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FACULDADE TEOLÓGICA IBETEL

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO: Strictu Sensu

JOSÉ AGNALDO SANTIAGO DA SILVA

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

TERRA RICA – PR

2018
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO: Strictu Sensu

JOSÉ AGNALDO SANTIAGO DA SILVA

Trabalho apresentado a Faculdade IBETEL para obtenção de créditos na


Matéria Metodologia do Trabalho Cientifico.

Professor, João Carlos

TERRA RICA – PR

2018
Sumário
INTRODUÇÃO
1. AS ATRIBUIÇÕES DOS TRÊS MEMBROS DA DEIDADE.
1.1 Um exemplo é a obra da criação.
1.2 Na redenção
2. A IMPORTÂNCIA DOUTRINÁRIA DA CONCEPÇÃO VIRGINAL DE CRISTO.
2.1 A importância doutrinária do nascimento virginal é vista em pelo menos três áreas.
3. EXISTÊNCIA E DEFINIÇÃO DE PECADO
3.1 DEFINIÇÕES DO PECADO
4. A SEGUNDO VINDA DE CRISTO
4.1 PRÉ – TRIBULACIONISTAS
4.2 MIDI – TRIBULACIONISTAS
4.3 PÓS – TRIBULACIONISTAS
5. A CRIAÇÃO E A NATUREZA DOS ANJOS
5.1 A criação dos anjos
5.2 A natureza dos anjos
6. O ESPÍRITO E A ALMA DO HOMEM
6.1 A tricotomia
6.2 Dicotomistas
7. SOBRE QUEM OU O QUE A IGREJA FOI FUNDADA.
BIBLIOGRAFIA
INTRODUÇÃO

Este trabalho foi realizado para obtenção de créditos na matéria Metodologia


Trabalho Cientifico. Com os seguintes temas: 1. As atribuições dos três membros da
Deidade. 2. A Importância doutrinária da concepção virginal de Cristo. 3. Existência
e definição do pecado. 4. A segunda Vinda de Cristo diante do ponto de vista Pré,
Mid e Pós Tribulacionistas. 5. A criação e a natureza dos anjos. 6. O espírito e alma
do homem (segundo os dicotomistas eos tricotomistas). 7. Sobre quem ou o que a
igreja foi fundada.

1. AS ATRIBUIÇÕES DOS TRÊS MEMBROS DA DEIDADE.

As escrituras ensinam que Deus é um, e que além dele não existe outro
Deus. Contudo a unidade divina é uma unidade composta de três pessoas distintas
e divinas que são Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Não se trata de três deuses, mas de três pessoas num só Deus. Os três
cooperam unidos e num mesmo propósito.

Podemos definir a doutrina da Trindade da seguinte Maneira: Deus existe


eternamente como três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo; cada pessoa é
plenamente. Deus e há um só Deus.

Na obra de Deus, as pessoas da Trindade trabalham juntas. É comum os


cristãos dividirem a obra de Deus entre as três pessoas da Trindade, atribuindo a
criação ao Pai, a expiação ao Filho e a santificação ao Espírito Santo. A maneira
mais correta é mostrar que cada pessoa coopera em cada obra.

1.1 UM EXEMPLO É A OBRA DA CRIAÇÃO.

Sobre Deus Pai, está escrito: “Desde a antiguidade fundaste a terra; e os céus são
obra das tuas mãos” (SL 102.25); “e no princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn
1.1).

Lê-se acerca do Filho: “porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e
na terra, visíveis e invisíveis” (Cl 1.16); “e todas as coisas foram feitas por ele, e sem
ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Em relação ao Espírito Santo, consta o
seguinte: “O Espírito de Deus me fez” (Jó 33.4).

1.2 NA REDENÇÃO

Da mesma forma, a vinda de Cristo é mostrada como tendo sido realizada


pelas três pessoas da Trindade trabalhando em unidade, embora só o Filho tenha se
tornado carne (Lc 1.35). No batismo de Jesus, as três pessoas estavam presentes:
“o Filho emergiu das águas, o Espírito desceu sob a aparência de uma pomba e a
voz do Pai foi ouvida do céu declarando: Este é o meu Filho amado, em quem
me comprazo” (Mt 3.17b).

As três pessoas da Trindade participaram do sacrifício de Jesus, como


Hebreus 9.14 declara: “Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a Sl mesmo
imaculado a Deus”. A ressurreição de Cristo é do mesmo modo atribuída às vezes
ao Pai (Atos 2.32), às vezes ao Filho (Jo 10.17, 18) e às vezes ao Espírito Santo
(Rm 1.4).

