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Manipulação osteopática na lombalgia crônica: uma revisão


bibliográfica
Renata Pessoa Moreira 1
natapessoa@yahoo.com.br
Pós-graduação em Fisioterapia Traumato-ortopédica com ênfase em Terapia Manual – Faculdade Ávila

Resumo
Uma das principais patologias que afetam a população mundial é a lombalgia. São diversas
as propostas de tratamento demonstradas na literatura científica. O objetivo deste estudo foi
verificar os efeitos, juntamente com a eficácia da manipulação articular através do método
osteopático na lombalgia crônica. Método: Foi realizada abusca de artigos nas bases de
dados Lilacs, Scielo e PubMed no período de junho a dezembro de 2011. Resultados: Os
artigos revisados entraram em controvérsias quanto à eficácia do tratamento osteopático na
lombalgia crônica, principalmente à longo prazo.
Palavras-chave: osteopatia; lombalgia crônica; tratamento.

1. Introdução
A coluna vertebral forma o eixo ósseo do corpo e está constituída de modo a oferecer a
resistência de um pilar de sustentação, mas também a flexibilidade necessária à
movimentação do tronco. Assim, ela protege a medula espinhal, serve de pivô para suporte e
mobilidade da cabeça, permite o movimento entre as diversas partes do tronco e dá fixação a
numerosos músculos (DANGELO; FATTINI, 2007).
A região lombar faz parte do complexo lombopélvico, descrito na literatura como “centro”,
uma denominação decorrente do fato de que é nesta região que fica posicionado o centro de
gravidade e onde a maioria dos movimentos é iniciada (REINEHR, et al, 2008).
O centro fisiológico da coluna lombar situa-se na face posterior do disco
intervertebral. Contudo, na tentativa de rodar uma vértebra lombar além de sua
amplitude funcional, provoca-se a compressão da articulação da faceta contralateral
e desvia-se o centro de rotação em direção à faceta afetada. Um movimento mais
amplo em torno desse novo centro de rotação impõe forças de cisalhamento
extremas sobre o disco e pode provocar danos a esta estrutura (KONIN, 2006).
As vértebras lombares estão localizadas na região mais estreita do dorso e seus
processos espinhosos são visíveis quando a coluna vertebral é fletida. São
distinguidas por seus corpos maciços, lâminas rígidas e pela ausência de fóveas
costais. Representam grande parte da espessura da parte inferior do tronco no plano
mediano. Seus corpos, vistos de cima, possuem formas de rim e seus forames
vertebrais variam de ovais a triangulares. A maior, L5, é caracterizada por seus
processos transversos robustos. É amplamente responsável pelo ângulo lombossacral
entre a região lombar e o sacro. O peso do corpo é transmitido da vértebra L5 para a
base do sacro (MOORE, 2001).
Ao estudar a biomecânica lombar é possível observar vários movimentos vertebrais,
NEUMANN (2006) resumiu alguns efeitos durante a movimentação, na flexão e na extensão
da região lombar há um efeito no diâmetro do forame intervertebral e migração do anel
pulposo. Na posição ereta neutra, o disco saudável é a estrutura primária de sustentação de
peso na região lombar.A região lombar pode apresentar uma lordose muito exagerada que é
considerável a partir de uma perspectiva clínica. A patologia mecânica da lordose severa
freqüentemente envolve uma contratura da flexão do quadril, com a tensão passiva muito
aumentada nos músculos flexores do quadril.

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Pós-graduando em Fisioterapia Traumato-ortopédica com ênfase em Terapia Manual
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Segundo NEUMANN (2006), aproximadamente 50 graus de flexão e 15 graus de extensão


