Você está na página 1de 14

Questão 1

Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu interpretação diversa da


adotada até então, acerca da responsabilidade do tomador dos serviços nos contratos
chamados de terceirização, nos quais a entidade contrata mão de obra para determinadas
atividades que não fazem parte de sua atividade fim.
Assinale a alternativa que expressa o entendimento do TST materializados na Súmula
331.

a. Para que haja a responsabilização da Administração tomadora dos serviços, é preciso


que o empregador tenha inadimplido com suas obrigações, e que a tomadora do serviço
tenha participado da relação processual que apurou a irregularidade, bem como reste
evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações relativas à
fiscalização.
b. A administração é responsável solidária pelos débitos trabalhistas havidos em relação
aos empregados que lhe prestaram serviço, no âmbito do contrato de terceirização de mão
de obra, desde que não tenha fiscalizado corretamente o cumprimento das obrigações
trabalhistas pelo empregador.
c. Para caracterização da responsabilidade subsidiária da Administração tomadora dos
serviços de mão de obra, é preciso que haja pessoalidade e subordinação direta dos
empregados com a tomadora dos serviços.
d. Se a empresa terceirizada não cumprir com as obrigações trabalhistas dos
empregados, a Administração Pública tomadora dos serviços responde subsidiariamente
em relação aos débitos trabalhistas daqueles empregados.
Essa resposta está errada. A responsabilização da Administração não é imediata, ao
contrário, é preciso que se demonstre que a Administração não tenha exercido
corretamente a fiscalização do contrato de terceirização de modo a verificar o cumprimento
das obrigações trabalhistas da empregadora ao longo da sua execução.

e. Os encargos trabalhistas não adimplidos pela empresa contratada pela Administração


não torna esta última responsável solidária, mas autoriza o pagamento direto aos
empregados dessas verbas não pagas pelo empregador.
Feedback

É importante observar que, enquanto a responsabilidade subsidiária impõe que primeiro


se busque o cumprimento da obrigação do devedor principal, para, em não logrando êxito,
cobrar do responsável subsidiário, na responsabilidade solidária, ambos são devedores
conjuntos. Ou seja, nesta não há benefício de ordem nem proporcionalidade, qualquer um
(ou todos) pode ser cobrado pelo todo. Naquela (subsidiária), há o benefício de ordem:
primeiro se cobra de quem não cumpriu para depois cobrar daquele que, por alguma
disposição, esteja na situação de responsável subsidiário.
Importante também destacarmos a responsabilidade da Administração em duas situações,
que receberam tratamento distinto da Lei 8.666/1993 acerca dos débitos trabalhistas e
previdenciários, decorrente da execução do contrato de terceirização: o débito trabalhista,
expresso no art. 71, § 1º, da Lei, e o Previdenciário, aposto no § 2º do mesmo artigo.
Se formos ver o texto da Lei, observaremos que, para os débitos previdenciários, não tem
jeito, se a empresa contratada pela Administração não pagar, quem vai ter de pagar é o
órgão contratante.
Já para os débitos trabalhistas, a lei prevê expressamente que os débitos decorrentes de
uma relação de emprego com a empresa terceirizada, por exemplo, não transferem tal
obrigação para a Administração.
No entanto, o Tribunal Superior do Trabalho, por meio do Enunciado 331, firmou
entendimento de que haveria responsabilidade do contratante em caso da inadimplência
do empregador, em clara oposição à expressa disposição da Lei.
No final de 2011, o STF julgou constitucional o § 1º do art. 71 da Lei 8.666/1993, fazendo
com que a aplicação do enunciado 331 fosse limitada à análise de cada caso e não mais
automaticamente como vinha sendo aplicado pela justiça trabalhista, o que levou à
retificação da súmula nos termos atuais, em que ainda considera a Administração
subsidiária quanto a débitos trabalhistas, mas condicionada à comprovação de que
houve "conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993,
especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da
prestadora de serviço como empregadora" e que ela (Administração) tenha participado da
relação processual.
Essa duas condicionantes são fundamentais para a responsabilização da Administração
Pública nos termos da Súmula mencionada, pois se não houve conduta culposa, ou seja,
se a Administração tomadora do serviço terceirizado adotou todas as providências quanto
ao acompanhamento e fiscalização do contrato, mas ainda assim, ao final da execução do
contrato, e em sede de processo trabalhista, foi constatado que a empresa estava
inadimplente com as obrigações trabalhistas relativas aos seus empregados, a
Administração não pode ser responsabilizada.
Além disso, e esse aspecto é muito importante, para que a Administração seja
responsabilizada é preciso que ela tenha integrado a relação processual, ou seja, ela
tenha sido arrolada no processo trabalhista que busca o pagamentos das verbas
trabalhistas sonegadas dos empregados. Nada mais justo que esses condicionantes, pois
atentaria contra o princípio do processo legal se a Administração fosse compelida a fazer
algo (no caso pagar os direitos trabalhistas dos empregados do contrato) sem que tivesse
a oportunidade do contraditório e da ampla defesa.
Gabarito: Para que haja a responsabilização da Administração tomadora dos
serviços, é preciso que o empregador tenha inadimplido com suas obrigações, e
que a tomadora do serviço tenha participado da relação processual que apurou a
irregularidade, bem como reste evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento
das obrigações relativas à fiscalização.
Essa é a resposta correta. As condicionantes para a responsabilização da
Administração estão presentes, quais sejam: inadimplência das obrigações do
empregador; participação na relação processual; e conduta culposa na fiscalização.
Questão 2
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

