma taxa de USD 20 por cada solicitação.

O passageiro deverá portar um bilhete de retorno ou prosseguimento para um outro


país além de toda documentação obrigatória para entrada neste local.

Caso o passageiro venha de algum local onde há incidência de febre amarela, ou tenha
estado lá a menos de 6 dias, a vacinação é obrigatória. Exceto para crianças com menos de 6
meses de idade.

A profilaxia da malária é recomendada.

87
TIRA/NAAR/EMAR/DELIM

NATIONAL ARGENTINA /AR/ /EMBARKATION ARGENTINA /AR/


DESTINATION PERU /PE/

VISA DESTINATION PERU /PE/

...... NORMAL PASSPORTS ONLY ...


PASSPORT REQUIRED /RECOMMENDED TO BE VALID AT LEAST 6 MONTHS
ON ARRIVAL/.

VISA NOT REQUIRED FOR A MAX. STAY OF 90 DAYS, FOR TOURISTIC


PURPOSES ONLY.
30 DAY EXTENSIONS POSSIBLE /MAX. 3 EXTENSIONS/ BY APPLYING
WITH THE PERUVIAN IMMIGRATION AUTHORITIES. FEE: USD 20.-.
IF TRAVELLING FOR BUSINESS PURPOSES: VISA REQUIRED.

VISITOR MUST HOLD TICKET AND ALL DOCUMENTS REQUIRED FOR


RETURN/ONWARD JOURNEY. VISITOR NOT HOLDING RETURN/ONWARD
TICKETS MUST BUY ONE OR WILL BE DEPORTED.

IN CASE OF NON-COMPLIANCE WITH ENTRY REQUIREMENTS, A FINE OF


USD 1,000.- PER PASSENGER /USD 2,000.- IN CASE OF RECURRENCE/
WILL BE IMPOSED ON CARRIER AND PASSENGER WILL BE DEPORTED.

HEALTH DESTINATION PERU /PE/

YELLOW FEVER VACCINATION RECOMMENDED IF VISITING JUNGLE AREAS


BELOW 2300M, EXCEPT CHILDREN UNDER 6 MONTHS.

MALARIA PROPHYLAXIS RECOMMENDED.

Aqui não é aceito nenhum tipo de documento que não o passaporte.

Visto não é necessário para turistas. As regras são as mesmas do caso anterior.

Vacinação de febre amarela é recomendável para visitas em áreas de selva abaixo de


2300 metros.

O não cumprimento de alguma destas regras ocasionará uma multa de USD 1.000,00 e
na deportação do passageiro. USD 2.000,00 em caso de reincidência.

88
TIRA/NAPY/EMGRU/DESIN/TRCDG

NATIONAL PARAGUAY /PY/ /EMBARKATION BRAZIL /BR/


TRANSIT FRANCE /FR/ /DESTINATION SINGAPORE /SG/
ALSO CHECK DESTINATION INFORMATION BELOW

VISA TRANSIT FRANCE /FR/

...... NORMAL PASSPORTS ONLY ......


VISA NOT REQUIRED.

PASSENGER MUST HOLD:


- ONWARD TICKET AND
- SUFFICIENT FUNDS AND
- DOCUMENTS FOR RETURN/ONWARD JOURNEY.

VISA DESTINATION SINGAPORE /SG/


...... NORMAL PASSPORTS ONLY ......
PASSPORT /MUST BE VALID AT LEAST 6 MONTHS ON ARRIVAL/ REQUIRED.

VISA NOT REQUIRED PROVIDED OBTAINING A SOCIAL VISIT PASS


ON ARRIVAL FOR A STAY UP TO 30 DAYS /FREE OF CHARGE/.
EXTENSION OF STAY UP TO 3 MONTHS MAY BE POSSIBLE.
FEE FOR EXTENSION OF SOCIAL VISIT PASS IS SGD 40.-.

VISITOR MUST HOLD:


- CONFIRMED RETURN OR ONWARD TICKET /NOT APPLICABLE TO AIRLINE
STAFF TRAVELLING ON REDUCED FARE/STANDBY TICKETS OR TO
STUDENTS HOLDING A STUDENT$S PASS/ AND
- SUFFICIENT FUNDS FOR MAINTENANCE DURING STAY IN SINGAPORE
AND
- VALID DOCUMENTS /INCLUDING VISAS, IF REQUIRED/ TO ONWARD
DESTINATIONS.

ENTRY MAY BE REFUSED TO HIPPY TYPES.

NON-COMPLIANCE WITH ENTRY REGULATIONS MAY LEAD TO DEPORTATION


OF PASSENGER TO COUNTRY OF ORIGIN AT CARRIER$S EXPENSE.

HEALTH TRANSIT FRANCE /FR/

HEALTH DESTINATION SINGAPORE /SG/

BRAZIL /BR/ YELLOW FEVER ENDEMIC AREAS


BRAZIL /BR/ YELLOW FEVER INFECTED AREAS
YELLOW FEVER VACCINATION REQUIRED.

EXEMPT ARE: CHILDREN UNDER 1 YEAR OF AGE.

WARNING: A YELLOW FEVER CERTIFICATE IS ONLY CONSIDERED VALID


FROM 10 DAYS AFTER THE DATE OF VACCINATION.

89
EXERCÍCIOS

31. Quais os países integrantes do acordo PACUB?

32. Quais documentos uma criança brasileira de 6 meses poderá apresentar para
embarcar do Brasil para o Uruguai?

33. Um venezuelano aparece em seu balcão de check-in querendo embarcar para o


Paraguai apresentando sua cédula de identidade. Você faria o atendimento deste
passageiro? Por quê?

34. Cite cinco documentos válidos para embarque dentro do território nacional?

35. Um passageiro Boliviano que tem autorização para morar legalmente no Brasil,
quer embarcar para a Argentina apresentando sua RNE (registro nacional de
estrangeiros). É possível o embarque? Por quê?

36. Um paraguaio está tentando embarcar para o Chile a partir de Guarulhos


apresentando sua cédula de identidade paraguaia. Você faria o check-in? Por quê?

37. Qual documento será cobrado de um brasileiro que queira embarcar para Paris?

38. Para que serve o TIMATIC?

39. Qual comando deverá ser digitado para saber o que é necessário para um costa
riquenho embarcar para a China a partir dos Estados Unidos fazendo uma conexão
na Alemanha.

90
40. Um passageiro está embarcando hoje para os Estados Unidos, com retorno
marcado para após 20 dias. Porém seu visto vencerá em 3 dias. Ele poderá
embarcar? Por quê?

41. O que é o VWPP?

42. Um brasileiro que mora legalmente nos Estados Unidos está querendo embarcar
de CGH para SSA apresentando no check-in sua carteira de habilitação americana.
Você faria o check-in dele? Por quê?

43. O que deverá conter em um passaporte de um país integrante do Programa Visa


Waiver emitido após 25/10/2006?

44. Quais os países com os quais o Brasil mantém acordo Bi-lateral para aceitação de
documento de identidade.

45. Quais as regras para a aceitação de uma cédula de identidade nos acordos
PACUB e Bi-lateral?

46. Qual a condição para a aceitação de um passaporte vencido?

47. O que é um INAD e por que esta situação acontece?

48. O que é o APIS e o ESTA?

49. O que pode ser feito caso uma pessoa precise viajar para um país com o qual o
seu país de origem não mantenha relações diplomáticas?

91
BAGAGEM

92
13.0 Bagagem

É considerada bagagem todo objeto levado a bordo pelo


passageiro.

Para a aviação existem três tipos de bagagens:

 De mão – volume trazido para a cabine de passageiro.


 De porão – volume que segue no compartimento de bagagens da aeronave.
 Especial – bagagens que para seu transporte pode ser cobrada uma taxa extra.

13.1 Bagagem – De Mão

A bagagem de mão é um volume pequeno cujas dimensões máximas não podem


exceder 115cm³. Ou seja, a soma de seu comprimento, largura e altura dever ser igual ou
inferior ao tamanho máximo determinado pela ANAC.

A – Altura
B – Largura
C – Comprimento
A
A + B + C = 115cm³
B
C

Há também uma limitação de peso. Para ser considerada como bagagem de mão, o
volume não deve pesar mais de 5kg.

A regra diz que cada passageiro tem direito a levar apenas um volume de mão, porém
em situações especiais a companhia aérea poderá liberar o embarque de um outro volume.
Como por exemplo, uma pasta executiva mais um notebook.

As limitações de tamanho e peso levam em conta o conforto dos passageiros a bordo e


a segurança.

Durante pousos e decolagens os volumes deverão permanecer dentro do


compartimento reservados à bagagens de mão ou em baixo do assento do passageiro,
exceção feita às saídas de emergência, onde não é permitida a acomodação destes volumes
em baixo do assento.

A liberação indiscriminada do peso da


bagagem de mão pode colocar em
risco a segurança do vôo.

93
13.2 Bagagem – De Porão

Bagagens de porão, também chamadas como bagagens despachadas


ou registradas, seguem no compartimento de bagagens da aeronave e
dependendo do destino os parâmetros de tamanho e peso mudam.

A IATA determina dois tipos de franquias de bagagens despachadas:

 Peso

 Peça

Franquia é o quanto de peso e volumes podem ser transportados no porão da


aeronave sem que o proprietário tenha que pagar taxa de excesso.

As franquias são determinadas pelas áreas IATA, vistas no capítulo 8 deste manual,
mas a grosso modo, podemos dizer que em vôos dentro do mesmo país ou mesmo
continente, aplica-se o sistema de peso. Quando a área de atuação do vôo é intercontinental,
isto é, muda de continente, o sistema aplicado é o de peça.

ATENÇÃO: As regras para vôos domésticos são determinadas pelo órgão


de aviação civil local e estes podem determinar franquias ou parâmetros
diferentes. Para os vôos internacionais, as regras são ditadas pela IATA,
mas acordos bi-laterais entre os países envolvidos também podem mudá-
las.

13.2.1 Bagagem – Franquia de Peso

No sistema de peso a ANAC determina através da portaria 689/GC5 que o passageiro


pode levar até 10kg para aeronaves de até 20 assentos, 18kg para modelos que tenham
entre 21 e 30 lugares e 23kg para aviões com mais de 31 poltronas, independente da
quantidade de volumes. Tudo o que ultrapassar estes pesos máximos determinado, estará
passível de cobrança de excesso de peso.

A cobrança do excesso neste tipo de franquia tem cálculos diferentes para vôos
domésticos e internacionais.

13.2.1.1 Bagagem – Cobrança de Excesso em Vôo Doméstico

Para este tipo de vôo, é cobrada uma taxa de 0,5% da tarifa Y (cheia) por quilo que
exceder os pesos máximos permitidos.

ATENÇÃO: Independente do valor pago pelo bilhete de passagem, os


cálculos de excesso são feitos em cima da tarifa mais cara do vôo.

94
Exemplo:

Em um vôo CGB / BSB, um passageiro irá despachar 30Kg de bagagem. A tarifa Y do


vôo é BRL433,00. O valor a ser pago de excesso será de BRL15,12

Como chegamos a este valor:

O sistema de franquia de peso libera 23Kg, portanto ele está levando 7Kg a mais do
que o permitido.

30 – 23 = 7.

Temos então que descobrir quanto é 0,5% de BRL433,00, valor da tarifa Y.

433,00 X 0,5% = 2,16

Para cada quilo excedido será cobrado uma taxa de BRL2,16.

2,16 X 7 = 15,12 (valor a ser cobrado de excesso de bagagem).

13.2.1.2 Bagagem – Cobrança de Excesso em Vôo Internacional

O cálculo para se descobrir o excesso em vôo internacional onda a franquia é peso, é


feito da mesma forma que no 13.2.1.2, porém a porcentagem a ser cobrada é de 1% da tarifa
Y.

Em um vôo GRU / EZE, para os mesmos 30Kg de bagagem despachada e o mesmo valor de
bilhete, o passageiro pagará um excesso de BRL30,31.

30 – 23 = 7

433,00 X 1% = 4,33

4,33 X 7 = 30,31

Em situações especiais, é possível liberar


alguns quilos a mais para o passageiro, mas
somente com autorização de um chefe
imediato: líder, supervisor ou gerente.

ATENÇÃO: Quando o bilhete envolver trechos domésticos e internacionais,


prevalece o internacional para o calculo do excesso.

95
13.2.2 Bagagem – Franquia de Peça

Neste tipo de franquia, cada pessoa pode levar:

 Dois volumes
 Pesando 32Kg cada um deles
 Dimensões máximas de 158cm³

Tudo o que exceder estes parâmetros estará sujeito a uma cobrança extra.

Esta taxa não é calculada em cima de uma porcentagem do valor da passagem. O


preço neste caso, nem interessa.

Serão cobradas taxas fixas, pré-determinadas pela IATA para cada parâmetro que for
desrespeitado.

A Taxa varia de acordo com o destino final do passageiro. Veja a tabela abaixo:

Miami e New York (EUA) USD 75


Alaska, Havaí e pontos nos EUA, exceto Miami e New
USD 85
York
Japão e Coréia USD 175
China, Hong Kong, Macau, Filipinas, Taiwan USD 195
Bangladesh, Brunei, Cambodia, Índia, Indonésia, Laos,
Malásia, Myammar, Nepal, Paquistão, Cingapura, Sri USD 204
Lanka, Tailândia, Vietnã
Pontos no Canadá, exceto Montreal e Toronto USD 120
Montreal e Toronto USD 107
África USD 50
Bangkok e demais pontos na Asia USD 175
Oceania USD 175
Europa, com exceção da Grã Bretanha USD 120
Grã Bretanha USD 150
Pontos no Oriente Médio USD 150

Exemplo:

Um passageiro embarcando para Bangkok (BKK), levando consigo 4 volumes, o 1º


pesando 30Kg, o 2º 32Kg, o 3º 35kg e o 4º 33Kg. Ele pagará de excesso um total de 4 taxas
de USD175,00, o que perfaz USD700,00.

Isso porque no sistema de peça uma pessoa pode levar 2 volumes. Portanto está
levando dois a mais. Só aí já são 2 taxas. Cada volume pode pesar 32Kg. Um pesa 35Kg e o
outro 33Kg. Portanto mais duas taxas, uma para cada volume que excedeu o limite.

96
A cobrança de excesso por peso no sistema de peça também varia de acordo com o
peso excedido de cada volume.

33Kg até 45Kg 1 taxa


46Kg até 55Kg 2 taxas
56Kg até 65Kg 3 taxas
66Kg até 75Kg 4 taxas

Acima de 75Kg só poderá ser despachado como carga.

ATENÇÃO: Por uma lei da UE (União Européia), nenhum volume pode


embarcar para os países membros pesando mais de 32Kg. Por esse motivo
não há cobrança de excesso por peso para estes destinos.

Quando houver vôos envolvendo os dois tipos de excesso, peso e peça, o


sistema de peça prevalece.

13.3 Bagagem – Especiais

São consideradas bagagens especiais, todo volume que por sua


natureza é autorizada a cobrança de uma taxa extra, ou é necessária a
apresentação de algum tipo de documento.

A IATA permite que vários tipos de volumes tenham uma cobrança


diferenciada, como por exemplo: bolas de boliche, bicicletas, tacos de golfe, pranchas de surf,
animais, entre outros.

Cabe à companhia aérea decidir sobre sua cobrança ou não.

Das bagagens especiais, o mais comum de ser transportado são os animais de


estimação, conhecidos na aviação como animais vivos.

Os tipos de animais aceitos para transporte como bagagens podem variar entre as
empresas aéreas. Os mais comuns são cães e gatos.

Existem três tipos de animais vivos:

 PETC
 AVIH
 ANIMAS DE SERVIÇO

97
13.3.1 Bagagem – PETC (PET Cabin)

O PETC, é aquele que embarca junto com seu dono na cabine de


passageiros.

O pet container, ou kennel como é mais conhecido deve ter o


mesmo tamanho de uma bagagem de mão porem o peso do kennel
mais o do animal juntos podem ter até um total de 10Kg.

O kennel deverá ser acomodado em baixo do assento do passageiro para pousos e


decolagens, e o animal não poderá ser retirado do pet container em nenhum momento.

A quantidade de PETC a bordo poderá


variar de acordo com o tamanho da
aeronave.

ATENÇÃO: Nem todas as companhias aéreas aceitam levar animais dentro


da cabine de passageiros.

13.3.2 Bagagem – AVIH (Live Animal in Hold)

Este segue no porão da aeronave junto com as demais


bagagens despachadas.

Também deverá estar dentro de um kennel que garanta o


conforto mínimo para o animal, dando condições para que ele tenha seus hábitos satisfeitos
(deitar, sentar e espreguiçar), e seja forte o suficiente para reter o animal em seu interior
durante toda a viagem.

Para ser considerado AVIH, o peso máximo do kennel e do animal juntos não pode
ultrapassar 40Kg. Acima desse peso ele deverá ser transportado como carga.