ocorrem na parte lombar da coluna vertebral saudável. A flexão e a extensão da região lombar
têm conseqüências biomecânicas acentuadas e geralmente contrastantes sobre as articulações
intervertebrais – da migração do disco até a carga relativa das articulações dos processos
articulares.
Ao aplicarmos uma força de compressão axial na coluna vertebral, o disco se achata
e se alarga, resultando em uma pressão interna no núcleo que se transforma em
forças laterais em direção ao anel. Na extensão da coluna ocorre uma diminuição do
espaço intervertebral, posteriormente, projetando o núcleo discal, anteriormente,
comprimindo as fibras anteriores do anel. Na flexão da coluna, o espaço
intervertebral anterior diminui, projetando o disco, posteriormente, aumentando a
pressão do anel nessa região. Durante a inflexão da coluna o núcleo é deslocado para
a região da convexidade da curva. A rotação axial resulta em um aumento da tensão
das fibras do anel que se opõe ao movimento. O inverso ocorre com as fibras
intermédias, distendendo as fibras, as camadas mais centrais sofrem uma forte
compressão do núcleo e a tensão interna aumenta proporcionalmente com o grau de
rotação (KAPANDJI, 2000).
KONIN (2006) relata que muitos estudos investigaram o grau de mobilidade da coluna
lombar e informa que este grau diminui consideravelmente à medida que o indivíduo
envelhece.
Segundo DUTTON (2007) a coluna lombar pode ser fonte de dor para muitas condições,
sejam estas graves ou benignas.
As lombalgias afetam em torno de 80% dos indivíduos da população geral em algum
momento de suas vidas, sendo que sua prevalência aumenta com a idade, atingindo
um pico durante a sexta década de vida. A prevalência de ponto da lombalgia
crônica, cujo período de evolução é maior ou igual a 12 semanas, está estimada em
10 a 15% dos trabalhadores, correspondendo a cerca de 7% da procura por
atendimento médico por ano (TOBO, et al, 2010).
Segundo BRIGANÓ; MACEDO (2005), a etiologia da dor lombar não está claramente
definida, devido aos múltiplos fatores de risco. Citam-se, entre eles, o trabalho repetitivo,
ações de empurrar e puxar, quedas, postura de trabalho estáticas e sentadas, tarefas onde há
vibração em todo o corpo, trabalhos que envolvem o agachamento e torção ou levantamento
repetitivo de objetos pesados, principalmente quando as cargas ultrapassam a força do
trabalhador.
Historicamente, os modelos etiológicos que se destinam a explicar a dor lombar
crônica tendem a responsabilizar o tecido musculoesquelético, o sistema nervoso ou
os mecanismos comportamentais. Pesquisas recentes, entretanto, sugerem que a
plasticidade dos tecidos conjuntivos e do sistema nervoso contribuem, por vias
distintas, no comportamento motor (SPONCHIADO, et al, 2007).
MACEDO (2011) define a dor lombar comoaquela que ocorre no dorso, no espaço entre as
margens inferiores dos gradis costais e as pregas glúteas inferiores. A dor lombar tem como
origem principal a coluna lombar, uma estrutura muito complexa, que envolve as vértebras,
discos intervertebrais, articulações, tendões, músculos regionais, vasos sanguíneos, raízes e
nervos periféricos, medula espinhal, cauda eqüina e meninges
GOUVEIA, et al, (2008) afirma que em indivíduos sãos, o transverso do abdome, para
proteger a coluna, contrai-se antes dos movimentos das extremidades. Nos lombálgicos esta
contração falha antes dos movimentos, demonstrando uma alteração na coordenação desse
músculo. O atraso no início da contração do transverso abdominal indica um déficit do
controle motor e resulta em uma estabilização muscular ineficiente da coluna.
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Dentre as causas da lombalgia destacam-se fatores musculoesqueléticos, como as


