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Manual

d@ Formand@

Animação para a terceira idade


UFCD: 4292

Formadora: Tânia Carvalho

Janeiro 2018
Animação para a terceira idade 2018

Índice

Objetivos gerais ........................................................................................... 2


Conteúdos programáticos ........................................................................ 2
Introdução .................................................................................................... 3 1
Capítulo 1 – Conceitos de Geriatria e Gerontologia ...................................... 5
1.1 O QUE É UM GERONTÓLOGO? ............................................. 7
1.2 COMPETÊNCIAS DO GERONTÓLOGO ................................. 7
Capítulo 2 – Conceitos de Envelhecimento e Velhice ................................... 8
Capítulo 3 – Idoso na sociedade contemporânea ......................................... 9
Capítulo 4 – Instituições de apoio à terceira idade ..................................... 10
Capítulo 5 – Formas de intervenção em animação sociocultural .............. 12
5.1 MODALIDADES DE INTERVENÇÃO NA ASC....................... 13
5.2 ASC NA TERCEIRA IDADE ................................................... 14
5.3 ASC EM INSTITUIÇÕES ........................................................ 14
5.4 O PAPEL DO ANIMADOR EM LAR ....................................... 15
5.5 ATIVIDADES LÚDICAS .......................................................... 17
5.6 TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO ADEQUADAS ............................ 18
5.7 PRÁTICA DA ASC EM IDOSOS............................................. 19
5.8 DIFERENTES FACETAS DA ANIMAÇÃO ............................. 20
Propostas de trabalho ................................................................................... 25
PT nº 1 .......................................................................................... 25
Conclusão ....................................................................................................... 27
Bibliografia...................................................................................................... 28
Anexos ............................................................................................................ 29
Animação para a terceira idade 2018

Objetivos gerais
O/A formando/a deverá ser capaz de:
• Identificar as características da terceira idade e principais aspetos
sociais.
• Promover a participação do idoso na vida comunitária.
• Promover as relações intergeracionais.
• Desenvolver atividades de animação sociocultural para a terceira idade. 2

Conteúdos programáticos
• Conceitos de Geriatria e Gerontologia
• Conceitos de Envelhecimento e Velhice
• O idoso na sociedade contemporânea
• Instituições de apoio à terceira idade
• Formas de intervenção em animação sociocultural para a terceira idade
Animação para a terceira idade 2018

Introdução

Assistimos diariamente a todas as mudanças que ocorrem á nossa volta,


e um dos efeitos da evolução da população foi o aumento da proporção de
idosos em alguns países. Simultaneamente, a posição social dos idosos na
sociedade moderna, é mais insegura do que em muitas culturas anteriores,
onde a idade representava prestígio, riqueza e poder. Já em certas sociedades
3
de hoje, presenciámos alguma desresponsabilização por parte das famílias
para com os seus idosos.
O envelhecimento crescente da população portuguesa é uma realidade
que não podemos ignorar. Este fenómeno tem-se vindo a acentuar nas últimas
décadas. Pela leitura da pirâmide etária referente à população portuguesa, é
visível a existência de um duplo envelhecimento que se expressa por um
aumento da população idosa, “envelhecimento no topo” e uma diminuição da
população jovem, “envelhecimento da base”.
Decorrente do aumento da esperança de vida surgem pessoas de idade
cada vez mais avançada e, naturalmente, mais dependentes, constatando-se
que o número de idosos dependentes tem criado inumeráveis problemas
sociais, políticos e económicos, denotando maiores custos médicos e sociais,
maiores necessidades de suporte familiar e comunitário, maior probabilidade
de cuidados de longa duração devido à maior prevalência de doenças crónico-
degenerativas e conduzindo a uma maior solicitação de apoios informais.
O envelhecimento demográfico e a reestruturação social contribuíram
para o surgimento de uma maior visibilidade do envelhecimento e as suas
consequências, pois cada vez mais os idosos têm uma maior longevidade.
O aumento da esperança de vida proporciona o surgimento de pessoas
de idades mais avançadas, surgindo hoje o “conceito de 4ª idade” 1. Este
aumento do número de idosos dependentes leva a uma pressão nos sistemas
de apoio, formais e informais, sendo necessário criar respostas adequadas.
Estas novas características dos mais velhos exigem mais recursos
humanos, físicos e financeiros. Perante tal situação, o Estado passou a

1
Referente a pessoas com mais de 80 anos de idade.
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desenvolver respostas para o problema, desenvolvendo instituições e políticas
de proteção social destinadas a estas pessoas. E, é nesta lógica que, as
políticas sociais de velhice se constituem um ramo da política social que
fornece instrumentos de apoio essencial ao bem-estar dos indivíduos,
alterando consequências, providenciando bens e serviços essenciais á
satisfação das necessidades das pessoas nessa condição.
Em Portugal, a maior parte dos cuidados aos idosos é prestada por
instituições particulares de solidariedade social, que promovem uma ação 4

organizada orientada para satisfação das necessidades dos utentes deste


serviço.
Para Giddens a “velhice não pode ser identificada com a doença ou a
incapacidade”, pois esta ideia de que os idosos são inúteis e improdutivos pode
levar a um agravamento das incompatibilidades entre gerações, tornando os
mais jovens sobrecarregados.
Desta forma, a Animação Sociocultural surgiu com o principal objetivo de
desenvolver atitudes de participação ativa dos sujeitos, no processo próprio
desenvolvimento social e cultural.
Será então pertinente pensar na intervenção com idosos em animação
sociocultural construindo um modelo que contemple um maior protagonismo e
uma maior participação das pessoas idosas na sociedade, rompendo com as
conotações negativas associadas à idade cronológica olhando para a pessoa
idosa como alguém que se encontram, simplesmente, num dos estádios do
ciclo de vida.
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Capítulo 1 – Conceitos de Geriatria e Gerontologia