A IATA permite que dentro de um mesmo pet container sejam transportados dois
animais, desde que sejam da mesma ninhada e não tenham idade superior a 6 meses.

Em geral são transportados apenas dois animais por aeronave. Por esse motivo, deve
ser feita uma reserva com antecedência para garantir espaço dentro do porão.

ATENÇÃO: Nem o PETC, nem o AVIH poderão estar sedados na hora do


embarque.
98
13.3.3 Bagagem – Animal de Serviço

O cão guia, tem livre acesso à aeronave e quando do seu embarque,


ele estará preso apenas por sua guia.

Ele ficará sentado aos pés do seu dono, sendo de preferência


designado para eles a primeira fileira de assentos.

Não há limite de animais de serviço por aeronave.

13.4 Bagagem – Cobrança de Excesso para Animais Vivos

O animal vivo não entra na franquia de bagagem do seu proprietário. O que significa
que mesmo que seu dono não esteja levando nada de bagagem, ele pagará o excesso pelo
transporte do animal.

No sistema de peso, a cobrança é exatamente igual a de uma bagagem comum. 0,5%


da tarifa Y por quilo do animal e kennel em vôos domésticos, e 1% nos internacionais.

Quando o sistema é de peça, independente do peso do animal, cobra-se 2 taxas de


excesso.

Não é cobrado nenhum tipo de taxa para


o embarque do cão guia.

13.5 Bagagem – Documentação para Embarque de Animal Vivo

Existem alguns documentos que deverão ser trazidos pelo proprietário do animal.

Para embarque em vôo doméstico o passageiro deverá apresentar:

 Carteira de vacinação do animal com a vacina anti-rábica válida

 Atestado veterinário, comprovando que o animal está em boas condições de saúde.

99
Já para os vôos internacionais, além dos documentos acima citados, é necessária
também a apresentação do CZI (Certificado Zôo Sanitário Internacional). Documento emitido
pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente).

Caso o animal siga para algum país


integrante da União Européia, deverá
ser implantado em seu corpo um chip.

100
Na hora do check-in um funcionário da companhia aérea deverá checar a
documentação, as condições do kennel e se o animal não está sedado. Caso esteja tudo
certo, será cobrado o excesso e preenchido um formulário chamado NOTOC (Notification To
Captain).

Este documento será preenchido em 3 vias, sendo uma de arquivo da base de origem,
outra segue junto ao kennel com as demais documentações e a terceira é enviada para o
comandante da aeronave para que ele esteja ciente da presença do animal no porão.

Outro documento que deverá ser preenchido no ato do check-in é o Certificado do


Remetente.

Este documento isenta a companhia aérea de responsabilidades caso o animal venha


a se machucar ou até mesmo morrer por problemas que não tenham sido causados por erro
ou mau manuseio por parte da companhia aérea.

101
13.6 Bagagem – Armas

Existem dois tipos de armas que podem ser transportadas via aérea:

 Armas brancas
 Armas de fogo

ATENÇÃO: Só é permitido o embarque de qualquer tipo de arma em vôos


nacionais. Nos internacionais, apenas armas para tiro desportivo com prévia
autorização do Ministério do Exercito Brasileiro e do órgão relativo no país
de destino

13.6.1 Bagagem – Armas Brancas

São consideradas armas brancas, todo objeto “perfuro cortantes”


ou seja, tudo que tiver fio ou ponta, como por exemplo: facas, canivetes,
estiletes, alicates, abridor de carta, saca rolhas, etc.

Este tipo de material, não pode ser transportado na bagagem de mão por motivo de
segurança, devendo estar dentro da bagagem despachada.

Caso o objeto seja descoberto no raio-x, impossibilitando sua colocação na bagagem


de porão, o procedimento a ser adotado é colocar a arma branca dentro de um envelope
conhecido como Envelope de Objeto Restrito, lacrar e envia-lo para o cofre do avião, que fica
no porão da aeronave.

No envelope são preenchidos os dados do passageiro, bem como do vôo e é dado um


comprovante para viajante, que recuperará o objeto no destino.
102
13.6.2 Bagagem – Armas de Fogo

Para o embarque da arma de fogo, o passageiro deverá


apresentar os seguintes documentos:

 RG
 Registro da arma
 Porte de arma

Um funcionário deverá acompanhar o passageiro junto com todos os documentos e


dois envelopes de objetos restritos até a Polícia Federal do aeroporto, que irá liberar, ou não,
o embarque da arma.

Uma vez feita a liberação, o proprietário deverá desmuniciar a arma colocando-a dentro
de um envelope e a munição em outro.

Os dois envelopes são levados ao cofre, no porão do avião e só serão devolvidos ao


dono pela Policia Federal do aeroporto de destino.

13.7 Bagagem – Órgãos para Transplante

Em uma ação conjunta envolvendo as companhias aéreas, a


ANAC e a Central Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde,
com objetivo de promover o aumento quantitativo de transplantes
no país, as companhias aéreas se comprometem a realizar o
transporte aéreo de órgãos, tecidos e partes extraídas do corpo de doadores falecidos, em
regime de gratuidade para viagens domésticas.

O órgão para transplante deverá estar em compartimento apropriado (caixa térmica),


lacrada com fita adesiva e com as seguintes informações:

 Dados do destinatário (nome do médico responsável).

 Nome, endereço completo e telefone de contato do hospital de destino.

 Nome, endereço completo e telefone de contato do hospital de origem.

 Nome do órgão.

Deverá ser apresentada uma carta da Central Nacional de Transplantes autorizando o


embarque.

O comandante deverá estar avisado da presença do órgão na aeronave através do


preenchimento por parte do staff de terra do NOTOC.

Caso haja sequênciamento de aeronaves para


decolagem ou pouso devido a tráfego aéreo, os
aviões que estiverem transportando órgãos terão
prioridade.
103
EXERCÍCIOS

Para os exercícios com cálculo de excesso, considerar aeronaves com


mais de 31 assentos.

50. Quais os parâmetros para um volume ser considerado como bagagem de mão?

51. Quais os parâmetros do sistema de peça?

52. Como é cobrado o excesso de bagagem em um vôo internacional no sistema de


peso?

53. O Sr. Carlos Santana comprou um bilhete para viajar de BSB para BVB no valor de
BRL 275,14. E tem como bagagem 42Kg de peso. A tarifa cheia do vôo é
BRL 456,00. Calcule o excesso a ser pago.

54. Amanda Campos tem um passagem cuja tarifa Y é USD 890,00 para viajar de
Guarulhos para Caracas na Venezuela, fazendo uma conexão em Manaus. Está
levando como bagagem um volume pesando 29Kg mais um volume de mão
pesando 5Kg. Calcule o excesso.

55. Ricardo Santos tem 16 anos e está viajando de CGH para IOS e irá despachar 3
volumes que pesam 7Kg, 8Kg e 8Kg consecutivamente. Sabendo que a tarifa Y do
trecho é BRL 395,00, calcule o excesso a ser pago.

56. Juan Ernandez irá fazer a seguinte viagem: EZE X/GRU X/BSB / MCP. Pagou pelo
bilhete ARS 1.397,22. Está levando como bagagem 53Kg. Calcule o excesso.

57. Lucia prado esta indo para o Rio de ponte aérea levando como bagagem de mão
um volume de 5Kg e despachando um volume pesando 10Kg mais um gato que
junto com o kennel pesa 7Kg. Sabendo que a tarifa Y do trecho é BRL 540,00,
calcule o excesso a ser pago.

104
58. Mrs. Kelly Smith embarcará para Miami levando consigo 3 volumes pesando 30Kg,
33Kg e 47Kg consecutivamente. Sabendo que a tarifa Y é USD 1345,00, calcule o
excesso.

59. Paulo Santos fará a seguinte viagem: RAO X/GRU X/CDG / SIN levando consigo
um volume pesando 32Kg mais um cachorro pesando 25Kg. Calcule o excesso.

60. Quais documentos devem ser apresentados para embarcar um animal:

Em vôo doméstico:

Em vôo internacional:

Para a União Européia:

61. O que um funcionário de check-in deve checar para o embarque de um animal


como bagagem e qual formulário deverá preencher?

62. Qual o limite de cães guia por aeronave?

63. Quais documentos devem ser apresentados para o embarque de um revólver e


qual procedimento deverá ser adotado pelo funcionário da companhia aérea?

64. O que deve ser apresentado para o embarque de um órgão para transplante?

105
PASSAGEIROS
ESPECIAIS

106
14.0 Passageiros Especiais

São considerados passageiros especiais todos aqueles que dada


as circunstâncias, necessitam da apresentação de algum tipo de
documento ou de um atendimento diferenciado. Exemplo: Gestantes,
menores, idosos, detentos, passageiro de primeira classe, etc.

14.1 Passageiros Especiais – Gestantes

Por causa da pressurização da aeronave, toda gestante requer um


cuidado especial para o embarque.

As regras para a aceitação de uma gestante podem variar entre as


companhias aéreas . Mas todas solicitam a apresentação de um atestado
médico a partir de um determinado tempo de gestação.

Exemplo:

Avianca Brasil / Pantanal

 Até a 24ª semana solicitam o preenchimento de um termo de responsabilidade para o


embarque.

 A partir da 25ª semana, apresentação do atestado médico.

Gol / Varig / Azul

 Até a 27ª semana, preenchimento do termo de responsabilidade.

 Da 28ª a 35ª semana, atestado médico.

 A partir da 36ª somente acompanhada por um médico

TAM

 A partir da 28ª semana atestado médico.

No atestado médico deve constar que a passageira está apta a fazer uma viagem VIA
AÉREA, ter a data e o trecho da viagem e quanto tempo a pessoa poderá ficar a bordo.

Caso a gestante não tenha o atestado, o embarque


só poderá ser realizado se houver o
acompanhamento de um médico.

107
14.2 Passageiros Especiais – Idodos
Não há nenhum procedimento especial para o idoso, a não
ser que na reserva de uma pessoa com idade avançada apareça o
código AIRIMP MAAS (meet and assist).

Neste caso, um agente de aeroporto deverá acompanhar esta pessoa até a sala de
embarque dando-lhe toda assistência necessária.

Deve ser enviada uma mensagem ao aeroporto de destino para que na chegada da
aeronave um funcionário já esteja de prontidão aguardando seu desembarque na porta do
avião.

Lembre-se que as pessoas de mais idade podem ter


um ritmo mais lento para caminhar.

ATENÇÃO: Não é necessário o MAAS estar registrado na reserva do


passageiro para que este atendimento seja realizado. Ele poderá ser
solicitado por um parente ou até mesmo pela própria pessoa no ato do
check-in.

14.3 Passageiros Especiais – Menores de idade

As regras para o embarque de um menor variam dependendo do


tipo de vôo (domestico/internacional), da faixa etária e do tipo de
acompanhamento (acompanhado/desacompanhado).

Também há variações por parte das companhias aéreas.

Em vôos domésticos, temos as seguintes faixas etárias:

 INF – 7 dias a 2 anos incompletos.


 CHD – 2 anos completos a 12 anos incompletos
 ADT – Acima de 12 anos completos

Para os vôos internacionais as faixas são:

 INF – 7 dias a 2 anos incompletos.


 CHD – 2 anos completos a 18 anos incompletos
 ADT – Acima de 18 anos completos

108
De acordo com as regras tarifárias da IATA, o INF paga 10% do valor da passagem em
o CHD (até 12 anos incompletos) 25%. Porém a grande maioria das empresas de aviação não
cobra tarifa para o INF, desde que não ocupe assento.

14.3.1 Passageiros Especiais – Menores Acompanhados (doméstico)

Para o embarque de um menor sem a necessidade da apresentação de uma


autorização judicial, ou dos pais com firma reconhecida em cartório, ele deverá estar
acompanhado de:

 Pelo menos um dos pais ou tutores legais.

 Parente de até 3º grau (irmão, tios, avós e bisavós) maior de 18 anos.

Em vôos domésticos, caso a criança (INF/CHD) embarque com pelo menos um dos
pais, não será necessária autorização nem judicial nem do outro cônjuge.

Tutores deverão apresentar no ato do check-in documento que provem que são os
responsáveis legais pela criança.

Parentes de até 3º grau, desde que tenham o parentesco comprovado


documentalmente também podem embarcar sem necessidade de autorização.

14.3.2 Passageiros Especiais – Menores Acompanhados (internacional)


As regras para o vôo internacional mudam. O menor só poderá viajar sem
apresentação de autorização judicial ou dos pais com firma reconhecida em cartório quando:

 Estiver acompanhada da mãe e do pai, mesmo em caso de separação judicial.

 Estiver acompanhada dos tutores legais.

 A paternidade for desconhecida. Não consta o nome do pai no documento da criança.

 Um dos pais for falecido. A certidão de óbito deve ser apresentada.

Nos casos de adoção, os nomes dos tutores já


devem estar constando no documento da criança.
Isto acontece em média após um ano da adoção.

109
14.3.3 Passageiros Especiais – Menores Desacompanhados (UMNR)

Para o embarque de um UMNR (menor desacompanhado) será necessária a


apresentação de uma autorização judicial ou de ambos os pais (mesmo em caso de
separação judicial) com firma reconhecida em cartório.

As autorizações serão obrigatórias em vôos domésticos para crianças até 12 anos


incompletos e em internacionais até 18 anos incompletos.

É necessário também o preenchimento de um formulário conhecido com Autorização


Interna de Viagem (AIV) no ato do check-in.

MP

Neste documento deverão constar os seguintes dados:

 Nome, RG, endereço, telefone e parentesco do responsável na origem.

 Nome e idade do menor.

 Número do vôo, origem e destino.

 Nome, RG, endereço e telefone do responsável no destino.

ATENÇÃO: O menor só poderá ser entregue à pessoa cujo nome conste no


AIV. Por esse motivo é sempre bom constar o nome de mais de uma
pessoa autorizada a retirá-la no destino.

110
Uma vez conferido os documentos o AIV deverá ser assinado pelo responsável pelo
UMNR e pelo funcionário da companhia aérea e tudo colocado dentro de uma sacola UM.

MP

O menor será acompanhado até a sala de embarque pelo funcionário da empresa que
aguardará o inicio do embarque. Ele será entregue à comissária chefe do vôo que também
assinará o AIV.

No desembarque haverá um funcionário de terra aguardando a abertura da porta do


avião. Ele assinará o AIV recebendo o UMNR e o acompanhará até o saguão do aeroporto
entregando-o a pessoa autorizada para retirá-lo no destino. Esta pessoa assina o AIV e a
partir de então a responsabilidade da companhia aérea para com o menor cessa.

A quantidade de formulários AIV a serem preenchidos varia de acordo com a


quantidade de conexões. Em vôos diretos são 3 vias.

 1ª via – arquivo da origem.


 2ª via – arquivo do vôo.
 3ª via – arquivo do destino.

Para cada conexão aumentam mais 2 vias.

 1ª via – arquivo da origem.


 2ª via – arquivo do 1º vôo.
 3ª via – arquivo da conexão.
 4ª via – arquivo do 2º vôo.
 5ª via – arquivo do destino

ATENÇÃO: O transporte de UMNR só pode acontecer quando houver


conexões imediatas e não houver troca de aeroporto (surface).
Interline/EDIFACT somente se houver acordo entre as companhias aéreas
para aceitação de menores.

111
Podem variar as idades aceitas para transporte de menor desacompanhado pela
empresa, e dependendo da faixa etária exigir a contratação de um tripulante extra para
acompanhar a criança.

Gol / Varig / Azul

 Não transportam crianças de 7 dias a 5 anos incompletos.

TAM / Pantanal

 Não transportam crianças de 7 dias a 2 anos incompletos.


 Exigem um tripulante extra para menores entre 2 anos completos e 5 incompletos.

Avianca Brasil

 Não transportam crianças de 7 dias a 6 meses incompletos.


 Exige um tripulante extra entre 6 meses completos e 5 anos incompletos.

14.4 Passageiros Especiais – Cadeirantes (WCHC)

Não existem regras para o transporte de passageiros em cadeira


de rodas. Apenas uma limitação de embarcar na aeronave 50% da
quantidade de tripulantes comerciais (comissários).

Atletas para-olímpicos ou cadeirantes


acompanhados não se enquadram nesta restrição.

Porém alguns cuidados devem ser tomados.

Quando o embarque se der por meio de fingers (pontes que levam o passageiro da
sala de embarque direto para a aeronave), a descida deverá ser feita de costas, ou seja de
marcha ré.

O motivo é pelo fato das pontes serem inclinadas e correr-se o risco da pessoa que
estiver acompanhando o cadeirante não conseguir segura-lo na descida.

Quando o embarque for em posição remota e não houver uma AMBULIFT


(equipamento elevatório), a entrada na aeronave deverá ser feita por escadas.

Este tipo de embarque requer o auxílio de 3 pessoas. Uma segurando a cadeira pelas
rodas, outra pela parte de trás e um terceiro escorando os demais para evitar perda de
equilíbrio e queda nas escadas.

