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N-2368 REV. F 12 / 2016

Inspeção, Manutenção, Calibração e Teste


de Dispositivos de Alívio de Pressão

Procedimento

Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.


Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
CONTEC eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
Comissão de Normalização ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela
Técnica Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de
caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da
PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].

Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 23 CONTEC - Subcomissão Autora.

Inspeção de Sistemas e As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Equipamentos em Operação Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S. A. - PETROBRAS, de aplicação interna na PETROBRAS e Subsidiárias,
devendo ser usada pelos seus fornecedores de bens e serviços,
conveniados ou similares conforme as condições estabelecidas em
Licitação, Contrato, Convênio ou similar.
A utilização desta Norma por outras empresas/entidades/órgãos
governamentais e pessoas físicas é de responsabilidade exclusiva dos
próprios usuários.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GT (formados por Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são
comentadas pelas Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas
Subcomissões Autoras - SC (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as
Unidades da Companhia e as Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos
representantes das Unidades da Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS
está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a
cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são
elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas
sobre as Normas Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 25 páginas, 6 formulários, Índice de Revisões e GT


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1 Escopo

1.1 Esta Norma fixa os requisitos técnicos adicionais em relação ao API RP 576, para inspeção,
manutenção, calibração e teste de dispositivos de alívio de pressão.

1.2 Esta Norma se aplica a válvulas de segurança e/ou alívio do tipo mola e piloto-operada, válvulas
de alívio e vácuo, disco de ruptura e dispositivos de abertura de válvula por meio de pino de
dobramento (“Buckling Pin Relief Valve” - BPRV).

1.3 Esta Norma se aplica a partir da data de sua edição.

1.4 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 Referências Normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para


referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos.

Norma Regulamentadora no 13 (NR-13) - Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações;

PETROBRAS N-1596 - Ensaio Não Destrutivo - Líquido Penetrante;

PETROBRAS N-1598 - Ensaio Não Destrutivo - Partículas Magnéticas;

PETROBRAS N-2162 - Permissão para Trabalho;

ISO 4126-4 - Safety Devices for Protection Against Excessive Pressure - Part 4: Pilot
Operated Safety Valves;

ISO 14224 - Petroleum, Petrochemical and Natural Gas Industries - Collection and
Exchange of Reliability and Maintenance Data for Equipment;

ISO 28300 - Petroleum, Petrochemical and Natural Gas Industries - Venting of Atmospheric
and Low-pressure Storage Tanks;

API RP 576 - Inspection of Pressure-Relieving Devices;

API RP 580 - Risk-based Inspection;

API RP 581 - Risk-based Inspection Methodology;

API STD 527 - Seat Tightness of Pressure Relief Valves;

ASME BPVC Section VIII Division 1 - Rules for Construction of Pressure Vessels.

3 Termos e Definições

Para os efeitos deste documento aplicam-se os termos e definições da API RP 576 e os seguintes.

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3.1
“Buckling Pin Relief Valve” (BPRV)
dispositivo mecânico de abertura automática de válvula de segurança acionado pela pressão do
fluído. A pressão do fluído gera um torque no dispositivo mecânico que é contido pelo pino. Com a
elevação da pressão o torque se eleva proporcionalmente gerando o dobramento do pino

3.2
carga sólida
carga necessária para a compressão da mola ao seu estado sólido, ou seja, até haver contato em
todas as suas espiras

3.3
contrapressão
pressão manométrica existente na conexão de saída da “Pressure Safety Valve” (PSV), podendo ser
desenvolvida ou superimposta

3.4
contrapressão desenvolvida
pressão manométrica existente na conexão de saída da PSV, provocada pela perda de carga na linha
de saída após a sua abertura

3.5
contrapressão superimposta
pressão existente na conexão de saída da PSV no momento em que ela é solicitada a operar.
Resultado da pressão no sistema de descarga originada de outras fontes podendo ser constante ou
variável

3.6
diferencial de alívio (“blow down”)
diferença entre a pressão de abertura e a de fechamento, expressa em porcentagem da pressão de
abertura

3.7
disco de ruptura
dispositivo de segurança do tipo diafragma metálico, inserido em um alojamento, atuado pela pressão
estática do fluído a montante do mesmo, que provoca o seu rompimento ao atingir a pressão de alívio

3.8
disparo (“pop”)
ação e som característicos da abertura das válvulas de segurança e válvulas de segurança e/ou
alívio, quando usadas em serviço de fluidos compressíveis

3.9
“Failure to Open” (FTO)
falha em abrir. Ao pressurizar o dispositivo de segurança até a pressão máxima estabelecida este
não apresenta abertura

3.10
fole
dispositivo utilizado para eliminar o efeito da contrapressão por ocasião da descarga e/ou evitar o
contato do fluido a jusante da PSV com as peças superiores, especialmente o conjunto haste, guias,
sedes e mola

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3.11
inspeção de recebimento (recepção)
inspeção realizada na PSV antes da desmontagem da mesma em bancada com a finalidade de
verificar a condição física e de limpeza antes do teste de recebimento

3.12
inspeção externa
inspeção visual externa realizada com o objetivo de verificar as condições da PSV em operação

3.13
inspeção geral
inspeção interna e externa da PSV que deve ser efetuada com a válvula desmontada (componentes
internos desmontados)

