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17/07/2019 A assustadora banalidade do mal dos ditos “operadores do direito” – Justificando

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Quarta-feira, 17 de julho de 2019

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Terça-feira, 16 de julho de 2019

A assustadora banalidade do mal


dos ditos “operadores do direito”
Total: 542 a 540 d 2 v 0 J *
Arte: André Zanardo

RECENTES
Por Raique Lucas de Jesus Correia e Marta Gama
Endurecer no que já gera centenas de
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17 de julho de 2019
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Qual o signi cado dos cortes


no CENSO 2020?
Os primeiros anos do curso de direito são determinantes para aqueles que 16 de julho de 2019
ainda estão se habituando ao mundo jurídico. Nesta primeira fase – diria com
um erte poético, a “paquera” -, o estudante inicia uma jornada de A assustadora banalidade do
mal dos ditos "op...
estranhezas e sensações, que pouco a pouco vão sendo moldadas ao padrão do 16 de julho de 2019
“operador do direito”, curiosa expressão, que sem maiores repulsas, é aceita
paci camente no espaço acadêmico.  "Eu sempre me pergunto
quando foi que a políc...
16 de julho de 2019

Assim, à medida que os semestres avançam aqueles “jovens entusiastas”, A experiência do Ceará na
cheios de sonhos e desejos, vão entrando num transe profundo: entre melhoria da educaçã...
15 de julho de 2019
“fetiches” e normas, encantados pela pirâmide de Kelsen, como se o universo
do Direito, estivesse reduzido à suposta pureza do seu objeto, perdem-se em O que é, a nal, resiliência?
15 de julho de 2019
meio à lei, doutrina e jurisprudência, cedem as “verdades imaginadas”, que
por alguma acaso (ou não) apresentam-se como “verdades absolutas”.
A cabeça bem feita de Edgar
Morin
15 de julho de 2019

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Mas de onde vêm essas verdades? Como surgem? Como se encrustam na


O homem da Igreja e as vítimas
dogmática jurídica? À guisa de uma resposta, Cornelius Castoriadis já de crimes sexu...
apontava ao “imaginário social” como lume criador das instituições, dentre as 15 de julho de 2019

quais o próprio direito. Trata-se da imaginação como gênese do homem e da


O “caso Tabata Amaral” e a
sociedade. crise de identidad...
15 de julho de 2019

LIVROS JUSTIFICANDO

Desde o início as grandes questões da humanidade giram entorno da sua


origem. Seja do ponto de vista biológico, enquanto evolução do animal
humano ou mesmo como criatura divina, seja do ponto de vista losó co,
enquanto sentido do ser e das coisas, a busca pelas signi cações está longe de
ser um paradigma superado.

Segundo Castoriadis, o homem só existe como fruto da sociedade, e esta como


STALKING
produto da sua imaginação. Assim, ao tempo que é criador, o sujeito também é
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criado. São essas signi cações, encarnadas pelo “imaginário social” que
(re)constrói a realidade. “A história é criação; criação de formas totais de vida
humana. As formas sociais-históricas não são ‘determinadas’ por ‘leis’
naturais ou históricas. A sociedade é autocriação”[1]. As coisas, os valores, as
normas, a linguagem, tudo o que existe e é dotado de algum sentido, inclusive,
o próprio sujeito, “[…] é criação do indivíduo humano no qual a instituição da
sociedade está solidamente incorporada”[2]. A humanidade desperta do caos,
sem forma e vazia, do abismo, do sem-fundo e “emerge enquanto auto-
criação, fruto do trabalho incessante da imaginação [humana]”[3].

Esse caráter imagético e inventivo da nossa psique é o que permite, inclusive, a


diferenciação com os outros animais. Imaginar – esta faculdade
intrinsecamente humana – é emprestar a algo um sentido que ainda não tem;
uma razão para ser aquilo o que é, e que de outra maneira não seria. Imaginar,
portanto, é um intenso movimento de transformação, como se tivesse República de Curitiba – Por
ganhado o homem uma varinha mágica da criatividade e, em virtude deste que Lula?
poder, idealizasse o próprio mundo, dotando-o de coisas e signi cados. O R$ 49,90
homem é fruto da sociedade que ele mesmo criou e por isso só existe “[…] na
sociedade e pela sociedade […]”[4]. “A emergência da espécie humana como
espécie é marcada pela emergência da imaginação”[5].