112
14.5 Passageiros Especiais – Maca (STCR)

O embarque de passageiros em maca, é raro, pois o valor a ser


pago é muito alto.

Dependendo da configuração da aeronave 6 ou 9 assentos serão


cobrados pela companhia de aviação, e o passageiro em maca terá direito de levar de 1 a 3
acompanhantes.

Há algumas restrições quanto ao embarque de passageiro em maca, não são


aceitos passageiros:

 Com doença infecto-contagiosa.

 Poli traumatizados.

 Em coma.

 Sem acompanhantes.

É necessária a apresentação de atestado médico informando qual a enfermidade e


assegurando que o paciente está em condições de viajar.

Algumas companhias exigem em vez do atestado médico um formulário chamado


MEDIF (medical information), que deve ser retirado com antecedência e preenchido pelo
médico responsável pela pessoa.

A liberação para o embarque nestes casos só é feita após avaliação por parte de uma
equipe médica a serviço da companhia aérea, após a análise do MEDIF.

Deve haver uma reserva antecipada, pois além de


apenas poder embarcar uma maca por vôo, a
companhia terá que preparar a aeronave para
recebê-la e fazer arranjos prévios junto às
administradoras dos aeroportos de origem e destino.

É uma prerrogativa de companhia aérea transportar maca.

ATENÇÃO: O transporte de maca só é realizado em vôos domésticos.

113
14.6 Passageiros Especiais – Cegos (BLND) e Surdos (DEAF)

Assim como os passageiros idosos, não há nenhuma regra a ser


cumprida. Apenas cuidados durante o tempo em que ele estiver aos
cuidados da empresa.

A tripulação deve estar ciente da presença e localização deles na


aeronave para poder prestar um atendimento adequado.

14.7 Passageiros Especiais – Presos

Sempre que houver o embarque de um detento, ele deverá


obrigatoriamente estar acompanhado por dois policiais e os seguintes
procedimentos devem ser seguidos:

 Devem se acomodados na última fileira de assentos da aeronave.

 Ser os primeiros a embarcar

 Sempre embarcar pela porta traseira do avião.

 Ser os últimos a desembarcar.

Durante todo o trajeto ele deverá ficar algemado e com um pano cobrindo as algemas.

Há um limite de apenas dois passageiros presos por aeronave.

A tripulação deverá estar ciente da presença e da localização deles a bordo.

14.8 Passageiros Especiais – Deportados (DEPU / DEPA / INAD)

Passageiros Deportados tem sua documentação retida e entregue diretamente à


Policia de Imigração de seu país de origem.

Eles podem ser:

 DEPU – Deportados desacompanhados.

 DEPA – Deportados acompanhados.

 INAD – Inadmissível

As documentações do DEPU e do INAD seguem junto com a tripulação.

Já o DEPA, tem as mesmas regras do passageiro preso e sua documentação segue


junto com a escolta.

114
14.9 Passageiros Especiais – Armados

Devido a uma portaria da ANAC, algumas pessoas podem


embarcar com suas armas a bordo de aeronaves em vôos domésticos.

São pessoas que por sua profissão tem prerrogativa de cargo.

São eles:

 Oficiais das Forças Armadas.

 Policiais Federais.

 Policiais Rodoviários Federais.

 Oficiais das Policias Militares dos Estados e do Distrito Federal.

 Oficiais do Corpo de Bombeiros Militares dos Estados e do Distrito Federal.

 Agentes da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência).

 Agentes de Segurança do Gabinete da Presidência da República.

 Delegados das Polícias Civis dos Estados e Distrito Federal.

 Agentes Fiscais da Receita Federal.

 Juizes, promotores e desembargadores.

Estas pessoas deverão ser encaminhadas a Policia Federal do aeroporto que irá
carimbar o cartão de embarque do passageiro, liberando a passagem da arma pelo raio-x.

A arma deverá estar desmuniciada. E a tripulação deverá estar ciente da presença e


localização deles a bordo.

ATENÇÃO: Caso haja mais de um passageiro armado a bordo que não


estejam viajando juntos, um deverá saber da presença e localização do
outro.

115
14.10 Passageiros Especiais – VIP

Passageiro VIP é aquele cuja presença no aeroporto poderá trazer


grande quantidade de populares ao local podendo causar tumulto
(bandas e cantores internacionais, chefes de nações ou religiosos, etc.).

É responsabilidade da companhia aérea, informar com antecedência a administradora


do aeroporto da passagem desta celebridade pelo local. Assim ela poderá tomar providencias
necessárias, como reforço policial ou a autorização para a entrada de um automóvel no pátio
do aeroporto, a fim de evitar confusão nas dependências do aeródromo.

14.11 Passageiros Especiais – Primeira Classe


Empresas aéreas que trabalham com diferenciação de classes
de serviço Y, C/J e P/F, além de proporcionarem um conforto todo
especial a bordo, geralmente têm equipes especializadas no
atendimento de passageiros de primeira classe no aeroporto.

Estas equipes podem ter vários nomes, mas em geral são chamadas de Special
Service. Sua principal função é dar todo o apoio necessário a este tipo de cliente.

As companhias reservam para eles algumas regalias e benefícios:

 Posição de check-in específica.

 Acesso a salas VIP.

 Maior franquia de bagagem.

 Pontuação maior em caso de programa de fidelização.

 Containers exclusivos para bagagens.

 Embarque prioritário

ATENÇÃO: Idosos, menores desacompanhados, gestantes e passageiros


com necessidades especiais (cadeirantes, cego, surdo, etc.), também são
embarcados prioritariamente.

116
EXERCÍCIOS

65. Cite 5 tipos de passageiros especiais:

66. Em qual situação uma gestante não está obrigada a apresentar um atestado
médico?

67. Quais informações devem constar no atestado?

68. Qual o código AIRIMP que deve ser inserido na reserva de um passageiro idoso?

69. Em quais situações um menor não precisa apresentar autorização judicial ou dos
pais para embarque em vôo doméstico?

70. E em vôos internacionais?

71. Qual formulário deve ser preenchido no aeroporto para o embarque de um UMNR e
quantas vias devem ser preenchidas para a seguinte viagem:
POA X/CGH X/BSB /MAB.

72. Qual a limitação para cadeirantes em aeronaves e quais as exceções?

73. Quais as restrições para o embarque de passageiro em maca?

117
74. O que é o MEDIF?

75. Quantos detentos podem embarcar por vôo, e qual o procedimento a ser adotado
neste tipo de embarque?

76. Qual das opções abaixo contempla apenas passageiros com prerrogativa de cargo
para entrar na aeronave armados?

A( ) Policiais Federais, Oficiais das Forças Armadas, advogados.


B( ) Desembargadores, Delegados, Sargentos do Exército.
C( ) Fiscais da Receita Federal, Agentes da ABIN, juizes.
D( ) Policial Militar, seguranças da Presidência da República, promotores.

77. Quem deve liberar o embarque de passageiros armados a bordo?

78. O que deve ser feito caso haja mais de um passageiro armado abordo?

79. O que é um passageiro VIP?

80. Qual e diferença entre um DEPA e um DEPU?

81. Qual a diferença entre um DEPU e um INAD?

82. Quais os passageiros que tem direita a embarque prioritário?

118
SERVIÇO
DE
BAGAGEM

119
15.0 Serviço de Bagagens
O Serviço de bagagem ou LL (lost lugagge) é o setor da
companhia aérea responsável pelo atendimento aos passageiros que
tiveram algum tipo de contratempo com suas bagagens.

As três principais ocorrências com bagagens são:

 Extravio.
 Danificação.
 Violação.

O agente do Serviço de Bagagens deve ser empático e estar apto a resolver de


maneira rápida e eficaz os problemas causados pela cia. aérea diminuindo o impacto negativo
que a ocorrência possa ter causado ao passageiro.

O agente deverá prestar de maneira segura, todas as informações necessárias,


deixando claro, que todos os esforços serão feitos para solucionar o problema da melhor
forma possível. Resgatando com isso a confiança do cliente para com a empresa. Porem
dentro do que determinam as leis.

Para tanto ele deve estar ciente de todas as normas que discorrem sobre bagagens
como: As resoluções e práticas recomendadas da IATA, normativas da ANAC e os
procedimentos da companhia aérea.

São três os principais processos que um funcionário deste setor deve cuidar:

 AHL – Bagagem extraviada.


 OHD – Sobra de bagagem.
 DPR – Bagagem danificada e/ou violada.

15.1 Serviço de Bagagem – AHL (Advise if Hold)

Abrimos um AHL, processo de bagagem extraviada sempre


que um passageiro desembarcar sem sua bagagem despachada.

Porem antes de darmos início ao preenchimento, é sempre bom dar


uma olhada geral no desembarque, tanto na área interna como externa, e
checar com a rampa se não há a possibilidade do volume ainda estar a bordo.

Em se tratando de caixa, deve-se também contatar o setor de carga, pois é muito


comum este tipo de bagagem ser confundida e entregue em área de descarregamento errada.

120
Confirmando-se o extravio, devemos então solicitar ao passageiro o bilhete de
passagem, quando houver e a etiqueta de bagagem (Bag Tag).

E da-se início o preenchimento do PIR (Property Irregularity Report), formulário manual


utilizado para a colheita de informações referentes ao volume.

Nesta hora, é de fundamental importância, deixar o passageiro ciente, que suas


informações serão de grande ajuda na localização de sua bagagem, e quanto mais corretas e
precisas forem suas respostas, mais rápida será a restituição de seu volume.

Várias são as informações que devem ser anotadas no PIR, mas as principais são:

 Nome completo.
 Vôo e rota.
 Etiqueta de bagagem.
 Peso da mala.
 Material da bagagem.
 Características externas.
 Conteúdo.
 Tipo e cor do volume.
121
É mostrado ao passageiro um encarte (chart de bagagem) contendo codificações de
bagagens para que ele possa identificar o volume mais parecido com o seu:

Caso o passageiro não tenha a etiqueta de bagagem, deve-se seguir o mesmo


procedimento acima, porém não é entregue a cópia do relatório (PIR). Ficando o processo a
título de cortesia e deixando a cargo do setor de indenização analisar se cabe ou não
ressarcimento em caso da não localização do volume.

Em casos de passageiros provenientes de vôos internacionais, deve-se também:

 Solicitar que o passageiro assine uma autorização, para que a cia.


aérea proceda a liberação do volume junto à receita federal em seu
nome. Ou o mesmo deverá retornar ao aeroporto e providenciar a
liberação por conta própria.

 Solicitar à alfândega um carimbo informando se o passageiro utilizou-


se ou não da cota a que tem direito para produtos trazidos do exterior.

 Anexar ao processo uma cópia do passaporte ou do documento de identidade (caso o


passageiro seja proveniente de um país onde não há a necessidade do passaporte).

A maioria das empresas aéreas se utiliza de


sistemas computadorizados para rastrear os
volumes extraviados.

ATENÇÃO: Companhias que utilizam sistemas, podem não preencher o


PIR e inserir as informações diretamente no sistema.

122
Existem alguns sistemas de rastreamento de bagagem, mas os principais são:

 Worldtracer - Utilizado pela maior parte das companhias aéreas do mundo.

 Bmas – Utilizado pela AA (American Airlines) e JL (Japan Airlines).

15.2 Serviço de Bagagem – OHD (On Hand Baggage)

OHD é o processo preenchido quando uma bagagem sobra


na esteira de desembarque sem ter sido retirada por nenhum
passageiro. Ou quando ela sobra sem etiqueta no balcão de check-
in.

É responsabilidade da companhia aérea informar a sobra o mais rápido possível, para


que com isso seu proprietário possa ser localizado o quanto antes, diminuindo o stress do
passageiro, e custos com indenização.

São coletados dados referentes ao volume como:

 Vôo e rota.
 Etiqueta de bagagem – se houver.
 Peso da mala.
 Material da bagagem.
 Características externas.
 Conteúdo.
 Tipo e cor do volume.

Se a companhia dispuser de um sistema de rastreamento, este se encarregará de


localizar o volume.

Uma vez localizado seu proprietário, o volume deverá ser encaminhada ao local
determinado por ele.

Caso a bagagem tenha que ser encaminhada via aérea para outro aeroporto uma
etiqueta RUSH deverá ser anexada ao volume.

123
15.3 Serviço de Bagagem – DPR (Damage and Pilferage Report)

Existem dois tipos de DPR:

 Danificação.

 Violação.

15.3.1 Serviço de Bagagem – DPR de Danificação

Inserimos um DPR de danificação, quando o passageiro desembarcar com seu volume


avariado.

Porém antes de iniciar a inserção do processo, o funcionário deve verificar se o verso


da etiqueta de bagagem não está assinado pelo passageiro, e a danificação acusada por ele
não está assinalada (Limite de Responsabilidade).

Isto faz crer, que o volume já se encontrava nestas condições quando do seu
recebimento pelo check-in.

A danificação deve ser reportada à companhia aérea no momento do desembarque.


Perdendo o direito a qualquer tipo de indenização após isso. Portaria 676/GC-5 Capítulo 3
Seção I Artigo 33.

Art. 33. O recebimento da bagagem, sem protesto, faz presumir o seu bom estado.

A indenização pode se dar pelo conserto do volume,


desde que sua característica original não seja
alterada, ou pela compra de uma mala nova.

124
15.3.2 Serviço de Bagagem – DPR de Violação

O processo de violação é preenchido quando o passageiro alega a falta de algum


objeto de dentro de sua bagagem despachada.

A primeira providencia a ser tomada, é repesar o volume. Pois a indenização é


baseada no peso da bagagem despachada. O passageiro deve ser informado sobre esse
procedimento.

Não se deve abrir um DPR de violação caso o passageiro alegue a falta de objetos cujo
seu despacho dentro da bagagem é proibido. Como por exemplo: Maquinas fotográficas,
filmadoras, notebooks, jóias, papéis negociáveis, dinheiro, etc.

Na inserção deste tipo de DPR, devem ser anotados os dados do passageiro, as


características da bagagem e relacionar o que ele alega faltar.

É importante a anotação do peso de despacho e o peso de chegada.

15.4 Serviço de Bagagem – Auxilio de Emergência

O auxílio de emergência é uma pequena compensação financeira para a pessoa poder


comprar itens de primeira necessidade.

Em vôos internacionais, o valor definido pela IATA é de USD 50,00, porém as


companhias podem ceder um valor superior.

Porém existem algumas regras para que o adiantamento possa ser liberado:

 O tempo de extravio ultrapassou 24hs.

 Não esteja em vôo de retorno.

 Não tenha recebido nenhum dos volumes despachados.

Qualquer exceção a essas regras deve ter autorização expressa do gerente da base ou
e em última instancia do setor de indenização.

O auxílio pode ser pago em dinheiro ou pode ser também uma autorização para o
passageiro comprar o que precisar, dentro dos valores autorizados, com posterior
apresentação das notas fiscais.
125
15.5 Serviço de Bagagem – Indenização

De acordo com as regras fixadas tanto pela ANAC, quanto pela


IATA, as indenizações em casos de extravio ou violação são baseadas em
cima do peso do volume despachado, e não pelo que o passageiro alega
ter ou faltar dentro da bagagem.

A ANAC, em seu artigo 35 da portaria 676 diz que o prazo máximo para indenização é
de 30 dias.

Art 35. § 2o “A bagagem só poderá permanecer na condição de extraviada por um


período máximo de 30 (trinta) dias, quando então a empresa deverá proceder a devida
indenização ao passageiro.”

Apesar dos cálculos para indenização serem baseados no peso do volume, tanto para
vôos domésticos, como nos internacionais, a maneira como o calculo é feito difere entre
ambos.

15.5.1 Serviço de Bagagem – Indenização Vôo Doméstico

O calculo para este tipo de indenização é baseada na OTN (obrigações do tesouro


nacional). São 3 OTNs por quilo de bagagem despachada.

Mas a OTN é um índice extinto desde os anos 80, portanto a ANAC determinou através
de sua resolução nº37 datada de 07/08/2008 que a partir desta data 1 OTN passa a ter o valor
de BRL 11,70 com reajustes fixados pelo IPCA-E (Índice de Preço ao Consumidor Amplo
Especial).

Vamos calcular então a indenização por extravio de um volume pesando 23Kg.

3 OTNs X 23Kg = 69 OTNs

69 OTNs X BRL11,70 = BRL807,30

O valor a ser pago de indenização é BRL 807,30.

O valor quase nunca é vantajoso para o passageiro, por esse motivo devemos fazer o
máximo para localizar o volume.

126
15.5.2 Serviço de Bagagem – Indenização Vôo Internacional

Já para os vôos internacionais, a IATA, através da Convenção de Montreal (1999)


escolheu o DES (direitos especiais de saque), um índice do FMI (Fundo Monetário
Internacional), como base de cálculo.

O passageiro neste caso terá direito a uma indenização de até 1000 DES, desde que
comprove por meio de notas fiscais os valores dos produtos que havia dentro de sua
bagagem. Neste caso, não interessa o peso do volume.

