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Direito Civil

2º Termo
Começo da personalidade
A personalidade inicia-se com o ser humano vivo.
É considerado vivo aquele que respira.

Nascituro
São os entes que se encontram em momento de formação no ventre da materno
Embora ainda não sobreviva fora do útero, já é passível de direitos.
Ex: Feto que perde o pai que não possui ainda dependentes pode pela mãe requerer
sobrestamento do inventario ate o nascimento do bebe.

Assento
1º - É o registro de nascimento de uma criança que deve ser feito quando nasce.
2º - Atestado de óbito.

Extinção da Personalidade
Morte Real – Quando é materializada, com atestado de óbito com apenas uma ressalva em
relação as catástrofes.
Morte Presumida – São ausentes ( 7*C.C. ) quando a lei autoriza a abertura do inventário.
Compreende pessoas que:
*Participam de guerra e após 2 anos do fim na guerra não retornam.
*Quem estava em perigo de vida.
Morte simultânea ou Comoriente
É quando acontece um acidente, morrendo 2 pessoas concomitantemente.

Morte Civil – Filho indigno que perde o direito de herança (é como se morto estivesse), porém,
para os demais atos da vida civil tal como casamento, compra e venda de bens ele tem sua
vida normal.
Ex: Susana Ritchstofen
( Legislação Militar ) – Oficial indigno que perde a patente, a família pode requerer pensão
como se morto ele fosse.

Individualização da Pessoa Natural


Nome: É o primeiro elemento eu individualiza a pessoa natural.
I – Prenome -> (nome) pode ser composto ou simples
Ex: Maria, Maria de Fátima
II – Sobrenome -> É o nome de família, que designa a origem da pessoa. Pode ser usado só o
do pai, ou só o da mãe, ou ainda conjuntamente.
III – Agnome -> Parte do nome para especificar quem é você, já que vai usar o mesmo nome.
Ex: Jr., Neto, Filho, Sobrinho.

Obs: Alcunha – Designação que identifica a pessoa.


Ex: Lula, Xuxa...
Pode-se entrar com pedido para acrescentar a alcunha ao nome:
Ex: Luiz Inácio Lula da Silva.
Pseudônimo – Nomes artísticos
Ex: Suzana Vieira.

Profª Maria Antonieta


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2º Termo
Aquisição do Nome
O nome pode ser adquirido por laços de sangue, por ato civil ou jurídico.
O ato jurídico pode ser casamento ou adoção
A proteção ao nome está firmada no art. 16 C.C.
A princípio o nome não pode ser alterado, porém, a lei admite alguns casos tais como:

 Erro gráfico de cartório


 Nacionalização de nome estrangeiro
 Aqueles que causam constrangimento
 Homônimos que causem problemas
 De vítima ou testemunha de crime, neste caso não constará na sentença.
 Inclusão de apelido conhecido ou notório
 Em caso de adoção, requerido pelo adotante
 Para o tribunal, o que efetivamente importa é como efetivamente a pessoa é
conhecida , e não o nome que está em registro civil.

Domicílio: É outra maneira de individualizar a pessoa natural. É o local onde a pessoa tem o
“animus” (desejo) de ser encontrado. Pode inclusive ser o local de trabalho.

Estado - O Estado é o modo particular que a pessoa natural se apresenta

 Estado Familiar – Como se apresenta no seio da família, filho, irmão, neto, etc...
 Estado Individual – Alto, loiro, gordo, capaz, incapaz.
 Estado Político – Estrangeiro, nacional, nacionalizado.

Direitos de Personalidade

Art 5º, X da Constituição Federal protege os direitos personalíssimos do cidadão.


No código Civil, a partir do artigo XI ao XXI encontramos que são invioláveis os direitos de
personalidade.
São direitos inerentes a pessoa física, o direito a vida, a liberdade, ao nome, ao próprio corpo.
O direito a personalidade, é um bem não patrimonial, não pode ser remunerado, e nem
disposto.

Questões para Revisão:

1. O que é lei?
São normas regulamentadoras imposta pelo Estado que quando não obedecida é sustível
de sanção e tem a finalidade de equilibrar as relações sociais
2. Quais as funções da LIC?
É uma norma superior sobre todas as normas, que tem a finalidade de regularizar as outras
normas no que tange a sua vigência no tempo e no espaço, determinando quando ela vai
vigorar e como.
3. Quais as características da lei?
Generalidade ou impessoalidade – É obrigatória para todos
Obrigatória – Sua desobediência é passível de sansão
Permanente – Ela não fica velha, não exauri após uma aplicação

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Autorizante – Permite aquele que se julgue prejudicado venha a juízo reclamar (quem se
achar lesado pode fazer uma reclamação, denúncia)
4. Quais são a hierarquia das leis?
Constituição
Lei complementar constitucional
Lei ordinária

5. O que é revogação? Como ela pode acontecer?


Revogação é quando uma lei torna-se inválida. Sua anulação pode vir expressa na lei mais
nova ou, quando não vier, vale-se da lei que for mais nova.
6. O que é repristinação?
A lei 2 revogou a 1, daí vem uma lei 3 revogando a 2 e dizendo que a 1 é que está correta
7. O que é doutrina?
São estudos sobre o direito
8. O que é súmula?
É a cristalização do julgar dos tribunais, de tanto se decidir determinado assunto acaba-se
por sumulá-lo
9. O que é vacatio legis?
É o período que toda lei que entra em vigor possui para adaptação da sociedade as suas
normas. Neste período ela esta em vigor mas ninguém pode ser punido por ela.
10. O que vem a ser costumes?