O fiscal do contrato de fornecimento de medicamentos para os postos de saúde do


município, por residir há muito tempo na localidade, tinha informações de que muitas
outras pessoas que residiam no município reclamavam da falta de remédios nos postos de
saúde.
Resolveu, então, fazer uma inspeção no estoque desses medicamentos e verificou que no
posto de saúde que ficava na área urbana, o maior do município, o estoque de
medicamentos era bem acompanhado pelo farmacêutico, com informações
individualizadas dos quantitativos de todos os itens. Também apurou que nos postos de
saúde rurais, os estoques de medicamentos não eram individualmente controlados. O que
havia era apenas a conferência das quantidades de medicamentos que chegavam com
relação aos pedidos anteriormente feitos.
O fiscal do contrato concluiu que o controle de estoques dos medicamentos era deficiente
e que era uma das causas das reclamações dos munícipes. Logo após as constatações
feitas, encaminhou relatório sobre esse assunto para o seu superior hierárquico.
Avalie essas ações do fiscal do contrato, marque a alternativa correta.

a. O fiscal do contrato não agiu corretamente, pois essa inspeção estava fora das suas
competências.
b. O fiscal do contrato não agiu corretamente, pois essa inspeção é uma atribuição do
secretário de saúde.
c. O fiscal do contrato não agiu corretamente, pois essa inspeção é uma atribuição do
secretário de controle interno.
d. O fiscal do contrato agiu corretamente, todavia deveria ter encaminhado o seu relatório
para o secretário de controle interno.
A alternativa está errada. De acordo com o parágrafo 2º do artigo 67 da Lei nº 8.666/93, as
decisões e providências que ultrapassam a competência do fiscal do contrato devem ser
solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes.

e. O fiscal do contrato agiu corretamente, pois essa inspeção é uma técnica útil para a
fiscalização de contratos de fornecimento de medicamentos e, por isso, faz parte das suas
competências.
Feedback
A inspeção é uma das ferramentas importantes para o sucesso da fiscalização de um
contrato. De acordo com o parágrafo 2º do artigo 67 da Lei nº 8.666/93, as decisões e
providências que ultrapassam a competência do fiscal do contrato devem ser solicitadas a
seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes.
Gabarito: O fiscal do contrato agiu corretamente, pois essa inspeção é uma técnica
útil para a fiscalização de contratos de fornecimento de medicamentos e, por isso,
faz parte das suas competências.
A alternativa está correta. A inspeção é uma das ferramentas importantes para o
sucesso da fiscalização do contrato de fornecimento de medicamentos. Além disso,
de acordo com o parágrafo 2º do artigo 67 da Lei nº 8.666/93, as decisões e
providências que ultrapassam a competência do fiscal do contrato devem ser
solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas
convenientes.
Questão 3
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