O índice do DES é atualizado todos mês pelo FMI e o valor utilizado para o calculo
deste exemplo é do mês 04/2009 (3,4555).

1000 DES X 3,4555 = 3.455,50

O valor da indenização neste caso ficaria em BRL 3.455,50

Algumas companhias aéreas ainda indenizam o passageiro pela Convenção de


Varsóvia (1929) que fixava os valores em USD 20,00 por quilo de bagagem despachada.

Caso a empresa ainda utilize este índice para indenização, para os mesmos 23kg o
calculo da indenização seria:

USD 20 X 23 kg = USD 529,00

Para uma cotação de USD 1,00 = BRL 2,30 teríamos uma indenização no valor de
BRL 1.216,70.

15.6 Serviço de Bagagem – Pró Rateio

Quando a viagem do passageiro envolver mais de uma companhia


aérea (interline/EDIFACT) e não se conseguir definir quem foi a empresa
causadora do extravio, todos os custos apurados com o processo podem ser rateados entre
elas.

Para que o pró rateio possa ser efetuado, todas as empresas devem ser filiadas à
IATA, pois ele ocorrerá na câmara de compensação desta entidade (Clearing House).

A divisão é feita pela quantidade de milhas que cada companhia transportou o


passageiro. Quem transportou mais, tem uma fatia maior na partilha dos custos.

Para que o pró rateio possa ser feito, é necessário um custo mínimo de USD 50,00 com
o processo.

ATENÇÃO: Caso haja uma prova que a culpa pelo extravio seja de uma
empresa congênere, esta pode ser debitada em 100% dos custos.

127
EXERCÍCIOS

83. AHL significa:

A( ) Processo de bagagem danificada.


B( ) Processo de bagagem sobrante.
C( ) Processo de bagagem extraviada.
D( ) Processo de bagagem violada.

84. Quais informações devem ser colhidas para o preenchimento de um AHL?

85. O que fazer caso o passageiro não tenha a etiqueta de bagagem?

86. Quando não se deve abrir um processo de violação?

87. Quais as regras para um passageiro receber o auxílio de emergência?

88. Quanto tempo as empresas de aviação tem para indenizar o passageiro?

89. O que é o Pró Rateio?

90. Calcule o valor da indenização a ser paga a um passageiro que despachou 19Kg
de bagagem, tanto para o vôo doméstico quanto para o internacional (Convenção
de Varsóvia).

128
ARTIGOS
PERIGOSOS

129
16.0 Artigos Perigosos

O artigo perigoso, também conhecido como dangerous goods, é uma


preocupação constante por parte das companhias aéreas. Pois se não for
tratado de forma correta ele coloca em risco a segurança do vôo.

A preocupação por parte das entidades que regulamentam a aviação


com este tipo de material é tão grande, que a IATA tem uma publicação anual
que trata sobre o assunto. É o DGR (Dangerous Goods Regulations).

A regra é oriunda da ONU (Organização das Nações Unidas) e adaptadas para o


transporte aéreo.

De acordo com a IATA, é uma obrigação das companhias de aviação manter seu staff
que trabalha em aeroporto, e tenha algum tipo de contato com cargas ou bagagens, treinadas
em um curso de DGR, com reciclagens a cada dois anos.

A ANAC, através da IAC RBAC (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil) determinou


que todas as companhias aéreas que queiram transportar artigos ou cargas perigosas em
território nacional, devem cumprir com as determinações da IATA e ICAO.

As companhias aéreas não são obrigadas a


transportar artigos perigosos, mas se o fizerem,
devem seguir a risca o DGR.

CONCEITO DE ARTIGO PERIGOSO

São ARTIGOS ou SUBSTANCIAS,


listadas no DGR, capazes de colocar em risco:
saúde, segurança, propriedade e o meio
ambiente.
130
A substância é o produto químico em si, ou ele ainda em seu estado natural, e o artigo
é quando este produto já foi industrializado.

Exemplos:

Imã (substância) alto falante (artigo)

Mercúrio (substância) termômetro temperatura (artigo).

Não vamos tratar neste capítulo especificamente da carga (substância), pois esta é
responsabilidade dos setores de cargas das empresas, falaremos mais dos artigos perigosos.
Porque estes podem ser encontrados muitas vezes em bagagens de passageiros, tanto na de
mão quanto despacha.

Os artigos perigosos podem muitas vezes estar presente nas bagagens dos
passageiros.

16.1 Artigos Perigosos – Órgãos Regulamentadores

Para o transporte de DG (Dangerous Goods), as empresas devem seguir as


regulamentações dos seguintes órgãos:

 IATA – Regulamenta e edita o transporte deste tipo de material para o modal aéreo.

 ICAO – Regulamenta os procedimentos de emergência a bordo.

 ONU – Classifica as cargas perigosas.

 IAEA – Regulamenta do transporte de material radiativo.

No Brasil, os órgãos que controlam se as companhias estão ou não cumprindo com a


regulamentação para o transporte de DG são:

 CNEN – Para materiais radiativos.

 ANAC – Demais tipos de DG.

131
16.2 Artigos Perigosos – Proibido

Algumas substâncias ou artigos perigosos são incompatíveis com as


características do transporte aéreo e por isso são PROIBIDAS sob quaisquer
circunstâncias.

O transporte aéreo tem três características muito diferentes dos demais tipos de
modais, são eles:

 Trepidação intensa.
 Choques térmicos.
 Diferenças de pressão.

Qualquer produto que seja incompatível com qualquer uma destas três características,
é considerado proibido para embarque, como nitroglicerina, nafta, fósforo branco, cilindros de
oxigênio não homologados para transporte aéreo, etc.

16.3 Artigos Perigosos – Oculto


O artigo perigoso oculto é aquele que a primeira vista não apresenta nenhum tipo de
perigo, mas na sua composição pode haver algum produto considerado de risco.

Esta é a grande preocupação das companhias, pois são objetos freqüentemente


carregados por passageiros, como desodorantes, perfumes, fósforos, isqueiros, bebidas
alcoólicas, gelo seco, baterias para cadeiras de roda, etc.

Grande parte dos artigos considerados como perigosos ocultos, pode embarcar desde
que sigam regras sobre embalagens, quantidades e manuseio.

No DGR há uma tabela que trata sobre os produtos que podem embarcar e em quais
condições. Tabela 2.3.A – limitações em Bagagens de Passageiros e Tripulantes.

132
Permitido dentro ou como Bagagem de Mão
Permitido dentro ou como Bagagem Despachada
Permitido por Pessoa (porte, manuseio ou uso a bordo)
Necessário aprovação do(s) Operador(es)
O Piloto em comando deve ser informado de sua localização (Notoc)

NÃO NÃO NÃO n/a n/a Elementos paralisantes tais como: sprays de pimenta, gás lacrimogêneo, etc, que
contenham uma substância irritante ou paralisante estão proibidos para o transporte.

NÃO NÃO NÃO n/a n/a Maletas de segurança, caixas de segurança, bolsas de dinheiro, etc, que incorporem
produtos perigosos, tais como: baterias de lítio e/ou material pirotécnico estão
totalmente proibidos. Ver a entrada na lista de produtos perigosos DGR 4.2.

NÃO SIM NÃO SIM NÃO Munição (cartuchos para armas) com fins desportivos embalados de forma segura (da
divisão 1.4S) em quantidades inferiores a 5 kg de peso bruto por pessoa, para uso
desta pessoa, excluindo munição com projéteis explosivos ou incendiários. É proibido
o agrupamento desta quantidade em um único volume para 2 ou mais passageiros.

NÃO SIM NÃO SIM NÃO Fogareiros de camping e recipientes de combustível que já tenham sido utilizados com
combustível inflamável líquido podem ser transportados, desde que, o recipiente tenha
sido drenado completamente e tenham sido tomada as ações correspondentes para
anular o perigo (ver DGR 2.3.2.5).

SIM SIM NÃO SIM NÃO Dióxido de carbono sólido (gelo seco) em quantidades que não excedam a 2,5 kg por
passageiro, em sua bagagem de mão, quando utilizado na embalagem de perecíveis
não sujeitos à regulamentação, sempre que a embalagem permita a liberação do gás.
Apenas se requer aprovação do operador para bagagem despachada.

NÃO SIM NÃO SIM NÃO Cadeiras de roda ou outros equipamentos de locomoção movidos por baterias não
derramáveis (veja DGR Instrução de Embalagem 806 e disposição especial A67),
sempre que a bateria esteja desconectada, seus terminais isolados para prevenir
curto-circuito e a bateria esteja fixada de maneira segura.
Nota: Os equipamentos com baterias do tipo GEL não requerem que a mesmas
estejam desconectadas, desde que seus terminais estejam isolados.

NÃO SIM NÃO SIM SIM Cadeiras de rodas ou outros equipamentos movidos por baterias derramáveis (veja
DGR 2.3.2.4).

SIM NÃO NÃO SIM NÃO Artigos que produzam calor, tais como: lanternas e soldas subaquática (veja DGR
2.3.3.2).

SIM NÃO NÃO SIM SIM Um barômetro ou um termômetro de mercúrio transportado por um representante de
uma agência meteorológica governamental ou de outra agência oficial (veja DGR
2.3.3.1).

SIM SIM NÃO SIM NÃO Mochila de resgate para avalanches, uma por passageiro, equipada com mecanismo
disparador pirotécnico que contenha menos de 200 mg líquido de explosivos da
divisão 1.4S, menos de 250 mg de gás comprimido da divisão 2.2. A mochila deverá
estar embalada de maneira que não possa ser acionada acidentalmente. As bolsas de
ar dentro da mochila deverão estar providas de válvulas de liberação de pressão.

SIM SIM NÃO SIM NÃO Embalagens com isolamento que contenham nitrogênio líquido refrigerado, totalmente
absorvido em material poroso que se entenda que é utilizado para o transporte abaixa
temperatura de produtos não perigosos, não sujeitos à regulamentação, sempre que o
desenho da embalagem não permita aumento de pressão e não permitam a liberação
de qualquer quantidade de nitrogênio líquido, independente da posição do volume.

SIM SIM SIM SIM NÃO Cilindro de gás não inflamável fixado a um colete salva-vidas que contenha dióxido de
carbono ou outro gás da divisão 2.2, até 2 pequenos cilindros por passageiro e até 2
cartuchos para reposição.

SIM SIM NÃO SIM NÃO Cilindros de oxigênio ou ar para fins medicinais.

NÃO SIM NÃO NÃO NÃO Aerossóis da divisão 2.2, sem risco secundário, para uso desportivo ou doméstico.

SIM SIM SIM NÃO NÃO Artigos medicinais ou de toalete, não radioativos (incluindo os aerossóis) spray para
cabelos, perfumes, colônias e medicamentos que contenham álcool.
A quantidade líquida total de todos os artigos mencionados, não devem exceder a 2 kg
ou 2 lt e a quantidade líquida de cada artigo individual, não deve exceder a 0,5 kg ou
0,5 lt

SIM SIM NÃO NÃO NAÕ Bebidas alcoólicas quando em embalagens para consumo, que contenha mais de 24%
porém, não mais de 70% de álcool por volume, em recipientes que não excedam 5 lt
com uma quantidade líquida total, por pessoa, de 5 lt.
SIM SIM SIM NÃO NÃO Cilindros de gás não inflamável e não tóxico utilizado para operação de membros
mecânicos. Também os cilindros de reposição de tamanho similar, quanto requerido,
para assegurar o fornecimento adequado para a viagem.

133
Permitido dentro ou como Bagagem de Mão
Permitido dentro ou como Bagagem Despachada
Permitido por Pessoa (porte, manuseio ou uso a bordo)
Necessário aprovação do(s) Operador(es)
O Piloto em comando deve ser informado de sua localização (Notoc)

SIM SIM SIM NÃO NÃO Artigos eletrônicos que contenham pilhas ou baterias de lítio, tais como: relógios,
calculadoras, máquinas fotográficas, telefones celulares, computares portáteis,
câmeras de vídeos, etc, quando transportados por passageiros ou tripulantes para uso
pessoal (veja DGR Instrução de Embalagem 912 e disposição especial A45). As
baterias de reposição devem estar protegidas de forma individual para prevenir curtos-
circuitos e transportadas somente como bagagem de mão. Adicionalmente, cada
bateria de reposição não deve exceder às seguintes quantidades:

a) Para as baterias de lítio ou misturas de lítio, um conteúdo menor de 2 gr.


b) Para as baterias ionizadas de lítio, um conteúdo agregado menor de 8 gr.

As baterias ionizadas de lítio com um valor acumulado equivalente de mais de 8 gr,


porém não mais de 25 gr podem ser transportadas como bagagem de mão desde que
estejam protegidas individualmente para proteger de curtos-circuitos e estão limitadas
a 2 baterias de reposição por pessoa.

SIM SIM NÃO NÃO NÃO Modeladores de cabelo contendo gás, até uma unidade por passageiro ou membro da
tripulação sendo que a proteção (tampa) do dispositivo esteja seguramente ajustada
ao mesmo. Estes modeladores não podem ser utilizados a bordo. Gás para
reabastecimento desses modeladores não são permitidos como bagagem de mão ou
despachados.

SIM SIM SIM NÃO NÃO Termômetro médico ou clínico, que contenha mercúrio, 01 (um) por passageiro para
uso pessoal quando contido em sua própria embalagem.

NÃO NÃO SIM NÃO NÃO Marca-passos cardíacos radioisótopos ou outros elementos incluindo aqueles
ativados por baterias de lítio implantados em uma pessoa, elementos radio
farmacêuticos dentro do corpo de uma pessoa como resultado de tratamento médico.

NÃO NÃO SIM NÃO NÃO Fósforos de segurança ou isqueiros, com combustível líquido totalmente absorvido em
um sólido para o uso de um indivíduo quando transportado junto a uma pessoa. Sem
impedimento, os isqueiros com um recipiente que contenha combustível líquido sem
absorver, que não seja gás liquefeito, o combustível para os isqueiros e os seus refis
não estão permitidos a uma pessoa nem como bagagem despachada ou bagagem de
mão.
Nota: Os fósforos de acendimento universal (“raspe em qualquer lugar”) estão
proibidos para o transporte aéreo.

È um dever do check-in fazer indagações pertinentes aos passageiros sobre os artigos


perigosos para ter certeza de que nada proibido ou fora dos padrões de segurança está
embarcando na aeronave.

16.4 Artigos Perigosos – Classificação de Risco


Existem nove classes de riscos para carga perigosa. Cada qual
com suas etiquetas de identificação próprias. Estas classes e etiquetas
seguem um padrão mundial para todos os meios de transportes.

As classes de risco são: explosivos, gases, líquidos, sólidos,


peróxidos, substancias, radioativos, corrosivos e diversos.

134
16.4.1 Artigos Perigosos – Classe 1 – Explosivos

A classe dos explosivos agrupa os produtos que podem colocar em risco


o transporte por explosão como, por exemplo: pólvora, munições, fogos de
artifício, etc.

A classe 1 tem seis divisões de risco:

1.1 – Risco de explosão em massa.


1.2 – Risco de projeção.
1.3 – Risco de fogo.
1.4 – Nenhum risco considerável.
1.5 – Substancias muito sensíveis com risco de explosão em massa.
1.6 - Substancias muito sensíveis sem risco de explosão em massa.

A cor da etiqueta da classe um é laranja.

16.4.2 Artigos Perigosos – Classe 2 – Gases

Por se tratar de gases, esta classe tem o vazamento como seu principal perigo. Entram
nesta classe produtos como: GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), butano, propano, CO²,
nitrogênio liquido, entre outros.

Esta classe tem três divisões de risco:

2.1 – Gases inflamáveis.

Etiqueta de cor vermelha.

2.2 – Gases não inflamáveis e não tóxicos.

Etiqueta de cor verde.

2.3 – Gases tóxicos.

Etiqueta de cor branca.

16.4.3 Artigos Perigosos – Classe 3 – Líquidos

Entram nesta classe todos os líquidos que queimarem até uma temperatura máxima de
40º centígrados. Como por exemplo: gasolina, álcool, querosene, tinta, solvente, acetona, etc.

A classe 3 não tem divisões de risco, tendo apenas uma etiqueta também de cor
vermelha.

135
16.4.4 Artigos Perigosos – Classe 4 – Sólidos
Se enquadram na classe 4 produtos sólidos que possam pegar fogo.

São três as divisões desta classe:

4.1 – Sólido inflamável – Produtos que para queimarem necessitam de um


estímulo externo (fósforo).

Etiqueta zebrada, vermelha e branca.

4.2 – Sólidos de combustão espontânea – Pegam fogo se atingirem uma


determinada temperatura (carvão, fósforo branco).

Etiqueta metade branca, metade vermelha.

4.3 – Perigoso quando molhado – Secos não causam nenhum problema, mas,
uma vez molhados podem emitir gases inflamáveis ou tóxicos
(carbureto), ou podem causar queimaduras (cal virgem).