GERONTOLOGIA é a ciência que estuda os processos do
envelhecimento das pessoas e como lhes proporcionar uma melhor qualidade
de vida com um envelhecimento saudável.
GERIATRIA é a ciência da área médica que estuda e trata das
patologias das pessoas idosas, objetivando o prolongamento da vida do
paciente.
5

A prevenção de doenças em idosos pode ser conseguida através de


algumas mudanças nos hábitos de vida tais como: uma alimentação mais
adequada, atividades físicas, busca do equilíbrio emocional, o controle do
tabagismo, da obesidade e do uso abusivos de drogas.
De acordo com a cronologia, são considerados idosos aqueles
indivíduos que estiverem com idade acima de 60 anos, para países em
desenvolvimento e 65 anos, para países desenvolvidos. Pois, é a partir desta
idade que os órgãos vão ficando mais frágeis, com mais facilidade para adquirir
doenças devido à gradual perda da capacidade funcional. Por isso, nessa
época da vida, é importante focar a prevenção, pois nem sempre o paciente irá
manifestar sintomas de doença.
A Geriatria vem se consolidando como especialidade médica,
independente das outras especialidades clínicas. É consagrado, hoje, que o
organismo do idoso apresenta características próprias, diferentes das de um
adulto. O estado catabólico, comum no envelhecimento, faz com que o idoso
seja portador de co morbidades, apresentando problemas orgânicos de
natureza diversa, sejam condições naturalmente crônicas, como a hipertensão
arterial sistêmica
As doenças crônicas comumente encontradas em idosos, e que podem
ser amenizadas pelo geriatra são: pressão alta, osteoporose, dores nas costas,
tontura, zumbidos, tremores, problemas cardíacos, fibromialgia, insônia,
problemas de memória, fraqueza, desmaios, depressão, distúrbios digestivos e
problemas pulmonares.
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O papel do geriatra em relação a esses indivíduos é tentar fazer com
que estes possuam uma velhice mais tranquila e sem desconforto para que
possam manter um ritmo de vida saudável independente e feliz.
O seu objetivo é acompanhar o utente utilizando três abordagens
diferentes:
Abordagem de prevenção: o médico educa o utente para
hábitos de saúde saudáveis no momento de transição do utente adulto para
idoso, modera a sua terapêutica (caso exista) e acompanha o utente num 6

processo de senescência
Abordagem de acompanhamento: o utente já se encontra num
processo de senescência e é acompanhado pelo médico de uma forma
preventiva e assente também na educação para a saúde
Abordagem de tratamento: o médico acompanha e trata
doenças pré-existentes, trabalha no sentido de prevenir sequelas de doenças
atuais e atua sempre de forma preventiva baseada na educação para a saúde
sobre a potencialidade de novas doenças associadas
Desta forma podemos dizer que a geriatria não é um tratamento. A
geriatria é uma abordagem médica aos utentes idosos que visa estudar,
prevenir e tratar doenças e incapacidades permanentes ou não.

A gerontologia caminha junto com a geriatria e tem como estudo o


processo biológico de envelhecimento cuidando da qualidade de vida dos
idosos, levando em conta os aspetos ambientais, sociais e culturais.
A gerontologia aparece como disciplina académica nos anos 90. A partir
desta data é reconhecido à gerontologia um quadro de valores próprios, um
caráter interdisciplinar operando tecnologias específicas e programas
académicos reconhecidos internacionalmente.
Gerontologia é o estudo dos fenómenos associados ao envelhecimento
humano. Ciência que estuda o processo de envelhecimento do Homem, isto é,
investiga as modificações morfológicas, fisiológicas, psicológicas e sociais
consecutivas à ação do tempo no organismo humano, independentemente de
qualquer fenómeno patológico.
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1.1 O QUE É UM GERONTÓLOGO?
O Gerontólogo é o profissional responsável pela avaliação, intervenção e
estudo científico do fenómeno do envelhecimento humano e prevenção dos
problemas bio-psico-sociais a ele associado.
Também é o responsável pela promoção de um envelhecimento bem
sucedido bem como pela administração e organização dos serviços de
preservação de cuidados a idosos. Por isso, o Gerontólogo exerce a sua
7
prática profissional em contacto direto ou indireto com a população idosa.