O fiscal do contrato é o representante da administração mais próximo da relação contratual


estabelecida com um particular, e deve atuar dentro dos limites estabelecidos pela
legislação, de modo que exerça sua atividade no intuito de contribuir para a boa gestão
dos recursos públicos.
Marque a alternativa correta acerca do Fiscal de Contrato.

a. O fiscal do contrato e o preposto têm a mesma função, embora estejam em lados


opostos na relação contratual.
b. A comissão de fiscalização não se confunde com o fiscal de contrato, pois apenas este
último tem competência legal para atuar (art. 67 da Lei 8.6661/993), sendo a comissão
mera auxiliar do fiscal.
c. Toda contratação pública deverá ter um fiscal designado, de modo que a Administração
assegure-se do correto cumprimento das obrigações assumidas.
Essa resposta está errada. As contratações públicas que exigem a presença de um fiscal
de contrato são aquelas em que a execução do contrato não se dá de forma imediata e
única, necessitando de acompanhamento de um representante da administração para
assegurar que a execução transcorra de acordo com o que foi pactuado.

d. A designação de servidor como fiscal de contrato que tenha participado da licitação que
o antecedeu atenta contra o princípio da segregação de funções.
e. A estabilidade funcional é condição necessária para o servidor ser designado fiscal de
contrato.
Feedback

Três coisas tem que ser observadas quanto ao fiscal do contrato: a competência legal para
o exercício da atividade; a distinção com a figura do preposto; e os destinatários da
atividade.
Não há que se questionar a ausência de dispositivos legais que disciplinem a atividade de
fiscal de contrato quando de sua atuação, e, com base em documentos produzidos por ele,
decorrer aplicação de sanções ao contratado, pois além das disposições expressas da Lei
8.666/1993, diversas normas regulamentadoras e disciplinadoras dos próprios órgãos
contratantes ou órgãos centrais dão amparo legal para a atuação. Ainda que dela decorra
alcance patrimonial de terceiros, ou seja, aplicação de penalidades pecuniárias ou
restritivas.
Para que esse arcabouço normativo tenha efetividade, as formalidades legais devem ser
seguidas a risca, a começar com a designação pela autoridade competente de pessoa
com capacidade técnica e jurídica para o exercício da atividade. Está última configurada
na limitação do exercício da atividade apenas por servidores públicos, restando para
terceiros não integrantes dos quadros da Administração, apenas a atividade auxiliar e
subordinada à fiscalização.
Por fim, considerando a possibilidade de a fiscalização ser exercida por comissão, e não
de modo monocrático, é importante destacar que essa comissão, e mesmo a atividade
fiscalizatória, não se confunde com os procedimentos de recebimento definitivo do objeto
do contrato, disciplinado pelo art 73, da Lei 8.666/1993.
Gabarito: A designação de servidor como fiscal de contrato que tenha participado
da licitação que o antecedeu atenta contra o princípio da segregação de funções.
Essa é a resposta correta. Como a atividade de fiscalizar implica em confrontar
procedimentos anteriores da Administração com os procedimentos praticados pelo
contratado, o princípio da segregação das funções impõe que a fiscalização de
contratos decorrentes de atos pretéritos da Administração seja exercida por
servidor diverso daquele que participou da escolha do ora contratado.
Questão 4
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Os procedimentos para uma boa fiscalização de contratos administrativos são


normatizados por diversas instâncias da Administração, algumas mais abrangentes, que
envolvem vários órgãos e entidades subordinadas, outras mais restritas, limitadas ao
próprio órgão que os elaborou.
Assinale a alternativa contém procedimentos fundamentais para o bom exercício da
fiscalização de contratos.

a. Conhecer previamente os detalhes do contrato, acompanhar a execução dos serviços,


solicitando a reparação ou que sejam refeitos os serviços, quando pertinente.
b. Elaborar com o contratado o cronograma de execução do contrato, determinar a
realização das medições dos serviços, anotando em livro próprio todas as ocorrências.
c. Comunicar ao gerente da empresa quando do descumprimento de prazos do contrato,
aplicando penalidades à contratada, quando da reincidência.
d. Solicitar da contratada a descrição detalhada do material a ser empregado na execução
do serviço, determinando a sua substituição quando não forem de qualidade satisfatória.
Essa resposta está errada. A descrição detalhada do material deve constar do contrato e
já prevista desde a licitação, pois ela interfere na formulação da proposta.