3.14
inspeção interna
inspeção realizada, com a PSV desmontada, para verificação dos internos da mesma

3.15
“Leakage Failure” (“leak”)
falha de passagem. Inclui três distintos efeitos: 1) passagem abaixo do set de abertura, “Leakage past
valve” (LPV); 2) abertura prematura, “Spurious/premature opening” (SPO); 3) Travamento aberto,
Valve stuck open (VSO) - Após a abertura do dispositivo de segurança e redução da pressão o
dispositivo não se fecha à máxima pressão de operação, impedindo a operação do equipamento
protegido

3.16
orifício
menor seção transversal interna de passagem do fluido, no bocal de entrada da PSV

3.17
pressão de abertura
pressão na qual a válvula é projetada para abrir nas condições de operação

3.18
pressão de ajuste a frio (CDTP)
pressão na qual a válvula abre em bancada de teste na temperatura ambiente e sem contrapressão

Pressão de ajuste a frio = (Pressão de Abertura - Contrapressão) + Correção de


Temperatura.

NOTA 1 Para PSV balanceada, desconsiderar o valor da contrapressão.


NOTA 2 Os valores de correção de temperatura são fornecidos pelos fabricantes.
NOTA 3 Correção de temperatura deve incidir sobre a diferença entre pressão de abertura e
contrapressão.

3.19
pressão de fechamento
pressão medida na entrada da PSV, na qual o disco reassenta sobre o bocal e não há fluxo
mensurável

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3.20
pressão de vedação
valor de pressão medida durante a despressurização após a abertura quando ocorre a vedação total

3.21
“Pressure Safety Valve” (PSV)
termo adotado nesta Norma, de forma genérica, como sinônimo de válvula de segurança, válvula de
alívio (“Pressure Relief Valve” - PRV) e válvula de segurança e alívio (“Pressure Safety Relief Valve” -
PSRV)

3.22
profissional habilitado
conforme definido na NR-13

3.23
PSV piloto operada
conjunto de duas válvulas na qual a válvula principal de alívio de pressão está combinada e é
controlada por uma válvula auxiliar auto-operada (válvula-piloto)

3.24
PSV convencional
PSV que é acionada pelo incremento da pressão estática do fluído aplicada no bocal de admissão
que sofre o efeito contrário da contrapressão

3.25
PSV balanceada
PSV que incorpora um fole ou outro meio para neutralizar o efeito da contrapressão no seu
desempenho

3.26
sedes
superfícies de vedação do disco e do bocal

3.27
teste de recebimento (recepção)
teste realizado na PSV antes da desmontagem da mesma em bancada com a finalidade de verificar o
desempenho após campanha ou quando nova antes de instalação no local definitivo

3.28
teste de estanqueidade (vedação)
avaliação dos vazamentos permissíveis na sede de uma PSV, conforme estabelecido pelo fabricante
ou descrito em norma aplicável

3.29
teste de integridade das juntas e fole
teste realizado pelo bocal de descarga da PSV com a finalidade de verificar a integridade da vedação
de juntas e fole

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3.30
válvula de segurança
dispositivo automático de alívio de pressão atuado pela pressão estática do fluido a montante da
válvula e caracterizada por uma abertura rápida e completa (“pop”), uma vez atingida a pressão de
abertura, em serviços para fluidos compressíveis

3.31
válvula de alívio
dispositivo automático de alívio de pressão atuado pela pressão estática do fluido a montante da
válvula e caracterizada por uma abertura progressiva e proporcional ao incremento de pressão acima
da pressão de abertura. Usada para fluidos incompressíveis

3.32
Válvulas de Alívio e Vácuo (VAV) ou “Pressure Vacuum Relief Valve” (PVRV)
dispositivo de segurança utilizado para a proteção contra incremento de pressão manométrica
(negativa ou positiva) de tanques ou reservatórios que armazenam fluídos à pressão atmosférica,
podendo ou não estar associado a válvula corta chamas

3.33
válvula de segurança e alívio
dispositivo automático de alívio de pressão atuado pela pressão estática do fluido a montante da
válvula. Adequado para trabalhar como válvula de segurança ou válvula de alívio, dependendo da
aplicação desejada

4 Condições Gerais

4.1 Programa de Manutenção, Inspeção e Calibração

4.1.1 Os dispositivos mecânicos de segurança e/ou alívio de pressão devem fazer parte de um
programa que estabeleça o tipo de inspeção/manutenção/calibração, sua periodicidade e a data da
última inspeção.

4.1.2 Na elaboração do programa de manutenção, inspeção e calibração recomenda-se considerar:


[Prática Recomendada]

a) histórico das inspeções e testes de recebimento;


b) condições operacionais em campanha (eventos de sobrepressão e descontrole
operacional);
c) recomendações contidas nas normas e legislação aplicáveis;
d) condições de projeto (com suas modificações);
e) mecanismos de dano dos componentes internos;
f) consequência da falha do equipamento protegido.

4.1.3 Deve ser feita nova inspeção em bancada em válvula já testada no caso de anormalidades, tais
como, queda, violação de lacre, impacto, trepidação ou dúvidas quanto a calibração, transporte,
manuseio e estocagem.

4.1.4 Periodicidade de Inspeção Externa

4.1.4.1 A inspeção externa extraordinária deve ser efetuada sempre que se verificar alguma
irregularidade que possa interferir na atuação normal do dispositivo de segurança e/ou alívio.