Não devemos surpreender-nos, portanto, que nossa salvação como um todo


seja também atribuída a cada uma das três pessoas: “eleitos segundo a presciência
de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue
de Jesus Cristo” (1 Pe 1.2). Nem nos surpreender quando somos enviados ao
mundo para “ensinar todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e
do Espírito Santo” (Mt 28.19).

2. A IMPORTÂNCIA DOUTRINÁRIA DA CONCEPÇÃO VIRGINAL DE


CRISTO.

A fé cristã confessa Jesus gerado no ventre de Maria, como homem perfeito e


não debaixo do pecado original. (Hebreus 7:26) Para gerar Jesus no ventre de
Maria, não se precisou da intervenção de um pai humano, pois tudo ocorreu como
obra do Espírito Santo de Deus. (Mateus 1:20) Sem a intervenção de um homem na
geração de Jesus, Maria permaneceu virgem até o nascimento de Jesus. (Mateus
1:25a) Isto coloca o homem Jesus Cristo numa posição ímpar em relação a nós, ou,
conforme explica STURZ (2012), “seu nascimento virginal o coloca à parte de todos
os demais da raça humana.”

2.1 A IMPORTÂNCIA DOUTRINÁRIA DO NASCIMENTO VIRGINAL É VISTA


EM PELO MENOS TRÊS ÁREAS.

Mostra que a salvação em ultima analise deve vir do Senhor. Exatamente


como Deus havia prometido que a “semente” da mulher (Gn 3.15) acabaria por
destruir a serpente, Deus torna isso em realidade pelo seu poder, não por meros
esforços humanos, como está registrado em (Ef 2.8) A salvação é resultado da obra
de cristo no calvário. Como o apóstolo Paulo afirmou em ( 2Co 5.18) que tudo
provém de Deus !

O nascimento virginal também se relaciona com a divindade de Cristo.


Embora certamente seja possível que a Divindade entrasse no mundo de oura
maneira além de um nascimento virginal, o milagre de seu nascimento aponta para
sua divindade.

O anúncio do anjo Gabriel a Maria enfatiza este ponto. Quando o anjo disse a
Maria que ela teria um filho, ela ficou perplexa: “Como será isto, pois não tenho
relação com homem algum?” (Lc 1.34). A resposta de Gabriel é de um significado
decisivo para nosso entendimento do nascimento virginal: "Descerá sobre ti o
Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso
também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." (Lc 1.35).
Momentos depois o anjo acrescentou: "Porque para Deus não haverá impossíveis
em todas as suas promessas" (Lc 1.37).

A doutrina do nascimento virginal de Cristo sustenta que seu nascimento foi


resultado de uma concepção miraculosa, por meio da qual a Virgem Maria concebeu
um bebê em seu útero pelo poder do Espírito Santo, sem um pai humano.

O nascimento miraculoso de Cristo nos diz muito sobre sua natureza. O fato
de ter nascido de uma mulher demonstra que ele era realmente humano e que se
tornou um de nós. A humanidade de Cristo, contudo, não era precisamente como a
nossa. Nós nascemos com o pecado original - Cristo, não.
3. EXISTÊNCIA E DEFINIÇÃO DE PECADO

Está escrito que Deus ao completar a obra da criação, declarou que tudo era
“muito bom”. Observando, mesmo ligeiramente, chegamos à convicção de que
muitas coisas que agora existe não são boas – o mal, a impiedade, a opressão, a
luta, a guerra, a morte e o sofrimento. E naturalmente surge a pergunta: como entrou
o mal no mundo? – pergunta que tem deixado perplexos muitos pensadores.

A Bíblia oferece a resposta de Deus; ainda mais, informa-nos o que o pecado


realmente é; melhor ainda, apresenta-nos o remédio para o pecado. O pecado um
vírus que atingiu toda raça humana. O pecado produziu efeitos devastadores na
humanidade é uma chaga universal. É um tormento coletivo. Somente Jesus pode
libertar o homem de seus funestos efeitos. Deus não é o autor do pecado

Obviamente que quando se fala na origem do pecado, naturalmente se está


discutindo a própria origem do mal filosófico, isto é, o mal moral. Logo, a primeira
coisa que precisamos considerar quando falamos sobre a origem do pecado é que
Deus não é o seu autor. A Bíblia é muito clara ao afirmar que Deus não tenta a
ninguém para fazer o mal (Tiago 1:13).