A cor da etiqueta é azul.

16.4.5 Artigos Perigosos – Classe 5 – Comburentes

Agrupa-se nesta classe produtos que são ricos em oxigênio: nitrato de amônia (limpeza
de piscina), água oxigenada, permanganato de potássio, etc.

Esta classe tem duas divisões de risco:

5.1 – Oxidantes ou comburentes.

Etiqueta com cor amarela.

5.2 – Peróxidos orgânicos.

Cores da etiqueta: Vermelha e amarela.

16.4.6 Artigos Perigosos – Classe 6 – Substâncias

Classe que agrega substâncias capazes de intoxicar por ingestão ou inalação ou


causar infecções como: venenos em geral, agrotóxicos, exames laboratoriais, fungos, etc.

Também tem duas divisões:

6.1 – Substâncias tóxicas.

6.2 – Substâncias infecciosas.

Ambas as etiquetas são brancas.

136
16.4.7 Artigos Perigosos – Classe 7 – Radioativos

Produtos que emitem radiação. Alarmes de incêndio, baterias de marca-passo,


materiais para fins medicinais (raio-x, quimioterapia, radioterapia), etc.

Radiação não tem cor, cheiro e nem emite calor, por esse motivo só pode ser
percebido através de equipamentos especiais.

A única maneira de evitar contato com radiação, é manter distância. Dependendo do


material esta distância pode variar de 30 centímetros até dezenas de metros.

O que determina a distância mínima necessária é a quantidade de IT (Índice de


Transporte) do material radioativo.

A classe 7 também não tem divisão de risco, porém tem quatro etiquetas que a
representam.

Radioativo I – Material que apesar de ser considerado radioativo, não emite


nada de radiação. Sua quantidade de IT é zero. Por esse
motivo não há necessidade de se manter distância.

Etiqueta branca.

Radioativo II – Este material pode emitir radioatividade que pode ir desde 0,1
IT até o máximo de 1,0 IT. Para produtos com essa etiqueta é
necessária uma distância mínima de 30 cm.

Etiqueta amarela e branca.

Radioativo III – Este tem uma emissão de radioatividade bem mais elástica,
podendo variar de 1,1 IT até 10,0 IT. Sendo que a distância
necessária varia de 50 cm a 1m e 65 cm.

Esta etiqueta também é amarela e branca.

Radioativo Físsil – Este tipo de material, dado a sua periculosidade, não


viaja de avião. Não é necessário manter distância, pois
100% da radiação emitida deve ficar retida no interior
da embalagem.

Etiqueta cor branca.

137
16.4.8 Artigos Perigosos – Classe 8 – Corrosivos

Produtos que corroem tanto metais como tecidos humanos, ficar agrupados nesta
classe: ácidos, líquido de bateria, mercúrio, etc.

Mais uma classe que não tem divisão de risco.

Cor da etiqueta, branca e preta.

16.4.9 Artigos Perigosos – Classe 9 – Diversos

Produtos que não tem uma classificação própria, juntam-se nesta classe,como: gelo
seco, imã, fluídos hidráulicos, etc.

Também sem divisão de risco.

Esta etiqueta também é de cor preta e branca.

16.5 Artigos Perigosos – Tabela de Segregação

Alguns produtos considerados perigosos podem reagir entre si,


até por pura aproximação. Por isso necessita de uma certa separação
entre si.

A IATA elaborou uma tabela de compatibilidade que informa quais são os produtos que
precisam estar separados.

138
Para saber se dois produtos são compatíveis ou não, basta ver o cruzamento entre a
linha e a coluna. Se for um sinal de positivo, não há problemas para estes objetos seguirem
lada a lado no porão do avião.

Agora, se der um X, eles são incompatíveis e não podem seguir juntos.

As classes 6, 7 e 9 não são incompatíveis com nada e por esse motivo não aparecem
na tabela.

ATENÇÃO: Para o embarque de carga perigosa é necessário o


preenchimento do NOTOC (notificação ao comandante). Exceto para
aqueles que quando transportados como bagagem, na tabela 9.3.A estão
liberados do preenchimento.

16.6 Artigos Perigosos – Tabela de Separação entre Radioativos e Seres Vivos

Todos os seres vivos necessitam estar afastados de materiais radioativos para evitar
contato com a radiação por ele emitido.

Esta separação física pode variar de 30 centímetros a mais de 25 metros, dependendo


do material a ser transportado.

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA)


desenvolveu uma tabela que mostra qual a distância
mínima, em metros ou polegadas, necessária a ser
respeitada entre radioativos e serves vivos para evitar
contado com a radiação emitida.

Ela varia de acordo com a quantidade de IT (índice


de transporte) do material radioativo.

Esta tabela mostra que para o transporte de


material que emita de 0,1 até 1,0 IT deve-se manter
distância mínima de 0,30 metros ou 30 centímetros. Esta
distância aumenta conforme também aumenta a
quantidade de ITs

ATENÇÃO: No Brasil não é usada medida


POLEGADA, por esse motivo, não usamos a
terceira coluna desta tabela.

139
EXERCÍCIOS

91. Quais são os órgãos que regulamentam o transporte de artigos perigosos?

92. Qual o conceito de artigo perigoso?

93. Quais são as três características que podem fazer com que um artigo seja
considerado proibido para o transporte aéreo?

94. O que são artigos perigosos ocultos?

95. Qual o procedimento para o embarque de uma cadeira de roda com bateria seca?

96. Qual a quantidade máxima de bebidas com dosagem alcoólica entre 24 e 70%
aceitável por passageiro?

97. Quantos termômetros de medição de temperatura podem entrar a bordo?

98. Quanto de munição cada passageiro pode levar no porão da aeronave?

99. O que quer dizer a sigla IT, e o que ela informa?

140
100. Liquido de bateria é:

A( ) Classe 3 – liquido inflamável.


B( ) Classe 5 – comburente.
C( ) Classe 8 – corrosivo.
D( ) Classe 9 – diversos.

101. Escreva quais são as divisões de risco:

Sólido perigoso quando molhado:


Gases tóxicos:
Peróxido orgânico:
Nenhum risco considerável:

102. Diga o nome das etiquetas abaixo:

103. Coloque S (sim) ou N (não) para os produtos que podem viajar juntos no porão
do avião:

( ) Liquido inflamável e gás inflamável ( ) Explosivos e classe 8


( ) Classe 1 e classe 3 ( ) Classe 3 e divisão de risco 4.2
( ) Radioativo II e corrosivo ( ) Sólido perigoso se molhado e corrosivo

104. Qual órgão fiscaliza o transporte de material radioativo no Brasil?

105. Qual a quantidade mínima de distância que deverá haver entre materiais
radioativos e um ser vivo para a quantidade de 3,4 ITs?

141
PESO
E
BALANCEAMENTO

142
17.0 Peso e Balanceamento

Balancear uma aeronave é deixar o seu peso equilibrado.

Não é o agente de aeroporto quem balanceia um avião. Isto é função do DOV


(Despachante Operacional de Vôo), mas o check-in tem enorme responsabilidade no
balanceamento.

É levada em conta para se balancear uma aeronave o peso das bagagens, e das
cargas, além de: quantidade de passageiros, tempo de vôo, previsão de temperatura e vento
durante a decolagem, o trajeto e o pouso, entre outras coisas.

Em poder destas informações, o DOV determina a quantidade de combustível que


deverá ser colocado no avião e prepara o balanceamento.

Isto feito ele emite dois documentos:

 Instrução de carregamento – Que é enviada para a rampa informando em quais


posições dos porões as cargas e bagagens devem ser
carregadas.

 Loading Sheet – documento entregue ao comandante que informa todo o peso da


aeronave. Em poder deste documento o piloto determina qual
potência deve ser dada para que a aeronave possa decolar.

17.1 Peso e Balanceamento – Teoria

Uma aeronave está balanceada se ela permanecer nivelada, suspensa por um ponto
imaginário.

Este ponto é a localização ideal de seu CG (Centro de Gravidade).

Contudo o balanceamento provém da alocação de pesos (carregamento), de modo que


a aeronave fique dentro da faixa do CG.

O CG pode mudar de aeronave para aeronave, mesmo que do mesmo tipo. Depende
da configuração interna da aeronave e da disposição do carregamento de cargas e bagagens.

143
17.2 Peso e Balanceamento – Finalidade

São duas as razões de se fazer o balanceamento do peso dentro de uma aeronave:

 Eficiência

 Segurança

17.2.1 Peso e Balanceamento – Finalidade – Eficiência

A quantidade de combustível gasto por uma aeronave em vôo, é


diretamente proporcional ao seu peso.

Portanto, quanto melhor balanceada uma aeronave estiver, menor será o seu consumo
de combustível.

O balanceamento faz também com que o desgaste dos motores seja menor.

17.2.2 Peso e Balanceamento – Finalidade – Segurança

O balanceamento é responsável por fazer com que a aeronave decole, voe e pouse
com segurança.

Existem dois tipos de CG:

 Dianteiro – Aeronaves mais pesadas na frente

 Traseiro – Aviões mais pesado na parte de trás.

Dependendo do tipo de CG da aeronave, ela terá reações diferentes caso o


balanceamento esteja errado ou a rampa não tenha obedecido a instrução de carregamento.

Um fator que pode determinar o erro de balanceamento é o check-in passar para o


DOV valores não reais do peso dos volumes.

Caso as aeronaves de CG dianteiro tenham no balanceamento mais peso do que o


conhecido, principalmente nos porões dianteiros o comandante terá as seguintes dificuldades:

 Maior dificuldade em decolar o avião. Podendo inclusive não levantar o avião.


 Dificuldade em manter a aeronave na altitude correta.
 Os comandos ficarão mais pesados.

144
Se uma aeronave com CG traseiro tiver o balanceamento estourado, principalmente
nos porões de trás, as dificuldades para o piloto serão as seguintes:

 Tendência de decolagem antes do previsto, podendo bater a cauda na pista.


 Dificuldade de manter a aeronave em linha reta.
 Comandos muito leves.

145
EXERCÍCIOS

106. Quais as finalidades do balanceamento das aeronaves?

107. O que significa CG?

108. Qual a função da instrução de carregamento?

109. O que é um CG dianteiro?

110. O que pode acontecer com uma aeronave com CG dianteiro cujo peso seja
superior ao esperado pelo comandante?

111. E se acontecer a mesma coisa com o CG traseiro?

112. Por que o check-in deve ter noção de peso e balanceamento?

146
SEGURANÇA
NO
PÁTIO

147
18.0 Segurança no Pátio

O pátio de um aeroporto, é um local onde a movimentação de


aeronaves, equipamentos e pessoas é frenético.

Por esse motivo é necessário ter uma atenção muito grande durante todo o tempo em
que estivermos nesta área para evitar algum tipo de incidente, ou até mesmo acidente que
possa colocar em risco nossa integridade física.

Nem todas as funções dão acesso ao pátio. Mas isso não significa que nunca teremos
que adentrar a esta área.

Para que nada aconteça, é necessário seguir algumas regras básicas de segurança.

18.1 Segurança no Pátio – Áreas do Pátio

O pátio é formado por:

 Pista de pouso e decolagem.

 Pista de táxi de aeronaves.

 Pátio de manobra e estacionamento de aeronaves

 Pista de rolamento de equipamentos e veículos.

 Áreas de serviço.

18.1.1 Segurança no Pátio – Pista de Pouso e Decolagem

Este local reservado unicamente para o pouso e decolagem de aeronaves, sendo


totalmente proibido o acesso aos agentes de aeroporto nesta área.

Apenas funcionários da administradora do aeroporto são credenciados para acessar a


pista de pouso e decolagem, e mesmo assim com autorização da torre de controle.

A desobediência a esta proibição poderá causar a perda do crachá de acesso ao pátio


e em conseqüência a retirada imediata do funcionário desta área.

148
18.1.2 Segurança no Pátio – Pista da Táxi

Área percorrida das aeronaves da pista de pouso até o pátio de estacionamento e vice
e versa.

Local também de acesso restrito aos funcionários credenciados da administradora do


aeroporto.

Porém nesta área durante a saída da aeronave do pátio de manobras estão


autorizados a adentrar a este local o homem da fonia (mecânico que está em contato direto
com o piloto), o operador de push-back (equipamento que empurra a aeronave para trás) e se
a companhia trabalhar, também os ponta de asa (pessoas que caminham em baixo das
pontas das asas).

A não observância a esta regra também pode acarretar na perda do crachá.

18.1.3 Segurança no Pátio – Pátio de Manobra e Estacionamento

Local onde a aeronave efetivamente para e o trabalho do staff de terra é feito.

O acesso aqui é livre para todos que tenham acesso ao pátio, mas como a
movimentação neste local é muito intensa, somente devem estar lá pessoas que estiverem
trabalhando no atendimento à aquela aeronave.

Existem dois tipos de pátios de estacionamento:

 Posição de finger.

 Posição Remota.

Fingers são pontes que levam os passageiros de dentro da sala de embarque direto
para a porta do avião, sem a necessidade de passar pelo pátio.

Posição remota são áreas de estacionamento longe das salas de embarque e por esse
motivo o acesso ao avião para os passageiros é feito através de ônibus.

O aceso dos funcionários nas áreas remotas também deve ser feita por veículos, a não
ser que no aeroporto haja faixa exclusivas para o transito de pedestres.

149
Estas faixas ficam pintadas no solo e são de cor azul.

O trafego de pessoas fora destas faixas também é passível de perda do crachá.

18.1.4 Segurança no Pátio – Pista de Rolamento de Equipamentos

A pista de rolamento seria a rua propriamente dita. É o local onde os veículos


motorizados têm autorização para circular quando estiverem fora do pátio de manobra e
estacionamento.

As pistas de rolamento têm sentidos de direção e os motoristas devem seguir por elas
para ir de um ponto a outro no pátio.

Não é permitido ultrapassagens e a velocidade máxima permitida é de 20km/h.

18.1.5 Segurança no Pátio – Áreas de Serviço

São locais que dão acesso direto ao pátio do aeroporto, como por exemplo: esteiras de
triagem, esteiras de desembarque, escritórios de manutenção, rampa e limpeza, etc.

Como estes locais ficam ou dão acesso a áreas restritas do aeroporto, os funcionários
deverão portar crachá autorizando a entrada na área de trabalho.

150
18.2 Segurança no Pátio – Abastecimento

O abastecimento é o momento mais crítico da operação em


solo, por motivos óbvios: pode pegar fogo.

Porém é permitido pela ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional) o


abastecimento com passageiros a bordo e simultâneo com o carregamento.

Mas regras de segurança devem ser observadas para isso:

 Em caso de passageiros a bordo, as duas portas da aeronave do lado oposto ao


abastecimento devem estar abertas.

 Se for em posição de finger, este deverá estar posicionado, bem como a escada da
porta traseira da aeronave.

 Se for posição remota, as duas escadas (dianteira e traseira) devem estar


posicionadas.

 Funcionários da rampa não devem passar por cima da mangueira nem do fio terra.

ATENÇÃO: É totalmente proibido fumar no pátio.

18.3 Segurança no Pátio – Balizamento

Balizar é o ato de chamar uma aeronave até o ponto correto de


estacionamento.

O piloto não consegue parar um avião sozinho. Ele necessita do auxílio de uma pessoa
ou de sinais luminosos.

Durante o balizamento, todo o transito de pedestres e veículos são interrompidos até a


parada definitiva da aeronave. Isto de deve ao fato de que nada pode atrapalhar a
comunicação visual entre o balizador e o comandante.

151
18.4 Segurança no Pátio – Motores (Sucção)

Mesmo com a aeronave parada, devemos aguardar liberação


para a aproximação. Isto por causa dos motores que podem sugar
equipamentos e até mesmo pessoas.

Antes de iniciar a aproximarão a um avião que acabou de estacionar, devemos tomar


dois cuidados:

 Aguardar a luz anti-colisão apagar.

 Olhar para o centro de um dos motores.

A luz anti-colisão, também conhecida como beecon, são duas lâmpadas intermitentes
que ficam uma no teto e a outra na barriga da aeronave. Enquanto estas luzes estiverem
piscando, significa que os motores estão ligados. Assim que o piloto desliga-os as luzes de
beecon são apagadas.

Mas mesmo com as lâmpadas desligadas, devemos olhar para ver se o motor
realmente já parou de girar.

No centro dos motores são pintadas faixas brancas ou amarelas em espiral que nos
darão uma noção de qual a potencia do motor.

Caso entremos nas áreas de sucção de um motor, que poderá ser maior ou menor
dependendo do seu tamanho, podemos sofrer lesões que podem levar a morte.

Existem no solo, faixas pintadas que nos garantem estar fora da área de sucção do
motor.

152
18.5 Segurança no Pátio – Motores (Jet Blast)

Da mesma forma que a parte dianteira de uma aeronave


pode sugar, sua parte de trás poderá jogar longe uma pessoa,
equipamento e até mesmo veículos pesados.