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4.1.4.2 A realização de inspeção externa periódica pode ser realizada por meio de rondas,
juntamente com o equipamento protegido ou qualquer outra prática que permita avaliar a integridade
externa do dispositivo de segurança e/ou alívio. [Prática Recomendada]

4.1.5 Periodicidade de Inspeção Geral

4.1.5.1 As válvulas podem ser avaliadas conforme 4.1.2 sendo classificadas em três níveis de
frequência de falha conforme Tabela 1. [Prática Recomendada]

Tabela 1 - Classificação do Dispositivo de Alívio Quanto à Frequência de Falha

Frequência
Descrição
de falha
Válvulas sujeitas a incrustação, colagem, entupimento,
deterioração agressiva que venham a interferir na atuação
A normal, ou que necessitem frequentemente de manutenção
corretiva; válvulas piloto-operadas; válvulas em primeira
campanha; VAV; BPRV.
Válvulas sujeitas a reduzido desgaste por parte do fluido e que
B apresentem baixo risco de colagem, entupimento ou desgaste
dos materiais.
Válvulas com baixo nível de degradação e resultados
aprovados conforme 6.2.2. O bom desempenho da válvula deve
C
ser comprovado por um confiável histórico de recebimento e
manutenção; discos de ruptura.

4.1.5.2 As válvulas que apresentam falhas críticas (como por exemplo: obstrução, travamento ou que
não abram até os limites de pressão descritos na ISO 14224) devem ter os mecanismos de dano
investigados. A partir do estudo de falha o profissional habilitado deve solicitar as alterações de
projeto ou de processo que elimine ou atenue o mecanismo de dano, além disto definir para o
dispositivo de alivio a frequência de manutenção adequada à condição operacional do dispositivo e
ao risco do local de instalação.

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Tabela 2 - Prazo de Inspeção

Potencial de consequência Frequência de falha


A B (ver Nota 1) C (ver Nota 1)
Vasos e tubulações
6 anos 6 anos
categoria I (NR-13)
Vasos e tubulações
categoria II (NR-13)
Tubulação / equipamento não enquadrado 6 anos 8 anos
na NR-13, mas que trabalhe com fluído
classe A conforme NR-13
Vasos e tubulações
categoria III (NR-13)
Tubulação / equipamento não 7 anos 10 anos
enquadrado na NR-13, mas que trabalhe
Avaliar
com fluido classe B conforme NR-13
prazo
Vasos e tubulações
categoria IV (NR-13)
Tubulação / equipamento não 8 anos 12 anos
enquadrado na NR-13, mas que trabalhe
com fluido classe C conforme NR-13
Vasos e tubulações
categoria V (NR-13)
Tubulação / equipamento não 10 anos 14 anos
enquadrado na NR-13, mas que trabalhe
com fluido classe D conforme NR-13
Caldeiras Seguir conforme requisitos da NR-13
NOTA 1 Para os equipamentos enquadrados na NR-13, os prazos de calibração das
PSVs não devem ser superiores aos indicados na norma regulamentadora.
Desta forma unidades que não possuem SPIE certificado devem verificar os
prazos máximos indicados na NR-13.
NOTA 2 Os prazos indicados na Tabela acima ou a classe da válvula podem ser
alterados a critério do profissional habilitado, com a utilização do 4.1.2 ou com
apoio de análises estatísticas ou com a Inspeção Baseada em Risco (IBR),
como, por exemplo, a metodologia apresentada no API RP 580 e/ou API
RP 581.

4.2 Identificação

4.2.1 A identificação da PSV, da BPRV e da VAV deve ser realizada pela placa de identificação ou
placa de calibração ou gravada no corpo.

4.2.2 O disco de ruptura deve conter placa com o número de serie do fabricante.

4.2.3 Recomenda-se que o local de instalação seja identificado com o “Tag”. [Prática
Recomendada]

4.3 Requisitos de Segurança e Ambientais

4.3.1 Devem ser considerados os aspectos de riscos e impactos ambientais, causados pela
inspeção, manutenção, calibração e teste de válvulas de segurança e/ou alívio.

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4.3.2 Os itens de segurança do API RP 576 devem ser atendidos.

4.3.3 Seguir as diretrizes básicas para autorização de trabalhos conforme PETROBRAS N-2162.

4.3.4 Utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para execução dos
serviços de inspeção.

5 Remoção, Transporte, Instalação e Estocagem

As PSV, as BPRV, as VAV e os discos de ruptura devem ser removidos, transportados, instalados e
estocados conforme descrito no API RP 576 e identificadas conforme 4.3.

NOTA Recomenda-se utilizar a lista de verificação do Anexo A que atende as condições descritas
nesta Seção. [Prática Recomendada]

6 Inspeção

6.1 Inspeção Externa (em Operação)

6.1.1 As PSV, as BPRV, as VAV e os discos de ruptura devem ser inspecionados externamente em
operação conforme descrito no API RP 576 e identificados conforme 4.2.