e. Verificar a efetiva execução dos serviços contratados, por meio da conferência de


quantitativos do boletim de medição com a planilha de preços do contrato.
Feedback

A atividade de fiscalização de contratos administrativos decorre de um mandamento legal,


expresso na Lei de Licitações e Contratos, especificamente no inciso III, do art. 58, e caput
do art. 67, da Lei 8.666/1993. Além disso, no âmbito do executivo federal, o Ministério do
Planejamento Orçamento e Gestão, por meio de sua Secretaria de Logística e Tecnologia
da Informação, editou a Instrução Normativa 2/2008, que traça diretrizes para a
contratação de serviços por órgãos integrantes Sistema de Serviços Gerais (Sisg). Essa IN
foi alterada pela IN MPOG/SLTI 6/2013, e trouxe importantes mudanças, de modo que é
importante conheça-la.
Não obstantes os normativos existentes, que são fundamentais no atendimento ao
princípio da legalidade e na formalização dos procedimentos adotados e suas
decorrências, é muito importante o aspecto comportamental do servidor designado pela
Administração como fiscal de contratos. Isso porque além prezar pelo cumprimento das
normas, aspectos como iniciativa, resolutibilidade, responsabilidade e comportamento
ético e voltado para o interesse público fazem com a fiscalização atinja seus objetivos.
Gabarito: Conhecer previamente os detalhes do contrato, acompanhar a execução
dos serviços, solicitando a reparação ou que sejam refeitos os serviços, quando
pertinente.
Essa é a resposta correta. Independentemente de normatização, esses
procedimentos são básicos para uma boa fiscalização de contratos.
Questão 5
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão
Texto da questão

De acordo com o que ensina o administrativista Hely Lopes Meirelles, existem algumas
fases que integram o acompanhamento da execução do contrato pelo representante da
Administração, as quais são compreendidas pela fiscalização, orientação, interdição,
intervenção e aplicação de penalidades contratuais. Do seu ensinamento é possível extrair
os entendimentos abaixo transcritos para cada uma das citadas ações.
Marque a alternativa em que o conceito apresentado NÃO representa o entendimento do
ilustre doutrinador, ou seja, em que o termo não coincide com descrição da fase dada na
alternativa.

a. Termo: interdição
Descrição da fase: deter a execução do contrato por estar em desacordo com o pactuado.
De fato, interdição é a proibição perpétua ou temporária de exercer certos atos. No caso, é
proibir a continuidade da execução do contrato por parte do contratado.

b. Termo: aplicação de penalidade


Descrição da fase: é dever da Administração quando é verificada a inadimplência do
contratado em qualquer obrigação.
c. Termo: intervenção
Descrição da fase: interceder na execução do contrato.
d. Termo: fiscalização
Descrição da fase: verificar o material utilizado e a forma de execução do objeto do
contrato, confirmar o cumprimento das obrigações tanto no aspecto técnico, quanto nos
prazos de realização.
e. Termo: orientação
Descrição da fase: dar e receber informações sobre a execução do contrato; estabelecer
normas e diretrizes.
Feedback

É importante lembrar que o acompanhamento de um contrato não se resume a uma


atividade formal, sendo, além disso, uma garantia de que o serviço ou produto será
prestado ou entregue de acordo com o previsto no contrato.
Para que um contrato seja bem gerenciado, a informalidade não poderá se fazer presente,
ou seja, há que se ter atuação dentro dos limites estabelecidos, registrando e exigindo o
cumprimento do que está contratado. Para tanto, é fundamental atentar para os conceitos
apresentados pela doutrina de modo a assegurar a qualidade técnica da fiscalização do
contrato.
Gabarito: Termo: intervenção
Descrição da fase: interceder na execução do contrato.
Nesta alternativa, o termo não coincide com a descrição da fase. Na lição de Hely
Lopes Meirelles, o verbo intervir não tem conotação de interferir ou interceder, mas
significa o ato de suceder, no sentido de ocupar o lugar de outro, assumir.
Questão 6
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Após a realização do processo licitatório, foi firmado um contrato para a execução de