síndromes dolorosas miofasciais e instabilidades do segmento lombar, fato este que
na ausência de alterações da arquitetura óssea da coluna lombar é citado como causa
primária de dor lombar crônica, embora algumas vezes a etiologia possa permanecer
duvidosa (REINEHR, 2008).
As herniaçõesdiscais correspondem a 4% dos casos de lombalgia. A maioria das
dores na região lombar é considerada idiopática ou não-específica. A prevalência
destes distúrbios varia com a idade, sendo que discos herniados são mais comuns em
pacientes entre 20 e 50 anos (BARBOSA, 2007).
BARBOSA (2007) descreve que na dor lombar aguda não-específica (0 a 4 semanas de
duração da dor), existem fortes evidências que o tratamento baseado em medicação, auto-
cuidados mantendo a atividade o quanto tolerado ou tratamento com número limitado de
sessões de terapia manipulativa tem efetividade no alívio da dor. Já na dor lombar subaguda
não-específica (4 a 12 semanas de duração da dor) existem evidências moderadas que um
programa de atividade incluindo exercícios associado ao tratamento comportamental com
mudança de hábitos posturais é mais eficiente que o tratamento usual, onde se inclui repouso
e medicação. Em casos de dor crônica (> que 12 semanas de duração da dor), uma variedade
de tratamentos estão disponíveis com eficácia limitada e similares para o alívio da dor e
melhora funcional. Há evidências de que o tratamento cirúrgico é tão efetivo quanto o
tratamento comportamental.
A lombalgia crônica é um sintoma, e não uma doença, em que com freqüência múltiplos
fatores etiológicos atuam em um mesmo indivíduo (LIMA, 1999). É reconhecida como uma
síndrome incapacitante e caracteriza-se por dor que perdura após o terceiro mês a contar do
primeiro episódio de dor aguda e pela gradativa instalação da incapacidade. Muitas vezes tem
início impreciso com períodos de melhora e piora (TSUKIMOTO, 2006).
O histórico da dor deve concentrar-se no início, na localização, no tipo e fatores
associados relacionados à queixa primária de dor. O entrevistador deve determinar
se a dor é aguda ou insidiosa e se está localizada na linha média, na região do
músculo paraespinhoso, nas nádegas, nas pernas ou se é radicular (CANAVAN,
2001).
2. Tratamento da lombalgia crônica
MACEDO, et al, (2009) refere-se ao tratamento da lombalgia como complexo e minucioso
quando comparado à maioria dos tratamentos, sendo a fisioterapia um recurso essencial para a
reabilitação do paciente. Observam-se recursos variados capazes de permitir intervenção
direta sobre a dor, incapacidade e qualidade de vida. Citam-se entre eles as técnicas de terapia
manual, cinesioterapia, eletrotermoterapia, hidrocinesioterapia, reeducação postural,
manipulação osteopática, acupuntura, entre outros.
A grande incidência da lombalgia entra em confronto com a grande quantidade de opções de
tratamentos, principalmente na área da fisioterapia. A terapia manual vem como uma
alternativa e tem agradado a um grande número de profissionais e pacientes. Porém, ainda há
muito discussão a cerca da sua eficácia e possíveis riscos devido à poucas publicações nesse
âmbito.
Denegar (2003) relata que uma vez que entendemos melhor a fisiopatologia da lesão
musculoesquelética e a fisiologia do reparo dos tecidos, algumas convicções há muito
mantidas sobre a capacidade das modalidades de facilitar a cura têm sido abaladas.
Julgamentos sobre a eficácia das aplicações individuais de modalidade, exercícios
terapêuticos ou planos de reabilitação são baseados, cada vez mais, em estudos que controlam
a ausência de tratamento ou os efeitos cruzados de outros tratamentos ou modalidades.
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Muitos problemas dolorosos são decorrentes de tensões anormais que a fáscia