6.1.2 Para os discos de ruptura devem ser verificados os dados constantes na placa do disco.

6.1.3 Para BPRV devem ser feitas as manutenções conforme as recomendações do fabricante.

NOTA Recomenda-se utilizar a lista de verificação do Anexo B que atende as condições de 6.1.1 a
6.1.3. [Prática Recomendada]

6.2 Inspeção de Recebimento (Inspeção e Teste de Recebimento)

6.2.1 As PSV, as BPRV e as VAV novas devem ser inspecionadas durante o recebimento conforme
as premissas do projeto e as PSV, as BPRV e as VAV em serviço devem ser inspecionadas durante
o recebimento conforme descrito no API RP 576 e identificadas conforme 4.2.

6.2.2 A PSV deve passar por teste de recebimento conforme descrito no API RP 576 para verificar a
inexistência de depósitos nas conexões ou obstruções internas, a existência de danos físicos, lacres
e identificação.

NOTA 1 Recomenda-se utilizar a lista de verificação do Anexo C que atende as condições de 6.2.1 e
6.2.2. [Prática Recomendada]
NOTA 2 Registrar a pressão de ajuste a frio e de vedação obtidas.
NOTA 3 Recomenda-se para PSV nova solicitar ao fabricante os certificados pertinentes à aquisição
da mesma. [Prática Recomendada]
NOTA 4 PSV em serviço que não abrir em 20 % ou 5 MPa (50 bar) acima da pressão de ajuste a
frio, o que for menor, deve ser considerada FTO (“Failure to Open”) conforme descrito na
ISO 14224 e o teste de recebimento deve ser interrompido. As causas do FTO devem ser
investigadas.

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NOTA 5 O teste de recebimento só deve ser dispensado quando houver condições excepcionais,
tais como: incêndio, molas quebradas, obstrução do bocal e situações em que ficar
constatado que o teste não tem razão de ser executado. A decisão de não executar o teste
de recebimento deve ser tomada pelo responsável pela inspeção.

6.2.3 Após a montagem ou reinstalação da PSV deve ser realizada uma verificação externa da
instalação da mesma.

6.3 Inspeção e Manutenção Geral

6.3.1 A inspeção e manutenção geral compreende a inspeção externa, teste de recebimento,


inspeção interna e manutenção em oficina.

6.3.2 Realizar inspeção geral conforme 6.2 e API RP 576.

NOTA 1 Recomenda-se utilizar a lista de verificação do Anexo D que atende as condições de 6.3.1 e
6.3.2. [Prática Recomendada]
NOTA 2 Para válvula piloto-operadas, tanto piloto como a válvula principal, devem ser submetidas à
Inspeção Geral.
NOTA 3 Em PSV operando em serviço caracterizado com H2S é recomendada efetuar ensaio de
líquido penetrante ou partículas magnéticas no corpo, mola e castelo, conforme a
PETROBRAS N-1596 ou N-1598, respectivamente. [Prática Recomendada]
NOTA 4 Em PSV classificadas como B e C conforme Tabela 1, em que durante o teste de
recebimento seja constatado desempenho adequado de abertura, estanqueidade e
fechamento quanto às tolerâncias previstas em códigos, podem ter, a critério do PH, a sua
desmontagem dispensada respeitando o prazo previsto na NR-13 contado a partir de sua
última desmontagem, ou seja, baseado nos resultados constatados no teste de
recebimento, a desmontagem pode ser adiada até o limite de tempo definido na NR-13.
[Prática Recomendada]
NOTA 5 A BPRV é composta da válvula principal, do dispositivo mecânico de transferência de torque
e pino de dobramento. Todos estes componentes devem passar por manutenção e
inspeção conforme recomendação do fabricante.

7 Calibração e Verificação

7.1 Preparação para Calibração

7.1.1 A PSV deve ser preparada para calibração e testes em bancada conforme descrito no API
RP 576.

NOTA 1 Recomenda-se utilizar a lista de verificação do Anexo E que atende as condições de 7.1.1.
[Prática Recomendada]
NOTA 2 Recomenda-se que a bancada de teste atenda os requisitos do API RP 576 e que a posição
de teste da PSV seja a de operação. [Prática Recomendada]
NOTA 3 A bancada de testes deve possuir indicadores de pressão calibrados em toda a faixa de
utilização, rastreáveis a padrões da Rede Brasileira de Calibração (RBC) e adequados a
pressão de teste. A menor divisão da escala do indicador de pressão não deve exceder a
1 % da indicação máxima da escala.
NOTA 4 Se for utilizado indicador de pressão analógico, o valor máximo da escala de pressão deve
estar compreendido entre 1,5 vezes e 4 vezes a pressão de ajuste a frio.

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7.2 Procedimento de Calibração

7.2.1 Válvulas de Alívio e Válvulas de Segurança e/ou Alívio

7.2.1.1 As PSVs devem ser calibradas conforme descrito no API RP 576.

7.2.1.2 Caso necessário ajustes durante a Calibração, reduzir a pressão a 30 % da pressão da última
abertura, soltar a porca de fixação do parafuso de ajuste, mantendo fixa a haste evitando assim a
rotação do disco. Manter a haste fixa e girar o parafuso de ajuste da mola, aumentando ou reduzindo
a força na mola.

7.2.1.3 Realizar três aberturas consecutivas dentro das tolerâncias de calibração conforme descrito
no API RP 576. Se a PSV não abrir dentro das tolerâncias de calibração, em qualquer uma das
aberturas, a válvula deve ser desmontada, inspecionada e realizada manutenção.

