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Questões – Tribunais de Justiça

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Sumário
LÍNGUA PORTUGUESA ................................................................................................................ 4

DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................... 53

DIREITO PROCESSUAL CIVIL ...................................................................................................... 64

DIREITO CONSTITUCIONAL ....................................................................................................... 75

DIREITO ADMINISTRATIVO ....................................................................................................... 90

NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .................................................................................. 108

ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA - LEI Nº 13.146 DE 2015 .......................................... 110

REDAÇÃO ............................................................................................................................... 111

FGV/TJ-RO/2015- Cargo: Técnico Judiciário ........................................................................................................... 111


FGV/TJ-BA/2015- Cargo: Técnico Judiciário ........................................................................................................... 112
FGV/TJ-GO/2014- Cargo: Analista Judiciário .......................................................................................................... 113

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Língua Portuguesa

Texto 1 - Garoto das Meias Vermelhas (Carlos Heitor Cony)

Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito.

Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa.

Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas. Um dia, o cercaram e lhe
perguntaram porque ele só usava meias vermelhas.

Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em
mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das
meias vermelhas.

Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse,
bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela."

"Ora", disseram os garotos, "mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?"

O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou:

"É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas.
Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela."

Carlos Heitor Cony, Crônicas (adaptado)

1- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

“Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito”.

Esse primeiro parágrafo do texto 1 é formado por duas orações.

A respeito da estrutura desse parágrafo, a afirmativa correta é:

(A) a segunda oração é consequência da primeira;

(B) a primeira oração é condição da segunda;

(C) as duas orações são independentes semanticamente;

(D) a segunda oração é explicação da primeira;

(E) as duas orações são interdependentes.

2- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

Apesar de narrativo, o texto 1 tem seu primeiro parágrafo no formato descritivo.

Nessa descrição, o autor procura:

(A) dar marcas físicas e psicológicas do personagem;

(B) mostrar aspectos psicológicos do menino;

(C) situar a narrativa num momento temporal passado;

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(D) caracterizar o espaço físico onde vão ocorrer os fatos;

(E) indicar traços da personalidade do menino que irão alterar-se.

3- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

“Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa”.

A forma de reescrever esse segmento do texto 1 que altera o seu significado original é:

(A) Na hora do recreio, como se estivesse procurando alguma coisa, ficava afastado dos colegas;

(B) Ficava afastado dos colegas na hora do recreio, como se estivesse procurando alguma coisa;

(C) Ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa, na hora do recreio;

(D) Como se estivesse procurando alguma coisa, ficava afastado dos colegas na hora do recreio;

(E) Como se estivesse procurando alguma coisa na hora do recreio, ficava afastado dos colegas.

4- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

“Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas”.

A causa da zombaria se explica pelo fato de:

(A) as meias vermelhas não fazerem parte do uniforme escolar;

(B) a cor vermelha ser predominantemente usada pelas meninas;

(C) a cor vermelha das meias não ser de uso comum;

(D) o vermelho ser uma cor que expressa urgência e desespero;

(E) a cor vermelha ser de uso exclusivo de militares.

5- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

“Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava meias vermelhas”.

Nesse segmento do texto 1 há um erro gramatical, que é:

(A) empregar-se “o cercaram” em lugar de “lhe cercaram”;

(B) haver vírgula após a expressão “Um dia”;

(C) usar-se “lhe perguntaram” em lugar de “o perguntaram”;

(D) grafar-se “porque” em vez de “por que”;

(E) escrever-se “só usava” em lugar de “usava só”.

6- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

A explicação dada pelo menino para o uso de meias vermelhas traz uma marca de emprego coloquial da língua em:

(A) “No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo”;

(B) “Colocou em mim essas meias vermelhas”;

(C) “Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas”;

(D) “Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas”;

(E) “Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas,
saberia que o filho era dela."

7- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

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“Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas”.

Esse segmento do texto 1 está em discurso indireto; a frase correspondente em discurso direto é:

(A) todo mundo vai rir de mim, por causa das meias vermelhas;

(B) todo mundo riu de mim, por causa das meias vermelhas;

(C) todo mundo rirá de mim, por causa das meias vermelhas;

(D) todo mundo irá rir de mim, por causa das meias vermelhas;

(E) todo mundo ria de mim, por causa das meias vermelhas.

8- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

Há uma série de ligações lógicas entre várias passagens do texto 1; o valor semântico correto de uma dessas
ligações é:

(A) “Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas” / consequência;

(B) “Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas” / causa;

(C) “Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa” / conformidade;

(D) “Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela." /

companhia;

(E) “Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela." /
lugar.

9- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

Ele falou, com simplicidade: "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Colocou em
mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das
meias vermelhas.

Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse,
bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela."

Sobre os sinais de pontuação e sinais gráficos empregados nesse segmento do texto, é correto afirmar que:

(A) as aspas são empregadas para destacar um segmento importante da narrativa;

(B) o emprego de vírgula após “Ele falou” é obrigatório;

(C) o emprego de dois pontos após “colocar as meias vermelhas” seria também adequado;

(D) o emprego de ponto entre “Eu reclamei” e “Comecei a chorar” é incorreto, já que se deveria empregar a
conjunção “e”;

(E) o emprego de uma vírgula antes de “quando visse um menino de meias vermelhas” é optativo.

10- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

Sobre a estrutura narrativa do texto 1, é correto afirmar que:

(A) o narrador é personagem da narrativa;

(B) a narrativa é realizada em primeira pessoa;

(C) o tempo da história narrada é identificado;

(D) o espaço da história narrada é claramente definido;

(E) o protagonista da narrativa dá título ao texto.

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11- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

A frase abaixo, do mesmo autor do texto 1, que NÃO estabelece ligação temática com o significado do texto é:

(A) “Lesadas em sua afetividade, vivem cada dia à espera do retorno dos amores...”;

(B) “Muitas almas existem, na Terra, solitárias e tristes, chorando um amor que se foi”;

(C) “Somos responsáveis pelos que cativamos ou nos confiam seus corações”;

(D) “Que o filho que tomou o rumo do mundo e não mais escreveu, nem deu notícia alguma, volte ao lar”;

(E) “Trazem o olhar triste de quem se encontra sozinho e anseia por ternura”.

Texto 2 – Os Estatutos do Homem (segmento)


Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Thiago de Mello, Os Estatutos do Homem

12- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)


O texto 2 é parte de um poema moderno de Thiago de Mello.

A expressão “Fica decretado” insere poeticamente o texto 2 entre os textos:

(A) instrucionais;

(B) preditivos;

(C) publicitários;

(D) argumentativos;

(E) normativos.

13- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

O texto 2 é formulado impessoalmente; o segmento em que isso fica comprovado é:

(A) fica decretado;

(B) a maior dor sempre foi e será sempre;

(C) a quem se ama;

(D) saber que é a água;

(E) que dá à planta o milagre da flor.

14- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

Entre as duas partes do texto 2 (versos 1-3 e 4-5) há um problema de construção, que é:

(A) a falta de paralelismo;

(B) a presença de ambiguidade;

(C) a troca indevida entre parônimos;

(D) a independência semântica das duas partes;

(E) o emprego de diferentes tempos verbais.

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15- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

O verso do texto 2 que estabelece uma ligação semântica com o texto 1 é:

(A) fica decretado que a maior dor;

(B) sempre foi e será sempre;

(C) não poder dar-se amor a quem se ama;

(D) e saber que é a água;

(E) que dá à planta o milagre da flor.

16- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

“não poder dar-se amor a quem se ama”; a forma reduzida desse verso pode ser corretamente substituída por:

(A) que não se pudesse dar amor;

(B) que não se pode dar amor;

(C) que não se pôde dar amor;

(D) que não se podia dar amor;

(E) que não se possa dar amor.

Texto 3 - O discurso da separação amorosa

Flávio Gikovate em 16/03/2015

Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino
do outro. Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse
interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação
ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra. Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos
deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal
longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente,
costuma predominar.

17- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

O texto 3 deve ser visto como argumentativo; os argumentos apresentados pelo autor se fundamentam nos(na):

(A) opinião pessoal do autor;

(B) testemunhos de autoridade;

(C) experiência profissional de psicólogos;

(D) observação científica da natureza humana;

(E) depoimentos pessoais de pessoas separadas.

18- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

“Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao
destino do outro.

Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando”.

Infere-se do segundo período desse segmento do texto 3 que, para o autor do texto:

(A) a curiosidade é um sentimento que predomina no espírito daquele que foi abandonado;

(B) a curiosidade sobre o outro é menos esperada naquele que tomou a iniciativa da separação;

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(C) a curiosidade sobre a situação do outro é idêntica nos dois membros de um casal que se separa;

(D) não há limites para a curiosidade humana;

(E) o arrependimento da iniciativa de separação leva a uma contínua curiosidade sobre a situação do outro.

19- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

“Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo
sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação”.

O emprego da primeira pessoa nesse segmento do texto 3 indica que:

(A) todos os casos de separação são vistos como experiências pessoais;

(B) os casos de separação amorosa são generalizados nos tempos atuais;

(C) a pessoa que se sente abandonada procura conforto nas experiências alheias;

(D) o autor do texto assume o ponto de vista do parceiro que toma a iniciativa da separação;

(E) a preferência pela primeira pessoa do plural mostra a semelhança entre os parceiros em caso de separação.

20- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar- 2018)

O segmento sublinhado do texto 3 que mostra uma substituição INADEQUADA é:

(A) “Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes” / De forma parcial;

(B) “Num certo sentido, é gratificante saber que o excompanheiro vive mal longe de nós” / De certo modo;

(C) “Esse interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade” / raramente;

(D) “Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente” / geralmente;

(E) “Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao
destino do outro” / relativamente.

TEXTO - Ressentimento e Covardia

Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma
legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de
comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a
da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e
outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição
dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em
sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e
escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem
ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do
autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação,
também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao
contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais
expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de
São Paulo, 16/05/2006 – adaptado)

1- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

O título dado ao texto – Ressentimento e Covardia – se refere:

(A) à motivação de participação de alguns usuários da internet;

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(B) aos sentimentos experimentados pelos que se sentem prejudicados pela internet;

(C) respectivamente, aos usuários e autores de matérias na internet;

(D) a todos aqueles que se utilizam da internet, cientes de sua impunidade;

(E) aos usuários que lutam pela autêntica liberdade de expressão.

2- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

A internet tem produzido uma série de neologismos semânticos, ou seja, vocábulos antigos a que foram acoplados
sentidos novos;

NÃO está nesse caso:

(A) sítio;

(B) navegar;

(C) deletar;

(D) arquivo;

(E) provedor.

3- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Tenho comentado aqui na Folha”; o tempo verbal destacado nesse segmento inicial do texto indica uma ação que:

(A) se iniciou e terminou no passado;

(B) mostra início indeterminado e continuidade no presente;

(C) indica repetição sem determinação de tempo;

(D) se iniciou no passado e termina no presente;

(E) se localiza antes de outra ação também passada.

4- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas...”; o segmento destacado mostra um vocábulo que, se
trocado de posição, traz mudança de sentido e de classe gramatical.

O mesmo pode ocorrer no seguinte segmento:

(A) pobre homem;

(B) barbeiro turco;

(C) grande sujeito;

(D) bom livro;

(E) variado cardápio.

5- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma
legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de
comunicação”.

O problema de norma culta identificado nesse segmento do texto é:

(A) a redundância desnecessária de “aqui/na Folha”;

(B) a ausência de vírgula antes de “mas”;

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(C) a ausência de vírgula depois de “Folha”;

(D) o emprego de plural indevido em “os usos”;

(E) a repetição de adjetivos antes de “veículo”.

6- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma
legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de
comunicação”.

Sobre as ocorrências do vocábulo que, nesse segmento do texto, é correto afirmar que:

(A) são pronomes relativos com o mesmo antecedente;

(B) exemplificam classes gramaticais diferentes;

(C) mostram diferentes funções sintáticas;

(D) são da mesma classe gramatical e da mesma função sintática;

(E) iniciam o mesmo tipo de oração subordinada.

7- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

O texto mostra uma série de elementos aditivados por meio de diferentes processos; o trecho em que NÃO ocorre
qualquer tipo de aditivação é:

(A) “... que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos
deste importante e eficaz veículo de comunicação”;

(B) “A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da
imprensa”;

(C) “... que pune injúrias, difamações e calúnias”;

(D) “...bem como a violação dos direitos autorais”;

(E) “... a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

8- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

O segmento do texto em que o emprego da preposição EM indica valor semântico diferente dos demais é:

(A) “Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas”;

(B) “A maioria dos abusos, se praticados em outros meios”;

(C) “... seriam crimes já especificados em lei”;

(D) “...a comunicação virtual está em sua pré-história”;

(E) “...ainda que em citação longa e sem aspas”.

9- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

O segmento do texto que mostra um problema de coerência é:

(A) “Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e
escritores em geral”;

(B) “...os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos
ou esclarecidos caso por caso”;

(C) “Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação
longa e sem aspas”;

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(D) “Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também”;

(E) “E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao
contraditório”.

10- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao
contraditório”.

O verbo falsear apresenta como forma errada de conjugação:

(A) falseiamos;

(B) falseias;

(C) falseemos;

(D) falseie;

(E) falseiam.

11- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

A crítica central do texto de Carlos Heitor Cony se dirige:

(A) ao excesso de plágios existentes na internet;

(B) à falta de uma legislação específica para a internet;

(C) às ofensas anônimas que são dominantes na internet;

(D) à perda de direitos autorais para quem escreve;

(E) ao anonimato da rede.

12- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

O segmento sublinhado que exerce uma função sintática diferente das demais é:

(A) “Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet”;

(B) “...que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos
deste importante e eficaz veículo de comunicação”;

(C) “A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei”;

(D) “...como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os
plágios e outros recursos de apropriação indébita”;

(E) “Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história”.

13- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

Ao afirmar que, na internet, prevalece a lei do cão, o cronista quer dizer que na internet:

(A) predomina a violência gratuita;

(B) domina a impunidade;

(C) fatos não precisam ser comprovados;

(D) erros são punidos de imediato;

(E) impera a lei do mais forte.

14- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

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A palavra do texto que NÃO segue o mesmo processo de formação que as demais é:

(A) ressentimento;

(B) covardia;

(C) legislação;

(D) importante;

(E) veículo.

15- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

Duas palavras do texto que obedecem à mesma regra de acentuação gráfica são:

(A) indébita / também;

(B) história / veículo;

(C) crônicas / atribuídos;

(D) coíba / já;

(E) calúnia / plágio.

16- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história”.

A utilização do termo “pré-história” mostra um tipo de linguagem figurada denominado:

(A) metáfora;

(B) metonímia;

(C) pleonasmo;

(D) paradoxo;

(E) hipérbole.

17- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma
legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de
comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a
da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e
outros recursos de apropriação indébita”.

Nesse segmento do texto, o termo sublinhado que NÃO estabelece coesão com nenhum termo anterior é:

(A) aqui;

(B) que;

(C) importante e eficaz veículo de comunicação;

(D) abusos;

(E) a.

18- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

O próprio autor classifica o seu texto no gênero textual denominado “crônica”; a característica desse gênero presente
no texto é:

(A) uma narrativa de fatos curiosos;

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(B) uma descrição de cenas interessantes;

(C) um comentário de fatos do momento;

(D) uma discussão sobre temas polêmicos;

(E) uma apreciação crítica de um fato passado.

19- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

Muitos termos do texto aparecem ligados pela conjunção E; ocorre inadequação na troca de posição dos elementos
sublinhados em:

(A) “... que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação”;

(B) “... que pune injúrias, difamações e calúnias”;

(C) “bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita;

(D) “...os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades”;

(E) “Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação
longa e sem aspas”.

20- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

O segmento abaixo em que a conjunção OU tem valor claramente alternativo é:

(A) “No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição
dos usuários e das autoridades”;

(B) “Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e
escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados”;

(C) “...que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso”;

(D) “Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação
longa e sem aspas”;

(E) “Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também”.

21- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma
legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de
comunicação”.

Sobre a estrutura oracional desse primeiro período do texto, é correto afirmar que possui:

(A) orações coordenadas e subordinadas;

(B) duas orações subordinadas;

(C) uma oração coordenada;

(D) quatro orações;

(E) duas orações coordenadas.

22- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição
dos usuários e das autoridades”.

O acento grave indicativo da crase empregado nesse segmento é devido ao mesmo fator da seguinte frase:

(A) À noite, todos os gatos são pardos;

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(B) Pagar à vista é coisa rara hoje em dia;

(C) Entregou o livro à aluna;

(D) Saiu à procura da namorada;

(E) Ficava contente à proporção que superava os obstáculos.

23- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história”.

Com essa frase do texto, o cronista quer dizer que a comunicação virtual:

(A) atravessa uma fase de problemas morais;

(B) mostra ainda uma série de defeitos;

(C) está na etapa inicial de sua caminhada;

(D) passa por um momento de grande progresso;

(E) demonstra ser um avanço tecnológico único.

24- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer”.

Se reescrita no plural, a melhor forma dessa frase será:

(A) Jornais e revistas são processados se publicar sem autorização do autor um texto qualquer;

(B) Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorização dos autores uns textos quaisquer;

(C) Jornais e revistas são processados se publicar sem autorizações dos autores um texto qualquer;

(D) Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorizações dos autores uns textos quaisquer;

(E) Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorização do autor um texto qualquer.

25- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“... que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso”.

Nesse segmento do texto, a locução “podem ser” forma uma só oração por tratar-se de uma locução não verbal; a
forma abaixo que constitui duas orações por NÃO se tratar de locução verbal é:

(A) querem ser;

(B) devem ser;

(C) gostam de ser;

(D) vão ser;

(E) fazem ser.

26- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

“Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do
que de liberdade, da verdadeira liberdade”.

Para que esse segmento do texto ficasse mais bem escrito, deveríamos substituir:

(A) “a lei do cão” por “anarquia”;

(B) “liberdade de expressão” por “liberdade expressiva”;

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(C) “ressentidos e covardes” por “ressentimento e covardia”;

(D) “liberdade” por “libertários”;

(E) “verdadeira liberdade” por “liberdade verdadeira”.

27- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

O item abaixo em que os dois vocábulos citados NÃO fazem parte da mesma família de palavras é:

(A) falir / falência;

(B) provir / provisão;

(C) deter / detenção;

(D) dispensar / dispensa;

(E) fugir / fuga.

28- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

Observe a charge abaixo.

No caso da charge, a crítica feita à internet é:

(A) a criação de uma dependência tecnológica excessiva;

(B) a falta de exercícios físicos nas crianças;

(C) o risco de contatos perigosos;

(D) o abandono dos estudos regulares;

(E) a falta de contato entre membros da família.

29- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

A frase do menino na charge – “naum eh verdade” – mostra uma característica da linguagem escrita de internautas
que é:

(A) a sintetização exagerada;

(B) o desrespeito total pela norma culta;

(C) a criação de um vocabulário novo;

(D) a tentativa de copiar a fala;

(E) a grafia sem acentos ou sinais gráficos.

30- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário - 2018)

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O humor da tira é trazido pela frase do menino, que marca a influência da internet, mas a charge tem uma
incoerência, que é:

(A) o menino mostra uma idade que ainda não permite o controle da internet;

(B) os pais mostram uma completa distância do universo dos internautas;

(C) a absoluta falta de autoridade dos pais diante de um menino tão jovem;

(D) na fala do menino não haveria sinais da presença da internet;

(E) as palavras do menino contrariarem a observação dos pais.

Texto 1 – Coordenação entre órgãos gestores

Um Plano de Contingência para o Trânsito necessita de planejamento prévio para lidar com situações
emergenciais e atuar em casos que venham a causar transtornos nos principais corredores viários de uma cidade.
O aumento progressivo da frota de veículos provoca congestiona mentos que muitas vezes impedem que os
procedimentos planejados de emergência sejam adotados.
Nesses casos, passam a exigir ações mais criativas e diferenciadas, devendo ser planejadas por equipes de
técnicos especializados, com a parceria das universidades.
O gerenciamento de acidentes de trânsito, como a velocidade que se desfaz o local de uma batida numa via
estrutural, envolve o uso de equipamentos especiais, como helicópteros, e de pessoal devidamente treinado para
isso. É crucial haver integração e coordenação entre os órgãos gestores da mobilidade urbana, para solucionar
rapidamente as demandas dessa natureza.
Situações como obras, fechamento de ruas e de faixas de tráfego, enchentes, alagamentos das vias e quedas
de encostas e árvores, que impedem a circulação normal de veículos, necessitam de sinalização adequada, de
informação relevante e bem veiculada em várias mídias, de agentes de trânsito devidamente preparados, de
cavaletes e indicação dos desvios possíveis, para diminuir os impactos negativos.
Podemos fazer analogia com um infarto e um AVC, que impedem o fluxo de sangue e exigem providências
urgentes para que a pessoa não morra. O mesmo fenômeno ocorre com o trânsito, para que o fluxo seja
restabelecido o mais rápido possível. (Eva Vider, O Globo, 9/10/2015 - adaptado)

1- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

O primeiro parágrafo do texto 1 fala de um Plano de Contingência para o Trânsito; o termo “contingência” tem como
melhor definição para o contexto:

(A) incerteza sobre se uma coisa acontecerá ou não;

(B) política econômica fundada no princípio da compensação;

(C) imposição de limite ou quota para a importação de determinada mercadoria;

(D) controle e fiscalização legal de problemas;

(E) impedimento de ações irregulares e perturbadoras da ordem pública.

2- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

O título dado ao texto 1 – Coordenação entre órgãos gestores – funciona como:

(A) constatação de uma realidade;

(B) crítica de uma deficiência;

(C) ideal a ser atingido;

(D) ironia diante de fatos repetidos;

(E) alerta para perigos iminentes.

3- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

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“Um Plano de Contingência para o Trânsito necessita de planejamento prévio para lidar com situações
emergenciais”.

Nesse segmento do texto 1 há um problema de escritura; o problema está devidamente apontado em:

(A) “Plano de Contingência” deve ser substituído por “Plano contingente”;

(B) o termo “trânsito” deve ser substituído por “tráfego”, pois este último se refere à movimentação de veículos e
pessoas;

(C) o termo “situações emergenciais” pode ser reduzido ao termo “situações”, já que todas as situações referidas
são emergenciais;

(D) o verbo “lidar” deve ser substituído por “combater”, já que há um movimento de oposição;

(E) “planejamento prévio” é redundante e o termo “prévio” poderia ser retirado.

4- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“Um Plano de Contingência para o Trânsito necessita de planejamento prévio para lidar com situações emergenciais
e atuar em casos que venham a causar transtornos”.

Respeitando-se o paralelismo, as formas que podem substituir adequadamente as formas nominais sublinhadas
são:

(A) que lide / que atue;

(B) que lide / que atuem;

(C) que lidasse / que atuasse;

(D) a liderança / a atuação;

(E) a lide / atuante.

5- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Entre os segmentos do texto 1 abaixo, aquele que se refere a uma ação potencial, e não real, é:

(A) “Um Plano de Contingência para o Trânsito necessita de planejamento prévio...”.

(B) “que venham a causar transtornos nos principais corredores viários de uma cidade”.

(C) “O aumento progressivo da frota de veículos provoca congestionamentos...”.

(D) “Nesses casos, passam a exigir ações mais criativas e diferenciadas, ...”.

(E) “...devendo ser planejadas por equipes de técnicos especializados, com a parceria das universidades”.

6- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

A oração adjetiva abaixo sublinhada que deveria vir introduzida com um pronome relativo precedido de preposição
é:

(A) “lidar com situações emergenciais e atuar em casos que venham a causar transtornos nos principais corredores
viários de uma cidade”.

(B) “O aumento progressivo da frota de veículos provoca congestionamentos que muitas vezes impedem que os
procedimentos planejados de emergência sejam adotados”.

(C) “O gerenciamento de acidentes de trânsito, como a velocidade que se desfaz o local de uma batida numa via
estrutural”.

(D) “Situações como obras, fechamento de ruas e de faixas de tráfego, enchentes, alagamentos das vias e quedas
de encostas e árvores, que impedem a circulação normal de veículos”.

(E) “Podemos fazer analogia com um infarto e um AVC, que impedem o fluxo de sangue...”.

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7- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“...planejamento prévio para lidar com situações emergenciais e atuar em casos que venham a causar transtornos
nos principais corredores viários de uma cidade”.

Entre os itens abaixo, aquele que deve ser considerado como causa de transtornos e não como situação
emergencial é:

(A) aumento progressivo do número de veículos;

(B) enchentes e alagamento das vias;

(C) deslizamento de encostas;

(D) obras e fechamentos de ruas;

(E) quedas de árvores.

8- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Abaixo estão vários pares formados por um substantivo seguido de um adjetivo; o par em que o significado do
adjetivo mostra-se inadequado é:

(A) situações emergenciais / referente a um acontecimento perigoso ou fortuito;

(B) corredores viários / referente ao conjunto de estradas ou caminhos;

(C) ações diferenciadas / referente a alguma coisa que diverge de outra;

(D) via estrutural / referente a algo fundamental num conjunto;

(E) órgãos gestores / referente a algo que gerencia ou administra.

9- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Quando o autor de um texto emprega um substantivo coletivo que não é específico, necessita especificá-lo, que é
o que ocorre em “frota de veículos”; o mesmo ocorre no seguinte caso:

(A) uso de equipamentos;

(B) equipes de técnicos;

(C) parceria das universidades;

(D) procedimentos de emergência;

(E) circulação de veículos,

10- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

No texto 1 aparecem elementos que se relacionam, respectivamente, como causa e consequência; os termos em
que essa relação lógica mostra troca de posição é:

(A) aumento da frota de veículos / congestionamentos;

(B) intensos congestionamentos / ações criativas e diferenciadas;

(C) integração de órgãos gestores / solução de demandas;

(D) gerenciamento de acidentes / uso de equipamentos especiais;

(E) diminuição de impactos / uso de cavaletes e indicação de desvios.

11- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

A analogia final do texto 1 – trânsito e AVC – tem a seguinte finalidade textual:

(A) criticar indiretamente o sistema brasileiro de saúde;

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(B) intensificar as consequências dos problemas de trânsito;

(C) criar relações afetivas mais intensas com os leitores;

(D) possibilitar melhor entendimento dos problemas citados;

(E) dar vida a acontecimentos vistos como frios e indiferentes.

Texto 2 – Semana Nacional do Trânsito


Estamos no último dia da Semana Nacional do Trânsito e vamos encerrar falando sobre o tema que foi bem
escolhido pelo Denatran: Seja Você a Mudança no Trânsito.

Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do
país. Em muitos casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema é segurança no trânsito, não
nos podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós.

Deveríamos aproveitar a importância desta semana para refletir sobre nosso comportamento como pedestres,
passageiros, motoristas, motociclistas, ciclistas, pais, enfim, como cidadãos cujas ações tem reflexo na nossa
segurança, assim como dos demais. O pedestre que não respeita a faixa coloca em risco sua vida e também a do
motorista e de terceiros. Muitas vezes para desviar de um pedestre e evitar seu atropelamento, um motorista perde
o controle do veículo e provoca um acidente grave com outras pessoas que nada têm a ver com o comportamento
do pedestre. Não precisamos nem aprofundar as consequências dos motoristas que andam em excesso de
velocidade, sob efeito de álcool, ou que dirigem uma carreta cansados. São todos fatores humanos que contribuem
para o que chamamos de acidente.

(....) Nesta semana nacional do trânsito pelo menos mil pessoas vão ter morrido nas ruas e nas estradas. Não
podemos mais tolerar esses números e, para que isso mude realmente, é preciso que você e cada um de nós
sejamos de fato os agentes da mudança na direção de um trânsito mais seguro. Com certeza você pode contribuir
para isso, aproveite esta semana para refletir e conversar sobre o tema com seus entes queridos e amigos, afinal,
quem morre no trânsito é amigo ou parente de alguém. Ninguém está livre disso.

Rodolfo Alberto Rizzotto (adaptado)

12- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

A partir da leitura do primeiro parágrafo do texto 2, descobrimos que:

(A) a Semana Nacional do Trânsito foi comemorada com a realização de palestras e outras atividades;

(B) os temas das palestras dadas na Semana Nacional do Trânsito diziam respeito à segurança dos passageiros;

(C) os temas das palestras foram escolhidos por órgãos superiores da administração do trânsito;

(D) o palestrante do último dia da Semana Nacional do Trânsito foi o responsável pelas palestras anteriores;

(E) a Semana Nacional do Trânsito foi celebrada com atividades que se relacionavam tematicamente ao trânsito.

13- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

No texto 2, o autor emprega a primeira pessoa do plural em muitos segmentos. O segmento do texto abaixo que
mostra um valor desse emprego diferente dos demais é:

(A) “Estamos no último dia da Semana Nacional do Trânsito”;

(B) “... vamos encerrar falando sobre o tema que foi bem escolhido pelo Denatran: Seja Você a Mudança no
Trânsito”;

(C) “Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar o Estado, autoridades e governos pelas mazelas
do país”;

(D) “não podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós”;

(E) “Deveríamos aproveitar a importância desta semana para refletir sobre nosso comportamento como pedestres”.

14- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

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“Seja você a mudança no trânsito”; a forma de reescrever-se essa mesma frase que mostra uma incorreção da
forma verbal no imperativo é:

(A) sê tu a mudança no trânsito;

(B) sejamos nós a mudança no trânsito;

(C) sejam vocês a mudança no trânsito;

(D) seja ele a mudança no trânsito;

(E) sejai vós a mudança no trânsito.

15- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do
país. Em muitos casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema é segurança no trânsito, não
nos podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós”.

O desvio de norma culta presente nesse segmento do texto 2 é:

(A) “Vivemos numa sociedade que tem o hábito”: deveria inserir a preposição “em” antes do “que”;

(B) “críticas absolutamente procedentes”: o adjetivo “procedentes” deveria ser substituído por “precedentes”;

(C) “Vivemos numa sociedade”: a forma verbal “Vivemos” deveria ser substituída por “vive-se”;

(D) “não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito”: deveria inserir-se a preposição “de” antes do “que”;

(E) “quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós”: a forma verbal correta seria “fazemos” e não “faz”.

16- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do
país”.

O comentário abaixo, atribuído a um leitor de um jornal paulista, que comprova a afirmativa acima é:

(A) “o motorista, após o acidente, saltou do carro nitidamente embriagado”;

(B) “os automóveis que se encontravam no engarrafamento tentavam escapar pelo acostamento”;

(C) “a alta velocidade é a maior responsável pela gravidade dos acidentes observados”;

(D) “a sinalização, escondida atrás das árvores, não é seguida pelos motoristas porque não é vista”;

(E) “apesar das placas, o número de multados é cada vez maior”.

17- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“Nesta semana nacional do trânsito pelo menos mil pessoas vão ter morrido nas ruas e nas estradas. Não podemos
mais tolerar esses números e, para que isso mude realmente, é preciso que você e cada um de nós sejamos de
fato os agentes da mudança na direção de um trânsito mais seguro. Com certeza você pode contribuir para isso,
aproveite esta semana para refletir e conversar sobre o tema com seus entes queridos e amigos, afinal, quem morre
no trânsito é amigo ou parente de alguém. Ninguém está livre disso”.

Nesse parágrafo do texto 2, há um conjunto de demonstrativos empregados de forma correta. O comentário


inadequado sobre seu emprego é:

(A) “nesta semana” / a forma “esta” se refere ao momento presente da enunciação;

(B) “tolerar esses números” / a forma “esses” se refere ao número de mortos citado anteriormente;

(C) “para que isso mude” / a forma “isso” se refere ao alto número de acidentes fatais;

(D) “você pode contribuir para isso” / a forma “isso” se refere à mudança do número de mortos;

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(E) “ninguém está livre disso” / a forma “disso” se refere à possibilidade de ter um amigo ou parente morto no trânsito.

18- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do
país. Em muitos casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema é segurança no trânsito, não
nos podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós”.

Em termos argumentativos, o autor do texto 2:

(A) divide a responsabilidade da segurança no trânsito entre as autoridades e a legislação;

(B) atribui às autoridades uma maior responsabilidade por um trânsito seguro;

(C) retira das autoridades qualquer responsabilidade sobre a segurança no trânsito;

(D) isenta parcialmente as autoridades sobre as responsabilidades em relação à segurança no trânsito;

(E) indica a população como única responsável pela segurança no trânsito.

19- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“Deveríamos aproveitar a importância desta semana para refletir sobre nosso comportamento como pedestres,
passageiros, motoristas, motociclistas, ciclistas, pais, enfim, como cidadãos cujas ações tem reflexo na nossa
segurança, assim como dos demais”.

O comentário correto sobre os componentes desse segmento do texto 2 é:

(A) a forma verbal “deveríamos” tem como sujeito todos os motoristas;

(B) a forma verbal “tem” deveria ter acento circunflexo pois seu sujeito está no plural;

(C) a forma “sobre” deveria ser substituída pela forma “sob”;

(D) a forma “enfim” deveria ser grafada em duas palavras “em fim”;

(E) a forma “dos demais” deveria ser substituída por “das demais”, por referir-se ao feminino “ações”.

20- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Deduz-se da leitura que:

(A) os ciclistas e os motoristas são os mais injustiçados no trânsito;

(B) todas as falas são atribuídas ao ciclista;

(C) os pedestres estão sempre em situação perigosa;

(D) os veículos motorizados são os que mais respeitam as regras de trânsito;

(E) o menino da tira demonstra a mesma atitude diante de motoristas e ciclistas.

O Colégio Bom Conselho, em Porto Alegre, promoveu um concurso de charges sobre o trânsito e o primeiro lugar
foi dado à charge abaixo:

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21- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Sobre a charge, é correto afirmar que seu tema central é:

(A) a solidariedade no trânsito;

(B) as dificuldades de locomoção;

(C) a violência no trânsito;

(D) a ausência de autoridade;

(E) a falta de fiscalização adequada.

22- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

A charge anterior apoia-se na estrutura de uma figura de linguagem, que é:

(A) a hipérbole;

(B) o eufemismo;

(C) a catacrese;

(D) o pleonasmo;

(E) a metáfora.

23- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

A charge mostra uma característica das mudanças no trânsito, que é:

(A) a dificuldade de locomoção;

(B) a falta de estacionamentos;

(C) a ausência de fiscais;

(D) a presença de criatividade;

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(E) a solidariedade dos motoristas.

Texto 3 – TRÂNSITO: SOLUÇÕES


Em 1997 foram criados os rodízios para diminuir a circulação de veículos em determinados horários na capital
paulista. Também foram feitas ciclovias (17,5 km) e campanhas de conscientização. Mas nada disso resolveu o
caos no trânsito.

Também foi incentivado o uso de motocicletas, que ocupam menos espaço no tráfego. Porém, elas poluem mais
do que veículos novos e são as principais causadoras de mortes no trânsito. Segundo o “Mapa da Violência 2011”,
do Instituto Sangari, o número de vítimas fatais no trânsito brasileiro subiu 23,9%, de 1998 a 2008; entre os
motociclistas, o aumento foi de 753,8%.

Por isso, cada vez mais especialistas defendem a mobilidade urbana sustentável. Uma das principais mudanças
seria o investimento em transporte coletivo e o desestímulo ao individual.

Entre as medidas sugeridas – e uma das mais polêmicas – está a cobrança de pedágio urbano. Ele consiste em
cobrar uma tarifa dos motoristas que circulem em determinadas áreas da cidade. O modelo foi implantado pela
primeira vez em 1975, em Cingapura, e se espalhou por países europeus.

Em São Paulo, há projetos que tramitam na Câmara para cobrar motoristas que trafeguem na região central. As
tarifas variam de R$ 1 a R$ 4, valor que especialistas acham pouco para que a medida dê resultado.

Há ainda propostas de aumento da malha ferroviária – atualmente, 60% do transporte brasileiro é feito em
rodovias. São Paulo, por exemplo, possui apenas 65,3 km de linhas de metrô, enquanto Santiago do Chile (com
metade da população paulista) possui 83,2 km e Nova York, 479 km.

Todos esses pontos são avaliados como soluções para as demais capitais brasileiras e mesmo para cidades de
médio porte, que já enfrentam problemas semelhantes.

24- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

No primeiro parágrafo do texto 3 há duas formas verbais na voz passiva: “foram criadas” e “foram feitas”. A opção
pela voz passiva faz com que as ações realizadas:

(A) não mostrem seus agentes;

(B) se localizem em passado distante;

(C) se processem simultaneamente;

(D) sejam atribuídas a agentes diferentes;

(E) indiquem ações potenciais e não reais.

25- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“Também foram feitas ciclovias e campanhas de conscientização”.

A forma ativa dessa frase passiva é:

(A) fizeram ciclovias e também campanhas de conscientização;

(B) também fizeram ciclovias e campanhas de conscientização;

(C) também tinham feito ciclovias e campanhas de conscientização;

(D) também faziam ciclovias e campanhas de conscientização;

(E) ciclovias e campanhas de conscientização também eram feitas.

26- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

“Todos esses pontos são avaliados como soluções para as demais capitais brasileiras e mesmo para cidades de
médio porte, que já enfrentam problemas semelhantes”.

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A frase abaixo em que o vocábulo “mesmo” aparece com sentido idêntico ao que possui no trecho acima é:

(A) mesmo com trânsito caótico, muitos saem de carro;

(B) dizem que o trânsito está engarrafado mesmo!;

(C) os turistas chegaram no mesmo dia;

(D) as multas são iguais, mesmo para carros menores;

(E) andava devagar, mesmo com carro potente.

27- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Em todos os segmentos abaixo há a preocupação de eliminar-se o QUE das frases originais; a opção em que essa
modificação foi feita de forma inadequada é:

(A) “soluções para as demais capitais brasileiras e mesmo para cidades de médio porte, que já enfrentam problemas
semelhantes” / já com problemas semelhantes;

(B) “Também foi incentivado o uso de motocicletas, que ocupam menos espaço no tráfego” / com menos espaço de
ocupação no tráfego;

(C) “Ele consiste em cobrar uma tarifa dos motoristas que circulem em determinadas áreas da cidade” / com circuito
em determinadas áreas da cidade;

(D) “Em São Paulo, há projetos que tramitam na Câmara para cobrar motoristas que trafeguem na região central” /
em tráfego na região central;

(E) “Em São Paulo, há projetos que tramitam na Câmara para cobrar motoristas que trafeguem na região central” /
em tramitação na Câmara.

28- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Abaixo estão cinco medidas que pretendem melhorar o problema do trânsito nas grandes cidades. O aspecto
positivo de uma delas que, no contexto, está apontado de forma correta é:

(A) rodízios / melhora a conscientização das pessoas;

(B) ciclovias / redução da poluição do ar;

(C) uso de motocicletas / aumento do número de acidentes;

(D) cobrança de pedágio / aumento da arrecadação municipal;

(E) incentivo ao transporte coletivo / redução do número de transportes individuais.

29- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Entre os termos sublinhados abaixo, aquele que exerce a função de complemento é:

(A) áreas da cidade;

(B) campanhas de conscientização;

(C) cidades de médio porte;

(D) cobrança de pedágio;

(E) número de vítimas.

30- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Entre as frases abaixo, aquela que está empregada em sentido figurado é:

(A) “Em 1997 foram criados os rodízios para diminuir a circulação de veículos em determinados horários na capital
paulista”;

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(B) “Também foram feitas ciclovias (17,5 km) e campanhas de conscientização”;

(C) “Mas nada disso resolveu o caos no trânsito”;

(D) “Também foi incentivado o uso de motocicletas, que ocupam menos espaço no tráfego”;

(E) “Porém, elas poluem mais do que veículos novos e são as principais causadoras de mortes no trânsito”.

Texto 1 - O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores. Desde então observam-se com
maior frequência episódios críticos de poluição do ar. Com o aumento alarmante da poluição e a ameaça de
escassez das reservas de petróleo, estudiosos de vários países investem esforços na procura de novas fontes
alternativas de energia, como hidrogênio e biomassa. De acordo com pesquisadores, a mudança definitiva do
século pode ser representada pela revolução nos transportes, por meio de tecnologias que já foram criadas e que
poderão estar acessíveis em menos de 20 anos. (http://www.comciencia.br)

1- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


O primeiro período do texto 1 – O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores – traz uma
série de informações de forma explícita ou implícita. A informação que está ausente desse período é:

(A) ao empregar a forma verbal “foi marcado”, o autor do texto 1 mostra que o século XX já é passado;

(B) ao referir-se a “século XX”, o autor do texto alude a um período de cem anos;

(C) ao dizer que o uso de veículos automotores foi “crescente”, o autor do texto mostra que a venda desses
veículos aumentou progressivamente;

(D) o adjetivo “automotores” se refere a um tipo específico de veículos;

(E) ao dizer que o século XX “foi marcado”, isso equivale a dizer que essa característica é de cunho negativo.

2- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


No texto 1, ora o autor emprega verbos na voz ativa, ora na voz passiva; a frase abaixo cujo verbo se encontra na
voz ativa é:

(A) “O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores”.

(B) “Desde então observam-se com maior frequência episódios críticos de poluição do ar”.

(C) “...a mudança definitiva do século pode ser representada pela revolução nos transportes...”.

(D) “...por meio de tecnologias que já foram criadas...”.

(E) “ [tecnologias] que poderão estar acessíveis em menos de 20 anos”.

3- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


“O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores. Desde então observam-se com maior
frequência episódios críticos de poluição do ar”.

Entre esses dois primeiros períodos do texto 1, a relação lógicoargumentativa é a seguinte:

(A) o primeiro período mostra a causa do segundo;

(B) o primeiro período explica algo expresso no segundo;

(C) o segundo período indica a razão do primeiro;

(D) o segundo período conclui algo a partir do primeiro;

(E) os dois períodos são logicamente independentes.

4- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Na frase “Desde então observam-se com maior frequência episódios críticos de poluição do ar”.

A observação correta que poderia melhorar a escrita desse segmento do texto 1 é:

(A) “observam-se” deveria ser substituído por “vê-se”;

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(B) o termo “maior” deveria ser substituído por “mais”;

(C) o vocábulo “frequência” deveria ser substituído por “intensidade”;

(D) o vocábulo “episódios” deveria ser substituído por “capítulos”;

(E) a expressão “poluição do ar” deveria ser substituída por “poluição aérea”.

5- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Ao dizer que houve “episódios críticos” de poluição do ar, o autor do texto 1 quer indicar que ocorreram:

(A) episódios de poluição que receberam muitas críticas;

(B) críticas intensas à poluição atmosférica;

(C) momentos de maior gravidade de poluição;

(D) instantes em que a poluição ameaçava vidas humanas;

(E) épocas de menor intensidade de poluição.

6- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Entre os termos sublinhados abaixo, aquele que representa um agente do termo anterior, e não seu paciente, é:

(A) poluição do ar;

(B) uso de veículos;

(C) aumento da poluição;

(D) reservas de petróleo;

(E) mudança de século.

7- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


O texto 1 fala da “procura de novas fontes de energia”, justificando essa procura, entre outras razões, por:

(A) consumo excessivo de veículos automotores;

(B) redução brusca da poluição do ar;

(C) diminuição das reservas de petróleo;

(D) despesas enormes com a exploração do petróleo;

(E) necessidade de revolução nos transportes.

8- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


“Com o aumento alarmante da poluição e a ameaça de escassez das reservas de petróleo...”.

A frase abaixo em que o vocábulo “com” apresenta o mesmo valor semântico que mostra na frase acima é:

(A) De acordo com os estudiosos há necessidade de novas fontes de energia.

(B) Com a chegada de novas fontes de energia, toda a situação voltará ao equilíbrio.

(C) Com bastante frequência veem-se serem feitas pesquisas sobre novas fontes de energia.

(D) As novas orientações sobre pesquisa de petróleo vieram com o texto da nova lei.

(E) Mais protestos contra a poluição levaram para as ruas operários com suas famílias.

9- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


“...novas fontes alternativas de energia, como hidrogênio e biomassa”. Nesse segmento do texto 1, o vocábulo
“como” introduz uma:

(A) enumeração de todas as fontes alternativas;

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(B) exemplificação de alguns tipos de fontes alternativas;

(C) comparação com algumas outras fontes de energia;

(D) explicação do que são fontes alternativas de energia;

(E) interrogação sobre novas fontes de energia.

10- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


“De acordo com pesquisadores, a mudança definitiva do século pode ser representada pela revolução nos
transportes,...”. Nesse segmento, o vocábulo sublinhado expressa:

(A) capacidade de representar a mudança;

(B) possibilidade de ser representada a mudança;

(C) certeza sobre a mudança definitiva do século;

(D) dúvida sobre se é possível ou não a mudança;

(E) probabilidade de a mudança não ocorrer.

Texto 2 – A introdução do uso do biodiesel no mercado brasileiro foi instituída pelo Programa Nacional de
Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), criado pelo governo federal em dezembro de 2004. Atualmente, a soja é
utilizada em mais de 68% da produção de biodiesel, mas a pesquisa para a produção com base em outras
culturas é constante no segmento. Algumas culturas oleaginosas são muito valorizadas em outras áreas de
consumo, o que dificulta sua utilização para a produção de biodiesel, como é o caso do óleo de mamona, utilizado
na fabricação de lubrificantes e outros produtos de química fina. Outros óleos, como o de girassol e canola, são
utilizados em grande escala para consumo humano. Com a obrigatoriedade de adição de 3% de biodiesel à
mistura de óleo diesel mineral vendido nos postos brasileiros, essa realidade pode mudar. (Fontes de energia,
Paulo Roberto Moraes).

11- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Em relação ao texto 1, esse segundo texto funciona como uma:

(A) comprovação de que há uma procura por fontes alternativas de energia;

(B) contradição com o que afirma o texto 1, já que a procura de fontes alternativas de energia é um fracasso;

(C) explicação do porquê de o petróleo ainda ser a fonte básica de energia;

(D) exemplificação de uma nova fonte de energia, que substituiu o petróleo;

(E) demonstração das imensas possibilidades de voltarem a empregar-se fontes antigas de energia alternativa.

12- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Segundo o texto 2, a introdução do uso do biodiesel:

(A) trouxe prejuízo para o consumo humano;

(B) depende em sua maior parte da soja;

(C) encontrou obstáculo no alto preço de produção;

(D) prejudicou a cultura da mamona;

(E) foi incentivada por governos estrangeiros.

13- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Sobre a sigla PNPB, a única afirmativa adequada é:

(A) é formada pelas letras iniciais maiúsculas retiradas dos nomes que compõem a designação dada ao programa;

(B) é colocada entre parênteses porque se trata de uma designação bastante conhecida do público;

(C) colabora para que o público leitor possa conhecer melhor o programa aludido;

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(D) funcionaria como elemento redutor da extensão do texto, caso o programa devesse ser citado novamente;

(E) indica uma possibilidade de o programa ser conhecido nos demais países.

14- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Um dos problemas aludidos no texto 2 para a produção de biodiesel a partir de outras culturas oleaginosas é a:

(A) compatibilidade com o baixo preço do petróleo;

(B) competitividade com outros destinos da produção;

(C) aceitação do produto para consumo interno;

(D) recusa de produtos à base de óleo de cozinha;

(E) falta de incentivo por parte do governo.

15- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


O texto 2 termina prevendo que “essa realidade pode mudar”. Nesse caso, a realidade a que o texto se refere é a:

(A) improbabilidade de novas pesquisas, com outras oleaginosas;

(B) dificuldade de utilização de alguns meios na produção de biodiesel;

(C) impossibilidade de se acrescentar ao óleo diesel das bombas dos postos alguns óleos minerais;

(D) necessidade de se acrescentar óleos vegetais aos combustíveis minerais;

(E) impropriedade de se acrescentar óleos vegetais a óleos minerais.

Texto 3 – Proálcool

No Brasil tivemos um grande programa de uso de biomassa que pretendia ser uma alternativa para o uso de
combustível para veículos automotores, conhecido como Proálcool.

[....] O álcool é hoje adicionado à gasolina e as montadoras de automóveis colocaram no mercado opções de
modelos de automóveis que podem ser movidos tanto à gasolina quanto a álcool, conhecidos como flex. (Paulo
Roberto Moraes, Fontes de energia).

16- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

No segmento inicial do texto 3, o adjetivo “grande” significa:

(A) larga duração de tempo;

(B) importância do projeto;

(C) dimensão física do programa;

(D) valorização econômica;

(E) demonstração de valor político.

17- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

Ao dizer que o Proálcool “pretendia” ser uma alternativa para o uso de combustível, o autor do texto 3 está
querendo indicar que:

(A) o projeto já não existe mais;

(B) o programa nunca se realizou;

(C) os resultados não foram os esperados;

(D) o governo mudou de ideia;

(E) o programa foi um sucesso.

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18- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

O último parágrafo do texto 3 mostra:

(A) o sucesso de um programa;

(B) a desilusão diante de um projeto;

(C) a falta de previsão dos cientistas;

(D) o descuido das autoridades do setor energético;

(E) a falta de modernização das indústrias.

19- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

O fato de haver hoje veículos movidos a gasolina e a álcool mostra que:

(A) o preço do petróleo afastou consumidores;

(B) novas fontes de energia estão ganhando espaço;

(C) os governos estão preocupados com o meio ambiente;

(D) a gasolina traz prejuízos aos veículos;

(E) o Brasil é um país atualizado cientificamente.

20- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

Os três textos desta prova têm em comum:

(A) a condenação das autoridades governamentais;

(B) a crítica à falta de novas fontes de energia;

(C) a demonstração de que o Brasil está muito desenvolvido;

(D) a temática das novas fontes de energia;

(E) a desilusão diante de projetos mirabolantes.

1- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Como toda publicidade, esta (texto 1) também deseja vender o produto anunciado; para isso apela para um conjunto
de estratégias. Entre as indicadas abaixo, aquela que NÃO pode ser considerada objetivamente como um incentivo
à venda do refrigerador acima é:

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(A) indicar a quantidade de portas (1) e sua capacidade de 239 litros;

(B) mostrar na quantidade de estrelas a opinião dos consumidores;

(C) revelar a redução do preço do produto, de R$1.049 para R$899;

(D) possibilitar ao consumidor várias formas de pagamento;

(E) encaminhar o cliente para a possibilidade de compartilhamento de informações.

2- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

O cartaz publicitário do refrigerador (texto 1) contém duas frases com a forma verbal no imperativo: “compartilhe
este produto” e “veja outras formas de pagamento”. O valor desse modo verbal nas frases destacadas é o de:

(A) impor uma vontade ao interlocutor;

(B) incentivar o leitor a fazer algo;

(C) ordenar ao cliente a execução de uma ação;

(D) pedir ao consumidor a realização de uma tarefa;

(E) aconselhar o comprador a executar um ato.

Texto 2 - “A primeira missão tripulada ao espaço profundo desde o programa Apollo, da década 1970, com o objetivo
de enviar astronautas a Marte até 2030 está sendo preparada pela Nasa (agência espacial norte-americana). O
primeiro passo para a concretização desse desafio será dado nesta sexta-feira (5), com o lançamento da cápsula
Orion, da base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos. O lançamento estava previsto
originalmente para esta quinta-feira (4), mas devido a problemas técnicos foi reagendado para as 7h05 (10h05 no
horário de Brasília).” (Ciência, Internet Explorer).

3- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Esse fragmento de um texto informativo mostra um conjunto de elementos que estruturam esse gênero textual; o
elemento que aparece inadequadamente identificado é:

(A) o quê / a primeira missão tripulada a Marte;

(B) quando / na década de 1970;

(C) onde / Cabo Canaveral, na Flórida;

(D) para quê / enviar astronautas a Marte;

(E) quem / Nasa, agência espacial norte-americana.

4- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Os segmentos abaixo, retirados do texto 2, que documentam formas de voz passiva são:

(A) foi reagendado para as 7h05 / está sendo preparada pela Nasa;

(B) está sendo preparada pela Nasa / o objetivo de enviar astronautas a Marte;

(C) o objetivo de enviar astronautas a Marte / será dado nesta sexta-feira;

(D) será dado nesta sexta-feira / o lançamento estava previsto;

(E) o lançamento estava previsto / foi reagendado para as 7h05.

5- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

O segmento do texto 2 que mostra uma participação do enunciador no texto informativo é:

(A) “A primeira missão tripulada ao espaço profundo desde o programa Apollo, da década 1970, com o objetivo de
enviar astronautas a Marte até 2030”;

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(B) “ O primeiro passo para a concretização desse desafio será dado nesta sexta-feira (5)”;

(C) “... com o lançamento da cápsula Orion, da base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados
Unidos”;

(D) “O lançamento estava previsto originalmente para esta quinta-feira”;

(E) “...devido a problemas técnicos foi reagendado para as 7h05 (10h05 no horário de Brasília)”.

6- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

A preocupação com a precisão informativa só NÃO está presente, no texto 2, na seguinte circunstância:

(A) explicitação da sigla “Nasa”;

(B) indicação da sexta-feira referida;

(C) identificação da quinta-feira já passada;

(D) correspondência de horários EUA e Brasil;

(E) revelação da fonte de informações do texto.

7- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

“O primeiro passo para a concretização desse desafio será dado nesta sexta-feira (5), com o lançamento da cápsula
Orion, da base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos.”

Transformando o segmento “para a concretização desse desafio” em uma oração desenvolvida, a forma adequada
será:

(A) para concretizar-se esse desafio;

(B) para concretar-se esse desafio;

(C) para que se concretize esse desafio;

(D) para que esse desafio fosse concretizado;

(E) para que esse desafio seja concretado.

8- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

“com o lançamento da cápsula Orion, da base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos.”

Os termos sublinhados se encarregam da localização do lançamento da cápsula referida; o critério para essa
localização também foi seguido no seguinte caso: Os protestos contra as cotas raciais ocorreram:

(A) em Brasília, Distrito Federal, na região Centro-Oeste;

(B) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, região Sul;

(C) em Pedrinhas, São Luís, Maranhão;

(D) em São Paulo, São Paulo, Brasil;

(E) em Goiânia, região Centro-Oeste, Brasil.

Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase Crescente no signo de Gêmeos e vai movimentar tudo o que diz respeito
à sua vida profissional e projetos de carreira. Os próximos dias serão ótimos para dar andamento a projetos que
começaram há alguns dias ou semanas. Os resultados chegarão rapidamente”.

9- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

O texto 3 é relativo ao horóscopo do signo de Gêmeos, consultado no dia 6 de dezembro de 2014; o exemplo que
é inadequado à marca desse tipo de gênero textual é:

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(A) a presença de formas verbais no futuro, como “vai movimentar”;

(B) a predominância de previsões positivas, como “serão ótimos”;

(C) a utilização de jargão da área de astrologia, como “entra em sua fase Crescente”;

(D) o emprego de vocábulos de sentido pouco específico, como “os resultados chegarão”;

(E) o emprego de pronomes diretamente relacionados ao interlocutor, como “em sua fase Crescente”.

10- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

O texto 3 mostra exemplos de emprego correto do “a” com acento grave indicativo da crase – “diz respeito à sua
vida profissional”. A frase abaixo em que o emprego do acento grave da crase é corretamente empregado é:

(A) o texto do horóscopo veio escrito à lápis;

(B) começaram à chorar assim que leram as previsões;

(C) o horóscopo dizia à cada leitora o que devia fazer;

(D) o leitor estava à procura de seu destino;

(E) o astrólogo previa o futuro passo à passo.

11- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

O texto 3 mostra também um emprego adequado de forma do verbo haver em “projetos que começaram há alguns
dias ou semanas”.

A frase abaixo em que essa mesma forma foi empregada adequadamente é:

(A) o horóscopo já estava publicado há cerca de dez dias;

(B) o leitor estava há duas horas dali;

(C) o astrólogo só será visto daqui há dois anos;

(D) o horóscopo não se refere há anos passados;

(E) o texto está há 20 centímetros do final da página.

Texto 4 - “Será que Jesus Cristo verdadeiramente existiu? Ou têm razão aqueles que o tomam apenas como uma
figura lendária, como um símbolo criado para dar sustentação à fé cristã? Esse questionamento ressurge a cada
obra literária ou cinematográfica sobre Jesus lançada no mercado, ou a cada descoberta arqueológica divulgada
pela comunidade científica e envolvendo o assunto.” (Paul L. Maier, Jesus, verdade ou mito?)

12- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

O fragmento de texto acima se inclui entre os textos do gênero argumentativo porque:

(A) é introduzido por perguntas retóricas;

(B) se compromete a relatar fatos;

(C) estabelece uma discussão a ser explorada;

(D) se refere a um fato histórico;

(E) explora um tema ligado à religiosidade.

13- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

“um símbolo criado para dar sustentação à fé cristã?”; a forma adequada de uma oração desenvolvida
correspondente à oração reduzida do fragmento dado é:

(A) para que se dê sustentação à fé cristã;

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(B) para que seja dada sustentação à fé cristã;

(C) para a sustentação da fé cristã;

(D) para que se desse sustentação à fé cristã;

(E) para que sustentassem a fé cristã.

Texto 5 – “Dona Custódia não tinha ar de empregada: era uma velha mirrada, muito bem arranjadinha, mangas
compridas, cabelos em bandó num vago ar de camafeu – usava mesmo um fechando-lhe o vestido ao pescoço.
Mas via-se que era humilde e além do mais impunha dentro de casa certo ar de discrição e respeito...”. (Fernando
Sabino)

14- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

O texto 5 deve ser caracterizado como:

(A) argumentativo com tese de caráter pessoal;

(B) narrativo com segmentos descritivos;

(C) descritivo com segmentos narrativos;

(D) narrativo com caráter histórico;

(E) descritivo com caracterização física e psicológica.

15- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

“fechando-lhe o vestido ao pescoço”; nesse segmento do texto 5, o pronome LHE tem o mesmo valor que na frase
seguinte:

(A) deu-lhe o prêmio merecido;

(B) ela lhe entregou a encomenda;

(C) beijou-lhe o rosto, envergonhado;

(D) o noivo lhe endereçou a carta;

(E) recomendou-lhe um novo medicamento.

16- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

“...mas via-se que era humilde”; o mesmo valor do vocábulo SE aparece na frase seguinte:

(A) ela se considerava pessoa de respeito;

(B) eles não se viam há longo tempo;

(C) precisava-se de mais tempo para a avaliação;

(D) entregou-se a foto solicitada;

(E) vive-se bem na região Sul.

17- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Todas as frases abaixo são do gênero descritivo; aquele que se apoia no sentido táctil, é:

(A) a mãe tinha na mão fria a luva de lã áspera;

(B) o quarto tinha o aspecto de um brechó;

(C) da cozinha emanava uma essência de baunilha;

(D) do fundo do corredor vinha a algazarra costumeira;

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(E) na boca, o azedo da fruta.

18- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Na tira do texto 6, a técnica gráfica utilizada é a de mostrar a cena:

(A) de longe para perto;

(B) de perto para longe;

(C) do todo para as partes;

(D) das partes para o todo;

(E) de baixo para cima.

19- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

A frase “Deixamos eles bêbados”, dita por Hagar no segundo quadrinho do texto 6, mostra uma linguagem coloquial;
a forma adequada à norma culta seria:

(A) deixamo-nos bêbados;

(B) deixamos-nos bêbados;

(C) os deixamos bêbados;

(D) deixamo-los bêbados;

(E) deixamos-los bêbados.

20- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

A tira de Hagar (texto 6) é localizada cronologicamente na época dos vikings; graficamente, o item que NÃO
apresenta correlação temporal com essa época é:

(A) as vestimentas dos personagens;

(B) o emprego de espadas;

(C) o tipo de construção;

(D) as armas de artilharia;

(E) a estratégia de ataque.

Texto 1 – Advogado do diabo

Márcio Cotrim

A expressão vem da Igreja Católica. Sempre que é iniciado um processo de canonização – ou seja, de avaliar a
santificação de uma pessoa -, a Igreja nomeia oficialmente alguém que procura descobrir-lhe os defeitos. Em latim,

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esse cidadão é o Advocatus Diaboli, Advogado do Diabo e terá como oponente aquele que é a favor da canonização,
o chamado Advocatus Dei, Advogado de Deus.

Instalado o processo – que passa por várias etapas e pode levar anos, até séculos para ser concluído -, trava-se
discussão minuciosa e circunstanciada. De um lado, a busca da prova indiscutível dos milagres do candidato à
santidade. Do outro, aquele que traz a público as informações de que ele não era tão santinho como parecia...

1- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

A finalidade principal do texto 1 é:

(A) demonstrar a seriedade da Igreja Católica no processo de canonização;

(B) informar o leitor sobre a operacionalização jurídica do processo de canonização;

(C) indicar metalinguisticamente a origem da expressão advogado do diabo;

(D) justificar a utilização do vocábulo “diabo” em tema que envolve pessoas santificadas pela Igreja;

(E) convencer o leitor de que os santos canonizados são pessoas realmente dignas de devoção.

2- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

A oração “Instalado o processo” extraída do texto 1 é classificada como oração reduzida de particípio; sua forma
desenvolvida adequada ao contexto é:

(A) Depois de ser instalado o processo.

(B) Após a instalação do processo.

(C) Logo após ter sido instalado o processo.

(D) Depois que é instalado o processo.

(E) Assim que o processo foi instalado.

3- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

Infere-se da leitura do texto 1 que:

(A) toda pessoa canonizada deve ter comprovadamente realizado milagres em sua vida terrena;

(B) todo advogado do diabo trabalha em área de interesse contrária à da Igreja Católica;

(C) todo candidato a santo deve apresentar documentos que comprovem sua possibilidade de canonização;

(D) toda pessoa canonizada supera um processo penal, que lhe é simuladamente imposto;

(E) todo advogado de deus opera para que as qualidades da pessoa a ser canonizada apareçam e que seus defeitos
sejam omitidos.

4- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

O segmento do primeiro parágrafo do texto 1 – ou seja, de avaliar a santificação de uma pessoa – realiza a seguinte
função textual:

(A) corrigir uma informação confusa;

(B) justificar a causa de algo antes mencionado;

(C) informar algo a mais sobre o processo de canonização;

(D) concluir um raciocínio anterior;

(E) explicar um vocábulo considerado obscuro.

5- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

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O termo do segundo parágrafo do texto 1 que exerce a função de adjunto e não de complemento ou sujeito é:

(A) as informações;

(B) tão santinho;

(C) a público;

(D) discussão minuciosa;

(E) à santidade.

Texto 2 – Apologia de Sócrates

“O que vós, cidadãos atenienses, haveis sentido com o manejo dos meus acusadores, não sei; o certo é que eu,
devido a eles, quase me esquecia de mim mesmo, tão persuasivos foram. Contudo, não disseram nada de
verdadeiro. Mas, entre as muitas mentiras que divulgaram, uma, acima de todas, eu admiro: aquela pela qual
disseram que deveis ter cuidado para não serdes enganados por mim, como homem hábil no falar.

Mas, então, não se envergonham disto, de que logo seriam desmentidos com fatos, quando eu me apresentasse
diante de vós, de nenhum modo hábil orador? Essa me parece a sua maior imprudência se, todavia, denominam
"hábil no falar" aquele que diz a verdade. Porque, se dizem exatamente isso, poderei confessar que sou orador, não
porém à sua maneira.

Assim, pois, como acabei de dizer, pouco ou absolutamente nada disseram da verdade; mas, ao contrário, eu vo-la
direi em toda a sua claridade. Contudo, por Zeus, não ouvireis, por certo, cidadãos atenienses, discursos enfeitados
de locuções e de palavras, ou adornados como os deles, mas coisas ditas simplesmente com as palavras que me
vierem à boca, pois estou certo de que é justo o que eu digo, e nenhum de vós espera outra coisa”.

6- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

O texto 2 mostra o início da defesa de Sócrates diante de seus acusadores no julgamento em que seria condenado
à morte. Em suas palavras, o filósofo grego fala que “quase me esquecia de mim mesmo, tão persuasivos foram”.
Isso significa que os acusadores de Sócrates:

(A) construíram uma imagem de Sócrates bem distante da realidade;

(B) fizeram sua acusação a partir de fatos de que o próprio Sócrates havia esquecido;

(C) planejaram sua acusação fundamentada em fatos distantes no tempo;

(D) modelaram a acusação de modo bastante persuasivo, a ponto de convencer o próprio filósofo de sua culpa;

(E) organizaram suas acusações de forma a convencer os juízes de que Sócrates mentia.

7- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

“Essa me parece a sua maior imprudência se, todavia, denominam "hábil no falar" aquele que diz a verdade”.

Nesse fragmento do texto 2 opõem-se:

(A) Filosofia X Oratória.

(B) Oratória X Retórica.

(C) Retórica X Ciência.

(D) Ciência X Política.

(E) Política X Filosofia.

8- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

Segundo o texto 2, Sócrates considera o espaço do tribunal onde se realiza seu julgamento, um espaço:

(A) do embelezamento do discurso;

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(B) da clareza das informações;

(C) da verdade dos fatos;

(D) da busca de soluções;

(E) do convencimento do próximo.

9- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

“Assim, pois, como acabei de dizer, pouco ou absolutamente nada disseram da verdade; mas, ao contrário, eu vo-
la direi em toda a sua claridade”.

Sobre os conectores desse segmento do texto 2, a afirmação correta é:

(A) “pois” indica explicação;

(B) “como” indica conformidade;

(C) “ou” indica retificação;

(D) “mas” indica comparação;

(E) “em” indica lugar.

10- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

“Contudo, por Zeus, não ouvireis, por certo, cidadãos atenienses, discursos enfeitados de locuções e de palavras,
ou adornados como os deles, mas coisas ditas simplesmente com as palavras que me vierem à boca, pois estou
certo de que é justo o que eu digo, e nenhum de vós espera outra coisa”.

No texto 2, em termos linguísticos, Sócrates pretende construir um discurso que se caracterize por:

(A) espontaneidade e clareza;

(B) clareza e variedade;

(C) variedade e eficiência;

(D) eficiência e beleza;

(E) beleza e espontaneidade.

11- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

“Contudo, por Zeus, não ouvireis, por certo, cidadãos atenienses, discursos enfeitados de locuções e de palavras,
ou adornados como os deles, mas coisas ditas simplesmente com as palavras que me vierem à boca, pois estou
certo de que é justo o que eu digo, e nenhum de vós espera outra coisa”.

Entre as estratégias argumentativas anunciadas por esse segmento do texto 2, a mais importante é:

(A) o argumento ad hominem, que ataca a pessoa em lugar de atacar a tese oposta;

(B) a estratégia ab absurdo, que parte de uma hipótese absurda para provar a tese;

(C) o processo de, em lugar de responder a uma pergunta, contestar o argumento oposto com outra pergunta;

(D) o meio de dar credibilidade aos jurados através de elogios e criar credibilidade para as próprias declarações;

(E) o caminho de apresentar a realidade de forma maniqueísta, ou seja, dividida entre dois grupos opostos.

12- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

O escritor italiano A. Manzoni declarou certa vez que “Quando se julga por indução e sem o necessário
conhecimento dos fatos, às vezes chega-se a ser injusto até mesmo com os malfeitores”.

Nessa frase, o escritor fala do método indutivo, que se caracteriza por partir:

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(A) do geral para o particular;

(B) do abstrato para o concreto;

(C) do universal para o individual;

(D) do todo para as partes;

(E) do fato para a generalização.

13- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

“Quando se julga por indução e sem o necessário conhecimento dos fatos, às vezes chega-se a ser injusto até
mesmo com os malfeitores”.

O escritor Manzoni, nesse pensamento, condena a indução como processo do conhecimento porque ela:

(A) não permite ver bem os fatos;

(B) gera injustiça com os malfeitores;

(C) produz desconhecimento da realidade;

(D) conduz facilmente a erros;

(E) leva o julgador a inserir-se emocionalmente.

14- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

O filósofo Platão disse que “O bom juiz não deve ser jovem, mas ancião, alguém que aprendeu tarde o que é a
injustiça, sem tê-la sentido como experiência pessoal e ínsita em sua alma; mas por tê-la estudado, como uma
qualidade alheia, nas almas alheias”.

Segundo esse pensamento, o bom juiz deve ter como qualidade para um bom julgamento:

(A) a equidade;

(B) o distanciamento;

(C) o equilíbrio;

(D) o subjetivismo;

(E) a piedade.

15- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

O filósofo Platão disse que “O bom juiz não deve ser jovem, mas ancião, alguém que aprendeu tarde o que é a
injustiça, sem tê-la sentido como experiência pessoal e ínsita em sua alma; mas por tê-la estudado, como uma
qualidade alheia, nas almas alheias”.

Nesse pensamento de Platão aparece o adjetivo “ínsita”, que significa:

(A) indescritível;

(B) profunda;

(C) inata;

(D) imprecisa;

(E) interminável.

TEXTO 1 – ANTES QUE A FONTE SEQUE

José Carlos Tórtima, O Globo, 04/10/2014

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Na deslumbrada primeira visão da nossa terra, Pero Vaz de Caminha, o empolgado escrivão da frota de Cabral,
não conteria a euforia ao anunciar, em sua célebre epístola ao rei Dom Manuel, que as águas da nova colônia eram
não só muitas, mas “infindas”.

Só não imaginava Caminha que com sua bela carta de apresentação da ambicionada Índia Ocidental aos nossos
ancestrais lusitanos poderia estar lançando as sementes da arraigada e onipresente cultura de esbanjamento do
precioso líquido e do mito de sua inesgotabilidade. Cultura esta que até hoje se faz presente nas cenas de
desperdício explícito nas cidades e no campo. E também na timidez de políticas públicas direcionadas à preservação
e ao bom uso das reservas do mineral.

1- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Ainda que só tenhamos o primeiro parágrafo do texto 1, pelo que nele vai escrito e por sua veiculação em jornal de
prestígio, podemos inferir que sua finalidade maior é:

(A) criticar o ufanismo do escrivão da frota de Cabral;

(B) denunciar o desperdício de água em todo o país;

(C) defender políticas públicas de preservação de minerais;

(D) alertar para a falta de água nas cidades e no campo;

(E) aconselhar medidas de preservação da água.

2- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O segmento do texto 1 abaixo que apresenta a propalada objetividade jornalística no tratamento do tema é:

(A) “na deslumbrada primeira visão de nossa terra”;

(B) “o empolgado escrivão da frota de Cabral”;

(C) “as águas da nova colônia eram não só muitas, mas ‘infindas’”;

(D) “com sua bela carta de apresentação”;

(E) “poderia estar lançando as sementes da arraigada e onipresente cultura de esbanjamento”.

3- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Quanto ao emprego ou omissão da vírgula, houve afastamento da orientação gramatical em:

(A) “na deslumbrada primeira visão da nossa terra, Pero Vaz de Caminha, o empolgado escrivão da frota de
Cabral,...”;

(B) “não conteria a euforia ao anunciar, em sua célebre epístola ao rei Dom Manuel, que as águas da nova colônia
eram não só muitas, mas “infindas”;

(C) “só não imaginava Caminha que com sua bela carta de apresentação da ambicionada Índia Ocidental aos nossos
ancestrais lusitanos poderia estar lançando as sementes da arraigada e onipresente cultura de esbanjamento...”;

(D) “cultura esta que até hoje se faz presente nas cenas de desperdício explícito nas cidades e no campo”;

(E) “e também na timidez de políticas públicas direcionadas à preservação e ao bom uso das reservas do mineral”.

4- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Observando os pares “empolgado escrivão”, “ancestrais lusitanos” e “políticas públicas”, podemos constatar, no
emprego de adjetivos, que todos os elementos dessa classe:

(A) podem trocar de posição com o substantivo;

(B) modificam o sentido quando antepostos;

(C) apresentam variação de grau;

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(D) indicam a opinião do enunciador;

(E) referem-se a termos de função substantiva.

5- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

No segmento “as águas da nova colônia eram não só muitas, mas ‘infindas’” há uma adição de dois termos; esse
mesmo tipo morfossintático de adição se repete em:

(A) “lançando as sementes da arraigada e onipresente cultura de esbanjamento”;

(B) “esbanjamento do precioso líquido e do mito de sua inesgotabilidade”;

(C) “desperdício explícito nas cidades e no campo”;

(D) “e também na timidez de políticas públicas”;

(E) “políticas públicas direcionadas à preservação e ao bom uso das reservas do mineral”.

6- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Millôr Fernandes disse certa vez que “Beber é mal, mas é muito bom”. (FERNANDES, Millôr. Mais! Folha de S.Paulo,
5 ago. 2001, p. 28.) Sobre o emprego do vocábulo “mal” nesse pensamento, pode-se afirmar que:

(A) se opõe semanticamente a “bom”;

(B) pertence à mesma classe gramatical de “bom”;

(C) está grafado erradamente;

(D) exemplifica um caso de derivação imprópria;

(E) compõe um jogo humorístico de palavras com “bom”.

7- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

TEXTO 2 - LAR DO DESPERDÍCIO

De acordo com as Nações Unidas, crianças nascidas no mundo desenvolvido consomem de 30 a 50 vezes mais
água que as dos países pobres. Mas as camadas mais ricas da população brasileira têm índices de desperdício
semelhantes, associados a hábitos como longos banhos ou lavagem de quintais, calçadas e carros com mangueiras.

O banheiro é onde há mais desperdício. A simples descarga de um vaso sanitário pode gastar até 30 litros de água,
dependendo da tecnologia adotada. Uma das mais econômicas consiste numa caixa d'água com capacidade para
apenas seis litros, acoplada ao vaso sanitário. Sua vantagem é tanta que a prefeitura da Cidade do México lançou
um programa de conservação hídrica que substituiu 350 mil vasos por modelos mais econômicos. As substituições
reduziram de tal forma o consumo que seria possível abastecer 250 mil pessoas a mais. No entanto, muitas casas
no Brasil têm descargas embutidas na parede, que costuma ter um altíssimo nível de consumo. O ideal é substituí-
las por outros modelos.

O banho é outro problema. Quem opta por uma ducha gasta até 3 vezes mais do que quem usa um chuveiro
convencional. São gastos, em média, 30 litros a cada cinco minutos de banho. O consumidor - doméstico, industrial
ou agrícola - não é o único esbanjador. De acordo com a Agência Nacional de Águas, cerca de 40% da água captada
e tratada para distribuição se perde no caminho até as torneiras, devido à falta de manutenção das redes, à falta de
gestão adequada do recurso e ao roubo.

Esse desperdício não é uma exclusividade nacional. Perdas acima de 30% são registradas em inúmeros países.
Há estimativas de que as perdas registradas na Cidade do México poderiam abastecer a cidade de Roma
tranquilamente. (Ambientebrasil, outubro de 2014)

O título dado ao texto 2 – Lar do desperdício – se justifica pelo

fato de:

(A) o Brasil ser um país de maior desperdício de água;

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(B) as habitações domésticas não terem aparelhagens modernas;

(C) os lares mostrarem situações variadas de desperdício;

(D) as perdas de água ocorrerem em todo o planeta, nosso lar;

(E) todas as classes sociais concorrerem para o desperdício.

8- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

“De acordo com as Nações Unidas, crianças nascidas no mundo desenvolvido consomem de 30 a 50 vezes mais
água que as dos países pobres. Mas as camadas mais ricas da população brasileira têm índices de desperdício
semelhantes, associados a hábitos como longos banhos ou lavagem de quintais, calçadas e carros com
mangueiras.”

No início do segundo período do texto 2 ocorre a presença da conjunção mas; trata-se de uma conjunção
adversativa, e o ponto que serve de elemento de oposição é:

(A) a situação de desperdício detectada pela ONU e a situação de desperdício no Brasil;

(B) o consumo de água nos países desenvolvidos e o consumo de água das classes mais ricas do Brasil;

(C) o descuido com a água nos países ricos e o cuidado com a água nos países pobres;

(D) o consumo de água nos países mais ricos e o consumo de água em alguns países pobres, como o Brasil;

(E) o cuidado com a água nos países desenvolvidos e o descuido com o consumo nos países subdesenvolvidos.

9- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

“De acordo com as Nações Unidas, crianças nascidas no mundo desenvolvido consomem de 30 a 50 vezes mais
água que as dos países pobres. Mas as camadas mais ricas da população brasileira têm índices de desperdício
semelhantes, associados a hábitos como longos banhos ou lavagem de quintais, calçadas e carros com
mangueiras.”

Nesse segmento do texto 2, entre os conectores destacados, aquele que apresenta seu valor semântico de forma
correta é:

(A) de acordo com / proporcionalidade;

(B) que / explicação;

(C) como / conclusão;

(D) ou / adição;

(E) com / companhia.

10- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Considerando os dois termos sublinhados, é correto afirmar que temos diferentes classes de palavras na seguinte
opção:

(A) “consomem de 30 a 50 vezes mais água que as dos países pobres. Mas as camadas mais ricas da população...”;

(B) “o ideal é substituí-las por outros modelos. O banho é outro problema”;

(C) “quem opta por uma ducha gasta até 3 vezes mais do que quem usa um chuveiro convencional”;

(D) “cerca de 40% da água captada e tratada para distribuição se perde no caminho até as torneiras, devido à falta
de manutenção das redes, à falta de gestão adequada...”;

(E) “cerca de 40% da água captada e tratada para distribuição se perde no caminho até as torneiras, devido à falta
de manutenção das redes, à falta de gestão adequada do recurso e ao roubo”.

11- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

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“Sua vantagem é tanta que a prefeitura da Cidade do México lançou um programa de conservação hídrica que
substituiu 350 mil vasos por modelos mais econômicos. As substituições reduziram de tal forma o consumo que
seria possível abastecer 250 mil pessoas a mais. No entanto, muitas casas no Brasil têm descargas embutidas na
parede, que costuma ter um altíssimo nível de consumo. O ideal é substituí-las por outros modelos.”

Nesse segmento do texto 2, a forma verbal sublinhada que apresenta erro em relação à concordância é:

(A) lançou;

(B) substituiu;

(C) abastecer;

(D) têm;

(E) costuma.

12- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Para que os argumentos utilizados no texto 2 contra o desperdício de água no ambiente doméstico sejam eficientes,
o autor do texto apela principalmente para:

(A) testemunhos de autoridade, como, por exemplo, a citação da ONU no primeiro parágrafo;

(B) estratégias de intimidação, aludindo à falta de água num futuro próximo;

(C) diferentes opiniões do enunciador, misturadas a vozes alarmistas;

(D) exemplo de experiência bem sucedida no combate ao desperdício;

(E) afetividade, mostrando a Terra como um ser vivo, a quem se maltrata diariamente.

13- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

“Sua vantagem é tanta que a prefeitura da Cidade do México lançou um programa de conservação hídrica que
substituiu 350 mil vasos por modelos mais econômicos. As substituições reduziram de tal forma o consumo que
seria possível abastecer 250 mil pessoas a mais. No entanto, muitas casas no Brasil têm descargas embutidas na
parede, que costuma ter um altíssimo nível de consumo”.

Sobre as ocorrências do vocábulo que presentes nesse segmento do texto 2, a afirmação correta é a de que:

(A) a primeira e a terceira ocorrência pertencem à mesma classe gramatical;

(B) a segunda ocorrência pertence à mesma classe da primeira;

(C) as três últimas ocorrências pertencem à mesma classe;

(D) a última ocorrência pertence à classe diferente de todas as demais;

(E) a segunda e a quarta ocorrências pertencem a classes diferentes.

14- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

TEXTO 3 – QUANTO FALTA PARA O DESASTRE?

Verão de 2015. As filas para pegar água se espalham por vários bairros. Famílias carregam baldes e aguardam a
chegada dos caminhões-pipa. Nos canos e nas torneiras, nem uma gota. O rodízio no abastecimento força lugares
com grandes aglomerações, como shopping centers e faculdades, a fechar. As chuvas abundantes da estação não
vieram, as obras em andamento tardarão a ter efeito e o desperdício continuou alto. Por isso, São Paulo e várias
cidades vizinhas, que formam a maior região metropolitana do país, entram na mais grave crise de falta d’água da
história. (Época, 16/06/2014)

A ficção do texto 3 está marcada por:

(A) emprego do imperfeito do indicativo;

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(B) citação de locais imaginários;

(C) diferentes opiniões do enunciador, misturadas as vozes alarmistas;

(D) informação de data futura;

(E) narração de desastres futuros.

15- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O título dado ao texto 3 tem a forma de uma pergunta – Quanto falta para o desastre? – que:

(A) exemplifica uma pergunta retórica, já que não há resposta possível;

(B) é claramente respondida no texto por meio de uma previsão;

(C) não apresenta resposta no corpo do texto;

(D) funciona como um conselho para as autoridades;

(E) é respondida por meio de uma informação do enunciador.

16- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

As duas primeiras frases do texto 3 mostram formas verbais no presente do indicativo, que indicam:

(A) mais ênfase nos fatos que indicam o desastre anunciado;

(B) o interesse do autor em descrever fatos alarmantes;

(C) a apresentação de fatos futuros como já ocorridos;

(D) a preocupação de argumentar a favor de novas medidas;

(E) a intenção de dar mais dinamismo às ações narradas.

17- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O segmento do texto 3 que retoma o tema dos dois textos anteriores (textos 1 e 2) é:

(A) “As filas para pegar água se espalham por vários bairros.”

(B) “Famílias carregam baldes e aguardam a chegada dos caminhões-pipa.”

(C) “Nos canos e nas torneiras, nem uma gota.”

(D) “O rodízio no abastecimento força lugares com grandes aglomerações, como shopping centers e faculdades, a
fechar.”

(E) “As chuvas abundantes da estação não vieram, as obras em andamento tardarão a ter efeito e o desperdício
continuou alto.”

18- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Uma das regras de emprego da vírgula é para marcar a omissão de uma forma verbal; o segmento abaixo em que
isso ocorre no texto 3 é:

(A) “Nos canos e nas torneiras, nem uma gota”.

(B) “O rodízio no abastecimento força lugares com grandes aglomerações, como shopping centers e faculdades, a
fechar”.

(C) “As chuvas abundantes da estação não vieram, as obras em andamento tardarão a ter efeito e o desperdício
continuou alto”.

(D) “Por isso, São Paulo e várias cidades vizinhas,...”.

(E) “...que formam a maior região metropolitana do país, entram na mais grave crise de falta d’água da história”.

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19- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

“Por isso, São Paulo e várias cidades vizinhas, que formam a maior região metropolitana do país, entram na mais
grave crise de falta d’água da história.”

O conectivo “Por isso” introduz uma:

(A) conclusão;

(B) explicação;

(C) causa;

(D) consequência;

(E) adição.

20- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Entre as razões apontadas no texto 3 para o desastre anunciado,

NÃO se inclui:

(A) falta de planejamento;

(B) situações climáticas anormais;

(C) consumo em excesso;

(D) má administração;

(E) preocupações eleitorais.

21- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

A correção na acentuação gráfica faz parte do cuidado com a norma culta na redação de um texto; a opção que
apresenta um vocábulo do texto 3 que é acentuado graficamente por razão distinta das demais é:

(A) famílias;

(B) país;

(C) rodízio;

(D) água;

(E) desperdício.

22- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O item abaixo cujas palavras, retiradas dos textos desta prova, mostram o mesmo tipo de processo de formação é:

(A) onipresente/caminhões-pipa;

(B) infindas/inesgotabilidade;

(C) abastecer/abastecimento;

(D) banheiro/descarga;

(E) consumo/rodízio.

23- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

A frase “As filas para pegar água se espalham por vários bairros” mostra uma forma de escritura que modifica o seu
sentido original em:

(A) espalham-se por bairros vários as filas para pegar água;

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(B) as filas para pegar água por vários bairros se espalham;

(C) por vários bairros se espalham as filas para pegar água;

(D) para pegar água, as filas se espalham por vários bairros;

(E) as filas se espalham por vários bairros para pegar água.

24- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

A frase “fechando o registro”, reescrita de forma a substituir a oração reduzida por desenvolvida, assume, com
correção, a seguinte forma:

(A) a fim de que se feche;

(B) após fechar-se o registro;

(C) enquanto se fecha o registro;

(D) caso se feche o registro;

(E) embora se feche o registro.

25- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O texto 4 deve ser classificado como:

(A) instrucional, já que dá instruções de como banhar-se;

(B) didático, já que ensina os usuários a tomar banho;

(C) publicitário, pois tenta convencer o leitor a economizar;

(D) narrativo, pois relata a sucessão de ações no banho;

(E) argumentativo, pois defende banhos menos longos.

26- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O vocábulo abaixo do texto 4, que é classificado como modalizador por inserir uma opinião do enunciador sobre o
assunto veiculado, é:

(A) apenas;

(B) consome;

(C) quente;

(D) elétrico;

(E) ensaboar.

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27- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

TEXTO 5

“Se seu chuveiro for aquecido a gás, os primeiros minutos até a água esquentar consomem 15 litros”. Essa frase do
texto 5 possui uma inadequação, que é:

(A) a expressão “a gás” deveria vir com acento grave, já que se trata de uma locução adverbial;

(B) a forma verbal “for” deveria ser substituída por “fosse”, já que expressa uma condição futura;

(C) a expressão mais adequada seria “nos primeiros minutos”, com modificação na forma verbal seguinte;

(D) “até a água esquentar” deveria ser substituída por “até que a água esquente”;

(E) a forma verbal “consomem” deveria estar grafada “consumem”.

28- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

“Coloque um balde embaixo do chuveiro”; a opção em que a forma sublinhada está ERRADA é:

(A) Abaixo o desperdício de água!

(B) Todos devíamos consumir abaixo do consumo atual.

(C) As famílias devem perseguir o baixo consumo.

(D) Os preços das contas deviam vir de alto a baixo.

(E) As contas vieram debaixo do esperado.

29- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

“para recolher a água fria”; essa frase do texto 5, se nominalizada, adquiriria a seguinte forma:

(A) para que se recolha a água fria;

(B) para que se recolhesse a água fria;

(C) para a acolhida da água fria;

(D) para a coleta da água fria;

(E) para que a água fria seja recolhida.

30- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

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Na frase, o verbo está no plural por concordar com o sujeito composto “escovar os dentes ou se barbear”; a frase
abaixo em que a forma verbal deveria estar no singular é:

(A) deixar a torneira aberta ou fechá-la fazem muita diferença na conta mensal de água;

(B) lavar o carro com mangueira ou tomar banhos prolongados aumentam a despesa doméstica;

(C) os adultos ou as crianças podem colaborar na economia doméstica;

(D) o desperdício de água ou o desmatamento mostram descuido com o futuro do planeta;

(E) cuidar dos encanamentos ou preocupar-se com vazamentos demonstram consciência cidadã.

Derrota da Censura

A decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de aprovar em caráter conclusivo o projeto que
autoriza a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas de pessoas públicas pode ser um marco na
história da liberdade de expressão no país.

Até agora, o Brasil vem caminhando no obscurantismo no tocante à publicação ou filmagem de biografias. O
artigo 20 do Código Civil bate de frente com a Constituição, que veta a censura. Só informações avalizadas pelo
biografado ou pela sua família podem ser mostradas. É o império da chapa branca, cravado numa sociedade que
caminha para o pluralismo, a transparência, a troca de opiniões.

O brasileiro vê estupefato uma biografia de Roberto Carlos sendo recolhida e queimada; biografias de
Guimarães Rosa e Raul Seixas sendo proibidas de circular; inúmeros filmes vetados por famílias que se julgam no
direito de determinar o que pode ou não pode ser dito sobre qualquer pessoa. Exatamente o que os generais
acreditavam poder fazer em relação a jornais, rádios e televisão.

[....] O projeto aprovado na CCJ abre caminho para que a sociedade seja amplamente informada sobre seus
homens públicos, seus políticos, seus artistas, não apenas através de denúncias, mas também de interpretações.
O livro publicado sobre Roberto Carlos era laudatório; o mesmo acontecia com o documentário de Glauber Rocha,
também proibido, sobre Di Cavalcanti.

[....] A alteração votada abre um leque extraordinário ao desenvolvimento da produção cultural neste país.
Mais livros serão escritos, mais filmes serão realizados, mais trajetórias políticas e artísticas serão debatidas.

(Nelson Hoineff – O Globo, 11/04/2013)

1- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Todo texto surge a partir de uma motivação qualquer.

Com relação ao texto acima, essa motivação foi

(A) uma decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

(B) a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas.

(C) o final definitivo da censura sobre biografias.

(D) a possibilidade de lerem-se informações sobre pessoas públicas.

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(E) a vantagem de esclarecerem-se passagens obscuras de nossa história.

2- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“A decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de aprovar em caráter conclusivo o projeto que
autoriza a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas de pessoas públicas pode ser um marco na
história da liberdade de expressão no país”.

Com relação ao primeiro parágrafo do texto, assinale a alternativa que indica o termo que exerce uma função
diferente da dos demais.

(A) da Câmara.

(B) de imagens.

(C) da liberdade.

(D) de Constituição e Justiça.

(E) da Comissão.

3- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

A frase que exemplifica uma variação linguística diferente da dos demais segmentos destacados no texto é:

(A) “A decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de aprovar em caráter conclusivo o projeto...”

(B) “...que autoriza a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas de pessoas públicas pode ser um
marco na história da liberdade de expressão no país”.

(C) “Até agora, o Brasil vem caminhando no obscurantismo no tocante à publicação ou filmagem de biografias”.

(D) “O artigo 20 do Código Civil bate de frente com a Constituição, que veta a censura”.

(E) “Só informações avalizadas pelo biografado ou pela sua família podem ser mostradas”.

4- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“A decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de aprovar em caráter conclusivo o projeto que
autoriza a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas de pessoas públicas pode ser um marco na
história da liberdade de expressão no país”.

Se compararmos os termos sublinhados, vemos que o primeiro tem seu significado esclarecido pelo texto (o projeto),
enquanto o segundo tem seu significado esclarecido pela situação de produção do texto, ou seja, por sabermos que
o artigo foi publicado no Brasil, inferimos que esse “país” referido é o Brasil.

O termo do segundo parágrafo que também tem seu significado esclarecido pela situação de produção do texto é:

(A) “Até agora, o Brasil vem caminhando no obscurantismo no tocante à publicação ou filmagem de biografias”.

(B) “Até agora, o Brasil vem caminhando no obscurantismo no tocante à publicação ou filmagem de biografias”.

(C) “O artigo 20 do Código Civil bate de frente com a Constituição, que veta a censura”.

(D) “Só informações avalizadas pelo biografado ou pela sua família podem ser mostradas”.

(E) “É o império da chapa branca, cravado numa sociedade que caminha para o pluralismo, a transparência, a troca
de opiniões”.

5- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“Até agora, o Brasil vem caminhando no obscurantismo no tocante à publicação ou filmagem de biografias”.

Assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta do fragmento acima.

(A) No que se refere à publicação ou filmagem de biografias, o cenário vem se tornando, a cada dia, mais obscuro.

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(B) O Brasil prefere manter o obscurantismo de certas biografias a fim de preservar os biografados.

(C) Nosso país ainda está bastante atrasado no que diz respeito à filmagem ou publicação de biografias.

(D) As leis brasileiras não permitem, ainda, que se publiquem biografias que não possam ser filmadas.

(E) Pouco a pouco nosso país vem libertando-se do obscurantismo no que tange ao direito de informação.

6- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“É o império da chapa branca, cravado numa sociedade que caminha para o pluralismo, a transparência, a troca de
opiniões”.

O “império da chapa branca” diz respeito

(A) à corrupção.

(B) aos privilégios.

(C) à pureza.

(D) ao militarismo.

(E) à transparência.

7- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“...biografias de Guimarães Rosa e Raul Seixas sendo proibidas de circular”. Esse segmento do texto mostra uma
ambiguidade.

Assinale a alternativa em que essa duplicidade de entendimento continua presente.

(A) Uma biografia de Guimarães e outra de Raul Seixas sendo proibidas de circular.

(B) Sendo proibidas de circular não só uma biografia de Guimarães Rosa mas também uma de Raul Seixas.

(C) Sendo proibidas de circular biografias de Guimarães Rosa e biografias de Raul Seixas.

(D) Sendo proibidas de circular as biografias de Guimarães Rosa e de Raul Seixas.

(E) Uma biografia de Guimarães Rosa sendo proibida de circular, assim como uma biografia de Raul Seixas.

8- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“O brasileiro vê estupefato uma biografia de Roberto Carlos sendo recolhida e queimada”.

Assinale a alternativa que mostra a correta relação entre as duas ações sublinhadas.

(A) A primeira ação é causa da segunda.

(B) A segunda ação é a justificativa da primeira.

(C) As duas ações estão em sucessão temporal.

(D) A segunda ação representa uma oposição em relação à primeira.

(E) A segunda ação é uma conclusão da primeira.

9- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“Exatamente o que os generais acreditavam poder fazer em relação a jornais, rádios e televisão”

A finalidade da comparação no segmento do texto é a de

(A) recordar as grandes injustiças do regime militar.

(B) comparar dois momentos diferentes de nossa história.

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(C) condenar a censura no regime militar.

(D) elogiar certas medidas duras, mas indispensáveis.

(E) criticar a posição de algumas famílias de biografados.

10- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Ao dizer que o “livro proibido sobre Roberto Carlos era laudatório”, o autor do texto quer dizer que esse livro

(A) era imparcial na apresentação da biografia do cantor.

(B) estava acumulado de denúncias contra o artista.

(C) destacava somente fatos religiosos da vida de Roberto Carlos.

(D) criticava de forma ofensiva alguns momentos da vida do biografado.

(E) centralizava suas atenções em elogios ao artista.

11- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Antes do início da transcrição do quarto parágrafo do texto, há colchetes com alguns pontos em seu interior [....].
Esse sinal quer informar ao leitor que

(A) parte do texto foi suprimida.

(B) parte do texto original estava ilegível.

(C) por alguma razão, parte do texto foi censurada.

(D) o parágrafo seguinte foi anexado ao texto.

(E) o parágrafo seguinte foi deslocado para o final do texto.

12- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Tendo em vista nossa realidade política e jurídica, podemos constatar que o título dado ao texto – Derrota da
Censura – representa, do ponto de vista do autor,

(A) uma crítica e um alerta.

(B) um desejo e uma esperança.

(C) uma opinião e uma certeza.

(D) uma dúvida e uma vontade.

(E) uma previsão e uma ironia.

13- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“O projeto aprovado na CCJ abre caminho para que a sociedade seja amplamente informada sobre seus homens
públicos, seus políticos, seus artistas, não apenas através de denúncias, mas também de interpretações. O livro
publicado sobre Roberto Carlos era laudatório; o mesmo acontecia com o documentário de Glauber Rocha, também
proibido, sobre Di Cavalcanti”.

Assinale a alternativa em que o valor semântico do conector sublinhado está indicado de forma correta.

(A) para que – direção.

(B) sobre – lugar.

(C) através de – meio.

(D) mas também – oposição.

(E) com – companhia.

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14- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

“Até agora, o Brasil vem caminhando no obscurantismo no tocante à publicação ou filmagem de biografias. O artigo
20 do Código Civil bate de frente com a Constituição, que veta a censura. Só informações avalizadas pelo biografado
ou pela sua família podem ser mostradas. É o império da chapa branca, cravado numa sociedade que caminha para
o pluralismo, a transparência, a troca de opiniões”.

O trecho sublinhado mostra

(A) um ponto de vista apoiado pelo autor do texto.

(B) um ponto de vista defendido pelo projeto que foi aprovado na CCJ.

(C) um item já abandonado na lei antiga.

(D) uma posição criticada pelo autor do texto.

(E) um parecer dos países mais desenvolvidos.

15- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

O último parágrafo do texto mostra

(A) o progresso que foi desprezado pela nova lei.

(B) as decorrências benéficas das ideias do novo projeto.

(C) uma ironia sobre as boas novas que o país despreza.

(D) um alerta sobre os prejuízos da censura.

(E) um elogio às biografias e filmes já realizados.