11. O que é Direito?


Normas de direito positivadas que regem a vida em sociedade
12. De o conceito de Direito Civil?
Disciplina jurídica que regula as relações.
13. De a idéia de Direito Natural. Qual sua diferença em relação ao Direito Positivado?
O Direito Positivado é imposto por uma norma jurídica, já o Natural não está na lei (existe
uma divida de jogo do bixo, não esta na lei mas é bom pagar)
14. Quando se começa a capacidade da pessoa a natural?

15. O que é incapacidade?


16. Quando cessa a incapacidade?
Por emancipação
Maioridade
Quando volta-se a ter saúde mental
17. Como pode ser a emancipação?
Casamento, conlusao de ensino superior, ter cargo publico, decisão judicial, emancipação.
18. O que é comoriência? Quais são as conseqüências com relação a herança?
Quando se morrem 2 ou mais pessoas ao mesmo tempo e tenta-se descobrir quem morreu
primeiro COM O FIM DE ERANÇA.
19. Como se extingue a personalidade?
Morte Natural
Morte Presumida
Por ausência

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2º Termo
20. Como podemos individualizar a pessoa natural?
Pelo nome, estado (casado ou solteiro) e pelo domicílio

Da Ausência
Ausente é o individuo que desaparece de seu domicilio sem deixar procurador para
administrar seus bens e sem manter contato.
O ausente é aquele que embora supostamente vivo, não há possibilidade de ser encontrado.
Está elencado no artigo 22 do C.C.
Nesse momento o juiz designara um procurador para gerir os bens do ausente.
A situação do ausente.
A situação de ausência passa por 3 fases.

1. A primeira é o ordenamento dos bens para caso o ausente retorne. Se não tiver
cônjuge, ascendente ou descendente o juiz determinara curador. O curador ira apenas
administrar os bens e durante um ano devera publicar em D. O ( diário oficial ) a cada 2
meses a ausência.

2. A segunda fase já 3 anos depois o juiz admitirá a abertura da sucessão provisória ( art.
26 C.C. )

3. Sucessão definitiva, depois de longo tempo de espera. Caso o ausente tenha 80 anos
ou mais, esse intenigma é de 5 anos. Se for mais novo – 10 anos.

A esposa não é considerada viúva para contrair núpcias, deverá propor ação de divórcio e
chamar o ausente para responde-la via edital.

Curadoria do Ausente
A curadoria se restringe aos bens, não produzindo efeitos de ordem pessoal.
É permitido para abrir sucessão:
 Após a comunicação em juízo da ausência este ira determinar a arrecadação dos
bens e os entregará ao administrador curador.

Cessa a curadoria:
 Pelo comparecimento do ausente
 Pela certeza da morte
 Pela sucessão provisória

Sucessão Provisória:
 Legitimados a requerer a sucessão provisória:
 Cônjuge não separado judicialmente
 Os herdeiros presumidos, legítimos, hereditários
 Os credores de obrigações vencidas e não pagas (art. 27 C.C)

A sentença que determina a sucessão só terá validade ou seja surtira efeitos após 180 dias
de publicada pela imprensa oficial.
Porem, ao ser transitado em julgado será feita a abertura de testamento se houver e ao
inventario ou partilha de bens (como de falecido – art. 28 C.C)

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Os bens serão entregues aos herdeiros em caráter provisório, condicional, desde que se
tenha a garantia de dissolução.
Os imóveis não poderão ser vendidos nem hipotecados, caso precise de alguma dessas
atitudes necessitará de autorização do juiz (31 C.C)
OS ascendentes e os descendentes e o cônjuge poderão entrar na posse sem garantia tendo
direitos aos frutos e rendimentos.
Se por acaso o ausente apareceu e ficar comprovado que a ausência foi voluntaria não terá
direito a dissolução dos frutos (art. 33 C.C.)
Se apareceu ou for comprovada sua existência as vantagens dos sucessos legítimos cesarao
ficando obrigados a devolver ao dono seus bens
Os outros tipos de sucessões deverão capitalizar a metade dos frutos e rendimentos.

Cessará a sucessão provisória


Se converterá em sucessão definitiva quando

 Houver a certeza da morte


 10 anos após a abertura da sucessão provisória sem o retorno do ausente
 5 anos após se o ausente tiver na época do desaparecimento 80 anos. (art. 37 e
38C.C)

Sucessão Definitiva
Poderão depois de 10 anos passados em julgados da sucessão provisória se requerer a
sucessão definitiva
Se o ausente tornar após os 10 anos, este só haverá os seus bens existentes no estado em
que se encontrarem, ou caso vendido, poderá receber o preço que os herdeiros e ou demais
interessados houverem recebido.

Pessoa Jurídica
Conceito: Pessoa Jurídica são entidades dotadas de personalidade, que a lei empresta a
capacidade de gozo de direitos e de adquirir obrigações.
A principal característica da pessoa jurídica é que atuam na vida jurídica com personalidade
diferente da dos indivíduos que a criaram (art. 50 C.C.) e as compõe.