7.2.1.4 Nas válvulas de segurança a abertura deve ser com a realização de “pop”. Elevar o anel de
ajuste de diferencial de alívio inferior até a posição máxima superior e recuar dois dentes. Para as
válvulas que possuem o anel superior, o anel deve ser posicionado tangenciando o disco de vedação.
Para válvulas com disco com câmera de compensação térmica, seguir as orientações do fabricante,
pois o teste com “pop” pode danificar o disco.

NOTA Recomenda-se utilizar a lista de verificação do Anexo F que atende as condições de


calibração de 7.2.1.1 a 7.2.1.4. [Prática Recomendada]

7.2.2 Válvula Piloto Operada

Seguir conforme descrito no API RP 576.

7.2.3 Disco de Ruptura

Não é aplicável a calibração.

7.2.4 Válvula de Alívio e Vácuo

A pressão de abertura de VAV é determinada pela massa dos discos e área dos bocais. Se
necessário realizar ajuste de massa conforme descrito no API RP 576 e procedimento do fabricante.

NOTA As ISO 28300 e ISO 4126-4 podem ser consultadas para um melhor entendimento do
procedimento de calibração de válvulas VAV.

7.3 Teste de Abertura com Dispositivo no Campo

7.3.1 O profissional habilitado pode utilizar o teste de abertura com dispositivo no campo para
reprogramar a inspeção geral da PSV, para esta finalidade é importante conhecer os mecanismos de
dano associados. O teste de abertura de campo trata-se apenas de uma calibração, não sendo
realizada a inspeção nem a manutenção da PSV. Assim o teste de abertura com dispositivo de
campo não substitui indefinitivamente o teste de bancada, sendo que para PSV que protege
equipamentos enquadrados na NR-13 o prazo entre testes de bancada não deve ser superior ao
prazo máximo definido na NR-13.

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NOTA O teste de campo pode possibilitar falhas do tipo “Leakage Failure” (“leak”), assim este
efeito deve ser considerado no planejamento do ensaio.

7.3.2 Definida a execução, seguir conforme descrito no API RP 576.

7.4 Ajuste do Diferencial de Alívio

7.4.1 Recomenda-se que para as válvulas convencional e balanceada, e que possuem anel de
regulagem do diferencial de alívio, o valor do diferencial de alívio seja de 5 % da pressão de abertura
ou de acordo com fabricante. Para as válvulas do tipo piloto-operada recomenda-se que o valor do
diferencial de alívio seja de 2 % a 5 % da pressão de abertura ou de acordo com fabricante. [Prática
Recomendada]

7.4.2 Após a regulagem da pressão de ajuste a frio, recomenda-se regular o diferencial de alívio
movendo o anel de diferencial de acordo com as recomendações do fabricante. Na falta de
informações do fabricante recomenda-se realizar o ajuste para obter os parâmetros de 7.4.1. Na
impossibilidade técnica de realizar o ajuste conforme 7.4.1, recomenda-se que o anel seja ajustado a
uma posição equivalente à metade do número de dentes ou que seja utilizado o ajuste observado na
inspeção de recebimento. [Prática Recomendada]

7.4.3 Caso a opção seja realizar o ajuste com fluxo, recomenda-se que a posição dos anéis seja
ajustada experimentalmente até a obtenção do diferencial de alívio desejado. [Prática
Recomendada]

NOTA 1 A válvula deve ser pressurizada até a pressão de abertura. Se o disparo não for nítido, o
anel deve ser reajustado para uma posição mais elevada, porém nunca menos que
2 dentes abaixo da posição máxima superior.
NOTA 2 Antes de elevar o anel, reduzir a pressão de teste a 30 % do valor da pressão da última
abertura.

7.4.4 Os ajustes dos anéis observados na inspeção de recebimento e ajustados na calibração final
devem ser registrados.

7.5 Recomendação Final

Após aprovação da calibração e testes de estanqueidade, lacrar, identificar, proteger as conexões de


entrada e saída e embalar a válvula para o transporte.

8 Testes

8.1 Teste de Estanqueidade (Vedação)

Seguir conforme descrito no API STD 527.

NOTA 1 Recomenda-se utilizar como fluido de teste ar ou nitrogênio na temperatura ambiente. A


escolha do fluido de teste deve levar em consideração o volume e pressão a ser utilizado
[Prática Recomendada]
NOTA 2 Para válvulas que trabalham com fluidos incompressíveis, o fluido de teste pode ser água e
não deve apresentar vazamentos durante 3 minutos.
NOTA 3 Para válvulas com sedes resilientes não se admite nenhum vazamento.

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8.2 Testes para Verificação da Integridade das Juntas e Fole

8.2.1 Deve ser realizado teste pneumático em todas as válvulas de segurança e/ou alívio.

8.2.2 Com a válvula montada sobre a conexão de teste da bancada, pressurizar pelo lado da
descarga da válvula, com valor da contrapressão ou 206 kPa, o que for maior.

8.2.3 O bocal de entrada, furos de drenos e parafusos dos anéis devem estar perfeitamente
estanques.

8.2.4 Verificar com espuma de sabão se existe formação de bolhas nas juntas do castelo, capacete e
conexões roscadas ou qualquer outro ponto que possa apresentar vazamento.