1.2 COMPETÊNCIAS DO GERONTÓLOGO

Conhecer os processos normais de envelhecimento detetando


atempadamente desvios de carácter patológico;
Gerir, administrar e organizar serviços de preservação do bem-estar das
comunidades em envelhecimento.
Implementar programas de prevenção e promoção dos processos de
desenvolvimento no idoso;
Avaliar problemas de envelhecimento, qualidade de vida e bem-estar
nas populações idosas;
Participar de forma ativa na avaliação multidisciplinar dos idosos,
supervisionando o cumprimento e a vigilância das prescrições clínica e
ou terapêutica, com a finalidade de promover o suporte e a segurança
para o bem-estar dos indivíduos;
Intervir na comunidade, junto dos idosos e prestadores de cuidados
(formais e informais);
Acompanhar e/ou encaminhar os idosos em situações agudas,
reabilitação e finitude;
Participar em trabalhos de investigação clínica e de saúde pública com
vista ao estabelecimento dos padrões de qualidade de vida das
populações em envelhecimento;
Intervir ao nível da prevenção e promoção da saúde.
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Capítulo 2 – Conceitos de Envelhecimento e Velhice


O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, no qual há
modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que
determinam perda da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente,
ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos
que terminam por levá-lo à morte.
A velhice é um ciclo de vida vital delimitado por eventos como perdas
8
psicomotoras, afastamento social, restrição em papéis sociais e especialização
cognitiva.

Envelhecer costumava estar associado a alterações de aparência e das


capacidades físicas, e não à idade cronológica. O envelhecimento refere-se às
mudanças regulares que ocorrem em organismos maturos.
O envelhecimento tem três componentes: 1) o processo de
envelhecimento biológico, que resulta da vulnerabilidade crescente; 2) um
envelhecimento social, relativo aos papéis sociais apropriados; 3) o
envelhecimento psicológico, que se define pela auto regulação do indivíduo.
Por outro lado, a noção de envelhecimento pode ser vista “como
sinónimo de fraqueza, fragilidade, depressão, dependência e desânimo” que
não considera características do envelhecimento, introduzindo a ideia de que “
a falta de uso é a entidade patológica que atua no organismo humano”.
O principal fator responsável pelo envelhecimento das populações é o
declínio da fecundidade que provoca um envelhecimento e consequentemente
um aumento da importância dos mais velhos, invertendo assim a forma da
pirâmide etária.
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Capítulo 3 – Idoso na sociedade contemporânea


Nas sociedades ocidentais, como a nossa, o idoso era antes visto como um
elemento fundamental da sociedade através dos seus contributos a nível de
conhecimentos e valores para os mais jovens, pois tinha sempre uma história para
contar e algo para ensinar.
Porém, na atualidade este pensamento inverteu-se ficando o idoso numa
posição social vulnerável, com dificuldades económicas o que juntamente com a sua
condição de reformado, a dificuldade em se fazer ouvir perante as camadas mais 9
jovens, o isolamento da família, a perda de autonomia tanto física como funcional e as
dificuldades de adaptação às novas tecnologias levam ao risco da sua exclusão social
e ao seu isolamento.
Neste sentido, “a velhice torna-se visível e de expressão pública“, a população
idosa poderá representar um grupo potencial de dependências e carências.
Assim, têm-se vindo a multiplicar os instrumentos de política social para tentar
aliviar os efeitos deste risco.
E, é nesta lógica que, as políticas sociais de velhice se constituem um ramo da
política social que fornece instrumentos de apoio essencial ao bem-estar dos
indivíduos, alterando consequências, providenciando bens e serviços essenciais á
satisfação das necessidades das pessoas nessa condição.
Contudo, nos países mais envelhecidos, a política social na velhice tem sido
alvo de preocupação constante, pois deparamo-nos muitas vezes com a
desadequação ou insuficiência de alguns desses instrumentos concebidos para
responder às situações de vulnerabilidade da população idosa.
As pessoas na terceira idade são vistas como “merecedoras das transferências
financeiras e dos serviços”, mas, a “realidade social” em que estas pessoas vivem
“demostra a contradição implícita” destas políticas sociais. Pois, se por um lado, “as
políticas são bem vistas pela sociedade a realidade demonstra que os idosos são
muitas vezes esquecidos, repudiados e excluídos”, por outro lado, “quando se fala da
sustentabilidade do sistema a primeira coisa que se faz é intervir retirando ou
reformulando os apoios e benefícios ao idoso”.
Perante estes argumentos, estas medidas podem revelar um certo desconforto
e insegurança político social, relativamente às políticas da velhice.
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Capítulo 4 – Instituições de apoio à terceira idade


“As IPSS`s são instituições constituídas sem fins lucrativos, por
iniciativa privada de particulares, com o propósito de dar expressão organizada
ao dever ético de solidariedade e de justiça entre os indivíduos, com o objetivo
de facultar respostas de ação social”.