suporta. Todo o sistema músculo-aponeurótico é um imenso receptor sensitivo, o da
propriocepção. Como todos os receptores sensitivos, esses milhões de
mecanorreceptores tornam-se dolorosos se sua ativação prolonga-se normalmente;
trata-se aqui de uma tensão normal e persistente. São raramente dores intensas; em
geral são perfeitamente suportáveis. No entanto, sua duração, sua persistência, suas
recidivas freqüentes tornam-se rapidamente intoleráveis. São essas dores de tensão
que fazem o sucesso da terapia manual e da osteopatia; o médico em geral não tem
armas contra elas (BIENFAIT, 1999).
3. O tratamento osteopático
A manipulação espinhal é um procedimento terapêutico utilizado frequentemente por
fisioterapeutas especializados em Osteopatia para o tratamento de pacientes com dor cervical,
lombar ou pélvica. Alguns trabalhos sugerem que, nas síndromes dolorosas crônicas da
coluna, a manipulação espinhal apresenta resultados superiores aos da acupuntura e dos
tratamentos medicamentosos (GILES, 1999).
O tratamento da coluna lombar baseia-se na compreensão de diversos elementos,
entre eles a anatomia funcional, a biomecânica da coluna, a cicatrização dos tecidos
moles, as alterações adaptativas dos tecidos musculoesqueléticos e cardiovasculares
e a influência do sistema nervoso sobre o comportamento motor (CANAVAN,
2001).
A osteopatia é um tratamento recente surgido nos Estados Unidos, cujo criador foi o Dr.
Andrew Taylor-Still (1828-1917), que apresentou os grandes princípios desta medicina
natural. (GÓIS, et al, 2006). A osteopatia é uma técnica relativamente nova em nosso meio,
mas bastante difundida na Europa e nos Estados Unidos. É uma técnica que tem como
princípio a abordagem global do paciente numa visão holística de tratamento (PAREA, 2003).
Segundo (BANDY; SANDERS, 2003), Still desenvolveu uma teoria que ele denominou a Lei
da Artéria. Inicialmente sua alegação era de que todos os processos mórbidos eram
conseqüências diretas da interferência do sangue arterial, que levava nutrientes vitais a uma
parte do corpo. Ele achava que efetuando a manipulação articular podia manter e melhorar o
fluxo sanguíneo.
As manipulações osteopáticas são um instrumento a serviço dos terapeutas manuais.
Mas a osteopatia é bem mais do que isso: é uma ciência e uma arte que se permite
fazer o diagnóstico palpatório de bloqueios tissulares, em geral, e articulares, em
particular, igualmente chamados de lesões ou disfunções, necessitando utilizar
manipulações. Finalmente é o raciocínio que se permite fazer a ligação entre essas
observações e a patologia funcional apresentada pelo paciente (GÓIS, et al, 2006).
A terapia manual, portanto consiste na aplicação de técnicas com as mãos, sobre o corpo do
paciente, com o objetivo de promover o retorno à função normal de seus pacientes (ESCOLA
DE TERAPIA MANUAL E POSTURA, 2004).
As manipulações vertebrais constituem uma prática manual que se ocupa das
disfunções reversíveis dos elementos que constituem o aparelho locomotor e suas
conseqüências. Os tratamentos manipulativos se distinguem das demais terapias
manuais pelo impulso manipulativo, o thrust, desencadeado ao final do movimento
articular passivo (VAUTRAVERS et al, 2001).
Um dos objetivos desta terapia é recuperar o movimento fisiológico em áreas nas
quais existe restrição ou disfunção. Pode-se prever que, ao recuperar ou melhorar a
função do sistema músculo-esquelético, todas as partes relacionadas se beneficiarão,
sejam outros componentes músculo-esqueléticos, tecidos, órgãos e sistemas em
regiões abrangidas pelas vias nervosa e circulatória (RACHID, 2009).
O tratamento osteopático consiste em determinar qual a articulação responsável pelo
problema e dentro desta articulação qual o tecido responsável pelo transtorno. Os
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músculos quadrados lombares, interespinhais e psoas estão quase sempre