obras de construção de uma quadra de esportes dentro de uma escola. Contudo, antes do
início da execução da obra ocorreu um enorme deslizamento de pedras no local
ocasionado por fortes chuvas, fato esse que tornou inviável a execução contratual.
Uma vez que a empresa contratada não teve culpa no fato ocorrido, qual procedimento
você recomendaria que fosse adotado pelo gestor:

a. Efetuar a rescisão unilateral do contrato, sendo que não haverá a possibilidade de


ampla defesa e/ou contraditório por parte da contratada e nem a necessidade de uma
motivação formal por parte da administração, visto ser um fato público e notório.
b. Efetuar a rescisão unilateral do contrato, caso em que a empresa contratada deverá ser
indenizada apenas pelas despesas de desmobilização.
c. Rescindir unilateralmente o contrato e efetuar o ressarcimento dos prejuízos
comprovados, incluindo danos emergentes, assim como providenciar a devolução da
garantia e o pagamento do que tiver sido executado até a data da rescisão e do custo da
desmobilização.
Essa é a alternativa correta. Conforme o § 2º do artigo 78, da Lei de Licitações e
Contratos, sempre que houver uma rescisão unilateral de um contrato administrativo por
parte a administração publica, o Contratado fará jus a indenização, desde que não tenha
dado razão à rescisão e que tenha agido de boa fé. Essa indenização poderá consistir no
pagamento do valor corresponde à execução do contrato até a data de rescisão, em danos
emergentes e lucros cessantes, e em custo desmobilização.

d. Tentar um acordo amigável com a empresa contratada para a dissolução do contrato,


por meio da oferta de uma indenização a contento.
e. Tentar efetuar a rescisão do contrato na esfera judicial, de modo a não precisar pagar
qualquer tipo de indenização, visto não ter sido a Administração a responsável pelo evento
gerador da inviabilidade de execução do contrato.
Feedback

Com base no ensinamento de Diógenes Gasparini, é interessante salientar que a rescisão


unilateral trata-se de um dever-poder conferido à Administração Pública, logo quando esta
estiver diante dos pressupostos que ensejam a rescisão, não cabe nesse momento juízo
discricionário, a Administração deve assim proceder (rescindir o contrato)
Leia mais: http://jus.com.br/artigos/21479/limites-das-alteracoes-unilaterais-qualitativas-
dos-contratos-administrativos#ixzz2qgJZjUJD
Gabarito: Rescindir unilateralmente o contrato e efetuar o ressarcimento dos
prejuízos comprovados, incluindo danos emergentes, assim como providenciar a
devolução da garantia e o pagamento do que tiver sido executado até a data da
rescisão e do custo da desmobilização.
Essa é a alternativa correta. Conforme o § 2º do artigo 78, da Lei de Licitações e
Contratos, sempre que houver uma rescisão unilateral de um contrato
administrativo por parte a administração publica, o Contratado fará jus a
indenização, desde que não tenha dado razão à rescisão e que tenha agido de boa
fé. Essa indenização poderá consistir no pagamento do valor corresponde à
execução do contrato até a data de rescisão, em danos emergentes e lucros
cessantes, e em custo desmobilização.
Questão 7
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

As sanções aplicadas pela Administração em face de um contrato administrativo estão


reguladas na Seção II, do Capítulo IV (arts. 87 a 88) da Lei 8.666/1993 e no art. 7º da Lei
10.520/2002 (Lei do Pregão).
Com base nesses dispositivos e no que foi estudado no curso, assinale a alternativa
correta.

a. O impedimento de licitar e contratar com a Administração por prazo não superior a 2


anos, em razão de falha na execução, independe da modalidade de licitação que precedeu
o contrato.
b. A multa aplicada em face de um contrato administrativo independe de previsão no edital
da licitação que o precedeu, considerando que já há previsão na Lei 8.666/1993 para a
sanção, estando, assim, na seara da discricionariedade do contratante a sua gradação.
c. Por ser a sanção mais leve e não haver consequência pecuniária para o contratado, a
pena de Advertência prescinde do contraditório do interessado.
Essa resposta está errada. Em todos os casos de aplicação de sanções em contratos
administrativos deve-se conceder ao interessado o contraditório e a possibilidade de ampla
defesa, conforme previsto no § 2º do art. 87 da Lei 8.666/1993.