As IPSS`s têm como objetivo o exercício da ação social na prevenção de


10
apoio em situações de debilidade, exclusão ou carência, difundindo a inclusão
e a integração social.
Para que a integração do idoso na instituição seja positiva, é essencial
ter em atenção várias dimensões, principalmente o estabelecimento de
relações sociais, com os outros utentes, com as funcionárias, a comunidade
envolvente…
Em Portugal, a maior parte dos cuidados aos idosos é prestada por
instituições particulares de solidariedade social, que promovem uma ação
organizada orientada para satisfação das necessidades dos utentes deste
serviço.
Muitas vezes, a institucionalização surge para a família do idoso como “a
última alternativa para a resolução do problema”, tornando as IPSS`s muitas
vezes o único “porto de abrigo” para os idosos, pois estas tentam proporcionar-
lhes condições de bem-estar e respeito pela sua dignidade humana através da
sua prestação de serviços.
Vimos portanto que, os serviços institucionais podem representar um
recurso importante para o idoso, mas, é necessário evitar que, uma vez
institucionalizado, o idoso perca a integração familiar e comunitária que o pode
levar a restringir ou romper laços com o exterior.
Um dos verdadeiros desafios é proporcionar um conjunto de respostas
para um grupo diferente, evitando que o idoso apenas seja um recetor de
serviços, sem qualquer espírito crítico.
Qualquer resposta direcionada para os idosos não deve ser posto como
apenas e só uma forma de cuidar ao nível da saúde em geral, mas também um
suporte social e ambiental para o utente e sua família e rede social.
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Tipos de respostas sociais para idosos:
Centros de convívio;
Centros de dia ou noite;
Estrutura Residencial para Idosos;
Serviço de apoio ao domicílio;
Acolhimento familiar;
Centro de acolhimento temporário.
11

Os principais objetivos socioeducativos dos lares são: (i) desenvolver


programas de animação sociocultural dirigidos e supervisionados por
profissionais; (ii) favorecer boas relações sociais entre todos os intervenientes
do processo; (iii) impulsionar contactos das pessoas idosas com o exterior; (iv)
estimular, com reforços positivos, o exercício dos conhecimentos e
experiências dos residentes; (v) favorecer a criatividade e a expressão
corporal, através de exercícios físicos.
Desta feita, os lares devem ser espaços de animação sociocultural,
criadores de participação e integração dos idosos e os programas
desenvolvidos devem ter em conta o idoso como um ser biopsicossocial.
Nesta faixa etária a Animação Sociocultural emerge da urgência de se
planearem atividades para a terceira idade, originando daqui uma procura cada
vez maior de profissionais ligados a esta área que estejam preparados para
enfrentar os desafios da população idosa.
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Capítulo 5 – Formas de intervenção em animação


sociocultural
Para compreender o papel da Animação Sociocultural num lar de idosos
temos que perceber a sua história, isto é, descortinar os seus antecedentes,
que são descritos como “qualquer ação, com dimensões social, cultural e
educativa, que tenha por objetivo dinamizar programas junto das populações.”
A ASC possui um leque alargado de âmbitos de atuação que permitem
12
uma variedade de definições, dependendo da finalidade a que se propõe o que
dificulta a sua definição.
Tentar explicar o significado de Animação Sociocultural é uma tarefa
incompleta e praticamente impossível, porque definir aquilo que está associado
ao movimento da vida e da história dos comportamentos sociais é realmente
complicado.
É preciso entender e viver a Animação Sociocultural enquanto uma
estratégia de intervenção “que encontra no vivido e no agido da comunidade os
elementos necessários para iniciar o diálogo e o encontro de valores comuns
que permitam alcançar as finalidades de todos e de cada um. É que, sem
educação/animação, não há cidadão.”
Assim, pretendemos refletir a ASC como um processo de intervenção
ativo e participativo, como “uma resposta institucional, intencional e sistemática
a uma determinada realidade social para promover a participação ativa e
voluntária dos cidadãos no desenvolvimento comunitário e na melhoria da
qualidade de vida”.
Neste sentido, fala-se de Animação Sociocultural como sendo também
um modelo de intervenção socioeducativa, concretizada através de uma
metodologia participativa, dirigida a criar processos organizativos individuais,
grupais e comunitários, dirigidos ao desenvolvimento cultural, social e
educativo dos seus recetores.
Para que tal seja possível é crucial que os meios de meios de expressão
cultural se tornem instrumentos de intervenção e que contribuam para a
resolução de problemas, dotando as pessoas da capacidade de olhar a
realidade.
Animação para a terceira idade 2018
A Animação Sociocultural deve ser vista como um processo contínuo
e não apenas como um conjunto de ações isoladas, visando uma perspetiva
que conduza a uma tomada de consciência dos problemas dessa comunidade
e uma busca coletiva das melhores soluções.
A ASC deve ser analisada como um processo que visa consciencializar
a população para uma atitude participativa e criativa. Pretende, assim,
estimular os indivíduos, a nível individual e grupal, a constituírem-se agentes
de mudança, criando mecanismos que promovam a alteração de realidades 13

problemáticas, através de soluções criativas.

5.1 MODALIDADES DE INTERVENÇÃO NA ASC

Relativamente às modalidades de intervenção da Animação


Sociocultural, identificamos três principais:
I. a cultural,
II. a social,
III. a educativa.
Assim, ao nível cultural a ASC surge como uma modalidade que se
revela como criadora e gestora de um produto cultural, artístico e criativo, tendo
como principais objetivos:
o desenvolvimento cultural,
a criação de espaços culturais,
a igualdade de oportunidades em relação à cultura,
incremento da inovação cultural.