Requisitos para a sua constituição


Vontade humana criadora: A vontade humana se cristaliza na constituição que se chama
“estatuto”, para as associações e “contrato social” para as sociedade.
Os atos constitutivos deverão ser levados a registro para que se inicie o surtir efeitos (C.C 45)
Antes do registro é denominada como sociedade de fato ou despersonificada, respondendo
por ele seus proprietários.

Classificação das Pessoas Jurídicas

 Quanto a nacionalidade: nacional, estrangeira


 Quanto a estrutura interna: Corporação (conjunto de pessoas) e fundação (conjunto
de bens)

As corporações visam a realização de fins externos estabelecidos pelos sócios, o seu


patrimônio é somente para se atingir esse fim. Visa lucro

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As fundações tem objetivos externos sem visar lucro, e seu patrimônio é essencial para seu
funcionamento.

 Quanto a orbita de atuação:


Direito publico externo: ONU, OIT, etc.
Direito Publico interno: União, Estados, Municípios, Autarquia.
Direito Publico privado: Sociedade, associações, partidos políticos, fundações.
O Patrimônio dos sócios é distinto ao da sociedade.

Fundação
Art. C.C. 62 ao 69
Conceito – É a organização que gira em torno do patrimônio.
Esse patrimônio tem fim especifico, não visa lucro.
Tem finalidade religiosa, cultural, de saúde.

Formas de criação -> Sempre a partir de um patrimônio que pode ser adquirido por
testamento, escritura pública, dotação de bens livres.
Tem que especificar claramente a que fim se destina, e se quiser como será administrada.

Registro: Cartório de papéis e documentos.

Constituição:
1 – De fundação
2 - De dotação

1- Ato de fundação: Pode ser criado por seres vivos (escritura pública) e ou após morte
(testamento).
2 – Ato de dotação: -> Compreende a reserva livre do instituidor, a indicação da finalidade a
que se destina e a maneira que será administrado é obrigatória. É ato irrevogável.

Essas formações podem ser DIRETAS, isto é, quando o próprio instituidor pessoalmente a
organiza ou FIDUCIÁRIA, quando o instituidor passa a outrem a responsabilidade da
organização da obra.

Bens Insuficientes – Se os bens forem insuficientes para constituir uma fundação, estes
deverão ser incorporados a outra que sejam pelo menos semelhantes (art. 63 C.C.)
As fundações são fiscalizadas pelo ministério público
Seus bens são inalienáveis, e para uma venda, é necessário autorização judicial com
anuência do M.P. (Ministério Público)
É permitida a venda do bem, quando se prova a necessidade e o resultado devera ser
aplicado na própria fundação.

Aprovação do Estatuto: É o ministério público que aprova o estatuto, verificando se o


objetivo é lícito ( 65, 66, 69 C.C. ). Se foi observado o que o instituidor determinou, e se os

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bens são suficientes.
O ministério Público tem 15 dias para análise e correção do estatuto.
Se o instituidor não aceita as determinações do Ministério Público, poderá propor ação
judicial.

Registro: O registro é feito em Registro Civil de Pessoas Jurídicas


Somente a partir do registro passará a existir.

Extinção da Fundação
Se for a fundação criada com prazo determinado, ao se findar o prazo se extinguirá, se
verificado que está impossibilitado de se manter, se é inútil, ou provada a ilicitude dos atos,
o MP ou qualquer interessado proverá a extinção, o patrimônio se juntará ao patrimônio de
outra fundação que se proponha aos mesmos fins semelhantes.

Sociedade
Sociedade é um grupo de pessoas que se organizam visando fim econômico, e lucro.
Para a constituição é necessário o intuito “affectio societay”
O contrato social é o instrumento que faz nascer a sociedade. A partir do seu registro.
As sociedade podem ser empresariais ( mercantis ) e simples.
As sociedade empresariais são aqueles que se organizam para a produção ou circulação de
bens e produtos.
Essas empresas praticam atos mercantis.
São registradas na junta comercial (Registro Publico de Pessoas Mercantis)
As sociedades simples embora visem lucro não fazem circular bens, ou produtos, não
empreendem atividades mercantis.
São as sociedades dos profissionais liberais. Ex:Médicos, arquitetos, advogados.
O contrato social é registrado no Cartório Civil de Pessoas Jurídicas, com exceção da
sociedade de advogados que necessita do registro na OAB.

Responsabilidade Civil
A pessoa Jurídica responde com seus bens pela insolência, valendo inclusive para as
empresas públicas e autarquias.
A pessoa jurídica responde material e moralmente por danos causados a outrem, por si só,
ou por seus prepostos.
A responsabilidade pode ser contratual.
A contratual (389 C.C.) são aquelas decorrentes da inobservância do contrato.
No extracontratual, respondem civilmente inclusive pela atitude dos prepostos.
As responsabilidades evoluíram com o avanço social, passando por algumas fases,
principalmente as publicas, tais como.

Irresponsabilidade do Estado
Civilista – A vitima tem que provar a culpa do Estado
Publicista – A partir da C.F de 1946, passou a ser responsabilidade objetiva, no risco
administrativo, porem, ainda não responde por qualquer coisa. Nesse caso admite-se a
inversão do ônus da prova.