d. A sanção de Advertência pode ser aplicada conjuntamente com a com multa somente
quando decorrente de inexecução total do contrato.
e. A declaração de inidoneidade para contratar com a Administração Pública pode ser
aplicada como sanção às empresas que tenham cometido ilícitos visando frustrar os
objetivos da licitação.
Feedback
A Lei do Pregão (Lei 10.520/2002) incorporou diversos dispositivos da Lei 8.666/1993,
notadamente quanto à parte que disciplina os contratos administrativos decorrentes da
nova modalidade de licitação introduzida no ordenamento jurídico por essa Lei.
No entanto, a sanção por inadimplemento contratual - que na referida Lei foi consignada
com a expressão "falhar ou fraudar" na execução do contrato - tem disciplina própria, mais
gravosa para os contratantes inadimplentes, faltosos com as obrigações assumidas.
Enquanto nos contratos decorrentes de licitações regidas pela Lei 8.666/1993 há a
suspensão temporária por até dois anos e a declaração de inidoneidade enquanto
perdurarem os motivos, nos contratos precedidos por Pregão a pena pode ir até 5 anos.
Nesse sentido, observa-se que houve uma mudança de 'filosofia' na nova modalidade,
pois enquanto nas modalidades tradicionais predominava o controle prévio, com as
exigências focadas nas formalidades; na modalidade Pregão houve a inversão dessa
'filosofia', flexibilizando as formalidades, mas impondo maior responsabilidade aos
licitantes quanto ao cumprimento delas. Como contrapartida, no caso de descumprimento,
a penalidade é mais gravosa.
Por fim, lembro, ainda, a possibilidade de o TCU aplicar a sanção de declaração de
inidoneidade, por até 5 anos, em face de fraude à licitação, conforme art. 46 da Lei
8.443/1992 (Lei Orgânica do TCU). Nesse caso, independe da modalidade que precedeu à
contratação.
Gabarito: A declaração de inidoneidade para contratar com a Administração Pública
pode ser aplicada como sanção às empresas que tenham cometido ilícitos visando
frustrar os objetivos da licitação.
Essa é a resposta correta. Além do inciso IV do art. 87 da Lei 8.666/1993, autorizador
da aplicação de declaração de inidoneidade por inexecução de contrato
administrativo, o inciso II, do art. 88 do mesmo diploma autoriza a aplicação da
sanção sempre que haja a prática dos atos ilícitos ali mencionados.
Questão 8
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Apesar de o § 1º art. 71 da Lei 8.666/1993 dispor que a inadimplência do contratado com


suas obrigações trabalhistas não transfere para a Administração contratante a
responsabilidade pelo seu pagamento, a Justiça do Trabalho, em reiterados julgamentos,
desconsidera a norma expressa na Lei de Licitações e atribui a responsabilidade
subsidiária do tomador dos serviços quanto aos encargos trabalhistas não adimplidos,
amparada na Súmula TST 331.
Acerca da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho, indique a alternativa correta.
a. Se uma empresa de terceirização de mão de obra de vigilante é contratada por um
órgão da Administração Pública e não paga as verbas trabalhistas dos vigilantes alocados
nesse contrato, esse órgão público que firmou contrato com a empresa será
responsabilizado pelo pagamento dessas verbas trabalhistas, desde que tenha participado
da relação processual e não tenha exercido corretamente sua obrigação de fiscalizar o
contrato, conforme previsto no art. 67, da Lei 8.666/1993.
b. Os empregados que prestam serviços de limpeza e conservação, por meio de empresa
terceirizada, não formam vínculo trabalhista com o tomador dos serviços, ainda que haja
pessoalidade e subordinação desses empregados com o tomador dos serviços.
Essa resposta está errada. A condição para que não haja o estabelecimento do vínculo de
emprego entre os empregados que prestam os serviços de limpeza e conservação, por
exemplo, é que não exista subordinação nem pessoalidade na execução dos serviços.