O efeito jet blast, além de muito forte, é extremamente quente e pode causar
queimaduras sérias.

Para evitar a área de exaustão dos motores devemos obedecer as seguintes


distancias:

 Potência de estacionamento – 80m

 Potência de táxi – 150m

 Potência de decolagem – 260m

18.6 Segurança no Pátio – FOD (Foreign Objects Damaged)

FOD são objetos que largados no pátio podem ser sugador pelo motor da aeronave
durante o estacionamento ou push-back, e com isso danifica-lo.

É obrigação de todos evitarem derrubar objetos no pátio e caso veja algum, recolher.

153
EXERCICIOS

113. Quais são as áreas consideradas pátio de aeroporto?

114. Quais destas áreas são de acesso proibido?

115. Por onde pedestres devem andar para acessar as áreas remotas?

116. Quais as regras para abastecer uma aeronave com passageiros a bordo?

117. Por que todo o transito de veículos e pedestres deve parar durante o
balizamento?

118. O que deve ser observado antes de se aproximar de uma aeronave que acabou
de estacionar?

119. O que é o efeito jet blast?

120. Quais as distâncias de segurança para evitar o jet blast?

121. O que é um FOD?

154
ANEXOS

155
ANEXO A – CÓDIGOS DE AEROPORTOS, CIDADES E PAÍSES

AMÉRICA DO SUL
ARGENTINA -AR BOLIVIA - BO
BUE Buenos Aires LPB La Paz
AEP Arpt. Aeroparque / Buenos Aires CBB Cochabamba
EZE Arpt. Ezeiza / Buenos Aires SRZ Santa Cruz de La Sierra
BRC Bariloche VVI Viru Viru / Sta. Cruz de La Sierra
COR Córdoba SER Sucre
LPL La Plata
MDZ Mendoza COLOMBIA - CO
ROS Rosário BOG Bogota
BAQ Barranquilla
CHILE – CL CLO Cali
SCL Santiago MDE Medellim
IQQ Iquique
VAP Valparaiso GUIANA – GY
GEO Georgetown
EQUADOR – EC
UIO Quito PARAGUAI – PY
GYE Guayaquil ASU Assuncion
AGT Ciudad Del Este
GUIANA FRANCESA – GF CIO Concepcion
CAY Cayenne
SURINAME - SR
PERU – PE PMB Paramaribo
LIM Lima
AQP Arequipa VENEZUELA - VE
IQT Iquitos CCS Caracas
TRU Trujillo MAR Maracaibo
PMV Porlamar
URUGUAI – UY
MVD Montevidéu
PDP Punta Del Este

AMÉRICA CENTRAL / CARIBE


ANTILHAS HOLANDESAS – NA ARUBA - AW
CUR Curaçao AUA Aruba
BOM Bonaire
SXM Saint Marteen BARBADOS – BB
BGI Bridgetown
BAHAMAS - BS
NAS Nassau COSTA RICA - CR
FPO Freeport SJO San Jose

BELIZE – BZ EL SALVADOR – SV
BCV Belmopan SAL San Salvador

156
CUBA – CU GUADALUPE – GP
HAV Havana BBR Beasse Terre
GAO Guantánamo
HAITI – HT
GUATEMALA – GT PAP Porto Príncipe
GUA Ciudad Del Guatemala
ILHAS CAYMAN – KY
HONDURAS – HN GGT George Town
TGU Tegucigalpa
JAMAICA – JÁ
ILHAS VIRGENS – VI KTP Kingston
STX Saint Croix
NICARAGUA – NI
MARTINIQUE – MT MGA Manágua
FDF Fort de France
PORTO RICO – PR
PANAMÁ – PA SJU San Juan
PTY Ciudad Del Panamá
TRINIDAD E TOBAGO – TT
REPÚBLICA DOMINICANA – DO POS Porto f Spain
SDQ Santo Domingo
GRANADA – GD
GND Saint George’s

AMÉRICA DO NORTE
CANADÁ – CA
YOW Otawa YYZ Toronto
YYC Calgary YVR Vancouver
YMQ Montreal YWG Winnipeg
YQB Quebec

ESTADOS UNIDOS – US
DCA Arpt. Ronald Reagan – Washington DC MEM Memphis – Tenessee – TN
IAD Arpt. Dulles – Washington DV MIA Miami – Flórida – FL
ANC Anchorage – Alaska – AK MSP Mineápolis – Minessota – MN
ATL Atlanta – Geórgia – GA MSY New Orleans – Louisiania – LA
BOS Boston – Massachussets – MA HNL Honolulu – Hawaii – HI
CLE Cleveland – Ohaio –OH ORD Chicago – Illinois – IL
DEN Denver – Colorado – CO PHL Philadelphia – Pensilvanya – PA
DFW Dallas – Texas – TX PHX Phoenix – Arizona – AZ
DTW Detroit – Michigan – MI PWM Portland – Oregon – OR
NYC New York City – New York – NY SMF Sacramento – Califórnia – CA
JFK Arpt. John Kennedy – New York SAN San Diego – Califórnia – CA
LGA Arpt. La Guardia – New York SEA Seattle – Washington – WA
LAX Los Angeles – Califórnia – CA SFO San Francisco – Califórnia – CA
LAS Las Vegas – Nevada – NV IAH Houston – Texas – TX

MÉXICO – MX
MEX Cidade do México CUN Cancun
ACA Acapulco GDL Guadalajara

157
ÁFRICA
ÁFRICA DO SUL – ZA ANGOLA – AO
CPT Cape Town LAD Luanda
JNB Johannesburg
PRY Pretoria ARGÉLIA – DZ
ALG Algeris
BENIN – BJ ORN Oran
COO Cotonou
CAMARÕES – CM
BOTSWANA – BW YAO Yaounde
GBE Gaborone
CONGO – CG
CHADE – TD BZV Brazaville
NDJ N`Djamena
EGITO – EG
COSTA DO MARFIM – CI CAI Cairo
ABJ Abidjan
ASK Yamoussoukro ETIÓPIA – ET
ADD Adis Abeba
ERITRÉIA – ER
ASM Asmara GAMBIA – GM
BJL Banjul
GABÃO – GA
LBV Libreville GANA – GH
ACC Accra
GUINEA – GN TML Tamale
CKY Conary KMS Kumasi

GUINEA BISSAU – GW ILHAS SEYCHELLES – SC


OXB Bissau VTR Victoria

KENIA – KE LESOTHO – LS
NBO Nairóbi MSU Maseru
MBA Mombasa
LÍBIA – LI
LIBÉRIA – LR TIP Trípoli
MLW Monróvia MRA Misurata

MADAGASCAR – MG MALAWI – MW
TNR Antananarivo BLZ Blantyre

MALI – ML MARROCOS – MA
BKO Bamako CAS Casa Blanca
RAK Marrakech
MAURITÂNIA - MR RBA Rabat
NCK Nouakchott
MOÇAMBIQUE – MZ
NAMIBIA – NA MPM Maputo
HDH Windhoek
NIGÉRIA – NG
REPÚBLICA CENTRO AFRICANA - CF ABV Abuja
BGF Bangi BNI Benin City
LOS Lagos

158
RWANDA – RW SERRA LEOA – SL
KGL Kigali FNA Freetown

SENEGAL – SN SUDÃO – SD
DKR Dakar KRT Al Khartoum

SOMÁLIA – SO TOGO – TG
MGQ Mogadiju LFW Lomé

TANZÂNIA – TZ UGANDA – UG
DAR Daar El Salaam KLA Kampala
MWZ Mwanza
ZIMBABWE – ZW
ZAMBIA – ZM HRE Harare
LUN Luzaka

EUROPA
ALBANIA – AL ALEMANHA – DE
TIA Tirana BER Berlin
DUS Dusseldorf
AUSTRIA – AT FRA Frankfurt
VIE Viena MUC Munich
STR Stuttgart
BELARUS – BY
MSQ Minsk BOSNIA – BA
SJJ Sarajevo
BÉLGICA – BE
BRU Bruxelas CROÁCIA – HR
ZAG Zagreb
BULGÁRIA – BG
SOF Sofia ESLOVÁQUIA – SK
BTS Batslavra
DINAMARCA – DK
CPH Copenhagen ESPANHA – ES
MAD Madri
ESLOVENIA – SI BCN Barcelona
LJU Ljublana SVQ Sevilha

ESTONIA – EE FINLÂNDIA – FI
TLL Tallin HEL Helsink

FRANÇA – FR REINO UNIDO – UK


PAR Paris LON Londres / Inglaterra
CDG Arpt. Charles Degaulle / Paris LGW Arpt. Getwick / Londres / Inglaterra
LBG Arpt. Le Bourget / Paris LHR Arpt.Heatrow / Londres Inglaterra
ORY Arpt. Orly / Paris LTN Arpt. Luton / Londres / Inglaterra
BOD Bordeaux STN Arpt. Stansted / Londres / Inglaterra
LIL Lille QQS Arpt. St. Pancras / Londres / Ing.
LYS Lyon LPL Liverpool / Inglaterra
MRS Marseille MAN Manchester / Inglaterra

159
FRANÇA – FR (continuação) REINO UNIDO – UK (continuação)
NTE Nantes GLA Glasgow / Escócia
NCE Nice BFS Belfast / Irlanda do Norte
TLS Toulouse CWL Cardiff / Pais de Gales
SXB Strasbourg
HOLANDA – NL
GRECIA- GR AMS Amsterdam
ATH Atenas QRH Rotterdan

HUNGRIA – HU IRLANDA - IE
BUD Budapest DUB Dublin

ISLÂNDIA – IS ITÁLIA – IT
REK Reykjavic ROM Roma
CIA Arpt. Ciampino / Roma
LATIVIA – LV FCO Arpt. Fiumicino / Roma
RIX Riga BRI Bari
BLQ Bologna
LITUÂNIA – LT GOA Genova
VNO Vilnius MXP Arpt. Malpensa / Milão
LIN Arpt. Linate / Milão
LUXEMBURGO – LU NAP Nápoles
LUX Luxemburgo PMO Palermo
PSA Pisa
MALTA – MT TRN Turin
MLA Luga VCE Veneza

MALDOVA – MD REPÚBLICA DA MACEDONIA – MK


KIV Chisinau SKP Skapoje

POLÔNIA – PL MONACO – MC
WAW Varsóvia MCM Monte Carlo

REPÚBLICA CHECA – CZ
PRG Praga NORUEGA – NO
OSL Oslo
ROMÊNIA – RO
BUH Bucharest PORTUGAL – PT
LIS Lisboa
SUÉCIA – SE OPO Porto
STO Estocolmo
GOT Gotenburg SERVIA – RS
BEG Belgrado
SAN MARINO - SM
RMI San Marino SUIÇA – CH
BRN Berna
RUSSIA – RU GVA Genebra
MOW Moscow ZRH Zurich
DME Arpt. Domodedovo / Moscow
SVO Arpt. Sheremetyevo / Moscow UCRÂNIA – UC
VKO Arpt. Vnukovo / Moscow IEV Kiev
LED St. Pitesburg
VVO Vladivostok
SGC Surgut

160
ASIA / ORIENTE MÉDIO
AFEGANISTAO – AF ARABIA SAUDITA – AS
KBL Kabul RUH Riyad
JED Jeddah
ARMENIA – AM QCA Meca
EVN Yerevan
AZERBAIJÃO – AB
BANGLADESH – BD BAK Baku
DAC Dahka
BAHAIN – BH
BRUNEI – BN XMA Al Manamah
BWN Begwn
BUTHAN –BT
CAMBOJA – KH THI Thimphu
PNH Phnom Penh
CHINA – CN
CYPRUS – CY PEK Pequim Beijing
NIC Nicósia HKG Hong Kong
SHA Shangai
EMIRADOS ÁRABES – AE
AUH Abu Dabhi FILIPINAS – PH
DXB Dubai MNL Manila

GEORGIA – GE GUAM – GU
TBS Tiblisi GUM Guam

ÍNDIA – IN INDONÉSIA – ID
DEL Nova Deli JKT Jakarta / Ilha de Java
CCU Calcutá DPS Denpasar / Ilha de Bali
STV Surat TKG Bandar Lumpung / Ilha de Sumatra

IRÃ – IR IRAQUE - IK
THR Teerã BGW Bagdad
BSR Basra
ISRAÉL – IL
TLV Tel Aviv JAPÃO – JP
JRS Jerusalém TYO Tókio
HND Arpt.Haneda / Tókio
JORDÂNIA – JO NRT Arpt. Narita / Tókio
AMM Amman NGO Nagoia
OSA Osaka
KOREA DO NORTE – KP
FNJ Pyongyang KAZAKSTÃO – KZ
TSE Astana
KUWAIT – KW
KWI Al Kuwait KOREA DOS SUL – KR
SEL Seoul
MALASIA – MY
KUL Kuala Lumpur KYRGYSTÃO - KG
FRU Bishkek
MONGÓLIA – MN
ULN Ulaanbaatar LÍBANO – LB
BEY Beyrut

161
MYANMAR - MM LAOS – LA
RGN Yongon VTE Vientiane

NEPAL - NP MACAO – MO
KTM Katmandu MFM Macao

OMAN – OM NEPAL – NP
MCT Muskat KTM Katmandu

QATAR – QA PAQUISTÃO – PK
DOH Doha ISB Islamabad

SÍRIA – SY SINGAPURA – SG
DAM Damasco SIN Singapura

SIRILANKA – LK TAGIKISTÃO – TJ
CMB Colombo DYU Dushanbe

TAILANDIA – TH TAIWAN – TW
BKK Bankok TPE Taipei
HKT Phuket
TURKOMENISTÃO – TK
TIMOR LESTE – TL ASB Ashgabat
DIL Dilli
UZBEKISTÃO – UZ
TURQUIA – TR TAS Tashgat
IST Istambul
ANK Ankara VIETNÃ – VN
SGN Ho Chi Minh
YEMEN – YE HAN Hanói
SAH Sanaa

OCEANIA / POLINÉSIA
AUSTRÁLIA – AU BORNÉO – BO
CBR Camberra BPN Balikpapan
ADL Adelaide SRI Samarinda
MEL Melbourn
SYD Sidney NOVA ZELÂNDIA – NZ
WLG Wellington
NOVA GUINÉ – PG AKL Auckland
POM Port Moresby
TAHITI – PF
SAMOA – WS PPT Papetee
APW Apia
VANUATU – VU
Fiji - FJ VLI Porto Vila
NAN Nadi
SUV Suva ILHAS SALOMÃO - SB
HIR Honiara
ILHAS MARSHALL – MH
MAJ Majuro MICRONESIA – FM
PNI Palikir

162
ANEXO B – CÓDIGOS DE COMPANHIAS AÉREAS

SIGLA CÓD COMPANHIA SIGLA CÓD COMPANHIA


AA 001 AMERICAN AIRILNES CZ 784 CHINA SOUTHERN AIRLINES
AB 745 AIR BERLIN CY 048 CYPRUS AIRWAYS
AC 014 AIR CANADA CW 778 AIR MARSHALL ISLAND
AE 803 MANDARIN AIRLINES DB 750 BRIT AIR
AF 057 AIR FRANCE DE 881 GOLDEN AIR FLY
AH 124 AIR ALGERIE DF 059 AEROLINEAS DE BELARES
AI 098 AIR INDIA DH 480 INDEPENDENCE AIR
AK 807 AIR ASIA DI 944 DBA LUFTFAHRTGESLLSHAFT
AM 139 AEROMEXICO DJ 856 VIRGIN BLUE AIRLINES
AP 867 AIR ONE DK 630 EASTLAND AIR
AQ 327 ALOHA AIRLINES DL 006 DELTA AIR LINES
AR 044 AEROLINEAS ARGENTINAS DM 349 STERLING BLUE
AS 027 ALASKA AIRLINES DO 965 AIR VELLEE
AT 147 ROYAL AIR MAROC DP 091 FIRST CHOICE AIRWAYS
AU 143 AUSTRAL LINEAS AEREAS DQ 457 COASTAL AIR TRANSPORT
AV 134 AVIANCA DT 118 TAAG ANGOLA AIRLINES
AX 414 TRANS STATES AIRLINES DU 748 HEMUS AIR
AZ 055 ALITALIA DX 243 DANISH AIR TRANSPORT
AY 105 FINNAIR DY 238 NORWEGIAN AIR
BA 125 BRITHSH AIRWAYS DW 187 AERO-CHARTER
BD 236 BRITSH MIDLAND AIRWAYS EA 024 EUROPEAN AIR EXPRESS
BE 267 FLYBE EB 460 PULLMANTUR AIR
BG 997 BIMAN BANGLADESH EC 284 OPENSKIES BA EUROPEAN
BI 672 ROYAL BRUNEI AIRLINES ED 484 AIRBLUE
BJ 796 NOVELAIR TUNISE EE 350 AERO LINES
BK 522 POTOMAC AIR EF 265 FAR EASTERN AIR
BL 550 PACIFIC AIRLINES EG 688 JAPAN ASIA AIRWAYS
BO 666 BOURAQ INDONESIA AIRLINES EI 053 AER LINGUS
BP 636 AIR BOTSWANA EK 176 EMIRATES AIRLINE
BQ 586 AEROMAR EL 768 AIR NIPPON
BR 695 EVA AIRWAYS EM 282 AERO BENIN
BT 657 AIR BALTIC EM 101 AIR DOLOMITI
BV 004 BLUE PANORAMA AIRLINES EO 663 HEWA BORA AIRWAYS
BX 982 AIR BUSAN EP 815 IRAN ASEMAN AIRLINES
BY 754 THOMSON FLY EQ 269 TAME TRANSP. ERA. NACIONAL
BW 106 CARIBEAN AIRLINES ET 071 ETHIOPIAN AIRLINES
CA 999 CHINA AIR EU 811 UNITED EAGLE AIRLINES
CB 969 SCOTAIRWAYS EV 862 ATLANTIC SOUTHEAST
CC 374 MACAIR AIRLINES EX 309 AIR SANTO DOMINGO
CD 296 ALLIANCE AIR EZ 947 SUN AIR OF SCANDINAVIA
CE 567 NATIONWIDE AIR EY 607 ETIHAD AIRWAYS
CF 419 CITY AIRLINE EW 104 ERUROWINGS
CG 626 AIRLINE PAPUA NEW GUINE FB 623 BULGARIA AIR
CH 872 BEMIDJI AIRLINES FC 216 FINNISH COMMUTER AIR
CI 297 CHINA AIRLINES FE 519 PRIMARIS AIRLINES
CL 683 LUFTH CITYLINE FG 255 ARIANA AFGHAN AIRLINES
CO 005 CONTINENTAL AIRLINES FI 108 ICELANDAIR
CM 230 COPA AIRLINES FJ 260 AIR PACIFIC
CP 003 COMPASS AIRLINES FL 332 AIRTRAN AIRWAYS
CS 596 CONTINENTAL MICRONESIA FM 774 SHANGHAI AIRLINES
CU 136 CUBANA DE AVIACION FN 259 REGIONAL AIR LINES
CX 160 CATHAY PACIFIC AIRWAYS FQ 583 BRINDABELLA AIRLINES