3.1 DEFINIÇÕES DO PECADO

A Bíblia utiliza muitas palavras, tanto em hebraico como em grego, para


definir o conceito de pecado:

A) NO ANTIGO TESTAMENTO

1. Hata – Significa “errar o alvo”. Seu equivalente grego é hamartano. A


ideia é que o homem, ao errar o alvo, atinge outro lugar, o lugar errado. Essa
palavra designa pecados morais, idolatria e pecados cerimoniais (Ex 20.20; Jz
20.16; Pv 8.36; 19.2);

2. Ra – Muitas vezes indica calamidade e frequentemente é traduzindo


como “mal” ou “perverso”. Pode indicar algo moralmente errado (Gn 3.5; 38.7; Jz
11.27). O texto de Isaías 45.7 é controverso quanto ao sentido entre calamidade e
mal, cuja interpretação mais aceita é calamidade ou “mal punitivo”;
3. Pecha – “Rebelar”, “transgredir” ou “revoltar” (1Rs 12.19; 2Rs 3.5; Sl
51.13; Is 1.2);

4. Aon – “Iniquidade” ou “culpa” (1Sm 3.13; Is 53.6; Nm 15.30-31);

5. Shagah – “Errar” ou “extraviar-se” como uma ovelha ou um bêbado (Is


28.7; Nm 15.22);

6. Asham – Significa “culpado”, tem a ideia de “culpa perante Deus” e


aparece muito em rituais no tabernáculo e no templo (Lv 4.13; 5.2-3);

7. Rasha – “Perverso” ou “impiedade”, o contrário de justiça (Ex 2.13; Sl


9.16; Pv 15.9; Ez 18.23);

8. Taah – “Vaguear” ou “extraviar-se”. Indica pecado deliberado, não


incidental (Nm 15.22; Sl 58.3; 119.21; Is 53.6).

Com o estudo dessas palavras hebraicas podemos chegar a estas


conclusões sobre o pecado:

a) O pecado pode assumir muitas formas e cada homem podia estar ciente
da forma particular do seu pecado;

b) O pecado é aquilo que contraria uma norma e, por fim, acaba sendo
desobediência a Deus;

c) A desobediência envolve tanto a omissão como o erro deliberado. O


pecado também não é apenas errar o alvo, mas acertar o lugar errado.

B) NO NOVO TESTAMENTO

1. Kakós – Significa “algo ruim”. Pode referir-se a um mal físico, mas


normalmente indica um mal moral (Mt 21.41; Mc 7.21; At 9.13; Rm 12.17);

2. Ponerós – Termo básico para mal e quase sempre indica mal moral (Mt
7.11; Rm 12.9). Também é usado para referir-se a Satanás (Mt 13.19,38; 1Jo 2.13-
14). Demônios também são chamados de “espíritos malignos” (Lc 11.26; At 19.12);
3. Asebês – Significa “ímpio” e designa aqueles que não foram salvos (Rm
4.5; 5.6; 1Tm 1.9; 1Pe 4.18);

4. Énochos – “Réu” ou “culpado” e geralmente denota alguém que pratica


um crime passível de morte (Mt 5.21-22; Mc 14.64; 1Co 11.27; Tg 2.10);

5. Hamartia – Palavra mais usada para falar de pecado. Significa “errar o


alvo”. No NT quase sempre ocorre no contexto que fala de perdão ou de salvação
(Mt 1.21; Jo 1.29). Outras referências úteis são Rm 5.12; 1Co 15.3;e Tg 1.15;

6. Adikía – Em sentido amplo se refere a qualquer conduta errada. É usado


para falar de pessoas não salvas (Rm 1.18), dinheiro (Lc 16.9) e ações (2Ts 2.10);

7. Anomos – Significa “sem lei” e é frequentemente traduzido como


“transgressão” ou “iniquidade” (Mt 13.41; 24.12; 1Tm 1.9);

8. Parabátes – “Transgressor” e é usada quando há violações específicas


da lei (Rm 2.23; Gl 3.19; Hb 9.15);

9. Agnoema – Se refere ao adorador que pratica uma adoração falsa, o


que o torna culpado e necessitado de um sacrifício (At 17.23; Rm 2.4; Hb 9.7);

10. Planáo – “Desgarrar” (1Pe 2.25), levar alguém para um caminho mau (Mt
24.5-6) e enganar-se a si mesmo (1Jo 1.8).

11. Paraptôma – A ideia dessa palavra é de “cair ao lado de”, na maioria das
vezes de modo deliberado. Com frequência é traduzida como “ofensa” (Mt 6.14; Rm
5.15-20; Gl 6.1);

12. Hypókrisis – Incorpora três ideias: “Interpretar falsamente”, como faria


um oráculo; “fingir”, como faria um ator; e “seguir uma interpretação”
reconhecidamente falsa (1Tm 4.2).