relacionados aos problemas da região lombar (RICARD; SALLÉ, 2002).
PICKAR (2002) relata que a forma mais comum da manipulação espinhal é um impulso
(thrust) de alavanca curta, alta velocidade e de baixa amplitude. A manipulação espinhal por
sua própria natureza é uma entrada mecânica aos tecidos da coluna vertebral.
Segundo KALTERBORN (2001), a osteopatia é uma técnica que não se restringe a
manipulação/mobilização; É utilizada por fisioterapeutas para diagnosticar e tratar tecidos
moles e articulações com o objetivo de melhorar a dor, restaurar a mobilidade, reduzir ou
eliminar a inflamação e melhorar a cicatrização dos tecidos.
4. Material e métodos
O presente artigo foi realizado por meio de revisão bibliográfica. A busca de artigos foi
realizada nas bases de dados Lilacs, Scielo e PubMed no período de junho a dezembro de
2011. As palavras-chaves utilizadas foram: “lombalgia”, “manipulação osteopática”, “terapia
manual”, “fisioterapia” em combinação com “lombalgia”, “coluna vertebral” em combinação
com “osteopatia”, “dor lombar” e “tratamento osteopático”. Foram utilizados livros como
referência para complementação do texto final.
Devido ao número reduzido de publicações sobre o tema, foram utilizados artigos publicados
entre 1999 e 2011.
5. Resultados
ROMERO (2008), em seu estudo nos chama atenção que a dor na coluna não representa uma
doença potencialmente fatal, mas constitui um importante problema de saúde pública em
sociedades ocidentais industrializadas e exibe proporções epidêmicas, pelo menos desde que
existem registros documentados de informação em saúde. Estima-se que aproximadamente
dois terços da população mundial adulta já apresentaram dor na coluna em algum momento da
vida.
As técnicas manuais e ativas levam a respostas fisiológicas, incluindo a influência
sobre a dinâmica líquida na área lesionada, a geração e impulsos aferentes no
sistema nervoso central e a modificação dos tecidos conjuntivos (CANAVAN,
2001).
Diversos autores relacionam os efeitos benéficos da manipulação espinhal à diminuição da
dor, ao aumento da mobilidade articular, à normalização do tônus muscular e à restauração da
função articular (MCMORLAND, 2000).
Alguns autores descrevem os efeitos da manipulação espinhal sobre a dor
(analgesia) pela estimulação do sistema nervoso simpático (simpato-excitação),
conquanto o mecanismo pelo qual isto acontece não seja ainda bem esclarecido. A
analgesia produzida pela manipulação espinhal pode ser uma resposta
neurofisiológica específica devido ao estímulo produzido sobre o sistema
descendente inibidor da dor, localizado principalmente na coluna lateral da
substância periaquedutal cinza (WRIGHT, 2000)
Segundo NEWINGER (2002), a osteopatia baseia-se em conhecimentos da anatomia, da
fisiologia e da biomecânica. Tem excelentes resultados e, quando realizada de forma
adequada, ajuda a evitar os efeitos secundários das práticas convencionais, mediadas pelo uso
de drogas.
São utilizadas técnicas manuais específicas, que atuam sobre cada tipo de tecido
(muscular, ósseo, nervoso, fascial), com o intuito de corrigir restrições de
mobilidade, também denominadas pela osteopatia de “disfunções somáticas” ou
“lesões osteopáticas”, que afetam diferentes estruturas (articulações, músculos,
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fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático)