GABARITO
TJ/SC 2018:
1-C 2-B 3-E 4-C 5-D 6-C 7-X 8-D 9-C 10-E
11-D 12-E 13-C 14-A 15-C 16-E 17-A 18-B 19-D 20-A

TJ/AL 2018:
1-A 2-C 3-B 4-B 5-C 6-D 7-B 8-D 9-C 10-A 11-B 12-C 13-E 14-E 15-E
16-A 17-A 18-C 19-C 20-A 21-B 22-D 23-C 24-E 25-E 26-C 27-B 28-A 29-E 30-D

TJ/PI 2015:
1-A 2-C 3-E 4-A 5-B 6-C 7-A 8-C 9-B 10-E 11-D 12-E 13-B 14-E 15-D
16-D 17-D 18-D 19-B 20-B 21-C 22-E 23-A 24-A 25-B 26-D 27-C 28-E 29-D 30-C

TJ-RO 2015
1-E 2-E 3-A 4-B 5-C 6-D 7-C 8-B 9-B 10-B
11-A 12-B 13-D 14-B 15-B 16-B 17-C 18-A 19-B 20-D

TJ/BA 2015:
1-E 2-B 3-B 4-A 5-B 6-E 7-C 8-D 9-E 10-D
11-A 12-C 13-D 14-E 15-C 16-D 17-A 18-B 19-D 20-E

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TJ/GO 2014:
1-C 2-D 3-A 4-E 5-C 6-A 7-A 8-C 9-B 10-A 11-D 12-E 13-D 14-B 15-C

TJ/RJ 2014:
1-E 2-C 3-C 4-E 5-A 6-E 7-C 8-D 9-D 10-A 11-E 12-D 13-A 14-D 15-B
16-C 17-E 18-A 19-D 20-E 21-B 22-B 23-E 24-D 25-E 26-A 27-C 28-E 29-D 30-A

TJ/AM 2013:
1-A 2-B 3-D 4-B 5-C 6-B 7-D 8-C 9-E 10-E
11-A 12-B 13-C 14-D 15-B 16-E 17-A 18-D 19-E 20-A

Direito Processual Penal

1- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Em uma audiência de instrução e julgamento, foi colhido o depoimento de uma testemunha do autor, apesar de ter
sido arguida sua suspeição pela parte ré. O julgador prolatou sentença de procedência do pedido com base apenas
na prova documental acostada aos autos.

Em caso de apelação sob o argumento da nulidade daquele depoimento, a referida sentença será:

(A) reformada, pois deverá ser invertido o resultado do julgamento;

(B) anulada, já que posterior ao ato considerado nulo;

(C) confirmada, já que é independente da prova oral produzida no processo;

(D) complementada, com a indicação de que a testemunha é suspeita;

(E) substituída por outra a ser proferida pelo julgador, de qualquer teor.

2- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

No curso de ação penal em que Roberto figurava como denunciado, entrou em vigor lei que versava sobre
processamento de ação penal em procedimento comum ordinário, com conteúdo exclusivamente processual penal,
prejudicial ao réu.

O técnico judiciário, no momento de auxiliar no processamento do feito, deverá aplicar a:

(A) lei processual penal em vigor na época dos fatos, em virtude do princípio da irretroatividade da lei mais gravosa,
não admitindo o Código de Processo Penal interpretação extensiva ou analógica da lei processual;

(B) lei processual penal em vigor na época dos fatos, em virtude do princípio da irretroatividade da lei mais gravosa,
admitindo o Código de Processo Penal interpretação extensiva, mas não aplicação analógica da lei processual;

(C) lei processual penal em vigor na época dos fatos, em virtude do princípio da irretroatividade da lei mais gravosa,
admitindo o Código de Processo Penal interpretação extensiva e aplicação analógica da lei processual;

(D) nova lei processual penal, ainda que desfavorável ao réu, respeitando-se os atos já praticados, admitindo o
Código de Processo Penal interpretação extensiva, mas não aplicação analógica da lei processual;

(E) nova lei processual penal, ainda que desfavorável ao réu, respeitando-se os atos já praticados, admitindo o
Código de Processo Penal interpretação extensiva e aplicação analógica da lei processual.

3- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

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Questões – Tribunais de Justiça

Cinco meses após ser vítima de crime de calúnia majorada, Juliana, 65 anos, apresentou queixa em desfavor de
Tereza, suposta autora do fato, perante Vara Criminal, que era o juízo competente. Recebida a queixa, no curso da
ação, Juliana, solteira, veio a falecer, deixando como único familiar sua filha Maria, de 30 anos de idade, já que não
tinha irmãos e seus pais eram previamente falecidos. Após a juntada da certidão de óbito, o serventuário certificou
tal fato na ação penal.

Diante da certidão e da natureza da ação, é correto afirmar que:

(A) deverá a ação penal, diante da apresentação de queixa pela vítima antes de falecer, ter regular prosseguimento,
intimando-se Maria dos atos, em razão do princípio da indisponibilidade das ações privadas;

(B) deverá o juiz, diante da natureza da ação penal de natureza privada, extinguir o processo sem julgamento do
mérito, não podendo terceiro prosseguir na posição de querelante;

(C) deverá ser reconhecida a decadência caso Maria não compareça em juízo no prazo legal para dar
prosseguimento à ação penal;

(D) deverá ser reconhecida a perempção caso Maria não compareça em juízo no prazo legal para dar
prosseguimento à ação penal;

(E) poderá Maria, diante do falecimento de Juliana, prosseguir na ação penal, que passará a ser classificada como
privada subsidiária da pública.

4- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Após investigação, foi identificado que Arthur era autor de um crime de falsidade ideológica de documento particular
(pena: 1 a 3 anos de reclusão e multa), figurando como vítima Zeca. Juntada a folha de antecedentes criminais,
verificou-se que Arthur nunca respondeu a qualquer outra ação penal.

Considerando o crime de falsidade ideológica de documento particular, com base nas previsões da Lei nº 9.099/95
(Lei dos Juizados Especiais), a infração:

(A) não é de menor potencial ofensivo, de modo que não cabe suspensão condicional do processo, transação penal
e nem composição civil dos danos;

(B) não é de menor potencial ofensivo, mas cabe proposta de suspensão condicional do processo;

(C) é de menor potencial ofensivo, cabendo proposta de suspensão condicional do processo;

(D) é de menor potencial ofensivo, mas não cabe proposta de transação penal;

(E) é de menor potencial ofensivo, cabendo composição civil dos danos.

5- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

O princípio da presunção de inocência estabelece que ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em
julgado da sentença condenatória. Em consequência, a manutenção da prisão após o flagrante somente se justifica
em situações excepcionais.

Sobre o tema, é correto afirmar que:

(A) o Código não admite a decretação de prisão preventiva quando ao crime doloso imputado for cominada pena
inferior a 4 anos, ainda que o agente seja reincidente na prática de crime da mesma natureza;

(B) o flagrante é válido quando o agente, apesar de não ser preso cometendo a infração ou quando acaba de
cometê-la, é encontrado, logo depois, com objeto que faça presumir ser o autor da infração;

(C) a prisão em flagrante somente poderá ser realizada por agente público no exercício de função, sob pena de
ilegalidade;

(D) o descumprimento de medida protetiva de urgência não é fundamento idôneo para justificar eventual decretação
da prisão preventiva;

(E) as medidas cautelares alternativas não podem ser decretadas de ofício no curso da ação penal.

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6- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Antônio pela suposta prática do crime de peculato. O juiz, porém,
considerando a ausência de justa causa, rejeitou a denúncia oferecida. Em razão disso, intimado pessoalmente, o
Promotor de Justiça entregou ao cartório o procedimento com o recurso cabível.

O recurso apresentado pelo Ministério Público aos serventuários de Justiça é o de:

(A) recurso em sentido estrito;

(B) embargos infringentes;

(C) embargos de declaração;

(D) apelação;

(E) agravo.

7- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Analise as situações a seguir:

I) Zé praticou, na mesma data, um crime comum e um crime militar, sendo que a prova da primeira infração influi na
prova da segunda. Apesar da conexão, haverá separação dos processos para julgamento.

II) Caio praticou crime doloso contra a vida em conexão com crime de competência da vara criminal estadual comum.
Diante disso, prevalecerá a competência do júri.

III) Pedro e Paulo foram acusados de uma mesma infração penal, mas em ações penais diferentes. Haverá, entre
as duas ações penais, relação de continência.

De acordo com as previsões do Código de Processo Penal sobre o tema competência, está correto o que se afirma
em:

(A) somente I e II;

(B) somente I e III;

(C) somente II;

(D) somente II e III;

(E) I, II e III.

8- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Patrick foi denunciado e condenado, em primeira instância, perante a 1ª Vara Criminal de Florianópolis, pela prática
de crime de corrupção passiva. Após a condenação, dentro do prazo legal, apresentou o recurso cabível, que se
encontra pendente de julgamento. Nesse período, foi novamente denunciado pela prática do crime de corrupção
passiva, dessa vez perante a 2ª Vara Criminal de Florianópolis, sendo verificado pelo teor da denúncia que os fatos
imputados são os mesmos daquela ação da 1ª Vara Criminal.

A defesa técnica de Patrick, poderá apresentar, ao responder a segunda ação penal, a exceção de:

(A) incompetência do juízo, que deverá ser processada nos autos principais;

(B) coisa julgada, que deverá ser processada em autos apartados;

(C) coisa julgada, que suspenderá o andamento da ação penal;

(D) litispendência, que deverá ser processada em autos apartados;

(E) suspeição, que precederá a qualquer outra eventualmente oposta.

1- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

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Enquanto organizava procedimentos que se encontravam no cartório de determinada Vara Criminal do Tribunal de
Justiça de Alagoas, o servidor identifica que há um inquérito em que foram realizadas diversas diligências para
apurar crime de ação penal pública, mas não foi obtida justa causa para o oferecimento de denúncia, razão pela
qual o Delegado de Polícia elaborou relatório final opinando pelo arquivamento. Verificada tal situação e com base
nas previsões do Código de Processo Penal, caberá ao:

(A) juiz realizar diretamente o arquivamento, tendo em vista que já houve representação nesse sentido por parte da
autoridade policial, cabendo contra a decisão recurso em sentido estrito;

(B) Ministério Público realizar diretamente o arquivamento, caso concorde com a conclusão do relatório da
autoridade policial, independentemente de controle judicial;

(C) delegado de polícia, em caso de concordância do juiz, realizar diretamente o arquivamento após retorno do
inquérito policial para delegacia;

(D) Ministério Público promover pelo arquivamento, cabendo ao juiz analisar a homologação em respeito ao princípio
da obrigatoriedade;

(E) juiz promover pelo arquivamento, podendo o promotor de justiça requerer o encaminhamento dos autos ao
Procurador Geral de Justiça em caso de discordância, em controle ao princípio da obrigatoriedade.

2- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Perante a 1ª Vara Criminal de determinada comarca de Tribunal de Justiça, corre processo em que se investiga a
prática de crimes gravíssimos de organização criminosa e tráfico de drogas, sendo, inclusive, investigados grandes
empresários do Estado. Considerando o fato de que o juiz titular do órgão estaria afastado de licença médica há
muitos anos, diversos juízes participaram do feito: João proferiu decisões autorizando medidas cautelares antes
mesmo da denúncia; Jorge foi o responsável pelo recebimento da denúncia e por analisar o teor das respostas à
acusação apresentadas pela defesa; José participou da audiência de instrução e interrogatório dos réus. Após
apresentação das alegações finais, diante da complexidade do processo e dos inúmeros volumes, o Tribunal de
Justiça decidiu criar uma 5ª Vara Criminal especificamente para julgamento desse processo, impedindo que a 1ª
Vara Criminal tivesse seu processamento dificultado pela dedicação do magistrado que lá atuava à sentença que
deveria ser produzida. Com a sentença publicada, a 5ª Vara Criminal seria extinta.

Com base na situação exposta, a criação da 5ª Vara Criminal com o objetivo de proferir sentença no processo
complexo:

(A) é válida, mas não poderá ela ser extinta logo após a sentença ser publicada em razão da possibilidade de
recursos;

(B) não é válida, cabendo a João proferir a sentença em razão do princípio da identidade física do juiz;

(C) é válida, podendo ela ser extinta logo após a publicação da sentença, nos termos previstos no ato do Tribunal
de Justiça;

(D) não é válida, cabendo a Jorge proferir a sentença em razão do princípio da identidade física do juiz;

(E) não é válida, cabendo a José proferir a sentença em razão do princípio da identidade física do juiz.

3- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Guilherme Nucci define ação penal como “o direito do Estado acusação ou da vítima de ingressar em juízo,
solicitando a prestação jurisdicional, representada pela aplicação das normas de direito penal ao caso concreto”.
Tradicionalmente, a doutrina classifica as ações penais como públicas e privadas, que possuem diferentes
tratamentos a partir de sua natureza.

Assim, de acordo com as previsões do Código de Processo Penal e da doutrina, são aplicáveis às ações penais de
natureza privada os princípios da:

(A) conveniência, indisponibilidade e indivisibilidade;

(B) conveniência, indisponibilidade e divisibilidade;

(C) oportunidade, disponibilidade e indivisibilidade;

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(D) oportunidade, disponibilidade e divisibilidade;

(E) obrigatoriedade, disponibilidade e divisibilidade.

4- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Tício é funcionário auxiliar da justiça de certo cartório de Vara Criminal. Ao atuar em determinado procedimento,
verifica que Mévio, que é seu credor em razão de empréstimo, figura como réu na ação penal.

Identificada tal situação, é correto afirmar que Tício:

(A) não poderá participar da ação penal em razão da causa de suspeição prevista no Código de Processo Penal,
tendo em vista que as prescrições sobre suspeição dos juízes estendem-se aos serventuários e funcionários da
justiça;

(B) poderá participar da ação penal, tendo em vista que ser credor da parte não configura causa de impedimento e
nem suspeição do magistrado a ser estendida ao funcionário auxiliar da justiça;

(C) não poderá participar da ação penal em razão da causa de impedimento prevista no Código de Processo Penal,
tendo em vista que as prescrições sobre impedimento dos juízes estendem-se aos serventuários e funcionários da
justiça;

(D) poderá participar da ação penal, tendo em vista que as prescrições sobre suspeição e impedimento dos juízes
não se aplicam aos serventuários e funcionários da justiça;

(E) poderá participar da ação penal, tendo em vista que ser credor da parte é causa de impedimento e apenas as
prescrições sobre suspeição dos juízes, de acordo com o Código de Processo Penal, aplicam-se aos funcionários
da justiça.

5- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Paulo pretende oferecer queixa-crime em face de Lucas em razão da prática de crime de calúnia majorada, não
sendo, assim, infração de menor potencial ofensivo. Procura, então, seu advogado e narra que Lucas o ofendeu
através de uma carta, que foi escrita na cidade A, mas só chegou ao conhecimento da vítima e de terceiros o seu
conteúdo quando lida na cidade B. Por outro lado, Paulo esclarece que atualmente está residindo na cidade C,
enquanto Lucas reside na cidade D.

Considerando as regras de competência previstas no Código de Processo Penal, é correto afirmar que:

(A) a Comarca A é competente para julgamento, tendo em vista que o Código de Processo Penal adota a Teoria da
Atividade para definir a competência territorial para julgamento;

(B) a queixa poderá ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca D, ainda que conhecido o local da infração;

(C) a queixa poderá ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca C, ainda que conhecido o local da infração;

(D) a queixa somente poderia ser oferecida perante a Vara Criminal da Comarca C se desconhecido o local da
infração;

(E) o primeiro critério a ser observado para definir a competência sempre é o da prevenção.

6- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Após denúncia em face de Nilton, sua defesa técnica apresentou exceção de suspeição do magistrado, bem como
exceção de coisa julgada, tudo no prazo para apresentar resposta à acusação.

Para o correto processamento das exceções apresentadas, o serventuário do cartório deverá ter conhecimento de
que o Código de Processo Penal prevê que:

(A) a exceção de coisa julgada precede a qualquer outra, inclusive a de suspeição;

(B) as exceções são processadas em autos apartados, suspendendo, em regra, de imediato o andamento da ação
penal;

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Questões – Tribunais de Justiça

(C) as exceções são processadas junto aos autos principais, não suspendendo, em regra, de imediato o andamento
da ação penal;

(D) a exceção de suspeição precede a qualquer outra, salvo quando fundada em motivo superveniente;

(E) as exceções são processadas em autos principais e suspenderão, em regra, o andamento da ação penal.

7- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

O processo perante o Juizado Especial Criminal é marcado pelo princípio da oralidade, informalidade, celeridade e
economia processual, de modo que a Lei nº 9.099/95, que trata do tema no âmbito estadual, trouxe um procedimento
próprio, conhecido como sumaríssimo.

De acordo com as previsões da Lei nº 9.099/95, em respeito ao princípio da:

(A) economia processual, a competência do Juizado Especial Criminal é definida pelo local da consumação do
crime, ainda que outro seja o local de sua prática;

(B) celeridade, a citação a ser realizada no Juizado Especial Criminal poderá ser pessoal ou fictícia através de edital,
esta no caso de o acusado não ser localizado;

(C) economia processual, dos atos praticados em audiência considerar-se-ão desde logo cientes as partes e
interessados, mas não os advogados constituídos e defensores, que têm a prerrogativa de intimação pessoal;

(D) oralidade, serão objeto de registro escrito exclusivamente os atos havidos como essenciais, como denúncia,
alegações finais e sentença, que devem, em regra, ser integralmente transcritos;

(E) celeridade, a prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio hábil de
comunicação.

8- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Após comparecer em todos os endereços registrados em nome de Caio para citação e não o localizar e nem obter
informações sobre seu paradeiro, o oficial de justiça certifica que o acusado se encontra em local incerto e não
sabido. Verificada a veracidade do teor da certidão, deverá ser buscada a citação de Caio, de acordo com o Código
de Processo Penal e com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal:

(A) com hora certa, desde que o oficial de justiça tenha comparecido ao menos três vezes no endereço do
denunciado;

(B) por edital, devendo conter nesse, necessariamente, o nome do réu, o nome do promotor responsável pela
denúncia e do juiz que a determinar, sob pena de nulidade;

(C) por edital, e, caso não compareça após o prazo fixado em tal modalidade de citação, ficará suspenso o curso
do processo e do prazo prescricional, ainda que o acusado constitua advogado para essa ação penal;

(D) por edital, não havendo nulidade se houver indicação do dispositivo da lei penal correspondente à inicial
acusatória, embora não haja transcrição da denúncia ou resumo dos fatos em que se baseia;

(E) por carta com aviso de recebimento, devendo o processo prosseguir caso, ainda assim, o acusado não
compareça e nem constitua advogado.

9- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Lucas caminhava pela rua, por volta de 7 horas, quando foi abordado por Pedro, que, mediante grave ameaça com
emprego de simulacro de arma de fogo, subtraiu seu aparelho celular. Em seguida, Pedro entregou o simulacro de
arma de fogo para seu irmão, que coincidentemente passava pela localidade, e pediu para que ele guardasse o
objeto em sua residência. Diante disso, o irmão de Pedro guardou o simulacro em sua casa e depois foi para o
trabalho. Por outro lado, ainda pouco tempo após o crime, policiais militares passaram pela localidade, de modo que
Lucas apontou para Pedro como o autor do fato. Os policiais abordaram Pedro e realizaram busca em seu corpo,
vindo a ser localizado o celular subtraído. Chegando na Delegacia, ao tomar conhecimento dos fatos, o Delegado
determina que os policiais compareçam à residência do irmão de Pedro para apreender o instrumento do crime, o
que efetivamente fazem os agentes da lei por volta de 16 horas.

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Questões – Tribunais de Justiça

Considerando apenas a situação narrada, é correto afirmar que a busca:

(A) pessoal realizada em Pedro foi válida, assim como a busca domiciliar para apreensão do instrumento do crime,
independentemente de mandado de busca e apreensão;

(B) pessoal realizada em Pedro e a busca na residência de seu irmão foram inválidas, pois ambas dependiam de
mandado de busca e apreensão;

(C) pessoal realizada em Pedro foi válida, independentemente de mandado, diferentemente do que ocorreu na
busca na residência do irmão do autor do fato, que foi inválida por depender de mandado de busca e apreensão;

(D) domiciliar no imóvel do irmão de Pedro foi válida, pois prescinde de mandado de busca e apreensão,
diferentemente da busca pessoal em Pedro, que foi inválida;

(E) domiciliar no imóvel do irmão de Pedro foi inválida, pois, apesar de prescindir de mandado de busca e apreensão,
foi realizada em período noturno, diferentemente da busca pessoal em Pedro, que foi válida.

10- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

O Código de Processo Penal, em seus artigos 563 e seguintes, disciplina o tema “ as Nulidades”, sendo certo que
o diploma legal confere tratamento próprio de acordo com as peculiaridades do processo penal brasileiro.

Sobre o tema, com base nas previsões do Código de Processo Penal, é correto afirmar que:

(A) o ato deverá ser declarado nulo quando verificada a existência de nulidade, independentemente de resultar
prejuízo para acusação ou defesa;

(B) a nulidade de intimação estará sanada quando o interessado comparecer e indicar ter conhecimento do ato, que
poderá ser adiado pelo juiz quando verificado que a irregularidade poderá prejudicar direito da parte;

(C) a nulidade, sempre que gerar prejuízo, poderá ser arguida por qualquer das partes, ainda que tenha sido aquela
que a arguiu a dar causa ao ato nulo;

(D) o reconhecimento de incompetência do juízo, em regra, anula, de imediato, tanto os atos decisórios quanto os
despachos e demais atos sem conteúdo decisório;

(E) a nulidade, mesmo diante de ato que não tenha influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da
causa, deverá ser reconhecida quando houver desrespeito à formalidade do ato.

1- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Glória foi vítima de um crime de estupro praticado no interior de sua residência. Sendo a natureza da ação pública
condicionada à representação, compareceu, então, à Delegacia, narrou o ocorrido e manifestou o interesse na
apuração do fato, razão pela qual foi instaurado inquérito. Considerando a hipótese narrada e as características do
inquérito policial, é correto afirmar que:
(A) caso houvesse indícios da autoria e prova da materialidade delitiva, a instauração de inquérito policial seria
prescindível para propositura da ação penal;
(B) o inquérito policial tem como algumas de suas principais características a oralidade, a oficialidade e oficiosidade;
(C) uma das características do inquérito policial é o sigilo, razão pela qual não poderá o defensor do indiciado ter
acesso aos autos, ainda que em relação àquilo já documentado;
(D) o inquérito policial é disponível, de modo que a autoridade policial poderá determinar seu arquivamento
diretamente;
(E) a natureza de ação pública condicionada à representação do crime de estupro exige que a representação seja
ofertada para fins de propositura da ação penal, mas não para instauração de inquérito.

2- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


João foi vítima de um delito de dano, crime este de ação penal privada. Em razão disso, ofereceu queixa crime, de
maneira regular, em desfavor de Renato, autor dos fatos. Após o recebimento da queixa, intimados para audiência
de instrução e julgamento, o querelante e seu advogado não compareceram, de maneira injustificada. O magistrado
entendeu por bem intimar o querelante para justificar a ausência, mas este se manteve inerte por 30 dias. Diante
disso, deverá o juiz da causa reconhecer a:

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(A) decadência, que poderá ocorrer em ações penais de natureza pública condicionada à representação e de
natureza privada;
(B) prescrição, que, em tese, poderá ocorrer em crimes cuja ação penal seja de qualquer natureza;
(C) perempção, que só poderá ocorrer em ações penais de natureza privada;
(D) decadência, que só poderá ocorrer em ações penais de natureza privada;
(E) perempção, que poderá ocorrer em ações penais de natureza pública condicionada à representação e de
natureza privada.

3- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


Flávia foi denunciada pela prática de um crime de extorsão perante a 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho.
O juiz em atuação nesta Vara, Jorge, contudo, era pai da autoridade policial que conduziu as investigações que
resultaram na denúncia, havendo, inclusive, representação deste no processo pela decretação da prisão preventiva.
Por sua vez, o promotor de justiça Lucas, que participaria da audiência de instrução e julgamento, mas que não foi
o que ofereceu denúncia, era credor de Flávia. Por fim, o serventuário da Justiça Carlos, que atuaria no processo,
era amigo íntimo da acusada. Nesse caso, é correto afirmar que:
(A) Jorge está diante de causa de impedimento, enquanto Lucas e Carlos estão diante de causas de suspeição;
(B) Jorge e Lucas estão diante de causa de impedimento, enquanto Carlos, de suspeição;
(C) Jorge está diante de causa de impedimento; Lucas, de suspeição; e Carlos poderá atuar normalmente, pois as
causas de impedimento/suspeição não se estendem aos serventuários da Justiça;
(D) Jorge, Lucas e Carlos estão diante de causas de suspeição;
(E) Jorge e Lucas estão diante de causa de suspeição, enquanto Carlos poderá atuar normalmente, pois as causas
de impedimento/suspeição não se estendem aos serventuários da Justiça.

4- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


O princípio da ampla defesa, previsto constitucionalmente, impõe que o acusado seja cientificado do início do
processo e de todo o seu desenvolvimento. A ciência da ação penal proposta é realizada através da citação, quando
o denunciado toma conhecimento da imputação delitiva. Sobre o instituto, é correto afirmar que:
(A) quando o réu estiver em local conhecido, mas fora da unidade da federação do juiz processante, será citado por
edital;
(B) o edital de citação poderá indicar os sinais característicos, residência e profissão do denunciado, ainda que não
seja conhecido seu nome;
(C) estando o réu em local incerto e não sabido, deverá ser realizada citação com hora certa;
(D) o Código de Processo Penal não admite o instituto da citação com hora certa;
(E) se o acusado, citado por edital, não comparecer e nem constituir advogado, o processo ficará suspenso, em que
pese o prazo prescricional continue a correr.

1- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Tradicionalmente, o inquérito policial é conceituado como um procedimento investigatório, cuja principal finalidade
é a obtenção de justa causa para a propositura da ação penal. Sobre o inquérito policial é correto afirmar que:
(A) é procedimento prévio imprescindível;
(B) poderá ser arquivado diretamente pela autoridade policial;
(C) é sigiloso, razão pela qual o defensor do indiciado não poderá ter acesso a elemento de prova algum, ainda que
documentado no procedimento investigatório;
(D) dependerá de representação, caso a investigação trate de crime em que a ação penal seja pública condicionada;
(E) é prescindível, logo é uma faculdade da autoridade policial instaurá-lo ou não, ainda que haja requisição do
Ministério Público.
2- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

No dia 24 de julho de 2014, Márcio e Emerson, em uma discussão do trabalho, ofenderam a honra de Frederico.
Configurado o crime de injúria, delito este de ação penal privada, Frederico propôs queixa-crime em desfavor de
ambos os colegas de trabalho, em 25.10.2014. A inicial foi recebida pelo magistrado em 28.10.2014. Após as partes

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conversarem sobre os fatos, a vítima resolveu perdoar Márcio mediante declaração expressa nos autos, sendo por
este aceito. Por sua vez, Emerson mostrouse inconformado e afirmou que não aceitaria o perdão de maneira
alguma. Diante disso:
(A) Emerson e Márcio terão suas punibilidades extintas, pois o perdão concedido a um dos querelados aproveita
aos demais;
(B) o processo prosseguirá apenas em relação a Emerson, pois a extinção da punibilidade pelo perdão do ofendido
depende de aceitação;
(C) Emerson terá sua punibilidade extinta, pois o perdão independe de aceitação dos querelados;
(D) o processo prosseguirá em relação a ambos os querelados, pois o perdão somente pode ser concedido até o
oferecimento da denúncia;
(E) o processo prosseguirá apenas em relação a Emerson, pois o perdão concedido a um dos querelados nunca
aproveita aos demais agentes.
3- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

A doutrina costuma classificar as ações penais como públicas incondicionadas, públicas condicionadas à
representação do ofendido ou requisição do Ministro da Justiça, privadas e privada subsidiária da pública. Algumas
são as diferenças entre essas espécies de ação, dentre as quais se destacam:
(A) a ação penal pública incondicionada e a ação penal pública condicionada à representação são de titularidade
do Ministério Público, diferente do que ocorre com a privada;
(B) a ação penal pública condicionada à representação admite a figura do perdão do ofendido após o oferecimento
da denúncia, diferente da pública incondicionada;
(C) a perempção poderá ocorrer na ação penal privada e na pública condicionada à representação, mas não na
pública incondicionada;
(D) o princípio da indivisibilidade é aplicável às ações penais públicas, mas não às ações penais privadas;
(E) o prazo para exercício do direito de representação é de 06 meses contados da data dos fatos, enquanto a queixa
poderá ser proposta a qualquer tempo, desde que dentro do prazo prescricional.
4- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

A Lei 9.099 de 1990 trouxe um procedimento simplificado conhecido pela doutrina como sumaríssimo. Sobre as
previsões desse diploma legal, é correto afirmar que:
(A) o benefício da transação penal, atendidos os requisitos legais, pode ser aplicado às autoridades que gozam de
foro por prerrogativa de função, desde que pelo órgão competente;
(B) estando o autor do fato em local incerto e não sabido, poderá ser realizada sua citação por edital no âmbito do
Juizado;
(C) somente cabe composição dos danos civis nos crimes de ação penal privada;
(D) a transação penal, em que pese não gere reincidência, pode funcionar como maus antecedentes;
(E) são consideradas infrações de menor potencial ofensivo as contravenções e os crimes a que a lei comine pena
máxima não superior a 03 anos de reclusão.
5- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

NÃO é aplicável às ações penais privadas o seguinte princípio:


(A) indivisibilidade;
(B) oportunidade;
(C) disponibilidade;
(D) intranscendência;
(E) obrigatoriedade.
6- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Sobre o instituto da suspensão condicional do processo, é correto afirmar:


(A) em que pese o processo fique suspenso, o prazo prescricional continuará correndo normalmente;
(B) o acusado que vier a ser processado, no curso do prazo de suspensão, pela prática de contravenção não poderá
ter o benefício revogado por este motivo;

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(C) será cabível seu oferecimento pelo Ministério Público apenas quando praticado crime de menor potencial
ofensivo;
(D) o acusado reincidente pela prática de crime doloso não fará jus ao benefício;
(E) o comparecimento pessoal semanal é umas das condições a ser necessariamente aplicada pelo magistrado.
7- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que ele próprio ou seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou
afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito. Isso
porque tal condição é causa de:
(A) impedimento;
(B) suspeição;
(C) incompetência absoluta;
(D) incompetência relativa;
(E) perempção.
8- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Para um adequado exercício da jurisdição pelo Estado, os auxiliares da Justiça têm papel de fundamental relevo.
Sobre esse tema, o Código de Processo Penal prevê que:
(A) as partes não intervirão na nomeação do perito;
(B) somente o perito oficial está sujeito à disciplina judiciária;
(C) não cabe condução coercitiva do perito que deixar de comparecer sem justa causa;
(D) as causas de suspeição dos magistrados não são aplicáveis aos peritos;
(E) não podem ser peritos os menores de 16 anos e os maiores de 70 anos.
9- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Foi oferecida e recebida denúncia em desfavor de Leonardo pela prática do crime de roubo. O oficial de justiça
Carlos compareceu em três oportunidades ao endereço do réu em busca de realizar sua citação, não o encontrando,
porém. Constatando que Leonardo buscava, na verdade, se ocultar, certificou tal fato.
Diante disso, procederá o oficial a citação:
(A) através dos correios, com aviso de recebimento;
(B) por edital;
(C) por hora certa;
(D) por telefone;
(E) por carta rogatória.
10- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Terminada a fase de alegações finais, o juiz profere sentença verbalmente na própria audiência ou o faz por escrito
no prazo de 10 dias. Na sentença:
(A) o relatório, a fundamentação e o dispositivo são imprescindíveis, ainda que proferida no âmbito dos Juizados
Especiais Criminais;
(B) somente poderão ser reconhecidas as agravantes expressamente tipificadas na denúncia;
(C) sem modificar a descrição do fato contida na denúncia, não poderá o magistrado dar definição jurídica diversa
da prevista na inicial acusatória;
(D) é prescindível a data e a assinatura do juiz;
(E) o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, será computado para fins de determinação do regime
inicial de pena privativa de liberdade.
11- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

De acordo com o entendimento amplamente majoritário no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a previsão do
artigo 387, IV do CPP, trazida pela Lei 11.719/08, no sentido de que o juiz fixará na sentença um valor mínimo para
reparação dos danos causados:
(A) é norma de conteúdo material, logo aplicável para os fatos ocorridos antes da entrada em vigor da Lei 11.719;
(B) é norma de conteúdo processual, não podendo ser aplicada para fatos anteriores à entrada em vigor da Lei
11.719, sob pena de violar o princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa;

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(C) somente poderá ser aplicada se houver requerimento da vítima, ou ao menos do Ministério Público, garantida a
ampla defesa;
(D) é norma de conteúdo material, razão pela qual somente pode ser aplicada para denúncias oferecidas após a
entrada em vigor da Lei 11.719;
(E) impede que a vítima requeira complementação dos danos no âmbito cível.
12- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Sobre a absolvição sumária, analise os itens a seguir:


I – existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;
II – fato narrado evidentemente não constituir crime;
III – extinção da punibilidade do agente.
Trata-se de causa(s) de absolvição sumária do procedimento comum ordinário:
(A) somente I e II;
(B) somente I e III;
(C) somente II;
(D) somente II e III;
(E) I, II e III.
13- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Sobre o procedimento relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri, é correto afirmar que:
(A) em caso de impronúncia do réu, enquanto não extinta a punibilidade, poderá ser formulada nova denúncia, se
houver prova nova;
(B) não caberá absolvição sumária;
(C) contra a sentença de impronúncia caberá recurso em sentido estrito;
(D) em hipótese alguma caberá intimação por edital da decisão de pronúncia;
(E) na primeira fase do procedimento, a acusação deverá arrolar testemunhas, até no máximo de 05, na denúncia
ou queixa.
14- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O mandato de citação indicará o(s) seguinte(s) item(ns):


I – o nome do juiz;
II – o fim para que é feita a citação;
III – a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz;
Está(ão) correto(s):
(A) somente I;
(B) somente I e II;
(C) somente I e III;
(D) somente III;
(E) I, II e III.
15- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O conteúdo da sentença precisa ser informado às partes a fim de que eventualmente possam apresentar os recursos
cabíveis. Sobre o tema, é correto afirmar que:
(A) as intimações do Ministério Público e da Defensoria serão feitas através da imprensa oficial;
(B) a intimação do réu preso será realizada por edital;
(C) o escrivão dará conhecimento da sentença ao órgão do Ministério Público, sob pena de suspensão disciplinar
por 5 dias;
(D) a intimação do advogado particular do réu terá que ser feita pessoalmente, desde que conste procuração nos
autos e esteja o acusado solto;
(E) não poderá a intimação da sentença ser realizada por edital em hipótese alguma.