Leia também:

O juiz e a banalidade do mal

O que é discriminação?
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A Maioridade Penal nos


Debates Parlamentares
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Sem a sociedade o homem seria incapaz de sobreviver, pois sendo a psique


humana um “núcleo […] fonte de um uxo perpétuo de representações que
não obedecem à lógica comum, assento de desejos ilimitados e
irrealizáveis”[6], já traz o homem em si um potencial destrutivo, segundo o
qual só consegue ver a si mesmo, in ndável e absoluto. Com isso, “[…] a
instituição permite a sobrevivência da psique ao impor-lhe a forma social do
indivíduo, ao lhe propor e impor uma outra origem e outra modalidade do
sentido: a signi cação imaginária social”[7]. Tal imposição destitui a imagem
antropocêntrica criada no sujeito (onipotência psíquica), para então rmar a
consideração pelo outro.

Neste magma de signi cações imaginárias, existe a sociedade. Essas


signi cações animam as instituições, conferindo-lhes sentido, tornando-as
reais. Cada sociedade encarna suas próprias signi cações, estabelecendo o seu
próprio mundo e si mesma. Nesta senda, também o direito, por ser uma
instituição imaginária que carrega signi cações é prole da imaginação
humana. 

Conquanto a sociedade é percebida como auto-instituição, isso permite a


reestruturação e ressigni cação das suas instituições. Todavia, “na maioria
das sociedades ditas primitivas e também nas sociedades tradicionais, as
instituições, as leis, princípios, regras, signi cações, são tidas como herdadas
de uma vez por todas”[8]. Ou seja, ao não considerar sua origem imagética, as
sociedades tendem a reproduzir as instituições por creditarem a elas um status
incondicional, como se sua existência já fosse algo dado desde sempre
(princípio da clausura).

Leia também:

A atualidade brutal de Hannah


Arendt

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“ Este caráter inquestionável é garantido por representações


instituídas que por sua vez formam parte da instituição da
sociedade: todas as representações que asseguram que esta
instituição tem uma fonte extra-social, fonte que é pra ela origem,
fundamento e garantia. Acredita-se que não é a sociedade que cria
as suas instituições, as suas leis, mas que elas são dadas ou impostas


pelos deuses, pela natureza, pela razão.[9]

Dessa maneira, só uma retomada de consciência, pode permitir ao indivíduo


uma atitude emancipatória. Sua autonomia está condicionada a percepção da
sociedade, das suas instituições e do próprio direito, como uxos da
imaginação e, portanto, passíveis de remodelação ou mesmo extinção. 

Na faculdade de direito, o horizonte dos dogmas faz crer no princípio da


clausura. Como dito, está a se formar operadores e não pensadores. No limiar
da crítica, caminham as raras exceções, que malgrado uma postura combativa,
encontram-se ainda subordinados a “Matrix”[10]. É neste ambiente
“castrador”, conforme aduz Luiz Alberto Warat, em que se insere o ensino
jurídico, que sistemas perversos se desenvolvem. Não é necessário ser maligno
para perpetrar o mal, basta – como escreveu Hannah Arendt – recusar sua
“capacidade de pensar”, tornando-se um burocrata tal qual Adolf Eichmann,
que cumprindo sua função, sendo um mero “operador”, as maiores crueldades
e injustiças serão efetivadas. É exatamente a “banalidade do mal” que se
esconde por traz desta curiosa expressão: “operadores do direito”. 

Leia mais:

Direitos da Natureza e sua viabilidade pela proposta do buen vivir

Para lósofo, as re exões de Bauman impactam no pensamento jurídico

Silenciar a loso a é silenciar a democracia

“ Aquilo que para Hitler, o único e solitário arquiteto da Solução Final


(jamais uma conspiração, se tal fosse, precisou de menos
conspiradores e mais executores), estava entre os principais
objetivos da guerra, cuja implementação era de máxima prioridade,
a despeito de considerações econômicas e militares, e que para
Eichmann era um trabalho, com sua rotina diária, seus altos e
baixos, era para os judeus, bastante literalmente, o m do mundo.


[11]

Ao sermos treinados como “operadores” e não como “pensadores”, a bem da


verdade para cumprir o nosso trabalho enquanto reprodutores de dogmas, “na
rotina diária, com seus altos e baixos”, talvez para alguém tem sido o “ m do
mundo”.