O estudo dessas palavras gregas nos leva a algumas conclusões sobre o


pecado:

a) Sempre existe um padrão claro contra o qual o pecado é cometido;


b) No final de tudo, o pecado é uma rebelião contra Deus e uma
transgressão de seus padrões;

c) O mal pode assumir muitas formas;

d) A responsabilidade do homem é entendida de forma clara e definitiva.

4. A SEGUNDO VINDA DE CRISTO

A segunda vinda de cristo e um grande acontecimento, mais importante que


ira acontecer. Jesus prometeu voltar uma segunda vez, para levar todos os salvos
para o Céu e julgar todos os povos. Porém, a respeito deste momento há três
principais correntes teológicas: Pré-tribulacionista, Mid-tribulacionistas e os Pós-
tribulacionista.

4.1 PRÉ – TRIBULACIONISTAS

O Pré-tribulacionistas ensina que o arrebatamento da igreja ocorrerá antes do


período da grande tribulação. Essa corrente teológica defende que a volta de Cristo
se divide em duas etapas: secretamente para buscar a Igreja, e em glória, sendo
visível a todos após o período de grande tribulação. É por conta
desses arrebatamento secreto que essa posição é chamada de Pré-Tribulacionismo.

4.2 MIDI – TRIBULACIONISTAS

A escola midi-tribulacionista ou mesotribulacionista defende que o


arrebatamento da Igreja ocorrerá na metade da grande tribulação, isto é, como esse
tempo será de sete anos (Dn 9.27), a Noiva de Cristo terá Seu arrebatamento depois
de passados os primeiros três anos e meio.

Essa escola aponta como provas desse pensamento pelo menos três pontos
de vista:

a. Que a última trombeta de 1Co 15.51-52 é a sétima trombeta do Ap 11.15,


que soa na metade da grande tribulação.
b. Que a grande tribulação é composta apenas dos últimos três anos e meio
da septuagésima semana de Dn 9.24-27, e a promessa de libertação da Igreja só se
aplica a esse período (Ap 11.2; 12.6).

c. Que a ressurreição das duas testemunhas retrata o arrebatamento da


Igreja, pois elas ressuscitam na metade da tribulação (Ap 11.3,11).

4.3 PÓS – TRIBULACIONISTAS

O pós-tribulacionismo ensina que o arrebatamento e a segunda vinda são


facetas diferentes de um evento único, que ocorrerá no final a tribulação, quando
Cristo voltar. A igreja estará na terra durante a tribulação para experimentar os
eventos desse período. Dentro do Pós-Tribulacionismo existem Amilenistas, Pós-
Milenistas e Pré-Milenistas que defendem tal posição.

5. A CRIAÇÃO E A NATUREZA DOS ANJOS

5.1 A CRIAÇÃO DOS ANJOS

Na criação de Deus estão também os seres espirituais, os anjos são seres


criados (Sl 148.5). Eles não evoluíram, nem foram formados por geração natural,
pois não podem se reproduzir (Mt 22.30).

Foram criados por Cristo, já que ele criou todas as coisas (Jo 1.1-3), inclusive
os próprios anjos (Cl 1.16). Foram criados antes da Terra (Jó 38.4-7).

Todos os anjos foram criados santos (Gn 1.31). Os anjos que não caíram e
que continuam bons são chamados santos (Mc 8.38). São chamados “anjos eleitos”
(1Tm 5.21), em contraste com os anjos maus que seguiram a Satanás em sua
rebelião contra Deus (Mt 25.41).
Os anjos são criaturas, apesar de distintos de outras seres como o homem
(1Co 6.3; Hb 1.14). Como toda criatura, têm limitações de poder, de conhecimento e
de atuação (1Pe 1.11-12; Ap 7.1).