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Domicílio da Pessoa Jurídica
Do Direito Público:
UNIÃO D.F
Estado  Na capital do Estado
Município  Sede administrativa do município

Pessoa Jurídica de Direito Privado (Art. 75 IV C.C.)


Local de sua sede constante no contrato social ou onde a pessoa pode ser encontrada por
seus credores.
Local onde a empresa desenvolve atividade habituais.
Onde se localiza sua direção.

Diversos Estabelecimentos: Cada um deles é considerado domicilio para os atos por ele
praticados

Sede em país estrangeiro: Seu domicilio legal será a sede localizada no Brasil, apenas no que
se refere as atitudes e fatos ocorridos em relação a essa sede (75 C.C. *2º).

A despersonificação da pessoa jurídica muitas vezes atinge bens que possuem proteção
como é o caso do bem de família.
Em cituação de relação de trabalho para uma certa sociedade, por comportamento de seus
direitos poderá ter o bem atingido

FIM DA PESSOA JURÍDICA


A pessoa jurídica de direito publico se extingue pelo mesmo motivo a que foi criada. Ex:
Extinção de autarquias.
A extinção da pessoa jurídica de direito privado se extingue por ato de dissolução, podendo ser
convencional, legal, judicial, administrativo e ou por decurso do prazo.

1-Decurso do Prazo A empresa foi constituída por prazo determinado, visando algum
evento. Ao terminar o prazo se extingue a empresa.

2-ConvencionalOS sócios por mera liberdade resolvem por fim a empresa.

3-JudicialNesse caso é por sentença judicial, quando um sócio propõe ação contra os outros.

4-AdministrativaQuando a autorização para o funcionamento exigida por certas sociedades


é revogada. Ex: Liquidação de um banco

5-NaturalMorte de um sócio quando no contrato social não esta especificado herdeiros.

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Prova até aqui

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BEM
Bem são coisas matérias, concretas, úteis ao homem e que possuem valor econômico.
Há bens imateriais. E em decorrência disso os romanos dividiam os bens corpóreos e
incorpóreos.
Os bens corpóreos são aqueles que tem existência física, podem ser pegos.
Os incorpóreos são aqueles que tem sua existência abstrata, porém, possuem valor
econômico, tais como os direitos autorais, a sucessão e o crédito.
Os bens corpóreos podem ser objetos de compra e venda e os incorpóreos apenas de
cessão
Porém, ainda assim, ambos fazem parte do patrimônio da pessoa.
Os bens considerados por si mesmo podem ser moveis e imóveis.
A importância desta classificação se da principalmente em relação a tradição.
Os bens moveis são adquiridos por tradição simples e os imóveis dependem de escritura
pública e registro em cartórios de Registro de Imóveis.
Os móveis necessitam de outorga uxória
O usucapião no bem móvel tem prazo menor do que do bem imóvel

Art. 80 C.C.  É em rigor o próprio solo, e tudo o que lhe impropera.


Os imóveis podem ser divididos em:
1. Imóveis por natureza – A rigor é o solo, a superfície, o subsolo e a atmosfera.
2. Imóveis por acessão natural – as arvores, frutos que venha a existir sem a
interferência do homem, assim como todos os acessórios e adjacências naturais
(ex: aumento do terreno)
3. Imóveis por acessão artificial – São valorizações que ocorrem em determinados
bens, com interferência do homem. São as construções, plantações. São os
incorporações permanentes ao solo que não se pode retirar sem danificar, ou
destruir.
Não perdem a característica os bens imóveis:
a – As coisas pré fabricadas
b - Partes de um imóvel que será reaplicados no próprio bem. Art. 84 C.C.
4. Imóveis por determinação legal – São os direitos reais sobre imóveis, o direito a
sucessão aberta.
Para se renunciar a uma herança é necessário que essa renúncia seja revestida
de formalismo com registro feito por escritura pública.
Acessão significa a justaposição ou aderência de uma coisa a outra.

Bens Móveis
São aqueles que movimentam ou que quando mudado de lugar não perde as suas
características.
Esse movimento pode ser por força alheia ou movimento próprio.

Os bens moveis por natureza se dividem em semoventes (animais que se movimentam por
força própria) e os propriamente ditos – admitem remoção por força alheia sem dano – são os
objetos inanimados.
Também podem ser determinados como moveis por determinação legal (art. 83 C.C.)

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2º Termo
Esses são bens imateriais que adquirem essa qualidade jurídica por lei. Podem ser créditos tais
como Direitos autorais, fundo de comércio, ações em sociedades empresariais, créditos em
geral.

Res Nullius – São coisas que não possuem dono, tais como peixe, caça. A partir do momento
que o titular de direito toma para si, passa a fazer parte de seu patrimônio.

Res Derelicta – São bens que apesar de terem sido de algum detentor de direito, é por ele
descartada, quando outro sujeito de direito toma para si fazendo parte de seu patrimônio.

Quanto a Possibilidade de Substituição (art. 85C.C.)