163
SIGLA CÓD COMPANHIA SIGLA CÓD COMPANHIA
FT 084 SIEM REAP AIRWAYS JD 898 DEER JET
FV 195 ROSSIYA RUSSUIAN AIRLINES JK 680 SPANAIR
FX 023 FEDEX AIRLINES JL 131 JAPAN AIRLINES
GA 126 GARUDA INDONESIA JM 201 AIR JAMAICA
GC 034 GAMBIA INTL AIRLINES JN 812 EXCEL AIRWAYS
GE 170 TRANSASIA AIRWAYS JO 708 JALWAYS
GF 072 GULF AIR JP 165 ADRIA AIRWAYS
GI 420 AIR CONPANY ITEK JQ 041 JETSTAR AIRWAYS
GJ 736 EUROFLY JR 078 AERO CALIFORNIA
GK 274 GO ONE AIRWAYS JS 120 AIR KORIO
GL 631 AIR GREENLAND JT 990 LION AIR
GN 185 AIR GABON JU 115 JAT AIRWAYS
GO 333 GO FLY JV 632 BEARSKIN AIRLINES
GP 559 GADAIR EUROPEAN AIRLINES JZ 752 SKYWAYS AB
GQ 387 BIG SKY AIRLINES JY 653 AIR TURKS AND CAICOS
GS 926 GRAND CHINA EXPRESS KA 043 DRAGONAIR HONG KONG
GT 171 GB AIRWAYS KB 787 DRUK AIR
GU 240 AVIATECA KC 465 AIR ASTANA
GV 461 GRANT AVIATION KD 093 KD AVIA
GZ 755 AIR RAROTONGA KE 180 KOREAN AIR
GY 013 GABON AIRLINES KF 142 BLUE 1
GW 113 AIR LINES OF KUBAN KG 854 AEROGAVIOTA
HA 173 HAWAIIAN AIRLINES KH 365 KYRGYS AIRWAYS
HF 617 HAPAG LLOYD KJ 436 BMED
HI 563 PAPILLON AIRWAYS KL 074 KLM ROYALDUTCH AIRLINES
HJ 681 HELLAS JET KM 643 AIR MALTA
HM 061 AIR SEYCHELLES KN 822 CHINA UNITED AIRLINES
HO 018 JUNEYAO AIRLINES KO 341 ALASKA CENTRAL EXPRESS
HP 401 AMERICA WEST AIRLINES KP 538 KIWI INTERNATIONAL AIR
HQ 668 HARMONY AIRWAYS KQ 706 KENYA AIRWAYS
HR 169 HAHN AIR LINES KS 339 PENINSULA AIR
HT 730 AEROMIST KHARKIV KU 229 KUAWIT AIRWAYS
HU 880 HAINAN AIRLINES KV 438 KAVMINVODYAVIA
HV 979 TRANSAVIA AIRLINES KX 378 CAYMAN AIRWAYS
HX 851 HONG KONG AIRLINES KY 980 AIR SAO TOME
HZ 598 SAKHALINSKIE AVIATRASSY KW 100 WATANYA AIRWAYS
HY 250 UZBEKISTAN AIRWAY LA 045 LAN CHILE
IA 073 IRAQ AIRWAYS LB 051 LLOYD AEREO BOLIVIANO
IB 075 IBERIA LF 913 FLYNORDIC
IC 058 INDIAN AIRLINES LG 149 LUXAIR
ID 431 INTERLINK AIRLINESIE LH 220 LUFTHANSA
IE 193 SOLOMON AIRLINES LI 140 LIAT
IF 769 ISLAS AIRWAYS LJ 690 SIERRA NATIONAL AIRLINES
IG 191 MERIDIANA LK 040 AIR LUXOR
IH 759 FALCON AVIATION LM 857 LIVINGSTONE
IK 166 IMAIR AIRLINES LN 148 LIBYAN AIRLINES
IN 367 MACEDONIAN AIRLINES LO 080 LOT POLISH AIRLINES
IP 312 ATYRAU AUE JOLY LP 544 LAN PERU
IR 096 IRAN AIR LR 133 LACSA
IT 090 KINGFISHER AIRLINES LT 266 LTU INTERNATIONAL AIRWAYS
IZ 238 ARKIA ISRAEL AIRLINES LU 972 LAN EXPRESS
IY 635 YEMENIA YEMEN AIRWAYS LV 639 ALBANIAN AIRLINES
JA 995 B & H AIRLINES LX 724 SWISS INTERNATIONAL

164
SIGLA CÓD COMPANHIA SIGLA CÓD COMPANHIA
LZ 379 BELLE AIR COMPANY PC 677 AIR FIJI
LY 114 EL AL ISRAEL AIRLINES PD 326 PORTER AIRLINES
LW 568 PACIFC WINGS PE 667 AIR EUROPE
MA 182 MALEV HUNGARIAN PF 400 PALESTINIAN AIRLINES
MD 258 AIR MADAGASCAR PG 829 BANKOK AIRWAYS
ME 076 MIDDLE EAST AIRLINES PH 162 POLYNESIAN AIRLINES
MF 731 XIAMEN AIRLINES PI 252 SUN AIR
MH 232 MALAYSIA AIRLINES PJ 638 AIR SAINT PIERRE
MI 629 SILKAIR PK 214 PAKISTAN INTER AIRLINES
MJ 069 LAPA - LIN AER PRIVADA ARG. PN 711 PANA MERICA AIRWAYS
MK 239 AIR MAURITIUS PR 079 PHILIPPINE AIR LINE
MM 334 SAM - SOC AER DE MEDELLIN PS 566 UKRANIE AIRLINES
MN 161 COMAIR PU 286 PLUNA
MO 622 CALM AIR INTERNATIONAL PX 656 AIR NIUGINI
MH 129 MARTINER HOLLAND PZ 692 TAM MERCOSUR
MR 174 AIR MAURITANIE PY 192 SURINAM AIRWAYS
MS 077 EGYPTY AIR PW 031 PRECISION AIR
MU 781 CHINE EASTERN AIRLINES QA 723 CLICK MEXICANA
MV 904 ARMENIAN INTER AIRWAYS QB 399 GEORGIAN NATIONAL AIRLINES
MX 132 MEXICANA DE AVIACION QE 894 CROSSAIR EUROPE
MZ 621 MARPATI NUSANTARA QF 081 QUANTAS AIRWAYS
MY 386 MAXJET AIRWAYS QH 138 ALTYN AIRLINES
NA 455 NORTH AMERICAN AIRLINES QI 674 CIMBER AIR
NB 373 STARLING AIRLINES QK 983 AIR CANADA JAZZ
NF 218 AIR VANUATU QM 167 AIR MALAWI
NG 231 LAUDA AIR QN 907 AIR ARMENIA
NH 205 ALL NIPON AIRWAYS QP 853 AIRKENYA AVIATION
NI 685 PORTUGALIA QR 157 QATAR AIRWAYS
NK 487 SPIRIT AIRLINES QS 797 SMARTINGWIGS
NL 740 SHAHEEN AIR INTERNATIONAL QU 581 EAST AFRICAN AIRLINES
NN 823 VIM AIRLINES QV 627 LAO AVIATION
NO 703 AUS AIR QX 481 HORIZON AIR
NT 474 BINTER CANARIAS QZ 975 AWAIR INTERNATIONAL
NU 353 JAPAN TRANSOCEAN QW 049 BLUE WINGS
NX 675 AIR MACAU COMPANY RA 285 ROYAL NEPAL AIRLINES
NZ 086 AIR NEW ZEALAND RB 070 SYRIAN ARAB AIRLINES
NY 882 AIR ICELAND RC 767 ATLANTIC AIRWAYS
NW 012 NORTHWEST AIRLINES RE 809 ERA ARANN
OA 050 OLYMPIC AIRLINES RH 256 REGIONNAIR
OF 442 AIR FINLAND RJ 512 ROYAL JORDANIAN
OK 064 CZECH AIRLINES RO 281 TAROM ROMANIAN
OL 704 OLT - OSTFRIESISCHE LUFFT RP 363 CHAUTAUQUA AIRLINES
OM 289 MIAT MONGOLIAN RQ 384 KAN AIR
ON 123 OUR AIRLINE RT 785 RAK AIRWAYS
OP 370 CHALKS INTERNATIONAL RU 025 TCI SKYKING
OR 178 TUI AIRLINES NETHERLAND RZ 503 SERVICIOS AEREOS NACIONAL
OS 257 AUSTRIAN AIRLINES RW 052 REPUBLIC AIRLINE
OU 831 CROATIA AIRLINES SA 083 SOUTH AFRICAN AIRWAYS
OV 960 ESTONIAN AIR SB 063 AIR CALEDONIE INTER.
OX 578 ORIENT THAI AIRLINES SC 324 SHANDONG AIRLINES
OZ 988 ASIANA AIRLINES SD 200 SUDAN AIRWAYS
OY 650 ANDES LINEAS AEREAS SE 476 XL AIRWAYS FRANCE
PB 697 PROVINCIAL AIRLINES SF 515 TASSILI AIRLINES

165
SIGLA CÓD COMPANHIA SIGLA CÓD COMPANHIA
SI 597 SKYNET AIRLINES VF 896 VALUAIAR
SK 117 SCANDINAVIAN AIRLINES VG 978 VLM AIRLINES
SM 496 SWEDLINE EXPRESS VH 152 AEROPOSTAL
SN 082 BRUSSELS AIRLINES VK 786 VIRGIN NIGERIA AIRWAYS
SP 373 SERV. ACOREANO TRANSP. VM 424 VIAGGIO AIR
SQ 618 SINGAPORE AIRLINES VN 738 VIETNAN AIRLINES
SS 923 CORSE AIR INTERNATIONAL VO 734 TYROLEAN AIRWAYS
SU 555 AEROFLOT RUSSIAN AIRLINES VR 696 TRANSP AEREOS CABO VERDE
SV 065 SAUDI ARABIAN AIRLINES VS 932 VIRGIN ATLANTIC
SZ 855 AIR NEPAL INTERNATIONAL VT 135 AIR TAHITI
SY 337 SUN COUNTRY AIRLINES VU 943 AIR IVOIRE
SW 186 AIR NAMIBIA VV 870 AEROSVITE AIRLINES
TA 202 TACA INTERNATIONAL AIR VX 984 VIRGIN AMERICA
TC 197 AIR TANZANIA VZ 727 MYTRAVEL AIRWAYS
TD 432 ATLANTIS EUROPEAN VW 942 TRANSPORTES AEROMAR
TE 874 FLYLAL - LITHUANIAN AIRLINES XE 477 EXPRESSJET
TF 276 MALMO AVIATION XF 277 VLADIVOSTOK AIR
TG 217 THAI AIRWAYS INTERNATIONAL XJ 582 MESABA AVIATION
TI 516 AIR CONTINENTAL AFRICA XK 146 COMP CORSE MEDITERRANEE
TK 235 TURKISH AIRLINES XL 462 LAN EQUADOR AEROLANE
TL 935 AIRNORTH REGIONAL XO 651 CHINA XINJIANG AIRLINES
TM 068 LINHAS AER DE MOÇAMBIQUE XP 615 XTRA AIRWAYS
TN 244 AIR THAITI NUI XR 608 SKYWEST AIRLINES
TP 047 TAP AIR PORTUGAL XT 824 AIR EXEL NETHERLANDS
TQ 038 TANDEM AERO XV 351 IVOIRE AIRWAYS
TS 649 AIR TRANSAT XY 593 KAYALA AIRLINE
TT 843 TIGER AIRWAYS AUSTRALIA ZA 433 ASTAIR COMPANY
TU 199 TUNIS AIR ZB 974 MONARCH AIRLINES
TX 427 AIR CARIBIES ZC 141 ROYAL SWAZI NATIONAL
TZ 366 ATA AIRLINES ZD 338 DOLPHIN AIR
TY 190 AIR CALEDONIE ZH 479 SHENZHEN AIRLINES
UA 016 UNITED AIRLINES ZI 439 AIGLE AZUR
UB 209 MYANMA AIRWAYS ZK 846 GREAT LAKES AVIATION
UD 848 HEX AIR ZL 899 REGIONAL EXPRESS
UE 721 AIR EUROAMERICA ZO 507 GREAT PLAINS AIRLINES
UF 828 UKRANIAN MEDITERRANEAN ZQ 521 CARIBEAN SUN AIRLINES
UG 150 SERVENAIR ZT 611 AIR ZAMBEZI
UI 475 EUROCYPRIA AIRLINES ZV 471 AIR MIDWEST
UK 130 KLM UK ZY 121 ADA AIR
UL 603 SRILANKA AIRLINES ZW 303 AIR WINSCONSIN
UM 168 AIR ZIMBABWE YG 233 SOUTH AIRLINES
UN 670 TRANSAERO AIRLINES YH 600 WEST CARIBEAN AIRWAYS
UO 128 HONG CONG EXPRESS YI 806 AIR SUNSHINE
UP 111 BAHAMASAIR YK 056 KIBRIS TURKISH AIRLINES
US 037 US AIRWAYS YL 664 YAMAL AIRLINES
UT 298 ATAIR AVIATION YM 409 MONTENEGRO AIRLINES
UU 760 AIR AUSTRAL YN 219 AIR CREEBEC
UX 996 AIR EUROPA LINEAS AEREAS YQ 342 AIRCOMPANY POLET
UZ 928 BURAQ AIR TRANSPORT YS 977 REGIONAL CAE
UY 604 CAMEROON AIARLINES YT 030 AIR TOGO
UW 751 UNIVERSAL AIRLINES YU 725 AEROLINEAS DOMINICANAS
VA 795 VIRGIN BLUE INTERNATIONAL YX 453 MIDWEST AIRLINES
VB 702 DUO AIRWAYS YW 694 AIR NOSTRUM

166
SIGLA CÓD COMPANHIA SIGLA CÓD COMPANHIA
WB 459 RWANDAIR EXPRESS WN 526 SOTHWEST AIRLINES
WC 506 ISLENA AIRLINES WO 468 WORLD AIRWAYS
WD 761 DAIRO AIR SERVICE WP 437 HAWAII ISLAND AIR
WE 915 RHEINTLFLUG SEEWALD WQ 534 ROMENIAN AVIATION
WF 701 WIDEROES FLYVESELSKAP WS 838 WESTJET
WJ 927 AIR LABRADOR WT 087 ASAYA AIRWAIS
WK 945 EDELWEISS AIR WX 689 CITY JET
WL 054 LINEAS PACIFICO ATLANTICO WZ 682 WEST AFRICAN AIRLINES
WM 295 WINDWARD ISLANDS AIRWAYS WY 910 OMAN AIR
A8 719 BENIN GOLF AIR B6 279 JETBLUE AIRWAYS
D9 733 AEROFLOT I5 261 AIR MALI
J2 771 AZERBAIJAN AIRLINES R8 758 KYRGHYZSTAN AIRLINES
T3 467 EASTERN AIRWAYS T5 542 TURKMENISTAN AIRLINES
U7 926 AIR UGANDA V7 407 AIR SENEGAL INTL
G0 678 GHANA INTL AIRLINES LTD V0 308 CONVIASA