c. A contratação de empregados por meio de empresa interposta gera vínculo


empregatício qualquer que seja o empregador contratante, desde que não seja para
atividade-meio, a exemplo de serviços de vigilância e conservação.
d. Se a empresa de terceirização de mão de obra (de vigilância, por exemplo) não pagar
as obrigações trabalhistas de seus funcionários alocados em um contrato de vigilância
patrimonial firmado com um terceiro, esse terceiro que contratou a empresa pode ser
compelido a pagar tais obrigações, independentemente de cobraça anterior ao
empregador, em face do instituto da solidariedade de ambos pelas obrigações trabalhistas.
e. Para a caracterização da responsabilidade subsidiária da Administração Pública por
débitos trabalhistas decorrentes de obrigações do empregador não adimplidas em relação
aos seus empregados, postos para a execução de serviços terceirizados contratados pela
Administração, basta a simples ocorrência do inadimplemento, ou seja, do não pagamento.
Feedback

Como vimos, o art. 71 da Lei 8.666/1993 estabelece as responsabilidades por diversos


encargos decorrentes da execução de um contrato administrativo.
Destaco, por mais relevantes, e que demandam maiores considerações, os débitos
trabalhistas e previdenciários.
Vamos observar que o teor da Lei traz a responsabilidade solidária da Administração
contratante em relação a débitos previdenciários, mas em relação aos débitos
trabalhistas sequer atribui responsabilidade do tomador dos serviços, igualando-o aos
débitos fiscais e comerciais decorrentes do contrato.
No entanto, a Justiça do Trabalho, considerando o princípio da hiposuficiência do
empregado nas relações de trabalho, deu interpretação diversa de modo que passou a
condenar a Administração, de forma subsidiária, quando da ocorrência de débitos
trabalhistas decorrentes da execução de contratos administrativos, enunciando esse
entendimento na Súmula 331. Posterior, modificou o teor da súmula condicionando essa
responsabilidade a ocorrência de inação da Administração quanto à sua obrigação de
fiscalizar o contrato de terceirização de mão de obra.
Nesse sentido, a atividade de fiscalização de contratos assume, ainda mais, uma
importância capital, de modo a prevenir que eventuais demandas trabalhistas decorrentes
da relação de emprego entre o empregado e a empresa de terceirização de mão de obra
venham a alcançar órgãos da Administração Pública tomadores desses serviços.
Com vistas a minimizar ocorrências que levem à responsabilidade subsidiária, diversos
órgãos da Administração têm editado normas disciplinando as atividades de fiscalização
de contratos, especificamente os contratos de terceirização de mão de obra, a exemplo da
IN SLTI/MPOG 02/2008 (alterada pela IN SLTI/MPOG 6/2013) e da Portaria TCU
297/2012.
Gabarito: Se uma empresa de terceirização de mão de obra de vigilante é contratada
por um órgão da Administração Pública e não paga as verbas trabalhistas dos
vigilantes alocados nesse contrato, esse órgão público que firmou contrato com a
empresa será responsabilizado pelo pagamento dessas verbas trabalhistas, desde
que tenha participado da relação processual e não tenha exercido corretamente sua
obrigação de fiscalizar o contrato, conforme previsto no art. 67, da Lei 8.666/1993.
Essa é a resposta correta. Conforme itens IV e V da Súmula TST 331, há duas
condições para que órgãos da Administração Pública sejam responsabilizados
subsidiariamente por inadimplência trabalhista resultante de contratos de natureza
continuada: tenha sido incluída no polo passivo da relação processual trabalhista e
não tenha fiscalizado corretamente o referido contrato de modo a evitar a referida
inadimplência.
Questão 9
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Em determinado município, o transporte escolar de alunos residentes na área rural é


realizado por meio de uma empresa que disponibiliza ônibus para atender as rotas
estabelecidas pela secretaria de educação. Essa empresa é remunerada mensalmente
pelo total de quilômetros rodados pelos ônibus.
Você, como fiscal desse contrato, ao verificar o cumprimento das cláusulas contratuais,
observou que em certo mês, em mais da metade daquelas rotas, as quantidades de
quilômetros rodados superaram em 20% os quantitativos previstos inicialmente no
contrato.
Qual das providências a seguir contribui mais para o esclarecimento do ocorrido?