1 – Bem Fungíveis: Os bens fungíveis são aqueles bens moveis que podem ser
substituído por outro da mesma qualidade, quantidade e espécie, Ex: Cadeiras comum,
dinheiro, mesa.
A fungibilidade é característica do bem móvel, podendo em alguns negócios atingir os
bens imóveis.
Ex: Sócios de um loteamento que em razão do final da sociedade, dividem os lotes entre
si.
A fungibilidade ou infungibilidade insultam da natureza do bem e da vontade das partes,
por exemplo temos que a moeda é fungível, porem, poderá não ser para um colecionador.
Ex: Cesto de frutos para decoração de uma festa montado por um artista plástico –
Infungível.

2 - Bens Infungíveis – São aqueles bens que tem características encaradas de modo
individual com características próprias. Ex: Quando Pintado por artistas famosos.
A importância da classificação dos bens, se da na pratica para distinguir situações por
exemplo de mútuo e comodato.

O mutuo só recai sobre bens fungíveis.


Mútuo – É o contrato pelo qual alguém se obriga a pagar a outrem com bem do mesmo
gênero, qualidade e quantidade, bem que lhe foi passado a propriedade (bem móvel)

Comodato – Contrato a titulo gratuito, em razão da qual uma das partes cede por
empréstimo a outra parte uma determinada coisa para que use por tempo determinado, e em
condições pré estabelecidas.

As obrigações podem ser fungíveis ou infungíveis.


No direito processual existe em certos casos a fungibilidade dos recursos – O juiz aceita
por um recurso, outro recurso que não aquele.
Nas prestações de fazer – Se qualquer pessoa pode fazer, ela é fungível; Ex: trabalho de
um pedreiro. Se apenas um pode fazer, infungível; Ex: Ter a porta entalhada por um super
artista num sei da onde.
Quanto ao critério da consuntibilidade (art. 86 C.C.)
1- Consumível – Bens moveis cujo o uso insulta em destruição imediata da própria
substancia (alimento)

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2º Termo
Os bens destinados a alienação são considerados consumíveis.

2 – Os bens inconsumíveis – São bens que permitem reiteradas utilizações pelo


homem sem a imediata destruição de sua substancia. Ex: Caneta, roupa, geladeira.
Os bens consumíveis podem se tornar inconsumíveis pela vontade das partes.
Tem direitos que se aplicam a bens em regra inconsumíveis, Ex: usufruto.
Podem em alguns casos quando aplicado em bens consumíveis denomina-se
usufruto impróprio; sendo o usufrutuário obrigado a restituir quando acabar o
usufruto ou devolver na mesma quantidade e qualidade a pagar em $.

Divisibilidade e Indivisibilidade dos Bens

Art. 87 C.C.
Divisíveis: São bens que podem ser divididos, sem perder suas características formando,
formando assim cada parte um todo

Indivisíveis: São bens que não podem ser divididos sem que com essa divisão não perca as
características, e não forma as partes um todo
Ex: Divisão de uma maquina foto gráfica.

O conceito de divisibilidade no Direito Civil, ultrapassa os limites dos bens corpóreos, atingindo
os bens incorpóreos e as obrigações.
Também temos que os bens divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação legal, ou
por vontade das partes (art. 88 C.C.)

Bens Indivisíveis
1 – Por Natureza: Aqueles bens que naturalmente perdera suas características se dividido:
Animal, quadro, relógio, etc...)

2 – Por determinação Legal: A lei expressamente proíbe a divisão da herança antes da partilha,
de servidão prediais (art. 1.386), Lei de loteamento do solo, quando estipula a metragem
minima do lote assim como sua testada.

3 – Por vontade das Partes: Os acordos permitem deixar as coisas indivisíveis por um
determinado período, sendo que o prazo não será superior a 5 anos, prorrogáveis. Isso em
relação as coisas comuns. (art. 1.320 §1º)

Bens Singulares e Coletivos


art. 89 do C.C.

Singulares: São aqueles bens que embora reunidos, se consideram únicos. São singulares
quando analisados em sua individualidade.
Ex: árvore, livro, boi.

Coletivos: São bens também denominados universais. Podem ser de universalidade de fato e
de direito. Art. 90 C.C.

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2º Termo
A universalidade de fato, é quando a pluralidade de bens de uma mesma pessoa, com a
mesma destinação. Ex: Floresta, rebanho, etc...

A universalidade de direito – art. 91 CC – É quando o conjunto de relações jurídica de uma


pessoa com valor econômico. Ex: Herança, patrimônio, fundo de comercio.

Quanto a possibilidade de alienação


1 – Alienáveis: São bens dentro do comercio, podem se vendidos, doados, trocados, tem
portando propriedade de transferência.

2 – Inalienáveis – Aqueles bens que estão fora do comércio, não podem ser transferidos a
terceiros.

Bens Principais – Bens Acessorios (Art. 92 C.C.)


Conceito
Bens principais são aqueles que tem sua existência por si só. É um bem autônomo, não
dependendo de um outro bem.
Bens acessórios – é aquele que existe em decorrência do bem principal, tomando muitas vezes
suas características.
Ex: Solo – Bem imóvel.
Arvore - Acessorio do solo – bem imóvel.

