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ESTRATEGIAS NO GRUPO FAMILIAR

DECISÕES IMPORTANTES NO FUNCIONAMENTO DOS GRUPOS


PEQUENOS

Usar casas para evangelização requer alguns cuidados que, se não forem observados,
poderão comprometer não apenas os frutos, mas continuidade dessa obra.
1. Onde acontecerão as reuniões?
Pode-se fazer em cada semana numa casa diferente, ou na mesma casa em duas semanas
seguidas, ou durante um mês no mesmo lugar. É melhor fazer um rodízio semanal ou
quinzenal. Muitas vezes, a melhor maneira da pessoa participar é fazer na casa dela.
2. Terá um tempo definido ou será contínuo?
O grupo é para evangelização, comunhão e crescimento em Cristo, então, será contínuo.
3. Quem vai liderar os grupos?
Mais do que “boa vontade”, o líder de grupos pequenos precisa ter algumas
qualificações indispensáveis.
a. Compromisso com a igreja local
O líder precisa ser comprometido com sua igreja e ter o apoio do pastor e/ou liderança
para exercer esse ministério.
b. Dependência de Deus
A obra de Deus é feita no poder de Deus. Pregar o evangelho exige a ação do Espírito
Santo para que se obtenha frutos (At 1.8).
c. Conhecimento bíblico
Num estudo bíblico mais interativo, o líder precisará ter conhecimento bíblico suficiente
para responder (ou ser capaz de pesquisar) às questões que vão surgir e combater as
heresias que possam querer entrar no grupo.
d. Cuidado pastoral
Líder de grupo pequeno precisa gostar de estar com as pessoas, ter paciência para ouvi-
las, preocupar-se com elas, interessar-se pelos seus problemas, tratá-las bem e dar
atenção a todas.
e. Relacionamentos interpessoais sadios
São fundamentais à boa convivência. Algumas atitudes que o líder precisa ter para bons
relacionamentos estão a seguir.
1. Amor
Não adianta você dizer a uma pessoa que Jesus a ama se você não demonstra amor por
ela. Ela não vai acreditar no que você está pregando.

2. Flexibilidade
Dizem os mais experientes que “o amor dobra para não se deixa quebrar”. Flexibilidade
é sinal de maturidade e não de fraqueza.
3. Sensibilidade
O líder deve ser sensível para perceber o que é mais importante para o grupo em cada
momento. Muitas vezes, o estudo bíblico, a apostila ou o livro vão ter que ficar de lado,
porque, naquele momento, as pessoas estão precisando de abrir o coração. Mas,
também, deve cuidar para que não se crie o hábito de nunca ter tempo para o estudo
bíblico.
4. Autenticidade
As pessoas não esperam perfeição de seus líderes, mas também não aceitam que eles
preguem uma coisa e vivam outra. Não há problema em compartilhar as próprias lutas e
derrotas com seu grupo, uma vez que essas não o desqualifiquem para estar à frente.
4. O grupo atuará com supervisão?
O pastor e/ou os líderes da igreja precisam saber o que está acontecendo nos grupos
pequenos. Os convertidos precisam ser trazidos à comunhão da grande congregação.
5. O grupo aceitará crianças ou não?
Pode parecer uma questão simples, mas, se não houver uma decisão acertada sobre as
crianças, poderá se tornar um problema e um peso para o grupo. Algumas considerações
sobre o trabalho com as crianças.
a. Elas não têm o mesmo tempo de atenção dos adultos para um estudo bíblico.
b. Elas não têm maturidade para ouvir o “desabafo” dos adultos.
c. Se a reunião do grupo é durante a semana, no outro dia muitas terão que acordar cedo
para ir à escola.
Pode ser necessário uma pessoa responsável para dirigir, ao mesmo tempo da reunião
dos adultos, um momento bíblico com as crianças em outro local da casa. Mas cuidado
para que seja algo edificante e não desgastante para o líder e as crianças.

Para pensar
É necessário tomar essas decisões respeitando a característica de cada grupo e em
harmonia com o pastor e/ou líderes da igreja local.

POR QUE EVANGELIZAÇÃO NOS LARES É TÃO EFICIENTE?


Christian A. Schwarz cita o resultado das pesquisas de Win Arn, um estudioso de
crescimento de igreja. Ele apresenta algumas razões pelas quais o fator “casa” é tão
eficiente. Chama de “fator oikos” e nos ensina que ”oikos é a palavra grega para ‘casa’.
Na cultura greco-romana o termo oikos não se referia somente à família direta com a
qual a pessoa morava, mas também incluía escravos, amigos e até colegas de trabalho.
Oikos descrevia a esfera de influência de uma pessoa, a rede de seus relacionamentos”.
Apresentamos um resumo do que está nas páginas 31-32 do livro Evangelização Básica,
Editora Evangélica Esperança (usado com permissão).
A evangelização nos lares é eficiente pelos seguintes motivos:
1. Integrantes do seu círculo de amizade (parentes, amigos, vizinhos e colegas de
trabalho) são pessoas mais abertas. Há uma diferença muito grande entre ouvir o
Evangelho por meio do testemunho de um amigo e ouvi-lo como uma “apresentação
religiosa” de uma pessoa totalmente estranha.

2. Quando a pessoa chega a Jesus a partir da sua própria rede de relacionamentos,


naturalmente ela recebe apoio. Quando um amigo ou parente chega a Jesus, ele tem pelo
menos um cristão na rede de relacionamentos que está perto e se interessa pelo
crescimento espiritual de sua vida.
3. Os relacionamentos conduzem a uma integração bem-sucedida do novo convertido na
igreja. É natural que novos convertidos se associem a igrejas às quais também
pertencem os seus amigos e parentes. Por meio dessa ponte, fica mais fácil a conexão
deles com outros membros da igreja.
4. Os relacionamentos oikos têm a tendência de ganhar famílias inteiras. Depois de uma
ou duas pessoas da família aceitarem a Jesus, muitas vezes a família toda é alcançada.
5. Evangelizar parentes, amigos e colegas de trabalho proporciona a oportunidade
singular de adaptar a apresentação do Evangelho às reais necessidades da pessoa que se
quer alcançar. Dificilmente há um aspecto tão decisivo na evangeliza- ção de uma
pessoa quanto orientar os esforços evangelísticos para as necessidades dela.
As pessoas procuram na igreja a paz com Deus e relacionamentos com outros. Você
concorda com essa afirmação? Como os grupos pequenos podem colaborar?
CONCLUSÃO
Nesta conclusão, vamos deixar mais uma frase para você pensar com sua classe:

“Se você fizer, pelos próximos dez anos, o mesmo que você tem feito nos últimos dez
anos, que diferença isso fará em sua cidade e sua nação?” (Wolfgang Simson – autor do
livro Casas que transformam o mundo, Editora Esperança)
A verdadeira comunhão começa onde termina o individualismo. O que você já fez ou
está disposto a fazer a fim de contribuir na evangelização de pessoas em grupos
pequenos?

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