Os processos de animação devem conduzir a processos de participação,


fomentando a comunicação dos grupos e das pessoas. Estes processos têm
como finalidade a promoção do desenvolvimento social, respondendo às
necessidades diagnosticadas. Enquadra-se este trabalho numa perspetiva de
Animação Sociocultural que origine um estilo de vida com qualidade, isto é, um
estilo animado de vida.
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5.2 ASC NA TERCEIRA IDADE
Essencial para um envelhecimento saudável e positivo, a Animação
Sociocultural ajuda o idoso a encarar o seu envelhecimento como um processo
natural, de forma positiva e adequada, e a reconhecer a necessidade da
manutenção das atividades físicas e mentais, após os 65 anos. A ASC permite
a atuação na qualidade de vida dos idosos, através da manutenção e estímulo
das suas capacidades mental, física e afetiva.
14
Cada faixa etária tem as suas próprias características e, no que
concerne aos idosos, é importante a adaptação das ações no que respeita “à
velocidade, à duração, aos locais e às suas referências culturais e sociais”.
Podemos afirmar que a animação para idosos começa quando
respeitamos os mais elementares dos seus direitos, como sejam o direito à
escolha, o direito à privacidade e o direito à integração e à participação ativa.
A ASC na terceira idade revela a sua importância ao criar e desenvolver
projetos de vida, ao ser uma intervenção ativa, participativa e vitalista, assente
no usufruto e aproveitamento criativo da vida pessoal, considerando o idoso
como o protagonista desse mesmo projeto.

5.3 ASC EM INSTITUIÇÕES

A ASC tem como objetivo o desenvolvimento das competências


pessoais e sociais da pessoa e, principalmente, da pessoa como elemento de
um grupo.
Com a ASC estimula-se o autoconhecimento, a interação entre a pessoa
e o grupo, assim como a dinâmica de grupo, “a animação sociocultural
organiza-se também como uma metodologia de trabalho em grupo que assenta
na interação pessoal e que procura a concretização de certos objetivos de
aprendizagem (animação formativa), de comunicação e de relacionamento
interpessoal (animação relacional) e de caráter terapêutico (animação
estimulante)”.
A animação passa a ser um suporte de comunicação dentro do qual o
aspeto relacional é privilegiado e um elemento determinante da qualidade de
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vida da instituição: “o dinamismo da estrutura de acolhimento, a qualidade de
vida e o bem-estar dos residentes e do pessoal são atualmente os três
objetivos que dominam a animação das pessoas idosas dentro de uma
instituição”.
A maioria dos Lares consiste em autênticos depósitos de idosos,
detentores de um rol de experiências e vivências, que se veem relegadas para
espaços que, em geral, não foram arquitetonicamente concebidos para o efeito
e onde reina a frieza e a apatia. Estes idosos ficam entregues a estas 15

instituições, aguardando o fim, como se de uma morte lenta se trata-se.


Assim, embora esta população seja sinónimo de vivências, experiências
e sabedoria que podem e devem ser potenciadas, a maioria das instituições
carece de uma plano com atividades que estimulem o potencial dos clientes,
potenciando uma vivência ativa e que, assim, permita melhorar a sua
autoestima e o seu sentimento de inclusão.
A Animação Sociocultural permite que os idosos se envolvam em
atividades estimulantes, criativas e de grande significado, as quais vão
promover uma melhoria da sua qualidade de vida, tornando-a mais agradável e
produtiva.
A ASC, raramente, é uma prioridade nas instituições, visto os recursos
serem direcionados principalmente para os cuidados de higiene, de saúde e
para a alimentação. No entanto, a animação possui um papel crucial na
melhoria da qualidade de vida dos Lares, facilitando os processos de
adaptação dos seus residentes.

5.4 O PAPEL DO ANIMADOR EM LAR

Existe um predomínio de profissionais da área da saúde nos Lares,


considerando que, na perspetiva de um trabalho interdisciplinar, a integração
de profissionais ligados à Psicologia, à ASC, entre outros, traria vantagens
evidentes, porque proporcionaria uma visão mais completa da vida do idoso.
A presença de um animador nestas instituições é muito importante, este
deveria trabalhar em colaboração com toda a equipa multidisciplinar e com as
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próprias famílias dos idosos, no sentido de proporcionar um vivência digna e de
qualidade a todos os seus utentes.
O animador é aquele que é capaz de elaborar ou executar um plano de
intervenção, numa comunidade, instituição, utilizando técnicas culturais,
sociais, educativas, recreativas e lúdicas. Designa-se, assim, por animador,
segundo o mesmo autor, "quem realiza tarefas e atividades de animação.
Pessoas capazes de estimular a participação ativa da gente e de insuflar um
maior dinamismo sociocultural, tanto no individual como no coletivo”. 16

O animador possui um papel social a desempenhar, na medida em que


intervém na dinâmica relacional entre indivíduos, na relação destes com a
sociedade, promove o acesso à cultura e trabalha ao nível da criação e
formação.
As principais funções do animador sociocultural são:
a função de sensibilização, socialização, adaptação e integração;
função lúdica, recreativa com ocupação de tempos livres e lazer;
a função educativa e a cultural, através do desenvolvimento
comunitário e cultural;
a função de regulação social, através de reparação e conexão de
disfunções socioculturais.