(FREYER, et al, 2002)
PICKAR (2002) cogita que as mudanças biomecânicas causadas pela manipulação tenham
conseqüências fisiológicas por meio de seus efeitos na entrada da informação sensória ao
sistema nervoso central. Liberando meniscóides presos, material discal ou adesões
segmentais, ou normalizando um segmento desabado, a entrada mecânica pode
essencialmente reduzir a entrada nociceptiva das terminações nervosas de receptivos
inervados em tecidos paraespinhais.
KORR (1981) propôs que mobilização espinhal aumenta mobilidade das articulações
produzindo um bombardeio de impulsos nos aferentes do fuso muscular e nos aferentes de
pequeno diâmetro neutralizando ultimamente motoneurônios γ facilitados.
A manipulação espinhal evoca mudanças no sistemaneuromúsculoesquelético. A
evidência experimental indica que a carga do impulso (thrust) de uma manipulação
espinhal impacta os neurônios aferentes primários proprioceptivos dos tecidos
paraespinhais. Em acréscimo, a manipulação espinhal pode afetar o processamento
da dor, possivelmente alterando o estado facilitado central da medula espinhal, e
pode afetar o sistema de controle motor. As experiências animais mostram que a
entrada sensória dos tecidos paraespinhais têm a capacidade de alterar
reflexivamente a saída neural ao sistema nervoso autonômico (PICKAR, 2002).
MACEDO; BRIGANÓ (2009) realizaram um estudo associando a terapia manual com o
tartamento convencional através da cinesioterapia, apresentando resultados positivos na
melhora da função física, entretanto, os pacientes apresentaram modestos efeitos sob a dor. A
amostra deste estudo foi composta por 40 pacientes com diagnóstico funcional de lombalgia
crônica e o protocolo foi de 30 sessões, a primeira fase (primeiras 10 sessões) foi composta de
manobras miofasciais, torácica, lombar e sacral, traços diafragmáticos e lombares;
alongamentos analíticos dos músculos psoas, isquiotibiais, paravertebrais e alongamento por
posturas globais das cadeias anterior e posterior, fortalecimento dos músculos abdominais,
extensores de tronco e glúteos.
Rassmussen ET al analisaram a eficácia da manipulação lombar (uma única sessão)
associada a exercícios de extensão da coluna lombar com um ano de
acompanhamento de 72 pacientes. Os autores observaram que ambos os grupos
melhoraram significativamente, entretanto sem diferença entre ambos, mostrando
que a manipulação não adicionou qualquer efeito positivo aos exercícios
(MARCONDES, et al, 2010).
COUTO (2007) em seu estudo “Efeito Agudo da Manipulação em pacientes com dor lombar
crônica” estudou 16 indivíduos separando-os em 2 grupos, no primeiro grupo (8 indivíduos)
foi realizada manipulação torácica média, já no segundo grupo (8 indivíduos) – grupo
“placebo” - , apenas gerou-se um barulho mimetizando o procedimento da manipulação. Os
resultados sugerem que a manipulação torácica não produziu efeito significativo quando
comparado com o tratamento placebo. O mesmo ocorreu em uma revisão sistemática
realizada por Ferreira ET al, onde foi comparada a manipulação, porém da coluna lombar em
pacientes com dor lombar crônica, com o tratamento placebo e com o tratamento com
antiinflamatórios não esteroidais.
MARCONDEs et al (2010) reuniu em seu artigo “Terapia manipulativa ortopédica na dor
vertebral crônica: uma revisão sistemática” 11 artigos relacionando dor lombar crônica e
manipulação vertebral. Na conclusão da sua pesquisa é possível afirmar que apesar dos
trabalhos mostrarem a sua eficácia significativa em pacientes com dor vertebral crônica, nota-
se que essa melhora é a curto prazo. Alguns trabalhos mostram que a associação da Terapia
Manual Ortopédica e exercícios é eficaz na melhora dos sintomas a curto e longo prazo. Não
foi possível avaliar se os exercícios de treinamento da musculatura profunda (transverso do
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abdome, longo do pescoço, multífidos lombares e cervicais, por exemplo) são superiores a
exercícios gerais para a musculatura da coluna lombar e cervical. As técnicas osteopáticas não
se mostraram mais eficazes do que alongamentos e placebo nos casos de dor crônica lombar.
Não foi possível provar se alguma técnica é superior a outra no tratamento da dor vertebral
crônica.

Autores/Ano Sujeitos Do Ano Resultados


Ferreira, ET al 2007 240 pacientes com dor Após 8 semanas, o grupo 2 e 3
lombar crônica não mostraram-se superiores na redução da
especifica dor, mas sem diferença entre ambos.
Roland Morris reduziu 4,4 no grupo
1;5,9 no grupo 2 e no 4,5 no grupo 3. Os
resultados mostram que a terapia
manipulativa e exercícios de controle
motor são eficazes a curto prazo. Já em
12 meses não houve diferença
significativa entre os grupos.