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“ O problema com Eichmann era exatamente que muitos eram como


ele, e muitos não eram nem pervertidos, nem sádicos, mas eram e
ainda são terrível e assustadoramente normais. Do ponto de vista de
nossas instituições e de nossos padrões morais de julgamento, essa
normalidade era muito mais apavorante do que todas as atrocidades
juntas, pois implicava que — como foi dito insistentemente em
Nuremberg pelos acusados e seus advogados — esse era um tipo
novo de criminoso, efetivamente hostis generis humani, que comete
seus crimes em circunstâncias que tornam praticamente impossível


para ele saber ou sentir que está agindo de modo errado.[12]

“Assustadoramente normais”, eis os pro ssionais do direito, orgulhosos


operadores, os tantos “Teodoros” que existem por aí. 

Leia também:

A banalidade do mal e nossa


escalada punitivista

Desta feita, altamente in uenciado pela “carnavalização literária” de Mikhail


Bakhtin, em uma fase mais madura de sua obra, Warat propõe uma nova
releitura da ciência jurídica (Dona Flor) e sua relação com a dogmática
(Teodoro) e com a crítica (Vadinho). Com isso, pretende o autor, oferecer ao
universo imobilizante do direito instituído, um ponto de fuga, de loucura e
excitação, que se perfaz no romance proibido entre Dona Flor e Vadinho.

“ As máscaras da ciência do Direito, são disciplinadoras. Impedem


xar os limites da lei. Carapuças impotentes ante a rotina cultural.
Escritos estéreis que não conseguem procriar uma cultura jurídica
visceralmente democrática. Um saber sobre o Direito que reconcilie
o homem com suas paixões, tenha respostas de acordo com o
mundo e transforme a estagnação de suas verdades em desejos
vivos. […] A ciência jurídica clássica unicamente serve para
descrever os mecanismos que reprimem o eu. […] Ora, preciso
colocar na ciência jurídica a máscara de Vadinho, imaginada por
Dona Flor, para montar minhas instituições subversivas e sublimar
a parte maldita da cultura jurídica. Sonho com uma vida intelectual

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liberada de autoridades, com um mínimo de medidas de segurança.


[13]

Uma modi cação profunda nas estruturas do Direito, primeiro força a uma
mudança de perspectiva no ensino jurídico. Enquanto os estudantes
continuarem identi cando-se como “operadores” e não como “pensadores”,
quantos outros “Eichmann’s” haverão de se propagar? Sem cair na abstração
do discurso, a proposta de uma reformulação do ensino jurídico, nas várias
vertentes que permite o pensamento crítico[14], só poderá efetivar-se
mediante uma inversão nos quadros pedagógicos. Os alunos devem poder
questionar o direito vigente, os dogmas instituídos, devem ter a oportunidade
de participar ativamente das aulas, devem adquirir autonomia e poder
encontrar o direito em outros lugares, que não apenas no poço do
normativismo. 

Leia também:

“Prisões brasileiras são campos de


concentração. Não quero ser Adolf
Eichmann”, diz juiz brasileiro

A esse caminho, aponta-se a arte como um potencial instrumento de


sensações, a serem despertadas num curso “monogâmico”, castrador de
desejos. Pois se de um lado os dogmas ditam os padrões, de outro a “rua grita
Dionísio!”. Sem uma mudança de paradigma, as faculdades de direito
continuarão formando “juristas de papel”, adestrados a um senso comum
teórico, “[…] acriticamente debilitados para questionar as condições de um
normativismo a serviço das diferentes formas de exclusão e falta de
participação sócio-política”[15]. A cada um desses egressos, liga-se um
professor igualmente “Teodorizado”, tal Jean-Joseph Bugnet, que no ápice da
Escola da Exegese, “[…] dizia, orgulhoso, que não ensinava o Direito Civil, mas
o Código de Napoleão”[16].

Enquanto a ciência jurídica estiver presa a uma estrutura hermética, negando


qualquer conexão com o mundo e com o próprio sujeito, avessa as “vozes das
ruas”, enquanto “Bugnets” e “Teodoros” continuarem dominando os

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corredores das faculdades de Direito, qualquer perspectiva, que não a frialdade


do olhar legalista, será condenada a uma condição subalterna. É preciso,
portanto, libertar os “Cronópios” da alma, deixar uir os desejos, não ter
medo de amar. Nunca é tarde para um novo começo, “[…][17] um começo que
nunca pode deixar de ser vivido como uma constante e permanente primeira
vez”, esse é o caminho a ser percorrido, o caminho não apenas de um novo,
mas acima de tudo, de um eterno começo.

Raique Lucas de Jesus Correia é discente do curso de Direito da Faculdade Social da


Bahia – FSBA. Voluntário do Programa Institucional de Bolsas para Iniciação
Cientí ca – PIBIC.