GABARITO:

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Questões – Tribunais de Justiça

TJ-SC 2018:
1-C 2-E 3-D 4-B 5-B 6-A 7-E 8-D

TJ/AL 2018:
1-D 2-E 3-C 4-A 5-B 6-D 7-E 8-D 9-C 10-B

TJ\RO 2015:
1-A 2-C 3-A 4-B

TJ/RJ 2014:
1-D 2-B 3-A 4-A 5-E 6-D 7-A 8-A 9-C 10-E 11-C 12-E 13-A 14-E 15-C

Direito Processual Civil

1- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Citado regularmente, o réu ofereceu contestação no quinto dia do prazo de que dispunha para tanto. Mas, depois
de protocolizada a sua peça de bloqueio, lembrou-se ele de outra tese defensiva que lhe seria aproveitável, não
suscitada em sua contestação e tampouco sendo cognoscível ex officio pelo juiz. Assim, optou o demandado por
ofertar nova contestação, o que fez no décimo segundo dia após o da juntada do mandado de citação.

Nesse cenário, deve o juiz:

(A) deixar de receber a segunda contestação, em razão da preclusão temporal;

(B) deixar de receber a segunda contestação, em razão da preclusão lógica;

(C) deixar de receber a segunda contestação, em razão da preclusão consumativa;

(D) receber a segunda contestação, já que apresentada dentro do prazo legal;

(E) receber a segunda contestação, em homenagem às garantias da ampla defesa e do contraditório.

2- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

NÃO constitui título executivo:

(A) a nota promissória;

(B) o contrato de seguro de vida, no caso de óbito;

(C) o documento particular, desde que assinado pelo devedor e por uma testemunha;

(D) o crédito referente a contribuições de condomínio edilício, previstas na convenção ou aprovadas em assembleia,
desde que documentalmente comprovadas;

(E) a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
correspondente aos créditos inscritos na forma da lei.

3- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Define-se a prevenção do juízo para processar e julgar duas ações conexas, propostas perante órgãos jurisdicionais
distintos, pela:

(A) distribuição da petição inicial;

(B) prolação do despacho liminar positivo;

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(C) prolação de qualquer despacho, ainda que se limite a determinar a emenda da petição inicial;

(D) citação válida;

(E) citação, ainda que inválida.

4- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

De acordo com o Código de Processo Civil em vigor, é correto afirmar, no tocante aos prazos processuais, que:

(A) devem eles ser contados em dias corridos;

(B) o ato processual praticado antes de seu termo inicial deve ser reputado intempestivo;

(C) ficam eles suspensos entre os dias 24 de dezembro e 07 de janeiro, inclusive;

(D) não havendo regra legal ou prazo fixado pelo juiz, será de cinco dias o prazo para a prática do ato a cargo da
parte;

(E) salvo disposição em contrário, são eles contados incluindo-se o dia do começo e o do vencimento.

5- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Marcelo, menor absolutamente incapaz, devidamente representado, sem requerer o benefício da gratuidade de
justiça, propôs uma ação de indenização em face de uma empresa particular, pedindo o ressarcimento de dano
material de 50 mil reais. Funcionando como fiscal da ordem jurídica, o Ministério Público requereu a produção de
prova pericial para a instrução do feito. As partes não se opuseram ao requerido pelo Ministério Público, tendo o
perito estipulado o valor de seus honorários em dez mil reais para a elaboração de sua perícia técnica, o que foi
deferido pelo juízo.

Nesse sentido, incumbe:

(A) ao autor adiantar os dez mil reais referentes ao valor da perícia;

(B) ao Ministério Público adiantar os dez mil reais referentes ao valor da perícia;

(C) à empresa ré adiantar os dez mil reais referentes ao valor da perícia;

(D) ao Poder Judiciário adiantar os dez mil reais referentes ao valor da perícia;

(E) ao Poder Executivo adiantar os dez mil reais referentes ao valor da perícia.

6- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Maria e Fátima foram citadas em uma demanda indenizatória proposta por João, sob o rito comum. Após audiência
de mediação, que restou infrutífera, apenas Maria constituiu procurador, que apresentou contestação. O juiz
decretou a revelia de Fátima e, finda a fase instrutória, julgou procedente o pedido formulado por João em face de
ambas as rés.

Maria, para interpor o recurso de apelação, deverá observar o prazo:

(A) simples de 10 dias úteis;

(B) simples de 15 dias úteis;

(C) dobrado de 20 dias úteis;

(D) dobrado de 30 dias úteis;

(E) dobrado de 30 dias corridos.

1- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

O ato por meio do qual o juiz extingue a execução é:

(A) despacho;

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(B) decisão interlocutória;

(C) sentença;

(D) acórdão;

(E) certidão.

2- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

Quanto ao procedimento do Juizado Especial Cível, disciplinado pela Lei nº 9.099/95, é correto afirmar que:

(A) não é admissível o oferecimento de reconvenção;

(B) os incapazes podem figurar no polo ativo, embora não no passivo;

(C) independentemente do valor da causa, as partes podem litigar sem a assistência de advogado;

(D) não é admissível o litisconsórcio, tampouco o incidente de desconsideração da personalidade jurídica;

(E) o recurso interponível contra a sentença é automaticamente dotado de efeito suspensivo.

3- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

No procedimento comum, a via pela qual o réu pode manifestar pretensão própria, conexa com a ação principal ou
com o fundamento da defesa, é:

(A) exceção;

(B) reconvenção;

(C) querela nullitatis;

(D) impugnação ao cumprimento de sentença;

(E) embargos.

4- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

Atuando no processo civil, como fiscal da ordem jurídica, o Ministério Público:

(A) não poderá opinar, quanto ao mérito da causa, desfavoravelmente à parte incapaz;

(B) não poderá produzir provas, devendo aguardar a iniciativa das partes nesse sentido;

(C) terá legitimidade recursal;

(D) será considerado intimado com a publicação dos provimentos jurisdicionais no órgão oficial;

(E) deverá intervir sempre que a Fazenda Pública seja uma das partes.

5- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

No que concerne aos atos processuais, é correto afirmar que:

(A) os meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, dependem de despacho do juiz;

(B) as citações podem ser realizadas durante as férias forenses, desde que haja prévia autorização judicial nesse
sentido;

(C) devem ser realizados, em regra, das 6 (seis) às 18 (dezoito) horas dos dias úteis;

(D) em regra são públicos, podendo, excepcionalmente, ser decretado o segredo de justiça;

(E) as partes não poderão exigir recibos de petições, arrazoados, papéis e documentos que entregarem em cartório.

6- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

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No curso de um processo autônomo de execução, o devedor é intimado e não informa ao juiz onde se encontra seu
automóvel de luxo, cuja penhora fora requerida pelo credor.

Por entender ser esta uma conduta atentatória à dignidade da justiça, o executado está sujeito à multa em montante
não superior a:

(A) dez por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida em proveito do exequente,
exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material;

(B) vinte por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será inscrita como dívida ativa da União ou
do Estado, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou
material;

(C) dez por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será inscrita como dívida ativa da União ou do
Estado, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou
material;

(D) vinte por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida em proveito do exequente,
exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material;

(E) vinte por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será inscrita como dívida ativa da União ou
do Estado, exigível em autos apartados, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material.

7- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

O réu foi intimado para pagar um débito de cem mil reais que lhe foi imposto por força de uma sentença condenatória
transitada em julgado em seu desfavor. Nesse sentido, efetua, no prazo legal, o pagamento de metade do valor
devido.

Nesse caso, não havendo incidência de custas, deverá o débito ser acrescido de multa de:

(A) dez por cento e de honorários advocatícios de dez por cento sobre os cem mil reais;

(B) dez por cento e de honorários advocatícios de dez por cento sobre o valor restante de cinquenta mil reais;

(C) dez por cento sobre o valor restante de cinquenta mil reais e de dez por cento de honorários advocatícios sobre
os cem mil reais;

(D) dez por cento sobre o valor restante de cinquenta mil reais e, em face da sucumbência recíproca, sem honorários
advocatícios;

(E) quinze por cento e de honorários advocatícios de quinze por cento da parcela restante de cinquenta mil reais.

8- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

Ao celebrar um contrato de compra e venda, os contratantes convencionaram sobre determinados ônus e deveres
processuais. Nesse sentido, afirmaram que se houvesse necessidade de ação judicial para dirimir qualquer conflito
em relação ao negócio jurídico ora entabulado, e pela possibilidade legal de autocomposição, o autor estaria
desincumbido de provar a existência do contrato e que o réu não poderia contestar o feito.

Nesse cenário:

(A) o juiz não poderá controlar as validades destas convenções, pois se trata de direito disponível às partes;

(B) estas convenções são nulas de pleno direito, pois convencionadas antes da existência do processo;

(C) o juiz controlará as validades destas convenções de ofício, e deverá admiti-las por se tratarem de direitos
disponíveis;

(D) o juiz controlará as validades destas convenções, recusando aplicação de ambas as cláusulas;

(E) o juiz controlará as validades destas convenções, recusando, de ofício, a cláusula que impossibilita o réu
contestar.

9- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

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Questões – Tribunais de Justiça

Francisco, advogado, postulando em causa própria, pede a condenação de Daniel em perdas e danos no valor de
dez mil reais, por força de prejuízos materiais que este causou em seu imóvel. Para tanto, o autor declarou, na
petição inicial, seu endereço e seu número de inscrição na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). No curso do
processo, Francisco muda de endereço e não comunica esse fato ao juízo. O julgador intima o autor, no endereço
constante dos autos, por carta registrada, para dar andamento ao feito, sob pena de extinção do processo.

Nesse sentido:

(A) é considerada válida a intimação enviada, e se o autor não se manifestar, o processo será extinto sem resolução
do mérito;

(B) é considerada válida a intimação, mas em caso de não atendimento, haverá uma nova intimação por meio
eletrônico;

(C) é nula a intimação, pois o autor é advogado e deve ser intimado por meio da OAB;

(D) é nula a intimação, pois o autor deveria ser intimado pessoalmente por oficial de justiça;

(E) é considerada válida a intimação e deverá o julgador considerar que houve andamento processual.

10- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

Maria teve o pedido de pensão previdenciária negado ao argumento de que Fernando, seu convivente falecido, não
a registrou em vida como companheira ou dependente em seu órgão pagador. Nesse sentido, a integralidade da
pensão foi destinada ao filho único Antônio, menor impúbere, que é fruto de seu relacionamento com Maria.

Nesse cenário, para que Maria obtenha o reconhecimento judicial de união estável e sua dissolução post mortem,
deverá propor ação em face de:

(A) Fernando, postulando que seja nomeado um curador especial para defender os interesses do réu;

(B) Antônio, devendo ser informado de que Maria será a representante legal do réu;

(C) Antônio, devendo o juiz nomear um curador especial ao incapaz;

(D) Antônio, requerendo a intervenção do Ministério Público para representar o incapaz;

(E) espólio de Fernando, devendo o juiz nomear um defensor público para defesa do réu.

1- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)


No curso de um processo, veio a notícia do falecimento do advogado da parte ré. O juiz, verificando a necessidade
de se regularizar a representação do réu, suspendeu o processo e assinou prazo para que este sanasse o vício.
Não sendo cumprido o despacho, deve o juiz:

(A) decretar a nulidade do processo e extinguir o feito sem resolução do mérito;

(B) decretar a nulidade do processo e extinguir o feito com resolução do mérito;

(C) reputar o réu revel e determinar o prosseguimento do processo;

(D) excluir o réu do processo e julgar procedente o pedido formulado;

(E) designar um curador especial para o réu.

2- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

No curso de um processo, em que o genitor pede em face da genitora a guarda unilateral de seu filho, o juízo
identificou que ali já tramitava outro feito referente ao mesmo pedido, embora formulado pela avó materna em face
da genitora. Em razão dessa circunstância, deverá o juiz:

(A) determinar o prosseguimento de ambos os processos, sem reuni-los, uma vez que as partes não coincidem;

(B) determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em conjunto, por força da conexão entre as causas e
da necessidade de se afastar o risco de prolação de decisões conflitantes;

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(C) extinguir o segundo processo distribuído, porque já está sendo discutida a guarda do menor em outro feito;

(D) extinguir o segundo processo, porque configurada a hipótese de litispendência;

(E) determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em conjunto, dada a identidade do polo passivo,
embora não ocorra a conexão.

3- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

Sobre a execução, é correto afirmar que:

(A) visa a preservar a utilidade do processo de conhecimento, diante de uma situação de urgência que ponha em
risco de perecimento o direito subjetivo alegado pela parte demandante;

(B) tem por escopo pacificar uma situação litigiosa entre as partes, definindo o titular do direito subjetivo em disputa;

(C) a competência para processá-la é do juízo de primeira instância, e não do órgão ad quem que julgou o feito no
exercício da competência recursal;

(D) só pode se fundar em títulos executivos judiciais, mas não extrajudiciais;

(E) o exequente pode desistir da demanda, desde que haja consentimento do executado nesse sentido.

4- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

Sobre os Juizados Especiais Cíveis, é correto afirmar que:

(A) pode figurar como parte do processo o menor absolutamente incapaz, desde que representado por um dos pais
ou pelo tutor;

(B) são admissíveis apenas as modalidades voluntárias de intervenção de terceiro;

(C) é admissível a reconvenção, desde que tenha por objeto pedido relativo a quantia não excedente a quarenta
vezes o salário mínimo;

(D) os recursos, em regra, têm efeitos devolutivo e suspensivo;

(E) a incompetência territorial dá azo à extinção do feito sem resolução do mérito.

5- (FGV/TJ-RO - Técnico Judiciário - 2015)

Quanto ao tema da capacidade processual, é INCORRETO afirmar que:

(A) se trata de um pressuposto de validade da relação processual;

(B) a ausência de capacidade para estar em juízo constitui vício que não pode ser sanado, devendo o juiz extinguir
o processo sem resolução do mérito assim que constatar o defeito;

(C) têm capacidade de ser parte todas as pessoas físicas e jurídicas, além dos entes e massas de bens desprovidos
de personalidade jurídica a que a lei atribui tal capacidade, como o espólio e o condomínio de edifício;

(D) a capacidade postulatória consiste na aptidão para dirigir petições ao juiz, sendo privativa do advogado e de
profissionais do direito que exerçam funções análogas, no âmbito de suas atribuições, como o Promotor de Justiça
e o Defensor Público;

(E) o advogado, mesmo sem instrumento de mandato, pode exercer a sua capacidade postulatória em prol de seu
cliente, a fim de evitar a consumação da prescrição ou decadência, caso em que deverá exibir a procuração no
prazo de quinze dias, prorrogável por igual período, por despacho do juiz.

1- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

A alternativa que alude apenas aos elementos da ação é:

(A) órgão jurisdicional, partes e pedido;

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(B) órgão jurisdicional, causa de pedir e demanda;

(C) partes, causa de pedir e pedido;

(D) partes, interesse processual e pedido;

(E) causa de pedir, interesse processual e demanda.

2- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Uma questão preliminar cujo acolhimento não pode levar à prolação de sentença terminativa é:

(A) conexão;

(B) carência de ação;

(C) litispendência;

(D) coisa julgada;

(E) inépcia da petição inicial.

3- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Quanto ao recurso interposto sob a forma adesiva, é INCORRETO afirmar que:

(A) é cabível na apelação, nos embargos infringentes, no recurso especial e no recurso extraordinário;

(B) pressupõe a ocorrência de sucumbência recíproca entre as partes litigantes;

(C) o seu conhecimento depende do cumprimento dos requisitos de admissibilidade próprios e, também, dos do
recurso principal, ao qual está subordinado;

(D) é interponível no prazo de que se dispõe para a apresentação das contrarrazões ao recurso principal;

(E) é isento de preparo.

4- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

No tocante à atuação do Ministério Público no processo civil, é INCORRETO afirmar que:

(A) lhe é assegurada a prerrogativa da intimação pessoal dos atos processuais, mediante a abertura de vista dos
autos;

(B) lhe é assegurada a prerrogativa do prazo quadruplicado para apresentar contestação;

(C) a sua intervenção, como custos legis, é obrigatória nas causas concernentes ao estado da pessoa, sob pena de
nulidade do processo;

(D) lhe é assegurada a faculdade de interpor recursos caso funcione como órgão agente, mas não como custos
legis;

(E) lhe é assegurada a possibilidade de produzir provas, ainda que funcione como custos legis.

5- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Encerrada a fase instrutória nos autos de ação de alimentos, proferiu o juiz sentença em que condenava o réu a
pagar ao autor determinada verba mensal, a título de pensionamento.

Inconformado, o demandado interpôs recurso de apelação, o qual foi recebido nos efeitos devolutivo e suspensivo.

Discordando dessa decisão, por entender que o apelo do réu não seria dotado de efeito suspensivo, deve o autor:

(A) interpor agravo retido, o qual deverá ser provido pelo órgão ad quem;

(B) interpor agravo de instrumento, o qual deverá ser provido pelo órgão ad quem;

(C) interpor agravo de instrumento, o qual deverá ser desprovido pelo órgão ad quem;

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(D) interpor agravo retido, o qual deverá ser desprovido pelo órgão ad quem;

(E) ajuizar mandado de segurança, por se tratar de decisão irrecorrível.

6- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Provimento que decide a liquidação de sentença é:

(A) impugnável por meio de apelação;

(B) impugnável por meio de agravo de instrumento;

(C) irrecorrível;

(D) impugnável por meio de agravo retido;

(E) impugnável por meio de objeção de pré-executividade.

7- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Sobre os embargos de declaração, é INCORRETO afirmar que:

(A) têm por finalidade primordial o aclaramento ou a integração da decisão judicial;

(B) devem ser interpostos no prazo de cinco dias;

(C) suspendem o prazo para a interposição de outro recurso, por qualquer das partes;

(D) podem dar azo à aplicação de multa, caso o órgão jurisdicional os reconheça como manifestamente protelatórios;

(E) não estão sujeitos a preparo.

8- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Sobre a incompetência absoluta, é correto afirmar que:

(A) se trata de vício passível de conhecimento ex officio pelo próprio órgão jurisdicional, gerando a nulidade dos
atos decisórios praticados;

(B) se trata de vício cujo reconhecimento depende exclusivamente da arguição pela parte ré, sob a forma de exceção
de incompetência;

(C) se trata de vício cujo reconhecimento depende exclusivamente da arguição pela parte ré, sob a forma de
preliminar em contestação;

(D) se trata de vício passível de conhecimento ex officio pelo próprio órgão jurisdicional, embora sem comprometer
a validade dos atos decisórios praticados;

(E) se trata de vício que decorre, em regra, da violação ao critério territorial de fixação da competência.

9- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

A citação pode ser feita pelo correio, no seguinte caso:

(A) processos de execução;

(B) quando for ré pessoa jurídica de direito público;

(C) quando for ré pessoa incapaz;

(D) ações de estado;

(E) ações que visem à rescisão de contrato.

10- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Sentença que reconhece a paternidade atribuída ao réu e lhe impõe o dever de prestar alimentos ao autor é:

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(A) constitutiva em relação ao primeiro pedido e condenatória quanto ao segundo;

(B) meramente declaratória em relação a ambos os pedidos;

(C) meramente declaratória em relação ao primeiro pedido e condenatória quanto ao segundo;

(D) constitutiva em relação a ambos os pedidos;

(E) meramente declaratória em relação ao primeiro pedido e constitutiva quanto ao segundo.

11- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Pretensão de reconhecimento de paternidade atribuída ao réu e de que se lhe imponha o dever de prestar alimentos
é uma hipótese de cumulação:

(A) alternativa de pedidos;

(B) eventual de pedidos;

(C) simples de pedidos;

(D) sucessiva de pedidos;

(E) ulterior de pedidos.

12- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Determinado processo ficou paralisado por mais de trinta dias, em razão da inércia da parte autora, que não
promoveu os atos e diligências que lhe competiam. Nesse contexto, deve o juiz:

(A) julgar de imediato o mérito da causa, rejeitando o pedido do autor;

(B) decretar a suspensão do feito, no aguardo da iniciativa do autor no sentido de requerer o que entender pertinente;

(C) proferir de imediato sentença terminativa;

(D) determinar a intimação pessoal do autor para suprir a falta em quarenta e oito horas e, persistindo a sua postura
inerte, proferir sentença terminativa;

(E) determinar o prosseguimento do feito, interditando futuras manifestações do autor.

13- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

NÃO se refere a um requisito da petição inicial:

(A) o órgão judicial ao qual é dirigida;

(B) o dispositivo legal aplicável ao caso;

(C) o pedido, com as suas especificações;

(D) o valor da causa;

(E) o endereço em que o advogado deverá receber intimação.

14- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Caio propôs ação de indenização em face do Estado do Rio de Janeiro, pleiteando a condenação deste a lhe pagar
verba reparatória de danos morais no valor de duzentos mil reais. Acolhido integralmente o pleito autoral, foi o ente
político intimado da sentença no dia 15 de setembro de 2014, vindo a interpor recurso de apelação no dia 10 de
outubro, sem recolher quaisquer valores a título de preparo. Relativamente ao apelo manejado, é correto afirmar
que:

(A) deve receber juízo negativo de admissibilidade, em razão de sua intempestividade e da ausência de preparo;

(B) deve receber juízo positivo de admissibilidade, já que cumpridos os respectivos requisitos;

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(C) deve receber juízo negativo de admissibilidade, em razão da ausência de interesse recursal, considerando que
incide na espécie o duplo grau de jurisdição obrigatório;

(D) deve receber juízo negativo de admissibilidade, apenas em razão de sua intempestividade;

(E) deve receber juízo positivo de admissibilidade, já que a Fazenda Pública é isenta de preparo e não está sujeita
a prazos recursais.

15- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

José propôs ação de cobrança em face de Maria, pleiteando a condenação desta a lhe pagar a quantia de dez mil
reais. Concluindo que os fatos constitutivos do direito de crédito restaram comprovados, o juiz julgou procedente o
pedido, condenando a ré, porém, a pagar ao autor a quantia de vinte mil reais. Nesse cenário, pode-se concluir que
houve um julgamento:

(A) citra petita, sendo a sentença passível de anulação;

(B) extra petita, sendo a sentença passível de anulação;

(C) extra petita, sendo a sentença passível de reforma;

(D) ultra petita, sendo a sentença passível de anulação;

(E) ultra petita, sendo passível de anulação apenas a parte da sentença correspondente ao excesso, o qual deverá
ser podado.

1- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Tomás ajuizou determinada ação em face de Onofre.

No prazo de defesa do réu, Onofre arguiu lacuna na lei invocada por Tomás e afirmou que isso deveria beneficiá-
lo, gerando a imediata extinção do processo, sem resolução do mérito.

Com base no caso descrito, assinale a afirmativa correta.

(A) Ao réu assiste razão e, havendo lacuna na lei que trata do pedido de Tomás, o processo deverá ser extinto sem
resolução do mérito.

(B) As partes, havendo lacuna na lei e sendo certa a extinção do processo sem resolução do mérito, podem fazer
acordo e requerer que o Juiz o homologue por sentença.

(C) O Juiz, no caso de lacuna no texto de lei, deve extinguir o processo in limine litis, não sendo possível a
homologação de qualquer acordo em juízo.

(D) O processo deve ser suspenso até que haja correção da lei na qual se fundamenta o objeto da causa, respeitado
o prazo decadencial, após o qual o processo deve ser extinto e arquivado em definitivo.

(E) O Juiz terá que sentenciar mesmo que, de fato, haja lacuna na lei e, neste caso, valer-se-á de outras fontes do
direito processual como os princípios e costumes.

2- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

A respeito da comunicação dos atos processuais, assinale a afirmativa correta.

(A) Nos mandados que o Oficial de Justiça tiver que cumprir é facultativa a cópia do despacho, ao contrário da
informação quanto ao prazo de defesa, indispensável sob pena de nulidade do ato.

(B) Nos processos de execução, a citação, tal como ocorre nos processos de conhecimento, será efetuada pelo
correio para qualquer comarca do país.

(C) O Oficial de Justiça poderá efetuar citações e intimações em qualquer das comarcas que se situem na mesma
região metropolitana.

(D) A citação do réu é indispensável para a validade do processo, cuja falta não pode ser suprida pelo
comparecimento espontâneo do réu, devendo o ato ser renovado.

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(E) A citação válida torna prevento o juízo, induz litispendência, constitui o devedor em mora e interrompe a
prescrição, salvo se realizada por juiz incompetente.

3- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

O texto a seguir foi extraído de acórdão prolatado por uma das Câmaras Cíveis do Tribunal de Justiça do Amazonas
em setembro de 2012, no qual algumas informações foram substituídas por elementos fictícios a fim de não ser
possível a identificação da demanda. Analise-o.

RELATÓRIO

Trata-se de apelação cível interposta por X e Y, contra sentença proferida pelo Juízo de Direito da 200ª Vara de
Família, que julgou procedente o pedido de exoneração de alimentos formulado por Z. O recurso acostado às fls.
00/00, ataca essencialmente a nulidade da sentença por ausência de citação.

O autor da demanda, ora apelado, requer às fls. 00, a exoneração da obrigação alimentar. Adiante, deu-se vista
dos autos ao Graduado Órgão do Ministério Público Estadual, que se manifestou nos termos do parecer de fls.
00/00, opinando pelo conhecimento e provimento do presente recurso tendo em vista a falta de citação dos
recorrentes.

É o relatório.

Partindo do objeto da causa tratado na decisão indicada e da falta de citação no processo, é correto afirmar que

(A) implica na extinção do processo, sem resolução do mérito, por ausência de pressuposto processual.

(B) implica na extinção do processo, com resolução do mérito, por carência da ação.

(C) pode ser suprida, depois da sentença, sem ferir o contraditório e a ampla defesa, à luz do princípio da economia
processual.

(D) não implica em violação do princípio do devido processo legal, se a sentença for reformada beneficiando o réu.

(E) fere pressuposto processual e viola o princípio da ampla defesa, devendo ser arguida pela parte interessada e
não podendo ser conhecida de ofício.

4- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Os atos e termos do processo devem ser datilografados ou escritos com tinta escura e indelével, assinados pelas
pessoas que neles intervierem, salvo se não puderem ou quiserem assinar, casos em que o escrivão certificará a
ocorrência nos próprios autos.

A respeito dos atos, analise as afirmativas a seguir.

I. A estenotipia constitui método idôneo e pode ser utilizada em qualquer juízo ou tribunal.

II. Nos atos e termos não se admitem emendas ou rasuras, admitindo-se, entretanto, o uso de abreviaturas.

III. Os atos meramente ordinatórios independem de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor.

Assinale:

(A) se somente a afirmativa II estiver correta.

(B) se somente a afirmativa III estiver correta.

(C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

(D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

(E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

GABARITO:
TJ/SC 2018:
1-C 2-C 3-A 4-D 5-A 6-B

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TJ/AL 2018:
1-C 2-A 3-B 4-C 5-D 6-D 7-B 8-E 9-A 10-C

TJ/RO 2015:
1-C 2-B 3-C 4-E 5-B

TJ/RJ 2014:
1-C 2-A 3-E 4-D 5-B 6-B 7-C 8-A 9-E 10-C 11-D 12-D 13-B 14-B 15-E

TJ/AM 2013:
1- E 2-C 3-A 4-D

Direito Constitucional

1- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

De acordo com o art. 5º, LVIII, da Constituição da República de 1988, “o civilmente identificado não será submetido
a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei.”

Considerando a aplicabilidade das normas constitucionais, do referido preceito constitucional se extrai uma norma:

(A) de eficácia limitada de princípio institutivo;

(B) de eficácia protetiva;

(C) de eficácia contida;

(D) de eficácia plena;

(E) programática.

2- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Antônio, insatisfeito com as práticas comerciais adotadas por determinados lojistas, decidiu confeccionar uma “carta
aberta” na qual veiculava severas críticas às referidas práticas. Por temer represálias, Antônio não se identificava,
inexistindo qualquer informação que permitisse vincular as críticas ao respectivo autor.

À luz da sistemática constitucional, o ato de Antônio está:

(A) dissonante da Constituição, pois a liberdade de expressão não permite a divulgação pública de opiniões sem
autorização;

(B) dissonante da Constituição, pois, apesar de ser livre a manifestação do pensamento, é vedado o anonimato;

(C) em harmonia com a Constituição, pois a liberdade de expressão, na democracia, não encontra qualquer
limitação;

(D) em harmonia com a Constituição, pois os lojistas desempenham função pública, sujeitando-os à crítica;

(E) em harmonia com a Constituição, pois a liberdade de pensamento não está sujeita a qualquer limitador.

3- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

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Questões – Tribunais de Justiça

Jean, brasileiro naturalizado, que adquiriu grande popularidade em razão de suas atividades filantrópicas, decidiu
concorrer a um cargo eletivo. No entanto, estava em dúvida se concorreria ao cargo de Vice-Presidente da
República, de Governador ou Senador.

À luz da sistemática constitucional, Jean poderia concorrer apenas ao(s) cargo(s) de:

(A) Vice-Presidente e Governador;

(B) Governador e Senador;

(C) Vice-Presidente;

(D) Governador;

(E) Senador.

4- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Maria, Deputada Estadual, almejava apresentar um projeto de lei sobre direito financeiro, tendo constatado que
competia à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a matéria.

Com o objetivo de atuar de modo correto, solicitou que sua assessoria esclarecesse o alcance da competência
estadual nesse caso.

Com embasamento na sistemática constitucional, a assessoria informou, corretamente, que o Estado, nesse tipo de
matéria:

(A) pode legislar livremente sobre a matéria, já que as normas da União se destinam ao plano federal;

(B) enquanto a União não editar normas gerais sobre a matéria, possui competência plena;

(C) somente pode legislar nos limites em que seja autorizado pela União;

(D) revogará as normas gerais da União ao editar normas específicas;

(E) somente pode editar as normas de interesse local.

5- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

O Deputado Estadual João apresentou projeto de lei disciplinando as competências do Tribunal de Justiça do
Estado. Esse projeto seguiu o trâmite regular e deu origem à Lei nº 123/2018.

À luz da sistemática constitucional, sob o prisma formal, a Lei nº 123/2018 é inconstitucional porque a matéria
deveria ser disciplinada:

(A) em lei complementar de iniciativa do Tribunal de Justiça;

(B) em lei ordinária de iniciativa do Tribunal de Justiça;

(C) no regimento interno do Tribunal de Justiça;

(D) na Constituição da República;

(E) na Constituição Estadual.

6- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Antônio, Juiz de Direito, com o objetivo de colaborar para o crescimento do País, estava refletindo sobre a
possibilidade de se filiar a um partido político e de se dedicar ao magistério superior, ministrando a disciplina “Ciência
Política.”

Considerando as vedações que recaem sobre os magistrados, Antônio:

(A) pode exercer o magistério e, autorizado pelo Tribunal, filiarse a partido político;

(B) apenas não pode filiar-se a partido político;

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(C) não pode praticar nenhuma das condutas;

(D) apenas não pode exercer o magistério;

(E) pode praticar ambas as condutas.

7- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

O Tribunal de Contas de determinado Estado, ao apreciar as contas do Chefe do Poder Executivo, emitiu parecer
pela sua rejeição. Apesar disso, as contas foram aprovadas pela Assembleia Legislativa.

À luz da sistemática constitucional, esse proceder está:

(A) errado, pois o Tribunal de Contas sempre exerce competência decisória, não consultiva, devendo aprovar ou
rejeitar as contas do Governador, com recurso ao Tribunal de Justiça;

(B) errado, pois o Tribunal de Contas somente exerce competência consultiva em relação aos demais gestores
públicos, não quanto ao Governador do Estado;

(C) certo, pois o Tribunal de Contas, em qualquer caso, deve emitir parecer prévio, cabendo ao Poder Legislativo o
julgamento das contas do Governador;

(D) certo, pois apesar de o Tribunal de Contas ter o dever de julgar as contas do Governador, a Assembleia
Legislativa aceitou a delegação de competência;

(E) errado, pois o Tribunal de Contas deve julgar as contas do Governador do Estado, cabendo recurso para a
Assembleia Legislativa.

1- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

Município do interior do Estado de Alagoas editou lei municipal sobre matéria tributária frontalmente lesiva
Constituição Estadual.

De acordo com o ordenamento jurídico, a ação direta de inconstitucionalidade em razão deste ato normativo
municipal deve ser processada e julgada, originariamente, no:

(A) Supremo Tribunal Federal;

(B) Superior Tribunal de Justiça;

(C) Juízo da Vara Cível competente de primeiro grau de jurisdição;

(D) Tribunal de Contas do Estado de Alagoas;

(E) Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas.

2- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

A Constituição da República de 1988 tem como regra geral a vedação de acumulação remunerada de cargos
públicos. Ocorre que o texto constitucional autoriza tal acumulação em casos excepcionais, quando houver
compatibilidade de horários, como na hipótese de:

(A) dois cargos de nível técnico ou científico;

(B) dois cargos da área de educação;

(C) dois cargos da área jurídica;

(D) um cargo de magistrado estadual com um cargo de professor;

(E) um cargo de professor com outro de prestador de serviço público.

3- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

João, Juiz de Direito, após participar de concurso de remoção, tornou-se titular na Comarca X. Lá chegando,
constatou que a Comarca Y, vizinha à X, tinha melhor estrutura, contando com diversos hospitais e escolas de ótima

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qualidade, do que carecia a Comarca X. Em razão desse quadro, solicitou ao órgão competente do respectivo
Tribunal de Justiça autorização para residir na Comarca Y.

À luz da sistemática constitucional, o requerimento de João:

(A) deve ser indeferido de plano, pois o juiz titular é obrigado a residir na respectiva comarca;

(B) pode vir a ser deferido pelo Tribunal de Justiça, que não está obrigado a tanto;

(C) não pode ser deferido, pois somente o Conselho Nacional de Justiça pode autorizar o juiz a residir em outra
comarca;

(D) deve ser redirecionado ao Supremo Tribunal Federal, o qual, na condição de órgão de cúpula, apreciá-lo-á;

(E) deve ser indeferido de plano, pois o juiz titular pode residir onde melhor lhe aprouver, mesmo sem autorização.

4- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

Maria, Deputada Estadual, consultou sua assessoria sobre a competência do Estado para legislar sobre direito
financeiro. Em resposta, foi informada de que essa competência era exercida em caráter concorrente com a União.

À luz da sistemática constitucional, a informação fornecida pela assessoria de Maria indica que:

(A) a União e o Estado podem legislar livremente sobre a matéria;

(B) o Estado somente pode legislar sobre direito financeiro enquanto a União não o fizer;

(C) a União somente pode legislar sobre direito financeiro enquanto o Estado não o fizer;

(D) a União deve limitar-se à edição de normas gerais sobre a matéria;

(E) a União e o Estado devem editar as leis sobre a matéria em caráter conjunto.

5- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

Pedro recebeu notificação da associação de moradores da localidade em que reside fixando o prazo de 15 (quinze)
dias para que ele apresentasse os documentos necessários à sua inscrição na referida associação. Ultrapassado
esse prazo, Pedro, segundo a notificação, incorreria em multa diária e seria tacitamente inscrito.

À luz da sistemática constitucional, Pedro:

(A) está obrigado a atender à notificação, o que decorre do princípio fundamental da ideologia participativa;

(B) somente está obrigado a se associar caso a notificação seja judicial;

(C) pode ignorar a notificação, pois ninguém é obrigado a associar-se contra a sua vontade;

(D) está obrigado a atender à notificação, mas só precisa permanecer associado por um ano;

(E) está obrigado a atender à notificação enquanto o Poder Judiciário não o dispensar dessa obrigação.

6- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

O Presidente da República foi acusado da prática de crime de responsabilidade perante o Senado Federal. Em
resposta, afirmou que a acusação não poderia ser endereçada à referida Casa Legislativa.

À luz da sistemática constitucional, a defesa apresentada pelo Presidente da República deve ser:

(A) acolhida, pois a acusação deveria ter sido endereçada ao Supremo Tribunal Federal;

(B) rejeitada, pois o Senado Federal deve receber a acusação para que o processo se inicie no Supremo Tribunal
Federal;

(C) acolhida, pois a acusação deveria ter sido endereçada ao Superior Tribunal de Justiça;

(D) rejeitada, pois o Senado Federal deve receber a acusação para que o processo se inicie na Câmara dos
Deputados;

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(E) acolhida, pois a acusação deveria ter sido endereçada à Câmara dos Deputados.

7- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

O Governador do Estado Beta solicitou, ao Procurador-Geral de Justiça, que o respectivo Ministério Público Estadual
passasse a prestar consultoria jurídica à Secretaria de Estado de Finanças, contribuindo, desse modo, para evitar
a prática de ilícitos naquele setor.

À luz da sistemática constitucional, a solicitação do Chefe do Poder Executivo:

(A) pode ser atendida, desde que a consultoria seja prestada por tempo determinado;

(B) não pode ser atendida, pois ao Ministério Público é vedada a consultoria jurídica de entidades públicas;

(C) pode ser atendida, mesmo que a consultoria seja prestada por tempo indeterminado;

(D) não pode ser atendida, pois o Ministério Público somente poderia prestar consultoria ao Governador do Estado;

(E) pode ser atendida, desde que autorizada pelo Tribunal de Justiça do Estado.

8- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

O Tribunal de Justiça do Estado Alfa proferiu acórdão, em sede de apelação, que, no entender de uma das partes,
seria frontalmente contrário à Constituição da República de 1988.

À luz da sistemática constitucional e sendo preenchidos os demais requisitos exigidos, é possível a interposição de
recurso extraordinário direcionado ao:

(A) Superior Tribunal de Justiça;

(B) Conselho Nacional de Justiça;

(C) Supremo Tribunal Federal;

(D) Tribunal Regional Federal;

(E) Conselho Constitucional.

9- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

O Tribunal de Justiça do Estado Beta encaminhou ao Chefe do Poder Executivo a sua proposta orçamentária anual,
a qual foi devolvida sob o argumento de equívoco no destinatário e na ausência de legitimidade do Tribunal para
elaborá-la.

À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, o entendimento do Chefe do Poder Executivo está:

(A) totalmente equivocado, pois o Poder Judiciário, em razão de sua autonomia, deve elaborar a sua proposta
orçamentária e encaminhá-la ao Poder Executivo;

(B) parcialmente certo, pois, apesar de o Poder Judiciário não ter legitimidade para elaborar a sua proposta
orçamentária, a análise inicial é feita pelo Poder Executivo;

(C) parcialmente certo, pois o Poder Judiciário tem legitimidade para elaborar a sua proposta orçamentária, mas
deve encaminhá-la ao Poder Legislativo;

(D) parcialmente certo, pois o Poder Judiciário tem legitimidade para elaborar a sua proposta orçamentária, mas
deve encaminhá-la ao Conselho Nacional de Justiça;

(E) totalmente certo, pois a proposta orçamentária é elaborada pelo Poder Executivo, responsável pela arrecadação
tributária, e deve ser encaminhada ao Poder Legislativo.

10- (FGV/TJ/AL - Técnico Judiciário - 2018)

Peter, filho de cidadãos norte-americanos, nasceu em Alagoas quando seus pais ali estavam em gozo de férias.
Após o nascimento, foi para os Estados Unidos da América do Norte e jamais retornou à República Federativa do
Brasil.

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À luz da sistemática constitucional, Peter:

(A) é brasileiro nato;

(B) é brasileiro naturalizado;

(C) é brasileiro nato, desde que requeira a nova nacionalidade aos 18 anos de idade;

(D) é brasileiro naturalizado, se requerer a naturalização aos 18 anos de idade;

(E) não é brasileiro.

1- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

Apesar de os Juízes de Direito possuírem a garantia constitucional da inamovibilidade, é possível determinar a sua
remoção compulsória em situações excepcionais, o que ocorre quando demonstrado que sua permanência é
prejudicial ao interesse público. A esse respeito, é correto afirmar que o processo de remoção compulsória:

(A) somente pode ser iniciado por proposta do Presidente do Tribunal de Justiça;

(B) exige prova pré-constituída, não havendo espaço para dilação probatória;

(C) decorre de ato prejudicial ao interesse público, como o vício de embriaguez;

(D) não pode ser instaurado pelo fato de o Juiz estar sendo ameaçado em sua segurança pessoal;

(E) pode ser antecedido de sindicância, da alçada do Tribunal Pleno, para apurar situações prejudiciais ao interesse
público.

2- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

Em relação à estabilidade do servidor público, de acordo com o texto constitucional:

(A) o servidor público estável perderá o cargo em virtude de sentença judicial recorrível, proferida em processo no
qual lhe tenha sido garantida ampla defesa;

(B) são estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo público de provimento
efetivo ou em comissão;

(C) o servidor público estável poderá ser demitido mediante sindicância administrativa sumária em que lhe seja
assegurado o contraditório;

(D) como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão
instituída para essa finalidade;

(E) extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com metade
de sua remuneração, até sua remoção para outro cargo.

3- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

A Constituição do Estado de Direito X, recém promulgada, dispôs que (1) certas normas nela inseridas eram
insuscetíveis de alteração por qualquer processo de reforma constitucional, (2) outras poderiam ser alteradas com
observância das regras do processo legislativo ordinário e ainda indicou (3) aquelas que exigiriam um processo
mais complexo para reforma, com menor número de legitimados à sua deflagração e quórum qualificado de
aprovação. Sob a ótica da estabilidade, é correto afirmar que essa Constituição é:

(A) rígida;

(B) permeável;

(C) flexível;

(D) oscilante;

(E) semirrígida.

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4- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

A respeito dos modelos difuso e concentrado de controle de constitucionalidade, ambos encampados pelo sistema
constitucional brasileiro, é correto afirmar que o controle:

(A) concentrado é realizado pelo Supremo Tribunal Federal e pelos Tribunais de Justiça dos Estados;

(B) difuso pode ser realizado por qualquer órgão jurisdicional, com exceção do Supremo Tribunal Federal;

(C) concentrado é realizado exclusivamente pelo Supremo Tribunal Federal;

(D) difuso somente pode ser realizado pelos tribunais, observada a reserva de plenário, não pelos juízes de direito;

(E) concentrado pode ser realizado por todos os órgãos jurisdicionais, de qualquer instância.

5- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

Agnaldo, filho de pai brasileiro e mãe estrangeira, atualmente com 35 (trinta e cinco) anos de idade, nasceu no
estrangeiro e lá permanece até hoje, sem nunca ter visitado a República Federativa do Brasil. É correto afirmar que
Agnaldo:

(A) deve ser considerado brasileiro nato, pelo só fato de ser filho de pai brasileiro;

(B) pode naturalizar-se brasileiro, desde que venha a residir no Brasil;

(C) deve ser considerado brasileiro nato caso o seu pai estivesse no exterior a serviço do Estado brasileiro;

(D) sempre será considerado estrangeiro, já que nasceu fora do território brasileiro;

(E) tornar-se-á brasileiro naturalizado caso venha a residir no Brasil e opte pela nacionalidade brasileira.

6- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

Determinada lei estadual, com o objetivo de frear a “litigiosidade impulsiva”, dispôs que seria exigido o depósito
prévio de 100% (cem por cento) do valor da condenação para a interposição de recurso no âmbito do Juizado
Especial Cível. À luz da sistemática constitucional de repartição de competências entre os entes federativos, é
correto afirmar que a lei é:

(A) constitucional, pois os Estados podem legislar concorrentemente com a União sobre procedimentos;

(B) inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre direito processual;

(C) constitucional, pois todos os entes federativos possuem competência comum para legislar sobre a matéria;

(D) inconstitucional, pois a exigência de depósito prévio viola a garantia de acesso à justiça;

(E) constitucional, desde que haja garantia de devolução do depósito caso o recorrente seja vencedor.

7- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

Considerando a preocupação da ordem constitucional com a proteção da pessoa humana, é correto afirmar, sob a
ótica da eficácia, que as normas constitucionais afetas aos:

(A) direitos sociais têm sempre eficácia plena e aplicabilidade imediata;

(B) direitos individuais sempre dependem de previsão orçamentária para que tenham eficácia;

(C) direitos sociais normalmente dependem de integração pela legislação infraconstitucional para que tenham
eficácia;

(D) direitos individuais sempre dependem de integração pela legislação infraconstitucional para que produzam
efeitos;

(E) direitos sociais, por serem inerentes à sociedade, devem ser efetivados independentemente dos recursos
disponíveis.

8- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

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O Congresso Nacional, por imperativo constitucional, deve realizar a fiscalização dos atos praticados pelo Poder
Executivo. A respeito da convocação de autoridades para prestar esclarecimentos, é correto afirmar que:

(A) qualquer membro da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal pode convocar Ministro de Estado;

(B) só a Casa Legislativa ou uma comissão pode convocar titulares de órgãos subordinados ao Presidente da
República;

(C) somente o Congresso Nacional, não suas Casas de maneira isolada, pode convocar o Presidente da República;

(D) somente a Câmara dos Deputados ou o Senado Federal pode convocar Ministro de Estado;

(E) somente o Senado Federal, por deliberação plenária, pode convocar os Ministros de Estado.

9- (FGV/TJ-PI – Analista Judiciário - 2015)

Augusto, devidamente representado por advogado, com observância das normas afetas à competência jurisdicional,
impetrou mandado de segurança contra ato de determinada autoridade perante o Tribunal de Justiça do seu Estado.
O Tribunal, após regular tramitação do feito, julgou improcedente o pedido sob o argumento de não ter sido
demonstrada a lesão a direito líquido e certo. Irresignado, Augusto decide recorrer.

Considerando os dados do problema e à luz da sistemática constitucional, é correto afirmar ser cabível a interposição
de recurso:

(A) ordinário, endereçado ao Superior Tribunal de Justiça;

(B) especial, endereçado ao Supremo Tribunal Federal;

(C) ordinário, endereçado ao Supremo Tribunal Federal;

(D) extraordinário, endereçado ao Superior Tribunal de Justiça;

(E) de reclamação, endereçado ao Superior Tribunal de Justiça.

1- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário - 2015)

João, aluno do ensino médio, formulou diversas proposições a respeito dos conceitos de cidadania, nacionalidade
e capacidade civil. Assinale, dentre as proposições abaixo, a única que se mostra correta:

(A) a cidadania é requisito necessário ao alistamento eleitoral, que permite o surgimento da nacionalidade e o
consequente exercício dos direitos fundamentais;

(B) a nacionalidade brasileira é requisito necessário à obtenção da cidadania, que permite o surgimento da liberdade
política e o gozo dos direitos fundamentais;;

(C) a cidadania é inerente ao Estado democrático, sendo requisito necessário ao surgimento da liberdade política e
ao exercício dos direitos fundamentais;

(D) a nacionalidade brasileira é requisito necessário ao alistamento eleitoral, que permite o surgimento da cidadania
e o consequente exercício dos direitos políticos;

(E) a capacidade civil é requisito necessário ao surgimento da cidadania, que permite o surgimento da nacionalidade
e o consequente exercício dos direitos políticos.

2- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário - 2015)

Os juízes possuem diversas garantias constitucionais indispensáveis ao livre exercício da função jurisdicional. A
esse respeito, é correto afirmar que a garantia da:

(A) inamovibilidade impede que sejam removidos compulsoriamente do seu órgão jurisdicional, salvo por motivo de
interesse público;

(B) vitaliciedade permite que exerçam a função jurisdicional enquanto viverem ou até que decidam aposentar-se
voluntariamente;

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(C) irredutibilidade impede que os subsídios recebidos pelos juízes sofram qualquer espécie de desconto, de
natureza tributária ou previdenciária;

(D) permutabilidade permite que os juízes permutem o órgão que titularizam com outro juiz, ainda que vinculado a
ente federativo diverso;

(E) preferibilidade assegura aos juízes a possibilidade de acesso preferencial a qualquer espaço público ou privado,
desde que o “ato de acesso” seja fundamentado.

3- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário - 2015)

A respeito da organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, é correto afirmar que ela é
formada pela união:

(A) indissolúvel dos Estados e dos Municípios;

(B) indissolúvel dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

(C) dissolúvel dos Estados, dos Municípios e dos Territórios;

(D) indissolúvel dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;

(E) dissolúvel dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios.

4- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário - 2015)

Pedro e Antônio tinham o sonho de ingressar no funcionalismo público e travaram intenso debate a respeito da
sistemática constitucional de acesso aos cargos públicos. Dentre as conclusões que alcançaram, a única que se
mostra correta é:

(A) o concurso público pode ser interno ou externo, conforme seja restrito, ou não, àqueles que já ocupam cargos
públicos;

(B) os cargos em comissão somente podem ser ocupados pelos titulares de cargos de provimento efetivo;

(C) as funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo de provimento efetivo;

(D) somente os brasileiros, natos ou naturalizados, podem ter acesso aos cargos ou empregos públicos;

(E) o prazo de validade do concurso público é de até quatro anos, prorrogável uma única vez.

1- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Em matéria de direitos e garantias fundamentais relacionados à religiosidade, a Constituição da República de 1988


prevê que:

(A) ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa, que não pode ser invocada para eximir-se de
obrigação legal a todos imposta;

(B) é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação
coletiva;

(C) é violável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e
vedada a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

(D) é vedado, em qualquer hipótese, ao poder público estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los ou
embaraçar-lhes o funcionamento;

(E) o ensino religioso é de matrícula obrigatória e constitui disciplina dos horários extraordinários das escolas
públicas de ensino fundamental

2- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

A reforma do Judiciário, realizada por meio da Emenda Constitucional nº 45/2004, instituiu o Conselho Nacional de
Justiça, que tem composição plural de quinze membros. De acordo com o texto constitucional:

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(A) incumbe ao Conselho promover processos disciplinares contra magistrados, vedada, contudo, a revisão de
casos já julgados pelo tribunal de origem, em qualquer caso;

(B) o Conselho deve representar à Defensoria Pública, para as providências criminais, no caso de delito contra a
administração pública ou de abuso de autoridade;

(C) cabe ao Conselho receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, exceto
contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro;

(D) compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento
dos deveres funcionais dos juízes;

(E) um Ministro do Supremo Tribunal Federal que integre o Conselho exercerá obrigatoriamente a função de Ministro
Corregedor.

3- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Diante dos recentes protestos da população por todo o Brasil, muito se tem discutido sobre a participação mais ativa
do cidadão no processo legislativo. Como instrumento de manifestação da soberania popular, é correto afirmar que
a iniciativa popular:

(A) consiste na apresentação, ao Senado Federal, de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do
eleitorado nacional, distribuído pelo menos por três Estados, que trate de matérias especificadas na Constituição,
relacionadas aos direitos e garantias fundamentais;

(B) somente pode ocorrer em âmbito federal, já que o texto constitucional não trata de iniciativa popular em nível
estadual e municipal, sendo vedada às constituições estaduais e às leis orgânicas dispor sobre a matéria;

(C) consiste na possibilidade de o eleitorado nacional deflagrar processo legislativo de lei complementar, lei
ordinária, emenda à Constituição ou medida provisória mediante proposta de, no mínimo, um por cento de todo o
eleitorado nacional, distribuído por pelo menos sete Estados;

(D) é espécie de processo legislativo realizado diretamente pela população que apresenta o projeto de lei ao
Congresso Nacional, que deve analisar apenas aspectos formais de sua constitucionalidade, vedada a rejeição do
projeto em seu mérito, para não desnaturar a essência do instituto;

(E) pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um
por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por
cento dos eleitores de cada um deles.

1- (FGV/TJ-GO – Analista Judiciário - 2014)

No capítulo das funções essenciais à Justiça, a Constituição da República de 1988 dispõe que:

(A) o Ministério Público e a Defensoria Pública integram o Poder Judiciário e são instituições permanentes,
essenciais à função jurisdicional do Estado;

(B) incumbe à Defensoria Pública, a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e
individuais indisponíveis;

(C) é função institucional do Ministério Público exercer o controle externo da atividade policial;

(D) é função institucional da Defensoria Pública promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;

(E) os membros do Ministério Público dos Estados exercem a representação judicial e a consultoria jurídica das
respectivas unidades federadas.

2- (FGV/TJ-GO – Analista Judiciário - 2014)

A súmula vinculante foi introduzida no ordenamento jurídico pela chamada reforma do Judiciário (emenda
constitucional nº 45/2004) e tem objetivo de garantir celeridade nos julgamentos e efetividade na aplicação das leis,
buscando aplicação uniforme da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nesse contexto, a Constituição da
República estabelece que a súmula vinculante:

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(A) será editada pelo Conselho Nacional de Justica, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços
dos seus membros, após reiteradas decisões do STF sobre matéria constitucional;

(B) terá efeito vinculante somente em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário, a partir da sua publicação na
imprensa oficial;

(C) sua aprovação, revisão ou cancelamento poderá ser provocada por qualquer cidadão no pleno gozo dos direitos
políticos;

(D) aplicável que for contrariada ou indevidamente aplicada por ato administrativo ou decisão judicial ensejará o
ajuizamento de reclamação diretamente no Supremo Tribunal Federal;

(E) terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas relacionadas ao conflito de competência,
quando houver controvérsia entre órgãos judiciários.

3- (FGV/TJ-GO – Analista Judiciário - 2014)

Sobre o Congresso Nacional, a Constituição da República de 1988 dispõe que:

(A) a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o
princípio majoritário;

(B) cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de quatro anos;

(C) a representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente,
por um e dois terços;

(D) cada Senador será eleito com um vice, que o substituirá nos casos previstos em lei;

(E) salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas
por dois terços dos votos dos parlamentares.

4- (FGV/TJ-GO – Analista Judiciário - 2014)

Joaquim é professor municipal ocupante de cargo efetivo e deseja prestar concurso público para ingressar em outro
cargo público, desde que haja compatibilidade de horários, acumulando os dois cargos. Ao estudar o capítulo sobre
Administração Pública na Constituição da República, Joaquim percebeu que, em seu caso:

(A) não é possível a acumulação de cargos públicos, em razão de expressa vedação constitucional;

(B) a única hipótese constitucional de acumulação é com outro cargo de professor;

(C) poderá acumular com outro cargo de professor ou cargo técnico ou científico;

(D) poderá acumular com outro cargo de professor ou cargo privativo de profissional de saúde;

(E) poderá acumular com qualquer outro cargo público, respeitado o teto constitucional da remuneração.

5- (FGV/TJ-GO – Analista Judiciário - 2014)

Em tema de organização do Estado, a Constituição da República de 1988 estabelece que compete aos Municípios:

(A) exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão;

(B) autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;

(C) legislar sobre trânsito, transporte, responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos
de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;

(D) organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse
local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;

(E) explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão os serviços e instalações de energia
elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os
potenciais hidroenergéticos.

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6- (FGV/TJ-GO – Analista Judiciário - 2014)

Inserido no título de direitos e garantias fundamentais, o Art. 5º da Constituição da República trata dos direitos e
deveres individuais e coletivos. Em matéria processual, tal norma estabelece que:

(A) as provas obtidas por meios ilícitos são admissíveis, no processo, com escopo de prestigiar a verdade real;

(B) a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa de uma das partes o exigir;

(C) aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, são assegurados o contraditório
e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;

(D) ninguém será considerado culpado até a prolação de sentença penal condenatória recorrível, proferida por juiz
competente e observados o contraditório e ampla defesa;

(E) o jurisdicionado poderá ser processado, mas não sentenciado senão pela autoridade judiciária competente.

1- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Os Juízes de Direito dos Estados podem examinar as causas de competência dos Juízes Federais quando:

(A) o Conselho Nacional de Justiça, no exercício de suas atribuições constitucionais, declarar a competência do
órgão jurisdicional estadual;

(B) o Superior Tribunal de Justiça, a partir de provocação dos legitimados previstos em lei, der provimento ao
incidente de deslocamento de competência;

(C) o Supremo Tribunal Federal, ao resolver conflito de competência entre órgãos da Justiça Federal e da Justiça
Estadual, assim o determinar;

(D) não houver vara do juízo federal na respectiva comarca e figurarem como parte instituição de previdência social
e segurado;

(E) não houver vara do juízo federal na respectiva comarca e a causa versar sobre qualquer matéria de competência
da União.

2- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Com os olhos voltados à competência legislativa concorrente prevista na Constituição da República, é correto
afirmar que:

(A) os Estados podem legislar sobre as respectivas matérias, desde que não afrontem as normas gerais editadas
pela União;

(B) os Estados e os Municípios podem legislar sobre as respectivas matérias, observadas as normas gerais editadas
pela União;

(C) os Estados podem legislar sobre as respectivas matérias, predominando a lei da menor unidade territorial no
caso de conflito;

(D) todos os entes federados podem legislar sobre as matérias a que se refere, predominando o princípio da maior
relevância social no caso de conflito;

(E) todos os entes federados podem legislar indistintamente sobre as matérias a que se refere.

3- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Em relação à responsabilidade civil do Estado por danos causados ao particular, é correto afirmar que ela:

(A) sempre será objetiva, independentemente do comportamento do Estado e de seus agentes, que pode ser
omissivo ou comissivo;

(B) sempre será subjetiva, exigindo que seja demonstrada a falta do serviço, o nexo de causalidade entre a conduta
dos agentes do Estado e o resultado lesivo, bem como o dolo ou a culpa destes últimos;

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(C) será objetiva, na hipótese de atividade nuclear, gerando para os Estados e os Municípios o dever jurídico de
indenizar todos os danos causados;

(D) será sempre subjetiva, cabendo à vítima demonstrar a falta do serviço e o elemento subjetivo dos agentes do
Estado, somente sendo afastado o dever de indenizar se demonstrada a culpa exclusiva da vítima;

(E) será objetiva no caso de atos comissivos dos agentes das pessoas jurídicas de direito público que, nessa
qualidade, causem danos a terceiros.

4- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

A partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos:

(A) sempre terão a natureza jurídica de lei, exigindo a sua aprovação, pelo Congresso Nacional e a promulgação,
na ordem interna, pelo Chefe do Poder Executivo;

(B) sempre terão a natureza jurídica de emenda constitucional, exigindo, apenas, que a sua aprovação, pelo
Congresso Nacional, se dê em dois turnos de votação, com o voto favorável de dois terços dos respectivos membros;

(C) podem ter a natureza jurídica de emenda constitucional, desde que a sua aprovação, pelo Congresso Nacional,
se dê em dois turnos de votação, com o voto favorável de três quintos dos respectivos membros;

(D) podem ter a natureza jurídica de lei complementar, desde que o Congresso Nacional venha a aprová-los com
observância do processo legislativo ordinário;

(E) sempre terão a natureza jurídica de atos de direito internacional, não se integrando, em qualquer hipótese, à
ordem jurídica interna.

5- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Sob a ótica da nacionalidade, é correto afirmar que:

(A) somente brasileiros natos podem ocupar o cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça;

(B) ela será perdida sempre que o brasileiro adquirir outra nacionalidade;

(C) o brasileiro manterá a sua nacionalidade quando lei de outro País reconhecer que possui nacionalidade originária
desse País;

(D) somente são brasileiros natos os nascidos no território brasileiro;

(E) os brasileiros natos podem receber tratamento privilegiado da lei, em detrimento dos naturalizados.

1- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Fulano de Tal, cidadão brasileiro, integrante de uma Associação de Moradores de Bairro, tomou conhecimento de
que o Prefeito de sua cidade fraudou documentos e, dessa forma, permitiu a construção de edifícios comerciais em
um parque estadual.

Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.

(A) Fulano de Tal deve impetrar mandado de segurança individual para anulação do ato lesivo.

(B) A Associação de Moradores deve impetrar mandado de segurança coletivo para anulação do ato lesivo.

(C) Fulano de Tal deve ajuizar ação popular para anulação do ato lesivo.

(D) Como as obras ainda não foram iniciadas, não existe lesão ao patrimônio público, a ser amparada por ação
individual ou coletiva.

(E) A Associação de Moradores deve ajuizar ação popular coletiva para anulação do ato lesivo.

2- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Com relação aos direitos dos trabalhadores, segundo o Art. 7º da Constituição Federal/88, analise as afirmativas a
seguir.

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Questões – Tribunais de Justiça

I. Garantia de salário-mínimo, fixado em lei, definido por regiões geoeconômicas, capaz de atender suas
necessidades vitais básicas.

II. Garantia de remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal.

III. Garantia de salários e de critérios de admissão iguais, sendo vedada a discriminação por sexo, cor ou estado
civil.

Assinale:

(A) se somente a afirmativa I estiver correta.

(B) se somente a afirmativa II estiver correta.

(C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

3- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

A Constituição da República Federativa do Brasil estabelece as condições para que um cidadão possa se candidatar
em uma eleição, sendo certo que a não observância de quaisquer delas é causa de impedimento para a candidatura.

Um dos requisitos dispostos é a idade mínima para o exercício de determinados cargos políticos.

A esse respeito, assinale a afirmativa correta.

(A) A Constituição exige a idade mínima de 18 anos para Deputado Federal.

(B) A Constituição exige a idade mínima de 25 anos para Prefeito.

(C) A Constituição exige a idade mínima de 30 anos para Deputado Estadual.

(D) A Constituição exige a idade mínima de 18 anos para vereador.

(E) A Constituição exige a idade mínima de 30 anos para Senador.

4- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Quanto à organização político-administrativa do Brasil, com base na Constituição Federal/88, assinale a afirmativa
correta.

(A) Os Estados não podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros.

(B) Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou
formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação do Presidente da República, por Decreto.

(C) Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, mediante
aprovação da Assembleia Legislativa do Estado.

(D) Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou
formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada,
através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.

(E) Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou
formarem novos Estados ou Países, bastando a aprovação da população diretamente interessada, através de
plebiscito.

5- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

A Constituição da República estabelece direitos e garantias aos servidores públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, estendendo-lhes, ainda, alguns daqueles direitos aplicáveis aos trabalhadores da iniciativa
privada, previstos no Art. 7º da Constituição.