Giles; muller 2003 115 pacientes com dor Após 9 semanas de tratamento, o grupo 1
vertebral (cervical ou não apresentou redução da dor lombar
lombar) crônica idiopática. (P=0,77) e cervical (P=0,53). A
manipulação atingiu os melhores
resultados com melhora de 50% da
escala Oswestry (P=0,01), 38% no
NeckDisability Índex (P=0,08), 47% no
SF-36 e 50% na EVA de dor lombar.
Entretanto a dor foi reduzida com maior
efcácia no grupo 2 do que no grupo 3,
sendo50% e 42%, respectivamente.
Niemiströ, et al 2003 204 pacientes com dor Após 12 meses do final do tratamento, o
lombar crônica não grupo 1 mostrou-se estatisticamente
específica. superior na redução da dor (P< 0,001).
No questionário Oswestry, o grupo 1 foi
estatisticamente superior ao grupo 2
(P<0,001).
Aure, et al 2003 49 pacientes com Grupo 1 significantemente superior ao
diagnóstico de dor lombar grupo 2 nos parâmetros avaliados
crônica não específica. (P<0,05),
e os resultados se mantiveram por 1 ano.
(EVA reduziu em média 3,3 pontos no
grupo 1, contra 1,7 do grupo 2).
Rassnusen-barr, et al 2003 47 pacientes (35 mulheres) Não houve diferença significativa na
com dor lombar crônica redução da dor após 12 meses. Não foi
não específca. significativa a diferença do questionário
Oswestry (grupo 1 redução de 10 contra
6 do grupo2). Mas após 12 meses, 50%
dos pacientes do grupo 2 apresentaram
recidivas dos sintomas, contra 11% do
grupo 1 (P< 0,05).
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Licciardone, et al 2003 82 pacientes com dor 1 mês após o final do tratamento o


lombar não específica. grupo 1 mostrou melhores resultados na
função do que o grupo 2, segundo o SF-
36 (P=0,03). Mas 6 meses após o final
do tratamento somente os pacientes do
grupo 2 mostraram melhores resultados
no SF-36 do que o grupo controle.
Quanto a dor, os grupos 1 e 2 mostraram
melhores resultados do que no grupo 3,
após 6 meses de tratamento (P= 0,02).
Grupo 2 foi superior ao grupo 1 na
redução da dor após 6 meses, mas não
houve diferença significativa entre
ambos. Não houve diferenças no Rolland
Morris.
Cecchi, et al. 2010 210 pacientes com dor 12 meses após o término dos tratamentos
lombar não específca (140 o grupo 3 apresentou melhora da dor e
mulheres). função de forma superior aos grupos 1 e
2; (P<0,001) e (P<0,05),
respectivamente.
Hondras, et al. 2009 240 pacientes com dor 24 meses após o tratamento, o grupo 1 e
lombar crônica não 2 mostraram-se superiores ao grupo 3
especifica (105 mulheres). quanto a melhora da função.
Rasmussen, et al. 2008 72 pacientes (38 mulheres) 1 ano após a manipulação e/ou início dos
com dor lombar crônica exercícios, ambos os grupos
não específica. apresentaram melhora significante da
dor, entretanto sem diferença estatística
entre os grupos (P>0,05).
Wilkey, et al. 2008 30 pacientes (12 mulheres) Após 8 semanas de tratamento em ambos
com dor lombar crônicanão os grupos o grupo 2 mostrou melhora
específica significativa da função (P=0,004) e da
dor (P=0, 023), quando comparado ao
grupo 1.
Bicalho, et al. 2010 40 pacientes (27 mulheres) Após a manipulação houve redução
com dor lombar crônica imediata e significativa da dor (P=0,
não específica 001) e melhora na distância dedos-solo
(P<0, 001).

Fonte: Adaptado de MARCONDES, et al (2010)

Tabela 1 – Resumo das informações contidas sobre dor lombar crônica. Estão descritos os resultados e o tempo
de acompanhamento dos pacientes do estudo

POVOA et al, 2011 realizaram um estudo sobre a intervenção osteopática em idosos e relatam
que a melhora funcional observada nos pacientes que foram submetidos ao tratamento
osteopático pode ser explicada pela resolução de disfunções somáticas que esses pacientes
apresentavam e que se relacionavam com a função prejudicada. Foi demonstrado que o
tratamento osteopático interfere de forma positiva em dores crônicas não específicas e que
essa melhora poderia vir da própria manipulação osteopática, mas também de outros aspectos,
como o aumento do arco do movimento proporcionado pela manobra ou o tempo de interação
com o paciente.
As manipulações osteopáticas são um instrumento a serviço dos terapeutas manuais.
Mas a Osteopatia é bem mais do que isso: é uma ciência e uma arte que se permite
fazer o diagnóstico palpatório de bloqueios tissulares, em geral, e articulares, em
particular, igualmente chamados de lesões ou disfunções, necessitando utilizar
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manipulações. Finalmente é o raciocínio que se permite fazer a ligação entre essas


observações e a patologia funcional apresentada pelo paciente (GÓIS et al, 2006).