A acessariedade, pode existir nos bens concretos, nas obrigações e entre os direitos pessoais.
O principal critério, e a finalidade de se qualificar o bem, se acessório ou principal, é o fator
economico.
O bem acessório gravita em torno do bem principal.
Em poucas situações, o bem acessório ganha valor superior ao do principal, como na hipoteca
por exemplo. A hipoteca é bem acessório, porem, devido a importância social do direito real
de garantia, ela ultrapassa o valor do principal.
Em decorrência do bem acessório seguir o bem principal temos que:

1 – Principio da gravitação – um bem atrai a outra para sua orbita, recebendo e comungando o
mesmo regime jurídico.
2 – O acessório acompanha o principal em seu destino, ou seja, se a obrigação se extingue,
acaba o acessório.
3 – O proprietário da principal é proprietário do acessório.

Nas acessões por exemplo, predomina o principio de que tudo que incorpora a um bem, fica
pertencendo a seu proprietário, podendo de fato ocorrer para formação de ilhas, aluvião,
plantações e construções.
Ex: Os frutos e mais produtos da coisa pertencem ainda quando separados de seu proprietário.

Classes Dos bens acessórios:


art 95 do C.C.

Produtos e Frutos
Produtos – São as utilidade advindas do bem que retirado dele, faz com que va perdendo o seu

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Direito Civil
2º Termo
valor, em decorrência da diminuição do bem.
Ex: Exploração de mina de ouro.

Frutos – São as utilidades advindas do bem principal, que não implica na desvalorização deste.
São utilidades que se renovam. Ex: Animais, frutos.

Podem ser caracterizados por 3 elementos:

A – periodicidade
B – Inalterabilidade da Substancia
c – Separabilidade Desta
Os frutos, quanto a origem, se dividem em:

1 – Naturais: aqueles que se desenvolvem pela própria natureza, se renovam periodicamente.


Ex: árvores e frutos.
2 – Industriais: aqueles que se desenvolvem pela atuação e força humana – Ex: produção de
uma fabrica, industria.
3 – Civis: Aqueles que surgem pelo uso de um terceiro em seu bem, sem ser dele proprietário -
Ex: juros e alugueis.

Quanto ao Estado dos frutos


Pendentes: unidos a coisa
Colhidos ou percebido – São os frutos depois de separados
Estantes: Separados e guardados para possível venda.

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Prescrição: artigo 189 e 55 do CC


A classificação geral da prescrição esta no artigo 205 do CC
A classificação especifica está alencada no 206 do CC

O decurso de tempo tem grande influencia na aquisição e extinção de direito.


Distingue-se 2 tipos de prescrição.

1- A extintiva
2- A aquisitiva (a usucapião)

A extintiva é aquela que extingue efetivamente o direito.


O instituto da prescrição é necessário para que haja equilíbrio e tranqüilidade na ordem
jurídica, pela consolidação de todos os direitos.
A prescrição é indispensável a estabilidade e a consolidação de todos os direitos pois sem ela
nada seria permanente, o proprietário jamais estaria seguro de seus direitos e o devedor livre
das dívidas.

Fundamentos da prescrição

1- Interesse publico – é o que inspira a prescrição


2- Estabilidade de direito – é a finalidade da prescrição
3- Castigo a negligencia – ninguém poderá permanecer inerte

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2º Termo
Conceito – Clóvis Berilacqua – É a perda da ação, atribuída a um direito e de todo sua
capacidade defensiva em conseqüência do não-uso dela, durante determinado espaço de
tempo.

1- Qual a diferença entre bens principais e acessórios.


2- Pode existir nos direitos pessoais acessoriedade?
3- O proprietário do bem principal é proprietário do bem acessório? De um exemplo.
4- O que é fruto?
5- Como se divide os frutos quanto a sua origem
6- O que é pertenças?
7- As bem-feitorias voluptuárias feitas pelo inquilino deverá ser paga pelo proprietário do
bem?
8- O Que é bem dominical ?
9- Quando o bem dominical pode ser alienado?
10- O que são imóveis (bens imóveis) segundo o artigo 80 do CC?
11- Fale sobre os bens moveis por determinação legal.
12- O que é fungibilidade?
13- O que é comodato
14- A prestação de fazer é fungível ou infungível? Porque?
15- O que é bem inconsumível ?
16- De o conceito de bens indivisíveis por natureza.
17- Qual a principal diferença entre universalidade de fato e de direito.

Suspensão
Conta o passado + futuro
Suspenso

Interrupção
A partir do momento que foi interrompido começa uma nova contagem

A Prescrição se inicia no momento em que o direito é violado ( 189 CC)


Para se caracterizar a prescrição é necessário 3 requisitos:

1 – Violação do direito – nesse momento nasce a pretensão


2 – Inércia do Titular – não reclama seus direitos violados
3 – Decurso de prazo fixado em lei – art. 205/206 C.C.

Fora os prazos determinados em lei, no geral os direitos prescrevem em 10 anos


Existem direitos imprescritíveis (que é a exceção á reprova)

1 – Direito personalíssimo – nome, vida, liberdade, imagem, moral, etc...


2 – Direito ao estado – ações de divorcio, de investigação de paternidade, etc...
3 – Ações de direito potestativo, é o direito subjetivo que não cabe defesa, e independe do
dono do direito (ex: empregador que dispensa o trabalhor, etc...). Nessas ações não tem
propriamente o direito violado, como por exemplo meação do muro, extinção de condomínio,

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etc.
4 – Direito referente a bens públicos
5 – Direito de propriedades - o dono sempre será dono
6 – O direito de reaver os bens deixados para a guarda de outrem, para depósito, penhor...
Quem está na posse não pode propor ação de usucapião.
7 – Para anular nome empresarial Feito com violação da lei ou de contrato.