Em suma, a Animação Sociocultural na velhice tem de ir para além da


dimensão ocupacional, relacionada com atividades manuais ou de bricolage
para anular a monotonia. Tem de ter objetivos precisos, tem de dar significado
e sentido à vida do indivíduo, principalmente nos lares e centros de dia criando
“um clima, um dinamismo no seio do estabelecimento visando o melhoramento
da qualidade de vida das pessoas idosas, facilitando a sua adaptação a uma
vida comunitária imposta”.
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5.5 ATIVIDADES LÚDICAS

Desportivas

Recreativas Turísticas
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Culturais Ambientais

Sociais

A atividade lúdica pode englobar variadas atividades. Apresentam-se


algumas:
a) Atividades desportivas: caminhada, corrida, futebol, natação,
desportos radicais;
b) Atividades turísticas: praia, montanha, cidades, centros
religiosos, termas, parques de diversões;
c) Atividades ambientais: jardinagem, animais domésticos, limpeza
de terrenos e matas, reciclagem e recolha de resíduos, agricultura, pecuária;
d) Atividades sociais: café, restaurante, compras, visita a familiares
e amigos, trabalho voluntário, atividade política, ação religiosa;
e) Atividades culturais: cinema, teatro, visita a museus e
monumentos, música, feiras de gastronomia/artesanato, cursos e workshops,
livros e literatura, jornais e revistas;
f) Atividades recreativas: televisão e rádio, festas populares,
cortejos, piqueniques, jogos de mesa, jogos de computador, karaoke, dança,
bares, discotecas, grupos folclóricos, jogos populares/ tradicionais.
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Outro tipo de atividades:
Gastronomia: tem um papel primordial na vida de qualquer individuo,
principalmente dos idosos. O paladar é o sentido que os idosos conservam por
mais tempo e têm aqui a oportunidade de mostrar os seus conhecimentos e
experiências, sentindo-se mais úteis.
Estas atividades permitem aprender e distinguir ervas aromáticas,
bebidas, molhos… cheiros e sabores permitem estimular a criatividade na
preparação dos limentos; permitem manter e transmitir receitas ancestrais e 18

tradicionais e aproveitar para reutilizar diversos alimentos.


Jogos e rábulas: promovem o convívio e a interação e também a
atividade mental. Temos os jogos de mesa (damas, dominó, xadrez, jogo do
galo, jogos de cartas). As rábulas e paródias permitem partilhar as anedotas,
adivinhas, provérbios e histórias das gerações mais velhas.

5.6 TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO ADEQUADAS

Âmbito da animação: grupos naturais, associações/ IPSS`s, entidades


locais, outras entidades;
Critério idade: crianças, jovens, adultos e seniores;
Nível de autonomia: autónomos, semi-dependentes, dependentes;
Ritmo de aprendizagem;
Categoria profissional: operários, trabalhadores do campo,
desempregados, empregados;
Género: masculino e feminino;
Conteúdo/ objetivos: artísticas, intelectuais, sociais, práticas/ manuais
e físicas, desportivas;
Duração da atividade;
Critério pedagógico: centrada no conteúdo, centrada no grupo;
Necessidades e expetativas do grupo;
Tarefa do animador: difusor, monitor, grupo, coordenador;
Recursos: materiais e humanos;
Modelos de referência: arte, formação, intervenção social;
Âmbito geográfico: rural, urbano, suburbano.
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5.7 PRÁTICA DA ASC EM IDOSOS
Animação de idosos visa atuar em todos os campos do desenvolvimento
e da qualidade de vida dos mais velhos, sendo um estímulo permanente da
vida mental. Física e afetiva, assim como da sua interação com a comunidade.
A qualidade de vida dos idosos depende de alguns fatores:
Autonomia para executar as atividades do dia-a-dia;
Manter uma relação familiar e com o exterior regular;
19
Ter recursos económicos suficientes;
Realizar atividades lúdicas e recreativas constantes…

Assim, antes de pensar num plano de atividades para idosos em prática,


há que realizar uma avaliação psicológica, social e física de cada um dos
indivíduos, no sentido de perceber quais as capacidades e motivações reais de
cada idoso em relação a cada uma das atividades propostas, tal como já havia
sido apontado anteriormente.
Ao estabelecer uma relação com um idoso, deveremos ter em conta a
nossa comunicação não verbal e também a dele. Pois só mantendo uma boa
atitude corporal é que podemos obter bons resultados na sua adesão às
atividades propostas.

Devemos dividir os idosos em três grupos:


• O grupo A, constituído por idosos autónomos;
• O grupo B, constituído por idosos fisicamente dependentes e
frágeis
• O grupo C, constituído por idosos muito dependentes.

