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Psicologia

2º Termo
ATUALIDADE DA PSICOLOGIA JURÍDICA
1ª aproximação da psicologia com o direito foi no sec. XIX com a Psicologia do
testemunho onde o psicólogo tinha a função de verificar se o testemunho da pessoa era
verdadeiro ou se ela estava sendo induzida por pessoas ou emoções.
Nesta época o ideário era positivista, portanto, tudo era baseado em testes
empíricos , exames, que fossem capazes de provar um parecer.
Foi neste contexto, no ano de 1945 foi que Mira y Lopes escreveu o primeiro livro de
psicologia jurídica com sua visão voltada para os meios positivistas de análise.
Na época a psicologia estava entrando no direito e não era eficaz como é hoje. Para
os acusados ela mais atrapalhava do que ajudava pois diziam que ela só servia para prolongar
a pena, e no caso das crianças, na maioria das vezes favorecia a decisão de enviá-las para
internatos e reformatórios não dando a devida assistência necessária .
Em 1980 – UERJ – surgiu a primeira universidade de psicologia clinica voltada para
fins jurídicos. Pouco após em 1986 foi criado o departamento de psicologia social.
Nos anos 80 após o regime militar se iniciou discussões sobre a cidadania e direitos
humanos.
De 1927 – 1979 vigorou o “Código de menores” que abrangia as seguintes situações:

 Criança irregular
 situação de risco
 perigosa
 abandonada
 carente
 conduta anti-social
A mentalidade na época era de tirar essas crianças da rua, da sociedade jogando
sobre elas a responsabilidade de se encontrarem nessas situações.
As crianças eram enviadas ou para delegacias ou para internatos.
Em 1990 para mudando essa linha de pensamento e visão foi criado o ECA ( Estatuto
da Criança e do Adolescente ) que tem uma visão voltada para assistência do jovem.
1985 ocorreu o primeiro concurso publico de SP para 64 psicólogos para trabalharem
na Vara da Infância e Juventude.
Com a criação do ECA posteriormente o menor passou a ser SUJEITO DE DIREITOS,
contrapondo a visão anterior que manda os jovens para delegacias e reformatórios.
Obs: No inicio a psicologia era positivista e assim sendo voltada para confirmação de um
comportamento, conduta, era preocupada em identificar e comprovar distúrbios comportamentais e
como neutralizar o indivíduo.

Já na atualidade, após alguns anos de evolução a visão hoje é de prestar auxilio ao


individuo levando também em conta o contexto no qual ele esta inserido como fator de influencia
sobre seu comportamento.
Psicologia
2º Termo
Em setembro de 1998 foi criada a associações de psicologia jurídica após um
congresso no Chile. Participaram os psicólogos da penitenciaria e dos fóruns.
O resultado desse período de reflexão e organização da psicologia trouxe para nós
hoje um trabalho mais humano, com mais aconselhamento e acompanhamento e uma
realidade mais distante dos simples testes.

Resiliência: É um fator interno do ser humano, subjetivo. Tem a ver com todo suporte
que um individuo recebe desde pequeno, construção da personalidade que vem desde o
nascimento que faz com que o individuo reaja de determinada maneira diante de um
problema. É a capacidade de “se recompor” após determinado trauma.
Freud separou os efeitos psíquicos em neuroses e psicoses.
Neurose pode acometer qualquer tipo de pessoa e ser momentânea, devido a um trauma
recente, um momento especifico que a pessoa passou ou tem passado tal como a perda de um
parente. Pode ser trabalhada com sessões de psicologia trabalhando a consciência da pessoa.
Já a psicose é necessário a administração de medicamentos, esta não se trata de um momento
mas sim de um estado no qual a pessoa se encontra e tem sua relação com a realidade afetada
e distorcida.

Psicose: Perturbação intensa do individuo com a realidade. Ruptura entre o “ego” e a


realidade, ficando o ego sob domínio do “id”.
ID: Regido pelo principio do prazer. O individuo não se importa com o contexto,
apenas com sua vontade, daí o comportamento do estuprador que abusa da vitima sem levar
em consideração as conseqüências ou a vontade da mesma se importando unicamente com
seu ID (vontade derivada do prazer)
EGO:
SUPEREGO:
Paranóia: Delírios de perseguição. Não existe deterioração da capacidade intelectual.
A pessoa acha que todos em determinado lugar estão falando dela, que todos os homens
estão dando encima da namorada, que todos estão conspirando contra ele.
Esquizofrenia:
Bipolar: A pessoa é 8/80. É intensa no que faz e esta sempre inventando moda, hora
é uma coisa, hora faz outra e tudo com intensidade mas sempre como a neblina que logo
passa.
Perversão ou parafilías: Se transforma em distúrbio sexual quando o individuo
infringe os direitos e a vontade do outro.
Psicologia
2º Termo
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2º Bimestre
Faces da Violência
A agressividade não é apenas negativa pois ela pode ser canalizada e/ou contida, liberada
moderadamente.
Meios de controle da Violência: Educação (que vem dos pais)
Mecanismos de Contenção (Leis e Tradição)
25/10/11
Delinquente: Identidade com a criminalidade
Agentes da aviolencia – por algum motivo se identificam com a violência
ECA – 12 aos 18 anos
Algumas características psicológicas da adolescência
A exclusão do universo infantil e a inadequação ainda do mundo dos adultos faz com que o
adolescente busque pertencer a algum grupo, buscando assim lideres, modelos que se
identifique.
A instabilidade emocional favorece a escolha de modelos de grande apelo por suas mensagens
transformadoras ou contempladoras com o risco de serem inadequados. A experiência com
drogas, os comportamentos hostis e a dificuldade de lidar com tensões, provem muitas vezes
da observação desses modelos.
A boa estrutura familiar e o sucesso com que o adolescente tenha transitado pelas etapas
anteriores do desenvolvimento psicológico, permitem realizar essas escolhas de forma mais
consciente e com mais segurança.
Prova:
Apostila Faces da Violência
Caderno
Resumo sobre violência Doméstica (e-mail)