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As alternativas a seguir apresentam direitos sociais trabalhistas conferidos aos servidores públicos, à exceção de
um. Assinale-o.

(A) Irredutibilidade do salário.

(B) Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho.

(C) Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.

(D) Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal.

(E) Décimo terceiro salário.

6- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

Os artigos 1º e 3º da Constituição estabelecem os fundamentos e os objetivos fundamentais da República Federativa


do Brasil.

Assinale a alternativa que contempla, exclusivamente, previsões constantes naqueles dispositivos.

(A) Soberania, planificação econômica, cidadania, garantir o desenvolvimento nacional e construir uma sociedade
livre, justa e solidária.

(B) Dignidade da pessoa humana, cidadania, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades
sociais e regionais.

(C) Pluralismo político, soberania, participação do Estado no desenvolvimento econômico e concessão de asilo
político.

(D) Cidadania, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, pluralismo político e defesa intransigente do livre-
mercado.

(E) Construir uma sociedade livre, justa e solidária, dignidade da pessoa humana e progressiva adoção do
socialismo de mercado.

GABARITO:
TJ/SC 2018:
1-X 2-B 3-B 4-B 5-E 6-B 7-C

TJ/AL 2018:
1-E 2-D 3-B 4-D 5-C 6-E 7-B 8-C 9-A 10-A

TJ/PI 2015:
1-C 2-D 3-E 4-A 5-C 6-B 7-C 8-B 9-A

TJ/RO 2015:
1-C 2-B 3-A 4-D

TJ/BA 2015:
1-B 2-D 3-E

TJ/GO 2014:
1-X 2-D 3-X 4-C 5-X 6-C

TJ/RJ 2014:

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1-D 2-A 3-E 4-C 5-C

TJ/AM 2013:
1-C 2-D 3-D 4-D 5-B 6-B

Direito Administrativo

1- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Orlando, servidor do Município Alfa, ao conduzir um veículo utilizado na pavimentação de vias asfálticas, colidiu com
o veículo de Pedro, causando-lhe danos.

À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que:

(A) o Município Alfa só pode ser responsabilizado caso seja demonstrado que desconsiderou a inaptidão de Orlando;

(B) Orlando e o Município Alfa não podem ser responsabilizados por danos causados no exercício da função pública;

(C) o Município Alfa só pode ser responsabilizado caso seja demonstrada a culpa de Orlando na colisão;

(D) somente Orlando pode ser responsabilizado, sendo necessário provar a sua culpa na colisão;

(E) o Município Alfa pode ser responsabilizado ainda que não seja demonstrada a culpa de Orlando.

2- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Os poderes administrativos são instrumentais, pois consistem em mecanismos de trabalho por meio dos quais os
órgãos e as entidades administrativas executam suas tarefas e cumprem suas missões. São hipóteses,
respectivamente, de emprego do poder regulamentar e do poder de polícia, quando o agente público municipal
competente:

(A) indefere a implantação de determinado loteamento urbano requerido por particular, por não atender aos
requisitos legais; e atua como segurança patrimonial para preservar certo bem público municipal;

(B) emite ato administrativo de demissão de servidor público municipal, após regular processo administrativo
disciplinar; determina a servidor hierarquicamente inferior que desempenhe certa função na repartição onde está
lotado;

(C) edita decreto contendo normas gerais que complementam lei ordinária municipal em determinada matéria; e
procede à apreensão de produtos impróprios para consumo em mercado privado;

(D) delega para autoridade municipal hierarquicamente inferior a prática de certo ato administrativo; e aplica pena
disciplinar a servidor público municipal, observado o devido processo legal;

(E) edita emenda à lei orgânica municipal com regras específicas sobre serviços de interesse local; e expede ordem
de serviço disciplinando a divisão de atribuições de servidores lotados na Secretaria Municipal de Segurança
Pública.

3- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Centros de competência especializada dispostos na intimidade de uma pessoa jurídica, sem personalidade jurídica
e vontade próprias, com intenção de garantir a especialização nas atividades prestadas com maior eficiência, são
chamados pela doutrina de Direito Administrativo de:

(A) órgãos, sejam da Administração Direta, sejam as entidades de direito público da Administração Indireta, e
somente podem ser criados ou extintos por meio de lei;

(B) autarquias, que fazem parte da Administração Indireta, e somente podem ser criadas por meio de lei específica,
após regular processo legislativo;

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(C) fundações públicas, que fazem parte da Administração Indireta, e podem ser criadas por meio de qualquer ato
normativo;

(D) entidades da Administração Indireta, que podem ser criadas por meio de qualquer ato normativo, após regular
processo administrativo ou legislativo;

(E) entidades da Administração Direta, que somente podem ser criadas ou extintas por meio de lei, após regular
processo legislativo.

4- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Presidente do Tribunal de Justiça determinou de ofício a remoção de Maria, ocupante estável do cargo efetivo de
Técnico Judiciário, da Vara Criminal da Capital, para Vara Cível de comarca do interior do Estado. O ato foi motivado
em recente estudo sobre o volume de trabalho em todos os órgãos judiciais, que demonstrou sobrecarga de trabalho
na citada Vara Cível. Inconformada, Maria impetrou mandado de segurança, alegando que possui um filho de 8
anos matriculado em escola da capital.

O pleito de Maria:

(A) merece prosperar, pois a remoção é ato administrativo vinculado e prescinde de prévia concordância do servidor,
podendo o Judiciário analisar seu mérito;

(B) merece prosperar, pois a remoção, apesar de ser ato administrativo discricionário, não pode causar prejuízos
ao servidor, podendo o Judiciário analisar seu mérito;

(C) não merece prosperar, pois a remoção é ato administrativo discricionário, cujo mérito e legalidade não podem
ser objeto de intervenção do Poder Judiciário;

(D) não merece prosperar, pois a remoção é ato administrativo discricionário, e foi devidamente demonstrado o
interesse público, não havendo violação à legalidade;

(E) não merece prosperar, pois a remoção é ato administrativo vinculado, cujo mérito pode ser objeto de análise
pelo Poder Judiciário.

5- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Serviço público pode ser conceituado como toda atividade executada pelo Estado visando à promoção de utilidade
e comodidade para os cidadãos usuários, com prerrogativas decorrentes da supremacia estatal e sujeições
justificadas pela indisponibilidade do interesse público.

Nesse contexto, aplica-se ao serviço público o princípio da:

(A) continuidade do serviço público, segundo o qual as atividades administrativas devem ser prestadas de forma
ininterrupta, razão pela qual o ordenamento jurídico veda o direito de greve aos servidores públicos;

(B) atualidade, segundo o qual o serviço deve ser prestado com modernidade das técnicas, do equipamento e das
instalações e sua conservação, bem como visando à sua melhoria e expansão;

(C) universalidade, segundo o qual o serviço deve ser prestado de forma geral a todas as pessoas, em igualdade
de condições, não podendo ser interrompido pelo inadimplemento do usuário;

(D) modicidade, segundo o qual o serviço deve ser prestado com tarifas acessíveis à população em geral, com preço
público subsidiado pelo poder público, garantida a gratuidade aos comprovadamente hipossuficientes;

(E) impessoalidade, segundo o qual o serviço deve ser prestado em igualdade de condições para qualquer usuário,
e não pode o particular prestador do serviço invocar, em qualquer hipótese, a exceção do contrato não cumprido.

6- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pretende contratar sociedade empresária para realizar
pequenas obras e serviços de engenharia, com valor estimado de cinco mil reais, no salão onde funciona o Tribunal
do Júri da Capital.

Levando em consideração os ditames da Lei nº 8.666/93, em tese, a contratação em tela:

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(A) poderá ser feita mediante dispensa ou inexigibilidade de licitação, por expressa previsão legal;

(B) deverá ser feita obrigatoriamente mediante prévia licitação na modalidade tomada de preços;

(C) deverá ser feita obrigatoriamente mediante prévia licitação na modalidade convite;

(D) poderá ser feita com dispensa de licitação ou com prévia licitação nas modalidades convite, tomada de preços
ou concorrência;

(E) poderá ser feita mediante inexigibilidade de licitação, por expressa previsão legal, ou com prévia licitação na
modalidade tomada de preços.

7- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

Em matéria de controle da Administração Pública, de acordo com o ordenamento jurídico e a doutrina de Direito
Administrativo, o Poder Judiciário:

(A) não se submete a controle por parte do Poder Executivo, em razão do princípio da soberania das decisões
judiciais;

(B) não se submete a controle por parte dos Poderes Legislativo e Executivo, em razão do princípio da separação
dos Poderes;

(C) não se submete a controle por parte do Poder Legislativo, que desempenha apenas atividade de elaboração de
leis;

(D) se submete a controle por parte dos Poderes Executivo e Legislativo, em razão do sistema de freios e
contrapesos;

(E) se submete a controle contábil, financeiro e orçamentário, por parte do Poder Executivo, por meio do Tribunal
de Contas.

8- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

João, Policial Civil, no exercício da função, recebeu vantagem econômica, que consiste em mesada no valor mensal
de cinco mil reais, para tolerar a exploração e a prática de jogos de azar na área circunscricional da Delegacia de
Polícia onde está lotado.

Assim agindo, sem prejuízo das demais sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica,
João:

(A) não praticou ato de improbidade administrativa, eis que não houve prejuízo aos cofres públicos, circunstância
imprescindível para configuração do ato ímprobo;

(B) não praticou ato de improbidade administrativa, por falta de tipicidade legal estrita, mas está incurso em
penalidade disciplinar;

(C) praticou ato de improbidade administrativa, e está sujeito, dentre outras sanções, à cassação dos direitos
políticos, ao ressarcimento ao erário e à perda da função pública;

(D) praticou ato de improbidade administrativa, e está sujeito, dentre outras sanções, à perda dos valores acrescidos
ilicitamente ao patrimônio e da função pública;

(E) praticou ato de improbidade administrativa, e está sujeito, dentre outras sanções, ao pagamento de multa civil
de até dez vezes o valor da remuneração percebida pelo agente.

9- (FGV/TJ-SC -Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)

A Câmara Municipal de Palhoça é estabelecida em bem próprio do referido ente federativo.

Esse bem deve ser considerado:

(A) popular;

(B) dominical;

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(C) de uso privativo;

(D) de uso especial;

(E) de uso comum do povo.

1- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Determinado Secretário Municipal de Educação, no dia da inauguração de nova escola municipal, distribuiu boletim
informativo custeado pelo poder público, com os seguintes dizeres no título da reportagem: “ Secretário do povo,
Rico Ricaço, presenteia a população com mais uma escola”. Ao lado da reportagem, havia foto do Secretário
fazendo com seus dedos o símbolo de coração utilizado por ele em suas campanhas eleitorais.

A conduta narrada feriu o princípio da administração pública da:

(A) economicidade, eis que é vedada a publicidade custeada pelo erário dos atos, programas, obras, serviços e
campanhas dos órgãos públicos, ainda que tenha caráter educativo, informativo ou de orientação social;

(B) legalidade, pois a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deve ser
precedida de prévia autorização legislativa, vedada qualquer promoção pessoal que configure favorecimento
pessoal para autoridades ou servidores públicos;

(C) moralidade, eis que a publicidade dos atos, programas, obras e serviços dos órgãos públicos, em que constarem
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades públicas, para ser legal deve ser
custeada integralmente com recursos privados;

(D) publicidade, uma vez que a divulgação dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos
deve ser feita exclusivamente por meio de publicação dos respectivos atos no diário oficial, para impedir promoção
pessoal da autoridade pública;

(E) impessoalidade, pois a publicidade em tela deveria ter caráter educativo, informativo ou de orientação social,
dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de agentes públicos.

2- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Em tema de poderes administrativos, a doutrina de Direito Administrativo ensina que os atos administrativos da
delegação e da avocação são fundamentados na prerrogativa do agente público decorrente do poder:

(A) disciplinar, segundo o qual o agente público com competência pode expedir normas gerais e abstratas para
viabilizar a aplicabilidade de lei preexistente;

(B) hierárquico, segundo o qual o agente público de hierarquia superior pode, na forma da lei, estender ou chamar
para si, de forma temporária, competência para determinado ato;

(C) normativo, segundo o qual o agente público pode restringir liberdades individuais e propriedade privada em prol
do interesse público coletivo;

(D) regulamentar, segundo o qual a autoridade pública competente deve expedir decretos autônomos para
disciplinar o funcionamento orgânico da administração;

(E) de polícia, segundo o qual a autoridade pública tem a faculdade de estabelecer a competência dos servidores
que lhe são vinculados, sob pena de uso das forças de segurança.

3- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Autoridade municipal competente praticou ato administrativo de autorização para que certo particular exercesse
comércio ambulante em local predeterminado. Inconformada, a associação de lojistas locais ingressou com medida
judicial, pleiteando a revogação do ato administrativo de autorização.

O pleito do empresariado local:

(A) merece prosperar, pois ao Poder Judiciário cabe o exame de mérito e legalidade dos atos administrativos
discricionários, pelo princípio do amplo acesso à justiça;

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(B) merece prosperar, pois o Poder Judiciário deve revogar os atos administrativos vinculados que se revelem
inoportunos ou inconvenientes, pelo princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional;

(C) merece prosperar, pois o Poder Judiciário deve revogar os atos administrativos vinculados que se revelem
inoportunos ou inconvenientes, no regular exercício do controle externo da atividade administrativa;

(D) não merece prosperar, pois ao Poder Judiciário não cabe juízo de valor sobre a legalidade e o mérito dos atos
administrativos discricionários, em razão do princípio da separação dos poderes;

(E) não merece prosperar, pois ao Poder Judiciário, em regra, não cabe juízo de valor sobre o mérito dos atos
administrativos discricionários, podendo apenas invalidá-los por vício de legalidade.

4- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, uma das características dos contratos administrativos é o seu
formalismo.

Nesse sentido, a Lei nº 8.666/93 dispõe que, em matéria de licitação, o instrumento de contrato é obrigatório nos
casos de:

(A) concorrência, de tomada de preços, convite, pregão, concurso e leilão, mas não é necessário nas hipóteses
excepcionais previstas em lei em que a licitação é dispensável ou inexigível;

(B) concorrência e de tomada de preços, pelo alto valor desses contratos, mas não é necessário nas demais
modalidades de licitação, desde que o seu valor esteja compatível com o preço de mercado, conforme avaliação
prévia;

(C) concorrência e de tomada de preços, bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam
compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação;

(D) contratação de obras e serviços de engenharia, cujo valor global do contrato seja superior a um milhão de reais,
mas não é necessário nos demais casos, qualquer que seja a modalidade de licitação;

(E) contratação de obras e serviços de engenharia, por meio de licitação nas modalidades concorrência e de tomada
de preços, mas não é necessário nas hipóteses excepcionais em que a licitação é dispensável ou inexigível.

5- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Ao acabar de assumir a Chefia do Executivo Estadual, o Governador constatou situação insustentável de


superlotação da população carcerária, com grave e iminente risco à segurança pública. Assim sendo, o
Administrador Público decidiu contratar sociedade empresária para ampliação, reforma e aprimoramento do
estabelecimento penal existente no Estado. Após os estudos necessários, o valor total do contrato ficou estimado
em um milhão e quatrocentos mil reais.

De acordo com os ditames da Lei nº 8.666/93, a contratação pretendida:

(A) deverá necessariamente ser precedida de licitação, na modalidade pregão, em razão do valor do contrato;

(B) deverá necessariamente ser precedida de licitação, na modalidade tomada de preços, em razão do valor do
contrato;

(C) deverá necessariamente ser precedida de licitação, na modalidade concorrência, em razão do valor do contrato;

(D) poderá ser feita mediante dispensa de licitação, diante de permissivo legal;

(E) poderá ser feita mediante inexigibilidade de licitação, diante de permissivo legal.

6- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

A Lei nº 8.987/95, que trata do serviço público, dispõe que sua concessão ou permissão pressupõe a prestação de
serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, com emprego de modernidade das técnicas, do equipamento
e das instalações, bem como conservação, melhoria e expansão do serviço.

Esse mandamento legal está diretamente relacionado ao princípio da:

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(A) modicidade do serviço público e ao princípio da moralidade da administração pública;

(B) continuidade do serviço público e ao princípio da legalidade da administração pública;

(C) atualidade do serviço público e ao princípio da eficiência da administração pública;

(D) universalidade do serviço público e ao princípio da proporcionalidade da administração pública;

(E) eficiência do serviço público e ao princípio da publicidade da administração pública.

7- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Os atos administrativos devem ser precedidos de um processo formal que justifica sua prática e serve de base para
sua legitimidade, documentando todas as etapas até a formação válida da atuação da Administração Pública.

Nesse contexto, a Lei nº 9.784/99 estabelece que, nos processos administrativos, será observado, entre outros, o
critério de:

(A) obrigatoriedade de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar, sob pena de nulidade
absoluta por violação à Constituição da República de 1988;

(B) interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige,
permitida aplicação retroativa de nova interpretação;

(C) impulsão procedimental pelos interessados, vedada a atuação de ofício pela própria Administração Pública;

(D) divulgação oficial dos atos administrativos, vedada qualquer hipótese de sigilo;

(E) proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei.

8- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

O controle da administração pública pode ser conceituado como o conjunto de mecanismos jurídicos e
administrativos por meio dos quais se exerce o poder de fiscalização e de revisão da atividade administrativa em
qualquer das esferas de poder.

Nesse contexto, de acordo com a doutrina e o texto constitucional, o Poder:

(A) Judiciário é controlado exclusivamente pelo Conselho Nacional de Justiça, não podendo ser alvo de qualquer
ingerência dos Poderes Legislativo e Executivo;

(B) Legislativo exerce controle externo financeiro sobre o Poder Judiciário no que se refere à receita, à despesa e à
gestão dos recursos públicos;

(C) Legislativo exerce o controle interno sobre o Poder Executivo, no que tange à fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial da Administração direta e indireta;

(D) Judiciário exerce o controle externo sobre a legalidade e o mérito administrativo dos atos praticados pelos
Poderes Executivo e Legislativo;

(E) Executivo exerce o controle externo sobre a legalidade dos atos do Poder Legislativo, devendo declarar a
inconstitucionalidade dos que violem a Constituição da República de 1988.

9- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

João, Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça de Alagoas, lotado em determinada Vara Criminal, revelou fato de
que tinha ciência em razão das suas atribuições, consistente no teor do depoimento de determinada testemunha
em ação penal de grande repercussão social que tramita em segredo de justiça, ainda em fase de instrução.

De acordo com as disposições da Lei nº 8.429/92, João:

(A) não cometeu ato de improbidade administrativa, porque não houve efetivo prejuízo ao erário, mas deve
responder em âmbito disciplinar;

(B) não cometeu ato de improbidade administrativa, porque está ausente o especial fim de agir do agente,
consistente em seu enriquecimento ilícito;

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(C) não cometeu ato de improbidade administrativa, porque não faz parte do Poder Executivo ou Legislativo, mas
deve responder em âmbito disciplinar;

(D) cometeu ato de improbidade administrativa, sem prejuízo dos demais reflexos nas esferas criminal e
administrativo disciplinar;

(E) cometeu ato de improbidade administrativa, desde que se comprove nexo causal entre a conduta do servidor e
efetivo dano ao erário.

10- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

Miro, quando passava na calçada lateral do edifício da Câmara de Vereadores do Município de São Paulo, é atingido
por parte da janela que caiu do Gabinete da Presidência da Casa Legislativa.

Nessa hipótese, a pessoa jurídica que responderá por eventual indenização será:

(A) a Câmara de Vereadores;

(B) a Casa Legislativa;

(C) a Prefeitura;

(D) o Município;

(E) a Presidência da Câmara de Vereadores.

11- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)

O Governador do Estado Alfa convocou reunião com os presidentes das autarquias, das sociedades de economia
mista e das empresas públicas, bem como com representantes das Secretarias de Estado e as estruturas da Chefia
de Gabinete da Casa Civil, e determinou, dentre outras coisas, que, a partir daquela data, os entes da Administração
Pública indireta com personalidade jurídica de direito público deveriam apresentar dados quinzenais a respeito da
atuação do respectivo ente.

À luz da sistemática constitucional, dentre os participantes da reunião, somente são alcançadas pela determinação
do Governador do Estado:

(A) as autarquias;

(B) as sociedades de economia mista e as empresas públicas;

(C) as Secretarias de Estado;

(D) as estruturas da Chefia de Gabinete da Casa Civil;

(E) as empresas públicas.

1- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

A respeito da denominada “reversão”, é correto afirmar que:

(A) consubstancia uma forma de provimento terceirizado do cargo público;

(B) reflete o retorno do servidor em gozo de férias à atividade regular;

(C) é forma de retorno a um estágio anterior da respectiva carreira;

(D) pode ocorrer quando insubsistentes os motivos da aposentadoria por invalidez;

(E) somente pode ocorrer após a declaração de invalidade do ato de exoneração.

2- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

Determinado servidor público sofreu grave acidente de trabalho e foi afastado do serviço público. Após um período
de recuperação, foi sensível a redução de sua capacidade laborativa. Apesar disso, era plenamente possível que
viesse a exercer atribuição diversa, compatível com suas atuais condições físicas. Nesse caso, o referido servidor:

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(A) será readaptado e, caso inexista cargo vago, exercerá suas atribuições como excedente até a ocorrência de
vaga;

(B) quando retornar ao serviço público, deve exercer, necessariamente, as mesmas atribuições que exercia quando
do acidente;

(C) não pode retornar ao serviço público, devendo ser necessariamente aposentado por invalidez;

(D) pode ocupar qualquer outro cargo público compatível com suas condições físicas, independentemente do nível
de escolaridade exigido;

(E) somente poderá ser reintegrado quando criado um cargo público semelhante ao que ocupava, de modo que
possa provê-lo.

3- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

Um ex-servidor público estadual procurou a Administração Pública e afirmou que desejava ser reconduzido ao cargo.

É possível que tal ocorra no caso de:

(A) servidor público inativo, quando cessarem os motivos da aposentadoria por invalidez;

(B) servidor estável, quando inabilitado em estágio probatório relativo a outro cargo;

(C) ocupante de cargo em comissão, que é nomeado para outro cargo;

(D) servidor público inativo, quando a sua aposentadoria for anulada por decisão judicial transitada em julgado;

(E) servidor estável, quando invalidada a decisão administrativa que aplicou a sanção de demissão.

4- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

Parceria Público-Privada (PPP) é uma modalidade de concessão de serviços públicos e de financiamento ao setor
público. A esse respeito, é correto afirmar que:

(A) o financiamento é privado, já que o retorno financeiro dos investimentos frente aos gastos operacionais é
suficiente apenas com receitas próprias;

(B) cabe ao parceiro público arcar com os custos de implantação e operação do serviço público concedido, estando
os aportes privados condicionados ao início da prestação do serviço;

(C) os riscos físicos e financeiros pertencem ao parceiro privado, que deverá gerenciá-los e preparar plano de
contingência;

(D) o prazo de vigência deve ser superior a 35 anos e o valor deve ser inferior a quinze milhões de reais;

(E) a empresa responsável em implementar e gerir uma PPP deve ser uma Sociedade de Propósito Específico
(SPE).

5- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

O Tribunal de Justiça de determinado Estado, com escopo de melhor organizar sua estrutura e conferir maior
eficiência às atividades administrativas, procedeu ao chamado desmembramento orgânico. Assim, o antigo
departamento de Recursos Humanos e Licitação se subdividiu em dois novos órgãos autônomos: Departamento de
Recursos Humanos e Departamento de Licitação. A doutrina de Direito Administrativo denomina o processo
eminentemente interno de substituição de um órgão por dois com o objetivo de melhorar e acelerar a prestação do
serviço de:

(A) descentralização;

(B) desconcentração;

(C) delegação;

(D) execução indireta;

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(E) execução fracionada.

6- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

A Secretaria Estadual de Trabalho em conjunto com a de Cultura, atentas à atual crise de emprego e aproveitando
o sucesso dos programas culinários, com escopo de fomentar a qualificação profissional de cozinheiros regionais,
organizou curso de especialização em comidas típicas do Piauí. Inicialmente, o edital do curso previu que apenas
cozinheiros com experiência poderiam se inscrever. Posteriormente, ao verificarem a baixa procura e a existência
de grande quantidade de profissionais sem experiência comprovada, as Secretarias Estaduais envolvidas
revogaram o edital e publicaram um novo, permitindo a inscrição de qualquer cozinheiro, independentemente de
experiência. O princípio administrativo implícito que viabilizou a alteração do edital, permitindo a revisão de mérito
de ato administrativo anterior por motivos de oportunidade e conveniência, é o princípio da:

(A) autotutela;

(B) impessoalidade;

(C) moralidade;

(D) legalidade;

(E) reconvenção.

7- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

Dentre os elementos do ato administrativo, destaca-se a competência, que é o círculo definido por lei dentro do qual
podem os agentes públicos exercer legitimamente sua atividade.

Como característica da competência, destaca-se a:

(A) derrogabilidade, segundo a qual a competência de um órgão pode, em regra, se transferir a outro por acordo
entre as partes, ou por assentimento do agente da Administração, ou seja, apesar de fixada em norma expressa, a
competência pode ser alterada;

(B) indelegabilidade, segundo a qual a competência de um agente ou órgão não pode, em qualquer hipótese, ser
delegada a outro, ainda que haja norma posterior autorizativa, em respeito ao poder hierárquico e ao princípio da
estabilidade das relações jurídicas;

(C) improrrogabilidade, segundo a qual a incompetência, em regra, não se transmuda em competência, ou seja, se
um órgão não tem competência para certa função, não poderá vir a tê-la supervenientemente, a menos que a antiga
norma definidora seja alterada;

(D) vedação de avocação, segundo a qual a competência de um agente ou órgão não pode ser transferida à
autoridade hierarquicamente superior para atrair para sua esfera decisória a prática de ato da competência natural
de agente com menor hierarquia;

(E) discricionariedade, segundo a qual a competência para a prática de determinado ato administrativo pode ser
definida e alterada, caso a caso, de acordo com critérios de oportunidade e conveniência do chefe administrativo da
repartição, mediante decisão fundamentada.

8- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

Subordinam-se aos ditames normativos da Lei nº 8.666/93, que institui normas para licitações e contratos da
Administração Pública, os órgãos elencados naquele diploma legal. A alternativa mais completa, que contempla
todos que estão sujeitos a tal regime jurídico é:

(A) os órgãos da administração direta, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades
de economia mista e as concessionárias e permissionárias de serviços públicos da União, Estados, Distrito Federal
e Municípios;

(B) as entidades que ostentem personalidade jurídica de direito público, ou seja, da administração direta, das
autarquias e das fundações públicas da União, Estados, Distrito Federal e Municípios;

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(C) as entidades que ostentem personalidade jurídica de direito público, ou seja, da administração direta e da
administração indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista) da
União, Estados, Distrito Federal e Municípios;

(D) os órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas
públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União,
Estados, Distrito Federal e Municípios;

(E) os órgãos da administração direta, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades
de economia mista, as concessionárias e permissionárias de serviços públicos e demais entidades controladas
direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

9- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

Em tema de bens públicos, o ato administrativo pelo qual a Administração Pública consente que certa pessoa utilize
privativamente bem público, atendendo ao mesmo tempo aos interesses público e privado, como a utilização de
praças públicas para feiras de artesanato, é a:

(A) autorização de uso, que é ato unilateral, vinculado e precário;

(B) delegação de uso, que é ato bilateral, discricionário e remunerado;

(C) concessão de uso, que é ato unilateral, vinculado e precário;

(D) outorga de uso, que é ato bilateral, discricionário e gratuito;

(E) permissão de uso, que é ato unilateral, discricionário e precário.

10- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

Em matéria de controle da Administração Pública, o controle externo dos atos praticados pelo Poder Executivo por
parte do Poder Judiciário:

(A) se restringe à analise da legalidade dos atos, eis que ao Poder Judiciário, em regra, é vedada a análise do mérito
dos atos administrativos;

(B) abrange o controle de legalidade e de mérito dos atos administrativos, podendo o Judiciário, em regra,
respectivamente, anular os ilegais e revogar os inoportunos ou inconvenientes;

(C) abrange o controle de legalidade e de mérito dos atos administrativos, podendo o Judiciário, respectivamente,
anular os inoportunos ou inconvenientes e revogar os ilegais;

(D) se restringe à analise do mérito dos atos, eis que ao Poder Judiciário, em regra, é vedada a análise da legalidade
formal dos atos administrativos;

(E) é o mais amplo possível, cabendo ao Judiciário, em última instância, analisar o acerto da discricionariedade
administrativa e da legalidade formal dos atos, em respeito ao princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional.

11- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que
compõem o seu patrimônio privado, que deve ser arquivada no serviço de pessoal competente. De acordo com a
Lei de Improbidade Administrativa, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a
prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa, será punido com a pena de:

(A) multa e suspensão da função pública;

(B) multa e advertência;

(C) suspensão até apresentar o documento;

(D) exoneração, com multa no valor de um salário mínimo;

(E) demissão, a bem do serviço público.

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12- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário- 2015)

Apesar das sucessivas solicitações formuladas pelos moradores de uma determinada localidade, o Estado deixou
de reforçar a segurança no local. Em razão dessa omissão, foi praticado novo ilícito em detrimento de um morador,
o que lhe causou danos patrimoniais. Nesse caso, é correto afirmar que eventual responsabilidade do Estado será
de natureza:

(A) objetiva, desde que demonstrado que o dano decorreu da omissão dos seus agentes;

(B) subjetiva, o que exige a prévia condenação do agente público omisso;

(C) objetiva, o que pressupõe a demonstração da culpa do agente público e o nexo de causalidade;

(D) subjetiva, sendo necessário demonstrar o elemento subjetivo do agir;

(E) objetiva, o que significa dizer que deve ser analisada, apenas, possível culpa da vítima.

1- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário- 2015)

Em tema de controle da Administração Pública, é correto afirmar que o Poder Judiciário se submete ao sistema de
controle:

(A) interno (como aquele feito por meio de auditoria contábil do próprio Tribunal), mas não se sujeita a controle
externo, pelo princípio da supremacia do Poder Judiciário;

(B) interno (como aquele exercido pela Corregedoria sobre os atos dos serventuários da Justiça) e controle externo
(como aquele praticado pelo Tribunal de Contas);

(C) interno (como aquele exercido pelo Conselho da Magistratura), mas não se sujeita a controle externo, pelo
princípio da separação dos poderes;

(D) interno (como aquele exercido pelo Tribunal de Contas) e controle externo (como aquele praticado pelo Conselho
Nacional de Justiça);

(E) interno (como aquele exercido pelo Conselho Nacional de Justiça) e controle externo (como aquele praticado
pelo Conselho Nacional do Ministério Público).

2- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário- 2015)

Governador do Estado deseja contratar determinado cantor sertanejo consagrado pela crítica especializada e pela
opinião pública, diretamente ou através de seu empresário exclusivo, para fazer um show no réveillon em praça
pública para a população. Preocupado em atender aos ditames da Lei nº 8.666/93, o Governador solicitou parecer
à Procuradoria do Estado, oportunidade em que foi informado de que a contratação em tela:

(A) deve necessariamente ser precedida de licitação, na modalidade concorrência;

(B) deve necessariamente ser precedida de licitação, na modalidade convite;

(C) deve necessariamente ser precedida de licitação, na modalidade concurso;

(D) pode ser realizada com inexigibilidade de licitação;

(E) pode ser realizada com dispensa de licitação.

3- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário- 2015)

Poderes administrativos consistem no conjunto de prerrogativas de direito público que a ordem jurídica confere aos
agentes administrativos para viabilizar a sobreposição do interesse público ao interesse privado e permitir que o
Estado alcance seus fins. Nesse sentido, é hipótese de poder regulamentar quando um:

(A) governador de Estado edita um decreto contendo atos gerais para complementar determinada lei e permitir a
sua efetiva aplicação;

(B) guarda de trânsito, no exercício de suas funções, coordena o tráfego de veículos para evitar engarrafamento em
uma movimentada via pública;

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Questões – Tribunais de Justiça

(C) fiscal de posturas realiza fiscalização nas instalações de um mercado e flagra uma série de irregularidades que
levam à sua interdição;

(D) chefe de cartório, a pedido da parte interessada, emite uma certidão contendo informações específicas sobre
determinado processo;

(E) agente do Procon, após regular processo administrativo, multa determinada agência bancária, por ofensa
reiterada aos direitos do consumidor.

4- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário- 2015)

O ato administrativo é espécie de ato jurídico e, por ser emanado de agentes dotados de parcela do poder público,
possui certos atributos que o distinguem dos atos de direito privado, ou seja, características que permitem afirmar
que ele se submete a um regime jurídico administrativo ou a um regime jurídico de direito público. Nesse contexto,
destaca-se o atributo da:

(A) imperatividade, segundo o qual o ato administrativo se impõe e cria obrigações para determinada pessoa, desde
que haja sua prévia intimação e concordância, respeitado o contraditório;

(B) presunção de legitimidade, segundo o qual existe presunção absoluta de que o ato administrativo foi praticado
em conformidade com os ditames legais;

(C) autoexecutoriedade, segundo o qual o ato administrativo pode ser posto em execução pela própria
Administração Pública, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário;

(D) discricionariedade, segundo o qual o particular pode aferir a oportunidade e a conveniência de aderir a
determinado ato administrativo que gere efeitos em sua esfera jurídica;

(E) atipicidade, segundo o qual a Administração Pública pratica, em regra, atos inominados, em decorrência do
princípio da autonomia da vontade, desde que não haja proibição legal.

5- (FGV/TJ-RO – Técnico Judiciário- 2015)

Hipótese 1: Entidade integrante da Administração Indireta, que possui personalidade jurídica de direito público,
criada por lei específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas
do Estado; Hipótese 2: Pessoa jurídica de direito privado, integrante da Administração Indireta do Estado, criada por
autorização legal, sob qualquer forma jurídica adequada a sua natureza, para que o Governo exerça atividades
gerais de caráter econômico ou, em certas situações, execute a prestação de serviços públicos. As definições acima
tratam, respectivamente, de:

(A) concessionária de serviços públicos e fundação privada;

(B) permissionária de serviços públicos e fundação pública;

(C) fundação pública e sociedade de economia mista;

(D) empresa pública e sociedade de economia mista;

(E) autarquia e empresa pública.

1- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Ricardo é servidor público estadual ocupante de cargo efetivo e foi nomeado para exercer cargo em comissão de
Diretor do departamento de pessoal da Secretaria Estadual de Cultura.
Meses depois, Ricardo foi exonerado do cargo em comissão, retomando suas funções afetas ao cargo efetivo
originário. Inconformado, Ricardo buscou orientação no escritório modelo de uma faculdade de Direito sobre a
viabilidade jurídica de manejar medida judicial para retornar ao cargo de Diretor. Com a devida supervisão do
professor responsável pelo estágio forense universitário, Ricardo foi corretamente informado de que sua exoneração
foi um ato administrativo:
(A) discricionário, em que a Administração Pública possui liberdade na avaliação da oportunidade e conveniência
para a prática do ato, mas deve ser revogado pelo Poder Judiciário, o qual pode controlar, em regra, o mérito do
ato;

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Questões – Tribunais de Justiça

(B) discricionário, em que a Administração Pública possui liberdade na avaliação da oportunidade e conveniência
para a prática do ato, e não deve ser invalidado pelo Poder Judiciário por ausência de ilegalidade;
(C) discricionário, em que a Administração Pública não possui liberdade na avaliação da oportunidade e
conveniência para a prática do ato, que deve ser invalidado pelo Poder Judiciário por vício de legalidade;
(D) vinculado, em que a Administração Pública não possui liberdade na avaliação da oportunidade e conveniência
para a prática do ato, que deve ser invalidado pelo Poder Judiciário por vício de legalidade;
(E) vinculado, em que a Administração Pública possui liberdade na avaliação da oportunidade e conveniência para
a prática do ato, que deve ser revogado pelo Poder Judiciário por vício de legalidade.
2- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Fernando é técnico judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia e acaba de se eleger Prefeito de Município do interior
do Estado.
De acordo com a disciplina constitucional sobre a matéria, Fernando:
(A) poderá acumular ambos os cargos públicos, se houver compatibilidade de horário, recebendo as duas
remunerações;
(B) poderá acumular ambos os cargos públicos, se houver compatibilidade de horário, optando apenas pela
remuneração de um dos cargos;
(C) será afastado do cargo efetivo, auferindo necessariamente a remuneração deste cargo;
(D) será afastado do cargo efetivo, sendo-lhe facultado optar pela remuneração deste ou do cargo eletivo;
(E) será afastado do cargo efetivo, auferindo necessariamente a remuneração do cargo eletivo.
3- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Renato, motorista de ônibus de determinada sociedade empresária concessionária do serviço de transporte público
municipal, freou o coletivo bruscamente e causou a queda do passageiro, Sr. Antônio, que sofreu diversas lesões.
No caso em tela, a responsabilidade civil será:
(A) subjetiva da sociedade empresária, bastando que Antônio comprove a conduta, o dano e o nexo causal, além
de ser imprescindível a comprovação do dolo ou culpa de Renato;
(B) subjetiva de Renato, sendo prescindível a análise do elemento subjetivo, ou seja, independentemente de ele ter
agido com dolo ou culpa;
(C) subjetiva e solidária do Município, porque contratou mal a sociedade empresária para prestar serviço público
(culpa in elegendo);
(D) objetiva da sociedade empresária, bastando que Antônio comprove a conduta, o dano e o nexo causal,
independentemente da culpa ou dolo de Renato;
(E) objetiva da sociedade empresária, sendo imprescindível a comprovação do elemento subjetivo na conduta de
Renato, além dos demais elementos da conduta, dano e nexo causal.
4- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

Em tema de serviços públicos, a doutrina de Direito Administrativo ensina que se aplica especificamente o princípio
da:
(A) autotutela, o qual indica que a Administração Pública ou o concessionário (no caso de delegação), ao prestar os
serviços públicos, gozam de liberdade de gestão, podendo aumentar unilateralmente as tarifas para manter a
lucratividade da atividade;
(B) modicidade, segundo o qual os serviços públicos devem ser remunerados a preços módicos, devendo o Poder
Público calcular o valor das tarifas com vistas à eficiência e lucros máximos;
(C) supremacia do interesse público, segundo o qual as atividades administrativas e os serviços públicos são
prestados pelo Estado para benefício do particular individualmente considerado em detrimento da coletividade;
(D) continuidade, o qual indica que os serviços públicos não devem sofrer interrupção, ou seja, sua prestação deve
ser contínua para evitar que a paralisação provoque colapso nas múltiplas atividades particulares;
(E) indisponibilidade, o qual indica que a Administração Pública ou o concessionário (no caso de delegação), ao
prestar os serviços públicos, tem a livre disposição dos bens e interesses públicos.
5- (FGV/TJ-BA - Técnico Judiciário - 2015)

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Questões – Tribunais de Justiça

O Tribunal de Contas do Estado da Bahia verificou que determinado gestor estadual percebeu vantagem econômica
indevida e direta para facilitar a aquisição de bem imóvel pelo Estado, por preço superior ao valor de mercado.
Assim, a Corte de Contas remeteu a documentação pertinente ao Ministério Público Estadual, que ajuizou ação civil
pública por ato de improbidade administrativa. No caso em tela, o gestor está sujeito, no bojo do citado processo
judicial, dentre outras, às seguintes consequências pelo ato de improbidade administrativa:
(A) cassação dos direitos políticos, perda da função pública, inscrição no serviço de proteção ao crédito;
(B) pena privativa de liberdade, perda da função pública, suspensão do cadastro de pessoa física;
(C) suspensão dos direitos políticos, perda da função pública, indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário;
(D) proibição de figurar como sócio de qualquer sociedade empresária, perda da função pública e ressarcimento ao
erário;
(E) perda da função pública, ressarcimento ao erário, pena privativa de liberdade e cassação dos direitos políticos.
1- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

Antônio, Presidente da Câmara Municipal, utilizou servidores públicos municipais lotados formalmente em seu
gabinete para prestarem, de fato, serviços para fins particulares em sua fazenda, em Município do interior do Estado,
no horário que seria de expediente. Após regular processo judicial, Antônio foi condenado por ato de improbidade
administrativa, por violação a vários dispositivos da Lei 8.429/92, dentre eles por ter praticado ato que atentou
frontalmente contra os princípios da administração pública da:

(A) igualdade e publicidade;

(B) impessoalidade e moralidade;

(C) legalidade e motivação;

(D) eficiência e publicidade;

(E) moralidade e autotutela.

2- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

São entidades integrantes da Administração Indireta, com personalidade jurídica de direito público, criadas por lei
específica para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, são próprias e típicas do Estado, as:

(A) fundações públicas;

(B) empresas públicas;

(C) autarquias;

(D) sociedades de economia mista;

(E) secretarias e ministérios.

3- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

De acordo com a moderna doutrina de direito administrativo, a atividade do Estado consistente em limitar o exercício
dos direitos individuais em benefício do interesse público é chamada de poder:

(A) regulamentar;

(B) hierárquico;

(C) disciplinar;

(D) de polícia;

(E) de império.

4- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

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Questões – Tribunais de Justiça

Os atos administrativos são praticados por agentes dotados de parcela do Poder Público e, por isso, estão revestidos
de certas características ou atributos que os tornam distintos dos atos de direito privado em geral. É exemplo de
atributo do ato administrativo, a:

(A) presunção de legitimidade, segundo a qual existe presunção absoluta de que o ato foi praticado em conformidade
com a lei;

(B) imperatividade, segundo a qual o ato administrativo se impõe à própria Administração Pública, incluindo seus
agentes e excluindo terceiros particulares que não tenham expressamente concordado;

(C) autoexecutoriedade, segundo a qual o ato administrativo pode ser posto em execução pela própria
Administração Pública, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário;

(D) autotutela, segundo a qual o ato administrativo se impõe de forma coercitiva à própria Administração Pública e
a todos os administrados;

(E) discricionariedade, segundo a qual todos os elementos do ato administrativo estão previstos em lei e o agente
público não possui liberdade para aferir a oportunidade e conveniência na escolha do momento da prática do ato.

5- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

Maria é servidora pública e trabalha como merendeira na cozinha da Escola Municipal Letras e Artes. Por descuido,
Maria deixou cair um objeto pontiagudo enquanto preparava o lanche dos alunos e o estudante João, de 7 anos,
acabou o ingerindo junto com o sanduíche. João foi levado ao hospital, onde ficou internado por um mês. Em razão
dos danos morais e materiais sofridos por João, caberá indenização baseada na responsabilidade civil:

(A) objetiva da Maria, que responde pelos danos que causou a João, sendo imprescindível a comprovação de dolo
ou culpa em sua conduta e cabendo responsabilidade subsidiária do Município no caso de insolvência de Maria;

(B) objetiva do Município, que responde pelos danos que seu agente, nessa qualidade, causou a João, sendo
prescindível a análise do elemento subjetivo e assegurado o direito de regresso contra Maria nos casos de dolo ou
culpa;

(C) objetiva do Município, que responde pelos danos que seu agente, nessa qualidade, causou a João, sendo
imprescindível a análise do dolo ou culpa de Maria e assegurado o direito de regresso contra Maria nesses casos;

(D) subjetiva da Maria, que responde pelos danos que causou a João, sendo prescindível a comprovação de dolo
ou culpa em sua conduta e cabendo responsabilidade subsidiária do Município no caso de insolvência de Maria;

(E) subjetiva do Município, que responde pelos danos que seu agente, nessa qualidade, causou a João, sendo
imprescindível a análise do elemento subjetivo e assegurado o direito de regresso contra Maria nos casos de dolo
ou culpa.

6- (FGV/TJ-GO - Analista Judiciário - 2014)

Ao tratar dos temas concurso público e acesso a cargos públicos, a Constituição da República de 1988 dispõe que:

(A) as funções de confiança são exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo e destinam-
se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;

(B) a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou
títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego;

(C) constituem exceções à regra geral da exigência de concurso público, as nomeações para cargo em comissão e
funções de confiança, ambos declarados em lei de livre nomeação e exoneração;

(D) o prazo de validade do concurso público será de dois anos, prorrogável uma vez, por igual período, a critério da
autoridade que preside a banca do concurso;

(E) os cargos em comissão são exercidos exclusivamente por servidores não concursados, pois seu provimento
ocorre por livre nomeação e exoneração, e destinam-se às atribuições de direção, chefia e assessoramento

1- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

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Questões – Tribunais de Justiça

Em relação à disciplina constitucional da empresa pública, é correto afirmar que:


(A) tem personalidade jurídica de direito público e seu pessoal está sujeito à vedação constitucional de acumulação
de cargos;
(B) faz parte da administração direta e o ingresso de seu pessoal ocorre por meio de concurso público;
(C) somente por lei específica pode ser autorizada sua instituição;
(D) tem por objeto exercer atividade de caráter social, vedada a exploração de atividade econômica;
(E) seu pessoal enquadra-se na categoria de servidores públicos estatutários.
2- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O princípio da publicidade pode ser concretizado por meio de alguns instrumentos previstos na Constituição da
República, como o direito de petição e de obtenção de certidões, independentemente do pagamento de taxas, além
do direito de acesso à informação. Nesse contexto, é correto afirmar que:
(A) diante da obrigação constitucional de publicidade e transparência, é vedado ao agente público negar acesso à
informação por alegação de sigilo legal;
(B) não obstante o ônus do poder público do dever de informar, é possível a cobrança ressarcitória, ou seja, aquela
que corresponde ao efetivo gasto com o material empregado, como a hipótese de reprodução de documentos;
(C) é vedada a publicidade de informações relacionadas à remuneração de pessoal da Administração Pública;
(D) todos os julgamentos do Poder Judiciário são públicos, com livre acesso a qualquer cidadão, permitida a
limitação tão somente quando da lotação do espaço físico das salas de audiência;
(E) a publicidade dos atos, programas, obras e campanhas dos órgãos públicos deve ter caráter educativo,
informativo ou de orientação eleitoral, dela podendo constar nomes, símbolos ou imagens que remetam às
autoridades ou servidores públicos efetivamente envolvidos no projeto.
3- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

Agentes da vigilância sanitária realizaram fiscalização em supermercado e constataram que produtos alimentícios
impróprios para o consumo estavam expostos à venda. Os produtos foram apreendidos e periciados. Após processo
administrativo, os alimentos foram destruídos e aplicadas sanções administrativas ao supermercado. Na situação
narrada, o poder público agiu:
(A) no regular uso do poder de polícia, não havendo necessidade de prévia intervenção judicial, pela característica
da autoexecutoriedade do ato administrativo;
(B) no regular uso do poder de polícia, desde que na diligência estivesse presente alguma autoridade representante
da área criminal da secretaria de segurança pública;
(C) com abuso de poder, eis que a operação de fiscalização somente poderia ocorrer com mandado judicial de
busca e apreensão;
(D) com abuso de poder, eis que para destruição de alimentos seria imprescindível ordem judicial para tal;
(E) com abuso de poder, eis que a aplicação de sanções administrativas somente poderia ocorrer após regular
processo judicial, assegurados o contraditório e ampla defesa.
4- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

O Município concedeu autorização para João exercer atividade de comércio ambulante, com caráter discricionário
e precário, em determinado local público. Um ano depois, o Município resolveu alterar a destinação daquele espaço,
construindo um complexo esportivo, e revogou a autorização dada a João. No caso em tela, a conduta do Município,
ao revogar o ato administrativo, está:
(A) correta, porque, no exercício de sua autotutela, o Município pode rever seus atos e o mérito da revogação pode,
em regra, ser revisto pelo Poder Judiciário;
(B) correta, porque o Município pode rever seus atos, por motivo de legalidade, desde que promova a prévia
indenização a João;
(C) correta, porque o Município pode revogar seus próprios atos, por motivo de conveniência e oportunidade,
observado o interesse público;
(D) errada, porque a forma correta do desfazimento do ato administrativo seria a anulação e não a revogação;
(E) errada, porque o Município deveria ter obtido previamente decisão judicial para poder proceder à revogação.
5- (FGV/TJ-RJ - Técnico Judiciário - 2014)

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Questões – Tribunais de Justiça

Em tema de poderes administrativos, é exemplo de exercício de poder regulamentar a hipótese de:


(A) uma Câmara Municipal aprovar uma nova lei ordinária;
(B) uma Câmara Municipal fiscalizar, por meio do controle externo, as contas do Poder Executivo;
(C) um Prefeito editar um decreto complementando uma lei municipal que carecia de regulamentação;
(D) um Prefeito vetar ou sancionar uma lei municipal;
(E) um guarda municipal realizar fiscalização de trânsito.
1- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário – 2013)

O ato administrativo reveste-se de vários atributos, que os diferencia dos demais atos da administração.
Assinale a alternativa que indica a descrição correta de um atributo do ato administrativo.
(A) Imperatividade – permite à Administração Pública executar o ato administrativo sem acessar o Poder Judiciário.
(B) Tipicidade – indica que esse ato encontra-se previsto em lei.
(C) Presunção de legalidade e veracidade – tem presunção de absoluta de que o ato administrativo encontra-se de
acordo com a lei.
(D) Autoexecutoriedade – consiste na presunção de que o ato administrativo é verdadeiro.
(E) Coercibilidade – indica que o ato administrativo é previsto em lei.
2- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

João, servidor de uma concessionária de serviço público de transporte, em um dia de fúria agrediu fisicamente um
usuário do serviço sem ter sido injustamente provocado. No caso, ficou comprovada a agressão dolosa do
funcionário e o usuário, além da vergonha de ser agredido em público, desembolsou recursos próprios com o
tratamento de suas lesões.
Com base no caso descrito, assinale a afirmativa correta.
(A) A concessionária deverá arcar com a indenização e não poderá buscar o ressarcimento junto ao funcionário.
(B) Apenas o funcionário poderá ser responsabilizado.
(C) A concessionária irá responder e poderá ser ressarcida pelo servidor.
(D) A indenização deverá ser paga pela concessionária e pelo servidor na proporção de 50% para cada um.
(E) No caso, quem responde sempre é o Estado, pois é o responsável último pelo serviço.
3- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

A concessão de serviços públicos é uma espécie de contrato administrativo e, como todo contrato, vários fatores
podem levar à extinção da concessão.
Sobre as formas de extinção da concessão de um serviço público no ordenamento jurídico brasileiro, assinale a
afirmativa correta.
(A) A caducidade que ocorre com o transcurso do tempo poderá levar à extinção da concessão.
(B) A encampação é uma das modalidades de extinção da concessão e ocorre por razões de interesse público.
(C) A encampação é a extinção da concessão pelo transcurso do tempo do contrato.
(D) A caducidade implica na retomada do serviço por razões de interesse público, segundo análise discricionária da
administração pública.
(E) A extinção da concessão de serviço público ocorre apenas pelo transcurso do tempo.
4- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

A Administração Pública organiza-se por meio da distribuição de suas atribuições entre pessoas jurídicas e órgãos
que integram essas pessoas jurídicas. Sobre os órgãos da Administração Pública no direito brasileiro, analise as
afirmativas a seguir.
I. Os órgãos independentes encontram-se sujeitos a subordinação hierárquica.
II. Os órgãos superiores não estão sujeitos a hierarquia.
III. Os órgãos singulares possuem um único agente.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

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Questões – Tribunais de Justiça

(E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.


5- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

A gestão da coisa pública, em razão de atender ao interesse de toda sociedade, deve ser objeto de constante
fiscalização.
Tendo por base a temática do controle sobre a Administração Pública, assinale a afirmativa correta.
(A) Os responsáveis pelo controle interno devem comunicar irregularidades ao Tribunal de Contas sob pena de
responsabilidade solidária.
(B) O controle sobre a Administração Pública será interno e externo, uma vez que na Constituição não há previsão
de instrumentos de controle popular.
(C) O controle sobre a administração é essencialmente corretivo, não havendo controle prévio ou concomitante.
(D) O controle sobre a administração inclui a análise da conveniência e oportunidade de seus atos por parte do
poder judiciário.
(E) O Poder Legislativo não realiza controle sobre a Administração Pública em razão da separação de poderes.
6- (FGV/TJ-AM - Assistente Técnico Judiciário - 2013)

A Administração Pública, diante de um ato administrativo editado por uma autoridade incompetente, anula o referido
ato, sem antes acessar o Poder Judiciário.
Com base no caso descrito, assinale a alternativa que apresenta o princípio em que a Administração Pública se
baseou.
(A) Princípio da supremacia do interesse público.
(B) Princípio da indisponibilidade do interesse público.
(C) Princípio da segurança jurídica.
(D) Princípio da eficiência.
(E) Princípio da autotutela.
GABARITO:
TJ/SC 2018
1-E 2-C 3-A 4-D 5-B 6-D 7-D 8-D 9-D

TJ/AL 2018:
1-E 2-B 3-E 4-C 5-D 6-C 7-E 8-B 9-D 10-D 11-A

TJ/PI 2018:
1-D 2-A 3-B 4-E 5-B 6-A 7-C 8-D 9-E 10-A 11-E 12-D

TJ/RO 2015:
1- B 2-D 3-A 4-C 5-E

TJ/BA 2015:
1- B 2-D 3-D 4-D 5-C

TJ/GO 2014:
1-B 2-C 3-D 4-C 5-B 6-A

TJ/RJ 2014:
1-C 2-B 3-A 4-C

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TJ/AM 2013:
1- B 2-C 3-B 4-X 5-A 6-E

Noções de Administração Pública

1- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

A reforma do Estado no âmbito do Decreto Lei nº 200/67 é amplamente conhecida pela implantação da noção de
administração direta e indireta. Segundo diversos analistas e estudiosos, dado o conjunto de ações visando a sua
implementação, surgiram naquele momento da reforma consequências inadequadas, dentre as quais destaca(m)-
se:

(A) ampliação do núcleo estratégico do Estado por meio do desenvolvimento da carreira de gestor e ampliação
excessiva dos concursos;

(B) geração de práticas patrimonialistas na administração indireta por meio de contratações sem concurso público,
ocasionando nepotismo;

(C) fortalecimento da rigidez excessiva da administração indireta e centralização das ações na administração direta;

(D) geração da expansão da administração direta, concentrando nessa a maior parte dos investimentos do governo
federal;

(E) manutenção de relações pluralistas entre poderes, facilitando a aprovação dos orçamentos submetidos pelo
Executivo ao Congresso.

2- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

É comum que as pessoas associem o conceito de accountability apenas à noção de transparência e acesso às
informações apresentadas por órgãos públicos. Desconstruindo essa visão simplista, alguns autores indicam que o
accountability em países democráticos envolvem aspectos relacionados ao processo eleitoral, ao controle
institucional durante o mandato e às regras estatais intertemporais para além dos controle mandatos. É um
instrumento de accountability relacionado ao processo eleitoral:

(A) controle administrativo-procedimental, por meio de auditorias financeiras e pareceres de contas públicas,
realizado por tribunais de contas;

(B) social realizado pelos conselhos de usuários dos serviços públicos e pelo orçamento participativo;

(C) limitação legal do poder dos gestores públicos mesmo por acesso aos cargos por concurso ou equivalente;

(D) manutenção de mecanismos de restrição orçamentária que atribuam responsabilidades aos gestores públicos;

(E) estabelecimento de regras claras de financiamento de campanhas sustentadas no controle mútuo entre poderes.

3- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Um gestor público pode optar por diferentes formas de execução dos serviços públicos, desde a sua realização
direta até a terceirização.

A terceirização é uma modalidade específica que apresenta:

(A) a assinatura de um contrato patrocinado entre as partes;

(B) a atuação em serviços finalísticos, ou seja, de sua linha principal de atuação;

(C) a relação de emprego entre o trabalhador e a empresa contratante dos serviços;

(D) o objetivo de diminuir a máquina pública ao enxugar sua estrutura e os gastos com atividades-meio;

(E) o risco de serviços com baixa qualidade devido ao excesso de controle do contrato.

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4- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

A formulação de políticas públicas pode ser compreendida de maneiras distintas, de acordo com a teoria subjacente
que a explica. Uma política formulada com base no modelo do processo organizacional fundamenta-se na ideia de
que:

(A) escolhas são sistemáticas, feitas a partir de um conjunto fixo de alternativas, em ambiente onde a incerteza é
controlável;

(B) existe uma distância clara entre o problema que está sendo solucionado e o problema público como um todo;

(C) organizações filtram o problema e implementam as escolhas, sejam elas quais forem, com atenção aos objetivos;

(D) políticas públicas e suas ações são resultado de escolhas racionais, em que as consequências são conhecidas;

(E) solução de problemas é decorrente de resposta a eventos que geram barganhas e jogos de poder.

5- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Algumas discussões contemporâneas sobre formulação e implementação de políticas públicas sustentam-se em


dois fundamentos:

I . regras gerais que estabelecem o funcionamento dos sistemas político, econômico e social;

II . conjunto de regras, mecanismos e processos que definem a forma particular como se coordenam atores e
interesses na implementação de uma política pública específica.

Esses fundamentos são denominados:

(A) burocracia de governo / espaços de negociação;

(B) ambiente institucional / arranjos institucionais;

(C) capacidades estatais / processo decisório;

(D) processo de formulação / sistema de avaliação;

(E) capacidade técnico-administrativa / controle de resultados.

6- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão estabeleceu um Manual de Orientação para a Gestão do


Desempenho como um instrumento de gestão capaz de gerar melhoria contínua de resultados dos servidores e
equipes de trabalho. Esse manual especifica 4 níveis no processo de desmembramento de metas, conforme a
sistemática para avaliação de desempenho. Dentre esses níveis de desmembramento, NÃO estão previstos:

(A) planejamento estratégico institucional de órgãos e entidades da administração pública federal;

(B) planejamento estratégico do órgão superior e o Plano Plurianual;

(C) políticas internacionais e metas do milênio da Organização das Nações Unidas;

(D) processos de rotina e compromissos e metas individuais de desempenho;

(E) compromissos pactuados com unidades de ações, projetos e programas executados pelas equipes de trabalho.

7- (FGV/TJ-PI - Analista Judiciário - 2015)

Dentre as metodologias de gestão voltadas à gestão por resultados no Brasil, destaca-se o Modelo de Excelência
em Gestão Pública (MEGP). O MEGP estabelece um conjunto de parâmetros de avaliação de resultados, e a
pontuação global obtida pela organização é avaliada de forma a descrever a maturidade da gestão.

No MEGP, a máxima maturidade de gestão é aquela na qual há:

(A) nível superior para quase todos os indicadores de gestão, sendo referencial de excelência em muitos processos
ou produtos;

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Questões – Tribunais de Justiça

(B) muitos resultados relevantes nos diferentes indicadores que apresentam tendências favoráveis, com potencial
uso de informações comparativas;

(C) indicadores com resultados relevantes e esparsos, decorrentes da aplicação dos enfoques de gestão, avaliações
e melhorias apresentadas com algumas tendências favoráveis;

(D) resultados indicados incipientes, decorrentes da aplicação de enfoques de gestão implementados;

(E) resultados isolados decorrentes de enfoques de gestão implementados, pois a aplicação é local e limitada.

GABARITO:
1- B 2- E 3- D 4- C 5- B 6- C 7-A

Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015

1- (FGV/TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar - 2018)


A edição do Estatuto da Pessoa com Deficiência, Lei Federal nº 13.146/2015, constitui importante passo para
inclusão das pessoas com deficiência, para efetivação do princípio da igualdade material, bem como para o
fortalecimento e evolução do Estado Democrático de Direito.
De acordo com o mencionado diploma legal, a pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário,
sobretudo com a finalidade de:
(A) celeridade no andamento dos processos administrativos em geral, nas esferas municipal, estadual e federal, no
âmbito dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, exceto para fins de recebimento de restituição de imposto
de renda;
(B) atendimento em todas as instituições e serviços médicos ao público, inclusive sendo dispensada a observância
aos protocolos de atendimento médico, em situação de serviços de emergência públicos e privados;
(C) disponibilização de recursos, tanto humanos quanto tecnológicos, que garantam atendimento em igualdade de
condições com as demais pessoas, com prazo máximo de cinco dias para obter informações e documentos em
órgãos públicos;
(D) disponibilização de recursos, tanto humanos quanto tecnológicos, que garantam atendimento em igualdade de
condições com as demais pessoas, não sendo tal direito extensivo ao acompanhante da pessoa com deficiência ou
ao seu atendente pessoal;
(E) tramitação processual e procedimentos judiciais e administrativos em que for parte ou interessada, em todos os
atos e diligências, não sendo tal direito extensivo ao acompanhante da pessoa com deficiência ou ao seu atendente
pessoal.
1- (FGV/TJ-AL - Técnico Judiciário- 2018)
A Lei nº 13.146/2015 institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência destinada a assegurar e a
promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com
deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.
O citado estatuto legal estabelece que a pessoa com deficiência tem direito a:
(A) receber atendimento prioritário, sobretudo com a finalidade de tramitação processual e procedimentos judiciais
e administrativos em que for parte ou interessada, em todos os atos e diligências;
(B) ser beneficiada com isenções fiscais que compensem as limitações decorrentes de sua deficiência, mas não
tem prioridade no recebimento de restituição de imposto de renda;
(C) utilizar, de forma privativa, 10% (dez por cento) das vagas para automóveis em áreas de estacionamento aberto
ao público, de uso público ou privado de uso coletivo e em vias públicas;
(D) frequentar os prédios públicos, mediante utilização de rampas ou elevadores que serão obrigatoriamente
instalados nos órgãos públicos, que facultativamente podem proporcionar a acessibilidade nos seus sítios da
internet;

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Questões – Tribunais de Justiça

(E) ser livremente incluída no trabalho, vedada a sua colocação competitiva, em igualdade de oportunidades com
as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista e previdenciária.

GABARITO:
TJ/SC 2018: 1-E
TJ/AL 2018: 1- A

Redação
FGV/TJ-RO/2015- Cargo: Técnico Judiciário

O texto 1 da prova objetiva aborda o problema da procura de um novo modelo energético. O Brasil se encontra em uma
situação difícil nessa área, com deficiências resultantes de causas bastante variáveis. Procure analisar as dificuldades que o
país atravessa no terreno da energia, indique medidas a serem tomadas e justifique suas opiniões com argumentos
convincentes, através da elaboração de um texto dissertativo-argumentativo, sobre o tema acima, em linguagem culta, com
número mínimo de 20 (vinte) e máximo de 30 (trinta) linhas.

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Questões – Tribunais de Justiça

FGV/TJ-BA/2015- Cargo: Técnico Judiciário


A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, lançou uma campanha nacional, em março de 1999, pela ética no exercício da profissão
de advogado. Isso ocorreu devido ao alto índice de advogados processados por falta de ética, valor que chega a 8% do total de
450.000 em todo o Brasil. As denúncias vão desde a cobrança de honorários excessivamente elevados até a apropriação dos
créditos aos quais o cliente tem direito. Além das denúncias que são relacionadas à falta de ética, também não faltam aquelas
em que o advogado é processado por prejudicar o cliente em razão de não conseguir expor seus direitos ao juiz, ou seja, falta
de competência profissional. Você acha que a campanha lançada pela OAB produziu bons frutos? O que mais pode ser feito no
combate ao problema? Exponha seu pensamento a respeito, em texto de no mínimo 20 e no máximo 30 linhas, em língua
culta, dando especial atenção à estrutura do texto e aos argumentos apresentados na defesa de sua posição.

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Questões – Tribunais de Justiça

FGV/TJ-GO/2014- Cargo: Analista Judiciário


O apoio judiciário e administrativo envolve uma gama bastante diversa de atribuições e exige do profissional uma ampla
qualificação; essa preparação, onde pode ela ser adquirida? É suficiente um curso superior na área de Direito ou
Administração? O que mais se pode fazer para que o desempenho desse profissional seja satisfatório e, mais do que isso,
eficiente? Expresse sua opinião sobre a sua atividade, sugerindo caminhos para que a atividade mostre progresso e eficiência.
Redija o que pensa sobre sua atividade em texto dissertativo-argumentativo, com número mínimo de 20 (vinte) e máximo de
30 (trinta) linhas, expressando seu posicionamento apoiado em argumentos convincentes, em linguagem culta.

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