Como um dos princípios da animação de idosos é uma animação


personalizada, cada um destes grupos precisa de uma metodologia própria de
ação. As regras principais da animação de idosos são:
• Perguntar-lhes o que gostam de fazer e querem fazer;
• Não desistir de trabalhar com eles mas ao mesmo tempo não insistir
demasiado;
Animação para a terceira idade 2018
• Tentar realizar as atividades no mesmo horário, não alterando muito as
rotinas;
• Muitos dos jogos para crianças e jovens podem ser adaptados aos
idosos;
• Ser paciente e alegre;
• Que seja do interesse dos participantes para poder contar com a
máxima atenção;
• Que desenvolva a sociabilidade e seja adequada à idade com a qual 20

estamos a trabalhar;
• Que trace metas exequíveis em recursos e tempo;
• Que desenvolva a iniciativa pessoal e grupal;
• Que envolva a todos no projeto, no qual desde o início se delegarão
responsabilidades, autoridade e direção da atividade;
• Que se desenvolva em local adequado, significando isto, livre de
distrações, com iluminação, assentos suficientes e espaço adequado para a
aplicação das técnicas, com boa acústica e ventilação.

5.8 DIFERENTES FACETAS DA ANIMAÇÃO

Animação física ou motora: é aquela em que o idoso faça algum tipo


de movimento.
O principal deficit no idoso, no que respeitante à realização de uma
tarefa, incide sobre o ritmo de trabalho. Uma certa lentidão nas respostas
psico-motoras parece verificar-se com o aumento progressivo da idade.
A psicomotricidade considera o movimento como uma ação relativa a um
sujeito, visando essencialmente:
• Mobilizar e reorganizar as funções mentais
• Aperfeiçoar a conduta consciente e o ato mental
• Elevar as sensações e perceções a níveis de consciencialização,
simbolização e conceptualização da ação dos símbolos, passando pela
verbalização
• Maximizar o potencial motor, afetivo-relacional e cognitivo
Animação para a terceira idade 2018
• Fazer do corpo uma síntese integrada da personalidade

Exemplos de jogos
1º jogo
Material: Placa quadrada com várias filas de pregos, elásticos de várias cores e
grossuras diferentes
Objetivo: fortalecimento dos músculos das mãos
Modo de jogar: Esticar os elásticos ao longo dos pregos de modo a fazer 21

desenhos

2º jogo
Material: Garrafas de plástico, cheias de areia, pintadas, com um cordel atado
no gargalo, por sua vez este cordel com um metro de fio está atado a um
pequeno pau
Objetivo: fortalecimento dos músculos dos braços
Modo de jogar: Puxar as garrafas, enrolando o cordel num pequeno pau

3º jogo
Material: cinco garrafas de plástico cheias de areia e pintadas, uma bola
pequena
Objetivo: concentração e coordenação óculo-manual
Modo de jogar: Atirar a bola para derrubar os pinos (garrafas) que estão de pé,
a uma certa distância

4ª jogo
Material: Três arcos e três discos ou malhas
Objetivo: Coordenação óculo-manual
Modo de jogar: Tentar acertar com as malhas dentro dos arcos

5º Jogo
Material: Quadro com vários quadrados (tabela de dupla entrada), com
símbolos, formas ou cores, peças soltas com os mesmos elementos
Objetivo: estimular a memória e a concentração
Animação para a terceira idade 2018
Modo de jogar: Fazer a correspondência entre os vários elementos

A. Animação cognitiva: para estimular e trabalhar o domínio cognitivo


Completar provérbios;
Dominó;
Jogos de cartas;
Palavras cruzadas;
22
Contar anedotas, adivinhas, lengalengas;
Leitura de livros e jornais;
Jogo das diferenças…

B. Animação através da expressão plástica: pretende-se trabalhar a


faceta artística dos idosos e expressão de algumas emoções. A
expressão plástica é simultaneamente motora e cognitiva também.
Moldagem;
Bordados;
Pintura;
Desenho;
Colagem…

C. Animação de comunicação: estimular a comunicação entre os idosos,


transmitindo os seus sentimentos e emoções através da voz, do
comportamento, da postura e do movimento.
Teatro;
Poesia / Prosa;
Dramatização;
Dança;
Fotografia;
Canto…

D. Animação de desenvolvimento pessoal: para trabalhar o “eu” do


idoso, as suas experiências de vida, as suas emoções e sentimentos.
Animação para a terceira idade 2018
Esta animação tem por objetivo desenvolver as competências pessoais
e sociais da pessoa. Com esta animação estimula-se o
autoconhecimento, a interação entre a pessoa e o grupo, e a dinâmica
de grupo.

Exemplos de dinâmicas de grupo para idosos

Dinâmica: "Para quem você tira o chapéu” 23

Objetivo: Estimular a auto-estima


Materiais: um chapéu e um espelho. O espelho deve estar colado no
fundo do chapéu.
Procedimento: O animador escolhe uma pessoa do grupo e pergunta se
ela tira o chapéu para a pessoa que ver e o porquê, sem dizer o nome da
pessoa. Pode ser feito em qualquer tamanho de grupo e o animador deve fingir
que trocou a foto do chapéu antes de chamar o próximo participante.