a. Aguardar mais um mês para ver se a situação se repete.


b. Solicitar a seu superior hierárquico que encaminhe ao secretário de educação ofício
descrevendo a situação.
c. Solicitar ao superior hierárquico que encaminhe ao secretário de controle interno ofício
descrevendo a situação.
A alternativa está errada. Esta providência está transferindo a responsabilidade pelo
esclarecimento do ocorrido para o secretário de controle interno.

d. Encaminhar expediente ao preposto da empresa contratada solicitando justificativas


para a situação.
e. Encaminhar expediente ao preposto da empresa contratada solicitando justificativas
para a situação e obter informações sobre o assunto junto à secretaria municipal de
educação.
Feedback

O fiscal do contrato deve conhecer detalhadamente o contrato e as cláusulas nele


estabelecidas. Também deverá acompanhar a execução dos serviços, neste caso,
verificando atentamente as distâncias percorridas pelos ônibus.
Na situação descrita no enunciado desta questão, a melhor providência é verificar tanto
junto à contratada quanto à secretaria de educação os motivos que levaram ao acréscimo
de 20% nas distâncias percorridas em mais da metade das rotas.
Gabarito: Encaminhar expediente ao preposto da empresa contratada solicitando
justificativas para a situação e obter informações sobre o assunto junto à secretaria
municipal de educação.
A alternativa está correta. Dentre as descritas, esta providência é a mais indicada,
pois possibilitará uma justificativa da contratada e o confronto com as informações
disponíveis na secretaria municipal de educação.
Questão 10
Incorreto
Atingiu 0,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

O fiscal de um contrato de fornecimento de alimentos para as escolas municipais observou


que a empresa contratada tem cometido as seguintes falhas: atraso na data da entrega,
quantitativos divergentes entre o que é entregue e o que consta das notas fiscais e entrega
de alimentos com prazos de validade vencidos. Essas ocorrências têm sido anotadas em
um arquivo eletrônico mantido no computador utilizado pelo fiscal da seguinte forma:
Atraso na entrega: em 15/02/X1, as mercadorias da nota fiscal nº 145 foram entregues
com de atraso.
Quantitativos divergentes: os itens da nota fiscal nº 145, entregue em 15/02/X1,
apresentaram as divergências a seguir - achocolatado (10 unidades na nota fiscal e 8
unidades entregues), óleo de soja (12 unidades na nota fiscal e 10 unidades entregues).
Prazos de validade vencidos: os seguintes itens da nota fiscal nº 145, entregue em
15/02/X1, apresentaram prazos de validade vencidos - macarrão e farinha de trigo.
Analisando a qualidade dos registros acima, escolha a alternativa correta.
a. Os registros sobre o atraso na entrega, os quantitativos divergentes e os prazos de
validade vencidos são adequados.
b. Os registros sobre o atraso na entrega e os prazos de validade vencidos são
adequados.
A alternativa está errada. Os registros sobre o atraso na entrega e sobre os prazos de
validade vencidos estão pouco detalhados. O registro sobre o atraso na entrega deveria
indicar a data de entrega prevista; e o registro dos prazos de validade vencidos deveria
indicar as datas de validade do macarrão e da farinha de trigo.

c. Os registros sobre o atraso na entrega e os quantitativos divergentes são adequados.


d. Os registros sobre os quantitativos divergentes e os prazos de validade vencidos são
adequados.
e. O registro sobre os quantitativos divergentes é adequado.
Feedback

Para serem adequados os registros deveriam indicar:


Atraso na entrega: a data em que as mercadorias foram entregues e a data prevista de
entrega.
Quantitativos divergentes: as mercadorias que apresentaram os quantitativos divergentes
e também quais as quantidades registradas na nota fiscal e quais foram realmente
entregues.
Prazos de validade vencidos: as mercadorias com data de validade vencida e quais suas
respectivas datas de validade.
Gabarito: O registro sobre os quantitativos divergentes é adequado.
A alternativa está correta. O registro indica quais as mercadorias que apresentaram
os quantitativos divergentes e também quais as quantidades registradas na nota
fiscal e quais foram realmente entregues.