5.2 A NATUREZA DOS ANJOS

Os anjos bons são chamados de “espíritos ministradores” (Hb 1.14); os anjos


maus, de “espíritos malignos ou imundos” (Lc 8.2; 11.24-26); e Satanás, de “espírito
que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.2).

Sendo assim, são imateriais e incorpóreos, mas isso não os impede de


aparecer ocasionalmente como seres humanos. Apareceram a homens em sonhos e
visões (Mt 1.20; Is 6.1-8), em uma revelação especial da sua presença (2Rs 6.17) e
também a pessoas e no seu estado normal, conscientes e acordadas (Gn 19.1-8; Mc
16.5; Lc 2.13).

Deus criou os anjos dando-lhes personalidade, inteligência e responsabilidade


moral. Porém, a despeito da similaridade moral e espiritual com o homem, os anjos
possuem algumas características peculiares.

Os anjos são seres espirituais, Os anjos foram criados com um corpo


espiritual. Os anjos são imortais, os anjos são invisíveis Por não possuírem um
corpo material, torna-se impossível aos homens enxergar os anjos. Eles, porém,
podem manifestar-se de forma visível.

Sua função é dupla: enaltecer o nome do Todo-Poderoso (Is 6.3); e trabalhar


em prol dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14).

6. O ESPÍRITO E A ALMA DO HOMEM

Nos compêndios teológicos, os termos “dicotomia” e “tricotomia” normalmente


aparecem na seção “Antropologia” (ou “Doutrina do Homem”). Esta lida, dentre
outras coisas, com a seguinte questão: “De quais elementos o ser humano é
constituído?”. Para responder a essa indagação antropológica, surgiram algumas
linhas de pensamento dentro do Cristianismo, das quais mencionarei aqui apenas as
duas mais proeminentes: a dicotomista e a tricotomista.

6.1 A TRICOTOMIA

Para os tricotomistas, contudo, o ser humano seria formado de três componentes:


espírito, alma e corpo. Em linhas gerais, os tricotomistas sustentam que a alma é a
sede do intelecto, das emoções e da vontade, ao passo que o espírito, o elemento
responsável pelo relacionamento do homem com Deus. A tricotomia apóia-se,
sobretudo, em dois textos bíblicos: 1Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12

6.2 DICOTOMISTAS

Segundo os dicotomistas, o homem seria constituído de duas partes: corpo e


alma (= espírito). Para eles, “alma” e “espírito” são usados na Bíblia como
sinônimos, referindo-se à única porção imaterial e imortal de nosso ser, que
preserva as atividades pessoais após a morte do corpo físico

7. SOBRE QUEM OU O QUE A IGREJA FOI FUNDADA.


Matheus 16.18, Jesus Cristo declara que vai edificar a sua igreja. “Pois
também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. A
pedra em que a igreja está edificada não é Pedro como ensina a Igreja Católica
Romana, mas sim sobre a verdade que Pedro confessou “Cristo, o Filho de Deus”.
Ele é a pedra, que daria existência ao povo de cristo chamado igreja.
O próprio Apóstolo Pedro explica na Bíblia sobre quem a Igreja foi fundada.
Ele diz que Jesus é a pedra angular. É ele a pedra rejeitada por vós, os
construtores, mas que se tornou a pedra angular. Pois não há, debaixo do céu, outro
nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos. (Atos 4:11-12).

A igreja foi fundada por Jesus e os apóstolos. Jesus preparou tudo para a
fundação da igreja, com seus ensinamentos sobre a vida cristã e treinando os
apóstolos para serem líderes. Os apóstolos divulgaram o ensino de Jesus e deram
estrutura à igreja.

Jesus é o verdadeiro fundador e líder da igreja em todo o mundo. A igreja não


é um edifício. A igreja é um conjunto de pessoas – todos os salvos por Jesus, de
todos os tempos e lugares. Onde duas ou mais pessoas estão reunidas no nome de
Jesus, ali é a igreja.
BIBLIOGRAFIA

HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia sistemática, uma perspectiva


pentencostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro:


CPAD, 1996.

PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 6ª ed. EUA: Vida,


1977.

SEVERA, Zacarias de Aguiar. Manual de Teologia Sistemática. Paraná: A.D.


Santos, 1999.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999.

Charles Hodge. Teologia Sistemática. Editora Hagnos, 1ª edição, 2001.

http://igrejaredencao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7
84:estudo-18-o-conceito-biblico-do-pecado&catid=37:teologia-basica&Itemid=147

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