8.2.5 Recomenda-se que seja realizado ensaio de líquido penetrante nos foles com suspeita de
danos. Para realizar o ensaio, seguir conforme descrito na PETROBRAS
N-1596. [Prática Recomendada]

8.2.6 As juntas e o fole serão considerados aprovados caso não apresentem indícios de vazamentos
ou danos.

8.3 Teste Hidrostático do Corpo

O teste deve ser realizado sempre que houver reparo estrutural ou suspeita de vazamento no corpo
da PSV.

8.4 Teste da Mola

Durante a inspeção da mola deve ser verificado visualmente o seu estado de deterioração,
perpendicularidade e paralelismo. Caso a mesma apresente alguma anormalidade na inspeção visual
ou não apresente repetitividade nos valores da pressão de abertura deve ser realizada avaliação
dimensional e de desempenho da mola. Caso seja necessário realizar o teste de carga sólida, este
deve ser realizado conforme ASME BPVC Section VIII Div 1 parágrafo UG-136.

9 Registro de Resultados

As condições observadas, os testes e ensaios executados, reparos efetuados, devem ser registrados
em um Relatório de Manutenção e/ou Inspeção rastreável.

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de
PROGRAMA:

ÁREA:

TÍTULO:
Lista de Verificação para Remoção,
Transporte, Instalação e Estocagem

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA
PROJETO
EXECUÇÃO
VERIFICAÇÃO
APROVAÇÃO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO A - FOLHA 01/02.

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Nº REV.

FOLHA

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TÍTULO:
Lista de Verificação para Remoção,
Transporte, Instalação e Estocagem

DATA: UNIDADE: TAG:

LEGENDA: S = atende N = não atende N/A = não aplicável.

A.1 Remoção S N N/A

A.1.1 O dispositivo de segurança foi removido mantendo sua identificação?

Os itens de segurança da PETROBRAS N-2162 para remoção foram


A.1.2
atendidos?
Na verificação visual de campo, as faces dos flanges e as condições internas
A.1.3 dos trechos das tubulações estão livres de corrosão e existência de depósitos
internos?
Na existência de depósitos ou produtos de corrosão nas tubulações, o
A.1.4
responsável pela inspeção foi informado?

A.1.5 O disco de ruptura de admissão da PSV encontra-se rompido ou amassado?

A.1.6 O local de instalação do dispositivo de segurança está identificado?

A.2 Transporte

A.2.1 O dispositivo de segurança foi transportado mantendo sua identificação?

O dispositivo de segurança e componentes foram manuseados


A.2.2
adequadamente evitando impactos, quedas e trepidação?
O transporte da PSV, da BPRV e da VAV foi feito na posição vertical, tanto no
A.2.3 envio para oficina quanto no retorno para o equipamento ou instalação, e com
as aberturas protegidas contra poeira e umidade?
A alavanca da PSV foi travada evitando o seu acionamento durante o
A.2.4
transporte?

A.3 Instalação

O dispositivo de segurança foi instalado mantendo sua identificação e lacres


A.3.1
íntegros?
Os itens de segurança da PETROBRAS N-2162 para instalação foram
A.3.2
atendidos?

A.3.3 O disco de ruptura de admissão da PSV encontra-se isento de dano?


Para as PSVs que trabalhem alinhadas os bloqueios, quando existentes, foram
A.3.4 deixados na posição aberta, lacrados e com Dispositivo Contra Bloqueio
Inadvertido (DCBI)?
A.4 Estocagem

A.4.1 O dispositivo de segurança foi estocado mantendo sua identificação?

O dispositivo de segurança e/ou componentes foram estocados


A.4.2
adequadamente evitando impactos, quedas e trepidação?
O dispositivo de segurança estocado está na posição vertical e com as faces
A.4.3
dos flanges e aberturas protegidas?

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO A - FOLHA 02/02.

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CLIENTE: FOLHA
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PROGRAMA:

ÁREA:

TÍTULO:
Lista de Verificação para Inspeção Externa
(em Operação)

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA
PROJETO
EXECUÇÃO
VERIFICAÇÃO
APROVAÇÃO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO B - FOLHA 01/02.

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Nº REV.

FOLHA

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TÍTULO:
Lista de Verificação para Inspeção Externa
(em Operação)

DATA: UNIDADE: TAG:

LEGENDA: S = atende N = não atende N/A = não aplicável.

S N N/A
O dispositivo de segurança encontra-se em bom estado físico quanto à
B.1
corrosão e pintura?

B.2 Os estojos e porcas estão íntegros e montados adequadamente?

B.3 O dispositivo de segurança está instalado no local correto?

Os dados do último relatório de inspeção foram verificados, incluindo o ajuste


B.4 (set) de calibração, intervalo entre inspeções e conferem com o cadastro da
válvula?
A identificação do dispositivo de segurança e do local de instalação estão
B.5
adequados?
O dispositivo de segurança está livre de travas, raquetes ou quaisquer
B.6
obstruções nas tubulações a jusante e montante?

B.7 O estado físico dos lacres está adequado?

Existem sinais de vazamentos nas conexões de entrada e saída e junta do


B.8
castelo e corpo?
O orifício de ventilação do castelo encontra-se desobstruído, nas válvulas de
B.9
segurança e/ou alívio balanceadas?
A descarga do dispositivo de segurança está desobstruída e direcionada para
B.10
um local seguro?
Os dispositivos de bloqueio, quando existentes, tais como: DCBI, mecanismos
B.11 de intertravamento, correntes, lacres, dentre outros, estão íntegros e mantém a
válvula na posição adequada?