6. Discussão
Dor lombar ou lombalgia é uma das grandes aflições humanas (MAGEE, 2002). De acordo
com Teixeira e Figueiró (2001), estudos demonstram que cerca de 50 a 90% dos indivíduos
adultos apresentam um quadro de lombalgia em sua vida sendo a ocorrência igual para
homens e mulheres.
Greenman (2005) afirma que o uso de técnicas de mobilização com impulso de alta
velocidade e curta amplitude é cada vez mais comum nos tratamentos com osteopatia e tem
bons resultados. Sem dúvida, ela deve ser utilizada em um contexto de tratamento, aonde
outras técnicas osteopáticas também são utilizadas.
Segundo RICARD (1998), a manipulação espinhal é uma das diversas técnicas utilizadas pela
osteopatia, para tratar das “disfunções somáticas” ou “lesões osteopáticas”, termos utilizados
por profissionais que trabalham com osteopatia, para traduzir uma diminuição tridimensional
do movimento de uma estrutura qualquer, seja uma articulação ou um tecido miofascial.
Durante muito tempo as manipulações espinhais eram consideradas como movimentos
bruscos que produziam ruídos articulares, porém na osteopatia moderna, estas técnicas são
realizadas de maneira muito suave e sempre dentro de parâmetros articulares fisiológicos.
Ao se analisar os artigos citados, foram possíveis observar várias controvérsias a respeito da
eficácia da manipulação osteopática na dor lombar crônica. Alguns estudos tiveram resultados
positivos, enquanto outros não tiveram respostas significativas quando comparadas com
técnicas cinesioterapêuticas convencionais ou com grupos controle.
CANAVAN (2001) e PICKAR (2002) comentam em seus trabalhos sobre possíveis respostas
fisiológicas em tecidos decorrentes da manipulação osteopática na coluna lombar.
CANAVAN (2001) afirma que a mobilização dos tecidos moles é uma técnica excelente para
a fase inicial da reabilitação.
PICKAR (2002) comenta que a evidência neurofisiológica que demonstra os efeitos
fisiológicos produzidos pela manipulação espinhal está crescendo. Mais de um mecanismo
explica provavelmente os efeitos da manipulação espinhal. Durante os últimos 10 a 20 anos,
novas aproximações experimentais foram desenvolvidas para investigar os efeitos da
manipulação espinhal e dos mecanismos subjacentes.
MACEDO; BRIGANÓ (2009) e MARCONDES, et al, (2010) realizaram estudos
comparando as técnicas manuais com a terapia convencional através de exercícios
cinesioterapêuticos. Em ambos os estudos houve melhora da função física dos pacientes.
Porém, não houve diferenças significativas ao analisar as duas técnicas, não sendo possível
eleger a mais eficiente.
COUTO (2007) comparou os resultados da técnica manual com pacientes fazendo apenas uso
de antiinflamatórios. Na conclusão do seu estudo não houve diferenças significativas nos
resultados dos dois grupos.
MARCONDES et al (2010) reuniu 11 artigos sobre a aplicação de técnicas manuais
na dor lombar crônica tendo resultados positivos da aplicação da técnica a curto
prazo como redução da dor e melhora da função física, porém obteve também
resultados controversos a longo prazo do tratamento.
10

7. Conclusão
A análise dos resultados demonstrou controvérsias na eficácia do tratamento da dor lombar
crônica através do método osteopático. Assim, sugere-se que novos trabalhos sejam realizados
utilizando um maior número de pacientes e um maior tempo de tratamento para que seja
possível avaliar a eficácia da técnica com maior confiabilidade.

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