Outra Versão: Dinâmica "Caixinha de Surpresas"


Objetivo: Dinâmica do autoconhecimento; Falar sobre si
Materiais: caixinha com tampa, Espelho
Procedimento: Numa caixinha com tampa deve ser fixado um espelho na
tampa pelo lado de dentro. As pessoas do grupo devem se sentar em círculo.
O animador deve explicar que dentro da caixa tem a foto de uma pessoa muito
importante (enfatizar), depois deve passar para uma pessoa e pedir que fale
sobre a pessoa da foto, e não devem deixar claro que a pessoa importante é
ela própria. Ao final, o animador deve provocar para que as pessoas digam
como se sentiram falando da pessoa importante que estava na foto.

Dinâmica: " do objeto pessoal”


Objetivo: Comprometimento
Material: Objeto pessoal,
Procedimento: Solicitar ao grupo que traga de sua residência qualquer
objeto de muito apego (valor emocional). Fazer um sorteio (como se fosse
amigo secreto) e trocar os objetos. O coordenador estabelecerá um período (1
Animação para a terceira idade 2018
semana) para que um guarde o objeto do outro com muito carinho e troque
bilhetinhos a fim de descobrir segredos sobre o colega e o objeto. Na data
marcada, estes destrocarão seus pertences contando um pouco do que
descobriram do outro e do objeto deste, além do cuidado especial que tiveram
com o objeto.

E. Animação lúdica: vocacionada principalmente para a essência da


animação: lazer, brincadeira, entretenimento… 24

Turismo sénior;
Jogos;
Visitas culturais;
Festas populares;
Gastronomia…

F. Animação comunitária: é aquela em que o idoso participa ativamente


no seio da comunidade como elemento válido, ativo e útil. Nesta área o
voluntariado assume um papel principal, visto que a grande maioria das
atividades exercidas pelos idosos na comunidade são embutidas de um
espírito voluntário.
Animação para a terceira idade 2018

Propostas de trabalho
PT Nº 1

Lista de palavras

25

PT nº 2

É extremamente importante o nosso cérebro estar ativo e ocupado em


diversas atividades ao longo do dia. Porque será que trabalhar com os idosos
os jogos tradicionais se revela importante ao nível da sua estimulação
cognitiva?
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
1º porque é algo aprendido há muitos anos, possivelmente desde crianças,
pelos seus avós e/ou pais e que ainda dominam;
2º porque é algo que gostam e que facilmente aderem;
3º porque permite a interação entre os idosos, ou seja, funciona muitas vezes,
como meio de comunicação entre os participantes do jogo e de quem assiste;
4º porque é uma forma saudável de passarem o seu dia-a-dia, sem estarem
constantemente a olharem para o relógio e não verem as horas passar.
Animação para a terceira idade 2018
PT nº 3
Jogos de estimulação cognitiva

26

PT nº 4

Estimulação cognitiva e motricidade fina – Dominó dos provérbios


Animação para a terceira idade 2018

Conclusão
A vida sem animação e lazer não
faria qualquer sentido.
Todo o ser humano deve sentir-se
introduzido em momentos de animação e
lazer para se sentir ocupado e sobretudo
integrado.
27
Ao longo desta UFCD foram
trabalhadas questões teóricas sobre
como prepara momentos de animação e
lazer, assim, como se refletiu sobre a sua
importância na sociedade e na vida de
cada um.
A forma como o envelhecimento é
vivenciado depende não só das questões físicas, mas também da
personalidade de cada indivíduo, assim como da sua experiência de vida.
Quando falamos de envelhecimento ativo, pretendemos que se trate de
uma vivência positiva. Para tal, serão cruciais as oportunidades de bem-estar
físico, social e mental que cada sujeito possui não apenas na terceira idade,
como durante toda a vida. No entanto, e focando esta faixa etária pressupomos
que um idoso é ativo quando participa nas questões sociais, económicas,
culturais, espirituais e civis.
A ASC reveste crucial importância para que o idoso encare o
envelhecimento como um processo natural, de forma positiva e adequada, e
reconheça a necessidade da manutenção das atividades físicas e mentais.
No caso dos lares de idosos, esta adota um papel de extrema
importância na construção de um envelhecimento ativo, através da
manutenção das capacidades cognitivas e funcionais, assim como
possibilitando a participação em atividades e na própria dinâmica do Lar.
A ASC deve contribuir para a melhoria da sua qualidade de vida, através
da criação de contextos adequados aos seus residentes facilitando uma
adaptação ao meio.
Animação para a terceira idade 2018

Bibliografia
. CARVALHO, Maria Irene Lopes B. (2006). Uma abordagem do Serviço Social
à Política de Cuidados na Velhice em Portugal. Centro português de investigação em
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Lisboa: Instituto Piaget.
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https://www.infoescola.com/medicina/geriatria
Animação para a terceira idade 2018

Anexos
Anexo 1 – Jogo de Associação imagem/nome

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Génio da
Jarro Feijões
Chuva lâmpada

Girafa Menina Gelado


Girassol

Rato/ Ovo
Família Laranja
Queijo Frito
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Anexo 2 – Mini Mental State

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Anexo 3 – Escala de avaliação de depressão/solidão geriátrica
(UCLA)

32