B.12 As condições de acesso ao dispositivo de segurança estão adequadas?

A suportação do dispositivo de segurança e suas interligações estão


B.13
adequadas?
O dispositivo de segurança está isento de vibrações e/ou desalinhamentos que
B.14
possam prejudicar o seu funcionamento?

B.15 As alavancas estão em condições de atuar livremente?

O aquecimento, isolamento ou purga necessários para o bom funcionamento


B.16
da válvula estão íntegros?

B.17 O disco de ruptura está montado na posição correta?

B.18 O indicador de pressão evidencia que o disco de ruptura encontra-se íntegro?

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO B - FOLHA 02/02.

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CLIENTE: FOLHA
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PROGRAMA:

ÁREA:

TÍTULO:
Lista de Verificação para Inspeção de
Recebimento - PSVs Novas ou em Serviço

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA
PROJETO
EXECUÇÃO
VERIFICAÇÃO
APROVAÇÃO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO C - FOLHA 01/02.

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Nº REV.

FOLHA
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TÍTULO:
Lista de Verificação para Inspeção de
Recebimento - PSVs Novas ou em Serviço

DATA: UNIDADE: TAG:

LEGENDA: S = atende N = não atende N/A = não aplicável.

C.1 Inspeção Inicial S N N/A

C.1.1 A identificação do dispositivo de segurança está legível?

Para dispositivo de segurança novos, o fabricante apresentou toda a


C.1.2
documentação, dados técnicos e certificados de testes?

C.1.3 O dispositivo de segurança em serviço operou sem anormalidades?

C.1.4 O dispositivo de segurança está isento de depósitos ou obstruções internas?

O dispositivo de segurança está isento de danos físicos que caracterize uma


C.1.5
possível queda ou golpe recebido?
A válvula está devidamente lacrada? Para PSV é importante verificar os lacres
C.1.6
no capuz e parafusos de ajuste de diferencial de alívio.
O dispositivo de segurança e seus componentes estão isentos de danos
C.1.7
físicos que possam interferir no teste de recebimento (recepção)?
Foi anotada a posição de todas as regulagens? Para PSV considerar a
C.1.8
posição dos anéis de regulagem.

C.2 Teste de Recebimento (Recepção)

A válvula apresenta-se suficientemente estanque para execução do teste de


C.2.1
recebimento?
A válvula abriu dentro dos critérios do teste de recebimento? Para PSV no
C.2.2 máximo até 20 % acima da pressão de ajuste ou 5 MPa (50 bar), o que for
menor
As pressões de abertura e vedação do teste de recebimento foram
C.2.3
registradas?

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO C - FOLHA 02/02.

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CLIENTE: FOLHA
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PROGRAMA:

ÁREA:

TÍTULO:

Lista de Verificação para Inspeção

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA
PROJETO
EXECUÇÃO
VERIFICAÇÃO
APROVAÇÃO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO D - FOLHA 01/02.

20
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Nº REV.

FOLHA

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TÍTULO:

Lista de Verificação para Inspeção

DATA: UNIDADE: TAG:

LEGENDA: S = atende N = não atende N/A = não aplicável.

S N N/A

D.1 Foi realizada a inspeção de recebimento?


O estado físico de todos os componentes quanto à corrosão, trinca e desgaste
D.2
foi verificado após a desmontagem?
O estado físico do bocal, disco e anéis de ajuste foi verificado quanto à
D.3
geometria, avarias nas sedes, amassamentos e trincas?
As superfícies roscadas e sedes de vedação foram verificadas quanto à
D.4
deformações, incrustações e mossas?
Para PSV as superfícies de guia foram verificadas quanto à liberdade de
D.5 movimento axial, acabamento e danos que possam prejudicar suas funções de
centralização?
D.6 A haste foi verificada quanto a empeno e deformações?
Os suportes da mola foram verificados quanto à deformação e tolerâncias
D.7
dimensionais?
D.8 O fole foi verificado quanto à deformação?
As travas dos anéis depois de apertado contra o corpo da PSV impediam o
D.9
deslocamento do anel, sem, contudo, forçar o anel radialmente?
Foram observadas irregularidades geométricas apreciáveis no passo, no
D.10
diâmetro das espiras e na conformação das extremidades das molas?
D.11 Foi realizada inspeção visual de paralelismo e perpendicularismo da mola?

D.12 Foi observado e registrado o código da mola estampado no seu corpo?

D.13 Os anéis de ajuste estão colocados nas posições de ajuste recomendadas?


Caso necessário, o teste de carga sólida foi realizado conforme o
D.14
procedimento do ASME Section VIII parágrafo UG-136?
D.15 Foi realizado o teste no fole conforme descrito em 8.2?

D.16 As condições do corpo da válvula foram verificadas?

D.17 As tubulações e filtros das válvulas piloto-operadas estão desobstruídos?