A prescrição fulmina os direitos patrimoniais, e normalmente se estende aos efeitos dos


direitos imprescritíveis. Os direitos imprescritos não se extinguem mas as vantagens oriundas
dele sim ( Sumula 149 STF)
Alem da prescrição outros intuitos também sofrem a ação do tempo.

São eles:
1 – Preclusão: A preclusão acontece dentro do próprio processo. É portando um tempo
processual. É a perda da capacidade processual, por não tê-la exercido dentro do prazo hábil.
Ela impede que se renove as questões já decididas dentro de uma mesma ação.
Ela impede que se renove as questões já decididas dentro de uma mesma ação.
É portanto a perda do direito de praticar ato processual pela inércia.

2- Perempção – É também de caráter processual. É a perda contumaz do direito de ação – Ex


Propõe a ação por 3 vezes e não comparece.

3 – Decadência – Atinge o direito de forma oblíqua, já que extingue a ação.


O que parece é o direito. A decorrência pode resultar da lei ou de contrato; ou ate de
testamento.
A decadência é a perda do direito material. Normalmente, em razão do decurso de prazo
insuscetível de suspensão ou interrupção. É portanto a perda do próprio direito.

Renuncia da Prescrição
art 191 do CC – Fala da prescrição previa, que não é admitida, assim como não se admite a
prescrição em curso.
Se isso pudesse acontecer, tornaríamos a ação imprescritível.
Requisitos para a validade da renúncia:
1- Prescrição já consumada
2- Que não prejudique terceiros
A renuncia é a desistência do direito de argüir a prescrição por via expressa ou tácita.

Expressa – É uma manifestação taxativa, inequívoca, escrita ou verbal do devedor que não
pretende utilizá-la

Tácita – (art 191 ) Fatos do interecessado incompatíveis com a prescrição. Ex: consumada a
prescrição se o devedor quiser propor o pagamento da divida. Se isso acontecer, É entendido
como renuncia.
Os prazos da prescrição são taxativos ( art. 192 do CC ) não podem ser ampliados nem
reduzidos.

Quando alegar: (art. 193 do CC ) – Pode ser argüida em qualquer fase do processo de

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conhecimento, ainda que tenha sido invocada em contestação.
Considera-se que se o réu não alegar no momento primeiro, é porque confiou em outros
meios de defesa mas isso não trouxe o efeito da prescrição que pode ser alegada em razões
finais.

Na fase de liquidação de sentença é inadmissível se falar em prescrição, já que tem que ser
alegada na fase de conhecimento.

O juiz não pode conhecer de oficio, se não for invocada pelas partes ( art 194 CC ) salvo se em
beneficio de incapaz.

Ler artigo 196 do CC - O herdeiro do de cujos disporá apenas do tempo faltante para exercer a
pretensão quando o prazo se iniciou com o autor da herança

Ato - Fato – Negocio Jurídico

O Direito nasce, desenvolve e extingue


Essas fases denominam-se fatos jurídicos
Conceito (Albim) – Fato jurídico é todo acontecimento que tem relevância para o direito, ainda
que seja fato ilícito.
O fato jurídico podem ser no sentido amplo, sendo eles naturais ( terremoto, morte, furacão) e
fatos humanos – que são os atos jurídicos em sentido amplo.

Os atos jurídicos, são as ações humanas que criam, alteram e modificam direitos.

Quando são atos constantes na lei, chamamos de lícitos, quando acontecem ao arrepio da lei,
são denominados de ilícitos. (art. 927 CC)

Os atos lícitos dividem-se em

1 - Em sentido estrito: É ato revestido de intenção, mas que não exige manifestação expressa
de vontade.

Por exemplo, pegar para si uma “res nullius”. Vai pescar e consegue um peixe. Nesse tipo de
ato, qualquer pessoa pode praticar sem que aconteça os efeitos da anulabilidade

As vezes os efeitos do ato não é buscado pelo agente, decorre, apenas uma atitude, porém,
tem a garantia da lei nesses resultados.

2 - Ato – Fato Jurídico: O ato fato é a conseqüência de um ato. O resultado é que tem
relevância para o direito. É o fato que acontece sem a relevância da intenção ou da
manifestação da vontade.

O efeito também não foi buscado pelo agente.


Ex: Encontrar um bilhete premiado da loteria

3 – Negocio Jurídico: É o ato jurídico que se exige a manifestação expressa da vontade.


É uma vontade qualificada, visando alcançar determinado fim.
Existe uma composição de interesses e regras, normalmente bilaterais de conduta do agente.

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A manifestação da vontade tem finalidade negocial, ou seja, ela cria, modifica e extingue
direitos.

Alguns negócios jurídicos são unilaterais, tais como: renúncia de herança , testamento, criação
de uma fundação.

Negócio Jurídico
Como já determinado, se origina de um ato de vontade, e implica a declaração expressa da
vontade. Surge normalmente das relações entre dois sujeitos ou mais, tendo em vista um
objetivo protegido em lei.

Finalidade Negocial – A manifestação da vontade tem finalidade negocial que abrange a


aquisição, a aquisição, a modificação, e extinção de direitos.