Marta Gama é doutora e mestra em Direito, Estado e Constituição pela


Universidade de Brasília – UnB. Docente da Faculdade Social da Bahia – FSBA e da
Universidade Salvador – UNIFACS. Pesquisadora no Grupo de Pesquisa Políticas e
Epistemes da Cidadania – GPPEC/UNIFACS/CNPq. Advogada.

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Notas:

[1] CASTORIADIS, Cornelius. As encruzilhadas do labirinto II: os domínios do homem. Tradução

de José Oscar de Almeida Marques. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 271.

[2] Ibidem, p. 271.

[3] CASTORIADIS, Cornelius. Una sociedad a la deriva: entrevistas y debates (1974- 1997).

Tradução de Sandra Garzonio. Buenos Aires: Kartz, 2006, p. 66.

[4] Ibidem, p. 75.

[5] Ibidem, p. 67.

[6] Ibidem, p. 75-76.

[7] GONÇALVES, Marta Regina Gama. Surrealismo Jurídico: a invenção do Cabaret Macunaíma.

Uma concepção emancipatória do Direito. 2007. Dissertação de Mestrado apresentada à

Faculdade de Direito da UnB. Brasília, p. 20.

[8] CASTORIADIS, Cornelius. As encruzilhadas do labirinto V: feito e a ser feito. Tradução de Lílian

do Valle. Rio de Janeiro: DP& A, 1999, p. 245.

[9] GONÇALVES, Marta Regina Gama. Op. cit., p. 25.

[10] Expressão utilizada por Luiz Alberto Warat para caracterizar o mundo ilusório dos dogmas e

das verdades instituídas, ao qual somos aprisionados. “Nós homens precisamos recomeçar nossos

sonhos e possibilidades de amores, sair da Matrix para refundar, na autonomia, nossa própria

trama de ilusões. Temos que reconquistar a possibilidade de ser o autor inaugural das ilusões que

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sustentam nossos sentidos e desejos. A autonomia em, última instância, em ser mais profundo, é a

possibilidade de construir por si as ilusões próprias, aquelas que nos permitem atribuir a nossos

sonhos, desejos e sentidos o estatuto de realidade.” (cf. WARAT, Luiz Alberto. Territórios

desconhecidos: a procura surrealista pelos lugares do abandono do sentido e da reconstrução da

subjetividade. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2004, p. 20).

[11] ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal. Tradução

José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 170.

[12] Ibidem, p. 166.

[13] WARAT, Luiz Alberto. Op. cit., p. 83-84.

[14] Sobre isso, ver: WOLKMER, Antonio Carlos. Introdução ao pensamento jurídico crítico. 4. Ed.

São Paulo: Saraiva, 2002.

[15] Luiz Alberto, WARAT. Notas sobre Hermenêutica, estética, senso comum teórico e pedagogia

jurídica: Um título à moda antiga, sem nenhuma poesia. IN: A digna voz da Majestade: Linguistica

e a argumentação jurídica, textos didáticos. WARAT, Luis Alberto. Florianópolis: Fundação Boitex,

2009, p. 7.

[16] DANTAS, Marcus Eduardo de Carvalho. Dogmática “opinativa”: o exemplo da função social da

propriedade. Revista Direito GV, v. 14, n. 3, 2018, p. 782.

[17] “Começar: posso de ni-lo, como toda a imprecisão de qualquer de nição, como a necessidade

de manter-se livre, pelo maior tempo possível, das percepções automatizadas, do prêt-à-porter de

sentidos que logo virão. Começar é poder estar fora de uma Matriz. Recomeçar é poder conseguir

sair da onda. Começar é poder ver as coisas pela primeira vez, ainda que se as tenha visto senta mil

vezes antes. Estar para sempre virginalmente diante do mundo (apesar de que os famas nos

agridam chamando-nos de imprevisíveis, de nunca contar com os adãos de olhar para fazer um

esperado…). Começar é poder conservar o olhar de Adão, logo, imediatamente, no segundo

seguinte de haver mordido a maçã. Começar é perguntar-se como se começa apesar de haver feito

uma in nidade de vezes antes esse mesmo trabalho.” (cf. WARAT, Luiz Alberto. Territórios

desconhecidos: a procura surrealista pelos lugares do abandono do sentido e da reconstrução da

subjetividade. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2004, p. 19).

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conhecer o Direito de forma crítica

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operador do direito tecnocracia teoria da comunicação Teoria do Poder

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