O piloto e a válvula principal das PSVs piloto-operadas foram removidas e
D.18
testadas?
Em válvulas operando em serviço caracterizado com H2S foi realizado o
ensaio de líquido penetrante ou partículas magnéticas no corpo, mola e
D.19
castelo, conforme as PETROBRAS N-1596 ou N-1598, respectivamente,
quando aplicável?
D.20 Todos os componentes com anormalidades foram reparados ou substituídos?

D.21 Os resultados da inspeção desta LV foram registrados?

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO D - FOLHA 02/02.

21
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CLIENTE: FOLHA
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PROGRAMA:

ÁREA:

TÍTULO:
Lista de Verificação para Preparação para
Calibração

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA
PROJETO
EXECUÇÃO
VERIFICAÇÃO
APROVAÇÃO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO E - FOLHA 01/02.

22
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N-2368 REV. F 12 / 2016

Nº REV.

FOLHA
de
TÍTULO:
Lista de Verificação para Preparação para
Calibração

DATA: UNIDADE: TAG:

LEGENDA: S = atende N = não atende N/A = não aplicável.

S N N/A

E.1 A folha de dados e/ou dados técnicos do fabricante foram consultados?

Para PSV a bancada de teste atende aos requisitos do Anexo B do API RP


E.2
576 e a PSV está na mesma posição de operação?

Os fluidos de testes de calibração estão isentos de óleo e partículas em


E.3
suspensão?

Os acessórios estão adequados para verificação da estanqueidade, teste do


E.4
fole e juntas, e em perfeitas condições físicas?

As PSV’s da bancada de teste estão adequadas para o serviço, totalmente


E.5
estanques e calibradas?
A bancada de testes possui indicadores de pressão calibrados, rastreáveis a
E.6 padrões da Rede Brasileira de Calibração (RBC) e adequados a pressão de
teste?
Se for utilizado indicador de pressão analógico, o valor máximo da escala do
E.7 indicador de pressão analógico está compreendido entre 1,5 vezes e 4 vezes a
pressão de ajuste?
A menor divisão da escala do indicador de pressão não excede 1 % da
E.8
indicação máxima da escala?

E.9 A classe de pressão dos componentes envolvidos no teste estão adequados?

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO E - FOLHA 02/02.

23
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N-2368 REV. F 12 / 2016

CLIENTE: FOLHA
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PROGRAMA:

ÁREA:

TÍTULO:
Lista de Verificação para Procedimento de Calibração para
Válvulas de Alívio e Válvulas de Segurança e/ou Alívio

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA
PROJETO
EXECUÇÃO
VERIFICAÇÃO
APROVAÇÃO
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO F - FOLHA 01/02.

24
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N-2368 REV. F 12 / 2016

Nº REV.

FOLHA
de
TÍTULO:
Lista de Verificação para Procedimento de Calibração para
Válvulas de Alívio e Válvulas de Segurança e/ou Alívio

DATA: UNIDADE: TAG:

LEGENDA: S = atende N = não atende N/A = não aplicável.

S N N/A
Os testes finais foram acompanhados por um profissional qualificado, sendo
F.1 observada a pressão de abertura, a estanqueidade da sede, do fole e das
juntas?

F.2 O teste de vedação foi realizado conforme 8.1?

Foi verificado a existência de selo, proteção e “plug” do castelo no caso de


F.3
válvula de segurança e/ou alívio não balanceada?
Para válvulas de alívio, o anel de ajuste inferior do bocal foi ajustado para a
F.4
posição inferior máxima?
Para válvulas de alívio, o anel de ajuste superior da guia foi ajustado para a
F.5
posição superior máxima?
Para válvulas de segurança, o anel de ajuste de diferencial de alívio inferior foi
F.6
elevado até a posição máxima superior e recuado de 2 dentes?
Para válvulas de segurança, que possuem o anel superior, o mesmo foi
F.7
posicionado tangenciando ao disco de vedação?
Foi aplicada a pressão na entrada da válvula, gradativamente, até ocorrer à
F.8
abertura?
Os valores de abertura estão adequados com os valores da pressão de ajuste
F.9
e tolerância? Para PSV considerar o API RP 576.
Em caso da necessidade de reajuste da mola, foi reduzida a pressão do teste
F.10
a um valor inferior a 30 % da pressão da última abertura?
Em caso da necessidade de reajuste da mola, a porca de fixação do parafuso
F.11 de ajuste foi solta, mantendo fixa a haste evitando a rotação do disco
mantendo a haste fixa e girando o parafuso de ajuste da mola?
Durante a calibração foram realizadas 3 aberturas consecutivas dentro das
F.12
tolerâncias, quando aplicável?
Se a PSV não apresentou repetitividade nas aberturas dentro das tolerâncias
F.13 de calibração, a válvula foi desmontada, inspecionada e realizada
manutenção?
Foi feito o ajuste dos anéis de ajuste inferior e superior, de acordo com as
F.14
orientações descritas em 7.3?
Para PSV os selos de proteção e bujão do castelo foram instalados, exceto
F.15
para PSVs balanceadas que o orifício do castelo deve ser mantido aberto?

F.16 Foram registrados todos os resultados observados durante o teste?

AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PERTENCENTE À PETROBRAS N-2368 REV. F ANEXO F - FOLHA 02/02.

25
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N-2368 REV. F 12 / 2016

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A, B e C
Não existe índice de revisões.

REV. D
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisadas

REV. E
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisadas

REV. F
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisadas

IR 1/1

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