Aquisição de Direitos – Ocorre a aquisição com a sua incorporação ao patrimônio e a


personalidade do titular. Pode ser originaria ou derivada.

a) Originaria – Independe de qualquer interferência do titular anterior.


b) Derivada – Decorre da transferência realizada por outra pessoa.

A aquisição de direito podem ser:

Gratuita: quando somente o adquirente tem vantangens- Ex sucessão hereditária


Onerosa – qunado se exige uma contraprestação das partes. Ex; contrato de compra e venda.

Classificação dos negócios Juridicos

Os negócios jurídicos podem ser agrupados e analisados por classes:


Numero de declarantes
Vantagens para as partes
Momento da produção de efeitos
Modo de existência
Formalidades

Os negócios jurídicos podem:

1 – Unilateral, bilateral, plurilateral


a) Unilateral – São aqueles que se aperfeiçoam por vontade única. Ex: Testamento, doação,
criação de uma instituição.

b) Bilateral – São aqueles que possuem duas expressões de vontade, sobre o mesmo objeto,
ou seja, PE necessário o acordo de vontades. Ex: Contrato de compra e venda.

c) Plurilateral - Aqueles que se formam por mais do que dias expressões de vontade. Ex:
Sociedade com mais que dois sócios.

2 – Gratuito, Oneroso, Neutro e Bifronte

a) Gratuito – Somente uma parte adquire bens sem pagar nada por isso
b) Oneroso – Um paga e o outro recebe (Contrato de compra e venda)

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c) Neutro – Normalmente são clausulas dentro do contrato - Por ex: Cláusulas de
inalienabilidade do bem.
d) Bifronte – Podem ser onerosos ou gratuitos, dependendo da vontade das partes, porem,
alguns contrato não podem ser alterados pois alterarão o tipo de negocio – gratuitos
estabelecidos em lei

3 – Inter Vivos, Mortis Causa

a) Inter vivos – produz efeito no instante em que é feito


b) Mortis causa – Produz efeito apenas depois da morte.

4 – Principais e Acessórios

a) Principais: São aqueles que não necessitam de outro contrato. Tem sua existência por si só.
Ex: Locação
b) Acessórios – São aqueles que dependem do principal. Sequem o principal. Ex: Fiança

5 – Solenes e Não Solenes

a) Solenes – São aqueles que obedecem a forma prescrita em lei, para surtir efeitos.
b) Não Solenes - São aqueles que a lei não prevê formas para valida-lo.

Podem acontecer livremente, inclusive de forma verbal

6 – Simples, Complexo, Coligadas

a) Simples - Formando por apenas 1 ato


b) Complexo – Depende da fusão de vários atos – Ex: Compra e venda a prazo
c) Coligadas – É formado por vários contratos – Postos de gasolina

Elementos do negocio jurídico

Os requisitos da existência do negocio jurídico são seus elementos estruturados sendo:

1- Declaração de vontade – esse pé o pressuposto básico e imprescindível. Pode ser expresso


ou tácito. A vontade uma vez manifestada, obriga o contratante ->pacta sunt sevanda – isto é
faz lei entre as partes.

2- Finalidade Negocial – Vontade de criar, de conservar, modificar ou extinguir direitos.


Finalidade de produzir efeitos

3- Idoneidade do objetivo – é a observação se é o bem correto

Ex: mútuo – coisa fungível


comodato – coisa infungível
Hipoteca – coisa bens imóveis

Requisitos de validade

1- Capacidade do Agente – É a aptidão de interagir nos negócios

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2 – Objeto ilícito – é aquele objeto que não atenta contra a lei

3 – Objetivo passível – se é impossível, é nulo

4- objetivo determinado ou indeterminável – venda de coisa incerta, indicando o gênero e a


qualidade

Vícios do negocio jurídico


Os vícios podem ser de consentimento e vícios sociais.
a) vícios de consentimento são aqueles que provocam uma manifestação de vontade que não
corresponde com o intimo e verdadeiro desejo do agente.
Eles podem ser: o erro, o dolo, a coação ou violência, lesão e o estado de perigo
Erro: Falsa representação da validade, a pessoa engana-se sozinha, pode ser por ignorância
que é o completo desconhecimento da realidade.
Dolo: É o artifício usado para induzir alguém a pratica de um ato que o prejudica e aproveita
o autor do dolo ou terceiro
Coação: Representa toda ameaça ou pressão física ou moral que obrigue ou induza a vitima
a efetivar negocio jurídico
Lesão: É o prejuízo que uma das partes sofre na conclusão de um negocio oriunda da
desproporção entre as prestações dos contratantes.
Estado de Perigo: Há estado de perigo quando alguém pela necessidade de salvar-se ou
salvar pessoa de sua família de grave dano conhecido pela outra parte assume obrigação
excessivamente onerosa

b)Vícios sociais
Fraude contra credores: todo ato suscetível de diminuir ou onerar seu patrimônio,
reduzindo ou eliminando a garantia que este representa para o pagamento de dividas. Pratica
do devedor insolvente.
Simulação: Traz uma inverdade, é caracterizada pelo intencional desacordo entre a
vontade interna e a declarada. É a declaração enganosa da vontade visando produzir efeitos
diverso naquele indicado.

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