SIGLAS DE CIAS. AÉREAS BRASILEIRAS NÃO FILIADAS A IATA

COMPANHIA
SIGLA COMPANHIA SIGLA
P8 PANTANAL LINHAS AEREAS 8R TRIP TRANSPORTES AEREOS REGIONAIS
WH WEBJET LINHAS AEREAS C7 RICO LINHAS AEREAS
AD AZUL LINHAS AEREAS

CIAS. AÉREAS BRASILEIRAS NÃO REGISTRADAS NA IATA

AIR MINAS LINHAS AEREAS NHT LINHAS AÉREAS


TAF LINHAS AEREAS PASSAREDO TRANSPORTES AEREOS
TOTAL LINHAS AEREAS FLEX LINHAS AEREAS
SOL LINHAS AEREAS

SIGLAS DE ALGUMAS CIAS. AÉREAS INTER. NÃO FILIADAS A IATA

SIGLA CÓD COMPANHIA SIGLA CÓD COMPANHIA


AUSTRALIAN
AO AIRLINES EJ NEW ENGLAND AIRLINES
BB SEABORNE AIRLINES FD THAI AIRASIA
BRITSH
BS INTERNATIONAL FF TOWER AIR
BU SAS NORWAY FR RAYNAIR
CN GRAND CHINA AIR PF FREEDOM AIR
DA AIR GEORGIA GM AIR SLOVAKIA
DS EASY JET FW IBEX AIRLINES

167
ANEXO C – CÓDIGOS DE MOEDAS
AED Dirham dos Emirados ( Emirados Árabes) INR Rupia indiana ( Brunei, Índia)
AFN Afghani ( Afeganistão) IQD Dinar iraquiano ( Iraque)
ALL Lek ( Albânia) IRR Rial iraniano ( Irã)
AMD Dram ( Arménia) ISK Krona islandesa ( Islândia)
ANG Florim ( Antilhas Neerlandesas) JMD Dólar jamaicano ( Jamaica)
AOA Kwanza ( Angola) JOD Dinar jordano ( Jordânia)
ARS Peso Argentino ( Argentina) JPY Iene ( Japão)
AUD Dólar australiano ( Austrália) KES Xelim queniano ( Quênia)
AWG Florim de Aruba ( Aruba) KGS Som ( Quirguistão)
AZN Manat do Azerbaijão ( Azerbaijão) KHR Riel ( Camboja)
BAM Marco convertível ( Bósnia e Herzegovina) KMF Franco das Comoros ( Comores)
BBD Dólar de Barbados ( Barbados) KPW Won norte coreano ( Coreia do Norte)
BDT Taka ( Bangladesh) KRW Won sul coreano ( Coreia do Sul)
BGN Lev ( Bulgária) KWD Dinar do Kuwait ( Kuwait)
BHD Dinar do Bahrein ( Bahrein) KYD Dólar das Ilhas Caimão ( Ilhas Cayman)
BND Dólar do Brunei ( Brunei) KZT Tenge ( Cazaquistão)
BOB Boliviano ( Bolívia) LAK Kip ( Laos)
BRL Real ( Brasil) LBP Libra libanesa ( Líbano)
BSD Dólar das Bahamas ( Bahamas) LKR Rupia do Sri Lanka ( Sri Lanka)
BTN Ngultrum ( Butão) LRD Dólar da Libéria ( Libéria)
BWP Pula ( Botsuana) LSL Loti ( Lesoto)
BZD Dólar do Belize ( Belize) LTL Litas ( Lituânia)
CAD Dólar canadense ( Canadá) LVL Lats ( Letônia)
CDF Franco congolês (Congo) LYD Dinar da Líbia ( Líbia)
CHF Franco suíço ( Suíça) MAD Dirham marroquino ( Marrocos)
CLP Peso chileno ( Chile) MDL Leu ( Moldávia)
CNY Renminbi ( República Popular da China) MGA Ariary ( Madagáscar)
COP Peso colombiano ( Colômbia) MKD Denar ( Macedónia)
COU Unidade de Valor Real ( Colômbia) MMK Kyat ( Mianmar)
CRC Colon da Costa Rica ( Costa Rica) MNT Tugrik ( Mongólia)
CSD Dinar Sérvio ( Sérvia) MOP Pataca ( Macau)
CUP Peso cubano ( Cuba) MRO Ouguiya ( Mauritânia)
CVE Escudo cabo-verdiano ( Cabo Verde) MXN Peso Mexicano ( México)
CYP Libra cipriota ( Cyprus) MYR Ringgit ( Malásia)
CZK Coroa ( República Checa) MZN Metical ( Moçambique)
DKK Coroa dinamarquesa ( Dinamarca) NAD Dólar da Namíbia ( Namíbia)
DOP Peso ( República Dominicana) NGN Naira ( Nigéria)
DZD Dinar argelino ( Argélia) NIO Cordoba Oro ( Nicarágua)
EEK Coroa estoniana ( Estônia) NOK Coroa norueguesa ( Noruega)
EGP Libra egípcia ( Egito) NPR Rupia nepalesa ( Nepal)
ERN Nakfa ( Eritréia) NZD Dólar da Nova Zelândia ( Nova Zelândia)
ETB Birr etíope ( Etiópia) OMR Rial Omani ( Omã)
GBP Libra Esterlina ( Reino Unido) PAB Balboa ( Panamá)
GEL Lari ( Geórgia) PEN Nuevo Sol ( Peru)
GMD Dalasi ( Gâmbia) PGK Kina ( Papua Nova Guiné)
GMD Dalasi ( Gâmbia) PHP Peso filipino ( Filipinas)
GNF Franco da Guiné ( Guiné) PKR Rupia paquistanesa ( Paquistão)
GTQ Quetzal guatemalteco ( Guatemala) PLN Zloty ( Polônia)
GYD Dólar da Guiana ( Guiana) PYG Guarani ( Paraguai)
HKD Dólar de Hong Kong ( Hong Kong) QAR Rial do Qatar ( Qatar)
HNL Lempira ( Honduras) RON Novo Leu ( Romênia)
HRK Kuna ( Croácia) RUB Rublo ( Rússia)
HTG Gourde ( Haiti) RWF Franco do Ruanda ( Ruanda)
HUF Forint ( Hungria) SAR Riyal ( Arábia Saudita)
IDR Rupia indonésia ( Indonésia) SCR Rupia das Seychelles ( Seychelles)
ILS Shekel ( Israel) SDD Dinar sudanês ( Sudão)
168
SEK Coroa Sueca ( Suécia) TTD Dólar de Trindade e Tobago
SGD Dólar de Cingapura ( Singapura) TWD Novo Dólar de Taiwan ( República da China)
SKK Coroa Eslovaca ( Eslováquia) TZS Xelim da Tanzânia ( Tanzânia)
SLL Leone ( Serra Leoa) UAH Hryvnia ( Ucrânia)
SOS Xelim somali ( Somália) UGX Xelim do Uganda ( Uganda)
SRD Dólar do Suriname ( Suriname) UYU Peso Uruguaio ( Uruguai)
SYP Libra da Síria ( Síria) UZS Som Uzbeque ( Uzbequistão)
SZL Lilangeni ( Suazilândia) VEB Bolivar ( Venezuela)
THB Baht ( Tailândia) VND Dong ( Vietnã/Vietname)
TJS Somoni ( Tadjiquistão) VUV Vatu ( Vanuatu)
TMM Manat turcomano ( Turcomenistão) YER Rial do Iémene ( Iémen/Iêmen)
TND Dinar tunisino ( Tunísia) ZAR Rand ( Lesoto, Namíbia, África do Sul)
TOP Pa'anga ( Tonga) ZMK Kwacha ( Zâmbia)
TRY Nova Lira turca ( Turquia) ZWD Dólar do Zimbabué ( Zimbábue)

USD Dólar Americano ( Estados Unidos e também: Equador, El Salvador, Guam, Haiti,
Panamá, Timor-Leste)

XAF Franco CFA BEAC ( Camarões, República Centro-Africana, Congo, Chade, Guiné, Gabão)

XOF Franco CFA BCEAO ( Benim, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Nigéria, Senegal,
Togo)

EUR Euro ( Itália, Vaticano, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, Alemanha, Grécia, Irlanda,
Luxemburgo, Mônaco, Portugal, França, Guiana Francesa, Guadalupe)

169
ANEXO D – AERONAVES

B737- 800

A família do 737, estende-se desde os ainda em operação 737-200 até os modernos


737-900, com capacidade que pode variar dependendo do modelo do avião e da configuração
da companhia de 120 a 180 passageiros. No Brasil compõem as frotas da Gol, Varig, Webjet,
TAF.

170
B747- 400

Primeira aeronave de grande porte construída. Dependendo da configuração podia


levar até 500 pessoas. Somente a Varig operou este tipo de avião em nosso país.

B757- 200

Aeronave pouco utilizada no Brasil, somente Varig e BRA voaram com este tipo de
avião com capacidade para aproximadamente 150 pessoas.

171
B767- 300

Capacidade para 200 passageiros em média. Atualmente apenas a TAM utiliza esta
aeronave no Brasil, mas já compôs a frota da Varig e Transbrasil.

B777- 300

Aeronave com capacidade média para 400 pessoas. Já utilizado pela Varig, porém hoje
somente a TAM opera este avião.

172
A319

As aeronaves da família Airbus são operadas no Brasil pela TAM e Avianca Brasil. Esta
aeronave tem capacidade para levar 155 passageiros, dependendo de sua configuração. Este
também é o modelo da aeronave presidencial

A320

Aeronave 3 metros maior que a anterior com capacidade para quase 180 pessoas.

173
A321

7 metros maior que o A320, esta aeronave pode levar até 220 passageiros.

A330

Primeira aeronave de grande porte da TAM. Com capacidade média para 200
passageiros.

174
A340

Aeronave com capacidade para 240 pessoas em média.

A380

Maior aeronave de transportes de passageiros em operação. Dependendo de sua


configuração, pode embarcar até 800 passageiros. Não é utilizado por nenhuma companhia
aérea brasileira.

175
Fabricante de aviões incorporada pela Boeing. Foram os primeiros jatos com
autonomia para percorrer grandes distâncias sem a necessidade de reabastecimento. Teve
uma linha de grande utilização que foi desde os turbo-hécilces DC3 até os jatos DC10 e
com alguns modelos um pouco mais modernos MD11 e MD80.

Hoje não há nenhuma dessas aeronaves no nosso país transportando passageiros.


Existem DC10 e MD11 utilizados por aqui como cargueiros.

Porém eles foram largamente utilizados pela Varig e Vasp em seus vôos internacionais
na década passada.

MD11

Utilizada pela Varig Log, braço cargueiro da Varig. Foi utilizado como aeronave de
passageiro entre 2006 e 2008 pela TAM.

MD80

Aeronave muito parecida com o F100 da Fokker com capacidade entre 100 e 120
passageiros. Não utilizado no Brasil, mas bastante utilizado no restante do mundo

176
F50

Aeronave turbo–hélice com capacidade para 50 pessoas. Introduzido no Brasil pela


TAM, hoje ainda utilizado pela Avianca Brasil.

F100

Sucessora do F50 na TAM tem feito o mesmo caminho na Avianca Brasil. Capacidade
aproximada de 110 passageiros.

177
ATR 42

Turbo-hélice utilizado pela Pantanal, Total, Air Minas, Trip.

ERJ 195

Apesar de fazer grande sucesso no exterior, o ERJ 195 somente agora com a criação
da Azul linhas Aéreas passou a voar no Brasil. Sua capacidade para transportar passageiro
pode variar de 108 a 122 lugares.

178
ERJ 145

Aeronave para 50 passageiros utilizada pela Passaredo

EMB 120

Aeronave com capacidade para cerca de 30 pessoas, também utilizada pela


Passaredo.

179
ANEXO E - BILHETES

MANUAL

180
OPTAT

181
TAT

182
ATB COMPANHIA AEREA

183
ATB AGENCIA

ARC
184
ANEXO F – DOCUMENTAÇÃO
185
RG COM VALIDADE

PASSAPORTE COM VALIDADE PRORROGADA


186
LAISSEZ PASSER (ONU)
187
VISTO
188
IMMIGRANT VISA
189
190
ADIT STAMP

191
GREEN CARD TEMPORARIO

192
GREEN CARD PERMANENTE

193
NOTICE OF ACTION

194
REENTRY PERMIT

195
BORDER CROSSING

196
TRANSPORTATION LETTER

197
REFUGEE DOCUMENT

198
PAROLE LETTER

199
ANEXO G – PASSAGEIROS ESPECIAIS

AIV

MP

200
ANEXO H – BAGAGEM

NOTOC

CERTIFICADO DO REMETENTE

201
MP

202
CZI

203
ENVELOPE OBJETO RESTRITO

MP

ANEXO I – SERVIÇO DE BAGAGEM


204
PIR

ANEXO J

205
SITES DE COMPANHIAS AÉREAS

NACIONAIS

AIR MINAS – WWW.AIRMINAS.COM.BR

AZUL – WWW.VOEAZUL.COM.BR

AVIANCA BRASIL – WWW.AVIANCA.COM.BR

BRA – WWW.VOEBRA.COM.BR

FLEX – VOEFLEX.COM.BR

GOL – WWW.VOEGOL.COM.BR

NHT – WWW.VOENHT.COM.BR

PANTANAL – WWW.PANTANAL–AIRLINES.COM.BR

PASSAREDO – WWW.VOEPASSAREDO.COM.BR

RICO – WWW.VOERICO.COM.BR

TAF – WWW.VOETAF.COM.BR

TAM – WWW.TAM.COM.BR

TOTAL – WWW.TOTAL.COM.BR

SOL – WWW.VOESOL.COM.BR

TRIP – WWW.VOETRIP.COM.BR

VARIG – WWW.VARIG.COM.BR

WEBJET – WWW.WEBJET.COM.BR

INTERNACIONAIS (SITES EM PORTUGUÊS)

206
AEROLINEAS ARGENTINAS – WWW.AEROLINEAS.COM.AR

AIR CANADA – WWWAIRCANADA.COM.BR

AIR FRANCE – WWW..AIRFRANCE.COM.BR

ALITALIA – WWW.ALITALIA.COM.BR

AMERICAN AIRLINES – WWW.AA.COM.BR

AVIANCA – WWW.AVIANCA.COM.BR

IBÉRIA – WWW.IBERIA.COM

JAL – WWW.JAL.COM.BR

LAN CHILE – WWW.LAN.COM

LUFTHANSA - WWW.LUFTHANSA.COM.BR

TAP – WWW.FLYTAP.COM.BR

UNITED AIRLINES – WWW.UNITEDAIRLINES.COM.BR

INTERNACIONAIS (SITES COM LIKS PARA O PORTUGUÊS)

AEROSUR – WWW.AEROSUR.COM

AIR CHINA – WWW.AIRCHINA.COM

BRITSH AIRWAYS – WWW.BRITISHAIRWAYS.COM

COPA AIRLINES – WWW.COPAAIR.COM

DELTA AIRLINES – WWW.DELTA.COM

EMIRATES – WWW.EMIRATES.COM

KLM – WWW.KLM.COM

LUFTHANSA – WWW.LUFTAHSA.COM

SWISS INTERNATIONAL – WWW.SWISS.COM

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

207
PUBLICAÇÕES IATA:

AIRPORT HANDLING MANUAL: Procedimentos de segurança de pátio

BAGGAGE SERVICES MANUAL: Procedimentos de bagagens extraviadas

DANGER GOODS REGULATIONS: Procedimentos para transporte de artigos perigosos

LIVE ANIMALS REGULATIONS: Procedimentos para transportes de animais

PASSENGER SERVICES MANUAL: Procedimentos para transportes de passageiros

PUBLICAÇÕES ANAC:

PORTARIA 676/GC5: Condições gerais de transportes aéreos

PORTARIA 689/GC5: Altera dispositivos da portaria 676/GC5 sobre franquias


de bagagens

RESOLUÇÃO N° 007 Transporte de substâncias liquidas a bordo de vôos


internacionais

RESOLUÇÃO Nº 037 Atualização dos limites de indenização para bagagem

RESOLUÇÃO Nº 052 Identificação de passageiros para embarque

IAC 107 – 1003 Passageiros armados a bordo de aeronaves civis,


transporte de armas de fogo em aeronaves civis e
transporte de passageiros sob custódia

RBAC Nº 175 Transporte de artigos perigosos em aeronaves civis

PUBLICAÇÃO AERONÁUTICA:

CBAer Código Brasileiro da Aeronáutica

SITES DE COMPANHIAS AÉREAS

208